BIOMA Julho • 2021
BEM-VINDAS! Bahema anuncia a chegada de 3 novas escolas em SC
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL Estamos construindo, mas ainda há muito a fazer. Por Caio Bianchi
FORMAÇÃO DE PROFESSORES A Escola 2025, a aula 2021 e novas parcerias internacionais
PALAVRAS DO CEO Avanços no semestre pavimentam o caminho de 2021 Por Gabriel R C Ribeiro ONDE TUDO COMEÇA O que vem por aí no evento da Educação Infantil
CIDADANIA GLOBAL Sandra Durazzo organiza núcleo de internacionalização e idiomas nas escolas do grupo
NOVA SEDE DO BRAZILIAN INTERNATIONAL SCHOOL NOVO CAMPUS, COM MAIS DE 6.500 M², PROMOVE A INTEGRAÇÃO DE PESSOAS E AMBIENTES
Índice
04.
Onde tudo começa?
06.
A escola e a família no desenvolvimento das crianças
08.
Novas escolas
10.
Transformação Digital
20.
Testar produtos coletivamente e construir conhecimento didático
22.
A contínua transformação digital
24.
Aulas 2021, Escola 2025 e Novas Parcerias Internacionais
26.
A pandemia impôs mudanças nas práticas de linguagem. Que mudanças foram essas?
28.
Internacionalização e Idiomas, uma força das escolas da Bahema
30.
Giro pelas escolas
43.
Encontros Bioma
44.
A Vania, da Escola da Vila
48.
Avanços no semestre pavimentam o caminho para 2021
Onde tudo começa? POR SONIA BARREIRA | DIRETORA PEDAGÓGICA DA BAHEMA EDUCAÇÃO
C
om este título instigante, demos início a um ciclo de palestras voltadas para famílias e profissionais da educação, com temas relacionados à educação infantil. Esta proposta nasceu e cresceu no comitê deste segmento, no qual participam regularmente representantes de todas as escolas da Bahema Educação. E juntas, para o evento, produzimos um vídeo com cenas de todas as escolas, com o propósito de revelar nossa visão sobre a infância e a importância da escola para essa faixa etária. 4
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Assim que ficou pronto, os membros do comitê assistiram o resultado em primeira mão. Foi uma grande emoção e rapidamente alguém expressou o sentimento de todas nós: “Pertencimento! As cenas que vi me representam, todas elas poderiam ser da minha escola”. Muito embora saibamos claramente que há muitas diferenças e especificidades em cada uma de nossas instituições, naquele momento, com aquela representação visual, todas nós nos identificaMos e nos sentimos mais próximas.
Isso expressa com muita propriedade aquilo que buscamos como grupo: que a soma de nossas diferenças construa nossa identidade como grupo educacional e multiplique nosso poder de atuação no cenário educacional brasileiro. Para tanto, temos atuado em várias frentes para que todos possam ter o mesmo sentimento que a colega expressou ao ver o vídeo: pertencimento! Trata-se de um desafio complexo a ser enfrentado por todos, já que essa percepção não será gerada por meio de padronizações ou de transformações planejadas em gabinetes. Ela deverá se dar por meio do trabalho coletivo, das instâncias de trocas e das realizações conjuntas que dão força e voz às nossas instituições. Por isso, vale a pena aproveitar o mote do evento, no formato de pergunta: Onde tudo começa? Onde nasce esse sentimento de pertencer a um grupo de educadores e educadoras que vai além de nossas escolas? A Bahema Educação teve início a partir de uma ideia agregadora e foi, progressivamente, envolvendo novas escolas, novas equipes, além de experiências educacionais ricas e únicas. Cada escola que chega tem uma história construída, uma cultura
própria, equipes reconhecidas e trabalhos estruturados. Escolas que começaram antes do nosso grupo e que devem ser integradas em toda a sua complexidade, já que nosso futuro depende também do nosso respeito pelo passado. Por outro lado, uma vez a bordo neste novo coletivo, experimentam uma nova conexão, às vezes construtiva e estimulante, outras vezes desafiadora e trabalhosa. Isso é inevitável neste novo contexto e o sucesso da integração e pertencimento depende do esforço de quem recepciona, mas também de quem chega. É preciso diálogo, abertura e disposição. É preciso propostas, iniciativas, respeito ao diferente e busca pela interlocução. E é nisso que temos trabalhado, para além dos esforços vultosos que estão sendo requeridos para a manutenção da qualidade do trabalho pedagógico em nosso cotidiano. Esse informativo pretende envolver todos os profissionais da Bahema Educação trazendo notícias sobre nossas realizações como grupo e também sobre algumas conquistas e avanços em nossas escolas ao longo do primeiro semestre de 2021.
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A escola e a família no centro do desenvolvimento das crianças
Como as crianças se expressam? Como os adultos podem ouvi-las? Com sensibilidade? Como promover uma educação que valorize e respeite a diversidade humana e que considere as principais perspectivas para este século? Para responder estas perguntas, a Bahema Educação está promovendo uma série de encontros sobre a primeira infância unindo especialistas, famílias e educadores para uma imersão nos desafios e na incrível potencialidade dessa faixa etária. Nosso país tem uma missão gigante de cuidar da educação de todos e todas, individual e coletivamente. Em 2021, a Bahema Educação, por meio do Centro de Formação de Educadores da Vila e em conjunto com suas escolas está colocando luz ONDE TUDO COMEÇA. 6
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AGOSTO 14
Adentrar o brincar, (re)conhecer as crianças
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Aprender inglês desde sempre
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COM ADRIANA FRIEDMANN
Inscreva-se!
COM ANTONIETA MEGALE
Inscreva-se!
Como criar crianças curiosas? COM MELINA FURMAN
Inscreva-se!
Eu comigo e com você: a convivência, os conflitos e as oportunidades de desenvolvimento moral na infância COM CATARINA GONÇALVES
Inscreva-se!
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Tem idade certa para aprender a ler e a escrever? COM CINTHIA KUPERMAN
Inscreva-se!
SETEMBRO 21
Intoxicações eletrônicas na primeira infância COM JULIETA JERUSALINSKY
Inscreva-se!
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Ser pai, ser mãe no mundo contemporâneo COM VERA IACONELLI
Inscreva-se!
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Roda de conversa: como educar crianças não racistas? COM YNAÊ LOPES DOS SANTOS
Inscreva-se!
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Bem-vindas!
E
m reunião virtual no dia 29 de junho com o time de todas as escolas e da Teia, o diretorpresidente da Bahema Educação, Gabriel Ribeiro, anunciou em 1ª mão a chegada de três novas escolas ao grupo, todas em Santa Catarina: Escola Internacional de Florianópolis , vizinha de muro da Autonomia, que já fazia parte do grupo; Escola Internacional de Blumenau; e a Escola Tupy, em Joinville.
alunos, das famílias e dos educadores. As trocas enriquecem e potencializam as escolas e o grupo.
As “novas irmãs” chegam para reforçar o portfólio de escolas bilíngues e internacionais, assim como o de instituições de qualidade a um preço acessível. As Escolas Internacionais de Floripa e Blumenau se somam ao Brazilian International School, em São Paulo, no perfil Ana, Denise e Raul, diretores do Colégio de escolas bilíngues. O Colégio Tupy, em Tupy, Escola Internacional de Blumenau Joinville, chega para se transformar na 5ª e Escola Internacional de Florianópolis, unidade da Escola Mais já em 2022. respectivamente, tiveram a oportunidade de O grupo agora tem 13 escolas distribuídas em 5 embarcar no Bioma da Bahema (conjunto de estados, de Norte a Sul do Brasil: Pernambuco, Ecossistemas, que são as nossas escolas) e São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa de conhecer os gestores das outras escolas, Catarina, que passa a contar com 4 escolas iniciando uma relação que permitirá ainda do grupo e figura como área de importante mais trocas de saberes e conhecimentos entre potencial de crescimento para a companhia. as instituições do grupo. A partir do olhar atento e cuidadoso para as trocas de saberes, A operação ainda está sujeita à aprovação do acreditamos que elas podem repensar suas CADE. práticas e melhorar as experiências dos 8
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Sobre as escolas:
Fundadas em 2014 e 2016, respectivamente, as Escolas Internacionais de Florianópolis e Blumenau possuem um projeto pedagógico de matriz sócio-construtivista, bilíngue, internacional e com identidade brasileira que vem somar às outras escolas do grupo, sobretudo junto ao Brazilian International School. As EIs são referência de qualidade nas áreas onde atuam e certificadas por uma das mais renomadas instituições educacionais do mundo, o IB (International Baccalaureate).
O COT (Colégio Tupy) é uma escola oriunda da ETT (Escola Técnica Tupy), fundada em 1959 e referência em ensino técnico. O COT é uma escola de ensino fundamental e médio que nasceu em 2003 em Joinville para atender à demanda de se criar uma proposta pedagógica que envolvesse prática e ensino em todas as atividades e que tem como principais características o acolhimento e o entendimento com seus alunos e as suas famílias. Amplamente premiada e reconhecida pela história que a antecede, é um referencial de qualidade no município de Joinville. A Companhia acredita que o modelo educacional do COT tem enormes sinergias com o modelo da Escola Mais, que por sua vez pode incorporar essa parceria com o ensino técnico da ETT para trazer mais esse aspecto para o seu já dinâmico currículo pedagógico. Importante destacar que a ETT não faz parte da transação e permanecerá com a Anima Educação. REVISTA BIOMA |
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Transformação digital POR CAIO GRACO BIANCHI
Adoto o livro Platform Revolution, do prof. norte-americano Geoffrey G. Parker e outros autores ligados ao MIT – Massachusetts Institute of Technology – como referência para tratar do tema da Transformação Digital.
Animados, chamam outro amigo - Nathan Blecharczyk - para ajudá-los a fazer um site que permita a outros interessados alugar seu espaço - sofá ou quarto de hóspedes. Em troca, o site ficaria com um pedaço do aluguel.
Um dos casos interessantes que o livro descreve é o de dois amigos, estudantes de design industrial, que moram juntos em um pequeno loft em San Francisco, Califórnia.
Em 2008, conseguem uma parceria importante para a estreia do site: o evento de tecnologia e tendências SXSW - South by Southwest, realizado em Austin, no Texas. Em referência ao colchão de ar anunciado na estreia, chamam o site e a empresa de…
Com o dinheiro curto para pagar o aluguel, Brian Chesky e Joe Gebbia decidem oferecer aos participantes de um evento de design que seria realizado na mesma cidade, em 2007, como opção aos caros hotéis, o colchão inflável da pequena sala do apartamento! Numa ação de marketing um tanto quanto singela, os amigos enviam aos participantes do evento o seguinte e-mail: If you’re heading out to the ICSID/IDSA World Congress/ Connecting’07 event in San Francisco next week and have yet to make accommodation, well, consider networking in your jam-jams. That’ right. For “an affordable alternative to hotel in the city”, imagine yourself in a fellow design industry person’s home, fresh awake from a snooze on the ol’air mattress, chatting about the day’s upcoming events over Pop Tarts and OJ.
A ação funciona e, com a sublocação, Brian e Joe conseguem pagar o aluguel do mês seguinte. 10
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Air Bed & Breakfast – ou Airbnb. Encurtando a história: hoje o Airbnb está presente em 81 mil cidades do mundo inteiro. Em 2019, foi responsável por 327 milhões de reservas de hospedagem.
A empresa vale cerca de 90 bilhões de dólares, aproximadamente o dobro do valor da maior cadeia de hotéis do mundo, a rede Marriot. Como isso aconteceu em tão pouco tempo? Isso foi parte de uma profunda ruptura econômica e social que os autores chamam de Transformação Digital. Até 2011, grande parte das maiores empresas do mundo ainda pertencia aos setores tradicionais da economia, como o petroleiro ou o bancário. É o que mostra o gráfico abaixo. Maiores empresas do mundo em valor - 2011
Nesse momento já se nota que algumas empresas de tecnologia, como Apple e Microsoft, integram esse grupo. Porém, a situação em 2020 é muito diferente, como mostra o diagrama da fig. 4. Ao lado da Apple, fabricante do Iphone, que passa a ser a maior do mundo, outros gigantes aparecem, como Amazon, Alphabet (dona do Google) e Facebook. Mas por que as empresas de tecnologia alcançaram esse patamar? Em resumo, o que o prof. Parker explica em seu livro é que essas empresas adotaram um modelo de organização denominado “Plataforma”, cuja definição é a seguinte. Plataforma é um modelo de negócio (ou forma de organização empresarial) que usa tecnologia da informação (especialmente a Internet) para facilitar interações entre produtores e consumidores de valor (informações, bens e serviços). REVISTA BIOMA |
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Os autores apresentam algumas características que diferenciam o modelo de plataforma do modelo tradicional de organização, que ele apelida de linear ou pipeline (encanamento).
Amazon Marketplace, oferecendo suas publicações. E mesmo um autor desconhecido pode criar sua publicação digital usando a plataforma Kindle Direct Publishing e assim acessar, em instantes, Um exemplo de modelo tradicional é o de uma base de muitos milhões de leitores. uma editora. Nela, um grupo de editores Ao permitir a participação de uma seleciona obras que, segundo seus multiplicidade de atores nas diversas critérios, serão oferecidas ao público leitor. faces dos mercados, as plataformas Esse modelo de produção naturalmente conseguem revelar e liberar novas limita, de um lado, o número de possíveis fontes de criação de valor. No caso do fornecedores (autores) e, de outro, o Airbnb, essa fonte é potencialmente espectro e a quantidade de leitores. ilimitada: todas as residências do mundo! Em contraposição ao modelo pipeline, Enquanto as grandes redes de hotéis temos o exemplo da plataforma da Amazon. investem fortunas para serem capazes O maior site de vendas online de livros e de oferecer ao público novas unidades, o produtos diversos permite que milhões Airbnb oferece uma variedade infinita de de consumidores ajudem a selecionar os opções a milhões de usuários sem realizar títulos mais populares. Do lado de quem qualquer investimento em ativos físicos. vende ou publica, as portas também Isso explica por que a empresa cresce estão abertas. Milhares de fornecedores muito mais do que as suas concorrentes independentes estão alojados na plataforma tradicionais. 12
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Outra característica que diferencia plataformas de empresas tradicionais é a capacidade de analisar grandes volumes de dados de consumidores, especialmente os relacionados a preferências ou avaliações dos produtos e serviços oferecidos. O site de vídeos YouTube, por exemplo, consegue oferecer a seus usuários uma seleção de conteúdo muito mais adequada do que é possível para um canal de TV. Toda a interação dos usuários com o site é registrada, incluindo as inscrições e as “curtidas”. Modelos matemáticos são utilizados sobre essa big data para selecionar conteúdos potencialmente mais atraentes para cada perfil. Ao oferecer conteúdo sob medida a cada usuário e ao permitir o acesso a milhões de publicadores e consumidores, utilizando qualquer dispositivo, a plataforma se torna quase onipresente. O prof. Parker explica que na essência do modelo de plataforma estão os chamados “efeitos de rede”. Esses efeitos se verificam nos mercados quando, para cada novo cliente ou usuário adicionado um serviço, aumenta o valor gerado para cada um dos usuários, e por consequência para o conjunto da rede. Exemplo clássico de efeito rede é o telefone. Os autores afirmam ironicamente que o maior prêmio de vendas da história deveria ser oferecido a quem vendeu o primeiro telefone! Obviamente, o valor gerado para o cliente do primeiro telefone é zero. Porém,
digamos que numa rede com 2 aparelhos, cada usuário atribua ao serviço da empresa de telefonia o valor de $1. Ao se adicionar o terceiro usuário, para cada um dos 3 usuários, o valor do telefone será $2, pois cada um poderá falar com 2 pessoas diferentes. Assim sucessivamente, verifica-se que, a cada novo usuário adicionado, o valor oferecido a cada um aumenta linearmente e, portanto, o valor da rede como um todo cresce de forma exponencial, como mostra o gráfico abaixo.
Do ponto de vista econômico, os efeitos de rede se fazem presentes nas organizações do tipo plataforma como economias de escala. Porém, são economias de escala diferentes das observadas nos grandes conglomerados industriais e nas empresas tradicionais, do tipo pipeline. Nestas, a economia de escala ocorre do lado da oferta. Grandes volumes de produção, melhoria contínua da eficiência do processo produtivo, isso garante menores valores unitários de compra, menores custos por quantidade produzida. REVISTA BIOMA |
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Nas plataformas, contudo, a economia de escala ocorre do lado da demanda. As tecnologias do lado do consumidor são as que permitem que muitos milhões de pessoas participem simultaneamente dos mercados. Redes sociais, apps, agregadores, sites de comércio eletrônico, essas são as ferramentas que produzem as economias de escala de demanda propiciadas pelas plataformas. Para favorecer os efeitos de rede, as organizações procuram facilitar a entrada de novos participantes (consumidores ou fornecedores). No site de buscas Yahoo, cada nova página candidata a ser catalogada precisava passar pela seleção da equipe interna. Isso tornava lento o crescimento do conteúdo catalogado. O Google surgiu um pouco depois, mas baseava a inserção de novas páginas em um mecanismo automatizado que era capaz de inserir e organizar todo o conteúdo com muito mais eficiência. Por facilitar a entrada de conteúdo qualificado e assim impulsionar o crescimento da audiência, o Google se tornou o maior e mais buscado site, e uma das maiores empresas do mundo. Efeitos de rede podem ser positivos ou negativos. Um exemplo de efeito negativo é o das epidemias. Nelas, os vírus se valem da proximidade entre as pessoas para se propagar. O efeito rede existe no fato de que 4 pessoas juntas criam um risco 3 vezes maior de contágio do que o que existiria numa reunião entre apenas 2 pessoas. Então, ao dobrarmos o número de pessoas na reunião, triplicamos a chance de contágio, e esse aumento exponencial 14
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caracteriza o efeito rede. Negativo para a sociedade, nesse caso. Para ficar no mesmo campo das epidemias, temos um efeito de rede positivo quando as pessoas são imunizadas pela vacina. A partir de uma certa porcentagem de pessoas vacinadas dentro de uma população (que depende das características específicas de cada vírus, vacina e população), a chance de contágio cai de forma abrupta. Isso porque, quando alguém sai à rua, a chance de contágio passa a ser menor do que a de não contágio, e dessa forma o vírus deixa de se propagar mesmo antes de que toda a população esteja vacinada. Os efeitos de rede podem ser favorecidos, nas plataformas que oferecem produtos, serviços e conteúdo, pela chamada curadoria. A curadoria de qualidade, realizada de forma automática ou pelas equipes das plataformas, ajuda a eliminar informações incorretas, tentativas de fraude e participantes indesejados, fazendo com que aumente a chance de cada participante encontrar o que precisa. Se é verdade que as organizações do tipo plataforma geram muitos benefícios para a economia e para a sociedade, também é verdade que elas representam uma grande ameaça competitiva para as organizações tradicionais ou lineares. A Wikipedia se vale das contribuições de milhões de editores para superar por larga margem a audiência das tradicionais enciclopédias, mesmo as que se moveram para o mundo digital. Assim, as plataformas reconfiguram a criação de valor, explorando novas fontes de fornecimento.
E reconfiguram o consumo de valor, como faz o Uber, por exemplo. Quando virtualmente todos os veículos estão à disposição para servir as pessoas nos trajetos do dia-a-dia, o próprio comportamento do consumidor muda. Muitos deixam em casa os seus carros, outros simplesmente vendem e deixam de ter veículo próprio, provocando alterações importantes no setor automobilístico. Mercados fortemente intermediados por agentes independentes também são afetados. O setor imobiliário, por exemplo, sempre foi movido pelos corretores de imóveis, que em diversos países atuam como importantes agentes para facilitar as transações entre compradores e vendedores. Esse fato não mudou totalmente, mas a novidade é que hoje os chamados portais digitais de imóveis, como ZAP e Quinto Andar, são as plataformas em que grande parte dessas transações ocorrem. De modo que esses intermediários se veem forçados a renovar suas habilidades e conhecimentos para que possam operar no meio digital. E, naturalmente, muitos agentes tradicionais vão sendo substituídos por novos atores nesse processo, o que pode ser chamado de “reintermediação”. Outro fenômeno que torna as plataformas uma ameaça competitiva para as organizações lineares é o da “agregação de mercados”. Ele pode ser verificado nos grandes portais de comércio eletrônico, como Amazon, e mesmo nos nacionais como Mercado Livre, Americanas, Casas Bahia, Magazine Luiza etc. Esses sites contêm não apenas produtos das próprias
redes físicas, mas uma grande variedade de produtos de terceiros produtores ou revendedores de mercadorias de diversos portes. Isso beneficia o consumidor, que tem mais opções, e mesmo os produtores e comerciantes, que passam a ter acesso a mercados nacionais ou internacionais. Porém, para os comércios locais ou as redes que não se adaptam a essa nova configuração, as plataformas representam quase a certeza de perda de negócios e de inviabilidade. No setor de educação, Udemy e Coursera são exemplos importantes de plataformas que permitem que inúmeras instituições de ensino ofereçam cursos online a dezenas de milhões de pessoas por preços competitivos. No Brasil, é notável a transformação experimentada no ensino superior, especialmente após a pandemia da Covid-19. O modelo online ou híbrido de educação se torna preponderante e os grandes grupos de educação, que já eram fortemente baseados em sistemas de ensino digitais, ampliam seus investimentos na transformação digital. Mundo afora, os investimentos nas chamadas edtechs (empresas de tecnologia educacional) crescem consideravelmente a partir do ano inicial da pandemia, como mostra o gráfico da figura 7 abaixo. Diante desse quadro, os autores de Platform Revolution indicam quais perguntas as empresas ou organizações chamadas “incumbentes” (aquelas que ainda operam no modo tradicional ou linear) devem fazer a si mesmas para que possam se reposicionar de forma competitiva.
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São elas: • Quais processos hoje são gerenciados dentro de casa e podem ser delegados a parceiros externos (fornecedores ou clientes)? • Como podemos habilitar parceiros para gerar novas formas de valor para nossos atuais clientes ou comunidades? • Existem formas de cooperar em rede com atuais concorrentes para produzir novos e valiosos serviços? O livro cita exemplos de empresas tradicionais como Nike e General Eletric, que conseguiram se reposicionar com foco não propriamente na tecnologia, mas valendo-se dela para impulsionar as interações entre os constituintes de seus segmentos de atuação, assim dinamizando esses ecossistemas e extraindo deles muito mais valor.
Movendo agora o foco para o segmento de ensino básico, onde a Bahema atua, notamos que os principais grupos de educação têm nas tecnologias digitais um importante motor de transformação. Empresas como Eleva, Arco e SEB continuam renovando suas apostas nos sistemas de ensino e tecnologias educacionais. Uma apresentação recente da Arco Educação ressalta que os efeitos de rede obtidos pela organização com o uso da tecnologia geram um “círculo virtuoso de negócios”. O grupo revela que emprega 16
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mais de 300 autores de conteúdo e outros 300 desenvolvedores de produtos digitais. Que esse esforço resulta em soluções digitais mais adequadas para os estudantes, com resultados acadêmicos superiores. Esses resultados reforçam as marcas do grupo e ampliam a capacidade de crescimento orgânico. Quanto mais cresce a base de estudantes, mais dados são gerados, mais ganhos de escala são obtidos. E a empresa reverte parte substancial desses ganhos em conteúdo e tecnologia, ampliando assim a vitalidade dessa espiral positiva.
Mas, e a Bahema? Para nós, a boa notícia é a de que não vamos partir de um simples colchão inflável, como fizeram os amigos do Airbnb! Temos importantes “ativos” em que devemos nos respaldar em nosso processo de transformação digital:
• 10+ Escolas (15+ unidades) •Centro de Formação •Bahema / Teia •11.000 estudantes •2.500 colaboradores •11.000 famílias •escolas parceiras •parceria com a Ânima Educação •Fornecedores Algumas escolas da Bahema já puderam construir ao longo de sua trajetória uma consistente presença digital, seja por meio de seus websites, redes sociais, ou fazendo uso dos AVA (ambientes virtuais
de aprendizagem) e desenvolvendo modelos técnico-pedagógicos adequados às suas abordagens únicas em educação. A construção da nossa plataforma digital passa pela necessidade de enxergar e interagir com os principais integrantes do “bioma” da Bahema - leia-se, nosso conjunto de ecossistemas, que são as escolas. O diagrama a seguir (fig. 8), do Gartner Group, mostra a importância de que a plataforma digital contemple as interfaces com: clientes (em nosso caso, estudantes e famílias); colaboradores (educadores etc.); parceiros, e com o mundo digital de forma geral, incluindo até as “coisas”, ou seja, objetos e equipamentos com que trabalhamos no dia-a-dia (IoT ou “Internet das coisas”). Em boa medida, a Bahema já iniciou essa lição de casa, como mostra o diagrama abaixo, em que as principais plataformas de software utilizadas pelo conjunto das escolas estão dispostas segundo o modelo do Gartner, atendendo as escolas e os diferentes participantes da nossa rede de relacionamentos.
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São quase 30 sistemas já homologados pela Teia – a central de serviços compartilhados da Bahema Educação. Porém – agora vem a notícia não tão boa – temos muito mais a fazer do que tudo o que já foi feito nessa área. É preciso reconhecer que a transformação digital é sobretudo uma transformação humana. Passa pela nossa capacidade de organizar as pessoas e os recursos de que dispomos para acelerar as mudanças. Promover a intensa troca de conhecimentos e experiências entre as escolas, bem como entre educadores e profissionais de tecnologia da organização. Nossas equipes de tecnologia ainda são numericamente escassas (felizmente não em qualidade e motivação), por isso precisamos fazer uso racional delas. Para cumprir esse objetivo, implantamos um modelo ágil de organização de TI, baseado na metodologia Scrum. Algo bastante semelhante ao que permitiu o crescimento acelerado e sustentável de empresas baseadas em tecnologia como a Spotify. 18
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Nesse modelo, os chamados PO (product owners ou gestores de produto), que fazem parte não de TI, mas das áreasfim da organização, são os principais responsáveis por identificar as necessidades e oportunidades de evolução das escolas com uso de tecnologia da informação. Os PO organizam e traduzem essas necessidades nas chamadas “histórias de usuário” (user stories), que são descrições detalhadas de funcionalidades de software demandadas por cada público-alvo (ou área de atuação) da organização.
O PO conta com uma equipe de desenvolvedores e analistas de sistemas chamada de squad. Da mesma forma que cada PO tem como foco um determinado público-alvo, também o squad trabalha com a missão de atendê-lo. Assim – e essa é uma característica central da organização ágil de TI – as equipes de tecnologia são segmentadas não por especialidades técnicas, mas por objetivos da organização. Objetivos tais como: proporcionar uma experiência singular a estudantes no uso dos ambientes virtuais de aprendizagem; facilitar a vida de mães e pais em suas interações com a escola; garantir a conformidade dos processos administrativos e financeiros da Teia, e assim por diante. Além das experiências práticas anteriores, nossa referência teórica para a organização de TI é o livro Agile IT Organization Design, do indiano Sriram Narayan, com quem temos a satisfação de interagir pessoalmente. Referência igualmente impor tante – principalmente em nossa área de TE (tecnologia educacional), coordenada pela Helena Mendonça – é a obra do autor, palestrante e consultor internacional em educação Michael Fullan, autor do livro Leading a Culture of Change. Temos consciência de que o setor de educação básica é altamente regulado (continuará sendo?), garantindo que alguns fundamentos da escola tal como ela sempre foi sejam preservados, mesmo diante de fatos muito novos para o setor, como a sua consolidação pelos grupos empresariais. Sabemos que a experiência da escola presencial é fundamental para crianças e
jovens, especialmente “onde tudo começa”, na primeira infância. Porém, da mesma forma que nossas escolas foram pioneiras e continuam pujantes na proposição de abordagens pedagógicas inovadoras, a Bahema como organização não pode se acomodar em seu atual ritmo de desenvolvimento tecnológico, que está aquém daquele observado nos grupos de educação concorrentes. A lição deixada pelos movimentos estruturais que todos tivemos que fazer durante a pandemia é clara. Esse ritmo de transformação digital vai se intensificar no setor de educação e a Bahema deve estar à frente desse processo se quiser continuar crescendo. Para que isso seja possível, algumas iniciativas importantes estão sendo e devem ser empreendidas. 1. Mudança da percepção sobre o papel da tecnologia da informação, de custo a ser otimizado (embora esse aspecto também seja importante) a investimento determinante para o futuro da Bahema. 2.Intensificação da capacitação de educadores nas plataformas e tecnologias educacionais. 3. Esforço organizado entre escolas e equipe de tecnologia para aumento da velocidade e abrangência de uso dos sistemas, tanto na área de gestão como na pedagógica. 4. Colaboração intensa entre as escolas para edificar uma base de conteúdos e experiências única nos ambientes virtuais de aprendizagem. 5. Reforço das equipes próprias ou terceirizadas de tecnologia. 6. Adequação gradual dos investimentos em tecnologia aos padrões de mercados mais evoluídos (5% a 6% da receita líquida), na medida em que os resultados da empresa permitirem. REVISTA BIOMA |
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Testar produtos coletivamente e construir conhecimento didático
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odos os dias somos procurados insistentemente por novas empresas de tecnologia da educação que oferecem propostas de prestação de serviços para o nosso grupo. Ainda que muitas dessas propostas sejam inadequadas, distantes dos nossos modelos pedagógicos, outras são muito interessantes e têm o potencial de contribuir com os nossos processos de ensino e de aprendizagem nas escolas. Mas para separar o joio do trigo, precisamos testar e conhecer melhor cada produto.
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Para aproveitar essas situações de testes pilotos, construímos um procedimento interno que tem ajudado as equipes das escolas a se conhecerem melhor e, eventualmente, debaterem sobre algum aspecto do trabalho pedagógico. Em um esquema de rodízio, convidamos três ou quatro escolas a testarem determinado recurso no mesmo intervalo de tempo e, ao final, juntos analisamos os prós e contras. Essa análise sempre convoca os participantes a justificarem suas posições a partir da fundamentação conceitual sobre a área, bem como sobre a faixa etária em que as ferramentas serão usadas.
Ano passado, selecionamos a Tamanduá.edu como uma parceira importante na oferta de filmes, curtas e documentários para complementar nossas aulas, contratada por 5 escolas do grupo. Além da variedade e qualidade do acervo, ter a assinatura de um streaming fechado dá mais segurança no acesso das crianças e jovens e permite aos professores e professoras um processo de curadoria mais articulado com as competências da BNCC. O mesmo se deu com a Evolucional, empresa que nos fornece simulados do Enem para que possamos familiarizar os alunos e alunas com este tipo de prova, prever resultados, identificar gaps curriculares e fornecer trilhas de estudo personalizadas aos nossos estudantes. Além disso, representantes das escolas se reuniram este ano para debater formas de incrementar o uso da plataforma, tanto por parte dos professores quanto dos alunos, de usar os dados obtidos para promover alinhamentos curriculares e para definir metas de performance das escolas no exame. Em 2022, nosso grupo pretende dar mais um passo nessa direção e usar os mesmos simulados para comparar resultados e testar estratégias de estudo e propostas de ensino. Neste semestre, pudemos testar também, em grupo, a plataforma Letrus de correção de textos com uso de inteligência artificial. O piloto foi realizado com alunos da 1ª série do Ensino Médio e os professores envolvidos se mostraram muito interessados e motivados pelos processos de aprendizagem que o uso da plataforma pode gerar. O foco em processos de
revisão e aperfeiçoamento dos textos foi o mais destacado e certamente a plataforma será usada por nós em 2022. A Educacross, plataforma de jogos envolvendo conteúdos matemáticos para alunos de Fundamental 1, foi testada por dois meses por 4 escolas e a reunião de avaliação permitiu um debate aprofundado sobre a didática da matemática, os processos de construção pelos quais passam nossos alunos e sobre a possibilidade de uso de games que não se restringe a premiar a resposta certa e punir a errada. Os participantes ficaram animados! Para o segundo semestre, estamos analisando, entre outros, um piloto de parceria com A Taba que, além de ser um clube de assinatura de livros infantis, tem também um trabalho junto às escolas que visa a construção de comunidades leitoras, aproximando famílias e escolas por meio de uma curadoria de alto nível e da proposição de formas de exploração dos livros infantis na escola e em casa. Estes são exemplos de como um desafio pragmático de avaliação de produtos e serviços para nosso grupo, quando feito coletivamente, pode favorecer o debate sobre o uso do cinema como recurso pedagógico, o papel das simulações nos exames externos, os desafios presentes na revisão textual, a motivação para aprender matemática e critérios para definir corpus literário em nossos currículos. Espaços para troca não faltam em nossa comunidade de aprendizagem! REVISTA BIOMA |
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A contínua transformação digital POR HELENA MENDONÇA
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educação online e o uso pedagógico de meios digitais já eram temas de grande importância, mesmo antes da pandemia, devido à ubiquidade do digital e às grandes mudanças ocorridas em nossas práticas sociais nas últimas décadas. O suporte das tecnologias digitais para o ensino remoto tem sido fundamental para o acesso à educação, mas é importante notar que ensino remoto e ensino online não são a mesma coisa. A educação online pode e deve continuar, independente da presença física (tão desejada) de professores e estudantes na escola. E, depois de passar pela experiência do ensino remoto, é importante que possamos manter os avanços e ajustar o que precisa ser aprimorado. Para além de ampliar as possibilidades de ajuda oferecida aos alunos e alunas e de melhorar o acompanhamento das aprendizagens, é preciso conceber uma formação para a cidadania digital, o que implica uso crítico e consciente dos meios digitais. Nesse sentido, a Bahema tem investido em várias frentes voltadas à transformação digital das escolas, revendo a estrutura das equipes técnica e pedagógica, mapeando o 22
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cenário de cada instituição, fortalecendo a infraestrutura tecnológica, planejando projetos pilotos, realizando ações de formação, dentre outras iniciativas. Alguns passos iniciais dessa transformação são:
as escolas com 1. Equipar recursos e plataformas adequadas, de preferência abertas;
2. Direcionar a implantação
de projetos consistentes de educação digital para os estudantes;
3. Aprimorar o uso de dados
e métricas comuns para análise estratégica da qualidade, com a construção de um sistema de documentação pedagógica;
processos 4. Promover de formação digital das equipes, acelerando a atualização pedagógica e educacional.
Neste semestre pudemos constituir um Grupo de trabalho de Tecnologia Educacional, com encontros quinzenais para estudos e trocas entre os representantes das escolas. Este grupo tem sido importante para o mapeamento das práticas escolares, para a definição de metas e para o fortalecimento do trabalho com o uso das tecnologias. Seguimos com a implantação do Moodle nas escolas e com o apoio à sua utilização, cada vez mais rica e potente para os processos de aprendizagem. No próximo semestre, vamos disponibilizar um conjunto de propostas formativas para as equipes docentes, organizadas para dar suporte às quatro frentes de trabalho que consideramos essenciais no currículo das escolas:
a)
Produção, práticas e procedimentos de estudos em meios digitais com textos multimodais;
b)
Cidadania digital: uso ético e consciente dos meios digitais;
c)
Pensamento computacional: programação e computação física;
d)
Instrumentos digitais para o trabalho docente: AVA, MTP, atividades síncronas e assíncronas e documentação pedagógica.
Uma nova e importante frente está em fase de estudos, voltada para as práticas avaliativas. Trata-se da obtenção e análise de dados voltadas ao aprimoramento das ações pedagógicas e ao acompanhamento das aprendizagens. Todas as ações do setor de Tecnologia Educacional visam dar mais qualidade no trabalho online que já acontecia em nossas várias instituições, mas principalmente avançar no uso consciente e intencional dos meios digitais, favorecendo as aprendizagens.
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Aula 2021, Escola 2025 e Novas Parcerias Internacionais POR CLAUDIA ARATANGY A assessoria do professor Antoni Zabala, da Universidade de Barcelona, presidente do Instituto de Recursos e Investigação para a Formação (IRIF), foi finalizada em abril. Os participantes foram orientados para a elaboração de mudanças na abordagem metodológica no plano da sala de aula (Aula 2021) e também no âmbito da organização do projeto pedagógico das escolas (Escola 2025).
O grupo teve a oportunidade também de conhecer o professor Federico Malpica, cofundador e diretor do Instituto Escalae, voltado para o desenvolvimento profissional e transformação educativa, com quem o Centro de Formação firmou uma parceria bastante promissora para projetos de capacitação continuada no âmbito da Plataforma TeachersPro, que conecta professores de várias partes do mundo e permite o compartilhamento de A assessoria tinha a ambição de estimular práticas pedagógicas. e apoiar os gestores a projetarem a escola de seus sonhos, contemporânea e envolvente, mas acima de tudo apoiada em bases conceituais sólidas advindas de conhecimento científico atualizado. Ao longo dos encontros, participantes de nossas escolas tiveram a oportunidade de interação com o professor Zabala, mas também com César Coll, professor emérito da Faculdade de Psicologia da Universidade de Barcelona, referência fundamental para os educadores por suas pesquisas relacionadas à psicologia do desenvolvimento e ao campo cognitivo. Sua palestra sobre personalização das aprendizagens foi fundamental para todos os presentes e ressaltou a urgência de avançarmos neste sentido. 24
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O primeiro projeto comum já está em andamento com a formação dos tutores para o curso de Construção de Competências Digitais Docentes, que será lançado no segundo semestre e certificado pela Universidade de Málaga, voltado tanto para o público externo quanto para os educadores das escolas da Bahema Educação. Esperamos que haja bastante adesão, pois nosso plano é oferecer novos módulos no ano que vem, uma vez que a plataforma oferece módulos para o desenvolvimento de 16 competências docentes. Outra experiência relevante para quem estava no "Aula 21/ Escola 25'' foi o mergulho em duas escolas inovadoras de Barcelona, cuja organização curricular diferenciada inspirou os participantes. Quem guiou o grupo foram os diretores das escolas, o professor Antoni Santisteban, da Escola Garbí Pere Vergés, e Jordi Musons, da Escola Sadako, que trouxeram os respectivos percursos
para a implantação de um currículo por competências, compartilhando seus percalços e as diferentes soluções construídas por eles. Gestores e professores de nossas escolas que participaram deste processo formativo entregaram no mês de maio seus projetos de conclusão do curso, os quais prometem influenciar os planejamentos de todos para 2022. Como continuidade, o Centro de Formação vai oferecer também no segundo semestre um importante curso sobre a Avaliação de Competências, que visa complementar os temas abordados pelo professor Zabala. Ele estará organizado em três módulos, em que serão abordadas as funções, conteúdos, etapas e instrumentos da avaliação, assim como a coleta de evidências e as ações tutoriais, entre outros temas. Esperamos que muitos profissionais de nossas escolas se interessem e aproveitem esta oportunidade.
Antoni Zabala REVISTA BIOMA |
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“A pandemia impôs mudanças nas práticas de linguagem. Que mudanças foram essas?” POR FERNANDA FLORES
N
o dia 15 de maio, recebemos Flora Perelman¹, em palestra na qual nos convidou a pensar sobre como as transformações advindas da pandemia chegaram à escola e as implicações que tiveram no ensino e na aprendizagem. Mais além disso, nos provocou a pensar também sobre as alterações importantes que vieram para ficar, além de dar especial atenção à questão da profissionalização das equipes docentes. Desde seu posicionamento inicial, ela nos fez refletir sobre estes tempos de isolamento e aulas remotas, nos quais a escola sofreu uma transformação sem precedentes, o que nos impôs a necessidade de compartilhar o que produzimos para fazer frente ao momento emergencial, em meio a tantas mudanças e rupturas, mas também com certas continuidades necessárias. Afinal, estamos no contexto do ensino e da aprendizagem, somos educadores e seguimos com nossas alunas e alunos no compromisso com o direito primordial à educação.
de seus estudantes, Flora Perelman traz a força da colaboração e, como investigadora, nos provoca a pensar sobre as condições didáticas do atual momento, bem como o papel central das/ os docentes nesse processo. Considerando o compromisso inegociável relacionado ao direito à alfabetização, ela defende que sustentar o propósito didático de formar leitores e escritores que exerçam sua cidadania crítica e participativamente é o que move ajustes e transformações nas práticas pedagógicas. Não sem alterações, em função da centralidade imprescindível dos meios digitais nesse contexto, mas com muitos ganhos acumulados. Soma-se a isso a defesa da democratização do acesso aos meios digitais, uma vez que eles passaram a significar, mais do que nunca, ter direito à educação. Assim, a luta pela diminuição das desigualdades hoje passa também pelo alcance a dispositivos eletrônicos e à conectividade.
No caldo da pandemia para as escolas, então, professoras/es Por meio da troca com professoras puseram à prova novas variáveis e professores sobre suas práticas, didáticas, novas práticas de interatuando com as produções possíveis ensino, gêneros antes pouco 26
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explorados e testaram intervenções docentes inéditas, na tentativa de ampliar o direito das crianças à educação. Experimentaram novos projetos, como: As fotos pela voz dos autores; Diário de Pandemia; Leituras por meio de vídeos; Bibliotecas de aula compartilhadas digitalmente; Intercâmbios entre leitores em meios digitais... Enfim, diversas propostas de trabalho que buscaram sustentar, com sentido, a produção dos alunos e alunas para além do que estavam vivendo, mas sem com isso desconsiderar a experiência comum dada pelo isolamento.
à necessidade de maior profissionalização da docência, em especial no contexto de “transmídias”, em que a participação ativa dos usuários em múltiplas linguagens, por meio de gêneros híbridos, fluídos e intertextuais, faz ainda mais necessária a realização de investigações colaborativas, com e entre professores e pesquisadores. Só assim será possível avançarmos em conhecimento didático sobre a potência que a centralidade dos meios digitais hoje tem na formação de leitores e escritores.
Flora finalizou esse potente encontro tratando das dimensões produtiva e construtiva da Vale destacar ainda os projetos compartilhados prática docente, a didática profissional, sobre séries selecionadas da Netflix e jogos defendendo-a como o estudo do trabalho que em vídeo, como o Fortnite, por exemplo, os educadores e educadoras comportam de partindo do entendimento de que esse é o maneira indissociável, citando José Antonio mundo midiático no qual as crianças e jovens Castorina para fundamentar que a “atividade estão inseridos. Segundo Flora, é necessário produtiva se refere às ações do trabalhador para transformar o real em um fim: “abordar a formação de um leitor crítico o professor produz uma situação de em meios digitais, o que implica propiciar ensino para que seus alunos aprendam. a passagem de uma prática de leitura Mas, se forem criadas condições em uso (quando assistem essas séries ou para a reflexividade, para o retorno jogam o jogo) a uma leitura como espaço à sua produção, o trabalhador se compartilhado de reflexão”. transforma, processo que caracteriza a atividade construtiva. O professor, Situações desafiadoras foram compartilhadas ao conceituar ou analisar retrospectivamente e nos ajudaram a pensar com muita ênfase no sua atividade, pode generalizar uma situação papel da comunidade educativa, destacando didática, colocando-a entre outras possíveis, a importância da ampliação dos intercâmbios ou pode reorganizar seus recursos. Para que entre professores/as, em múltiplas redes que o trabalho de reconstrução tenha um poder a própria cultura midiática oferece para o transformador, ele precisa ser sustentado no compartilhamento de estratégias. tempo, ser acompanhado institucionalmente e fazer parte das práticas pedagógicas”. Ela destacou o quanto a pandemia trouxe luz ¹Flora Perelman, doutora pela Universidade de Buenos Aires, pesquisadora sobre o tema das práticas de linguagem em meios digitais, veio, mais uma vez, ao Centro de Formação da Vila - agora de forma remota - para discutir sobre este assunto, que é sua especialidade. REVISTA BIOMA |
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Internacionalização e Idiomas, uma força das escolas da Bahema POR SANDRA DURAZZO O grupo Bahema Educação criou neste ano um núcleo voltado para a Internacionalização e Idiomas, dentro das ações da diretoria pedagógica. O conhecimento de outros idiomas, começando por inglês como língua internacional, faz-se fundamental para que nossos alunos e alunas possam interagir no atual mundo globalizado. Este conhecimento não se restringe a saber palavras ou regras, mas sim em adquirir competências comunicativas,
que envolvem também habilidades sócio interativas, conhecimento cultural e tantas outras dimensões da comunicação. Entre as estratégias propostas pelo núcleo de idiomas, já está em curso uma trilha formativa, voltada para as equipes de inglês e outras línguas estrangeiras das escolas, abordando desde a concepção do aprendizado de idiomas até estratégias práticas e questões comuns aos docentes dessa área.
Mapa da trilha formativa de inglês 2021
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A trilha começou em março e se estende até o final de setembro, com módulos mensais compostos de encontros e propostas assíncronas. Os participantes têm expressado como as discussões os impactam, gerando mudanças concretas em sua prática didática, respondendo perguntas práticas e levantando outras tantas questões. Estes encontros são bastante importantes também para a troca de experiências entre as equipes das diferentes escolas do grupo. Ao ter oportunidade de ouvir, interagir e conhecer o trabalho dos colegas, cada equipe tem aberto sua visão sobre as possibilidades na área. Além da trilha, algumas escolas estão recebendo uma assessoria direta. Este trabalho começa sempre com um diagnóstico da área por meio da análise de documentação curricular e conversas com as equipes de professores, direção e coordenação da escola. Com isso se desenha um plano de ação com metas a alcançar no período e as possibilidades de trabalho. Em uma das escolas, que
iniciou com assessoria desde o início de 2021, além das metas estabelecidas, outras conquistas são visíveis como a consolidação da equipe docente como um grupo único, que troca, se apoia e se responsabiliza junto para que as crianças e adolescentes alcancem a proficiência linguística. Para o próximo semestre, o núcleo de Internacionalização vai promover um amplo processo avaliativo dos alunos de nonos anos cujos resultados vão permitir o estabelecimento de novas metas de aprendizagem de inglês para as escolas regulares. Para tanto, vamos também fortalecer e aprofundar as trocas aproveitando também a experiência dos projetos bilíngues do nosso grupo! Entendemos que a construção de uma cidadania global, em uma perspectiva planetária, importante nos projetos formativos contemporâneos, depende de muitas vivências, repertórios e construção de competências, entre as quais, a fluência em outro idioma é fundamental. REVISTA BIOMA |
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ecossistema
Giro pelas escolas
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Novo prédio! No dia 5 de junho de 2021, o Brazilian International School iniciou um novo capítulo da sua história educacional em um novo endereço, localizado à Avenida Iraí, 1330 - Planalto Paulista. A nova sede do Brazilian International School conta com mais de 6.500 m² de uma ampla estrutura moderna, com jardins e luz natural que permeia os espaços, favorecendo a integração entre ambientes e pessoas. A oportunidade de contato com a natureza e ambientes interativos rompe o conceito do ensino tradicional, despertando criatividade e autonomia na construção do conhecimento. Com o intuito de inspirar a troca de saberes e o aprendizado significativo, o local possui salas climatizadas e um conceito inovador, propiciando a convivência e incentivando o trabalho em equipe. O ciclo da Educação Infantil traz espaços lúdicos e apropriados para cada faixa etária, com salas integradas e ambientes que despertam o interesse e promovem a socialização, a coletividade, a criatividade e a autonomia. Em destaque, o parque com areia de praia, horta, árvores frutíferas e caminhos sensoriais, além das brinquedotecas e da biblioteca - um convite à descoberta da leitura e da escrita. Nos segmentos do Ensino Fundamental 1 e 2 e High School, a nova sede oferece espaços inovadores e atrativos, tais como: amplas salas de aula, "lounges", laboratório de ciências da natureza, "maker lab", "innovation room", ateliê de artes, biblioteca com salas de estudos e espaços coletivos, auditório, quadras poliesportivas, salão de jogos, estúdio de música, refeitório, "cooking lab", além dos parques integrados com a natureza, com quiosque de alimentação e praça de convivência. O Brazilian International School segue na incessante busca por atualização e inovação de seu projeto pedagógico, a fim de impulsionar a construção do conhecimento de seus alunos e alunas. REVISTA BIOMA |
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Giro pelas escolas Projeto acadêmico com o foco nas Tecnologias Educacionais “A Escola Parque construiu, com a Casulo Educação, a partir do 2º semestre de 20, um projeto acadêmico com o foco na aceleração da adoção de Tecnologias Educacionais. Esse projeto se juntou ao arsenal desenvolvido pela Equipe de TE da Escola e por professores, para capacitar seu corpo docente na curadoria das ferramentas e utilização das tecnologias educacionais. Ao final do ano passado foi realizado o evento-piloto do Programa Nova Docência junto a uma equipe de docentes e lideranças da Parque, para compreenderem a visão global da intenção pedagógica do projeto e cuja pesquisa de avaliação final indicou um NPS de 85%! Nesse primeiro semestre de 21, também foi concluída a primeira edição completa do Programa Nova Docência, para cerca de 30 docentes do F2 e EM das duas sedes. Uma capacitação de 72h, com discussões aprofundadas de caráter relacional-ético, tecnológico e pedagógico, e onde foram trabalhadas, apresentadas e experimentadas duas dezenas de Ferramentas e Tecnologias Educacionais e uma dezena de Dinâmicas de Aprendizagens. Além disso, a iniciativa contribuiu com diversas ações no desenvolvimento do uso e gestão da Tecnologia Educacional na Escola e está desenvolvendo o Laboratório de Inovação em Educação (InovEd), que entrará no ar em agosto de 2021.”
Muito obrigado, Consuelo! Bem-vinda, Adriana! No final de maio, Consuelo Shucharov, fundadora da escola, anunciou sua saída do dia a dia e da operação da escola. Depois de 20 anos cuidando com muita competência, carinho e zelo das crianças, jovens, famílias e equipe da comunidade Fórum, nossa querida Consuelo transmite a direção geral da escola para Adriana Hassin. Sob novo comando, a nova gestão tem o desafio de atualizar o projeto da escola, mantendo tudo que há de bom e atualizando o projeto pedagógico às novas realidades do século 21. 32
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Vacinação e literatura Uma boa notícia e uma experiência marcante neste primeiro semestre na Viva do Rio (Centro Educacional Viva, no Recreio do Bandeirantes, no Rio de Janeiro, para não confundir com a Escola Viva de São Paulo!): a escola termina o semestre com 100% de sua equipe de educadores já vacinados com a 1ª dose do imunizante contra COVID 19. O livro Da Minha Janela , escrito por Otávio Júnior, revelou uma perspectiva diferente da infância. É uma produção rica em detalhes, cores e elementos culturais de uma comunidade tipicamente carioca. Na história, uma criança narra de sua janela, no alto da comunidade, diferentes situações vividas por lá . A criança ali representada é o filho do autor Otávio Júnior, que veio nos contar sobre suas experiências de vida na favela e tudo o que fez de sua existência tão rica em histórias para contar. Na conversa, descobrimos sobre suas inspirações, suas histórias da vida real e os projetos que ele desenvolve para a inserção da cultura literária nas periferias. Foi uma troca muito valiosa!
Expansão A Meimei inaugurou sua nova unidade no Rio de Janeiro, no bairro do Jardim Botânico, no início de 2021. A escola utiliza o método Montessori, uma forma de educação individualizada para crianças e adolescentes, que ajuda a desenvolver o potencial de todos nas diferentes áreas do conhecimento. É um ensino centrado no aluno que encoraja a criatividade e a curiosidade, e estimula o aluno a fazer perguntas, explorar, investigar e pensar por si mesmo tão logo desenvolva essas habilidades. REVISTA BIOMA |
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Expansão a todo vapor! A Escola Mais inaugurou mais uma unidade neste semestre, no Jardim Marajoara, em São Paulo. Com ela, a Mais, inaugurada em 2018, já soma 4 unidades e aproximadamente 2 mil alunos. Além desta nova unidade em São Paulo, a escola que entrega Educação de alta qualidade por um preço acessível, prepara sua expansão para Santa Catarina: com a compra do Colégio Tupy, em Joinville, pela Bahema, a Escola Mais passará a ter ao menos uma nova unidade em 2022. O plano de expansão considera abrir mais unidades em 2021.
Jogos 2021: Desinventar Este ano começou completamente diferente. Na Escola Autonomia, tivemos um início amedrontado, cheio de idas, vindas e paradas. No Fundamental 2 e no Ensino Médio, através do esquema de escalonamento de turmas, tínhamos estudantes tanto no ensino presencial quanto em casa. Eram pessoas que não se conheciam e nem se viam — sempre de máscaras ou com as câmeras fechadas. As perguntas nos desafiavam: como integrar turmas? Como uni-los, mesmo separados? Teríamos dois grupos em 2021? Aos poucos, encontramos uma solução: antecipar os Jogos Autonomia, evento que sempre os agrupou. Geralmente as atividades acontecem em setembro, mas, neste ano, resolvemos lançar temas e tarefas fora de época, ainda no primeiro semestre. Encontramos na antecipação uma possibilidade de trazer à tona ânimo e espírito de grupo aos estudantes. Através do objetivo em comum, a ideia era inspirar as turmas em uma escola onde as coisas não estavam acontecendo como normalmente. Para testar estratégias e depois aplicá-las aos Jogos Autonomia 2021, realizamos a Semana de Integração, tanto no Fundamental 2 quanto no Ensino Médio. Fizemos saraus, festival de talentos, música e brincadeiras lúdicas, quase infantis. Ao fim das semanas, nosso propósito principal havia se concretizado. Com 34
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astral de descontração e risadas, professores e estudantes puderam se conhecer, se identificar e desenvolver carinho pelo espaço escolar. Com a experiência em mãos, pensamos ali, planejamos aqui… e lançamos os Jogos Autonomia 2021: Desinventar. O tema, inspirado na poesia de Manoel de Barros, surgiu da necessidade de nos adaptarmos, de encontrarmos novos formatos. Para instigar as turmas, perguntamos "O que você desinventaria?" em um texto apresentado aos estudantes: "Desinventar não é negar o que existe. Na verdade, é ressignificar como enxergamos os acontecimentos, nos despertando para a diversidade das coisas. Desse jeito, mesmo em momentos complicados, o deslumbramento segue vivo. Se existem histórias tão verdadeiras que parecem inventadas, o contrário também pode ser verdade. O que você gostaria de desfabular, desordenar, deformar? Seria a tristeza? A solidão? A esperança? O pesar? Talvez um objeto. A cama? O celular? O ônibus? A lâmpada? Não se enganem, nada é inútil. Todas as coisas, principalmente as consideradas irrelevantes, são matéria de poesia e, neste caso, de tema para os Jogos Autonomia 2021. Celebraremos os inutensílios, feito Manoel-poeta: 'É preciso dar ao pente funções de não pentear.'" Assim, finalizamos nosso primeiro semestre com estudantes vinculados não só com a escola, mas com seus colegas e professores. As turmas estão aquecidas e inspiradas para voltar ao ambiente escolar com esperança e integração no segundo semestre.
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ecossistema
Giro pelas escolas Jornada Robótica-Maker Em um contexto de alta mediação tecnológica, pensar a robótica e criação maker pode ser um grande movimento aliado para uma produção efetiva e colaborativa de conhecimentos e alargamento de novos caminhos didáticos digitais e reais de construção no ambiente híbrido em que hoje a escola se encontra. Oferecemos aos(às) nossos(as) alunos(as) um programa de Criatividade, Empreendedorismo e Inovação com a utilização de Tecnologias Exponenciais de Fabricação Digital e ambientes de programação estruturados, que permitem construir novas narrativas, envolvendo os(as) estudantes do 5º ao 9º ano do Colégio Apoio. O Programa contribui, por meio de processos de articulação e criação, para a construção de vivências pedagógicas, baseadas em desafios e experiências, com os projetos e conteúdos curriculares já desenvolvidos pelo Colégio, bem como criando um novo modelo e dinâmica de promoção do engajamento de estudantes, familiares, professores(as) e comunidade em torno de uma agenda de construção de futuros desejáveis por todos. Os alunos do 5º ao 9º ano foram abastecidos de material de eletrônica (kits disponibilizados pelo Colégio), softwares de vetorização e design, ambientes de programação e robótica. Material e ambientes, possíveis de serem acessados em qualquer suporte e local, tornando a aprendizagem maker criativa uma realidade no ensino híbrido. As atividades e projetos mão na massa são orientados semanalmente por educadores(as), que desenvolvem a capacidade dos(as) estudantes usarem tecnologia de forma crítica, significativa e reflexiva, pois cada projeto parte da observação do entorno e de suas necessidades observadas. 36
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Competências e habilidades do século XXI que são exploradas durante o processo educativo-criativo: No 5º ano - Encorajar uma postura questionadora, crítica e reflexiva, proporcionando a empatia e momentos em que os(as) estudantes possam expor o que sabem e o que estão aprendendo, além do incentivo à criatividade para desenvolvimento de projetos makers; No 6º e 7º anos - Incentivar os(a) estudantes a participarem de desafios, fazendoos compreender seus próprios processos de aprendizagem (aprendizagem criativa e significativa), além de desenvolvimento do pensamento computacional, através da programação de histórias animadas e da prática maker; No 8º e 9 anos - Motivar os alunos, escolhendo temas que se conectem com suas paixões; incentivando-os a solucionar problemas e reconhecer a evolução de seus conhecimentos em diferentes disciplinas, juntamente com o espírito empreendedor, maker e criação de autoria em software de programação e criação digital.
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ecossistema
Giro pelas escolas Moodle, um processo formativo e de intenções Indiscutível o imperativo que a pandemia proporcionou: a apropriação de conhecimento em tecnologia em vários setores, em destaque a educação. Além de todos os sistemas e plataformas internas que dão suporte aos processos administrativos, inerentes ao cenário pandêmico, o investimento (aqui em todos os sentidos: pesquisa, tempo, capital) fez-se necessário para além de resolver o “ensino emergencial remoto”. Avançar em tecnologia no ambiente escolar com responsabilidade demanda olhar transformador a longo prazo, perenidade dos investimentos e uma lógica que tenha por princípio a proposta pedagógica da escola. Assim, desde 2018, o Grupo Balão Vermelho tem se modernizado, atento às demandas em diversas frentes, tanto pedagógicas quanto administrativas, na implantação de plataformas e treinamento de funcionários e professores. Um marco desse avanço ocorreu neste primeiro semestre de 2021, que foi a implantação do Moodle, plataforma que tem como principal objetivo organizar a vida escolar dos alunos e contribuir de forma sistêmica no planejamento dos professores. A escolha pelo Moodle ocorreu devido ao seu caráter mediador entre alunos e conteúdo, entre professores e conteúdo, e entre todos eles. Também pela possibilidade que a plataforma apresenta de construção de um portfólio acadêmico, organização de propostas didáticas, personalização de tarefas, conexão com outras ferramentas tecnológicas e principalmente pelo histórico de sucesso da sua utilização em outras escolas do grupo Bahema Educação. No Grupo Balão Vermelho, o projeto Moodle se iniciou ao modo de uma expressão escolar muito comum: "trocamos o pneu com o carro em movimento". Dentre demandas e desafios do ensino remoto, organizamos um planejamento que envolveu colaboradores internos (nossos Diretores, Tutores, TI, TE e professores) e externos (Teia, Centro de Formação da Vila, Diretoria Pedagógica da Bahema e outras escolas do grupo). Com reuniões e formações periódicas que começaram no segundo semestre de 2020, o Grupo Balão Vermelho iniciou, em maio de 2021, a utilização do 38
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Moodle com os alunos do Ensino Médio, tendo no radar o Ensino Fundamental até o final do ano. A implantação contou com a homologação dos processos e professores imersos na plataforma, que serviu como o próprio suporte para a formação, promovendo interesse e envolvimento. O ponto de partida para a implantação foi o Modelo Técnico Pedagógico (MTP) apresentado pelo psicólogo espanhol César Coll e bastante discutido pela Diretora Pedagógica da Bahema, Sônia Barreira. O MTP é o conjunto de propostas que integram tanto os aspectos tecnológicos quanto os pedagógicos, alinhados com uma visão educacional e propósitos institucionais norteadores da escola. Esse movimento que lança mão da filosofia e histórico escolar proporcionou um sentimento de pertencimento por parte da equipe e um consequente engajamento na implantação, uma vez que o uso da plataforma ocorre em um movimento reverso, do pedagógico para o tecnológico. Algumas perguntas foram disparadoras das discussões e trabalhos que mobilizaram a equipe como: “Como e para quê queremos educar? Como entendemos os processos de ensino e aprendizagem? Como pretendemos concretizar os processos de ensino e aprendizagem? Como entendemos o uso das tecnologias nestes processos? Qual o projeto de educação digital da escola?" Importante ressaltar que a potencialização desta implantação contou decisivamente com o movimento do Grupo Bahema. A circulação de saberes e as trocas constantes entre escolas e Centro de Formação da Vila, assim como as diretrizes pedagógicas e administrativas, foram fundamentais para esse passo. No mundo contemporâneo, as concepções educacionais e os propósitos didáticos deverão sempre ter a frente o movimento de rede, teia e tecnologia que permitirão maior e melhor eficiência em um ensino significativo e personalizado. E por último, nenhum sistema, processo ou ferramenta digital devem ser impostos ou implantados sem que haja engajamento de toda equipe, principalmente professores e alunos. Quando planejado, a própria implementação se transforma em momento de formação continuada, debates ricos e descoberta de saídas e soluções em conjunto que contribuem para ajustes e fortalecimento de toda instituição.
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Giro pelas escolas Protagonismo Juvenil no currículo do Ensino Médio Não temos dúvida da importância de quebrar os muros da escola, seja para fazer entrar o mundo externo com temas que tragam outras realidades, como também possibilitando que os alunos e as alunas percebam o inverso, ou seja: a escola deve ocupar a cidade e estar fora de seus muros. A Vila mobiliza nossos jovens na busca de seus interesses, para que esses ocupem as salas de aula, afinal a busca por conhecimento com sentido interessa a todas e todos. Vale a pena conhecer alguns trabalhos coletivos que ilustram estas situações: Entender o funcionamento do cérebro no que se refere à saúde mental diante dos inúmeros adoecimentos psíquicos é de extrema importância, portanto relacionar o tema com o estudo da Química faz todo sentido. (Link) Refletir sobre a identidade das juventudes sendo um jovem é excitante, o que podem conferir no episódio 13, do podcast dos alunos e das alunas do Ensino Médio. (Link) Dentre vários projetos autorais, destacamos duas iniciativas que fazem a diferença no mundo! Em parceria com a comunidade 1010, nosso grupo de jovens arrecada doações mensais para compra e distribuição de cestas básicas balanceadas e orgânicas para famílias de comunidade próxima com dificuldades aprofundadas decorrentes da pandemia. Em parceria com o Leve História, esse projeto visa arrecadar livros de literatura para doação a estudantes da rede pública de ensino estadual, com mensagens pessoais de incentivo à leitura para ampliar o vínculo com essa prática fundamental ao exercício da cidadania.
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Plano Pedagógico 2022 No final deste semestre, fizemos a primeira rodada de apresentações do Plano Pedagógico 2022 para a equipe de professores e para as famílias. O Plano 2022 aprofunda e atualiza a filosofia pedagógica da Escola Viva. Ele está orientado por um modelo curricular e uma forma de organização da rotina que enfatizam: - A construção da singularidade de cada aluno por meio da interação com a diferença; - A educação integral e o melhor aproveitamento do tempo de permanência na escola (agora, em regime semi-integral); - O diálogo entre os conteúdos curriculares e os interesses dos alunos, assim como o atendimento às especificidades dos percursos de aprendizagem; - O uso regular de estratégias para os alunos se apropriarem de forma significativa de saberes científicos e culturais; - A comunicação e a interação em um mundo globalizado: inglês fluente e formação de uma atitude intercultural; - A expressão por meio de múltiplas linguagens; - O trabalho de análise e intervenção em torno de questões socioambientais. - Cidadania digital: proficiência no uso de ferramentas e mídias digitais associada a uma participação crítica e responsável nesse universo REVISTA BIOMA |
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Giro pelas escolas
O Centro de Formação da Vila promove entre os dias 24 e 31 de julho sua já tradicional Programação de Inverno. São 14 cursos, 14 palestras, 14 Mesas Redondas, uma Conversa com Especialistas e 5 Painéis de Boas Práticas. As inscrições estão abertas, basta clicar aqui, acessar o site do Centro de Formação e escolher suas opções. Além da programação de inverno, o Centro de Formação, sempre pioneiro na busca por inovações consistentes e fundamentadas, segue consolidando suas parcerias com instituições internacionais de renome. A TeachersPro garante a transferência entre a teoria e a prática profissional. Isso é possível por meio de experiências de aprendizagem entre pares, baseadas em práticas reflexivas e colaborativas que reforçam o desenvolvimento de hábitos de ensino coletivos. A TeacherPro é uma comunidade de aprendizagem profissional online que fornece este aprendizado profissional contextualizado. A aprendizagem é adaptativa, colaborativa e gamificada. Clique aqui para saber mais sobre a plataforma.
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Encontros Bioma A Bahema reúne mensalmente os times de gestores e educadores de todas as escolas, além da diretoria da companhia, para tratar de temas quentes do setor de educação. Neste 1º semestre de 2021, foram 7 encontros (dois em abril), sendo a maioria sobre temas ligados à Tecnologia Educacional, Transformação Digital e Tecnologia da Informação (veja quadro abaixo).
20 jan
10 fev
10 mar
14 abr
Macro Objetivos
Volta às aulas 2021 Experiências da Retomada Presencial
Inglês e evento Educação Infantil
Desafios e possibilidades do “Ensino híbrido”
28 abr
15 maio
09 jun
29 jun
Desafios e possibilidades do “Ensino híbrido” Parte 2
Assessoria do Zabala:
Transformação Digital
Boas-vindas às novas escolas do grupo Anote na agenda!
11 de agosto Retomamos os encontros do Bioma
Normalmente as reuniões são realizadas seguindo o seguinte roteiro: uma apresentação inicial com o tema do encontro, duas ou três apresentações de escolas do grupo sobre as práticas escolares sobre o assunto e, ao final, abertura para discussão dos temas apresentados. Todas as informações vão para o AVA e ficam disponíveis em fóruns vivos de discussão. Se você perdeu algum, acesse a área do Bioma no AVA, assista à íntegra da reunião em vídeo, faça seus comentários e interaja com os demais participantes.
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A Vania, da Escola da Vila POR SÔNIA BARREIRA COM A COLABORAÇÃO DE ANA LUIZA AMARAL E FERNANDA FLORES.
Vania Marincek chegou à Vila em 82. Quem a chamou para a equipe foi a Telma Weisz, que a conheceu na "Escola Crie", onde ela era "professora de raciocínio", e a Telma percebeu seu potencial, logo ela veio para o nosso grupo, que começava a crescer.
a Patrícia Sadovsky onde era também a mais aplicada entre nós: lia tudo, dava exemplos, ensinava os colegas. E, rapidamente, passou a ser nossa mais importante referência para este campo do conhecimento. Formou professores, orientadores e até mesmo o pessoal que se especializou na didática construtivista da No primeiro ano, ela fez dupla com a Bia matemática, o fez a partir da Vania e com a Cardoso, em sua primeira turma, e minha filha contribuição dela: Lilian, Ivone, Laís. Luísa era aluna delas. Organizadas e numa sintonia danada elas tinham a classe mais Vania deu cursos, assessorou escolas e arrumada de todas, voltavam do parque na não se cansou de se atualizar no ensino da hora certa e faziam os planejamentos mais Matemática no Fundamental 1. Ela sabia detalhados e certinhos! No ano seguinte, a Bia separar o joio do trigo e nós nos guiávamos partiu para Barcelona e a Clice passou a ser a por ela. Como orientadora do F1, além de dupla dela. Formaram uma dupla por alguns formar inúmeros professores, Vania atendia anos, sempre afetivas, compromissadas e as famílias, orientava, ouvia, sugeria, e acima envolvidas com as crianças. de tudo, tranquilizava. Nunca ia para uma reunião sem saber sobre os alunos e alunas, E então mudamos da casinha da Vila não chegava jamais sem ter o que dizer sobre Madalena para a chácara do Butantã (nossa aquela criança na escola. mais completa tradução) e o grupo de sócias resolveu convidá-las para integrarem a Como professora, Vania inventou o Vilão, o sociedade e passar a gerir a Vila conosco. E jornal da antiga terceira série, atual 4º ano. foi assim que a Vania me tomou o posto de Ela vibrava com os "jornalistas" das suas caçula do grupo e passou a ser a mais jovem turmas. Foi do mimeógrafo ao xerox, e mais entre nós, lugar que passaria a ser da Fernanda tarde entendeu que deveria ser um jornal vários anos depois. mural. Sempre atenta, fez as professoras que orientava migrarem o jornal do papel para o Nessa época, ao implantarmos o Fundamental virtual. O Vilão foi recentemente redescoberto 1, a professora Yole Druck de Aguiar veio pelos jovens do ensino médio e anda por aí nos assessorar para a montagem de um mantendo a tradição de fazer com que nossos currículo mais dinâmico e investigativo na alunos e alunas escrevam mais e melhor. área de Matemática. Propôs umas oficinas de resolução de problemas nas quais a Vania era Foi a Vania também que nos levou a entender sempre a mais animada, descobria tudo, um a necessidade de uma escola inclusiva, e a entusiasmo sem fim. Sempre gostou muito de Julia, sua segunda filha, fala com orgulho que Matemática e, daí para frente, ela se aventurou foi a primeira aluna com síndrome de Down no estudo mais aprofundado dessa área, da Vila. Aprendemos com ambas. posteriormente, liderou as assessorias com REVISTA BIOMA |
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Mas, mais do que isso, Vania fez da inclusão na escola, sua bandeira. Foi com ela e por ela que a Vila se transformou numa referência para os processos inclusivos nos últimos trinta anos. Formou profissionais que também se tornaram re fe rê n c i a n a c e n a educacional paulista. Foi ela que plantou a sementinha e regou, eles cresceram e também o trabalho da equipe da Vila.
Era a mais festeira de todas nós, sempre cantarolando e pronta para uma dança na festa junina ou para inaugurar a pista nas "festas da firma". Sabia o nome de todas as funcionárias e funcionários, gostava de saber de suas histórias, e os levava um a um para a alegria das comemorações.
Ao longo de quase 40 anos, Vania foi professora, orientadora, coordenadora e diretora do Fundamental 1 da Vila. Nessa trajetória, formou muitas professoras, orientadoras e coordenadoras e deixou sua marca na direção da escola, sempre atenta às relações, ao acolhimento e à importância do trabalho colaborativo. Ela cultivou conversas com centenas de famílias, sempre presente e atenta aos desafios que a educação de crianças traz, orientou e apoiou muitas delas nessa empreitada de educar.
O surgimento da unidade Granja foi sua realização, a possibilidade de reencontrar uma Vila pequena, acolhedora, na qual é possível conhecer a fundo todos e todas, funcionários e famílias. Ela amou a Vila Granja e foi amada também.
Quando era necessário contrariar vontades ou desejos individuais que eventualmente não estavam alinhados com as necessidades da escola, as palavras difíceis nem sempre vinham com facilidade. Era amiga de todos e expressava o quanto essa parte do trabalho era dura. Com o tempo fomos aprendendo juntas, superando desafios e conflitos diversos que a vida na escola traz, especialmente aos gestores. Vania dirigiu o fundamental 1 por muitos anos, e declarava o quanto preferia uma escola pequena, com a equipe mantendo uma relação mais próxima. A Vila nem sempre lhe trouxe só alegrias e realizações.
Registramos essa singela homenagem no Blog da Vila, espaço que tem vários textos de sua autoria que seguirão tocando e provocando reflexões.
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E foi lá que precisou interromper seu percurso profissional conosco, seguindo seu caminho de cuidados cercada pelas muitas amigas e amigos que a vida lhe trouxe, assim como por sua linda família.
A Vania teve como sobrenome profissional a Vila. Mas a Vila ganhou mais, ganhou as muitas marcas ao longo dessa trajetória e seremos todas sempre gratas a tudo o que ela construiu aqui. Tantos de nós carregamos essas marcas deixadas por ela, que ela seguirá sendo a Vania, da Escola da Vila, por muitos e muitos anos. Obrigada!
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Avanços no semestre pavimentam o caminho de 2021 POR GABRIEL RIBEIRO | CEO DA BAHEMA EDUCAÇÃO O primeiro semestre de 2021 chegou carregado de expectativas. Com a abertura gradual da maior parte de nossas escolas, toda a comunidade escolar ansiava por um pouco mais de normalidade e uma rotina mais próxima do que entendemos como ideal. Infelizmente, em meados de março fomos confrontados com uma terceira onda da COVID-19 nos obrigando a retroceder e replanejar a vida escolar. Apesar de todos esses desafios, encerramos mais um ciclo com o sentimento de mais uma batalha vencida.
Também foi um semestre de progresso em nossos macro-objetivos estratégicos, uma vez que já vemos algumas materializações importantes impactando positivamente nosso dia a dia. Desejamos construir uma relação de confiança e pertencimento em todos os educadores de nossas escolas, e para isso criamos algumas trilhas de formação, com ênfase em competências digitais, ensino de idiomas e gestão escolar. Já estamos planejando as novidades para o segundo semestre e para 2022, entre elas a chegada da plataforma TeachersPro, uma comunidade de aprendizagem on-line, que Nossos protocolos, elaborados com muito estamos lançando através de uma parceria cuidado por nossas equipes com o apoio internacional viabilizada por nosso Centro técnico de entidades renomadas como de Formação. a consultoria do Hospital Sírio-Libanês, permitiu um funcionamento seguro em Nossos comitês de segmento têm produzido todas as nossas unidades. Conseguimos discussões importantes para criarmos uma resgatar momentos preciosos com agenda comum de integração entre nossas uma rotina presencial que se mostrou escolas. Na educação infantil, lançamos extremamente importante tanto para com grande sucesso a série de encontros nossos alunos quanto para os educadores. "Onde Tudo Começa", colocando um Com a imensa maioria dos adultos da holofote em diversos temas relacionados escola já vacinada com pelo menos uma à primeira infância, o que é ainda mais dose dos imunizantes disponíveis, estamos relevante dado os impactos da pandemia planejando um segundo semestre ainda neste segmento em especial. Os comitês do mais rico para todos. A segurança de todos ensino fundamental e médio também vem continua uma premissa fundamental, mas fomentando debates ao redor do ensino de vemos condições de continuar avançando! idiomas, uso de tecnologias, avaliação e o 48
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novo ensino médio. Nesses encontros vemos que os desafios são semelhantes para todas as escolas, nos incentivando a unir forças e avançar mais rápido do que se estivéssemos trabalhando cada escola de forma isolada. Na frente administrativa, estamos chegando ao final da primeira fase do Projeto Tear, onde integramos todos os sistemas e serviços de nossas escolas. Isso irá nos permitir, a partir de agora, investir com importantes ganhos de
escala para atingir o mesmo padrão de excelência nos serviços administrativos, equivalente ao que buscamos todos os dias na área pedagógica. A qualidade de nossos serviços deve se apresentar em 100% dos aspectos da escola! Estamos conseguindo também navegar com certa tranquilidade durante a severa crise causada pela pandemia. Nossa área de planejamento financeiro tem trabalhado em parceria com nossas escolas para garantir a sustentabilidade financeira de todas as nossas unidades. Ainda temos REVISTA BIOMA |
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um longo caminho até chegarmos ao patamar desejável que nos dará maior conforto e segurança, mas já temos um caminho claro traçado até lá. Todos esses avanços têm nos permitindo seguir investindo para realizar o potencial de crescimento de nossas escolas, mesmo num ambiente de crise. Tivemos, de forma agregada, um bom número de novos alunos no início deste ano, e já vemos sinais de recuperação na educação infantil - segmento onde perdemos um número considerável de matrículas no ano passado. A reorganização de nossa área de marketing e uma volta presencial mais plena deve acelerar essa recuperação. Além disso, inauguramos com muito orgulho a nova sede do BIS - Brazilian International School em São Paulo, o que tem gerado não só grandes elogios das famílias, quanto um aumento expressivo de novas matrículas, com uma alta de 120% em comparação ao ano anterior. Anunciamos recentemente também a chegada de três novas escolas ao nosso Bioma. As escolas internacionais de Florianópolis e Blumenau se juntam ao BIS para encorpar nosso grupo de escolas com uma proposta bilíngue. Fundadas em 2014 e 2016, respectivamente, oferecem uma proposta alinhadas aos princípios sócio-construtivistas, 50
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além de uma certificação tanto pelo IB - Diploma Program quanto pelo High School americano. Já o colégio Tupy, em Joinville, passará a ser a quinta unidade da Escola Mais levando sua proposta inovadora a partir de 2022 para além de São Paulo. Por fim, seguimos olhando não só para nossas próprias ações, mas para o potencial de impacto Ambiental, Social e de Governança de nosso grupo. Estamos terminando de estruturar nosso instituto para cuidar de alguns temas onde queremos aumentar nosso impacto, começando por uma maior inclusão social/racial em nossas escolas a partir de boas experiências já realizadas como o projeto ampliar na Escola da Vila e as bolsas sociais na Escola Parque, por exemplo. Estamos terminando também um novo código de ética para todo o grupo, que esperamos divulgar para todos no início do segundo semestre. Enfim, são avanços importantes dentro de um planejamento cuidadoso para que cada uma de nossas escolas possa prosperar ainda mais, preservando sua essência e história, mas olhando para o futuro. Assim, encerramos o semestre já pensando e trabalhando para que a segunda metade do ano nos traga ainda mais realizações. Espero que todos tenham um ótimo período de descanso nas próximas semanas e esperamos todos com muita energia em agosto.
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