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Família do Semiárido investe na produção de hortaliças

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Ano 7 • nº1107 Julho/2013 Maetinga

Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Família do Semiárido investe na produção de hortaliças Diversos municípios do semiárido têm sofrido, com os longos períodos de estiagem e chuvas ocasionais concentradas em poucos meses do ano. Para tanto, as tecnologias inovadoras da (ASA), Articulação no Semiárido, vêm trabalhando para possibilitar a convivência com o semiárido, demonstrando que é possível viver bem nessa região, desde que se estabeleça uma relação harmoniosa, aprendendo com a natureza, respeitando os recursos naturais e adotando práticas adaptadas a esse ecossistema. No município de Maetinga, na comunidade Dedicação de Seu Pedro na produção de hortaliças. Caboclo na Bahia, a propriedade de Seu Pedro Moura e Dona Iva Oliveira Moura e seu filho Diego, onde reside aproximadamente, 17 anos, é um exemplo bem sucedido de um cultivo variado de hortaliças, irrigada com a água de um tanque através de um regador manual. Na horta, construída próxima a sua casa, é fácil encontrar pés de maxixe, alface, cebola e principalmente coentro. Cultivando-se diferentes espécies de hortaliças durante todo o ano. Além disso, pode ser visto ainda milho, feijão, mamona, palma e mandioca. Seu Pedro conta da necessidade de se desenvolver novas técnicas para plantar as hortaliças em forma de curva de nível, favorecendo mais ventilação e respiração. Além dessa inovação, implantou outra técnica que ainda está em fase de teste, como o plantio de maxixe junto com coentro, de milho e cebola, numa sacola plástica de 5 kg, sendo uma alternativa de economizar água, que dependendo da umidade pode ser molhada de dois em dois dias, utilizando dois litros de água, quantidade suficiente para a manutenção da planta. Destacou ainda a importância de manter as hortas limpas, afofar a terra e curtir o esterco antes de ser utilizado. O adubo vem do Alimentos de qualidade, livres de produtos químicos. esterco fornecido pelos animais, conseguido na própria comunidade com os vizinhos.


Boletim Informativo do Programa Uma Terra e Duas Águas

Articulação Semiárido Brasileiro – Bahia

O agricultor salientou as dificuldades enfrentadas nos anos anteriores devido à seca, que deixou a família várias vezes, migrando para São Paulo em busca de sobrevivência, para trabalhar na construção civil e no corte de lenha, à procura de um caminho para sair das dívidas, mas não encontrava solução. Diante disso, surgiu a idéia de começar a produzir hortaliças que poderia ser uma alternativa para sair dessa situação. Lembra Seu Pedro: “A dificuldade de sobrevivência sempre existe, não superei totalmente, mas as dívidas sim, hoje eu me sinto feliz de está envolvido no cultivo de hortaliças e na agricultura familiar, onde Hortaliça em curva de nível. passo a maior parte do tempo, além de ser uma terapia, produzindo os próprios alimentos, de qualidade, saudável, livre de produtos químicos, voltados a agroecologia e comercializando no próprio município em feira livre e na comunidade, a renda ainda não é suficiente, por enquanto é só uma ajuda”, concluiu. Seu Pedro comenta com alegria a chegada da tecnologia em sua propriedade. “Agora que fui contemplado com uma barragem subterrânea, quero participar dos cursos, aprender técnicas de como fazer os defensivos naturais para combater as pragas, hoje a experiência que tenho é que já aprendi a conviver com a seca, ainda falta ampliar os conhecimentos. As tecnologias da ASA vêm ajudando os agricultores a conviver com o semiárido, esse trabalho é muito importante, é uma necessidade indispensável, sem as tecnologias não têm como os agricultores viverem no sertão”. Há na propriedade uma preocupação muito grande com a natureza, em preservar as árvores nativas como aroeira, baraúna, umburana, surucucu, umbuzeiro e ampliar a plantação de leucena e a palma. A leucena é originária da América Central, esta leguminosa pode produzir, de forma barata, elevadas quantidades de proteína para serem empregadas na alimentação animal, melhorando também o solo, onde já possui aproximadamente 200 pés na propriedade, para servir de alimentos para a criação de cabras que pretende criar. “Minha expectativa agora é crescer, ampliar minhas hortaliças e a criação de animais”, disse Seu Pedro. Dona Iva Moura esposa de seu Pedro, cuida da casa, da criação de galinha e vem ao longo dos anos incrementando a renda, atuando como costureira, confeccionando roupas para toda vizinhança, exercitando a habilidade e a criatividade profissional adquirindo cada vez mais clientes e se tornando uma profissional de conhecimento e saberes. Além disso, preserva a história da costura que está muito ligada com a própria história da humanidade.

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