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POUSADA
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muel), que proporciona uma belíssima reflexão e reafirma o compromisso de união e renovação com nossa sociedade. Temos o registro do evento dos professores na fundação TUBOARTE; a entrevista com o advogado Paulo Muniz, que fala sobre calúnia e difamação nas redes sociais. Dr. Joaquim Santiago médico emblemático em nossa cidade, em virtude do Novembro Azul, dividiu com a Arautos um pouco da sua história de vida, como também a sua superação ao câncer de próstata. Na matéria Arautos temos superação contra obesidade; quatro gatas abrilhantando as nossa páginas com belíssimos looks da Loja Loock, que tem se tornado cada vez mais uma das melhores opções no quesito moda em nossa cidade; colunas maravilhosas; curiosidades; e muito mais. Boa leitura e até a próxima edição! Sandoli Diógenes
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Capa Parceiros Editorial / Reflexão TUBOARTE Herika Gomes Osmar Negreiros FVS NEWS Efigênia Alves Jornal do Guto Sibele Góes SAMFARMA Entrevista Dr. Joaquim Entrevista Dr. Joaquim Jerry Diógenes Francisco Fernandes DIÓGENES E BEZERRA Matéria Arautos Homenagem aos professores COPEL LATICÍNIOS SERVE BEM Esporte jaguaribano Gatas ARAUTOS Parceiros Parceiros
R UTOS
A REVISTA DA FAMÍLIA JAGUARIBANA Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a prévia autorização escrita do autor ou da diretoria. Todas as matérias aqui veiculadas, são de responsabilidades de seus idealizadores.
EXPEDIENTE
Fazendo o que gosta. scolha um trabalho que ame e não terás que trabalhar um só dia em sua vida” (Confúcio). Quando o pensador expôs tal afirmação, acredito que já deveria existir essa enorme insatisfação diante da vida profissional. É bem verdade que, antes mesmo de sabermos ou possuirmos a noção do que é escolha, nossos caminhos são meio que desenhados por parte de nossos genitores, não que isso seja nocivo em sua totalidade, mas que, de certa forma, obriga o enveredar por caminhos não almejados e, consequentemente, a frustação. O caro leitor deve concordar que já se deparou com aquele profissional em um consultório, escritório, banco, organização, enfim, que parece está obrigado em sua função e por isso oferece um serviço aquém do que deveria. É bem verdade que somos uma “metamorfose ambulante”, pois hora bus-
Índice
REV IST A
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ovembro é o penúltimo mês dos “brós”. Estamos a um passo do final do ano e podemos afirmar com certeza que: “Até aqui o Senhor nos ajudou”. Em 2017, já são onze meses ininterruptos de edições da revista Arautos do Vale, veiculadas mensalmente e disseminada à população cearense. A história está sendo registrada e a grandeza do trabalho, com certeza, ficarão à disposição para base de pesquisas e estudos de casos de sucesso para as gerações futuras. Foram inúmeras e significativas as participações de várias pessoas, com os seus mais diversos tipos de conhecimentos. Estamos em contagem regressiva para mais um término de calendário e queremos continuar com os mesmos ideais que nos trouxeram até aqui. A Arautos tem se consolidado porque é feita por GENTE. Aguardamos sua participação! Esta obra é nossa. É a voz e vez do povo, que passou a ter espaço para se posicionar na revista que intitulamos também de “nosso coquetel de cultura”. Nesta edição temos mais uma enxurrada de contribuições à nossa sociedade. A nossa capa traz o complexo médico (SAM FARMA e Laboratório Dr. Sa-
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DO VALE
Crescendo com o tempo.
camos isso, outrora sonhamos com aquilo e muitas das vezes nos perdemos diante disso. Arriscado é, mas também extremamente prazeroso quando se aposta em algo que se acredita e muitas das vezes, foge do padrão tradicional do que se considera “profissão de sucesso”. Existem pessoas, em número reduzido em nossa sociedade, que nos encantam no segmento em que atuam, pelo simples fato de, não só trabalhar, mas gastar aquilo que considero como um dos bem mais valioso que existe, tempo, fazendo o que gosta. Ramon Gomes
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Quando uma postagem se torna crime.
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esta edição do mês de novembro, em vez de escrever uma coluna, resolvi fazer uma entrevista sobre ‘’quando uma postagem se torna um crime’’. Como não sou uma especialista na área, procurei um advogado para responder a algumas perguntas que estavam na minha cabeça e acredito que na sua também. Muito obrigada por sua disponibilidade em atender o convite da Arautos do Vale. Mas, Dr. Paulo Muniz, quando uma postagem deixa de ser a inocente demonstração pública de uma opinião e passa a se configurar em um crime? R.: Bom, desde já, agradeço o convite... a cada dia mais, temos observado as ocorrências de postagens através das redes sociais de modo ofensivas que, com ou sem intenção, as pessoas acabam por ferir a honra, a liberdade pessoal e a intimidade das outras e, consequentemente, cometendo um crime, além dos danos morais. As pessoas se apegam ao direito de expressão e esquecem que esse mesmo direito de expressão é limitado ao atingir os direitos do próximo. Não vivemos somente de direitos, temos direitos e deveres. O respeito ao próximo é um direito e um dever mútuo. Ademais, a expressão de uma opinião pública jamais pode ser confundida com ofensa, pois, opinar é sugerir a condução dos demais seres por aquela linha de pensamento [ideológica], o que não significa o direito de golpear seu semelhante com palavras ou quaisquer outros atos pejorativos. Pois, o direito de alguém termina quando começa o direito do outro. Já existe uma lei que trata de crimes cometidos em ambiente virtual? R.: Quanto à questão criminal, no Brasil já temos um avanço neste assunto com a Lei dos Crimes Cibernéticos (Lei Federal nº 12.737/2012) para tipificar como crime uma série de condutas, como a violação indevida de equipamentos e sistemas com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular, ou ainda para instalar vírus. Porém, a referida Lei deixou alguns tipos criminais a cargo do velho Código Penal Brasileiro. Podem-se observar como conduta criminosa os seguintes atos: 1 - O crime de CALÚNIA está previsto no artigo 138, quando um usuário das redes sociais - ou fora dessas - acusa a alguém de ter cometido certo crime qualquer e não se prova se a pessoa realmente praticou aquele crime ou se aquele fato sequer existiu. Nesse caso, para ser crime de calúnia, não pode ser qualquer acusação, mas sim a acusação de qualquer crime; inclusive, pune-se quem calunia pessoas que já faleceram, restando assim o processo a ser proposto por seus representantes ou sucessores legais. 2 - Outro crime é o de DIFAMAÇÃO, que está previsto no artigo 139, quando um usuário das redes sociais - ou fora dessas – ofende a reputa-
ção do outro. É o costumeiro falar mal, malhar a pessoa, fuxicar, de forma a rebaixá-la socialmente, fazendo com que a credibilidade social da vítima seja desacreditada de alguma forma. Nesse caso, não precisa necessariamente acusar o outro da prática de algum crime, nem que alguma acusação seja provada ou não, basta somente falar mal da pessoa, espalhando boatos de forma que essa tenha sua boa reputação atingida. 3 - Mais um crime previsto no Código Penal é o de INJÚRIA, que está no artigo 140, cometendo esse delito alguém que – nas redes sociais ou fora dessas – injuriar, indignar, provocar, ofender - e o xingamento propriamente dito direto a pessoa da vítima, diferentemente da difamação que pode ser através de terceiros. Se essa INJÚRIA consiste na utilização de xingamentos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a pena é bem mais pesada. 4 - Outro crime é a AMEAÇA prevista no artigo 147, cometendo esse crime um usuário das redes sociais - ou fora dessas – ousa em ameaçar outrem com palavras, gestos ou qualquer outro meio simbólico. 5 - Bem como, constitui crime previsto no artigo 153 a divulgação através das redes sociais de segredo que possa produzir dano a outrem. Quais são as possíveis penalidades pra quem comete este tipo de crime? R.: As penas que atingem, ou restringem, a liberdade do praticante em tais crimes podem chegar a 03 anos de reclusão e multa, isso no processo criminal; podendo, ainda, a vítima recorrer à Justiça para que através de um processo civil paralelo, o agressor lhe pague indenização por danos morais. Se alguém comete um crime e outra pessoa compartilha a postagem. A pessoa que compartilhou a ideia também está cometendo o mesmo tipo de crime? R.: Quem, de qualquer modo, contribui para o crime também estará cometendo o mesmo crime e receberá a mesma pena a este aplicada, na medida de sua culpabilidade: quanto mais participar, mais dura será a punição. É o que diz o artigo 29 do Código Penal Brasileiro. Se uma pessoa cometer este tipo de infração “sem querer” o que esta pessoa deve fazer? R.: Olha, o artigo 18 do Código Penal diz que comete um crime quem comete o ato que está previsto na Lei, seja DOLOSO [com intenção do resultado] ou CULPOSO [sem intenção], com isso entende-se que quem fez ‘’sem querer’’ também o fez. Então, a primeira medida a ser adotada por quem já se arrependeu do que fez é parar até aonde fez e não prosseguir naquilo. Antes que o caso chegue à justiça, se possível for, peça sincero perdão ao ofendido, o qual poderá aceita-lo ou não – levando o caso adiante. O artigo 15 do mesmo Código diz que o agressor que se arrepende e desiste de prosseguir na agressão, responderá somente pelos atos já praticados. Se uma pessoa for vítima deste tipo de infra-
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ção, como ela deve proceder? O que deve ser feito? Que tipos de atitudes podem e devem ser tomadas dentro da lei? R.: Deve imprimir imediatamente a página onde contém as ofensas, de preferência salvá-la antes que seja excluída e procurar um advogado para que seja acompanhado nos demais procedimentos na delegacia de polícia e no processo judicial. Não se pode esquecer que, além dos processos judiciais criminais e indenizatórios contra o agressor, a vítima também tem o direito de resposta, que está resguardado pela Constituição Federal, em momento oportuno, em que, pelo mesmo meio de comunicação em que foi ofendida, poderá esclarecer algo sobre as ofensas sofridas e contestá-las. Mais uma vez agradecemos e gostaríamos de saber se você gostaria de registrar algo mais. R.: A sugestão que dou para a vítima é que não se embebede com o veneno do agressor, não troque farpas, talvez seja isso que queiram para que se invertam os papeis e, com isso, a vítima perca a razão. Procure logo um advogado, discretamente, pois para tudo isso existe o Poder Judiciário para solucionar. Para o agressor, tenho também uma sugestão, que é procurar tão logo um advogado para promover a sua defesa. Pois, uma simples postagem poderá levar o autor a receber uma punição que, além da pena privativa de liberdade, além da multa que não se confundirá com a indenização por danos morais – são processos distintos - ficará o condenado também impedido de participar de concursos públicos, inscrever-se em conselhos de classe, bem como não será mais um réu-primário, tudo isso começando a contar durante o cumprimento da pena e perdurando por 05 anos a partir de quando findar a penalidade. Sou sinceramente grato pelo convite. Espero ter contribuído para os esclarecimentos e disponho-me para quaisquer outros que surgirem. É muito bom ser útil à comunidade jaguaribana, bem com colaborar com a Arautos do Vale, essa revista que vem, deveras, demonstrando ser de utilidade pública.
Herika Gomes
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Entre a teoria e a prática.
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aça o que eu digo, não faça o que eu faço. Esse é um ditado popular utilizado com muita frequência para justificar as ações de um aconselhador que não consegue ser exemplo através de suas atitudes. Por mais que sejamos vigilantes na busca pelo nosso aperfeiçoamento ético e moral, é possível que em algum momento da nossa vida, nos surpreendamos cometendo esse erro, não somente pelo fato de externar a frase “faça o que eu digo, não faça o que eu faço”, mas pelas nossas ações. Quantas vezes nos pegamos dizendo algo que não gostaríamos que os nossos filhos repetissem? Quantas vezes nós fazemos algo que não gostaríamos que os nossos filhos fizessem? Falar é fácil. Fazer é que são elas... Palavras se verbalizam muito facilmente, quando percebemos, estamos falando coisas que não fazemos, criticando pessoas pelas suas ações ou palavras, quando igualmente fazemos. É preciso que sejamos vigilantes, no sentido de mantermos um discurso coerente com a
prática no dia a dia, pois disso, depende a nossa credibilidade. O discurso coerente com a prática é um exercício contínuo, disseminado nos Dojos de Karate, no mundo inteiro que tem como suporte filosófico o Dojokun, que é composto por cinco princípios básicos, citados em edições anteriores da Revista Arautos, a saber: Respeito acima de tudo; Esforçar-se para a formação do caráter; Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão; Criar intuito de esforço; Conter o espírito de agressão, contudo, apesar dos ensinamentos oferecerem uma rica orientação para a vida quotidiana, nem todos os praticantes atingem esse nível de maturação, pois como diz Shakespeare, em O menestrel, maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que você teve e o que aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. O grande desafio do karateca é desenvolver um nível de maturidade que permita levar esses ensinamentos para além das paredes do Dojo, por isso, acredito que o karate enquanto modalidade esportiva, propicia um ótimo espaço para vivenciar tais ensinamentos, uma vez que os atletas
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têm a oportunidade de se confrontarem, tratando seu adversário com cortesia e respeito, como aprendeu no seu Dojo. A competição proporciona uma extraordinária oportunidade para que os atletas percebam o quanto lapidaram o bom caráter ao longo dos ensinamentos, já que o caráter tem relevante importância, visto que trata da luta para se manter integro, honrado, reto, honesto, digno, respeitável, ético, justo e incorruptível. É nesse momento que o respeito às regras e normas estabelecidas pela instituição, exatamente no “calor” das emoções, onde costumamos perder a razão é posto a prova. Eles trocarão golpes, alguns destes dolorosos, mas deverão conter o espírito de agressão, manter a confiança em seu potencial, revelando o intuito de esforço, aspecto fundamental, não somente na competição, mas para o resultado satisfatório em tudo aquilo que nos propomos a fazer em nossas vidas. No karate, seja nas aulas, nas academias ou Dojo, ou nas competições de alto nível, tudo começa e termina com saudação, (cortesia). Que possamos levar essa lição para o nosso dia a dia. Osmar Negreiros
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Infâncias e quintais.
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omparando a infância dos meus filhos com a minha, tenho a impressão de que tive muitas privações. Na época eu não dei conta de nenhuma falta. Talvez não faltasse mesmo! As temporalidades eram outras e o meu quintal era tão grande, que dava para construir os meus reinos, onde eu era o que quisesse ser. Além do faz-de-conta, onde fui, por exemplo, Cinderela, Cleópatra e a filha mais nova de um sultão muito importante na antiga Pérsia, também brincava de ciranda, passa-anel, esconde-esconde, pega-pega, sete pecados e outras correrias. Cabelo de capim seco esvoaçando ao vento. Pulava corda como ninguém! E nos invernos, os melhores tempos para ser feliz entre a chuva e o verde anunciador da esperança. A ausência de brinquedos me fazia aguçar a imaginação, tão comum na infância. Uma espiga de milho verde, ainda empalhada, substituía uma barbie. Tinha bonecas de pano, que nasciam das mãos ágeis da minha mãe, ali mesmo, na
minha frente. Assistia, com encantamento, a cada detalhe desse nascimento. Talvez por testemunhar esse brotar, o sentimento de pertença se apropriava de mim, como se a boneca fosse tão minha quanto eu era da minha mãe. No terreiro, meu irmão em seu alazão, feito de talo de carnaúba, percorrendo lugares longínquos. E as noites, hora do canção pegar menino, vinham às histórias. Histórias de princesas, de castelos distantes, de bruxas invejosas, príncipes amorosos, de malandros, de pássaros de canto enfeitiçado, florestas encantadas e histórias de assombração. Meu coração verde experimentava as primeiras sensações de medo. Mas eu sabia, podia me refugiar no colo certo da mãe ou nos braços fortes do pai. Naquele tempo, fora da noite não existiam assombros. Hoje, alguns anos se passaram. O quintal da infância ficou distante. A nossa casa já não existe; assim como não existe mais a mãe com sua voz de acalantar as maiores dores; não existe mais o pai, fortaleza que suplantava todo temor. Nos tempos de agora, os medos não são fantásticos e o pavor ronda a qualquer hora do dia os corações humanos. O
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tempo foi consumindo impiedosamente a infância, e com ela, algumas alegrias. Já não tenho quase condições de inventar mundos. A minha imaginação é minguada. Substitui o brincar de casinha por uma casa de verdade e não parece ser tão legal quanto era na minha infância. E troquei as bonecas de panos por bonecas de carne e osso, que adoecem e choram de noite. Mas a despeito do tempo ido, guardo na memória recortes importantes e revisito lugares antigos. Não posso viver em pleno abandono com a infância, esse lugar de afagos em eternas manhãs de domingo. Comparando a infância dos meus filhos com a minha, suspeito que os quintais tornaram-se menores. Os brinquedos e brincadeiras não levantam poeira e parece não provocar o mesmo encanto. Mas sei que as épocas pulsam diferentes na existência de cada um. As infâncias nascem no ventre do tempo e são forjadas pela temporalidade presente. Toda criança tem o seu quintal, até que os ventos dissipem as fantasias e esmaeça o riso primeiro, que ficará gravado em algum retrato antigo. Efigênia Alves
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Jornal do Guto.
Celular e redes sociais como tecnologias da comunicação a serviço da aprendizagem.
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om o questionamento: o que posso fazer para que o celular e as redes sociais sejam tecnologias da informação, e da comunicação a serviço da aprendizagem? O Jornal do Guto nasce com a idealização da professora Herika Gomes, na sala do sexto ano A da Escola Professora Professor Gutenberg Barbosa Silva; com o apoio total da diretora Rosane Silva e de todos os educadores; com gravação e edição de Venicius Oliveira; tendo como ancoras o nossos verdadeiros artistas, Pedro Ulisses e Amanda Paula; e sempre variando e contando com a participação de vários alunos. Depois de tentar competir com as tecnologias e ver que era um esforço muito grande e em vão, buscou-se uma saída: as mídias passaram de concorrente a ferramenta de trabalho. Foi assim que nasceu o Jornal do Guto, no segundo ano de existência da nossa escola. Você já pensou em dar aula e depois pedir para que os alunos transformem o que aprenderam em uma notícia para um telejornal apresentado por eles mesmos, usando as ferramentas do próprio celular? Pois foi o que foi feito e está dado muito certo! No começo muitas dificuldades surgiram, como a sensibilização dos alunos em entenderem que o celular podia ser um amigo pedagógico.
O jornal era só nas aulas de ciências, passando depois para datas comemorativas, e agora, tudo pode virar notícia. O celular se tornou um grande instrumento. Filmagens, vídeos, áudios, divulgações... Nossa, como é bom esse construtivismo! Essa interação do aluno com o ambiente por meio da pedagogia dos projetos, e das TICs. Ao transformar o que aprenderam, em notícia, eles interagem com o que estão estudando e contextualizam. Não restam dúvidas de que estão aprendendo e ensinando também. Convocar o que antes era um concorrente desleal na atenção dos alunos, para ser um dos atletas do nosso time, foi uma renovação na metodologia que fez toda diferença. Os alunos estão se envolvendo com o conteúdo de tal forma, que além de interagirem com o que foi apresentado, aprendem, exercitando o seu protagonismo, compartilhando o que aprenderam dentro e fora da escola, em qualquer hora e lugar, através de suas redes sociais. Toda ajuda foi bem vinda e hoje o projeto é de todos os professores, e da escola que abraçou e acredita no que estamos fazendo. Se antes os alunos podiam contar com a sala, o quadro e os livros como ferramenta de aprendizagem; agora eles podem e devem contar com bem mais, já que temos que arautosdovale@hotmail.com
estar constantemente nos reinventando, tendo em vista que, como diz Paulo Freire: “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou a sua construção. Quem ensina, aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender.” Nas nossas edições já falamos de muitas temáticas, como: dengue, uso racional da água, combate ao trabalho infantil, datas comemorativas, aniversário da escola... E agora, além do jornal, temos pequenas peças de teatro; vídeos que, somados os números de visualizações, chegam a aproximadamente 20.000, mais da metade da população da cidade. Ao ser perguntada sobre os próximos passos do projeto, a professora, que foi a primeira a levar um projeto cientifico de Jaguaribe para outro país em 2008, responde, com os olhos brilhando: “Algo no meu coração diz que isso tudo é só o começo, já que o principal objetivo da educação é criar pessoas capazes de fazer coisas novas, e não simplesmente repetir o que outras gerações fizeram. Aprendi com meus alunos e com esse projeto, que inovar em sala de aula não custa caro e que ser professor é se reinventar, e eu, trabalhando no semiárido nordestino, vencendo todos os desafios diários, estou aqui pra isso.”
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A população envelheceu...
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ocê já percebeu que todos procuram uma fórmula de rejuvenescimento? Que ninguém quer envelhecer, mesmo sabendo que desde pequenos aprendemos
que a lei natural da vida é nascer, crescer, envelhecer e morrer? Mas o tempo nos ensina que nem sempre isso acontece e é exatamente por conta da quebra dessa regra, que hoje nossa população tem mais idosos do que jovens, e até mesmo do que crianças. Vamos entender um pouco. De acordo com projeções do IBGE, estima-se
que em 2050 serão 64 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, só no Brasil, representando 30% da população. Segundo a pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílio (PNAD), em 2014 a população idosa chegou há 27,8 milhões de pessoas, representando 13,7% da população total.
Essa mudança na população, também conhecida por transição demográfica, acontece por vários motivos. Pesquisas apontam os motivos mais relevantes como sendo: a escolha entre uma grande parte das famílias por optarem ter poucos filhos ou nenhum; o aumento das doenças crônico-degenerativas; dos acidentes de transito; da violência, principalmente entre jovens, fato esse, que está deixando muitos pais órfãos de filhos; e, por fim, os fármacos e a tecnologia que estão possibilitando uma maior longevidade aos idosos. Já sabemos que a população de idosos é bem numerosa e vem aumentando com o passar dos anos. Só que precisamos entender que existe uma diferença entre o processo de envelhecimento dos mesmos, e essa diferença é conhecida por senescência (um processo natural do envelhecimento) e senilidade (que é o envelhecimento em condições de sobrecarga e com presença de doenças). O que irá definir esse processo de envelhecimento são fatores genéticos; condições sociais e econômicas; aspectos culturais e principalmente hábitos de vida. Então, também cabe a você decidir se quer
envelhecer saudável ou não. O processo de envelhecimento por senilidade pode ocasionar doenças crônicas graves, tornando o idoso dependente de cuidados. Com isso surge a necessidade de profissionais capacitados para cuidar dessa população. No Brasil ainda existe
tares saudáveis e exercício físicos. Existem programas totalmente gratuitos para toda população que realiza essas práticas saudáveis. É importante lembrar que são nossos hábitos de vida, quando jovens, que vão definir o idoso que seremos. Então, quando começa sua terceira idade? Há quem diga com 60 anos, ao se aposentar. Há gente que acha que é no momento que os cabelos brancos tomam de conta da cabeça. Já há gente que tem 50 e já se considera na terceira idade ou velho, e por ai vai. Em uma palestra de um padre, ele compara a velhice como algo que perde a utilidade, como sendo o momento em que a pessoa pode desfrutar da vida sem precisar fazer nada. Só que não é bem assim que funciona. Hoje, ao se aposentar, a grande maioria da população, realmente prefere ficar em casa só curtindo a velhice. Mas diante da realidade econômica em que vivemos, muitos passaram a exercer novas atividades para complementar a renda, até mesmo para não se sentir inútil diante da sociedade. Então, você ainda é útil? Sibele Góes
uma carência muito grande desses profissionais, uma vez que, a população de pessoas idosas só aumenta. Pensando nessa população a Organização Pan-Americana de Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) reforça a importância do envelhecimento ativo, onde o idoso é capaz de realizar suas atividades básicas diárias, atividades econômicas, sociais, culturais e civis sem a necessidade da ajuda de outra pessoa. Para isso o SUS disponibiliza de cuidados onde os idosos são orientados quanto a importância de hábitos alimenarautosdovale@hotmail.com
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NO MÊS DE PREVENÇÃO AO CANCÊR DE PRÓSTATA, A
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este mês temos o privilégio de contar em nossas páginas, com um entrevistado mais do que especial para a data, já que estamos no mês de novembro, que é extremamente conhecido como o mês da luta contra o câncer de próstata. Conversamos com o Dr. Joaquim Santiago; médico; marido; pai; e um dos principais nomes da região, no quesito, cuidado da saúde em geral, que conheceu de perto os efeitos da doença e tem propriedade para dividir conosco. Arautos: Quem é o Dr. Joaquim? Dr. Joaquim: Sou natural da cidade de Parelhas, região do Seridó, no estado do Rio grande do Norte, da zona Rural conhecida como sítio Algodão. Nasci em 08 de janeiro de 1945, uma segunda feira, em um parto normal bem-sucedido, nas mãos de uma parteira. Mamei até os 04 anos de idade. Filho de um pai agricultor e professor primário da região, que iniciou com uma escola particular que veio, a posteriori, tornar-se municipalizada e depois estadualizada. Foi o professor mais antigo da localidade. Educou-nos. O público da escola era composto por filhos, sobrinhos
e vizinhança em geral. Ali estudei até a quarta série, depois veio a admissão, que só existia na cidade e foi necessário migrar. A população em geral passou por suas mãos, Joaquim Francisco de Lima, (in memoriam). Vale lembrar que o mesmo era cambado, de forma acentuadíssima, uma deficiência. Pertenço a uma família de sete irmãos, sendo 5 homens e 2 mulheres, todos formados, sendo eu o quinto seguindo a ordem cronológica. Minha mãe era Dona Maria Santiago de Lima, que fora também alfabetizada pelo meu pai, em mais ou menos 3 a 6 meses de estudo. Vale lembrar que meu bisavô materno foi morador do meu avô paterno. Arautos: Dr. Joaquim, são quantos anos de profissão e quanto tempo em solo Jaguaribano? Dr. Joaquim: Formei-me pela Universidade Federal da Paraíba em 1973, depois disso me mudei para o Paraná, no Sul do País. Viagem emblemática em um fusca junto da família e também passei por várias capacitações na Santa Casa de Misericórdia de BH, e na fundação SESP. Por intermédio de meu irmão,
fundador da UNIMED do Vale do Jaguaribe, vim para o estado do Ceará. Fiz estágio na cidade de Russas-CE e quando da inauguração do hospital de Jaguaribe, vim residir e trabalhar aqui. Na época existiam dois médicos na cidade, Dr. Leopoldo do SESP e Dr. José Barbosa Campelo, no hospital São Vicente de Paula. Quando surgia a necessidade de uma cirurgia, Dr. Nildomar, que era da cidade de Icó, era requisitado e vinha atender aqui no hospital do Dr. Campelo. No hospital de Jaguaribe, as primeiras cirurgias foram realizadas por mim. Lembro-me até hoje do primeiro parto normal que tive a oportunidade de realizar, e que por sinal, nestes dias, tive o prazer de rever o homem que veio ao mundo através de nossas mãos. Depois realizei uma Cesária e as demais cirurgias. O grupo inicial e efetivo da época era composto por três profissionais: Dr. Joaquim, Dr. Leopoldo Frota Magalhães e Dr. Valderi. Arautos: O Câncer tem assolado inúmeras mentes. Só o simples fato de se pensar que pode ser portador de tal enfermidade, muitas mentes entram em desespero e desestabili-
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BRO AZUL
A ARAUTOS ENTREVISTA O DR. JOAQUIM SANTIAGO! zam-se emocionalmente. No seu caso foi diferente. Apesar de ser uma figura “pública”, o Sr. Fez questão de dividir esse momento desafiador com a população. Conte-nos um pouco sobre esse período. Dr. Joaquim: Os sintomas eram aparentemente invisíveis, vida sexual ativa normal. No entanto, minha família possuía um histórico com essa doença. Infelizmente meu irmão, que era médico, veio a óbito devido a mesma. Fiz exames de rotina, o tão conhecido PSA, que veio alterado. Tomei medicação e o resultado não fora o esperado. Fiz o exame de toque retal e o médico achou que estava bem, apenas um pouco volumosa, depois com as biopsias fora constatado o câncer prostático. O baque foi de imediato. As lágrimas rolaram, afinal de contas, já havia perdido meu irmão, uma das figuras mais importantes em minha vida. Resolvi dividir com o mundo, através do Facebook, o que se passava. Não demorou e as respostas surgiram com uma intensidade meteórica. Alguns questionaram a exposição do fato, mas faria de novo, pois as respostas positivas foram sobremaneira maiores.
Pude perceber o quanto somos queridos e, sem sombra de dúvida, essa resposta foi um combustível para que eu não perdesse a FÉ e enfrentasse o desafio, pois eu não sabia se a cirurgia, por si, resolveria ou se eram necessárias as tão desgastantes sessões de quimioterapia e radioterapia. Graças a Deus a intervenção foi um sucesso e dia após dia, os avanços são perceptíveis. Arautos: Inúmeras histórias fazem parte da rotina do médico quase que polivalente, que é o seu caso. O Sr. poderia dividir com os nossos leitores algum dos muitos episódios marcantes de sua trajetória profissional? Dr. Joaquim: São tantos os desafios, que se fosse enumerar as alegrias e tristezas, seria uma missão quase que impossível. Mas posso fazer um balanço e chegar à conclusão de que, se tivesse a oportunidade de opinar que caminho seguiria profissionalmente, não hesitaria, nem mudaria em nada. Seria médico novamente. Já possuo filhos médicos, um cardiologista e o outro geriatra, e as duas mais nova também já sinalizaram que vão seguir os passos.
Arautos: Como o Sr. Vê a situação da saúde em nosso país, estado e município? Dr. Joaquim: Eu vejo de um modo geral com tristeza. Quando menino, a saúde, a seca, a educação, já eram citadas como prioridade pelos discursos encalorados da época. A saúde continua com recursos insuficiente, os professores ganham salários irrisórios. Infelizmente os nossos políticos ainda não levam a sério situações vitais para a saudabilidade da nossa sociedade. Arautos: Agradecemos as suas declarações, parabenizamos a sua trajetória, desejamos que Deus continue a cuidar do seu futuro e dedicamos o espaço a seguir para suas considerações finais. Dr. Joaquim: Agradeço o momento oportuno e satisfatório de poder conversar com a revista Arautos. Fico feliz em ter conversado de forma tão prazerosa com a equipe. Parabenizo a iniciativa da D. Sandoli em ter criado e desenvolvido a Revista em nossa região. Agradeço à população em geral e aproveito para reafirmar que, apesar da idade, estamos firmes e fortes no que nos propusemos a fazer. Um abraço a todos, do amigo Dr. Joaquim Santiago.
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Nossa pena de morte de cada dia!
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m dos grandes passatempos do brasileiro é a novela. Todos os dias milhares de famílias se reúnem para assistir esse gênero literário. Na verdade, a novela trata-se de um texto situado em posição intermediária entre o conto e o romance. Pois bem, ultimamente muito se tem comentado das novelas nas redes sociais. É um dos temas mais abordados, com ameaças até de boicote a uma determinada emissora de televisão. A polêmica gira em torno da maneira como são abordados alguns temas polêmicos, que vão desde a homossexualidade, até ao tráfico de drogas. Muitos enxergam nessas abordagens uma motivação ao exercício de tais práti-
cas. O que sobrepuja a essas questões, é o pouco que tenho observado de novelas e muitos dos “noveleiros”, nestes últimos tempos. Tenho encontrado mais facilidade para decifrar os telespectadores do que as novelas. Como bem sabemos, a teledramaturgia brasileira capricha na construção do vilão ou seja, aquele personagem malvado, que passa a trama fazendo maldades com um rico repertorio de ruindades, enquanto do outro lado da tela, milhares de pessoas o odeiam ao ponto de haver relatos de espancamento nas ruas, de alguns personagens que fazem papel de malvado. Uma confusão entre criador e criatura. O que se vê é que a grande maioria desses personagens tem desfecho trágico. Para alegria de milhares de telespectadores, estes morrem. O telespectador se sente vingado. Por que será que nos regozijamos
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sempre com a morte dessas personagens? Será o fato de nós, brasileiros, sermos tão descrentes com leis? Será a descrença na ressocialização do nosso sistema carcerário? Impossível não lembrar um escritor francês, Jean Cruet, que escreveu uma obra, A Vida do Direito e a Inutilidade das Leis, com uma epígrafe magistral: “Sempre se viu a sociedade modificar a lei; nunca se viu a lei modificar a sociedade”. Se o que estamos assistindo merece uma reflexão, nós, telespectadores, merecemos uma revisão no momento em que nos depararmos com a morte de um personagem. Naquele momento ele representa um ser humano. Que sensação sentimos? Estamos com o espirito encharcado pelo ódio, onde a morte seria o remédio? Seria um duro paliativo para a ineficácia das leis...?! Jerry Diógenes
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Falsos amigos.
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m um contexto político, Falsos Amigos seriam os membros daquela raça ignóbil, que de quatro em quatro anos passeiam nos terreiros eleitorais para, mentindo, conquistar votos. Falsos Amigos pode ser também o sinônimo de palavras que até são semelhantes, mas, no entanto, significam outra coisa aqui no Brasil. Se você for para um restaurante em um país de língua espanhola e chamar um “camareiro”, não estará chamando uma pessoa para arrumar sua cama, mas um garçom. Não peça um copo com água, peça um “vaso”, pois “en una copa” você deverá tomar um bom vinho e, “en una taza”, um saboroso café. Se quiser elogiar um prato, poderá dizer, sem medo, que está “muy exquisito”. Não se preocupe, não estará dizendo que está estranho, mas que está saborosíssimo. Após a refeição não comerá uma sobremesa e sim, “un postre”, pois “sobremesa” é o bom papo que os comensais batem após saborear uma boa receita. Deverá ter muito cuidado com os Falsos Amigos, pois eles
poderão criar sérios constrangimentos. Quando eles dizem que, sendo eleitos, resolverão os problemas sociais das crianças, podem estar referindo-se aos seus próprios filhos. Se dizem que solucionarão os problemas de moradia, podem estar pensando em como comprar sua mansão em Orlando - Flórida, ou em um paraíso caribenho. Cuidado com os Falsos Amigos! Um colega, professor de espanhol do Centro de Línguas de Maracanaú, perguntou a um aluno de primeiro semestre onde se localizava La Paz. Ele respondeu muito carinhosamente: “¡La paz está en mi corazón, profe! Gostaríamos que nosso país vivesse a paz tão desejada, em todos os sentidos, mas ela foi surrupiada pelos larápios, Falsos Amigos, que deixaram de investir, principalmente na Educação e na Segurança Pública. Bem-aventurados aqueles que alcançam a verdadeira paz, a paz no coração! Para nós, professores de espanhol, são muitas as situações inusitadas com os tais Falsos Amigos. Falava em uma aula com iniciantes que borracha em espanhol se diz “goma”. Um gaiato não hesitou em perguntar: Professor, se borracha é goma, como se faz tapioca na Espanha? No mesmo nível de hu-
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mor, característico dos cearenses, um outro fez a seguinte interrogação: Profe, se menino é “niño”, como é leite em pó em espanhol? Essas são as confusões que há e que os alunos, graciosa e inconscientemente, utilizam como estratégia de aprendizagem. Os argentinos chamam de “quilombo”, os espanhóis chamam de “lío”, para nós pode ser embaraço. Cuidado! “Embarazo” em língua espanhola é gravidez. Será por isso que aqui no Ceará “um bucho” pode significar problema, confusão? Mas confusão mesmo é o que está ocorrendo na Catalunha - Espanha, com o secular movimento independentista que estourou nos últimos dias e, por incrível que pareça, vem incentivando o Sul do nosso país a falar também em referendum, para “alejarse” do Brasil. Opa! Mais um falso amigo, pois tal vocábulo significa, distanciar-se. Bem significativo, uma vez que aleijados mentais, falsos irmãos e Falsos Amigos são aqueles que se acham superiores ao restante dos brasileiros. Imaginem se o Nordeste se tornasse um país independente! Como viveriam os demais, sem nosso humor, nossa música, nossa literatura, nossas belezas naturais...? Francisco Fernandes
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Doença crônica. Obesidade cresce 60% em dez anos no Brasil.
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ntre 2006 e 2016, o índice de brasileiros com a doença passou de 11,8% para 18,9%. Diabetes e hipertensão também cresceram. O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda-feira (17), dados que revelam o aumento da obesidade no Brasil. Segundo o levantamento, uma em cada cinco pessoas no País está acima do peso. A prevalência da doença passou de 11,8%, em 2006, para 18,9%, em 2016. Os números fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada em todas as capitais brasileiras. O resultado reflete respostas de entrevistas realizadas de fevereiro a dezembro de 2016 com 53,2 mil pessoas maiores de 18 anos. O crescimento da obesidade também pode ter colaborado para o aumento da prevalência de diabetes e hipertensão. As doenças crônicas não transmissíveis pioram a condição de vida e podem matar. O diagnóstico médico de diabetes passou de 5,5%, em 2006, para 8,9%, em 2016. O de hipertensão, no mesmo período, saiu de 22,5% para 25,7%. Em ambos os casos, o diagnóstico é mais prevalente em mulheres. “O Ministério da Saúde tem priorizado o combate à obesidade com uma série de políticas públicas, como Guia Alimentar para População Brasileira. A alimentação
saudável aliada à prática de atividade física nos ajudará a reduzir a incidência de doenças como diabetes e hipertensão na população”, declarou o ministro Ricardo Barros. O índice de obesidade aumenta com o avanço da idade, mas, mesmo entre os brasileiros de 25 a 44 anos, o indicador é alto: 17%. O excesso de peso também cresceu entre a população das capitais. Passou de 42,6% para 53,8% em 10 anos. A pesquisa também mostra a mudança nos hábitos alimentares da população. Os brasileiros estão consumindo menos ingredientes considerados básicos e tradicionais. O consumo regular de feijão diminuiu 67,5%, em 2012, para 61,3%, em 2016. Apenas um entre três adultos consome frutas e hortaliças em cinco dias da semana. Esse quadro mostra a transição alimentar no Brasil, que antes era a desnutrição e agora está entre os países que apresentam altas prevalências de obesidade. Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde <http://www.brasil.gov.br/saude/2017/04/obesidade-cresce-60-em-dez-anos-no-brasil>.
Vencer ou contrariar esta estatística não é fácil. Porém, o amigo e conterrâneo, Tiago Rodrigo, está aí para mostrar que é possível. Confira as fotos do antes e depois e um pouco do seu depoimento: Há 2 anos eu dei início a minha mudança e a minha reeducação alimentar, por muitas vezes fui
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alvo de chacotas, olhares tortos, comentários que me incomodaram bastante. Tudo aquilo foi se tornando uma bola de neve e eu, devido a me achar incapaz de tentar seguir os padrões, engordava cada vez mais, mas também, que se dane os padrões, eu era gordo e muito feliz!! Busquei emagrece por conta da minha saúde. Pouco me importava e muito menos me importo com a vida dos outros. Hoje estou com menos 52 quilos, mas não me importo, de certa forma, com o padrão dessa sociedade hipócrita, que coloca a forma física a frente da capacidade das pessoas, que ao lhe ver, não procura saber o que você já passou, o que você está passando ou da sua capacidade como homem, da sua responsabilidade e do seu compromisso. Obesidade não é falta do que fazer, como muitos dizem. É falta de quem ajude a enfrentar a luta de emagrece, ali, lado a lado com você. É por isso que eu hoje me coloco a disposição, a qualquer hora e qualquer dia, para quem realmente quer emagrecer. Aconselho, oriento que tomar remédio não é preciso. Calço os meus tênis e vou caminhar junto com quem quer, e não é incômodo nenhum para mim, é pura satisfação de poder ajudar a quem precisa e de vê-lo chegar onde eu cheguei, e agradeço os meus amigos que me deram uma força muito grande. Tiago Rodrigo
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Homenagem aos professores. Evento reuniu diversos municípios em Jaguaribe-Ceará.
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o último dia 20 de outubro do presente ano, aconteceu, no auditório da fundação TUBOARTE, um megaevento que movimentou a região. Uma junção de forças entre; Secretaria de Educação do Município de Jaguaribe, CREDE 11 e IFCE-Campus Jaguaribe, proporcionou a um público estimável de 600 professores, uma manhã memorável. Com a apresentação da professora Nadya Gurgel (IFCE), os trabalhos foram iniciados com belíssimas apresentações dos alunos da Fundação TUBOARTE e da orquestra Meu Bem Querer. À continuidade, houve uma contação de uma belíssima história, em dueto, pelas profes-
soras Efigênia Alves e Tâmara Bezerra; uma palestra com o professor Dyego Feitosa, com o tema “professores nos tempos modernos”, que mexeu com os presentes; e a disseminação do projeto “Educação Novozymes: A biologia pode mudar o mundo”, pelos professores Pedro Luís e Benita Prieto, que ressaltaram que o projeto objetiva, até 2020, impactar 1 milhão de pessoas no mundo sobre o potencial da Biologia, e faz parte dos objetivos a longo prazo Novozymes, 2015-2020. Na América Latina, o Projeto EDUCAÇÂO ganhou a forma de 3 livros aplicativos, elaborados com a ajuda de professores e cientistas experientes. Os aplicativos
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fazem parte da coleção “Novozymes, Nova Perspectiva” e visam, por meio da literatura, engajar os leitores a refletir sobre os objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e sobre como a Biologia pode contribuir com a solução de diversos problemas da humanidade. O conteúdo está à disposição da população em geral através do site “www. bioapp-novozymes.com.br.” A equipe Arautos se fez presente, cobriu o evento, como também, recepcionou os palestrantes em seu programa Arautos no Rádio. Confira o bate papo na integra, pela página do facebook.com/revista.arautosdovale. A redação.
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