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ÍNDICE
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EDITORIAL
CAPA EDITORIAL CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA JERRY DIÓGENES PLANO DE GOVERNO - 12 PLANO DE GOVERNO - 12 TOMIX PROFESSOR ROSILMAR VIDA APÓS 60? PARCEIROS
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PARCEIROS OCUPANDO A MENTE DICA PROFISSIONAL PLANO DE GOVERNO - 12 PLANO DE GOVERNO - 12 100 DIAS MAJOR MÁRIO EFIGÊNIA ALVES PROFESSOR ROSILMAR GATINHA ARAUTOS
MELHOR SER CRIANÇA! Mês de outubro é aquela euforia, fala se de festa em torno daquele dia. Sentimos o encantamento de quem tem a pureza no olhar, que bom seria se essa fase linda nunca pudesse nos faltar. Se não fosse a pandemia, prefeito novo Jaguaribe teria, mas como o ano é atípico, estamos todos ensaiando em quem votar, quem será o escolhido aqui em meu lugar? Avançamos, pois neste pleito temos quatro opções, será uma disputa equilibrada que divide opiniões. O que eu queria mesmo era voltar no tempo em que a inocência era nossa companhia, onde o medo e a maldade não faziam parte dos nossos dias. Nesta edição temos um resumo das propostas de campanha enviada pelos prefeituráveis, um ensaio fotográfico mais do que especial de uma gatinha arautos fenomenal, colunas, crônicas e o ocupando a mente que sempre vem entreter a gente. Boa leitura a todos e até a próxima edição! Ramon Gomes.
PARCEIROS
TODA SEGUNDA
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EXPEDIENTE Sandoli Diógenes
RÁDIO JAGUARIBE FM
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Ramon Gomes Diretor
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OCUPANDO A MENTE CRIANÇAS
ESPERANÇA
ALEGRIA
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ESPECIAL
PUREZA
INOCENTE
PRESENTE
BRINQUEDOS
FAMÍLIA
PROTEÇÃO
FUTURO
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CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA OTACÍLIO GUIMARÃES DE SÁ PEREIRA FILHO – POETA E CONTABILISTA:
15/07/2013). “Guimarães foi esposo, um amigo e um pai, sempre presente em todos os aspectos.” (Cleide, esposa). “Eu sei que a vida é assim mesmo, e que o que importa é viver, mas você se foi tão cedo ... Juro que não estava preparado para viver sem você, e o que eu tinha pra dizer ... O que eu tinha pra aprender se foi com você. Porque você me deixou tão cedo? (Otacílio Neto, filho, em 10/06/1989). Guimarães além da atividade profissional de contabilista desenvolvia a atividade agropecuária em sua Fazenda, na região do Riacho Seco, e nas horas vagas escrevia poesias com maestria e sensibilidade. Extraímos algumas estrofes de alguns poemas publicadas no livro póstumo “Minhas Inspirações – Otacílio Guimarães de Sá Pereira Filho” (2013), de seu neto Narcélio Filho:
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Livro “Minhas Inspirações” (2013)
UIMARÃES, como era conhecido, nasceu em 09 de janeiro de 1937, em Jaguaribe – CE e faleceu em 01 de junho de 1989, em Fortaleza – CE, aos 52 anos, 5 meses e 29 dias de idade. Era filho do Dr. Otacílio Guimarães de Sá Pereira, nascido, em 26/05/1896, e falecido, em 20/06/1965, aos 69 anos, e de Dona Iracema Queiroz de Sá Pereira, nascida, em 06/08/1896, e falecida, em 09/01/1965, aos 69 anos. Era o 13º filho, entre 14 rebentos. Em 13 de dezembro de 1964, casou-se, com Maria Cleide de Assis Sá Pereira, nascida em 07/09/1940 e falecida em 02/07/2005, aos 65 anos, 8 meses e 24 dias de idade. O Casal teve quatro filhos: Otacílio Neto (1966), Narcélio (1968), Iracema (1971) e Kátia (1976). Em 15 de julho de 1964, em Fortaleza – CE, formou-se Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica Federal do Ceará, atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará. Vindo para Jaguaribe abriu o Escritório de Contabilidade “Iracema”. Guimarães era um verdadeiro boêmio, amante de uma boa bebida e uma boa música e tinha uma coleção de cachaças sem igual. “Tive o prazer de conhecê-lo e tenho uma de suas garrafas, que me foi doada pelo seu filho Otacílio Neto (grifo do autor). Alguns depoimentos extraídos do livro “Minhas Inspirações” (2013) de Narcélio Filho, seu neto: [...] “Em Jaguaribe a minha referência, e de todos os meus primos, era ser neto de Guimarães e Cleide. Mas, havia uma lacuna nisso tudo, a sua ausência. Era dizer bença vô Guimarães, ao chegar em sua casa e ouvir suas histórias. Era a tua presença na nossa família, isso estava faltando.” (Narcélio Filho, neto, em
“PRIMEIRO AMOR”, em 16/07/1953 * “Na raiz da mocidade Foi que veio o amor primeiro, E hoje sinto saudade Daquele amor verdadeiro. ** Devo sempre recordar Marizete, na memória, Porque vem agradar Neste momento da glória.” [...] “ADEUS MEU JAGUARIBE, em 08/08/1957 * “Adeus meu Jaguaribe, terra querida O carro já se vai de estrada afora ... Adeus, oh linda campina! Eu vou embora ... Ver como é triste a minha despedida! ** No teu bosque eu deixo a minha vida! Receba o meu abraço nesta hora Em que meu peito amarguradamente chora Como a criança que se acha perdida!” [...] “MEU JAGUARIBE”, em 19/02/1959 * “O meu velho Jaguaribe! Ó minha terra! Torrão abençoado que me viu nascer! A glória que no peito se encerra, Quero neste momento lhe render. ** Jaguaribe querido dos meus encantos! Carícias de sonhos de um feliz passado É testemunha dos meus momentos santos, Que gozei sob o teu teto idolatrado!
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Pesquisador da história jaguaribana.
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DICA PROFISSIONAL
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COLUNA
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A “desmatutizaçao” do homem rural.
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oi-se o tempo em que a palavra matuto era atribuída a alguém que morava no mato, distante de tudo dos centro urbanos, da assistência à saúde etc. Quando atribuía-se a palavra matuto a alguém, esperava-se a descrição de um ser que falava um português não-padrão, alguém alheio aos acontecimentos da cidade, portanto “matuto”. Ia-se muito além de definir alguém residente da zona rural. Em períodos políticos, a estória que era contada aos matutos era a do político “mala”, e era “no mato” que eram decididas as eleições. Quem inventava as estórias mais bonitas lograva êxito eleitoreiro. Toda essa distância da informação acometida ao homem rural serviu para eleger muitos desonestos e enriquecer muitos comerciantes. Na obra Coronelismo, enxada e voto, de Victor Nunes Leal, publicada pela primeira vez em 1949, o autor relata que a cidadania deve ser estendida a um vasto contingente de eleitores do meio rural, incapacitados para o exercício de seus direitos políticos graças à dependência
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econômica, social e política dos donos de terras. Percebe como trazer o sertanejo longe da informação e aliado aos fatos dos proprietários da terra que esse mesmo homem desinformado habitava tornava o sertanejo refém desse tipo de político? Todo o resultado disso é o que chamamos de “voto de cabresto”. Nota-se que “o mato” não é mais o mesmo. É comum em várias casinhas dos mais distante rincões haver sobre o telhado uma “peneirinha” que muitos chamam de antena. Nos terreiros da fazenda, já “dá sinal” de Wi-Fi, e já há exemplos de muitos que se elegeram às custas de rede sociais. Se, por um lado, preserva quem vai pedir um voto de ouvir na cara umas verdades, há também uma vantagem de nos manter informados “cá do mato” quem é da cidade ainda pensa que nos engana. Jerry Diógenes
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PRIMEIROS
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GESTÃO MAJOR MÁRIO
CRIAÇÃO DO PRIMEIRO COLÉGIO MILITAR MUNICIPAL DE JAGUARIBE COLÉGIO PAULO WÁGNER, BAIRRO MULTIRÃO REABERTURA DO HOSPITAL DE JAGUARIBE BUSCAR NA JUSTIÇA A DEVOLUÇÃO DO TERRENO DOADO A EMPRESA JAGUADIESEL PELA PREFEITURA MUNICIPAL REVISÃO DO VALOR DO CONTRATO DE COLETA DE LIXO REVISÃO DOS CONTRATOS DE IMÓVEIS LOCADOS PELA PREFEITURA REVISÃO DOS CONTRATOS DE VEÍCULOS LOCADOS PELA PREFEITURA CRIAÇÃO DA COORD. EDUCAÇÃO, PREVENÇÃO E COMBATE AS DROGAS ABERTURA DA PREFEITURA PARA VISITAÇÃO E RECEPÇÃO DE TODAS AS FAMÍLIAS SEM DISTINÇÃO CRIAÇÃO DA SECRETARIA DE SEGURANÇA PÚBLICA DE JAGUARIBE REALIZAÇÃO DE CONCURSO PARA POLÍCIA MUNICIPAL REVISÃO DO CONTRATO DE MERENDA ESCOLAR REVISÃO DA COBRANÇA DA TAXA DE ESGOTO
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CRÔNICA
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Porque o ir embora existe
epois de quatro meses em isolamento na nossa casa, sem poder atravessar o portão, minha filha começou a mostrar sinais de estresse: se irritava facilmente, chorava sem causa aparente e alegava saudade de pessoas próximas e distantes. Com o agravamento da situação, jogamos algumas roupas, poucos objetos e livros no carro, fechamos a casa e abandonamos a cidade. No sítio, a felicidade do reencontro com as primas, a ausência de muros, a correria nos quintais, a alegria em forma de menina, como se a vida inteira estivesse ali, eternizada. Mas a vida se faz também de passado e de lembranças. Depois de vinte dias, os compromissos nos obrigaram a voltar. Avisei com antecedência sobre o nosso regresso, muitas vezes o coração precisa de tempo para se acostumar com a dor que se anuncia. Algumas dores são imprevisíveis, chegam, se instalam sem nenhum consentimento. Mas há situações que sabemos aonde vai chegar e não há como desviar a rota. Precisamos seguir, nos consolando com as lembranças do que foi vivido, alimentando a esperança de viver outra vez, mesmo sabendo que cada experiência é única e que nada é para sempre. Mas, mesmo avisando a menina do nosso inevitável retorno, não foi suficiente para mitigar o sofrimento. Chorando, me pediu para ser transportada dormindo, não queria se despedir, não queria ver as imagens daquele lugar ficando para trás, não queria ver as paisagens da estrada atravessando-se velozes pela janela do carro. Já eu gosto de despedidas. Parece que preciso compreender que terminou, olhar com consciência o vivido e notar os detalhes do que está se distanciando, temporariamente ou em definitivo. Talvez seja uma forma de compreender os tempos, os ciclos que se fecham ou as pausas que a vida decreta. Como não foi possível cumprir o desejo da menina, a despedida de uma prima foi comovedora. Ambas têm experiências de seis anos de existência. Mas já experimentaram o ciúme e a saudade.
Se abraçaram longamente. Os adultos ficaram com o choro entalado, ante a cena. Eu dispensei cerimônias e contribuí com aquelas lágrimas, tão verdadeiras! Ela me fez várias propostas para ficar, inclusive a de abandonar o emprego e viver plantando sementes, para nossa alimentação. Achei bonito aquele jeito de ver o mundo, mas já estou contaminada pela exigência mercantilista de ter além das sementes, desejo mais do que os grãos. Fui corrompida pelo imperialismo do consumo. Falei para ela sobre alguns utilitarismos da vida que nos impele ao trabalho, longe do cultivo da terra. Não compreendeu, não desejaria nada mais além de ficar. Viemos. Ela acordada, vendo os vultos das paisagens ficarem para trás, junto com seus sonhos de menina, chorando até ser vencida pelo sono. Enquanto se mantinha firme, me disse que a vida era chata, a vida era teimosa, a vida era sapeca, mas às vezes era boa, às vezes era feliz. Dei o meu acordo. E me perguntou, ainda entre lágrimas: “Mãe, por que o ir embora existe?” Eu procurei dentro de mim uma resposta, consultei meu repertório de leituras, visitei rapidamente o meu arquivo discursivo, mas não soube responder. Me restringi a dizer que às vezes me fazia a mesma pergunta. Pensei em quantas ocasiões eu também sofri porque algumas pessoas tiveram que ir embora. Algumas para sempre, e eu sabia. O percurso da vida também me fez abandonar alguns sonhos, quando ainda os desejava tanto... E fiquei quieta, cortando com os faróis aquela escuridão, enquanto eu também anoitecia, pela saudade, pelo sofrimento da minha filha, por tantas coisas que se acabaram, só porque o ir embora existe. Efigênia Alves
HOMENAGEM PÓSTUMA
Nos deixou no ultimo mês de setembro, dentre inúmeras vitimas da COVID-19 o querido agente de endemias e Pr. Da igreja Assembleia de Deus Graça e Paz: O saudoso Hélio Pinheiro. Inúmeros eventos sociais e evangelísticos foram realizados pelo mesmo durante sua trajetória conosco. Ao lado de sua foto, a sede da igreja em fase de acabamento que ficou como semente deixada por ele para ser regada por nós. Que Deus conforte a familia e os entes queridos.
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(Salmo 30:5.)
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CRÔNICA
PROFESSOR NINGUÉM
QUER
SER... R
ecebi de minha filha uma postagem, via WhatsApp, em que, numa pequena escola, a professora muito carinhosa e dedicada, reuniu suas criancinhas para uma pesquisa: o que vocês desejam ser quando crescerem. Um queria ser advogado para fazer justiça na sociedade. Outro queria ser veterinário para cuidar dos animais. Outro queria ser médico para salvar vidas. Outro queria ser artista para alegrar as pessoas. Outro queria ser dentista. Outro, psicólogo. Outro, cantor. Ninguém escolheu ser professor. O tempo passou. Cada aluno seguiu seu caminho. Mas, antes de se separarem, fizeram um pacto: conservarem a amizade iniciada ali e se reunirem, pelo menos, uma vez por ano, para relembrar a infância e celebrar a vida. Os anos da primeira escola já iam distantes, mas eles não esqueciam os últimos dias passados com sua adorável professora. Todos já estavam formados, e o pacto continuava de pé. Um dia, no último encontro do grupo, tiveram a feliz ideia de comemorar o aniversário de sua primeira professora. Mas teria que ser uma surpresa. Alugaram o salão vip de um restaurante, marcaram data e horário e ficaram lá à espera de sua convidada, uma senhora de mais de sessenta anos. Quando a professora entrou no salão, tomou um susto. Todos os convidados estavam de máscara. Mas, em seguida, cada um foi tirando sua fantasia e se apresentando: sou... médica. Você era muito especial e me inspirou sempre olhar para os outros, com delicadeza e carinho. Sou... dentista. Lembro-me de você sempre sorridente e acolhedora com todos. Sou... veterinário. Nunca esqueci como você sabia tudo sobre seus alunos e tratava todos com muito afeto e com muito amor. Sou... cantora. Com você aprendi a abraçar sorrindo e a ter ética. Sou... advogado. Com você aprendi que o senso de justiça é uma qualidade que deve estar em todas as profissões... A professora, muito emocionada e feliz, retribuiu a homenagem e lhes disse que sem uma educação séria, sem compromisso e sem
ética, nada acontece de bom numa Nação. A educação é a arma mais poderosa que se tem para mudar o mundo. Augusto Cury ratifica a mensagem daquela sábia mestra:
os professores não são valorizados socialmente como merecem, não estão nos noticiários da TV, vivem no anonimato da sala de aula, mas são os únicos que têm o poder de causar uma revolução social. Com uma das mãos eles escrevem na lousa, com a outra, eles movem o mundo.
Dom Pedro II, imperador do Brasil, dizia que se não fosse imperador, desejaria ser professor, pois não conhecia missão maior e mais nobre do que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro. Essa nobreza e essa grandeza do professor reconhecidas por Dom Pedro não é avaliada sob a mesma visão pelos políticos do Brasil, pelos donos de escolas nem pela sociedade. Não valorizam o professor com um salário justo nem com condições dignas de trabalho, porque não se importam com o futuro da Nação. Quanto menos esclarecido for o povo, mais ludíbrios cometem os políticos e mais se achatam os menos privilegiados. Durante 50 anos, dediquei-me à educação e aprendi que ser professor é nobre e tão importante que ninguém consegue se formar se não passar pelo cadinho da escola. Mas poucas são as pessoas que escolhem ser professor por vocação, embora muitos sejam os que se arvoram dessa profissão pelos mais diversos motivos e interesses. Nas universidades, muitas são as profissões que invadem essa seara. Médicos, dentistas, advogados, economistas, sociólogos, psicólogos, assistentes sociais, veterinários, engenheiros, tecnólogos, todos se dão o direto de ser professores.
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Mas ser professor não é ser apenas um dador de aulas, saber um pouco do tema ou da profissão que se propõe repassar aos alunos. Isso qualquer pessoa pode fazer. Ser professor é muito mais profundo. E tem segredos. O primeiro é gostar de ser professor, sentir prazer de ser professor, procurar a perfeição pedagógica, ser insatisfeito com o que já sabe e se por na condição de vir a ser e na beleza de ser um eterno aprendiz. O segundo é ter compromisso com a profissão, com a escola e com os alunos. Esses não são culpados pelos problemas do professor nem responsáveis por seus fracassos. Se um aluno faltar à aula, é possível que nem se dê conta de sua ausência. Mas se o professor faltar, uma turma inteira fica prejudicada; há transtorno na escola; acontece indisciplina. Os problemas do professor devem ficar do portão da escola para trás. O terceiro segredo é se inserir no contexto da realidade do aluno: na sua idade; na sociedade em que ele vive; nos seus sonhos; nos seus anseios; na sua linguagem. O quarto é respeitar os conhecimentos adquiridos fora da sala de aula, suas experiências de vida. O professor pode aprender com seus próprios erros e com os erros e saberes de seus alunos. Muito da pedagogia que aplico em minhas aulas eu não aprendi nos livros e com meus professores, mas com meus alunos que me fizeram ver a maneira de fazê-los assimilar melhor os meus ensinamentos. Por fim, o professor tem que dominar os conteúdos que vai transmitir na sala de aula, com segurança e certeza do que está ensinando, e atualização da universalidade do que acontece no mundo. Isso não significa ter um conhecimento enciclopédico, mas, pelo menos, se apropriar das informações sobre o que ocorre no planeta. Além do mais, o professor precisa demonstrar humildade com relação ao que não domina. A arrogância de muitos professores é responsável pelo fracasso de muitos alunos. O bom professor sempre se auto avalia. Os efeitos de sua profissão são o resultado de sua AÇÃO > REFLEXÃO > AÇÃO REFLETIDA. A nota de seu aluno será também a sua nota. O fracasso de seu aluno será também o seu fracasso. Na Educação Municipal, muitos são professores por falta de opção em outro emprego ou por apadrinhamento político. Quando trabalhei na formação de professores de escolas municipais, geralmente fazia pesquisa sobre essa realidade. Certa vez, um professor me confirmou:
eu sempre fui um aluno rebelde e questionador. Ao terminar o 2º grau, o prefeito me nomeou professor de uma escola rural, como estratégia de me calar. Aí, como ninguém me ensinou nada sobre a profissão, porque não sabia ou porque não queria, eu mesmo fui construindo minha própria ação pedagógica.
Outra aluna me disse: sou professora por falta de opção. E o cúmulo da incompetência profissional: escolhi ser professor porque era o emprego mais próximo de minha casa. Por respostas e pensamentos como esses, dá para se medir a qualidade do ensino que se tem e o resultado das avaliações que colocam o Brasil no ranque dos piores países do mundo em educação. Escolhi o magistério por amor à profissão. Gosto tanto da educação que me tornei um viciado em dar aulas. Por isso, passei meio século na Educação e, se não fosse pela idade, ainda estaria no doce relacionamento com meus alunos, identificando-me com eles na sua idade e nas realidades em que estão inseridos, mesmo cônscio de que, em tecnologia, eles estão muito à minha frente. Orgulhome de ser professor, porque ensinar é ter o privilégio de ajudar a construir uma nova consciência em cada ser humano, mudando seu paradigma, estimulando a novas descobertas, criando novos caminhos de ascensão social. É o único meio que pode transformar a vida que meu aluno tem na vida que ele sonha. Tomando de empréstimo o pensamento de Gabriel Chalita, acredito que ser professor é ser um condutor de almas, um realizador de sonhos, um lapidador de pedras. E para quem pensa que se gasta em educação, eu lhe garanto que educação é um investimento com a certeza de lucro garantido.
...MAS
TODO
MUNDO É PROFESSOR. 08 16
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PROFESSOR ROSILMAR. Ex diretor do IFCE Campus Jaguaribe.
Como será a sua vida depois dos 60 anos? Envelhecimento saudável depende de escolhas diárias ao longo da vida e prevenção. Saiba como se preparar para esta fase da vida e minimizar possíveis problemas
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ocê já parou para pensar que idoso você quer ser no futuro? Como será a sua vida depois dos 60 anos? Se ainda não fez isso, este é um bom momento para refletir. No dia 1º de outubro o Brasil comemorou o Dia do Idoso, data instituída em 2003, quando o Estatuto do Idoso entrou em vigor. Atualmente, a expectativa de vida em nosso país gira em torno de 76,3 anos, segundo dados de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso representa um salto de mais de 30 anos em relação a 1940, quando a expectativa era de apenas 45,5 anos. Mas não adianta só pensar em idade cronológica, explica a médica geriatra e psiquiatra Roberta França. “Hoje nós trabalhamos com funcionalidade, que é como o seu corpo vai funcionar ao longo do envelhecimento. Há idosos de 95 anos que viajam, caminham, têm autonomia e outros de 70 anos que estão em uma cadeira de rodas”, exemplifica. Segundo ela, o envelhecimento depende em boa parte das escolhas que fazemos ao longo da vida. “Precisamos entender que o envelhecimento é um processo. Por isso, é fundamental pensar em prevenção antes mesmo do surgimento de doenças”, esclarece. Algumas mudanças mais significativas começam a ser sentidas a partir dos 50 anos. “Temos uma diminuição do metabolismo,
percebemos algumas questões relacionadas à lentificação dos movimentos, à perda de massa magra e ao ganho de massa gorda, mas não adianta brigar com a idade é preciso ser amigo dela, compreender que há perdas e ganhos”, diz Roberta França. O médico geriatra Norton Sayeg alerta que é importante diferenciar as mudanças normais das enfermidades que precisam ser tratadas. “As pessoas confundem o que é normal com o que é comum. Perda de memória não é normal na terceira idade, mas é algo comum, que deve ser investigado. Em alguns casos, pode ser revertida com tratamento médico. A perda de audição também não é normal e, em alguns casos, pode ser resolvida de forma simples, com uma lavagem, que vai melhorar a qualidade de vida”, afirma ele, que é fundador da Associação Brasileira de Alzheimer e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Ele acrescenta que algumas doenças são silenciosas. “O segredo é manter hábitos saudáveis e fazer acompanhamento médico ao longo da vida. Há doenças como a hipertensão e o diabetes em que o paciente não sente nada durante anos. Quando ele tem sintomas, a doença já está avançada e pode trazer complicações”, destaca. Adaptado: <https://www.universal.org/noticias/post/como-sera-a-suavida-depois-dos-60-anos/>.
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