Ano 7 • nº1252 Dezembro/2013 Banzaê - Bahia
Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas
COOPERATIVA GARANTE O FORTALECIMENTO DA AGRICULTURA FAMILIAR DA COMUNIDADE QUEIMADA GRANDE, MUNICÍPIO DE BANZAÊ -BA A Cooperativa dos Cajucultores Familiares da Microregião de Banzaê, Euclides da Cunha e Quijingue (COPERBEQ), é uma organização que trabalha com beneficiamento, produção e processamento de Caju e de outras atividades agropecuárias, com ênfase na comercialização de seus produtos nesses municípios. Essa cooperativa é uma das unidades que compõe as sete unidades de beneficiamento da COOPERACAJÚCOOPERATIVA
DA CAJUCULTURA FAMILIAR DO NODESTE BAHIA LTDA. A
experiência da COOPERBEQ situada na comunidade de Queimada Grande no município de Banzaê, área habitada na sua maioria, por famílias vinda das terras indígenas da etnia KIRIRI, pós retomada da terra. A comunidade é central para os demais municípios integrantes da cooperativa. A experiência da comunidade tem se destacado no beneficiamento de castanha, atividade que já dura cinco (5) anos entre
construção e
execução de projetos da unidade de beneficiamento, assim como o início dos trabalhos com beneficiamento da castanha, pois mesmo com todos os desafios enfrentados com a comercialização, compra e manutenção dos equipamentos , falta de capital de giro, tamanho da castanha das ultimas safras e outros. Atualmente são envolvidas dezesseis (16) pessoas diretamente no processo de manipulação da castanha, sendo distribuído nos diversos processos do beneficiamento. O coordenador, o senhor Mauro Carvalho da Silva, relata que a cooperativa tem priorizado a compra da castanha dos cooperados, e que no últimos anos o preço foi entre R$: 2,00 e R$: 1,40 kg
Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas
Articulação Semiárido Brasileiro – Bahia
A seleção da castanha é feita por uma máquina giratória que seleciona a castanha em 3 tipos, nesse processo em um saco selecionado, 67% é do tipo 2 e 3 e apenas 33% tipo 1, fator que foi agravado pela estiagem dos últimos anos. Atualmente o grupo só está beneficiando a castanha do tipo 1 , visto que a tipo 2 e 3 dificulta o corte e esta sendo vendida para o estado do Ceará. Após beneficiada, um saco de castanha de 50 kg rende de 10 a 11 kg de amêndoas que será comercializada a R$ 28,00 a natural e R$ 30,00 a salgada, garantindo uma agregação de valor de R$ 210,00 por saca. No ano de 2012 para 2013, apesar da baixa produção foram compradas 28 mil kg de castanhas que após classificada por tamanha ficou cerca de 10 mil kg de castanha do tipo 1. Toda castanha tem sido beneficiada proporcional a demanda, envolvendo 4 cortadores homens e 6 mulheres que fazem a despeliculagem, conseguindo beneficiar 950 kg de castanhas em quatro dias, os agricultores e agricultoras recebem por produção, os valores pagos são de acordo com a qualidade, ou seja castanha inteira e quebradas
tem
pagamentos diferentes. Os produtos são comercializados em eventos e para a prefeitura de Euclides da Cunha e Banzaê, em saquinho de 25 gramas para Merenda Escolar. A lenha como fonte de energia para o processo de beneficiamento na unidade, foi relatado que é cerca de 1/3 de metro de lenha para 150 de castanha processados, usando galhos de cajueiro vindo das podas feitas nas plantas e outras vindas da limpeza das pastagens comprado dos agricultores. Também utilizam uma parte de casca da castanha, sendo que a mesma acarreta problemas como a corrosão dos equipamentos.
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