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RTI Junho 2026

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Softwares para atendimento de assinantes de provedores

A reportagem especial apresenta as novidades em software omnichannel, os recursos e o uso de tecnologias avançadas de IA - Inteligência Artificial, que combinam assistentes virtuais com atendimento humano em diversos canais.

ESPECIAL 14

Guia de canaletas, dutos, eletrocalhas e perfilados

A organização de caminhos e espaços em uma instalação é fundamental para garantir a transmissão de dados sem erros, o melhor desempenho e a organização da rede. Nesse cenário, ganham destaque produtos como canaletas, caixas, dutos, eletrocalhas e acessórios.

SERVIÇO 21

Wi-Fi 7: oportunidade para melhorar a experiência das redes de banda larga no Brasil – Parte 2

Esta segunda parte do artigo detalha a contribuição para o crescimento econômico e o papel do Wi-Fi 7 na transformação digital do país, incluindo aplicações em ambientes de negócios e na atualização de infraestrutura.

INCLUSÃO DIGITAL22

Uso de baterias de íon-lítio em UPS monofásicos para data centers

As baterias de íon-lítio são uma fonte comum de armazenamento de energia para milhões de dispositivos eletrônicos e veículos elétricos, e ganham espaço também em sistemas UPS para garantir o funcionamento contínuo de infraestruturas críticas, como data centers.

SISTEMAS DE ENERGIA28

Guia de roteadores Wi-Fi

Com o aumento da taxa de dados, os usuários precisarão cada vez mais de roteadores sem fio de melhor desempenho. O guia traz a oferta atualizada desses produtos no Brasil, com informações sobre os recursos oferecidos e a padronização IEEE 802.11 atendida, incluindo Wi-Fi 7.

SERVIÇO 32

SD-WAN: SCM ou SVA? Uma análise técnica e regulatória à luz da engenharia de telecomunicações

O artigo analisa os aspectos técnicos, regulatórios e jurídicos envolvidos na distinção de SCM e SVA para o SD-WAN, discutindo os impactos sobre engenharia, responsabilidade técnica, licenciamento e segurança jurídica das contratações.

CONECTIVIDADE34

Guia de edge data centers

Com a crescente digitalização dos dados e a necessidade de aplicações de borda, as empresas buscam soluções modulares e pré-fabricadas de rápida implantação, com segurança e confiabilidade. O guia traz os fornecedores de edge data centers.

SERVIÇO 38

O dilema da convergência entre TI e segurança física

A convergência entre segurança física e TI tornou-se inevitável com a digitalização de sistemas e a adoção de dispositivos conectados. Plataformas de segurança unificadas surgem como elemento central para integrar operações, reduzir riscos cibernéticos e transformar dados de segurança em inteligência para o negócio.

SEGURANÇA40

Ano 27 - Nº - 313

Junho de 2026

Capa: Vanessa Cristina da Silva Foto: Shutterstock

SEÇÕES

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.

AS263903 · BGP· Segment Routing · PSNE Consultoria

Da borda ao futuro: Como a

Inforbarra/Infovia

Digital reprogramou sua rede para a Era da Automação

Em cinco anos de engenharia silenciosa, o ISP baiano transformou sua arquitetura BGP, virtualizou processos e agora mira o Segment Roung para operar no mesmo nível das grandes operadoras nacionais

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undada em 2002 em Barra do Choça, no sudoeste baiano, a Inforbarra/Infovia

D i g i t a l ( A S 2 6 3 9 0 3 ) p r o v o u q u e a vanguarda das telecomunicações não é exclusividade dos grandes centros urbanos. Lidando atualmente com um volume de tráfego até 8 Tbps, mais de 155 sessões de peering ativas, seis upstreams Tier-1 e presente nos prestigiados IX em Nova York, Amsterdã e Londres, a operadora percebeu que precisava evoluir não apenas em capacidade física, mas na inteligência de sua rede.

Há cinco anos, a InforBarra/Infovia

Digital enfrentava um dilema comum no setor: o crescimento acelerado da demanda por banda larga expunha os limites de uma arquitetura legada, baseada em Route Reflectors (RRs) físicos e defesas contra ataques DDoS que acabavam prejudicando clientes corporativos. A rede crescia, mas a borda não acompanhava esse ritmo de forma escalável.

Foi nesse cenário que a PSNE Consultoria, sob a liderança técnica de Carlil Gibran, iniciou a reconstrução do plano de controle da empresa. Lidar com uma rede simultaneamente "esparsa e viva" exigiu planejamento metódico e a adoção de um novo paradigma operacional “A gente teve que passar por esse balizamento da fundação da casa para poder atacar o telhado”, explica Gibran.

DesacoplandoaBordaeMitigandoAmeaças

O primeiro grande salto estrutural foi resolver o gargalo do protocolo BGP A Inforbarra/Infovia Digital sofria com a falta

Modernização completa da borda para entregar mais qualidade, segurança e eficiência em escala nacional e internacional

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de granularidade, sem conseguir definir rotas precisas para o tráfego regional ou internacional. A solução foi adotar Route Reflectors virtualizados em servidores — eliminando a limitação do hardware físico — e implementar políticas BGP avançadas. Isso permitiu que a rede multisserviço, que iniciou uma transição de roteadores Juniper para incluir Huawei e Nokia, operasse de maneira unificada e muito mais leve.

A segurança corporativa também foi redefinida O modelo antigo, conhecido

Implantação de políticas BGP avançadas

como RTBH (Remotely Triggered Blackhole), gerava o efeito indesejado de "derrubar para defender", tirando o cliente do ar durante um ataque. Com a introdução do BGP Flow-Spec integrado a um scrubbing center externo, a mitigação tornou-se cirúrgica. Hoje, apenas o tráfego malicioso é descartado, reduzindo o tempo de resposta do NOC de minutos para meros segundos, tudo de forma automatizada.

A adoção de Large Communities e a validação criptográfica estrita das rotas (RPKI ROV) blindaram a rede contra

vazamentos e sequestros de prefixos, garantindo que 100% das rotas anunciadas pelo AS263903 tenham certificação de origem.

ACulturadoCódigo

Por trás de toda essa mudança tecnológica, houve uma profunda t r a n s f o r m a ç ã o c u l t u r a l . A Inforbarra/Infovia Digital adotou o princípio de que "política de roteamento é código". Alterações na rede deixaram de ser feitas manualmente via terminal e passaram a ser versionadas em repositórios Git, utilizando esteiras de CI/CD para a u t o m a t i z a r t e s t e s F e r r a m e n t a s avançadas validam a sintaxe e evitam regressões antes que qualquer comando chegue ao ambiente de produção. Aliada a isso, uma observabilidade rica via telemetria permite analisar a idade das rotas, taxas de latência e o comportamento de cada sessão em tempo real.

REDUZIR A DISTÂNCIA TECNOLÓGICA ENTRE PROVEDORES REGIONAIS E GRANDES OPERADORAS NÃO É APENAS POSSÍVEL - É O ÚNICO CAMINHO SUSTENTÁVEL PARA O FUTURO DA INTERNET.

OPróximoSalto:SegmentRouting Todo esse trabalho de fundação desaguará, em breve, na adoção de Segment Routing e BGP VPN. Essa tecnologia, já em uso por gigantes do mercado, simplificará a operação do BGP e permitirá uma engenharia de tráfego interna automatizada e incrivelmente flexível.

A I n f o r b a r r a / I n f o v i a D i g i t a l demonstra que investir em maturidade técnica deixou de ser luxo de hyperscalers Reduzir a distância tecnológica entre provedores regionais e as maiores operadoras do país não é apenas possível — é o único caminho sustentável para o futuro da internet.

EDITORIAL

O atendimento ao cliente sempre foi um dos pilares da competitividade dos provedores de Internet. Em um mercado cada vez mais disputado, no qual a qualidade técnica da conexão tende a se tornar um requisito básico, a experiência oferecida ao assinante passa a ser um importante fator de diferenciação. Nesse contexto, as plataformas omnichannel vêm assumindo um papel estratégico para empresas que buscam crescer de forma sustentável, reduzir custos operacionais e fortalecer o relacionamento com sua base de clientes.

A transformação digital dos últimos anos alterou profundamente a forma como os consumidores se comunicam com as empresas. Hoje, o assinante espera poder interagir pelo canal de sua preferência — WhatsApp, redes sociais, chat, telefone ou e-mail — e receber respostas rápidas, consistentes e contextualizadas. Mais do que disponibilizar múltiplos canais, o conceito omnichannel permite integrar essas interações em uma única visão do cliente, eliminando silos de informação e tornando o atendimento mais eficiente.

O avanço da IA - Inteligência Artificial acelerou ainda mais essa evolução. As soluções apresentadas na reportagem especial desta edição mostram que a IA já ultrapassou o papel tradicional dos chatbots baseados em respostas pré-programadas. Os novos agentes inteligentes são capazes de compreender linguagem natural, interpretar áudios, analisar sentimentos, consultar sistemas corporativos, executar tarefas operacionais e até realizar diagnósticos técnicos em equipamentos conectados.

Os benefícios para os provedores são significativos. A automação de atendimentos de primeiro nível reduz o volume de demandas encaminhadas às equipes humanas, permitindo que os profissionais se concentrem em situações mais complexas e de maior valor agregado. O resultado é uma operação mais produtiva, com redução de custos, maior escalabilidade e melhor aproveitamento dos recursos disponíveis.

Ao mesmo tempo, a IA contribui para elevar a qualidade do atendimento. Com acesso ao histórico completo do assinante e integração aos sistemas de gestão, os agentes virtuais conseguem oferecer respostas mais precisas e personalizadas, reduzindo o tempo de resolução de problemas e aumentando a satisfação do cliente. Em muitos casos, a automação permite que o atendimento aconteça 24 horas por dia, sete dias por semana, algo difícil de ser alcançado apenas com equipes humanas.

Talvez um dos benefícios mais estratégicos esteja na capacidade de reduzir o churn. Com recursos de análise comportamental e de sentimento, as plataformas conseguem identificar sinais de insatisfação antes mesmo que o cliente manifeste a intenção de cancelar o serviço. Isso permite que os provedores atuem de forma preventiva, oferecendo soluções, benefícios ou abordagens específicas para retenção. Em um setor em que conquistar um novo assinante costuma ser muito mais caro do que manter um cliente existente, essa capacidade pode representar uma vantagem competitiva importante.

O mercado brasileiro já dispõe de um amplo conjunto de soluções capazes de combinar automação, inteligência artificial e atendimento humano de forma integrada. Embora cada fornecedor siga estratégias distintas, todos apontam para a mesma direção: transformar a experiência do assinante e tornar as operações dos provedores mais eficientes, inteligentes e orientadas por dados.

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Diretores: Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves, e José Rubens Alves de Souza (in memoriam )

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RTI Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de - Redes, Telecom e Instalações, brasileira infraestrutura e tecnologias Telecom infraestrutura comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Aranda Editora Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Aranda Editora Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Redação, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br

A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.

A nova infraestrutura digital exige proximidade.

Infraestruturas distribuídas exigem integração, resiliência e capacidade real de operação.

Com a expansão de aplicações críticas, IA, IoT e ambientes distribuídos, os projetos de Edge Data Center passaram a exigir muito mais do que presença local. Escalabilidade, padronização, disponibilidade e gestão eficiente se tornaram essenciais para sustentar operações modernas.

A Black Box entrega infraestrutura edge preparada para ambientes de alta criticidade, integrando energia, conectividade, climatização, monitoramento e infraestrutura física em uma arquitetura coesa e pronta para expansão.

Com atuação global e execução local, apoiamos organizações na implementação de ambientes distribuídos com consistência operacional, visibilidade centralizada e alta confiabilidade em múltiplas localidades.

Por que Black Box?

Expertise em ambientes de missão crítica

Integração end to end de infraestrutura

Execução padronizada em larga escala

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Capacidade global com suporte local

Infraestrutura edge preparada para crescer com o negócio. A Black Box sabe.

elevada ociosidade das redes de fibra óptica no Brasil abriu espaço para novos modelos de negócio baseados no compartilhamento de infraestrutura. É nesse contexto que se destaca o Fibershare, plataforma desenvolvida pela CMoritz Engenharia para estruturar um marketplace de redes neutras, permitindo o aluguel de portas disponíveis em CTOs (caixas de terminação óptica) entre provedores.

O ponto de partida do Fibershare é um diagnóstico recorrente no setor: grande parte da capacidade instalada permanece sem uso. “Em média temos de 80% a 86% de rede ociosa. É um ativo parado que pode gerar receita para o provedor”, afirma Carlos Moritz, diretor executivo da CMoritz Engenharia.

A proposta da plataforma é conectar, em um ambiente único, provedores interessados em monetizar essa capacidade ociosa (hosts) e operadores que buscam expandir sua cobertura sem a necessidade de construir nova rede (tenants). O modelo segue a lógica das redes neutras e do open access, já adotado em outros mercados, mas ainda em consolidação no Brasil.

Uma vez identificada a disponibilidade, o processo de parceria é estruturado dentro do próprio sistema, com fluxo de solicitação, aprovação e gestão de contratos. A solução também integra as camadas OSS e BSS, permitindo não apenas a operação técnica da rede, mas também a gestão financeira e de faturamento entre os parceiros.

“É um SaaS puro, um marketplace de rede neutra que faz a gestão operacional e de negócios. A própria plataforma contabiliza as portas alugadas e faz o ajuste financeiro entre os provedores, evitando inclusive bi-tributação”, explica o executivo.

Para o proprietário da rede, o principal benefício está na geração de receita

A plataforma também busca resolver gargalos operacionais do dia a dia. O ciclo completo de ordens de serviço — da abertura à ativação — é integrado ao sistema, com suporte a provisionamento automático de OLT e leitura de dados via OCR diretamente no campo, por meio de aplicativo móvel. “Eliminamos aquela situação do técnico ter que ficar pedindo provisionamento via WhatsApp para o NOC. Ele faz tudo direto na plataforma, em campo, de forma automatizada”, diz Moritz.

adicional a partir de ativos já implantados. Já para o locatário, o ganho está na redução de custos e, sobretudo, no tempo de entrada em novas áreas.

“Vale mais o provedor utilizar a rede do concorrente e vice-versa do que continuar expandindo com alto investimento. O modelo compartilhado é mais rápido e mais econômico”, diz Moritz.

Na prática, o Fibershare funciona como uma vitrine digital da infraestrutura disponível. A plataforma oferece um mapa georreferenciado, com visualização em 2D e 3D, que permite identificar CTOs próprias e de parceiros, verificar disponibilidade de portas e realizar consultas de viabilidade técnica diretamente pelo time comercial.

A alternativa contrasta com o modelo tradicional de expansão, que envolve investimentos elevados e prazos longos. “Para construir um quilômetro de rede, o custo pode variar de cerca de R$ 7 mil a R$ 13 mil. Para atender um bairro, esse valor pode facilmente ultrapassar R$ 200 mil, além do tempo de aprovação e implantação. Nesse intervalo, muitas vezes o concorrente já chegou primeiro”, afirma Moritz.

No modelo de compartilhamento, o provedor pode contratar uma porta existente e ativar o cliente rapidamente. “Se eu tenho um tíquete médio de R$ 100 e pago R$ 30 pelo aluguel da porta, ainda tenho margem e, principalmente, não perco o cliente por falta de cobertura. Ganho velocidade”, exemplifica.

Outro componente é o uso de inteligência artificial como suporte operacional, auxiliando na navegação da plataforma, no atendimento de primeiro nível e na automação de processos como importação de dados de rede. Segundo a empresa, a IA também contribui para tornar a ferramenta mais acessível a equipes comerciais e técnicas. Apesar do potencial, a adoção do modelo ainda enfrenta resistências culturais. Parte dos provedores ainda vê concorrentes como adversários diretos, o que dificulta a lógica de compartilhamento. No entanto, essa percepção começa a mudar. “Muitos já estão virando a chave. Estão entendendo que competir não significa duplicar infraestrutura, mas usar melhor o que já existe”, afirma o executivo.

A expectativa da CMoritz é que o Fibershare acelere essa transição, criando um ambiente estruturado e seguro para parcerias. A plataforma garante isolamento de dados entre operadores e permite que cada provedor defina suas próprias regras comerciais, incluindo preços e restrições de uso.

Com operação 100% em nuvem e infraestrutura baseada em AWS, a solução foi desenvolvida para escalar nacionalmente e, em uma segunda etapa, avançar para mercados da América Latina. “O Brasil é o foco inicial, mas queremos expandir para outros países onde o modelo de rede neutra está começando a ganhar força”, afirma Moritz.

Fibershare – Tel. (48) 99627-6303

Site: https://fibershare.com.br/

Sitehop, empresa britânica especializada em soluções de criptografia de alto desempenho, lançou o menor dispositivo de criptografia pós-quântica do mundo, levando segurança resistente à computação quântica a infraestruturas nacionais críticas, serviços financeiros e redes governamentais em todos os pontos, por mais remotos que sejam.

“De plataformas de petróleo e agências bancárias remotas a veículos autônomos, drones e comunicações oficiais, o dispositivo de bolso foi projetado para operar onde a infraestrutura de segurança convencional não consegue chegar, além de segregar as operações de campo e do core ”, diz Krister Almström, Diretor de Desenvolvimento de Negócios Latam da Sitehop.

O SAFEcore Edge oferece criptografia pós-quântica reforçada por hardware na borda da rede, com latência até 1000 vezes menor do que soluções exclusivamente de software. Isso permite o fluxo seguro de dados onde quer que seja necessário, sem comprometer a velocidade ou a resiliência. O dispositivo foi projetado e fabricado na Inglaterra, e está sendo testado por um provedor internacional de serviços de TI.

O SAFEcore Edge é a mais recente adição à plataforma da Série SAFE da Sitehop, que já está implantada em uma operadora de telecomunicações global presente em sete países, além de organizações governamentais e de defesa.

As aplicações abrangem redes de energia, sistemas de controle industrial e redes de cidades inteligentes, bem como sistemas autônomos em tempo real, incluindo veículos, drones e operações remotas. No setor de serviços financeiros, o dispositivo oferece criptografia em menos de um microssegundo para sistemas de negociação de alta frequência e de pagamentos, sem afetar o desempenho. Ele também protege comunicações governamentais e diplomáticas confidenciais em ambientes multidomínio e protege

propriedade intelectual comercialmente sensível para empresas de tecnologia em rápido crescimento.

“À medida que as ameaças cibernéticas se intensificam, proteger as comunicações que sustentam nossa infraestrutura crítica, nosso sistema financeiro e nossas redes governamentais nunca foi tão importante”, diz Melissa Chambers, CEO da Sitehop. Segundo ela, o SAFEcore Edge é uma tecnologia soberana de engenharia britânica que leva a criptografia pós-quântica a todos os pontos da rede, protegendo as instituições e os sistemas dos quais pessoas e empresas dependem diariamente.

Com dimensões de 37 mm x 116 mm x 68 mm, o SAFEcore Edge pesa 310 g e consome menos de 10 W, alimentado por

USB-C de 5 V ou 24 V. Oferece criptografia full duplex de 1 Gbit/s com até 10 conexões IPsec simultâneas e latência até 1000 vezes menor do que soluções exclusivamente de software. As credenciais de segurança incluem o elemento seguro FIPS 140-3 Nível 3, troca de chaves pósquântica híbrida ML-KEM (RFC9370), resfriamento passivo e uma faixa de temperatura de operação de 0 a 40°C. O dispositivo é gerenciado centralmente via Sitehop SAFEnms e é compatível com dispositivos IPsec de terceiros.

“Combinado com o SAFEcore, o novo dispositivo oferece criptografia com latência ultrabaixa e reforçada por hardware que protege dados confidenciais sem comprometer o desempenho, seja na proteção de operações remotas ou transações financeiras de alta velocidade”, afirma Ben Harper, diretor de tecnologia.

Sitehop – Tel. (11) 95654-6759 n Site: www.sitehop.com

Flux Tecnologia, de Novo Hamburgo, RS, está reposicionando sua atuação no mercado de voz após mudanças regulatórias da Anatel. Com a nova resolução que obriga cada empresa a operar com bloco próprio de numeração, vedando a revenda desse recurso, a companhia passou a reforçar serviços de consultoria técnica, regulatória e comercial para provedores e empresas que desejam se tornar operadoras de STFC.

A Flux foi fundada há nove anos com foco em ser o “braço de voz” de provedores regionais. Com isso, construiu seu modelo de negócios inicialmente baseado na oferta e revenda de serviços de telefonia. Segundo Matheus Alves, sócio e diretor comercial da companhia, esse modelo foi diretamente impactado pela nova regulamentação, publicada no final de 2025.

Diante desse cenário, a Flux optou por transformar o impacto regulatório em oportunidade de negócio. A empresa passou a atuar como integradora e consultora para apoiar seus clientes, principalmente provedores, na transição para o modelo de operadora licenciada. “Nós já tínhamos um know-how muito bom e passamos a apoiar nossos clientes para que se tornem operadoras STFC também, assim como a Flux”, diz Alves. O novo escopo inclui desde a obtenção da outorga junto à Anatel até a implementação completa da operação, passando por reuniões de interconexão com operadoras como Oi, Vivo e Claro, até a gestão do bloco de numeração por localidade.

Além da parte regulatória, a empresa também oferece suporte em engenharia de rede, interconexão, sistemas e operação comercial. Segundo Alves, a proposta é permitir que o cliente “nasça” como operadora plenamente funcional. “É toda a parte técnica, burocrática e de gestão para que ele se torne uma operadora e possa comercializar serviços de voz dentro das regras”, afirma.

INFORMAÇÕES

Apesar da obrigatoriedade, a adesão ao novo modelo ainda é limitada. “Todo mundo precisa se adequar, mas a maior parte ainda não fez isso. Estamos falando de algo entre 1% e 2% que já se regularizou”, afirma Alves.

Na avaliação da empresa, esse cenário abre uma janela relevante para serviços de consultoria e integração. Ao se tornar operadora, o provedor amplia seu portfólio e reduz riscos comerciais. “Se ele continuar sendo apenas um provedor de banda larga, em algum momento vai perder negócio. Ao se tornar operadora, consegue ser mais agressivo comercialmente e evitar perda de contratos”, diz.

Mesmo com a popularização de aplicativos de mensagem, a Flux aposta na resiliência do mercado de telefonia fixa, especialmente no segmento corporativo. “Existe uma percepção de que a telefonia fixa vai acabar, mas no B2B ela ainda é fortíssima. São números usados há décadas, como 0800 e 4004, que não podem simplesmente deixar de existir”, afirma o diretor.

A empresa opera com soluções 100% IP e em nuvem, com infraestrutura em data centers no Sul e em São Paulo, e mantém desenvolvimento próprio de software. Atualmente, soma cerca de 600 clientes diretos e atende indiretamente aproximadamente 70 mil usuários. Com a restrição à revenda de numeração, a Flux também diversificou sua oferta, incluindo produtos como base de dados de portabilidade (BDO), controladores de borda (SBC) e plataformas de interconexão (CPI), todos desenvolvidos internamente.

“Hoje somos especialistas no fornecimento de todo e qualquer produto que trate voz. Não só a telefonia, mas toda a cadeia necessária para operar”, afirma Alves.

A estratégia mira consolidar a empresa como uma das principais fornecedoras de soluções de voz para provedores no país, em um momento de transição regulatória que tende a redesenhar o mercado.

Flux Tecnologia - Tel. (11) 3163-4526 n Site: https://flux.net.br/

estabelecimento terá uma vasta rede de entregadores à disposição, todos previamente cadastrados. Caso ocorra algum problema, seja com a documentação ou um pedido, a solução fica por conta de uma equipe própria da VMIX Soluções, também responsável pela validação de documentos e cadastros de usuários e entregadores. Toda a operação está de acordo com as diretrizes da LGPD –Lei Geral de Proteção de Dados.

“Oferecemos treinamento para que o provedor possa disponibilizar a plataforma para restaurantes, padarias e lanchonetes. Acreditamos que é uma boa forma de fidelizar clientes”, diz Machado.

VMIX Soluções, com sede em Ibaiti, PR, apresentou durante o AGC 2026 –Abrint Global Congress, realizado em São Paulo de 6 a 8 de maio, o Pedido MIX, um SVA – Serviço de Valor Agregado que permite aos provedores oferecerem aos clientes uma plataforma de entrega de refeições integrada aos seus serviços.

Segundo Rafael Machado, CEO da VMIX Soluções, a iniciativa surgiu a partir da dificuldade enfrentada por estabelecimentos de alimentação de cidades menores, como lanchonetes e restaurantes, em encontrar plataformas de entrega que atendam suas regiões.

“Plataformas de entrega de grande porte costumam não atender cidades pequenas. O Pedido MIX chega para suprir essa demanda, oferecendo taxas mais atrativas do que as praticadas pelos grandes players”, explica.

A operação é semelhante aos aplicativos convencionais de entrega de refeições e transporte. Uma vez na plataforma, que pode ser acessada via navegador ou aplicativos disponibilizados para dispositivos móveis na App Store e Google Play, o

Para viabilizar os pagamentos aos entregadores, a VMIX Soluções firmou parcerias com o banco digital Efí e com a cooperativa financeira Sicredi. Os provedores podem isentar o estabelecimento de pagar uma taxa à operadora por entrega. Caso queira cobrar, a VMIX Soluções aconselha estipular uma margem de lucro de até 5%. “A maioria dos grandes players de entrega atuam com taxas de 10% a 20%, o que nos torna extremamente competitivos”, afirma o CEO.

O Pedido MIX já está sendo utilizado por provedores nas cidades paranaenses de Sapopema, Curiúva e Ibaiti. Por ser uma plataforma própria, a solução não permite modificações ou personalizações.

VMIX Soluções – Tel. (43) 3142-1104 n Site: https://pedidomix.com/

INFORMAÇÕES

Multi PRO, marca especializada em telecomunicações do Grupo Multi, e a ZTE Corporation, fornecedora internacional de soluções de tecnologia de telecomunicações, com sede na China e forte atuação no Brasil em banda larga fixa, disponibilizaram uma nova linha de servidores durante o AGC 2026 – Abrint Global Congress, realizado em São Paulo de 6 a 8 de maio.

Desenvolvidos para proporcionar alta performance e escalabilidade em data centers, aplicações corporativas e nuvem, os servidores G6 são capazes de otimizar grandes volumes de dados e cargas de trabalho intensivas, como virtualização e HPC –Computação de Alto Desempenho. Como estratégia de mercado, a fabricação será realizada na planta do Grupo Multi em Extrema, MG, que recebeu investimentos em maquinário e treinamento de funcionários para produzir a nova linha.

Para Leonardo Andrade, gerente de produtos do Grupo Multi, a iniciativa proporciona maior agilidade logística e suporte técnico local a provedores de Internet e operadoras regionais. “O parque fabril brasileiro produz ONTs, roteadores e agora servidores. Já outros equipamentos são importados e mantidos em estoque a pronta entrega”, salienta.

O portfólio Multi PRO/ZTE ainda inclui CTOs – Caixas de Terminação Óptica, OLTs, ONUs, baterias, retificadoras, soluções em Wi-Fi 7, linhas IP e DWDM de redes de transporte óptico e receptores de TV 3.0, novo padrão de TV brasileiro com implantação prevista para junho de 2026.

Multi PRO – Site: https://multipro.com.vc/pt

NEXT estabeleceu uma parceria de distribuição com a FiberHome. O anúncio foi divulgado durante o AGC 2026 – Abrint Global Congress, realizado em São Paulo de 6 a 8 de maio.

Com o acordo, a NEXT passa a comercializar o portfólio completo da fabricante asiática voltado ao mercado de provedores, com ênfase em soluções de acesso e transporte óptico como OLTs, ONUs/ONTs, roteadores e DWDM com suporte às tecnologias GPON e 10GPON. Os equipamentos serão importados da China.

“Selecionamos a NEXT por sua capilaridade comercial, proximidade dos provedores e competência técnica em projetos de rede. É um parceiro estratégico capaz de acelerar a adoção das soluções FiberHome com qualidade, suporte e visão de longo prazo”, afirma Charlie Cao, CEO da empresa asiática.

Com sede em Londrina, PR, a NEXT é distribuidora Huawei e também comercializa uma linha própria de produtos, com destaque para fibras ópticas e cabos drop. Segundo Rodrigo Leandro Lopes, CEO da NEXT, a combinação de grandes fabricantes globais e marca própria permite estruturar projetos de redes customizados ao equilibrar desempenho técnico com preços competitivos. “O acordo representa um passo estratégico em nossa consolidação como fornecedora de infraestrutura de alto desempenho”, salienta.

A estratégia de distribuição segue o modelo já adotado pela NEXT, com estoques dimensionados para atendimento nacional, especialmente em cabos e soluções para redes ópticas.

“A proposta é assegurar eficiência logística e operacional. Para isso, mantemos disponibilidade imediata dos equipamentos de maior demanda para agilizar entregas e oferecer suporte contínuo”, explica Lopes.

No evento, a empresa também detalhou o funcionamento do NEXT Grid, programa de aceleração de expansão que possibilita aos provedores adquirirem equipamentos para construção de rede com condições estruturadas, parcelamentos em até 30 vezes e carência de até 150 dias.

“A iniciativa inclui suporte consultivo em todas as etapas do planejamento da rede com objetivo de oferecer previsibilidade operacional e financeira, seja na densificação de áreas já atendidas ou na entrada em novos mercados”, conclui o CEO da NEXT.

NEXT – Tel. (43) 98433-5101 n Site: https://nextcable.com.br/

O melhor do Bits

Mercado - A Parks, empresa nacional especializada em infraestrutura de redes, com sede em Cachoeirinha, RS, avançou na modernização de seu parque fabril com a adoção de sistemas de inspeção automatizada e controle de insumos, movimento que reforça a estratégia da companhia de elevar a confiabilidade na produção de equipamentos eletrônicos. A iniciativa inclui a incorporação de

tecnologias de Raio-X, SPI - Solder Paste Inspection e AOIAutomated Optical Inspection, com foco na redução de falhas e no aumento da precisão dos processos industriais. Um dos destaques é o uso de sistemas de Raio-X já na etapa de recebimento de materiais. A tecnologia permite a contagem automatizada de componentes eletrônicos ainda nos rolos, garantindo maior acurácia no controle de estoque e evitando divergências que possam comprometer a produção. Site: https://abrir.link/qZBIc.

Segurança - O avanço do chamado “sequestro” de torres de telefonia móvel por organizações criminosas no Rio de Janeiro passou a ser apontado como um novo desafio para o setor de telecomunicações. O alerta foi feito por Luciano Stutz, presidente da Abrintel, durante o ISP Conecta, realizado em São Paulo no último dia 5 de maio. Segundo a entidade, o estado do Rio de Janeiro já possui 59 torres consideradas “sequestradas”, situação em que equipes técnicas não conseguem acessar os sites para realizar manutenção sem apoio policial ou segurança privada. Um dos casos citados envolve uma área de aproximadamente 12 km² em São Gonçalo, RJ, incluindo o bairro Jardim Catarina, onde quatro torres enfrentam restrição de acesso. Segundo o executivo, uma operadora já perdeu cobertura móvel na região. Site: https://abrir.link/CYirm.

Conectividade - Oito em cada 10 municípios brasileiros registraram melhora na conectividade no último ano, segundo dados do IBC - Índice Brasileiro de Conectividade, divulgado pela Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações. Dos 5570 municípios analisados, 4614 (82,8%) apresentaram avanço, enquanto 956 (17,2%) registraram recuo, evidenciando uma melhora geral da conectividade no país. O relatório revela que a média nacional subiu de 52,4 em 2024 para 55,35 pontos em 2025, um aumento de 2,95 pontos, indicando avanço consistente no cenário nacional. Site: https://abrir.link/KCooT.

Parceria - O governo do Rio Grande do Sul firmou um protocolo de intenções com a AWS – Amazon Web Services para impulsionar o ecossistema de inovação, ciência e tecnologia do estado. O acordo, assinado no dia 11 de maio em Nova York, EUA, prevê até US$ 10 milhões em créditos de nuvem para cerca de 2 mil startups gaúchas por meio do programa AWS Activate. Cada startup qualificada poderá acessar até US$ 5 mil em créditos de nuvem, além de suporte técnico, capacitação empresarial e conexão com a rede global de inovação da AWS. Site: https://abrir.link/WWpPU.

O melhor do Bits traz um resumo das principais notícias sobre o mercado publicadas no RTI in Bits, boletim semanal enviado por e-mail para os leitores de RTI. Mais notícias podem ser encontradas no site: https:// www.arandanet.com.br/revista/rti/noticias.

Softwares para atendimento de assinantes de provedores

O atendimento ao cliente com respostas rápidas e eficazes, disponível a qualquer hora, é um importante diferencial para os provedores e empresas em geral no concorrido mercado brasileiro. A reportagem especial apresenta as novidades em software omnichannel de atendimento, os recursos e o uso de tecnologias avançadas de IA - Inteligência Artificial, que combinam assistentes virtuais com atendimento humano em diversos canais.

Oavanço da digitalização e a popularização dos canais de comunicação instantânea transformaram as expectativas dos consumidores em relação ao atendimento. Para os provedores de Internet, isso significa lidar com assinantes que desejam suporte rápido, personalizado e disponível em diferentes plataformas, como WhatsApp, Instagram, Telegram, chat, telefone e e-mail. Nesse cenário, as ferramentas omnichannel vêm ganhando espaço ao permitir a centralização dessas interações em uma única interface, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a eficiência operacional.

Mais do que reunir canais, as plataformas atuais incorporam recursos de automação e IA - Inteligência Artificial capazes de executar tarefas que antes dependiam exclusivamente de atendentes humanos. Entre as aplicações mais comuns estão a emissão de segunda via de boletos, renegociação financeira, abertura de chamados técnicos, consulta de informações cadastrais, qualificação de leads, venda de planos e até diagnósticos remotos de equipamentos conectados à rede do assinante. Em muitos casos, esses processos podem ser realizados de forma automática, 24 horas por dia, inclusive fora do horário comercial. Outro benefício importante é a integração com ERPs, CRMs,

sistemas de monitoramento e plataformas de gestão dos provedores. Essa conexão permite que o histórico de relacionamento fique centralizado, evitando perda de informações e proporcionando uma visão mais completa da jornada do cliente. Ao mesmo tempo, recursos analíticos ajudam a monitorar indicadores de desempenho, identificar gargalos operacionais, antecipar cancelamentos e criar oportunidades de upselling e cross-selling. Com a evolução da inteligência artificial generativa, os assistentes virtuais também se tornaram mais sofisticados, capazes de compreender linguagem natural, interpretar áudios, responder por voz e transferir atendimentos para operadores humanos quando necessário. O resultado é uma combinação entre automação e atendimento especializado que busca aumentar a satisfação dos assinantes, reduzir custos operacionais e permitir que os provedores ampliem sua capacidade de atendimento sem a necessidade de expandir proporcionalmente suas equipes. Veja a seguir as principais soluções omnichannel para provedores regionais, os recursos oferecidos e as tecnologias de IA que combinam assistentes virtuais e atendimento humano em múltiplos canais.

Sandra Mogami, da Redação da RTI RTI RTI RTI

Dígitro

A Dígitro Tecnologia oferece soluções de comunicação corporativa, contact center omnichannel e IA - Inteligência Artificial aplicada ao atendimento aos assinantes de provedores, além de um novo programa de parcerias voltado a esse mercado, ampliando a atuação nas empresas clientes. A estratégia é permitir que os provedores passem a comercializar soluções da própria

Dígitro em modelo de parceria, inclusive em formato white label

Segundo Ivon Rosa, diretor de Relações com o Mercado da Dígitro, o portfólio inclui a plataforma de comunicação unificada UNA, para atendimento interno e externo integrado a redes sociais; a solução de contact center omnichannel Neo Interact, indicado para agendamentos, suporte e atendimento a clientes; e o Persona, plataforma de automação e agentes virtuais baseada em IA, um assistente virtual para automação de atendimentos via chat e voz.

A proposta de parceria é que os provedores utilizem sua própria estrutura comercial e relacionamento já consolidado com clientes corporativos para adicionar novos serviços à oferta tradicional de conectividade. Na prática, eles podem passar a fornecer PABX em nuvem, voz corporativa, comunicação unificada e plataformas de atendimento digital integradas a canais como WhatsApp e Microsoft Teams. “Existe uma oportunidade clara de capturar essa receita dentro da própria base, sem precisar começar do zero”, afirmou Rosa.

Outro foco da companhia é o uso de inteligência artificial para análise automatizada de atendimentos. Segundo o executivo, a IA desenvolvida pela empresa foi treinada especificamente para português do Brasil e permite avaliar 100% das interações realizadas nos contact centers.

A solução também busca resolver um problema recorrente das empresas: a perda de histórico de relacionamento comercial e de atendimento quando

Ivon Rosa, da Dígitro: plataforma de atendimento para assinantes e solução white label que pode ser revendida por provedores a clientes corporativos

colaboradores deixam a organização. A plataforma UNA centraliza comunicações realizadas por WhatsApp corporativo, evitando que as interações permaneçam vinculadas aos dispositivos pessoais dos funcionários e a perda de histórico.

Site: https://digitro.com/

Jarbis

Com foco em automação de atendimento para provedores de Internet, a Jarbis vem ampliando sua atuação no mercado com a plataforma omnichannel Cortex, desenvolvida para integrar atendimento, vendas, cobrança e suporte técnico em um único ambiente.

A empresa, sediada em Brasília, DF, e com mais de dez anos de atuação na área de tecnologia, aposta no uso intensivo de IA para automatizar processos operacionais e reduzir a dependência de atendimentos manuais.

Segundo Nathalia Amaral, diretora financeira e proprietária da Jarbis, o diferencial da solução está na integração entre a IA e os sistemas operacionais utilizados pelos provedores. “Nós nem chamamos de inteligência artificial. Chamamos de ‘funcionários digitais’, porque eles não apenas conversam com o cliente, mas também executam tarefas dentro do ERP e do CRM, automatizando processos de atendimento, cobrança e vendas”, afirma.

A plataforma Cortex centraliza canais como WhatsApp, Instagram, Messenger, e-mail, SMS, telefone e chat, permitindo que as interações ocorram em um único

ambiente. Além do atendimento por texto, a solução também opera por áudio, utilizando recursos de voz integrados a sistemas VoIP.

De acordo com a empresa, a plataforma busca substituir modelos tradicionais de chatbot baseados em fluxos rígidos de respostas automáticas. “A IA consegue manter uma conversa mais natural e contextualizada. Ela entende o que o cliente está pedindo e executa a ação necessária diretamente no sistema”, explica Nathalia. Entre as funcionalidades estão envio de segunda via de boleto, renegociação financeira, abertura de chamados técnicos, análise de cobertura, coleta de documentos e geração de contratos digitais.

Nathalia Amaral, da Jarbis: ‘funcionários’ digitais garantem disponibilidade contínua do atendimento

A Jarbis afirma que até 80% dos atendimentos podem ser automatizados em cerca de 30 dias após a implantação da plataforma. A empresa também oferece acompanhamento durante a implementação e suporte técnico contínuo para os clientes.

O Cortex reúne diferentes módulos especializados de IA. A IA Comercial é voltada à prospecção e conversão de clientes, realizando análise de cobertura, apresentação de planos e acompanhamento automático de negociações. Já a IA de Cobrança executa régua de inadimplência, renegocia títulos e registra interações diretamente no contas a receber. Há ainda módulos voltados a suporte técnico e análise de crédito.

ESPECIAL

Na área operacional, o sistema incorpora recursos de distribuição automática de atendimentos, criação de filas e prioridades, monitoramento em tempo real, controle de SLAs e dashboards de desempenho.

Outro foco da empresa está na automação de voz. O Cortex permite campanhas automatizadas de ligação em massa, URA inteligente e análise de chamadas. Segundo Nathalia, a proposta é ampliar a capacidade operacional dos provedores sem elevar proporcionalmente os custos com equipes de atendimento. “Hoje, muitos provedores enfrentam dificuldades para atender rapidamente em todos os canais. A ideia dos ‘funcionários digitais’ é justamente garantir disponibilidade contínua e padronização do atendimento”, conclui.

Site: https://jarbis.com.br/

Máquina.ISP

Desenvolvida pela Develcode, empresa de tecnologia sediada em Caxias do Sul, RS, a Máquina.ISP é uma plataforma voltada à automação da jornada comercial e operacional de provedores de Internet. Lançada há cerca de seis meses, a solução utiliza IA para automatizar processos relacionados a atendimento, cobrança, retenção de clientes, suporte e prospecção comercial.

Segundo Eliverto Moraes, diretor comercial da Develcode, a proposta da plataforma é integrar diferentes etapas da operação dos provedores em um único ambiente. “O objetivo é automatizar toda a jornada comercial, desde a prospecção, fechamento e assinatura de contrato até suporte, adimplência e retenção”, afirma.

A empresa estruturou a solução a partir de um processo de benchmark focado no mercado de telecomunicações. De acordo com Moraes, a estratégia foi desenvolver uma IA especializada no segmento de provedores, em vez de utilizar modelos genéricos de automação.

A plataforma opera por meio de quatro agentes de IA especializados: GABI, voltada ao atendimento e qualidade; LIA, direcionada à cobrança; TEO, responsável pela prospecção comercial; e NOAH, focado em retenção e redução de churn. O sistema busca automatizar interações rotineiras e acelerar processos operacionais sem eliminar totalmente a participação humana.

Eliverto Moraes, da Develcode: provedor pode crescer com mais processos automatizados e melhor organização operacional

Segundo a empresa, a solução permite automatizar atendimentos comerciais e negociações financeiras em tempo integral, inclusive fora do horário comercial. “O lead pode chegar às 23h e ser atendido na mesma hora.

A cobrança pode negociar automaticamente antes mesmo de o time iniciar o expediente”, comenta Moraes.

A Máquina.ISP também atua na identificação preventiva de cancelamentos, utilizando sinais de comportamento dos clientes para acionar ações de retenção antes da formalização do churn. O sistema é integrado às operações do provedor e centraliza informações relacionadas a vendas, suporte e inadimplência.

Como estratégia de entrada no mercado, a Develcode adotou um modelo freemium, permitindo que provedores utilizem a plataforma gratuitamente por até três meses antes da contratação definitiva. Alguns clientes já registraram redução de até 50% nos custos operacionais após a implementação da solução.

Site: https://www.develcode.com.br/

Matrix Go

O Morpheus é um ecossistema corporativo de IA multiagêntica desenvolvido pela Matrix Go para automatizar processos de atendimento, suporte técnico, vendas,

cobrança e operações de backoffice, atuando como uma camada de inteligência capaz de integrar sistemas, analisar dados e executar ações de forma autônoma.

Segundo Pablo Cotta, diretor comercial da Matrix Go, a plataforma foi concebida para funcionar como um orquestrador de agentes especializados. “O Morpheus é uma estrutura em que cada agente possui uma função específica. Existe um agente orquestrador que interage inicialmente com o cliente e transfere para demais agentes especialistas, enquanto outros agentes trabalham ainda nos bastidores analisando informações, identificando oportunidades e apoiando a tomada de decisão”, explica.

A solução opera em múltiplos canais, incluindo WhatsApp, Instagram, Telegram, e-mail, chat e voz, reunindo todas as interações em uma única plataforma. Além disso, utiliza uma arquitetura capaz de integrar mais de 300 modelos de linguagem, entre eles GPT, Gemini e modelos proprietários da própria Matrix Go, selecionando automaticamente os recursos mais adequados para cada contexto de atendimento.

No segmento de provedores, um dos focos da plataforma está na ampliação da eficiência comercial. O sistema pode criar e analisar campanhas de marketing, identificar oportunidades de upselling e crossselling e enriquecer automaticamente o cadastro dos assinantes a partir das interações realizadas. “Os agentes de IA não deixam passar oportunidades. Eles analisam continuamente os dados para identificar novos serviços que possam ser oferecidos aos clientes”, afirma Cotta.

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Outro diferencial está no suporte técnico. Integrado aos sistemas legados dos provedores, o Morpheus consegue acessar plataformas de gestão, monitoramento e ERP para diagnosticar falhas, executar procedimentos remotos e realizar atendimentos de suporte nos níveis 1, 2 e 3. Em situações mais complexas, a plataforma pode abrir chamados e até agendar automaticamente a visita de técnicos em campo.

A empresa destaca ainda os recursos de análise de sentimento, que permitem identificar o estado emocional do cliente durante a conversa e direcionar o atendimento para agentes especializados em retenção, negociação ou resolução de conflitos. Segundo a Matrix Go, a tecnologia já demonstrou

capacidade de reduzir cancelamentos e transformar contatos inicialmente problemáticos em oportunidades comerciais.

Entre as novidades em desenvolvimento está o módulo de Agente Humanizado. A funcionalidade permite que a IA assuma temporariamente atendimentos realizados por operadores humanos, preservando o estilo de comunicação do profissional e garantindo continuidade ao contato com o cliente. “O objetivo é permitir que o atendente foque nos casos que realmente exigem atenção especializada, enquanto a inteligência artificial assume atividades repetitivas e operacionais”, observa Cotta. Disponível no modelo SaaS, o Morpheus é resultado de mais de uma década de desenvolvimento da Matrix Go em tecnologias de atendimento inteligente. Além do mercado de provedores, a plataforma já é utilizada por organizações dos setores de varejo, saúde, educação e indústria, em projetos voltados à automação de processos e ao aumento da eficiência operacional. Site: https://matrixgo.ai

Upchat

Criado em 2020 dentro da Upgrade One, o Upchat surgiu inicialmente para atender uma demanda operacional interna relacionada ao suporte simultâneo de múltiplos provedores de Internet. A plataforma evoluiu para um software omnichannel voltado exclusivamente ao segmento e atualmente atende mais de 500 provedores no Brasil e em outros países da América Latina, como Argentina, Paraguai, México e Guatemala.

Segundo Juliano Totti, CEO da Upgrade One, a proposta da ferramenta é centralizar em um único ambiente os diferentes canais de comunicação utilizados pelos provedores, reduzindo a necessidade de alternar entre múltiplas telas e sistemas. “O provedor não precisa mais ficar transitando de tela em tela. Criamos um card lateral que reúne dentro do chat todas as informações do ERP, permitindo um atendimento mais rápido e organizado”, afirma.

A plataforma integra canais como WhatsApp, Instagram, Facebook, Telegram e Webchat, permitindo que equipes de atendimento, suporte técnico e vendas operem de forma centralizada.

Pablo Cotta, da Matrix Go: orquestrador de agentes especializados

A interface foi desenvolvida com design semelhante ao do WhatsApp Web, buscando familiaridade para os atendentes e simplificação da operação. Entre os recursos mais recentes está a incorporação de funcionalidades baseadas em IA – Inteligência Artificial. Um dos destaques é a IA de sentimento, que monitora o tom das conversas em tempo real. “Se o atendente escreve uma mensagem inadequada ou grosseira, a IA consegue bloquear o envio antes que ela chegue ao cliente. O mesmo vale para mensagens ofensivas vindas do consumidor”, explica Totti. Outro recurso é a assistência técnica remota integrada ao chat. Por meio de um link enviado ao assinante, o atendente pode acessar, mediante autorização, a câmera do smartphone do cliente para auxiliar em diagnósticos simples de conectividade sem necessidade imediata de deslocamento de equipes técnicas.

Juliano

Upgrade One: atendimento mais rápido e organizado

A solução também reúne funcionalidades de CRM integrado ao ERP do provedor, monitoramento de desempenho da equipe e automação de atendimento. O sistema permite acompanhar produtividade, tempo de tela e ranking de performance dos atendentes, além de redistribuir automaticamente conversas em espera por meio da chamada “sala de espera inteligente”.

Outro diferencial citado pela empresa é a capacidade de operar múltiplas empresas em uma única interface, característica voltada especialmente a operações terceirizadas e call centers que atendem diversos provedores simultaneamente. A plataforma ainda oferece integração com tronco SIP para chamadas de voz, recursos de colaboração entre atendentes e automação de fluxos de atendimento.

O Upgrade One também reúne a Felx, especializada em atendimento terceirizado 24x7, e a Upgrade Marketing, agência voltada ao mercado de provedores de Internet. Segundo Totti, a experiência operacional acumulada no atendimento a provedores foi determinante para o desenvolvimento da plataforma. “Nós já fazíamos o que outros chats fazem, mas criamos diferenciais pensando especificamente na rotina dos provedores. Hoje, o Upchat é o carro-chefe do grupo”, conclui.

Site: https://upchat.com.br/

Totti, da

VMIX

A VMIX Soluções vem ampliando os recursos do Chatmix, plataforma desenvolvida inicialmente para provedores de Internet, mas que hoje atende também segmentos como escritórios de contabilidade e advocacia, consultórios, escolas, funerárias e igrejas.

Entre as principais novidades estão o aprimoramento dos recursos de IA, a integração de telefonia por meio do Vmix VoIP e o lançamento de um módulo de CRM integrado ao sistema.

Segundo Rafael Machado, CEO da VMIX Soluções, a empresa vem intensificando o treinamento e a personalização da inteligência artificial para que ela atue de forma mais próxima ao modelo operacional de cada cliente.

Outra novidade é o Vmix VoIP, software que integra telefonia diretamente ao ambiente do Chatmix. A funcionalidade permite realizar e receber ligações via WhatsApp dentro da própria plataforma, recurso autorizado recentemente pela Meta para APIs oficiais.

“Não tratamos a IA como um robô. Pegamos o melhor da IA e treinamos de acordo com a cultura daquela empresa. A IA passa a ser um ‘funcionário’ da empresa, porque ela trabalha do jeito que a empresa se comunica”, afirma.

De acordo com o executivo, a IA ganhou maior autonomia para executar atendimentos e resolver problemas básicos sem necessidade de intervenção humana. Integrada a ERPs e sistemas de gestão, a plataforma consegue verificar sinal de conexão, validar funcionamento de modem, orientar troca de senha e realizar diagnósticos iniciais em operações de suporte técnico. A ferramenta também responde por áudio e mantém interações conversacionais mais naturais com os usuários.

“Em muitos casos, os assinantes nem sabem que estão falando com uma IA”, diz Machado. Segundo ele, o objetivo é evitar um atendimento excessivamente robotizado.

“Nós possibilitamos a ligação via WhatsApp. Ela cai no PABX e também toca dentro do chat para o usuário atender na própria plataforma”, explica o CEO. Segundo ele, todas as chamadas podem ser gravadas e transcritas, gerando métricas sobre volume de atendimento, desempenho e relatórios operacionais. A empresa também lançou um módulo de CRM integrado ao Chatmix, permitindo acompanhar o ciclo completo de vendas, desde a origem do lead até a efetivação da contratação. A ferramenta possibilita monitorar oportunidades perdidas, pós-venda e ações de revenda, centralizando histórico e dados dos clientes.

“Tem muita concorrência e a empresa não pode perder venda”, afirma o executivo. Segundo ele, o CRM foi desenvolvido a partir de demandas dos próprios clientes e foi integrado nativamente ao sistema de atendimento. Com cerca de cinco anos de operação, o Chatmix ultrapassou a marca de 3 mil provedores atendidos e opera em infraestrutura totalmente em nuvem, distribuída em três data centers localizados em São Paulo, Curitiba e Ibaiti, PR. Todos os softwares são desenvolvidos internamente, sem utilização de plataformas white label “Gostamos de ouvir os clientes e enriquecer a plataforma com base nas sugestões deles”, conclui Machado.

Site: https://www.vmixsolucoes.com.br/

Rafael Machado, da VMIX
Soluções: a IA é treinada de acordo com a cultura da empresa

Guia de canaletas, dutos, eletrocalhas e perfilados

A organização de caminhos e espaços em uma instalação é fundamental para garantir a transmissão de dados sem erros, o melhor desempenho e a organização da rede. Nesse cenário, ganham destaque produtos como canaletas, caixas, dutos, eletrocalhas e acessórios, tema do guia a seguir.

Eletrodutos e acessórios

Empresa, telefone e e-mail

Conexões (1) Canaletas

Metálica Dutos de piso

Fixadores, suportes (2) Sem rosca Com rosca Flexíveis Rígidos Metálicos Plásticos Lisa Perfilados Piso elevado Com tampa (4) Fechado

Corrugados

Plástica

LSZH (3)

Rodapés Alumínio Chapa de aço

Caixas Eletrocalhas Sistemas de piso Piso celular Chapa De embutir

Leitos para fibra De piso elevado De sobrepor De tomada De passagem Para ponto de consolidação Leitos para cabos (escada) Aramada Perfurada

Alumbra (11) 99303-4165 n ••••••• sac@alumbra.com.br

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Suporte J (tipo gancho)

Outras linhas suspensas (5)

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Niedax(11) 99331-5192 n ••••••••••••••• atendimento@niedaxsistemas.com.br

Panduit (11) 99184-3702 n •••••••••••••••• gabriel.silva@groz.com.br

PE Tubos(11) 94705-1927 n •••••• contato@petubos.com.br

Poleoduto(11) 95075-6097 n ••••• poleoduto@poleoduto.com.br

Salf(11) 97150-7515 n

vendas@salf.com.br

Tramontina Eletrik (54) 3461-8200 •••••••• tramontina.elt@tramontina.com

Wetzel (47) 3451-8500 •••••••• ketlyns@wetzel.com.br

Notas: (1) (1) Luvas, curvas, buchas, arruelas, etc.; (2) (2) Elementos para fixação de eletrodutos sobre paredes, tetos, em estruturas metálicas, etc. (abraçadeiras, grampos, clipes fixadores e espaçadores, suportes para montagem de eletrodutos em paralelo, etc.); (3) (3) (3) (3) (3) Low smoke, zero halogen, baixa emissão de fumaça e zero emissão de halogênio; (4) (4) (4) (4) (4) Também chamados de dutos abertos ou de calhas abertas para piso; (5) (5) (5) (5) Soluções usando outros suportes que não perfilados, eletrocalhas ou leitos. Por exemplo, anéis, roldanas, redes, etc.

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 82 empresas pesquisadas.

Fonte: Revista Redes, T Telecom e Instalações elecom e elecom e Instalações elecom e e , junho de 2026.

Este e muitos outros Guias RTI RTI RTI RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Wi-Fi 7: oportunidade para melhorar a experiência das redes de banda larga no Brasil – Parte 2

EEsta segunda parte do artigo detalha a contribuição para o crescimento econômico e o papel do Wi-Fi 7 na transformação digital do país, incluindo aplicações em ambientes de negócios e na atualização de infraestrutura, como saúde, agricultura, indústrias, turismo, varejo, logística, portos, inclusão financeira e governança da comunidade.

ste artigo foi resumido e adaptado do white paper “Desenvolvimento da Indústria de Wi-Fi no Brasil (20262028)”, lançado em fevereiro durante o Mobile World Congress (MWC) Barcelona 2026, na Espanha, em parceria entre a Huawei e o IPE Digital. A primeira parte, publicada na RTI de abril, apresentou as principais características tecnológicas do Wi-Fi 7. Esta segunda parte detalha a contribuição para o crescimento econômico e o papel do Wi-Fi 7 na transformação digital do país, incluindo aplicações em ambientes de negócios e na atualização de infraestrutura. A terceira e última parte tratará das referências de aplicação do Wi-Fi 7 no Brasil e no mundo e as recomendações para atualização de infraestrutura. A versão completa do trabalho pode ser acessada no link: https://bit.ly/4d4OsYj.

Evolução e benefícios do Wi-Fi no Brasil

De acordo com a Wi-Fi Alliance, a escala da cadeia global da indústria de Wi-Fi ultrapassou US$ 5 trilhões em 2025. Como a maior economia da América Latina, o Brasil alcançou um valor econômico relacionado ao Wi-Fi de US$ 124 bilhões [1]. Essa estimativa inclui impactos relacionados ao maior uso de conectividade, em ambientes públicos e residenciais,

desenvolvimento corporativo, provedores, fabricação de equipamentos, desenvolvimento de aplicativos, etc.

Potenciais benefícios advindos da evolução do Wi-Fi visando à adoção do padrão Wi-Fi 7 são estimados de forma qualitativa e quantitativa a seguir.

Contribuição para o crescimento econômico

Investimentos em TIC no Brasil são estimados na faixa entre US$ 60 bilhões e US$ 90 bilhões anuais [2], sendo aproximadamente 9% correspondentes à infraestrutura e serviços gerenciados, 8% a serviços de comunicação e 2% a equipamentos de rede. Desta forma, estima-se que a construção de redes relacionadas ao Wi-Fi 7 pode ultrapassar os US$ 10 bilhões ao longo dos próximos três anos. O potencial de receitas para a indústria consiste em:

• Vendas de equipamentos: as vendas de Wi-Fi e outros dispositivos poderão gerar uma receita anual de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões.

• Receita de serviços: oferta de banda larga “ultragigabit” pode criar uma receita anual adicional de serviços de US$ 1 bilhão a US$ 1,5 bilhão.

• Melhoria da eficiência e redução de custos: estima-se que o Wi-Fi possa reduzir os custos de O&M (operação e manutenção) de rede

das empresas em cerca de 30%, economizando de US$ 2 bilhões a US$ 3 bilhões por ano.

Além disso, aplicativos alimentados por Wi-Fi 7, como cidades inteligentes, telemedicina e educação on-line, aumentarão indiretamente o PIB do Brasil em 0,8% a 1,2% ao ano. O desenvolvimento do Wi-Fi 7 criará cerca de 150 mil a 200 mil empregos em setores como fabricação de equipamentos e implantação de rede. Em inovação técnica e atualizações industriais, as empresas locais no Brasil podem participar da divisão global da cadeia industrial Wi-Fi, melhorando sua competitividade técnica.

Principais cenários de aplicação do Wi-Fi 7 no Brasil

Varejo

Muitas empresas de comércio eletrônico no Brasil usam redes de alta velocidade para dar suporte a equipamentos de triagem inteligente em centros de distribuição automatizados. Novos recursos do Wi-Fi 7, em particular o modo de operação MLO - Operação Multilink e a maior densidade do MIMO, permitem melhorar a propagação do sinal no armazém, reduzindo os pontos cegos do sinal e melhorando a eficiência de classificação de mercadorias. Um estudo da ABDI – Associação Brasileira de Desenvolvimento Industrial mostra que a utilização de robôs autônomos ocasiona ganhos de 25% na eficiência da operação do centro de distribuição [43]. Com os recursos Wi-Fi 7 de baixo consumo, estima-se que a vida útil da bateria dos dispositivos de IoT – Internet das Coisas do armazém, como veículos autônomos (AGVs), possa ser estendida em 20% e os custos de O&M reduzidos em 10% a 15%. Atualmente, os consumidores brasileiros utilizam cada vez mais os dispositivos móveis para realizarem suas compras. A velocidade de pico teórica do Wi-Fi 7 de 30 Gbit/s pode suportar testes virtuais de AR 4K/8K e exibição 3D em tempo real de mercadorias, reduzindo o atraso

de vídeo. Além disso, a baixa latência do Wi-Fi 7 (<5 ms) pode melhorar a velocidade de resposta do sistema de pagamento Pix e reduzir a taxa de falha de transação.

Agricultura

O Brasil introduziu a tecnologia de drones agrícolas para semeadura de precisão, aplicação de pesticidas e monitoramento de culturas. No entanto, a transmissão contínua de dados durante a operação nem sempre está disponível devido às limitações de cobertura da rede. Estudo de caso da operadora TIM mostra uma fazenda que reduziu em R$ 1 milhão seus custos operacionais, enquanto opera com produtividade 27% acima da média brasileira e 24% menos emissão de CO2 [3]. No entanto, a cobertura móvel, especialmente do 5G, ainda não está disponível na maioria das áreas rurais e remotas do país e o Wi-Fi pode

trabalhem simultaneamente. Por exemplo, uma plantação de café no Brasil pode utilizar o Wi-Fi 7 para transmitir imagens HD tiradas por drones em tempo real. A IA também pode ser adotada para identificar áreas de pragas para pulverização precisa de pesticidas, reduzindo o uso de agroquímicos em 20%. Como visto nas práticas em fazendas na China, o Wi-Fi 7 pode otimizar ainda mais a eficiência do planejamento de caminho de máquinas agrícolas. As tecnologias 16x16 MU-MIMO e OFDMA do Wi-Fi 7 também oferecem suporte ao backhaul de dados em tempo real de milhares de sensores em fazendas.

Educação

preencher em parte essa lacuna. O Wi-Fi 7 suporta MLO e fornece taxas na ordem de 4 Gbit/s (ainda que a teórica seja de 46 Gbit/s), permitindo que vários drones se conectem à rede e transmitam simultaneamente imagens HD 4K e dados ambientais em tempo real. Além disso, a MLO do Wi-Fi 7 pode reduzir o atraso das instruções de 50 ms para menos de 10 ms. Quando uma largura de banda maior é fornecida, mais dispositivos podem ser conectados. O Wi-Fi 7 suporta atualizações de dados em tempo real, conforme a necessidade de cada aplicação específica.

Graças à sua baixa latência e alta confiabilidade, o Wi-Fi 7 permite que vários drones agrícolas

O painel de conectividade nas escolas da Anatel [4] mostra 5% das escolas brasileiras não contam com conexão à Internet ou energia elétrica, 33% contam com Internet apenas para uso por gestores e professores, enquanto apenas 39% dispõem de conexão “com parâmetros adequados para uso pedagógico em sala de aula”. Já o Relatório Guia Edutec [5], do Centro de Inovação para a Educação Brasileira, utilizado como referência para o projeto Educação Conectada do MEC, mostra que a dimensão “Infraestrutura” é a que apresenta menor nível, não alcançando sequer o patamar classificado como “básico”. A Internet deixa de funcionar em 47% das escolas se uma turma inteira se conectar simultaneamente e outros 31% perdem a conexão se acessarem conteúdos “pesados” como vídeo. Em comparação com o Wi-Fi 6, o Wi-Fi 7 aumenta a largura de banda em 2,4 vezes (de 9,6 para 30 Gbit/s) e reduz o atraso em 80% (de 50 para 10 ms). Além disso, o Wi-Fi 7 aumenta a capacidade de um único AP de 500 conexões no Wi-Fi 6 para mais de 1000.

O Wi-Fi 7 oferece largura de banda de canal de 320 MHz, taxa de

INCLUSÃO DIGITAL

transmissão ultra-alta de 30 Gbit/s e latência inferior a 5 ms, tornando-o ideal para oferecer suporte a novos modos de ensino, como ensino interativo em tempo real 4K/8K e aulas imersivas de realidade aumentada ou realidade virtual (AR/VR).

Saúde e assistência médica

Em muitos hospitais de grande porte no Brasil, as redes precisam suportar o acesso simultâneo de dezenas de milhares de pessoas e dispositivos de IoT. No entanto, as redes existentes não podem garantir conexões estáveis de dispositivos de monitoramento de sinais vitais em tempo real. Embora plataformas de diagnóstico e tratamento remoto em São Paulo cubram mais de 500 instituições médicas, as redes Wi-Fi existentes são propensas a congestionamentos durante a conexão simultânea de vários dispositivos, levando a atrasos na consulta a dados remotos ou comunicação com profissionais de saúde. A sincronização de dados médicos interinstitucionais é, também, uma demanda para permitir mais flexibilidade e segurança no atendimento a pacientes. A transmissão de arquivos ainda é limitada pela largura de banda e estabilidade da rede e, em certos cenários de acesso, o Wi-Fi 7 pode resolver esses problemas. O mecanismo MRU e o algoritmo anti-interferência do WiFi permitem o acesso simultâneo de milhares de terminais (como dispositivos vestíveis e terminais móveis de enfermagem), suportando sincronização em tempo real de sistemas de prontuário eletrônico de hospitais. Os canais com largura de banda de 320 MHz e a tecnologia MLO do Wi-Fi 7 podem aumentar a largura de banda de um único link para 30 Gbit/s. Além disso, a tecnologia 4K-QAM melhora a densidade do sinal, eliminando a limitação de largura de banda para transmissão de imagens.

incorretas causadas pela latência da rede. A experiência da rede de campus de 10 Gbit/s na Arábia Saudita demonstra que a tecnologia MLO do Wi-Fi 7 pode permitir a transferência contínua de equipamentos médicos entre diferentes faixas de frequência para transmissão contínua de dados cirúrgicos críticos.

Usuários finais e clientes domésticos

Melhor experiência de banda larga doméstica: O Wi-Fi 7 proporciona uma experiência mais fluida para usuários domésticos em três aspectos fundamentais: menor tempo de handover quando o usuário se move entre coberturas de APs distintos (em função do MLO e da modulação OFDMA), maior estabilidade das conexões (em função do MRU - Multi-Resource Unit e do MLO) e melhor cobertura (MIMO

nuvem). O acesso múltiplo por divisão de frequência ortogonal (OFDMA) pode ser usado para alocar unidades de recurso independentes (RUs) a diferentes dispositivos terminais para reduzir a interferência. Pilotos de rede híbrida FTTR + Wi-Fi 7 podem ser usados para demonstrar o potencial de melhoria do serviço, promovendo sua gradual adoção em todo o país.

Zonas de turismo

O pagamento digital está difundido em todo o Brasil. O Wi-Fi 7 pode integrar a função de pagamento de forma fluida. Por exemplo, depois que um visitante seleciona mercadorias em uma loja de museu, o sistema identifica automaticamente as mercadorias e conclui o pagamento, encurtando o tempo de fila.

Estádios e arenas digitais

O Wi-Fi 7 pode ajudar a melhorar a precisão de controle e a capacidade de feedback em tempo real dos robôs cirúrgicos e reduzir o risco de operações

e MRU). Em cenários mais avançados, o Wi-Fi 7 pode ser combinado com a tecnologia FTTR - Fiber to the Room para obter cobertura de 10 Gbit/s em toda a casa. Por exemplo, no futuro próximo, o gerenciamento de dispositivos FTTR poderá usar o Wi-Fi 7 para aumentar a penetração de sinais de banda de alta frequência (como 6 GHz), eliminar os pontos cegos de cobertura de sinal causados por estruturas complexas de edifícios no Brasil e reduzir a latência da rede doméstica para menos de 5 ms. Além disso, espera-se que a IA seja introduzida para prever gargalos de rede e usar o Wi-Fi 7 para otimizar automaticamente a alocação de canais. Por exemplo, para cenários de simultaneidade de vários dispositivos (como streaming de 4K e jogos em

Com sua largura de banda de canal ultra-alta e tecnologia MLO, o Wi-Fi 7 permite que dezenas de milhares de espectadores acessem a rede ao mesmo tempo, reduzindo de forma significativa o congestionamento em cenários de alta densidade. As tecnologias 16x16 MU-MIMO - Multi-User, Multiple Input, Multiple Output e OFDMA - Orthogonal FrequencyDivision Multiple Access do Wi-Fi 7 podem alcançar uma capacidade de acesso simultâneo 10 vezes maior. Isso garante que os espectadores possam compartilhar vídeos de alta definição (HD) em tempo real e participar de votações on-line e interações de RA, como tirar fotos com mascotes virtuais e visualizar análises táticas. Além disso, é possível introduzir uma função de controle de serviço refinada para envio direcionado de anúncios, cupons ou links de compra derivados. Por exemplo, quando os espectadores se conectam à rede através do Wi-Fi 7, o sistema pode recomendar serviços de alimentação próximos com base em suas localizações. Durante eventos esportivos internacionais, serviços como esses aumentam o consumo on-line em cinco vezes.

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Governança da comunidade

A grande capacidade de largura de banda do Wi-Fi 7 permite a sincronização de dados em tempo real do sistema de gêmeos digitais urbanos. São Paulo, por exemplo, usa o sistema de otimização e análise de informações geoespaciais para gerenciar tubulações de água. Se o Wi-Fi 7 for implantado, a coleta de dados poderá ser realizada em intervalos de milissegundos, implementando o monitoramento dinâmico de vazamento e roubo de

tubulações e reduzindo o desperdício de água em 30%. O Wi-Fi 7 também desempenha um papel significativo na manutenção da segurança da comunidade. Por exemplo, em certas áreas do Rio de Janeiro onde a taxa de criminalidade é alta, o Wi-Fi 7 pode ser usado para transmitir dados de câmeras inteligentes em tempo real e colaborar com os sistemas policiais, reduzindo assim a taxa de criminalidade. O projeto de cidade inteligente 5G desenvolvido em conjunto pela Huawei e pela TIM é um exemplo. Neste projeto, a rede híbrida “5G Wi-Fi 7” é usada para cobrir terrenos complexos. A tecnologia MLO do Wi-Fi 7 pode garantir conexões de rede estáveis em comunidades remotas, suportando totalmente os serviços públicos digitais.

Logística/transporte inteligente

O Wi-Fi 7 oferece suporte à colaboração em tempo real de milhares de dispositivos de IoT (como veículos industriais autônomos – AGVs, drones e tags RFID) no cenário de armazenamento inteligente. Por exemplo, em um centro de distribuição

automatizado de referência em São Paulo, com a tecnologia MLO do Wi-Fi 7, os dispositivos podem alternar perfeitamente entre as faixas de frequência de 2,4 GHz, 5 GHz e 6 GHz. Isso garante uma transmissão estável de dados de planejamento de caminho dinâmico para a classificação de robôs. Em ambientes urbanos complexos, a tecnologia permite o backhaul de dados em tempo real de veículos de logística. Por exemplo, o armazém de desembaraço aduaneiro do Aeroporto Internacional de Guarulhos teria ganhos ao usar o Wi-Fi 7 para monitorar a temperatura, umidade e localização das mercadorias em tempo real, bem como usar recursos de IA para prever o congestionamento da rota de transporte e ajustar dinamicamente o plano de distribuição, reduzindo o atraso causado por problemas de tráfego em mais de 20%.

Inclusão financeira

Em conjunto com o já extensivo uso de aplicações bancárias e financeiras móveis, o Wi-Fi 7 oferece alta largura de banda para dar suporte à análise de dados em tempo real e ao envio de sugestões financeiras personalizadas, ferramentas de criptografia e análise de dados de crédito do usuário, ou ao uso de algoritmos de IA para fornecer avaliação dinâmica do valor do empréstimo para pequenos e microcomerciantes. O sistema de pagamento instantâneo Pix para áreas rurais do Brasil também pode otimizar sua velocidade de resposta a transações com o Wi-Fi 7, reduzindo significativamente a taxa de falhas de transações causadas por atrasos na rede.

Fábricas inteligentes

O Wi-Fi 7 oferece suporte à troca de dados em tempo real entre milhares de dispositivos (como AGVs, robôs industriais e sensores) em fábricas. Por exemplo, no projeto de rede privada 5G desenvolvido em conjunto pela

Nokia e pela Flex Brasil [6], a função MLO do Wi-Fi 7 pode ser integrada para permitir que os AGVs alternem facilmente entre as faixas de frequência de 2,4 e 5 GHz. Isso garante a estabilidade do planejamento dinâmico de caminhos e melhora a eficiência da classificação em mais de 30%.

Automação de portos

O Wi-Fi 7 suporta conexões simultâneas de mais de 100 mil dispositivos por km2, atendendo aos requisitos de gerenciamento de dispositivos de grandes portos. Por exemplo, em cenários de uso de sensores de vibração para implementar a manutenção preditiva de empilhadoresrecuperadores, o Wi-Fi 7 pode melhorar ainda mais a eficiência da transmissão de dados e reduzir o tempo de inatividade do dispositivo. Além disso, o Wi-Fi 7 suporta sincronização de dados em tempo real do sistema de gêmeos digitais de portos. Especificamente, os gêmeos digitais são adotados para implementar o monitoramento dinâmico e o agendamento inteligente de todos os elementos nos portos. Com o Wi-Fi 7 implementado, a frequência de coleta de dados do dispositivo pode ser reduzida para milissegundos, a eficiência do planejamento de caminho pode ser melhorada, e o tempo de carga e descarga do pátio de contêineres pode ser ainda mais reduzido. A tecnologia MLO do Wi-Fi 7 é ideal para eliminar buracos de cobertura de sinal em ambientes complexos, por exemplo, interferência de grandes dispositivos metálicos em portos. Além disso, o Wi-Fi 7 suporta controle remoto e manutenção assistida por RA.

Digitalização do patrimônio cultural

Com sua ampla largura de banda e baixa latência, o Wi-Fi 7 oferece suporte à digitalização 3D em HD e à renderização em tempo real do patrimônio cultural. Por exemplo, após o incêndio no Museu Nacional do Brasil, a tecnologia digital foi usada para reconstruir o “museu sem paredes”. Com o Wi-Fi 7, a precisão da digitalização de relíquias culturais pode ser melhorada para dimensões sub-milimétricas, e a colaboração e a restauração remotas assistidas por especialistas podem ser implementadas usando a tecnologia de AR/VR suportadas pela banda provida pelo MLO.

REFERÊNCIAS

[1] https://www.wi-fi.org/topic/value-of-wi-fi

[2] https://convergenciadigital.com.br/governo/investimentosem-tic-no-brasil-superaram-a-casa-de-r-500-bilhoes/

[3] https://forbes.com.br/forbes-agro/2026/01/fazendaconectada-corta-r-1-milhao-em-custos-com-4g-no-campo/

[4] https://informacoes.anatel.gov.br/paineis/infraestrutura/ conectividade-nas-escolas

[5] https://cieb.net.br/wp-content/uploads/2022/12/202212-12-Relatorio-Guia-Edutec.pdf

[6] https://www.nokia.com/newsroom/nokia-and-flex-tocombine-5g-sa-private-wireless-and-industry-40-expertise-foradvanced-manufacturing-solutions-in-brazil/

Uso de baterias de íon-lítio em UPS monofásicos para data centers

SAs baterias de íon-lítio são uma fonte comum de armazenamento de energia para milhões de dispositivos eletrônicos e veículos elétricos, e ganham espaço também em sistemas UPS para garantir o funcionamento contínuo de infraestruturas críticas, como data centers. O artigo traz um comparativo entre essa tecnologia e as tradicionais baterias do tipo chumbo-ácido.

eja uma empresa financeira ou um varejista que busca implementar infraestrutura de TI em filiais ou lojas, ou uma instituição de saúde implantando redes em hospitais, quase todas as companhias têm investido em computação distribuída ou em uma rede de borda. Frequentemente, esses pequenos data centers, salas de servidores e armários de rede dependem de um UPS monofásico para alimentar sua infraestrutura de TI. Assim como seus equivalentes trifásicos, normalmente aplicados em data centers de grande porte, os sistemas monofásicos demandam uma fonte de energia armazenada confiável. Os sistemas de baterias de backup para instalações de borda de rede precisam operar corretamente no momento em que o UPS deve fornecer energia de reserva. Nos últimos cinco anos, as baterias de íon-lítio tornaramse uma opção mais popular como fonte de energia armazenada em data centers tradicionais.

Finalidade das baterias de UPS

Data centers tradicionais vs. edge

Em data centers tradicionais, o sistema de baterias é essencial para a segurança. Em casos de queda de energia, abastecem o UPS para que o data center tenha tempo de alternar para uma fonte de energia auxiliar,

como uma segunda alimentação da rede elétrica ou gerador.

Já em edge data centers ou implantações de TI remotas, a função da bateria pode ser ligeiramente diferente. Em muitos casos, o sistema de baterias é a fonte de energia auxiliar da instalação, fornecendo 30 minutos ou mais de autonomia em casos de quedas. Sem uma fonte alternativa, esses locais remotos dependem das baterias do UPS para terem tempo suficiente de restabelecer a energia elétrica, migrar ambientes virtuais para locais estáveis ou para que os sistemas operacionais realizem um desligamento automático controlado dos equipamentos conectados.

Em ambos os casos, a finalidade é a mesma, ou seja, garantir o tempo de atividade, mantendo a infraestrutura de TI operacional. Assim, uma instalação tradicional, remota ou de borda deve ter um sistema de baterias confiável para garantir a operação contínua do UPS e a disponibilidade constante dos equipamentos de TI.

As desvantagens das baterias de chumbo-ácido

Até pouco tempo atrás, as baterias de chumbo-ácido eram a principal fonte de armazenamento de energia para UPS. Em data centers, os tipos mais comuns são as de chumbo-ácido reguladas por válvula, comumente representadas pela sigla VRLA.

Vertiv

Mas elas têm desvantagens que as tornam arriscadas e caras para uso em data centers. A maioria dos proprietários e engenheiros de centros de dados dirá que as baterias de chumbo-ácido são o elo mais fraco em sua cadeia de distribuição de energia, pois são o elemento com maior probabilidade de falhar no momento em que forem mais necessárias. Já é difícil implantar e gerenciar baterias de chumbo-ácido em instalações tradicionais, mas quando utilizadas em localidades remotas e edge data centers, essas mesmas desvantagens produzem problemas que aumentam a dificuldade e o custo de seu uso.

Desempenho não confiável

Os UPS são alimentados por conjuntos de baterias de chumbo-ácido, em que qualquer bateria individual pode ser um ponto de falha. Caso uma não funcione corretamente, o sistema de UPS pode sofrer uma pane. Segundo um estudo de 2013 do Ponemon Research Institute, 55% das interrupções não planejadas em centros de dados e um terço de todas as falhas do sistema UPS foram causadas por panes de baterias VRLA (figura 1).

Vida curta

A vida útil das baterias de chumboácido é determinada pela frequência com que são descarregadas e recarregadas, sendo recomendada a troca a cada três ou cinco anos. Fatores como sobrecarga, ciclos frequentes de descarga, terminais sobrecarregados, conexões soltas e temperaturas ambiente mais altas nas instalações podem reduzir a duração.

Quando uma bateria atinge 80% de sua capacidade, considera-se que chegou ao fim de sua vida útil. A degradação do desempenho normalmente se acelera nesse ponto e a bateria perde a capacidade de fornecer tensão suficiente.

Após três anos de uso, a capacidade da bateria VRLA começa a diminuir (figura 2). Essa queda se torna ainda

mais acentuada após cinco anos. Baterias mais antigas podem ser vulneráveis à síndrome da morte súbita, ou seja, podem funcionar bem em um dia, mas não fornecer energia suficiente no dia seguinte, resultando em uma falha do UPS e tempo de ociosidade do data center.

Tamanho e peso

As baterias de chumbo-ácido ocupam um espaço nos racks que poderia ser utilizado para infraestrutura de TI. Isso acaba sendo um problema principalmente em instalações pequenas e remotas, como salas de servidores, armários de rede e contêineres, onde o espaço para servidores de TI é ainda mais limitado. Além disso, elas são pesadas e difíceis de movimentar, o que aumenta o tempo e o custo de instalação ou substituição em áreas remotas.

Sensibilidade à temperatura

A vida útil de uma bateria é fortemente afetada pela temperatura de operação, mesmo que ela não esteja passando por ciclos de carga e descarga. No caso das do tipo chumbo-ácido, uma temperatura ambiente controlada de 25°C é necessária para garantir uma vida útil de três a cinco anos. A cada aumento de 15°C na temperatura ambiente, a vida útil de uma VRLA típica é reduzida pela metade.

Baterias de íon-lítio para aplicações em UPS

Nos últimos cinco anos, os fabricantes desenvolveram baterias de íon-lítio específicas para aplicações de UPS. Elas se tornaram uma fonte alternativa viável de energia armazenada devido ao melhor desempenho, flexibilidade de uso e custo reduzido em comparação com as de chumbo-ácido. As composições químicas de baterias de lítio usadas em aplicações de UPS são fosfato de ferro-lítio (LiFePO4, ou LFP,

Fig. 1 – Principais causas de tempo de inatividade não programado. Fonte: Ponemon Study (2013)
Fig. 2 – Capacidade típica de uma bateria VRLA ao longo do tempo

SISTEMAS DE ENERGIA

abreviadamente), óxido de manganêslítio (LiMnO2 ou MO) e óxido de níquel-manganês-lítio (LiNiMnCoO2, ou NMC). Existe também uma bateria de UPS que usa uma mistura de LMO/NMC para melhorar o desempenho.

Vantagens das baterias de íon-lítio

Maior confiabilidade e disponibilidade

Fabricantes qualificados de baterias de íon-lítio para aplicações em UPS utilizam design aprimorado, materiais de qualidade e métodos de fabricação superiores. Com uma vida útil mais longa e requisitos de manutenção reduzidos, a falha em ambientes de missão crítica é extremamente rara.

Além disso, todas as baterias de íon-lítio apresentam um sistema de gerenciamento integrado que fornece monitoramento de falhas, balanceamento de células e recursos de otimização de energia para cada bateria individual.

Vida útil mais longa

As baterias de íon-lítio normalmente têm uma vida útil projetada de 8 a 10 anos, ou seja, a mesma que um UPS monofásico. Quando uma VRLA atinge 80% da capacidade ou chega ao fim de sua vida útil, as do tipo íon-lítio ainda estão com 93% da capacidade. Essa maior vida útil resulta em uma economia significativa. Além disso, as baterias de íon-lítio podem ser totalmente carregadas e armazenadas por períodos mais longos do que as de VRLA, com impacto mínimo em sua vida útil.

Menor peso

remota, aumentando a área disponível em racks para servidores de TI e equipamentos de rede.

Maior densidade de energia e potência

As baterias de íon-lítio possuem maior densidade de energia (Wh/kg, ou wattshora por quilograma) e densidade de potência (W/kg, ou watts por quilograma). Elas oferecem a mesma quantidade de energia que as do tipo chumbo-ácido, porém com tamanho e peso menores.

Adaptar-se a temperaturas mais altas

As baterias de íon-lítio para aplicações em sistemas de alimentação ininterrupta são projetadas para operar em temperaturas de até 30°C, quase 10°C acima da temperatura

Redução de custos operacionais

Recentemente, o alto custo das baterias de íon-lítio dificultava sua adoção em UPS. Hoje, o investimento inicial é, em média, entre 1,75 e 2,25 vezes o custo de um sistema de baterias VRLA para essas mesmas instalações.

Em comparação com as baterias VRLA, as do tipo íon-lítio oferecem economia a longo prazo para os proprietários de data centers, com custos operacionais reduzidos, resultando em um custo total de propriedade menor.

Um teste de avaliação feito pela Vertiv comparou o custo total de propriedade (TCO) de baterias de chumbo-ácido e de íon-lítio usadas em aplicações de UPS monofásico. A análise avaliou os custos iniciais e de substituição de baterias de diversos fabricantes ao longo de um período de 10 anos.

Fig. 3 – Custo total de propriedade (TCO) das baterias de chumbo-ácido e íon-lítio

das baterias de chumbo-ácido, sem degradação ou redução da vida útil. Isso permite temperaturas ambientes mais elevadas em data centers ou salas de servidores remotos, o que reduz custos com refrigeração.

Recarga mais rápida

As baterias de íon-lítio pesam 60% menos que as de chumbo-ácido, o que facilita o transporte e a instalação em locais remotos.

Menor área ocupada

As baterias de íon-lítio podem ser até 70% mais compactas que as de chumbo-ácido. Isso proporciona economia de espaço em qualquer instalação, seja local ou

As baterias de íon-lítio podem ser recarregadas a 90% da capacidade em menos de 2 horas para sistemas em rack, enquanto as VRLAs podem levar mais de 4 horas para atingir o mesmo nível e até 24 horas para recarregar completamente. Se o data center sofrer diversas paradas seguidas, a bateria de íon-lítio pode ser recarregada rápido o suficiente para fornecer tempo de resposta para cada interrupção.

O sistema de baterias de íon-lítio apresenta retorno sobre o investimento em até cinco anos, a partir do primeiro ciclo de substituição das do tipo VRLA, demonstrando ser mais econômico a longo prazo (tabela I).

Ao longo de sua vida útil de 10 anos, o UPS com bateria de íon-lítio não demanda substituição de bateria. Embora o custo inicial seja maior, seu uso resulta em uma economia de custo total de propriedade de 41% (figura 3).

As baterias de lítio são seguras?

As baterias de lítio usadas em UPS possuem um sistema que monitora parâmetros críticos como temperatura, tensão e corrente, garantindo uma operação segura e confiável durante toda a sua vida útil.

Todos os tipos de baterias são vulneráveis a uma condição conhecida como fuga térmica. Isso ocorre quando a composição química dentro de uma célula atinge uma temperatura tão alta que excede sua capacidade de dissipar calor, resultando em uma falha.

No entanto, para composições químicas de lítio usadas em aplicações de UPS, as temperaturas de fuga térmica são superiores a 200°C. A maioria das baterias

Tab. I - Baterias de íon-lítio versus baterias de chumbo-ácido – Dados comparativos de custo total de propriedade em 10 anos

UPS de íon-lítio UPS VRLA 1500 VA1500 VA

Ano 0 Ano

Preço médio de um UPS

(UPS monofásico vem com bateria interna)

Anos 3-4

Bateria sobressalente

US$ 1000 US$ 800

US$ 250

Mão de obra US$ 200

Anos 6-8 Anos 6-8

Bateria sobressalente

US$ 250

Mão de obra US$ 200 10 anos de custo total de propriedade (TCO) anos de total de propriedade (TCO) de

de TCO de

de íon-lítio tem um limite de temperatura de controle em torno de 70°C devido a considerações de vida útil. Quando a bateria atinge o limite de temperatura de controle, seu sistema de gerenciamento a desconectará automaticamente da carga ou do carregador do UPS.

As baterias de íon-lítio para UPS incluem fusíveis de segurança, proteção contra sobrecarga e camadas de material endurecido

e são fabricadas em conformidade com normas de segurança aplicáveis.

Conclusão

A análise de custos e os dados de desempenho mostram claramente por que as baterias de íon-lítio são a melhor fonte de armazenamento de energia para sistemas UPS monofásicos. Ao longo de

uma vida útil de 10 anos, elas proporcionam economias significativas no custo total de propriedade, sem o inconveniente e o custo da substituição de baterias de chumbo-ácido.

A maior vida útil e menor necessidade de manutenção geram um retorno sobre o investimento significativo em menos de cinco anos.

Com tamanho e peso reduzidos, as baterias de íon-lítio proporcionam maior flexibilidade para uso em instalações remotas. Seu desempenho superior pode ajudar a garantir o tempo de atividade e as operações contínuas para implantações de TI. As vantagens combinadas em custo/benefício, desempenho e segurança compensarão o investimento inicial, com a garantia de um serviço confiável a longo prazo para uma infraestrutura de TI de missão crítica em salas de servidores, armários de rede e edge data centers.

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comercial@gigaclima.com

Leistung (11) 99189-7097 n

contato@leistung.com.br

Tipo
Capacidade máxima de TI suportada
Número máximo de racks
Redundância
Conectividade
ElétricaTérmica

Empresa, telefone e e-mail

Merkant TI (11) 3230-7800 Compact Data Center

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Rittal(11) 3622-2350 n Retail - BRS009424

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SPDT(51) 99765-6750 n SM256

contato@spdt.com.br

Sysmantec (11) 99654-2905 n

sysmantec@sysmantec.com.br

Trisul (11) 98452-6239 n

contato@trisulmetalurgica.com.br

Trusted Data (19) 99945-7451 n SmartEdge MDC

marcelo.kichise@trusteddata.com.br

Vertiv (11) 3618-6600 Vertiv CoolPhase Row

sac.crc@vertiv.com

Tipo Capacidade mãxima

Redundância Conectividade e monitoramento

ElétricaTérmica

energia e temperatura Sistema de refrigeração integrado

Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 315 empresas pesquisadas.

Fonte: Revista Redes, T Redes, T Telecom e Instalações elecom e elecom e Instalações elecom e elecom e , junho de 2026.

Este e muitos outros Guias de RTI RTI RTI RTI estão disponíveis on-line , para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira.

Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Infraestrutura para entrada de fibra óptica Sistema de monitoramento remoto (DCIM)

O dilema da convergência entre TI e segurança física

A convergência entre segurança física e TI tornou-se inevitável com a digitalização de sistemas, a adoção de dispositivos conectados e o uso crescente de dados nas empresas. Embora diferenças de prioridades e competências ainda gerem desafios organizacionais, plataformas de segurança unificadas surgem como elemento central para integrar operações, reduzir riscos cibernéticos e transformar dados de segurança em inteligência para o negócio.

Durante anos, as equipes de segurança física e de TI trabalharam separadamente dentro das organizações. Enquanto a segurança física concentrava-se na proteção de pessoas, ativos e instalações, a TI era responsável pela infraestrutura digital, redes e proteção cibernética.

Esse cenário começou a mudar nos anos 2000, quando sistemas de segurança física migraram de tecnologias analógicas para soluções baseadas em IP. A partir desse momento, dispositivos de segurança passaram a fazer parte da rede corporativa, aproximando inevitavelmente as duas áreas. A adoção posterior de soluções em nuvem e dispositivos de Internet das Coisas ampliou ainda mais essa interdependência.

Hoje, sistemas de videovigilância, controle de acesso e sensores geram grandes volumes de dados. Esses dados passaram a ser vistos não apenas como ferramentas de segurança, mas também como ativos estratégicos para análise operacional e tomada de decisões. Com isso, CTOs, CISOs e responsáveis pela segurança corporativa enfrentam um desafio crescente: como integrar equipes com competências diferentes e prioridades muitas vezes conflitantes.

Desafios da convergência

Um dos principais obstáculos está nas diferenças de especialização entre as duas áreas.

A segurança física possui profundo conhecimento sobre riscos em instalações, comportamento suspeito e proteção de ativos. Já a TI domina redes, segurança cibernética, IoT e infraestrutura digital. Embora ambas atuem na gestão de riscos, lidam com ameaças de naturezas distintas. Essa diferença de perspectivas gera conflitos operacionais. Em situações de risco físico, as equipes de segurança precisam compartilhar informações rapidamente e ampliar a visibilidade dos sistemas. A TI, por outro lado, tende a restringir acessos e dispositivos para reduzir vulnerabilidades cibernéticas. Outro fator é a crescente exposição a riscos digitais. Organizações podem ter milhares de dispositivos conectados, como câmeras, sensores, leitores e sistemas de controle, ampliando a superfície de ataque para ameaças cibernéticas. Ao mesmo tempo, as empresas precisam cumprir normas cada vez mais rígidas de privacidade e segurança de dados.

Apesar desses desafios, a convergência também cria oportunidades importantes. Os dados gerados por sistemas de segurança física passaram a ser usados para otimizar operações empresariais, como gestão de ocupação

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SEGURANÇA

de espaços, fluxo de pessoas e eficiência operacional. Isso tem levado líderes corporativos a repensar o papel da segurança física, deixando de vê-la apenas como centro de custos e passando a tratá-la como fonte de valor estratégico.

Três modelos de convergência organizacional

Para lidar com esse cenário, empresas têm adotado diferentes modelos de integração entre TI e segurança física.

Expansão da segurança física com competências de TI

Nesse modelo, o departamento de segurança física incorpora especialistas em tecnologia, como profissionais de cibersegurança, nuvem ou análise de dados. A vantagem é manter o conhecimento operacional da segurança física enquanto se fortalece a capacidade técnica. O desafio está no custo e na dificuldade de identificar quais competências tecnológicas são necessárias.

Integração via equipes de SecOps

Outra abordagem é concentrar a gestão de riscos em equipes de operações de segurança dentro da TI. Esses grupos possuem experiência em cibersegurança, redes e análise de dados, podendo centralizar a gestão de ameaças e extrair valor das informações coletadas. Entretanto, essa centralização pode gerar resistência ou perda de autonomia por parte das áreas tradicionais.

Liderança da TI sobre a segurança física

Nesse cenário, a TI assume maior controle sobre decisões de segurança física. O CISO ou outro líder tecnológico passa a supervisionar ambos os domínios, criando uma visão integrada de risco. Embora isso fortaleça a governança tecnológica e a segurança cibernética, a TI pode não possuir experiência suficiente em operações de segurança física e gestão de incidentes no mundo real. Não existe uma abordagem única que funcione para todas as organizações. A escolha depende da cultura corporativa, da estrutura organizacional e da maturidade tecnológica de cada empresa.

Por que a unificação desempenha um papel fundamental na convergência

Independentemente do modelo organizacional adotado, um elemento tende a ser decisivo para o sucesso da convergência: a adoção de plataformas de segurança unificadas.

Enquanto profissionais de segurança física possuem conhecimento sobre proteção de ativos, a equipe de TI domina redes e segurança cibernética

Uma solução unificada permite que sistemas antes isolados, como videovigilância, controle de acesso e reconhecimento de placas, operem dentro de uma única plataforma. Isso oferece às organizações uma visão abrangente de riscos, operações e dados, integrando informações de diferentes fontes em um ambiente comum.

Integração de dados e colaboração

Com sistemas unificados, as equipes deixam de trabalhar em plataformas separadas ou de compilar dados manualmente. Vídeos, eventos e registros de segurança passam a ser consolidados em um ambiente compartilhado.

Essa integração facilita a colaboração entre especialistas de diferentes áreas, como segurança física, TI e SecOps, e proporciona uma visão consistente do que acontece em toda a organização. Ferramentas avançadas de visualização ajudam a identificar rapidamente riscos, padrões e oportunidades.

Além disso, plataformas abertas permitem integrar análises avançadas e sistemas corporativos, possibilitando a expansão contínua da coleta e uso de dados.

Simplificação das operações

Uma plataforma unificada também simplifica o gerenciamento operacional. Profissionais de segurança física podem monitorar milhares de dispositivos (câmeras, sensores ou portas) distribuídos em diferentes locais, mantendo políticas e investigações centralizadas.

Para equipes de TI e SecOps, a consolidação de dados em um único sistema padronizado facilita a integração com bancos de dados e data lakes corporativos. Isso melhora o compartilhamento de informações e amplia o uso dos dados de segurança dentro do ecossistema analítico da empresa. Outro benefício é a redução da complexidade operacional. Em vez de administrar vários sistemas independentes, as equipes trabalham com uma única interface, o que diminui a fadiga causada por excesso de alertas e melhora a tomada de decisão em situações críticas.

Reforço da privacidade e da cibersegurança

Uma arquitetura unificada também facilita a aplicação de políticas consistentes de segurança e privacidade.

Criptografia, autenticação multifator, controle de acesso e compartilhamento de evidências podem ser implementados de forma padronizada em todos os sistemas. A plataforma também permite monitorar a integridade dos dispositivos e identificar vulnerabilidades em tempo real, reforçando a proteção contra ataques cibernéticos.

Ferramentas de auditoria, relatórios automáticos e mascaramento de dados contribuem ainda para o cumprimento de requisitos regulatórios.

Flexibilidade para nuvem e modelos híbridos

Plataformas unificadas modernas oferecem suporte a diferentes modelos de implantação — local, em nuvem ou híbrido. Isso permite que as empresas adotem estratégias de transformação digital com maior flexibilidade.

Com sistemas unificados, as equipes deixam de trabalhar em plataformas separadas ou de compilar dados manualmente

Os serviços em nuvem reduzem a carga operacional das equipes, já que atualizações, manutenção e monitoramento de infraestrutura podem ser realizados automaticamente. Isso ajuda a manter os sistemas atualizados e protegidos contra vulnerabilidades.

Além disso, soluções baseadas em nuvem permitem criar novos serviços e aplicações com rapidez, como compartilhamento seguro de arquivos, gestão de visitantes ou integração com outros departamentos da empresa.

Inteligência de negócios baseada em dados

Quando todos os dados de segurança física são consolidados em uma plataforma única, surgem oportunidades importantes de análise.

Ferramentas de visualização permitem apresentar informações em mapas, gráficos ou painéis interativos, facilitando a identificação de padrões e tendências.

Com isso, as organizações podem melhorar protocolos de resposta a incidentes, otimizar o uso de espaços, aprimorar operações logísticas ou até apoiar iniciativas de sustentabilidade.

Essa abordagem orientada por dados também possibilita que informações geradas por sistemas de segurança sejam utilizadas por outros departamentos, contribuindo para melhorar a experiência do cliente e os serviços empresariais.

Conclusão

A convergência entre TI e segurança física é uma consequência natural da digitalização e da expansão de dispositivos conectados nas organizações. Embora diferenças culturais e operacionais entre as equipes ainda representem desafios, novas estruturas organizacionais e, principalmente, plataformas de segurança unificadas estão permitindo superar essas barreiras.

Ao integrar sistemas, dados e processos em um ambiente comum, as empresas não apenas fortalecem sua proteção contra ameaças físicas e cibernéticas, mas também transformam dados de segurança em insumos estratégicos para inteligência de negócios e eficiência operacional.

A era do Mythos – Parte 1

Para os fãs dos Vingadores da Marvel, Era do Mythos parece mais um título de filme, e confesso que poderia ser, já que talvez estejamos testemunhando o início de uma nova era na segurança cibernética, impulsionada pela IA - Inteligência Artificial, mas com a diferença de não existirem super-heróis ou supervilões. Aqui o duelo é entre atacantes e defensores, com um modelo de IA aplicável a ambos. Mythos é o nome da última versão do Claude, modelo de IA generativa da desenvolvedora Anthropic, considerado por muitos o melhor atualmente disponível no mercado. A versão teve o acesso prévio anunciado no último dia 7 de abril. De acordo com a empresa, trata-se de “um novo modelo de linguagem de propósito geral, que apresenta desempenho excelente em todas as áreas, mas é particularmente eficaz em tarefas de segurança da computação”. No mesmo dia, a companhia também lançou o Projeto Glasswing, iniciativa de acesso antecipado da Anthropic ao Claude Mythos por um grupo limitado de cerca de 50 empresas, entre elas as maiores fornecedoras de hardware e software do mundo, para encontrar e corrigir vulnerabilidades críticas em softwares fundamentais, assim como “para preparar a indústria para práticas que todos precisaremos adotar para nos manter à frente dos cibercriminosos”.

Essa última frase, quando lida rapidamente, pode parecer apenas uma técnica de redação para complementar o parágrafo, mas não é. É o resumo do que poderá acontecer no futuro próximo, a tal mudança de era na segurança cibernética, que iremos discutir neste e no próximo artigo. Afirmar que o Mythos inicia uma nova era pode parecer um pouco exagerado, porém o novo modelo revelou uma capacidade extraordinária de identificar vulnerabilidades e criar o código de software necessário (exploit) para explorá-las. A empresa o testou primeiro em software de código aberto, sobre o qual comentei na seção Segurança (RTI março de 2026, edição no 310), e depois em código privado. Para isso, contou com a colaboração de empresas que compõem o Projeto Glasswing. Segundo a desenvolvedora, 99% das vulnerabilidades descobertas no projeto ainda não foram corrigidas. Para se ter uma ideia do que isso significa em termos práticos, e comparar com o trabalho executado atualmente por pesquisadores e cibercriminosos humanos, algumas das vulnerabilidades identificadas existiam por décadas, como uma de 27 anos no OpenBSD. O trabalho de pesquisa e identificação de vulnerabilidades é laborioso e detalhado, mesmo com o uso de ferramentas de automação. Depois, é necessário verificar se tal falha é explorável e como, ou seja, criar um código utilizável para tirar vantagem da vulnerabilidade em um ataque real. Algumas delas permanecem sem correção por bastante tempo, ou nunca são corrigidas por completo,

justamente por não ter sido encontrada uma forma eficiente de explorá-las. Um segundo passo, mais comumente utilizado por invasores e especialistas em testes de software, é desenvolver programas sofisticados capazes de invadir sistemas diversos e evadir plataformas de proteção, incluindo as plataformas sandbox, com o objetivo de obter controle total sobre o sistema atacado, como o acesso root em sistemas Linux. Quanto mais sofisticada for a plataforma, maiores são as chances de sucesso e o tempo de desenvolvimento do código, que pode levar meses e demanda programadores habilidosos, ou melhor, demandava. Com o Mythos, esse cenário mudou completamente. Os testes reais com o Mythos não apenas mostraram que o trabalho de pesquisadores e programadores pode ser acelerado. Parte deles envolveu engenheiros sem formação em segurança que, literalmente da noite para o dia, usaram a IA generativa da Anthropic para encontrar vulnerabilidades e criar um código para explorá-las. Em alguns casos, sem qualquer intervenção humana, o que torna realidade a possibilidade teórica de criar agentes autônomos de ataque.

Isso muda completamente o cenário atual, em que grupos envolvidos com o cibercrime vendem softwares de invasão a quem se dispõe a pagar, com uma estrutura parecida com a de empresas legítimas. Ter a possibilidade de pessoas sem conhecimento avançado de segurança e programação criarem seus próprios programas de ataque

sofisticados é outra coisa. Além, é claro, da capacidade de multiplicação dos recursos disponíveis para grupos de cibercriminosos, que poderão obter um ganho de escalabilidade antes impensável.

A preocupação aumenta se pensarmos que esse ainda é o estágio inicial desse uso da IA, e tal receio não é infundado, visto o comentário da Anthropic sobre a capacidade demonstrada pelo Mythos de construir exploits: “Não treinamos explicitamente o Mythos Preview para ter essas capacidades. Em vez disso, elas surgiram como consequência de melhorias gerais no código, raciocínio e autonomia. Os mesmos aprimoramentos que tornam o modelo substancialmente mais eficaz na correção de vulnerabilidades também o tornam mais preciso em explorá-las”.

A Anthropic reconhece que seu novo modelo tem a capacidade de desestabilizar por completo o já instável equilíbrio na segurança cibernética entre atacantes e defensores, porém defende que tais ferramentas tendem a beneficiar mais a indústria de software ao desenvolver sistemas mais seguros do que os cibercriminosos. É algo que só o tempo dirá, apesar de o passado e o presente dizerem outra coisa, mesmo com o otimismo compreensível da empresa. Há milhões de programas desatualizados e antigos ainda em uso, alguns dos quais nem podem ser mais atualizados sob pena de os sistemas neles utilizados pararem de funcionar. Um grande exemplo é o Windows 10 e outros softwares da Microsoft descontinuados e sem patches, mas ainda largamente utilizados e que continuarão assim por um

longo tempo. Há ainda milhões de pedaços de código usados em dispositivos IoT – Internet das Coisas que ficarão de fora simplesmente por ser impossível cobrir tudo.

Obviamente não há motivo para pânico, mas é preciso ter atenção. Todo esse movimento está fora do controle das empresas, que se veem na condição incômoda de espectadores. No entanto, há muitas coisas que podem ser feitas dentro da área de controle, assunto da minha próxima edição da seção Segurança.

Marcelo Bezerra é especialista em segurança da informação, escritor e palestrante internacional. Atua há mais de 30 anos na área, com experiência em diferentes áreas de segurança cibernética. No momento, ocupa o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Segurança na Proofpoint. Email: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.

Como pode ser avaliado o impacto da tecnologia Wi-Fi nas redes dos edifícios comerciais para as aplicações mais comuns nesses ambientes em relação ao uso de sistemas de cabeamento estruturado?

Parte 2 - Final

Na Parte 1 (RTI maio de 2026, edição no 312) discutimos os fatores de transição para Wi-Fi na rede corporativa, as novas práticas de instalação do cabeamento para atender aos requisitos dos usuários dessas redes, incluindo o planejamento adequado e a evolução da tecnologia Wi-Fi, e concluímos com a apresentação de uma tabela comparativa entre os diversos padrões IEEE para essa tecnologia.

Nesta edição, concluiremos a discussão com ênfase nas tendências da tecnologia Wi-Fi e como adequar o cabeamento a essas tendências.

Tendências do Wi-Fi e demandas de cabeamento

O dimensionamento da infraestrutura de cabeamento deve acompanhar a tendência do aumento da velocidade de transmissão da tecnologia Wi-Fi, ou seja, deve ser preparada para suportar a agregação de portas de switch e switches multigigabit. Uma boa prática é implementar o backbone com cabos ópticos e com

Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI RTI RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

quantidade de fibras suficientes para atender à demanda inicial com margem adequada para a expansão da rede. O cabeamento horizontal, por outro lado, segue implementado com cabos balanceados de cobre. O que cabe avaliar aqui é a escolha da categoria de desempenho e tipo de cabo, tema que abordaremos mais adiante.

Os pontos de acesso Wi-Fi com tecnologia PoE - Power over Ethernet tendem a apresentar uma demanda de energia elétrica mais elevada. Portanto, ao considerar o projeto da infraestrutura de cabeamento, o planejamento deve passar pelo suporte ao padrão PoE++, que estende versões anteriores do PoE para fornecer maior potência ao dispositivo PoE alimentado por meio do cabeamento balanceado (tabela I).

Portanto, o padrão PoE++ utiliza todos os quatro pares do cabo balanceado e pode suportar dispositivos com especificações de 60 W e 100 W de potência. Como regra geral, a elevação da temperatura operacional do cabeamento deve ser controlada quando os pares balanceados forem utilizados para entregar alimentação elétrica em corrente contínua à carga, pois quanto mais pares forem utilizados para a transmissão de alimentação remota em corrente contínua, maior será a geração de calor por efeito Joule. A norma ISO/IEC 29125 - Information Technology – Telecommunications Cabling Requirements for Powering of Ter minal Equipment e o boletim ANSI/TIA-184-AGuidelines for Supporting Power Delivery Over Balanced Twisted-Pair Cabling trazem diretrizes para a instalação de cabeamento balanceado para aplicações PoE com base na elevação da temperatura

operacional. Aproveito para reforçar que estamos trabalhando em uma norma brasileira de cabeamento para PoE no âmbito ABNT/Cobei, que será concluída no próximo trimestre deste ano. De qualquer forma, as diretrizes para o controle da elevação da temperatura operacional do cabeamento devido à implementação de PoE se aplicam à distribuição de cabeamento de alta densidade, o que pode não ser o caso em muitas instalações para a conexão de pontos de acesso Wi-Fi à rede cabeada.

Outro aspecto importante é que a tecnologia Wi-Fi exige mais conexões em ambientes densos e, portanto, mais tomadas de telecomunicações por área/espaço a ser coberto(a), aumentando os pontos de conexão e agregação locais. Um projeto e distribuição adequados do cabeamento, ou seja, do backbone e do subsistema de cabeamento horizontal, ajuda a evitar retrofit e o lançamento de novos segmentos de cabos nas edificações. Conforme abordado na primeira parte desta discussão, o upgrade da tecnologia Wi-Fi tende a ser mais frequente que a atualização do sistema de cabeamento.

Os sistemas de cabeamento estruturado são projetados, conforme as recomendações de normas técnicas, para uma vida útil de dez anos ou, em outras palavras, um ciclo de vida de dez anos. Como o ciclo de atualização das redes Wi-Fi é menor, o projeto do cabeamento passa a ser ainda mais crítico para suportar mais gerações dessa tecnologia em um mesmo ciclo de vida de dez anos. Nesse cenário, o cabeamento precisa ser superdimensionado.

Cabeamento para Wi-Fi

Se considerarmos as capacidades das portas LAN dos pontos de acesso Wi-Fi até Wi-Fi 6/6E, o requisito de camada física é a categoria 6 (250 MHz), cujo cabeamento é projetado para suportar 1 Gbit/s em um canal de 100 m, podendo chegar a 10 Gbit/s em canais com até 55 m. Na prática, a categoria 6 atende aos requisitos das tecnologias Wi-Fi 6/6E em ambientes corporativos. No entanto, esse seria seu limite, com pouca probabilidade de suportar tecnologias Wi-Fi superiores. Ainda, para os pontos

superior. Apenas a largura de banda desta última é aumentada, daí a designação “categoria 6 aumentada”. É importante entender isto, pois ao escolhermos a categoria 6A não estamos selecionando uma categoria melhor.

A categoria 6A certamente não será a solução para todas as necessidades da tecnologia Wi-Fi.

A tecnologia Wi-Fi 8 (em desenvolvimento) pode ter como requisito conexões à rede LAN superiores a 10 Gbit/s por porta. Nesse caso, uma categoria de cabeamento superior à 6A pode ser necessária. Ou mais de um segmento de cabo categoria 6A,

Tab. I – Padrões IEEE para PoE e principais características

Padrão IEEE DesignaçãoAno Potência máximaPotência máxima Pares da fonte (PSE) em Wda carga (PDE) em W utilizados

802.3afPoE200315,412,952

802.3atPoE+20093025,52

802.3btPoE++/201860514

Tipo34PPoE

Tipo3

802.3btPoE++/201810071a904

Tipo44PPoE

Tipo4

802.3buPoDL2016Até60Depende1 daaplicação

de acesso sem fio que operam rádio com canal de 160 MHz de largura de banda, com 4 a 8 streams espaciais em canais de cabeamento de 100 m, a categoria 6 pode ser insuficiente.

Para otimizar o projeto do subsistema de cabeamento horizontal para Wi-Fi, considerando a margem adequada para atualizações, a categoria 6A (500 MHz) passa a ser uma boa escolha, com especificação para suportar transmissão a 10 Gbit/s em canais com 100 m. É importante entender que, embora oferecendo uma largura de banda superior em relação à categoria 6 (250 MHz), um cabeamento categoria 6A (500 MHz) não oferece desempenho

incluindo agregação de portas de switches Ethernet, pode ser necessário para atender aos requisitos da tecnologia Wi-Fi 8. Não é tarefa simples estimar o futuro das redes sem fio.

Conclusões e considerações práticas de projeto

O cobre possui limitação de distância, com canais de até 100 m, em comparação com os cabos de fibra óptica, cujo alcance costuma ser bastante superior. Portanto, para o backbone da rede e agregação de alta densidade, a fibra óptica é a escolha ótima. Para o cabeamento horizontal, o cabeamento balanceado de cobre é a melhor relação custo/benefício.

A implantação das redes sem fio é altamente flexível e mais rápida em relação às redes cabeadas tanto em cobre quanto em fibra óptica. Uma rede Wi-Fi tem menor custo geral de implementação por usuário em relação ao cabeamento estruturado convencional, considerando uma tomada de telecomunicações (TO) por usuário, pois a infraestrutura física requerida é mínima, mas demanda investimento mais elevado em dispositivos corporativos e gerenciamento. Vale lembrar que a densidade de usuários, em geral, é alta. O custo inicial de implementação de um sistema de cabeamento estruturado categoria 6A (500 MHz) para atendimento dos pontos de acesso Wi-Fi na rede corporativa é mais elevado em relação à categoria 6 (250 MHz). No entanto, o retorno sobre o investimento em cabeamento categoria 6A ao longo de seu ciclo de vida justifica a escolha. Novamente, estabelecer a categoria de desempenho “definitiva” para uma rede Wi-Fi, considerando ainda a taxa de atualização dessa tecnologia, não é tarefa simples. Precisamos considerar que a taxa de transferência agregada de um ponto de acesso sem fio é limitada pelo espectro de rádio e pela “concorrência” dos usuários, embora os padrões Wi-Fi mais sofisticados tenham mecanismos para mitigar isto.

Para finalizar, gostaria de discutir o tipo de cabo a ser utilizado no subsistema de cabeamento horizontal para a conexão dos pontos de acesso Wi-Fi. Conforme discutido anteriormente, há um entendimento de que a categoria 6A (500 MHz) se trata da escolha de melhor relação custo/benefício e com boa capacidade para suportar alguns ciclos de atualização da

tecnologia Wi-Fi sem a necessidade de novo cabeamento ou retrofit.

No entanto, existe um certo mito de que esse cabeamento deve ser implementado com cabos balanceados blindados, especialmente para um melhor desempenho para PoE. A blindagem não oferece qualquer benefício em relação à implementação de PoE no cabeamento balanceado. Não há evidências sobre isso e os documentos que estabelecem as práticas de instalação do cabeamento estruturado para PoE não fazem qualquer distinção entre o uso de cabos com ou sem blindagem.

Um cabo blindado deve ser considerado em situações nas quais existir alguma suspeita de que o ambiente de instalação do cabeamento pode estar sujeito a interferência eletromagnética. Como os pontos de acesso Wi-Fi transmitem por antenas e pode haver uma alta densidade desses dispositivos em um determinado ambiente, a escolha de cabeamento blindado para minimizar interferência eletromagnética potencial das antenas dos vários dispositivos Wi-Fi pode ser uma abordagem válida. Mesmo assim, a decisão sobre o uso de cabos blindados deve ser vinculada a um site survey para mapear a distribuição de campos elétricos e magnéticos no ambiente de instalação.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI e telecomunicações e mestre em propagação de sinais. Marin é membro sênior do IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers, consultor, palestrante, coordenador da ABNT/Cobei e autor de livros técnicos.

I NTERS OLA R SOUT H AME RI CA

A m a i o r al i a n ç a d e f ei r a s

p a r a o s et o r e n e r g é t i c o d a

A m é r i c a L a ti n a

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Conectividade crítica redefine operação das empresas brasileiras

A conectividade passou a ocupar um papel que, até pouco tempo, era reservado a sistemas internos. Hoje, em muitas empresas brasileiras, a disponibilidade de rede determina diretamente a capacidade de operar. Esse movimento se intensificou com a adoção de cloud, SaaS – Software as a Service e aplicações em tempo real, que transferiram para fora do ambiente local processos antes controlados internamente.

Os dados ajudam a dimensionar essa mudança. A pesquisa TIC Empresas, realizada pelo Cetic em 2024, indica que 92% das organizações no Brasil já utilizam fibra óptica e também aponta um crescimento no uso de aplicações em processos centrais. O avanço da infraestrutura foi acompanhado por uma transformação mais profunda: a dependência operacional da conectividade. Ainda assim, a forma como essa infraestrutura é contratada e gerida continua, em muitos casos, sendo baseada em critérios de custo e capacidade nominal.

Essa diferença entre dependência e gestão fica mais evidente em cenários de indisponibilidade. Quando a conectividade falha, o impacto não se limita ao acesso à Internet. Sistemas deixam de autenticar, integrações são interrompidas e fluxos operacionais passam a depender de processos manuais ou simplesmente param. Em operações distribuídas, esse efeito se propaga rapidamente, afetando atendimento, vendas e logística de forma simultânea.

Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI RTI RTI RTI RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

O impacto financeiro acompanha essa dinâmica. Levantamentos internacionais mostram que o custo médio do tempo de inatividade pode ultrapassar US$ 300 mil/hora em empresas de médio e grande porte, com valores significativamente maiores em ambientes industriais, onde processos são contínuos e altamente integrados. Mesmo considerando diferenças entre setores, a indisponibilidade deixou de ser um problema técnico isolado e passou a representar um risco direto para o negócio.

No Brasil, esse cenário é influenciado também por fatores estruturais. A Anatel estabelece critérios objetivos para caracterizar interrupções de serviço, considerando eventos superiores a 10 minutos com impacto sobre usuários. A existência desse tipo de parâmetro reforça que indisponibilidade não é exceção, mas uma condição prevista e mensurável. Há ainda fatores externos que ampliam a exposição. Dados da Conexis Brasil Digital mostram que mais de 5,4 milhões de metros de cabos foram roubados ou furtados em 2023, afetando milhões de usuários. Esse tipo de ocorrência evidencia um ponto recorrente em ambientes corporativos: a ausência de diversidade real de rotas.

A contratação de múltiplos links não garante resiliência quando a infraestrutura compartilhada permanece a mesma em parte do trajeto. Em situações desse tipo, a interrupção de um trecho físico pode comprometer simultaneamente todas as conexões disponíveis.

Eventos de maior escala reforçam essa leitura. Durante as enchentes no Sul em 2024, municípios tiveram a conectividade severamente afetada, exigindo medidas emergenciais para o restabelecimento do serviço. Esse tipo de cenário expõe a dependência de infraestrutura física e a necessidade de planejamento para contingências que vão além de falhas pontuais. Esses diferentes cenários apontam para um mesmo desafio: a conectividade passou a ser um componente estrutural da operação, mas ainda não é tratada dessa forma em muitas organizações.

A resposta, no entanto, não está em simplesmente contratar mais banda, e sim em construir arquitetura de conectividade. Isso significa links redundantes em caminhos físicos distintos, para que o rompimento de um cabo ou a falha de um provedor não paralise a operação. Significa adotar SD-WAN para orquestrar o tráfego entre múltiplos links e executar failover inteligente, uma tecnologia cujo mercado na América Latina, segundo a Meticulous Research, deve saltar de US$ 157 milhões em 2024 para US$ 2,77 bilhões até 2035.

Também significa implementar observabilidade de rede, que vai além do monitoramento reativo para identificar causas-raiz e antecipar falhas antes que afetem o negócio. Em muitos casos, também é preciso contar com gestão contínua por equipes especializadas, porque a complexidade de ambientes multicloud com múltiplos links e políticas de segurança convergentes ultrapassa a capacidade da maioria dos times internos.

Para operações distribuídas em áreas remotas, em segmentos como agronegócio, mineração, logística e energia, a conectividade satelital de baixa órbita adicionou uma camada de resiliência antes inexistente.

Um estudo realizado pela Oxford Economics em 2024 identificou que as empresas no topo em capacidade de recuperação, o que os pesquisadores chamaram de líderes em resiliência, se recuperam 28% mais rápido de incidentes do que as demais. A diferença não é de orçamento, e sim de abordagem. Essas companhias entenderam que conectividade é um ativo estratégico que precisa ser gerenciado, monitorado e protegido com o mesmo rigor aplicado à segurança cibernética ou à continuidade financeira.

Toda empresa que migrou para a nuvem, digitalizou processos e conectou operações em tempo real fez, quer tenha percebido ou não, uma aposta na disponibilidade da sua rede. A pergunta que a liderança executiva precisa se fazer hoje não é quanto custa melhorar a arquitetura de conectividade, e sim o valor de continuar sem fazê-la.

PRODUTOS

Servidor 2U

A Positivo Servers & Solutions lançou o Inteliserver, um servidor rack 2U fabricado no Brasil.

Desenvolvido para apoiar a modernização da infraestrutura de TI de médias e grandes empresas,

o equipamento suporta até dois processadores Intel Xeon 6 e até 32 módulos de memória DDR5 de 6400 MHz. O sistema também oferece opções flexíveis de armazenamento com até 25 discos SFF ou 12 LFF, suporte a NVMe, SAS e SATA, além de uma arquitetura de I/O de alta densidade e escalabilidade. Site: www.positivoservers.com.br.

Transponder

Desenvolvido pela Padtec, o transponder TMQ800G-NC apresenta capacidade de 800 Gbit/s e formato OSFP - Octal Small Form

Factor Pluggable. Projetado para aplicações em data centers de alta densidade, incluindo ambientes voltados à IA - Inteligência Artificial e operações hyperscale, o equipamento pode atingir até 3,2 Tbit/s por unidade de rack. Site: www.padtec.com.br.

Cabo óptico

O DROP RA, da Lightera, é um cabo óptico ASU (autossustentado, tubo único), desenvolvido para reduzir o impacto ambiental. Com diâmetro externo compacto de 5,5 mm, a solução suporta vãos de

até 80 m e pode gerar economia de até 15% em ferragens. Disponível nas formações de 6 ou 12 fibras, o DROP RA atende ambientes urbanos e rurais, incluindo aplicações em 5G. Site: https://lightera.com/pt-br/.

FWA

A WDC Networks apresentou a Awire, nova marca de equipamentos voltados à conectividade baseada em FWA - Fixed Wireless Access. A linha

inclui roteadores do tipo

CPE - Customer Premises Equipment, para uso indoor e outdoor, capazes de receber sinal diretamente de redes 4G (LTE) ou 5G por meio de chip SIM, de operadoras ou redes privadas, e distribuir a conexão via Wi-Fi. A proposta é oferecer uma alternativa complementar à fibra óptica, especialmente em cenários onde a infraestrutura cabeada é limitada ou sujeita a instabilidades. Site: https://wdcnet.com.br/.

Climatização de data centers

A LG Electronics lançou um portfólio completo de soluções de climatização (HVAC) voltadas a data centers, com foco em eficiência energética, sustentabilidade e redução do custo total de propriedade (TCO). Entre os produtos apresentados estão chillers centrífugos com mancal magnético, unidades de resfriamento líquido (CDU) e

chillers a ar com tecnologia inverter. Os equipamentos incluem recursos voltados à eficiência operacional, como compressores sem atrito e sistemas de controle térmico de maior precisão, além de indicadores como o IPLV, que mede o desempenho em diferentes cargas, e a utilização de refrigerantes com menor impacto ambiental. Site: www.lg.com/br/business/.

Gerenciamento

A Open Labs disponibilizou o NGIN CCP - Convergent Charging and Policy, solução de OCS - Online Charging System combinada a Policy Control para monetização e controle de serviços em tempo real, voltada a operadoras e provedores de Internet. Concebida para apoiar arquiteturas modernas, a plataforma é cloud-ready, preparada para cenários híbridos e multicloud, e agnóstica à rede, podendo operar em ambientes móveis, Wi-Fi, FTTH, xDSL e cabo. Site: www.openlabs.com.br.

Switch quântico

O Universal Quantum Switch, da Cisco, é projetado para rotear dados quânticos entre sistemas, preservando-os por meio de um mecanismo de conversão patenteado pela empresa que traduz, na entrada e na saída, todas as modalidades de codificação e entrelaçamento. A modalidade de saída pode ser a mesma da entrada, ou

completamente diferente, permitindo que o switch conecte e traduza informações entre sistemas quânticos que nunca foram projetados para se comunicar entre si. Site: www.cisco.com.

MVNO

A Algar comercializa o Telco in a Box, plataforma desenvolvida pelo Brain, centro de inovação da companhia. Com a proposta de oferecer aos parceiros uma estrutura completa para operação como MVNOsOperadoras Móveis Virtuais, incluindo rede, infraestrutura, integração de sistemas, logística de chips e gestão da operação, em um modelo white label , a solução permite criar planos e ofertas personalizadas e pode ser integrada com sistemas de CRM e ERP dos provedores por meio de arquitetura API-First. Site: https://loja.algar.com.br/.

ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software, em parceria com o IEA - Instituto de Estudos Avançados da USP, disponibilizou a obra Tecnologia e Inovação: Governança, Estratégia e Desenvolvimento Digital do Brasil. Com análises de diversos especialistas, o livro discute como integrar inovação local e tecnologias globais, unindo a visão acadêmica do IEA-USP à experiência prática da ABES. O debate central foca na soberania competitiva, segurança de dados e na necessidade de reformas institucionais que posicionem o país como um hub de inovação estratégico. Com 312 páginas, a publicação discorre sobre temas como IA – Inteligência Artificial e regulação do ambiente digital. Link: https://abrir.link/RSsDm.

ampliar campanhas e comprometer alvos de alto valor repetidamente e em uma velocidade superior à capacidade de resposta das defesas. Para as empresas, a capacidade de enfrentar essas campanhas agressivas e preservar a confiança digital em suas redes tornou-se uma prioridade estratégica de negócios. A pesquisa observou mundialmente 1186 campanhas ativas ao longo de 2025. Com 14 páginas, a análise em inglês está disponível no link: https://abrir.link/suJbs.

computacional e energia, otimizar a infraestrutura existente torna-se essencial para garantir resiliência, enquanto o setor precisa equilibrar expansão rápida com riscos geopolíticos, desafios na cadeia de suprimentos e pressões energéticas. A análise acima consta no estudo Data Centers na Convergência Entre Disrupção Tecnológica e Resiliência: Enfrentando a Crescente Demanda, os Impactos Geopolíticos, os Desafios de Escalabilidade e as Pressões da Cadeia de Suprimentos na Emblemática Era da IA – Inteligência Artificial. Com 24 páginas, a análise completa da PwC – PricewaterhouseCoopers pode ser visualizada no link: https://abrir.link/FVUxb.

HPE divulgou os resultados do In The Wild, o primeiro relatório da empresa sobre ameaças cibernéticas. Com base na análise da HPE sobre atividades reais de ameaças observadas globalmente ao longo de 2025, o estudo mostra que o cibercrime passou a operar em escala industrial, com atacantes utilizando automação e vulnerabilidades já conhecidas para

indústria de data centers cresce rapidamente, com investimentos previstos de US$ 1 trilhão até 2027, impulsionados pelo avanço da IA - Inteligência Artificial e de outras tecnologias digitais. Esse crescimento envolve hyperscalers, operadores, desenvolvedores, provedores de energia e investidores que buscam ampliar escala, confiabilidade e eficiência. Com o aumento da demanda por poder

m IA Antifrágil , o autor Antonio Muniz mostra como extrair o máximo das novas tecnologias sem comprometer aquilo que torna profissionais insubstituíveis. Dividida em três partes, a obra examina os impactos da IA – Inteligência Artificial nas profissões, detalha aplicações em 16 áreas e propõe uma jornada para des envolver adaptabilidade, experimentação e protagonismo. Editora Brasport (https://abrir.link/vJzHb), 208 páginas.

Carolina Soares Lima,

Norte Conectado: A revolução das “estradas digitais” e a soberania na Amazônia

Durante muitos anos, a conectividade na Região Norte esteve limitada por soluções frágeis, caras e insuficientes para atender às necessidades de uma Amazônia cada vez mais inserida na dinâmica digital do país. Com a previsão de implantação de oito infovias, cerca de 12 mil quilômetros de fibra óptica subfluvial, conexão de 59 municípios e potencial para beneficiar aproximadamente 10 milhões de brasileiros, o projeto Norte Conectado reposiciona a infraestrutura de telecomunicações da região em outro patamar. Mais do que ampliar a rede, o Norte Conectado enfrenta um passivo histórico. Em muitos municípios, o acesso à Internet dependia quase exclusivamente de conexões via satélite ou rotas terrestres vulneráveis a falhas, o que comprometia a estabilidade dos serviços e limitava o desempenho de escolas, hospitais, órgãos públicos, empresas e provedores regionais. Em diversos casos, os dados percorrem trajetos longos até grandes centros do Sudeste antes de retornar ao Norte, aumentando a latência, encarecendo a operação e restringindo a qualidade da conectividade. Em vez de reproduzir modelos pensados para outras realidades territoriais, a iniciativa transforma os rios amazônicos em verdadeiras “estradas digitais”, conectando populações, serviços e

Esta seção aborda aspectos técnicos, regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos são escritos por profissionais do setor e não necessariamente refletem a opinião da RTI RTI RTI RTI

oportunidades de forma mais racional do ponto de vista logístico e ambiental.

Os números do projeto revelam sua dimensão e alcance. A Infovia 00 (piloto), ligando Macapá, AP, a Santarém, PA, está em operação desde 2022, demonstrando a viabilidade técnica da proposta. As Infovias 01, 02, 03 e 04 já foram concluídas e estão em fase de uso e ativação efetiva. No caso de Roraima, a Infovia 04, que conecta Vila de Moura, AM, a Boa Vista, tem papel decisivo no reforço da infraestrutura estadual. Já as Infovias 05, 06 e 08, esta última responsável por conectar o trecho entre Fonte Boa, AM, e Cruzeiro do Sul, AC, estão em implementação: os testes dos cabos subfluviais foram concluídos em Manaus e a etapa de lançamento nos rios está em andamento.

Cada Infovia conta com cabos compostos por 24 pares de fibras ópticas e capacidade de transmissão de até 4 Tbit/s por par. Isso significa maior capacidade de tráfego, mais estabilidade, menor latência e melhores condições para aplicações críticas, computação em nuvem, serviços corporativos e expansão de soluções digitais de maior valor agregado. Os impactos positivos são diretos e abrangentes: ampliação da inclusão digital, fortalecimento da telemedicina, expansão do ensino remoto, melhoria da prestação de serviços públicos, aumento da competitividade dos provedores regionais, redução de gargalos históricos de conectividade e criação de um ambiente mais favorável ao desenvolvimento econômico da Amazônia.

Para os provedores regionais, o resultado também é expressivo. A nova estrutura reduz dependências históricas, melhora a segurança de tráfego, amplia a capacidade operacional e cria condições mais equilibradas para expansão de cobertura e oferta de serviços com maior qualidade. Isso fortalece atores

locais que têm papel essencial na interiorização da conectividade e na democratização do acesso à Internet. Ao mesmo tempo empresas, governos municipais, escolas, unidades de saúde e pequenos empreendedores passam a operar em um ambiente digital mais confiável, o que contribui para dinamizar a economia regional.

O caso de Roraima é emblemático porque evidencia como a infraestrutura de telecomunicações também representa segurança e continuidade institucional. Durante anos, o estado esteve exposto à dependência de uma rota limitada, situação que aumentava o risco de instabilidade e de interrupções com efeitos sobre usuários, serviços públicos e atividade econômica. O reforço trazido pela Infovia 04 resolve um problema técnico, amplia a resiliência da rede e melhora a capacidade da região de sustentar sua própria vida digital com mais autonomia.

É nesse ponto que o Norte Conectado ultrapassa a condição de obra de telecomunicações e se afirma como iniciativa de soberania digital. Ao reduzir assimetrias históricas, fortalecer a presença de infraestrutura crítica na Amazônia, ampliar a autonomia regional e criar bases mais sólidas para circulação de dados, serviços e oportunidades, o projeto contribui para integrar o território nacional em condições mais equilibradas. Conectar a Amazônia não é apenas levar Internet onde antes havia precariedade, e sim assegurar presença, desenvolvimento, cidadania e capacidade estratégica para uma região vital ao futuro do Brasil.

Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia pela UFRR – Universidade Federal de Roraima. Atualmente é Conselheira Fiscal da Abrint e Diretora Comercial da Webfiber Telecom em Boa Vista, RR.

Carolina Soares Lima é Mestre em

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