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ENTREVISTA ARAUTOS
CENTÉSIMA EDIÇÃO DA REVISTA ARAUTOS A revista Arautos do Vale, chega a centésima edição com intrepidez e ousadia. Conseguimos esse fato inédito: do interior do estado do Ceará para o mundo! Fazer comunicação, transmitir valores extrair histórias e registra-las, é uma demonstração de resiliência e credibilidade singular em nossa região. Em virtude do marco, estamos aqui com a sua idealizadora com quem conversaremos a seguir, dentre as indagações respondidas temos uma que nos inquieta, que é em relação ao motivo, inspiração e razão de fundar a Arautos: Arautos: D. Sandoli por que fundar uma revista, logo aqui neste sertão árido de pessoas sofridas e muitas incultas que com certeza não acreditaram na importância do seu gesto? Sandoli: Sabe Ramon, sempre acreditei, que você só cresce quando reparte, senti que eu seria egoísta se não colaborasse para que a voz e a vez do povo não fosse ouvida, como se todos estivessem amordaçados e suas opiniões pouco tivesse importância, para o contexto geral da sociedade em que estão inseridos.
não é diferente, tendo em vista a qualidade do material que vocês oferecem. Quem é o financiador, quem banca essa façanha? Sandoli: Desde o início temos contado com o apoio total e indiscriminado do comércio em geral, temos assinantes que pagam para ter acesso ao nosso conteúdo, tivemos o apoio de alguns órgãos públicos e instituições de renome em nossa região. Mais o capital sem sombra de dúvidas vem do céu que é a FÉ que nos impulsiona a prosseguir.
Arautos: Conte nos um pouco da trajetória até aqui: Sandoli: Como falei anteriormente a necessidade de comunicação era latente e me sentia cobrada em relação a isso, já que como educadora sempre me posicionei a favor de projetos culturais, daí me veio a ideia de escrever uma espécie de embrião da Arautos que recebia o nome de Folha do Vale.
Arautos: A pergunta que não quer calar a Sra. já pensou em desistir? Sandoli: NUNCA! Já fiquei cansada, abatida, revoltada. As vezes engoli alguns elefantes mais os expurguei da mesma forma e continuei com o meu trabalho de formiguinha.
Arautos: Como foi essa migração de jornal para Revista? Sandoli: Devido a necessidade que tivemos de ampliar espaços, comecei a somar forças, buscando parcerias de pessoas das mais diversas classes sociais da sociedade, o que nos possibilitou desenvolvermos um material com mais conteúdo, pensamentos diferentes, formativos e informativos, fazendo um feedback entre a população.
Arautos: A ascensão sem sombra de dúvidas é perceptível. O que mais a Sra. Vislumbra para a ARAUTOS? Sandoli: Que meus filhos continuem regando a semente que plantei, que a Revista continue ultrapassando barreiras, fazendo um trabalho sério, sempre livre, que outros idealizadores unam se a esse trabalho. Quem sabe um dia ela circule em um intervalo bem menor e funcione com uma equipe de profissionais maior, que a revista gere emprego e renda.
Arautos: Lhe agradecemos imensamente pela colaboração que ficará nos anais da história dessa região como uma iniciativa singular e pioneira que elevou o nome dessa cidade. Dispomos o espaço para suas considerações: Sandoli: Queira antes de mais nada Agradecer o principal responsável: Muito obrigado meu Deus! Ao povo em geral que sonhou junto conosco e dizer que quem mais aprendeu com a revista fomos nós. Aos comerciantes, as autoridades aos meus colegas professores, colunistas, críticos em geral, quero que sintam se abraçados pois a festa hoje é nossa e de quem vinher. Viva a luz da comunicação que invade este Arautos: Tudo nesse mundo tem um custo e com a Arautos torrão muito além do imaginário. arautosdovale@hotmail.com 07 Arautos: E quem mais lhe acompanha nessa jornada? Sandoli: A população quase que em peso, pois sempre você vai encontrar no contexto onde a revista está inserida alguém que já participou ou teve algum familiar, amigo que já fizeram parte de nossas páginas. Meus filhos são os meus grandes parceiros e também articuladores do meu projeto que cito os em ordem cronológica: Herika Gomes, Ruth Gomes e Ramon Gomes e isso muito me alegra pois como diz o pensamento: “Sucesso só se é alcançado quando se fazem sucessores”.
COLUNA
“ATÉ AQUI NOS AJUDOU O SENHOR”!
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m dia li algo parecido com a seguinte frase:" Primeiro te ignoram, depois te ridicularizam e riem de você, e só então você VENCE!” Eu não sei quem falou, mas com certeza tem tudo a ver com a nossa história Como a Dona Sandoli foi visionária! Quantas vezes ouvi frases do tipo: “nem sabia que Jaguaribe tinha isso”, “não vai durar um mês”, “isso é fogo de palha”, “o povo não gosta de ler”, “as pessoas não vão dar valor...” Como me doía quando uma pessoa vinha com sede de diminuir este trabalho pioneiro, ou de mostrar algum erro ou falha. Ei! Por que você percebe quando uma crítica é construtiva ou não, né? Mas, a nossa postura foi sempre a mesma: a de nos desculparmos e a de procurarmos não repetir o erro e seguirmos em frente. Já tirei a revista Arautos do Vale do lixo. Já encontrei nossa revista guardada cuidadosamente colecionada. Já soube dela em outras cidades e até exposta em vitrines! A dona Sandoli já ouviu dos próprios filhos que isso dava muito mais trabalho e dor de cabeça que dinheiro. Como ela persistia, pois parece que a palavra desistir não está no seu vocabulário, nós entramos de cabeça no seu sonho e o PROFISSIONALIZAMOS. A historia da revista Arautos do Vale é uma façanha que só quem tem um profundo amor e respeito por esta cidade seria capaz de realizar. O caminho percorrido foi longo, pedregoso e houve muitas decepções pedradas. Por outro lado, é inegável o fato de que crescemos com todas elas.
Durante estas 100 edições, trouxemos o anônimo para a visibilidade, mostramos quem antes era esquecido e EMPODERAMOS a nossa gente! A revista Arautos do Vale RESSIGNFICOU a historia contemporânea da nossa gente. Se existir alguém que não goste do nosso trabalho, este tem o dever de respeitá-lo, porque hoje, mais do que nunca, oferecemos um serviço de qualidade. Muitas revistas, jornais e folhetins vieram e se foram porque só um trabalho plantado com amor verdadeiro germinaria no meio de tantas pedras. Neste momento você tem em mãos um marco na comunicação jaguaribana. Um tesouro que só alguém que enxergasse o nosso povo como artista no grande espetáculo chamado existência sustentaria. Só alguém verdadeiramente apaixonado por esta terra chegaria a essa marca. Hoje, mais que informação, a revista arautos do vale eleva e representa o nível cultural de toda uma região exaltando a trajetória da nossa gente, dando vez e voz ao nosso povo. Liguem as luzes! Abram as cortinas, que o espetáculo chamado vida não para, e nós que fazemos a revista Arautos do Vale estamos aqui para registrar. Não posso terminar a minha coluna histórica sem dizer que Deus ainda realiza sonhos e que, se você tem um sonho no seu coração, tenha fé e vá em busca da sua realização, Herika Gomes porque o impossível é apenas algo que ninguém ainda fez.
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COLUNA
ALTERAÇÕES LEGISLATIVAS MODIFICAM A IDADE MÍNIMA PARA CASAR NO BRASIL
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nicialmente, antes de adentrar ao tema da coluna, não poderia deixar de congratular a Revista Arautos por sua centésima edição, estendendo minhas felicitações a todos os que trabalham incessantemente para que este importante meio de comunicação permaneça sempre vivo, levando informação aos lares jaguaribanos. A marca das cem edições surge para coroar a Revista Arautos e mostrar como um projeto audacioso pode conquistar a admiração e o respeito das pessoas, ganhando cada vez mais espaço nos mais diversos domicílios, repartições públicas e estabelecimentos comerciais situados dentro e fora de Jaguaribe. A receita do sucesso, na verdade, tem como ingredientes a dedicação e o cuidado que existem em cada página da revista, editada sempre com o intuito de proporcionar informação, diversão e entretenimento de qualidade para os leitores. Assim, cumprindo o objetivo de periodicamente escrever uma coluna que tratasse sobre questões relacionadas aos direitos e deveres das pessoas, nesta edição, veremos que a idade núbil, ou seja, a idade para casar no Brasil, foi alterada recentemente pela Lei nº 13.811/2019, que modificou o Código Civil. O casamento é uma união afetiva entre pessoas físicas (do mesmo sexo ou de sexos opostos) que decidem constituir uma família, gerando entre elas comunhão plena de vida, numa relação em que, para ambas as partes, existem direitos e deveres recíprocos, a exemplo da fidelidade e da assistência mútua. Para compreendermos o que efetivamente mudou, é importante sabermos que, em regra, no Brasil, somente é possível o casamento da pessoa maior de 16 anos e desde
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que devidamente autorizada pelos pais quando menor de 18 anos. A partir dos 18 anos, porém, com a obtenção da maioridade civil, a autorização dos pais ou responsáveis torna-se desnecessária. Acontece que a legislação brasileira previa hipóteses em que um adolescente com 14 anos, por exemplo, já poderia casar-se com alguém. Tratava-se de uma situação delicada e que poderia trazer sérias consequências, pois dificilmente alguém tão jovem teria um desenvolvimento psicológico adequado para enfrentar as adversidades decorrentes de uma vida conjugal. Relatos de casamentos envolvendo crianças são bastante comuns, inclusive, em países Asiáticos. O Brasil, porém, previa que somente era admitido o casamento de menores de 16 anos nos casos de gravidez. Nessas situações, portanto, abria-se uma exceção e o menor com idade inferior a 16 anos poderia se casar, desde que com o consentimento dos pais. Atualmente, a partir do dia 13 de março de 2019, essa exceção deixou de existir. Por esse motivo, os casos de gravidez não mais autorizam que a pessoa com idade inferior a 16 anos se case no Brasil. Conclui-se que, após a modificação legislativa, o menor de 16 anos não pode casar em hipótese alguma. Todavia, aquele que tiver atingido 16 anos ou mais poderá casar-se desde que haja consentimento de ambos os pais ou responsáveis. Em seguida, com 18 anos de idade, atingida a maioridade civil, a pessoa estará apta a casar-se independentemente de autorização de pais ou Luís Antônio responsáveis.
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O PAPO É ASKAJA
UM PEDACINHO DO JAPÃO NO CORAÇÃO DE JAGUARIBE.
Um pedacinho do Japão no coração de Jaguaribe Quem diria que aquele pequeno espaço ocioso, baldio, passivo de acumular lixo, se tornaria um dos cartões postais da cidade! Aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal de Jaguaribe, mediante apresentação do Projeto, em Sessão Ordinária, o então Prefeito Municipal, José Sergio Pinheiro Diógenes, sancionou e promulgou a LEI Nº 989, de 22 de Junho de 2010, que trata da cessão de um terreno com área de 190 m², situado a Rua Sigefredo Diógenes, 98 onde foi construída a Sede da Associação de Karate de Jaguaribe, denominada Dojo ASKAJA, inscrita no CNPJ, sob o número 10.526. 701/0001 – 12. Considerado um dos Dojo´s mais bonitos do Brasil, a ASKAJA foi projetada pelo professor Osmar Negreiros e construído em regime de mutirão. A sede do karate Jaguaribano contou com o esforço e dedicação de alunos, pais, familiares e amigos do Karate. Inaugurado em dezembro de 2011, o Dojo ASKAJA conta com uma área coberta de 54 m², uma fonte, uma área subterrânea com 20m², onde está sendo montado o Museu do Karate jaguaribano e uma pracinha no formato triangular com área de 120m², que apresenta o desenho de um dragão, no qual foi utilizado 3.000 garrafas PET, em toda a sua extensão. A escassez de recursos deu espaço a criatividade e aquilo que seria uma barreira, acabou encontrando terreno fértil na busca de soluções para a superação dos obstáculos, inclusive, trazendo lições para os envolvidos, que se utilizou de materiais alternativos, de refugo, tais como madeira, carnaúbas, ferro velho, que vai desde as luminárias reformadas de construções antigas até a abóbada/claraboia construída a partir de uma antena parabólica antiga. Tomado por uma atmosfera mística, o Dojo ASKAJA lembra um templo japonês, desde o seu interior, com sua decoração peculiar aos bancos e luminárias no estilo japonês. O dragão que compõe o piso, e demais elementos decorativos conferem à construção, certa rusticidade, mesclando características orientais com características ocidentais sem fugir a sua essência. Fruto de árdua luta, o Dojo ASKAJA nasceu de um sonho coletivo de construir um espaço propício para a prática do Karate, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento integral dos seus praticantes, através da prática salutar dessa arte milenar, cultivando valores como justiça, coragem, compaixão, cortesia, sinceridade, honra e lealdade.
Teto com detalhe de luminária externa
Museu do Karate Jaguaribano - subterrâneo (em obra)
Por Osmar Negreiros
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Fonte do Dojo ASKAJA. (em fase de conclusão)
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CRÔNICA
AS HISTÓRIAS QUE EU CONTO.
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empre gostei de histórias. Quando criança, elas me velha. As narrativas eram noturnas, porque sabíamos que chegavam pela oralidade. Não existiam livros, por quem contava histórias de dia criava rabo e quem escutava não se ter dinheiro para comprar nem leitores para criava dois. Melhor era não arriscar. Já se ouvia falar de decifrar. Mas havia narradores. Me prestava como a pessoas rabudas, por que ousaram romper com esses melhor das ouvintes! Ouvia histórias desse mundo e de desígnios. O dia era para ruminar o alimento noturno, como outros mundos, onde é comum unicórnios, tapetes fazem o gado. Assim fazíamos. As histórias ficavam nos mágicos, bruxas voando em vassouras e fadas que realizam rondando. E como o sultão Shariar, mal podíamos esperar a o sonho de meninas pobres. Quando eu era pequena, tinha noite, para a nossa Sherazade reconstruir em nós o seu uma crença maior no mundo e nas pessoas. Acreditava na reino, estendendo a nossa existência, resignificando as bondade de todos, na mula sem cabeça e que o mês de nossas experiências. Tínhamos necessidade de ficção! agosto tinha as melhores luas. Sabia da existência do Véi Babau que pegava crianças e as Um irmão me falava dos super-heróis como o Flecha, o levava para o seu reino de ruindades. Dele eu tinha medo! Super-homem, o Homem Aranha, o Batman, que usavam Era um velho sisudo, com barba comprida e um saco nas uniformes. Saíam como homens comuns, mas na verdade costas. Não dava para se confundir. As demais pessoas tinham a missão de salvar o mundo de vilões. Meu pai vestia um uniforme grosso na cor azul e passava muitos dias longe eram confiáveis. de casa. Eu tinha saudade, mas sabia que ele era super-herói Não desconfiava do sorriso de ninguém! O maior e melhor narrador era meu pai. Nos tempos em e estava em missão secreta. que estava em casa, nos contava histórias de ternura, de Anos depois e ainda criança, descobri que a vestimenta azul força e de assombração. Arrodeado de filhos e vizinhos, do meu pai não era uniforme de super-herói, era uma farda parava o tempo, ao contar sobre outros reinos longínquos. da Queiroz Galvão, uma empresa de construção de rodaNa verdade, alguns desses lugares nem eram tão distantes gens. Fiquei um pouco decepcionada pelo desmoronamencomo supúnhamos. to da imagem que tinha dele, longe dos filhos para defender Esse narrador contava com tanta verdade, que nos o mundo. Hoje eu sei que ele era mesmo um super-herói, provocava alterações orgânicas, fazendo nosso coração por encarar penosos trabalhos na construção de estradas bater aceleradíssimo de medo de almas penadas, ou nos para salvar os filhos do vilão da fome, em épocas tão difíceis. fazia chorar de piedade das crianças pobres, sem saber que A vida me ensinou outras histórias, muitas não tão bonitas essas crianças éramos nós. Outras histórias nos faziam quanto as que meu pai contava. Aprendi a ler e decifro chorar de rir. histórias de escritores que registraram as suas narrativas, Como nos antigos teatros gregos, as histórias se mescla- que trazem enredos os mais diversos, sobre muitos tempos, vam entre tragédia e comédia, com enredos reais e pessoas e lugares. As histórias fantásticos, mas tudo sob o manto da verdade, da mais continuam a me habitar. Hoje pura verdade, dos tempos em que bichos e coisas falavam. t a m b é m co n t o h i s t ó r i a s . Nessa arena que era nosso terreiro, as noites ganhavam Conto porque sei que a fome outro tom, uma magia que se repercutia muitas vezes em de fantasia está deixando as nossos sonhos. Assim meu pai alimentava a nossa fome de p e s s o a s d e s n u t r i d a s d e Efigênia Alves fantasia e entretinha a nossa fome de comida. humanidade. Sempre soube Nas suas ausências, assumia o posto a minha irmã mais que as histórias alimentam. arautosdovale@hotmail.com 12
CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA
O PRIMEIRO JAGUARIBANO A SE ORDENAR PADRE
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Padre Miguel Carlos da Silva Saldanha (Peixoto), nasceu em 10 de maio de 1764, na Fazenda Riachão, em Jaguaribe-Mirim, e em 27 de maio do mesmo ano foi batizado na Capela de Nossa Senhora das Candeias, pelo Padre João Rodrigues Correia, tendo como padrinhos: Tenente Simão Rodrigues de Sousa Junior (avô materno) e Dona Tereza de Jesus Maria, a primeira (avó paterna). Faleceu, no Crato – CE, em 30 de setembro de 1841, aos 77 anos e sendo sepultado na Capela Mor da Igreja Matriz do Crato, em 01 de outubro de 1841. Era filho do Capitão Manuel Carlos da Silva Saldanha e de Dona Isabel Rodrigues da Assunção (1ª esposa), natural de Jaguaribe-Mirim. Seus avôs maternos: Tenente Simão Rodrigues Junior (natural de Marechal Deodoro – AL) e Dona Antônia Fernandes das Neves (natural de Russas – CE); avôs paternos: Miguel Peixoto da Silva Saldanha (Licenciado médico português) e de Dona Tereza de Jesus Maria, a primeira; bisneto paterno de Domingos Alvares Saldanha casado com Dona Joana da Silva Barbosa e de Manoel Peixoto da Silva e Távora (português) casado com Dona Genoveva da Assunção Fonseca Ferreira; trineto paterno do Capitão Domingos Paes Botão (1º) casado com Dona Sebastiana da Assunção Fonseca Ferreira e tetraneto de Antônio Francisco (o Novo) casado com Dona Anna Fernandes. Eram seus irmãos: Manoel Junior, Alexandre, Antônia, Iasbel, Joana, Tereza, Simão e Nazário. Oficiou em Barbalha entre 1792 e 1880, como Capelão. Em 1797, compra o Sítio Veados, vizinho a Vila do Crato. Padre Miguel Carlos passa oficiar na Freguesia de Nossa Senhora da Penha, no Crato – CE, a partir de 1800, como o 2º vigário colado. Foi visitador eclesiástico em 1833, 1834 e 1835. Em 1833, por sua saúde frágil, afasta-se do exercício paroquiano. O Padre Miguel Carlos foi ligado e aliado político dos Alencar do Crato, através de Bárbara de Alencar e seus filhos. Participou ativamente da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador, em 1824, ao lado de Bárbara Pereira de Alencar e Tristão Gonçalves. Com a derrota de ambos os movimentos foi preso e enviado para a Fortaleza de Nossa Senhora de Assunção (presídio), em Fortaleza – CE. Dois dos seus irmãos casaram-se com duas irmãs de Bárbara de Alencar: Manoel da Silva Saldanha casou com Antônia Pereira de Alencar e Alexandre da Silva Saldanha casou com Josefa Pereira de Alencar. Alguns pesquisadores relatam que o Padre Miguel viveu maritalmente com Bárbara de Alencar e que tiveram um filho: José Martinano de Alencar (*18/10/1794 e + 15/03/1860) que foi Padre, Presidente da Província do Ceará, Senador e pai do famoso escritor José de Alencar. Esta afirmação dos pesquisadores está baseada no testamento do Padre Miguel redigido em 16 de fevereiro de 1839, na Vila do Crato, pelo Tabelião Público Antônio Duarte Pinheiro e como testemunhas: o Reverendo Joaquim Aires do Nascimento, o Reverendo Pedro Antunes
de Alencar Rodovalho, o Alferes Canuto José de Aguiar, Roque Carlos Peixoto de Alencar e Manuel Carlos da Silva Peixoto. O Padre Miguel nomeia como seus testamenteiros o Senador José Martiniano de Alencar (1º), José Dias Azedo (2º) e o Capitão João Pereira de Alencar (3º), deixando as suas propriedades (que eram muitas) aos filhos de Ana Josefina de Alencar, que era prima de José Martiniano e vivia maritalmente com o mesmo. Transcrevo abaixo parte do referido testamento: Quanto a Bárbara Pereira de Alencar, avó do escritor José de Alencar, foi considerada a 1ª mulher presa política do Brasil e heroína da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador de 1824 e o seu nome encontra-se no “Livro dos Heróis da Pátria”.
“Em nome da Santíssima Trindade Pai, Filho e Espírito Santo em que eu, Miguel Carlos da Silva Saldanha firmemente creio e em cuja fé protesto viver e morrer. Este, o meu testamento de última vontade. [...]. Rogo em primeiro lugar ao senhor Senador José Martiniano de Alencar, em segundo ao senhor José Dias Azedo e em terceiro lugar ao senhor Capitão João Pereira de Alencar queiram fazer a obra pia de ser meus testamenteiros. Declaro que não tenho herdeiros forçados, e por isso constituo por meus herdeiros universais os filhos de dona Ana Josefina de Alencar, filha do falecido Leonel Pereira de Alencar, os quais são: José, Leonel, Ana e Tristão, a quem meus testamenteiros entregarão todas as minhas fazendas, que por minha morte ficar, tirando somente o que for preciso para o cumprimento de minhas disposições por ser esta minha última vontade para ser cumprida depois da minha morte [...]”.
FONTE: Jaguaribe Minha Terra. 5 – Formação Política. Valdir Uchôa Ribeiro, 2005, documentos extraídos no Cartório do 1º Ofício de Jaguaribe – CE, Chico Guimarães - pesquisador e relatos orais de familiares.
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VALE A PENA VER NA ARAUTOS
QUEM É O QUENIANO QUE FOI ESCOLHIDO O MELHOR PROFESSOR DO MUNDO
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queniano Peter Tabichi foi escolhido o melhor professor do mundo pelo prêmio Global Education and Skills Forum, anunciado nos Emirados Árabes. Professor de ciências e padre franciscano, ele doa 80% de sua renda mensal para ajudar os pobres. Leciona em uma área rural do Quênia, Escola Secundária Keriko Mixed Day em Pwani Village, no Vale do Rift do Quênia. Sem equipamentos nem estrutura, o professor busca superar as limitações todos os dias. “Ver meus alunos crescerem em conhecimento, habilidades e confiança é minha maior alegria em ensinar. Quando eles se tornam criativos e produtivos na sociedade, eu fico muito satisfeito”, revela. Tabichi iniciou um clube de formação de talentos e expandiu o Clube de Ciências da escola, ajudando os alunos com projetos de pesquisa de tal qualidade que 60% agora se qualificam para competições nacionais.
Vitória O professor orientou os alunos por meio da Feira de Ciências e Engenharia do Quênia, em 2018. Nela, eles apresentaram um dispositivo que haviam inventado para permitir que pessoas cegas e surdas pudessem medir objetos. Com o projeto, a escola ganhou o primeiro lugar a nível nacional na categoria de colégios públicos. A equipe de Ciências Matemáticas também se qualificou para participar da Feira Internacional de Ciências e Engenharia Intel 2019, no Arizona, nos Estados Unidos, para a qual eles estão atualmente se preparando. Os alunos também ganharam um prêmio da Royal Society of Chemistry depois de aproveitar a vida das plantas locais para gerar eletricidade. Tabichi e quatro professores lecionam para alunos de baixo rendimento, em aulas individuais de matemática e ciências, nos fins de semana. O professor leciona em uma escola com apenas um computador desktop com uma conexão intermitente.
Adaptado: <https://exame.abril.com.br/carreira/quem-e-queniano-que-foi-escolhido-escolhido-o-melhor-professor-do-mundo/>.
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MÃES de autistas! Como é ter um filho autista?
A mãe de Autista que eu escolhi ser Eu tive uma gravidez tranquila, sem intercorrências, sem enjoos, sem nada. As expectativas eram grandes a respeito do primeiro neto que as famílias iriam ganhar, e eu sempre quis ser mãe. Engravidei logo, aos 8 meses de casada. Quando João nasceu, houve complicações no parto e meu coração de mãe não se enganou: ele teve anoxia cerebral, não chorou. João nasceu grandão e a nossa alegria também era grande. Eu mal poderia imaginar que eu iria passar tantos momentos difíceis. Então, com uma semana de vida, João apresentou convulsões, daí em diante minha história de vida começou no dia que ele nasceu, sua vida se tornou a minha também. Começamos a primeira batalha de muitas: ele foi diagnosticado com epilepsia de difícil controle, com apenas 1 mês de vida. Como o autismo entrou na minha vida. Aos nove meses, João apresentou traços fortes de autismo, fez fisioterapias desde os 3 meses para estímulos na parte motora. Uma batalha constante. Todos os dias. Eu fui agraciada com um filho com epilepsia de difícil controle e autismo. Eu me recusava ser aquela mãe coitadinha e decidi que ia ser feliz de qualquer jeito. Fui resiliente, porque mães de autistas são assim. Passei 10 anos fora, em busca de tratamentos que na época não existiam aqui. A maioria dos pais sente-se desolados quando recebem a notícia, mas comigo foi diferente. Eu não tive luto pelo filho vivo, eu fui à luta. Não me sinto especial por isso, qualquer mãe que ama seu filho se torna guerreira. Você escolhe o que quer ser e o que queremos e buscamos conseguimos. Eu optei seguir a vida mais leve. O que eu aprendi com meu filho Autista Ele me ensinou mais do que eu ensinei a ele, eu valorizo cada avanço, cada palavra dita, cada gesto. Seu amor é puro e verdadeiro. Quando João me abraça e me beija, eu sei que é de verdade .João me ensinou que é muito melhor “ser alegre do que triste”, como já propagava o poeta Vinicius de Moraes em seu “Samba da Bênção”. Se não fosse meu filho, talvez eu insistisse em ter uma visão pessimista da vida. Ainda pequeno João me ‘obrigou’ a ver que a “alegria é a melhor coisa que existe. É assim como luz no coração”. Ou eu tomava esses versos como verdade, ou não sei onde iria parar; João me ensinou que a vida é feita de etapas e processos e que, muitas vezes, o percurso é longo, sim, mas o caminho só se faz caminhando. Ninguém nasce pronto. É preciso paciência, persistência. Saber encarar os defeitos, as fragilidades, ouvir críticas. Mas os progressos aparecem. Aprendi, acima de tudo, a acreditar… acreditar no poder do amor esse sim, salva nos fortalece.
Ser mãe de autista não é tarefa fácil Estamos sempre cansados, temos noites mal dormidas, sofremos na maiorias das vezes de exclusão social, até dentro da nossa família. Mesmo com tudo que passamos, eu escolhi mostrar meu filho ao mundo, em publicações nas redes sociais ou na sociedade. Lembre-se: você escolhe ser o que quiser mesmo com muitas lágrimas e frustrações. Aconselho as mães que saiam da zona do conforto, não podemos nos excluir, a aceitação começa pelos pais e pela família. União Ao retornar à Jaguaribe, comecei a perceber um aumento crescente de autismo e vi a necessidade de unirmos e trocarmos experiências. Sempre acho que posso ser útil e, se eu cheguei até aqui, elas também vão conseguir. São mais de 2 milhões de autistas só no Brasil, 70 milhões no mundo. Há muita coisa pra ser mudada e realizada. Eu prometi para mim mesma que, nesse ano, eu iria fazer com que as pessoas entendessem mais sobre o autismo e, no dia 24 de março de 2019, aconteceu o primeiro encontro com algumas mães. Está sendo de muita valia essa troca de experiências e o vínculo que foi criado. Foi um bate-papo legal, em que nos conhecemos melhor e foram feitos alguns relatos e desabafos. Como dessa mãe : "Eu não sei o que fazer, estou perdida, ele é agressivo, não sei muito sobre o autismo, é tudo novo para mim.""ENTRE tantas histórias que existem, retratam ainda cenas de abandono. Mães que abandonam seus filhos quando sabem que eles apresentam TEA ou transtornos do Neurodesenvolvimento, como é o caso da jovem de 28 anos que teve que assumir seu irmão autista abandonado pela mãe, companheira do seu pai. Ela relata as dificuldades em assumir a responsabilidade de mãe em meio a tantas dificuldades enfrentadas."E assim são muitas histórias. Todas nós precisamos de ajuda tanto emocional como financeiro. Os tratamentos são caros. A nossa meta é incluir nossos filhos no ambiente escolar, lutar pelos nossos direitos em que estamos amparadas pela lei. Inclusive, Hoje em dia, a grande dificuldade e anseio dos pais é conseguir tirar a Lei Berenice Piana (Lei 12.764/2012) do papel . Transmitir o maior conhecimento possível sobre o Transtorno do Espectro do Autismo(TEA) para a sociedade. Acredito que somente conhecendo é que se pode entender e ajudar .Dia 2 de abril é comemorado o Dia Mundial da Concientização do Autismo. O meu desejo como mãe é que tenhamos menos preconceito da sociedade, que nossos direitos sejam devidamente atendidos e que nossos filhos tenham o direito de viver a verdadeira inclusão.De uma mãe que ama um filho autista Diana .
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Casa no distrito de Feiticeiro destaca se pela beleza do seu Jardim.
Arautos registra mais uma residência que possui encanto em seu jardim, pela beleza e cuidado. Situada no distrito de Feiticeiro a casa do Sr. Antonio Edson Vieira Barbosa e da D. Francisca Valkiria Santana Barbosa chamam a atenção de quem por ali passa. Nós que fazemos a Arautos nos sentimos orgulhosos em dividir o capricho na simplicidade e originalidade dessa humilde residência que está fazendo bonito!!!
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Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.
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