Relato de Impacto
2020
Baanko, Impactando Negocios de Impacto
“Entramos para testar uma ideia. Conseguimos validar a ideia, entender melhor o que queríamos, crescer e acrescentar. Pós Challenge conseguimos focar mais no negócio e priorizar as questões que precisam ser desenvolvidas para o negócio acontecer de fato. “ Vânia Alves Calais
Cooperativa para 3ª idade (macucu)
Desde
A Baanko é uma organização de desenvolvimento de Negócios de Impacto, que usa os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) como pilar estratégico neste desenvolvimento desde 2014.
2014 19 programas + de 400
Desenvolvemos negócios iniciantes, startups e ferramentas
negócios de impacto
+ de 22
Alinhamos resultado financeiro com impacto socioambiental como estratégia de desenvolvimento
cidades da América Latina
Criamos ferramentas capazes de traduzir modelos tradicionais em modelos de impacto
+ de 50
cidades de países de língua portuguesa
Naturalidade dos Inscritos no Challenge 2020 Brasil (81%), Angola (8%), Moçambique (4%), *Cabo Verde (3%) e Portugal (2%)
9 países e 1 território, percentual de pess 87,8% Brasil
5,27%
Angola
4,25%
Portugal
1,65%
Moçambique
0,56%
Timor Leste
Língua Portuguesa
no Mundo MACAU China Asia
99%
TIMOR LESTE Oceania
das pessoas que falam português como primeira língua estão em 4 países (Brasil, Portugal, Moçambique e Angola)
+87% estão no Brasil
Fonte: Wikipedia
oas que falam o Português como 1ª língua 0,23%
Cabo Verde
0,12%
Guiné-Bissau
87,8%
São Tomé e Príncipe
0,00%
Guiné Equatorial
0,002% Macau
*território
Rede de
Conexões o que é a rede de conexão?
economia soma de inovação colaborativa com impacto
inteligência coletiva
Ecossistema propício para o desenvolvimento de negócios de impacto. O Challenge é um programa de pré aceleração de negócios de impacto que tem como foco a geração de impacto através da colaboração. Ele foi criado seguindo os princípios da Economia Colaborativa para unir forças que iniciam/ movimentam uma rede de projetos sociais que tem potencial para se tornarem um verdadeiro negócio de impacto durante três semanas.
CASABAANKO
O Quê? Economia Colaborativa Inicia/movimenta uma rede de projetos sociais com potencial para serem negócios de impacto.
O Quê? O Quê?
100% online e colaborativo (covid19) | 9 países | 6 temáticas Identifica e capta líderes de impacto; Facilita o encontro entre profissionais; Promove capacitação.
Co Como ? m o?
Objetivo: engajar negócios, voluntários, mentores e participantes.
Como? Integração dos envolvidos em seu planejamento; Capacidade de atração de parceiros; Foco no desenvolvimento humano; Participação de países de língua portuguesa; Atendimento a mais empreendedores que propõem soluções para os seguintes temas: ODS, Embalagens e Mobilidade, Cooperativas e Covid.
Por Que? Que? Que? PorPor
Nós acreditamos que pessoas, negócios e organizações de impacto podem trabalhar juntas para gerar impacto em altos níveis. É por isso que foi criado o Challenge.
Lutamos contra graves problemas: SOCIOECONÔMICOS, GEOPOLÍTICOS, AMBIENTAIS. Acreditamos no potencial da economia colaborativa para contribuição de soluções em problemas complexos.
Soluções sustentáveis para os principais problemas da sociedade.
Primeira
Edição
100%online
Divulgamos para 9 países 6 tématicas
Pós Seleção O programa 6 países 5 grupo
challenge 2020 aceleração semana 1 Problema Identificado Mercado O que é Impacto
semana 2 Solução MVP Canvas Social Cenários Financeiros Como medir Impactos
semana 3 Canais de Comunicação Validação “Go to Market” Impact Investing Pitch Social
+40 +5.500 46
12
horas de duração
reproduções no Youtube
78%
N.I.
PRETO
PARDO
BRANCO
Países participantes representados Brasileiros.
constituição
eventos online
AMARELO
46
especialistas ministrando os conteúdos
Empreendedor Pessoa Física Empresa Privada ONGs Governo
52%
486
75
pessoas colaborando
avaliadores nas bancas
60 négocios mentorados
48% 25%
263 participantes das Equipes dos Negócios mentorados
2 anos + 1 ano + até 1 ano
18% 7%
3 anos +
2% Qual o Tempo de Constituição dos Negócios de Impacto?
Faixa Etária 48%
16
37
71
Contribuições challenge 2020 para os negócios
39%
Contruiram um MVP dentro do programa
83%
Fizeram até 20 novas conexões
58%
Aumentou seu conhecimento e/ou passou a utilizar as ODS
33%
Apresentou seu négocio para um investidor potencial
49%
Fecharam vendas de serviço ou de produto durante o programa
72%
Fecharam uma nova parceria
70%
Relataram evoluções significativas
Problemas
a serem resolvidos Em um mundo desigual e com desafios nas áreas de educação, cidadania, cidades, saúde, serviços financeiros e tecnologias verdes, os negócios de impacto podem assumir um papel relevante no caminho para a transformação social. Esses empreendimentos têm a missão de gerar benefícios sociais e/ou ambientais e o desafio de prover resultados financeiros positivos e sustentáveis provenientes de sua atividade. Com as transformações no mercado ocasionadas pela pandemia do coronavírus e a urgência em buscar respostas rápidas para as incertezas do momento, buscamos apoiar na profissionalização, evolução dos estágios de negócios, conexões de parceiros qualificados, mentorias, investidores e alternativas durante a pandemia do Covid 19 para que os empreendimentos possam continuar a gerar impactos positivos por eles propostos.
Necessidade
de ajuda
22%
mentoria
48%
financeiro
aréas de impacto
46% Tecnologias Verde
43% Cidadania
26% Saúde
Educação
23% Serviço Financeiro
12%
processo & gestão
19%
comunicação
14%
23% Cidades
19%
parcerias & network
36%
11%
9%
investidor
vendas
time & equipe fonte: 2º mapa dos negócios de impacto: Pipe Social
Nosso Mercado O Ecossistema de Investimento e Negócios de Impacto vem crescente no mundo todo principalmente desde o ano de 2000. De lá pra cá já temos cases muito relevantes globais, e o Brasil o mercado começa a parecer mais em 2006 e em 2012 começa a ser muito incentivado por players locais. Já em outros países de língua portuguesa temos uma variação desde Portugal com mercado até mais desenvolvido que no Brasil, e Angola, Moçambique começando com um novo ecossistema e Cabo Verde ainda mais preliminar. Um dos grandes impactos do Challenge para Línguas Portuguesas é promover maior troca e acesso a informações que viabilizem ampliar o tema em grupo.
Teoria da Mudança e o Logic Model RECURSOS - Organizadores - Mentores - Negócios - Participantes - Parceiros - Avaliadores da Banca
- Palestrantes/Conteudistas - Coordenadores - Patrocinadores - Tempo - Processos / Métodologias - Plataformas online
OBJETIVOS Engajamento dos stakeholders em um programa 100% colaborativo e online para fomentar o Empreendedorismo de Negócios de Impacto da língua portuguesa, ampliando perspectivas sobre como sobreviver em tempo de crise e criando uma rede forte de conexões de valor compartilhado.
ATIVIDADES - Chamada de stakeholders, divulgação, engajamento do Challenge - Construção do programa,das temáticas, cronograma e chamada de conteúdistas conteudistas - Inscrição e seleção dos negóicos, participantes, mentores - Execução do programa, oficinas, capacitação e mentorias, conexões e parcerias - Entrega de Premiação e Certificados - Relato de Impacto
LEGADO
QUESTÕES ESSENCIAIS
O QUÊ? O que fazemos ou queremos fazer? PARA QUEM? Quem queremos impactar? PARA QUÊ? Qual o propósito e em qual momento?
RESULTADOS Negócios participantes - Voluntários - Conteúdos fornecidos - Mentorias fornecidas - Oficinas Realizadas - Conexões -Desdobramentos e Parcerias - Intergeracionalidade de participantes
- Conhecimento dos ODS e mapa das ODS - Diversidade de negócios - Diversidade de Território - Distribuição de Prêmios - Patrocínios - Utilização de tecnologias e plataformas - Economia de CO
IMPACTO CURTO PRAZO Desenvolvimento de empreendedores, negócios, pessoas e redes mais fortalecidos e conscientes do potencial dos negócios e da rede criada pelo programa Challenge.
IMPACTO LONGO PRAZO Negócios mais estruturados, articulados e com redes fortalecidas perpetuando o desenvolvimento de soluções alinhadas aos ODS, mobilidade, Covid19 e embalagens atuando em prol de uma sociedade mais inclusiva e com menos desigualdade.
Conexões com propósito, evolução dos negócios, parcerias significativas, conhecimento e aplicação prática, transformação pessoal e profissional
Mapa ODS A Baanko desenvolveu uma metodologia própria para ajudar os Negócios de Impacto a mapearem proporcionalmente suas ações e objetivos com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis que foram cocriados por 193 países pela ONU. São 17 ODS que se destrincham em 169 metas e 231 indicadores. Esse mapa foi cocriado durante o challenge com a participação de 109 participantes de todos perfis.
ODS 3
ODS 10
ODS 17
ODS 16
ODS 9
ODS 4
ODS 8
ODS 12
ODS 11
ODS 1
ODS 5
ODS 2
ODS 13
60
Negócios
38
Palestra
16
Organizações
1
Patrocínio
129
Mentoria
41
Parceiros, apoiadores e organização
122
Premiação
65
Participantes
75
Banca Avaliadora
14
Envolvidos no Relatório de Impacto
Sou uma empreendedora de sucesso? Depende do que é sucesso! Esta não é uma história de receita de bolo. É uma história que contraria manuais de como se tornar empreendedor. Acho, inclusive, que empreendedorismo só pode ser aperfeiçoado, nunca ensinado. Estou completando 60 anos e tenho tanto a fazer... Penso que teria ganhado tempo se soubesse há anos o que sei hoje. Me consolo pensando que só a trajetória permite essas possibilidades futuras. Sou fundadora da Ciclo Reverso. Não que eu tenha tido uma ideia de negócio, identificado uma dor do mercado como gostam os manuais. Na verdade, comecei incentivando a minha mãe a fazer ecobags em 2007. Foi passeando com as sacolas que conhecemos a Economia Solidária. Fiquei maravilhada! Então existia uma possibilidade de fazer negócio com outra lógica? Foi pra já! Neste período na Economia Solidária, frequentei muitas feiras de artesanato e o roteiro não mudava muito: carrega sacola, monta barraca, passa o dia, pouco vende, desmonta barraca, carrega sacola e tudo de novo. A realidade do nosso grupo de mulheres não era diferente dos outros: mulheres entravam com esperança de renda e saiam porque isso não acontecia. Ficavam as aposentadas e as militantes. Até hoje as Prefeituras apostam em cursos de artesanato como inclusão produtiva, assim como as empresas que têm resíduos veem os grupos de mulheres como alternativa ao descarte correto. Todos esperam, inclusive as próprias mulheres, que elas possam fazer alguma coisa com resíduo, vender para alguém em algum lugar, ganhar dinheiro e ainda fazer bem para o planeta! Eu também pensava assim! Mas fui vendo que muita coisa não fechava.
Eu acreditava naquele modelo de negócio e fui pivotando (termo que aprendi anos depois no SEBRAE) na tentativa de resolver esse impasse, uma jornada na base do erro/acerto. Fui adaptando o formato, perdendo parceiras preciosas no caminho, encontrando novas, topei com oportunistas, peguei empréstimo para o grupo, fui expulsa do próprio negócio (eu e o Steve Jobs!), fiquei sozinha com a dívida que pago ainda hoje, o que me impede de investir novamente. Na real não fui expulsa porque meu negócio estava dentro de mim e era outro. Meu negócio sempre foi outro. Era achar uma solução de negócio com princípios. Fui construindo referências. Por que as mulheres tinham que resolver o resíduo das empresas? E como executar o tal coletivo empreendedor quando se trata de mulheres em vulnerabilidade buscando renda? Grupos de mulheres, por mais organizados, no geral, não têm local para estoque, não se especializam, nem sempre têm acesso a designer, não contam com canais de distribuição, estratégias de marketing, CNPJ: parafernália de quem realmente faz alguma coisa para vender para alguém e consegue com sucesso! Apostei, assim, num negócio próprio que tivesse a tal parafernália e o objetivo de gerar renda para as mulheres, transformando o resíduo de empresas para as próprias empresas. Em 2016, entrei para uma turma de Negócios de Impacto do Programa AGIR/SEBRAE. Nunca tinha ouvido falar disso, mas consideraram que eu já fazia e entendi que fazia mesmo! Minha turma no SEBRAE (todos bem mais novos que eu) tinha que me aguentar nas aulas levantando o braço a cada b2b, b2c, Airbnb falado. Para mim era outra língua, de fato, era a a língua do mercado. O dia que saiu um stakholders quase desisti. Que nada! Eu estava aperfeiçoando meu empreende-
dorismo, achando formas competentes de atingir meu objetivo, entendendo que quanto mais dinheiro eu ganhasse mais poderia investir no meu propósito. Me tornei uma empreendedora de sucesso? Depende do que é sucesso. A Ciclo Reverso atua há 10 anos na logística reversa de resíduos sem valor comercial como banners e uniformes, transformados em novos produtos e, fundamentalmente, tem nesse processo a possibilidade de realizar o seu propósito: capacitar mulheres; oferecer trabalho e renda; convivência em grupo de forte sororidade. Em uma charmosa casinha alugada na periferia, em Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, fazemos produtos de qualidade e atendemos grandes empresas com fidelização. Tenho muito orgulho e muitos planos. Depois do processo Baanko Challenge 2020, estou assumindo o que considero ser a última “pivotada” (sempre será a última) em nosso posicionamento: a Ciclo Reverso é um negócio social impactante, por excelência, na redução de vulnerabilidades demulheres, ponto! Para isso, escolheu fazer produtos de resíduos para a Economia Circular. Podia ter escolhido outra coisa, contudo, abraça também a causa ambiental. Me sinto de certa forma aliviada. Isso já é tanto! Olho para trás e principalmente para frente e vejo que não preciso salvar o mundo, só fazer a minha parte!
Liliane Linhares Assistente social formada pela PUCRS, atuou como profissional em instituições e programas públicos de assistência social por 20 anos, em 2007 se assumiu empreendedora, inicialmente no movimento da Economia Solidária e desde 2017 no ecossistema de Negócios de Impacto Socioambiental.
Outros Depoimentos “Bom, a principal evolução tem haver com a organização do negócio, não estava devidamente organizado, passamos a prestar atenção em aspectos de extrema importância que não conseguíamos notar. Ganhamos 4 mentores que estão a ajudar a desenvolver ainda mais o negócio, até hoje estamos a ser expostos a uma rede de contactos que ajuda-nos a evoluir a cada dia. “ “Além do conhecimento adquirido e do contato com outros empreendedores, o evento acabou por criar um movimento de despertar pelo interesse e engajamento para desenvolver o negócio. Um ponto importante foi que podemos fazer uma auto análise no nosso estágio e nos mostrar que precisamos nos desenvolver mais para que o negócio cresce e seja um negócio real.”
Ser ou não ser empreendedora: eis a questão Aos 13 anos preparei um jornal para a escola, assim, só porque eu queria que meus colegas lessem aquelas coisas que eu tanto gostava. Escolhi um artigo da revista Capricho, duas poesias (Drummond, claro!), e não me lembro mais o que. Quando digo que preparei, eu escolhi os conteúdos e fiz a diagramação: recortei, colei, datilografei o que precisava (não tinha computador, gente...). Depois, foi só xerocar frente e verso e dobrar no meio: era um jornalzinho de 4 páginas. Nossa! Lembrar disso está me fazendo ver que ser editora e publisher da Bambual Editora já estava em mim desde sempre... sempre? Não sei. Neste mesmo ano vendi brigadeiro na escola. O pessoal adorava! Mas eu me perdia nas contas de quantidade de ingredientes versus quanto cobrar. Aos 14, tentei vender anúncios para um jornal tipo classificados, numa cidade pequena. Só consegui 1 anúncio, do amigo do dono do jornal. Tentei, né? Aos 15, comecei a trabalhar numa gráfica com a Forma Composer – uma espécie de computador que servia para digitar o conteúdo, colocar uns comandos para formatar o texto, gravar e imprimir. A impressora era acoplada ao equipamento e eu tinha que ficar trocando as “margaridas” para que o tipo certo da letra, no corpo certo (tamanho), fosse impresso. Gente, amei esse mundo!! Dali os arte-finalistas fariam a arte, depois o fotolito, gravação da chapa, impressão, encadernação, corte final, embalagem. Foi ali minha primeira escola de fazer “artes gráficas”. Neste mesmo ano rolou uma gincana na minha escola. Foi incrível!! Foi nesta gincana que aprendi o que é sinergia de grupo. Foi inesquecível e marcante. Ali comecei a entender a
força do coletivo, das conexões pessoais, de cada um fazer sua parte e alcançarmos o sucesso. Vários anos depois, com meus 32 anos e já tendo trabalhado em algumas editoras pequenas, eu recebi, no dia 2 de janeiro, um email me convidando para uma entrevista de emprego. Achei muito inusitado receber este tipo de convite no segundo dia do ano. Refleti muito sobre isto. Compreendi duas coisas: para um negócio, todo dia é dia de fazer as ações; a outra é que eu realmente tinha algo que aquelas pessoas queriam. Fui contratada! A Casa da Palavra, editora dedicada a cultura do livro, cultura carioca e a literatura universal me acolheu e me ensinou a importância do profissionalismo, do planejamento e do foco na ação. Uma belíssima escola para mim! Mas eu queria conhecer mais desse universo editorial, sabem? Coloquei na cabeça que meu próximo emprego seria numa grande empresa: três meses depois estava no Grupo Editorial Record, um dos maiores da América Latina. Supervisora de Produção. Oportunidade única! Uau, eu construo minha realidade. Lá eu interagia com praticamente todos os departamentos, desde os editores até o gerente da gráfica, desde o pessoal da logística até o departamento financeiro. Daí, mais um giro... alguns fechamentos de ciclos, aberturas de outros. Eis que estou como professora de Administração da Produção na UFRJ e um aluno me pergunta: “professora, você já ouviu falar sobre o Gaia Education?” Mal sabia eu que seria um marco na minha vida. O Gaia Education é o processo de mudança de visão de mundo e de transformação do comportamento mais incrível que conheço. A gestação da Bambual Editora começou nele. Foi a partir daí que percebi a força do financiamento coletivo e a importância da verificação da demanda antes da mobilização dos recursos para a produção, recursos esses que não são somente finan-
ceiros como muita gente pensa, mas de energia, água, árvore, celulose, ar, tempo de vida das pessoas etc. O primeiro MVP foi a campanha do livro A Canção da Terra. Foi sen-sa-ci-o-nal!! Foi uma mistura de gincana, com mobilização coletiva, trabalho em grupo, articulação de rede, planejamento financeiro, convencimento dos monstros internos para ficarem calminhos, amizade e muita, muita certeza que conseguiríamos. Eu nunca tinha vivenciado um financiamento coletivo, mal tinha contribuído com um. Sabe aquelas coisas que dizem que a gente tem que fazer na vida, plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro? Então, eu incluiria realizar um financiamento coletivo. Gostei tanto desse processo que já produzimos 11 campanhas e é um dos nossos pilares. Depois de três anos como empreendedora de meu próprio negócio, várias campanhas de pré-venda de livros, 13 títulos em catálogo, um site de ecommerce, parcerias estratégicas com a Benfeitoria e a Bookwire (livros digitais), volto naquela pergunta do início: a Bambual Editora já estava em mim desde sempre? Acho que sim, percebo que ela foi se revelando aos poucos, me moldando e apontando os caminhos que eu precisava trilhar como empreendedora. Mas, será que o modelo de negócio que praticamos é realmente inovador? Será que faz diferença no mundo? Esta é uma de nossas investigações no momento e ao participar do Baanko Challenge 2020, com três semanas intensas de aprendizados e transformações, percebemos que precisávamos fortalecer nossa equipe de vendas e ter um planejamento financeiro mais maduro. Estamos caminhando nisto e eu crescendo como empreendedora, aprendendo, desenvolvendo, criando... e amando o que faço!
Isabel Valle Formada em Administração de Empresas pela Universidade Gama Filho, possui MBA em Gestão Empresarial pela UFRJ e Mestrado em Marketing pela Université François-Rabelais (França). Além de trabalhar a 30 anos com livros, também tem formação em Yoga, Biopsicologia, Design em Sustentabilidade, Permacultura, Dragon Dreaming, Pranic Healing Arhatic e cursou a pós-graduação Corpo, Educação e Diferenças na Faculdade Angel Vianna. O que mais ama fazer é pisar descalço na terra e facilitar processos criativos.
Outros Depoimentos “Conseguimos validar uma nova forma de gerar receita” “Challenge foi uma experiência fantástica, um grande aprendizado. Iniciamos com uma ideia e durante o programa aprendemos imensamente sobre o tamanho/abrangência da nossa ideia, melhor direcionamento das nossas acções e conseguimos criar um protótipo do MVP. Agradecemos a oportunidade e o aprendizado proporcionado.” “Com o Challenge conseguimos fechar mais de 20 novas parcerias para nosso projeto.”
“Acreditamos que fazer o bem tem a ver com fazer bem feito�