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Índice
O ódio não compensa.
01 Capa 02 Parceiros 03 Editorial
EDITORIAL
N
uma sociedade injusta, competitiva e ca- com armas de brinquedo, as quais, na maioria pitalista como a atual, estão mais que na das vezes, instigam a violência e o desafeto. Vaopublis, moendum, publicae, sennepalavras nonferbis in des morterces bondam me confec convern ihilis, diusde moda como preconceito, violênmos nos dar as tilla mãosvesit, e nos lembrar sempre 04 Supertemus ausatquit. Bonduci veritem pere quideo utum iamenit ratuus, Catus, obuturniura et, veris, aut verfecto es host Queiroz cia, abandono, desamor etc. É preciso repensar- praticar o perdão divino, pois assim estaremos firis; hic ompl. Terfecupio mos hus valores, au- que nor ubis con vicae me confec tilla is remuscestam tus do sicatus nocae revermos conceitos e aprendermos sendoadem seguidores de verdade 05 Coluna (Luizdis. Antônio) cit, cus alatum Avolica tortem aperid vesit, convern ihilis, dius obuturniura publius, facis. eti is opuli, condam. Fui com os nossos erros e com os erros dos nossos Mestre dos Mestres. Nesta 06 se FVS News cum tam sed mors erionte rfectorei et, veris, aut verfecto es host adem is imus re itil te, quemqua statis essi prid antepassados. edição, teremos mais uma lestell arenemo vemusse furniremuscestam tus sicatus nocae publius, pubit fachuis conteat fi t; inia rem Pati 07publicu Desde criança que ouço palavras de impacto, enxurrada de cultura na Homenagens Póstumas taterem patus M. Serfece con num, quam facis. eti is opuli, condam. Fui imus re fi ci pat etis oponem essenat ioctum tem como “tempos novos”, “nova era”, e continuo nossa Arautos, que está 08 CCB iam Romne nonsum ortelutuiu comnesitil te, essi pubit pra mo convero ractuitrei co vem in puno aguardo.... Masquemqua sabe qualstatis é o afã dosprid meus em contagem regressiva, e 09sentes verico ent. Rum inatur insessenta deatqui e poucos? fachuis conteat fit; inia rem Pati fici pat blicae, vis 94 vigit, norumur nihilic ulariam Carreira Profi ssional Tenho concluído que, se não a edição de Nº traz um publint? Quam ressena timus, iae id C. etis oponem essenat ioctum tem pra mo iae efecorus, contus aus, o pubis orum 10 Parceiros aprendermos a cultivar mais o amor, estaremos coquetel variado para Iridene in ne me confec tilla vesit, conconvero ractuitrei co vem in publicae, vis sedepseri senteatiliam crem popublin ne perdidos. As gerações futuras têm que pôr em nosso deleite. Boa 11vern ihilis,(Jerry dius obuturniura aut vigit, norumur nihilic ulariam iae efecononferbis in des moresi mmoli, derberis Coluna Diógenes) et, veris, prática a máxima de que “só o amor constrói”. leitura e até a próxies host adem is remuscestam rus, contus aus, oseus pubis orume sedepseri consu me inatimum et grae tius? Roratra 12 verfecto As mães precisam ensinar fi lhos fi lhas ma! Eleições 2018 tus sicatus nocae publius, facis. eti iscristãos senteatiliam popublin nonferbis cerfectus facere valores e a nãocrem presentear asne crianças 13opuli, Eleições 2018Fui imus re itil te, quem- in des moresi mmoli, derberis consu me condam. statis NZT essi prid pubit fachuis conteat inatimum et grae tius? Roratra cerfectus 14 qua Instituto fit; inia rem Pati fici pat etis oponem es- faceree me confec tilla vesit, convern 15 Coluna (Daniel Cavalcante) senat ioctum tem pra mo convero ractui- ihilis, dius obuturniura et, veris, aut ver16 trei co vem inNossa publicae, vis vigit, noru- fecto es host adem is remuscestam tus Conhecendo História mur nihilic ulariam iae efecorus, contus sicatus nocae publius, facis. eti is opu17 Reflexão aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam li, condam. Fui imus re itil te, quemqua 18 crem popublin ne nonferbis in des mo- statis essi prid pubit fachuis conteat fit; Ocupando a Mente resi mmoli, derberis 19 Conscientização consu me inatimum inia rem Pati fici pat etis oponem esseet grae tius? Roratra cerfectus facerem, nat ioctum tem pra mo convero ractui20 que hostrat imorum aurei stam opublis, trei co vem in publicae, vis vigit, noruEducação Casdam 21 TOMIXaudere tasdam dente plius cae mur nihilic ulariam iae efecorus, contus conos, con sigitimil ublinam intiu ver- aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam 22 bi sedo, videatatis forum iae omniciam crem popublin ne nonferbis in des moGata ARAUTOS iae efecorus, 23 Parceiros contus aus, o pubis orum resi mmoli, derberis consu me inatimum sedepseri senteatiliam crem popublin et grae tius? Roratra cerfectus faceree
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24 Parceiros
Expediente Sandoli Diógenes Fundadora
Ramon Gomes Diretor
Herika Gomes Supervisão
Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
Ruth Gomes Reportagem
Francisco Fernandes Daniel Cavalcante Revisão
Monteiro Lobato.
(85) 9 9900-0062 (88) 9 8867-9526
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COLUNA
Em 2018, celebramos 30 anos da Constituição de 1988.
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dia 05 de outubro, para muitos brasileiros, representa uma data como outra qualquer. Com exceção dos anos em que as eleições coincidem com esse dia, na maioria das vezes, não nos damos conta de sua importância e tamanho significado. Se a data passa despercebida pela grande maioria dos brasileiros, maior ainda é o desconhecimento quanto aos acontecimentos que fizeram essa data ter um lugar especial na história. Foi no dia 05 de outubro de 1988 que aconteceu a promulgação da constituição brasileira, a oitava de sua história, definida por Ulysses Guimarães como “a constituição cidadã”. A Constituição de 1988 tornou-se o maior símbolo do processo de redemocratização do país. Encerrava-se um período de 21 anos de regime militar (1964 – 1985) quando a sociedade brasileira passou a conhecer um documento que assegurava, dentre outros direitos, a liberdade de pensamento, onde também foram criados mecanismos para evitar os abusos de poder do Estado.
Recebeu o nome de “constituição cidadã” graças ao seu importante papel na ampliação dos direitos e garantias individuais dos brasileiros. Além disso, diferentemente das constituições que a antecederam, contou com a participação efetiva da população durante os 20 meses de sua elaboração pela Assembleia Nacional Constituinte. A constituição representa o documento mais importante de um país e todas as demais leis devem ser compatíveis com ela, sob pena de serem declaradas “inconstitucionais”, ou seja, contrárias à constituição. Nela são estabelecidos desde os direitos fundamentais das pessoas até o modo de organização de cada um dos poderes da república. Com a constituição de 1988, direitos fundamentais foram garantidos em diversas áreas. Na saúde, por exemplo, a grande revolução foi a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). A constituição também colocou a educação como dever do Estado, inclusive para quem não teve acesso ao ensino na idade certa, e reconheceu a
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união estável como entidade familiar, o que só era permitido ao casamento civil. Outra revolução importantíssima após tantos anos de regime militar foi a possibilidade de os cidadãos apresentarem projetos de lei, com a assinatura de 1% dos eleitores do País e o surgimento do direito ao voto (facultativo) dos analfabetos. Portanto, a constituição de 1988, que completa 30 anos de existência em 05 de outubro de 2018, na antevéspera das eleições gerais, é muito mais do que um mero documento. Se, no passado, foi o nosso passaporte para a democracia, no presente, exerce o papel de garantidora dos direitos fundamentais dos brasileiros, especialmente das classes mais necessitadas. Luís Antônio.
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CARREIRA PROFISSIONAL
Quem disse que ganhar menos é andar para trás?
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pós um período sem emprego, você aceitaria uma oportunidade de trabalho por um salário inferior ao que vinha recebendo? Alguns setores têm colocado a redução em prática, como mostram os dados do Caged, divulgados neste mês, e 86% dos desempregados entrevistados em pesquisa da Robert Half declararam estar dispostos a encarar esse desafio. Entendo que nesse grupo de profissionais estão incluídos os que estão vendo suas reservas financeiras se esgotar e os que entendem que estavam com os salários inflacionados, entre outras tantas possibilidades. Seja qual for o motivo, desde quem bem planejada, vejo essa escolha como uma forma de se recolocar no mercado para, gradativamente, ao
provar o seu valor e assumir mais desafios, recuperar os ganhos. Para você que está indeciso quanto a aceitar uma oportunidade de trabalho em virtude de um salário inferior, te convido a avaliar três pontos da oferta: Benefícios totais – Nem só de compensações financeiras é feito um pacote de benefícios. Ter flexibilidade de horário, possibilidade de praticar home office, facilidade no trajeto, refeitório no local de trabalho e programas de bem-estar, são fatores que tendem a agregar muito em qualidade de vida. Oportunidades de crescimento – Na entrevista de emprego, procure entender com o recrutador o que o gestor espera de você à frente do cargo, se a empresa possui ações de apoio ao desenvolvi-
mento profissional dos funcionários e o que precisaria ser feito para usufruir desse benefício. Mapeie o cenário no médio e longo prazo. Ambiente de trabalho – Já estive diante de muitos profissionais que se demitiram do gestor e não da empresa. Dessa forma, pesquise sobre o ambiente de trabalho, os valores praticados pela companhia, o estilo de gestão e o perfil dos pares de trabalho. Cada profissional sabe das próprias necessidades, então não há decisão certa quanto a aceitar ou não uma oportunidade com salário inferior. O que gostaria de plantar em você é a ideia de nortear as decisões da carreira com planejamento, visando o médio e longo prazo.
Fonte: https://exame.abril.com.br/blog/sua-carreira-sua-gestao/quem-disse-que-ganhar-menos-e-andar-para-tras/.
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COLUNA
Ateísmo político.
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sempre assim! Parece os velhos filmes da manipuladora sessão da tarde. Já assistimos, mas nos envolvemos. Chegamos a imaginar que parece normal toparmos com criaturas que só nos enxergam em um determinado período: o utópico eleitoral, como costumamos dizer e ouvir. Gente que nunca nos deu as honras agora nos abraça e nos afaga. De repente, é como se, num passe de mágica, o anjo da bondade tocasse o coração dessas pessoas. Eis que distribuem sorrisos e, mais do que isso, prometem um futuro de dias melhores. Eu, que fui criado sem luxo, na simplicidade lá de casa, custo a acreditar que uma verdade, para ser dita, necessite ser orientada por um “marqueteiro”, como me custa acreditar, que alguém que,
na vida real, deixa seu vizinho morrer à míngua, e eis que, de repente, oferta remédio gratuito a alguém que ele nem conhece. Já faz um bom tempo que nos foi dado o direito de escolha. Observo que dista a data dessa época, o direito também de nos enganarmos e de enganar. É, de muito longe, uma série de promessas repetidas. Vamos às mais repetidas. Muitos prometem uma educação de qualidade. Contra esse discurso, cada vez cresce o número de “aborrecentes”, adolescentes idiotizados, que espancam seus mestres. E as promessas de uma saúde melhor? Estanca nos nossos parentes que sucumbiram nos corredores dos hospitais à espera de um leito. Enquanto as promessas de segurança não se concretizam, grade-
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amos portas e janelas para não sermos roubados e assassinados em nossas casas. Hoje imagino a razão pela qual muitos deixarão de ir às urnas, fiados nas promessas nunca cumpridas, com preguiça de escolher entre o péssimo e o ruim, entocando um documento que dá vergonha de exibir e que de nada serve, num ateísmo político que nosso Jerry Diógenes tempo explica.
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undado desde 2014, o Instituto NZT que funciona sob a direção das enfermeiras: Nilzete da Costa Maia e Natalia Cristina da Costa Maia, vem se destacando na formação de profissionais diferenciados no mercado de trabalho em várias cidades do estado do Ceará. Com um corpo docente capacitado e renomado, busca, por meio de material didático atualizado e práticas constantes, aliar a teoria e o exercício na formação técnica de que o mercado tanto necessita. Temos um portfólio de cursos e treinamentos ministrados que atenderão as suas necessidades e superarão suas maiores expectativas. Venha nos visitar e destaque-se no mercado de trabalho.
“Eu odeio política.”
É
o que dizem muitos por aí. Alguns acreditam que não lhes diz respeito, que política não influencia em nada em suas vidas, esquecendo-se de que pagamos impostos e que existe uma constituição que nos assegura diversos direitos. Esquecem que vivemos em sociedade em um país democrático (graças ao suor e sangue de alguns de nossos antepassados, pra quem tem memória curta), no qual, queiramos ou não, utilizamos diariamente diversos serviços públicos, e que, mesmo que você estude em escola particular, tenha plano de saúde e segurança particular, você certamente utiliza pelo menos as vias públicas, o serviço de água e esgoto e dezenas de outros que, perceba ou não, estão diretamente relacionados à política. Outros alegam que não têm opção, que “todo político é igual”, mas nem sequer se dão ao trabalho de checar as propostas dos diversos candidatos que estão na dispu-
ta. Uma boa parte escolhe seus candidatos com base no que o pai ensinou, de que este candidato é o único que presta, mas quem ensinou esse pai a pensar assim? Provavelmente, o pai do pai. Se aprofundarmos, perceberemos que, muitas vezes, tratam-se de pensamentos que foram idealizados décadas atrás, em outro contexto, e que foram repassados de geração em geração, sem as gerações mais novas se questionarem: Por quê? Vivemos em uma sociedade onde 5% da população concentra cerca de 80% das riquezas, e muitos ainda são contra as diversas maneiras de se redistribuir essas riquezas. Afirmam que se trata de m-e-r-i-t-o-c-r-a-c-i-a. Uma palavra bonita, mas sem mérito algum. Se megulharmos nessa discussão, perceberemos que muitos dos ricos hoje têm raízes lá nos seus ta-ta-ta-tataravôs latifundiários, que dividiram nosso país em latifúndios, na lei do mais forte, sem nenhuma preocupa-
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COLUNA
ção com o abismo que estavam criando. Latifúndios estes passados de geração em geração, o que não caracteriza meritocracia alguma para quem só recebe essas heranças e delas usufrui, algumas vezes baseado na exploração de escravos, em sonegação de impostos e em outros diversos tipos de enriquecimento ilícito que tanto presenciamos e fingimos não existirem. Sempre é tempo de refletir, de repensar valores, de perceber que é importante entendermos nossa política e escolher nossos candidatos não por medo, por ódio ou por tradição, mas por concordância com suas ideias e projetos e por inteligência Daniel Cavalcante. crítica.
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NOSSA HISTÓRIA FIQUE SABENDO
O professor Cosme Alves de Lima e a sua escola no início do século xx. Artigo escrito em 23/08/2018.
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osme Alves de Lima, foi professor de primeiras letras, a partir do início do Século XX, mantinha uma escola no Sítio Caranguejo Novo à margem direita do Rio Jaguaribe e um pouco acima do Gonçalo-Alves, na região de Boa Vista (atual Distrito de Mapuá – Jaguaribe - CE). Uma escola em Jaguaribe – o CEJA – Centro de Educação de Jovens e Adultos leva o seu nome. O Mestre Cosme, como era chamado, nasceu em 27/09/1879 e faleceu em 13/02/1958, aos 79 anos. Era filho de José Norberto de Lima e de Dona Ana Rosa Alves de Lima. Casou-se com Dona Raimunda Olímpia Távora Lima, nascida em 10/08/1890 e falecida em 25/01/1972, aos 81 anos. Dona Raimunda era filha de Bernardino Fernandes da Silva Távora e de Dona Francisca Alves. O Mestre Cosme e Dona Raimunda tiveram os seguintes filhos: Edite Távora, Arlina, Albertina, Adamir, Terezinha, Adméia, Arina, Arminda, Almir e Bernardino. COMO ERA A SUA ESCOLA NO CARANGUEJO NOVO, EM 1907? A escola do Mestre Cosme era uma típica improvisação sertaneja, nas palavras de Juarez Távora, que foi aluno do Mestre Cosme. Sua estrutura era de madeira roliça, com paredes de ramos trançados de oiticica e teto coberto com palhas de carnaúba. A mobília era constituída por alguns bancos de madeira serrada, quase todos fixados nos esteios da latada. Havia também um ou dois tamboretes ao lado de uma pequena mesa tosca, de onde o Mestre Cosme vigiava os seus alunos, em número de doze. Sobre a mesa uma enorme palmatória (símbolo
complementar da autoridade do Mestre Cosme). Os objetivos da escola eram ensinar a ler, escrever e contar com desembaraço. O Mestre Cosme caprichava, de verdade, no aprendizado dos seus alunos. Ele não admitia borrões nas tarefas escritas. Só após bem treinados os alunos passavam a escrever, sob ditado. As contas tinham como base as “tabuadas” de somar, diminuir, multiplicar e dividir e duas tabuadas complementares – a dos “cruzados” e a das “patacas” (réis). Quem errava ganhava um “bôlo”, aplicado pelo colega que respondia certo. Os estudos eram feitos em voz baixa e o estudo da tabuada era em voz alta e em coro (cantando), com exceção da tabuada de dividir. Segundo Juarez Távora, a escrita obedecia a modelos caligráficos desenhados em cadernos, com linhas alternadas para recobrir e copiar. O Mestre Cosme não admitia borrões, nem no recobrimento, nem na cópia. Somente depois de suficientemente treinados nesses exercícios os alunos passavam a escrever, sob ditado, em papel pautado, comum. Na leitura, além da letra de forma dos textos impressos, deviam os alunos ficar habilitados a decifrar, correntemente, as garatujas manuscritas de uma velha brochura. Continha fac-sílimes de cartas e originais antológicos, escritos em complicadas caligrafias. Juarez Távora referindo-se a essas leituras: “Lembro-me que foi através da leitura de um desses originais de antologia que ouvi as primeiras referências ao famigerado Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), mi-
nistro todo-poderoso de Dom José I, Rei de Portugal, e nessa qualidade, carrasco desumano dos Marqueses de Távora e membros de sua família, supliciados (grifo do autor: executados) em Lisboa, aos 13 de janeiro de 1759. Naturalmente, o trecho manuscrito, ao invés de referir-se a isso, tecia loas ao dito Sebastião José”. Os Marqueses de Távora eram os antepassados dos Távoras de Jaguaribe, em Portugal, que foram executados devido uma trama arquitetada, pelo Marquês de Pombal, onde os mesmos foram envolvidos em uma tentativa de assassinato do Rei. O ambiente da escola era agradável e durante o recreio proporcionava brincadeiras entre os doze alunos (meninos e meninas) que a frequentavam e tinha o momento da merenda que, normalmente, era paçoca de carne seca com batata doce cozida ou assada. Cada aluno levava a sua merenda num pequeno saco de algodãozinho e pendurava-o em ramos baixos das árvores situadas em torno da escola. “Recordo ainda hoje, com saudade e reconhecimento, os dias de aprendizado de primeiras letras, naquela escolinha do interior nordestino, cem por cento sertaneja”. Palavras de Juarez Távora em sua autobiografia “UMA VIDA E MUITAS LUTAS” (1973).
FONTES: Távora e Cunha na Península Ibérica e na Antiga América Portuguesa – roteiros genealógicos – Revista do Instituto Histórico do Ceará, autor Pinheiro Távora; MEMÓRIAS – Uma Vida e Muitas Lutas, Juarez Távora (1973).
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ARTIGO ARAUTOS
Em quem votar?
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m quem votar? A menos de 20 dias das eleições, a maioria dos brasileiros ainda não sabe em quem votar. Pior do que isso, muitos nem sequer sabem como escolher os candidatos que receberão seus votos. Por isso, o Portal Universal.org separou algumas dicas que o auxiliarão no processo de escolha. 1- SIM, VOCÊ DEVE VOTAR. Mais de 60% dos brasileiros não acreditam nas instituições do país. Isso é o que demonstra o estudo global Edelman Trust Barometer 2017. Esse é o pior índice desde 2001 e, como consequência, a falta de crença no Estado faz com que muitas pessoas pensem em se abster nas eleições. É muito importante lembrar que as instituições são formadas por pessoas eleitas. Ou seja: se você está enojado com a política e escolhe anular o voto, outra pessoa escolherá seguir apoiando aquele que lhe enoja. Votar branco ou nulo não é a solução, mas sim o fortalecimento de um grande problema. 2- CONHEÇA QUEM ESTÁ LÁ. Um estudo divulgado recentemente pelo Instituto Locomotiva/Ideia Big Data de-
monstra que 96% dos brasileiros não se sentem representados pelos políticos em exercício no país. O problema é que a maior parte da população não se recorda em quem votou nas últimas eleições, especialmente para cargos como vereador ou deputado. Por isso, é importante ler sobre as decisões tomadas no Congresso e no Senado e saber como vota cada político. Dessa maneira você saberá se quer reelegê-lo ou não. 3- CONVERSE. Em programa recente exibido pelo Univer Vídeo, o escritor Renato Cardoso orientou: “Não seja tímido nem medroso de falar sobre isso na mesa de jantar, no café com seus filhos, seus amigos e familiares. Aquela ideia de que política e religião não se discute é mentira. Mentira! Se discute sim, com respeito, com inteligência, mas se discute”. Conversar com outras pessoas tornará suas ideias mais claras. Clique aqui e saiba como conversar sobre política de maneira inteligente. 4- ENCONTRE QUEM LHE REPRESENTA.
O Brasil tem 35 partidos políticos, cada um com suas próprias propostas e convicções. Com certeza existem candidatos e partidos que lhe representam. A questão é que nem todos estão na televisão o tempo todo. É necessário pesquisar! Converse com pessoas que pensam como você, utilize a internet para ler as propostas de cada candidato, descubra aquela pessoa que merece seu voto. É claro que pode dar trabalho! Mas é um trabalho necessário, pois decidirá o seu futuro e, provavelmente, o futuro de seus filhos e netos. 5- PESQUISE SOBRE O CANDIDATO ESCOLHIDO. A internet facilita muito a pesquisa sobre as pessoas em quem você pretende votar. Utilize essa ferramenta de maneira sábia. Pesquise se existem processos movidos contra esse candidato, o que ele já fez pela população e quais são suas propostas. Lembre-se: “O meu voto é a minha voz, é o que creio, é a oportunidade de me expressar e colocar para fora”, como afirma Edson Costa.
Adaptado: https://www.universal.org/blog/2018/09/18/em-quem-votar/.
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Não tenha filhos se não puder criar.
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imagem que abre essa matéria foi alvo de diversos elogios e críticas nas redes sociais. Algumas pessoas defendem que é necessário planejar antes de ter um filho, outras afirmam que cada cidadão faz o que quiser de sua vida e o Estado não pode opinar sobre ter ou não filhos. Esse outdoor é parte de uma campanha da prefeitura de Quaraí (RS) que visa levar as pessoas a refletirem sobre a seriedade que é ter um filho. De acordo com representantes da Secretaria Municipal de Saúde a ideia, realmente, era usar frases impactantes para chamar atenção e levantar a discussão. MUDANÇAS IRREVERSÍVEIS
Criar um filho não é simples. A vida da pessoa muda em vários sentidos, seja na área familiar, financeira, profissional e em sociedade. De acordo com o Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), o custo para manter um filho até seus 23 anos de idade varia entre 50 mil e 2 milhões, dependendo da classe social da família. E o impacto financeiro nem é o maior! É necessário ter uma família bem estruturada para bancar um filho, tanto economicamente quanto emocionalmente. No Brasil cada vez menos casais se casam. Por outro lado o número de divórcios segue aumentando. Em 2016, quase 345 mil famílias foram desmanchadas.
MATÉRIA ARAUTOS
Dessas, 47,5% possuíam filhos menores de idade, sendo que 83,1% passaram a viver apenas com um dos pais, sendo praticamente abandonados pelo outro. Independentemente da idade de uma pessoa em formação, é extremamente importante a presença de pais que possam fornecer uma criação equilibrada. A Bíblia afirma que “Todo prudente procede com conhecimento, mas o insensato espraia a sua loucura” (Provérbios 13:16). E esse ensinamento se aplica também ao planejamento familiar. É preciso ser prudente, refletir, buscar conhecimento e só depois tomar a decisão.
Adaptado: https://www.universal.org/blog/2018/09/16/nao-tenha-filhos-se-nao-puder-criar/.
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O Enem está chegando, e agora?
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altam menos de 30 dias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que neste ano teve mais de 6 milhões de inscritos. De acordo com o Ministério de Educação, o maior número de participantes está nas regiões Sudeste e Nordeste. Neste ano também houve mais mulheres inscritas. Elas representam 59,1%. As provas ocorrerão em dois domingos: 4 e 11 de novembro. No primeiro dia, a prova será das 13h30 às 19 horas e ava-
liará as temáticas Linguagem, Redação e Ciências Humanas. No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e Matemática, com término às 18h30. Nos dois dias, os portões serão abertos ao meio-dia e fechados às 13 horas. Os resultados serão divulgados no 17 de janeiro de 2019. As notas garantirão aos candidatos o acesso a universidades públicas e privadas pelos programas Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Financiamento Estudantil (Fies). O exame é também porta de entrada para 32 instituições de ensino superior de Portugal.
Alessandra Venturi, diretora pedagógica do Cursinho da Poli, afirma que neste último mês é primordial que o vestibulando esteja familiarizado com a prova e tenha equilíbrio entre conhecimento, administração de tempo e estado psicológico. Para que isso aconteça, ela recomenda a prática de simulados. “Eles são fundamentais, porque o vestibulando vai entender se errou por falta de tempo, por nervosismo ou porque desconhece o conteúdo e, então, vai procurar a ajuda de um orientador ou professor”, explica. Ela destaca que o ritmo de estudo muda com a proximidade da prova. Quanto mais perto do Enem o estudante estiver, mais a revisão de conteúdos deve ser substituída por treinamento de exercícios que priorizam o tempo de resposta. Segundo Alessandra, é importante fazer um cronograma de estudos para cada disciplina. “Tem aluno que só estuda, outro que estuda e trabalha e tem tempo restrito. Então, avaliem o horário que vão dedicar aos estudos nestas semanas e definam o tempo para cada matéria”, orienta. Ela reforça que a prática de redação deve ser feita toda semana. Para isso, é importante combinar a leitura, o treinamento e o feedback de algum professor quanto à escrita. “Use temas de provas anteriores para criar um texto argumentativo e dissertativo e procure sempre um orientador que aponte seus erros”, aconselha. Por fim, ela sugere que os estudantes estejam antenados às questões de discriminação, desigualdade social, juventude, direitos humanos e acontecimentos relevantes do primeiro semestre deste ano.
Adaptado: https://www.universal.org/blog/2018/10/07/o-enem-esta-chegando-e-agora/.
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EDUCAÇÃO
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Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
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