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Família de Sobradinho muda de vida com produção e comércio de hortaliças

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Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Ano 5 | nº 145 | julho | 2011 Sobradinho - Bahia

Família de Sobradinho muda de vida com produção e comércio de hortaliças A água para beber e para produzir alimentos era em tempos passados, um sonho muito distante para muitas famílias que vivem em diferentes regiões do Semiárido brasileiro. Uma realidade que está mudando depois que as cisternas começaram a fazer parte da vida de muitas dessas famílias. Com a capacidade de armazenar uma considerável quantidade de água da chuva, antes não aproveitadas, as cisternas garantem a água para o consumo e para a produção de alimentos e criação de pequenos animais.

Dona Ana e Seu Francisco, com filho e netos ao lado da Cisterna-Calçadão

Essa mudança tem reanimado a esperança de famílias como a de Seu Francisco Feitosa e Dona Ana Lucia Vitorino, agricultores da localidade Tatauí, no interior de Sobradinho - Bahia. Seu Francisco diz orgulhoso que a vida de sua família agora é outra depois da chegada da água. O agricultor lembra que a cisterna de água de beber, de 16 mil litros, construída ao lado da casa, foi o primeiro passo dessa mudança de vida, porém, a chegada da cisterna de produção foi um momento muito marcante na vida de toda a família composta por oito pessoas, entre filho e netos. “Foi a riqueza maior do mundo a gente ter ganhado essa cisterna aqui, porque nós começamos a plantar de tudo, já que antigamente, era muito difícil, com o inverno de ano em ano”, afirma.

Dona Ana Lúcia colhe hortaliças produzidas com água armazenada na Cisterna-Calçadão

A animação de seu Francisco torna-se melhor compreendida quando Dona Lucia mostra o cultivo de hortaliças e fruteiras ao lado da cisterna de produção. Para todos os lados que se olha, o verde predominante nos canteiros faz um constraste com a vegetação da caatinga ao redor. Em toda área, a família está colhendo alface, rúcula, pimentão, acerola, mamão e, principalmente coentro.

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Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Bahia

Como toda família que recebe uma cisterna de produção do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), executadas na região através do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada Irpaa, o casal está garantindo a melhoria da alimentação familiar. Entretanto, no caso deles, o sucesso tem sido a comercialização da produção excedente. Só de coentro, Dona Lucia vende por dia, mais de 20 molhos a 1 real e cinqüenta centavos cada. A entrega é feita na cidade de casa em casa e a Hortaliças em canteiros da Cisterna-Calçadão freguesia é certa. Ela diz que em algumas de Seu Francisco e Dona Ana Lúcia ocasiões, não tem coentro pra todo mundo, por isso, ela não deixa faltar nas suas vendas, outras hortaliças que antes eram entregues apenas nos mercadinhos da cidade, mas por um preço bem menor. Com a venda direta aos consumidores, os rendimentos têm um destino certo. “Eu ajudo na manutenção da casa junto com Francisco, compro uma mistura, um café, uma roupa pros meninos e assim vamos levando a vida”, diz dona Ana Lucia, ciente da importância econômica que exerce ao lado do esposo. A experiência desta família de Sobradinho está sendo bastante visitada por representantes de organizações que trabalham com projetos de produção familiar em diferentes regiões do Estado e que precisam conhecer um pouco do manejo adotado pelo casal e que vem apresentando resultados. Seu Francisco que já trabalhou em empresas agrícolas, diz “falo com muita humildade: não preciso mais ter que dá dia serviço pra ganhar tão mal como eu ganhava na cata da uva e da manga e não consegui ter nada na vida.” PLANOS PARA O FUTURO Satisfeitos com o ritmo de produção proporcionado a partir da chegada da água na propriedade, a família até já escolheu uma pequena área para iniciar um novo pomar de fruta. Seu Francisco garante que a terra é boa e vai dar pra plantar muita pinha, caju e laranja, ampliando a produção e a comercialização. Eles também fazem planos de adquirirem um transporte maior e mais eficiente para melhorar as entregas que hoje são feitas numa bicicleta e num carrinho de mão. Como a área total da propriedade é muito pequena para criar cabras e ovelhas, por exemplo, o casal já iniciou uma criação de galinhas caipiras que aos poucos se multiplicam pelo terreiro. Com essa criação, a família terá um reforço alimentar a partir da carne e dos ovos fornecidos pelas aves que no futuro, pode também ser um reforço na renda desta família que não para de fazer planos e sonhar com um futuro melhor, principalmente depois que o acesso a água para beber e produzir tornou-se uma realidade. Apoio:

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