CONTEMPOART
Thiago Ots DOS PALCOS PARA A VIDA Adriana Pizzato A LENDA DO HEROÍ Caio Yo RAFFINATEZZA Marco Siqueira e Michele Pezzato ESCUTEM A ALICE Didi A ARTE DA MAQUIAGEM Alessandra Schnabel
Preço sugerido 29,90
MÚSICO DE RUA Gabriel Vitor ILUSTRA SOUL
Edição 01 Editora HM22
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ARTHUR BONORA BENEDITO Capa, diagramação, criação de logotipo e redação JANAÍNA CRISTINA G. MARTINS Diagramação, mídias interativas e redação LARISSA SILVA DA MATA Diagramação, edição de imagens e redação LETICIA BENEVIDO FRANCO Diagramação e redação TALITHA ORTIZ DE C. PEREIRA Diagramação e redação
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EDITORIAL
QUEM SOMOS
É
com muita satisfação que apresentamos o primeiro número da revista CONTEMPOART, almejando que ela venha ocupar um significativo lugar a respeito da ARTE aqui na região de Campinas-SP. Nesta edição inaugural vamos abordar e explorar a arte dessa cidade dividido em 6 temas: cultura, educação, gastronomia, tecnologia, esporte e estética. De acordo com esses temas, em Cultura teremos uma entrevista com o estúdio de arte Ilustra Soul, uma com a banda Vagale e outra com o músico Gabriel Vitor; uma matéria sobre a Raffinatezza Confeitaria & Café em Gastronomia; em Tecnologia teremos uma entrevista com o Caio Yo que é Professor na área de Games e Animação; uma matéria com a professora de dança Adriana Pizzato em Esporte, e em Estética teremos uma entrevista com a maquiadora Alessandra Schnabel. Venha descobrir conosco e se encantar com a Arte dessa maravilhosa cidade do interior de São Paulo. Campinas, terra de artistas!
Campinas-SP, 1 de junho de 2019 Equipe CONTEMPOART.
06 VA GA LE
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Gabriel Vitor
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Ilustra Soul
Adriana Pizzato
Raffinatezza
Caio Yo
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Didi Mamushka
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38 Alessandra Schnabel
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A Banda
VAGALE
A banda de Rock Vagale, abriu o jogo e nos contou tudo sobre a banda Pag. 6
Cultura
Como surgiu a banda? A Vagale surgiu como uma banda de amigos de colégio em meados de 2013, que foi quando gravamos nosso primeiro EP, antes disso já tocávamos juntos a bastante tempo, o que facilitou o início “oficial” da banda. Todos os integrantes são os mesmo desde o início? 50% eu diria hahaha, desde o início somente o Bruno (vocalista) e o Will (baterista), o Lucas (guitarrista/teclas) entrou durante a gravação do nosso primeiro álbum (Puro) em 2015, e pra fechar a formação nosso caçula Fred pra assumir o baixo.
Como que vocês administram a vida pessoal com a vida pública? É bem tranquilo administrar porque ainda não somos conhecidos ao ponto de a vida pública nos atrapalhar, é claro que temos a consciência de que o que fazemos na vida privada pode afetar diretamente na banda, mas somos bem tranquilos, levamos numa boa.
Arctic Monkeys a Seu Jorge, Radiohead, Foals. Nós temos uma playlist no Spotify de cada integrante com algumas músicas de outros artistas que gostamos.
Quem é a inspiração de vocês para a banda? O que nos inspira a fazer música são as situações, coisas do dia-dia, alguma reflexão ou até mesmo uma conversa com um amigo, agora de bandas a gente ouve muita coisa diversa, de
mas a gente fica feliz que nosso público não consome só os singles, a galera vai pra ouvir o álbum completo e isso é bem gratificante de reparar. Como foi o primeiro show de vocês e como é o show de vocês hoje?
Qual a música que os fãs mais pedem? e qual a mais famosa da banda? Até o memento duas músicas que nos shows percebemos que eles cantam mais, “Onde a Poeira Ainda Desce” e nosso single novo “Placebo”,
Há quanto tempo estão na estrada? Desde 2013 estamos na estrada fazendo shows, festivais, eventos, compondo, gravando, contribuindo para que o cenário cultural gire um pouco, atualmente circulamos bastante na cena de Campinas e região e São Paulo. Conte um vexame que passaram em algum show? Teve um show que fizemos em Piracicaba que foi sensacional, no pior sentido da palavra hahaha, na ocasião estávamos abrindo o show de uma banda grande, eram 2h da manhã e o público
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Cultura
Nós não sabiamos que a mão humana suava tanto até esse dia, o primeiro show tendo a achar que é sempre meio estranho, o nosso foi num mini festival em Valinhos onde o microfone estava quebrado e o sol fritando nossa cara hahaha. Hoje o show é diferente, pensamos em cada detalhe pra que ele funcione e pra ter uma energia legal entre banda e público. E por último...Deixem uma mensagem para os fãs de vocês Querismos falar que esse ano tem álbum novo pra vocês!!! E agradecer DEMAIS a quem nos acompanha e aparece nos shows, mostra pros amigos e divulga... Continuem nos acompanhando que tem muita coisa por vir ainda! :) Tudo que é mentira um dia vai Vejo o desejo no olhar Nunca sabe a onde me encontrar E sempre se dispõe a procurar. - Placebo
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Cultura
GABRIEL Pag. 10
VITOR
Cultura
Gabriel Vitor da Silva Conejero mais conhecido como Gabriel Vitor, de 23 anos e natural de Campinas-SP ĂŠ um mĂşsico que se apresenta em barzinhos e ruas da cidade. Veja a seguir a entrevista exclusiva que fizemos com o Gabriel.
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Cultura
1 - Como começou a se envolver com a música? Eu ganhei um violão aos 14 anos e daí para frente o envolvimento só cresceu. 2 - O que é ser artista de rua para você? Ser artista de rua é lembrar de ver a previsão do tempo, é lembrar que tudo é imprevisto, que as pessoas podem ou não contribuir, que tudo está sujeito às surpresas. É lembrar que você está oferecendo arte para todos os públicos, inclusive as pessoas que também moram na rua. É se conscientizar que você está exposto a qualquer tipo de risco. É lembrar que você pode olhar
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o céu enquanto trabalha, que você pode encontrar o conforto nos sorrisos das pessoas e é ser livre! 3 - Quais foram as dificuldades que você encontrou nesse meio? Tentar procurar algum lugar para tocar quando chove muitos dias seguidos, lidar com pessoas que já tentaram me roubar, ouvir coisas deselegantes de se ouvir, além de lidar com a prefeitura e os órgãos que cuidam do solo público. 4 - A arte de rua tem a sua devida valorização? Se não, o que você acha que se deve fazer a respeito? Não. Na verdade, infelizmente não é só a arte de rua. Mas no caso da arte de rua é ainda pior. Nós artistas trabalhamos muito para fazer o pouco que mostramos. Não tem uma única resposta para solucionar essa questão da desvalorização da arte de rua. Envolve uma questão cultural, não temos como mudar a cabeça das pessoas, mas acredito que conforme mais instrução, mais
educação vem chegando, as pessoas aprendem ainda mais a valorizar a arte. 5 - Qual a diferença de se apresentar na rua e no palco? E qual é a que você mais gosta? A rua também é um palco. Na rua só o que limita sua visão é o céu, prédios, casas, comércios e pessoas, tudo está em maior movimento, as pessoas estão passando, os pássaros percorrendo o céu, veículos se deslocando de um lado para o outro. Na maioria dos palcos, você está dentro de um ambiente fechado, com pessoas paradas te assistindo (embora as pessoas também param na rua, apesar de ser por um menor período de tempo), luzes em você, sons de exclamações, conversas, geralmente tem mais palmas. Esses são os detalhes. Em um palco normalmente você ganha um valor fixo pelo seu trabalho, na rua você ganha o que as pessoas colocarem no chapéu, pode ser mais ou menos que nos palcos de ambientes fechados. Eu prefiro a rua, a rua é mágica, imprevisível e impactante.
‘‘Ser Artista de rua é SER LIVRE!’’
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ILUSTRA SOUL
Ilustra Soul idealizada para transformar o campo de imagem e desenhos, Criada para mostrar onde se pode ir com a imaginação e a Ilustração. Pag. 15
Cultura
EN TRE VIS TA
Para que possamos saber mais sobre a nova forma de fazer arte que a Ilustra Soul trouxe para Campinas. Entrevistamos Thiago Ots, um dos fundadores da agência. Thiago, formado em Design Gráfico pela Universidade Paulista, turma de 201112, Thiago nos conta que consegue se lembrar de que se apaixonou por desenho quando ele conseguiu segurar um lápis na mão e nesse tempo, se envolveu com a ilustração de uma forma única.
Credito: Thamirys Leoni
Quando já tinha usurpado de tantos conhecimentos que a convivencia com a vida artistica pode transmitir para a vida inteira de qualquer individuo, ele e seu socio Bruno Bonini, viram que o mercado abriu um novo campo para que podessem criar uma agência em que levasse a arte de uma forma diferente e única para todos.
“Já são tantos studios que trabalham com arte mastigada de bancos de imagem pronta. Nascemos para oferecer arte deireta da alma.”
“ A arte serve para que eu não enloqueça e ao mesmo tempo ela serve para eu poder ser totalmente louco” diz Thiago Ots. Pag. 16
Credito: Thamirys Leoni
Cultura
Quando perguntado a ele, o que ele achava sobre ter um negocio voltado a arte em Campinas, ele conta que nossa cidade é carente de arte que seja realmente de coração e tendo um negocio voltado a arte feita com alma em Campinas, vai “ajudar artistas almados a emergir e os desalmados a se almar”.
Credito: Thamirys Leoni
ILUSTRA SOUL
Mesmo com seu desejo de mudançasem negocios voltados a arte na cidade o desafio é que as pessoas que a divulgação é moeda de troca a um trabalho trabalho tão bem feito como o deles e que renha pessoas que criticam e que mesmo assim precisam da dedicação e tempo que eles levam .
“O nosso público alvo são sonhadores.” Thiago OTS.
AA ARTE ARTE
A arte foi feita em seis dias , com aproximadamente quinze horas de trabalhos com todos os contribuintes todos os dias. A arte que registramos foi realizada no muro do centro de Hematologia e Hemoterapia de Campinas, com o intuito de concentização de doação de sangue, noutro giro, ressaltese a importânica da arte em campanhas tão solidárias como a mecionada doação de sangue, atualmente temos 1.6% da população brasileira como doadores, com relevãncia maior nos jovens que são maioria.
Arte
Manifestamos ela Ensinamos ela Expomos ela
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Esporte
DOS PALCOS PARA A VIDA Há, aproximadamente, 20 anos atrás, Adriana Pizzato inaugurava sua primeira academia de dança em Campinas; a Estação da Dança Adriana Pizzato. Conheça como uma paixão de infância tornou-se um negócio de sucesso. Na imagem ao lado, Adriana posa junto de Van Porter, um dos grandes nomes do sapateado internacionalmente.
A Estação da Dança Adriana Pizzato possuí uma forte presença no cenário cultural e artístico da cidade de Campinas. A Academia é frequentada, principlamente, pelo público próximo à região em que está localizada porém, está aberta a todos que quiserem conhecer o mundo da dança e começarem a praticar. Além disso, em todos os finais de ano ocorrem espetáculos em teatros da cidade, nos quais a Academia em questão está sempre presente proporcionando cultura e apresentando as diversas modalidades de dança que são praticadas. Sendo assim, já teve seus espetáculos divulgados pelo site da Prefeitura, uma vez que contribui e incentiva a pratica da dança. Pag. 19
Esporte
O Despertar
A dança entrou na vida de Adriana aos 7 anos de idade quando surgiu o convite para ver uma apresentação de sua vizinha. Essa situação foi de grande importância e impacto na vida dela, pois foi o que despertou seu interesse pela dança e, sendo assim, começou a frequentar aulas de balé e, um pouco depois, de sapateado. Mais tarde, iniciou as aulas na Academia de Ballet Lina Penteado. Quando atingiu
o nível avançado, surgiu a oportunidade de ser professora na Academia, a qual ela aceitou. Durante esse tempo, realizou diversos cursos e iniciou a faculdade de Publicidade e
Propaganda na PUCC, pois não imaginava, no momento, que seguiria
profissionalmente na área da dança. Após dar aulas na Lina Penteado por 9 anos, decidiu dar início ao projeto de ter sua própria academia de dança.
A Realização Nas aulas avançadas, uma aluna sua que também era uma amiga fora da Academia, surgiu com a ideia de montarem uma academia de dança, com o intuito de se estabelecerem com mais de uma profissão. Sendo assim, em 1998, compraram o terreno, construíram e abriram em 1999. A sociedade permaneceu por 4 anos, tempo em que o consultório odontológico de sua amiga começou a crescer e decidiu-se dedicar apenas a ele.
Fotografia: Juliana Hilal
Fotografia: Juliana Hilal
“Trabalhar com algo que gosta, que é seu melhor passatempo, é muito gratificante.“ Pag. 20
Esporte
Atualmente Após 20 anos de existência, a Academia passou por diversas modificações e modernizações. A grade de aulas conta com os clássicos: balé, sapateado, jazz, hip-hop e, o stilleto e a modalidade jazz-funk sendo o diferencial proporcionado pela Estação da Dança. O público-alvo é Campinas, mas, mais especificamente os bairros próximos àquele que a Academia encontra-se, pois é cada vez mais comum a presença de academias de danças e, juntamente com a rotina atarefada das pessoas, o trânsito e a dificuldade de se transportar com rapidez, acabam procurando por aquela que é mais próxima. É aberto para pessoas de todos os locais, mas frequentam apenas pessoas próximas à sua localização.
Fotografia: Juliana Hilal
Na C i d a d e A presença de academias de dança, agregam a cidade na questão dos espetáculos que ocorrem no final de cada ano, pois há a oportunidade da população frequentarem eventos artísticos, culturais. Sendo assim, nesses espetáculos, cada escola têm um perfil característico, apresentando um estilo
próprio. Ou seja, agrega em termos artísticos, na possibilidade de ver as diferentes maneiras de expressão de arte, do balé, sapateado etc.
B ene f í c io s Um dos grandes benefícios para quem pratica alguma atividade física como a dança, é o melhoramento do condicionamento físico. Porém, além disso, a prática da dança é um momento em que relações são formadas, grandes amizades nascem frutos desse hobby. Por isso, Adriana acredita que é mais fácil de se entrosar, de ter afinidade e desenvolver uma amizade quando duas pessoas possuem algum hobby em comum, é um fator que aproxima as pessoas.
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Esporte
Essência Para ela, a dança é sua vida, ganha pão, hobby, é tudo. Começou sendo um hobby ao ver sua vizinha dançando. Sempre fez porque gostava e trabalhar com isso hoje, não tem preço. Trabalhar com algo que gosta, que é seu melhor passatempo, algo que adora, é muito gratificante, que o importante é ser feliz.
“Para mim, a dança é tudo.”
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Fotografia: Juliana Hilal
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Tecnologia
CAIO YO entrevista com
Caio Yo trabalha com ilustração desde meados de 2007. Quando criança/adolescente possuía um grande interesse em desenho, quadrinhos e games, e logo cedo viu que isso podia se desenvolver como uma profissão. Começou a fazer aulas de desenho por volta dos 14 anos e a partir daí co-
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meçou a se desenvolver. Atualmente seu trabalho é fortemente influenciado por quadrinhos, games, e cultura pop em geral. Caio trabalha profissionalmente principalmente na área de Games e Animação, e, de forma autoral, também publica quadrinhos e cria produtos.
1. Conte-nos um pouco sobre a sua trajetória artística e como chegou a se estabelecer na área de ilustração para games. No começo eu trabalhei muito nas áreas de Publicidade e no mercado editorial. Também comecei nessa época a dar aulas de desenho, e tive que estudar e reaprender os fundamentos do desenho. Isso tudo me ajudou muito a crescer como profissional da área. Sempre divulguei muito meu trabalho pela internet, e foi através da repercussão desses trabalhos e projetos que acabei sendo chamado pra trabalhar com projetos de games. Primeiro foram com projetos conceituais de empresas start-ups, depois com jogos indie. Um projeto que encabecei e que foi particularmente bem-sucedido foi o Lenda do Herói. Hoje em dia trabalho remoto para uma produtora de games mobile da cidade de São Paulo, e também como freelancer para projetos indie (além das minhas próprias idéias autorais de jogos...).
2. Quando você sentiu que a carreira como ilustrador de arte para games seria interessante para sua vida profissional? Foi uma coisa natural. Estamos em um momento de mudança de paradigma nas midias, e algumas atividades (como as da área editorial), estão rendendo menos, enquanto outras (como as mídias digitais), estão em pleno crescimento. Acho que peguei uma fase em que faltavam alguns profissionais especialistas em arte na area de games, e como o meu estilo sempre teve muita influência desse nicho, acabei sendo chamado para alguns projetos. Criei gosto, e acabei focando muito na área de Games. 3. Quais conselhos ou dicas você daria para aqueles que querem seguir na área? Pratique muito. Não se prenda a sua zona de conforto. Não tenha preguiça de estudar fundamentos. Pesquise referências e influências em lugares inesperados. Estude o mercado, a área em que você quer atuar. Pag. 25
Tecnologia 4. Quais são as suas maiores referências no processo criativo? Quais artistas que mais te inspiram? Depende da área que estamos falando. Tenho várias influências, e (muito) distintas. Acho que é importante buscarmos inspiração nos mais variados lugares. Nos quadrinhos, me inspiro muito na Becky Cloonan, no Brian Lee O’Maley, Junji Ito, Jiro Taniguchi, Gigi Cavenago, Gobi (Baptiste Gaubert), entre outros... No cinema, gosto da direção do Wes Anderson, do Stanley Kubrick, do Akira Kurosawa... Nos games, gosto do trabalho do Paul Robertson, do MiniBoss studio... São muitas as referências.
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5. Como artista, qual trabalho se sentiu mais realizado em fazer e por quê? Gostei muito do resultado e da repercussão do projeto A Lenda do Herói. Mas nos quadrinhos, onde trabalho em toda a produção (arte, roteiro, projeto gráfico), é onde mais me sinto realizado. Gosto de todos os que fiz, mas gosto particularmente do Onsen e do Behalter, que acho que foram quadrinhos com mensagens importantes, que eu sentia que eram bastante relevantes. Pra mim isso é o mais importante em todo projeto: Ter certeza que ele tem uma mensagem que vale a pena ser transmitida.
Tecnologia
6. Na sua visão, o que um artista necessita de competências para estar nesse ramo profissional? É importante não ter preguiça de praticar, e praticar muito. Sempre estudar os fundamentos e estar disposto a se reinventar. Tento diferenciar também o que é ser um “artista” do que é ser um “profissional da área de artes”. Nem todo artista deseja transformar a sua arte (que é algo que ele faz quase como uma necessidade de se expressar) em profissão. Quando esse é o caso, porém, é importante que ele estude outras coisas além de desenho, pintura, técnicas... É importante estudar a área em que você deseja atuar. É importante planejar a sua carreira (a médio e longo prazo). É importante apren-
der a se organizar, e a administrar a sua vida profissional. É importante estudar o mercado, e aprender a lidar com Direito Autoral. É importante, inclusive, praticar habilidades sociais. Isso tudo é muito importante pra quem quer se profissionalizar. 7. Você tem algum projeto à vista? Conte-nos mais sobre os seus planos futuros. Sim, tenho projetos profissionais de outras pessoas em que estou envolvido, e também projetos autorais que vou publicar. No momento trabalho em alguns títulos que estou adaptando para motion comics (quadrinhos animados, com trilha sonora e dublagem), um novo quadrinho e um game. Sempre que terminamos um projeto, já devemos ter outro à vista. :)
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RAFFINATEZZA CONFEITARIA & CAFÉ
Marco Siqueira (Chef Patissier) e Michele Pezzato (barista) são donos da deliciosa Raffinatezza confeiteria & café em Paulínia-SP, e nós vamos mostra cada pedaço da nossa entrevista para vocês.
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Gastronomia
RAFFINATEZZA A Raffinatezza tem o singnificado de sofisticado em italiano, que condiz com todo design sofisticado e diferente dos doces e cafés do estabelecimento.
Trajetória da Raffinatezza O sonho de abrir a raffinatezza começou primeiramente com o amadurecimento de ideias, e com o trabalho de maneira diferente feito por Marco e Michele, após todos planos serem colocados no papel, tiveram então a grande iniciativa de começar com os projetos para o nascimento da Raffinatezza.
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“O processo dos doces e das criatividades são anos de trabalho e vivencia no Brasil e na Europa a onde fiquei quase seis anos trabalhando e estudando os doces franceses e europeus, complementando assim, o design, sabores e cores. E muita das coisas que eu aprendi na Europa hoje são criações minhas (Marco) aqui no Brasil, é uma junção de receitas”.
Marco e Michele estão a um bom tempo no ramo de confeitaria e café, totalizando trinta e seis anos de profissão, marco começou aos dez anos ajudando o seu pai que também tinha uma confeitaria e foi ai que a paixão pela confeitaria começou, hoje ele é formado na França e em Portugal, como Chef Patissier. Michele já começou sua Pag. 30
Processo Criativo
paixão por café desde cedo também, com o seu pai a ensinando a coar o café, e foi aperfeiçoando, fazendo cursos e cada vez mais entrando no ramo de café, ela também fez cursos fora do Brasil e desde então ela cada vez mais está aperfeiçoando seus dons no café, fazendo cursos e buscando novas tendências. “É um mundo muito lindo e muito bacana desde o cultivo
da semente até a colheita” Diz Michele em relação a sua profissão de barista.
“Você pensa, nós transformamos em realidade”
Gastronomia
A CHEGADA EM PAULÍNIA A Raffinatezza já passou por muitos lugares, São Paulo, Rio de Janeiro e até em algumas cidades do interior de São Paulo, porém não havia ainda uma confeitaria que trouxesse algo diferente para a cidade de Paulínia, pois tinha uma carência da cidade em relação a esse tipo de serviço, e as pessoas que residiam em Paulínia procuravam uma confeitaria em cidades vizinhas e são cidades que no momento atendem a essa demanda. Então após Marco e Michele conversarem com pessoas e pesquisarem sobre o ambiente, resolveram montar a Raffinatezza para mostrar e levar o produto diferenciado para toda Paulínia.
O Famoso Café A Michele Pezzato é a barista da Raffinatezza, ela é responsável pela carta de bebidas da loja, algumas das bebidas do cardápio da Raffinatezza são criações reproduzidas pelos funcionários e outras são criações da própria Michele. A Raffinatezza tem uma ótima seleção de grãos e um café feito com o maior carinho, assim como dito antes, Michele se interessou pelo ramo do café com o seu pai e desde então ela é especialista em grãos, sabores e o próprio design dos café e capuccinos, o que mais estimulou Michele foi em uma padaria a onde ela trabalhou que havia a preparação tanto do café expresso como o café coado se encantando rapidamente pelo maravilhoso mundo do café.
Inspiração
“A nossa maior inspiração hoje é ver a satisfação no rosto de cada pessoa que sai de dentro da nossa loja, é muito gostoso você preparar uma coisa com muito carinho um café ou até mesmo um doce e você vê a pessoa naquele momento se deliciando com aquilo que ela escolheu, e o prazer é grandioso quando o cliente elogia nossas bebidas ou doces e até mesmo quando o cliente já conhece o produto, isso é uma satisfação muito grande para todos nós da Raffinatezza, então nossa inspiração é isso, é oque sempre nos motiva a fazer oque fazemos com todo carinho e amor”. Pag. 31
DICAS...
(Michele) Na parte de cafetaria eu poderia dizer que é um mundo incrível, quanto mais você sabe mais você quer fazer, mais você quer aprender, é simplesmente apaixonante, hoje o ramo da cafeteria tem expandido muito para a área de profissionais, a gente tem muito acesso a muita informação, temos vários cursos em várias cidades e estabelecimentos com níveis desde de aprendiz a sênior, é uma profissão que atualmente tem ganhado o mercado tem tido um valor muito bacana, inclusive hoje já conseguimos pegar classificados a onde as pessoas procuram por barista, já são mais “ pessoas experientes no ramo do café” e sim já estão usando o nome da profissão, porque o barista ele atende por tudo aquilo que envolver balcão por isso barista, e é uma profissão que tem tido um reconhecimento muito bacana, porque você tem que saber oque você está passando e preparando, dizer para o cliente o grão que está sendo utilizado e afins. Pag. 32
(Marco) A minha dica para quem quer trabalhar com a confeitaria, você tem que analisar e ver se é isso mesmo que você quer, fabricar doces ou bolos, porque não adianta você ter o dinheiro e não saber fazer o produto e nesse caso não adianta contratar um confeiteiro ou uma confeiteira cara que não vai resolver, a primeira dica é aprenda a fazer oque o seu negocio vai te rentabilizar, você abrir uma confeitaria e café, então aprenda a fazer um pouco de bolo , doce e café, para você entender do assunto e poder cobrar de seus colaboradores depois do trabalho, segundo é fazer uma pesquisa de mercado, “qual público você quer atingir?”, e depois procurar fazer o investimento no nível de publico que você quer se você quer gasta pouco, mediano ou investir pesado e sempre faça uma pesquisa na sua cidade de quantos segmentos tem, trabalho, preços e valores e principalmente ver o tipo de trabalho que tem lá porque se tiver dez confeitarias na sua cidade você vai ser a decima primeira e única em produtos diferenciados e terceira e última, gostar do que vai fazer porque confeitaria é uma ramo alimentício então você precisa se dedicar a maior parte no tempo para isso até que o seu negocio comece a andar sozinho.
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Escutem a Alice
Alice Fala Outra Língua é um quadrinho que passou por financiamento coletivo no Catarse. O quadrinho fala sobre abuso infantil e a falta de comunicação dos adultos com as crianças. A obra foi inteira escrita e desenhada por Didi Mamushka. Pag. 34
“Se você bater os olhos em Alice, vai achar que ela é uma menina bastante comum. Mas existe uma diferença crucial entre ela e as outras crianças: Alice fala outra língua. Uma que ninguém entende.”
Educação A ideia para escrever a história de Alice surgiu quando uma de suas alunas a relatou que sempre mostrava seus desenhos para sua mãe, e ela só respondia com um “Lindo, filha”. Até que um dia a menina pichou um desenho inteiro de preto, que a mãe ao ver, novamente respondeu com “Lindo, filha”. Aquilo cortou Didi por dentro. A menina já não era mais uma criança, já estava em sua fase adolescente, mas carregava essa frustração de menosprezo da mãe. Porém a ideia do quadrinho estava só no início. Após isso ela começou a trabalhar em uma escola de educação infantil, trabalhando com bebês. Didi conta que o descaso que ela via com as crianças era tão chocante que acabou ficando doente física e mentalmente. “Senti horror tanto dos pais, que mal se importavam com o bem-estar das crianças, quanto da escola, que não ‘comprava minhas brigas’ por conta de os pais serem consideradas ‘pessoas influentes’. Fiquei amarga e ex-
Didi Mamushka nasceu em Taubaté-SP, e mudou-se para Campinas para cursar artes visuais na Unicamp e de lá ainda não saiu. Didi sempre gostou de contar histórias, e por isso, acabou se aventurando pelos livros ilustrados e quadrinhos, escrevendo e ilustrando "A Semente Rebelde", "Plantação de Vidas", "Cacos", "A Princesa Passarinho" e "Enxerto", quadrinho selecionado para suplente do Proac 2017 e obra indicada ao prêmio HQmix de melhor webcomic do ano de 2018.
tremamente frustrada. Nenhum ser humano merece ser tratado com tanto descaso, ainda mais se possui apenas dois anos de idade.” Contou Didi para nossa revista. E foi assim que a ideia para a história começou a se tornar mais concreta, resultando no que é hoje. A mensagem que o quadrinho passa é justamente que a fala da criança não pode ser menosprezada, o que ela está falando no momento pode ser apenas uma pequena fantasia, mas ela também pode estar relatando uma situação de perigo, mostrando um comportamento diferente. Esse tipo de indício precisa ser investigado a todo custo. Ninguém deveria passar por abuso. A história da Alice é um aviso, precisa-se estar atento a todo momento, é necessário que haja conversa com seus filhos sobre abuso. Mas o mais importante é que exista diálogo, se um adulto não pratica a conversa com uma criança, dificilmente ela irá se abrir num caso de necessidade.
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Educação
O Papel da Arte na Infância Entrevista com Didi Mamushka
1. Qual o papel da arte na educação infantil? Levando em consideração que a educação infantil no Brasil compreende a criança de idade até 5 anos, eu diria que é o ensino da arte é indispensável para as primeiras coordenações finas. A criança de 1 a 2 anos de idade, se não é estimulada, pode ter dificuldades motoras no futuro. Ao trabalhar produção artística com crianças dessa faixa etária, pode-se realizar movimentos de pinça, arrastar, segurar objetos finos, com pesos diferentes, experimentar texturas diferentes. Para as crianças de 3 a 5 anos, o ensino da arte ajuda a trabalhar uma linha de raciocínio, como por exemplo, entender as propostas trabalhadas em sala de aula. Nada feito numa sala de artes deve ser a esmo. Para cada pintura, cada desenho, o ideal é que exista um contexto. Ainda que simples, as atividades devem ser pensadas com a finalidade de estimular a parte cognitiva e a parte motora dos alunos. 2. Qual a colaboração da arte no desenvolvimento das crianças? Arte é uma disciplina cognitiva. Toda a parte motora deve ser levada em conta, mas Pag. 36
não se pode falar em arte sem antes haver um propósito para a atividade. Eu vi atividades em sala de aula que eram puramente motoras. “Pinte o quadrado”, “complete o desenho”, e ainda que tais práticas tenham seu propósito, por vezes elas podem ser limitantes. A criatividade de criança fica presa ao que está no papel. Essa não é a função da arte. A arte deve ser vista como uma atividade que causa questionamento. Que estimula um diálogo interno, que leva o aluno a pensar. Acredito ser essa a maior colaboração que o ensino de arte possa proporcionar. 3. Você acredita que os pais enxergam o ensino da arte como algo importante? Se não, como você busca dar sentido e mostrar a importância de seu ensino aos seus alunos? Talvez eu não seja a pessoa mais indicada para responder esse tipo de pergunta, pois a minha opinião é muito formada pelas coisas que experimentei em sala de aula. E minhas vivências são bastante negativas. Eu acredito que no decorrer dos anos os ensinos
Educação
transgressores, que permitem que o aluno desenvolva uma opinião crítica e moral, assim o estimulando a questionar o sistema, foram estrategicamente desvalorizados. Disciplinas como história, artes, geografia política, sociologia e filosofia estão em segundo plano. Já existe uma cultura, portanto, de relevar esse tipo de ensinamento. Focando novamente na arte, sabe-se que esta vai muito além de pintar um desenho qualquer. Mas já temos gerações que viveram a desvalorização gradativa das disciplinas humanas. Portanto, não. Eu não acredito que os pais possam ver a magnitude do ensino de arte e, por mais deprimente que isso possa soar, creio também que eles não estão interessados. Para mim, vale mais investir na criança que tentar convencer o adulto da importância da arte. A criança está mais aberto aos ensinamentos que o adulto. Isso em minha opinião, certamente.
4. Em algum momento, você tentou ou precisou agir por meio de uma atividade artística ao perceber algum problema na vida pessoal de algum aluno? Durante a minha carreira tive alguns alunos que sentiam dificuldade de se expressar. Um, em particular, era um menino que se recusava a falar. Ele era bastante interessado, mas só respondia perguntas de “sim” e “não” com acenos de cabeça. Tentei trabalhar algumas atividades um pouco mais intimistas e criar um ambiente seguro, livre de bullying, para que ele se sentisse mais à vontade. Funcionou bastante, mas infelizmente eu já estava de saída dessa escola específica, não pude acompanhar o caso mais de perto. Em outra experiência, com alunos bem mais novos, alguns não recebiam o mesmo estímulo que outros em suas casas, tendo assim o desenvolvimento da coordenação motora fina levemente afetado. Em sala de aula, as atividades desenvolvidas sempre se propunham a praticar o movimento de pinça. Em três meses de aula, os alunos já demostravam desenvoltura melhor.
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A ARTE DA MAQUIAGEM Pag. 38
ALESSANDRA SCHNABEL fizemos uma entrevista exclusiva com Alessandra Schnnabel uma maquiadora profissinal de Campinas-SP.
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Estética
Por que você escolheu trabalhar no mercado da beleza? A área da beleza sempre foi uma área que me despertou interesse. Eu gostava de todo esse universo. Como foi o início da sua carreira? O começo da minha carreira foi lento, porque por ser uma área de profissionais, normalmente, autônomos eu tive receio de sair dos empregos normativos para entrar no mundo dos freelas. Tive a oportunidade de coPag. 40
nhecer uma maquiadora antiga do ramo da publicidade que me pegou como assistente e depois de um tempo, passou a me encaminhar para alguns jobs sozinha. Nessa época eu ainda tentava conciliar os empregos. Até que chegou um ponto que decidi fazer o que eu realmente gostava, saí do meu emprego da época e foquei na maquiagem. Qual a maior dificuldade você encontrou no início de carreira?
No início da carreira, uma das minhas maiores dificuldades foi formar um network que me passasse segurança de trabalhar apenas com a maquiagem de forma autônoma. O que você faz para se manter atualizada na profissão? A melhor maneira de me manter atualizada é participar de cursos livres ou workshops com tendências e técnicas atuais. Menos é mais! E uma pele bem feita é o mais importante em uma maquiagem.
Você teve filho recentemente, como foi para você, lhe dar com a sua vida pessoal, com a chegada de um bebê e com a vida profissional? Como a grande maioria das mulheres na nossa sociedade atual, lidar com maternidade e área profissional é bem complicado. Quando se é um profissional da beleza na área em que eu atuo, negar um job pode te colocar na geladeira por um tempo. Então trabalhei até meu oitavo mês e assim que meu bebê tinha idade suficiente para ser assistido por ou-
tra pessoa além de mim, eu contatei meu network informando que estava disponível para voltar. Porém houveram algumas situações em que eu precisei levar meu bebê comigo por não ter com quem deixá-lo (uma vez precisei ficar com meu bebê e minha filha na gravação pelo mesmo motivo). Ou seja, mães que trabalham sempre precisam dar um jeito.
Organização! Cuidar do financeiro, incluindo abertura de CNPJ, emissão de nota fiscal etc. É primordial e passa seriedade e profissionalismo aos contratantes. Paralelo a isso, manter uma planilha pessoal com as datas dos jobs, as empresas que te contratam e valores e prazos acordados para pagamento para não se perder nos recebimentos.
Quais dicas você daria para outros profissionais que queiram ter seu próprio negócio?
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