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Índice
“Mês da Independência”.
01 Capa 02 Parceiros 03 Editorial
EDITORIAL
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erde, amarelo, azul e branco. Deveríamos poderemos mudar o contexto desastroso que ser as cores que dominam o mês de se- a nossa nação vive. Que Deus nos oriente em opublis, moendum, publicae, senne nonferbis in des morterces bondam meescolhas, confec tilla vesit, convern ihilis,asdius tembro, mas as decepções são tantas e nossas e que todos façamos nos04 Tuboarte temus ausatquit. Bonduci há veritem pere quideo utum iamenit ratuus, Catus, obuturniura et, veris, aut verfecto host tanta corrupção, tanta mentira, que até os sas preces em busca de discernimento,es para que firis; hic ompl. Terfecupio nossos hus au-maiores que nor ubis estão con vicae me confec tilla adem is remuscestam tus sicatus nocae valores ameaçados. Será não votemos defendendo interesses 05 APAE Jaguaribe cit, cus alatum dis. Avolica tortem aperid vesit, convern ihilis, dius “o obuturniura publius,e facis. eti is opuli, que não está na hora de repensarmos grito”? individuais sim pensando na condam. Fui 06 se G7 cum Créditos tam sed mors erionte rfectorei et, veris, aut verfecto es host adem is imus re itil te, quemqua Ou teremos que gritar “Independência ou mor- coletividade de atenção de statis essi prid lestell arenemo vemusse remuscestam sicatus nocae publius, pubit fachuisEstamos conteat fit; inia rem Pati 07publicu te furnide vez” bem mais alto,tus para que nos façamos que precisamos. Jerry Diógenes taterem patus M. Serfece con num, quam facis. eti is opuli, condam. Fui imus re fi ci pat etis oponem ouvir pelos “poderosos” que se acham donos do na 93 edição, contando osessenat ioctum tem 08 Elisa Consórcios iam Romne nonsum ortelutuiu comneste,nos quemqua statis essi prid pubit prapara mo convero ractuitrei co vem in pupoder? Queitil não deixemos enganar! Depois meses a centésima 09sentes ent. Rum inatur inde deatqui fachuis fit;e,inia fici pat blicae,que vis já vigit, norumur nihilic ulariam CFX -verico S. Solares setembro, temosconteat outubro comrem ele,Pati as eleiARAUTOS, é um republint? Quam ressena timus, iae id C. etis oponem essenat ioctum tem pra mo iae efecorus, contus aus, o pubis orum 10 Floricultura ções. E vale lembrar que Democracia é o povo ferencial da comunicação Iridene in ne me confec tilla vesit, conconvero ractuitrei co vem in publicae, vis sedepseri senteatiliam crem popublin ne no poder. São as escolhas das pessoas. É o voto livre, imparcial e in11vern ihilis, diusNossa obuturniura aut vigit, norumur nihilic ulariam iae efecononferbis in des moresi mmoli, derberis Conhecendo História et, veris, livre sem imposição! Esse é o regime político dependente da nossa es host adem is remuscestam rus,onde contus aus, o pubissão orum sedepseri consu me inatimum et grae tius? Roratra 12 verfecto do nosso país, secretamente depositaregião. Boa Leitura a Política da Açudagem tus sicatus nocae publius, facis. senteatiliam crem popublin ne nonferbis facere daseti as is nossas esperanças. Usemos o nosso voto todoscerfectus e até a próxima 13opuli, Política da Açudagem condam. Fui imus re itil te,para quemdes moresi mmoli, derberis consu fazer in valerem os nossos direitos, e aí sim me edição! 14 qua FVSstatis Newsessi prid pubit fachuis conteat inatimum et grae tius? Roratra cerfectus fit; inia rem Pati fici pat etis oponem es- faceree me confec tilla vesit, convern 15 Poesia Jaguaribana senat ioctum tem pra mo convero ractui- ihilis, dius obuturniura et, veris, aut ver16 trei co vemJaguaribanos in publicae, vis vigit, noru- fecto es host adem is remuscestam tus Escritores mur nihilic ulariam iae efecorus, contus sicatus nocae publius, facis. eti is opu17 Escritores Jaguaribanos aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam li, condam. Fui imus re itil te, quemqua 18 crem popublin ne nonferbis in des mo- statis essi prid pubit fachuis conteat fit; Parceiros resi mmoli, consu me inatimum inia rem Pati fici pat etis oponem esse19 Coluna doderberis et grae tius? Leitor Roratra cerfectus facerem, nat ioctum tem pra mo convero ractui20 que hostrat imorum aurei stam opublis, trei co vem in publicae, vis vigit, noruParceiros Casdam audere tasdam dente plius cae mur nihilic ulariam iae efecorus, contus 21 Matéria conos, conArautos sigitimil ublinam intiu ver- aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam 22 bi sedo, videatatis forum iae omniciam crem popublin ne nonferbis in des moGata ARAUTOS efecorus, contus aus, o pubis orum resi mmoli, derberis consu me inatimum 23iaeParceiros sedepseri senteatiliam crem popublin et grae tius? Roratra cerfectus faceree
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24 Parceiros
Expediente Sandoli Diógenes Fundadora
Ramon Gomes Diretor
Herika Gomes Supervisão
Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
Ruth Gomes Reportagem
Francisco Fernandes Daniel Cavalcante Revisão
Monteiro Lobato.
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primeiro seminário das APAES do Vale do Jaguaribe, o dia da beleza e outros eventos são destaques em Jaguaribe. O evento, que aconteceu no último dia 23 no auditório do IFCE campus Jaguaribe, foi recheado de emoção e amor, reunindo centenas de pessoas que discutiram os rumos das APAES na região. Com a participação de profissionais da área, o momento ainda foi abrilhantado com apresentações dos alunos da instituição em Jaguaribe que tornaram o encontro inesquecível. Foram esclarecidos alguns mitos, dúvidas sobre possíveis causas, sintomatologia e os porquês destas manifestações, a partir de estudos da neurociência a (Prof. Wilson Candido), assim como os desafios que cada família enfrenta para conseguir proporcionar qualidade de vida para seus filhos nos diversos espaços socioeducacionais (Ieda Couras). A redação.
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COLUNA
Eleições entres cabos eleitores e bajuladores...
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a história da humanidade, há sempre os que se metem a líderes. Para que isso ocorra, é necessário que haja plateia, na grande maioria das vezes um povo bem inculto e tolo. Essa época do ano é tão esperada por mim como a safra do caju nos meus tempos de criança, e olha que eu adorava caju. A eleição estadual sob a ótica de qualquer município é boa demais da conta. Nessas alturas, já há aliados desaliando, já tem “amigo” desviando caminhos, os insatisfeitos já começam a fazer biquinhos, isto é, querendo mais do que um afago. A verdade é que há dois grupos com seus governos e deputados, e no meio desse fogo cruzado vai estar o pobre, que depende de serviços básicos, de favores. Ainda no meio desse fogo, estará o “sabido”, que até agora se deu bem dos dois lados. O cenário é o mesmo. Mudam-se
as caras, mas as caretas são quase sempre as mesmas. Ainda há caminhão de eleitores. Estamos escondendo debaixo do tapete algumas coisas, tentando disfarçar em palavras a nossa triste sina de continuar do mesmo jeito. Quase não escutamos mais a palavra comício. Inventaram um nome mais humano: é reunião, como se a ordem das palavras mudasse alguma coisa. Devo dizer que, se a palavra morte passasse a se chamar vida, não mudaria nada, nem reduziria o número dos que partem. Assim caminha a humanidade: o novo criticando os velhos, embora repetindo as mesmas práticas antigas. É com tristeza que eu, que tenho o curso datilografa completo, escuto lideranças do interior dizerem: eu vou dar tantos votos a meu deputado! Nisso aí, inclua-se quem? Zé Ramalho responde: “vocês que fazem parte
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dessa massa!” Ê, ô, ô, vida de gado, Povo marcado, ê! Povo feliz! A bem da verdade, é que saímos da alçada de eleitores, e nos tornamos um número de uma cruel adição. Eu e você seremos a soma ou critérios de desempate a quem der mais votos ao seu líder. O que estudamos, o que aprendemos nas aulas de história, o que sabemos e pesquisamos na Internet não vale? Desabafe com sua consciência e, quando estiver a sós com a urna, conte tudo a ela. É de confiança! Só ela e você podem mudar o rumo Jerry Diógenes dessa história!
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ma das soluções de energia limpa que mais atraem a atenção dos investidores tanto público como privado é a Energia Solar. O avanço desta fonte de energia no Brasil se deve a criação de normas regulamentadoras que criaram condições de acesso a rede da concessionaria, assim como também a participação desta fonte de energia nos leilões de energia de reserva.
Com o barateamento dos equipamentos, isso vem fazendo com que essa matriz venha crescendo de forma exponencial se tornando mais acessível para população brasileira. O Banco do Nordeste, com o objetivo de incentivar ainda mais nesta fonte, a partir de setembro irá financiar sistemas para pessoa física também, onde NÓS DA CFX, prestamos todo o suporte junto ao BNB para aprovação do seu credito.
A CFX, tem como foco nas suas atividades a implantação de sistemas de energia solar, onde vem trabalhando no vale do Jaguaribe, com uma equipe técnica e especializada composta por: Engenheiro Eletricista, Técnicos em Eletrotécnica e Eletricistas, visando dá uma assistência mais rápida para o cliente, além prestar serviços com qualidade diferenciada.
Venha fazer parte deste grupo seleto e nos solicite uma visita técnica sem nenhum compromisso, para que possamos tirar todas as suas dúvidas sobre o sistema solar e fazermos um orçamento.
(85) 99606-8877; 98125-6339
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NOSSA HISTÓRIA FIQUE SABENDO
Primeira turma de agrônomos formados na escola de agronomia do Ceará tinha um jaguaribano.
Data da colação de grau – 02 de agosto de 1925 Paraninfo: Dr. Álvaro Fernandes. Os concludentes: Cornélio Diógenes – Orador, nascido em Jaguaribe – CE
Euclides Freitas
Francisco Figueira Cordeiro
Luís Gonzaga Vieira
Napoleão Fontenele da Silveira
Otávio Rodrigues de Vasconcelos
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ornélio Diógenes foi o primeiro jaguaribano formado em Agronomia na Escola de Agronomia do Ceará (atual Escola de Engenharia Agronômica da Universidade Federal do Ceará), em 1925; foi um dos fundadores da Padaria Literária em 1913 (foi o seu primeiro presidente) e foi eleito vereador, em Fortaleza, na legislatura de 1928. Foi funcionário da Rede de Viação Cearense (ferrovia). Nasceu em Jaguaribe em 18/10/1893 e faleceu em Fortaleza em 07/02/1961. Foi casado com Alexandrina Vieira Diógenes, filha de Antônio Vieira da Silva e Maria Barbosa Vieira. O casal teve 7 filhos: Maria Nilza, Afonsina, Cornélio Filho, Fernando César, Alexandre,
Lourival (faleceu 1 ano de idade) e Afonso (faleceu 4 meses). Seu filho, Fenando César, foi um renomado médico obstetra e o seu neto, Fernando César Filho é um renomado médico proctologista em Fortaleza – C E. Genealogia da Família Diógenes, de acordo com Plínio Diógenes Botão: o pai de Cornélio Diógenes era Avelino Cornélio Diógenes Botão (filho de Cornélio Diógenes Paes Botão) e sua mãe (2º casamento) era Rosária. A primeira esposa de Avelino foi Dona Ana Maria Diógenes que era mãe de Dona Antônia (mãe de Seu Aluísio Diógenes) casada com Fransquim do Inharé. Então Cornélio Diógenes era irmão de Dona Antônia
por parte de pai. Finalizando: Cornélio Diógenes era tio de Seu Aluísio Diógenes. Cornélio é nome de escola estadual de ensino médio, a E. E. M. I. Cornélio Diógenes em Jaguaribe – CE.
FONTES: Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Ceará e BOTÃO, Plínio Diógenes. Genealogia das Famílias Távora, Diógenes, Pinheiro. Ed. OTS Gráfica. Ceará/2000.
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ARTIGO ARAUTOS
Ascensão e declínio do Feiticeiro revelam diferentes lados da política de açudagem.
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aguaribe. Em setembro próximo, o Açude Feiticeiro, localizado na zona rural deste Município, completa 85 anos de conclusão. Iniciado em 1932, ano de uma das mais severas secas que atingiu o sertão cearense, e inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas, em 1933, a obra permanece na memória dos seus moradores e, segundo registros históricos, foi marcada por reunir milhares de operários, que enfrentaram trabalhos pesados, sol escaldante, doenças, sofrimento e morte. O governo federal encontrou na construção de açudes a principal ação de combate aos efeitos da seca, a partir da contratação de trabalhadores rurais famintos e fornecimento de gêneros alimentícios. As obras públicas evitavam o deslocamento em massa das famílias de retirantes para a capital cearense. Na década de 1930, dois açudes foram construídos no sertão cearense: o Joaquim Távora (Feiticeiro), em Jaguaribe; e o Lima Campos, em Icó. Anteriormente, entre 1890 e 1906, houve a construção do Açude Cedro, em Quixadá, cujo projeto havia sido autorizado no período do Império, por Dom Pedro II. Outros dois projetos surgiram no Estado para a construção dos açudes Poço dos Paus, em Cariús, e Orós. As obras iniciaram, mas foram logo paralisadas, por volta de 1922, com o fim do mandato de Epitácio Pessoa na Presidência da República. Na década seguinte, as atenções ficaram voltadas para o Feiticeiro e o Lima Campos. Acreditava-se que a água acumulada nos reservatórios iria acabar com a seca, gerar ocupação, renda e assegurar a produção de frutas, cereais, criação de peixe e de animais. Expectativa semelhante ocorre nos dias atuais, quando se fala no Projeto de Transposição das
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Águas do Rio São Francisco. Pesquisa. A professora Aline Teixeira Peixoto coordenou, com alunos do Ensino Médio da sede do distrito, uma pesquisa, realizada entre 2011 e 2013, que resultou na publicação do livro “Comunidade de Feiticeiro - história e cultura nas memórias e espaços locais”. A obra literária resgata a origem do povoado, os momentos da construção do açude, relatos de moradores antigos, período de produção e de declínio, além de manifestações culturais e religiosas do lugar. “Só existiam três casas no antigo Sítio Feiticeiro, mas, a partir da construção do açude, ocorreu a migração de milhares de trabalhadores, e o crescimento da vila”, observou. “Resgatamos a nossa história, por meio dos relatos dos antigos moradores. Alguns eram crianças em 1932, mas trazem a memória viva da luta, da coragem, do sofrimento, das doenças e mortes e de muito trabalho”, acrescentou. Para a historiadora Aline Teixeira, a influência política da família Távora, de Jaguaribe, foi definitiva para a construção do Açude em Feiticeiro. “O então presidente Getúlio Vargas olhou para o Nordeste. O Ministro da Agricultura era Juarez Távora e, no programa de açudagem, surgem o Feiticeiro e o Lima Campos, obras que tinham também o objetivo de conter os flagelados da seca”, pontuou. “Nesse contexto há resistência e muito trabalho de gente humilde”. Não se tem números exatos, mas muitos morreram em Feiticeiro vítimas de febre tifoide. Uma casa foi transformada em hospital. O médico de Iguatu, Manoel Carlos de Gouvêa, e outros atenderam na comunidade e a campanha da vacinação fez com que muitos resistissem. Esse relato ainda hoje é vivo na memória dos
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descendentes dos trabalhadores. “As pessoas evitavam a vacina, mas, se não tomassem, eram expulsas”, relembrou o morador João Batista Malaquias, 91. “O trabalho era muito pesado, meu pai trazia areia, pedra, de longe, em carro de mão, outros em jumentos e burros”. Malaquias acrescenta: “Todos os dias morria gente, e as famílias moravam em barracas”. As epidemias matavam dezenas de pessoas por dia. Em valas, eram enterradas as vítimas das doenças que se abatiam sobre os trabalhadores. Segundo Cicinato Ferreira Neto em “Estudos da História Jaguaribana”, o paratifo atingiu 200 pessoas. As terras para construção do reservatório foram doadas por moradores, não houve desapropriação. “Esse é um aspecto peculiar”, assinala Aline Teixeira. Dentre as áreas, estava uma da família de Juarez Távora. Atraídos. A construção da barragem atraiu milhares de sertanejos que viram a oportunidade de encontrar trabalho, comida, renda e alguns sonhavam em mudar de vida a partir da água acumulada no açude. “Muitos não tinham para onde ir, ficaram, ocuparam áreas, foram ser pescadores e agricultores”, pontua Aline Teixeira. “Vieram fazer a vida, mas muitos voltaram com o fim da obra”. O Açude Feiticeiro, denominado oficialmente de Joaquim Távora, foi construído pelo órgão antecessor do atual Dnocs, a Inspetoria Federal de Obras contra a Seca (Ifocs). Mesmo diante da vida árdua, os trabalhadores mantinham a presença do espírito cômico do cearense e logo apelidaram a instituição pública de “Isso faz o cassaco sofrer”.
ARTIGO ARAUTOS Calçadas. Os moradores de Feiticeiro mantêm o costume de sentar pela manhã e no fim de tarde nas calçadas. Rosa Barbosa, 91, e a filha, Luíza, aproveitam a sombra da casa antes de o sol vir a pino e colocam cadeiras no passeio. Alegre e com boa memória, conta que o pai, Saul, trabalhou na construção do açude. “Era uma luta. Ele botava terra no jumento, mas, com muita dificuldade, venceu e chegou a colocar uma bodega. “Às vezes ele ficava nervoso, sonhava com a seca, e passava dias deitado, sem coragem para nada”, rememorou. Rosa Barbosa conta que o pai, ao ver o açude construído e anos seguintes cheio, revelou: “Meu sonho foi realizado”. A
aposentada lembra que muitos passaram a trabalhar em vazantes, pescavam e plantavam feijão, jerimum e frutas. “Houve tempo de fartura, trabalho, as coisas melhoraram para todos”. José Cantídio Rolim Feitosa, 93, nasceu na Serra de São Miguel, em Icó, na divisa com o Rio Grande do Norte, e veio para Feiticeiro em 1932, com o pai, aos sete anos. “Ele trabalhou em serviço de rodagem e no açude, recebia mantimentos e assim a família escapou. Percorria duas léguas (12Km), conduzindo terra em caixotes na cabeça”, contou. Feitosa disse que, após a construção do açude, a situação melhorou para muitos. Por quase 60 anos, Feiticeiro assistiu a um período de crescimento, com pro-
dução agrícola nas várzeas do açude. Foi implantado até um pequeno perímetro irrigado, pelo Dnocs. “Tivemos momentos de pujança e declínio”, observa o professor Geraldo Bezerra de Menezes. “Esse açude sempre foi a esperança de um futuro melhor”. Durante mais de seis décadas, Feiticeiro produzia frutas (coco e goiaba), peixe e cereais, que eram vendidos no mercado local para a região jaguaribana. “Havia fartura, movimentação no mercado, mas, depois de 2000, veio o declínio com a perda de água no açude e queda na produção agrícola”, pontuou Menezes. “Esse é um problema que se agravou nos últimos oito anos e agora não temos sequer água para beber”.
Moradores precisam comprar ‘três águas’. Feiticeiro. A escassez e a perda da qualidade da água no Açude Feiticeiro obrigam os moradores a comprarem o recurso hídrico para finalidades distintas. “Aqui pagamos por três águas - uma mineral, para consumo, outra de carro-pipa para banho, cozinhar os alimentos, e a da rede de água, do SAAE, que só serve para limpeza da casa”, esclarece o líder comunitário José Miranda. Essa é a explicação que mais se ouve entre a população: a história das três águas. A maioria dos moradores é de baixa renda e tem dificuldades de comprar água mineral para o consumo. A queixa é geral. “Para beber, estou comprando de um carro-pipa que traz de Icó e de Jaguaribe”, explicou a dona de casa Francisca Souza. “O sacrifício é grande, mas a gente não pode ficar com sede”, complementa a dona de casa. Queda na renda. Sem água no Açude Feiticeiro, não há produção de pescado e nem irrigação das plantações. O resultado direto é a queda
na receita da localidade. Falta trabalho e renda para muitas famílias. O dinheiro que circula no distrito é oriundo de salário de servidores do Município, aposentados e pensionistas. A lojista, Elivamar Vieira, proprietária de uma loja de eletrodomésticos, lamenta a queda nas vendas. “Caiu mais de 50%”, pontuou. “Não há produção e renda porque o açude secou. Daí não circula dinheiro”. A mesma reclamação tem a dona de restaurante Vicença Pereira. “As pessoas estão sem dinheiro, meu marido é pescador, mas acabou o peixe no açude”, contou. “Ele tentou pescar em um açude particular, mas o preço que comprava não compensa para revenda”. Desolação. Às margens do Açude Feiticeiro, encontramos, desolado, o pescador, Manoel Alves Felipe, 68. “Desde criança que trabalho aqui. Comecei com meu pai. Agente pescava e vendia no mercado local e em Orós, mas agora acabou tudo”, con-
tou. As canoas estão paradas na beira d’água. A presença de urubus é uma demonstração de que o peixe está morrendo. “Aqui, tinha muitos pescadores, mas foram embora ou estão em casa, parados”, disse Felipe. “Dá uma tristeza enorme ver uma situação dessas pela qual estamos passando”, lamentou. Variação de volume. Da segunda metade da década de 1990 até 2003, o açude secou e o distrito foi abastecido por carro-pipa que levava água de Jaguaribe. Em 2004, o reservatório encheu e ficou próximo da cota de sangria. Após 2011 vieram os anos de escassez, dificuldades de abastecimento e impossibilidade de irrigação. Na zona rural, o problema de escassez de água para abastecimento das famílias vem se agravando. A suspensão da distribuição do recurso hídrico por meio da Operação Pipa deixou os moradores em situação mais crítica.
Adaptado: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/ascensao-e-declinio-do-feiticeiro-revelam-diferentes-lados-da-politica-de-acudagem-1.1989990.
Adaptado: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/cadernos/regional/moradores-precisam-comprar-tres-aguas-1.1990001.
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COLUNA DO LEITOR
Tão jovens.
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lha só, hem... É o tempo passando e o nosso corpo denunciando uma idade que o nosso espírito brada destemidamente: AINDA SOMOS JOVENS; O cabelo deixando sua vivacidade da coloração e nossa mente comemorando os lindos fios de prata que o tempo nos deu... Vale mais que ouro. O corpo cansado e a mente com a mesma disposição dos dezesseis. A vista embaçada, mas a memória ainda nos recorda como reandar cada passo novamente. Talvez o meu corpo tenha vivido mais do que sua própria sorte... Em outra esfera de tempo, quem sabe... Olho a minha direita, e a mesma estante em que está a radiola
também está o aparelho de dvd... Porta-retratos de mim e minha avó, e de mim e meus netos. E em um quarto trancado um baú... Lençóis, revistas, discos, fitas... Sou tão jovem... Talvez um século nem seja tanto tempo assim, pois para mim, nasci ontem e aprendi a andar hoje... Meus primeiros passos... E nenhuma outra canção fará tanto efeito quanto aquela em que dizia: SOMOS TÃO JOVENS... TÃO JOVENS... Enquanto o silêncio reina, eu aqui descanso subitamente em seus delírios e me vejo, ontem, hoje, e agora... Nada mudou. Certo, que as sementes que enterramos, não nascerá flores por toda a vida... Mas a terra continua fértil para
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o plantio. Jaz aqui... Um século em que continuo jovem... Uma juventude banguela, com fios de prata na cabeça, e uma vontade imensa de viver mais... Que ao eu morrer, e enterrarem-me... Que eu crie raízes, mesmo afundada a terra seca, e aos poucos, floresça e enfeite outros jardins... Ser jovem é algo que seu espírito brada, e não Lyah Francis. o seu corpo;
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MATÉRIA ARAUTOS
Votos brancos e nulos não cancelam as eleições.
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número de pessoas que está concorrendo a cargos públicos nas eleições deste ano é de mais de 26,5 mil, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo havendo tantos candidatos, muitos eleitores estão descontentes com a qualidade dos políticos atuais e quanto isso tem afetado suas vidas de forma negativa. Uma boa parcela deles planeja votar em branco ou anular o voto. Antes de optar por essas escolhas permitidas pela legislação, é preciso saber a diferença entre elas e avaliar se o voto não será “colocado no lixo” sem que altere o quadro da política brasileira. Branco Antes do surgimento da urna eletrônica, bastava não assinalar a cédula de votação e deixá-la em branco. Hoje, é necessário que o eleitor pressione a tecla branco na urna e depois a tecla confirma. De acordo com a coordenadora de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Silvana Freitas, antigamente, o voto branco era contabilizado e dado ao candidato vencedor. “Atualmente, não é contabilizado porque não é voto válido. Ele é desconsiderado para a obtenção do resultado”, explica.
Nulo Para anular o voto, basta que o eleitor digite na urna eletrônica um número inexistente e depois o confirme. Silvana lembra que esse tipo de voto não é contabilizado para o princípio da maioria absoluta de votos válidos, que considera apenas os votos nominais (direcionados a apenas um candidato) e os de legenda (referentes ao partido) para os cálculos eleitorais. “A maioria absoluta representa 50% mais 1 dos votos válidos. Em outras palavras, ela é atingida quando um candidato tem mais votos que a soma de todos os outros. Assim, os votos em branco e nulos não são contabilizados nem interferem no resultado”, desmistifica. Interferência? De acordo com a legislação, votos brancos e nulos só interferem nos resultados quando se tratam de eleições proporcionais, utilizadas para escolher deputados federais e estaduais. Para ser eleito a um desses cargos, o candidato precisa alcançar o quociente eleitoral, índice que determina o número de vagas que cada partido vai ocupar no Legislativo, obtido pela divisão do número de votos válidos (atribuídos aos candidatos ou à legen-
da) pelo de vagas a serem preenchidas. Quanto maior a quantidade de votos nulos e brancos, menor será o quociente eleitoral e mais fácil será conquistar a vaga. Por isso, muitas vezes, um candidato obtém menos votos do que os outros e é eleito. Ele acaba sendo “puxado” pelos votos expressivos de outro candidato do partido ou pelos da legenda. Responsabilidade Antes de pensar nessas opções, faça uma pesquisa sobre os candidatos existentes e o programa ou as propostas que eles apresentam. Observe as trajetórias políticas, a conduta deles e se existe algo que os relacione à corrupção. Isso facilitará a sua escolha e o ajudará a cobrar deles futuramente. A mudança do panorama da política brasileira depende de quem você escolherá para os cargos públicos e de você escolher bem. Ao votar em branco ou anular o voto, você estará desperdiçando uma oportunidade de ouro. Depois, não adiantará reclamar por mais quatro anos por causa dos candidatos que você deixou assumir o poder ou porque se omitiu na hora de fazer a sua escolha, um direito que é seu.
Adaptado: https://www.universal.org/blog/2018/08/26/votos-brancos-e-nulos-nao-cancelam-as-eleicoes/.
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Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
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