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ÍNDICE
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CAPA EDITORIAL EFIGÊNIA ALVES PREOCUPANTE MATÉRIA DE CAPA
JERRY DIÓGENES COLUNA DO LEITOR PARCEIROS
EDITORIAL
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AGOSTO DO PENSAMENTO. PARCEIROS PARCEIROS PARCEIROS ORGULHO JAGUARIBANO OCUPANDO A MENTE SÉRGIO BARRETO GATA ARAUTOS PARCEIROS
Estamos em um mês extremamente estigmatizado, período em que as crendices populares tendem a negativa lo. O livro sagrado por diversas vezes demonstra situações em que o pensamento define as ações, reforçado também pela tese de inúmeros famosos, anônimos, letrados e homens incultos. Dentre as citações refiro me: “Como pensei assim sucedera e como determinei assim se efetuará” Isaías 14:24. A escassez da prática do pensar persiste em se expandir nos dias atuais e mais espaço desocupado em nossa mente, é terreno fértil para improdutividade, afinal o pensar nos remete ao planejamento a base para as ações, que são a materialização do que se “maquinou”. Temos um compartimento em nosso corpo que para muitos é terreno virgem e intocável, a ciência vem com seus estudos e avanços sobre o comportamento (ações) tentar ao máximo decifrar a mentalidade humana, no entanto é fato afirmarmos que a mente de cada um é extremamente particular portanto merece ser alimentada e administrada com prudência para que a concepção dos nossos atos sejam positivos. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma Ramon Gomes. virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4:8.
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ARAUTOSDOVALE
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CRÔNICA
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Narrativa cotidiana
ento fugir das narrativas que circundam a peste; busco escrever sobre entornos que se distanciem dessa temporalidade aflitiva; procuro falar dos sonhos antigos, dos tímidos desejos que se escondem sob o manto do medo do amanhã. Mas é difícil escapar de algo no qual estamos imersos. Nossas atividades, as mais cotidianas, foram alteradas em virtude do medo da morte, do medo de contaminar àqueles que amamos, porque nem sempre fica evidente que o mal está em nós. É verdade que nos sabemos mortais, a vida é virulenta! Mas os índices diários de partidas nos fazem pensar no amanhã com incerteza, como se ele fosse promessa eterna. Me aquieto sob o teto da casa, o mundo sempre foi um risco! E nas breves saídas, os passos rápidos; a procura de um lugar para colocar as mãos, que nada podem tocar; o colorido das máscaras nas ruas; a busca por olhares conhecidos; o abraço desejado e proibido. Novas formas de viver o dia, a casa guarda o nosso maior tempo. Jeitos diferentes de tocar o outro sem as mãos, o coração se alimenta também de distâncias. De repente percebemos que temos roupas demais, sapatos que não sabem caminhos, objetos que nem sabíamos que
ainda resistiam ao tempo e aos nossos desejos de mudança. Descobrimos cartas e fotos antigas, nasce uma saudade vagarosa. Sentimos a dimensão do tempo, das lonjuras. E as ausências se fazem presentes. Os ciclos que principiam e se fecham, às vezes sem nos darmos conta. A vida que corre... Para qual onde? Uma pausa. Alguns descobriram uma voz guardada e soltaram em canto. Essa canção se estendeu por outras varandas, percorreu quintais, adentrou os íntimos contidos. E o som quebrou o silêncio daquele e encorajou outra voz. Quando as solidões se encontram pode haver composições. Outros sabores na cozinha; trocas de receitas; chás; adoção de animais; plantação de girassóis; leituras, escritas, artesanato... Novas descobertas de nós mesmos, reescrita da nossa própria narrativa. Vamos costurando o tempo, os caminhos, costurando os sonhos e bordando de esperança os seus limites. A vida é virulenta! Mas tenho o atrevimento de acreditar no depois!
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Efigênia Alves.
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Preocupante!
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Fé negada em troca...
título acima parece familiar quando pensamos no Fim dos Tempos, segundo o livro de Apocalipse? Pois bem, isso vem ocorrendo na China. A perseguição do governo chinês contra os cristãos que vivem no país ganhou novos capítulos recentemente. Agora, famílias de baixa renda estão sendo obrigadas a abandonar a fé cristå sob risco de perderem benefícios sociais. Além das dificuldades e co n ô m i c a s t r a z i d a s p e l a p a n d e m i a d o n ovo coronavírus, pessoas com poucos recursos estão sendo pressionadas pelo preconceito e pelo autoritarismo. Segundo o site especializado em religião Bitter Winter eo CBN News (The Christian Broadcasting Network), funcionários do governo estão ordenando que os cristãos que recebem pagamentos de assistência social substituam símbolos que remetem à fé por retratos de líderes comunistas da China. "As famílias religiosas empobrecidas não podem receber dinheiro do Estado por nada - elas devem obedecer ao Partido Comunista pelo dinheiro que recebem", disse um pastor ao Bitter Winter. O novo regulamento começou a ser aplicado há alguns meses em toda a China. Segundo o Bitter Winter, em maio, um funcionário do governo na província oriental de Shandong invadiu a casa de um cristão e colocou imagens de Mao Tsé-tung e do presidente chinês, Xi Jinping. Em abril, o governo da cidade de Xinyu, na província de Jiangxi, reteve os fundos de cristãos com deficiência que continuaram a participar de cultos. A PERSEGUIÇÃO A CRISTÃO NÃO ATINGE APENAS AQUELES QUE PROFESSAM ESSA FÉ, MAS É UMA AFRONTA AOS DIREITOS DA HUMANIDADE. Autoridades chinesas também destruíram símbolos religiosos em igrejas em províncias como Anhui, Jiangsu, Hebei e Zhejiang, segundo texto do site britânico Daily Mail. Autoridades de Huainan, na província oriental de Anhui, teriam invadido a igreja Shiwan Christ para destruir a cruz do local. Em julho, o governo de Yongjia, na província de Zhejiang, teria enviado um guindaste e quase 100 trabalhadores para demolir as cruzes das igrejas Aodi Christ e Yinchang Christ. O governo de
Linfen, na província de Shanxi, teria convocado todos os funcionários e ordenado que reprimissem atividades religiosas. Em dezembro do ano passado, um tribunal chinês condenou o pastor Wang Yi a nove anos de prisão sob acusação de incitar a subversão ao poder do Estado e de operar ilegalmente uma empresa, segundo reportagem do jornal The Guardian. O pastor tinha sido preso com outros fiéis e líderes da igreja Early Rain, uma das maiores igrejas protestantes não registradas. A lei chinesa exige que os locais de culto se registrem e se submetam à supervisão do governo. É importante destacar que a Constituição da China garante a liberdade religiosa. Entretanto, desde que Xi Jinping se tornou presidente, há seis anos, o governo passou a fazer restrições às religiões. O governo começou a reprimir igrejas clandestinas protestantes e católicas, que não estão sob o regime, e lançou uma nova legislação para aumentar a supervisão às práticas religiosas, com punições severas. A perseguição religiosa vai contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que informa, em seu artigo XVIII, que todo ser humano tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião. A postura do país é ainda mais ultrajante se considerarmos o fato de que a China é um dos países-membros da ONU e, como tal, tem a obrigação de respeitar os acordos e compromissos firmados pela organização. Nessa perspectiva, a perseguição a cristãos não atinge apenas aqueles que professam essa fé, mas é uma afronta aos direitos da Humanidade. Esse tipo de atitude aponta que a intolerância pode atingir também outras parcelas da sociedade, independentemente de religião, idade, cor ou gostos pessoais. Em um país em que as leis não são respeitadas, ninguém está a salvo, uma vez que elas podem ser transgredidas a bel-prazer do seu líder. E, com a globalização, é importante destacar que o autoritarismo pode ultrapassar fronteiras. Por isso, é importante que outras nações e os cidadãos do mundo todo não se calem. É a sua liberdade que está em jogo. Adaptado: <https://pt.calameo.com/read/000724797a7315ebd16dc>
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ESPORTE
ORGULHO JAGUARIBANO!
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aluno/atleta Jaguaribano de Voleibol Walla foi contratado para jogar na Italia a temporada 2020/2021, o mesmo é filho de Dona Edileusa e Seu Nem, residentes no bairro mutirão em Jaguaribe, Wala é aluno do curso de Educação Física do IDJ/Jaguaribe, o atleta começou sua trajetória no voleibol em um projeto Social do Governo do Ceará que tinha como Professor o Sr. Fábio Freitas, o referido atleta conquistou todas as competições que disputou no Ceará e região Nordeste, sendo campeão cearense e N/NE com a seleção de Jaguaribe, jogou profissionalmente pelas equipes da: UFC, Palmas, Anapolis e Ponta Grossa, também participou do Projeto Novos Talentos do Vôlei de Praia da CBV. Wala terá a primeira experiência profissional na Europa, sendo o primeiro Jaguaribano a vivênciar tal situação, ele viaja no mês de agosto para iniciar a pré temporada na terra da Bota. Desejamos sucesso e tudo de melhor nessa nova empreitada.
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MATÉRIA DE CAPA
ESTAMOS MAIS
BURROS?
Você já teve a impressão de que as pessoas estão ficando mais burras? Talvez não seja só impressão. Estudos indicam que a inteligência humana começou a cair.
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iscussões inúteis, intermináveis, agressivas. Gente defendendo as maiores asneiras, e se orgulhando disso. Pessoas perseguindo e ameaçando as outras. Um tsunami infinito de informações falsas. Reuniões, projetos, esforços que dão em nada. Decisões erradas. Líderes políticos imbecis. De uns tempos para cá, parece que o mundo está mergulhando na burrice. Você já teve essa sensação? Talvez não seja só uma sensação. Estudos realizados com dezenas de milhares de pessoas, em vários países, revelam algo inédito e assustador: aparentemente, a inteligência humana começou a cair. Os primeiros sinais vieram da Dinamarca. Lá, todos os homens que se alistam no serviço militar são obrigados a se submeter a um teste de inteligência: o famoso, e ao mesmo tempo misterioso, teste de QI (mais sobre ele daqui a pouco). Os dados revelaram que, depois de crescer sem parar durante todo o século 20, o quociente de inteligência dos dinamarqueses virou o fio, e em 1998 iniciou uma queda contínua: está descendo 2,7 pontos a cada década. A mesma coisa acontece na Holanda (onde tem sido observada queda de 1,35 ponto por década), na Inglaterra (2,5 a 3,4 pontos de QI a menos por década, dependendo da faixa etária analisada), e na França (3,8 pontos perdidos por década). Noruega, Suécia e Finlândia – bem como Alemanha e Portugal, onde foram realizados estudos menores – detectaram efeito similar. “Há um declínio contínuo na pontuação de QI ao longo do tempo. E é um fenômeno real, não um simples desvio”, diz o antropólogo inglês Edward Dutton, autor de uma revisão analítica (1) das principais pesquisas já feitas a respeito. A regressão pode parecer lenta; mas, sob perspectiva histórica, definitivamente não é. No atual ritmo de queda, alguns países poderiam regredir para QI médio de 80 pontos, patamar definido como “baixa inteligência”, já na próxima geração de adultos. Não há dados a respeito no Brasil, mas nossos indicadores são terríveis. Um estudo realizado este ano pelo Ibope Inteligência com 2 mil pessoas revelou que 29% da população adulta é analfabeta funcional, ou seja, não consegue ler sequer um cartaz ou um bilhete. E o número de analfabetos absolutos, que não conseguem ler nada, cresceu de 4% para 8% nos últimos três anos (no limite da margem de erro da pesquisa, 4%). Cada
brasileiro gasta
3h39
Outra hipótese é que o uso intensivo das redes sociais, que são projetadas para consumo rápido (passamos poucos segundos lendo cada post) e consomem boa parte do tempo (cada brasileiro gasta 3h39 min por dia nelas, segundo pesquisa feita pela empresa GlobalWebIndex), esteja corroendo nossa capacidade de prestar atenção às coisas. Você já deve ter sentido isso: parece cada vez mais difícil ler um texto, ou até mesmo ver um vídeo do YouTube, até o final. E quando assistimos a algo mais longo, como um filme ou uma série do Netflix, geralmente nos esquecemos logo. São duas faces da mesma moeda. Levar no bolso a internet, com seu conteúdo infinito, baniu o tédio da vida humana. Mas, justamente por isso, também pode ter nos tornado mais impacientes, menos capazes de manter o foco. Se prestamos menos atenção às coisas, elas obrigatoriamente têm de ser mais simples. E esse efeito se manifesta nos campos mais distintos, da música aos pronunciamentos políticos. Cientistas do Instituto de Pesquisa em Inteligência Artificial (IIIA), na Espanha, analisaram em computador 460 mil faixas lançadas nos últimos 50 anos, e concluíram (4) que a música está se tornando menos complexa e mais homogênea. Houve uma redução de 60% na quantidade de timbres (com menor variedade de instrumentos e técnicas de gravação), e de 50% na faixa dinâmica (variação de volume entre as partes mais baixas e mais altas de cada música). Tudo soa mais parecido – e mais simples. Essa simplificação também é visível no discurso político. Um estudo da Universidade Carnegie Mellon, nos EUA, constatou que os políticos americanos falam como crianças(5). A pesquisa analisou o vocabulário e a sintaxe de cinco candidatos à última eleição presidencial (Donald Trump, Hillary Clinton, Ted Cruz, Marco Rubio e Bernie Sanders), e constatou que seus pronunciamentos têm o nível verbal de uma criança de 11 a 13 anos. Os pesquisadores também analisaram os discursos de ex-presidentes americanos, e encontraram um declínio constante. Abraham Lincoln se expressava no mesmo nível de um adolescente de 16 anos. Ronald Reagan, 14. Obama e Clinton, 13. Trump, 11. (O lanterna é George W. Bush, com vocabulário de criança de 10 anos.) Isso não significa que os músicos sejam incompetentes e os políticos sejam burros. Eles estão sendo pragmáticos, e adaptando suas mensagens ao que seu público consegue entender – e, principalmente, está disposto a ouvir. Inclusive porque esse é outro pilar da burrice moderna: viver dentro de uma bolha que confirma as próprias crenças, e nunca mudar de opinião. Trata-se de um comportamento irracional, claro.
min por dia nas redes sociais
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Fonte: https://super.abril.com.br/especiais/a-era-da-burrice/.
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COLUNA
O NOVO NORMAL
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rase que assusta... será daqui para frente? Será só para trás? Será que se acabaram os abraços? Será o fim dos apertos de mãos? Será que usaremos máscaras até quando? Será o fim da expressão correr para o abraço? Será que a pandemia veio para justificar o que já tinha terminado, colocando um fim nas dublagens de abraços, nos falsos apertos de mãos? Agora, nos meses seguintes, quem sabe haja um intercâmbio viral entre políticos e eleitores. Certo é que nem tudo é novo, nem tão normal, como diria Falcão... “Homem é homem. Menino é menino. Politico é politico”. Assim caminha a humanidade com uma nova doença e conservando mazelas antigas.
Não sabemos até quando esse tal de novo normal persistirá... e tampouco nos acostumaremos com o anormal. Quem sabe se os afastamentos nos ensinarão a viver juntos? Pode ser que o isolamento nos mostre como é viver em comunidade. Os respiradores certamente nos levarão a dar valor ao ar que respiramos. E que voltemos a ter a virtude da vida vivida, pois o virtual não tem virtudes nem futuro. Jerry Diógenes.
UNIVS
S
ayonara Lima de Sousa, graduada em Fisioterapia pelo Centro Universitário Vale do Salgado – UniVS, Icó- CE. Pós-graduanda em Traumato-ortopedia e atualmente atuando como Fisioterapeuta Intensivista na Unidade de Pronto Atendimento de Icó, a mesma específica para atendimento do COVID-19; e atuando na área da dermatofuncional em consultório. Segundo a egressa, a UNIVS contribui para o seu crescimento profissional, pois através da instituição a mesma conseguiu desenvolver suas habilidades e aprofundar seus conhecimentos com qualidade, devido a boa preparação da equipe pedagógica. “Além do incentivo e apoio para meu crescimento profissional e pessoal, a instituição proporciona por meio de ambientes especializados como a Clínica escola, atendimentos em diversas áreas da fisioterapia, auxiliando o aluno o primeiro contato paciente-fisioterapeuta. Pensando em um futuro próximo, em um ano termino minha pós-graduação e pretendo empreender meu próprio negócio, além de ter uma estabilidade profissional maior que é o serviço público. ” Assim como a fisioterapeuta Sayonara Lima, vários dos nossos egressos dos cursos da saúde vem se destacando no mercado de trabalho. Especialmente neste momento que enfrentamos uma pandemia, sentimos imenso orgulho em saber que os nossos egressos têm um papel imprescindível no sistema de saúde da nossa região Vale do Salgado e demais regiões, atuando na linha de frente contra o COVID – 19, ou em outros serviços da rede de saúde.
Centro Universitário Vale do Salgado
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CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA A PROFESSORA E POETISA :
Secretaria de Educação na administração do Prefeito José Távora, ficando até o ano de 2004. Sua administração foi voltada para a formação dos professores, a busca de uma Universidade Pública para Jaguaribe, a UECE, que não se concretizou através dela. Anos depois consegue-se o IFCE e a UAB. Recebeu várias homenagens: é nome de sala de aula na Escola Luiza Távora, troféu do CEJA Cosme Alves de Lima, troféu da CREDE 11. Aposentou-se do magistério, em 06/02/1990, após 25 anos foi professora do Colégio Carmela Dutra, Colégio Raul Barbosa e da Escola Ubiratan Diniz Aguiar. É professora de pintura em tela, tecido, panos de pratos, fraldas, sabonetes, etc. Escreveu paródias e letras de músicas. Em 2015 publicou o livro “Simplicidade – não preciso de muito para ser feliz”, misto de autobiografia e produção de paródias e poemas.
M
Uma de suas produções poéticas é: “Saudade de você, Rio Jaguaribe”:
aria Dagmar Costa Silveira, nasceu em 17 de agosto de 1945, no final da 2ª Guerra Mundial, no Distrito de Mapuá, município de Jaguaribe – CE. Era filha do casal Antônio da Costa Morais (*12/10/1895 e + 13/04/1946, aos 51 anos de idade) e de Dona Maria Barbosa Costa (*14/08/1910 e + 19/10/1947, aos 37 anos de idade). Seus pais faleceram de tuberculose deixando seis filhos órfãos: Maria do Socorro, Francisco Djacir (In Memorian), José Djandir, Maria Janete, Raimundo Edilson e Maria Dagmar. Casou-se em 25 de julho de 1980, em Fortaleza – CE, com José Itamar Silveira e o casal tem três filhos: Iracema, Uiara e Itamar Filho. Com a morte de seus pais Dona Dagmar, ficou aos cuidados de sua irmã Maria do Socorro (Neném) até os 5 anos de idade, quando foi morar com seu avô, em Jaguaribe, em 1950. Ficou aos cuidados do seu avô Sigefredo Nogueira de Queiroz, pai Fredo (*25/11/1886 e + 19/10/1978) e de sua 2ª esposa, Dona Idalina Lima de Queiroz (*24/02/1898 e + 30/05/1985). Nos anos de 1960 teve uma adolescência bem colorida, segundo suas palavras, em contraste com a sua infância sem os seus pais. Levou a vida à estudar, dançar, brincar, flertar, namorar, tomar banho no Rio Jaguaribe, ir ao cinema (Jaguaribe já teve um), passear na pracinha, rezar e tudo com muita emoção. Ajudava nos afazeres domésticos e bordava nas horas vagas. Estudou no grupo Escolar Raul Barbosa (1ª e 2ª série primárias – 1953/1954), no Ginásio Carmela Dutra (3ª e 4ª séries primárias – 1955/1956). Em 1961, aos 16 anos concluiu a 4ª série ginasial (8º ano) e, em 1964, concluiu o Magistério (Curso Normal) e logo foi contratada como professora do Ginásio Carmela Dutra (1965). Em seu livro autobiográfico e de poemas “Simplicidade – não preciso de muito para ser feliz” (2015) descreve com maestria a sua vida educacional e profissional: “Me dediquei à profissão de professora, procurando me especializar em cursos oferecidos, amar e ser amada, fazendo da sala de aula encontro almejado, gratificante, colorido, sonhado, atendendo as exigências da escola, do ensino e do próprio aluno. Encontrando em cada um, um amigo.” Na educação lecionou por muitos anos, foi Secretária de Educação do Município de Jaguaribe, em 1992, na administração do Prefeito José Sérgio e, em 1997, mais uma vez assume a
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“Só quero lhes falar Da minha intimidade com o rio Conhecia a sua bravura Para nós um desafio Nadar em suas águas Enfrentar seus rodopios. Na minha juventude A ponte não existia O porto da canoa Era lugar de alegria Dos que iam atravessar A água que corria.” [...]
Livro da Professora Dagmar Costa.
Pesquisador da história jaguaribana.
Fonte: adaptado do livro “Simplicidade – não preciso de muito para ser feliz” (2015) e entrevista com Dona Dagmar.
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COLUNA
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entado no banco de vela de uma jangada encalhada na praia, no final da tarde, deliciava-me com o vai-evem das ondas que se espreguiçavam e iam bordando de espumas brancas o amarelado da areia. Meditava nos mistérios e na grandeza do mar, ao mesmo tempo em que dividia minha atenção com meus dois filhos que desfrutavam das ondas e da areia ali na minha frente. Um galopava em sua prancha, na crista das pequenas vagas que subiam e desciam, num movimento intermitente, parecendo até sorrir para ele e para mim, ao suave sopro de uma leve brisa que banhava meu rosto. O outro cavava pequenas cacimbas e construía castelos de areia e os enfeitava com pequenas conchas coloridas abundantes por ali. Já vão longe aqueles dias. Muitas outras histórias enfeitaram minhas estradas. Mas aquelas lembranças nunca se apagaram dos chips de minha memória, e a felicidade daqueles finais de semana, constantemente vividos, com tanta intensidade, nas praias da Caponga, continua povoando minha alma, sem nostalgia, mas uma vivência de alegria e de prazer. Não sei por que que os filhos crescem. Aliás, eu sei por que que os filhos crescem. Eles, quando têm estreita comunhão com os pais, crescem para fazer o caminho de volta, para repetir as cenas dos filmes vivenciados na felicidade na constelação de sua família, ao lado dos pais. Hoje vejo-
os proporcionarem a seus filhos – meus netos – quase tudo que vivenciaram a meu lado. E me sinto bastante lisonjeado, quando escuto de um deles: quero que meus filhos sintam o que eu sentia e vivam tudo o que eu vivi lá na praia da Caponga! Isso faz parte do legado que lhes devotei, juntamente com o amor e carinho que sempre lhes dediquei, do exemplo de honestidade, afinco ao trabalho, fidelidade na vivência com os amigos com quem dividi as alegrias de muitos finais de semana, feriados, carnavais, réveillons celebrados ali. Essa é a herança maior que lhes deixo, acompanhada do estudo que sempre o julguei, não gastos e despesas, mas um investimento que se eterniza, e ninguém nos podem tirar, nem mesmo os corruptos ou os corruptores. Eu daria tudo que tivesse pra voltar no tempo e refazer o mesmo caminho, tudo do mesmo jeito, sem retirar uma vírgula, deixando os mesmos pingos nos is de minha vida. Sinto saudades, é verdade. Mas é maior a felicidade e o prazer de ver hoje meus filhos se repetindo nos meus netos...
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Professor Rosilmar. Ex diretor do IFCE Campus Jaguaribe.
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