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Arautos do Vale | Edição 79 - Julho de 2017

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POUSADA

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A segunda casa!

Sandoli Diógenes

Vivendo ou sendo vivido?

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nquanto a leitura d e s s e texto acontece, inúmeras outras coisas também acontecem de forma simultânea. Umas têm a ver com a economia, outras, tecnologia, segurança, política e por aí vai. Tudo no mundo contemporâneo é dividido, separado, às vezes compartilhado. Com as inovações podemos adquirir um imóvel para chamarmos de nosso, pelos curtos períodos de 07 dias, isso mesmo, 07 dias, e assim, vários donos usufruem do mesmo, tendo o título de proprietário durante o ano. Amante da leitura onde esse valioso periódico circula, será que houve uma inversão ou este é o cenário do novo mundo, o tão falado mundo moderno? Tenho um ascendente que demonstra nas mãos o número de amigos que possui e diz que sonha com a possibilidade de utilizar as duas para poder cita-los, ou seja,

aumentar o ciclo de pessoas que podem receber tal título. A vida nossa de cada dia está ganhando informações, bombardeio de acontecimentos, modelagens de pensamentos em forma de entretenimento, cultura, informação e o resultado dessa enxurrada sem filtros tem se mostrado negativo como sinaliza a nossa nação. Seja pelos mais diversos tipos de canais disponíveis estamos sendo acessados, no entanto, parece que o que é aproveitável é o mínimo que recebemos. Vidrados em uma promoção, em uma ascensão, a ocupação não importa, estamos todos em um fluxo. Nasci ontem e estou observando que algumas décadas não esperaram o meu “pode passar”. Elas passaram e agora continuam em atividade. É um ciclo em que o controle foge de nossas mãos. Escolher viver exige disciplina e das mais árduas possíveis e não é em vão que a música já extremamente batida, continua exprimindo uma das atividades de mais impacto que teremos em nossa jornada. “É preciso saber viver”. Ramon Gomes arautosdovale@hotmail.com

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Capa Parceiros Editorial / Reflexão TUBOARTE MÓVEIS Herika Gomes Gente que faz Francisco Fernandes São João do Azulão Matéria da capa Jerry Diógenes FVS NEWS Osmar Negreiros Elder Barroso Gata ARAUTOS Parceiros Parceiros

R UTOS

DO VALE

um alvo a ser alcançado; inúmeros motivos para comemoração, dentre os quais citamos mais uma edição do nosso coquetel cultural, NOSSA ARAUTOS. Neste mês ela destaca mais uma história de determinação, de Fé, de superação. Nosso personagem de capa é um visionário que não olhou as circunstâncias e sim, o alvo. Isso muito nos motiva e faz com que nos identifiquemos, pois é um filho do interior, de família humilde, que se tornou aviador; amigo do meu filho Ramon Gomes, com quem divide com muito carinho sua trajetória. A gigante jaguribana Tuboarte Móveis, completa mais um aniversário, a quem felicitamos. Nesta edição temos beleza em dose dupla! pois duas gatas belíssimas abrilhantam nossa revista. O Clóvis Beviláqua registra seu riquíssimo “Arraiá” tradicional. O quadro “Nossa Gente que Faz! registra com muito carinho a façanha de D. Maria da Cabocla. Nossos colunistas, com muita inspiração, fomentam nosso trabalho com cultura viva e genuína. É por tudo isso que desejamos boa leitura a todos! Agradecemos aos nossos apoiadores e que o nosso segundo semestre seja fiel ao que diz o texto sagrado: “A glória da segunda casa será maior que a da primeira”. (Ageu 2.9) Até a próxima edição, a de Número 80!

REV IST A

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hegamos ao outro lado. Isso mesmo! Ultrapassamos o primeiro semestre de 2017. Apesar das guerras disseminadas neste mundo desumano, estamos vivos. A guerra que mata, não é a que utiliza fuzil e bomba, mas a insaciável guerra pelo “poder”. Temos uma queda de braço ao vivo todos os dias, que coloca cada vez mais em questão a eficiência dos poderes reguladores constituídos. Geralmente, o massacre mais violento é o dos “maiores sobre os menores”. Fechamos a metade do ano com um saldo alarmante para a classe trabalhadora, afinal, são quase quatorze milhões de desempregados em nosso país continental. Não fazemos apologia a desgraças e a notícias sensacionalistas, mas o balanço midiático aponta diversas escolas fechadas, escolas abandonadas e a ganancia “humana”, tentando empurrar de goela abaixo em nossa sociedade, que o “Ter é mais importante do que o Ser”. Não somos pessimistas e temos uma arma infalível que nos subsidia. Arma acessível a todos e que não tem limites de uso (Disparos), a FÉ. Esta nunca nos desampara! O sol continua a brilhar sem distinção e temos sempre

Índice

A REVISTA DA FAMÍLIA JAGUARIBANA Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a prévia autorização escrita do autor ou da diretoria. Todas as matérias aqui veiculadas, são de responsabilidades de seus idealizadores.

EXPEDIENTE Sandoli Diógenes Editora Chefe Ramon Gomes Gestor Administrativo Herika Gomes Supervisão Ruth Gomes Reportagem

“QUEM MAL LÊ, MAL OUVE MAL FALA E MAL VÊ“

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Desde 1993

Desde 1993 Desenvolvendo e fabricando produtos de altamรณveis qualidade. Fabricando com Qualidade.

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Fazendo um balanço!

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s férias estão chegando. Meio ano passou como num piscar de olhos e o que você fez? Estamos na metade do caminho de uma estrada chamada 2017 e a esta altura já podemos fazer uma avaliação parcial de um ano que se mostrou desafiador sobre vários aspectos. Quem disse que seria fácil? Gosto de pensar e acreditar que as tempestades quando passam nos deixam mais fortalecidos e nos revelam várias coisas importantes, que a correria do dia a dia nos leva a “esquecer”. Sempre que olho para os meus alunos e vejo seus pais através deles, procuro pistas de como eles são em casa, se estão sós, ou se podem contar com alguém. Já falei aqui, outras vezes, sobre a grande importância do acompanhamento familiar, mas, desta vez, quero tirar o foco dos pais e colocar o foco em você. O acompanhamento dos

pais é muito importante, não resta dúvida, porém, e você?! O que tem feito? Gosto da frase bonita que diz; “mais importante do que o que fizeram de nós, é o que nós fazemos com aquilo que fizeram de nós”.

nova de tanto que falo e dependo dos seus conselhos. Detesto admitir, mas na maioria das vezes ela está certa! O Ramon é o filho da promessa de Deus para minha mãe, pois queria, mais do que tudo, um filho homem.

O ano está no meio, sua vida está passando e o que você tem feito de você, por você, como você será lembrado? Você será lembrado? Quem vai lembrar de você? Que tipos de sensações você desperta nas pessoas? Enquanto estava escrevendo esta coluna, mais uma vez abri o meu delicioso baú de memórias (sim, porque não importa o que você está passando, uma vez que, por mais difícil ou dramático que pareça, um dia você vai olhar para trás e até rir de tudo isso) e lembrei dos meus irmãos, pois quis muito ter mais de um filho por causa deles. Eles foram o maior presente que os meus pais puderam me dar. Quase nunca tenho tempo ou coragem de dizer que a minha irmã Ruth é uma fortaleza, que toda força que eu preciso encontro nela. Às vezes as pessoas acham que eu sou mais

Acho que por isso ele é tão abençoado, desenrolado, visionário e vencedor. No mês das férias quero dizer que desejo do fundo do meu coração que meus filhos sejam um para o outro, pelo menos metade de tudo que meus irmãos, Ruth e Ramon, são e significam pra mim. Os anos vem e vão, milhões de coisas acontecem, mas eu quero que eles saibam que o laço que nos une é mais forte do que o sangue que carregamos em nossas veias. Ter família é ter alguém com quem contar e um porto seguro para onde voltar. Agradeço sempre pela existência deles e serei eternamente grata à minha mãe pelo presente chamado família, que não precisa ser completa ou perfeita, mas só precisa ser família.

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Hérika Gomes


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A Terceira Margem do Rio

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Te r c e i r a Margem do Rio é o título de um belíssimo conto de João Guimarães Rosa, que nos foi apresentado em uma formação para professores de Língua Portuguesa. Guimarães Rosa é um dos autores de ficção experimental da terceira geração do Modernismo. Sua obra é extremamente original, principalmente pelo uso de neologismo, que é a arte de inventar palavras, e pela linguagem popular que modificou radicalmente o regionalismo na literatura. No conto, o narrador apresenta-nos um pai de três filhos, sendo dois meninos e uma menina. O pai é uma pessoa quieta e tranquila, cumpre seus deveres sempre trabalhando honestamente, mas um dia resolve construir uma canoa e adentrar ao rio, ficando ali, porém distante das margens. Vive por anos naquela canoa, longe da família, isolado de tudo e de todos. No início o filho leva comida para a margens e ele se alimenta dela, sem sair da canoa. Com o tempo os filhos vão casando, a esposa vai morar na cidade com uma filha e o filho mais velho, ainda solteiro, resolve ficar na fazenda para cuidar do pai. Depois de muitos anos o filho decide substituí-lo no seu autoexílio, mas quando vê a imagem do pai deteriorada pelas intempéries dos longos dias de sol, chuva, desgaste físico etc., foge e adoece consumido por um grande remorso.

São muitas as interpretações feitas a esse conto. Uns o decifram pelo viés da religião, outros da psicologia, do existencialismo. Gostaríamos de analisá-lo da forma mais simples possível, pois observamos que em alguns contextos nos mantemos nessa terceira margem, principalmente quando notamos o quanto são melindrosos os relacionamentos. Alguns chamam isso de covardia, de falta de personalidade, mas preferimos descrevê-lo como um desejo de amizade, cumplicidade; principalmente

quando se trata de um grupo de colegas de uma mesma instituição. Há aquela opinião de que futebol, política e religião não se discute, mas alguns acreditam que se pode debater de tudo, respeitando as ideias e não conduzindo-as para o lado pessoal. Em todos os lugares há sempre, no mínimo, dois grupos. Na política há os de direita e os de esquerda. Triste é quando,

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no clímax da discussão, se tenta denegrir o caráter dos simpatizantes de um deles. Na religião há os conservadores e os liberais. Deprimente é quando não se encontra o amor pregado por ambos, devido ao calor das controvérsias teológicas. Na profissão há sempre aqueles que manifestam um enorme desejo de reconhecimento e o impõe de forma exacerbada ou acham que são melhores que os outros, não esperando o reconhecimento chegar a bom tempo. Na Educação prega-se a tão desejada gestão democrática, mas parece que gestores e geridos estão sempre em pé de guerra. Alguns, não muito dados ao debate, preferem tomar sua canoa e manter-se no leito de um rio de frugalidade, à terceira margem. Quem sofre a consequência disso? As redes sociais têm sido um verdadeiro ambiente de proliferação de malcriações, xingamentos, humor negro e tudo que, em uma sociedade madura, se discutiria somente com solidez de argumentos. Já paramos para pensar no motivo que levou aquele pai para a terceira margem do rio? Será que não havia “enchido o saco” com as incompreensões da família, as cobranças que lhe eram imputadas? Margem direita, margem esquerda ou terceira margem? Céu, inferno ou purgatório? Neste “mundão de meu Deus”, será que há lugar para se viver com suas próprias ideologias? Francisco Fernandes


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Nada para nada!

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á poucos meses, em pouquíssimo espaço de tempo! o país estava tomado pela revolta, era fora presidente, era tira fulano, na verdade, achamos que estávamos adquirido consciência social, quando na verdade talvez estivéssemos, via propaganda midiática, adotando um dos lados de uma moeda mazelenta, verdade seja dita! Estamos vivendo tempos de desilusão, lascou toda pedagogia, talvez uma geração! Que faremos com os moralista de

outrora, do dinheiro e dos bons costumes? Não adianta motivar “na escola, campos construções...”, grêmios estudantis, líderes de classe. No final, a triste certeza, que o supremo é o fim de algum acanalhamento. Nem nós, nem ninguém acima de nós, assim vivenciamos, o tempo dos ricos e do dinheiro, acobertados por uma lei que se desdobra, numa tarrafa de malha fina onde os menores, os pequenos, os menos favorecidos, bancam com força o que estamos vendo, segundo os jornais. Mesmo com áudio e vídeo, que são provas modernas, existe alguém treinado para di-

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zer ou desdizer ou refazer que houve corte, quem sabe recorte ou quem sabe má gravação confundindo o legível receber com perceber. Só nós não percebemos que fomos engabelados com o cinismos dos que muito tem, que nos impõe de goela abaixo, seja num vestir, seja mesmo no modo de nos comportar diante de sombrios tempos. Onde ficou nossas lições de casa para a escola, onde se escondeu nossas panelas? Antes era nossa colher que tão bem tilintava, tão bem batia, hoje somos batidos e achamos que não há o que temer! Jerry Diógenes


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B IK E M O TO S FONE: (88) 3522-1478 / 9688.0007

RUA SIGEFREDO DIÓGENES, 127 JAGUARIBE-CE

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Respeito acima de tudo

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ão é uma tarefa fácil responder tais indagações, visto que por um lado, alguns de nós carregamos uma bagagem cultural, muitas vezes arraigada nos preceitos morais estabelecidos numa herança historicamente conservadora e por outro lado, outros de nós, fazendo mau uso da liberdade, extrapolam, ultrapassando os limites e pondo em risco a integridade física, emocional ou psicológica de outra pessoa. Esse comportamento libertino, com alguma frequência e em muitos casos, propositalmente, apresenta-se disfarçado de liberdade. Diante desse paradoxo, parece que ao elaborar reflexões, tomar posicionamentos para tentar agir respeitosamente, sempre estaremos diante de uma situação inevitável, o julgamento. Este, sempre vem carregado de “preconceitos” conceitos prévios, uma “armadilha” - que pode nos conduzir ao limiar do certo ou errado, que se constitui numa linha tênue, envolta numa névoa densa, que esmaecem as fronteiras da ética e da moral, das normas sociais, da justiça e da cidadania. O respeito é um dos valores mais importantes a ser cultivado pelos humanos e é de suma importância na interação social. Ele impede que uma pessoa tenha atitudes reprováveis em relação a outrem. No karate, o Dojokun – código de conduta do carateca - aborda o tema do respeito acima de tudo, como princípio filosófico crucial para o bom viver, visto que o respeito mútuo representa uma das formas mais básicas e essenciais para uma convivência saudável. Sem ele, nenhuma relação será suficientemente sólida, na verdade, nenhuma relação teria início, muito menos seria possível construir qualquer vinculo sócio afetivo. Seja em casa - nas relações familiares, no trabalho, na rua, no trânsito, na escola, enfim, nas relações sociais ou numa relação conjugal, a convivência pacífica e amistosa somente fincará raízes, ramificará e dará frutos, se tratarmos o próximo com

o devido respeito que lhe é de direito. Mas como tratar os outros com respeito quando eu não respeito a mim mesmo? Bem, reflitamos um pouco mais sobre o que estaria por trás de uma postura, atitude ou comportamento desrespeitoso... Numa era em que o efêmero prevalece, muitas pessoas deixam de exercer sua corporeidade, seduzidas pelo apelo midiático e colocam em xeque sua saúde, seu caráter e sua personalidade, deixando de “ser o que são” para se tornarem aquilo que acha que os “outros querem que sejam”, somente para se sentirem aceitas num determinado grupo social. Muitas pessoas embarcam nessa ideia, colocando em risco a própria saúde, fazendo uso de dietas, esteroides e anabolizantes, cirurgias plásticas, tudo em nome de um corpo perfeito. Se por um lado existem aqueles se preocupam excessivamente com a aparência, chegando ao ponto de desenvolver distúrbios psicológicos; por outro lado, existem pessoas que descuidam não só da aparência, mas também das regras básicas de conduta para uma boa convivência. Geralmente esse processo inicia ainda na infância e adolescência, influenciado por más leituras, programas degradantes e inadequados, pronúncia de palavras de baixo calão, frequência em ambientes de procedência duvidosa, e acompanha o indivíduo em todas as etapas da vida, conduzindo-o a um abismo de indelicadeza e intolerância. Os transtornos provocados pela ingestão excessiva de bebida alcóolica, por exemplo, vai muito além de uma agressão ao próprio corpo. Além de provocar conflitos nas relações interpessoais, que obviamente gera desrespeito, seja no âmbito pessoal ou profissional, leva o sujeito a um estado de dependência e descontrole, e junto com ele, o sujeito perde também prestígio e dignidade, levando-o a ruina social. É curioso, como algo tão simples, possa emergir nessa reflexão crítica e desaguar nesse complexo universo que compreende os múltiplos aspectos do ajustamento humano de forma tão contundente. Isso porque o respeito é foro íntimo, não de-

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pendemos da ação do outro para pensar ou agir respeitosamente. Ele inicia na morada do ser, processado na nossa mente e materializado no nosso corpo, através das nossas atitudes e comportamentos. Como tudo na vida, o desenvolvimento de um comportamento cortês, gentil, obsequioso, exige muita prática, esse exercício começa de forma mecânica, posteriormente tornar-se-á automático e por último, natural. Na sua origem em latim, a palavra respeito significava “olhar outra vez”. O respeito é, portanto, um sentimento positivo que significa apreço, consideração e deferência. Dessa forma, qualquer pensamento, expressão, comentário ou ação, deve ser precedido de respeito. Respeitar também pode ser entendido como obediência, especialmente quando no referimos aos órgãos institucionalizados. Trata-se de obedecer às regras e normas sociais da justiça e do bom senso, considerando que aquele que as descumprir estará à margem da lei, de onde advém o termo “marginal”. Todavia, não deveríamos respeitar o nosso semelhante porque as regras sociais institucionalizadas determinam, mas porque isso vai além do dever moral, perpassa pela lapidação do espírito, com vistas numa convivência pacífica e harmoniosa. Respeitar não significa concordar em todas as áreas com outra pessoa, mas significa não discriminar ou ofender essa pessoa por causa da sua forma de viver ou suas escolhas (desde que essas escolhas não causem dano e desrespeitem os outros), e para isso, convém trazer ao centro da questão a palavra tolerância. Tolerância é um termo que vem do latim tolerare que significa “suportar” ou “aceitar”. A tolerância é uma atitude fundamental para quem vive em sociedade. Uma pessoa tolerante normalmente aceita opiniões ou comportamentos diferentes daqueles estabelecidos pelo seu meio social. Quando nos reportamos ao outro de forma ponderada e sensível, estamos exercitando a tolerância como princípio básico para o respeito acima de tudo. Osmar Negreiros


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O Homem como parte integrante do ambiente.

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notório que os ciclos de estiagens em nosso estado estão cada vez maiores em detrimento de curtos períodos de chuvas. A recarga de nossos pequenos reservatórios ao longo dos últimos anos praticamente não existiu e os grandes vivem uma situação extremamente crítica, tornando cada vez mais difícil esta relação homem X ambiente e favorecendo cada vez mais os processos de degradação, sejam eles naturais ou humanos e, consequentemente, acelerando-se os processos de desertificação. O município de Jaguaribe possui 100% do seu território no semiárido, com clima de chuvas mal distribuídas, susceptível a períodos de longas estiagens e bastante ameaçado pelo processo de desertifica-

ção natural e por ações humanas, fatores que comprometem bastante nossa economia fundamentada na agropecuária. O processo de combate à desertificação natural em nosso município, além da adequação de outras técnicas já conhecidas, passa pelo uso racional da agua, através da substituição de técnicas ultrapassadas e na implementação em áreas já degradadas de pequenos projetos de aquicultura com recirculação de água, permitindo em sua orbita o desenvolvimento da bovinocultura, ovino caprinocultura e criação de galinha caipira, facilitando a interação homem X ambiente. Podemos citar como exemplo o projeto implantado na propriedade de Chico Eudes. Outro ponto fundamental é que sejam cumpridas as diretrizes da lei ambiental, pois com a exploração de áreas que

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mantenham o devido distanciamento da área de preservação permanente (APP) podemos recuperar nossa mata ciliar, que se encontra bastante degradada e se criar áreas de preservações ambientais (APAs) no entorno das propriedades, permitindo o uso racional dos nossos recursos naturais. Levando-se em consideração esses aspectos acima citados, vejo com bastante otimismo o modelo de desenvolvimento a ser implantado em nosso município, não excluindo o Homem do mesmo, mas buscando cada vez mais inseri-lo nesta realidade. Francisco Elder C. Barroso Eng. Agrônomo-UFC Mestre em Engenharia de Pesca-UFC MBA- Gestão de Negócios –Fundação Getúlio Vargas


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