BR 116km 299 Jaguaribe-CE (88) 3522-1272
(88) 3522-1325 CENTRO JAGUARIBE-CE
arautosdovale@hotmail.com
Índice
Entre o inexplicável e o absolutamente concreto.
01 Capa 02 Parceiros 03 Editorial
EDITORIAL
É
assim que nos sentimos diversas vezes o nosso caminho, plantando e espalhando flores diante das peripécias da vida. Sempre nos para que outros sintam seus peropublis, moendum, publicae, senne nonferbis in des desafi morterces bondam me95confec tilla convern ihilis, dius deparamos com cenários adores na fumes. edições é vesit, a nossa 04 FVS NEWS temus ausatquit. Bonduci caminhada veritem pere quideo utum iamenit ratuus, Catus, obuturniura et, veris, aut e cabe a cada um; a escolha e o re- marca e com certeza só foi verfecto es host fi ris; hic ompl. Terfecupio hus auque nor ubis con vicae me confec adem is remuscestam Outubro se foi, e agora é outratilla possível chegar aqui gra- tus sicatus nocae 05 Conhecendo Nossa História sultado desejado. cit, cus alatum dis. Avolica tortem aperid vesit, convern ihilis, dius obuturniura publius, facis. etileiis opuli, condam. Fui história. Estamos a dois passos do fim do ano, ças a você amante da 06 se CECIS cum tam sed mors erionte rfectorei et, veris, aut verfecto es host adem is imus re itil te, quemqua statis essi prid que repensemos nossos conceitos, que aceite- tura. Em mais uma edição lestell arenemo vemusse furniremuscestam tus sicatus nocae publius, pubit fachuis conteat fi t; inia rem Pati 07publicu mos ou não, o resultado do que empreendemos disponibilizamos aquilo Carreira Profissional taterem patus M. Serfece con num, quam facis. eti is opuli, condam. Fui imus re fi ci pat etis oponem essenat ioctum tem torna se realidade neste ano até aqui. Temos cerque intitulamos de 08 Parceiros iam Romne nonsum ortelutuiu comnesquemqua statis essinoprid pubit pra mo teza de umaitil só te, coisa: Deus está sempre camicoquetel de convero cultura.ractuitrei co vem in pu09sentes verico ent. Rum inatur innho. deatqui fachuis conteat fit; iniaaqui. rem EPati fici pat blicae, avistodos vigit,enorumur nihilic ulariam Matéria Arautos Se não, não estaríamos mais apesar Boa leitura publint? Quam ressena timus, iae id C. etis oponem essenat ioctum tem pra mo iae efecorus, contus aus, o pubis orum 10 Matéria Arautos de tudo, devemos agradecer sempre e seguirmos até a próxima edição! Iridene in ne me confec tilla vesit, con- convero ractuitrei co vem in publicae, vis sedepseri senteatiliam crem popublin ne 11vern ihilis, dius obuturniura et, veris, aut vigit, norumur nihilic ulariam iae efeco- nonferbis in des moresi mmoli, derberis Parceiros es host adem is remuscestam rus, contus aus, o pubis orum sedepseri consu me inatimum et grae tius? Roratra 12 verfecto Ocupando a Mente tus sicatus nocae publius, facis. eti is senteatiliam crem popublin ne nonferbis cerfectus facere 13opuli, Efigênia Alves condam. Fui imus re itil te, quem- in des moresi mmoli, derberis consu me statis essi prid 14 qua Meio Ambiente pubit fachuis conteat inatimum et grae tius? Roratra cerfectus fit; inia rem Pati fici pat etis oponem es- faceree me confec tilla vesit, convern 15 Luis Antonio senat ioctum tem pra mo convero ractui- ihilis, dius obuturniura et, veris, aut ver16 trei co vem in publicae, vis vigit, noru- fecto es host adem is remuscestam tus Parceiros mur nihilic ulariam iae efecorus, contus sicatus nocae publius, facis. eti is opu17 Carta Padre Régis aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam li, condam. Fui imus re itil te, quemqua 18 crem popublin ne nonferbis in des mo- statis essi prid pubit fachuis conteat fit; Gata ARAUTOS resi mmoli, 19 Parceirosderberis consu me inatimum inia rem Pati fici pat etis oponem esseet grae tius? Roratra cerfectus facerem, nat ioctum tem pra mo convero ractui20 que hostrat imorum aurei stam opublis, trei co vem in publicae, vis vigit, noruParceiros Casdam audere tasdam dente plius cae mur nihilic ulariam iae efecorus, contus conos, con sigitimil ublinam intiu ver- aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam bi sedo, videatatis forum iae omniciam crem popublin ne nonferbis in des moiae efecorus, contus aus, o pubis orum resi mmoli, derberis consu me inatimum Expediente sedepseri senteatiliam crem popublin et grae tius? Roratra cerfectus faceree
P
Sandoli Diógenes Fundadora
Ramon Gomes Diretor
Herika Gomes Supervisão
Ruth Gomes Reportagem
Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
Francisco Fernandes Daniel Cavalcante Revisão
Monteiro Lobato.
(85) 9 9900-0062 (88) 9 8867-9526
ASSINE JÁ! 00
Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a prévia autorização escrita do autor ou da diretoria. Todas as matérias aqui veiculadas, são de responsabilidade de seus idealizadores.
00
NOSSA HISTÓRIA FIQUE SABENDO
Valdir Ribeiro Uchôa – Pai da história escrita de jaguaribe – CE.
V
aldir Ribeiro Uchôa, 82 anos, nasceu em 28/04/1936, no prédio (residência) dos Correios e Telégrafos, em Jaguaribe – CE, casou-se com Ana Maria de Sousa Ribeiro, enfermeira com mestrado na UFC, residentes em Fortaleza – CE e tiveram 4 filhos: Valdir Jr, Adriana, Silvana e Rommel. Valdir era filho do Sr. Hildeberto Saboia Ribeiro (1902 – 1973), advogado e professor, casado com a Dona Maria Júlia Uchôa Ribeiro. Irmãos de Valdir: Raimundo Francisco, Luís, Paulo, Danilo, Maria, Marluce, Hernani, Flávio, Marta e Hildeberto. Seus avós paternos eram Raimundo Francisco Ribeiro Filho, nascido em 1861, e Maria José Saboia Bandeira de Mello (Dona Santinha), nascida em 1869. Seus avós maternos eram Antônio Uchôa Filho (Totoinho) e Dona Ana Barreira Uchôa (Ana Lopes Barreira), Naninha Barreira – nome da praça que fica atrás da igreja matriz das Candeias em
Jaguaribe - CE. Seus bisavôs eram: José Lopes da Silva Barreira e do Dona Maria Izabel de Holanda, pais da sua avó e Antônio Felipe Uchôa (Totonho) e Júlia Seara Uchôa, pais do seu avô. Sua avó Ana era irmã de Savino Barreira. Valdir era trineto de Antônio Felipe Raulino de Sousa Uchôa (Antônio Felipe da Barra), que foi o mais próspero fazendeiro da nossa região, descendente direto (5ª geração) do casal Antônio Fernandes da Piedade e Dona Mariana de Sousa Uchôa, que foi a primeira família a habitar terras do Jaguaribe, na região do Riacho dos Defuntos (atual Manoel Lopes) e Barra do Manoel Lopes, no final do século XVII e início do século XVIII. Valdir Uchôa foi alfabetizado, no início dos anos 1940, pela Professora caligrafia Graziela Barreto (grifo do autor: tia-avó de quem vos escrevi), estudou na Escola Agrícola de bananeiras – PB, cursou o ginasial em Mossoró – RN, foi funcionário
dos Correios e Telégrafos e graduou-se em Contabilidade. Valdir Uchôa é historiador escritor, genealogista e pesquisador do Arquivo Público do Estado do Ceará, membro da Sociedade Cearense de Geografia e História e desenvolve as suas pesquisas desde 1963, ou seja, a 55 anos. Sua maior contribuição é o resgate e publicação da História do Município de Jaguaribe – CE. O talento de Valdir Uchôa foi demonstrado igualmente quando foi funcionário dos Correios e Telégrafos, onde se destacou como agente postal e telegráfico dirigente do tráfego telegráfico e monitor de telex. Bateu o recorde nacional em transmissão de 972 mensagens de telegrama em um único turno de trabalho. Classificou-se em 1º lugar, no Rio de Janeiro, em 1965, no Curso de Aperfeiçoamento de Teletipista com nota máxima 100 (cem).
“Valdir Uchôa Ribeiro, pesquisador diligente e rigoroso, cujo o nome impõe respeito e admiração àqueles que o conhecem, orgulha a terra natal pelo valioso trabalho que realiza desinteressadamente em favor dela. Seu labor auge a perfeição.” (André Frota, Professor de Língua Alemã e Pesquisador de História do Ceará, 2000). Suas obras sobre a história de Jaguaribe (Jaguaribe minha terra): 1. Documentos Da Vila (1869 – 1921) – Ano 2000; 2. Formação Judiciária (1831 – 1948) – Ano 2001; 3. A Intendência (1877 – 1907) – Ano 2002; 4. Formação Eclesiástica (1775 – 1877) – Ano 2003; 5. Formação Política (1704 – 2004) – Ano 2004; 6. O Poeta Sinó – Ano 2005; 7. A Seca De 1877 – Ano 2007; 8. Jaime Aquino – Ano 2009; 9. Cronologia – 1ª Parte – Ano 2010; 10. Instrução Pública (1866 – 1890) – Ano 2010; 11. Leis E Decretos (1823 – 1985) – Ano 2010; 12. Raízes Da Família Uchôa – Ano 2012; 13. 140 Anos De Paróquia (1872 – 2012) – Ano 2013.
Outras obras publicadas: 1. Genealogia Da Família Barreira – Ano 1999; 2. Brasil República: Os Presidentes De Deodoro A Lula – Ano 2003; 3. Conselhos De Intendência Do Ceará – Ano 2005; 4. Hospital César Cals – 80 Anos – Ano 2008; 5. Ensaio Genealógico Da Família Aquino – Ano 2011; 6. Documentos Da Seca – Ano S/D; Obras em preparo: 1. A Guarda Nacional; 2. Os Escravos; 3. Cronologia De Jaguaribe (2ª Parte).
Fonte: Jaguaribe Minha Terra (volumes 1 a 13) e dados genealógicos: colaboração do pesquisador Francisco Guimarães Diógenes (Chico Guimarães).
arautosdovale@hotmail.com
05
CARREIRA PROFISSIONAL
arautosdovale@hotmail.com
07
00
arautosdovale@hotmail.com
00
“O açougueiro que espalha livros pela cidade.“
E
m Brasília, Luiz Amorim transformou seu açougue em um polo cultural. Começou com uma biblioteca que emprestava livros gratuitamente aos fregueses, que gostaram da ideia e passaram a fazer doações. O projeto iniciado entre alcatras e picanhas se expandiu para toda a cidade e desembocou num festival cultural no qual já se apresentaram artistas como Milton Nascimento e Zé Ramalho. “
“Aposentado planta 25 mil árvores e recupera área degradada em São Paulo.“
H
élio da Silva, de 67 anos, reflorestou as margens do Córrego Tiquatira, na Zona Leste de São Paulo, em apenas quatro anos. A área de 320 mil m², que estava degradada, suja, cheia de entulhos, e era altamente frequentada por traficantes e usuários de drogas, foi transformada no primeiro parque linear da capital paulista. Sozinho, Silva plantou 25.047 árvores no local, onde agora reina o canto dos pássaros. Sua meta é chegar a 50 mil. “
“Ex-morador de rua reforma Kombi com ajuda de voluntários.”
J
onas Manuel Baptista, de 55 anos, se envolveu com álcool e drogas, entrou para o crime, foi preso e perdeu tudo o que tinha em sua juventude. Teve de recomeçar do zero, mas conseguiu se reerguer graças ao trabalho duro e à solidariedade de outras pessoas. Hoje ele acorda às 4 horas da madrugada e sai para recolher e vender papelão, latinhas e outros materiais recicláveis, em sua Kombi, que foi roubada e depenada, mas, graças a voluntários, passou por uma bela reforma e agora está praticamente nova. “
“Catadora deixa lixão para fundar creche comunitária em Brasília.“
M
aria de Jesus Pereira de Souza, de 31 anos, é a prova de que ninguém precisa ser rico para fazer o bem e mudar a vida de sua comunidade. Durante grande parte de sua vida, Maria tirou seu sustento trabalhando no aterro sanitário de Brasília. Sem uma creche para deixar a filha e nenhum parente para ajudá-la, ela precisou levar a criança para o ambiente insalubre do lixão, à época a céu aberto. “O que mais doía era olhar minha filha lá, no chão,
enquanto eu trabalhava, cuidando para os urubus não carregarem ela”, lembra. Sem atenção do poder público, outras mães passaram pelo mesmo drama, mas aquela situação começou a mudar quando Maria não pôde mais trabalhar no aterro. Em 2011, com os movimentos do braço esquerdo limitados por uma tendinite crônica, a catadora passou a cuidar dos filhos das colegas em troca de doações. Da iniciativa surgiu a Creche Alecrim, que passou a oferecer os cuidados básicos a cerca de cem crianças da Vila Estrutural, na periferia do Distrito Federal, desempenhando uma função negligenciada pelo Estado. “
“Projeto transforma áreas abandonadas em hortas e pomares no Rio de Janeiro.“
O
projeto Planta na Rua transforma praças, terrenos baldios e canteiros abandonados espaços cheios de legumes, frutas e verduras. Porém, mais do que isso, o projeto tenta chamar a atenção das crianças e atraí-las para participar da montagem das hortas e pomares, ensinando os princípios da agroecologia. O Planta na Rua já deu frutos e está se espalhou para além das fronteiras do estado do Rio de Janeiro. “
“Professora muda a vida de seus alunos da periferia por meio do cinema.“
T
udo que a professora paraense Lília Melo queria era que seus alunos tivessem acesso ao cinema. Ela fez um post em uma rede social, que viralizou e chamou a atenção dos “os dois principais shopping centers locais. Eles ofereceram matinês — com pipoca e refrigerante incluídos — sem qualquer custo para os alunos. Mas não ficou por aí. A professora organizou debates para que os alunos discutissem os filmes assistidos e agora muitas universidades, museus e empresas se interessaram pela experiência e entraram em contato querendo ouvir os alunos e conhecer a história deles. “Vieram vários convites, e eles foram para empresas e começaram a palestrar. Ao invés de ficar em um auditório calados, eles iam lá para serem ouvidos.” Adaptado: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/seis-boas-noticias-para-inspirar-voce-a-construir-o-novo-brasil-8eg3jwr9096dkab1pbb2c687p/.
arautosdovale@hotmail.com
11
00
arautosdovale@hotmail.com
00
COLUNA
Sete de outubro: entre números áridos e letras pulsantes.
E
ra sete de outubro. Não tenho motivos especiais, mas gosto do mês de outubro. O encanto parte, talvez, da pronúncia do nome, quando a boca se contrai como se fosse assobiar, seguida do movimento bilabial com vibrante da última sílaba. É como se outubro trouxesse qualquer coisa de mistério e promessa. Era sete de outubro, noite. Vinha caminhando na avenida principal, depois de um dia exaustivo de trabalho na septuagésima nona seção eleitoral. Sala abafada, ventilador fraco e barulhento. Dia quente de outubro. Homens e mulheres entravam e saiam da sala; Jovens e velhos se alternavam nas suas escolhas. Secretas, como secretas são algumas dores. Entre um número e outro que eu ditava, voltava o meu olhar para um livro discretamente aberto entre outros tantos materiais impressos e propositalmente desorganizados sobre a mesa. Enquanto o eleitor tentava o reconhecimento de sua digital, eu acessava outros mundos, outra época. Estava em Várzea dos Buritis, para as bandas das Minas Gerais de 1938, quando o mundo se preparava para a grande guerra. Uma guerra longe, talvez, mas que trazia resquícios para os espíritos mais sensíveis. As guerras dizem respeito a qualquer ser humano, ou pelo
menos devia. Eu lia. Era chamada a essa realidade quando a máquina sonorizava duplamente, avisando que eu precisava ditar o próximo número. Pouco importava o nome, a identidade social ou econômica, não podia errar o número, que representava um voto, uma escolha, o nosso destino. Cansada, ditava secamente a sequência numérica e voltava ao romance, que salvou o meu dia. As horas avançavam enquanto a fila crescia. O calor sufocante provocava irritados comentários sobre o tempo. Saí de Várzea dos Buritis e fui para Belo Horizonte, numa sociedade dividida entre ricos e miseráveis, contradição de todos os tempos. Tudo indicava o início de um grande conflito, era a guerra que principiava. E entre números mortificados e letras pulsantes, vi o dia ser vencido e a fila chegar ao fim. Depois de tudo contabilizado e embalado, voltava para casa. Veículos em agitado tráfego iam e vinham. Minhas costas doíam, caminhava absorta pela avenida. Eu pensava na fraqueza de Abdias quando desejou a morte da mulher para satisfazer uma paixão, pensava na aflição de sua mulher diante da morte e no pavor dos filhos vendo o lar se desfazendo. Pensava na hipocrisia das gen-
arautosdovale@hotmail.com
tes. Pensava nas nossas fraquezas, quando um carro reduziu a velocidade, baixou o vidro e rapazes vociferavam repetidamente a palavra “derrotada”. Pensei que não era comigo, olhei ao redor de mim, mas estava só. Fingi que não era comigo e continuei caminhando, enquanto ouvia os gritos se distanciando. Segui, pensando nos rumores de 1938 quando o mundo em rebuliço ignorava o tamanho da tragédia que estava por vir. A vitória ou derrota de uma escolha política é a vitória ou derrota de um povo. Eles escolheram um ditador, inocentes pagariam por isso. Abdias tinha essa vaga percepção e vivia distante da Alemanha. Mas sabia que uma guerra é maior que um país. Uma guerra é do tamanho do mundo. Derrotada. Essa palavra ecoou por instantes, enquanto eu pensava nas minhas tantas vitórias. É certo que também tenho as minhas guerras. Efigênia Alves.
13
“Cidade troca lixo plástico por passagem de ônibus para contera poluição”.
MEIO AMBIENTE
“Em Surabaya, na Indonésia, cinco garrafas plásticas equivalem a um bilhete de duas horas no transporte coletivo.”
E
sfera de água “comestível“, sacolas solúveis em água, um pac-man gigante para conter e recolher os resíduos despejados nos oceanos. Estas são apenas algumas das soluções que cientistas e inventores de todo o globo apresentam como alternativa para tentar conter, ou pelo menos minimizar, a poluição por plástico, um dos principais problemas relacionados à sustentabilidade a nível mundial.
Distante dos laboratórios, outras iniciativas, muitas delas de simples execução, se juntam às inovações que visam eliminar o plástico da vida moderna. É o caso de uma campanha realizada pelo município de Surabaya, segunda maior cidade da Indonésia, que incentiva os moradores a trocarem embalagens plásticas por passagens de ônibus.” “Na tabela de troca, dez copos plásticos ou cinco garrafas equivalem a um bilhete
de duas horas no transporte público local. Diariamente, um ônibus tem capacidade para coletar até 250 kg de garrafas, o que soma 7,5 toneladas a cada mês. A Indonésia é o segundo país que mais contamina os oceanos com plástico, ficando atrás apenas da China. Mesmo assim, tem planos audaciosos sobre o tema e pretende se tornar um território livre do plástico até 2020.”
Adaptado: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/sustentabilidade/cidade-indonesia-troca-lixo-plastico-por-passagem-de-onibus/.
14
arautosdovale@hotmail.com
COLUNA
Você sabia que o bullying não é restrito ao ambiente escolar e pode acontecer em qualquer ambiente coletivo, inclusive no trabalho?
A
palavra pode parecer de pronúncia difícil, mas seu significado é de fácil compreensão, especialmente porque a grande maioria das pessoas atrela o conceito de bullying à violência ocorrida entre estudantes e no próprio ambiente escolar. Todavia, esse problema social não está restrito à escola. Na verdade, a prática do bullying pode acontecer em qualquer ambiente coletivo, a exemplo da escola, local de trabalho, igreja, família e demais grupos sociais. O título inicia este artigo com uma indagação proposital a fim de alertar ao leitor para a amplitude das causas e das consequências do bullying, cuja incidência cada vez mais frequente levou à criação de uma lei com o fim exclusivo de combatê-lo. Antes de qualquer aprofundamento no assunto, é importante conhecer o significado da palavra. Bullying, portanto, é uma palavra de origem inglesa e que serve para designar atos de violência física ou psicológica praticados por uma pessoa ou grupo de pessoas contra alguém que está em posição de inferioridade. Em inglês, a palavra “bully” tanto é um verbo, como um adjetivo. Como verbo, significa ameaçar, intimidar. Como adjetivo, representa alguém cruel, intimidador e valentão. Des-
sa forma, para que o bullying aconteça, é necessário que exista uma posição de superioridade (ainda que aparente) daquele que agride e uma situação de inferioridade da vítima. Em 2015 foi editada a Lei nº 13.185, que instituiu o Programa de Combate ao bullying, definindo-o como intimidação sistemática, externada através de “ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”. A lei ainda caracteriza o bullying como ataques físicos, insultos pessoais, apelidos pejorativos, ameaças por quaisquer meios, isolamento social e premeditado, entre outros. E, como mencionado anteriormente, não acontece apenas no meio escolar. Existe bullying, por exemplo, no ambiente de trabalho, quando o superior comete algum tipo de assédio contra o seu empregado, ou até mesmo quando alguém assedia seu próprio colega de trabalho. As implicações da prática do bullying são as mais diversas, especialmente psicológicas e jurídicas. No primeiro caso, a ví-
arautosdovale@hotmail.com
tima deve passar por acompanhamento psicológico, pois, a depender da intensidade da intimidação, poderá conduzir à depressão, por exemplo. No aspecto jurídico, embora a Lei nº 13.185/2015 tenha sido omissa quanto à responsabilização ao praticante do bullying, isso não significa impunidade, pois seus atos podem causar responsabilidade civil ou criminal, que variam desde a indenização até a condenação pela prática de um crime. A título de exemplo, o agressor que cometa algum tipo de violência física poderá responder pelo crime de lesões corporais e, sendo menor de idade, responder a um processo para aplicação de medida socioeducativa por ato infracional. É importante alertar que o bullying pode mostrar-se silencioso, de tal forma que a vítima sofre calada e de maneira imperceptível, o que exige uma maior sensibilidade de pessoas próximas e de familiares para detectar uma possível vítima desses atos e evitar que eles causem algum tipo de Luís Antônio. trauma.
15
16
arautosdovale@hotmail.com
C
ARTIGO ARAUTOS Agradecimento aos paroquianos de jaguaribe.
aros paroquianos de Jaguaribe, sou muito grato a Deus por me ter permitido conhecer de perto a vida, a cultura, a história e a religiosidade do povo desta amada terra. Cheguei aqui em 26 de janeiro de 2015, ainda Diácono, mediante a rogativa de Pe. José Peixoto Alves, aquém tenho grande carinho, respeito e admiração. No dia 4 de agosto de 2015, na Igreja Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Bairro Aluísio Diógenes – Alto do Cruzeiro), foi celebrada a Missa de Ereção da nova Área Pastoral Santa Cruz. A celebração foi presidida pelo Bispo Diocesano Dom José Haring e concelebrada por vários padres da Diocese. Na ocasião o Bispo Diocesano nomeou como primeiro Administrador Paroquial, o Pe. Regis Camurça Rabelo. Pouco a pouco fui aprendendo com povo dessa terra como ser padre. Fomos construindo boas amizades e semeando, com a graça de Deus, a semente do seu Reino. Procuramos fortalecer os trabalhos pastorais, movimentos e ministérios já existente e fomentar a ação missionária da Igreja. Acreditamos que foram três anos de muito trabalho, muitas colaborações de pessoas, movimentos eclesiais, organizações governamentais, gente simples, mas de um coração generoso e disponível. Nossa Área Pastoral conheceu muitas possibilidades e viveu muitas ocasiões de ser uma Comunidade de comunidades, uma rede de pessoas interligadas pela mesma afinidade de fé: “Jesus Cristo”. Fizemos melhorias em muitas de nossas Igrejas e comunidades, a saber: Iniciamos em 2106 a construção da Igreja de Santa Paulina no Bairro Expedito Diógenes; no final de 2016 reformamos a telhado da Igreja de São Francisco de Assis (Sítio Riachão); em 2017 iniciamos a reforma e ampliação da Igreja de Nossa Senhora Imaculada Conceição nos Bairros Manoel Costas Morais e Celso Barreira Filho; em 2108 iniciamos a construção do salão paroquial na Comunidade Nossa Senhora da Conceição Aparecida; pintamos algumas Igrejas, cuidados necessários para com o espaço do louvor ao Senhor; em julho de 2017 iniciamos um trabalho com os jovens mediante a colaboração do Encontro de Casais com Cristo (ECC), implantamos o Encontro de Jovens com Cristo (EJC). Isto foi possível graças aos leigos, homens e mulheres incansáveis que não medem esforços para ajudar na evangelização. A principal obra que procurei edificar foi a construção do Reino de Deus, procurei dentro dos meus limites e com a parceria de todos anunciar a Palavra de Deus na mais diversas ocasiões e recantos desta Área Pastoral e fomentar os fiéis para o verdadeiro encontro com Cristo na escuta da Palavra de Deus e na vivencia dos sacramentos, sobretudo através do Sacramento da Eucaristia e Penitência. Interpelei diariamente em minhas homilias e pregações a todos fiéis para se manterem firmes e perseverantes. O bem espiritual do povo de Deus foi sempre a minha preocupação número um. No entanto, também procurei não negligenciar em relação aos cuidados com o patrimônio físico da comunidade. Procuramos zelar, preservar e melhorar os bens pertencentes a nossa Área Pastoral. O que conseguimos nestes três anos, sou consciente de que não fiz nada sozinho, na verdade, em cada comunidade contei com colaboradores eficientes que me ajudaram a conduzir os trabalhos voluntariamente e com muito entusiasmo. É preciso agradecer, reconhecer que tudo que buscamos foi graças a Deus e o empenho de pessoas. A gratidão é um dom, que poucas pessoas possuem. Mas as que possuem, sabem que graças ao Senhor tudo foi realizado. Louvamos pela vida das nossas comunidades que com tantas dificuldades souberam dar um pouco de si. Jovens, crianças, adultos, idosos, todas de alguma forma construíram um pouco. Louvamos até pelas pessoas que ainda estão encerradas em si mesmas e em seus grupos. Mas o Senhor há de abrir a consciência e o coração de cada uma delas. Nossas missas com seus cantos e ritos sempre buscando ajudar as pessoas a entrar em comunhão com o Senhor. Como é bom celebrar a missa, estar na missa, fazer parte dela, contribuir na liturgia, proclamar uma leitura, cantar um canto ou salmo, tudo para a concretização do Reino de Deus. Louvo e agradeço pela vida dos meus colegas, Pe. Mauro Monteiro e Pe. Peixoto Alves que muito me ensinaram com seu exemplo de pastor. Aos agentes de pastorais, serviços e movimentos muito obrigado! Obrigado pela disponibilidade, pelo espirito missionário e pela disposição de servir Nosso Senhor Jesus Cristo, através de sua Igreja, obrigada aos dizimistas e benfeitores pelo apoio e confiança, pela generosidade e compromisso de fidelidade que mantiveram durante estes três anos. Perseverem e nunca desistam de Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341. colaborar com a Igreja. Peço perdão a todas as pessoas com quem convivi estes tres anos. No trabalho, na convivência, mas principalmente na Evangelização, com a motivação de fazer o certo, as vezes somos mal compreendidos e de alguma forma afetamos ou prejudicamos alguém. O padre tem muitas obrigações, funções, responsabilidades que nem todos sabem. Sei, contudo, que uma em especial não pode ficar prescindida da vocação sacerdotal: acolher a todos sem distinção. Esforcei-me dentro dos meus limites em agregar e integrar a todos. Dirigindo a todos um pedido: Acolham bem o Padre, que está por vim, ele é digno da missão que está recebendo e tenho certeza que ele vem com muita boa vontade, para servir a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo nesta bela terra de homens e mulheres de corações generosos. Ele virá para juntar-se a todos os agentes de pastorais, serviços e movimentos para dá continuidade a missão evangelizadora. Termino essa mensagem de agradecimento fazendo minhas as palavras de Jesus: “Eu te louvo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos” (Mt 11,25).
Deus abençoe a todos!
00
arautosdovale@hotmail.com
00
00
arautosdovale@hotmail.com
00
Tel: 88 3522.1344
Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
arautosdovale@hotmail.com
(88) 3522-1047 3522-2228 CEL. 9708-3003
arautosdovale@hotmail.com