não pode ser vendido separadamente Domingo, 18 de agosto de 2019
PATRIMÔNIO CULTURAL DO AMAZONAS
O último herói da Amazônia NOSSO AMIGO
PEIXE-BOI!
É UM GORDO SIMPÁTICO!
Nº113 AGO/2019
Domingo, 18 de agosto de 2019
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Repórter Curumim
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Levi’s lança coleção em parceria com Hello Kitty A Levi’s uniu forças com a empresa japonesa Sanrio para criar essa coleção limitada da Hello Kitty que conta com uma variedade de jeans, camisetas e moletons com a temática da personagem, onde inclusive algumas das peças principais incluem o Unbasic Hoodie com Hello Kitty e seus amigos pendurados sobre o clássico logotipo Batwing Levi’s. A coleção foi lançada agora no início de agosto e já pode ser encontrada no site da marca e nas lojas da rede.
Live-action de ‘Aladdin’ pode ganhar sequencia Dan Lin, produtor do live-action de Aladdin anunciou uma boa notícia para os fãs da produção. Em entrevista ao portal Insider, o taiwanês confirmou o interesse em uma sequência do filme que arrecadou pouco mais de US$ 1 bilhão nos cinemas mundiais, entrando na lista dos cinco remakes da Disney a bater essa quantia. Na contagem estão os filmes O rei leão (US$ 1,334 bilhão), A Bela e a fera (US$ 1,263 bilhão), Alice no país das maravilhas (US$ 1,025 bilhão) e Mogli: o menino lobo (US$ 966 milhões). Mesmo com a confirmação de Dan Lin sobre o iteresse em produzir a sequencia, o filme ainda não tem data para as gravações ou estreias e não está na lista de produções para os próximos anos dos live-actions da Disney.
Curumim é uma publicação da
Amazônia O último herói da
Expediente Diretor Presidente Mário Adolfo
Diretor Executivo Mário Adolfo Filho
Diretor de Criação Marcus Vinícius
Desing e ilustração Carol Cavalcante
Editoração eletrônica Victor Costa (MTb-359/AM)
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99984-8570 Avenida Constantino Nery, edifício Empire Center, Chapada - Manaus
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3 Fora os predadores. Viva Kinjá! Na minha longa estrada pelo jornalismo, certa vez me deparei com uma foto que nunca mais vou esquecer. Uma fileira de peixes-boi da Amazônia mortos por asfixia, com cortiças (rolhas) enfiadas nas narinas dos bichinhos. É muita maldade e ganância. Não tem quem não fique indignado vendo uma imagem dessas. Eu fiquei. Fábio Omos, biólogo e doutor e Zoologia, escreveu que os peixesboi-amazônicos foram caçados em escala industrial desde o Brasil Colônia e há registros de sua carne e óleo sendo exportados do então Grão Pará no século XVII. Estima-se que entre 1.000 e 2.000 animais foram mortos por ano entre 1780 e 1925. O número cresceu tremendamente após 1935, com a industrialização do Brasil e o surgimento da demanda por correias de motores e outros usos para couros grossos e resistentes. A armadura do peixe-boi foi sua desgraça. Mas, Enquanto alguns ainda continuam matando o
peixe-boi, o Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa) continua lutando para salvá-lo. Por isso, no dia 8 de fevereiro, fez até festa para Kinjá, considerado o peixe-boi da Amazônia mais bonito, que completou 15 anos no Inpa Em comemoração ao aniversário do Kinjá, a equipe da Associação Amigos do Peixe-boi (Ampa), com o intuito que a comunidade conheça o peixe-boi mais bonito, transferiu o animal para o tanque de exposição, localizado no Bosque da Ciência no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). Kinjá, que nasceu há 15 anos no cativeiro do Inpa, é filho da fêmea Boo e do macho Tupy, e considerado o peixe-boi da Amazônia mais bonito por vários especialistas do Brasil, por possuir uma mancha branca peculiar que se estende da barriga, nadadeira peitoral até o focinho. Bom domingo, Curuminzada!
O festival mais tradicional da cidade De 9 a 20 de agosto na Ponta Negra Apresentações artísticas,dança e comidas típicas a preços populares
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4 O PEIXE-BOI DA AMAZÔNIA A Turma do Curumim adorar brincar no lago nos dias quentes, quando o verão amazônico mostra um céu azul e um sol resplandecente. No meio da brincadeira de dentro d’água, a indiazinha Murupí gritou: —Olha lá, um peixe-boi! — Onde? Eu não vi! – lamentou Sarah Patel, a tartaruga que é lenta na areia, mas rápida na água. O jaraqui Jara, que conhece muito bem seus amigos peixes, resolveu explicar melhor. — Ele já submergiu. Mas aguenta aí, tartaruga, já já ele sobre para respirar de novo. Dito e feito. Minutos depois, o peixe-boi emergiu e todos ficaram maravilhados com seu tamanho. — Que lindo. Ele é um maceta! – gritou eufórica, Sarah Patel. — A pele é sedosa, chega brilha! – disse Murupí. — Pena que esteja ameaçado de extinção! – lamentou o Jacaré Thinga. — Como é que é, jacaré. Esse bicho lindo corre perigo? – perguntou a indiazinha Murupí. — Corre sim, explica aí pra ela, Curumim. — É verdade. Esse animal é muito caçado, apesar de sua comercialização ser proibida. Muitos pescadores utilizam redes criadas especialmente para pegar esse animal. Todos esses fatores contribuem para que esse animal esteja classificado como vulnerável na lista da IUCN (International Union for Conservation of Nature). — Que maldade! – suspirou Sarah Patel. — Ah, Curumim, eu quero saber mais sobre esse boizão aquático, simpático e gorducho! –, pediu, com a maior ternura, a indiazinha.
— Vamos lá – respondeu o último herói da Amazônia – Todo mundo já ouviu falar do peixe-boi-da-amazônia, não é mesmo? Esse animal, que apesar de receber o nome de peixe, é um mamífero que apresenta muitas características interessantes e, infelizmente, corre o risco de entrar em extinção. Os peixes-bois são mamíferos aquáticos da ordem dos sirênios. — Sirênios? Será que ele tem sirene que nem a ambulância do Samu? – questionou a tartaruga. — He he, he!... Claro que não Sarinha. Mas eles emitem um som, sim, por isso essa ordem recebeu esse nome (sirênios) graças ao canto desses animais, que fazia muitos o associarem à lenda das sereias. Existem quatro espécies de peixe-boi no mundo, e uma delas vive apenas em água doce, aqui no Brasil, mais especificamente na Amazônia.O peixe-boi-da-Amazônia, como é conhecido o Trichechus inunguis, é o menor dos peixes-bois e originalmente ocorria em toda a bacia dos rios Amazonas e Orinoco, chegando à Venezuela e à Colômbia. No entanto, esses animais despertam o interesse de caçadores
por sua carne farta e seu óleo. A caça ao longo dos anos diminuiu consideravelmente sua população. Gordurinhas sobrando O peixe-boi-da-Amazônia é um mamífero herbívoro – ou seja, se alimenta apenas de algas, aguapés e capim aquático. Mas de plantinha em plantinha, o peixe-boi chega a pesar 300kg e a medir 2,5m. — Agora entenda, o bicho é vegetariano e mesmo assim é gordo! – interrompeu Sarah Patel. Quando não está comendo, o peixe-boi-daAmazônia provavelmente está dormindo. Ele passa metade de seu dia dormindo dentro da água. Por ser um mamífero, ele precisa ir à superfície para respirar. Normalmente, respira em intervalos de um a cinco minutos, mas quando está dormindo, quietinho, consegue ficar submerso por até 25 minutos. Enquanto seus parentes do mar, os peixes-boi marinhos, podem nadar tanto em água doce quanto em água salgada, o peixe-boi-da-Amazônia raramente se aventura em águas salgadas.
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5 A Maior soltura de peixesbois da Amazônia No dia 18 de março de 2019, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC), em parceria com o Projeto Mamíferos Aquáticos da Amazônia e o Museu na Floresta, fez a maior soltura de peixes-bois da Amazônia já realizada na história. Doze peixes-bois da Amazônia foram reintroduzidos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, próximo ao Município de Beruri e 173 km de Manaus. Os animais que foram devolvidos à natureza foram vítimas de caça ilegal ou captura acidental, explica o responsável pelo Programa de Reintrodução de Peixes-bois, biólogo Diogo de Souza. — Os peixes-boi filhotes resgatados são reabilitados no Inpa em tanques de fibra. Geralmente,
eles perdem a mãe para a caça ou são pegos em redes de pesca –, explica Souza, que é mestre em Biologia de Água Doce e Pesca Interior pelo Inpa. O Inpa já reintroduziu aos rios da Amazônia 23 peixes-bois. Desde 2016, eles são soltos na RDS Piagaçu-Purus, baixo rio Purus, onde as comunidades dessa unidade de conservação do estado do Amazonas são parceiras do Programa. A última soltura aconteceu em abril de 2018, quando foram reintroduzidos dez animais, cinco machos e cinco fêmeas.
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VAMOS COLORIR
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7 CURI
• O PEIXE-BOI É DA PESADA
SIDADES
boi são a destruição e a degradação do habitat, a liberação de mercúrio nos rios e agrotóxicos.
O peixe-boi da Amazônia e vive exclusivamente em água doce e atinge até 3 metros de comprimento e 450 quilos.
Fatos divertidos que você nem imaginava
• Tempo de vida
O peixe-boi-da-amazônia pode viver mais de 50 anos e atinge a maturidade sexual entre 5 e 10 anos.
• Reprodução
A gestação dele dura 12 meses, nascendo apenas um filhote, que mama por até dois anos.
• Em busca de ar
A cada 5 minutos, o peixe-boi-da-amazônia sobe à superfície para respirar e pode passar até 20 minutos no fundo d’água.
• Vegetariano
O peixe-boi é vegetariano, apear de gordo. Se alimenta, principalmente, de capim e alguns vegetais que crescem nas margens dos rios.
• Solitário
Cada fêmea de peixe-boi produz apenas um filhote a cada gestação e este filhote pode mamar por até dois anos.
Uma das principais características do peixeboi-da-amazônia é que possuem hábito de vida solitário. Dificilmente são vistos em grupos ou casais, pois isto ocorre apenas em época de acasalamento.
• Virou banquete
• Preservação
• Filho único
No passado, os peixes-bois foram muito caçados pela sua carne e couro. Hoje a caça, embora ilegal, é ainda feita principalmente pelas populações ribeirinhas, para o consumo da carne.
• Veneno nos rios
Além da caça, as principais ameaças ao peixe-
Existem diversas experiências e iniciativas para criação do peixe-boi da Amazônia em cativeiro. Isso possibilita que a espécie não desapareça.
• Salvando a espécie
Em 1998, nasceu em Manaus, o primeiro filhote de peixe-boi em cativeiro.
O que é um buraco negro? O buraco negro é uma estrela que perdeu o brilho e ficou extremamente densa. A gravidade dela é tão alta que suga o que está ao seu redor e não deixa a luz de outros corpos escaparem.
SALV EO
Desmatamento da Amazônia aumentou 15% em 12 meses NETA A PL
O desmatamento da Amazônia aumentou 15% nos últimos 12 meses, se comparado ao período anterior. Os dados são do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD), do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), que não é ligado ao governo. No acumulado de agosto de 2018 a julho de 2019, a área desmatada totalizou 5.054 km². A degradação costuma ser causada pela extração de madeira ou por queimadas. Segundo o Imazon, as florestas degradadas em julho de 2019 cobriram 135 km², o que representa redução de 62% ante julho de 2018, quando somaram 356 km².
APRESENTA Domingo, 18 de agosto de 2019
O último herói da Amazônia
O ÚLTIMO HERÓI DA AMAZÔNIA
as vezes nosso curumim, o último herói da amazônia, questiona a própria existência... onde estou?
quem sou eu?
para onde vou?
M!
TU
estou debaixo de um pé de tucumã...
Ui!
sou um indiozinho burro!
eu vou atrás de uma cachoeira gelada para curar esse galo!
FIM.