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Arautos do Vale | Edição 90 - Junho de 2018

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POUSADA

arautosdovale@hotmail.com


Índice 01 Capa 02 Parceiros 03 Editorial / Poesia

EDITORIAL/POESIA

O mesmo alvo!

É

bem verdade que durante esse período de discurso, na maioria das vezes ensaiado, defenexistência, vivenciamos juntamente com dem o que falta para um país melhor. O probleopublis, moendum, publicae, senne nonferbis in des morterces me éconfec vesit, convern ihilis, dius os nossos leitores inúmeras sensações:bondam co- ma não o quetilla eu quero e faço quando todos 04 TUBOARTE temus ausatquit. Bonduci memoramos veritem pere quideo utum iamenit ratuus, Catus, obuturniura et, veris, aut verfecto host juntos; reivindicamos; lamentamos veem, mas sim, o que nos bastidores eues sustento firis; hic ompl. Terfecupio ehus au- nos que indignamos; nor ubis condefendemos vicae me confec is remuscestam tus prioridade. sicatus nocae as vezes teses e,tilla comoadem conduta e defendo como Nes05 Francisco Fernandes cit, cus alatum dis. Avolica tortem aperid vesit, convern ihilis, dius obuturniura publius, facis. eti is opuli, condam. Fuida principalmente, princípios inegociáveis. Tornar ta edição trazemos uma sinopse do “legado” 06 se DICAL cum tam sed mors erionte rfectorei et, veris, es veículos host adem is imus re itilnote, quemqua essi priddos a Revista Arautos umaut dosverfecto principais de copa do mundo Brasil, com astatis naturalidade lestell arenemo vemusse furniremuscestam tus sicatus nocae publius, pubit fachuis conteat fi t; inia rem Pati 07publicu comunicação, interação e troca na região, não é jogadores que foram convocados para o mundial APAE-Jaguaribe taterem patus M. Serfece con num, quam facis. eti is opuli, condam. Fui imus re fi ci pat etis oponem essenat ioctum tem e jamais será uma tarefa fácil, mas acreditamos de 2018, e que a maior região do país, a nossa, 08 TOMIX iam Romne nonsum ortelutuiu comnesitilnote,caminho. quemqua statis essiboa pridtem pubit pra mo um convero ractuitrei entre co vem que estamos Muita gente tem apenas representante os in 23pusele09sentes verico ent. Rum inatur inum deatqui fachuis conteat fit; iniaem rem Pati fici pat blicae,reportagem vis vigit, norumur tijolo doado a essa construção andamencionados; Arautos,nihilic divideulariam os festeArtigo ARAUTOS Quam ressena timus, iae id C.queetis oponem essenat ioctum tem pra mo efecorus, contus em aus,virtude o pubis to. Diria uma obra interminável, afinal somos jos daiae APAE em Jaguaribe doorum dia das 10 publint? Parceiros Iridene in ne me confec tilla vesit, conconvero ractuitrei co vem inque publicae, senteatiliam crem popublin ne partes dessa metamorfose constante busca vis mães;sedepseri poesia genuinamente Jagua11vern ihilis, dius vigit, norumur nihilic ulariamHoje, iae efecononferbis in des Efigênia Alvesobuturniura et, veris, o nãoaut comodismo como meta principal. o ribana tem espaço emmoresi nossasmmoli, derberis es host adem is remuscestam rus, contus aus, otem pubis orum sedepseri consu me inatimum et grae tius? Roratra estágio de vida da Arautos se enraizado e páginas; dicas; passatempo; 12 verfecto VEX TELECOM tus sicatus nocae publius, facis. eti is que senteatiliam cremos popublin ne nonferbis acredito estamos dando primeiros sinais Gata cerfectus Arautos;facere e colunas 13opuli, Legado da Copa Brasil condam. Fuidoimus re itil te,dequemin des moresi derberis consu que é possível respirarmmoli, sem os aparelhos da me maravilhosas recheiam statis essi prid pubit fachuis conteat inatimum et grae tius? Roratra cerfectus 14 qua incubadora. Continuamos acreditando que dias nossas páginas com o nosParceiros fit; inia rem Pati fici pat etis oponem es- são faceree me confec tillaconstruamos vesit, convern melhores possíveis, desde que so coquetel de cultura que 15 Continuação Legado da Copa senat ioctum tem pra mo converonós ractuiihilis, dius obuturniura et, veris, aut vermesmos os meios para que eles realmente atende pelo nome de 16 trei co vem in publicae, vis vigit, norufecto es host adem is remuscestam tus deixem de ser utópicos. Uma campanha de nível ARAUTOS. Boa leituParceiros mur nihilic ulariam iae efecorus,nacional contus tem sicatus nocae publius, eti isde opuproporcionado quinzefacis. segundos ra a todos e até a pró17 Escalação da Copa de 2018 aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam li, condam. Fui imus itil te, de quemqua fama a inúmeros anônimos, quereatravés um xima edição! 18 crem popublin ne nonferbis in des mo- statis essi prid pubit fachuis conteat fit; Parceiros resi mmoli, 19 FVS-Newsderberis consu me inatimum inia rem Pati fici pat etis oponem esseNoventa meses demoArautos. et grae tius? Roratra cerfectus facerem, nat ioctum tem pra convero ractui20 que imorum aurei stam opublis, trei co vem in publicae, vis vigit, noruJerryhostrat Diógenes audere tasdam dente plius cae mur nihilic ulariam iae efecorus, contus Leitor que gosta de versos A Arautos é quem divulga 21Casdam LOOCK conos, con sigitimil ublinam intiu ver- elegante aus, o pubis orum sedepseri senteatiliam De poesia A nossa renda de filé 22 bi sedo, videatatis forum iae omniciam crem popublin ne nonferbis in des moGata ARAUTOS Medite nesse improviso É quem mostra nosso queijo efecorus, contus aus, o pubis orum mmoli, derberis consu me inatimum Desse poetaresi pensante, Quem propaga nossa fé 23iaeParceiros sedepseri senteatiliam crem popublin et da grae tius? Roratra cerfectus faceree Que vai falar Arautos E mostra a beleza e graça 24 Parceiros Revista muito importante. Que tem a nossa mulher.

P

Expediente Sandoli Diógenes Fundadora

Ramon Gomes Diretor

Herika Gomes Supervisão

A Arautos é revista Que já mostrou seu sucesso Divulgando o Jaguaribe Que conhecemos de perto. Diz o que temos de bom Fazendo de modo certo.

Fonte: Adaptado Folha Universal n 1341. É feitaedição por uma equipe

Que tem preocupação De divulgar a cultura Dentro da luz da razão Mostrando as coisas da terra Com clareza e precisão.

Ruth Gomes Reportagem

Ela mostra o Jaguaribe Cidade ao leito do rio Que possui o mesmo nome Que tem vida no estio. É prova que nossa cidade Não é espaço vazio.

Esta citada revista Que faz um papel bonito Colocando Jaguaribe Num lugar muito bem visto Completa noventa meses Na prestação de serviços. São sete anos e meio Divulgando este lugar Merece o nosso respeito Temos que lhe admirar Reconhecer seu valor Lhe aplaudir lhe divulgar. Parabéns para a revista Que já possui muita fama Mostrando o potencial Da terra que a gente ama Recebam meu forte abraço Seja um elo, seja um laço Da nação jaguaribana.

GERALDO BEZERRA DE MENEZES POETA E PROFESSOR Monteiro Lobato.

(85) 9 9900-0062 (88) 9 8867-9526

Feiticeiro, 22 de maio de 2018

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COLUNA

Tu.

Q

uem és tu que queres julgar, / com a vista que só alcança um palmo, / coisas que estão a mil milhas?” Essa máxima de Dante não é a maior das tuas impotências, pior é a incapacidade de atentares ao mal imanente, o que está em oculto, pois enganoso é o coração do homem, e corrupto, quem o conhecerá?i É típico do gênero humano, já que em tudo que almejas, que planejas, sempre pensas somente em ti, ainda que para isso seja necessário que passes sobre alguém. Aos filipenses foi dito e te cai muito bem que consideres os outros superiores a ti mesmoii. Quem o fará? Não podes, porque és do mesmo feitio existencial do primeiro homem e quando te escuto propalando a solução para o mal notório, revelas cada vez mais a tua incompetência em fazer o bem; canal aberto para a corrupção das instituições, sejam políticas, sejam religiosas, sejam sociais. Comeste da árvore edênica e passaste a ser conhecedor do bem e do maliii, ainda que não os possas controlar, administrá-los. Quando projetas tuas ideias, estás sempre as defendendo a ferro e fogo, e não admites nunca que as dos outros sejam superiores às tuas, que recebam mais curtidas, mais likes, mais comentários. Os teus confrades políticos estão acima de qualquer suspeita, petralhas ou coxinhas. A demagogia deles é tamanha, que não te possibilita conhecê-los verdadeiramente, ou será que compartilhais da mesma cocheira? Se foras candidato a um cargo público, exteriorizarias os verdadeiros sentimentos do teu coração? É dele que procedem os

maus intentos, homicídios, adultérios, imoralidades, roubos, falsos testemunhos, corrupção, calúnias, blasfêmiasiv; enfim, o mal! Se os externasses, certamente não te elegerias. Apesar de todo mal inerente, ainda existe um lampejo do bem, do criador; pois Paulo diz que ao fazeres por natureza as coisas da lei, mostras a lei escrita em teu coração, a tua consciência, acusando-te ou defendendo-tev. O que prepondera? Escutes pelo menos a voz da consciência, de preferência te acusando, pois assim, no mínimo atenuarás os teus atos dolosos. O profeta ouviu e concluiu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábiosvi. Que ocorra o mesmo contigo, sejas tocado em teus lábios com uma brasa viva; queimando ardentemente, tanto as mentiras como as verdades do teu coração de pedra. Mentiras porque tentas, com falsas lisonjas, conquistar os teus; verdades porque estas, sem amor, sem perdão, sem misericórdia, somente com frases de efeito,

não te farão lograr êxito. Não te dás conta de algo grandioso que foi realizado em teu favor? Impossível contemplar a resplandecência de uma vida pudica, pois os teus olhos estão vendados pelo deus deste séculovii. Não sabias que morreste e que a tua vida está escondida com Cristo em Deusviii? Sabe, portanto! O conhecimento da verdade é o primeiro passo para o surgimento de um novo homem. Destruído em uma cruz, imerso em um túmulo e urdido na Francisco Fernandes ressurreição. Segundo texto da série: “Eu, tu, ele... Fortaleza 16/05/2018

i. Jeremias 17.9, ii. Filipenses 2.3, iii. Gênesis 2.17, iv. Mateus 15.19, v. Romanos 2.15, vi. Isaias 6. 5-7, vii. 2 Coríntios 4.4, viii. Colossenses 3.3.

B IK E M OTOS FONE: (88) 3522-1478 / 9688.0007

RUASIGEFREDO DIÓGENES, 127 JAGUARIBE-CE

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ARTIGO ARAUTOS

Você já mordeu a isca? Crime virtual através do whatsapp.

Foto: Fotolia

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m maio, nem o Dia das Mães escapou das investidas dos criminosos virtuais, que aproveitaram a data para aplicar um novo golpe pela rede social WhatsApp. Com a promessa de oferecer um kit de beleza gratuito, eles espalharam um falso link, capaz de instalar programas maliciosos e roubar informações pessoais dos internautas. Esses dados são usados, por exemplo, em fraudes financeiras. Não é a primeira vez e não será a última que o WhatsApp é usado para a prática de golpes, que se tornam cada vez mais sofisticados. O crime é conhecido como phising. Você sabe o que o termo significa? Segundo o analista de sistemas Leonardo do Fracescantonio, o phishing, em livre tradução, significa “pescar” e traz a ideia de apropriação das informações dos usuários a partir de iscas. “O infrator monta uma página clone muito parecida com a original, que confunde o usuário e acaba roubando as informações dele. Por exemplo: se ele acessar um falso link do banco, ele colocará as dados, tais como senha, agência e conta, e os fraudadores, autores do link falso, terão acesso às informações.” Como funciona O golpe ocorre quando uma pessoa envia para você um link mali-

cioso. Esse link direciona o seu acesso a um site, que solicita e usa os seus dados pessoais. Você pode receber o falso link promocional até mesmo de alguém de confiança, seja pela simples vontade de compartilhar ou porque a promoção obriga a repassar o golpe. Muitas vezes, eles não sabem que aquilo é um phishing. “Sem saber, as pessoas acabam fazendo o trabalho pesado do infrator”, diz o analista. Segundo o Relatório da Segurança Digital no Brasil, realizado pelo laboratório de segurança digital da PSafe, o total de acessos para links maliciosos no País, no período do terceiro semestre de 2017, foi de mais de 65 milhões. O estudo revelou que os brasileiros acessaram, em média, 9,6 links maliciosos por segundo neste período. Alguns dos golpes mais recentes são os que oferecem cupons de descontos de redes de fast food, vagas falsas de emprego em grandes empresas, recarga grátis no celular, além dos golpes do Bolsa Família e do saque do FGTS. O que fazer Se você foi vítima desse tipo de golpe, confira abaixo algumas orientações. Caso isso ainda não tenha acontecido com você, fique atento(a). O analista Leonardo recomenda atenção aos links recebidos. Não clique em links suspeitos.

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Se receber alguma promoção tentadora, visite diretamente o site oficial da empresa em questão e confira a veracidade da oferta. “Evite fazer cadastros em sites desconhecidos e tente olhar de forma crítica toda informação recebida. Use a razão e deixe de lado a curiosidade e a ansiedade”, adverte. Fui vítima Como proceder, caso o crime seja praticado contra você: • Caso as informações sejam da sua conta bancária ou cartão, realize um Boletim de Ocorrência na Delegacia. Algumas são especializadas em crimes digitais; •

Registre sua reclamação no site da empresa cujo nome foi utilizado indevidamente e em sites de defesa do consumidor, como Procon e Reclame Aqui;

•

Comunique o golpe para as pessoas com as quais compartilhou o link;

•

Troque as senhas do banco e das redes sociais e tente manter atualizado seu antivírus, para bloquear programas maliciosos.

Adaptado: <https://www.universal.org/noticias/voce-ja-mordeu-a-isca>.

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Rua Sigefredo Diรณgenes, 381

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Sobre flores e despedidas.

G

anhei um arranjo de flores naturais. Lindas!, mas efêmeras. Eu sabia que toda aquela boniteza duraria apenas dias. E mesmo ciente que o meu cuidado, pouco ou nada adiantaria, resolvi cuidar, umedecendo diariamente o material esponjoso que as sustentava. Em alguns jardins da vida por onde caminhei, sabia da iminência da morte de algumas flores, o que me fazia dobrar o zelo, a dedicação. Sempre sofri pela finitude do mundo. Parece que os finais me assustam, exceto aqueles que são “felizes para sempre!”. Me acostumei com as histórias que me contavam, mas as vozes desse passado memorável se esqueceram de contar histórias do reino de agora, de finais nem tão felizes assim, como daquelas flores com dias marcados. Escolhi para as flores um lugar onde eu pudesse olhar constantemente e que fosse bom para elas. Diante da fragilidade delas, não podia pensar só em mim. Deixei-as sobre a minha escrivaninha, ao lado de uma janela, em lugar arejado. Às vezes, os ambientes ajudam a manter os organismos saudáveis e alegres. Apostei nisso, tentando prolongar o tempo de vida daquelas flores que me encheram de alegria. Sempre soube que a beleza é quase sempre perecível. As flores artificiais, por mais idênticas que sejam às naturais,

não usufruem do mesmo valor, exatamente por não serem autênticas, verdadeiras. Mesmo sendo similares e tendo a vantagem de serem duradouras, elas não alcançam o prestígio das flores naturais, que são perecíveis. Sempre suspeitei que o verdadeiro deixa marcas, mesmo quando é tão passageiro. Tenho em casa outras flores que não me rendem trabalho, não dependem de mim para permanecerem lindas. Existem a seu modo desde algum tempo. Elas permanecem. Gosto de vê-las. Mas não me dão o mesmo prazer. Cultivo no quintal uma rosa do deserto e algumas nove-horas. Estão fixas, fincaram raízes, provavelmente resistirão a maiores intempéries. Tenho cuidado no regar, porque sei que água demais também mata. E mesmo diante dos nossos cuidados, nem sempre estão floridas. Percebo como se em alguns dias as plantas estivessem desanimadas, cabisbaixas, pensativas, talvez. São os tempos, eu creio. Há tempo de florir e deixar de florir. É difícil manter-se florido diante de tantos ventos e variações temporais. As flores têm seu o tempo! Mas há dias que as plantas se mostram ao mundo em todo seu vigor! E floram sem constrangimento, como se o tempo nunca tivesse sido desfavorável. Gosto desses mistérios das plantas, desse renascer de raízes

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CRÔNICA

que sempre estiveram lá. Quanto às flores que ganhei, via a cada dia a decadência. E nada podia fazer, a não ser esperar o momento de constatar a sua definitiva morte. As flores desvaneciam, baixavam a sua corola. Aquele colorido ia amortecendo. Lembrei de alguns passos trôpegos e olhares sem brilho de pessoas que eu amava e estavam se despedindo desse jardim. Percebia as flores também em despedida, mas não alardeava. Meus filhos notaram. Vi a menina pequena buscar um copo com água para acudir. Protegi os livros e deixei. Eu sabia que não adiantava. Mas não queria que ela perdesse a esperança, se podia mantê-la provavelmente até o dia seguinte. E no dia seguinte, diante do seu sofrimento, eu explicaria sobre o ciclo da vida, sobre as partidas, sobre os declínios, sobre as conclusões, sobre a temporalidade das coisas, sobre a efemeridade de tudo, sobre a inevitável finitude das flores, mesmo aquelas que Efigênia Alves. mais amamos.

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Legado da copa do Brasil de 2014. Veja situação dos estádios.

Todos os dias, centenas de crianças atravessam os portões da Arena Pantanal em Cuiabá. Mas elas não estão indo a um jogo de futebol - estão indo para a escola. O estádio com capacidade para 41 mil pessoas construído para a Copa do Mundo é hoje um colégio estadual para 300 alunos de 12 a 17 anos. Essa passou a ser a principal função da arena, que ficou às moscas pela escassez de jogos e eventos - que nunca conseguiram atrair bom público. Os custos para a sua manutenção são de R$ 700 mil por mês, gerando um prejuízo de milhões para o Estado. “A principal fonte de renda (do estádio) é o governo, que banca”, contou à BBC Brasil Leonardo de Oliveira, Secretário Adjunto de Esporte e Educação do Mato Grosso. “Nós temos aqui alguns times, mas eles não têm torcida muito grande. Não dá para bancar com os jogos. E para os shows, não tem público para encher. A gente faz shows nacionais aqui de 10 mil pessoas, é pequeno para uma arena de 40 mil. Construíram um estádio desse que não tem como ter renda.” Passados três anos do início da Copa do Mundo no Brasil, o cenário nos estádios construídos para o Mundial é bem diferente de 2014, quando receberam grandes espetáculos de futebol com arquibancadas lotadas. Hoje, sofrem para preencher as cadeiras e conseguir cobrir os altos gastos de manutenção. A realidade em Cuiabá não é diferente da de outros quatro estádios construídos para o Mundial. Assim como na capital do Mato Grosso, em Brasília, Manaus e Natal o grande problema é a falta de tradição do futebol local - e de torcidas que encham estádios. Entre os 12 estádios construídos ou reformados, esses cinco são os “elefantes brancos” por serem, de longe, os mais vazios e com mais desafios para eliminar os prejuízos. Uma saída, pelo menos até o ano passado, tem sido sediar partidas de grandes clubes do Sudeste, como Flamengo e Corinthians, que poderiam vender seus mandos de campo a esses estádios. Mas em 2016 a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) proibiu que as equipes transferissem seus jogos para outros Estados. Em Recife, o caso é mais peculiar: a cidade tem três clubes fortes e tradicionais, mas

a Arena Pernambuco, construída em um local afastado da capital, não têm atraído torcedores como se esperava e agora também sofre para fechar as contas. A estimativa é que os cinco “elefantes brancos” citados acima dão um prejuízo anual aos cofres públicos de mais de R$ 30 milhões.

estádio aposta no futebol local, para que ele possa “se pagar” já no ano que vem e, no futuro, ser até uma fonte de recursos para o governo. Em entrevista à BBC Brasil, Fabrício Lima, secretário de Esportes e Lazer do Amazonas, lamentou a falta de apoio da CBF.

E entre os 12 estádios construídos ou reformados para a Copa, só duas arenas não estão tendo suas obras investigadas - o Beira-Rio e a Arena da Baixada (Curitiba). As outras, geraram suspeitas de corrupção, fraude na licitação, superfaturamento e propina paga a políticos das cidades-sede. Para marcar os três anos do início da Copa nesta segunda-feira, a BBC Brasil fez um levantamento sobre custos e arrecadações anuais e como estão sendo utilizados os estádios tidos como os cinco “elefantes brancos” entre os construídos ou reformados para a Copa, por serem, de longe, os mais vazios e com mais desafios para eliminar os prejuízos. São eles: Mané Garrincha (Brasília), Arena Pantanal (Cuiabá), Arena da Amazônia (Manaus), Arena das Dunas (Natal) e Arena Pernambuco (Recife).

“Há algumas decisões da CBF que vão de encontro a tudo aquilo que eles pregaram na Copa do Mundo, de legado, daquilo que eles queriam para o futebol. A entidade que deveria fomentar os estádios e ajudar a fazer com que eles crescessem e junto com eles o futebol local, não faz isso.” Lima contou que a estratégia foi abrir as portas para os clubes locais, sem cobrar deles. Com jogos e eventos a cada semana, segundo Lima, o “cartão-postal” da cidade ganha vida e afasta o estigma de “elefante branco”. “Aqui é como uma empresa, ela não vai dar lucro de uma hora pra outra. Esse ano, o público ainda está muito aquém...mas ele vem melhorando a cada ano”, disse Lima. O futebol feminino também tem sido incentivado dessa maneira, segundo Lima. O Iranduba, equipe amazonense que se firmou no cenário nacional no ano passado e já levou o maior público da arena em jogos locais (mais de 17 mil pessoas em partida pela Liga de Futebol Feminino Sub-20 em 2016), não paga aluguel para atuar no estádio e fica com toda a renda dos jogos. “É uma forma de fomentar o futebol feminino. A gente acredita que é um investimento a médio e longo prazo nosso para os clubes locais.” A Arena da Amazônia é alvo de investigação por fraude na licitação. Segundo delação da Odebrecht, a licitação em Manaus teve um acordo para que fosse vencida pela Andrade Gutierrez.

Arena da Amazônia O estádio de Manaus foi considerado um dos “mais bonitos” construídos para a Copa. Depois do Mundial, foi palco de partidas de futebol da Olimpíada e de amistosos da seleção brasileira, e sediou partidas de clubes cariocas como Flamengo e Vasco, que têm um bom número de torcedores em terras amazonenses. Com custo de R$ 550 mil por mês para manutenção, o estádio de 40 mil lugares via nos jogos dos times do Sudeste sua principal fonte de renda. No entanto, com a mudança nas regras da CBF, a situação ficou difícil. Para reduzir o deficit, a administração do

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Mané Garrincha O estádio de Brasília, com capacidade para 72 mil pessoas, foi o mais caro da Copa do Mundo, chegando a custar quase R$ 2 bilhões. Atualmente, o ex-governadores do Estado José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT) e o ex-vice-governador de Brasília Tadeu Filippelli (PMDB) estão presos suspeitos de participar de um esquema de superfaturamento de até R$ 900 milhões na arena - a investigação faz parte da Operação Panatenaico da Polícia Federal.

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Legado da copa do Brasil.

O estádio gera um prejuízo anual de mais de R$ 6,4 milhões. Com um custo mensal de R$ 700 mil, o Mané Garrincha tem sobrevivido de shows nacionais, eventos sociais, como formaturas e festas evangélicas, e raros jogos - em 2016, foram 60 eventos, sendo 14 deles partidas de futebol. “Nós fomos contrários à construção. Mas agora já está ali. Tem que trabalhar o estádio com o vetor de desenvolvimento econômico para a cidade e o Estado”, disse Jaime Recena, secretário adjunto de Turismo e Esporte. Para reduzir o deficit, o governo levou 3 secretarias estaduais para o local. “Isso representou uma economia de R$ 10 milhões pro Estado em aluguel. Claro que o estádio não foi construído pra isso, mas a gente tem que buscar a solução”, afirmou Recena. A ideia da pasta agora é entregar o Mané Garrincha para a iniciativa privada e a previsão é de que a licitação aconteça ainda neste ano. Arena Pantanal O custo mensal é de R$ 700 mil, mas a atual administração da Arena Pantanal não sabe quanto o estádio arrecadou em 2016, nem o tamanho do prejuízo. Mas segundo estimativa da revista Época, a arrecadação do ano passado foi de apenas R$ 100 mil - o que representaria um deficit de R$ 8,3 milhões. “A arrecadação só foi regulamentada em agosto de 2016, portanto não há dados relativos a 2015 e como já ocorreu na parte final do ano, também não temos os dados precisos dos eventos. Como houve a mudança na gestão do estádio, não foi possível obter os valores relativos aos cinco meses de 2016 após a regulamentação”, afirmou a secretaria de Educação, Esporte e Lazer.

Por enquanto, a melhor utilização para aproveitar a arena de 41 mil lugares em Cuiabá foi fazer dela uma escola, instalada há três meses e com 300 alunos. “Já que o estádio está aí, nós temos que

Continuação. usar”, disse o secretário Leonardo de Oliveira. “A arena aqui fica num complexo esportivo com piscina olímpica, quadra de vôlei de areia, ginásio, etc. Os alunos estudam normal e no outro turno são 3 horas de esporte. Nossa ideia é fazer uma escola estadual voltada ao esporte, com 10 modalidades para começar a trabalhar atletas. Eles terão acompanhamento de médicos, dentistas, fisioterapeutas e tudo mais.” A construção da Arena Pantanal também é alvo de investigação por corrupção. O ex-governador do Mato Grosso, Silval Barbosa (PMDB) foi acusado pelo ex-secretário da Copa do Estado, Eder Moraes, de ter recebido propina no valor de R$ 5 milhões para acelerar a contratação da obra. O primeiro está preso e o segundo usa tornozeleira enquanto está recorrendo em liberdade. Arena das Dunas A Arena das Dunas é outra obra sob investigação da Polícia Federal, na Operação Manus, que apura crimes de corrupção e lavagem de dinheiro na construção do estádio, além de um superfaturamento de R$ 77 milhões. O ex-ministro (do Turismo) e deputado federal Henrique Alves (PMDB) foi preso na semana passada como alvo da operação.

O estádio também depende dos cofres públicos para se pagar. Um dos mais utilizados no período pós-Copa, a arena de Natal agora recebe poucos jogos e, segundo levantamento da revista Época, acumulou mais de R$ 35 milhões de prejuízo entre 2014 e 2015. A reportagem entrou em contato com a administração do estádio, mas não obteve resposta sobre custos e arrecadação. A Arena das Dunas foi construída como uma parceria público-privada (PPP); a concessão vale por duas décadas, e o Estado pagará por ela durante os próximos 17 anos. Nos primeiros 11 anos, o governo arcará com a prestação de R$ 9 milhões mensais; do 12º ano ao 14º, serão R$ 2,7 milhões; e nos últimos três anos, R$ 90 mil. A OAS, construtora da arena e a quem o governo do Rio Grande do Norte havia concedido sua administração, colocou 100% dos ativos do estádio à venda em 2015. Arena Pernambuco A Arena Pernambuco foi construída em São Lourenço da Mata, a 20 km de Recife, em um projeto da Odebrecht batizado de “Cidade da Copa”, que incluiria o desenvolvimento da região com a construção de

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hotéis, centro comercial e outras atrações no entorno estádio. No entanto, somente a arena saiu do papel - e hoje o projeto é alvo de investigação da Operação Fair Play por fraude na licitação e superfaturamento de pelo menos R$ 42 milhões.

Em nota, o governo de Pernambuco disse à BBC que o plano era que a Cidade da Copa fomentasse o desenvolvimento da Zona Oeste, mas que “obras não avançaram e, por enquanto, somente a Arena Pernambuco é o equipamento pronto do projeto inicial. A área é de propriedade do Estado e terá, no tempo próprio, a utilização adequada”. A Odebrecht, que mantinha um consórcio para administrar o estádio, teve seu contrato rompido há um ano pelo governo do Estado, porque, segundo este, “as receitas projetadas pela concessionária não se confirmaram”. Até então, o custo mensal do estádio para 46 mil pessoas era de R$ 2 milhões. Agora, a Secretaria de Esportes do Estado tenta reduzir isso para torná-lo viável economicamente. Antes, com o consórcio, somente o Náutico, dos três clubes de Recife, tinha contrato para jogar na arena. No entanto, esse contrato foi rompido - o time agora busca fazer uma reforma no seu próprio estádio, os Aflitos. Sport e Santa Cruz também têm seus estádios próprios e mandam seus jogos na arena esporadicamente. Mas o governo estadual está otimista, e diz que desde que assumiu as rédeas da arena os resultados tem sido positivos. “A Arena de Pernambuco, em 12 meses, sediou mais eventos do que no período de gestão privada. De junho de 2016 a junho de 2017, foram 71 eventos de caráter multiuso, desde shows, passando por reuniões comerciais, eventos corporativos de empresas, confraternizações, entre outros”, afirmou a Secretaria de Esportes. “Nesse mesmo tempo, a Arena sediou cerca de 35 jogos, número esse que certamente irá aumentar até o final do ano, em virtude do acordo com o Náutico (que ainda “manda” jogos na Arena enquanto conclui reforma no Aflitos) e das constantes negociações para prospecção de grandes jogos com clubes como Santa Cruz e Sport. A alcunha ‘elefante branco’ aqui não é aplicável.” Mesmo com todos os eventos sediados em 2016, no entanto, o prejuízo da arena chegou a mais de R$ 7,9 milhões. Adaptado: <http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40226673.>

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A roda grande passando pela pequena.

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empre fui um exímio ouvidor de histórias, ou estórias, causo e causas. Lembro-me que, ainda menino, onde tinha uma roda de adultos conversando eu me encostava. Como espectador, aqui e acolá era convidado a me retirar por livre e espontânea pressão. Algum parente dizia que não era assunto pra criança escutar. O meu saudoso pai era um exímio contador de causos, como sempre o acompanhei, herdei dele o gosto pelo conversar. Das rodas de conversa há uma frase de uma profecia de um beato, que até hoje tenho nas lembranças. Ele advertia que “chegaria um dia que a roda grande passaria dentro da pequena”. A princípio comecei a observar na prática, achei impossível, depois com o tempo fui crescendo e absorvendo o mundo das metáforas. Ao que parece a metáfora “quando a roda grande passar por dentro da roda pequena” foi utilizada pelo beato Antônio Conselheiro, fundador de Canudos, no sertão Baiano, carregando consigo um simbolismo para representar aos seus seguidores e aos que escutavam seus discursos. A roda grande passar por dentro da pequena seria o tempo em que prevaleceria a vontade do menor sobre o maior. Observando o contexto atual,

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nunca a roda grande passou tanto por dentro da pequena! No tempo das rodas normais o professor era o senhor da sala de aula, e em uma queixa de um mestre feita a um pai de aluno, este seria, sem dúvida, punido em seus lares. Em tempos de roda grande passando dentro da pequena é o aluno que grita, que ameaça o professor. Se este denuncia aos pais, os mesmo vão para esganar o professor. Resumindo, corre o risco de o professor apanhar duas vezes. Onde mais percebemos a inversão de valores, a grande roda passando por dentro da pequena? Na nossa atual sociedade às avessas, o cidadão anda acuado, preso em seus lares, com portas e grades, levando tiro na rua, no trabalho, levando balas perdidas, e o bandido? Este anda assistido, protegido pelo Estado. Quando a polícia prende bandido, logo este fica em liberdade, rescindindo, na mesma pratica do crime, e a polícia está entre o temor dos bandidos, trabalhando em bairros longe de seus lares, estendendo a farda atrás da geladeira para não ser reconhecido, com receios da justiça, haja vista que em várias circunstancia a mentira de um bandido vale mais do que a verdade do profissional de segurança. A sociedade dimensionou sua pena para

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COLUNA

quem está encarcerado nas prisões. Esqueceu as vítimas dos encarcerados. O povo em geral, impensadamente, não admite nada além daquilo que é conveniente a todos. Na briga sobre qual religião ensinar na escola, esqueceram Deus em sala de aula, daí não foi difícil esquecer nos lares. O destemor infantil, o exacerbado protecionismo dos genitores, resultou na arrogância desta atual sociedade. Até nossa reflexão foi alijada. Pensar é um ato perigoso e cansativo. Na Internet há pensamentos feitos e deveríamos adquirir conhecimentos e aplicar com humanidade, talvez daí começasse a revolução dos certos. Como diria Dr. Içami Tiba: “A falta de disciplina atrapalhou a vida das pessoas porque confundiram isso com liberdade. A disciplina é um ingrediente da liberdade. Não há meio termo”. Assim segue a humanidade com o certo sendo errado e o errado sendo certo e a roda grande passando denJerry Diógenes. tro da pequena.


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Fonte: Adaptado Folha Universal edição n 1341.

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Arautos do Vale | Edição 90 - Junho de 2018 by Revista Arautos do Vale - Issuu