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A riqueza e fartura da roça de dona Zefinha

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Ano 7 • nº1052 Outubro/2013 Ouricuri

Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

A riqueza e fartura da roça da família de Dona Zefinha Foto: Aline Honório

Dona Zefinha e Seu Glicèrio têm orgulho de morar na roça e poder produzir o alimento saudável para a sua família.

Q

uem chega próximo da casa de Josefa Maria da Conceição, 49 anos, mais conhecida como Zefinha, já sente o cheiro que exala do verde das plantas de seu quintal. Cuidadosa, ela mantém as árvores frutíferas, medicinais e decorativas com a água servida da pia e com água do açude. Há alguns metros de sua casa, ela junto com seu esposo, Glicerio Gomes de Souza Correia, cultiva coentro, alface, cebolinha e pimentão. Hortaliças que ajudam na alimentação da família e no sustento da casa. Dona Zefinha reside desde 1993 no sítio Formoso, no município de Santa Cruz-PE. Casada, mãe de sete filhos, a agricultora é bastante envolvida na comunidade. Faz parte da Associação dos Pequenos Agricultores do Sítio Pote (Apasp), do Consórcio do Algodão e desde pequena, influenciada por seus pais planta hortaliças. Hoje, ela se orgulha da produção e o que mais lhe motiva é o desejo de consumir um alimento sem agrotóxicos. Através da assessoria técnica e capacitações fornecidas pelo Caatinga, ela afirma que aprendeu a importância de não usar veneno, bem como começou a mudar a divisão das tarefas domésticas em sua casa. “O que mais a gente vê, é o esposo quando chega da roça esperando que a mulher faça as atividades domésticas, e não é o nosso caso! pois aqui dividimos as tarefas, tanto ele me ajuda em casa, como eu também o ajudo nas tarefas da roça”, afirma dona Zefinha.


Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Articulação Semiárido Brasileiro – Pernambuco

Foto: Aline Honório

Em sua propriedade, a agricultora tem uma diversidade de atividades como produção de hortaliças, galinha de capoeira e criação de caprinos. A produção de hortaliças que inicialmente era apenas para o consumo, foi ampliada nos últimos quatro anos, e agora a família comercializa os produtos na comunidade e na vizinhança, melhorando assim a renda familiar. Os caprinos também são uma fonte de geração de renda que contribui para autonomia da família. Mesmo vivendo em um período crítico de escassez de água como o atual, Dona Zefinha afirma que nunca pensou em parar de plantar. “Como a cidade irá se alimentar,

se nós agricultores parar de produzir alimentos de qualidade, garantindo a segurança alimentar da nossa família e da sua clientela?”, questiona. Além disso, a agricultora cultiva plantas medicinais que ajuda na economia de gastos com medicamentos farmacêuticos. A família recentemente foi beneficiada com a cisterna-calçadão de 52 mil litros. A construção desta tecnologia deixou dona Zefinha muito feliz, pois ela acredita que com a cisterna de produção ela terá melhores condições de manter o seu quintal produtivo e de aumentar os cultivos. A diversidade da produção e o bom gerenciamento da água conferem à família de dona Zefinha a força e a motivação para continuar no campo. Segundo ela, é na roça que se tem fartura, pois na cidade o custo de vida é mais caro e é mais difícil garantir para a sua família a segurança alimentar que tem no sítio. Foto: Aline Honório

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