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RTI Outubro 2026

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DESTAQUES Ano 27 - Nº- 317 Outubro de 2026

Infraestrutura de telecomunicações e a regulação do compartilhamento de postes O avanço da regulação envolve mudanças no modelo de gestão, novas atribuições para a ANEEL e a Anatel e maior atenção à fiscalização, à responsabilidade técnica e à segurança. O desafio vai além da ocupação física da infraestrutura e exige coordenação entre empresas e agências reguladoras.

REDES AÉREAS

18

Proteção contra incêndio em data centers A expansão dos data centers e a densidade de potência dos racks elevam a carga térmica e tornam a proteção contra incêndio ainda mais crítica. Novas tecnologias ganham espaço para reduzir riscos e preservar a continuidade das operações.

ESPECIAL

24

Guia de UPS para data centers A importância dos UPS tende a crescer com a expansão da infraestrutura digital e os investimentos previstos em data centers. O guia apresenta fornecedores e compara tipos, potências, configurações e tecnologias.

SERVIÇO

36

Capa: Vanessa Cristina da Silva Fotos: Deposit Photo

Cinco caminhos para provedores ampliarem receitas com serviços digitais Com a banda larga perdendo força como fator isolado de diferenciação, provedores podem ampliar receitas ao incorporar streaming, publicidade e outros serviços digitais às suas ofertas, agregando conteúdo e novas possibilidades de monetização.

STREAMING

SEÇÕES

38 Editorial

6

Informações

8

Interface

52

Em Rede

60

Segurança

62

Produtos

64

Guia de máquinas de fusão

Publicações

65

O levantamento traz informações sobre as máquinas de fusão de fibra óptica comercializadas no Brasil, como tipo de alinhamento, aplicações, magnitude das lentes, segurança, desempenho e acessórios.

Índice de anunciantes

65

ISP em Foco

66

Topologias em redes IP para a sonorização de ambientes industriais Os sistemas de sonorização industrial passaram a integrar arquiteturas críticas de comunicação operacional, segurança patrimonial e resposta a emergências. O artigo analisa as topologias Convencional, Full IP e Híbrida, suas aplicações e vantagens.

ÁUDIO SOBRE IP

SERVIÇO

44

56

Por que a evolução da banda larga exige Categoria 6A? Com o avanço de aplicações em nuvem, inteligência artificial e Wi-Fi de alta capacidade, o cabeamento estruturado passou a desempenhar papel estratégico na infraestrutura de redes, com destaque para a Categoria 6A.

CABEAMENTO ESTRUTURADO

58

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.


Rigor na obra e cuidado com as pessoas Com mais de oito décadas de existência, Construcap investe na excelência técnica da construção de data centers, em conjunto com um olhar diferenciado para a segurança e a valorização dos colaboradores. Segurança, capacitação e desenvolvimento profissional fazem parte de uma cultura que atravessa décadas. O rigor que orienta a execução dos projetos de construção de data centers, também aparece na forma de cuidar de quem constrói. A Construcap trata a segurança como princípio de gestão. O tema está integrado à qualidade, à saúde ocupacional e ao meio ambiente por meio do Sistema Integrado de Gestão (SIG), há muito tempo incorporado no DNA do grupo. A proposta é transformar prevenção em rotina, com treinamento, procedimentos e conscientização nos canteiros. Ao lado da segurança, a companhia mantém iniciativas voltadas ao crescimento profissional e ao bem-estar dos colaboradores. A lógica é direta: uma obra exige método e disciplina, mas também depende de pessoas preparadas, respeitadas e capazes de trabalhar em equipe. SEGURANÇA COMO VALOR A Construcap mantém ações de prevenção, treinamento e capacitação em Segurança e Saúde do Trabalho. Entre as iniciativas estão procedimentos para atividades de risco, treinamento de resgate e campanhas de proteção das mãos e dos dedos. A empresa também mantém profissionais de segurança nos canteiros de data centers — bem como de todas as outras iniciativas do grupo. FORMAÇÃO PARA O TRABALHO A capacitação profissional busca ampliar conhecimentos, habilidades e autonomia. Os cursos são destinados a colaboradores e também a moradores das comunidades próximas às obras, com formação teórica, prática e certificação. LIDERANÇA PREPARADA O programa de Capacitação de Lideranças aborda segurança, trabalho em equipe, ética, comunicação, motivação e responsabilidade. Inspirar a formação aproxima gestão de pessoas e prevenção, colocando o líder como agente importante na construção de ambientes mais seguros.


CARREIRA E APRENDIZADO Estágio e trainee integram a estratégia de formação de novos profissionais. A empresa oferece treinamento sobre sua cultura e métodos de trabalho, e, no caso dos trainees, acompanhamento de carreira. O Programa de Alfabetização busca desenvolver a especialização dos colaboradores e ampliar as possibilidades de capacitação. BEM-ESTAR E PERTENCIMENTO A valorização também aparece em ações de integração, cultura e lazer, além do bem-estar, atendimento psicológico, orientação familiar e acompanhamento na entrada e na saída das obras.

(11) 3017-8000 www.construcap.com.br

Pensamos desta forma porque, em primeiro lugar, isso garante a vida e o bem-estar das pessoas que estão trabalhando em nossos canteiros. Roberto Ribeiro Capobianco, presidente da Construcap, em declaração feita especialmente para uma publicação institucional sobre Segurança do Trabalho.


EDITORIAL

ARANDA

EDITORA

TÉCNICA

CULTURAL

LTDA.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves, e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO: Diretor Diretor: José Rubens Alves de Souza (in memoriam) Jornalista responsável: Sandra Mogami (MTB 21.780) Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59.526)

expansão da infraestrutura digital abre oportunidades de investimento e novos negócios, mas amplia também as exigências de segurança e organização das redes. Esta edição da RTI traz temas que revelam dimensões de um mesmo desafio: ampliar a oferta de serviços digitais sem comprometer a confiabilidade das instalações e a sustentabilidade das operações. Na reportagem especial sobre proteção contra incêndio em data centers, o foco recai sobre um dos riscos mais críticos para instalações que precisam funcionar continuamente. O crescimento desses empreendimentos, impulsionado sobretudo pela IA - Inteligência Artificial, eleva a densidade de potência dos racks e a carga térmica dos ambientes. Isso exige soluções que combinem detecção precoce, monitoramento, alarmes e sistemas de supressão adequados a cada projeto. O especial mostra como fabricantes, integradores e empresas de engenharia vêm incorporando tecnologias como detecção por aspiração, gases inertes e water mist para proteger equipamentos e preservar a continuidade operacional. Mesmo com o backup e espelhamento das unidades, a interrupção das atividades pode trazer prejuízos incalculáveis, além de danos à imagem das corporações. As opções de proteção se destinam não apenas para grandes hyperscales, mas também para pequenas salas de TI, provedores de Internet e edge data centers, com soluções plug and play e de menor custo. A preocupação com a continuidade dos serviços também aparece, por outra perspectiva, no artigo da Associação Brasileira de OTT e Streaming (Abotts) sobre oportunidades de monetização para provedores de Internet. À medida que a velocidade da banda larga deixa de ser um diferencial, ganha importância a capacidade de agregar valor à conexão. Streaming, publicidade e oferta integrada de serviços digitais podem ampliar receitas e fortalecer o relacionamento com os assinantes. Não basta oferecer mais megabits: é preciso transformar a infraestrutura instalada em novas experiências e possibilidades de negócio. Mas essa evolução depende de redes físicas bem estruturadas. É o que evidencia o artigo publicado a partir da página 18 sobre compartilhamento de postes, tema que voltou ao centro do debate regulatório. As discussões sobre gestão da infraestrutura, atribuições da ANEEL e da Anatel e propostas em tramitação vão muito além do preço cobrado pelos pontos de fixação. Envolvem ordenamento das redes, fiscalização, responsabilidade técnica e segurança dos trabalhadores. O aumento da demanda por conectividade não pode significar a perpetuação de ocupações desorganizadas e riscos evitáveis. Da proteção de data centers à geração de receita pelos provedores e à gestão das redes aéreas, há um princípio comum: inovação e expansão só produzem resultados duradouros quando acompanhadas de planejamento, segurança e boa governança. Afinal, o desenvolvimento do setor não depende apenas da construção de novas redes, mas também da capacidade de torná-las mais seguras, eficientes e aptas a sustentar novos serviços.

SECRETÁRIAS DE REDAÇÃO E PESQUISAS: Milena Venceslau e Sabrina Emilly dos Anjos Costa PUBLICIDADE NACIONAL: comercial: Élcio S. Cavalcanti Gerente comercial Contatos: Rodrigo Lima (rodrigo.lima@arandaeditora.com.br) Fábio Oddone (fabio.oddone@arandaeditora.com.br) REPRESENTANTES: Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista Cel.: (41) 99728-3060 – romildo@arandaeditora.com.br Rio de Janeiro e Interior de São Paulo: Guilherme Carvalho Tel. (11) 98149-8896 – guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva Tel.: (11) 2157-0291 – Cel.: (11) 98179-9661 – maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Mr. Weng Jie – Zhejiang International Adv. Group – 2-601 Huandong Gongyu, Hangzhou Zhejiang 310004, China Tel.: +86 571 8515-0937 – jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPro e K. – Mr. Sven Anacker – Starenstrasse 94 46D – 42389 Wuppertal Tel.: +49 202 373294 11, sa@intermediapro.de Italy: QUAINI Pubblicità – Ms. Graziella Quaini Via Meloria 7 – 20148 Milan Tel: +39 2 39216180 – grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel: +81-(0)3-3263-5065 – e-mail: aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd Fl., ANA Building, 257-1 Myeongil-Dong, Gangdong-gu Seoul 134-070 Tel: +82 2 481-3411 – jesmedia@unitel.co.kr Spain: GENERAL DE EDICIONES – Mr. Eugenio A. Feijoo C/Juan de Olia, 11-13, 2a. Planta 28020 Madri Tel: +34 91 572-0750 – gee@gee.es Switzerland Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel: + 41 1 720-8550 – beatrice.bernhard@rdormann.ch Taiwan: WORLDWIDE S Services Co. Ltd. – Mr. Robert Yu 11F-B, No 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel: +886 4 2325-1784 – global@acw.com.tw UK: Robert G Horsfield International Publishers – Mr. Edward J. Kania Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA Tel.: (+44 1663) 750-242, Cel.: (+44 7974) 168188 – ekania@btinternet.com USA USA: Ms. Fabiana Rezak - 2911 Joyce Lane, Merryck, NY 11566 USA Tel.: +(1) 516 476-5568 – arandausa@optonline.net ADMINISTRAÇÃO: Diretor administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. CIRCULAÇÃO: São Paulo: Clayton Santos Delfino - tel. (11) 3824-5300 e 3824-5250 ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Estúdio AP SERVIÇOS: Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima

ISSN 1808-3544 RTI - Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Rua Tagipuru, 92 - 01156-000 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.


VOZ

·

ATENDIMENTO

·

SOFTWARE

Flux amplia seu ecossistema de comunicação Empresa gaúcha integra infraestrutura de telecomunicações e softwares white label para ampliar as possibilidades de atuação de provedores, operadoras e integradoras.

A

convergência entre telefo-

Atendimento em todos os canais

nia, mensageria, atendi-

O Astro/Omnichannel reúne What-

mento

e

software

vem

redesenhando o mercado de telecomunicações. Nesse cenário, a Flux Tecnologia integra infraestrutura de rede e soluções próprias para que operadoras, provedores e integradoras ofereçam serviços de comunicação sob suas próprias marcas. Da telefonia para provedores regionais, a empresa evoluiu para um ecossistema que reúne interconexão, SIP Trunk, SBC, PABX virtual, softphone, CRM, Astro/Omnichannel e APIs. A proposta é redu-

EM NÚMEROS

sApp, Instagram, Telegram e ligações em uma plataforma, com filas inteligentes, pipeline de vendas e

integradoras atendidas

bots. Inclui CRM, PABX e novos módulos, integrado ao SMS. apps de softphone publicados

Softphone O softphone transforma computador e celular em ramal do PABX

downloads dos aplicativos

virtual, com a identidade de cada

Fonte: Flux Tecnologia.

integrador. São mais de 100 apps publicados e mais de 1 milhão de downloads.

ITX Brasil Até o primeiro trimestre de 2027, a

zir a fragmentação tecnológica e

Segurança na borda da rede

Flux projeta concluir o projeto de

permitir

integradores

Oferecido como serviço, o SBC

interconexão no Brasil, com o

ampliem seus portfólios sem cons-

(Session Border Controller) nor-

truir toda a infraestrutura por

maliza protocolos SIP, criptografa

conta própria. No modelo white

sinalização e mídia, controla a

label, o cliente final vê apenas a

admissão de chamadas e mitiga

marca do integrador.

fraudes de tráfego, com failover

que

os

objetivo de alcançar todos os municípios brasileiros e ampliar as conexões diretas com operadoras.

geográfico automático.

ESTAREMOS NESTAS FEIRAS

flux.net.br 0800 100 2500

Florianópolis (SC) 28 e 29 de outubro

Fortaleza (CE) 5 e 6 de novembro


INFORMAÇÕES

8 – RTI – OUT 2026

Lançado em 25 de setembro, em Delmiro Gouveia, AL, o Eco Polo Nordeste pretende atrair empresas de data centers, especialmente instalações de hiperescala voltadas à inteligência artificial, oferecendo energia gerada fora da rede elétrica, abastecimento hídrico e integração com uma biorrefinaria. Um dos principais diferenciais do empreendimento será o aproveitamento do calor dissipado pelos servidores em processos industriais, reduzindo o consumo de combustível na produção de etanol. O projeto foi concebido como um complexo integrado de geração de energia, bioindústria, produção agrícola, tecnologia e logística. Segundo José Viana, CEO do Eco Polo Nordeste, a proposta é enfrentar três dificuldades associadas à implantação de grandes centros de dados: disponibilidade de energia, suprimento de água e infraestrutura de apoio. “Nós criamos o sistema sinérgico onde todo o sistema é reaproveitado”, afirma. O empreendimento prevê uma capacidade de geração de aproximadamente 2,8 GW, destinada ao consumo dentro do próprio polo, em um sistema integralmente off-grid, sem conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN). A matriz energética anunciada combina diferentes fontes, entre elas energia solar, biogás, biomassa e recuperação energética de resíduos. Para os empreendedores, a geração local evitará a dependência de novas conexões e reforços na rede de transmissão, um dos obstáculos à instalação de cargas de grande porte. A integração com a biorrefinaria de etanol de milho é outro diferencial apresentado para atrair operadores de data centers. De acordo com Guilherme Fernandes, diretor da Millennium Bioenergia, parceira

responsável pela vertente industrial, o projeto prevê captar o calor dos equipamentos de processamento e utilizá-lo em etapas da produção que demandam energia térmica. “Nas áreas de um processo que precisa de vapor de baixa pressão, vamos utilizar o calor do data center”, explica. Com isso, a expectativa é reduzir a necessidade de combustível para a geração de vapor. A troca energética também ocorrerá no sentido inverso. O dióxido de carbono (CO2 ) produzido na fermentação do milho deverá ser aproveitado como fluido refrigerante nos sistemas de resfriamento dos

data centers. Segundo Fernandes, a solução faz parte de um projeto de engenharia patenteado, desenvolvido para integrar a infraestrutura digital à biorrefinaria. A proposta é criar um sistema em que os processos industriais e tecnológicos contribuam mutuamente para a eficiência energética. No abastecimento hídrico, o planejamento inclui uma estação de tratamento de efluentes capaz de recuperar água para usos industriais. A apresentação institucional menciona capacidade correspondente ao esgoto de 100 mil habitantes. A empresa sustenta que a combinação de reúso de água e aproveitamento térmico poderá melhorar os indicadores de eficiência energética (PUE) e de uso da água (WUE) das instalações. O polo oferecerá terrenos e serviços como energia, água, resfriamento, segurança, limpeza e

atendimento emergencial. A construção e a operação dos data centers, entretanto, ficarão a cargo das empresas interessadas. Do terreno de 3,6 milhões de m² informado pelo executivo, 40% serão reservados ao segmento de centros de dados. O restante receberá outras atividades industriais, incluindo fábricas de caminhões, baterias, equipamentos médicos e insumos, além de unidades de produção de bioenergia. A biorrefinaria, cuja implantação deverá anteceder a chegada dos data centers, integra um conjunto de investimentos industriais estimado inicialmente em R$ 6,5 bilhões. A Millennium Bioenergia será responsável pela engenharia dos processos industriais e pela integração com as unidades de geração termelétrica a biomassa, projetadas para somar 650 MW. O planejamento inclui ainda o desenvolvimento da produção regional de milho, aproveitando a infraestrutura hídrica do Canal do Sertão. A expectativa é envolver de 3 mil a 4 mil famílias de agricultores no fornecimento de matéria-prima para a biorrefinaria, que deverá produzir etanol e coprodutos como DDGS, óleo de milho e CO2 biogênico. O Eco Polo Nordeste projeta reunir cerca de 178 empresas ligadas à tecnologia e à sustentabilidade ao longo dos próximos seis anos. Os investimentos totais poderão superar R$ 20 bilhões em dez anos. Segundo o CEO, o empreendimento será financiado integralmente com recursos privados, por meio de fundos de investimento nacionais e internacionais. A previsão é iniciar as obras em maio de 2027, condicionadas à obtenção das licenças necessárias. Viana estima um prazo de 30 a 36 meses para concluir a infraestrutura do polo e começar a receber empresas. Por enquanto, o empreendimento está em fase de licenciamento e apresentação ao mercado, sem data centers implantados. Eco Polo Nordeste – Site: www.ecopolonordeste.com.br


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A Matrix Go lançou o Treinamento Avançado de IA para Provedores, iniciativa voltada à aplicação prática da inteligência artificial nas operações dos provedores de Internet. Com formato presencial e duração de três dias, a imersão terá suas primeiras turmas em Curitiba, PR, em outubro. A empresa pretende realizar edições mensais e, posteriormente, expandir a capacitação para outras cidades. A iniciativa parte de uma demanda identificada entre os próprios clientes da Matrix Go: embora haja interesse em incorporar IA às operações, muitos provedores ainda têm dificuldade para definir por onde começar, quais ferramentas adotar e como preparar suas equipes. “Todos querem usar IA, mas não sabem como. Esse é o grande desafio”, afirma Pablo Cotta, head de relacionamento da empresa. Segundo ele, o objetivo é orientar a aplicação da tecnologia em diferentes áreas, como atendimento, suporte técnico, vendas e processos operacionais. O curso combina fundamentos teóricos e atividades práticas. Os participantes poderão trabalhar com dados e estruturas de atendimento de suas próprias empresas para testar aplicações e avaliar resultados. As primeiras turmas utilizarão o Claude, da Anthropic, como ferramenta principal, mas também terão contato com outros modelos e possibilidades de uso da IA. O conteúdo prevê ainda a criação de agentes capazes de executar tarefas e o desenvolvimento de aplicações pelos próprios provedores. Para Nicola Sanchez, CEO e fundador da Matrix Go, a facilidade de interação com as ferramentas de IA, por meio de linguagem natural, não elimina a necessidade de compreender seu funcionamento e suas limitações. A obtenção de resultados consistentes, observa, exige

conhecimento do negócio, domínio dos processos e capacidade de avaliar criticamente as respostas produzidas pela tecnologia. Por isso a necessidade de uma capacitação presencial. “Não dá para fazer online porque é muita mão na massa”, afirma Sanchez. Segundo ele, o acompanhamento dos instrutores será importante para orientar a conexão dos dados dos participantes em um

ambiente controlado, além de identificar e corrigir respostas incorretas ou sem fundamento, conhecidas como alucinações da IA. A capacitação é dirigida principalmente a proprietários, dirigentes e gestores de provedores, responsáveis por identificar prioridades e disseminar o uso das ferramentas entre as equipes. “O treinamento é para o líder entender onde ele pode usar a IA na empresa e, obviamente, depois ir escalando isso com as suas equipes”, diz Sanchez. As aulas serão conduzidas pelo próprio executivo e por profissionais da área de desenvolvimento da Matrix Go. A escolha dos provedores como público inicial está relacionada à experiência da companhia no segmento. Há mais de 10 anos, a Matrix Go desenvolve tecnologias de atendimento inteligente e atua com serviços especializados em redes de provedores. Entre suas soluções está o Morpheus, ecossistema de IA

multiagêntica destinada a automatizar rotinas de atendimento, suporte técnico, vendas, cobrança e atividades administrativas. Segundo Sanchez, o relacionamento com provedores de diferentes portes permitiu à empresa conhecer as particularidades e dificuldades operacionais do setor e desenvolver modelos de IA adaptados a essas necessidades. Essa experiência deverá contribuir para que o treinamento vá além de aplicações genéricas da tecnologia, abordando situações concretas. Um dos exemplos apresentados pelo executivo é o cruzamento de informações da rede com indicadores comerciais. Uma degradação de sinal que atinja assinantes de determinada região pode gerar chamados, elevar custos de atendimento e influenciar cancelamentos. A análise desses dados com IA pode ajudar o provedor a antecipar problemas e agir de forma proativa, em vez de responder apenas quando o cliente reclama. O executivo também aponta a pressão competitiva, a redução das margens e os custos crescentes dos canais digitais de atendimento como fatores que tornam relevante a adoção de tecnologias capazes de aumentar a eficiência operacional. Nesse contexto, o treinamento busca preparar os gestores para identificar oportunidades de automação e avaliar onde a IA pode efetivamente trazer resultados. A Matrix Go mantém unidades operacionais em Belo Horizonte, MG, e Curitiba. A programação inicial prevê duas turmas consecutivas em outubro, em razão da demanda registrada pela empresa. Posteriormente, a expectativa é ampliar tanto a presença geográfica da formação, com a cidade de São Paulo entre as possibilidades, quanto o público atendido, incluindo profissionais de outros setores. Matrix Go – Tel. 0800 604-5555 n Site: https://matrixgo.ai/


INFORMAÇÕES

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A MWM Motores e Geradores, subsidiária da Tupy, está ampliando sua atuação no mercado de energia para data centers por meio de uma parceria com a fabricante chinesa Yuchai. O acordo permite à empresa brasileira oferecer grupos geradores de até 4000 kVA, ampliando significativamente seu portfólio, que anteriormente chegava a 1250 kVA. A companhia também planeja iniciar a montagem de equipamentos de menor porte no Brasil e estuda a futura produção local dos modelos de maior potência. As novas soluções foram apresentadas durante o Data Center World, realizado de 6 a 8 de outubro, em São Paulo. Segundo Fernando de Souza, gerente comercial da MWM, a ampliação da linha abre oportunidades em um segmento que demanda equipamentos de grande capacidade para garantir a continuidade do fornecimento de energia. “Tínhamos um portfólio, falando de grupos geradores, de 20 a 1250 kVA. Isso não nos permitia, por exemplo, a entrada em grandes data centers”, explica. Com a parceria, a MWM passa a disputar o fornecimento de sistemas de

geração para instalações de grande porte, um mercado impulsionado pela expansão da infraestrutura digital e pela crescente demanda de processamento de dados e inteligência artificial. Um dos principais diferenciais comerciais apontados pela empresa é o prazo de entrega dos equipamentos. Segundo Souza, a MWM e a Yuchai conseguem oferecer grupos geradores de grande potência com prazos a partir de oito meses após a colocação do pedido. O executivo observa que a disponibilidade desses equipamentos representa atualmente um dos gargalos na implantação de data centers, em razão do crescimento da demanda mundial.

A parceria foi estabelecida no final de 2025, quando a MWM passou a atuar como distribuidora oficial dos produtos da Yuchai na América Latina. Em agosto deste ano, executivos da companhia brasileira visitaram as instalações da fabricante chinesa e assinaram um novo acordo de cooperação, voltado à produção localizada e ao aprofundamento da colaboração tecnológica. Inicialmente, os grupos geradores de maior potência serão importados completos da China e comercializados pela MWM, que ficará responsável também pelo fornecimento de peças de reposição e pela assistência técnica. A estratégia prevê, em uma etapa seguinte, a importação de motores de menor porte da Yuchai para montagem de grupos geradores na fábrica da MWM em Santo Amaro, na capital paulista. “Nós vamos trazer a princípio motores menores, vamos ter estoque, montaremos os grupos geradores menores com motor Yuchai”, afirma Souza. Segundo ele, a possibilidade de estender a montagem nacional aos equipamentos de grande potência também está em avaliação. Ainda não há, entretanto, um cronograma definido para o início dessa produção. A cooperação permitirá à MWM utilizar sua estrutura industrial e


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comercial para ampliar a presença da fabricante chinesa no mercado latinoamericano. A rede de distribuição de peças da empresa brasileira conta com aproximadamente 1000 pontos de venda na região, que poderão atender os novos equipamentos. Com mais de 70 anos de atuação no Brasil, a MWM integra o grupo Tupy desde 2022 e mantém uma unidade industrial e um centro tecnológico em São Paulo. Além dos grupos geradores, a parceria com a Yuchai contempla motores para aplicações marítimas, soluções híbridas e o desenvolvimento de plataformas de grande porte capazes de utilizar combustíveis como etanol, metanol, biometano e biodiesel. A Yuchai produziu mais de 460 mil motores em 2025, destinados principalmente ao setor de transportes, mas também a aplicações industriais, marítimas e de geração de energia. A associação com a fabricante

chinesa permite à MWM complementar sua linha atual com equipamentos de maior cilindrada e potência, sem depender inicialmente de investimentos na fabricação desses modelos no país. A estratégia também contempla a expansão internacional. A MWM já exporta grupos geradores para 18 países e pretende aproveitar essa estrutura comercial para ampliar a distribuição dos produtos da Yuchai na América Latina e em outros mercados. Para a empresa brasileira, o acordo representa uma oportunidade de aumentar sua participação no fornecimento de soluções energéticas para instalações de missão crítica, especialmente os data centers, ao combinar equipamentos de maior capacidade com uma estrutura local de vendas, assistência técnica e pós-venda. MWM – Tel. (11) 96485-7781 n Site: https://mwm.com.br/

O Grupo FonNet lançou durante o Futurecom 2026, realizado de 6 a 8 de outubro, em São Paulo, a AIKS, empresa especializada em inteligência artificial, desenvolvimento de software, observabilidade de redes e serviços gerenciados. Criada como um spin-off da FonNet Networks, a nova companhia tem como público-alvo operadoras de telecomunicações, provedores de Internet, data centers e empresas que operam infraestruturas críticas. A iniciativa representa uma diversificação das atividades da FonNet, tradicionalmente concentradas no fornecimento de equipamentos e soluções para redes de telecomunicações. Segundo Arthur Filgueira, CEO da FonNet e presidente da AIKS, a criação da nova empresa resulta da experiência acumulada ao longo de 17 anos


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de atuação no setor e da identificação de novas necessidades dos clientes, especialmente diante do avanço da inteligência artificial. O executivo explica que, além de investir em capacidade de transmissão e equipamentos, operadoras, provedores e data centers precisam aprimorar seus processos operacionais. “Tiramos de dentro da FonNet essa parte de engenharia e desenvolvimento de software para atuar com isso, para trazer eficiência aos processos e às operações das empresas clientes”, afirma. Uma das primeiras soluções da AIKS é o Neuron, plataforma de observabilidade desenvolvida especificamente para redes de provedores e ambientes de data centers. A ferramenta busca ampliar a visibilidade sobre a infraestrutura, reunindo e correlacionando informações operacionais para facilitar a identificação de falhas, a análise de suas causas e a priorização de incidentes conforme seus impactos. A proposta é enfrentar um problema frequente em ambientes de tecnologia: a fragmentação de dados entre diferentes sistemas de monitoramento, ferramentas e equipes. Métricas de desempenho, registros de eventos e alertas nem sempre são analisados de forma integrada, dificultando a identificação da origem dos problemas e aumentando o tempo necessário para sua resolução. “As empresas ampliaram a quantidade de ferramentas e dados disponíveis, mas isso nem sempre significou uma capacidade maior de decisão”, observa Filgueira. Segundo ele, a AIKS pretende conectar essas informações e ajudar as equipes a aprimorar suas operações, preservando os investimentos já realizados em tecnologia. As soluções foram concebidas para funcionar em conjunto com os sistemas

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existentes, sem exigir sua substituição imediata. A partir da coleta e correlação de dados, a plataforma busca oferecer uma visão mais abrangente das condições da infraestrutura, apoiando as equipes técnicas na tomada de decisões e na resposta a incidentes. Além do desenvolvimento de plataformas próprias, a AIKS pretende atuar na prestação de serviços gerenciados de tecnologia, incluindo operações de NOC (Network Operations Center), SOC (Security Operations Center) e atendimento técnico nos níveis N1, N2 e N3. De acordo com Filgueira, o NOC já está estruturado em Fortaleza, CE, com instalações físicas e equipe preparada para iniciar o atendimento aos clientes. Conforme a expansão das operações, a companhia considera a possibilidade de instalar uma segunda unidade em São Paulo. A nova empresa reúne profissionais de engenharia, arquitetura de tecnologia da informação e comunicação, desenvolvimento de software, segurança cibernética e suporte técnico. A estrutura foi formada a partir das competências já existentes na FonNet, que, segundo a companhia, acumula experiência em projetos para aproximadamente 800 empresas, entre operadoras, provedores, data centers e clientes corporativos. Filgueira destaca que esse histórico permitiu conhecer as particularidades das redes e os desafios enfrentados pelos clientes. A criação da AIKS também se insere na estratégia de diversificação da FonNet, intensificada após a mudança de seu controle acionário, em 2024. Desde então, a companhia ampliou seu portfólio por meio de parcerias com fabricantes como IBM, Ciena, Juniper e Dahua, abrangendo soluções de armazenamento, transmissão óptica, redes e videomonitoramento. AIKS – Tel. (85) 99139-7666 Site: https://www.aiks.ai/

A TaskFlow, com sede em São Paulo, iniciou 2026 focada no mercado de provedores de Internet. Desenvolvedora de

soluções de IA - Inteligência Artificial conversacional para atendimento ao cliente, além de projetos personalizados, a companhia vê oportunidades de expansão no segmento. A solução foi apresentada aos provedores durante a última Expo ISP Recife, realizada de 15 a 17 de julho. A ferramenta roda em nuvem e utiliza tecnologia speech-to-speech, que permite comunicação em tempo real com latência inferior a 500 milissegundos. Com isso, a interação ocorre diretamente por voz, sem depender da transcrição do áudio da chamada antes da elaboração da resposta. Para Felipe Crusius, CEO da TaskFlow, a crescente demanda por interações via áudio direcionou o negócio para aplicações em telefonia. “Ninguém digita mais rápido do que fala. A migração dos usuários para ferramentas de texto se deu, em parte, em função da baixa qualidade do serviço oferecido por algumas empresas”, afirma. Os atendentes autônomos podem ser integrados a plataformas de telefonia e CRM, permitindo consultas e ações em tempo real, como suporte automático em casos de instabilidade de sinal e o envio de segunda via de boletos durante a própria ligação, sem intervenção humana. Todos os dados são criptografados de ponta a ponta e tratados em conformidade com a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados. A empresa oferece atendimento 24 horas e possibilita ao contratante definir o tom da IA conforme a necessidade. Atualmente, a TaskFlow atende dez provedores, o que representa aproximadamente 3,5% de seu faturamento. “Há clientes em que o tempo médio de atendimento passou de 15 para dois minutos. Em um mercado tão competitivo como o de telecom, excelência em atendimento acaba sendo um grande diferencial”, finaliza o CEO. TaskFlow - Tel. (11) 98511-0030 n Site: www.taskflow.com.br


O futuro muda. A experiência evolui.

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Há quase 50 anos, construímos nossa trajetória em grandes projetos e instalações de alta complexidade. E seguimos avançando, atualizando conhecimentos, incorporando novas tecnologias e buscando soluções cada vez melhores para os desafios de hoje e de amanhã.


INFORMAÇÕES

O trabalho de técnicos de campo envolve atividades complexas e requer atenção permanente ao uso de EPIs - Equipamentos de Proteção Individual. O cumprimento dos procedimentos de segurança é fundamental para preservar a integridade física dos profissionais. Especializada em soluções de IA - Inteligência Artificial e visão computacional, a Fu2re desenvolveu o SmartVision Safety AI, plataforma que automatiza a análise de vídeos registrados durante as jornadas de equipes de campo e amplia o monitoramento das operações. A solução levou aproximadamente dois anos para ser desenvolvida. Inicialmente, a Fu2re concentrou sua atuação nos setores de energia e óleo e gás. Posteriormente, o escopo passou a atender outras áreas que utilizam técnicos de campo com EPIs, como saneamento e telecomunicações. “Conseguimos treinar e adaptar o modelo de IA com bastante precisão, não apenas para identificar EPIs específicos de determinados setores, como uma balaclava, mas também para incorporar novos modelos de equipamentos que surgem no mercado”, afirma André Sih, fundador e sócio-diretor da Fu2re. Com recursos de IA e visão computacional, o SmartVision Safety AI identifica automaticamente o uso correto ou incorreto de EPIs e EPCs - Equipamentos de Proteção Coletiva, além de apontar possíveis não conformidades durante as atividades, inclusive de acordo com normas de segurança específicas. “As gravações, que podem ter até oito horas de duração, são processadas e segmentadas automaticamente em blocos organizados por intervenção. Em vez de exigir que os técnicos revisem longos períodos de vídeo, o sistema gera pequenos trechos contendo apenas os momentos relevantes de cada atividade. Os períodos de deslocamento também são separados das operações em campo e

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analisados individualmente, fornecendo uma visão mais ampla dos riscos envolvidos em toda a jornada de trabalho”, explica Sih. Os resultados ficam disponíveis em um portal na nuvem, no qual técnicos e gestores de segurança podem consultar e revisar as análises de forma centralizada. A ferramenta também classifica as atividades, identifica alertas relacionados aos equipamentos de proteção e calcula um índice de segurança para o acompanhamento das equipes. “Desde o início da operação, mais de 2,7 mil turnos foram monitorados, mais de 6,6 mil operações foram identificadas e categorizadas e mais de 21 mil horas de gravações foram processadas pela plataforma. Antes da adoção da solução, apenas cerca de 2% dos vídeos de duas concessionárias de energia que monitoramos eram revisados manualmente. Com a IA, todas as gravações ficam disponíveis no portal em nuvem, permitindo que as equipes de segurança concentrem seus esforços nos trechos que realmente demandam atenção”, complementa o sócio-diretor. O SmartVision Safety AI aprende com imagens reais das atividades capturadas pelo contratante. O usuário pode marcar e classificar objetos e padrões relevantes, enquanto métricas de precisão são utilizadas para validar o modelo antes da entrada em operação. Também é possível a integração a sistemas GIS, ERP, MES e BI. “A ferramenta utiliza IA e machine learning para aprender com o processo. No momento, trabalhamos com um índice de precisão de 98%. Quando acontecem alguns falsos positivos, a plataforma permite um ajuste fino. É uma regulagem feita no sistema e depende exclusivamente da política de cada contratante”, afirma Sih. Com sede no Rio de Janeiro e unidade em Recife, PE, a Fu2re pretende expandir seus negócios para o mercado europeu, com escritórios na Suíça e em Luxemburgo. Em 2025, recebeu aporte da Copel Ventures, gerido pela Vox Capital, e da Indicator Capital, gestora early-stage de venture capital. Fu2re - Tel. (51) 99495-0762 n Site: www.fu2re.com.br

NOTA Errata - Na edição de setembro de 2026 da revista RTI, o Guia de soluções anti-DDoS, publicado na página 44, apresentou de forma incompleta algumas das informações fornecidas pela Huge Networks. Na versão impressa, cinco características da empresa e de sua solução de mitigação DDoS deixaram de ser assinaladas. As informações corretas são: • Fornecedor/Fabricante - A Huge Networks é uma empresa brasileira e fabricante de hardware próprio para mitigação DDoS, desenvolvendo tecnologia utilizada em suas soluções on-premises. • Operadora/Provedor de trânsito IP -Além de fabricante de tecnologia, a Huge Networks atua como provedora de Internet e possui autorização SCM da Anatel para prestação de serviços de telecomunicações, reunindo em sua operação tecnologia própria e infraestrutura de conectividade. • Proteção L3 - A solução da Huge Networks oferece proteção na camada de rede (L3), complementando as capacidades de proteção L4 e L7 já indicadas corretamente no guia e permitindo atuação em diferentes camadas dos ataques DDoS. • Suporte a IPv6 - A plataforma suporta proteção de tráfego IPv6, permitindo que ambientes IPv4, IPv6 e dual-stack sejam contemplados pela estratégia de mitigação DDoS. • Proteção contra bots - A solução possui capacidade de proteção contra tráfego malicioso associado a bots, aspecto especialmente relevante diante do uso de botnets e dispositivos comprometidos como origem de ataques DDoS distribuídos. A versão digital do guia já foi atualizada com as informações corretas e pode ser conferida no link: https://bit.ly/3WlTNEk.

O melhor do Bits Parceria - A Telcabos firmou parceria com a fabricante japonesa Optex para ampliar a oferta de soluções de segurança eletrônica no mercado brasileiro. O acordo abrange tecnologias de detecção, monitoramento e segurança perimetral, incluindo também produtos das marcas Fiber Sensys, especializada em detecção por fibra óptica, e Raytec, voltada à iluminação LED para sistemas de segurança. Com a parceria, a


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distribuidora passa a oferecer sensores PIR e Dual Tech para áreas externas, sistemas LiDAR REDSCAN para proteção perimetral, sensores infravermelhos ativos, sistemas de detecção por fibra óptica, sensores veiculares e anti-tailgating, além de iluminadores infravermelhos e de luz branca para CFTV. As soluções são destinadas a aplicações em data centers, infraestrutura crítica, indústrias, mineração, energia e transportes. Site: https://abrir.link/tIkPK. Redata - A AbraCloud - Associação Brasileira de Infraestrutura e Serviços Cloud encaminhou ao governo federal uma carta com propostas para acelerar a implementação do Redata, regime especial de tributação para infraestrutura de data centers e IA Inteligência Artificial aprovado pelo Congresso. Entre as medidas defendidas pela entidade estão a criação de um mecanismo de fast track para habilitação das empresas, a regulamentação do programa em etapas e a oferta de instrumentos de financiamento para expansão da capacidade de processamento de IA no país. Site: https://abrir.link/TakDw. Legislação - A Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações passou a realizar, a partir de 8 de setembro, os procedimentos de certificação e homologação de produtos de telecomunicações por meio do novo sistema Certifica. A plataforma substitui o Sistema de Gestão de Certificação e Homologação (SCH), que deixará de receber novos requerimentos. Por meio da plataforma Certifica, podem ser encaminhados e acompanhados os procedimentos relacionados à avaliação da conformidade e à homologação de produtos, conforme os requisitos aplicáveis. Para mais informações ou esclarecimentos sobre os procedimentos, o interessado deve entrar em contato pelo e-mail certificacao@anatel.gov.br. Mercado - O setor de Informação e Comunicação registrou receita operacional líquida de R$ 665 bilhões em 2024, equivalente a 19% do total dos serviços não financeiros no país, segundo dados da PAS Pesquisa Anual de Serviços, do IBGE. O segmento empregou 1,4 milhão de pessoas, ou 8,6% dos 15,9 milhões de trabalhadores das empresas de serviços pesquisadas. O setor também apresentou o maior salário médio entre os segmentos analisados, de 4,5 salários mínimos, mais que o dobro da média dos serviços não financeiros, de 2,2 salários mínimos. Segundo o IBGE, os maiores salários estão concentrados em atividades que demandam mão de obra mais qualificada e apresentam maior produtividade. A PAS reúne informações sobre a estrutura e a evolução do setor de serviços brasileiro. Na edição referente a 2024, foram pesquisadas 34 atividades, distribuídas em sete grandes segmentos, entre eles Informação e Comunicação. Site: https://abrir.link/WGdZQ.

O melhor do Bits traz um resumo das principais notícias sobre o mercado publicadas no RTI in Bits, boletim semanal enviado por e-mail para os leitores de RTI . Mais notícias podem ser encontradas no site: https:// www.arandanet.com.br/revista/rti/noticias.


REDES AÉREAS

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Infraestrutura de telecomunicações e a regulação do compartilhamento de postes Rogerio Moreira Lima Silva, Engenheiro Eletricista e Doutor em Telecomunicações (PUC-RJ); Professor da UEMA, Diretor da ABTELECOM e da AMC, Especialista da ABEE Nacional, Embaixador da Abracopel e do Instituto EWRAN José Alberto Lucas Medeiros Guimarães, Advogado e Mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pelo Programa de Pós-Graduação em Direito e Instituições do Sistema de Justiça (UFMA)

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O avanço da regulação do compartilhamento de postes envolve mudanças no modelo de gestão, novas atribuições para a ANEEL e a Anatel e maior atenção à fiscalização, à responsabilidade técnica e à segurança. Decreto, projeto de lei e normas recentes mostram que o desafio vai além da ocupação física da infraestrutura e exige coordenação entre empresas, agências reguladoras e demais órgãos responsáveis pela fiscalização.

compartilhamento da infraestrutura das redes aéreas de distribuição de energia elétrica com as redes de telecomunicações está novamente no centro da agenda regulatória brasileira. O cenário ganhou nova complexidade com o Decreto nº 12.068/2024, com a interpretação posteriormente consolidada pela Advocacia-Geral da União e com a retomada, em 2026, das discussões regulatórias pela ANEEL. Paralelamente, o Congresso Nacional passou a discutir uma alternativa legislativa por meio do Projeto de Lei nº 3220/2019, aprovado pelo Senado e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Não se trata, portanto, de uma simples disputa entre instituições. Existem diferentes caminhos jurídicos e regulatórios para enfrentar um mesmo problema estrutural.

O Decreto nº 12.068/2024, o Parecer da AGU e a retomada da regulamentação O Decreto nº 12.068, de 20 de junho de 2024, estabeleceu novas diretrizes para a modernização das redes e dos serviços de distribuição

de energia elétrica e introduziu uma mudança relevante na forma de tratar o compartilhamento da infraestrutura. O ponto central está no art. 16, segundo o qual as concessionárias de distribuição deverão ceder a pessoa jurídica distinta o espaço na infraestrutura de distribuição, as faixas de ocupação e os pontos de fixação dos postes das redes aéreas de distribuição destinados ao compartilhamento com o setor de telecomunicações. O § 1º estabelece que a cessão será onerosa e orientada a custos. Já o § 2º prevê que o compartilhamento será objeto de exploração comercial por meio de oferta de referência de espaço de infraestrutura, conforme regulamentação conjunta da ANEEL e da Anatel quanto ao preço, ao uso da faixa e a outros aspectos. A redação do Decreto introduziu, assim, uma arquitetura diferente daquela tradicionalmente utilizada no compartilhamento de postes. A infraestrutura continua pertencendo ao setor elétrico, mas sua exploração comercial para fins de compartilhamento passa a ser estruturada mediante a atuação de pessoa jurídica distinta.


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A mudança é relevante porque desloca o debate de uma relação bilateral entre distribuidora e ocupante para um modelo de gestão da infraestrutura compartilhada. A interpretação do art. 16 ganhou especial relevância em 2026, com o Parecer nº 00004/2026/CONUNI/ CGU/AGU, que consolidou o entendimento de que a cessão da exploração comercial prevista no dispositivo possui caráter obrigatório. O entendimento firmado pela AGU reforçou que a previsão do art. 16 não deve ser compreendida como mera faculdade das distribuidoras. A cessão da infraestrutura destinada ao compartilhamento com o setor de telecomunicações integra o modelo estabelecido pelo Decreto, cabendo à regulamentação conjunta entre ANEEL e Anatel disciplinar seus aspectos técnicos, operacionais e econômicos. Essa interpretação alterou significativamente o contexto regulatório em que ANEEL e Anatel vinham trabalhando. Em agosto de 2026, por determinação da ANEEL, a análise do tema foi retomada pelas áreas técnicas, com elaboração de nota técnica complementar e posterior submissão à Diretoria Colegiada. A retomada utiliza como ponto de partida a minuta de resolução conjunta aprovada pela Anatel em 2023, mas ocorre em um cenário jurídico diferente daquele existente quando a proposta foi originalmente construída. A ANEEL, portanto, não está simplesmente retomando uma antiga discussão sobre preço de ponto de fixação. Está diante da necessidade de regulamentar um modelo de governança cuja estrutura jurídica foi significativamente afetada pelo Decreto nº 12.068/2024 e pela interpretação posteriormente consolidada pela AGU. É nesse contexto que o debate regulatório passa a dialogar diretamente com a discussão legislativa em curso no Congresso Nacional.

PL nº 3220/2019: uma alternativa legislativa em tramitação O Projeto de Lei nº 3220/2019 apresenta uma arquitetura jurídica diferente para enfrentar o problema do compartilhamento de postes. Aprovado pelo Senado Federal, o projeto foi encaminhado à Câmara dos Deputados em 16 de abril de 2026, iniciando uma nova etapa de sua tramitação. A proposta altera a Lei nº 9427/1996, a Lei nº 9472/1997 e a Lei nº 14.947/2024, estabelecendo novas disposições relacionadas à gestão e à fiscalização da infraestrutura compartilhada. Entre os aspectos relevantes do projeto está a possibilidade de o titular da infraestrutura compartilhada contratar terceiro para realizar sua gestão, bem como a possibilidade de cessão a terceiro do direito de exploração comercial da infraestrutura. Além disso, o projeto prevê que a ANEEL poderá determinar a cessão da exploração comercial quando verificar desempenho inadequado da distribuidora na gestão da infraestrutura compartilhada. Aqui reside uma diferença jurídica fundamental em relação ao Decreto nº 12.068/2024. No Decreto, a cessão prevista no art. 16 possui caráter obrigatório, segundo a interpretação consolidada pela AGU. No PL nº 3220/2019, a cessão da exploração comercial é apresentada como possibilidade, podendo ser determinada pela ANEEL em determinadas circunstâncias. São, portanto, duas arquiteturas jurídicas distintas para enfrentar um mesmo problema de infraestrutura. O projeto também procura estabelecer uma divisão mais clara entre as competências dos dois setores regulados. À ANEEL permanecem atribuídas competências relacionadas à infraestrutura de distribuição de energia elétrica, enquanto à Anatel são atribuídas competências relacionadas à utilização dessa infraestrutura pelas redes de telecomunicações.

O projeto prevê ainda competências da Anatel para fiscalizar a ocupação da infraestrutura aérea compartilhada e estabelecer parâmetros técnicos e operacionais complementares aos definidos pela ANEEL. Essa arquitetura preserva a natureza setorial das duas agências, evitando transformar o compartilhamento de postes em uma matéria de competência exclusiva de apenas uma delas. A tramitação do PL nº 3220/ 2019 ganhou velocidade em maio de 2026. Após a apresentação de dois requerimentos de urgência, o Plenário da Câmara aprovou, em 19 de maio, o Requerimento nº 2851/2026, conferindo urgência à matéria e designando Juscelino Filho como relator. No dia seguinte, foi solicitado o apensamento do PL nº 4160/2025. Com isso, o projeto passou a tramitar em regime de urgência e está pronto para apreciação pelo Plenário, aguardando despacho da Presidência da Câmara. Esse avanço legislativo é particularmente relevante porque ocorre simultaneamente à retomada, pela ANEEL, da regulamentação do compartilhamento de postes. O Congresso Nacional, portanto, discute uma solução legislativa enquanto as agências reguladoras retomam a construção de uma solução infralegal sob o novo contexto estabelecido pelo Decreto nº 12.068/2024 e pela interpretação da AGU. A existência simultânea dessas duas frentes exige atenção para evitar que nor mas constr uídas em diferentes esferas institucionais produzam comandos incompatíveis ou sobreposição de competências.

Mais de uma década de regulamentação A discussão sobre o compartilhamento de postes existe desde 2014, quando ANEEL e Anatel estabeleceram regras


REDES AÉREAS conjuntas para a infraestrutura usada pelos setores elétrico e de telecomunicações. Desde então, a expansão da banda larga, da fibra óptica, do 4G e do 5G, além do crescimento dos pequenos provedores, aumentou a pressão sobre essa infraestrutura, enquanto a ocupação desordenada, o excesso de cabos, redes clandestinas e dificuldades de fiscalização ampliaram os problemas de segurança e qualidade urbana. O desafio atual, portanto, vai além da revisão de preços e envolve a criação de um modelo de gestão capaz de organizar uma infraestrutura física limitada diante da demanda crescente.

Fiscalização nacional dos provedores, responsabilidade profissional e o GT-5G Existe ainda uma dimensão frequentemente pouco explorada nesse debate: o exercício profissional da engenharia e a fiscalização das empresas que atuam na implantação e manutenção das redes de telecomunicações. Essa preocupação não é recente. Em 29 de outubro de 2021, o Plenário do CONFEA aprovou a Decisão Plenária nº PL 1744/2021, determinando o desenvolvimento de ações de fiscalização nacional dos provedores de Internet, de for ma coordenada com os CREAs das respectivas unidades da Federação. Outro aspecto relevante apontado na decisão foi a existência de empresas que atuavam sem registro no Sistema CONFEA/CREA e sem responsável técnico, além de acidentes envolvendo provedores de Internet, inclusive com vítimas fatais. Essa diretriz é particularmente importante no contexto do compartilhamento de postes. As empresas que utilizam a infraestrutura de distribuição de energia elétrica para instalar redes de telecomunicações não atuam em um ambiente exclusivamente

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regulado pela Anatel. Dependendo da natureza das atividades executadas, existem também obrigações relacionadas ao exercício profissional, à responsabilidade técnica e à fiscalização pelo Sistema CONFEA/CREA. Não se trata apenas de saber se determinada empresa possui autorização para prestar serviço de telecomunicações. É necessário verificar também se as atividades técnicas desenvolvidas estão sendo executadas dentro dos limites legais do exercício profissional, com profissionais habilitados, responsabilidade técnica e observância das normas de segurança. Em 2023, essa agenda ganhou uma nova dimensão com a instituição, pelo CONFEA, do GT-5G, composto por cinco engenheiros eletricistas, no âmbito da Comissão de Educação e Atribuição Profissional, para tratar dos desafios profissionais relacionados à implantação e expansão da tecnologia 5G. O GT-5G também teve entre seus objetivos produzir diretrizes de fiscalização para os CREAs, verificando registro, habilitação e responsabilidade técnica de profissionais e empresas, além de contribuir para o aperfeiçoamento da regulamentação relacionada aos serviços móveis. Nesse sentido, a PL 1744/2021 e o trabalho desenvolvido pelo GT-5G convergem para uma mesma preocupação institucional: assegurar que a expansão das telecomunicações seja acompanhada de responsabilidade profissional, fiscalização efetiva e proteção da sociedade.

Anatel e a regularidade profissional e de segurança A Resolução Interna Anatel nº 428, de 28 de abril de 2025, estabelece documentos para comprovação da adoção de medidas de prevenção de acidentes e da regularidade documental


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das obrigações trabalhistas e fiscais pelas autorizadas de serviços de telecomunicações de interesse coletivo. A norma determina que, a cada dois anos, a autorizada comprove à Anatel a adoção de medidas de prevenção de acidentes, incluindo programas de gerenciamento de riscos e saúde ocupacional, fornecimento de EPIs e EPCs, treinamentos de segurança, cumprimento da NR-4, capacidade técnica e apresentação do RET. Além disso, anualmente, deverá demonstrar a regularidade de suas obrigações trabalhistas e fiscais, incluindo o registro no CREA ou no CRT, conforme o caso. Esse conjunto de exigências é particularmente relevante para o debate sobre compartilhamento de postes. A infraestrutura utilizada pelas redes de telecomunicações pode estar fisicamente próxima de instalações elétricas energizadas, fazendo com que a prevenção de acidentes dependa não apenas de regras de ocupação da infraestrutura, mas também da preparação das empresas e dos trabalhadores que executam as atividades. É importante observar, contudo, que a verificação documental realizada pela Anatel no âmbito dessa resolução possui natureza administrativa e declaratória dentro dos procedimentos regulatórios da Agência e não substitui a fiscalização trabalhista, previdenciária ou de segurança e saúde do trabalho de competência do Ministério do Trabalho e Emprego e de outros órgãos públicos. A exigência demonstra, portanto, que a regularidade de uma empresa de telecomunicações não se limita à autorização concedida pela Anatel. A Anatel regula a prestação dos serviços de telecomunicações. O Sistema CONFEA/CREA e o Sistema CFT/CRT atuam na fiscalização do exercício profissional, dentro das respectivas competências legais. O Ministério do Trabalho e Emprego e os demais órgãos competentes exercem suas próprias atribuições de fiscalização em matéria trabalhista e de segurança e saúde do trabalho. São sistemas diferentes, com competências complementares.

O poste também é uma questão de segurança O compartilhamento de postes possui ainda uma dimensão que não pode ser tratada como secundária: a segurança dos trabalhadores. O Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica 2026, da Abracopel, evidencia a relevância do problema. Os dados referentes a 2025 mostram que 36% das mortes por choque elétrico ocorreram em redes de distribuição e transmissão. No segmento de telecomunicações, o número de mortes de trabalhadores por choque elétrico apresentou crescimento de 137,5% entre 2013 e 2025.


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Segurança, governança e responsabilidade A evolução regulatória também pode ser observada na atualização da NR-10. A Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026, estabeleceu alterações na Norma Regulamentadora nº 10 e previu a vigência das novas disposições a partir de 1º de junho de 2027. Entre as novidades está a previsão de treinamento específico de compartilhamento de infraestrutura do sistema elétrico de potência para trabalhadores que executam atividades ou serviços próximos a instalações elétricas com infraestrutura compartilhada. A segurança, portanto, precisa ser pensada de maneira integrada. Não basta definir quem pode ocupar o poste, quanto será pago pelo ponto de fixação ou quem administrará a infraestrutura. É necessário estabelecer também quem responde pelo planejamento, pela organização da ocupação, pela sinalização, pelo afastamento seguro, pela identificação das redes, pela capacitação dos trabalhadores e pelas medidas de prevenção.

Conclusão O debate sobre compartilhamento de postes revela, em última análise, um problema de governança. Regulação, gestão, fiscalização, responsabilidade profissional e segurança precisam funcionar de maneira coordenada. A existência de uma agência reguladora não substitui a fiscalização profissional. A responsabilidade técnica não substitui a fiscalização setorial. A regulação econômica não substitui as normas de segurança do trabalho. É justamente a integração dessas competências que pode produzir uma infraestrutura mais organizada, eficiente e segura. A atual discussão oferece uma oportunidade para aproximar instituições que, durante muito tempo, trataram partes diferentes do mesmo problema. ANEEL, Anatel, CONFEA, CREAs, Ministério do Trabalho e Emprego, empresas de energia elétrica, prestadoras de telecomunicações e entidades representativas do setor precisam atuar de maneira coordenada. O desafio não é simplesmente estabelecer quem será responsável pelo poste. É definir um modelo de governança que permita responder a perguntas fundamentais: quem administra a infraestrutura compartilhada? Quem fiscaliza sua ocupação? Quem define os critérios técnicos? Quem garante o acesso isonômico? Quem responde pelas irregularidades? Quem assegura a responsabilidade técnica? Quem fiscaliza as condições de segurança? E, principalmente, como essas responsabilidades serão integradas? A construção desse novo modelo exigirá, portanto, coordenação entre os órgãos reguladores, entidades profissionais e empresas envolvidas, de modo a compatibilizar eficiência na gestão da infraestrutura, acesso às redes, responsabilidade técnica e segurança dos trabalhadores.


ESPECIAL

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Proteção contra incêndio em data centers Sandra Mogami, da Redação da RTI

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A expansão dos data centers e a crescente densidade de potência dos racks, impulsionada sobretudo pelas aplicações de IA, elevam a carga térmica e tornam a proteção contra incêndio ainda mais crítica. Soluções de detecção precoce, monitoramento contínuo e supressão por gases limpos, agentes inertes e water mist ganham espaço para reduzir riscos, limitar danos aos equipamentos e preservar a continuidade das operações.

aumento da densidade de potência dos racks concentra mais equipamentos e energia em espaços menores, elevando a carga térmica e podendo gerar temperaturas mais altas em pontos críticos. Com isso, crescem também as exigências de proteção contra incêndio em ambientes que reúnem equipamentos de alto valor e não podem sofrer interrupções prolongadas. Nesse cenário, a proteção precisa combinar detecção precoce, alarme, monitoramento e sistemas de supressão adequados às características de cada instalação. Entre as tecnologias destacam-se a detecção por aspiração e por vídeo, sensores térmicos, agentes limpos, gases inertes e water mist, cujo princípio é fragmentar a água pressurizada em pequenas gotículas, ampliando a superfície de contato com o calor. Fabricantes, integradores e empresas de engenharia vêm ampliando a oferta dessas soluções para atender à nova geração de data centers, como mostra a reportagem a seguir.

Bosch Com foco em tecnologias de detecção precoce, integração com sistemas de extinção e monitoramento remoto da infraestrutura de segurança, o portfólio da divisão Life Safety Systems da Bosch reúne painéis de detecção e alarme conectados à nuvem, integração com sistemas de

sonorização para evacuação por voz e conexão com plataformas de gerenciamento predial, vídeo e automação. Entre as tecnologias disponíveis está a detecção de incêndio por vídeo, indicada principalmente para locais nos quais detectores convencionais apresentam limitações. Em instalações com pé-direito elevado, por exemplo, a fumaça, o aumento da temperatura ou a chama precisam alcançar a região onde estão os detectores tradicionais. Com câmeras, o princípio de incêndio pode ser identificado quando aparece no campo de visão do equipamento. Para data centers, a Bosch destaca especialmente os sistemas de detecção por aspiração ou amostragem de ar. A tecnologia utiliza uma rede de tubos com orifícios para captar continuamente o ar de diferentes pontos da instalação, incluindo o interior dos racks, pisos elevados e forros, conduzindo as amostras até o detector para identificar a presença de fumaça. Por se tratar de um sistema ativo, que força a coleta do ar, a detecção pode ocorrer de maneira mais rápida e sensível que em detectores pontuais convencionais. A detecção, entretanto, é apenas uma etapa da proteção. Os sistemas da Bosch dispõem de interfaces para acionamento de tecnologias de terceiros por agentes limpos, gases inertes e water mist. O acionamento é realizado por módulos específicos após a confirmação do evento pelos detectores. A Bosch não fornece


ESPECIAL

Painel de detecção e alarme da Bosch: conexão com a nuvem e integração com sistema de sonorização

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tecnológica dos sistemas. No passado, gases limpos inertes exigiam pressões elevadas, tubulações mais robustas e recursos adicionais de alívio de pressão, aumentando a complexidade de projeto, instalação e manutenção. “Agora o cenário é outro: são menos cilindros, barriletes simples, tubulações mais leves e alívio de pressão praticamente irrelevante, resolvendo as limitações técnicas e de custo associadas às gerações anteriores”, diz Cardoso. Outro argumento sustentado pela C³ Consulting é a disponibilidade dos gases limpos inertes para recarga em todo o Brasil, uma vez que o nitrogênio e argônio são gases industriais amplamente fornecidos no mercado.

diretamente os sistemas de supressão, concentrando sua atuação na detecção, alarme e integração com essas soluções. Para os projetos direcionados a IA, um dos recursos é o Nexospace Fire System Explorer, plataforma de monitoramento remoto dos sistemas de alarme. Equipes técnicas podem acessar o sistema à distância para realizar desde alterações de identificação de ambientes até mudanças na matriz de causa e efeito das sirenes ou do sistema de sonorização, reduzindo a necessidade de deslocamento até a instalação. Site: https://www.bosch.com.br/

C³ Consulting A C³ Consulting segue ampliando sua atuação em projetos de proteção contra incêndio para data centers e outros ambientes de missão crítica de TIC e energia, com uma aposta crescente em sistemas de extinção por gases inertes, à base de nitrogênio e argônio. Segundo Claudio Cardoso, consultor sênior da empresa, o movimento ganhou força nos últimos dois anos, à medida que mais fabricantes passaram a oferecer sistemas com gases limpos inertes naturais, como as empresas Fire Eater e Janus Fire Systems, o desenvolvimento de tecnologias de descarga em baixa pressão e o aumento do número de soluções certificadas UL&FM disponíveis para aplicações em data centers. Um dos fatores que mais contribuíram para essa mudança foi a evolução

A C³ Consulting aponta crescimento na adoção de sistemas de gases inertes

Isso reduz a necessidade de transportar cilindros por longas distâncias para recarga ou testes hidrostáticos. A expansão desse mercado também começa a aparecer na integração dos sistemas. Algumas empresas passaram a adotar gases inertes naturais como uma de suas principais ofertas e já existem instalações recentes no país em ambientes onde anteriormente predominavam agentes químicos halogenados. A nova geração de sistemas de Inergen (IG-541) e outros agentes limpos inertes da NFPA 2001, da National Fire Protection Association, como aqueles instalados pela sua empresa parceira e integradora de


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sistemas de segurança e inteligência predial, a Sysmantec Tecnologia, já soma mais de 10 instalações somente nos últimos dois anos. Para extinção do fogo, a C³ Consulting vem especificando e projetando o IG-01 (argônio), IG-55 (nitrogênio e argônio), IG-100 (nitrogênio) e Inergen IG-541 (52% nitrogênio, 40% argônio e 8% de CO2). “Estudos mostram que agentes como FK-5-1-12 ou FM-200 são muito mais caros na recarga e realização de teste hidrostático a cada cinco anos, uma vez que os gases inertes são baratos e a disponibilidade é nacional”, diz. A C³ atua na consultoria e engenharia de projetos, colaborando com diferentes integradores responsáveis pelo fornecimento e instalação dos sistemas no Brasil e na América Latina. Conta com mais de 1000 propriedades protegidas e 30 anos de experiência combinada no mercado. O consultor destaca ainda a atuação da FSSA – Fire Suppression Systems Association, entidade norte-

americana especializada em sistemas de supressão de incêndio. A C³ passou a integrar a associação como membro votante na categoria de consultoria e Cardoso é atualmente membro da Global Outreach Committee para expansão global da FSSA, inclusive no Brasil. Site: www.c3consulting.com.br

Hydor Fundada em 2021 e sediada em Valinhos, SP, a Hydor é especializada em sistemas de supressão e combate a incêndio. A fabricação é o principal negócio da companhia, com projetos, instalação e manutenção de sistemas através de uma rede de integradores espalhada pelo país. Com exceção do

agente extintor FK-5-1-12, que é importado, cilindros e componentes como difusores e mangueiras são produzidos no Brasil. Os cálculos e o software utilizados no dimensionamento dos sistemas também são desenvolvidos pela empresa. Segundo Murillo Buono, diretor e fundador da Hydor, a capacidade de atuar em diferentes etapas é importante porque a confiabilidade de um sistema de combate a incêndio depende da combinação entre engenharia, equipamentos e serviços. Um dos principais produtos da empresa é o Hallós, que emprega o FK-5-1-12, agente que não conduz eletricidade nas Cilindros da Hydor: concentrações fabricação própria


ESPECIAL utilizadas e não deixa resíduos após a descarga, característica relevante para ambientes com equipamentos eletrônicos. Outra frente que vem avançando nos últimos anos é a modernização de instalações existentes. De acordo com Buono, a Hydor vem recebendo demanda para substituir o FM-200 pelo FK-5-1-12. O FM-200 é baseado no HFC-227ea, um hidrofluorcarboneto cuja disponibilidade tende a ser afetada pelo processo de redução gradual do consumo de HFCs. A Hydor recalcula o sistema existente para verificar a possibilidade de utilização do FK-5-1-12 com parte da infraestrutura instalada. “Cerca de 95% dos nossos projetos de retrofit utilizam a infraestrutura atual, substituindo os difusores”, afirma Buono. Segundo o executivo, em muitos casos é possível preservar tubulações e cilindros, desde que o dimensionamento original ofereça margem suficiente para as características do novo agente. Quando a capacidade do cilindro ou a tubulação não atende ao novo cálculo, os componentes precisam ser substituídos. Embora sejam substâncias diferentes, o comportamento dos dois agentes durante o escoamento na tubulação apresenta características próximas, o que favorece o reaproveitamento da infraestrutura em determinadas instalações. Site: https://hydor.com.br/

Intelbras A Intelbras está ampliando seu portfólio de sistemas de detecção e alarme de incêndio. A oferta atual reúne sistemas convencionais, endereçáveis e algorítmicos, além de equipamentos para detecção precoce por aspiração. Segundo Kledir Nunes, gerente de incêndio e iluminação da Intelbras, os sistemas convencionais são direcionados a projetos mais simples, enquanto os endereçáveis permitem a identificação individual de cada dispositivo instalado, facilitando a localização de ocorrências e a manutenção. A empresa também oferece sistemas algorítmicos, capazes de analisar continuamente os sinais recebidos dos detectores.

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também possibilita a integração com sistemas de supressão por agentes limpos. Site: https://www.intelbras.com/pt-br/

Johnson Controls

Central de detecção e alarme de incêndio CIE 1060 da Intelbras

“As soluções convencionais oferecem excelente custo/benefício para projetos mais simples, enquanto as endereçáveis permitem identificar individualmente cada dispositivo, trazendo mais precisão e facilidade de manutenção. Já as algorítmicas utilizam tecnologia avançada para a análise inteligente dos eventos, reduzindo alarmes falsos e aumentando a confiabilidade em ambientes críticos”, explica Nunes. Para aplicações que exigem maior capacidade de análise, a Intelbras mantém em seu portfólio a linha Morley, com tecnologia da Honeywell. As centrais algorítmicas MA 2000 e MA 8000 são voltadas, respectivamente, a projetos de médio porte e a instalações maiores e com maior necessidade de expansão e integração. A Intelbras também passou a oferecer equipamentos próprios para detecção por aspiração, tecnologia destinada à identificação precoce de partículas de fumaça. As centrais CAS 7100 e CAS 7200, com um e dois tubos, respectivamente, foram lançadas para aplicações que demandam detecção rápida, entre elas data centers, salas de TI, instalações de telecomunicações e outros ambientes de missão crítica. Esses equipamentos podem ser integrados às centrais de incêndio por módulos de entrada e saída. A arquitetura permite supervisionar os dispositivos, acionar sistemas de combate e trocar eventos com plataformas de monitoramento e automação predial. O portfólio

A Johnson Controls oferece, por meio da marca Ansul, o sistema de supressão por gases inertes Inergen. Além dessa solução, o grupo possui outras marcas e tecnologias de combate a incêndio, incluindo sistemas com agentes halocarbonados, bem como soluções de detecção. O Inergen utiliza o agente IG-541, formado por uma mistura de 52% de nitrogênio, 40% de argônio e 8% de dióxido de carbono, gases presentes naturalmente na atmosfera. “Diferentemente dos agentes de supressão que atuam principalmente por meio da interrupção química do processo de combustão, os gases inertes extinguem o incêndio pela redução do oxigênio, mantendo condições aceitáveis para ambientes ocupados quando o sistema é projetado de acordo com normas reconhecidas”, explica Naldo Felipe Aravena, Data Centers Solutions Director para a América Latina da Johnson Controls. A Johnson Controls oferece sistemas Inergen tradicionais de 150 e 200 bar e uma configuração de 300 bar equipada com a tecnologia iFLOW, que regula a vazão durante a descarga. Segundo Aravena, os sistemas de 300 bar vêm ganhando espaço por permitirem reduzir a área necessária para armazenamento dos cilindros e proporcionarem maior flexibilidade ao projeto. A maior pressão de armazenamento não significa que essa mesma pressão seja aplicada à rede de distribuição. Com o iFLOW, a pressão é reduzida e a vazão do agente é controlada durante a descarga. Essa arquitetura permite a utilização de tubulações de menor diâmetro e com menores requisitos de espessura em comparação com sistemas tradicionais de orifício fixo. “A maior pressão de armazenamento também permite que os cilindros sejam instalados a


ESPECIAL distâncias consideráveis do ambiente protegido, proporcionando flexibilidade adicional durante o projeto da instalação”, afirma Aravena. Em data centers de maior porte, válvulas seletoras possibilitam que um único banco de cilindros atenda diferentes ambientes protegidos, em vez da instalação de um conjunto dedicado para cada sala.

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KiddeFenwal Para a KiddeFenwal, o avanço dos data centers tende a ampliar a demanda por soluções de detecção e supressão capazes de atuar no interior dos equipamentos e reduzir o tempo de indisponibilidade das instalações. Segundo Tiago Del Santoro Marques, diretor regional de vendas para a América Latina e o Caribe da KiddeFenwal, a empresa vem observando no Brasil projetos de maior porte, com densidade crescente e expansão para além de São Paulo. Nesse contexto, a KiddeFenwal defende o uso de supressão gasosa, por agentes químicos limpos ou gases inertes, em áreas críticas. “O gás preenche o ambiente e consegue alcançar o interior dos equipamentos de forma mais eficiente do que a água de sprinklers ou o water mist”, diz Marques.

Sistema Inergen de 150 bar da Johnson Controls

Outro aspecto considerado no desenvolvimento do sistema de 300 bar é o ruído produzido pela descarga do agente. Níveis elevados de pressão sonora em determinadas frequências podem afetar discos rígidos (HDDs) e outros equipamentos sensíveis. O iFLOW prolonga e regula a descarga, reduzindo os picos de vazão e os níveis sonoros associados em relação a abordagens tradicionais. A Ansul dispõe ainda de bicos acústicos desenvolvidos para diminuir a pressão sonora durante a liberação do agente. A companhia mantém também soluções com agentes halocarbonados, que podem ser mais adequadas, por exemplo, quando a disponibilidade de espaço para armazenamento é um fator determinante. “A escolha entre sistemas por gases inertes e sistemas com agentes halocarbonados depende, em última análise, dos requisitos específicos de cada projeto”, finaliza Aravena. Site: https://www.johnsoncontrols.com.br/

cilindros, o volume de hardware e a área ocupada. Os cilindros também podem ser instalados remotamente em relação às áreas de TI, o white space, e às áreas de infraestrutura de suporte, ou grey space. Para data centers que ainda utilizam HDDs, a companhia dispõe de um difusor acústico com listagem UL, projetado para manter o nível de pressão sonora abaixo de 110 dB a um metro e reduzir o risco de vibração nos drives. O portfólio inclui ainda o Natura-Micro, voltado à proteção de gabinetes e pequenos volumes. O sistema combina detecção de fumaça ou calor com nitrogênio gerado localmente e atua diretamente no interior do gabinete. “O gerador de gás frio libera nitrogênio à temperatura ambiente, sem resíduo e sem gerar choque térmico”, diz Marques. No campo dos agentes químicos, a KiddeFenwal lançou o Fluoro-K como agente de marca própria para substituir o legado 3M Novec 1230. Segundo a empresa, em grande parte dos sistemas projetados originalmente com Novec 1230, a conversão pode ser feita sem alteração do hardware. A concentração mínima de projeto deve ser observada para manter a aprovação e a concentração previstas no sistema. Site: www.kiddefenwal.com

Sistêmica Tecnologia

Cilindros com Fluoro-K da KiddeFenwal

A linha da KiddeFenwal reúne soluções de detecção pontual de fumaça e calor, detecção de fumaça por aspiração, detecção linear de calor, painéis de controle integrados e sistemas de supressão por agentes limpos. Entre os produtos estão o Fluoro-K ou FK-5-1-12, o HFC-227ea e a família de gases inertes Natura, que utiliza nitrogênio, argônio ou misturas desses gases. A empresa vem dando atenção especial aos gases inertes. A linha Natura inclui as opções IG-01, ou argônio; IG-100, ou nitrogênio; IG-55 ou Argonite, mistura de argônio e nitrogênio; e IG-541, composto por argônio, nitrogênio e CO2 . A evolução do sistema permitiu reduzir o número de

A Sistêmica Tecnologia aposta na tecnologia de névoa de água de alta pressão, ou Water Mist, como alternativa aos sistemas convencionais de sprinklers e, em determinadas aplicações, aos sistemas de supressão por gases. Fundada em 2022 e sediada em São Paulo, a Sistêmica é distribuidora exclusiva no Brasil da finlandesa Marioff, fabricante do sistema HI-FOG, e atua no projeto, fornecimento, instalação, comissionamento e manutenção de soluções de combate a incêndio. Segundo Andrei Gustavo Madoenho Albuquerque, gerente comercial da empresa, o HI-FOG pode consumir até 90% menos água que sistemas tradicionais de aspersão para uma mesma aplicação. A redução ganha relevância nos data centers diante da preocupação crescente com o uso de água, sobretudo em instalações de alta densidade que também podem demandar recursos hídricos para os sistemas de refrigeração.


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Representação conceitual da aplicação do HI-FOG em um ambiente de data center. Foto: Divulgação/Marioff

Em relação à supressão por gases, a Sistêmica aponta também diferenças de infraestrutura. Esses sistemas requerem conjuntos de cilindros e tubulações de maior diâmetro, além de condições

específicas de estanqueidade e configuração do ambiente. O HI-FOG utiliza uma unidade de bombeamento de alta pressão, reservatório dedicado e tubulações de aço inoxidável de pequeno diâmetro. “Todo o sistema é ensaiado em conjunto: unidade de bombeamento, válvula direcional, tubulações e bicos ejetores”, explica Albuquerque. A possibilidade de substituir o gás pelo Water Mist, porém, depende dos requisitos de cada instalação. A solução pode ser adotada tanto em novos projetos quanto em retrofit, mas a definição deve considerar a norma exigida pelo cliente, a classificação de risco e a estratégia de proteção existente. No Brasil, os projetos de Water Mist passaram a contar também com a ABNT NBR 17186/2024, enquanto internacionalmente são utilizadas referências como a NFPA 750. A Sistêmica já mantém a tecnologia em operação no data center Equinix SP3, citado pela empresa como um de seus

primeiros projetos turnkey no segmento no país, onde também realiza mensalmente serviços de manutenção preventiva e corretiva. Além da Marioff, a Sistêmica Tecnologia é distribuidora e integradora de diversas marcas internacionais de detecção, alarme e supressão de incêndio, como Protec Fire PLC, empresa do grupo Bosch, Apsending e Mircom. Site: www.sistemicatecnologia.com.br

SMH Sistemas A SMH Sistemas chega aos 34 anos de atuação, em setembro de 2026, em um momento de forte expectativa em torno dos investimentos em data centers no Brasil. Especializada em proteção contra incêndio para ambientes de missão crítica e riscos especiais, a empresa aposta na expansão da infraestrutura voltada à IA e nos impactos positivos do programa Redata para ampliar sua


ESPECIAL

CompactFire System, sistema pré-dimensionado de combate a incêndio desenvolvido pela SMH Sistemas

presença em um mercado no qual já atende alguns dos principais data centers hyperscale do país. “Os data centers de IA apresentam um potencial de risco mais elevado em razão da maior carga instalada e do maior consumo de energia. Por isso, os projetos devem considerar não apenas as normas nacionais, como as da ABNT e as Instruções Técnicas dos Corpos de Bombeiros, mas também referências internacionais reconhecidas, como NFPA e FM Global”, destaca Claudemir Mantovam, diretor técnico e comercial e fundador da SMH Sistemas. Com aproximadamente 300 colaboradores diretos, a companhia oferece soluções completas, que abrangem estudos de avaliação de risco, desenvolvimento de projetos técnicos e executivos em AutoCAD e BIM, fornecimento de equipamentos importados e certificados, implantação de infraestrutura elétrica, hidráulica e de comunicação de dados para integração com sistemas gerenciais (BMS) por meio de redes de fibra óptica, além de instalação, manutenção preventiva e corretiva, assistência técnica, recarga de agentes extintores e retrofit de sistemas existentes. “Em diversos clientes industriais e de missão crítica, mantemos equipes permanentes de manutenção nas instalações, com atendimento 24 horas por dia, estoque local de peças e equipamentos e capacidade de resposta

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imediata, garantindo a operacionalidade dos sistemas de proteção contra incêndio durante os 365 dias do ano”, diz o executivo. O portfólio da SMH contempla sistemas eletrônicos de detecção e alarme de incêndio, detecção de fumaça por aspiração de alta sensibilidade, detecção linear por cabo sensível ao calor e por fibra óptica, sistemas de supressão por agentes químicos e gases inertes, sistemas com CO2, além de soluções hidráulicas, como sprinklers pre-action, sistemas dilúvio (water spray) e water mist. Além da integração de tecnologias de diferentes fabricantes, a companhia investe no desenvolvimento de soluções próprias. Um dos principais exemplos é o CompactFire System, sistema pré-dimensionado de combate a incêndio desenvolvido para simplificar e viabilizar a implantação da proteção em ambientes de missão crítica. A solução reúne, em um único rack móvel, sistema de detecção e alarme de incêndio convencional e de alta sensibilidade, painel de controle, cilindro com agente limpo FK-5-1-12, atuador elétrico e dispositivos de acionamento e bloqueio. O equipamento é capaz de proteger ambientes com volume de até aproximadamente 80 m³ ou áreas de até 25 m², podendo variar conforme o pé-direito do local. Além dos data centers, o CompactFire System pode ser aplicado em provedores de Internet, salas de controle, salas de geradores, eletrocentros, salas limpas e diversos outros ambientes de missão crítica, respeitando os limites máximos de proteção definidos em projeto. Para a SMH Sistemas, os 34 anos de história coincidem com uma nova etapa do mercado brasileiro de infraestrutura digital. “Temos um reconhecimento muito significativo no mercado nacional e internacional, construído com base na qualidade técnica dos nossos projetos, instalações, profissionais e atendimento personalizado. Isso pode ser comprovado pelo extenso acervo técnico acumulado ao longo da nossa trajetória”, conclui Mantovam. Site: https://www.smh.com.br/

Tec and Tec A Tec and Tec, integradora especializada em proteção contra incêndio, investe em tecnologias como sistemas de water mist, agentes limpos e detecção precoce, além de ampliar o desenvolvimento de soluções próprias pré-engenheiradas. Segundo João Xavier, diretor comercial e sócio da Tec and Tec e diretor de Relações Institucionais da ABDC - Associação Brasileira de Data Centers, uma das tecnologias que integram o portfólio da empresa é o sistema de water mist de baixa pressão da dinamarquesa VID Firekill, parceira da Tec and Tec no Brasil. Dependendo da aplicação e da configuração adotada, as soluções da VID Firekill operam em diferentes

Obra executada pela Tec and Tec em data center

faixas de pressão, podendo chegar a 16 bar. O portfólio da fabricante inclui produtos e componentes testados e aprovados para aplicações específicas, com certificações internacionais como FM Approved e aprovações DNV. De acordo com Xavier, a redução do consumo de água e a possibilidade de setorização são diferenciais importantes para aplicações em data centers. O uso de tubulações de menor diâmetro e de materiais especificados conforme cada aplicação, incluindo componentes em aço inoxidável, também pode simplificar a instalação, otimizar o espaço e aumentar a resistência à corrosão.


ESPECIAL A tecnologia pode ser aplicada em data halls, salas técnicas, áreas de geração de energia, escritórios, centros de operações de rede (NOCs) e outros ambientes do empreendimento. Em 2026, a Tec and Tec concluiu seu primeiro projeto no Brasil utilizando a solução, enquanto outras aplicações estão em fase de avaliação e desenvolvimento. A adoção do water mist, entretanto, depende das características e do nível de criticidade de cada instalação. “Existem projetos que utilizam somente agentes limpos, outros que adotam exclusivamente sistemas à base de água e também soluções que combinam diferentes tecnologias. A definição depende da análise de risco, das características do ambiente e da estratégia de continuidade de negócios do cliente final”, obser va Xavier. Além da VID Firekill, a Tec and Tec mantém parcerias com fabricantes internacionais de equipamentos de detecção, alarme e combate a incêndio. Como integradora, a empresa atua desde a concepção e a engenharia até a implantação, o gerenciamento das obras, o comissionamento e a manutenção dos sistemas. Paralelamente às tecnologias fornecidas por seus parceiros, a Tec and Tec mantém uma área de desenvolvimento no Brasil dedicada à criação de soluções pré-engenheiradas e plug and play. Entre os equipamentos desenvolvidos pela companhia está o TBox, que reúne, em uma única estrutura, recursos de detecção, alarme e supressão com agente limpo FK-5-1-12. Outro desenvolvimento próprio é o Sistema Compacto de Combate a Incêndio, destinado a ambientes nos quais a implantação de uma solução distribuída de maior porte não é técnica ou operacionalmente viável. O equipamento integra, em uma estrutura metálica, os recursos de detecção, controle e supressão, podendo utilizar agentes limpos como o FK-5-1-12 e, dependendo da configuração, sistemas de detecção precoce de fumaça por aspiração. Site: https://tecandtec.com.br/

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Temon

demais instalações do empreendimento. A partir do modelo Com quase cinco décadas de atuação são geradas as listas de fabricação em engenharia e instalações, a Temon utilizadas pela equipe de produção. construiu sua trajetória em projetos de A pré-fabricação permite deslocar parte grande porte e de elevada complexidade do trabalho executado tradicionalmente técnica. Com sede em São Paulo, a no canteiro para um ambiente com empresa atua em instalações elétricas, processos padronizados e maior hidráulicas e de combate a incêndio para controle. “A estratégia nos permite diferentes segmentos, como data centers aumentar a produtividade, melhorar a e hospitais, centros de distribuição, qualidade de execução e ganhar cada vez shopping centers, estádios e edifícios mais velocidade para atender os prazos corporativos. “O nosso DNA é dos nossos clientes”, diz. engenharia de instalações. Atuamos em A logística também é integrada ao empreendimentos de grande porte que processo. Os materiais podem ser exigem elevado conhecimento técnico, fabricados e enviados por setores da capacidade de planejamento e soluções de obra, de acordo com a programação do responsável pelo projeto, evitando a necessidade de armazenar grandes volumes no canteiro. As peças recebem ainda identificação por QR Code, recurso que permite localizar o ponto de instalação e manter a rastreabilidade do processo de fabricação. Em uma eventual necessidade de verificação, por exemplo, é Sistema de proteção e combate a incêndio possível identificar executado pela Temon informações relacionadas à engenharia robustas”, afirma Gabriel produção e à soldagem da peça. Assumpção, diretor da Temon. A Temon está modernizando a fábrica No segmento de combate a incêndio, para ampliar sua capacidade produtiva e a empresa atua como integradora de aumentar o nível de insdustrialização dos sistemas, participando desde a análise processos. O movimento ocorre em um da solução mais adequada ao projeto momento de aceleração dos investimentos até a instalação, comissionamento e em data centers, segmento no qual os entrega do sistema em funcionamento. prazos de implantação têm se tornado cada Um dos diferenciais da empresa vez mais curtos. Segundo Assumpção, as nessa área é uma fábrica própria instalações em obras de missão crítica como dedicada à pré-fabricação de tubulações data centers fazem parte da trajetória da utilizadas nos sistemas de proteção e Temon e vêm ganhando cada vez mais combate a incêndio. Em vez de protagonismo na história da empresa. concentrar no canteiro atividades “Hoje o segmento representa uma parcela como corte, furação, ranhuragem e relevante de nossas atividades. A expansão soldagem, parte significativa do do setor, no entanto, aumenta também a processo é realizada previamente em pressão sobre recursos de engenharia e ambiente industrial controlado. equipes de campo”, diz. A produção começa a partir dos Nesse cenário, a pré-fabricação é vista projetos executivos. Quando pela empresa como uma forma de necessário, desenhos recebidos em reduzir a dependência de grandes DWG são convertidos e modelados equipes no próprio canteiro. em Revit para permitir a “Entendemos que a mão de obra é um compatibilização com estrutura, recurso finito e precisamos fazer de tudo arquitetura, sistemas de climatização e para otimizar esse recurso. À medida que


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as obras aumentam, precisamos ser mais eficientes para corresponder à necessidade dos clientes de entregar data centers cada vez maiores em um tempo menor”, afirma. A combinação entre engenharia, modelagem, fabricação industrial e montagem em campo tende a ganhar importância à medida que cresce a quantidade de empreendimentos simultâneos. “A industrialização das instalações será cada vez mais importante. Especialmente no mercado de data centers, a capacidade de executar mais, com maior eficiência e menor dependência de recursos em campo, será um diferencial competitivo”, conclui. Site: https://temon.com.br/

Zeus do Brasil/Portex Com sede em Blumenau, SC, a Zeus do Brasil completa 35 anos ampliando sua atuação no mercado de prevenção e combate a incêndios. O que começou como uma empresa voltada principalmente à recarga de extintores evoluiu para um ecossistema de soluções que reúne fornecimento de equipamentos, engenharia, elaboração de projetos, instalação, manutenção e desenvolvimento de produtos próprios. Hoje, a companhia conta com mais de 450 colaboradores e um portfólio de cerca de 3 mil soluções. De acordo com o diretor executivo da Zeus, Fábio Hoepers, a empresa passou por uma mudança de posicionamento ao longo dos últimos anos, Porta corta-fogo da Portex, empresa deixando de do grupo Zeus comercializar apenas equipamentos para oferecer soluções completas. Essa estratégia levou à ampliação da atuação em engenharia especializada, incluindo desenvolvimento de projetos preventivos, especificação técnica, instalação, manutenção e consultoria para adequação às exigências normativas. O grupo reúne atualmente seis empresas – Zeus, Portex, Segurimax, Sólida, Marlin e Alicerce –, cada uma dedicada a diferentes frentes da cadeia de prevenção e combate a incêndios. Para data centers, o destaque é a Portex, especializada em portas especiais, de São Paulo, que desenvolveu uma linha própria de portas corta-fogo. Entre os diferenciais estão estrutura interna reforçada, isolante térmico de alto desempenho, compatibilidade com sistemas de controle de acesso, dobradiças integradas e possibilidade de instalação em diferentes configurações. Além da aplicação em data centers, a Portex desenvolve e produz outros modelos de portas corta-fogo, como deslizantes, herméticas, duplas, para shaft, metálicas e de duplo sentido. Site: https://www.zeusdobrasil.com.br/


SERVIÇO

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Guia de UPS para data centers Os UPS são essenciais para assegurar a disponibilidade dos data centers, mantendo a alimentação das cargas críticas diante de falhas ou oscilações no fornecimento de energia. Sua importância tende a crescer com a expansão da infraestrutura digital e os investimentos previstos em data centers para atender à demanda de IA. Este guia apresenta fornecedores e compara tipos, potências, configurações e tecnologias disponíveis. UPS estáticos (BT)

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Potências

Versões

Notas: (1) Dupla conversão; (2) Entrada trifásica e saída monofásica; (3) Em gabinete autoportante. Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 114 empresas pesquisadas. elecom e Instalações Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, outubro de 2026.

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STREAMING

38 – RTI – OUT 2026

Cinco caminhos para provedores ampliarem receitas com serviços digitais Abotts – Associação Brasileira de OTT e Streaming

D Com a velocidade da banda larga perdendo força como fator isolado de diferenciação, provedores podem ampliar receitas ao incorporar streaming, publicidade e outros serviços digitais às suas ofertas. O desafio passa a ser transformar a conectividade em base para uma relação mais ampla com o cliente, agregando conteúdo, conveniência e novas possibilidades de monetização.

urante muitos anos, a proposta de valor dos provedores de Internet foi construída principalmente em torno de uma variável: velocidade. 100 Mbit/s viraram 300 Mbit/s. Depois, 500 Mbit/s, 700 Mbit/s e 1 Gbit/s. Essa evolução foi fundamental para o desenvolvimento do mercado, mas criou um paradoxo: à medida que velocidade, estabilidade e capacidade das redes aumentaram, ficou mais difícil utilizá-las isoladamente como elementos de diferenciação. Banda e velocidade passaram a ter menor capacidade de distinguir as ofertas dos provedores. Para grande parte dos consumidores, a diferença percebida entre planos de alta velocidade já não cresce na mesma proporção que os megabits anunciados. Quando todos oferecem velocidades elevadas, esse atributo, sozinho, tende a perder força como proposta de valor. Esse cenário sugere uma mudança na lógica comercial dos provedores. Em vez de “contrate 1 Gbit/s e leve streaming”, a equação pode ser invertida: “Escolha o conteúdo e os serviços que fazem sentido para você — e leve a conectividade necessária para aproveitá-los.” Mais do que uma mudança de comunicação, essa abordagem representa uma transformação no posicionamento do provedor. A conectividade continua essencial, mas

passa a funcionar também como infraestrutura para uma relação mais ampla com o cliente. Nesse cenário, streaming, conteúdo, dados, publicidade e outros serviços digitais podem abrir novas fontes de receita. A seguir, a Abotts – Associação Brasileira de OTT e Streaming apresenta cinco caminhos para transformar esses recursos em novas oportunidades de monetização para os provedores regionais. O artigo tem a colaboração de Alexandre Viana, CTO da TNN Streaming Solutions e diretor de Plataformas da Abotts; Marcus Imaizumi, fundador e responsável pela área de Negócios da Infinita Hub e líder do Conselho de Publicidade e Monetização da Abotts; e Maurício Almeida, presidente da Watch e líder do Conselho Antipirataria da Abotts.

1) Transformar conteúdo em produto e banda em infraestrutura O primeiro passo é repensar o tradicional combo de telecomunicações. Hoje, normalmente o produto principal é apresentado em termos de velocidade: 500 Mbit/s, 700 Mbit/s ou 1 Gbit/s. Conteúdo e outros serviços digitais aparecem como benefícios adicionais. Mas o consumidor não procura necessariamente megabits. Ele quer


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2) Tornar-se o agregador da vida digital do cliente O crescimento do streaming ampliou a oferta de conteúdo, mas também trouxe maior fragmentação. O consumidor convive hoje com diferentes plataformas, aplicativos, cobranças, senhas e interfaces. Há, portanto, espaço para serviços capazes de organizar essa complexidade. O provedor pode desempenhar esse papel porque já mantém uma relação recorrente com o assinante, dispõe de infraestrutura instalada, cobrança mensal e canais de atendimento. Na prática, isso significa permitir que o cliente contrate, altere e administre diferentes serviços a partir de uma única relação comercial, incluindo vídeo, música, games, educação, segurança digital e outros produtos. Quanto mais serviços relevantes estiverem integrados à relação com o cliente, menor tende a ser a dependência exclusiva da conectividade como fonte de valor.

3) Monetizar a audiência por meio de publicidade Existe outra possibilidade de geração de receita dentro dos

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ambientes digitais dos provedores: a monetização da audiência. O crescimento do FAST - Free AdSupported Streaming Television e de outros modelos financiados por publicidade mostra que o streaming não precisa ser monetizado apenas por assinaturas. Ao distribuir conteúdo e desenvolver ambientes digitais com audiência, o provedor pode criar inventário publicitário próprio ou participar da monetização de inventários de parceiros. Os provedores contam ainda com uma relação direta e recorrente com sua base de assinantes, característica que pode ganhar relevância na estruturação de novos modelos de publicidade. Para isso, são necessárias tecnologia, escala e, sobretudo, estruturas adequadas de privacidade, consentimento e proteção de dados. Nesse contexto, a mensalidade deixa de ser necessariamente a única forma de geração de receita associada ao cliente. A audiência, quando utilizada dentro dos limites regulatórios e das autorizações aplicáveis, também pode contribuir para a monetização dos serviços.

4) Combinar dados e conteúdo para aumentar o valor da publicidade A publicidade digital ganha valor quando consegue combinar audiência, contexto e relevância. É nesse ponto que conteúdo e dados podem se encontrar. Dentro dos limites estabelecidos pela LGPD e de acordo com as bases legais e autorizações aplicáveis, informações agregadas sobre a base atendida, regiões de atuação e padrões de utilização dos serviços podem contribuir para a construção de inteligência sobre a audiência. O conteúdo acrescenta outra dimensão ao oferecer contexto para essa audiência. A combinação dessas informações pode permitir a evolução de inventários publicitários genéricos para ofertas mais segmentadas e potencialmente mais relevantes para anunciantes.


41 – RTI – OUT 2026

O ativo, portanto, não está simplesmente na disponibilidade de dados, mas na capacidade de transformá-los, dentro dos limites legais e de governança, em inteligência útil. Isso exige tecnologia, proteção de dados, governança e escala, mas pode ampliar a participação dos provedores em uma cadeia de receita hoje fortemente associada às plataformas digitais.

5) Evoluir de provedor de Internet para plataforma de serviços digitais A quinta oportunidade é também a mais abrangente. Uma residência conectada consome muito mais do que acesso à Internet. Utiliza vídeo, música, games, educação, armazenamento, segurança, serviços financeiros, inteligência artificial e uma variedade crescente de produtos digitais. O provedor já conta com ativos importantes nessa relação: conectividade, cobrança recorrente e relacionamento com o cliente. Ao adicionar conteúdo e capacidade de distribuição de outros serviços, o provedor pode avançar na direção de uma plataforma de serviços digitais. Isso abre espaço para bundles personalizados, ofertas adicionais, upselling e novas fontes de receita ao longo do relacionamento com cada residência. Nesse modelo, indicadores como ARPU, margem, churn, engajamento e receita por usuário ganham importância ao lado de parâmetros tradicionais como velocidade, cobertura e disponibilidade da rede. A lógica deixa de estar concentrada apenas na venda de megabits e passa a incluir a geração de valor a partir do relacionamento com o cliente. Isso não significa que a conectividade tenha perdido importância. Ao contrário: sem uma rede de qualidade, nenhuma dessas experiências funciona. A diferença está entre ser essencial e constituir, isoladamente, um elemento de diferenciação. À medida que a conectividade se torna mais rápida e disponível, tende a ficar mais difícil capturar valor apenas com sucessivos aumentos de velocidade. Por isso, a próxima disputa entre os provedores pode deixar de se concentrar apenas em quem entrega mais megabits e passar a considerar a capacidade de gerar valor sobre essa infraestrutura. Conteúdo pode gerar audiência; audiência pode produzir inteligência; inteligência pode aumentar a relevância das ofertas; e essa relevância pode abrir espaço para publicidade, upselling e novos serviços. A pergunta estratégica, portanto, deixa de ser apenas “quanto de banda conseguimos vender para cada residência?” e passa a incluir outra questão: “quanto valor conseguimos criar e capturar dentro de cada residência que já conectamos?” Essa mudança pode marcar a evolução do provedor de fornecedor de infraestrutura de conectividade para plataforma de serviços digitais.


O Nordeste confirmou sua força na energia solar.

Dois dias que movimentaram o setor e geraram resultados. A Intersolar Brasil Nordeste 2026 encerrou sua sexta edição em Fortaleza reunindo mais de 5 mil participantes, empresas, especialistas e lideranças do setor em dois dias de negócios, conteúdo técnico e conexões estratégicas. A edição consolidou o evento como uma das principais plataformas do setor de energias renováveis no país, com debates sobre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento, data centers, segurança elétrica e os novos caminhos da economia digital no Nordeste. Com mais de 60 empresas expositoras em 7.500 m², a feira reforçou o protagonismo da região e abriu caminho para a próxima edição.

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Topologias em redes IP para a sonorização de ambientes industriais Bruno Marcelos Peixoto e Renato Maicon Neves da Silva, da Ekium Brasil Denis Eduardo Regis Molla, da Sener Engenharia João Júlio Cambraia Simões, da CONSAG Engenharia Carlos Eduardo Lessa de Almeida, da Eneva

O Os sistemas de sonorização industrial passaram a integrar arquiteturas críticas de comunicação operacional, segurança patrimonial e resposta a emergências. O artigo analisa as topologias Convencional, Full IP e Híbrida, comparando suas aplicações, vantagens e desafios em projetos de telecomunicações para ambientes industriais.

s sistemas de sonorização empregados em ambientes industriais e de grande circulação de pessoas atendem a finalidades distintas, mas compartilham requisitos como inteligibilidade, setorização, priorização de chamadas e alta disponibilidade. Em unidades industriais, predominam avisos operacionais, coordenação de brigadas, alarmes gerais e comunicados de abandono de área. Em aeroportos e terminais de passageiros, essas soluções também são utilizadas para orientação de fluxo, chamadas operacionais, anúncios multilíngues e integração com painéis de informação. Já em estádios, arenas e outros locais com grande concentração de público, os sistemas de sonorização apoiam tanto a comunicação rotineira quanto o gerenciamento de contingências, a evacuação e a proteção à vida. À medida que aumentam a extensão geográfica da instalação, o número de zonas e a necessidade de integração com plataformas de segurança, torna-se mais relevante a escolha da topologia do sistema. Em projetos de menor porte ou voltados predominantemente à evacuação, a ênfase recai sobre o determinismo da operação e a independência da infraestrutura lógica. Já em instalações distribuídas e com

elevado grau de supervisão, as topologias Full IP ou Híbrida tendem a oferecer maior escalabilidade operacional. Embora os sistemas de sonorização sejam empregados em aeroportos, estádios e outros ambientes de grande circulação de pessoas, este artigo concentra sua análise em aplicações industriais, caracterizadas por elevados níveis de ruído, áreas classificadas, grandes distâncias, requisitos de segurança operacional e integração com sistemas de alarme.

Aspectos de projeto Os requisitos de projeto de um sistema de sonorização, também conhecido pela sigla PAGA - Public Address and General Alarm, abrangem aspectos de acústica, telecomunicações e segurança operacional. A camada acústica contempla parâmetros como nível de pressão sonora, diretividade, cobertura, tempo de reverberação, relação sinal-ruído e índice STI/STIPA - Speech Transmission Index. A camada de telecomunicações compreende o meio físico, disponibilidade da rede, endereçamento, VLAN, QoS – Qualidade de Serviço, sincronismo, multicast, supervisão e segregação do tráfego. Já a camada de segurança operacional estabelece requisitos relacionados à


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prioridade de mensagens, evacuação por zonas, alimentação de reserva, operação manual, acionamento automático e diagnóstico de falhas. Em sistemas de emergência, a inteligibilidade da mensagem e a continuidade de serviço constituem requisitos fundamentais de projeto. A IEC 60268-16 estabelece o STI como método objetivo para avaliação da inteligibilidade da fala. A ISO 7240-19 especifica requisitos para o projeto, a instalação, o comissionamento e a manutenção de sistemas de alarme por voz para emergência, enquanto a ISO 7731 trata dos sinais auditivos de perigo.

Na topologia Convencional (figura 1), o áudio permanece em uma infraestrutura dedicada, normalmente composta por matriz de áudio, amplificadores de linha 70/100 V, circuitos A/B supervisionados e acionamentos por contatos secos ou interfaces dedicadas. Na topologia Full IP (figura 2), o áudio é tratado como tráfego de rede e transportado por switches, enlaces ópticos, VLANs e protocolos de controle até dispositivos de campo. Já na topologia Híbrida (figura 3), recursos IP são utilizados para transporte, comando ou supervisão, combinados com amplificação local e distribuição em linhas 70/100 V. As três arquiteturas podem atender aos

Fig. 1 - Topologia Convencional: controladora central dedicada, amplificação em rack e distribuição em linhas 70/100 V

Já a família EN 54 é amplamente utilizada como referência para equipamentos de controle e indicação, bem como para alto-falantes destinados a sistemas de alarme por voz.

Topologias Uma das primeiras decisões de projeto consiste em definir a arquitetura do sistema. Para fins deste artigo, as topologias de sistemas PAGA industriais são classificadas em três categorias: Convencional, Full IP (Totalmente IP) e Híbrida.

requisitos da aplicação; a escolha depende da criticidade do processo, da extensão física da instalação, da maturidade da rede industrial, da disponibilidade requerida e do nível de integração desejado, como detalhado a seguir.

Sistema PAGA Convencional A topologia Convencional é baseada em controladoras centrais dedicadas, matrizes de áudio e amplificadores instalados em racks, com a distribuição do sinal por linhas de 70/100 V até transdutores

passivos. Nessa configuração, a inteligência do sistema permanece concentrada na controladora ou matriz central, enquanto alto-falantes, cornetas e projetores sonoros recebem o áudio e limitam-se à conversão eletroacústica do sinal amplificado, promovendo sua propagação no ambiente. A comunicação entre controladoras, matrizes, estações de chamada, módulos de entrada e saída e amplificadores era realizada, em geral, por uma combinação de canais de áudio e canais independentes para comando, supervisão e diagnóstico. O áudio podia ser transportado em nível de linha por matrizes digitais proprietárias ou por interligações ponto a ponto entre os equipamentos. As funções de controle e monitoração, por sua vez, eram implementadas por interfaces seriais e barramentos industriais, como RS-485, CAN, barramentos proprietários, interfaces de entrada e saída (I/O) discretas, contatos secos, relés de falha e entradas supervisionadas. Em sistemas de maior porte, também podiam ser empregadas redes ópticas ou barramentos digitais específicos do fabricante, mantendo, contudo, uma arquitetura fechada e proprietária. Nesse modelo, o controle do sistema não dependia de uma rede IP industrial como infraestrutura principal para o transporte de áudio, comandos e informações de supervisão. Mesmo quando dispunham de interfaces Ethernet, estas eram utilizadas principalmente para configuração, manutenção, diagnóstico ou integração com sistemas supervisórios, e não como backbone para a distribuição do áudio de emergência, sem caracterizar uma topologia Full IP. A filosofia de projeto privilegiava uma arquitetura dedicada, na qual as funções críticas permaneciam restritas ao ecossistema tecnológico do próprio fabricante. Nessa topologia, a setorização é predominantemente física. As zonas de sonorização são associadas a saídas de amplificadores, circuitos de alto-falantes, relés de seleção de zona, módulos de supervisão e cabeamentos dedicados. A


ÁUDIO SOBRE IP supervisão do sistema abrange, entre outros aspectos, o monitoramento dos amplificadores, da comunicação entre módulos, da alimentação elétrica e da integridade dos circuitos, incluindo a detecção de curto-circuito, circuito aberto, fuga à terra, variações de impedância da linha, tom piloto e módulos de fim de linha. A interface com sistemas externos, como de incêndio e gás, automação, telefonia e sistemas de emergência, é normalmente realizada por meio de contatos secos, entradas digitais supervisionadas, saídas de relé, interfaces de I/O discretas ou, em alguns casos, protocolos seriais.

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também tende a ser menos granular, uma vez que as falhas são normalmente identificadas no nível de circuitos, zonas, amplificadores ou linhas de alto-falantes, e não no nível individual de cada transdutor. Trata-se, portanto, de uma arquitetura robusta e consolidada, porém menos flexível quando comparada à topologia Full IP.

Sistema PAGA Full IP Na topologia baseada em IP, o sistema utiliza predominantemente tecnologias de áudio sobre IP (AoIP), apoiadas em protocolos como RTP – Real-time

Fig. 2 - Topologia Full IP: transporte de áudio sobre rede IP e dispositivos de campo conectados à infraestrutura de rede

Essa abordagem proporciona comportamento previsível, validação relativamente simples e menor dependência da infraestrutura de TI, switches de rede, configuração de multicast, de políticas de QoS e de mecanismos de cibersegurança. Por outro lado, oferece menor flexibilidade para expansão e reconfiguração do sistema. A criação de novas zonas, a redefinição das áreas de cobertura ou a ampliação do sistema normalmente exigem intervenções físicas, como lançamento de cabos, instalação de amplificadores, placas, relés ou módulos adicionais. O diagnóstico

Transport Protocol para transporte de áudio em tempo real e SIP – Session Initiation Protocol para o estabelecimento e o controle de sessões. Nesta topologia, o áudio é distribuído pela própria rede IP até os dispositivos de campo, amplificadores IP, gateways ou alto-falantes ativos, que incorporam funções de recepção, decodificação dos fluxos de áudio e amplificação antes da conversão eletroacústica. Em aplicações industriais, também são comuns implementações proprietárias e padrões AoIP, como Dante, AES67 e

tecnologias equivalentes, que possibilitam sincronização de áudio com baixa latência e alta fidelidade. O alinhamento temporal entre os dispositivos é obtido por protocolos como NTP – Network Time Protocol ou, preferencialmente, PTP – Precision Time Protocol, conforme os requisitos de precisão da aplicação. A inteligibilidade das mensagens depende de fatores como relação sinal/ruído, resposta em frequência do sistema, distorção, tempo de reverberação, cobertura acústica, diretividade, eco/atraso e ruído ambiente. O sincronismo entre os dispositivos contribui para a reprodução coerente do áudio em múltiplas zonas, reduzindo desalinhamentos temporais entre áreas adjacentes e preservando a inteligibilidade das mensagens, frequentemente avaliada por métricas como o STIPA em sistemas de alarme e evacuação. A topologia Full IP é especialmente indicada para plantas dotadas de backbone óptico industrial, múltiplas salas elétricas, estações remotas e necessidade de supervisão centralizada. Permite criar zonas por software, diagnosticar falhas nos dispositivos terminais, integrar sistemas de telefonia SIP/VoIP, gravar eventos, emitir mensagens programadas e utilizar infraestrutura de rede redundante. Entretanto, a disponibilidade do sistema de áudio passa a depender também da disponibilidade da rede, da alimentação elétrica dos switches, das políticas de QoS, da configuração de multicast, dos mecanismos de cibersegurança e da adequada segregação entre os tráfegos corporativo, de automação e de segurança. Nessa topologia, a robustez não decorre apenas de duplicar enlaces, mas do tratamento do áudio como tráfego crítico. O projeto deve prever VLAN dedicada ou fortemente segmentada, marcação DSCP - Differentiated Services Code Point, gerenciamento de multicast, fontes de alimentação redundantes para os switches, UPS, monitoramento por SNMP - Simple Network Management Protocol e syslog, além de políticas de controle de acesso. A principal vantagem da topologia Full IP é a flexibilidade


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Sistema PAGA Híbrido Estudo de caso Na topologia Híbrida analisada neste estudo de caso, a controladora central típica dos sistemas convencionais é substituída por um transmissor IP e por receptores IP distribuídos pela instalação. O transmissor armazena mensagens prégravadas e tons de alarme, que podem ser acionados por estações de chamada ou

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Essa solução foi projetada e implementada recentemente para atender às necessidades específicas de uma UTE - Unidade Termelétrica e uma UTG - Unidade de Tratamento de Gás no estado do Amazonas.

Comparação técnica Em termos práticos, a topologia Full IP maximiza integração e supervisão, enquanto a Convencional maximiza isolamento e simplicidade operacional. Em plantas críticas, a topologia Híbrida pode ser tecnicamente vantajosa quando combina recursos IP para transporte, comando ou supervisão com amplificação local e circuitos de campo em linhas 70/100 V.

tendem a apresentar energia refletida elevada, reduzindo a relação direto/reverberante e prejudicando o STI. Nesses casos, maior potência tende a piorar a inteligibilidade, pois eleva reflexões tardias. A mitigação envolve tratamento absorvente, maior número de fontes de menor potência, direcionamento, equalização, atraso e redução do espaçamento entre transdutores. A relação sinal/ruído também é determinante para garantir a inteligibilidade das mensagens. Para mensagens de emergência, o nível útil do sinal deve superar o ruído de fundo sem exceder limites aplicáveis de conforto e segurança auditiva. Em áreas abertas, a topologia IP facilita escalabilidade, ajustes por zona e mensagens dirigidas; na topologia Híbrida, o mesmo resultado é

Tab. I - Matriz Multicritério de Avaliação entre topologias Convencional, Full IP e Híbrida em sistemas PAGA industriais Critério de avaliação Função principal de emergência

Tendência para Convencional Alta

Necessidade de integração com VoIP/SCADA/BMS Maturidade e disponibilidade da rede industrial Expansão por software e reconfiguração de zonas Independência da infraestrutura IP Supervisão granular de endpoints Cibersegurança Manutenção e diagnóstico remoto Simplicidade de validação Risco de falha comum pela rede

Baixa/média Baixa dependência Baixa Alta Baixa/média Menor exposição Média Alta Baixa

microfones IP. Os receptores recebem os fluxos de áudio e os comandos provenientes do transmissor ou das estações de chamada e acionam os respectivos amplificadores locais, que podem atender zonas independentes de sonorização por meio de linhas 70/100 V. Essa configuração é classificada neste artigo como Híbrida porque combina transporte e comando por rede IP com amplificação local e distribuição convencional para transdutores passivos. A principal vantagem dessa topologia é a escalabilidade. Receptores e amplificadores podem ser distribuídos em diferentes áreas da planta e instalados em racks remotos, distantes do transmissor.

Tendência para Full IP

Tendência para Híbrida

Alta, desde que a rede seja projetada como infraestrutura crítica Alta Requisito crítico Alta Baixa Alta Requisito crítico Alta Média/baixa Alta se mal projetada

Alta

Análise acústica A escolha da topologia não substitui o dimensionamento acústico do sistema. Em campo livre, dobrar a distância reduz o nível em cerca de 6 dB, antes de considerar vento, gradientes térmicos, obstáculos e absorção atmosférica. Em pátios industriais, isso favorece altofalantes tipo corneta ou projetores de alta diretividade, instalados em altura e com setorização por áreas de ruído. Em ambientes fechados, o tempo de reverberação depende do volume do ambiente e da capacidade de absorção acústica das superfícies. Galpões metálicos, salas de bombas e oficinas com superfícies rígidas

Alta Requisito parcial Média/alta Média/alta, conforme desenho Média/alta Requisito relevante Alta, dependendo da solução Média Reduzida se a função crítica for segregada

possível por meio da combinação entre recursos IP, amplificação local e distribuição em linhas 70/100 V. Em ambos os casos, a aceitação deve incluir medição de nível sonoro, verificação de cobertura e ensaio de inteligibilidade com STIPA em pontos representativos.

Critérios de escolha da topologia A escolha da arquitetura não deve se limitar a uma decisão binária entre IP e não IP, mas deve considerar a estratégia de tolerância a falhas, os requisitos de confiabilidade e disponibilidade do sistema. Quando a rede industrial é


ÁUDIO SOBRE IP

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Fig. 3 - Topologia Híbrida: transmissor e receptores IP distribuídos, amplificação local e distribuição em linhas 70/100 V

robusta, segregada e continuamente monitorada, a topologia Full IP oferece maior flexibilidade operacional ao permitir supervisão centralizada, integração com sistemas VoIP, redundância por anel óptico e expansão por software. Por outro lado, quando a função principal é a evacuação de emergência e a instalação prioriza simplicidade, conformidade com os requisitos normativos e independência da

infraestrutura lógica, as topologias Convencional ou Híbrida podem ser mais adequadas conforme a filosofia de tolerância a falhas e a forma de implementação. Em plantas críticas, a topologia Híbrida pode representar uma alternativa tecnicamente vantajosa. Nessa abordagem, a função crítica de alarme pode permanecer dedicada e supervisionada, enquanto a camada operacional utiliza a infraestrutura

IP para chamadas, mensagens programadas e integração com sistemas de segurança. Essa separação reduz o risco de um ponto único de falha, preserva a flexibilidade da rede e contribui para manter a função de segurança mesmo em situações de indisponibilidade parcial do backbone. A decisão entre as topologias Convencional, Full IP e Híbrida pode ser apoiada por uma matriz multicritério baseada em aspectos como infraestrutura disponível, função principal do sistema, grau de integração, estratégia de tolerância a falhas, manutenção e cibersegurança (tabela I). Essa abordagem permite organizar e, quando aplicável, atribuir pesos aos principais critérios de avaliação, comparando as alternativas de forma estruturada e considerando as particularidades de cada aplicação industrial.

Recomendações de engenharia Para uma topologia Full IP, recomendase tratar o PAGA como rede de segurança, e não como tráfego comum de dados. O backbone deve possuir topologia redundante, preferencialmente em anel óptico industrial, com tempo de


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convergência compatível com a operação. Devem ser definidos VLAN exclusiva, marcação DSCP, filas de prioridade, controle de broadcast/multicast, IGMP snooping quando aplicável e monitoração contínua dos elementos ativos. Em topologias Convencional ou Híbrida, é aconselhável separar circuitos de alto-falantes por risco e área operacional, evitando que uma única falha de cabo comprometa toda a zona. Linhas A/B, supervisão por módulo de fim de linha, amplificador reserva, banco de baterias, sinalização de falha e teste periódico devem compor a filosofia de disponibilidade. A interface com o sistema de detecção e alarme de incêndio deve ser simples, supervisionada e documentada em matriz causa-efeito. O comissionamento deve incluir ensaios de falha e não apenas teste audível. Devem ser simuladas perdas de energia, falha de switch, interrupção de

enlace óptico, circuito aberto e curto-circuito em linhas de alto-falantes, falha de amplificador, comando manual, comando automático pelo sistema de detecção de incêndio e prioridade entre mensagens. A avaliação acústica deve registrar níveis de pressão sonora, ruído de fundo com a planta em operação e medições STIPA.

Conclusão Sistemas de sonorização para ambientes industriais devem ser tratados como sistemas críticos de telecomunicações. A topologia Full IP é particularmente adequada quando há necessidade de flexibilidade, supervisão detalhada, integração com outros sistemas e cobertura distribuída. A topologia Convencional pode ser mais apropriada quando se busca simplicidade, previsibilidade operacional e menor dependência da infraestrutura IP. A topologia Híbrida, por sua vez, pode

combinar recursos IP para comando, supervisão ou integração com amplificação local e distribuição em linhas 70/100 V, desde que seus modos de falha sejam adequadamente analisados. O desenvolvimento do projeto deve combinar a definição da arquitetura, estudos de predição acústica, requisitos operacionais e de segurança, além do comissionamento baseado em medições. Em ambientes abertos, a engenharia deve considerar fatores como distância, diretividade, vento e sincronismo; em ambientes fechados, deve controlar a reverberação, as reflexões e a relação sinal/ruído. A melhor solução raramente é a mais potente, mas sim aquela que entrega mensagens inteligíveis, no local correto, no momento adequado e com disponibilidade compatível com a criticidade da operação.


INTERFACE

Paulo Marin

Como estão a distribuição e a participação de mercado (market share) de cabeamento balanceado de cobre e cabeamento óptico atualmente? Quais são os principais fatores associados a essa distribuição e o que podemos esperar para o futuro das telecomunicações? Esta é uma daquelas perguntas cuja resposta (correta) pode valer US$ 1 milhão. Brincadeiras à parte, trata-se de uma questão sem resposta única e precisa; abordarei o motivo para isto brevemente nos próximos parágrafos. De qualquer forma, este não é o propósito da discussão que segue. O objetivo aqui é analisar a participação de ambos os meios físicos: cobre e fibra óptica, sob a ótica da evolução de cada um no mercado atual de telecomunicações e redes, e uma perspectiva de futuro. Voltando ao tema central da discussão, a análise depende muito de como o mercado é definido. No mercado geral de infraestrutura de telecomunicações, o cabeamento óptico é cada vez mais presente por atender aos requisitos de redes de banda larga, backhaul 5G, computação em nuvem, data Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI , e-mail: inforti@arandanet.com.br.

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centers hyperscale, interconexões de alta velocidade, etc. No cabeamento estruturado convencional, especialmente no subsistema de cabeamento horizontal, o cabo balanceado de cobre representa uma parcela substancial devido a diversos fatores, como menor custo médio, facilidade de instalação, maturidade da solução (portanto, familiar a muitos projetistas e instaladores) e por sua capacidade de fornecer alimentação elétrica em corrente contínua ao equipamento terminal em sistemas PoE Power over Ethernet. Sem entrar em detalhes de valores monetários e porcentagens de market share, pois, novamente, este não é o objetivo aqui, considerando dados de 2025 e 2026 (parcialmente), encontramos o cabeamento de cobre bastante relevante em termos de parque instalado e também em novos projetos e retrofit de redes locais em edifícios comerciais e corporativos, enquanto os cabos ópticos conquistam a maior fatia dos novos investimentos em infraestrutura de alto valor agregado e desempenho, representando um crescimento acelerado.

Modelos de mercado para a análise de market share Conforme mencionado anteriormente, dependendo de como o modelo de mercado é definido, ou seja, se são considerados apenas cabos, cabos e conectores, cabos, conectores e cordões de manobra (patch cords e jumpers), cabeamento estruturado e/ou cabeamento de

telecomunicações de forma mais ampla, se patch panels, blocos de conexão e distribuidores ópticos são incluídos no modelo, a participação de cada meio de transmissão (cobre e fibra óptica) varia significativamente. Esse é o principal motivo que dificulta uma análise precisa do market share que discutimos aqui. Note-se que, por causa da forma como o modelo de mercado é definido, a participação do cabeamento óptico nos projetos pode variar entre um terço e dois terços do orçamento. Como não há um modelo padrão universal de mercado de cabeamento para uma análise uniforme de market share, os analistas utilizam modelos diversos que podem se sobrepor ou ser conflitantes. Alguns exemplos incluem: • Estruturado - Cabeamento para redes locais (LAN) dentro e entre edifícios (backbone de campus), considerando cabos de cobre e ópticos, patch panels, distribuidores ópticos, racks, gabinetes, conectores, patch cords, serviços de instalação, etc. • Data centers - Cabeamento dentro e entre data centers, considerando cabos de cobre e ópticos, sistemas de cabeamento terminados em fábrica, transceivers, racks, gabinetes, acessórios, patch cords, etc. • Telecomunicações - Cabos ópticos para longas distâncias, fibra óptica até a residência (FTTH), backhaul para redes móveis, redes de acesso, redes metropolitanas, etc. • Somente cabos - Participação (em valores monetários e porcentagens) do cabo propriamente dito, excluindo hardware de conexão e serviços de instalação.


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Cabeamento balanceado de cobre versus cabeamento óptico O principal benefício do cobre é combinar a transmissão de dados, inclusive em alta velocidade (10 Gbit/s), com instalação relativamente simples e entrega de alimentação elétrica em corrente contínua para o equipamento terminal por meio do cabeamento balanceado para aplicações PoE. Ainda, o cobre é especialmente eficaz no subsistema de cabeamento horizontal. Por outro lado, as limitações do cobre são crescentes para as aplicações de alto desempenho em redes corporativas. Ele apresenta limites de distância mais críticos,

mais espaço e representar peso elevado em relação à mesma infraestrutura de cabeamento implementada com cabos ópticos. A fibra óptica é dominante onde largura de banda, distância, densidade, baixa latência e imunidade à interferência eletromagnética são os principais requisitos, sendo o meio físico mais adequado para: • Telecomunicações e distribuição de banda larga; • Transporte e backhaul 5G; • Interconexão em e entre data centers; • Backbone de campus e redes metropolitanas; • Infraestrutura de computação e armazenamento em nuvem e colocation; • Redes industriais.

Tab. I - Visão geral sobre o mercado de cabeamento de cobre e fibra óptica por segmento de mercado e tendências Segment Segmentoo ddee mercado

Meio físico de cabeamentoo predominante cabeament

Posicionamento n o mercado

Te n d ê n c i a

Subsistema de cabeamento horizontal

Cobre

Alto/consolidado

Estável, com crescimento menos acelerado

Backbone de edifícios e backbone de campus

Fibra óptica

Predominante/consolidado

Expansão

Data centers hyperscale e infraestrutura para IA

Fibra óptica

Predominante

Crescimento acelerado

Telecomunicações, banda larga, 5G, etc.

Fibra óptica

Predominante

Expansão contínua

Aplicações PoE - Power over Ethernet

Cobre

Predominante

Forte crescimento

Ethernet industrial

Cobre e fibra óptica

Consolidado

Crescimento contínuo

Cabeamento estruturado de forma geral

Cobre e fibra óptica

Dependente da aplicação e

Crescimento expressivo

do ambiente de instalação

do cabeamento óptico

em edifícios comerciais

velocidade. Consequentemente, o cobre pode se manter como o meio físico predominante em termos de volume de cabeamento estruturado convencional, enquanto a fibra óptica conquista uma fatia cada vez maior de mercado e dos investimentos em infraestrutura de telecomunicações e redes de alto desempenho. A tabela I traz uma visão geral sobre os segmentos de mercado, meios físicos predominantes e tendências.

e atualização da base instalada

maior sensibilidade à interferência eletromagnética e menor escalabilidade para taxas de transmissão muito elevadas. O custo dos insumos de cobre também pode flutuar, afetando os preços dos cabos e orçamentos de projetos. Além disso, grandes feixes de cabos balanceados de cobre podem afetar o desempenho de transmissão dos canais, especialmente em sistemas PoE (por aquecimento), além de ocupar

A maior demanda vem de provedores de serviços em nuvem e data centers hyperscale. As cargas de processamento de IA requerem clusters densos de servidores conectados por meio de canais ópticos de alta velocidade, por exemplo, a 400 Gbit/s, 800 Gbit/s, etc. Esses serviços tendem a priorizar a baixa atenuação da fibra óptica, baixa latência, imunidade à


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interferência eletromagnética e capacidade de transmitir grandes volumes de dados por meio de infraestruturas de caminhos menos volumosos em relação ao cobre. Entretanto, as principais limitações são a maior complexidade inicial de instalação, a necessidade de terminações ou emendas especializadas e a impossibilidade de entregar alimentação elétrica em corrente contínua ao equipamento terminal por meio do mesmo meio físico. Para curtas distâncias em cabeamento para edifícios comerciais e corporativos, essas limitações geralmente superam os benefícios de largura de banda da fibra óptica, pendendo, consequentemente, em favor do cobre.

Conclusão Atualmente, o cobre continua com a liderança no mercado em volume em muitas aplicações de cabeamento estruturado em ambientes corporativos, porém a fibra óptica lidera em crescimento e posicionamento estratégico. O cobre é mais forte no subsistema de cabeamento horizontal, aplicações PoE, retrofit e conexões industriais ou comerciais de curta distância. A fibra óptica domina nas telecomunicações de forma mais ampla, banda larga, backbone de data centers e também de edifícios comerciais e corporativos, agregação de redes de alta velocidade, etc. Para fins de planejamento, os projetistas não deveriam tratar a decisão como uma simples escolha entre cobre ou fibra óptica. A base instalada de cabeamento balanceado de cobre e de fibra óptica é bastante significativa em diversos ambientes de instalação. Portanto, embora a utilização de cabos ópticos tenda a crescer de forma significativa, a convivência de ambos os meios físicos é uma realidade e não se espera uma mudança importante nesse cenário na próxima década.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI e telecomunicações e mestre em propagação de sinais. Marin é membro sênior do IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers, consultor, palestrante, coordenador da ABNT/Cobei e autor de livros técnicos.


SERVIÇO

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Guia de máquinas de fusão

Empresa, telefone e e-mail

AGC

Nome do fabricante da País de origem máquina de fusão (marca representada)

Modelo

Aplicação principal

Tempo Autonomia típico de da bateria fusão

Conectividade

Tipo de fibra suportados

Acessórios inclusos

Núcleo Casca Automático/híbrido SM (G.652) BIF (G.657) MM (multimodo) Drop cable Fibra ribbon Outro Backbone FTTH/acesso Redes corporativas/LAN Data centers Uso geral Compatível com conector SOC Até 6 s 6,1 a 8 s Acima de 8 s Até 180 fusões 181 a 250 fusões Acima de 250 fusões Bluetooth Wi-Fi Porta USB Software para gerenciamento Aplicativo móvel compatível Clivador Decapador Adaptador SOC Eletrodos sobressalentes Bateria adicional Carregador veicular Kit de limpeza Maleta de transporte

Tipo de alinhamento

O levantamento a seguir traz informações sobre as máquinas de fusão de fibra óptica comercializadas no Brasil, como tipo de alinhamento, aplicações, magnitude das lentes, segurança, desempenho e acessórios, além de informações para atendimento ao cliente das empresas, como e-mail e WhatsApp.

Fujikura

Japão

96S

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Sumitomo

Japão

T56+

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Fitel

Japão

S179+

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Inno Instrument

Coreia do Sul

Inno Views 6S

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Tumtec

China

V9+

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Otech Terzian

China

Hoea3600

Fujikura

Japão

(11) 97481-5530 n vendas@agc.com.br Arsitec (11) 9873-0004 n arsitec@arsitec.com.br Belver

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(19) 98722-1180 n info@belver.com.br Infortel

•

(51) 3076-3800 n comercial@inforteltelecom.com.br Nextest

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• •

(31) 2511-6468 n vendas@nextest.com.br Otech

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(11) 98947-2334 n bruno.ferreira@terzian.com.br WDC Networks

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(11) 3035-3777 n contato@wdcnet.com.br

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 47 empresas pesquisadas. elecom e Instalações Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, outubro de 2026. Este e muitos outros Guias de RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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CABEAMENTO ESTRUTURADO

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Por que a evolução da banda larga exige Categoria 6A? Fabianne Henriques e Luiz Henrique Zimmermann Felchner, da Lightera LatAm e participantes do Comitê Normativo TIA – Grupo TR42

Q

Com o avanço de aplicações em nuvem, inteligência artificial, Wi-Fi de alta capacidade e dispositivos alimentados por PoE, o cabeamento estruturado passou a desempenhar papel estratégico na infraestrutura de redes. Nesse cenário, a Categoria 6A ganha espaço por oferecer maior largura de banda, suporte a 10 Gbit/s em até 100 metros, melhor desempenho térmico e maior resistência a interferências.

uando falamos em cabeamento estruturado, é fundamental considerar não apenas as necessidades atuais, mas também a evolução contínua das tecnologias de transmissão de dados. Se olharmos para trás, ao longo das últimas décadas, a velocidade da Internet evoluiu de forma acelerada (figura 1). Nos anos 1990, ainda na era da Internet discada, downloads eram lentos e as conexões tinham cerca de 56 kbit/s. No início dos anos 2000, o surgimento do ADSL marcou um grande avanço, elevando as velocidades para algo entre 128 kbit/s e 1 Mbit/s. Já em meados dos anos 2000, os planos residenciais passaram a oferecer de 2 a 10 Mbit/s. Esse crescimento continuou até 2010, quando as conexões domésticas ultrapassaram a marca dos 50 Mbit/s. Hoje, é comum que os planos residenciais iniciem em 100 Mbit/s e facilmente superem 600 Mbit/s. Esse salto só foi possível porque os equipamentos como modems e o cabeamento evoluíram para suportar novos protocolos e maiores larguras de banda. E é justamente dessa evolução que surgem as categorias de cabos, cada qual com sua característica, taxa de

transmissão, limite de desempenho e indicação de aplicação. Com base na figura 2, podemos fazer um comparativo entre as categorias 5e e 6. A Cat. 6 oferece uma largura de banda aproximadamente 2,5 vezes maior. Esse aumento resulta em sinais mais estáveis, maior imunidade a ruídos e redução de erros de transmissão. Embora ambas suportem velocidades de até 1 Gbit/s, a Categoria 6 apresenta a vantagem adicional de possibilitar transmissões de 10 Gbit/s em canais de até 55 metros. Isso garante maior longevidade ao sistema, pois permite a compatibilidade com protocolos de transmissão mais modernos, ainda que com algumas limitações de distância. Na comparação com a Categoria 6, a Categoria 6A se destaca por atender plenamente às exigências de transmissão em 10 Gbit/s em todo o canal de até 100 metros. Além disso, traz como diferencial o desempenho superior em relação ao alien crosstalk, interferência gerada por cabos adjacentes. Esse tipo de interferência se torna mais crítico em ambientes com alta densidade de cabos, como canaletas muito carregadas, e em aplicações que utilizam PoE - Power


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Fig. 1 - Evolução da velocidade da Internet residencial

over Ethernet de alta potência. A (IEEE 802.3af, IEEE 802.3at ou Categoria 6A foi projetada exatamente IEEE 802.3bt), que determina a para mitigar esses efeitos de alien potência fornecida ao dispositivo. crosstalk, proporcionando maior Em instalações existentes, as confiabilidade em instalações modernas e de alta performance. Hoje, não podemos considerar apenas a capacidade de transmissão de dados como fator de decisão para o cabeamento; é necessário também avaliar a capacidade de PoE, tecnologia que permite a transmissão simultânea de dados e energia por meio de cabos de par trançado, aplicada amplamente em Fig. 2 - Categorias de cabos 5e, 6 e 6A câmeras de monitoramento, pontos categorias 5e e 6 continuam de acesso, redes Wi-Fi e outros adequadas; no entanto, para novos dispositivos. projetos dedicados ao PoE, a Nesse contexto, a bitola do norma TIA TSB-184 A recomenda condutor influencia diretamente a o uso de Cat. 6A ou superior, capacidade de PoE. Cabos com visando melhor desempenho condutores de maior diâmetro térmico e menor atenuação. (AWG menor) apresentam menor Vale destacar que a NBR 14565, resistência elétrica, reduzindo perdas norma brasileira de cabeamento por aquecimento e melhorando a estruturado para edifícios comerciais, eficiência na entrega de potência. recomenda o uso de cabos Categoria A alimentação pode utilizar 2 ou 4 6A para aplicações que operam em pares, conforme o padrão adotado

2,5GBase T, 5GBase T e 10GBase T, reforçando seu papel como solução mais adequada para suportar tecnologias atuais e futuras. Além da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, organismos como ANSI/TIA também orientam que novas instalações utilizem Cat. 6A para garantir maior longevidade, desempenho e suporte a tecnologias emergentes (ANSI/TIA 568). O cabeamento Cat. 5e não é recomendado por nenhuma norma para novas instalações em nenhum tipo de aplicação.

Portanto, a recomendação é utilizar a Categoria 6A, pois ela oferece a melhor relação custo/benefício a longo prazo, garante desempenho superior, maior robustez contra interferências e segue as normas que orientam o uso de cabeamento para aplicações de alta velocidade, tanto para as demandas atuais quanto para o futuro próximo.


EM REDE

Ricieire Piovezan, Gerente Sênior da Operação VIGI da TP-Link

Campi universitários estão se tornando cidades inteligentes? Quando pensamos em cidades inteligentes, normalmente imaginamos grandes centros urbanos utilizando tecnologia para melhorar a mobilidade, a segurança, a iluminação ou a prestação de serviços públicos. Mas existe um ambiente em que esses mesmos desafios já fazem parte da rotina há muitos anos: os campi universitários. Grandes universidades funcionam como pequenas cidades. Reúnem diariamente milhares de estudantes, professores, pesquisadores, funcionários, fornecedores e visitantes, distribuídos entre salas de aula, laboratórios, hospitais universitários, centros esportivos, estacionamentos e quilômetros de vias internas. Administrar essa estrutura exige, cada vez mais, uma visão integrada da operação. Para que essa transformação aconteça, porém, não basta instalar novos dispositivos. É preciso construir uma infraestrutura de conectividade capaz de integrar diferentes pontos do campus e sustentar o volume de dados gerado por câmeras, sensores, sistemas acadêmicos e outras aplicações. Essa realidade ajuda a explicar por que diversas instituições brasileiras vêm ampliando investimentos em monitoramento inteligente. Na USP - Universidade de São Paulo, por exemplo, a expansão da central integrada de monitoramento ocorreu após anos de registros de furtos de veículos, bicicletas e celulares, além de invasões em diferentes áreas do campus. Mais do que uma reação ao aumento da criminalidade, esses movimentos revelam uma mudança na forma de Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação da RTI , e-mail: inforti@arandanet.com.br.

administrar esses ambientes. O videomonitoramento deixa de ser entendido como um sistema voltado exclusivamente à vigilância patrimonial e passa a integrar uma estratégia mais ampla de gestão baseada em dados. É nesse ponto que a integração entre câmeras, sensores e IA – Inteligência Artificial ganha relevância. Uma câmera equipada com recursos analíticos, por exemplo, pode identificar a presença de pessoas em uma área restrita fora do horário de funcionamento, detectar a circulação de veículos em locais não autorizados ou reconhecer situações como aglomerações e permanência prolongada em determinados espaços. Sensores podem complementar essas informações ao monitorar abertura de portas, movimentação, condições ambientais ou ocupação de ambientes. Em vez de depender de uma equipe acompanhando dezenas ou centenas de imagens continuamente, a tecnologia pode destacar situações que merecem atenção e direcionar os profissionais para onde uma intervenção seja necessária. A experiência da UFAL Universidade Federal de Alagoas ilustra essa evolução. Ao iniciar a modernização de sua infraestrutura de monitoramento, a instituição buscava resolver limitações operacionais que dificultavam o trabalho das equipes de segurança, como baixa qualidade das imagens, cobertura insuficiente e excesso de alarmes indevidos. O resultado foi mais do que uma atualização tecnológica. A adoção de recursos baseados em IA permitiu tornar o monitoramento mais preciso, reduzir ocorrências que exigiam verificações desnecessárias e ampliar a capacidade de resposta diante de situações que realmente demandavam atenção. Na prática, a universidade passou a transformar imagens em informação útil para apoiar sua operação cotidiana. O potencial, porém, não termina na segurança patrimonial. A mesma infraestrutura pode apoiar a gestão de estacionamentos, indicando a ocupação de vagas e ajudando a organizar o fluxo de veículos, além de contribuir para o

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acompanhamento de áreas de grande circulação, permitindo identificar horários de maior movimento. Para isso, outro desafio é a interoperabilidade. Não faz sentido que cada sistema funcione como uma “ilha” dentro da universidade. Câmeras de diferentes fabricantes, sensores, sistemas de controle de acesso, redes, plataformas de gestão e outras aplicações precisam, sempre que possível, conversar entre si para que as informações possam ser utilizadas de maneira integrada. Mas tornar um campus mais conectado também exige discutir os limites dessa tecnologia. Quanto mais dados são coletados sobre circulação, comportamento e utilização dos espaços, maior é a responsabilidade das instituições sobre como essas informações são armazenadas, acessadas e utilizadas. Privacidade, proteção de dados, definição de níveis de acesso, transparência e políticas claras de retenção precisam fazer parte do projeto desde o início, e não ser tratados apenas depois que a tecnologia já estiver implantada. A governança também é fundamental para evitar que a IA seja utilizada simplesmente porque está disponível. É necessário definir quais problemas a tecnologia deve resolver, quais dados podem ser utilizados, quem pode acessá-los e quais decisões devem continuar sob responsabilidade humana. Uma infraestrutura inteligente não é aquela que coleta a maior quantidade possível de informações, mas a que transforma dados relevantes em decisões úteis, dentro de critérios claros de segurança e privacidade. Talvez este seja o ponto mais relevante dessa transformação: o futuro não será definido pela quantidade de câmeras instaladas, mas pela capacidade das instituições de utilizar inteligência para administrar ambientes cada vez mais complexos. Quando um campus passa a funcionar como uma cidade, faz sentido que também incorpore a lógica das cidades inteligentes à sua forma de operar.


Abertura 26/04/27 Congresso 27, 28 e 29/04/27


SEGURANÇA

Marcelo Bezerra

Guardião Cibernético Duas guerras envolvendo superpotências e disputas geopolíticas que parecem só piorar, além dos conflitos crônicos que assolam o planeta há décadas, são acompanhadas por uma corrida pela liderança de uma IA - Inteligência Artificial ainda não completamente compreendida. Nem mesmo os líderes dos principais desenvolvedores ocidentais parecem confiar plenamente nela, ainda mais depois que agentes rebeldes atacaram, por conta própria, terceiros. É nesse contexto que a segurança e a defesa cibernéticas se tornam ainda mais críticas e onde se encaixam eventos como o Exercício Guardião Cibernético. A organização do Exercício Guardião Cibernético, ou EGC, fica a cargo do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), órgão militar subordinado ao Exército Brasileiro e composto por integrantes das três Forças Armadas. A oitava edição foi realizada de 21 a 25 de setembro de 2026 e mobilizou centenas de empresas e instituições militares, governamentais, privadas e acadêmicas, com milhares de participantes em Brasília e em outras seis sedes, ou hubs, espalhadas pelo país: Manaus, AM, Belém, PA, Recife, PE, Curitiba, PR, São Paulo e Rio de Janeiro, além de representantes de 14 nações estrangeiras. Hoje, é considerado o maior exercício de defesa cibernética do Hemisfério Sul. O objetivo é treinar, integrar e capacitar os participantes, promover o intercâmbio de conhecimentos e fortalecer a resiliência cibernética de empresas e instituições que compõem as chamadas infraestruturas críticas do país: finanças, comunicações, energia, nuclear, biossegurança, governo digital, transporte, águas, defesa e governo. Grandes entidades setoriais e agências, como Febraban, Fiesp, Anatel e ANA Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, apoiaram a coordenação de seus respectivos

setores. A própria organização do evento é um exemplo de colaboração com o setor privado, com empresas e instituições atuando como apoiadoras. Alguns dos principais integradores de segurança do Brasil e fabricantes de tecnologia também participaram. Como exercício de guerra cibernética, o evento simula uma série de ataques coordenados contra o país, nos quais a defesa nacional e os serviços básicos à população são colocados sob pressão. Detecção, procedimentos de resposta e planos de contingência são postos à prova, assim como o conhecimento dos participantes do jogo CTF - Capture the Flag. Mesmo sendo uma simulação, o exercício também coloca as equipes contra o relógio. O EGC é dividido em três grandes frentes: simulação construtiva, simulação virtual e o jogo CTF. A linha do tempo das simulações é composta por quatro fases, com nomes autoexplicativos: normalidade, crise e agravamento, pico da crise e volta à normalidade. A simulação construtiva é uma atividade do tipo tabletop, não técnica, que reproduz um gabinete de crise composto por gestores de diferentes áreas das empresas participantes, como segurança e TI, jurídico, comunicação corporativa e gestão executiva. As áreas devem trabalhar em conjunto para responder aos eventos em tempo hábil e, tal qual em uma situação real, as respostas influenciam os acontecimentos seguintes à medida que novos eventos surgem. É a principal atividade do Exercício e dela são extraídos os principais insights apresentados no último dia, quando experiências e resultados são analisados e discutidos. Já a simulação virtual é um exercício totalmente técnico e de alta complexidade. Nela, um grupo de militares e civis, reunido no red team, realizou ataques cibernéticos em ambientes virtuais que emularam os sistemas de TI e produtivos dos diferentes setores de infraestrutura crítica. Alguns desses ambientes eram totalmente virtuais, como o de finanças. No setor industrial, porém, o alvo final do red team era um braço

62 – RTI – OUT 2026

automatizado em um dos laboratórios de Indústria 4.0 do Senai, fazendo com que os efeitos dos ataques fossem, nesse caso, visuais. A defesa dos ambientes críticos ficou a cargo dos blue teams, compostos por profissionais das empresas e instituições de cada infraestrutura. Assim, as equipes dos principais bancos do país formaram o blue team do setor financeiro. Cada setor contou com um ambiente virtual dedicado, o que dá uma dimensão do tamanho da infraestrutura disponibilizada, já que o exercício compreendeu 10 setores críticos. Entre as responsabilidades dos blue teams estavam a investigação de ataques e a execução de ações de threat hunting. O evento também exigiu um grande esforço de comunicação e coordenação, já que os participantes estavam espalhados pelos sete hubs, mas trabalhavam de forma integrada, tanto na simulação construtiva quanto na virtual. A terceira parte do exercício foi aberta a qualquer pessoa interessada, civil ou militar: o jogo CTF. Apesar do caráter competitivo, a atividade serviu para o treinamento dos participantes e também para identificar talentos que poderão ser aproveitados por instituições e empresas. O sucesso do Exercício Guardião Cibernético é, antes de tudo, resultado da colaboração entre os setores público e privado no país. Essa integração fortalece a capacidade brasileira de lidar com um cenário em que os ataques cibernéticos tendem a se tornar mais automatizados e sofisticados com o avanço dos agentes de IA. Marcelo Bezerra é especialista em segurança da informação, escritor e palestrante internacional. Atua há mais de 30 anos na área, com experiência em diferentes áreas de segurança cibernética. No momento, ocupa o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Segurança na Proofpoint. Email: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.


EVENTOS GLOBAIS

MUNIQUE, ALEMANHA SAN DIEGO, EUA

BUCARESTE, ROMÊNIA

ROSEMONT, EUA DALLAS, EUA

DUBAI, EAU

GANDINAGAR, ÍNDIA

CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO NAIROBI, QUÊNIA

204.000+

FORTALEZA, BRASIL

4.700+

SÃO PAULO, BRASIL

VISITANTES

EXPOSITORES

POTO ALEGRE, BRASIL

10.000+

CONGRESSISTAS

■ BUCARESTE, ROMÊNIA 13–14 OUTUBRO DE 2026 ■ SAN DIEGO, EUA 9–11 FEVEREIRO DE 2027 ■ GANDINAGAR, ÍNDIA 9–11 MARÇO DE 2027 ■ NAIRÓBI, QUÊNIA 16–17 MARÇO DE 2027 ■ FORTALEZA, BRASIL 28–29 ABRIL DE 2027 ■ DUBAI, EMIRADOS ÁRABES 11–13 MAIO DE 2027 ■ MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 ■ ROSEMONT, EUA 14–16 JUNHO DE 2027 ■ SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027 ■ CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO 7–9 SETEMBRO DE 2027

GANDINAGAR, ÍNDIA 9–11 MARÇO DE 2027 MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027 CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO 7–9 SETEMBRO DE 2027

GANDINAGAR, ÍNDIA 9–11 MARÇO DE 2027 MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027

MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027

PACOTE AMÉRICA LATINA 2027 INTERSOLAR BRASIL NORDESTE 28–29 DE ABRIL DE 2027

THE SMARTER E SOUTH AMERICA 24–26 AGOSTO DE 2027

INTERSOLAR MEXICO 7–9 SETEMBRO DE 2027

A oferta é válida até 31 de janeiro de 2027, limitada a um máximo de 10 patrocinadores.

Contrate a participação em dois eventos na América Latina — México e pelo menos um no Brasil — e tenha acesso ao mais completo Pacote de Exposição e Marketing LATAM, com a melhor relação custo-benefício. Esta condição especial inclui tarifa de renovação, com aproximadamente 10% de desconto sobre os valores regulares, além de uma ampla campanha de exposição da marca nos eventos contratados, com a inclusão do logotipo da empresa em newsletters para visitantes, webinars e materiais de marketing.


PRODUTOS

64 – RTI – OUT 2026

DWDM O Huawei OptiXtrans DC908 é um sistema DWDM para interconexão de data centers. Com capacidade máxima de 12,8 Tbit/s, suporta taxas programáveis de até

até 6 MW de potência ao possibilitar a conexão de até dez racks de 600 kW em paralelo, e oferece eficiência de até 99% no modo Eco e 97% em dupla conversão, além de monitoramento remoto pela plataforma Engetron. Site: www.engetron.com.br.

Alicate decapador de cabo drop O alicate decapador da TGL Telecom é voltado para a remoção do revestimento de cabos drop com diâmetro 800 Gbit/s e até 240 comprimentos de onda nas bandas C+L. O equipamento ocupa 2U em rack e oferece interfaces de gerenciamento via CLI, GUI, SNMP, NETCONF e NC-T. Comercializado no Brasil pela Connectoway. Site: https://connectoway.com.br/.

manutenção predial e industrial. Também atua na construção de subestações elétricas, estações de tratamento de água e esgoto e sistemas para data centers, telecomunicações e transmissão de dados. https://temon.com.br.

Climatização de precisão A alemã Stulz, por meio de sua subsidiária brasileira, fornece a linha CyberBR. Desenvolvida e fabricada no Brasil para atender às condições operacionais e

DWTT Modular 600 kW, UPS modular para ambientes de missão crítica, como data centers, hospitais e indústrias. Com módulos

A FiberShare fornece um software para gestão de redes neutras. Com ele, o provedor pode transformar uma rede ociosa em negócio, vendendo capacidade e expandindo sua atuação para novas regiões sem precisar investir em infraestrutura. Site: www.fibershare.com.br.

A plataforma de

de 3 mm. Com lâmina ajustável para garantir a proteção da fibra óptica durante o processo, oferece dois tipos de corte: transversal, com lâminas retas horizontais, e longitudinal, com lâmina circular. Site: https://tgltelecom.com.br/.

Serviços de engenharia e instalações A Temon executa

de 100 kW substituíveis com o sistema em funcionamento (hot-swap), permite expansão da capacidade sem interrupção do fornecimento de energia. O equipamento apresenta 600 mm de largura, alcança

Gestão de redes neutras

Monitoramento de baterias

UPS modular A Engetron apresenta o

identificação de vazamentos. Já a TC03A mede temperaturas de até 550°C, oferece resolução de 384 × 288 pixels e permite ajuste manual de foco. Site: https://www.fluke.com/pt-br.

climáticas do país, oferece capacidades que variam de 17 a 140 kW nas versões de CRAC de expansão direta e de 17 a 300 kW nas versões de CRAH de água gelada. Site: https:// stulzbrasil.com.br/pt-br/.

monitoramento de baterias da Recomex Energia acompanha continuamente bancos instalados em UPS, retificadores e sistemas de emergência, com o objetivo de identificar anomalias

Câmeras portáteis de inspeção A Fluke ampliou a série iSee com a câmera acústica ii01 e a termográfica TC03A,

instalações elétricas e hidráulicas, montagens eletromecânicas, prevenção e combate a incêndios e ambas para dispositivos Android. A ii01 possui 16 microfones e detecta sons de 2 a 48 kHz, com modo específico para

antes que uma bateria deixe de cumprir sua função durante uma interrupção no fornecimento de energia. Um módulo pode monitorar simultaneamente até quatro bancos, totalizando 480 baterias, e é compatível com unidades ventiladas, VRLA e de níquel-cádmio, incluindo modelos de 1,2 e 2 V. Site: www.recomexenergia.com.br.


desenvolvimento de modelos de análise aplicados à realidade empresarial se tornou competência crítica em todos os setores de atividade econômica. Nesse cenário, os profissionais têm enfrentado duas questões: como gerar valor a partir dos dados e como usar corretamente os métodos de análise? Em Técnicas de Machine Learning com Python, os autores Abraham Laredo Sicsú, Nelson Lerner Barth, André Samartini e Mateus Canniatti Ponchio expõem as técnicas obrigatórias que devem ser aplicadas, suplantando as barreiras para o aprendizado de data science. Em sua segunda edição, a obra traz tanto os conceitos fundamentais como os exemplos de aplicação prática. Editora Blucher (https://abrir.link/bQyEp), 336 páginas.

m Indústria 4.0: Fábricas Inteligentes, Negócios Exponenciais, os autores Iramylson Machado de Freitas e Sandro Breval Santiago conduzem o leitor por uma jornada através dos pilares

tecnológicos e estratégicos que sustentam a Indústria 4.0, como a IoT Internet das Coisas, IA Inteligência Artificial, big data, gêmeos digitais e manufatura aditiva, além de mostrar como tais conceitos estão redefinindo o futuro de fábricas e organizações. Com exemplos, estudos de caso e reflexões estratégicas, os autores demonstram que o conhecimento é o primeiro passo rumo às fábricas inteligentes e aos negócios sustentáveis que moldarão o futuro. Pontes Editores (https://abrir.link/Yaowt), 171 páginas.

livro IAÍ?: A Geração Sintética e a Inteligência Artificial, de Stephanie Jorge, convida o leitor a refletir sobre os fundamentos, impactos sociais e éticos da IA - Inteligência Artificial, e como ela já faz parte do nosso cotidiano, influenciando decisões e comportamentos

de forma quase invisível. Escrita em uma linguagem acessível, a obra propõe uma reflexão sobre o que nos torna humanos em um mundo cada vez mais automatizado. Editora Senac (https://abrir.link/sAFnv), 208 páginas.

NIC.br e o CETIC.br disponibilizaram a edição 2025 da pesquisa TIC Empresas. O estudo oferece um panorama sobre o uso das TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação entre as empresas brasileiras. A análise foi realizada entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2026 e coletou dados entre empresas brasileiras com dez ou mais pessoas ocupadas. A recente versão da pesquisa aprofunda a investigação sobre o estado da economia digital no Brasil, explorando aspectos da conectividade das empresas, sua atuação online e comércio eletrônico. Além disso, o estudo traz indicadores sobre o uso de tecnologias avançadas, tais como IoT - Internet das Coisas e IA - Inteligência Artificial. O resumo executivo, com oito páginas, pode ser acessado pelo link: https://abrir.link/WbOno.

Índice de anunciantes Abrint ........................... 61

FiberShare .................... 10

Megatron ...................... 51

Seitec ........................... 20

Vero ...................... 3ª capa

C3 Consulting .............. 47

Fibracem ....................... 40

Nexusguard .................. 23

Shoreline ...................... 21

Vigo .............................. 22

Climapress .................... 29

Flux Tecnologia .............. 7

NIC.br ........................... 49

Slim Pack ...................... 39

V-Sol ............................. 35

Construcap ................ 4 e 5

Forte Telecom ............... 41

Novemp ........................ 26

SMH Sistemas .. 25 e 4ª capa

Watch TV ...................... 27

Corning ........................ 37

Fujikura ........................ 57

Olé TV ........................... 11

Temon .......................... 13

Datacom ....................... 15

Inforbarra ............. 16 e 17

Recomex Energia .......... 22

TGL Telecom ................. 31

Dispan .......................... 55

Intelbras ....................... 33

RR64 ............................. 50

TS Shara ............... 2ª capa

PUBLICAÇÕES

65 – RTI – OUT 2026


ISP EM FOCO

Sidnei Batistella, Membro do Conselho de Administração da Abrint

Os desafios do novo mercado de telecomunicações O Brasil avança para uma nova etapa do desenvolvimento de sua infraestrutura de telecomunicações. Na próxima década, o setor deverá ser marcado pelo aumento expressivo da capacidade das redes e pela modernização da infraestrutura, impulsionados pela expansão das redes de fibra óptica, que atualmente respondem por cerca de 79% dos acessos de banda larga fixa do país, e pela adoção de novas tecnologias, como: • Fibras de núcleo oco (hollow core fiber): a luz viaja pelo ar no interior do cabo, em vez de percorrer o vidro. Isso pode reduzir a latência em cerca de 30%, característica relevante para aplicações como transações financeiras de alta velocidade e supercomputação em nuvem. • Transmissão multibanda: em vez de utilizar apenas as frequências tradicionais, como as bandas C e L, novos equipamentos ativam também as bandas E, S e U. A proposta é ampliar em até 10 vezes a capacidade das fibras já instaladas, sem a necessidade de lançar novos cabos. • Fibras multinúcleo (multi-core fiber – MCF): cabos que possuem vários núcleos de transmissão de luz em uma única fibra, ampliando a capacidade de transmissão e permitindo taxas na escala de Pbit/s em conexões submarinas e interconexões de data centers. • FTTR - Fiber to the Room: evolução do FTTH - Fiber to the Home, na qual a fibra óptica é levada diretamente aos cômodos da residência ou do escritório. A proposta é oferecer velocidades superiores a 10 Gbit/s e reduzir as Esta seção aborda aspectos técnicos, regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos são escritos por profissionais do setor e não necessariamente refletem a opinião da RTI .

limitações associadas à transmissão de Wi-Fi através de paredes. A ampliação da cobertura móvel de quinta geração, estimulada pelo último leilão realizado pela Anatel, complementa a conectividade de alta velocidade utilizada por usuários em residências e empresas. Ao mesmo tempo, a IA – Inteligência Artificial avança rapidamente e tende a ampliar o uso de sistemas gerenciados remotamente, IoT Internet das Coisas, transmissões em tempo real, novos serviços de streaming e outras aplicações. Grandes empresas também preparam novos data centers distribuídos pelas regiões Norte, Sudeste e Sul do Brasil, com o objetivo de aproximá-los dos usuários e das organizações. A disputa por baixa latência, redundância e alta disponibilidade ganha espaço no setor de telecomunicações. Ao mesmo tempo, grupos empresariais incorporam operadoras de pequeno e médio porte para ampliar sua presença em áreas ainda não atendidas. Fusões e aquisições tornam-se cada vez mais frequentes, indicando uma possível consolidação do mercado na próxima década. Toda essa transformação acontece enquanto o setor enfrenta importantes incertezas regulatórias. A reforma tributária ainda gera dúvidas sobre seus impactos, enquanto as discussões envolvendo a Norma nº 4, considerada historicamente uma espécie de “certidão de nascimento” da Internet brasileira, reforçam a necessidade de segurança jurídica para novos investimentos. Outro entrave está no compartilhamento dos postes de energia elétrica. Regulamentação, custos e ocupação dessa infraestrutura permanecem como pontos de discussão. O problema é especialmente relevante em áreas rurais, fazendas, pequenas vilas e povoados. Nessas localidades, são necessários quilômetros de rede para atender poucos usuários. Uma precificação adequada à densidade de cada região poderia incentivar os provedores a continuar expandindo suas redes para locais que ainda não possuem conectividade adequada.

66 – RTI – OUT 2026

Enquanto as discussões regulatórias avançam lentamente, a demanda não espera. Em muitas dessas regiões, empresas multinacionais de conectividade via satélite acabam ocupando um espaço que também poderia ser atendido pela infraestrutura dos provedores brasileiros. Não se trata de questionar a importância da tecnologia via satélite, mas de refletir: quantas oportunidades de investimento estamos deixando de criar por causa de entraves que poderiam ser solucionados? Por isso, o avanço regulatório defendido pela Abrint torna-se cada vez mais urgente. O setor precisa de regras claras, previsibilidade e segurança jurídica para continuar investindo. A próxima década deverá trazer redes muito mais capazes, IA presente nas operações, data centers mais próximos dos usuários e bilhões de equipamentos conectados. Ao mesmo tempo, teremos um mercado provavelmente mais consolidado e pressionado por eficiência e rentabilidade. Talvez, portanto, o maior desafio das telecomunicações não seja apenas tecnológico. Será também estratégico e regulatório. Se, nos últimos anos, o grande desafio foi conectar o Brasil, na próxima década precisaremos transformar toda essa infraestrutura em valor, inovação e desenvolvimento, garantindo condições para que os provedores brasileiros continuem investindo e levando conectividade aos locais mais distantes do país.

Sidnei Batistella é empresário com 28 anos de atuação nos setores de tecnologia e telecomunicações e fundador da Batistella Telecom, empresa do segmento de fibra óptica em São Jorge d’Oeste, PR. Possui formação superior em Tecnologia em Informática e pósgraduações nas áreas de segurança de redes, gestão estratégica, gestão de pessoas e gestão de cooperativas. É conselheiro da Abrint e integrou o CDUST - Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações da Anatel.


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