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A Água e a Reforma Agrária no Semiárido mineiro: um romance.

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Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Ano 5 | nº 91 | Agosto | 2011 Varzelândia- Minas Gerais

A água e a Reforma Agrária no semiárido mineiro: um romance. Está é a história de Ademir Alves de Almeida e Luciléia Alencar Cordeiro Almeida e seus filhos Luana Kivya e Ryan que vivem no assentamento Betânia no município de Varzelândia. O romance A história começa com o romance entre Luciléia que sempre morou e trabalhou na fazenda Betânia, enquanto Ademir morava no município de Ibiracatu. Quando as terras foram vendidas para o INCRA Luciléia e seu pai continuaram morando na mesma casa reivindicando o direito a continuar trabalhando na terra. Ademir vem de uma família de pouca terra que não conseguia Ademir e Luciléia e seus filhos Luana e Ryan. mais ser suficiente para produzir comida para toda a família que crescia, o INCRA através do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Varzelândia que havia reivindicado as terras em 1999 para a reforma agrária convidou sua família. Na época Ademir estava trabalhando com lecionar aulas para o primário e estudava o segundo ano do colegial, largou tudo e foi para o acampamento apostando em melhores condições de vida que a agricultura familiar pode oferecer. Ainda em 1999, no pré-assentamento da fazenda Betânia foi criada a Associação Nossa Senhora da Saúde buscando os projetos de parcerias com os trabalhadores rurais da reforma agrária. A associação conseguiu várias parcerias com o Centro de Agricultura Alternativa (CAA), Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Varzelândia, a Cáritas Diocesana de Januária, Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais, com a Comissão da Pastoral da Terra, e do Centro Educacional Santa Edwiges (CESE). Estas entidades todas investiram para ajudar na formação e Luciléia na horta orgânica que não leva veneno apenas capacitação, também auxiliaram com recursos de saúde.

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infra-estrutura para os barracos, cesta básica, curso de segurança e soberania alimentar e nutricional, manejo agroecológico, remédios caseiros, casa de sementes crioulas. E a reforma agrária uniu Luciléia e Ademir que se conheceram e se apaixonaram, namoraram um ano e meio e deram de casar. No inicio contam que era só mato, moravam no barraquinho e iam construindo a casa, e aproveitaram o conhecimento adquirido nos cursos e o acesso ao crédito de habitação e de fomento para aquisição de equipamentos para produção. Começaram a fazer a roça em sua área de 31 Cisterna Calçadão e na mata ciliar a criação de hectares, começaram com foice e machado. apicultura. Logo veio o PRONAF com recursos para pastagem, cerca, gado, custeio para gradeação, sementes e ferramentas, carroção, fizeram a pastagem, colocaram cerca, mandioca, milho, cana e horta. Também conseguiram porcos, aves, abelhas e gado. E fundaram uma Associação para unir os agricultores e agricultoras interessados nas sementes crioulas, produção agroecologica sem agrotóxico. O acesso a água para o Projeto de Reforma Agrária. Mesmo com todas estas parcerias a assentamento enfrentava um desafio para fazer o projeto de reforma agrária sair do papel e garantir a cidadania dos trabalhadores e trabalhadoras rurais, a água. Todo o assentamento teve problema com a água tanto pela distância quanto pela saúde por ser muito calcária. A Cáritas Diocesana de Januária em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Varzelândia veio com projetos de captação de água da chuva para beber e cozinhar pelo Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC). O CAA chegou com cursos de agroecologia para técnicas de produção adaptadas as condições climáticas do semiárido. Recentemente o Sindicato de Varzêlandia e a associação do assentamento Betânia conseguiram junto a Cáritas Regional Minas Gerais participar do Programa Um Terra e Duas Águas (P1+2) e receberam a cisternas calçadão que capta água da chuva em uma caixa de cinquenta e dois mil litros para produzir alimentos e criar animais.Luciléia conta que a principal mudança e que notou foi que as plantas eram sempre pequenas, só vivam com a água da chuva e muitas morriam na época da seca necessitando replantar todo período de chuva. Agora com o calçadão tem água todo dia e elas começam a se fortalecer e começaram a produzir muito mais. As plantas desenvolveram tanto que o pé de urucum passou a produzir o ano inteiro e Luciléia usa para fabricar o corante que agora rende muito mais e vende no comércio de Varzenlândia. "A gente só traz de fora o que a gente não consegue produzir, a gente faz a farinha, planta o alho, a cebola, abobora, a gente faz os remédios caseiros, planta o feijão." Apoio:

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