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jornal curumim

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não pode ser vendido separadamente Domingo, 30 de junho de 2019

PATRIMÔNIO CULTURAL DO AMAZONAS

O último herói da Amazônia

não tem jeito não, neste ano eu vou pra ilha ver meu boi ser campeão! 1

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Nº106 JUN/2019

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Repórter Curumim

Bumbódromo é a arena do duelo Garantido X Caprichoso O centro cultural e desportivo Amazonino Mendes, foi inaugurado em 1988 também conhecido na cidade como bumbódromo é o local onde se realiza o festival de Parintins todos os anos. A arena foi construída com um formato da cabeça do boi e é divida pelas cores azul do Caprichoso e Vermelho do Garantido, os seus respectivos lados também apontam para o lado aonde está localizado o Curral (uma espécie de QG) de cada boi. O Bumbódromo de Parintins tem a capacidade para cerca de 17 mil pessoas. Em 2013 foi revitalizado e aumentou sua capacidade para mais de 12 mil para os atuais 17 mil expectadores, além de ganhar um novo sistema de iluminação, som, camarotes, acesso para portadores de necessidades especiais e ainda sistemas de segurança de última geração.

Curumim é uma publicação da

Dollify: o App de caricatura que está fazendo o maior sucesso O novo app que está fazendo sucesso é o Dollify e ele permite que você crie caricaturas e personalize um ‘boneco’ que se pareça com você. Disponível para todos os smartphones, o Dollify, App que antes permitia apenas a criação e personalização de caricaturas femininas e, há uma semana, passou a disponibilizar também a criação para o gênero masculino. Para criar é bem simples: basta baixar o aplicativo na loja de apps do seu smartphone, selecionar o gênero do seu ‘boneco’ e a partir disto você poderá começar a personaliza-lo. Olhos, cor da pele, cílios, acessórios… tudo! A ideia é que fique o mais próximo possível da realidade, o que inclusive, fez com que o App alcançasse o sucesso.

Amazônia O último herói da

Expediente Diretor Presidente Mário Adolfo

Diretor Executivo Mário Adolfo Filho

Diretor de Criação Marcus Vinícius

Desing e ilustração Carol Cavalcante

Editoração eletrônica Victor Costa (MTb-359/AM)

contatos:

99984-8570 Avenida Constantino Nery, edifício Empire Center, Chapada - Manaus


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3 Meu boizinho Pena de Ouro O Boi Bumbá é uma festa que mexe com o imaginário e o espírito inquieto das crianças. E até dos adultos. Lá no bairro da Cachoeirinha, ode me criei, inspirados no Corre-Campo, Mina de Ouro e Tira-Prosa, nós também criamos o nosso boizinho de pano, que se chamava “Pena de Ouro”. Eu, meus amigos Simão Pessoa, Sidão Soares, Fábio, Fernando, Ari, Nonato e o Luís Negão (na época podia chamar porque não tinha maldade) colocávamos o boi na rua antes dos folguedos de São João. Cobrando uma merreca, a gente dançava nos terreiros de barro das casas e vilas e os “velhos” davam um uma graninha pra gente, que gastávamos na merenda – geralmente pão quente, com manteiga e guaraná Andrade – , dividida irmãmente entre os brincantes. Nossas fantasias era apenas o chapéu coberto com papel de seda, uns cacos de espelhos colados e uma pena de pavão roubada do espanador da mamãe. Quando não tinha casa para dançar a gente saia pelas ruas Borba e Parintins cantando “rompemarcha, rompe marcha/ rompe marca da alegra/ vou botar meu boi na frua/ no vapor da companhia/ e o vapor da companhia/ é agora que vou te contar/ esse é Pena de Ouro/ o Melhor boi do lugar...” A cabeça do nosso boi era montada em cima de uma carcaça da cabeça de boi – com o chifre, claro –, conseguia com o dono do açougue que ia comprar

carne no Curre e trazia pra gente. A cabeça, osso fedido, pesava muito e era presa na espinha do boi que era um cabo de vassoura, por um parafuso apenas. Daí que o miolo do boi (hoje tripa) não podia dançar muito que amolecia a cabeça. Numa noite de São João, fomos contratados para dançar na casa de Dona Gui (Guiomar), tão generosa que para ajudar pagou o triplo do que cobrávamos. Naquela noite, nosso Amo, Simão, chegou no pescoço do boi – onde haviam dois buracos para o miolo enxergar -, e avisou: — Maneca (o miolo) não rebola e nem roda muito. A cabeça tá mole.. Aí é que Maneca rebolava mesmo. Numa daquelas rodadas radicais que deixa o rabo do boi na horizontal a cabeça soltar e fo bater na mesa dos convidados da festa. Dona Gui pediu o dinheiro de volta e baniu Pena de Ouro da festança. Com a cabeça do boi debaixo do braço, nosso amo, puxou a toada: “Estrela do dia/ quando o sol raiou/ bota marcha no boi/eu vou/ eu vou....” Bom domingo, curuminzada!


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A FESTA DO BOI DE PARINTINS Conheça a verdadeira história de Garantido e Caprichoso Batendo seu tambor, o Curumim saiu dançando no terreiro da aldeia e cantando uma antiga toada de Parintins: “Anunciei, boi na cidade/ a minha fama boi contrário você sabe...”. Sarah Patel, que torce pelo Garantido, provocou: — Peguei no flagra, hein, Curumim? Cantando a música do meu boi. Tu não és azul, indiozinho? — É verdade, tartaruga, eu torço pelo Caprichoso, mas gosto dos dois. Essa toada, por exemplo, do meu amigo Emerson Maia, é linda e não importa se for do Garantido! Murupí e o Jacaré Thinga se chegaram para perto da roda e a indiazinha comentou: — Gente, já está rolando o festival de Parintins, a mais bela festa folclórica do Brasil. Que tal contar a história dessa tradição para nossas crianças, hein, Curumim? Curumim começou a narrar uma velha história, que conhece de cor e salteado: — Era uma vez um boi alegre e brincalhão que encantava uma fazenda. Era querido por todos, até que um dia Catirina, a mulher de Pai Francisco, um peão da fazenda, ficou gravida e começou a desejar comer a língua do boi. Pai Francisco matou o animal para satisfazer o desejo de sua esposa. Na tentativa de salvar o “Boi”, foram chamados o pajé, o Amo da fazenda e sua filha – a Sinhazinha, quem num ritual de muita reza conseguiram ressuscitar o animal. A felicidade era enorme, começava uma grande festa e, Pai Francisco, que até então era o vilão da história, acabava sendo perdoado. Essa é a origem da festa folclórica do boi bumbá. Mas como começou essa rixa de Ga-

rantido versus Caprichoso, hein? Conta aí, indiozinho. Principalmente no que diz respeito ao boi do coração...he, he, he! – cutucou a tartaruga Sarah Patel. — Foi assim – recomeçou Curumim –, No final do século XIX e início do século XX, a Amazônia recebeu um grande fluxo imigratório de nordestinos devido às constantes secas nesta região. Os imigrantes também eram atraídos devido ao apogeu do ciclo da borracha. Dentre esses, um grande número de Maranhenses chegou à região trazendo o costume das brincadei-

ras de Boi. Um de seus descendentes, Lindolfo Monteverde, nasceu em Parintins em 1902 e cresceu em admirando os folguedos que havia na cidade. Em 1913, aos 11 anos de idade, decidiu criar seu próprio Boizinho de Curuatá com o qual brincava com crianças de sua idade - um chamado boi-mirim, que até hoje é muito comum no Norte e Nordeste do Brasil. Em 1920, devido a uma grave doença, fez uma promessa a São João Batista: se ficasse curado, iria realizar anualmente uma ladainha e uma festa de Boi em sua


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5 homenagem. Lindolfo foi atendido em seu pedido e cumpriu sua promessa. Contam os mais antigos que a apresentação começou com a ladainha e depois houve distribuição de Aluá, bolo de macaxeira, tacacá e, no final, muito forró. Lindolfo ainda batizou seu filho mais velho de João Batista Monteverde, em homenagem ao Santo Querido. A partir de então, todos os anos os torcedores do Boi se reúnem na noite de 24 de junho para rezar a ladainha e festejar São João Batista e, em seguida, saem pelas ruas da cidade, dançando em frente às casas que tiverem fogueiras acesas. Contam que Lindolfo Monteverde era um cantador e repentista que causava admiração em quem o ouvia cantar, por causa do timbre de voz que dominava os terreiros e era ouvido à distância, sem utilizar nenhum tipo de aparelho sonoro mecânico. Lindolfo também incomodava os torcedores do Caprichoso com sua firmeza de voz e a inteligência dos desafios que criava. Até hoje, é considerado o melhor compositor de toadas que o boi-bumbá de Parintins registrou. — Sim, Curumim. Agora fala do Caprichoso que é o boi das estrelas, como nós, né – provocou o Jacaré Thinga.

— O boi Caprichoso, eu adota a cor azul e tem uma estrela brilhante na testa, foi fundado por João Roque, Félix e Raimundo Cid, em 20 de outubro de 1913. Os três fundadores seriam irmãos, nascidos em Crato, Ceará, que se mudaram para Parintins devido ao Ciclo da Borracha. Ainda segundo esta versão, o boi recebeu esse nome devido à sugestão de um advogado, de nome José Furtado Belém, que conhecia um outro boi, de nome Caprichoso, que existia no bairro da Praça 14 de Janeiro, em Manaus, capital do estado. Defensores desta tese alegam ainda que “Touro Galante” seria o verdadeiro nome do boi, à época, antes de virar Caprichoso. — Então o Galante é o pai do Caprichoso ? – brincou o jacaré. Curumim rio: —Sei lá, eu não estava lá! He, he, he.... Mas alguns moradores antigos da cidade afirmam que, na verdade, o Galante era um boi fundado em 1913, boi este que foi citado em canções de Lindolfo Monteverde, fundador do contrário, como seu então rival. O Galante teria sido criado por Emílio Vieira, o “Traca-

já”. Após uma briga com os irmãos Cid, estes teriam criado o Caprichoso, em substituição ao Galante, de forma que seria o Caprichoso uma dissidência do Boi Galante, criado, não se sabe exatamente se em 1925 ou 1929. A indiazinha Murupi ibterromeu: — Mas sabia que tem uma professora em Parinyns, que conta direitinho essa história do touro negro? — Verdade. É a professora Odinéia Andrade. Ela afirma que o bumbá foi fundado em 1925 pelos irmãos Cid, que vindo do Ceará, passaram pelos estados do Maranhão e Pará, até chegarem à ilha, onde fizeram uma promessa a São João Batista para obterem prosperidade na novo município. Isso teria sido motivado pelas influências recebidas pelos Cid durante a trajetória até a ilha, quando puderam conhecer vários folguedos juninos por onde passaram. Duas manifestações folclóricas chamaram a atenção: o Bumba-Meu -Boi, maranhense, e a Marujada paraense. Dona Odinéia afirma que o Boi Caprichoso assimilou elementos desses dois folguedos, uma vez que o bumbá adotou como cores oficiais o azul e o branco, usadas na farda dos marujos. Como eles batiam tambor quando chegavam à cidade, o ritmo foi assumido pelo Caprichoso, nascendo assim a marujada de guerra.


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VAMOS COLORIR


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SIDADES

Fatos divertidos que você nem imaginava

O BOI DE PARINTINS • David Assayag A torcida, também chamada de galera, senta separada e é proibida de vaiar os adversários. A torcida que se manifestar quando boi “contrário” está se apresentando, perde pontos.

Em 1995, David se tornou o levantador oficial de toadas do Garantido, o boi vermelho, e assim alcançou projeção nacional. Em 2009, chocou toda a Ilha ao comunicar que, por divergências com a diretoria, estava trocando o Garantido pelo Caprichoso, onde está desde então.

• Campineiro

• Apelo da Fifa

• Galera

• Desde 1966

O Festival Folclórico de Parintins acontece desde 1966 (apesar dos bois existirem desde 1933) na Ilha de Tupinambarana (a maior ilha fluvial do Estado), mas só virou atração turística no início dos anos 90.

• Ilha encantada

A festa do boi na ilha é realizada, todos os anos, no último fim de semana de junho (durante muito tempo fixou-se a data nos dias 26, 27 e 28). Trata-se de uma mistura do Bumba-Meu-Boi com lendas indígenas.

Foi na Suméria, mais precisamente na cidade de Uruk, que pela primeira vez se dividiu o tempo em horas e minutos. A resposta é mais simples do que parece. O número 60, pode ser dividido por ele mesmo, por um e por 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20 e 30. Foi por isso que a base adotada para contagem de horas e minutos seguiu o padrão numérico do local, calcado sob o número 60. Talvez tenha sido essa a única contribuição dos matemáticos de Uruk para o que até hoje usamos no dia a dia.

Em 2014, a Fifa solicitou a mudança na data do festival para que ele não fosse realizado durante a Copa do Mundo no Brasil. Não adiantou. Em nome da tradição, a festa foi realizada entre os dias 27 e 29 de junho.

• Levantadores de toadas

Os cantores são chamados de “levantadores de toadas”. Usam roupas coloridas, penas e cocares. O mais famoso deles é David Assayag.

• Arena do boi

Cerca de 35.000 pessoas lotam o Bumbódromo – arena em forma de boi para ver o desfile do Boi Garantido (que veste roupas vermelhas) e o Boi Caprichoso (roupas azuis).

SALV EO

POR QUE AS HORAS SÃO DIVIDIDAS EM 60 MINUTOS E OS MINUTOS EM 60 SEGUNDOS?

Sabia que Parintins já teve um terceiro boi? Era o Boi Campineiro, que trazia as cores verde-e-amarelo e só disputou o Festival uma vez: foi em 1982, quando o Caprichoso desistiu em protesto ao atraso no repasse das verbas.

NETA A PL

França tem recorde de temperatura com 45,1°C A França atingiu nesta sexta-feira (28) o recorde absoluto de altas temperaturas com os 45,1°C registrados em Villevieille, cidade do sul do país, região que está sob alerta vermelho. Os 45,1°C foram confirmados pela agência meteorológica Méteo-France. O recorde anterior tinha sido detectado em 12 de agosto de 2003, quando os termômetros do departamento meridional de Gard marcaram 44,1°C durante uma onda de calor que deixou cerca de 15 mil mortos.


APRESENTA

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sarah patel está vendo aquelas nuvens brancas no azul do céu?

O último herói da Amazônia

O ÚLTIMO HERÓI DA AMAZÔNIA

pois é...parece que a mãe natureza é mesmo caprichoso!

tô!

às cinco e meia da tarde...

falo contigo mais tarde, viu curumim atrevido!

curumim corre vem ver a coisa mais linda!

é...parece que a mãe natureza avermelhou!

FIM.


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