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Cisternas transformam realidade no sertão do Piauí

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Ano 7 • nº1353 Julho/2013

Assunção do Piauí Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Cisternas que transformam a realidade no sertão do Piauí A prática da agricultura está enraizada na grande maioria das famílias do Município de Assunção do Piauí. A cidade, que tem sua economia girando basicamente em torno da agricultura e pecuária, possui uma característica típica determinada pela situação climática da região. As famílias passam a primeira metade do ano na serra para plantar e colher, e a outra metade do ano, elas se deslocam para a cidade para passar o período de estiagem, devido a dificuldade de acesso à água. Mas essa realidade vem sendo transformada nos últimos anos com a chegada do Programa de Convivência com o Semiárido, que visa possibilitar que as famílias tenham água o ano todo para o consumo e também para a produção de alimento. Essa era a realidade da família de Eliseu Dias da Silva de 57 anos e Luiza Brito Nascimento, de 60 anos. O casal vive na comunidade Pé da Serra, situada a 13 quilômetros da sede do município de Assunção do Piauí desde 1982, três anos depois de terem casado. Segundo ela, o terreno herdado por Dona Luiza é o bem mais precioso da família. Lá nasceram e se criaram seus filhos e netos e onde a família se estabilizou e criou laços, mas infelizmente a falta de água dificultava a vida naquele local, e como a grande maioria das famílias daquela região, em certo período do ano à família tinha que abandonar o local devido a falta de água. Dona Luiza conta que a família buscava água em dois caldeirões que tem na comunidade vizinha, que acumulava água da chuva e servia para as necessidades da família, mas quando passava o período da chuva e o tanque secava começa a lida pela busca de água. “Até mais ou menos os mês de junho e julho tinha água, mas em tudo que o inverno acabava, também acabava água, aí a gente ia carregar de Assunção na jumenta, naquele tempo era lata d'água, cabaça, colocava no jacá e trazia, era tempo difícil, porque aí tinha que ficar uns trabalhando e outros carregando água”, conta a agricultora.


Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Articulação Semiárido Brasileiro – Piauí

Hoje Dona Luiza mostra com orgulho o pé de laranja carregado de frutos, plantado em 1985 e que hoje é símbolo da resistência daquela família. Ela conta que carregava água na cabeça para aguar a planta, que mesmo com as dificuldades resistiu. Uma exceção já que plantar ou criar pequenos animais como galinha e porco era “dependioso” como conta a agricultora. “Não tinha água nem pra beber, aí não tinha como criar uma galinha, nem um porco nem nada. Era obrigado fim de semana a gente lavar a roupa na cidade, às vezes não tinha nem pra tomar banho, porque eu não vou mentir, a água era só pra beber mesmo”, diz . Hoje quem ver o quintal produtivo de Seu Eliseu e Dona Luiza não imagina que a família já passou por tantas dificuldades. Os agricultores possuem um a bonita horta, árvores frutíferas, cria galinhas e porcos que servem para o consumo e também para venda. Os canteiros de cebolinha e coentro hoje gera renda à família, que vende a produção na cidade. O filho do casal, Francisco Nascimento, é quem auxilia os pais na venda do que produzem. O casal conta que a realidade vivida pela família por muitos anos começou a mudar com a chegada das cisternas que acumulam a água da chuva e serve para o consumo e para o cultivo dos quintais produtivos. Primeiro a família foi beneficiada com a Cisterna de 16 mil litros do Programa Um milhão de Cisternas Rurais, que acumula a água da chuva para o consumo. Depois veio a cisterna de 52 mil litros do Programa Uma Terra e Duas Águas, onde a água é utilizada para a produção de alimento. Hoje Seu Eliseu e Dona Luisa contam que não ter de sair de suas terras, devido â dificuldade com água, é um alívio. Agora o casal mora o ano todo na comunidade e mesmo quando o inverno não é bom, com poucas chuvas que não dá pra encher as cisternas, a defesa civil abastece o reservatório e dá pra suprir as necessidades da família. “Tá mais ou menos com três anos que eu vivo aqui direto, só vou pra Assunção quando preciso medir a pressão, porque sou hipertensa, mas só uma viaginha vez ou outra, porque nem tenho vontade de sair”, brinca Dona Luisa.

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Realização

CENTRO REGIONAL DE ASSESSORIA E CAPACITAÇÃO

Patrocínio


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