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Curso de Letras

Alexânia – GO

Projeto Profissional e Organização do Trabalho Pedagógico

Coordenadora Geral Edna Cristina da Silva Professora Supervisora: Norma Lucia Neris de Queiroz Tutora Presencial Rosiele S.C. Carvalho Tutora a Distancia Maria Ester Toledo

Coletânea de cartas Projeto profissional do futuro Professor de Letras Estudantes da Turma UaB 1

Brasília, 2009


SUMÁRIO 1.

Luzia Rosa de Souza 3

2.

Valdinene Almeida Bruno 5

3.

Mirian Cunha de Jesus Oliveira 6

4.

Rogerio Fernandes Soares 7

5.

Ariana Karina Brito Araujo 10

6.

Gleisimone Meireles Braga 12

7.

Maria Britânia Brito Viana Peres15

8.

Suelma Borges da Fonseca 17

9.

Marli de Sousa Marques 19

10.

Joana Dar´c da Nóbrega Queiroz 21

11.

Maria Lucia da Silva 23

12.

Jannayna Keyla Calisto de Vasconcelos 25

13.

Daniel de Oliveira Soares 28

14.

Graziella Maria Rabelo dos Reis 29

15.

Maria Ivoneide Silva 30

16.

Ivone de Assis Machado de Paula 31


Cartas 1.Estudante: Luzia Rosa de Souza

Ensinar não é fácil e um educador competente tem plena consciência disso. Desse modo procura desenvolver habilidades indispensáveis ao exercício da profissão. Entre essas habilidades podemos citar: domínio de conceitos e dos conteúdos a serem trabalhados em sala de aula, capacidade de reflexão sobre o próprio trabalho, capacidade de planejamento, bom senso para saber administrar conflitos comuns no relacionamento interpessoal, etc. Um professor de língua portuguesa enfrenta vários desafios, entre eles, a falta de interesse pelo estudo de língua materna, em um mundo cada vez mais globalizado. Também é necessário não esquecer dos velhos métodos baseados na memorização, que em nada produtivos, só contribuíam para tirar a motivação do estudante. Atualmente, o educador precisa fazer uso de vários recursos para desmontar tudo que foi construído em relação ao ensino-aprendizagem nessa área. A criatividade é um dos principais instrumentos: aula de português tem que ser interessante, divertida, o aprendiz terá que conhecer todas as possibilidades e potencialidades do domínio da linguagem. Nada de regras e memorização mecânica. Se a língua é viva e dinâmica, assim como a sociedade de falantes, então o ensino da língua não pode ser dá de outro modo. CARTA Meu querido mestre, Venho através desta, apresentar meu projeto de ensino da língua portuguesa. Nele, estão impressas as minhas concepções a respeito do ensino da nossa língua mãe. PROJETO PROFISSIONAL Objetivos: Oferecer ao aprendiz a possibilidade de desenvolver competência como falante da língua portuguesa para que possa atuar socialmente e poder exercer plenamente sua cidadania.


O PROFESSOR Este deverá lançar mãos de diversos recursos tais como: conteúdos conceituais, desenvolvimento de habilidades, recursos de linguagem, valores culturais e administração do emocional. Deve está atento à avaliação da aprendizagem de seus alunos e ter um olhar crítico sobre si mesmo.

O APRENDIZ Este deverá ter plena consciência de que é o principal responsável pelo desenvolvimento de suas habilidades e que a escola é um veículo através do qual terá acesso aos meios necessários para tal.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA MORETTO. Pedro V. Planejamento: planejando a educação para o desenvlvimento de competências. 2 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.


2.Estudante: Valdilene Almeida Bruno

Gama, 17 de abril de 2009. Cara tutora, Começo minha carta mais com minhas perguntas íntimas e também minhas respostas pessoais. Não sei se são coerentes, mas são meus pensamentos e sentimentos quanto ao meu aprendizado para assumir uma sala de aula apesar de já ser professora, porém cada dia em sala de aula é um desafio profissional e pessoal. Pois a cada 50 minutos há uma troca de 40 alunos com sonhos, dúvidas, questionamentos diferentes, e nós temos que nos adequar a tais situações que muitas das vezes fogem ao contexto ensinoaprendizagem e até escolar. Um profissional na área de educação carregou e carrega grande responsabilidade e otimismo em sua vida profissional e particular, porque em se tratando de mexer com pessoas e, pessoas em crescimento físico e desenvolvimento intelectual e afetivo cada vez mais aumentam a gama de responsabilidade por isso, o bom profissional tem que adquirir a conhecimento cientifico necessário para ministrar o conteúdo. E, em se tratando de língua portuguesa, essa responsabilidade aumenta, pois a língua aproxima ou distancia as pessoas. O desenvolvimento intelectual é muito importante tanto na época de faculdade como após a formação, pois já sabemos que a formação deve ser continuada. A gama de informações que os alunos têm hoje em dia é muito grande, mas cabe ao professor, digerir essas informações e sabê-las desenvolver melhor para a aprendizagem, para a construção do saber cientifico e importante na vida dos alunos. Nesse sentido uma base sólida significa desenvolver as competências e habilidades sugeridas pela LDB e pelos PCN de forma clara e objetiva para os alunos, para que estes se tornem leitores com condições de análises e criticidade. Ou seja, uma educação voltada para a cidadania e formação completa do educando.

Com carinho, Val.


3.Estudante: Mirian Cunha de Jesus Oliveira

Na vida qualquer profissional defronta-se com exigências que vai além dos conhecimentos específicos. Exigem várias competências, como saber expressar- se por meio da fala e da escrita, saber liderar grupos, relacionarse, analisar e lidar com conflitos. Também estar preparado para enfrentar as exigências e as mudanças da sociedade. De acordo com Francisco Imbernón, o professor precisa mudar sua concepção de mero transmissor de conhecimentos, para um educador de futuros cidadãos de uma nova sociedade. O professor tem que ir além da sua formação científica, didática e pedagógica; nos dias de hoje cabe ao professor possibilitar o aluno a ser um cidadão reflexivo, participativo e que consiga conviver com as mudanças da sociedade. Para um professor se tornar um investigador, primeiro ele tem que refletir, questionar o seu trabalho diário a fim de entender melhor o processo de aprendizagem de seus alunos, através de suas observações, levantando questões e sempre se interrogando sobre sua prática e sobre o desenvolvimento dos alunos. Em busca de melhorar sua prática está sempre buscando e investigando,tornando-se um professor pesquisador responsável e consciente de sua prática docente. Para se formar estudantes leitores, e escritores autônomos, o professor de Língua Portuguesa, precisa conhecer o conteúdo que ensina, estar apto a perceber as necessidades dos alunos e auxilia-los para que desenvolvam e aperfeiçoem seus conhecimentos. Desenvolver nos alunos a capacidade de se expressar e comunicar-se em situações formais. Ler, analisar e criticar vários tipos de textos para tornar-se uma pessoa flexível e autônoma diante dos desafios de uma sociedade em constante mudança. Como futura professora de Língua Portuguesa, estou em busca de conhecimento, pois é necessário numa sociedade em que se exige a todo instante o uso interativo da língua, seja falada ou escrita, por isso estou cursando letras na unb, com muitas dificuldades sempre a procura de saber utilizar os recursos de comunicação que a língua possui, para não ser cada vez mais excluída e estar sempre preparada para as mudanças que vem ocorrendo no ensino. È obrigação do professor, não só o de Língua portuguesa desenvolver a capacidade de investigar a própria atividade, para que com base nela possamos construir e transformar nossos saberes num processo contínuo de construção de nossa identidade de professor. Referencias: www.portalensinando.com.br/ www.webartigos.com.br/ .


4. Estudante: Rogério Fernandes Soares

A CARTA. “Escrevo-te essas mal traçadas linhas...”.

Acredito que os conhecimentos necessários ao exercício docente são além dos conhecimentos adquiridos durante todo o processo cognitivo, pois, no atual modelo acadêmico, não basta mais que o indivíduo tenha uma formação superior. O conhecimento, se usado inadequadamente, não tem nenhum significado para a vida pessoal e nem para a profissional. Isso isoladamente não dá, ao professor, garantias de que será considerado competente. Principalmente hoje em dia, quando estamos diante de um modelo acadêmico comercial, onde diversas “faculdades” oferecem formações que não preparam o profissional para o exercício docente. Contudo a competência vai além da aquisição de conhecimentos, que, isolados, não são suficientes. É necessário relacionar os conhecimentos com os problemas encontrados, ou seja, a competência tem que estar ligada a uma prática social. Nós temos necessidade de compreender a razão e a forma como as coisas acontecem, essa nossa necessidade epistemológica é natural. O aprendizado nunca será eficaz para todos os alunos, pois o profissional da docência lida com um universo muito heterogêneo e por isso a prática pedagógica é muito complexa. Devemos levar em conta vários elementos para se atingir o sucesso escolar, como as estratégias pedagógicas, uma boa comunicação de conteúdos e táticas, a vontade de aprender e a cooperação dos alunos num processo conjunto de construção do conhecimento. O caminho para se atingir tudo isso tem que partir da reflexão do professor. Somente partindo desse princípio e da construção de um hábito - a prática reflexiva - ele será capaz de compreender o que está em jogo e ter controle sobre isso. Para se designar uma competência, não basta acrescentar uma referência de uma ação a um conhecimento qualquer. Um profissional mais investigativo e principalmente uma postura de pesquisador, o colocará diante dessa nova realidade, pois, a aprendizagem de


novas metodologias que priorizem a construção de estratégias de verificação será fundamental para a comprovação de hipóteses que colaboraram com a construção do conhecimento e o desenvolvimento do espírito crítico. Com isso, se tornaram capazes de proporcionar uma dinâmica de ensino que inclua o trabalho individual e coletivo e que estimule a autonomia dos pensamentos. Por fim, as habilidades que devem ser adquiridas pelo professor de língua portuguesa, estão além de certificações e diplomas, é preciso ter espírito crítico, energia, curiosidade e perseverança. O professor deve ser capaz de observar, analisar, tirar proveito das experiências, planejar as idéias, debater, pesquisar, e principalmente questionar-se como elemento detentor de uma grande responsabilidade, principalmente no caso de aulas de língua portuguesa, onde séculos e mais séculos fomos massacrados por ensinos completamente distante do que é realmente o estudo de uma língua. Foram séculos que refletem até hoje no ensino da língua portuguesa, onde se resumia o estudo da gramática tradicional como sinônimo de estudo da língua portuguesa. Até hoje é comum todas as gramáticas classificarem os termos essenciais da oração como sujeito e predicado. Claro, que se são essenciais isso tem a ver com o próprio ser, como a condição para existência. Entretanto, logo nos próximos capítulos encontraremos as famosas “orações sem sujeito”. Como é possível? Não são termos essenciais? Então não existe a oração! Por fim, devemos evoluir o estudo da língua portuguesa, pois, muitos mestres ainda confundem língua portuguesa com gramática. Na realidade não existem classificações rígidas para as palavras, onde a gramática tradicional se preocupa em colocá-las em compartimentos separados, bem definidos, sem levar em conta o papel que elas exercem em enunciados autênticos. Ou seja, só poderemos dizer se uma palavra é substantivo, adjetivo, advérbio, depois de analisar as múltiplas funções que ela exerce dentro do enunciado e as diversas relações que exerce com o texto, afinal, fazendo uso das palavras de Carlos Drummond Andrade, cada uma tem mil faces secretas e na minha visão não basta uma chave!


Portanto, cabe ao mestre encontrar cada chave e ensinar o aluno como abrir cada porta do conhecimento e nesse momento, deixá-lo livre onde a liberdade é uma palavra tão difícil de explicar e ao mesmo tempo tão fácil de senti-la!


5.Estudante: Ariana Karina Brito Araújo

O exercício docente nos dias de hoje Ensinar é uma atividade complexa que exige não só conhecimento dos conteúdos a serem ministrados, mas também uma série de habilidades sem as quais não é possível atingir os objetivos pedagógicos. Sabemos que já não é possível conduzir uma sala de aula seguindo os mesmos princípios de décadas passadas, uma vez que os valores da sociedade estão em constante processo de transformação. Assim, a relação entre professor e aluno hoje, é abordada como um elemento essencial e muito mais digno de atenção do que no passado. É necessário que o professor considere não só as características cognitivas de seus alunos, mas também as psicológicas e sociais. Caso contrário não será capaz de desempenhar o seu trabalho com competência. Bem, o item citado anteriormente é fundamental, entretanto, não é o bastante, pois a complexidade da prática educativa exige muito mais que um bom relacionamento entre educador e educando. Diante disso, podemos considerar como indispensáveis: a compreensão de conceitos relacionados à construção do conhecimento, saber planejar, executar e analisar criticamente o andamento do seu trabalho, utilizar uma linguagem adequada que não crie obstáculos à aprendizagem, assim como saber avaliar o seu desempenho e o de seus alunos. Tais procedimentos fazem parte da postura de um profissional reflexivo, investigativo e comprometido com o verdadeiro sentido da profissão docente. Em relação à língua portuguesa, sabemos que há uma nova concepção de ensino. Dos antigos conceitos onde a gramática normativa era imposta pelos métodos da “decoreba”, passamos a uma abordagem mais sociolinguística. Assim, é exigida do professor uma postura muito mais dinâmica onde não há espaço para o trabalho com conteúdos isolados. O ensino baseado na memorização dá lugar ao ensino onde são privilegiadas a produção e compreensão de gêneros variados. Nesse contexto, é importante uma prática de debates em sala de aula, porque dá oportunidade ao aluno de expressar suas idéias e ser um agente ativo no seu processo de aprendizagem. É importante que seja enfatizado a necessidade de aquisição de conhecimentos e que o educando tenha consciência de que precisa dominar tanto a linguagem de sua


comunidade quanto a linguagem socialmente privilegiada. Igualmente importante é dar ênfase a produção e interpretação de enunciados, porque somente assim ele estará apto a interagir nos mais diversos meios. Em resumo, o aluno precisa ter consciência do real poder da linguagem.

Carta Meu caro amigo Assis,

Faz tempo que não nos vemos e sinto saudades da sua amizade, de estarmos próximos, conversando e discutindo coisas agradáveis. Preciso muito saber como vai você e também como tem se saído na difícil tarefa de ministrar aulas de língua materna nos dias de hoje. Bem, como sabe, estou estudando para ser professora, assim como você. Tenho muitas expectativas, um grande desejo de me profissionalizar e ser daquelas professoras que ficam na memória dos alunos como alguém que contribuiu de alguma forma para que a vida deles se tornasse melhor. Já tive professores assim, e procuro me inspirar neles para seguir adiante. Reconheço os desafios e dificuldades da profissão em todos os sentidos, mas à medida que tenho acesso aos conteúdos do curso, chego à conclusão de que tomei a decisão certa na escolha da profissão. Muito me alegra saber que não terei que trabalhar com os antigos métodos de memorização, nunca consegui decorar regras e também não via sentido nisso. Devido a isso, não consigo lembrar com saudades de nenhum professor de língua portuguesa. Felizmente, hoje as aulas são conduzidas de outro modo. Sei que as aulas precisam ser interessantes em todos os sentidos, o aluno não pode e não deve receber

conteúdos

prontos

e

assimila-los

mecanicamente

sem

nenhum

questionamento. A aula tem que ser repleta de interação, diálogo, debates... Gostaria de expor brevemente um projeto profissional de minha autoria para que faça uma avaliação crítica. Saiba que será de grande valor para mim, pois reconheço a sua dedicação e competência profissional. Abraços, Ariana Karina


6. Estudante: Gleisimone Meireles Braga Data: 30/03/2009

Essa semana estudamos os dois primeiros capítulos do livro "Professores reflexivos em uma escola reflexiva" da professora Isabel Alarcão e três capítulos de "Formação docente e profissional: formar-se para a mudança e a incerteza" de Francisco Imbernón. Nessas obras esses autores tratam dos conhecimentos, das competências, habilidades e características do profissional investigativo - reflexivo, algumas das quais passo a destacar agora. Atualmente, na chamada era tecnológica, aonde as informações chegam com velocidade astronômica, cabe ao professor conhecer as potencialidades dessas tecnologias e estar atento e preparado a formar em seus alunos o olhar crítico para discernir o que é útil ou não, para que sejam capazes de transformar essas informações em conhecimentos. Sobre isso diz Raposo (2001) in Alarcão (2005): “...Ao homem compete discernir, no recurso às Tecnologias da informação, o que constitui fator de valorização do conhecimento, da liberdade, da solidariedade do que é alienação, opressão ou injustiça”. Outra necessidade do docente é a formação permanente, como defende Nóvoa (1992), em detrimento da formação eventual.É através da formação contínua que o profissional dessa área dinâmica e em constante desenvolvimento e transformação encontra os subsídios para lidar com essa avalanche de novidades. A partir da década de 90, deu-se maior ênfase à formação do professor pesquisador, aquele profissional reflexivo, que pensa na ação, e cuja atividade profissional se alia à atividade de pesquisa, aquele que não é apenas um transmissor, mas também um produtor de conhecimento. O professor reflexivo é aquele que atua de forma inteligente e flexível, que reflete sobre sua prática e a partir de seus conhecimentos, do planejamento curricular e pesquisa sobre a docência é capaz de aplicar uma nova metodologia gerando assim uma nova didática que aprimore sua prática pedagógica. A esse professor que busca a formação de leitores e escritores autônomos, capacitados a inserir-se no mercado de trabalho e exercer a cidadania de forma crítica, cabe: • ser capaz de agir, acreditar, empenhar-se e aceitar as responsabilidades imposta ao cargo de formador de cidadãos conscientes. • criar, estruturar e dinamizar situações de aprendizagem e auto confiança nas capacidades individuais de aprender; • desenvolver materiais promotores da autonomia; • entender as transformações que vão surgindo nos diferentes campos;


e por fim,ser capaz de adequar suas ações às necessidades dos alunos.

Conforme pudemos observar,esta é a época da globalização,chamada também de sociedade da informação e do conhecimento,e para tanto é necessário que os educadores estejam aptos a acompanhar alunos que não estão mais sentados no bancos escolares somente ouvindo,e sim alunos que participam ativamente da vida escolar,que tem suas próprias opiniões e maneiras de pensar e agir,cabe então a esse professor direcionar esses alunos para que se tornem senhores de seu próprio saber.

Projeto Pedagógico Cara professora Maria Éster, O meu projeto pedagógico,ainda está em fase de construção,sei que daqui até o fim desse curso irei adquirir mais conhecimento e então aprimorá-lo e quem sabe quase chegar a seu fim. Digo quase por que penso que o nosso projeto nunca se finda,estamos sempre aprendendo coisas novas,sonhando com outras e a cada conhecimento adquirido é uma pecinha a mais que colocamos nele. Lendo os textos de Alarcão e Ibernón, pude perceber que cabe ao professor de Língua Portuguesa : • conhecer as potencialidades de utilização das tecnologias da informação e comunicação; • a formação permanente; • o planejamento curricular e pesquisa sobre sua própria prática docente; • a consciência da capacidade de pensamento e reflexão; • atuar de forma inteligente e flexível; • ser capaz de gerar conhecimento pedagógico em sua prática; • a capacidade de transformar informação em conhecimento; • capacidade de aprender com o sucesso e com o fracasso; • vontade de agir,acreditar,empenhar-se,aceitar as responsabilidades; • capacidade de adaptar-se aos diversos meios e situações; • capacidade de compreensão (capacidade de escutar,observar e pensar,utilização das várias linguagens que permitem ao ser humano estabelecer interação e intercompreensão); • competência para lidar com a informação; • habilidade de criar,estruturar e dinamizar situações de aprendizagem e estimular a auto confiança nas capacidades individuais de aprender; • desenvolver materiais promotores da autonomia; • a capacidade de trabalhar em equipe; • capacidade de tomar decisões educativas, éticas e morais, de desenvolver o currículo em um contexto determinado e de elaborar projetos e materiais curriculares com a colaboração dos colegas; entender as transformações que vão surgindo nos diferentes campos, ser receptivo e aberto a concepções pluralistas capazes de adequar suas ações às


necessidades dos alunos em cada época e contexto. Tenho a consciência que não será fácil exercer a profissão, por ser muitas vezes pouco reconhecida, sei como já disse anteriormente que tenho muito que aprender, aprimorar algum conhecimento já adquirido. Quero ser uma influência a meus alunos, que u eu possa desenvolver bem meu papel de educadora e não só retransmitir conhecimentos, mas também adquirilos no exercício da docência.


7.Estudante: Maria Britânia Brito Vianna Peres

O docente deve participar ativa e criticamente no verdadeiro processo de inovação e mudança, a partir de e em seu próprio contexto, em um processo dinâmico cultural, social e curricular, que deve ter a permissão de tomar decisões educativas, éticas e morais, desenvolver o currículo em um contexto determinado e elaborar projetos e materiais curriculares em colaboração com os colegas, situando o processo em um contexto específico controlado pelo próprio coletivo. Partir de um conhecimento profissional dinâmico, dotado de uma bagagem sólida nos âmbitos científicos, cultural, contextual, psicopedagógico e pessoal e assumir a tarefa educativa em toda sua complexidade, atuando reflexivamente com a flexibilidade e o rigor necessários, isto é, apoiando suas ações em uma fundamentação válida para evitar cair no paradoxo de ensinar a não ensinar, ou em uma falta de responsabilidade social e política que implica todo ato educativo e em uma visão funcionalista, mecânica, rotineira, técnica, burocrática e não reflexiva da profissão, que ocasiona um baixo nível de abstração, de atitude reflexiva e um escasso potencial de aplicação inovadora. Caríssimo professor, Roberto Aparecido Algarte Estou elaborando um projeto profissional como futuro professor de Língua Portuguesa, nesse primeiro momento pode parecer um pouco utópico devido a minha pouca experiência nessa área, assim como com pouca fundamentação teórica, mas a verdade é que as idéias fervilham e o desejo de mudança e inovação estão sempre presentes em minha mente. Ao terminar essa Graduação quero ser uma profissional dinâmica, dotada de uma bagagem sólida e assumir a tarefa educativa em toda a sua complexidade. Para que isso se concretize não meço esforços em estudar, pesquisar, adquirir sempre mais conhecimento para melhor e com mais segurança desenvolver a minha prática. Espero ter a sabedoria de atuar reflexivamente com a flexibilidade e o rigor necessários, apoiando as minhas ações em uma fundamentação válida para evitar cair no paradoxo de ensinar a não ensinar, ou em uma falta de responsabilidade social e política que implica todo ato educativo e em uma visão funcionalista, mecânica, rotineira, técnica, burocrática e não reflexiva da profissão, que ocasiona um baixo nível de abstração, de atitude reflexiva e um escasso potencial de aplicação inovadora. Quero sinceramente participar ativa e criticamente no verdadeiro processo de inovação e mudança em meu contexto profissional, em um processo dinâmico e reflexivo. E para que isso se concretize da maneira com que estou estruturando minhas perspectivas, tenho que me preocupar, por agora, em formas uma base sólida para suportar o que vem pela frente.


Com o desejo de que possas me apoiar nos momentos de incertezas, e contar com a alegria de tê-lo como um amigo muito querido manterei contato sempre que possível. Sem mais para o momento, desejo-lhe muita saúde, paz e harmonia.

Sua eterna aluna, Maria Britânia.


8.Estudante: Suelma Borges da Fonseca

Quais os conhecimentos necessários ao exercício docente nos dias de hoje? Além do conhecimento da matéria, que é essencial, o professor deve ter domínio de convívio social de maneira que possa inteirar-se das dificuldades de cada aluno e a forma de resolvê-las. Deve saber ser compreendido bem como compreender. Deve ser claro na exposição de sua matéria e saber lidar com a sala de aula, nem tão autoritário mais também não tão complacente, pois dessa forma a sala vira uma baderna e é o que mais notamos ultimamente, pois o professor acha que ser autoridade da sala de aula poderá ter qualquer implicação legal, o que não é verdade. Ele deve ser a autoridade máxima da sala, nela não poderá interferir sequer o diretor do ensino. Assim, deve desenvolver as seguintes habilidades: 1. Conteúdo conceitual; 2. Desenvolvimento de habilidade; 3. Linguagem; 4. Valores culturais; 5. Administração do emocional. O que caracteriza o docente como um profissional reflexivo e investigativo? O professor reflexivo é aquele que analisa o contexto social, a matéria e forma abordativa. É aquele que interage os procedimentos adotados e o resultado. Questiona a situação e a produção. O professor investigativo é aquele que averigua se o aluno está aprendendo, se o recurso pedagógico é eficiente Quais competências e habilidades devem ser adquiridas pelo Professor de Língua Portuguesa para formar estudantes leitores e escritores autônomos, capazes de inserir-se no mundo do trabalho e exercer sua cidadania de forma crítica: O conhecimento pedagógico, o espírito crítico e auto-critico e o incentivo a leitura.

Cara tutora Rosiele, Gostaria de apresentar um projeto profissional para o ensino de verbos na língua portuguesa, em que fosse possível ao aluno compreendê-lo de forma simples mais que passasse a integrar seu cotidiano e assim não o esquecesse. Gostaria que fosse divertido o aprendizado mais de forma séria e demonstrada a sua relevância. Em síntese, gostaria de propor o ensino e o aprendizado dos verbos de forma contínua, através da prática, da leitura de boas obras da literatura brasileira e da demonstração oral e escrita, não em apenas uma série mais em todas, pois considero um grande passo no aprendizado dessa parte da língua portuguesa e vejo a enorme dificuldade dos alunos nessa área. Aí vai um plano de ensino que gostaria de adotar:


PLANO DE ENSINO Disciplina: Estudo dos verbos Professora: Suelma Borges da Fonseca Ementa: Verbo. Formas verbais. Tempos e modos dos verbos. Conteúdo Programático: O que é verbo. Quais as formas de conjugá-lo. O que diferencia um verbo de outro. Objetivo: O objetivo da disciplina é capacitar e propiciar a reflexão dos alunos acerca do que consiste o verbo, sua importância e as suas formas. Metodologia: Exposição dialogada e organização de uma mesa redonda com a participação dos alunos, explorando e exercitando o debate proposto. Atividades: Leitura e analise de texto, pratica e entrega de fichas de leitura com a conjugação de verbos em tempos e modos propostos. Avaliação: Se dará através: a. Participação nas aulas e na mesa redonda; b. Prova individual, ao final da disciplina. Bibliografia: A verificar.


9.Estudante: Marli de Sousa Vasques

Alexânia, 03 de maio de 2009. Rosiele, Cara tutora presencial, Sabemos que a educação é um dos principais assuntos tratados nos tempos atuais. Acreditamos que o que nos move como educadores é o sentido do que fazemos e por que o fazemos. Sentido esse que vem do nosso interior, sendo a palavra que ecoa dentro de nós movendo nossa caminhada. Tenho comparado você com a professora do filme “Nenhum a menos.” Sua dedicação e estímulo são de grande importância para nós, alunos da UAB. Continue assim. O objetivo do educador deve ser o de aprimorar a competência e melhorar o desempenho do estudante em todas as suas etapas, tendo em vista a integração dos indivíduos alem de colocar o educando numa perspectiva produtiva. A educação deve ser entendida como prática de um sujeito agindo sobre o mundo para transformá-lo e, para, através da sua ação, afirmar a sua liberdade fugindo da alienação. A tarefa coerente do educador deve exercer a prática de instigar , desafiar o educando com quem se comunica, produzindo sua compreensão do que vem sendo comunicado. Para ser educador é preciso integrar competências e sonhos. Criar, reinventar o mundo à nossa volta e despertar sonhos. O trabalho do educador social passa a ser encorajar cada indivíduo a atingir sua potencialidade criativa, além de estimular e facilitar a ação comum. Cada ação do educador deve ser precedida de inovação,


conduzindo os educandos a um diálogo criativo e inovador, despertando-nos mesmos alcançar horizontes até então desconhecidos.

Marli Vasques


10.Estudante: Joana D’arc da Nóbrega Queiroz

Alexania, 12 de maio de 2009. Professora Maria Estér,

Os meus ideais como educadora ficou marcado pela sensação de fracasso, devido o abandono do cargo de professora neste município Alexânia, pois, a falta de união da classe e total submissão dos meus colegas professores me desmotivou a continuar somando com minha incondicional vontade de mudar a história dos meus alunos. Pois, uma escola só é do e para o cidadão quando está arraiga em respeitar os direitos do cidadão, como também fazer valer os deveres destes mesmos cidadãos. Ainda sim ficou - me a utopia de idéias inovadoras e um discurso de mudança, sem modismos pedagógicos ou imposições ideológicas das políticas reformistas educacionais. E sim, com reais possibilidades de transformações nas práticas pedagógicas, partindo do pressuposto de renovação destas práticas em consonâncias com as exigências posta pela sociedade atual, em constante transformação. Também acredito em uma escola reflexiva, dando ênfase no aprender fazendo, partindo da leitura de mundo, com exemplos de mestres politizados, assim valorizando o cotidiano, e enfatizando docentes e discentes reflexivos, pesquisadores, investigadores e principalmente animadores da aprendizagem, como a professora Joana D’arc da Nóbrega. Nesse sentido os discentes serão mais integrados socialmente e o professor terá competência de atender as demandas individuais viabilizando a construção do conhecimento e a diminuição da exclusão Penso também, que todo abandono pressupõe a covardia. Contudo, acredito que uma remuneração humilhante, de pouco mais de quinhentos reais, justifica todo ato covarde. E exemplos como: Isabel Alarcão e Barcelona Francisca que afirmam que competências e habilidades, partindo de exemplos concretos formam estudantes autônomos é que me faz continuar na profissão de professora. Ex - professora do município de Alexânia e atual estudante da UAB Joana D’arc da Nóbrega Queiroz


11.Estudante: Mª LÚCIA DA SILVA

Que competências e habilidades são necessárias ao docente, hoje?

Para situar o tema, consideremos, por exemplo, um jogo de percurso em que uma criança é convidada a movimentar uma peça de um ponto de partida até um ponto de chegada. O percurso é compartimentado, ou seja, dividido em unidades, sendo que em algumas delas inscrevem-se tarefas como "voltar à casa l0", "perder a vez", etc. Os dados definem o número de passos a seguir. Nesse tipo de jogo, então, propõe-se um problema a ser resolvido: realizar um percurso: realizar um percurso, seguindo as regras, enfrentando e superando os obstáculos propostos. Por analogia, podermos pensar a educação fundamental, hoje, como um jogo de percurso em que a todas as crianças foi atribuído o direito de o fazerem. Algumas farão o percurso, isto é, cursarão as oito séries de modo fácil, rápido e sem muitos problemas. Outras experimentarão muitas idas e vindas e os dados, ou seja, as contingências para a realização do percurso, às vezes ajudarão muito, às vezes ajudarão pouco. Além disso, as tomadas de decisão, as estratégias, as táticas, as regras, etc. No contexto desse jogo, sofrerão toda a sorte de variação ou manipulação, algumas vezes, a favor do jogo, outras vezes, contra. O direito de todas as crianças percorrerem os ciclos que compõem a escola fundamental é uma conquista recente e importante. Está expresso, por exemplo, na Declaração dos Direitos Humanos (1948), no Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), em nossa atual Constituição Brasileira (1988) e, mais recentemente, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996). Com isso, pretende-se que a escola seja para todos e que nela as crianças possam formar valores, normas e atitudes favoráveis a sua cidadania e dominarem competências e habilidades pra o mundo do trabalho e da vida social, nos termos em que hoje se expressam. Nem sempre a escola foi aberta para todos. Tínhamos antes, como ainda temos agora, uma escola da excelência que seleciona, orienta, ensina e certifica apenas as pessoas que conseguem realizar tarefas e que apresentam uma conduta condizente com o alto nível exigido por elas. Essa escola da excelência, não sem razão, ainda que pouco acessível à maioria de nós, tornou-se nossa referência principal, é o sonho ou a aspiração de pais e crianças. A profissão docente vem, nas últimas décadas, sendo confrontada com uma ordem tal de problematizações sobre os limites e possibilidades de sua ação que está a provocar um desassossego ímpar em seus protagonistas concretos. Os códigos que tradicionalmente comandaram as práticas profissionais docentes e, em particular, aqueles que definiram formas peculiares de como se


pensar professor – um certo "saber de si" – hoje parecem já não encontrar ressonância nas experiências cotidianas dos professores, impulsionando-os à árdua tarefa de se (re)posicionarem em relação aos modelos que até então prescreveram suas condutas profissionais. Dentre os projetos de formação que foram concretizados nesse período, o "grupo de formação" destacou-se por privilegiar o trabalho em pequenos grupos e, mais adiante, por se firmar no espaço cotidiano da escola. A SMESP à época concebeu a organização desse espaço formativo sustentada em premissas que sublinhavam a imagem do professor como um sujeito reflexivo. Alguns trechos do documento oficial da SMESP são explícitos quanto a esse enfoque: um dos princípios básicos do grupo de formação é o de que o sujeito constrói o conhecimento na interação com os outros através do estudo da prática de seu trabalho e da teoria que a fundamenta. Esse sujeito cognitivo, afetivo e social é uma totalidade que, imerso em seu trabalho, exercita o fazer, o pensar e o teorizar, pois não existe prática sem teoria. Todo educador faz teoria e prática. (1990, p. 9) Desta feita, privilegiamos em nossa pesquisa práticas de formação em serviço que, em sua proposta formal, estivessem referenciadas pelos discursos teóricos que concebem o professor como um profissional reflexivo, em contraposição às concepções que circunscreveram a prática docente ao exercício "técnico" de saberes, entendendo esta última posição segundo um enquadramento discursivo que cinde a ação prática da ação refletida desse protagonista. fonte: www.scielo.br/scielo.php?script=sci... CARTA: CARO CEONE COORDENADOR

DE

PÓLO(EAD)

DE ALEXÂNIA-GO. Lendo esta pesquisa abaixo, pude ver a muitos de nós retratados nesse assunto, já que estamos mais que inseridos nessa realiade. Bom a princípio vi que as dificuldades, preocupações, anseios, questionamentos quanto ao estudo on-line são praticamente os (nossos) mesmos no mundo inteiro. "De vez em quando um está reclamando dos feedbacks, outros reclamam do conteúdo(textos) a serem lidos e trabalhados que não são dispostos às vezes como deveria de ser, e ainda asssim se põe a culpa em uns ou jogam para outros(claro que neste contexto cada um tem o seu papel: universidade, pólo, prefeitura, professores, tutores e alunos, também na pesquisa foi colocado que tais frustrações sobrecarregaram de tal forma alguns alunos que abandonaram o curso e em nossa realidade aconteceu e estão acontecendo ameaças de abandono e a cada novo bimestre sentimos falta de mais algum aluno(a) que não está mais on-line. como desta vez senti falta do nosso colega Rafael(Alexânia) e Eliomar(Rio Verde-Go). Então pergunto ao coordenador de Pólo e coordenadores do (EAD- UNB)O que poderíamos fazer para diminuir


esses abandonos, pois são muitos e ficamos preocupados como colegas e alunos de (uab) afinal nos vimos todos entusiasmados no primeiro dia(aula inaugural) e agora cadê eles?? Sinto que lutam até os últimos instantes para conseguirem e acabam desistindo. Pensemos: O que poderia ser feito quem sabe até para resgatar estes alunos? Com carinho Mª LÚCIA

Hara e Kling (1999), em um estudo sobre a frustração dos alunos em um curso de EaD on-line, chamam a atenção para o fato de que a literatura sobre EaD “está tomada por estudos e relatos entusiasmados”, como se não houvesse problemas com aprendizes em contextos virtuais de aprendizagem. O estudo desses pesquisadores documenta tais problemas e os associa a três fontes: falhas técnicas, instruções ambíguas e falta de feedback imediato do instrutor - este último nos sendo o mais relevante. Um dos sujeitos do estudo ressentiu-se por não receber feedback imediato e suficiente sobre sua contribuição e fez um contraste com a experiência em contextos de aprendizagem presenciais, nos quais até “por meio da linguagem corporal e pelo modo falar” o professor dá feedback ao aprendiz. Outro sujeito declarou necessitar de “feedback constante”. Os pesquisadores também afirmam que: [...] tais frustrações sobrecarregaram alguns alunos de tal forma que eles abandonaram o conteúdo formal do curso. [...] Além disso, durante as entrevistas, dois alunos afirmaram que não farão cursos em educação a distância no futuro para evitar as mesmas(frustrações). elaboração da modalidade on-line do curso analisado, tomou-se a decisão de manter o instrutor distanciado da interação entre os aprendizes, pois sua participação poderia impedi-los de buscar suas próprias interpretações e as dos outros. Durante o curso, foram muitas as reclamações dos aprendizes com relação à “ausência” do instrutor, à qual Solloway e Harris se referem como um “desconforto dos alunos”. Os responsáveis pelo curso levaram esse problema em consideração e, embora tenham mantido a diretriz de evitar a participação direta do instrutor nas discussões, incentivaram o aumento de sua correspondência com os aprendizes por telefone e e-mail, o que teve resultados favoráveis. Fonte: www.lingnet.pro.br/papers/expect.htm www.portalensinando.com.br/ www.webartigos.com.br/ .


12. Estudante: Jannayna Keyla Calixto de Vasconcelos

Sabemos que o real sentido do ensino recebido pelo educando na infância vai refletir na sua atuação quando adulto. A maneira como este conhecimento foi transmitido a ele na sua vida escolar por seus professores é muito importante e deve ser estudada e melhorada sempre que possível. Por isso, o exercício docente nos dias de hoje exige muito dos professores e requer muita criatividade e dinamismo dentro da profissão. A prática educativa exige disciplina, planejamento e uma boa execução. Para isso existe uma série de fatores que podem ser desempenhados pelos professores e que podem contribuir muito no seu trabalho, como por exemplo: o professor precisa assumir que o papel do educador é muito importante para a sociedade, pois através

da educação é

possível construir cidadãos

conscientes; o bom profissional deve conhecer as políticas educacionais e aplicá-las em sala de aula e dentro da comunidade, inserindo os pais no processo educativo; o professor atual deve saber dirigir as situações de aprendizagem de acordo com as necessidades individuais e diferenciação dos alunos, acompanhando de perto o caminho do aprendizado de cada um; e por último, deve criar métodos criativos para que todos os assuntos trabalhados em sala de aula sejam realmente absolvidos pelos alunos, que ele estude não somente para agradar aos pais e tirar notas boas, mas para que tenha a consciência do aprendizado para sua vida. Acredito que estas sejam as características e a postura de um bom profissional para que seja reflexivo e investigativo. Não basta ter vários anos de profissão, é necessário ter vontade e coragem de mudar e se adaptar às situações de acordo com a necessidade da escola e de seus alunos. É por isso e muito mais que acredito que ensinar não é uma tarefa nada fácil. Também não existe nenhuma regra ou uma receita pronta. O que existe são alguns artifícios que na prática cada professor vai criando e adaptando seus métodos de ensino para transmitir da melhor maneira possível o conhecimento aos seus alunos.


Diante destes comentários e conforme as orientações para a construção desta atividade, formulei uma carta remetida à minha cunhada, que é professora da Fundação Educacional há mais de dez anos, descrevendo e dividindo com ela meus conhecimentos adquiridos neste curso e nesta disciplina: Rondonópolis, 12 de maio de 2009 Querida cunhada Zuleide, Estou te escrevendo para dividir com você algumas coisas que venho aprendendo neste curso de Letras que estou fazendo e também para te pedir algumas orientações. Sei que você é uma professora muito querida e respeitada tanto por seus alunos como pelos colegas de profissão, por isso peço sua ajuda para saber de alguns detalhes da vida e da rotina de um professor na prática docente. Nos meus estudos e pesquisas tenho notado alguns pontos importantes que destaquei e vou aqui descrever. Veja só, da minha experiência enquanto aluna lembro muito bem que ao estudar a disciplina de Português os professores queriam a todo custo empurrar goela abaixo as regras gramaticais em nós alunos. Hoje vejo que este é um sistema de ensino automatizado, que forma alunos despreparados para lhe dar com situações que fujam daquele padrão ao qual foram treinados a obedecer. Também forma alunos que assim como eu, se sentem inseguros diante de um papel em branco. Acredito que o ensino da Gramática e de suas regras, por exemplo, seja muito importante, mas não pode se tornar uma doutrina a ser seguida ao pé-da-letra. Afinal de nada vale um aluno que tenha na ponta da língua todas as regras gramaticais decoradas mas que não vai saber como, quando e nem onde utilizá-las. É preciso diversificar a aprendizagem de hoje, instigar no aluno a vontade de aprender coisas novas e diferentes.


O hábito da leitura, por exemplo, deve ser estimulado de outra forma que não seja somente o tradicional método de mandar os alunos lerem sempre os mesmo livros de literatura. Porque não ler outras coisas que sejam de interesse dos alunos, assuntos que estejam mais próximos da realidade vivida por eles e não somente o mundo da fantasia. Esses exercícios de “siga o modelo” que são aplicados já estão meio ultrapassados. É preciso que o professor leve em consideração as particularidades e as diferenças de seus alunos em sala de aula, porque se isso não acontecer ele vai somente seguir o exemplo dado e ter uma aprendizagem superficial que logo será esquecida. Porém se a atividade for algo que lha traga um momento prazeroso e estimulante, este aluno poderá ter um aprendizado significativo e permanente, sendo capaz de utilizar os conhecimentos aprendidos em outras situações. Acredito que uma maneira interessante de ensinar o Português de maneira que se trabalhe não só com a Tradicional Gramática, mas também com a Variedade e a Diversidade Linguística, é utilizar os mais variados gêneros nas atividades. Trabalhar com temas de interesse e de conhecimento dos alunos como, por exemplo: revista em quadrinhos, pinturas, anúncios, piadas, letras de músicas, enfim, sempre estar buscando formas criativas e estimuladoras. Sendo assim, o que posso esperar e ter como meta, é de um dia ser uma professora assim. Que a escola e o ensino possam dar oportunidade de ajudar meus alunos a conquistarem seu lugar na sociedade e no mercado de trabalho. Que os jovens de hoje sejam no amanhã adultos competentes, observadores e críticos. É isso minha querida cunhada, leia com carinho minhas palavras e me responda. Diga o que acha de tudo que escrevi para que você possa me orientar e indicar se estou indo pelo caminho certo no meu aprendizado. Abraços! Jannayna Vasconcelos

13. Estudante: Daniel de Oliveira Soares


Cara professora Ester.

Penso que esta é a oportunidade ideal para agradecer por tudo aquilo que você fez por mim, por tudo o que me ensina em aula e, também, por tudo de bom que a sua postura séria, honesta e ética sugere a mim e a todos os meus colegas. Acredito que a sua vida seja bastante complicada, com tantas coisas a ensinar, com tantas provas a corrigir, com toda a preocupação em saber se os seus ensinamentos foram assimilados... creio que sejam poucas as profissões que exijam tanto de alguém como o magistério, pois a sua tarefa não termina quando o sinal sonoro indica o fim da aula, e isso torna a sua função um verdadeiro sacerdócio, não é? Sei que às vezes não sabemos reconhecer o seu esforço e a sua dedicação e, assim, peço-lhe desculpas em meu nome e em nome de meus colegas também. Não é por mal, acredite! Mas, hoje estou tendo essa oportunidade para que todos nós consigamos nos dedicar mais e mais em suas aulas e aos seus ensinamentos, para assim, retribuirmos a sua dedicação com nossa dedicação. A gente ouve dizer que a vida de professor é muito sacrificada: muito trabalho, muito estresse, pouco respeito e pouco dinheiro... No entanto, quero que esta carinha toque o seu coração e a sua mente como uma luz no fim do túnel, como uma renovação desta sua esperança latente de que, um dia, finalmente, o mundo saberá reconhecer o valor das suas palavras, da sua abnegada dedicação, do seu árduo, nobre e sagrado trabalho.

Com admiração e gratidão,

Seu aluno...

14.Estudante: Graziella Maria Rabelo dos Reis


Alexânia, 17/04/09. Prezada Maria Ester, venho por meio desta, expressar os mais profundos anseios por um mundo melhor. A começar daquele que está á minha volta. Ao entrar pela 'via' da Educação, que aponta a direção pela qual esse começo se torna de grandes perspectivas, preocupo-me em primeiro momento em adequar-me aos anseios daqueles ao qual o mais significante acaso desse ideal colocar aos meus cuidados de educadora. Muito me alegrei ao ler um parágrafo de Vasco Moretto (Planejamento - Planejando a educação para desenvolvimento de competências) e me deparar com a seguinte colocação do autor: " De um professor exige-se a competência para Planejar aulas, ministrar aulas e avaliar aprendizagem de seus alunos. Para cada uma destas situações precisa desenvolver recursos (conteúdos conceituais, habilidades, linguagens, valores culturais e administração do emocional). Quando um professor pode afirma: "agora sou competente?" No nosso entender, nunca! Pois, se o professor perceber que seu ponto menos desenvolvido é a compreensão de conteúdos relativos a determinada situação complexa, e ele os estudar mais, terá desenvolvido mais sua competência. Da mesma forma se seu ponto fraco for a aplicação de habilidades e ele procurar ser mais habilidoso, também terá desenvolvido mais sua competência. O mesmo raciocínio poderá ser feito para os componentes: linguagem, valores culturais e administração do emocional. Todos estes recursos poderão ser aprimorados cada vez mais, sem limite. Por isso mesmo afirmamos que poderemos ter sempre maior competência, ou seja, poderemos ter sempre mais recursos disponíveis para resolver uma situação complexa. Por isso afirmamos: COMPETÊNCIA NÃO SE ALCANÇA, DESENVOLVE-SE." Quando o autor faz referências as competências que nós educadores já temos e podemos aumentá-la, leva-me a crer na força do 'ser educador' a partir de uma posição de reflexão e atitude. E é com este ânimo que imagino ser necessário para se alcançar os mais incríveis objetivos a cerca da educação, no que se refere ao desenvolvimento das habilidades, linguagem, valores culturais e no desenvolvimento cognitivo do aluno. Como educadora prezo pelo respeito as diferenças e compreensão afetiva numa perspectiva dialógica que resulte em cidadãos de bem, reflexivos e capazes de se autoavaliarem diante dos obstáculos e desafios da vida. É com grande alegria que abro-me para as mais diversas possibilidades de crescimento que a vida profissional puder me oferecer em, aprendizado por meio de leituras adequadas e busca de novos horizontes, no tocante as estratégias de trabalho. Termino por aqui, na esperança de estar, não só contemplando os objetivos da disciplina Projeto Profissional, mas também alcançando os meus objetivos como indivíduo que crê na transformação da sociedade por meio do crescimento pessoal, em primeiro lugar. Um grande abraço, Graziella Maria

15.Estudante: Maria Ivoneide Silva


Alexânia, 08 de maio de 2009.

Bom dia Britânia. Tudo bem?

A educação é um dos assuntos mais debatidos atualmente. Em nossas salas de aula, no diariamente a aprendizagem é construída. E o professor não é um transferidor de conhecimentos, mas alguém que promove o saber, desenvolvendo no educando diferentes maneiras de aprendizagem. O professor deve desenvolver nos alunos as competências criadoras, dinâmicas e pesquisadoras, levando seus alunos a serem sujeitos crítico, integrando-o no ambientes escolares e fora dele. Desenvolvendo suas competências e habilidades. Levando-os a verem novos horizontes. A verem o mundo de uma maneira diferente. O professor deve estar sempre a procura de informações, de conhecimentos. E desenvolver em seus alunos o senso crítico, fazendo uso das diversas linguagens que nos cercam. .

Maria Ivoneide Silva Aluna do curso de letras da UAB/ UnB.

16. Estudante: Ivone de Assis Machado de Paula


Alexânia, 06 de maio de 2009. Querida Tutora Ester, Boa tarde. A educação é um dos assuntos mais debatidos, pesquisados e comentados atualmente. Acredito que só a educação pode formar um cidadão consciente e pode melhorar. Como no diz Paulo Freire “ensinar não e transferir conhecimentos, mas criar condições para produção ou construção de conhecimentos.” Em reflexões sobre o nosso papel como educadores, refletimos sobre que tipo de profissional estamos sendo; que tipo de aprendizagem estamos levando aos nossos educandos.Que tipos de profissionais somos;. O educador deve levar seu aluno a se integrar no mundo, numa que sua aprendizagem que o leve a produzir e construir o conhecimento. Integrando suas competências, habilidades e sempre estar em constante aperfeiçoamento. Estar em sintonia com o mundo. O professor não é um transferidor do conhecimento, mas um facilitador da aprendizagem. O professor juntamente com seus alunos são agentes a produção e construção do conhecimento. O professor além de estar sempre em busca de informações e do saber deve desenvolver certas capacidades: saber-fazer, aprender a aprender, aprender a conviver e aprender a ser e, também, para ser um profissional crítico, deve desenvolver a competência da compreensão e a capacidade de utilizar as várias linguagens, inclusive a da informática. Deve saber lidar com a informação de modo rápido e flexível, discernindo sua importância, reorganizando-a, interpretando-a, selecionando-a, sistematizando-a e recriando-a. As competências exigidas, hoje, devem ser desenvolvidas num contexto em que haja apelo para atitudes autônomas, dialógicas e colaborativas e em projetos de reflexão e pesquisa. O professor deve estar em constante formação a fim de poder atender as novas exigências. É em uma sala de aula que é produzido o saber. A aprendizagem deve ser centralizada no aluno e o professor deve promover sua capacidade de auto e hetero-aparendizagem.

Um forte abraço!


Coletânea de Cartas - Alexânia-GO  

Cartas produzidas pela turma UAB-1 de Alexânia no curso de Letras - UnB

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