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jornal curumim japão

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não pode ser vendido separadamente Domingo, 22 de setembro de 2019

PATRIMÔNIO PATRIMÔNIO CULTURAL CULTURAL DO AMAZONAS DO AMAZONAS

O último herói da Amazônia

EDIÇÃO ESPECIAL: Nº118 SET/2019

90 ANOS DA IMIGRAÇÃO JAPONESA NA AMAZONIA!


Domingo, 22 de setembro de 2019

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Repórter Curumim

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CHEETOS HALLOWEEN ESTÁ DE VOLTA A Cheetos decidiu trazer de volta o já conhecido Cheetos Halloween, que traz os snacks nos formatos de esqueleto e sabor Queijo Defumado, mas dessa vez apostando em uma novidade: o sabor Churros. O novo Cheetos Halloween sabor Churros tem um objetivo que salta aos olhos logo de cara: ser estranho. A marca está dando o nome de “Travessuras” para a edição de queijo defumado e “Doçuras” para o sabor churros. Cheetos versão Travessura sabor queijo defumado e doçura sabor Churros já começam a chegar nos pontos de venda do Brasil com o preço sugerido de R$ 2,99.

Origami – A arte japonesa de dobrar papel Origami é a famosa arte japonesa de dobrar papel, a palavra significa literalmente dobrar papel. Com essa arte as pessoas são capazes de transformar um simples papel em um grou (tsuru) com apenas 12 passos. O origami tem seu marco na história e é conhecido mundialmente. A origem do origami é um pouco desconhecida, dizem que ela vem dos tempos antigos quando documentos formais eram dobrados e redobrados de forma elaborada. Acredita-se que foi na Era Edo (1603-1867) que o origami se tornou uma forma de lazer. O origami pode ser dividido em 2 categorias a tradicional e criativa. O origami tradicional envolve dobrar um papel em formas de aves, rãs, balões, barcos, insetos e plantas. O origami criativo surgiu em 1950 e foi idealizado por Akira Yoshizawa, ele consiste em criar objetos e animais mais elaborados usando mais de um papel ou outras técnicas.

Curumim é uma publicação da

Amazônia O último herói da

Expediente Diretor Presidente Mário Adolfo

Diretor Executivo Mário Adolfo Filho

Diretor de Criação Marcus Vinícius

Desing e ilustração Carol Cavalcante

Editoração eletrônica Victor Costa (MTb-359/AM)

contatos:

99984-8570 Avenida Constantino Nery, edifício Empire Center, Chapada - Manaus


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3 “Yamato Damashii” Antes de pesquisar, desenhar a capa e a tirinha de quadrinhos que ilustram essa edição especial para comemorar os 90 anos de imigração japonesa na Amazônia, eu me fiz uma pergunta: Por que será, hein, que os japoneses são tão inteligentes e se modernizam cada vez mais sem, contudo, abandonar suas tradições? Diante da pergunta, comecei a ler e buscar artigos. Não existe “segredo” para que esse povo, tão querido no Brasil, tenha tantas qualidades e como seu comportamento e inteligência ajudam no dia a dia para seu crescimento . Segundo um desses artigos que li, “disciplina, respeito ao próximo e obstinação são apenas algumas dessas qualidades para alcançar seus objetivos”. Os japoneses são treinados “desde pequenininhos” para serem independentes e responsáveis com seus objetos pessoais. Ir para a escola sozinhas (desacompanhada dos pais) faz parte da rotina das crianças assim que saem do jardim de infância (Youchien). Elas seguem para a escola em pequenos grupos, sempre supervisionadas por um adulto, que as orientam em cruzamentos mais perigosos. É claro que o país é outro, a cultura é outra, os costumes são outros e a organização urbana também. Seria difícil (mas não impossível) praticar alguns desses hábitos no Brasil de hoje, com trânsito conturbado e a violência ameaçando a vida nas grandes cidades

brasileiras. Dentro das escolas japonesas, não são poucas as atividades que visam a independência dos alunos como aulas de culinária, de costura, cuidar de hortas e tarefas do domésticas. Desde cedo, aprendem que se sujar tem que limpar, pois são eles próprios que ajudam a fazer a faxina dentro das dependências da escola, inclusive o banheiro. Descobri em minhas leituras um termo usado pelos japoneses: “Yamato Damashii”, que pode ser traduzido como “Espírito Japonês” ou “Alma do Japão”. Trata-se de um conceito genuinamente japonês, que pode ter várias interpretações. Pode estar ligado ao patriotismo, orgulho da terra onde nasceu ou a um sacrifício ou ato heroico que uma pessoa pode fazer em prol do seu país. Segundo um desses artigos, alguns podem interpreta-lo como “doar-se ao máximo” ou “evoluir-se espiritualmente”. “Na verdade eu acredito que o Yamato Damashii se caracteriza por um conjunto de virtudes, como persistência, força de vontade e honra que reflete na conduta do indivíduo e que ajuda a formar seu caráter”, diz o autor do texto. Acho que, para nós, está faltando um pouco mais de “Yamato Damashii”. Banzai, curuminzada!


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4 90 ANOS DE IMIGRAÇÃO A SAGA DOS JAPONESES NA AMAZÔNIA Ao deparar com alguns trabalhadores rurais colhendo juta no lago, a indiazinha Murupi comentou com seu amiguinho Curumim, o último herói da Amazônia. — Ei, indiozinho, tu sabias que a juta foi cultivada no Amazonas pelos japoneses? — Sei sim, Murupi. Em 1929 colonos japoneses fizeram as primeiras tentativas de introdução da juta na Amazônia. Cinco anos depois o colono Ryoto Oyama consegue produzir uma variedade de juta adaptada às condições da região amazônica. Isso foi lá em Parintins, onde até hoje ele é muito querido! A indiazinha Murupi lembrou que, esta semana Consulado do Japão em Manaus estava realizando a Semana do Japão, em comemoração aos 90 anos da imigração japonesa na Amazônia.

— A história da imigração japonesa no Amazônia é uma história bonita e de muita coragem! A tartaruga Sarah Patel, que vinha chegando foi logo entrando na conversa, porque é uma tartaruguinha muito enxerida: — Como eu adoro um trocadilho, posso dizer que a saga dos japoneses na Amazônia é uma história de fibra! — Essa Sarah Patelé demais! –, riu Curumim, continuando a conversa. — Os japoneses há muitos anos demonstravam interesse na região amazônica, mas as negociações começam a se efetivar em 1925 quando o governador do Pará, Dionísio Bentes, recebeu a visita dos representantes da indústria de tecidos Kanebo (Kanegafuchi Boseki Kabushi Kaisha). No ano seguinte, chefiada por


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5 1 HAPPO KAIKAN EM VILA AMAZÔNIA

Hachiro Fukuhara (diretor da Kanebo) e mais oito técnicos, uma missão percorreu o interior buscando terras para a exploração econômica. — Em 1928, uma missão do Ministério das Relações Exteriores selecionou uma área de 300 mil hectares próxima a Maués. Em 1930, Tsukasa Uyetsuka, deputado e conselheiro do Ministério das Finanças do Japão, comprou 1,5 mil hectares em Parintins e instalou o Instituto Amazônia (Amazônia Kenkyujyo) com o objetivo de desenvolver pesquisas para apoiar as atividades agrícolas. — O instituto, em Parintins, desde 1931 estava recebendo levas sucessivas de jovens formados na Escola Superior de Colonização do Japão (Nihon Koto Takushoku Gakko), criada por Uyetsuka para formar especialistas no trabalho de colonização. Até 1938 a escola enviou oito turmas – cerca de 248 estudantes (conhecidos como koutakusseis) e seis famílias para o Amazonas. — Koutakusseis?... O que é isso, Curumim? Não esqueça que eu não falo japonês. –, perguntou Sarah Patel. — Ora, tartaruga, Koutakusseis eram jovens com idade entre 19 e 20 anos, estudantes de agronomia, provenientes de famílias de classe média, que foram para o Brasil no intuito de se fixarem para sempre no Amazonas.

2 GRUPO DE MAUÉS

O último herói da Amazônia continuou a história: — A primeira turma de koutakusseis chegou na Vila Amazônia em 20 de junho de 1931 e contava com 38 pessoas. A região viveu uma fase . de expansão graças à plantação de juta. Havia armazéns, escolas, hospital (para onde se dirigiam pessoas de Belém e Parintins), e o “hakko kaikan” (templo). — Os japoneses devem ter ficado maravilhados quando depararam com a beleza da natureza amazônica, não é Curumim? — Sim, indiazinha. A Amazônia até hoje fascina o mundo inteiro. E, é claro, que fascinou também os nossos irmão japoneses que aqui chegaram e escolheram a nossa terra para viver. No Pará, em Acará (atual Tomé-Açu), de 1929 até 1937 chegaram 2,1 mil pessoas. Em Monte Alegre, formou-se outro núcleo com 30 pessoas. No Amazonas, em Parintins, até 1937 chegaram 248 jovens estudantes e mais 150 famílias de imigrantes. Em Maués, nasceu outro núcleo com dezenas de famílias para o cultivo do guaraná. Eles também trabalharam no cultivo do cacau, que acabou se inviabilizando. Em 1935, ao se retirar de Tomé-Açu, foram fechadas as estações experimentais de Açaizal, Monte Alegre e Castanhal. Ocorreram também os esforços para a introdução das A pimentado-reino, a segunda alternativa depois do cacau, somente se tornou promissora em pimenta-do-reino, que se espalhou na região para se transformar no “diamante negro” da Amazônia.

EFIGÊNIO SALLES, O GOVERNADOR QUE ABRIU OS AMAZONAS AOS JAPONESE Segundo dados do consulado japonês em Manaus, eses existem hoje cerca de cinco mil pessoas entre japon nte, same curio Mas, do. Esta o todo e descendentes em a história da imigração japonesa no Amazonas não o começa no Amazonas., e sim no Pará. Um acord ês japon rno gove o e ense para rno firmado entre o gove previa a concessão de alguns hectares de terras para Estaimigrantes. Efigênio Salles, então governador do as com do vizinho, preocupado com a falta de perspectiv ém a decadência da borracha, aproveitou a ideia e tamb ofereceu sua parte: um milhão de hectares amazoa nenses foram destinados a quem se comprometesse era trazer novas opções agrícolas à região. O acordo o então u-se torno il Bras O . lados os bom para ambos rcio principal destino. Para a Amazônia, que via o comé es da borracha entrar em decadência sem outras opçõ sentade renda que o substituíssem, os japoneses repre rado vam uma salvação. O acordo previa um bem elabo boas te men dosa cuida asse estud que projeto agrícola, alternativas de produtos e formas de manejo.


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VAMOS COLORIR


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7 CURI

SIDADES

Fatos divertidos que você nem imaginava

Os japoneses inventaram as Havaianas? É verdade. A famosa marca de sandálias de dedo Havaianas teve como base inspiratória as sandálias japonesas chamadas Zori, comumente calçadas por quem traja os quimonos. A base das sandálias é feita a partir de materiais mais rústicos, assim como palha de arroz ou até mesmo madeira lascada, e as tiras onde os dedos se apoiam são de tecido. Com o conceito desse calçado oriental em mente, o primeiro modelo de Havaianas foi lançado em junho de 1962. Os chinelos eram simples, na tradicional combinação das cores branca e azul.

SALV EO

Fumaça de queimadas na Amazônia e em países vizinhos NETA A PL

Os ventos úmidos que sopram da Amazônia para as regiões Sul e Sudeste levaram fumaça de queimadas para diversas cidades de São Paulo e Paraná. A fumaça é oriunda de focos de fogo no Cerrado e na Amazônia, mas também de países vizinhos como Bolívia, Peru e Paraguai. As imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais mostram que a fumaça, que encobriu diversas cidades de São Paulo e Paraná se deslocou de regiões da Bolívia, Paraguai e dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os satélites do Programa Copernicus, da Agência Espacial Europeia, mostram altas concentrações de aerosol, indicativo de fumaça de queimadas, chegando a áreas do Sul e do Sudeste.

O JAPÃO • Tire o sapato Um costume bem interessante é que os japoneses tiram os calçados antes de entrar em casa. Dentro de casa, usam um chinelo especial chamado suripa. • Roupa tradicional O kimono é a roupa mais tradicional da cultura japonesa. Ela é muito usada, em ocasiões especiais, por crianças e adultos de ambos os sexos. • Bebida de arroz Uma das bebidas mais tradicionais do Japão é o saquê. Originária no século III, ela é fabricada a partir da fermentação do arroz. • Carne de baleia O povo japonês é o maior consumidor de carne de baleia do mundo. Este tipo de carne é muito apreciado na culinária japonesa. • Sopa barulhenta Ao contrário da cultura ocidental, os japoneses costumam fazer barulho de sucção ao tomarem sopa. É uma demonstração de polidez durante a refeição. • É primavera Na véspera da chegada da Primavera, os japoneses costumam atirar grãos de feijão pela janela. É um costume para atrair sorte e

energias positivas. • Gorjeta, nem pensar Você sabia que dar gorjeta no Japão é um sinal de falta de educação? Na verdade, é considerado um insulto. Nos restaurantes, o serviço do garçom já está incluído na conta. • Conversa reservada Embora os japoneses gostem de dispositivos móveis, eles quase nunca o usam para ligar, porque se eles querem conversar com alguém, é melhor fazê-lo em um lugar privado. • Aponte sem o dedo É considerado rude apontar com o dedo. A maneira correta é usar a mão inteira. Quando os japoneses apontam para si mesmos, eles o fazem tocando o nariz com o dedo indicador. • Mãos de agradecimento Ao dar ou receber algo, eles sempre fazem isso com as duas mãos, mesmo que seja um objeto pequeno, como um cartão. • Mulheres vivem mais Homens possuem vida média de 81 anos e mulheres, de 88. Será que a alimentação saudável, à base de peixe (maior país consumidor de peixe), tem algo a ver?


APRESENTA

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Hey, Sarah Patel! Sabia que a presença japonesa é muito forte na Amazônia?

O último herói da Amazônia

O ÚLTIMO HERÓI DA AMAZÔNIA

quando o dia raia, a gente lembra do japão! e é?

Se brincamos de origami é porque aprendemos com eles.

Se temos o delicioso sushi, também é graças a eles!

Agora eu entendi. Por isso eu vejo o japão até nos pés da murupi...

foram eles que inventaram a sandália de dedo!

como assim, tartaruga?

ora...

FIM.


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