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A união faz a força, o pão repartido rende mais

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Ano 7 • nº 1422 Agosto/2013 Dormentes

Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

A união faz a força, o pão repartido rende mais. A família de Pedrinha Brasilina da Silva Araújo, conhecida como dona Pedrina, é um exemplo de fé, vida e resistência. Apesar do longo período de estiagem que vivemos no Semiárido, considerado o maior nos últimos 40 anos, ainda é possível encontrar em muitos quintais produtivos, o verde que nos traz a esperança, e a alegria de pessoas que lutam e conseguem mostrar que esta região é sustentável e capaz para sobreviver com dignidade. A família de dona Pedrina, agricultora aposentada, mora na comunidade de Jordão, no município de Santa Filomena, em Pernambuco. Com o objetivo de garantir uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos e adubos químicos, a família cultiva há oito anos, um quintal produtivo agroecológico. Lá, eles produzem alface, coentro, cebola, pimentão, tomate, pepino, abóbora, quiabo, manga, pinha, limão doce, goiaba, limão, lgoiaba, graviola, acerola e banana. O que é produzido parte é consumida pela família e o excedente é vendido na comunidade e na feira agroecológica do Povoado do Socorro e em Santa Filomena. Em plenos 64 anos, dona Pedrina se encontra com muita disposição para produzir e comercializar os produtos nas feiras. Ela sempre contou com a ajuda e o apoio de seu esposo Claudenor e dos filhos. Além do quintal, a família possui ovelha, bode e algumas, galinhas, porcos e vacas.


Jonas Barros, sobrinho de dona Pedrina e agricultor agroecológico da comunidade de Tabuleiro, também em Santa Filomena, ele ficou sem água para regar a sua horta e a mesma foi desativada. Produzir agroecológico para ele é tudo de bom, então pediu apoio a Pedrina, e há cinco meses ele mora com a família dela. Antes a nossa renda mensal com a produção das hortaliças e fruteiras, chegava uma média de 850 reais. Devido à escassez de chuva e às altas temperaturas, nos últimos dois anos, houve uma redução na produção. Com isso, a renda caiu para uma média de 600 reais. Mas o importante é que o pouco com Deus é muito, e o muito sem Deus é nada. Estamos felizes, unidos sempre venceremos”. Comenta Dona Pedrina. Em 2009 a família recebeu, financiado pelo BNB em parceria com NEPS, o projeto fonte para feira agroecológica.

Na propriedade da família, há duas cisternas, uma de 16 mil litros, do programa P1MC, para o consumo humano, e a outra de 52 mil litros, do programa P1+2, para produção de alimentos, todas construída pela Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA). “Para regar a horta, nós utilizamos a água do barreiro. Enquanto que a cisterna-calçadão fica reservada. Só no momento que o barreiro seca, é que a gente passa a utilizar a água da cisterna. Com esse controle, temos água suficiente para produzir o ano inteiro. A nossa missão é não deixar que a nossa feira se acabe e assim poder assegurar aos nossos clientes, o tempo todo, que consumam alimentos saudáveis e mais nutritivos, gerando renda para nossa família. Com a chegada da cisterna-calçadão, melhorou muito, nos sentimos bem mais seguros”, enfatiza Dona Pedrina. Na área da cisterna de produção não há nada plantado, o que pode se observar por lá, nesse momento, são canteiros que já foram utilizados em outros períodos e agora estão descansando. O importante é que a produção está acontecendo em outra área próxima a um barreiro. Enquanto isso, a cisterna está cheia de água reservada para o tempo certo como diz dona Pedrina.

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