BR 116km 299 Jaguaribe-CE (88) 3522-1272
arautosdovale@hotmail.com
ÍNDICE
01 03 05 07 09 11 13 15 17 19
EDITORIAL
CAPA EDITORIAL REPORTAGEM ARAUTOS JERRY DIÓGENES MURAL DE LEITORES ENTREVISTA ARAUTOS FVS NEWS CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA DICA PROFISSIONAL
NA ARAUTOS PARCEIROS
02 04 06 08 10 12 14 16 18 20
PARCEIROS PARCEIROS POESIA NA ARAUTOS PARCEIROS EXPLICAÇÃO DA CAPA EFIGÊNIA ALVES PARCEIROS OCUPANDO A MENTE GATA ARAUTOS PARCEIROS
“TUDO PASSA.” Momentos em que as palavras não consolam mais. A dor é pior do que uma facada, penso eu, que tanto insisto em não ser tão sentimentalista. Mas, foi Deus que nos fez dotados de amor, e as vezes o amor nos leva a tal ponto de quase não conseguirmos raciocinar que somos efêmeros, nesta existência. Perder entes queridos é quase inaceitável, mas certo é que o criador nos deu também um aliado: o “tempo”. Este cura melhor do que qualquer potente antibiótico e nos deixa “adormecidos e anestesiados”, da realidade da partida de nossos queridos companheiros nesta passagem que chamamos de vida. Este mês fizemos questão de estampar em nossa capa essa reflexão, aos nossos leitores que já brindaram a virada de ano e também brincaram o carnaval, aliás em nosso país perdura o dito popular de que o ano só começa depois do mesmo. Três ícones de nossa sociedade que completaram suas trajetórias até aqui, nos impulsionaram a este momento. Essa é a nonagésima nona edição de um trabalho pioneiro e desbravador que tem vencido o tempo e proporcionado a disseminação da cultura e do conhecimento em nossa região. Boa leitura a todos e até à Sandoli Diógenes próxima edição.
TODA SEGUNDA
EXPEDIENTE
9 às 10
Sandoli Diógenes Fundadora
Ramon Gomes
RÁDIO JAGUARIBE FM
87,9
Diretor
Hérika Gomes Supervisão
Ruth Gomes Reportagem
Francisco Fernandes Daniel Cavalcante
Revisão
87,9
(85) 9 9900-0062
ASSINE JÁ!
Liberdade FM 87,9 MHZ
A COMUNITÁRIA DE FEITICEIRO
(85) 9 9900-0062
REVISTA.ARAUTOSDOVALE
ARAUTOSDOVALE
ARAUTOS do vale
Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a prévia autorização escrita do autor ou da diretoria. Todas as matérias aqui veiculadas, são de responsabilidade de seus idealizadores.
04
arautosdovale@hotmail.com
REPORTAGEM ARAUTOS
(SEIS MESES DE INSTALAÇÃO DO POSTO DO BPRE-BATALHÃO DE POLÍCIA RODOVIÁRIA ESTADUAL-JAGUARIBE)
Com suas atividades iniciadas em setembro de 2018, o posto situado à rodovia estadual que liga os distritos de Feiticeiro e N. Floresta (Jaguaribe) à cidade de Orós completou seis meses de funcionamento. A equipe de plantão responsável pelas operações do posto conversou com a equipe Arautos sobre o trabalho que vem desenvolvendo na região. ARAUTOS: A maioria da frota de veículos do interior do estado do Ceará é composta por motocicletas, que, até alguns dias atrás, circulava livremente pelas vias e rodovias de nossa cidade. Com a implantação do posto de fiscalização, foi possível detectar um “impacto” do fluxo na região? BPRE: Com certeza. Iniciamos nossas atividades e, de imediato, foi possível observar o desconforto por parte dos usuários que costumavam trafegar de forma irregular, principalmente. No entanto, os índices demonstram que estamos no caminho certo: o número de acidentes na região diminuiu significativamente, a criminalidade tem perdido forças, e os cidadãos de bem que se deslocam por aqui já se sentem mais seguros.
ARAUTOS: Diante das ações do BPRE em nosso estado, o que pode ser destacado? BPRE: O trabalho da corporação já colheu inúmeros frutos, dentre os quais destacamos o livramento de taxistas que eram feitos de vítima de cativeiro no porta malas de seu carro, armamento que saiu de circulação, em sua grande maioria objetos esses que seriam utilizados de forma criminosas. Além disso, houve uma maior ordenação do fluxo de veículos. ARAUTOS: A terceira lei de Newton defende que: “para toda ação existe uma reação”, que nem sempre é a mais desejada possível. Que recado a BPRE (Jaguaribe) destinaria à população Jaguaribana? BPRE: Nós sabemos que existe uma minoria da população que resiste à legalidade, e sempre combateremos isso com veemência. O nosso trabalho e principal objetivo é tornar a vida do cidadão de bem mais confortável, resguardando as leis e ajustiça no trânsito. OBS: A entrevista acima fora cedida pelo Sargento Gilson, então responsável pelo posto.
arautosdovale@hotmail.com
05
mulher
MARÇO É O
mês da
No tempo da criação Adão vivia tristonho Desejava companhia Pra realizar seu sonho Deus atendeu seu pedido Dizendo: isso eu não me oponho
Lhe deu um sono profundo Retirou-lhe uma costela Depressa fabricou Eva Uma mulher muito bela Deu de presente a Adão Lhe dizendo cuide dela
Daquele dia em diante Se viveu com alegria E o homem não consegue Ficar sem ter companhia Com ela a vida prospera Toda hora, todo dia
No seu sentido materno Demonstra um imenso brilho Defende sempre o marido Dá a vida pelo filho E sofre sem ter medida Quando ele sai do trilho
Uma casa sem mulher É montanha sem ter cume É uma faca sem corte Porque não existe gume É jardim faltando rosa É flor faltando perfume
Homem que bate em mulher Merece estar na cadeia Só ter uma refeição E um colchão de areia E de quatro em quatro horas Um banho de luz de peia
Nos doze meses do ano Março foi o escolhido Para homenagear A mulher, ser mais querido Dona de graça e beleza Que a vida dá mais sentido
Parabéns santas mulheres Moças, casadas, viúvas Vocês são trajes de sol Vocês são manhãs de chuvas Limites dos horizontes Desejo tudo de bom Muitas realizações Vocês são palavras doces Motivadas de emoções São as nossas maestrias Condutoras de energias Música para os corações
Geraldo Bezerra de Menezes Poeta e Professor
liberdade CLAMOR POR
Nunca vi um beija-flor Destruir uma rosa Ele sabe que ela dá amor Seu néctar a faz maravilhosa!
Não entendo tamanha loucura Dessa nossa sociedade Por que aquela que dá ternura Colhe rancor e tanta maldade?
Precisamos urgentemente Aprender com o beija-flor Que esse ser resplandecente Merece mais respeito, mais amor!
Autor: Rivanildo
06 06
Não dá mais pra suportar Essa loucura, esse suplício Se há algo para exterminar É essa onda de feminicídio!
Paremos de destruir nosso jardim Sem querer deixar uma rosa sequer É preferível fazer assim Cuide dela o melhor que puder!
Silva. arautosdovale@hotmail.com
Deixa a rosa ser livre, enfim E escolher o jardim que lhe aprouver Essa lição vale pra você e pra mim: O lugar da mulher É onde ela quiser!
COLUNA
CRIME E CASTIGO!
A
qui não me debruçarei sobre a obra de Fiódor Dostoiévski, na qual o grande escritor russo habilidosamente escreve sobre questões relativas a transgressões das leis morais, bem como as consequências de tais atitudes com reflexo nos tormentos, que perseguem o próprio criminoso. Aqui me debruçarei sobre nosso lugar: Jaguaribe. Recentemente, em nossa cidade foram realizadas as transferências de todos os detentos da cadeia pública, com todos apenados dos mais variados crimes. O único critério usado foi o de que o indivíduo se encontra em regime fechado. Enquanto familiares de detentos se aglomeravam em frente ao prédio da cadeia pública, em meio a choros, desmaios e ranger de dentes dos familiares dos condenados, no momento em que se esvaziava a cadeia pública local, havia o silêncio, que contrastava com todo aquele desespero. Em tudo se percebia que era um choro, que poderia durar uma noite, alguns dias, ou, quem sabe, alguns anos, haja vista que não existe prisão perpétua em nosso país. Nada que se comparassem aos familiares das vítimas, dos citados
“cidadãos”. O choro pelo que assassinam não pode, nem deve ser maior do que os soluços pelos assassinados. Enquanto a mãe do detento chora a partida, a outra unidade prisional, a mãe do assassinado chora uma dor que só pode ser dimensionada por quem já perdeu um ente querido, vítima de uma covarde agressão. Se serve de consolo, eu vos digo: com um pouco de esforço, o familiar pode visitar seu condenado de estimação, ao mesmo tempo em que, com tristeza, digo ao outro lado, mas só com muita dor, é possível ir no campo santo e visitar um ente querido que não está mais entre nós. Assim segue o comboio de ônibus com seus sentenciados, deixando para trás um rastro de condenados, de castigados, condenados pelo resto da existência a saudades de seus entes, condenados a verem daqui a bem pouco tempo de voltas os algozes de seus familiares, é a vida, perdão, Jerry Diógenes são as leis.
arautosdovale@hotmail.com
07
Queremos você conectado com a gente sempre!
A IC PT
@vextelecom
A
R
B A
IC
PT
Ó
A
IC
PT
Ó
MENSAL
/vextelecom FI
A
99,90
A C
MENSAL
R$
(88) 3522-1865 / 99800-1777 99800-0009 / 0800 280 1865
I PT
A C R
B
100MB
89,90
Ó
I PT
MENSAL
FI
73,00
R$
60MB
A R B
Ó
MENSAL
R$
MENSAL
FI
A R B
25MB
69,90
FI
10MB
R$
83,00
40MB
Ó
INSTALAÇÃO E WI-FI GRÁTIS
R$
A R B FI
NOVOS PLANOS
Rua Arina de Lima Távora, 474, Américo Bezerra Jaguaribe - CE
Obs: todos os planos tem Wi-Fi grátis na frequência. 2,4 - para Wi-Fi na frequência 5.8 será cobrado uma taxa de ativação no valor de R$ 100,00; * Todos os nossos equipamentos são colocados em comodato; * Planos com fidelidade de 12 meses; * Planos válidos para residências.
09
10
arautosdovale@hotmail.com
ENTREVISTA ARAUTOS
EM UM “LUGAR PEQUENO”,
COM GENTE DE ATITUDES GRANDES!
No último dia 24 de fevereiro, a equipe Arautos deslocouse até a comunidade do Fechado, lugar que, segundo seus moradores, recebe esse nome por causa da vegetação densa típica da região. Atualmente, a comunidade conta com aproximadamente 157 familias e 473 pessoas. O motivo da nossa visita se deve ao fato de que nessa localidade eles levam a sério o pensamento de que a união faz a força. O local tímido é destaque graças à fundação da ARTEMUS (Artesanato das mulheres do sítio), que conta com dezoito mulheres associadas que se destacam pelo comprometimento e profissionalismo que empregam em suas atividades. Confira a entrevista a seguir com a presidente da Associação, Claisa Dantas. ARAUTOS: Como surgiu a Artemus? ARTEMUS: A confecção do Filé é uma prática antiga na região, porém muito desvalorizada. Cansados de não lograrem resultados financeiros com sua arte, um grupo de pessoas se reuniram e passaram a visitar as residências, buscando pessoas que se interessassem em unir forças. A partir disso, um primeiro grupo com 25 pessoas foi formado e buscou apoio e orientação junto ao SEBRAE, que, de pronto, orientou e tratou de capacitá-los. Foi a partir disso que surgiu a ARTEMUS. ARAUTOS: Quais os principais desafios de se conviver em grupo? ARTEMUS: Atualmente, somos dezoito mulheres, e a nossa natureza possui um gênio forte que, muitas vezes, faz falar mais alto a questão da singularidade e não a do coletivo. Hoje ninguém quer sair por baixo em qualquer situação, então uma nova ideia introduzida é uma situação delicada que tem que ser trabalhada. ARAUTOS: Qual o principal objetivo da ARTEMUS? ARTEMUS: Geração de emprego e renda. ARAUTOS: Nos últimos dias, os principais veículos de
comunicação do estado e país vêm noticiando o trabalho da Artemus. ARAUTOS: Qual o segredo dessa visibilidade? ARTEMUS: O filé tem sido destaque nacional há algum tempo devido ao método de confecção 100% manual. A ARTEMUS, em 2019, desfilou no carnaval do Rio de Janeiro na escola União da Ilha e exportou algumas peças para a cidade do Texas-USA e para a Itália, no continente Europeu. ARAUTOS: Parabenizamos o trabalho, vibramos com o resultado e agradecemos pela história de sucesso e superação. ARTEMUS: Nós que agradecemos pelo espaço. É extremamente gratificante o reconhecimento do nosso trabalho e a disponibilidade da equipe que está a nos promover nesse veículo que é genuinamente Jaguaribano como a gente. Obrigado, Arautos!
Obs: Agradecemos a presteza e o apoio do Paulo Uchôa que tornou a entrevista possível.
arautosdovale@hotmail.com
11
CRÔNICA
SOBRE AS QUEDAS.
E
la cai muito. Tem cinco anos. Eu também caí muito. A verdade é que ainda caio. Equilibrar-se nesse terreno da vida é muito complicado. Há sempre pontos altos e baixos. Em ambos podemos tropeçar e cair. Às vezes também somos empurrados. Em outras ocasiões a vida nos faz cair para nos ensinar a levantar. Verdade é que também derrubamos os outros. Há sempre que se ter cuidado. Há aqueles que caem e não conseguem mais se erguer. E vivem a vida pelo chão, rastejante, precisado de mãos para apoiar atividades mais básicas. Outros se acostumam com a terra e rejeitam qualquer auxílio para levantar-se. E tem ainda os que, por medo de cair, preferem não se elevar. Cair é inerente a tudo que está em pé, eu suspeito. Tudo que se ergue está propenso a cair, eu levo essa verdade. Caía muito quando criança. Cresci e continuo caindo. Talvez aprendi a aproveitar mais o chão, para me levantar mais forte e já serena. Já tive de cair em solo que eu julgava firme. Talvez a confiança me fez andar sem cuidados. Essas são as piores quedas, formam machucados que se arrastam vida afora, sem querer cicatrizar. Tem terrenos que de longe se sabe da necessidade de cuidados. Ninguém vai sem aviso prévio. Em algumas ocasiões, valem a pena o risco, em outras é melhor abandonar o percurso e buscar terra mais firme. Nessa vida tem todo tipo de chão, precisamos acertar o passo e tentar o melhor equilíbrio. Pois bem, estávamos num final de tarde de outubro, em um sítio, quando ela veio chorando ao meu encontro, me mostrando suas feridas. Era o segundo tombo em um dia. Havia cicatrizes de outras quedas. Mostrei os meus cuidados, limpei o seu machucado e lhe dei o meu melhor carinho. Depois, com ela no colo, contei minhas experiências de quedas. Quedas pequenas e grandes. Falei dos meus 12
quintais, das árvores que subia, dos terrenos que percorria, dos pedregulhos que pisava. Mostrei duas cicatrizes que herdei de uma infância feliz, sem cercas. Lembrança indelével de um tempo de paz. Falei de alguns dos meus machucados. Não contei de algumas feridas, ainda supurentas. Ela é pequena demais para entender que algumas quedas trazem arranhões que o tempo não apaga. Expliquei que ela precisa se acostumar, as quedas irão se repetir durante toda a vida. Reforcei que ela precisava aprender a cair, para apaziguar a dor. Disse ainda que alguns tombos podem ser evitados, quando é possível prever o perigo que se aproxima. Outros não, vamos caminhando e quando menos se espera, nos deparamos com o abismo. Enquanto conversávamos, a noite se avizinhou e algumas estrelas se anunciavam no firmamento. Sentei com ela sobre pedras baixas e pedi que observasse as estrelas. E toda vez que caísse, lembrar-se de usar o apoio do chão e olhasse para o céu. Olhar as alturas é também uma forma de reconhecer o nosso tamanho e o céu pode nos anunciar novos caminhos. Disse que quando ela caísse, aproveitasse o chão, tocasse na terra, olhasse ao redor de si, buscasse benefícios na queda. Falei que ela não devia ignorar os machucados e só mostrasse a quem de fato pudesse ajudar. Ela não precisa ainda saber que algumas pessoas podem se aproveitar da nossa confiança para magoar o que já está ferido. Disse apenas que não são todas as pessoas que se importam com as nossas dores. E fomos contar estrelas, que s u r g i a m a o s m o n t e s cé u adentro. Vimos uma estrela cadente. Eu expliquei que Efigênia Alves estrelas também caem.
arautosdovale@hotmail.com
Faculdade Vale do Salgado realiza doação de alimentos.
N
o dia 11 de fevereiro a Faculdade Vale do Salgado realizou doação de mais 2 toneladas e meia de alimentos para a Fundação Tuboarte de Jaguaribe/Ce, Fundação Raimundo Fagner de Orós/Ce e Projeto Mesa Brasil do SESC de Iguatu/Ce, beneficiando várias pessoas que fazem parte destes projetos. Além de fazer parte de nossa missão que é formar profissionais capazes de contribuir para o desenvolvimento do país com base na responsabilidade social e na ética, a FVS visa o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos.
arautosdovale@hotmail.com
13
14
arautosdovale@hotmail.com
CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA VEREADOR
AVELINO PEIXOTO (DE ALENCAR)
A
família Alencar fazia parte de uma das 38 famílias que formavam a Fazenda Panela D'água, na região de Exú – PE, no Rio Brígida, nos primórdios da colonização do sertão pernambucano e era uma família descendente de donatários, de bandeirantes, de milícia portuguesa e de sertanistas que se tornaram proprietários de grandes fazendas remanescentes de antigas sesmarias de criação de gado, plantação de cana e algodão no Pernambuco. Todos os Alencar do Nordeste do Brasil descendem de Leonel Alencar do Rego que fundou a cidade de Exú – PE e era bisavô de Bárbara de Alencar, mãe de Tristão Gonçalves e avó do escritor José de Alencar. A família de Avelino Peixoto de Alencar antes de emigrar de Exú – PE para Jaguaribe – CE, misturou-se bastante com a família Pereira. Na segunda metade do Século XIX, devido a um conflito entre um poderoso fazendeiro, conhecido como “o padre” e Saturnino, tio de Avelino, a família emigrou para a ribeira do Jaguaribe. Nesse conflito Saturnino foi espancado e humilhado o que levou o mesmo a matar o referido fazendeiro para “lavar a sua honra” como se dizia e se fazia na época. Avelino Peixoto de Alencar, faleceu em 1946, em Jaguaribe – CE, era filho de José Pereira Petito (de descendência do Piemonte – Itália) e de Dona Maria Magdalena de Jesus (Peixoto de Alencar) e foi batizado na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Aflitos, em Exú – PE. Eram irmãos de Avelino: Amâncio, Euclydes e Possidônio, que foram professores particulares de primeiras letras, no Riacho do Sangue, no final do século XIX e início do Século XX e tinha uma irmã chamada Raimunda. Casou-se, em 1888 ou 1889, com sua prima Emília Alcina Barreto, falecida em 1950/1951, filha de Afro Pereira Cabuty e Maria Tereza de Jesus (Barreto Vasconcelos), também pernambucanos e moradores da ribeira do Jaguaribe. O casal Avelino e Emília tiveram 15 filhos: Maria de Lourdes, Abigail, Maria do Carmo, Josabeth, Alzira, Anna Maria, Adalgisa, Afra,
Noemy, Graziela, Emília, Creuza, Eva, Francisco de Assis e Epaminondas (todos Barretos). Avelino era funcionário federal (ferroviário) na Rede de Viação Cearense (estrada de ferro) em Laranjeiras (atual Banabuiú – CE) e depois de 1892 veio para a ribeira do Jaguaribe (Ilha Grande, próximo a Barra do Riacho Manoel Lopes, na margem esquerda do Jaguaribe) onde passou a viver da agropecuária e marcenaria. Foi vereador em Jaguaribe – CE, em três legislaturas: no 14º mandato da Câmara Municipal – de 1917 a 1920, no 15º mandato da Câmara Municipal – de 1920 a 1924 e no 16º mandato da Câmara Municipal – de 1924 a 1928. No seu 2º mandato tirou 152 votos e seu genro Manoel Guimarães de Sá Pereira casado com Maria de Lourdes Barreto tirou 139 votos e ficou na suplência. Sua filha Graziela Barreto foi professora de caligrafia no Grupo Escolar, que existia onde hoje é o Banco do Nordeste, e depois transferiu-se para a sede atual do Raul Barbosa na Avenida 8 de Novembro. Foi a professora que alfabetizou o escritor Valdir Uchôa Ribeiro, o pai da História do Município de Jaguaribe. Lecionou de 1934 a 1954. Um dos filhos de Avelino Peixoto, Francisco de Assis Barreto, nos anos 1950, também tornou - se ferroviário na RFFSA (Rede Ferroviária Federal S A) em Mossoró – RN. Uma curiosidade sobre Avelino Peixoto (bisavô de quem vos escreve) é a seguinte: seus 15 filhos nasceram entre 1890 e 1912 e eram só batizados. Só em 13/11/1922 é que ele registrou 10 dos seus filhos no Cartório do 1º Ofício de Jaguaribe e seu filho mais novo tinha 10 anos (Epaminondas Barreto) e a sua filha mais velha 31 anos (Maria de Lourdes). O registro civil foi feito pelo tabelião Gil Teixeira Bastos e as testemunhas foram José Correia Tamiarana e Gonçalo Negreiros Sobrinho. Outra curiosidade: José Correia Tamiarana, nasceu em Santa Rosa (antiga Jaguaribara), foi comerciante e tabelião do Cartório do 1º e do 2º Ofício de Jaguaribe de 1898 a 1930 e sua residência ficava na Rua Savino Barreira, 580, onde hoje é o prédio em ruínas do Hotel Glória. Era casado Francisca Barreto Correia Tamiarana, irmã de Emília Alcina Barreto, esposa de Avelino Peixoto.
Sua assinatura em 13 de novembro de 1922 Fonte: Cartório do 1º Ofício de Jaguaribe – CE.
Ruínas da casa de Avelino Peixoto, na Ilha Grande, na margem esquerda do Rio Jaguaribe, próximo a barra do Riacho Manoel Lopes – Jaguaribe – CE
FONTE: Jaguaribe Minha Terra. 5 – Formação Política. Valdir Uchôa Ribeiro, 2005, documentos extraídos no Cartório do 1º Ofício de Jaguaribe – CE, Chico Guimarães pesquisador e relatos orais de familiares.
arautosdovale@hotmail.com
15
OCUPANDO A MENTE
OBJETIVO: encontrar e circundar as 12 palavras escondidas na grade distribuídas nas formas horizontal, vertical e diagonal. Boa sorte! COLUNA
ENTREVISTA
COMPROMETIMENTO
CULTURA
FAMÍLIA
CREDIBILIDADE
REPORTAGEM
COMUNICAÇÃO
CONHECIMENTO
JAGUARIBANA
INFORMAÇÃO
ARAUTOS
Confira as respostas do caça palavras na versão digital da Revista Arautos do Vale ou acesse: www.issuu.com/arautosdovale 16
arautosdovale@hotmail.com
DICA PROFISSIONAL NA ARAUTOS
COMO SE TORNAR UM PROFISSIONAL DESEJADO PELAS EMPRESAS?
Diploma e tempo de experiência já não são diferenciais na busca por um espaço no mercado de trabalho. Conheça as atitudes que podem alavancar sua carreira.
T
er diploma de uma boa instituição e muitos anos de experiência já não são suficientes para conseguir um emprego. Você sabe o que diferencia um bom profissional? Afinal, o que as empresas esperam de seus colaboradores? A resposta parece simples: atitude. Quem explica é o gestor de recursos humanos Marcos Antônio de Souza Júnior. “Hoje a maior dificuldade das empresas é encontrar profissionais que tenham o tripé da competência formado por conhecimento, habilidade e atitude. O conhecimento está à disposição; a habilidade vem com o tempo e a prática; mas a atitude está relacionada à personalidade.” Segundo ele, muitos profissionais ficam fora do mercado de trabalho por causa de suas atitudes. “Existem pessoas que até entregam resultados, mas são arrogantes, prepotentes, individualistas, elas retêm o conhecimento e não sabem trabalhar em equipe. São pessoas que não gostam de receber feedback e costumam dizer frases como ‘é meu jeito, não vou mudar’.” Marcos Antônio afirma que profissionais com “atitude negativa” podem prejudicar o desempenho de toda a equipe. “Hoje passamos mais tempo no trabalho do que em casa. Por isso, é muito importante ter um bom clima organizacional. Funcionários felizes são mais motivados e tendem a produzir mais”, esclarece. Ele lembra que profissionais muito pessimistas e explosivos costumam ser malvistos nas organizações. Ficar na zona de conforto também é uma atitude prejudicial para a vida pessoal e profissional, alerta Ircley Oliveira, master coach e treinador Febracis. “As empresas visam a construção de times engajados. O profissional que fica na zona de conforto não consegue ser proativo e sugerir soluções”, afirma. Profissional do século 21 Uma pesquisa feita pela rede social LinkedIn mostrou que os empregadores buscam cada vez mais habilidades socioemocionais, conhecidas como soft skills. A criatividade está em primeiro lugar na lista. Isso porque os robôs não são capazes de criar soluções novas para problemas do
futuro. Apenas nós, seres humanos, somos capazes de imaginar cenários que ainda não existem. Outra habilidade valorizada é a capacidade de persuasão. A colaboração também é cada vez mais requisitada, pois os problemas complexos de hoje exigem muitas cabeças pensando juntas. A capacidade de se adaptar às mudanças e de controlar o tempo são outras características dos melhores profissionais. Como identificar? Ircley (foto a esq.) diz que o profissional deve buscar o autoconhecimento e observar as próprias atitudes. “A pessoa precisa entender o seu perfil de comportamento. Ela deve observar quais pensamentos e sentimentos a levam a tomar determinadas atitudes. Também é importante analisar a comunicação. Às vezes, a pessoa fala algo, mas seu corpo, sua voz, sua postura e suas expressões comunicam outra coisa”, destaca. Feedback Marcos Antônio lembra que muitas empresas fazem avaliações periódicas para alinhar as equipes aos valores e objetivos da instituição. Segundo ele, os colaboradores precisam ter humildade para receber feedbacks. Afinal, esse é o momento em que o profissional pode observar os pontos que precisam ser melhorados. “O feedback é uma oportunidade para que a pessoa saiba onde está, o que está fazendo certo e errado e tenha a chance de mudar, caso esteja no caminho errado.” Aprendizado Para o gestor de recursos humanos, os profissionais mais valorizados buscam aprender constantemente. “É muito importante ter a atitude de querer se desenvolver e crescer. As empresas não podem ter profissionais que estacionam na organização. Muitos lamentam que não têm oportunidades, mas eles estão se preparando para isso? Se não existe oportunidade, o profissional deve criá-la.” Ele lembra que há plataformas gratuitas que oferecem cursos livres. Além disso, universidades públicas e escolas técnicas são bons espaços de aprendizagem.
Adaptado: <https://www.universal.org/blog/2019/03/10/como-se-tornar-um-profissional-desejado-pelas-empresas/>.
arautosdovale@hotmail.com
17
Islla Emanuella Xavier Barbosa.
Idade: 17 anos. | Profissão: Estudante. | Estado Civil: Solteira. Cor: Verde Água | Hobby: Ficar com a família/assistir séries. Frase: Tudo é possível ao que crê.
Tel: 88 3522.1344
Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
arautosdovale@hotmail.com
(88) 3522-1047 3522-2228 CEL. 9708-3003
arautosdovale@hotmail.com