Skip to main content

Arautos do Vale | Edição 97 - Janeiro de 2019

Page 1

BR 116km 299 Jaguaribe-CE (88) 3522-1272

arautosdovale@hotmail.com


ÍNDICE

01 03 05 07 09 11 13 15 17 19

CAPA EDITORIAL HÉRIKA GOMES EFIGÊNIA ALVES MATÉRIA DE CAPA FAZENDO BONITO ATITUDES DETOX JERRY DIÓGENES DICA PROFISSISONAL PARCEIROS

02 04 06 08 10 12 14 16 18 20

PARCEIROS PARCEIROS CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA FVS NEWS JOÃO GARCIA PARCEIROS HOMENAGENS PÓSTUMAS OCUPANDO A MENTE GATA ARAUTOS PARCEIROS

SEGUINDO EM FRENTE!

E janeiro chegou trazendo a mais almejada dos últimos meses; a chuva que aquece os corações e as mentes esperançosas de fé e vontade de acreditar que tudo vai melhorar. O sertanejo é assim: bravo, resistente e persistente. E como a gente se orgulha de fazer parte desta “raça” que ama o favor dos céus sobre nossas vidas, embora não mereçamos parece até o tom de uma orquestra as gotas que caem sobre o telhado e nos remetem à nossa infância, fase linda e pura que sentimos muita falta e um desses fatos deste período tão marcante é tomar banho de chuva sem sombra dúvidas é sensacional remir os anos dourados. Estamos atônitos com o que vem acontecendo em nosso estado, infelizmente não só a seca é um desafio atual, somos vitimados com a onda de violência e desordem que foram desencadeados em nosso Ceará. Esta é a primeira revista de 2019 a número 01 de um novo ciclo e estamos satisfeitos ao extremo com o apoio que temos recebido desejamos a todos os nossos parceiros, amigos, simpatizantes ou não do nosso trabalho, um ano abençoado! Boa leitura a Sandoli Diógenes todos e até a próxima edição!

TODA SEGUNDA

EXPEDIENTE

9 às 10

Sandoli Diógenes Fundadora

Ramon Gomes

EDITORIAL

RÁDIO JAGUARIBE FM

87,9

Diretor

Hérika Gomes Supervisão

Ruth Gomes Reportagem

Francisco Fernandes Daniel Cavalcante

Revisão

87,9

(85) 9 9900-0062

ASSINE JÁ!

Liberdade FM 87,9 MHZ

A COMUNITÁRIA DE FEITICEIRO

(85) 9 9900-0062

REVISTA.ARAUTOSDOVALE

ARAUTOSDOVALE

ARAUTOS do vale

Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a prévia autorização escrita do autor ou da diretoria. Todas as matérias aqui veiculadas, são de responsabilidade de seus idealizadores.


04


COLUNA

O RAPAZ VIRGEM.

Chama atenção este título não é? Pois o objetivo é chamar mesmo a sua atenção. É te dar uma ideia do que a primeira coluna de 2019 vai falar. Eu sou professora de biologia e o ultimo assunto do ano no ensino médio foi reprodução e saúde. Estava dando aula sobre DSTs e métodos contraceptivos, quando notei um movimento ao me aproximar para ver do que se tratava notei algumas meninas caçoando de um rapaz pelo fato dele ser VIRGEM então fiquei observando aquela situação pensando em quando e como interferir. Ouvi o rapaz cheio de ATITUDE responder: “Sou sim, sou virgem e resolvi esperar, a vida é minha e eu não ando condenando ninguém pela vida que leva, então eu gostaria de ser respeitado também." De repente um

silêncio tomou conta da sala e o que parecia ser "desculpa” de alguns para chacota, acabou por conta da ATITUDE daquele rapaz, motivo de respeito para todos e foi isso que eu aprendi com o mesmo. A forma como você se coloca diante de um desafio faz toda diferença. Ao invés de fazer ou falar de planos e metas quero falar contigo de atitudes, de acreditar, de pagar o preço para ver os teus sonhos se tornarem realidade. Um 2019 cheio de atitudes para você! Herika Gomes Paz e bem.

05


CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA

135 anos da libertação dos escravos em Jaguaribe. CE, em 31 de dezembro de 2018.

Nas palavras de Cicinato Ferreira Neto: “O Vale do Jaguaribe, bem como outras regiões cearenses, nem por isso deixou de adotar a escravidão. O escravo jaguaribano, embora com um peso econômico inferior em comparação com o das áreas mais ricas, teve um importante papel como serviçal doméstico, como trabalhador subsidiário ou mesmo como obreiro qualificado”. Há registro, no Jornal Gazeta do Norte, Ano de 1881, Edição 239, de um comprador de escravos, em Jaguaribe-mirim, o português Octaviano Ambrósio da Silva Machado, residente na cidade de Aracaty: “Octavino Ambrósio da Silva Machado, residente na cidade de Aracaty publica abaixo assinado como prova cabal e satisfatória ao público da província do Ceará e do Império, de sua conduta moral e comercial, com assinaturas de cidadãos da Villa e do Termo de Jaguaribe-mirim, quando durante 9 meses fez seu negócio de escravos, no ano de 1880. Jaguaribe-mirim, 24 de outubro de 1881. (Gazeta do Norte, Fortaleza -CE, terça-feira, 8 de novembro de 1881)”. Assinaram o abaixo assinado entre outros: o vigário Antônio Fernandes da Silva, Pedro Pinheiro Barbosa, Capitão Júlio Raulino de Souza Uchôa, Savino Lopes Barreira, Antônio da Costa Morais, Padre Manoel Silvestre Ferreira, testemunhado pelo 2º tabelião Francisco Gomes dos Santos Franco, Jaguaribe-mirim, 25/10/1881. O processo de libertação dos escravos, em Jaguaribe, foi lento e gradual e realizado pela Junta de Emancipação e de Classificação, composta pelos representantes das instituições: presidente da Câmara, promotor, coletor de rendas, escrivão e juiz de paz e algumas autoridades. Essa junta era pressionada pelos mesmos senhores, que intervinham no sentido de garantir o pagamento de quantias exorbitantes por escravo, impossibilitando a libertação de um maior número de negros. O município recebia uma quota do Fundo de Emancipação (fundo imperial, enviado para as províncias), geralmente muito diminuta, sendo comuns os casos em que, em alguns deles, o valor reservado não ser aceito por nenhum proprietário de escravo, resultando, dessa forma, a ausência de manumissão. O jornal “O Libertador”, em 1881, denunciava a intervenção do juiz de Jaguaribe-Mirim na fixação de valores classificados na Junta de Emancipação do município. Valores esses exorbitantes. No final de 1883, iniciaram-se, em todo o Vale do Jaguaribe, os processos de abolição total dos remanescentes cativos. Pereiro foi

o município pioneiro com a abolição decretada em 27 de setembro do mesmo ano. Jaguaribe-Mirim o fez em 31 de dezembro. Em 1884, seguiram-se os outros municípios da região: Aracati e União ou Jaguaruana (2 de janeiro), São Bernardo ou Russas (18 de janeiro). Formalmente, os municípios jaguaribanos já não tinham escravos 2 meses antes da decretação do fim do cativeiro na província do Ceará, que ocorreu em 25/03/1884. E no Brasil ocorreu em 13/05/1888. Dia 31 de dezembro de 1883, foi nesse memorável dia, o último do ano, uma segunda-feira, que ficou abolida oficialmente, a escravatura no município de JaguaribeMirim, na época com a sua população escrava já bastante reduzida, tendo à frente do movimento abolicionista jaguaribano o vigário Padre Manoel José Ferreira, o Juiz de Direito Benjamin Franklin d'Oliveira Melo, o Juiz Municipal, o bacharel José Anastácio da Silva Guimarães, o Promotor de Justiça Antônio Joaquim de Sousa Rolim, o Capitão Júlio Raulino de Sousa Uchôa, Presidente da Junta de Qualificação da Guarda Nacional e Vereador e outras autoridades. O ato, que não teve solenid a d e fe s t i v a e a p e n a s s i m b ó l i c a , o co r r e u n o Consistório da Matriz da Paróquia de Nossa Senhora das Candeias.


COLUNA

MANHÃS DE JANEIRO.

As manhãs de janeiro me anunciam um tempo novo. São mecanismos de ilusão que nos fazem ver a vida como ciclos, como etapas, como pausas e recomeços. Novo ano, velhos sonhos que renascem. São promessas de amanhãs que se dizem melhor. E cremos. Precisamos dessa cisão do tempo, para o plantio de sementes de esperança. O tempo é retalhado em horas, dias, semanas, meses e anos que se seguem. As horas são os cortes superficiais, mas que aprofundam a fissura dos anos e determina a fenda profunda dos séculos, onde poucos resistem a essa vala provocada pelas rupturas constantes do tempo. As horas são diárias. Nas horas estão a nossa vida partilhada, a nossa alimentação, as narrativas, os beijos, as palavras. A cisão de uma hora para outra parece não nos trazer danos. Nas horas o tempo se mostra ininterrupto. As horas camuflam as astúcias do tempo. Mas não nos enganemos! São essas mesmas inofensivas horas que nos trazem os séculos. E faz a história, recontada por memórias milenares, de tempos que não alcançamos. Mas fiquemos com o cotidiano das horas, em tempos que se alternam entre dia e noite. Os dias seguem. As semanas parecem nos comprometer em afazeres, em compromissos. Mas são os meses os responsáveis pelos tempos de plantio e de colheita. Os meses trazem as estações, as fases da lua, o início e o fim das eras. Janeiro principia. Em janeiro é plantada a semente da esperança. Neste mês reiniciamos a caminhada, como se o tempo tivesse parado para novas escolhas, para novos trajetos. Em janeiro fincamos os melhores sonhos em chão que se diz novo e fértil.

E vamos cuidando do broto nos demais meses que se segue, limpando ervas daninhas, aguando em meses mais seco, protegendo de meses em que o sol é inclemente e observando o brotar. Dizem que agosto é o mês da lua mais bonita! Dizem que não há melhor que um céu de agosto. E vem o outono, a primavera, e o tempo passando entre uma estação e outra. Às vezes a semente da esperança desvanece. Outras vezes nasce e murcha. Dezembro se aproxima e vem com todas as despedidas. É tempo de colheita e de recolher sementes que não vingaram. Dezembro anuncia uma nova era. Se os desejos não brotaram ou não foram do tamanho que se sonhou, pouco importa, sempre haverá janeiros. Nele todos os sonhos recomeçam. As promessas dizem que tudo será melhor. E cremos. Vamos trançando nossa existência no tear das horas, nessas manhãs de janeiro. As horas tramam toda uma vida! Nas horas cabem o primeiro e o último suspiro. Nas horas estão os nossos encontros e desencontros, o nosso trabalho e o nosso lazer. Estão nas horas o nosso modo de ser no mundo. E as horas avançam. Mas antes do corte final, quando dezembro se mostra inteiro e para sempre assim, janeiro atalha com a esperança. Novo tempo, nova era. Lançaremos novas sementes nesse mesmo chão. As manhãs de janeiro me anunciam um Efigênia Alves tempo novo.

07


CALENDÁRIO 2019

01JANEIRO D

S

T

Q

06JUNHO D

S

T

Q

02FEVEREIRO Q

S

S

Q

S

S

Q

S

S

08AGOSTO D

S

T

Q

D

S

T

Q

Q

03MARÇO S

S

D

S

T

Q

04ABRIL Q

S

S

D

S

T

Q

05MAIO Q

S

S

D

S

T

Q

Q

10OUTUBRO S

S

D

S

T

Q

Q

D

11NOVEMBRO S

S

D

S

T

Q

S

T

Q

Q

S

S

Q

S

S

S

S

07JULHO

ARAUTOS do vale 09SETEMBRO

D

Q

S

T

Q

12DEZEMBRO S

S

D

S

T

Q

Q


09


COLUNA

O Céu Estrelado na Noite Jaguaribana.

Todos nós em algum momento da vida já olhamos para o céu em uma noite calma e refletimos sobre como somos pequenos e efêmeros diante da imensidão do cosmos. O brilho milenar das inalcançáveis estrelas e galáxias nos faz perceber que todos os nossos problemas cotidianos, por maiores que sejam, ficam pequenos e fora de escala diante da imponente paisagem estelar. Nossos ancestrais contemplavam a lua e as estrelas ao longo dos séculos e os deuses e heróis foram criativamente representados como constelações no céu. De acordo com mitologia grega, havia um gigante caçador chamado Orion que tinha habilidades comparáveis à deusa da caça Ártemis. Ele também tinha um amigo inseparável, seu cão Sirius. Algumas versões da mitologia alegam que a deusa Ártemis, movida por inveja, teria lançado sobre a terra um escorpião gigante a fim de perseguir e matar o gigante Orion. A perseguição foi eternizada nas estrelas, pois a constelação de Orion percorre o céu noturno e se põe no oeste um pouco antes de surgir furtivamente a constelação de Escorpião no leste de modo que as duas constelações não se encontram no mesmo céu. A constelação de Órion é facilmente reconhecida no céu por apresentar três estrelas enfileiradas de brilho azulado localizada no centro de um grande retângulo de estrelas. As três estrelas formam o “cinturão de Órion” e em nossa região é conhecido como “as três Marias”. A estrela mais brilhante da constelação (estrela alfa) tem uma coloração avermelhada e é chamada de Betelgeuse (do árabe, “ombro do gigante”). Betelgeuse é uma estrela supergigante sendo mais de 800 vezes maior que o nosso sol. Sua distância aproximada é de 400 anos-luz (cada ano-luz equivale a aproximadamente 9 trilhões de quilômetros). É também na constelação de Órion onde se pode observar a grande “Nebulosa de órion”. Uma nebulosa é um berçário de estrelas, um local onde a poeira interestelar se condensa e se aquece pelo efeito da gravidade a ponto de formar

corpos massivos capazes de emitir luz própria (estrelas). A Nebulosa de Órion (catalogada como M42) fica a uma distância aproximada de 1500 anos-luz e possui um diâmetro de 25 anos-luz. A constelação de Cão Maior fica localizada ao sul da constelação de Órion e possui a estrela Sirius como a mais brilhante. A estrela Sirius (do grego, seirios, “brilhante”), possui uma magnitude aparente de -1,46 sendo a estrela mais brilhante do céu, depois do sol. A estrela é 2,4 vezes maior que o nosso sol e fica a uma distância de 8 anos-luz, sendo assim uma das estrelas mais próximas de nós. Até aqui temos uma pequena amostra da imensidão do cosmos. Todas as quase 6 mil estrelas visíveis durante a noite representam apenas um pequeno percentual da nossa via láctea espaçadas por distâncias tão longas que mesmo viajando na velocidade da luz (que nos levaria a lua em 1 segundo) levariam séculos para explorar uma pequena área do cosmos. A tênue luz das estrelas que observamos a noite levou anos ou até mesmo séculos para chegar aqui. De fato, quanto mais distante observamos, mais para o passado viajamos. Por séculos nossos ancestrais olhavam para as estrelas com encantamento e temor. Hoje, graças a nossa curiosidade e um olhar cuidadoso para os fatos, conhecemos as distâncias interestelares, composições químicas de estrelas, cometas e mundos semelhantes ao nosso. Talvez nosso encantamento pelo cosmos vem da busca por nosso lugar no universo, quem somos e por quê estamos aqui. Ao estudar nossa química celular percebemos que nossos ingredientes foram formados no núcleo quente das estrelas em tempos muito remotos. Somos então uma pequena amostra do cosmos ou como disse Carl Sagan: “somos uma forma do Prof. Dr. João Garcia u n i v e r s o c o n h e c e r a s i Biólogo, Doutor em Bioquímica pela UFC, próprio”. Astrônomo amador, Coordenador do Curso de Ciências Biológicas do IFCE.

Referências: MOURÃO, Ronaldo Rogério de Freitas. Uranografia: uma descrição do céu. Rio de Janeiro: Francisco Alves. 1989. BULFINCH,Thomas; DELPHIM, Getúlio; MEIRA, Luciano Alves. O Livro da Mitologia. São Paulo: Martin Claret. 2015.

10


MATÉRIA

Fazendo Bonito

Nova Floresta monta equipe de Futsal

O que era apenas um divertimento tornou-se em coisa séria, a equipe: “Nova Floresta Futsal”, foi formada por Tiago Nogueira (Estudante de ciências contábeis) e amigos com o intuito de valorizar o esporte e incluir jovens no mundo esportivo. “Foi e é um desafio manter um time motivado e comprometido devido as dificuldades de até mesmo participar de competições e um dos principais desafios é o financeiro, mas continuamos firmes hoje contamos com as categorias sub 13, sub 15 e sub 18”. (Comenta Tiago)

11


12


MATÉRIA ARAUTOS

Pessoas tomam atitudes "detox" perante os desafios do ano. A palavra "tóxico" foi eleita como um dos termos que resumiu o espírito de 2018 O movimento das redes sociais sinaliza que a sociedade não dialoga bem faz algum tempo, mas em 2018, no Brasil, a confusão ganhou a "cereja do bolo" das disputas do cenário eleitoral. A falta de diálogo e de sensibilidade contamina o globo e, não por acaso, a Universidade de Oxford, no Reino Unido, elegeu "tóxico" ("toxic", em inglês) como a palavra do ano. A cada ano, a instituição elege um termo de referência para simbolizar o espírito daquele período. Em 2018, segundo o levantamento feito para a página do Oxford Dictionaires, a busca pela palavra cresceu 45% em relação a 2017. Termos derivados, como "masculinidade tóxica", estão incluídos no balanço, impulsionado, neste caso, por movimentos como o #MeeToo, um esforço para chamar a atenção para abuso de poder e violência sexual contra mulheres em todo o mundo. Manter o foco em metas pessoais pode ajudar a viver melhor em 2019 "Tóxico" tem ocupado a mente das pessoas sobretudo desde a década de 1980, quando os livros de autoajuda começaram a ganhar mais espaço no mercado editorial e, posteriormente, na web. No contrafluxo da toxicidade, alguns indivíduos reagiram e tomaram atitudes a favor de uma vida "detox" em 2018. Para o terapeuta Bruno Aboim, psicólogo e consultor holístico, o movimento de pacientes procurando terapias, sobretudo nos meses derradeiros do ano, foi intenso.

“

novo hábito alimentar, ele percebeu que se afinava a valores de consumo consciente, no sentido contrário da toxicidade. Para Tiago, a revolução mais importante é "pessoal e intransferível" e parte da mudança de si mesmo. "Um dos benefícios (da dieta) foi o estético. Iniciei o ano querendo ganhar massa muscular e perder gordura, só que como consequência vem a melhoria na pele, no cabelo, no sono. Meu desempenho durante o dia melhorou, o humor também, a vontade de fazer as coisas", resumiu Tiago. O fotógrafo encontrou alguns percalços nesse caminho. Embora o ganho saudável fosse evidente, ele conta que deixou de acompanhar o ritmo de vida social dos amigos e outras pessoas próximas.

“

"Nas últimas semanas, surgiram muitos pacientes em surto, alguns em um pico de estresse, com muita carga emocional. Com a chegada do fim do ano, as pessoas tendem a finalizar processos, fazer mudanças daquilo que está desagradável em 2018, pra dar um novo passo no ano seguinte", observa Aboim.

Agora, "eu não bebo, só raramente. A tríade é 'treino, alimentação e repouso'. Então, troquei a balada pela praia de manhã. Vejo amigos quando há eventos em casa, normalmente", conta Tiago.

”

O terapeuta pondera que o processo não é apenas racional. "Essa corrente de pensamentos acaba gerando, também, um fluxo energético. Quem está propenso a fazer essas escolhas acaba entrando numa maré energética, e quem tiver mais desorganizado vai ser alcançado por essa onda com mais força", percebe o terapeuta. A professora universitária Lígia Queiroz, 54 anos, procurou a psicoterapia no segundo semestre, a fim de amenizar o impacto do resultado das eleições brasileiras no último mês de outubro. "Com essa falta de perspectiva, voltei a fazer terapia", relata. No entanto, apesar de Lígia reconhecer que existe, sim, "uma propaganda de medo" que se volta contra as minorias sociais, "o processo terapêutico me mostrou que vai ter um desgaste, mas você pode manter o seu centro, a sua energia, sua saúde mental. Essa ressignificação é necessária pra enfrentar o que está por vir", reflete a professora. Ela fala como a ajuda terapêutica lhe deu forças para seguir com o foco direcionado à preservação ambiental e biológica, sua área de pesquisa e ensino universitário. Dieta Já no início do ano, o fotógrafo Tiago Lopes, 33 anos, decidira encarar 2018 a partir da vivência de uma dieta "detox". Com o

”

Tiago Lopes afirma que manteve, durante todo o ano, o foco em sua "revolução pessoal". "Hoje, não tenho carro, televisão com TV a cabo, tenho plano de saúde, acesso a Internet, um mínimo de coisas possíveis. Passei a prestar mais atenção pra onde vai o meu dinheiro e a comprar de produtores locais que têm uma postura social legal", recapitula. Escassez Diferentemente do cenário vivido em 2016 e 2017, por exemplo, quando a classe média estava mais atenta às questões econômicas do País, 2018 foi, segundo o terapeuta Bruno Aboim, um período em que o público procurou os consultórios terapêuticos preocupado com a situação das minorias sociais as comunidades LGBT, negras, indígenas, dentre outras. "Essas pessoas chegaram muito mexidas, desde pacientes que são mais militantes e tiveram exemplos muito próximos de determinadas perseguições, das redes sociais sendo invadidas, dentre outros processos de incitação à violência", alinha Aboim. Psicosfera No fim deste ano, o cenário de instabilidade política com as eleições sobrecarregou a psicosfera (a atmosfera psíquica do ambiente no qual cada um está inserido) de incertezas, mudanças radicais e temores. Ou seja, permaneceu "tóxico". Segundo avalia Bruno Aboim, "se a gente pega um cenário generalista, você tem, de um lado, as pessoas esperando o resultado das questões da (Operação) Lava Jato e uma mudança radical no País, com isso, sobre moral e ética também. E outro bolsão ainda almejando isso, só que com outra forma de analisar. Mas para todos existe uma situação inesperada (comparada ao início do ano)".

Adaptado:<http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/editorias/verso/pessoas-tomam-atitudes-detox-perante-os-desafios-do-ano-1.2043699>.

13


HOMENAGENS PÓSTUMAS

Nasc. 11/03/1965; Falec. 06/12/2018

JOSÉ DE ANCHIETA JÚNIOR

EX- GOVERNADOR DE RORAIMA

Nasceu em Jaguaribe - CE, em 11/03/1965 e faleceu em Boa Vista - RR, em 06/12/2018. Formou-se em engenharia civil, na Universidade Federal do Ceará em 1988. Elegeu-se em 2006 vice-governador do Estado de Roraima de 2007 a 2011. Com a morte do governador Ottomar Pinto, assumiu o governo do estado em 11 de dezembro de 2007. Reeleito em 2010, renunciou ao cargo de governador em 4 de abril de 2014 para ser candidato ao Senado. Faleceu de um infarto em 6 de dezembro de 2018 em Boa Vista (RR).

Nasc. 12/07/1964; Falec. 13/12/2018

ANTÔNIO RENÊ DIÓGENES SOUSA

Nasceu, em 12 de julho de 1964, em Jaguaribe – CE e faleceu, em 13/12/2018, em Fortaleza – CE. Era filho de Raimundo José de Souza (Cordeirinho) e de Maria do Carmo Diógenes de Souza (Professora Dona Mariá). Realizou seus estudos básicos no Colégio Clóvis Beviláqua, em Jaguaribe – CE e o ensino médio no Colégio Sistema, em Fortaleza – CE. Formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (1991), onde fez residência em pediatria e dermatologia, trabalhou como médico da emergência pediátrica do Instituto Dr. José Frota, o maior hospital de emergências do Ceará. Também atuou como preceptor da residência médica do Centro de Dermatologia Dona Libânia por mais de 20 anos, além de ter ocupado o cargo de delegado da SBD-CE e membro da Câmara Técnica de Dermatologia do CRM-CE, ambos desde 2010. Com trajetória acadêmica e profissional intensas, exerceu suas atividades por meio da assistência aos pacientes mais necessitados e contribuiu para a formação de dezenas de dermatologistas cearenses. Foi professor convidado da Universidade Federal do Ceará, professor assistente da Universidade de Fortaleza, professor de práticas médicas da Universidade Estadual do Ceará e professor e coordenador da disciplina de dermatologia da Universidade Estadual do Ceará. Atualmente, ocupava a presidência da Regional Ceará, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, onde já havia exercido o cargo em quatro ocasiões, durante o período de 2006 a 2012. Desde 2013, era membro da Comissão de Ética e Defesa Profissional da SBD. Para a SBD, nas palavras de Heitor de Sá Gonçalves, o Dr. Renê era: "Esse profissional brilhante que era antes de tudo um brilhante ser humano e uma pessoa dedicada à simplicidade, empatia e compaixão pelos mais necessitados, deixa para todos os dermatologistas do Ceará e para a maioria dos seus amigos no Brasil, esse legado de como ser digno e competente na sua profissão". FORMAÇÃO ACADÊMICA: 1985 – 1991: Graduação em Medicina na Universidade Federal do Ceará. 1993 - 1995: Especialização - Residência médica Pediatria na Universidade Federal do Ceará. 1995 – 1997: Especialização - Residência médica em: Dermatologia na Universidade Federal do Ceará. 2004: Mestrado em Medicina (Clínica Médica) na Universidade Federal do Ceará. 2011: Doutorado em Biotecnologia.

14


COLUNA

E O QUE VEM? MELHOR NEM SABER.

No que reside a sabedoria? É difícil delimitar o que seja tal palavra, verdade é, que será facultado aos sábios, aos cultos e incultos, começar essa viagem chamada 2019, uma caminhada de 365 dias, que alguns não sairão vivos, ao final desta viagem haverás percas e ganhos, já dizia o poeta que aquele que teve a ideia de dividir o tempo e período, o inventor do calendário foi um gênio é nos intervalos de tempo, que a vida se desdobra é como se tivéssemos um tempo para fazer chorar outro para enxugar os olhos, há situações, que engolimos o choro de tanto calar e seguimos pelo resto da vida, engasgando-se com tristeza, mais um ano que atravessamos ao longo da caminhada pessoas são arrancadas de nosso viver, é no aspecto de casa que vomita seu ente há uma tristeza de um espírito que vai nos habitar no odor de vela a pouco apagada, há um gosto amargo de quem perdeu uma parte de si mesmo. Caminhemos a essa nova jornada, um desconhecido que seguiremos, ninguém sabe o que nos espera, muitos

tentam ser “adivinhões” especula-se um tempo não existido a bem da verdade que pra saber de vida tem que viver, daqui a muitos anos a história relatara que dois mil e dezenove foi um ano que um novo presidente assumiu, dentre os fatos relevantes, e nós, a linha do tempo do nosso existir, o que diremos? ou até onde e quando somos autorizado pelo existir para vivermos, para sentirmos para enfim, existimos? ninguém nunca saberá! Ou talvez melhor nem saber, o futuro pode ser tão doce quanto amargo, talvez seja no final de alguma estação onde nos seja observar e recontar os que ainda prosseguem a viagem isso sim é o que determina se o percurso foi agradável se ao final de uma estação faltar um dos nossos não foi uma boa viagem nem nunca mais Jerry Diógenes será.

15


OCUPANDO A MENTE

OBJETIVO: encontrar e circundar as 12 palavras escondidas na grade distribuídas nas formas horizontal, vertical e diagonal. Boa sorte! ESPERANÇA

SONHOS

RENOVO

ACREDITAR

REALIZAR

FOCO

DETERMINAÇÃO

RESILIÊNCIA

SUPERAÇÃO

REALIZAÇÃO

FÉ

ARAUTOS

F É

Ç

Ç

Ê

Confira as respostas do caça palavras na versão digital da Revista Arautos do Vale ou acesse: www.issuu.com/arautosdovale

16

Ã

à Ç

à Ç


DICA PROFISSIONAL

VOCÊ MERECE UM AUMENTO?

Pedir aumento salarial pode ser um problema para muitos trabalhadores, ainda mais quando se considera o momento econômico que o País atravessa. Mas para o diretorexecutivo da Bazz Estratégia em São Paulo, Celso Bazzola, de 50 anos, o fato de o Brasil passar por uma crise não invalida um pedido de aumento. “A solicitação pode ser feita, desde que se estabeleça uma estratégia prévia e que leve em conta que normalmente as empresas têm suas políticas de remuneração e carreira. Deve-se pensar ainda que as ações e os resultados apresentados pelo colaborador podem definir qual é o melhor momento para o pedido. O profissional deve se mostrar tecnicamente preparado para os desafios e apto para aproveitar as oportunidades”, esclarece. Argumentação

Na opinião do especialista, é possível aproveitar o momento em que a empresa está em crescimento e obtém bons resultados. “Mesmo assim, é preciso ter argumentos sólidos quando for fazer o pedido, o que demonstra segurança e franqueza. Outro aspecto importante é não individualizar seus esforços ou aquilo que é parte de sua responsabilidade, mas potencializar os argumentos que o fizeram elegível a alcançar essa possibilidade, como desenvolvimento e formação, tempo de trabalho, desempenho, além da avaliação por resultado”, explica. Respeito Bazzola diz que os principais erros na hora de pedir aumento são apontar motivos pessoais ou comparar-se aos colegas. “As empresas têm sua estrutura e políticas Adaptado:<https://www.universal.org/blog/2018/12/30/voce-merece-um-aumento/>.

corporativas e isso significa que as análises para um aumento salarial devem estar ligadas ao resultado e não ao aspecto pessoal, pois se para cada situação individual houvesse uma política, a empresa estaria fadada a cometer injustiças com os que apresentam melhores resultados. Compararse ao colega também não é recomendado, uma vez que o desempenho e a entrega de cada profissional são diferentes. O respeito à política e à igualdade de oportunidades devem prevalecer”, avalia. Total cash O fato do pedido de aumento não ser atendido, não deve ser um entrave ao crescimento pessoal do trabalhador. É importante avaliar oportunidades em outras empresas, se for o caso, mas, para Bazzola, antes de tomar essa decisão, vale analisar formas alternativas de compensação, como bolsas ou auxílios para cursos. “Também é preciso avaliar a remuneração total ou ‘total cash’. Esta talvez seja uma das tendências de mercado, pois as empresas necessitam equilibrar seus custos e ao mesmo tempo atrair e reter talentos, além de fazer com que os profissionais tragam resultados”. Benefícios O especialista esclarece que o “total cash” vai além do salário mensal. “Para entendêlo, leve em conta o salário variável a curto prazo como comissões, prêmios por desempenho, participação nos lucros e resultados (PLR), bônus, gratificações; e o salário variável a longo prazo, como “stock options”, bônus diferido e adicionais legais como periculosidade, insalubridade, adicional noturno, anuênio e ainda benefícios como planos médico e odontológico, seguro de vida, valerefeição, carro e previdência privada”, sugere. Potencial Bazzola aconselha que o trabalhador entenda como funciona o mercado. “Cada vez mais as empresas estão buscando profissionais que acreditem em seu potencial e os ganhos são oferecidos pelo resultado de ambos, empresa e colaborador. Portanto, minha recomendação é que o trabalhador amplie a visão no momento de buscar novos desafios, não se limite apenas ao salário, mas veja tudo o que a empresa oferece em prol de seu crescimento pessoal e profissional”, conclui.

17


Lívia Hellen Gomes de Figueiredo.

Idade: 15 anos. | Profissão: Estudante. Cor: Branca | Hobby: Andar à cavalo. Filme: Minha Querida Anne Frank e/ou A Culpa é Das Estrelas.

18


Tel: 88 3522.1344

Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.

arautosdovale@hotmail.com


(88) 3522-1047 3522-2228 CEL. 9708-3003

arautosdovale@hotmail.com


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Arautos do Vale | Edição 97 - Janeiro de 2019 by Revista Arautos do Vale - Issuu