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Julho
Castro Alves
Na comunidade de Petim, José Carlos e família conquistam cisternacalçadão e afirmam que vão melhorar a produção agrícola. O senhor José Carlos Alves Barreto, 56 anos e dona Juanita Caetano de Lima, 42 anos, sua esposa, moram na comunidade de Petim, no município de Castro Alves (BA) com seus quatro filhos João Carlos, Juanice, Roseli, Marinalva e seus dois netos. Seu José Carlos passou por vários problemas nos períodos de estiagem, entretanto não se acomodou. Enfrentou desafios causados pela falta de chuva e foi em busca de alternativas de convivência com Semiárido.
A primeira atitude do senhor José Carlos, conhecido na comunidade como Lili, foi a escavação de forma manual de uma fonte em sua pequena propriedade. "Realizei com muito gosto essa escavação,
pois com a falta de água íamos buscar água em tanque distante de nossa casa. Isso dificultava muito a manutenção de minha família, a produção agrícola e a pequena criação de animais", relata José Carlos. Com a construção dessa fonte a vida da minha família ficou melhor. Eles viram a
. possibilidade de manter-se e melhorar a produção agrícola, como o cultivo de hortaliças que viabilizou renda para a família, através de plantações diversas como: milho, feijão, quiabo, jiló e outros. Favoreceu também a criação de pequenos animais, carneiros e galinhas. Assim, com o aumento da produção foi necessário escavar mais e fazer a limpeza em torno da área. Aproveitei também e escavei de forma manual um pequeno tanque para receber a água da fonte em vista da criação de peixes e de carneiros.
A gora com a chegada da cisterna-calçadão, tecnologia desenvolvida pelo projeto P1+ 2, favorecerá o aum ento da produção agrícola. Se antes se cultivava um pouco de feijão, m ilho e hortaliças para o consum o, agora irá com plem entar a renda fam iliar.
Seu Lili participou do curso de G erenciam ento de Á gua para Produção de A lim ento (G A P A ) realizado em três dias na com unidade. V árias dicas foram passadas sobre o m anejo dos canteiros e a criação de pequenos anim ais. “M esm o convivendo com essa falta de chuva, sem pre busquei alternativas pra não sair do lugar onde nasci”, com entou. O senhor Lili salientou tam bém que lava a cisterna sem pre que necessário e que já teve que utilizar da água da fonte para abastecer a cisterna, m as nuca recorreu ao carro pipa, pois não sabe a procedência dessa água e tam bém não queria ficar devendo favor a nem um fazendeiro ou político. Q uestionado sobre a im portância da cisterna-calçadão, ele afirm a que com essa área do calçadão, 300 m m de chuva são suficientes para encher a cisterna, que tem capacidade para 52 m il litros. Seu José fala que m esm o tendo essa alternativa que é a fonte, a cisterna-calçadão vai favorecer um a m elhor produção agrícola viabilizando a sustentação da fam ília. “G osto m uito da terra, não sei com o seria viver na cidade”, relata o senho r Jo sé C arlo s.
CÁRITAS DIOCESANA DE AMARGOSA