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Arautos do Vale | Edição 77 - Maio de 2017

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POUSADA

88 99929-1308 / 3522-1443 RUASAVINOBARREIRA, 725 - CENTRO arautosdovale@hotmail.com


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Índice

Nesta edição estamos reapresentando um “ex- praça” da nossa cidade: Nosso querido Wagner que serviu em Jaguaribe como Tenente e continua a servir nossa sociedade agora como Deputado Estadual. Homenagens a diversos lares estampam nossas páginas, colunistas mais uma vez propiciam um banho de cultura. Aos que acompanham nosso trabalho até esta 77° edição os nossos sempre sinceros agradecimentos e o desejo de que a leitura da Revista Arautos, torne-se cada vez mais edificante. Boa leitura para você!

Os obstáculos que tivemos que transpor até aqui só nos fortaleceu cada vez mais para prosseguirmos e nos deixa em plena convicção de que o mérito é coletivo.

Sandoli Diógenes

“Últimos dias”

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esde o primeiro dia de janeiro desse ano, até a data atual em que esse exemplar chega em suas mãos é impressionante as mudanças constantes que nossa sociedade vivencia. Temos um calendário agitadíssimo por boas e más notícias que o preenchem, a presença da corrupção é de causar náuseas no mundo político que somos obrigados a digerir, temos mudanças que repercutirão por décadas a frente na vida das gerações vindouras, a população meio que está apática sem vontade de inserir-se com afinco nas escolhas do nosso “futuro”. O livro mais vendido no mundo e com a maior credibilidade é a Bíblia sagrada, que em outros países e culturas recebe outros nomes, mas que em sua essência explica o fenômeno da ausência de amor nos últimos dias. Prefiro acreditar que embora a profecia não

Capa Parceiros Editorial / Reflexão TUBOARTE MÓVEIS Herika Gomes Jerry Diógenes Efigênia Alves Homenagem para as mães Homenagem para as mães ARAUTOS Entrevista Capitão Wagner Osmar Negreiros Sérgio Barrêto Gata ARAUTOS Parceiros Parceiros

REV IST A

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hegamos ao mês de Maio, um período diferenciado do ano, já que é o mesmo dedicado as mulheres, as mães, as noivas, as pessoas que são deveras especiais para nós. Indefiníveis, insubstituíveis, inesquecíveis. São tantos os adjetivos que a elas dedicamos, que talvez tivéssemos que preencher várias folhas de papel para defini-las.

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R UTOS

DO VALE

“Mês Maior”

A REVISTA DA FAMÍLIA JAGUARIBANA

possa ser revogada, temos que funcionar como um paliativo ao cenário crítico das inversões do que é sentimento e para isso não se faz necessário que entremos para história como Luther King e outros. Mas que em nossa insignificância contagiemos com esperança nossa vizinhança combatendo dia a dia os males da arrogância. Ramon Gomes

Todos os direitos reservados. Proibido a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem a prévia autorização escrita do autor ou da diretoria. Todas as matérias aqui veiculadas, são de responsabilidades de seus idealizadores.

EXPEDIENTE Sandoli Diógenes Editora Chefe Ramon Gomes Gestor Administrativo Herika Gomes Supervisão Ruth Gomes Reportagem

“QUEM MAL LÊ, MAL OUVE MAL FALA E MAL VÊ“

“MONTEIRO LOBATO“

(85) 99900-0062 / (88) 98867-9526

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Para minha mãe

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brigada por ser a nossa mais forte referência. Ao seu lado sempre nos sentimos aceitos e capazes. Obrigada por nos carregar na barriga, por nos carregar no colo e por ter se curvado várias vezes para nos ensinar a andar. Obrigada por estar do meu lado sempre que foi necessário, mesmo sempre trabalhando muito para nos oferecer o melhor. Obrigada pelo gritos,pelos nãos e até pela muitas raivas e vergonha que nós fez passar. Obrigada por ser uma mãe com M maiús-

culo, depois que os nossos filhos / sobrinhos nasceram pudemos perceber que ter filho é difícil mas criá-los e tentar educá-los é uma tarefa pra vida toda.

Mãe naquela época eu não entendia muita coisa mas hoje eu sei que foi tudo para o nosso bem.

D. Sandoli ser mãe não é uma coisa que se ensina nas escolas mas a senhora sempre foi uma mestra nesta matéria e hoje mulher feita estou tentando ser para os meus filhos pelo menos um pouco do que a senhora foi, é, e ensina pra gente.Te amo demais e através destas linhas gostaria de estender esta homenagem a cada mulher que aceitou a benção de ser mãe e luta todos os dias pelos filhos que Deus lhe presenteou.

Queria que existissem mais mães como a senhora que mesmo correndo o risco de ser “odiada” sempre optou por fazer o certo.

Vou terminar minha coluna com texto lindo que é um presente pra você que é mãe: Hérica Gomes

Quando vejo algumas mães dizendo que não sabem mais o que fazer com os seus filhos, penso na senhora e em como sempre soube, da sua forma,o que fazer.

“Ser mãe é reinar em amor, ser amor.” Anderson Cavalcante

Mesmo que só começássemos a entender hoje o porquê de muitas das tuas atitudes.

Ela tem a capacidade de ouvir o silêncio. Adivinhar sentimentos. Encontrar a palavra certa nos momentos incertos. Nos fortalecer quando tudo ao nosso redor parece ruir. Sabedoria emprestada dos deuses para nos proteger e amparar.

Sua existência é em si um ato de amor. Gerar, cuidar, nutrir. Amar, amar, amar... Amar com um amor incondicional que nada espera em troca. Afeto desmedido e incontido, Mãe é um ser infinito. (Livro Minha mãe, meu mundo.)

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Quem deve ser lembrado em nossa cultura

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ara falar de um nobre Jaguaribano, vou dá carão na sociedade, na passada e na atual, embora sem lecionar, devo puxar a orelha, dos pedagogos, reclamar, das autoridades que lida com nossa cultura, desejando ser didático, é preciso que saibamos, que a cultura em ciências sócias, nada mais é, do que um conjunto de ideias, comportamentos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração, através da vida em sociedade. E o que nós jaguaribanos produzimos além de queijo? Além da malfadada fama de terra de pistoleiro? Ouço falar em ações de pistoleiros que matou gente em décadas passadas, nas rodas sociais, narrados como atos de heroísmos, quanto sangue derramado! Será que num cantinho de nossa história, escondido, onde ninguém ousou desvendar, não é permitido procurar, quem são nossos heróis, quais historias, repassamos aos nossos filhos? Incomodado com tudo isso, revirei biblioteca, busquei, em rodas de boemias, até encontrar, os homens bons de Jaguaribe, nas rodas de conversar, com os homens de bens, eis que escuto falar de, Otacílio Guimarães de Sá Pereira Filho, disseram-me que era poeta, pesquisei, que seu Guimarães, nos deixou! eis que me deparo com um acervo riquíssimo de belos poemas, de sentimentos

agudos, com muito do contexto histórico de uma época de nosso Jaguaribe. Mesmo escondida, trancada no baú da boçalidade da não-cultura do bem jaguaribana. Tristeza maior foi saber que comecei e terminei meus estudos em Jaguaribe, estudeis poetas portugueses, franceses, mas não estudei seu Guimarães, o contador, que tão bem contava a vida, será que, ao nos esquecermos de resgatar, de fazer tributo a quem declama a vida de nosso lugar, entre versos, entre palavras, tão bem “dizida” renegando o que de bem nos pronunciamos, em detrimento elogiarmos pistoleiro, não estamos nós perpassando uma cultura de sangue, deva ser por isso, que nosso Jaguaribe de vez enquanto estamos nos matando, “valente morrendo”, “valente matando”, nossos entes, sendo velado, sobre balas nunca perdidas! Já estar na hora de realizarmos um trabalho de resgate, de ainda que tardiamente criarmos vergonha! Tentar um resgate do nosso povo do bem, de nossa alma, buscar sons de palavras, porque de tiros já estamos cansados, substituindo essa cultura da violência, por uma cultura da palavra bem dita, quem sabe daqui alguns anos substituiremos o revolver pelo livro, os estampidos de balas por declamações! Olhe ai professores de Jaguaribe, pesquem por aqui, a história de um poeta e depois faça como aquele chavão conte tudo a seus alunos: Nasceu em Jaguaribe, no dia 9 de janeiro de 1937. Filho do Dr. Otacílio Guimarães Otacílio Guimarães de

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Sá Pereira Filho, que além de advogado, foi homem público exercendo vários cargos de destaque em Jaguaribe: Coletor Estadual, Inspetor Escolar, Vereador e Prefeito... Sua mãe, senhora Iracema Queiroz de Sá Pereira, era do lar, associada ao Apostolado da Oração do Sagrado coração de Jesus. Além de contador exerceu o magistério como professor do Ginásio e Escola Normal Carmela Dutra na década de 1970. Trabalhou na empresa JAGUARDIESEL como técnico em contabilidade nesta mesma época. Faleceu em primeiro de julho de 1989, com missão cumprida alçou grande voou aos Céus nos deixando exemplo de vida e saudade, mas isso não diz tudo... esse poema de sua autoria fala por si... Tu já possuíste ó querida cidade, O entusiasmo de um povo vaidoso, Que tinha o peito cheio de vaidade Pela tradição de um passado bondoso. Sinto meu coração cheio de saudade Em ver teu povo triste e silencioso Sem ter aquela antiga sociedade. Que era formada de um povo generoso Mas Guimarães teu filho, aqui está alerto, E com sua alma bem idealizada. Guardando o seu coração aberto, Para defender sua terra abençoada E contar com os conterrâneos de perto, Para tua paz que foi roubada. Autor: Otacílio Guimarães de Sá Pereira Filho (Guimarães). Jerry Diógenes


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Para além das palavras

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alvez por ser pedagoga de formação e de profissão, às vezes me acudo com tendências a expressões de cunho meramente modista. Sei, também por formação e por experiência, que as palavras não são neutras; elas dizem a partir do lugar ideológico de onde são pronunciadas e tem grande poder de persuasão. Vejo, principalmente na área da educação, uma inclinação a mudanças de nomenclaturas, sob o signo de preconceito ou de ultrapassado. Trocar modelo por paradigma é apenas um exemplo de muitos jargões educacionais, copiado muitas vezes da economia. Mudam-se muito os termos para dizer a mesma coisa. Há não muito tempo fui repreendida por uma ex-psicóloga da polícia federal por ter falado “dependente químico”, me referindo a um rapaz que havia vendido os móveis da casa, as roupas do irmão mais novo, os celulares dos pais e estava propagandeando a própria alma para adquirir substâncias entorpecentes. A referida psicóloga me disse que eu tinha verbeado por um viés preconceituoso; que o nome correto era adicto. Todos me olharam com acusação, como se eu tivesse cometido um crime. Me senti tão diminuída como se estivesse diante de um tribunal, respondendo por um delito. Cheguei mesmo a esperar o conselho severo: “não faça mais isso!” Ou a advertência: “você vai responder judicialmente por isso, podendo ser detida de dois a quatro anos”. Em um congresso na Paraíba, a palestrante, uma assistente social, reafirmando a ex-

pressão “velhice” como consequência do processo irreversível de envelhecer, perguntou confiante ao público se já haviam lido em alguma literatura especializada a palavra idosecer ou idosecimento. Silêncio. Em apoio a essa fala, penso que, o que precisa mudar mesmo são os pensamentos e atitudes para com o velho, para com o dependente químico (Opa! Adicto), com o deficiente... A sensibilidade vai além de palavras. Estas, muitas vezes, são apenas disfarces. Alguns querem cobrir com “panos quentes” da nomenclatura, sinonimizando problemas antigos, como o preconceito prático. Não adianta alterar discursos e as ações ficarem inalteradas. Em um fórum de ensino com predominância de pedagogos, vi a plateia ficar estarrecida quando uma promotora de justiça disse em bom e assertivo tom que castigava suas filhas. Nesse momento me senti em casa. Também castigo sim, a minha filha. Não sei que valor semântico ela atribui a palavra, mas percebo que compreende que está sendo punida. Uma pessoa de três anos ficar três minutos sentada não é nada admirável, se esse tempo não tiver nome de castigo. Ficamos sentadas muito mais tempo que isso, envolvidas em narrativas, ela em plena alegria. Mas três minutos sentada sob o nome castigo, traz sofrimento, exatamente pelo valor ideológico por ela apreendido. Claro que não a puno por qualquer peraltice, mas não abono atitudes de violência e grosserias gratuitas. Mas tenho a sensatez de conceder espaço para expressão de suas raivas e birras, desde que não machuque fisicamente ninguém. Colocar no “cantinho da reflexão”, ou “cadeira do pensar” é apenas enfeitar a terminologia castigo. A ação é a mes-

ma! E a vida não nos pune? Por acaso pagamos pelo que fazemos apenas pensando sobre? Na maioria das vezes somos castigados, com direito a solidão e abandono. Não condeno quem atenua expressões, eufemizando os termos. Mas acho que devemos evitas excessos, e mudar, de fato e por direito do outro, as ações. Também gosto dessas manobras das palavras, tentando não machucar o outro. Mas vejo muitas alterações discursivas para encobertar ações práticas. Fazendo um breve percurso histórico das nomenclaturas utilizadas para se referir a pessoas com limitações motoras e psicológicas, tivemos: aleijado, inválido, deficiente, especial, portador de necessidades especiais, excepcional e agora o retorno para a terminologia deficiência. Entendo e concordo inteira que uma deficiência, seja ela de ordem física ou neurológica, não invalida um ser humano. Assim também concordo que todas as pessoas são especiais, deficientes ou não, a depender da perspectiva afetiva de quem fala. Agora melhorar a vida dessas pessoas para que tenham acesso ao que tem direito, como qualquer ser humano, isso é o mais importante. Entre o “castigo” e o “cantinho da reflexão” existe uma criança e um adulto em contexto de interação social, o segundo tentando mediar a formação do primeiro. Independente do nome que eu empregue para esse tempo, é de maior valia que haja um equilíbrio entre amor e disciplina, bem como uma potencial consciência dos atos, de um lado e do outro, sem pretensões de nivelamento de maturidades. Palavras são importantes. E quando acompanhadas de ações, elas dizem mais.

Efigênia Alves

• Quando será dado início a manutenção das ruas dos bairros distantes do centro do nosso município? • Quando teremos um local adequado para festas e eventos em nossa cidade que não incomode os domicílios residenciais? • Quando a UPA de Jaguaribe será inaugurada?

• Os eventos públicos propiciados a população jaguaribana. • A extensão do PROERD-Programa de erradicação e combate as drogas em nossa cidade. • A segurança e a ordem estabelecida em nossa cidade.

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O amor de mãe é o combustível que capacita um ser humano comum a fazer o impossível.

Mãe, porque nem todas as heroínas usam capas, nem toda rainha possui coroa e nem todos os anjos possuem asas.

Mãe é poesia, tons, pausas, letras... Dona de um amor que se recicla e nunca é desperdiçado.

Somos o resultado do seu amor que é imenso!

Nossas vidas são completas devido ao TOQUE fundamental que vem de você mãe. Te amamos e parabéns!

Sinto-me de fato como sou, privilegiada de ter sido criada com tanto amor. Muito obrigada. Te amo!

Em sua infinita sapiência DEUS sabia que embora possível não poderia estar em todos os lugares ao mesmo tempo, assim criou UM ANJO chamado MÃE para nos proteger e zelar por nós diuturnamente com seus ensinamentos, atitudes, encaminhamentos de vida e orações. O anjo da família Queiroz e Peixoto atende pelo nome de VALDEIDE (D. Nega).

Teu cuidado nos proporciona a base necessária que precisamos para sermos felizes. Te amamos!


Feliz dia as mães! A você que é mulher, é mãe, é guerreira! Você que carrega no peito um coração enorme onde cabe um mundo de lutas, de amor sem limites, e de vitórias sem troféus. Que Deus te abençõe com muita saúde! Te amamos mãe querida!

A cada período que passa, nos sentimos mais fortes e completos. Obrigado por ser essa mãe maravilhosa!

Nossa alegria traduz a satisfação e gratidão de podermos tê-la como Mãe.

Somos frutos do seu amor e cuidado!

Feliz dia da melhor mãe do mundo!

Muito obrigado por ter cumprido o seu papel com a gente!

Deus escolheu a melhor pessoa do mundo para ser minha mãe!

Seu amor é o grande responsável pela nossa felicidade!

Sinto-me de fato como sou, privilegiada de ter sido criada com tanto amor. Muito obrigada. Te amo!


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Capitão Wagner Perfil Wagner Sousa Gomes nasceu em 21 de janeiro de 1979, em São Paulo (SP). Desde muito pequeno veio para Fortaleza, onde estudou, tornou-se policial militar e formou sua família. É casado com Dayany Bittencourt. O casal tem dois filhos, Felipe e Raiany. Na capital cearense, estudou no Colégio 4 de Outubro, no bairro João XXIII, na periferia da cidade. O ensino médio foi realizado na Escola Técnica Federal, onde se formou técnico em Eletrotécnica. Capitão Wagner morou com a família no bairro João XXIII até os 32 anos. Capitão Wagner foi aprovado em 2º lugar no concurso de Oficiais da Polícia Militar do Ceará e ingressou na Academia de Polícia Militar General Edgard Facó, em 1999, onde se tornou Bacharel em Segurança Pública, diploma conferido durante a Formação como Oficial da Polícia Militar. Estudioso e dedicado, em 2009, também se destacou com o primeiro lugar do Ceará no concurso da Polícia Rodoviária Federal (PRF). É especialista em Legislação de Trânsito e Legislação Militar. Também é professor da Academia de Polícia Militar e professor de preparação para concurso. Em 2010, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo e surpreendeu obtendo 28.818 votos superando políticos experientes. Em 2012, disputou uma cadeira na Câmara Municipal de Fortaleza, e foi o vereador mais votado da história do parlamento cearense, alcançando a marca de 43.655 mil votos na capital. Durante dois anos de mandato se destacou como um grande fiscalizador das ações do governo municipal e defensor do bom uso do dinheiro público. Durante seu mandato também teve a oportunidade de conhecer a luta de outras categorias e propôs melhorias para Fortaleza. Então decidiu se candidatar a deputado estadual, na Assembleia Legislativa do Ceará, em 2014, e novamente foi o parlamentar mais votado, acolhido por 194.239 cearenses, sendo 102 mil votos somente em Fortaleza. Em 2016, disputou a prefeitura de Fortaleza e levou a eleição para o segundo turno. Não foi eleito, mas recebeu o voto de confiança de 588.451 fortalezenses. Sobre a atuação política, Capitão Wagner sempre destaca o orgulho desta trajetória. Para ele, se a confiança das pessoas está aumentando, significa que o trabalho que está fazendo é importante. Na Assembleia Legislativa, Capitão Wagner vem executando seu papel com excelência, transparência e participação, honrando a votação expressiva e histórica a qual recebeu. Desde que assumiu o mandato de deputado estadual, tem sido reconhecido pela participação e desempenho na Casa do Povo, defendendo arduamente os interesses dos cearenses e sempre lutando pelo bem comum.

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A formação do caráter

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que é o caráter? O que define o caráter de alguém? Como fazer uma autoanálise do nosso caráter? Diante de tais inquietações, imediatamente, palavras de ordem psicológica como índole e personalidade ou que remetam a firmeza moral, tais como integridade, retidão, seriedade, honra, dignidade, respeito, enfim, um verdadeiro frenesim de ideias e palavras povoa meu pensamento. No cenário político atual brasileiro, inevitavelmente, ao refletir sobre a palavra “caráter”, é quase impossível não vagar na nossa mente uma palavra antagônica, o termo “corrupção”. Em contraposição a palavras como ética, moral e caráter, esta tem estado em alta, em constante evidência, seja nas rodas de conversas, nas redes sociais, telejornais e demais meios de comunicação. Na verdade, chego a pensar que essa tríade, (ética, moral e caráter) já foi incorporada por grande parte da população brasileira como traços indesejáveis e que, na concepção destes, aqueles que as cultivam, é que estão na contramão, como se fosse os que descumprem as normas de conduta da sociedade. Esse cenário requer não só um discurso, mas faz-se necessário tomar uma atitude urgentemente, é preciso que transformemos teoria em prática, ou a ética sucumbirá à subjetividade da imoralidade. Mas como diferenciar a ética como moral pensada da ética enquanto moral vivida? De acordo com a professora de direito tributário, Karla Borges, a ética preocupa-se com o comportamento moral dos homens em sociedade. A moral vivida seria o conjunto de normas, regras ou princípios que regulamentam as relações sociais. Pode-se distinguir, por conseguinte, problemas éticos e problemas morais. Os recentes acontecimentos no país, em particular o comportamento de representantes da comunidade que com os seus mensalões e petrolões, nutrem no cidadão uma espécie de indignação ética. Todavia, não são fatos novos nem na história brasileira nem na história do mundo. Cabe aqui uma reflexão, já que aqueles que hoje “nos representam” são pessoas

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que um dia sentaram num banco de escola como nós, - meros mortais - e hoje estão lá, “nos representando”, inclusive, ampliando os modelos de transgressões das normas de boa conduta. Aquilo que era um “simples” não colar na prova, não estacionar em local proibido, não furar a fila, não utilizar as vagas ou assentos reservados exclusivamente aos deficientes, idosos e gestantes, não utilizar atestado médico falso, dentre tantos outros comportamentos antiéticos etc, tomou dimensões bem maiores. Eles estão lá, do alto da sua “autoridade”, com seus discursos, falcatruas, mensalões e petrolões, a espelhar novos corruptos. Ou seja, não deveríamos nos surpreender com o comportamento imoral e antiético dos nossos representantes políticos, pois além de terem sido escolhidos por nós, eles estão apenas reproduzindo, em proporções correspondentes ao cargo que ocupam, o comportamento da maioria do seu povo, como diz um dos maiores pensadores modernos, Mário Sérgio Cortella: “a ocasião não faz o ladrão, ela apenas o revela.” Mas o que fazer para mudar essa realidade? Bem sabemos que “o mundo muda quando muda o homem.” Portanto, a mudança que almejamos no mundo, na nação, na cidade - em que vivemos, na nossa casa, começa dentro de nós mesmos. Essa atitude, esse desejo consciente de mudança, pautada no esforço para cultivar os valores universais da conduta humana, que determina nossas ações, nosso comportamento e a nossa personalidade, é o primeiro passo para construção daquilo que se pode classificar como um “bom caráter”. O caráter é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo. A construção moral do indivíduo reflete na firmeza das suas atitudes. Sua conduta e seu caráter serão determinados pelo conjunto de qualidades e defeitos. A construção dos valores morais determinam a coerência de suas ações, procedimento e comportamento. Esse conjunto de valores e sua concepção moral é resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais. Nesse ponto, ressalta-se uma contribuição excepcional dos princípios filosóficos do Karate-Do, o Dojo Kun, conjunto de regras criado em 1750, oriundo do Bushido, o código de honra do Samurai, incorpora-

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do ao Karate–Do, pelo Mestre Gichin Funakoshi, que norteia o praticante de karate por toda a vida. São eles: Esforçar-se para a formação do caráter; Fidelidade para com o verdadeiro caminho da razão; Criar intuito de esforço; Respeito acima de tudo; Conter o espírito de agressão. Embora esses princípios filosóficos sejam indissociáveis, nessa matéria, trataremos do princípio do esforço para a formação do caráter. A palavra esforço, em negrito aqui tem relevante importância, visto que essa matéria trata da luta para se manter integro, honrado, reto, honesto, digno, respeitável, ético, justo e incorruptível, numa sociedade onde todos esses valores são desprezados ou deturpados por uma parcela maciça da sociedade brasileira. Toda essa desfiguração das boas condutas do comportamento humano interfere diretamente num aspecto imperioso das relações na sociedade e o paradoxo dessa convivência harmoniosa: a personalidade. Isso porque esta é o conjunto das características que definem uma pessoa, ela é a força ativa que ajuda a determinar as relações das pessoas, considerando seu padrão de individualidade pessoal e social, referente ao modo de pensar, sentir e agir. Dessa forma, percebe-se numa relação direta – karate e personalidade - que a prática consciente do Karate-Do e a adoção dos supracitados princípios filosóficos apresentam-se como importante ferramenta na formação da personalidade, uma vez que ela é influenciada pela inteligência e criatividade – aspectos evidenciados na prática do karate - através da qual, consegue-se encontrar diferentes soluções para eventuais problemas ou situações. Essa competência social demonstra a capacidade do indivíduo, de defender seus pontos de vista, preservando a convivência pacífica e ainda construir novas relações. A personalidade relaciona-se intimamente com o caráter, pois ela está ligada à postura do indivíduo perante a sociedade e pode ser classificada por suas atitudes, pelo juízo que a pessoa faz de si mesma, o bem estar e a capacidade de julgar determinados princípios como liberdade, honestidade, bondade, respeito e virtude, aspectos próprios dos valores universais que regem a conduta humana e as relações saudáveis e harmoniosas. Osmar Negreiros


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Andanças de um “dotô” agrônomo

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inhas andanças por este sertão jaguaribano na busca do meu sustento e de minha família vai além do monetário. Leva oportunidade de crédito, tecnologia e esperança de dias melhores para as famílias sertanejas, traça laços de amizade, proporciona boa prosa, “causos” e Histórias desse sertão de maravilhas e desgraças, de belezas e feiuras. Traz aprendizados que o “dotô” não viu na faculdade e diante da Ciência e do Saber Popular corre uma via dupla de conhecimentos empíricos e científicos que somados produz o um conhecimento rico e único. Como é rica a cultura e sabedoria do matuto jaguaribano. Homem

forte que enfrenta a estiagem mesmo com o pesar da idade e as adversidades econômicas e sociais empostas pelo sistema. Homens de pilhérias, humildade, honestidade, força e coragem diante da adversidade climática que o empurra para cair no Sul, grande cidade (como diz a canção do Belchior), mas que finca o pé e não se entrega e enfrenta as dificuldades com esperança de dias melhores, dias de chuvas, de fartura, dias de alegrias e festas de gado, forró, pinga e carne assada. Dias de glória ao Deus que pode tudo e que é a esperança de dias melhores. Como é bom sentar no tamborete de couro de bode no alpendre da casa simples e escutar as histórias e o palavreado desse homem simples do sertão. Beber café coado em pano de algodão e comer bruaca de milho, comer pão de milho com galinha caipira ou capote e

beber uma cachaça de rolha para esquentar as orelhas. Ouvir o recital de crenças e superstições, a história do touro brabo, das pegas de gado, as tão sonhadas botijas, as adivinhações, as assombrações – burra de padre, a mula sem cabeça - que povoam a mente dos sertanejos. As rezadeiras com seus galhos de arruda e reza forte, as parteiras que mascam fumo e bebem pinga, mas que trazem o rebento com maestria na arte da parição. O c* de cana que diverte a todos com a sua sina de bobo dos outros, a apartação do gado em época de chuvas e fartura, o bacurim assado acompanhado de arroz vermelho, cheiro verde, cebolinha e pimenta malagueta, eita sertão rico de meu Deus e o “dotô” nem desconfiava. Sérgio Barrêto

Dia das Mães Mês de maio, Mês das mães, Mês de quem nos elogia, Mês de quem nos ama e beija, Conversa e acaricia,

Mês que passa pingo a pingo E o seu segundo domingo È de quem gera e quem cria, Parabéns queridas mães,

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Edmundo Diógenes Saldanha


GATA DO MÊS

Lyanna Miranda Vidal Oliveira Relacionamento: Namorando Hobby: Estudar Um filme: Nada será como Antes Uma frase: " Um Sonho que se sonha só, é apenas um Sonho. Um Sonho que se sonha junto, torna-se Realidade" Um Sonho: eu não tenho apenas um Sonho, tenho vários. Mas um deles, é que Deus me de Saúde e Sabedoria para continuar criando minhas filhas dentro dos Princípios da Verdade, do Direito e do Dever de Cidadãs de bem.

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PatrĂ­cia Cristina de Oliveira Castro

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