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RTI Junho 2025

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DESTAQUES Ano 26 - Nº- 301 Junho de 2025

Consultorias que estão transformando o mercado de provedores Os consultores desempenham papel crucial para o sucesso dos provedores, com expertise em áreas específicas que garantem a sustentabilidade e competitividade do negócio. Veja quem são os principais consultores no Brasil e como eles impulsionam o crescimento das empresas de Internet.

ESPECIAL

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Guia de mini data centers As soluções pré-fabricadas oferecem vantagens como a rápida implantação, do tipo plug and play, com segurança, confiabilidade e redução de custos. O guia relaciona os fornecedores de mini data centers, que inclui os modelos em contêineres e compactos, com apenas um rack.

SERVIÇO

28

Como as LANs ópticas passivas estão iluminando as LANs corporativas Empresas que buscam atualizar ou substituir sua infraestrutura de rede estão percebendo o valor das redes ópticas passivas, que oferecem benefícios significativos. Com isso, reduzem custo total de propriedade e custos operacionais com economia de energia e espaço.

FIBRA ÓPTICA

Capa: Helio Bettega Foto: Deposit Photos

30

Guia de roteadores Wi-Fi Conheça a oferta dos fabricantes de roteadores sem fio no Brasil, com informações sobre os recursos e a padronização IEEE 802.11. Com o aumento das conexões em banda larga e entrada em operação do 5G, o uso de soluções de pontos de acesso e roteamento indoor tende a crescer cada vez mais.

SERVIÇO

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Free Space Optics (FSO) O FSO – Free Space Optics é uma tecnologia de comunicação óptica que transmite dados por meio de feixes de luz (geralmente lasers ou LEDs infravermelhos) através do ar, entre dois pontos com linha de visada direta. O artigo mostra a evolução da tecnologia até os dias atuais.

CONECTIVIDADE

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Segurança cibernética em redes de banda larga fixa de provedores – Parte 3 Esta terceira e última parte do artigo trata de ataques de negação de serviço (DoS), que visam sobrecarregar os recursos operacionais de um sistema, resultando em sua indisponibilidade. Também são apresentadas as ferramentas que auxiliam na prevenção de ataques em cenários de interconexão de redes.

ACESSO

44

SEÇÕES Editorial

4

Informações

6

Interface

48

Em Rede

52

Segurança

54

Produtos

56

Publicações

57

Índice de anunciantes

57

ISP em Foco

58

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por RTI, podendo mesmo ser contrárias a estas.


EDITORIAL

ARANDA

EDITORA

TÉCNICA

CULTURAL

LTDA.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves, e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO: Diretor Diretor: José Rubens Alves de Souza (in memoriam) Jornalista responsável: Sandra Mogami (MTB 21.780) Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59.526)

estudo inédito Mercado de Banda Larga Fixa no Brasil – Dimensão do Mercado e Subnotificação de Acessos, conduzido pela Telco Advisors para a Associação NEO, revelou que 53% das 22.093 prestadoras habilitadas a fornecer banda larga fixa no Brasil não enviaram seus dados à Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações ao longo de 2024. Isso significa que 11.697 empresas estão inseridas em um cenário de subnotificação, levantando preocupações sobre o cumprimento da legislação vigente, os padrões técnicos exigidos e a qualidade dos serviços prestados à população. “É essencial reconhecer que diversos fatores técnicos, estruturais e operacionais dificultam o cumprimento das obrigações por parte de algumas empresas. Devemos abordar essa questão com responsabilidade e buscar soluções em parceria com os órgãos reguladores”, afirma Rodrigo Schuch, presidente-executivo da Associação NEO. Com presença em mais de 86% dos domicílios brasileiros, o setor de banda larga fixa representa um dos pilares da conectividade no país. As dificuldades enfrentadas pelos provedores podem ser mitigadas com o apoio de consultores especializados, tema abordado na reportagem especial desta edição. O cenário regulatório, tributário e fiscal se torna cada vez mais complexo e dinâmico. Mudanças constantes na legislação, somadas à necessidade de conformidade com normas específicas do setor, tornam indispensável a atuação de especialistas para garantir segurança jurídica, eficiência operacional e otimização de recursos, em especial nas empresas de menor porte, evitando penalidades e assegurando a continuidade dos serviços. Esses profissionais monitoram alterações legislativas, orientam sobre regimes fiscais adequados e oferecem suporte para auditorias e fiscalizações. Além disso, identificam oportunidades de redução de custos por meio de planejamento estratégico, correto enquadramento nas normas e aproveitamento de incentivos tributários disponíveis, como a inclusão de SVA - Serviços de Valor Agregado nos planos de Internet. Investir em consultoria especializada é uma decisão que fortalece a segurança, eficiência e sustentabilidade dos provedores em um ambiente marcado por constante transformação. Muitas empresas regionais ainda operam de forma reativa, desorganizada e com equipes pouco engajadas. Com suporte profissional, os provedores podem otimizar suas atividades, elevando a receita e a qualidade dos serviços prestados. Em um contexto de fusões e aquisições (M&A), a adoção de boas práticas regulatórias, de gestão e governança se torna essencial para a valorização dos negócios.

SECRETÁRIAS DE REDAÇÃO E PESQUISAS: Milena Venceslau e Sabrina Emilly dos Anjos Costa PUBLICIDADE NACIONAL: comercial: Élcio S. Cavalcanti Gerente comercial Contatos: Rodrigo Lima (rodrigo.lima@arandaeditora.com.br) Priscilla Cazarotti (priscilla.cazarotti@arandaeditora.com.br) REPRESENTANTES: Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista Rua Carlos Dietzsch, 541, cj. 204 – Bloco E – 80330-000 – Curitiba Tel.: (41) 3501-2489 – Cel.: (41) 99728-3060 – romildoparana@gmail.com Rio de Janeiro e Interior de São Paulo: Guilherme Carvalho Tel. (11) 98149-8896 – guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva Tel.: (11) 2157-0291 – Cel.: (11) 98179-9661 – maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Mr. Weng Jie – Zhejiang International Adv. Group – 2-601 Huandong Gongyu, Hangzhou Zhejiang 310004, China Tel.: +86 571 8515-0937 – jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPro e K. – Mr. Sven Anacker – Starenstrasse 94 46D – 42389 Wuppertal Tel.: +49 202 373294 11, sa@intermediapro.de Italy: QUAINI Pubblicità – Ms. Graziella Quaini Via Meloria 7 – 20148 Milan Tel: +39 2 39216180 – grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel: +81-(0)3-3263-5065 – e-mail: aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd Fl., ANA Building, 257-1 Myeongil-Dong, Gangdong-gu Seoul 134-070 Tel: +82 2 481-3411 – jesmedia@unitel.co.kr Spain: GENERAL DE EDICIONES – Mr. Eugenio A. Feijoo C/Juan de Olia, 11-13, 2a. Planta 28020 Madri Tel: +34 91 572-0750 – gee@gee.es Switzerland Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel: + 41 1 720-8550 – beatrice.bernhard@rdormann.ch Taiwan: WORLDWIDE S Services Co. Ltd. – Mr. Robert Yu 11F-B, No 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel: +886 4 2325-1784 – global@acw.com.tw UK: Robert G Horsfield International Publishers – Mr. Edward J. Kania Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA Tel.: (+44 1663) 750-242, Cel.: (+44 7974) 168188 – ekania@btinternet.com USA USA: Ms. Fabiana Rezak - 2911 Joyce Lane, Merryck, NY 11566 USA Tel.: +(1) 516 476-5568 – arandausa@optonline.net ADMINISTRAÇÃO: Diretor administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. CIRCULAÇÃO: São Paulo: Clayton Santos Delfino - tel. (11) 3824-5300 e 3824-5250 ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Estúdio AP SERVIÇOS: Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima/Intercourier

ISSN 1808-3544 RTI - Redes, Telecom e Instalações, revista brasileira de infraestrutura e tecnologias de comunicação, é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP - Brasil. Tel.: + 55 (11) 3824-5300 e 3824-5250 inforti@arandanet.com.br – www.arandanet.com.br A revista RTI - Redes, Telecom e Instalações é enviada a 12.000 profissionais das áreas de telecomunicações; redes locais, informática e comunicação de dados; instalações; TV por assinatura; áudio e vídeo; segurança (CFTV e alarmes); automação predial e residencial; e sistemas de energia, aterramento e proteção elétrica.


CREDENCIADA DE REDE VIRTUAL, NOS TERMOS DA RESOLUÇÃO DA ANATEL Nº550/2010. SERVIÇOS DE TELEFONIA MÓVEL PRESTADOS PELA VIVO.


INFORMAÇÕES

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elippe Prates, cuja trajetória profissional inclui experiências como jardineiro, mecânico de bicicletas e servente de pedreiro, hoje comanda uma empresa referência nacional na construção de data centers e infraestrutura crítica. Fundada em 2006 e sediada em Joinville, SC, a Novalogic tem crescido rapidamente e traça metas ambiciosas para os próximos anos. “Nosso objetivo é faturar entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões em 2027 e, até 2030, chegar perto de R$ 1 bilhão”, afirma o CEO e fundador. Segundo Prates, a demanda tem aumentado de forma exponencial. “Em fevereiro deste ano, já batemos a meta de ter um faturamento 80% maior em 2025 do que no ano passado. Então tudo que estamos trabalhando daqui até dezembro são extras do extra”, destaca. Nos primeiros anos, a Novalogic focou em infraestrutura de rede, elétrica, automação, dados e conexão. Após viagens à China e aos Estados Unidos, Prates identificou a tendência de empresas construírem seus próprios data centers e, em 2015, passou a atuar nesse segmento com uma estrutura inteiramente nacional, sem terceirização, garantindo qualidade e eficiência. “Enquanto produzimos na fábrica, uma equipe nossa já trabalha em campo, o que nos permite atuar em duas frentes simultaneamente”, explica o CEO. Desde 2019, a empresa também fabrica data centers modulares adaptáveis a diferentes espaços, como estacionamentos ou terrenos alugados, produzindo cascos personalizados em vez de contêineres marítimos. “Entregamos tudo pronto, integrado e certificado”, afirma.

Com mais de 1800 obras concluídas e um portfólio de mais de 1000 clientes, a Novalogic atende grandes corporações dos setores de tecnologia, mineração, indústria naval, portos, aeroportos e hospitais. O rápido crescimento levou a empresa a expandir suas operações para

a Argentina, Chile, Peru e Colômbia, além de iniciar um projeto na Finlândia. Prates, que retornou recentemente de missões comerciais na China, Japão e Emirados Árabes, também planeja visitas ao Marrocos e à Índia para fortalecer a presença global. “Estamos em fortes negociações para nossa expansão mundial”, enfatiza. Um marco importante na evolução da Novalogic é a construção de sua nova sede em Joinville. Com um investimento de R$ 30 milhões, a estrutura terá 10 mil metros quadrados e deve ficar pronta até 2028. “Estamos dobrando o tamanho da nossa sede para acompanhar o crescimento da empresa”, destaca Prates. A demanda por data centers no Brasil cresce rapidamente, impulsionada pelo compromisso com energia limpa. “Os grandes players do mercado exigem data centers com carbono zero. O Brasil está totalmente favorável porque possui mais de 89% de suas fontes de energia renováveis. É o país do momento, assim como a Índia e o EUA, com o Texas”, afirma. A trajetória diversificada do CEO, que começou sua vida profissional atuando como jardineiro e servente

pedreiro, proporcionou-lhe uma visão aprofundada dos desafios e oportunidades do empreendedorismo. Em 1999, o fascínio pela tecnologia o levou a atuar como auxiliar de projetista e professor de informática, além de prestar serviços para empresas. Posteriormente, ingressou no setor de automação industrial e rapidamente identificou o potencial do mercado de conexão de máquinas em redes. “Meu objetivo sempre foi melhorar a minha vida e a da minha família. Minha mãe era costureira, e meu pai, motorista”, relembra. Atualmente, além de comandar a Novalogic, Prates lidera a HSX Holding, um grupo composto por seis empresas que atuam nos setores de tecnologia da informação, provedor de Internet, eventos e agronegócio. Todas são nacionais e 100% de sua propriedade, administradas junto com sua família. O sonho de transformar sua realidade e a de seus entes queridos se tornou realidade. Novalogic – Tel. (47) 3466-0842 Site: https://novalogic.inf.br/

NextStream, empresa de infraestrutura digital, está apostando no aumento de demanda por serviços de nuvem e IA - Inteligência Artificial na América Latina. Depois de comprar da Telefônica um pacote de 11 data centers na região (dois no Brasil, quatro no Chile, dois no Peru, um no México e dois na Argentina) em 2023, o fundo britânico Actis começou a fazer ajustes na operação. A mudança de nome para NextStream foi uma das primeiras


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decisões – antes era Digital Data Center. No Brasil, a empresa conta com unidades em Santana do Parnaíba, SP, com 4600 m² e 14,1 MW, e em Curitiba, PR, com 582 m² e 5,7 MW de capacidade total. “É uma empresa que, embora seja nova em termos de nome e mercado, tem mais de 20 anos de experiência em gestão de data centers”, diz Marco Kalil, CRO da NextStream, executivo com mais de 35 anos de experiência na indústria de tecnologia de informação, contratado no início do ano para comandar a área comercial para a América Latina. A unidade de Santana do Parnaíba foi uma das primeiras da América Latina a ser certificada Tier III pelo Uptime Institute em Design e Instalações. Possui espaço disponível para a construção de um novo edifício semelhante ao existente, podendo duplicar a carga total de TI da instalação. O pedido para conexão à rede básica de transmissão do ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico já foi solicitado ao Ministério de Minas e Energia. “Com o boom da inteligência artificial, os investimentos globais em data centers têm batido recorde. A NextStream quer capturar parte desse interesse e demanda”, afirma o CRO. Segundo ele, o setor está aquecido e os investidores veem a América Latina como um mercado promissor, impulsionado pela energia limpa, capilaridade, mão de obra especializada para tocar o negócio e flexibilidade de prover um data center

neutro, onde o próprio cliente pode escolher o provedor de conectividade. O fundo Actis mantém ativos em energia, torres de telecomunicações e data centers e pretende expandir sua presença, especialmente no Brasil, México e Chile. Entre os planos futuros está a ampliação das instalações e a construção de data centers na modalidade build-to-suit, em que o data center é projetado, construído e operado de acordo com as necessidades específicas de cada cliente. A estratégia da NextStream visa atender grandes empresas que operam com IA, dado que o aumento da capacidade de processamento envolve investimentos substanciais. No mercado, estima-se que cada MW exija investimentos de cerca de US$ 10 milhões a US$ 15 milhões. Com o suporte da Actis e da General Atlantic, que comprou o controle da Actis no ano passado, a companhia busca consolidar sua presença e capturar oportunidades no crescente mercado de infraestrutura digital na América Latina. NextStream – Tel. (11) 96901-5113 Site: https://nextstreamdc.com/

Sitehop, empresa britânica especializada em soluções de criptografia de alto desempenho para proteger dados em movimento, apresentou as soluções 10G com licenciamento de Criptografia Pós-Quântica (PQC) em evento com clientes em Brasília, DF, no dia 9 de maio, em parceria com a NCT Informática, que reuniu mais de 40

profissionais de cibersegurança de empresas, agências governamentais e instituições. “O resultado expressivo evidenciou uma realidade crucial: empresas em todo o Brasil reconhecem a necessidade urgente de preparar sua infraestrutura para o futuro contra ataques cibernéticos com tecnologia de IA, quebra de criptografia quântica e vulnerabilidades de edge computing”, diz Krister Almström, Diretor de Desenvolvimento de Negócios Latam da Sitehop. Segundo ele, a Sitehop é pioneira em oferecer criptografia pós-quântica compatível com NIST em velocidades de 10G/100G, reduzindo a lacuna entre desempenho e segurança. “A criptografia tradicional torna as redes lentas, mas a abordagem acelerada por hardware do Sitehop elimina essas penalidades”, diz. “Já temos time técnico na região que garante suporte técnico em português para empresas brasileiras.”, complementa. A computação quântica, antes uma preocupação teórica, está rapidamente se tornando uma ameaça prática. Estudos da indústria sugerem que um computador quântico poderia quebrar a criptografia RSA-2048 em minutos, tornando vulneráveis as comunicações mais seguras da atualidade. Com governos e corporações investindo pesadamente em pesquisa quântica, a estratégia de ataque “coleta agora, quebre a criptografia depois” já é uma realidade. A PQC usa algoritmos projetados para resistir a ataques de computadores quânticos, protegendo os dados contra ameaças atuais e futuras. A solução da Sitehop é a primeira PQC 100G do mundo, permitindo que as empresas migrem facilmente do IPsec legado para a criptografia quântica. Além disso, garante taxa de transferência na velocidade do link, com latência zero adicionada. O PQC pode ser habilitado por túnel VPN (até 8000 por dispositivo).


INFORMAÇÕES

“Com o cenário regulatório no Brasil se tornando mais rigoroso, as empresas precisam de criptografia que atenda tanto aos padrões atuais quanto às ameaças futuras. A PQC compatível com o NIST da Sitehop é inovadora e um imperativo estratégico para conformidade e vantagem competitiva”, diz Priscila Joranhezon, CEO da NCT Informática. No centro da inovação da Sitehop está a plataforma SAFEcore 10G e 100G, uma solução acelerada por hardware projetada para enfrentar tanto o desafio de velocidade quanto o de segurança. Diferente dos sistemas tradicionais, que sacrificam desempenho em função da criptografia, o SAFEcore 10G/100G suporta atualizações em campo de 10G para 100G, eliminando substituições caras de hardware. Essa flexibilidade garante que as empresas possam se adaptar às crescentes demandas de largura de banda — seja para cargas de trabalho de IA, análises em tempo real ou conectividade em nuvem em hyperscale — sem comprometer a segurança. A criptografia tradicional baseada em software frequentemente prejudica o desempenho da rede, adicionando milissegundos de latência e consumindo energia em excesso. A arquitetura patenteada reduz a latência em 10 mil vezes em comparação com soluções de software, além de reduzir o consumo de energia em 90%. Para data centers e operadoras, isso se traduz em custos operacionais mais baixos e uma pegada de carbono menor. “A infraestrutura digital do Brasil está crescendo rapidamente, e a confiança deve ser parte integrante desse crescimento. A resposta ao lançamento da nossa solução PQC 10G confirmou que as organizações aqui não estão apenas prontas para desempenho, mas

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também exigem soluções de criptografia nas quais podem confiar. Isso é exatamente o que a Sitehop oferece com o SAFEcore 10G e é por isso que nossa parceria com a NCT é um passo tão importante”, disse Melissa Chambers, CEO da Sitehop. Com suporte nativo para IPv6 e túneis híbridos IPsec/ PQC, o SAFEcore 10G permite uma transição gradual para a criptografia pós-quântica. As organizações podem aplicar PQC seletivamente a tráfego sensível (por exemplo, transações financeiras ou comunicações governamentais), mantendo a criptografia convencional para tráfego de dados menos críticos — tudo dentro da mesma infraestrutura. O lançamento da Sitehop no Brasil faz parte de uma estratégia para construir ecossistemas quânticos em todo o mundo. “A novidade reforça a confiança na propriedade intelectual da Sitehop, incluindo seus algoritmos PQC aprovados pelo NIST. As colaborações com operadoras de tier 1 e provedores de nuvem garantem que a tecnologia da Sitehop esteja incorporada à espinha dorsal da conectividade global”, conclui Almström. Sitehop – Tel. (11) 95654-6759 Site: www.sitehop.com

crescente demanda por conectividade de alta capacidade não apenas nos grandes centros, mas também nas cidades de menor porte, tem impulsionado investimentos significativos no setor de telecomunicações. A American Tower do Brasil tem se destacado nesse cenário com investimentos em equipamentos DWDM e modernização da rede IP e MPLS, além da expansão do backbone, que já ultrapassou os 30 mil


Confie na líder em Laserway no Brasil para seu projeto PON LAN Laserway é uma solução em rede óptica totalmente passiva, confiável e modular, com instalação simplificada e redução de custos. Atende setores que vão da educação à indústria, com alto desempenho e escalabilidade. Confira os principais benefícios dessa solução:

INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

OTIMIZAÇÃO DA INFRAESTRUTURA

SEGURANÇA LÓGICA E FÍSICA

REDE EFICIENTE E SUSTENTÁVEL

REDUÇÃO DO CONSUMO DE ENERGIA

IMUNIDADE ELETROMAGNÉTICA

Laserway garante otimização de até :

70% de economia em cabos

70% de economia em espaço

OPERAÇÃO OTIMIZADA

CONTROLE CENTRALIZADO ALTA DISPONIBILIDADE

FACILIDADE DE MANOBRAS E EXPANSÃO DE REDE

70% em economia energética

80% 35% de economia em plástico

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INFORMAÇÕES quilômetros, mais que o dobro do tamanho desde a aquisição dos ativos da Cemig Telecom em 2018. Nos últimos anos, a rede da American Tower se ramificou para os estados adjacentes de Minas Gerais, onde iniciou a operação. Atualmente, a empresa está presente em mais de 140 municípios e conta com conexões estratégicas nos principais data centers do país, incluindo Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília. Grande parte da infraestrutura de longa distância da empresa utiliza redes OPGW, que se aproveitam das linhas de transmissão de energia elétrica, garantindo maior resiliência, disponibilidade e confiabilidade ao serviço. Em 2023, investimentos na tecnologia DWDM da Infinera permitiram a implementação de uma rede de alta capacidade e baixa latência, possibilitando interfaces de até 400 Gbit/s nas grandes cidades e de 100 e 200 Gbit/s mesmo em municípios menores. “O mercado de conectividade sofreu uma transformação nos últimos anos. Durante a pandemia, o segmento residencial cresceu rapidamente, atingindo 150% de ocupação em 18 meses. O crescimento orgânico diminuiu a partir do final de 2022, mas os provedores passaram a demandar mais

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capacidade para atender ao aumento do consumo de dados por parte dos clientes. Como resultado, a necessidade de conectividade de longa distância cresceu substancialmente entre 2023 e 2025”, diz o Diretor de Engenharia e TI de Fibra da American Tower, Rodrigo Boccasius. Além de atender as grandes operadoras, a empresa conta com uma carteira de mais de 200 provedores, além de uma forte atuação no segmento corporativo B2B, um dos

mercados com maior crescimento nos últimos anos. Para continuar atendendo essa demanda crescente, a empresa está investindo na modernização de sua rede IP e MPLS, visando entregar serviços altamente resilientes, com baixa latência e escalabilidade para clientes de diferentes portes. Com os novos equipamentos, a empresa poderá discriminar tráfegos pequenos, começando com 10 Gbit/s, por exemplo, mas com a mesma qualidade do tráfego de 400 Gbit/s. “As principais cidades já têm equipamentos IP e MPLS com capacidade de usar o nosso backbone e a próxima onda é levar esses equipamentos de mais alta tecnologia para as cidades menores a um custo competitivo. Com um plano estruturado de modernização, a empresa continua expandindo sua atuação, garantindo conectividade eficiente e de alta qualidade para diversas regiões do Brasil”, afirma Boccasius. A American Tower do Brasil, subsidiária da American Tower Corporation, que opera em 22 países, um dos maiores fundos de investimentos imobiliários globais, é proprietária independente, operadora e desenvolvedora de infraestrutura multicliente para comunicações e transmissão sem fio. O


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portfólio conta com mais de 22.500 pontos de comunicações no Brasil, uma operação de fibra óptica em Minas Gerais e uma rede nacional para IoT - Internet das Coisas que usa a tecnologia LoRaWAN. Em todo o mundo, opera cerca de 148 mil estações de comunicação sem fio. A sede da American Tower do Brasil está localizada em São Paulo e sua matriz em Boston, EUA. American Tower – Tel. (31) 3003-3336 n Site: www.americantower.com/pt-br/

TIP Brasil, empresa brasileira sediada em Campinas, SP, apresentou diversas novidades em seu portfólio. Entre elas, destaca-se a parceria com a Telecall, operadora com matriz no Rio de Janeiro,

que tem como objetivo oferecer serviços de MVNO white label utilizando a cobertura móvel da Vivo. Os provedores que aderirem ao projeto poderão lançar seus serviços de telefonia móvel 5G, com planos personalizados, identidade própria e suporte técnico completo, operando sob a infraestrutura móvel da Telecall, operadora autorizada Vivo. Com 300 MVNOs cadastrados, a TIP Brasil comercializa suas soluções para cerca de 2500 provedores. A empresa acredita que pode convencer boa parte dessa base a se tornar uma operadora de telefonia móvel. “Quando lançamos a nossa oferta de MVNO em 2020, trabalhávamos somente com a rede da TIM. A parceria

com a Telecall, operadora autorizada Vivo, amplia o escopo de clientes que podemos atender”, afirma Cristiano Alves, diretor comercial da TIP Brasil. Ao utilizar a rede móvel, o usuário verá o nome do seu provedor no display do dispositivo. O modelo de negócio da TIP cobra dos provedores um custo fixo para o acesso à plataforma de gerenciamento, cujas opções incluem licenças, gestão de portabilidade, ativação de planos e monitoramento da operação. Além da ampliação da oferta de MVNO, a TIP adicionou SVAs – Serviços de Valor Agregado ao portfólio. O destaque fica por conta do Toque Toque, da Wave Technologies, um interfone digital


INFORMAÇÕES que funciona por meio da instalação de uma placa com um QR Code na frente de uma casa, condomínio ou escritório. Uma pessoa, ao chegar no local, escaneia o QR Code que aciona uma chamada, de voz ou vídeo, em um número cadastrado previamente pelo morador. Na ligação, o residente consegue visualizar o rosto do visitante, permitindo ou negando o acesso, porém o contrário não se aplica por questões de segurança. Os QR Codes também podem ser impressos e utilizados no monitoramento de objetos, animais e pessoas. “A TIP nunca havia ofertado SVAs para os provedores, pois não encontrávamos uma solução que, no nosso ponto de vista, realmente agregasse valor. O Toque Toque chega para quebrar essa premissa”, diz Alves. Outra iniciativa, agora na área de propaganda, é o TIP Mídia. A solução, projetada em parceria com a Shempo, fabricante nacional de painéis digitais, consiste em um totem digital, instalado em ruas e estabelecimentos, que veicula propagandas. O equipamento conta com câmeras instaladas no topo que mostram aos transeuntes, mediante um cadastro via QR Code, imagens da cidade. “Os painéis são entregues pela TIP com 10 propagandas. O pedestre, ao olhar para visualizar o nome da rua, se depara com o anúncio de um posto, padaria ou comércio próximo. A regularização com as prefeituras é toda feita por nós. Cada contratante paga, em média, R$ 150 semanais por peça veiculada, gerando uma receita extra para o provedor”, salienta o diretor comercial. Recentemente, a TIP anunciou o início das operações em Porto Alegre, RS. O espaço, localizando no Polo de Inovação Instituto Caldeira, visa impulsionar as parcerias com provedores da região Sul a partir da oferta de soluções de telefonia de voz fixa (telefonia IP) e móvel (MVNO) e serviços de TV e filmes no streaming, além de produtos destinados à melhoria dos serviços e do aumento do tíquete médio. Atualmente, a TIP conta com 600 provedores regionais parceiros no estado e pretende dobrar esse número até o final de 2025. TIP Brasil – Tel. (19) 3090-2255 Site: tipbrasil.com.br

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Sparz, empresa brasileira de tecnologia de core para redes 4G/5G, com sede em Florianópolis, SC, desenvolveu uma solução capaz de reduzir os custos da construção de redes móveis privativas em até 80% quando comparadas com as tecnologias dos grandes fabricantes globais. O produto é destinado a ambientes indoor como indústrias, shoppings centers, eventos, entre outros. “A evolução das redes móveis sempre foi baseada em core de rede de grandes marcas. Além do custo muitas vezes proibitivo para um provedor regional, são soluções projetadas para uma demanda de milhões de usuários, quantia acima das necessidades de uma operadora regional. Fora o fato de que a troca da tecnologia de um fabricante por outro é tão onerosa e desgastante que o provedor acaba condicionado a ficar sempre com a mesma marca. Nosso produto chega para solucionar tais questões”, explica Ricardo Vieira, fundador da Sparz.

A empresa oferece o core de rede EPC 4G, responsável por gerenciar o tráfego de dados, autenticação dos usuários e mobilidade entre torres, conectando os dispositivos à Internet com qualidade, segurança e continuidade da conexão; e o core de rede 5G SA, projetado para oferecer baixa latência, maior capacidade e controle de sessões e políticas de usuário, podendo gerenciar conexões, dados, mobilidade e serviços avançados de forma nativa, sem depender da


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infraestrutura 4G. Inicialmente, o foco é atender provedores com até 20 mil usuários. A Sparz tem feito testes com capacidades maiores para que a plataforma seja à prova de futuro e evolua de acordo com as necessidades de seus contratantes. “Um dos pontos fortes da nossa solução é a escalabilidade. Conseguimos expandir a rede de forma muito simples, acompanhando a expansão da operação sem complicação. Outro aspecto importante é a compatibilidade com os principais fabricantes de rádios do mercado, o que mostra que estamos preparados para atender todos os tipos de projetos”, revela o fundador. Para ampliar a presença da sua tecnologia no Brasil, a Sparz está em busca de parcerias estratégicas com provedores regionais. A ideia é apoiá-los na expansão das suas redes privativas, fixas e móveis, atendendo com mais agilidade e eficiência às novas demandas do mercado. O objetivo da startup catarinense, até o final de 2025, é estar com 80 redes ativas, posteriormente escalando por toda a América Latina. Sparz – Tel. (48) 99909-3057 n Site: https://sparz.co/

PliQ, com sede em Fortaleza, CE, oferece uma plataforma especializada em gestão da experiência do cliente via pesquisas e marketing de indicação. Fundada no final de 2019, a empresa desenvolveu a tecnologia com foco em softwares humanizados que ampliem, de forma positiva, a experiência dos contratantes. “Muitos provedores desconhecem o potencial de sua base atual de clientes, preocupando-se apenas em angariar novos”, afirma César Rabelo, CEO e fundador da PliQ. Com integração nativa com diversos ERPs do mercado, como IXC Soft, RBXSoft, Totvs, HubSoft e MK Solutions, a solução fornece a gestão da jornada do provedor via dados comportamentais avançados,


INFORMAÇÕES inteligência integrada, fluxos e dashboards com indicadores em tempo real. Um exemplo é a aplicação de IA – Inteligência Artificial para analisar, pela voz, o sentimento do cliente. Com a informação, é possível categorizar se o usuário está satisfeito ou insatisfeito com o serviço prestado pela operadora e analisar os dados catalogados. “Trabalhamos com quatro Rs: resultado, reputação, relacionamento e reativação”, explica Rabelo. No resultado, é feito um levantamento sobre os principais

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objetivos do provedor com a ferramenta. Já no segundo, reputação, a PliQ procura melhorar a imagem da marca ao analisar e aperfeiçoar o atendimento aos usuários em plataformas como Reclame Aqui, Google Comentários e Instagram. O relacionamento envolve construir um canal de comunicação com o cliente, indo desde o envio de uma mensagem de boas-vindas a uma felicitação de aniversário. Por fim, a reativação consiste em entrar em contato com usuários inativos e trazê-los de volta via campanhas segmentadas, ofertas exclusivas e conteúdos personalizados. “Em alguns casos, tivemos clientes que obtiveram uma redução de 30% no número de cancelamentos”, diz o CEO. As pesquisas podem ser realizadas por WhatsApp, SMS, e-mail, totem, sites, Webhook e QR Code, com metodologias como NPS – Net Promoter Score que, com uma pergunta, mede a satisfação do usuário em uma escala de 0 a 10. É ainda usado o CSAT – Customer Satisfaction Score, com múltiplas questões sobre diversos aspectos de um produto ou serviço, possibilitando atribuir notas de 0 a 5, e pesquisas de respostas com estrelas, like ou dislike.

“Aproximadamente 70% dos provedores que nos procuram relatam problemas com o cancelamento de seus clientes. Hoje, com a concorrência cada vez mais alta, reter a base de assinantes passou a ser fundamental”, opina Rabelo. A PliQ trabalha com uma média de 15 mil pesquisas disparadas por automação. Já o tempo de trabalho economizado mensalmente por colaborador de um contratante pode chegar a 44 horas. Anualmente, a companhia estima poupar mais de 1000 horas de seus clientes em gestão de feedbacks e relacionamentos. Para 2025, a empresa tem como meta chegar à marca de 300 provedores atendidos. PliQ – Tel. (11) 99860-2451 n Site: www.pliq.com.br

O Melhor do Bits Fiscalização - A Cemig está intensificando o combate aos cabos de empresas de telecom instalados irregularmente ou que não possuem contratos de compartilhamento nas estruturas da companhia. Somente nos três primeiros meses deste ano, a empresa já retirou 3,6 toneladas de fios


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irregulares em seus postes no estado de Minas Gerais, em 28 cidades. Nos quatro primeiros meses de 2025, a Cemig já fez 12.938 notificações a empresas de telecom para realizar a adequação em toda a sua área de concessão. Esse número já é 22,94% superior a todo o ano passado, quando foram realizadas 10.524 notificações. Site: https://abrir.link/AdRxw. Canais - A Panduit, especializada em soluções de infraestrutura elétrica e de redes, prevê um crescimento de 20% no mercado brasileiro em 2025, dobrando o faturamento registrado em 2023. Um dos pilares para alcançar essa meta é a ampliação de sua rede de canais e a implantação do programa de parceiros Panduit ONE Partner, que visa impulsioná-la em todo o país. Desenvolvido para apoiar e recompensar provedores de soluções premium que projetam, constroem, instalam e prestam serviços para infraestrutura de rede física, o Panduit ONE Partner oferece uma abordagem completa de capacitação, combinando cursos online e treinamentos presenciais, além de certificações em competências-chave, fundamentais para ampliar as habilidades técnicas e comerciais dos parceiros. Site: https://abrir.link/TUcxi. Data centers - A Elea Data Centers anunciou um projeto de até 3,2 GW de capacidade energética para suportar o crescimento acelerado das aplicações de IA - Inteligência Artificial e computação em nuvem. O programa dá origem à Rio AI City, uma cidade de data centers localizada na região do Parque Olímpico, no Rio de Janeiro. A iniciativa equivale a um investimento da ordem de bilhões de dólares, consolidando-se como um dos maiores da América Latina e do mundo. O projeto já nasce integrado à infraestrutura urbana da cidade, incluindo o hub de cabos submarinos, a malha energética disponível e a conectividade local. A conexão à rede básica de energia conta com 99,8% de disponibilidade e utiliza exclusivamente energia proveniente de fontes renováveis. Site: https://abrir.link/iLvBY. B2B - Após 26 anos de atuação no mercado B2B de telecomunicações e tecnologia, a Mega transformou-se em holding e anunciou o lançamento da Samm como nova marca operacional que unifica todas as operações do grupo. A movimentação reflete uma estratégia de longo prazo, baseada em aquisições estratégicas, crescimento orgânico e consolidação nacional. Além da nova estrutura, o grupo aposta em três pilares estratégicos: a liderança do mercado B2B, a integração de culturas organizacionais e a consolidação operacional. Site: https://abrir.link/jkXtL.

O melhor do Bits traz um resumo das principais notícias sobre o mercado publicadas no RTI in Bits, boletim semanal enviado por email para os leitores de RTI. Mais notícias podem ser encontradas no site: https://www.arandanet.com.br/revista/rti/noticias.


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Consultorias que estão transformando o mercado de provedores Sandra Mogami, com a colaboração de Fábio Laudonio, da Redação da RTI

O Os consultores desempenham papel crucial para o sucesso dos provedores de Internet, com expertise em áreas específicas que garantem a sustentabilidade e competitividade do negócio. A reportagem especial mostra os principais consultores regulatórios, jurídicos, técnicos e comerciais no Brasil e como eles impulsionam a inovação, conformidade e crescimento das empresas de Internet.

s provedores de Internet enfrentam um cenário desafiador no Brasil. Muitas dessas empresas começam pequenas, com estrutura familiar e recursos limitados, o que pode resultar em um crescimento desordenado. As equipes são enxutas e os proprietários precisam lidar simultaneamente com múltiplas demandas, que vão desde aspectos técnicos e operacionais até questões regulatórias, fiscais, jurídicas e tributárias. Nesse contexto, contar com o apoio de consultores especializados é essencial para garantir eficiência, conformidade legal e o crescimento sustentável dos negócios. Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos provedores é acompanhar a complexidade das normas regulatórias impostas pelos órgãos governamentais. A Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações exige o cumprimento de diversas obrigações, incluindo a correta prestação de serviços e o respeito aos direitos dos consumidores. Ao atuar como um departamento regulatório ou jurídico terceirizado, a consultoria especializada ajuda as empresas a interpretar e aplicar as regras corretamente, evitando penalidades e garantindo a continuidade das operações. Com essas estratégias, os provedores podem focar na otimização de suas atividades, aumentando a eficiência e

impulsionando a inovação. Além disso, em um cenário de fusões e aquisições (M&A), a adoção de boas práticas regulatórias e de governança contribui para a valorização do negócio. A seguir, apresentamos os principais consultores especializados em provedores de Internet no Brasil, os serviços oferecidos e o impacto que geram nessas empresas.

Atelco Marcos Assis, CEO da Atelco, uma empresa de consultoria nas áreas de engenharia, contabilidade e jurídica sediada em Goiânia, GO, com 21 anos de mercado, é graduado em Engenharia de Telecomunicações pelo Inatel – Instituto Nacional de Telecomunicações, com duas especializações na área, além de uma pós-graduação em Direito Tributário. “Me dedico ao setor há 42 anos. Comecei muito jovem, com apenas 17 anos, montando sistemas de retransmissão de telecomunicações com rádios desde a fundação das torres e comissionamento dos equipamentos”, conta o CEO. Ao longo de sua trajetória, Assis construiu mais de 400 torres e sistemas de transmissão. Ele acompanhou a desregulamentação e a privatização do setor e direcionou sua atuação para projetos e construções de redes.


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“Em 1991, já com muita atuante na área de experiência de campo, mentoria e assessoria comecei a montar provedor empresarial, através da de serviço de conexão à formação de organismos Internet por acesso de ‘conselhos’ nas discado”, relembra. Após empresas em que concluir sua graduação em atuamos”, acrescenta. 1997, Assis intensificou a Além disso, há planos de atuação na área. “Fui lançar em breve uma rede verificando que os de franquias da Atelco. provedores, principalmente Na área contábil, a em pequenos e médios empresa continua se Marcos Assis, CEO da Atelco: agenda centros urbanos, aprimorando, com cheia para os precisavam de orientações crescimento e próximos três anos nas áreas financeira, desenvolvimento tributária, contábil, jurídica, regulatória, de contínuos da equipe. “Celebramos acordos engenharia e comercial”, explica. Para suprir especiais no Confaz – Conselho Nacional essas demandas, ele criou um hub de de Política Fazendária em diversos estados soluções que abrange todas essas áreas, e fazemos defesas administrativas em formando uma equipe multidisciplinar qualquer órgão governamental, seja composta por engenheiros, economistas, ANEEL, ANTT, Anatel, ou qualquer contadores, advogados e administradores. outra entidade reguladora”, explica Assis. “Hoje, 11 desses profissionais são meus Segundo ele, a ausência de um sócios”, diz. consultor ou uma equipe qualificada O CEO atuou em projetos para a pode resultar em um crescimento fraco e Redevox e Flylink, ambas de Uberlândia, riscos elevados. “Já atuei em clientes que MG, além de empresas como Brisanet, tinham mais de 15 anos de mercado e Sumicity, Mobi, Desktop, Giga+, Allrede nunca alcançaram mais de 3 mil e outras em diversas regiões do Brasil. assinantes”, diz. Sob sua mentoria, “Já vendi minha participação em alguns algumas empresas passaram de bases provedores e há oito anos parei para pequenas para mais de 1 milhão de contar o número de empresas atendidas: assinantes em pouco tempo. já eram mais de 600”, afirma. A Atelco ajuda provedores a vencer A Atelco oferece serviços variados de desafios como instabilidade operacional acordo com a necessidade de cada cliente, causada por falta de planejamento e atuando na estruturação de provedores de governança, levando a taxas elevadas de Internet de todos os portes, inclusive cancelamento, inadimplência, perda de valuation, fusões e aquisições. O grupo é equipamentos e problemas fiscais e composto por quatro empresas: Atelco jurídicos. Além disso, ele alerta para Contabilidade, Atelco Assessoria questões macro, como concorrência Empresarial, Atelco Engenharia e Atelco predatória, ocupações clandestinas de Solutions, uma startup incubada no Inatel postes, ataques de DDoS e impactos da focada em software de gestão de riscos. reforma tributária e mudanças regulatórias. Além do atendimento via plataforma “Desafios não faltam, mas estamos digital, Assis visita clientes para reuniões prontos para enfrentá-los”, conclui. estratégicas e treinamentos presenciais e Site: https://atelco.com.br/ online. “Criamos um software para facilitar esse atendimento e centralizamos CG Consultores tudo em um único canal, via omnichannel”, explica. A Atelco já tem Fundada em 2002 pelo engenheiro treinamentos agendados para os Carlos Guerra Godoy, a CG Consultores próximos três anos. “Eu sou mais nasceu com a missão de apoiar provedores

de Internet na superação dos desafios regulatórios e burocráticos do setor de telecomunicações. A empresa cresceu lado a lado com a criação do SCM - Serviço de Comunicação Multimídia e, desde então, tem ampliado sua atuação para oferecer suporte em diversas frentes estratégicas. Com o passar dos anos, a CG Consultores diversificou suas áreas de atuação. Se antes o foco estava na consultoria regulatória e tributária, hoje a empresa oferece suporte fiscal, jurídico, contábil e de governança, além de serviços especializados como a implementação da LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados e a contabilidade voltada para o setor de telecomunicações. Em 2016, Carlos Guerra Godoy passou a integrar o conselho da Abrint - Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações, reforçando seu papel na defesa dos interesses dos pequenos e médios provedores no cenário nacional. A CG Consultores também atua no licenciamento de frequências de radioenlace junto à Anatel, mantendo ativo o CREA em todos os estados para a emissão de atestados de responsabilidade técnica. A empresa desenvolveu um software de checagem de interferências entre estações, otimizando o processo de operação dos provedores. Além disso, a consultoria introduziu um sistema de gerenciamento de riscos, chamado CRISP, que monitora mais de 50 indicadores para assegurar que as operações dos clientes estejam em conformidade e protegidas contra possíveis imprevistos.

Carlos Guerra Godoy, diretor da CG Consultores: oportunidade de regularização e fortalecimento para os pequenos provedores


ESPECIAL Segundo o engenheiro, o setor de telecomunicações segue em expansão, com 20 mil provedores registrados na Anatel, mas apenas 7 mil cumprindo regularmente as notificações exigidas. “Esse cenário aponta uma grande oportunidade de regularização e fortalecimento para os pequenos provedores, que podem contar com o suporte da CG Consultores para melhorar sua gestão de riscos, valuation e posicionamento no mercado”, diz o fundador. Atualmente, a empresa atende clientes em 23 estados brasileiros e conta com uma equipe especializada de 14 profissionais em Santa Rita do Sapucaí, MG, todos com formação técnica em eletrônica, telecomunicações, informática e contabilidade. “Com uma abordagem estratégica e personalizada, a CG Consultores segue como um aliado essencial para provedores que buscam segurança, crescimento e uma melhor posição no mercado de fusões e aquisições”, finaliza. Site: https://cgconsultores.eng.br/

como gerente jurídica em uma empresa de consultoria técnica”, explica. De 2016 a 2020, fez parte do corpo jurídico da Abrint - Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações, uma experiência que considera “grandiosa e desafiadora”. Durante esse período, auxiliou provedores de todo o Brasil em projetos estratégicos. Seu escritório, com sede em Londrina, PR, e um ponto de atuação em Brasília, DF, conta com oito profissionais que oferecem um amplo leque de serviços jurídicos, com foco nos serviços regulatórios, ajudando os provedores no cumprimento das regras da Anatel. “Nosso grande diferencial é ter presença em Brasília, atuando diretamente junto aos órgãos que fazem parte da atividade dos provedores”, afirma. Além da proximidade com os órgãos reguladores, o escritório foca na negociação de conflitos e soluções jurídicas que garantam segurança e economia às empresas. Daniele Frasson destaca a importância da assessoria jurídica preventiva, essencial Daniele Frasson para evitar conflitos e garantir que as Advogados Associados empresas estejam sempre em conformidade com as regulamentações. Daniele Frasson, advogada “A assessoria jurídica oferece proteção especializada em direito das tecnologias, legal, evita conflitos e garante segurança abriu seu próprio escritório de advocacia em diversas situações”, pontua. Ela em 2016, após uma trajetória de destaque ressalta que, ao atuar preventivamente, é no setor de telecomunicações. Com possível reduzir custos e mitigar riscos formação pela jurídicos. Universidade Norte do Entre os serviços Paraná e pós-graduações oferecidos pelo escritório em diversas áreas do estão a orientação sobre direito, sua atuação se direito trabalhista, estende desde consultoria tributário e empresarial, jurídica até a negociação de além da elaboração de conflitos para empresas contratos e defesas do segmento de Internet administrativas. “Também e telecomunicações. auxiliamos na precificação “Comecei a trabalhar de planos com inclusão de com telecomunicações em serviços de valor agregado Daniele Frasson, 2007, em um escritório que e na negociação com sócia fundadora da atendia a operadora concessionárias de energia Daniele Frasson Sercomtel. Após essa elétrica, buscando Advogados experiência, iniciei minha modificações contratuais e Associados: segurança jurídica e jornada no segmento de adequações de economia financeira provedores de Internet, infraestrutura”, detalha. O para provedores

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escritório ainda atua na resolução de conflitos administrativos e judiciais e oferece suporte para o registro de marcas no INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Com uma abordagem focada em resultados, Daniele Frasson acredita que seu trabalho contribui diretamente para o crescimento e a segurança dos provedores de Internet no país. “Nosso objetivo é sempre trazer soluções eficazes, garantindo economia financeira e segurança jurídica para uma melhor tomada de decisão”, conclui. Tel. (43) 99908-4186 n

DJR Consultoria A DJR Consultoria, com sede em Recife, PE, atua desde 2010 auxiliando provedores a tomarem decisões mais assertivas. O portfólio de serviços inclui a elaboração de projetos de fibra óptica, bem como execução e manutenção de redes, e gestão regulatória da Anatel, uma assessoria cujo objetivo é manter o provedor alinhado às normas da entidade, evitando multas e infrações.

Deusomir Junior, CEO da DJR Consultoria: especialização em saúde e segurança do trabalho

Um dos destaques da empresa é a consultoria em saúde e segurança do trabalho. A proposta é baseada na experiência de seu CEO, o engenheiro do trabalho Deusomir Junior. O especialista já apresentou diversas palestras sobre o tema em eventos voltados a provedores, tendo inclusive publicado artigos sobre o assunto em algumas edições de RTI. “Multas e infrações podem acarretar gastos consideráveis para um provedor.


Conectividade de ponta a ponta

Soluções de alta performance e robustez para redes Oferecemos switches, olts, racks, nobreaks e baterias que compõem um portfolio que une tecnologia, qualidade e inovação. Além disso, você conta com mais de 900 cursos de capacitação, programa de benefícios exclusivo, linha de crédito e suporte técnico especializado.


ESPECIAL Uma boa consultoria orienta sobre as últimas atualizações na legislação, o que permite à operadora focar em outras áreas fundamentais para a sua saúde financeira, seja na elaboração de novos produtos, aquisição de EPIs – Equipamentos de Proteção Individual ou até mesmo na captação de novos clientes”, afirma. Os serviços oferecidos são prestados por uma equipe multidisciplinar, capaz de esclarecer as dúvidas do provedor em diversos aspectos. Em alguns casos, a operadora procura a consultoria no momento em que recebe a notificação do Ministério do Trabalho sobre uma possível irregularidade. Para sanar o problema, a DJR Consultoria avalia e acompanha todas as etapas da regularização, que costuma envolver documentos de segurança que mostram a aplicação de cursos, ficha de EPI e a criação do Procedimento Operacional Padrão. “As normas de proteção vigentes nos provedores são a NR6 – Equipamento de Proteção Individual, NR10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade e a NR35 – Segurança no Trabalho em Altura: Procedimentos e Práticas. É preciso conscientizar as operadoras sobre a importância de cumpri-las pois, além do risco à saúde

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dos colaboradores, a não obediência resulta em multas severas”, explica o profissional. “Houve uma alteração na NR1 – Gerenciamento de Riscos Operacionais, válida para empresas de qualquer segmento. A atualização, cuja vigência teve início em maio de 2025, incluiu a avaliação dos riscos psicossociais no PGR – Programa de Gerenciamento de Risco, porém as multas por descumprimento foram adiadas por um ano em caráter de adaptação”, completa. A DJR Consultoria já atendeu mais de 500 provedores, de microempresas a companhias com 30 mil assinantes. Para Deusomir Junior, o futuro dos provedores envolve investimentos em segurança do trabalho e qualificação de colaboradores, bem como a adesão a novas tecnologias. “Até 2025, o mercado será moldado por avanços tecnológicos, mudanças no comportamento do consumidor e regulamentações mais rigorosas. Para se destacar, as operadoras precisarão investir em infraestrutura moderna (como fibra óptica e 5G), oferecer experiências excepcionais e explorar novos modelos de negócios baseados em serviços agregados e sustentabilidade”, finaliza. Tel. 0800 000 0735 n

Meira ISP Engenharia A Meira ISP Engenharia é uma empresa especializada no suporte a provedores de Internet, trabalhando na conformidade regulatória e na busca por inovação e qualidade na prestação de serviços, sob a liderança da engenheira Ana Paula Lira Meira, profissional com quase duas décadas de experiência em telecomunicações, com passagem por grandes operadoras como Embratel, Brasil Telecom e Tata Consultancy. “Desde o início, nossa atuação tem sido fundamental para a regularização de outorgas e licenças, possibilitando que provedores atuem de forma legalizada e segura”, diz a engenheira Ana Paula, uma das pioneiras do setor no Brasil. Com sede em Brasília, DF, próxima à Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações e presença constante em eventos e palestras, a Meira ISP mantém proximidade com o setor regulador, garantindo que os provedores tenham acesso às melhores práticas e oportunidades. A estrutura conta com uma equipe de 40 profissionais especializados em diversas áreas, oferecendo consultoria e


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projetos relacionados “Essa ferramenta facilita junto à Anatel, CREA/ o acompanhamento CFT e concessionárias de dos processos em energia. Os serviços tempo real, reforçando incluem outorgas e o nosso compromisso licenciamentos, com inovação e consultoria jurídica, tecnologia”, afirma a diagnósticos e engenheira. auditorias, homologação Após atender cerca de equipamentos, de 16 mil provedores projetos técnicos, ao longo de sua Engenheira Ana Paula segurança do trabalho e trajetória, a empresa Meira, fundadora da planejamento tributário segue sendo um pilar Meira ISP: consultoria garante maior eficiência e societário. Além disso, fundamental para o e segurança aos são oferecidos combos desenvolvimento do provedores que agrupam até 27 setor no Brasil. “Com serviços em um único pacote, um atendimento ágil, humanizado e permitindo atender até três outorgas sob soluções de ponta, a Meira ISP o mesmo contrato. Engenharia se consolida como Para garantir ainda mais eficiência, a referência, oferecendo serviços que empresa lançou um aplicativo próprio, impulsionam a conectividade em todo o proporcionando aos clientes acesso país”, conclui a engenheira Ana Paula. simplificado às atividades regulatórias. Site: https://meiraisp.com.br/

PROISP Consultoria O setor de provedores regionais no Brasil tem experimentado um crescimento expressivo nos últimos anos, demandando uma gestão cada vez mais estratégica e profissionalizada. Para atender a essa necessidade, o especialista Rogério Couto, fundador da PROISP Consultoria e Treinamento, de São Paulo, tem se dedicado a oferecer soluções voltadas ao fortalecimento e sustentabilidade dessas empresas. Com ampla bagagem acadêmica, Couto é formado em Filosofia, Direito e Gestão Empresarial, além de possuir especializações em Estratégia Empresarial, Inteligência de Mercado e Experiência do Cliente. Ele também é pós-graduado em Neurociência com ênfase em Psicologia. Sua carreira inclui atuação como técnico e executivo em empresas multinacionais de


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telecomunicações, como Paraguai, totalizando mais e vendas para a América Latina, experiência Vivo e Tyco. “Há mais de 25 mil profissionais que incluiu dois anos de atuação no México de uma década, fundei a capacitados. e seis meses na Espanha. PROISP, uma A profissionalização da Em 2009, Ronaldo Couto fundou a consultoria focada gestão e a visão estratégica Primori e passou a interagir diretamente exclusivamente em são desafios centrais para com provedores de Internet, inicialmente provedores de Internet os provedores regionais, por meio da lista de e-mails da Novos no Brasil e na América que muitas vezes operam Rumos, embrião da Abrint. “Naquela Latina”, afirma. de forma reativa, sem época, os provedores, ainda focados em Sua experiência no planejamento estruturado redes de rádio, estavam começando a Rogério Couto, fundador da PROISP Consultoria: setor começou em 1998, e com equipes pouco explorar a fibra óptica para interligação de atendimentos no Brasil e quando atuou em um engajadas. “Uma seus POPs e aprimoramento dos países vizinhos provedor que utilizava consultoria especializada serviços”, relembra. Essa aproximação tecnologia discada no interior de São Paulo. funciona como um backbone bem resultou em convites para palestras nos Em 2000, migrou para a Telesp Celular, projetado: dá sustentação ao crescimento, eventos da Abrint, consolidando sua onde, quatro anos depois, assumiu a reduz a latência nas decisões e garante que participação no desenvolvimento dos liderança de vendas no varejo. Com o os dados certos cheguem às áreas certas primeiros projetos de redes de fibra óptica incentivo de seu irmão, Ronaldo Couto, com agilidade”, destaca. Para enfrentar a para provedores que hoje são alguns dos especialista em infraestrutura de redes concorrência crescente e garantir a saúde da maiores do Brasil. ópticas [Nota da Redação: veja informações sobre operação, elementos como cultura Atualmente, ele oferece um portfólio Ronaldo Couto na página a seguir], identificou organizacional, eficiência operacional e completo de serviços especializados, uma lacuna no suporte técnico e gerencial experiência do cliente são indispensáveis. incluindo treinamentos abertos e in voltado para provedores independentes e “A atuação da PROISP reafirma a company para técnicos de redes FTTH, decidiu direcionar sua expertise para o setor. importância do suporte especializado para a desenvolvimento de projetos, consultoria “Transformei minha vivência executiva em evolução dos provedores, contribuindo em viabilidade e gestão estratégica, além de uma plataforma de soluções voltada para o para que se tornem ainda mais auditorias presenciais para diagnóstico e crescimento e sustentabilidade dessas competitivos em um mercado dinâmico e definição de estratégias personalizadas. “O empresas”, explica. desafiador”, declara. primeiro passo é entender a estrutura e os A PROISP atua com consultoria Site: www.proisp.net.br processos do provedor para identificar estratégica, treinamentos personalizados, oportunidades de melhoria”, explica. Um diagnósticos operacionais, auditorias de Ronaldo Couto dos pilares do trabalho é a credibilidade desempenho, capacitação de lideranças, construída ao longo dos anos. “Esse é estruturação de times comerciais, Com formação em Engenharia de meu maior patrimônio. Os provedores redesenho da experiência do cliente e Telecomunicações pelo Inatel e MBA me procuram por um trabalho sério, programas de prevenção de perdas e Executivo pelo Insper-SP, Ronaldo Couto baseado em resultados concretos”, afirma. fidelização. O atendimento pode ser acumula 33 anos de experiência no mercado Ele estima que mais de 20 mil alunos já presencial ou híbrido, com visitas aos de telecomunicações e redes de fibras participaram de seus treinamentos pelo provedores para diagnósticos in loco, ópticas. Sua trajetória Brasil e cerca de 200 mapeamento de processos e começou em 1993 na AGC provedores foram desenvolvimento de programas sob Optosystems, onde atuou atendidos por sua medida para diversas áreas da operação. como engenheiro de consultoria. “Muitos dos O grande diferencial da consultoria está telecomunicações e chegou à principais instrutores de na abordagem prática e orientada a posição de gerente de FTTH atuantes hoje resultados. “Falamos a linguagem do marketing e vendas para a passaram pelos meus provedor e atuamos de forma integrada em América Latina. “Foi um cursos. Considerando esse todas as áreas da operação, ajudando a sair período de grande efeito multiplicador, acredito da zona de estagnação, fortalecer a aprendizado e de contato que o impacto indireto competitividade e fidelizar a base de direto com as demandas do tenha ultrapassado 100 mil clientes”, destaca Couto. Já foram setor na região”, diz. Em pessoas”, observa. Segundo Ronaldo Couto: atendidos mais de 280 provedores em 2004, ingressou na ele, o mercado atual exige treinamentos para técnicos de redes todas as regiões do Brasil, além de Underwriters Laboratories dos provedores decisões FTTH e gestão operações na Argentina, Colômbia e como gerente de marketing rápidas e assertivas, pois um estratégica


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único erro pode representar grandes perdas financeiras. “A margem para aprendizado por tentativa e erro é mínima. A necessidade de atualização e adaptação às novas tecnologias nunca foi tão crítica”, alerta. Ele ressalta que, para se destacar, os provedores devem adotar IA - Inteligência Artificial para otimizar processos operacionais e personalizar a experiência do cliente, além de investir na análise de big data para transformar grandes volumes de informações em insights acionáveis. “Ir além da conectividade e inovar em produtos e serviços é essencial para aumentar receita e agregar valor percebido pelo cliente”, pontua. Tel. (11) 99180-7178 n

Scheid Consultoria

atendimento ao cliente e suporte na utilização de sistemas operacionais. Além disso, promove treinamentos práticos e acompanhamento da equipe para assegurar a implementação eficaz das melhorias propostas. Entre os diferenciais de seu trabalho estão o atendimento personalizado, a visão estratégica adaptada à realidade operacional do provedor e a capacidade de gerar resultados aproveitando os recursos disponíveis. “Meu foco é sempre oferecer soluções aplicáveis à realidade de cada provedor, garantindo que as mudanças sejam eficazes e sustentáveis”, explica Lilian. Sua abordagem prática alia conhecimento técnico à escuta ativa e ao compromisso com a evolução do negócio. Além disso, sua experiência com empresas em fase de expansão ou enfrentando desafios de rentabilidade permite que ofereça soluções ágeis e eficazes. Com um histórico de atendimento a cerca de 15 provedores em diferentes estados do Brasil, Lilian já treinou mais de 100 profissionais, abrangendo equipes técnicas e lideranças. Seu trabalho tem alcance nacional, buscando resultados concretos e a Lilian Camargo, da formação de equipes mais Scheid Consultoria: preparadas e alinhadas aos olhar externo e profissional identifica objetivos estratégicos das gargalos e propõe empresas atendidas.

Lilian Camargo é sócia da Scheid Consultoria, empresa especializada na transformação estratégica de negócios. Com mais de dez anos de experiência em gestão empresarial, Lilian é graduada em Administração e atualmente cursa mestrado em Consultoria e Gestão de Organizações na Argentina. Ao longo de sua trajetória, atuou com empresas de diversos setores, melhorias concentrando-se, nos últimos anos, em provedores de Internet, segmento no qual vem aprofundando seu conhecimento. Seu primeiro projeto envolveu a reestruturação dos processos internos de um provedor regional, onde identificou uma carência significativa de estrutura gerencial e de uso de indicadores de desempenho. “Percebi que havia uma grande necessidade de estruturação na gestão dos provedores e isso me motivou a me especializar nesse mercado”, diz Lilian. A consultoria oferecida é personalizada e abrangente, contemplando diagnóstico empresarial, estruturação de processos, gestão financeira, controle de estoque,

Tel. (49) 99934-1312 n

Silva Vitor, Faria & Ribeiro | Advogados Fundado em 2011, o escritório Silva Vitor, Faria & Ribeiro |Advogados nasceu com o propósito de ajudar pessoas. Essa missão se concretiza, especialmente, no apoio jurídico estratégico a empresas de telecomunicações e tecnologia, com ênfase nos provedores de Internet, que são os protagonistas da transformação digital no Brasil. Idealizado por quatro sócios – Paulo Henrique da Silva Vitor, Alan Silva Faria,

Jordana Magalhães Ribeiro e Gustavo de Melo Franco Tôrres e Gonçalves –, o escritório possui especialização em diversas áreas de atuação das empresas, especialmente nos setores regulatório, administrativo, tributário (contencioso e consultivo), infraestrutura (compartilhamento de postes, dutos, torres e faixas de domínio), trabalhista, consumidor, contratual, cível & empresarial, telecomunicações, societário & M&A, propriedade intelectual e outras. Desde seus primeiros passos, acompanhou o crescimento das principais associações que representam os provedores. Atuando como assessor jurídico de entidades como Abrint (desde sua fundação), Abramulti, Redetelesul e Apronet, entre outras, o escritório expandiu sua atuação juntamente com o mercado, sendo hoje responsável por mais de 200 clientes mensais e milhares de clientes pontuais em todos os estados do Brasil, com milhares de processos ativos e mais de 2 mil empresas impactadas ao longo de sua história. “Essa trajetória reflete não apenas a evolução dos desafios do setor, mas também a capacidade de estruturar uma ampla gama de serviços, um verdadeiro modelo full service, que engloba desde consultoria preventiva e planejamento tributário até a condução de demandas contenciosas”, diz o sócio Gustavo Gonçalves. Um dos grandes diferenciais do escritório é a integração entre as diversas áreas de atuação do escritório. “Todos os setores conversam entre si. Essa integração é essencial, pois quando se analisa, por exemplo, um contrato, pode parecer adequado do ponto de vista trabalhista, mas pode estar desalinhado do lado regulatório ou tributário, e isso gera riscos reais para o cliente”, afirma a sócia Jordana Magalhães Ribeiro. Essa coordenação interna não só previne problemas como multas, pendências, fiscalizações e complicações trabalhistas, mas também protege os clientes contra passivos que podem comprometer toda a operação. “A empresa chega ao escritório e


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tem toda a cadeia contratual analisada, cliente. Essa abordagem evita que o garantindo que cada escritório se transforme em uma etapa esteja pertinente e segura para os advocacia de massa, onde o número de negócios”, diz Jordana. processos e demandas penaliza a Com o crescimento dos clientes, o atenção individualizada que os clientes escritório também evoluiu. A atuação se precisam. “A missão não é apenas especializou ainda mais com a criação de jurídica, é pessoal”, dizem os sócios, novas áreas como o setor societário e que acreditam que por trás de cada M&A, voltadas à reestruturação e empresa, contrato ou processo, expansão dos provedores. Essas se existam pessoas, sonhos e somam aos núcleos tradicionais, responsabilidades. “O papel do garantindo uma análise holística de cada escritório é garantir que cada cliente Da esquerda para a direita, Alan Silva Faria, demanda, com foco em segurança, possa caminhar com segurança rumo Paulo Henrique da Silva Vitor, Jordana eficiência e estratégia. ao seu futuro. Desde o início, Magalhães Ribeiro e Gustavo de Melo Com sede em Belo Horizonte, MG, buscamos não apenas resolver Franco Tôrres e Gonçalves, sócios da Silva e uma equipe de mais de 60 questões jurídicas, mas transformar Vitor, Faria & Ribeiro | Advogados profissionais, o escritório opera com realidades empresariais, fortalecendo ferramentas avançadas de gestão jurídica e Segundo os sócios, o DNA do escritório pessoas, negócios e projetos de vida. organizacional, como sistemas sempre foi pautado na consultoria próxima Ajudar pessoas é, e sempre será, o centro personalizados, BI - Business Intelligence, e personalizada. Esse modelo visa “abraçar de tudo o que fazemos”, afirmam. indicadores de performance, controle de o cliente como um todo”, ou seja, conhecer Site: https://silvavitor.com.br SLA – acordo de nível de serviço, gestão à profundamente o modelo de negócio, as vista e automação de fluxos. necessidades e os riscos específicos de cada


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FIBRA ÓPTICA

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Como as LANs ópticas passivas estão iluminando as LANs corporativas APOLAN - Association for Passive Optical LAN

E Empresas que buscam atualizar ou substituir sua infraestrutura de rede estão percebendo o valor das redes ópticas passivas, que oferecem benefícios significativos. Com isso, reduzem custo total de propriedade e custos operacionais com economias de energia e espaço, ao mesmo tempo em que superam as metas de sustentabilidade verde cada vez mais valorizadas no mercado corporativo.

mpresas que precisam atualizar ou substituir redes locais de comunicação de dados existentes buscam maneiras de melhorar a eficiência energética e reduzir despesas de capital e operacionais. Gerentes de tecnologia de informação buscam soluções que ofereçam grande largura de banda e, ao mesmo tempo, aumentem a segurança e a confiabilidade de suas redes. Nesse sentido, as LANs ópticas passivas (POLAN) oferecem enorme valor às empresas sem forçá-las a alterar a forma como operam os negócios, enquanto os serviços existentes fornecidos por suas LANs permanecem os mesmos, sem alterações nos seus dispositivos principais dos seus usuários. Além disso, as empresas reduzem custos totais de propriedade, custos operacionais, energia e espaço em rack, enquanto superam suas metas de sustentabilidade ambiental. Também adequam sua infraestrutura de rede para o futuro, ao obter todos os benefícios da convergência de seus serviços de rede, incluindo voz, vídeo, acesso sem fio, segurança, vigilância, automação predial e PoE Power over Ethernet.

LAN óptica passiva vs. LAN Ethernet ativa tradicional Uma POLAN (LAN óptica passiva) é um meio de transporte de camada 2, construída com a tecnologia de PON rede óptica passiva, que fornece serviços convergentes de vídeo, dados, acesso sem fio e voz em velocidades Gbit/s por meio de uma única fibra até o usuário ou dispositivo final. A comparação das configurações de uma LAN Ethernet ativa tradicional baseada em cobre e de uma arquitetura de LAN óptica passiva ajuda a ilustrar mais claramente as semelhanças entre as duas tecnologias (figura 1). Em uma LAN Ethernet ativa tradicional, um roteador na camada superior (camada de núcleo) conecta-se aos switches de agregação do campus ou edifício (camada de distribuição). Os switches de distribuição conectam-se aos switches da camada de acesso nos armários de comunicação. Cabos de cobre se estendem dos armários de comunicação até os usuários. Em uma solução POLAN, o roteador é mantido na camada superior e a OLT - Terminal de Linha Óptica serve à mesma finalidade que os


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switches de agregação do campus. A comutação de agregação do edifício é realizada pelo splitter (divisor) óptico 1x32 (ou 2x32 para redundância de equipamentos e diversidade de rotas de fibra), que é um dispositivo passivo, portanto, não requer energia. A solução POLAN requer pouco gerenciamento e é altamente confiável. As ONTs Terminais de Rede Óptica fornecem

passiva fornece ponte Ethernet integrada, capacidade de VLAN necessária para segmentação de rede e autenticação de usuário e filtragem de segurança. A ONT, em conjunto com a OLT, funciona de forma semelhante a um switch Ethernet de modo a permitir que uma empresa substitua perfeitamente uma LAN comutada por Ethernet, com diversas vantagens.

Fig. 1 - Comparação das configurações de uma LAN óptica passiva com uma LAN Ethernet ativa tradicional baseada em cobre

conectividade aos usuários e dispositivos finais, mantendo a compatibilidade, mesmo no caso de dispositivos que necessitem de alimentação PoE. É importante observar que ambas as soluções fornecem acesso a dados por meio de conexões Ethernet 1000Base-T ao usuário, ou mesmo 10000Base-T. Portanto, não é necessária a reconfiguração de clientes ou PCs ao atualizar de uma infraestrutura Ethernet ativa para uma PON. As empresas também têm a flexibilidade de implantar uma POLAN em uma topologia de fibra até o desktop ou fibra até a sala de telecomunicações. Um distribuidor óptico (DIO) em conjunto com um splitter (divisor óptico) em cada andar encaminha a fibra para os ONTs dos desktops em todo o edifício. A topologia fibra até o armário de telecomunicações permite a reutilização de cabos de cobre existentes até as mesas dos usuários, caso desejado. As ONTs de uma POLAN possuem todas as funcionalidades necessárias da camada 2 incorporadas. A LAN óptica

Economias significativas em Capex e Opex Ao atualizar a infraestrutura de rede, é importante considerar as despesas de curto e longo prazo. As empresas de hoje exigem soluções que não apenas reduzam as despesas iniciais de capital,

A tecnologia de POLAN permite que a empresa reduza significativamente os custos de infraestrutura de cabeamento do data center até o usuário, reduzindo o número de lances de cabos. O resultado é uma redução nos custos operacionais gerais e na complexidade da rede. Cada modelo de ONT suporta múltiplas densidades de portas Gigabit Ethernet e telefonia (POTS). Essa abordagem integrada oferece a capacidade de conectar sistemas de automação predial, câmeras de segurança e sensores prediais, tudo na mesma infraestrutura, eliminando assim a necessidade e o custo de sistemas de transporte separados no campus para cada tecnologia. A infraestrutura PON também elimina hardwares caros em uma rede, como switches remotos, bem como seus custos de provisionamento, manutenção anual e taxas de licenciamento de software associados. Uma LAN óptica passiva estende o ciclo de vida da rede para 10 anos ou mais. Essa abordagem permite: • Custos graduais e previsíveis para atualizações de largura de banda ao longo de todo o período de 10 anos. • Menores custos de manutenção contínua associados à fibra. • Adição contínua de mais recursos baseados em tecnologia (por exemplo, 10GbE PON, DWDM PON).

Fig. 2 - Arquitetura de VoIP sobre LAN óptica

mas também o custo total de propriedade (TCO) da rede. Profissionais com visão de futuro insistem que os novos sistemas atendam melhor às suas necessidades de telecomunicações, minimizando, ao mesmo tempo, as despesas operacionais contínuas.

Desenvolvidos para a entrega de serviços de rede convergentes baseados em fibra de baixo custo, os padrões GPON foram finalizados pela ITU em 2003 (ITU G984.x). As primeiras OLTs e ONTs GPON baseadas em padrões foram demonstradas publicamente ao


FIBRA ÓPTICA consórcio norte-americano de provedores de serviços liderado pela Verizon, AT&T e BellSouth em maio de 2006. Hoje, a crescente aceitação do mercado reflete a capacidade da POLAN de suportar aplicações corporativas críticas com maior eficiência do que a Ethernet ativa tradicional.

Redução da necessidade de espaço Reduzir o espaço no piso, em racks e em armários também é extremamente importante para organizações que buscam economizar com despesas operacionais e

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monomodo na POLAN pode alcançar até 30 quilômetros. Isso permite que uma empresa: • Reduza ou elimine repetidores, switches e armários de comunicação. • Implante uma OLT em um único local central.

Atingir os objetivos de sustentabilidade verde A LAN óptica passiva oferece uma grande economia de energia em comparação com soluções Ethernet ativas, apoiando iniciativas verdes e reduzindo o custo total de propriedade.

Fig. 3 - Arquitetura analógica (POTS) sobre LAN óptica

custos indiretos, como espaço e arcondicionado. Além disso, o menor espaço ocupado permite desempenho e serviços de última geração em armários de comunicação menores, não projetados originalmente para equipamentos de comunicação avançados. Uma LAN Ethernet ativa típica, atendendo até 2000 usuários, requer 90U (unidades de rack) de espaço. Os switches exigem um rack completo para eles e dois racks adicionais para a terminação dos grandes feixes de cabos de cobre associados aos switches. A solução completa exigiria um total de 18 racks de equipamentos com 2,13 metros de altura. Comparativamente, uma LAN óptica passiva atende até 7000 usuários, que requerem apenas um rack de equipamentos e um total de 9U dentro do rack. Além disso, uma LAN óptica passiva requer menos armários de comunicação e, em alguns casos, os elimina completamente. Como resultado, uma empresa pode recuperar espaço físico e cortar despesas. A fibra

É uma arquitetura passiva, portanto, não requer energia dentro da ODN Rede de Distribuição Óptica, também conhecida como rede de cabeamento horizontal, o que elimina todos os requisitos de energia da parte de agregação da rede no edifício. Não apenas menos equipamentos requerem

Implantar uma infraestrutura de cabeamento preparada para o futuro Instalar uma infraestrutura de fibra monomodo (SMF) praticamente prepara a rede para o futuro. Como os cabos de fibra óptica monomodo SMF demonstraram transportar até 101 Tbit/s de largura de banda full duplex, a atualização da rede de última geração não afetará a rede de distribuição de fibra instalada e será necessário apenas atualizar os componentes eletrônicos. A utilização da SMF estende o alcance da LAN para 30 quilômetros sem regeneração de sinal. Normalmente, a instalação de cabos é a parte mais cara de uma atualização tecnológica. A instalação da SMF elimina a necessidade de atualizações adicionais em sua instalação de cabos em um futuro próximo. Além disso, os avanços recentes na tecnologia de conectores reduziram significativamente o custo de instalação de fibra e, na maioria dos casos, agora exige menos mão de obra na instalação de cabos de cobre. Por fim, em uma comparação direta com a rede de cabos de cobre CATx, a rede com SMF é menor, mais leve e mais resistente; possui suporte a um raio de curvatura mais estreito, maior capacidade de largura de banda e maior alcance; é menos suscetível à interferência eletromagnética (EMI); possui soluções de conectorização mais rápidas e

Fig. 4 - Arquitetura de vídeo IP sobre LAN óptica

menos energia, como também têm um efeito cascata em muitas outras áreas, incluindo distribuição de energia e equipamentos de comutação, conversão de energia e ar-condicionado. Uma em cada cinco empresas agora possui um orçamento dedicado a iniciativas de TI verde, e 44% afirmam estar caminhando para isso.

maior vida útil; e envolve menos despesas com material do que o cobre.

Convergência de todos os serviços A convergência de todos os serviços de rede em uma única infraestrutura é o principal recurso da POLAN, eliminando


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Fig. 5 - Vídeo RF sobre arquitetura de LAN óptica

a necessidade de múltiplas plataformas, ao mesmo tempo em que fornece serviços de dados de alta velocidade e altamente escaláveis a todos os usuários. Além disso, voz (por exemplo, POTS - Serviço Telefônico Simples analógico e VoIP com PoE), vídeo, serviços de videoconferência, acesso sem fio e serviços de monitoramento (por exemplo, sistema de automação predial, câmeras de segurança e sensores prediais) são todos suportados na POLAN. Voz Fornecendo os mesmos serviços de uma arquitetura de comutação legada, os aparelhos VoIP são conectados à ONT por meio de uma porta Ethernet Gigabit RJ-45 padrão. O serviço VoIP é transportado para PABX IP ou softswitch como tráfego IP/Ethernet padrão (figura 2). OLTs e ONTs de POLAN também

podem suportar voz analógica (POTS). Nesse cenário, a própria ONT contém um conversor de SIP - Protocolo de Iniciação de Sessão para analógico que permite que o telefone POTS seja conectado a uma porta RJ-11 na ONT (figura 3). À medida que a ONT converte a chamada POTS para SIP, ela é transportada pelo sistema de POLAN em formato VoIP e tratada de duas maneiras. A primeira opção é converter a chamada de volta para analógico com um gateway de voz (VGW) que fornece integração com PABX legado. A segunda abordagem conecta o telefone POTS como uma chamada SIP diretamente a um ramal VoIP no PABX IP ou softswitch do cliente, eliminando a necessidade de aquisição de telefones VoIP. Ambas as opções oferecem integração total com os recursos do PABX TDM legado, linhas POTS ou softswitch VoIP e oferecem chamada em espera, luzes indicadoras de

mensagem em espera, correio de voz e todos os outros recursos ao usuário por meio do monofone POTS analógico. As ONTs suportam os padrões IEEE para IEEE 802.3af PoE (15,4 W em uma porta Ethernet) e IEEE 802.3at PoE+ (25,6 W em uma porta Ethernet) para alimentar os aparelhos VoIP. Independentemente da solução implantada (serviços VoIP ou POTS), o sistema POLAN fornece suporte aos protocolos de rede e a QoS - Qualidade de Serviço necessários no ambiente empresarial moderno. Isso permite o entroncamento de VLAN e a criação de PCs em cadeia alimentados pelo endpoint VoIP com uma VLAN e configurações de QoS separadas para cada um, obtidas por meio de mapeamentos IEEE 802.1q e DSCP baseados em padrões que garantem que as chamadas de voz sejam limpas. Vídeo Como a POLAN é um sistema de transporte padrão, o conteúdo de vídeo IP pode ser implantado com pouco esforço. Por exemplo, pequenas empresas conseguem codificar canais analógicos e digitais off-air e entregá-los em qualidade de definição padrão e HD (figura 4). Essas redes de vídeo são


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construídas para suportar conteúdo local em cache para VoD - vídeo sob demanda e outros serviços interativos. Há até opções para inserção de conteúdo local (por exemplo, notícias da instalação, da empresa e treinamento). Isso é realizado por meio dos equipamentos de POLAN, já que o vídeo é novamente transportado em formato IP/ Ethernet. Como o sistema utiliza mecanismos de entrega multicast de IGMP Protocolo de Gerenciamento de Grupos de Internet, ele é um meio altamente eficiente de entregar vídeo na rede. A multicast IGMP ocorre entre as OLTs e as ONTs, de modo a garantir que apenas uma única cópia do fluxo de vídeo IP exclusivo seja enviada com eficiência pela rede, otimizando a largura de banda. Essa mesma arquitetura pode suportar vídeo IP centralizado na empresa, como videoconferência, teleconferência, robôs de telepresença e vigilância por vídeo. Idêntica aos serviços de voz na POLAN, a QoS estrita preserva o conteúdo de vídeo e a prioridade na rede. Isso é crítico, especialmente em aplicações de videoconferência e telepresença. O vídeo é entregue por meio de mecanismos de limitação de taxa (modelagem), gerenciamento de buffering e agendamento (policiamento). A limitação da taxa de largura de banda é definida pelo provisionamento dos níveis de taxa de dados sustentados e da taxa de pico ou burst para o adequado modelamento de tráfego. Por fim, a fila OLT e ONT (buffers) e o agendamento suavizam qualquer tráfego em burst. Todos os itens acima juntos constroem seus SLAs Acordos de Nível de Serviço, que garantem alta qualidade de vídeo IP e experiência superior do usuário. Se houver vídeo RF, a POLAN fornece serviço de sobreposição de vídeo em conformidade com a norma ITU-T G.984. O vídeo RF é transmitido no sistema usando um terceiro comprimento de onda (1550 nm) (figura 5). O formato do sinal de vídeo entregue ao cliente é definido pelos padrões SCTE. A partir da ONT, uma interface coaxial padrão de 750 ohms suporta conteúdo de canal CATV de 54 a 900 MHz. Como isso é realizado em um comprimento de onda separado, o equipamento de rede de vídeo RF não


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PD e, em seguida, ajusta a alocação de energia para essa porta PoE. Há também mecanismos para fornecer relatórios sobre o consumo de energia, para que os gerentes de TI possam ajustar as configurações de implantação para modos de baixo consumo de energia para dispositivos como WAPs e telefones IP. Fig. 6 - Arquitetura de Wi-Fi sobre LAN óptica

reconhece a presença da POLAN. Com seu gerenciamento centralizado, a saída coaxial pode ser ajustada para corresponder aos níveis de sinal exigidos pelos clientes e permitir o balanceamento remoto da rede. Wireless A POLAN também pode ser usada para o transporte de backhaul sem fio do tráfego dos pontos de acesso. Ela pode fazer isso em duas arquiteturas. Primeiramente, existe a arquitetura Wi-Fi estática autônoma, sem funcionalidade de controlador robusta. Nesse cenário, pode oferecer os benefícios de menor custo de equipamento, redução de energia e infraestrutura de cabeamento reduzida. Há também recursos de ponto de acesso sem fio (WAP) e integração de funcionalidades que podem ser obtidos com a POLAN por meio da plataforma de gerenciamento centralizada. Ela oferece um maior alcance do sistema para melhor desempenho e cobertura do serviço Wi-Fi. Como interopera com fornecedores de WiFi estabelecidos, ela permite que a funcionalidade do controlador Wi-Fi seja fornecida pelos melhores fabricantes de Wi-Fi, sem limitar as opções do cliente (figura 6). A funcionalidade do controlador adiciona provisionamento dinâmico, correção de interferência, balanceamento de

carga e otimização de cobertura, conforme necessário em uma verdadeira implantação corporativa. Também há sinergias com o DAS - Sistema de Antenas Distribuídas. Para esclarecer, o tráfego DAS não atravessa o equipamento de POLAN, mas pode aproveitar a mesma infraestrutura de fibra (figura 7). Sozinho, o DAS apresenta uma análise desafiadora de retorno sobre o investimento: é relativamente caro, faz apenas uma coisa e os clientes finais acham que não deveriam ter que pagar por ele. A POLAN tem um excelente ROI que pode justificar a implantação do DAS sobre as fibras sobressalentes existentes. A curto prazo, o DAS e a POLAN podem obter sinergias adicionais com a combinação de alimentação, backup de energia e gerenciamento de fibra entre eles. No futuro, à medida que as tecnologias DAS e POLAN avançam, pode-se esperar que a ONT de POLAN possa integrar a antena DAS e o hardware WAP Wi-Fi. Mais uma vez, vale ressaltar que as ONTs suportam os padrões IEEE 802.3af PoE e IEEE 802.3at PoE+ para alimentar os WAPs Wi-Fi. Essas ONTs fornecem gerenciamento, monitoramento e configuração de PDs - dispositivos alimentados usando LLDP. Assim, a ONT detecta os requisitos reais de energia de um

Fig. 7 - DAS sobre fibra com sinergias com arquitetura de LAN óptica

Edifícios inteligentes O sistema de gerenciamento de edifícios (BMS) e o automação de edifícios (BAS) são extremamente importantes para qualquer novo edifício de alto desempenho e essenciais para a redução de custos operacionais. Dispositivos de monitoramento de edifícios e ferramentas de relatórios e análise do sistema exigem conectividade IP/Ethernet. Nos últimos anos, a POLAN assumiu a responsabilidade de integrar essas funções. Como a maioria dos dispositivos de monitoramento BMS/ BAS atuais são baseados em IP/Ethernet, a conectividade com a POLAN existente (ou nova) é perfeita. A POLAN pode garantir largura de banda, segurança, autenticação e qualidade de serviço adequadas específicas para cada dispositivo de monitoramento e gerenciamento.

Aprimore a segurança e a confiabilidade A POLAN é altamente segura e não produz radiação EMI, normalmente associada a instalações tradicionais de cobre. A utilização de cabo de fibra óptica para o mecanismo de transporte elimina efetivamente todas as preocupações com ameaças por TEMPEST. Além disso, fornece medidas de segurança robustas na camada física, na camada de dados e a porta do usuário para reduzir significativamente o potencial de DoS - Negação de Serviço, redirecionamentos ou outros ataques maliciosos. A POLAN fornece listas de controle de acesso (ACLs), limitação de taxa de datagrama de broadcast em cada dispositivo do usuário e autenticação forte. A autenticação baseada em 802.1x permite múltiplos dispositivos por porta de


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usuário, além de detecção avançada de intrusão — bloqueando efetivamente a porta física ao detectar um dispositivo não confiável. As ACLs oferecem flexibilidade para permitir/negar datagramas estaticamente e/ou dinamicamente com base em regras da camada 2 (Ethernet), regras da camada 3 (IP), regras da camada 4 (TCP/ UDP) e controle de acesso à rede (NAC).

Treinamento em POLAN com economia de tempo Colocar uma POLAN em operação é fácil. O treinamento necessário para testar e ativar é muito menor do que com uma rede Ethernet ativa. O treinamento simplificado é possível devido ao gerenciamento central do sistema EMS combinado com a inteligência central fornecida pela OLT, o que simplifica e reduz a quantidade de treinamento. O curso de teste e ativação normalmente dura apenas 3,5 dias, em comparação com as várias semanas de treinamento normalmente necessárias para uma rede Ethernet ativa tradicional.

Caminho de atualização suave para a POLAN de próxima geração O objetivo final é projetar soluções de POLAN levando em consideração os impactos da próxima geração (por exemplo, comprimentos de onda, alimentação, tamanho, etc.). A geração atual de cabeamento de fibra monomodo e divisores ópticos passivos suportará soluções PON 10 GbE de próxima geração. E que as atuais ONTs de 2,4 GbE (ITU G.984) serão suportadas juntamente com as futuras ONTs de 10 GbE (ITU G.987), proporcionando assim uma migração suave para a próxima geração de PONs de 10 GbE que pode ser feita por ONT.

Conclusão Empresas que buscam atualizar ou substituir sua infraestrutura de rede estão percebendo o valor da POLAN, que oferece benefícios significativos sem forçá-las a alterar o que já estão fazendo ou trocar os dispositivos principais e de usuário. Com isso, reduzem custos de capital e operacionais com energia e espaço, ao mesmo tempo em que superam as metas de sustentabilidade verde. A implantação de uma POLAN ajuda uma empresa a preparar a infraestrutura de rede para o futuro, ao mesmo tempo em que obtém todos os benefícios dos serviços de rede convergentes. A tecnologia oferece soluções com alta largura de banda ao mesmo tempo em que aumentam a segurança e a confiabilidade das redes existentes.

Artigo publicado com autorização da APOLAN - Association for Passive Optical LAN, uma organização sem fins lucrativos composta por fabricantes, distribuidores, integradores e empresas de consultoria ativamente envolvidas no mercado de LANs Ópticas Passivas. Site: www.apolanglobal.org.


SERVIÇO

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Guia de roteadores Wi-Fi O guia a seguir traz a oferta dos fabricantes de roteadores sem fio no Brasil, com informações sobre os recursos oferecidos e a padronização IEEE 802.11 atendida, incluindo WiFi 7. Com o aumento das conexões em banda larga e entrada em operação do 5G, o uso de soluções de pontos de acesso e roteamento indoor tende a crescer cada vez mais.

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Telefone

Interface física Gerenciamento

IEEE 802.11be – WiFi 7 Wi-Fi Mesh Ponto de acesso Tipo de equipamentos Bridge site-to-site de acesso Roteador sem fio Camada 4 Aplicações c/ QoS Camada 7 Ethernet 10/100 Ethernet 10/100/1000 Multi Gigabit SNMPv1, v2 ou v3 Por porta Centralizado Na nuvem Internas Externas 1e2 3 Acima de 3 WPA/WPA 2 Segurança WPA/WPA 3 DPI - Deep Packet Inspection

Empresa

IEEE 802.11ac – WiFi 5 IEEE 802.11ax – WiFi 6 IEEE 802.11ax – WiFi 6E

Padrão

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Nota: (*) Os modelos incluem também suporte a OpenWiFi, WiFi Halow para IoT, Zigbee para IoT, filtro de conteúdo para segurança interna e IA. Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 66 empresas pesquisadas. elecom e Instalações Fonte: Revista Redes, TTelecom Instalações, junho de 2025. Este e muitos outros Guias de RTI estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/rti e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.


CONECTIVIDADE

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Free Space Optics (FSO) Leandro Carvalho, da Telefônica - Vivo

O

O FSO – Free Space Optics é uma tecnologia de comunicação óptica que transmite dados por meio de feixes de luz (geralmente lasers ou LEDs infravermelhos) através do ar, entre dois pontos com linha de visada direta. O artigo mostra a evolução da tecnologia até os dias atuais, com foco no Projeto Taara da Alphabet/X, antigo Google X.

FSO - Free Space Optics é uma tecnologia de comunicação óptica que transmite dados por meio de feixes de luz (geralmente lasers ou LEDs infravermelhos) através do ar, entre dois pontos com linha de visada direta (LoS - Line of Sight). Teve início na década de 1960, utilizada em projetos militares e espaciais da Nasa e no Exército dos EUA. Carregava pequenas quantidades de dados, ainda com limitações de alcance e estabilidade. Em 2000, as aplicações em enlaces urbanos tiveram início. Problemas com clima (neblina, chuva) limitavam sua popularização. Em 2010, houve um reavivamento com avanços em óptica adaptativa, tracking dinâmico e sistemas híbridos (FSO + RF). Houve também um aumento da demanda por links de alta velocidade sem fibra. Foi então que surgiu o FSO via laser de alta precisão, com uso em ambientes urbanos e até intersatélites. Neste artigo vamos dar foco ao Projeto Taara da Alphabet/X, antiga Google X.

Introdução O Projeto Taara utiliza tecnologia de comunicação óptica sem fio FSO para fornecer Internet de alta velocidade em áreas de difícil acesso. Essa abordagem inovadora transmite dados por meio de feixes de luz entre

terminais, eliminando a necessidade de cabos de fibra óptica tradicionais, e já foi testada em países como Quênia, Índia e Brasil, para conectar áreas sem infraestrutura de fibra.

Tecnologia utilizada no Projeto Taara O Taara opera disparando um feixe de luz estreito, com largura equivalente à de um lápis, de um terminal para outro. Cada terminal é equipado com sensores, ópticas e espelhos que mantêm o feixe alinhado com precisão em um receptor de 3,8 cm. O sistema é baseado na tecnologia FSO. A primeira geração do sistema da Taara, conhecida como Taara Lightbridge, é capaz de transmitir dados a velocidades de até 20 Gbit/s em distâncias de até 20 km. Cada unidade do Lightbridge emprega um conjunto de espelhos, sensores, óptica de precisão e software inteligente para alinhar mecanicamente o feixe de luz com precisão. Quando dois feixes se encontram, eles se bloqueiam para formar um link seguro para a transmissão de dados.

Fig. 1 – Enlace FSO


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Fig. 2 – Modelo de um rádio FSO de 2003

Recentemente, a Taara desenvolveu um chip fotônico de silício que utiliza um array de fase óptica OPA – Optical Phased Array e representa um avanço na miniaturização e estabilidade dos sistemas FSO para direcionar, rastrear e corrigir o feixe de luz sem a necessidade de partes móveis volumosas. Funciona como um “espelho invisível” que direciona feixes de luz sem usar partes móveis volumosas, mas sim centenas ou milhares de emissores/lentes minúsculas (nanofotônicas) que modulam o ângulo

e a fase da luz. A tecnologia permite que o feixe laser seja redirecionado com altíssima precisão (submilimétrica), apenas controlando os sinais elétricos. Este avanço reduz o tamanho do dispositivo, tornando-o comparável a um semáforo de tráfego. Seu lançamento está previsto para 2026. A tabela I traz uma análise comparativa entre a comunicação óptica sem fio (usada pelo Taara), os rádios microondas e o FSO comercial.

Vantagens e desvantagens do sistema Taara Vantagens • Rapidez na implantação – Instalação mais rápida e menos dispendiosa do que a implementação de infraestrutura de fibra óptica terrestre. • Alta velocidade – Suporte para até 20 Gbit/s, adequado para aplicações de alta largura de banda.

Fig. 3 – Rádio FSO de 2020 do Projeto Taara

• Flexibilidade – Pode conectar áreas remotas ou atravessar obstáculos naturais como rios e montanhas. • Baixo custo de infraestrutura – Evita gastos elevados com fibra óptica subterrânea. • Baixa interferência – Por usar luz em vez de ondas de rádio, sofre menos interferência eletromagnética.

Tab. I – Comparativo entre a comunicação óptica sem fio usada pelo Projeto Taara, FSO comercial e rádio micro-ondas Critério Taxa de transmissão Latência Disponibilidade (uptime) Tolerância ao clima

FSO do Projeto TTaara aara Até 20 Gbit/s Muito baixa (sem conversão elétrica) Alta (>99%) com IA - Inteligência Artificial e fallback Moderada com IA e tracking

FSO comercial 1 a 10 Gbit/s Muito baixa Média (afetada pelo clima) Baixa (sensível a neblina/chuva)

Rádio micro-ondas 100 Mbit/s a 2 Gbit/s (típico) Baixa (pouco superior ao FSO) Alta com planejamento adequado Alta (exceto em chuvas intensas)


CONECTIVIDADE Desvantagens • Sensibilidade às condições climáticas – Fenômenos como neblina densa e tempestades de poeira podem degradar a qualidade do sinal. • Necessidade de linha de visada direta – O feixe precisa de um alinhamento preciso entre os terminais. • Distâncias limitadas – Embora eficaz para conexões até 20 km, não substitui cabos de longa distância.

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nas estruturas de montagem. A iniciativa também aplica IA – Inteligência Artificial para alinhar dinamicamente os feixes, superando problemas de vibração e clima leve.

Adoção de feixes múltiplos e redundância As versões iniciais da tecnologia FSO falhavam quando o feixe era bloqueado por objetos ou condições

Evolução da tecnologia FSO no Projeto Taara Apesar de ser utilizada há décadas, a tecnologia FSO sofreu limitações devido à instabilidade climática e dificuldades no alinhamento dos feixes de luz. O Projeto Taara inovou em três aspectos principais: melhorias no alinhamento automático, algoritmos de correção atmosférica e adoção de feixes múltiplos e redundância. Melhorias no alinhamento automático Os primeiros sistemas FSO exigiam ajustes manuais para manter a precisão do feixe de luz. O Projeto Taara utiliza sensores e atuadores de precisão que corrigem automaticamente desvios ocasionados por vibrações, mudanças atmosféricas e pequenos movimentos

Fig. 4 - Chip óptico do Projeto Taara

Algoritmos de correção atmosférica Neblina, poeira e turbulência atmosférica dispersam os feixes de laser, reduzindo a qualidade do sinal. Para evitar o problema, o Taara incorpora algoritmos de compensação ativa capazes de ajustar a potência do feixe, além de utilizar modulação avançada para minimizar possíveis perdas de sinal.

adversas. O Projeto Taara combina múltiplos feixes de luz paralelos, garantindo que, se um for interrompido, os outros continuem transmitindo dados. Essas melhorias tornaram a tecnologia FSO mais confiável e aplicável comercialmente, reduzindo significativamente os desafios que antes limitavam sua adoção.


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Fig. 5 - Faixa de operação do FSO

Sistema de alimentação Os terminais do Taara são projetados para serem eficientes em termos energéticos e podem ser alimentados por fontes de energia convencionais. Em locais remotos, são utilizadas soluções alternativas, como painéis solares e baterias de longa duração. A Alphabet tem testado sistemas híbridos de energia, que combinam energia solar e redes elétricas locais, garantindo maior confiabilidade do serviço.

Custo/benefício O Projeto Taara se destaca como uma alternativa econômica para expandir a conectividade em áreas remotas. Seu custo médio chega a ser 40% menor do que a implantação de fibra óptica subterrânea em áreas críticas. Para efeito

de comparação, os rádios micro-ondas aparecem como uma opção competitiva, porém com menor largura de banda disponível.

Mercado atual Embora diversos fabricantes de rádios FSO tenham saído do mercado, outros continuam a lançar novas versões de seus equipamentos, especialmente para backhaul de torres 5G, interligação entre prédios ou regiões urbanas densas, conectividade de emergência em locais onde não é possível ter fibra óptica, satélites e balões estratosféricos.

Conclusão O Projeto Taara representa um avanço significativo na tecnologia de comunicação óptica sem fio. Através da

Fig. 6 – Instalação de um rádio FSO

evolução da tecnologia FSO, ele resolve problemas históricos da comunicação óptica, oferecendo velocidades de até 20 Gbit/s com menor custo de infraestrutura. Apesar de suas limitações climáticas, os avanços em alinhamento automático, correção atmosférica e redundância óptica tornam o Taara uma solução viável e promissora para conectar comunidades isoladas. Com potencial para complementar redes de fibra óptica e rádio de microondas, o Taara pode revolucionar a conectividade global, especialmente em regiões de difícil acesso.


ACESSO

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Segurança cibernética em redes de banda larga fixa de provedores – Parte 3 Evandro Cesar Vilas Boas, Isabela Ferreira de Vito, Alessandra Carolina Domiciano e Guilherme Pedro Aquino, do Inatel, Huawei e CxCS Telecom – Centro de Segurança Cibernética

E A segurança cibernética é um assunto sensível para o negócio do provedor e deve ser considerado dentro da visão estratégica da organização. Esta terceira e última parte do artigo trata de ataques de negação de serviço (DoS), que visam sobrecarregar os recursos operacionais de um sistema, resultando em sua indisponibilidade. Também são apresentadas as ferramentas que auxiliam na prevenção de ataques em cenários de interconexão de redes.

ste artigo é resumido e adaptado do white paper Segurança Cibernética em Redes de Banda Larga Fixa. A versão original do trabalho está disponível no site: https://bit.ly/412NtSE. A primeira parte do artigo, publicado na edição de abril, tratou da comunicação segura aplicada ao acesso GPON. A segunda parte abordou a comunicação segura em redes de transporte e interconexão de redes. E esta terceira e última parte trata da prevenção contra ataques de negação (DoS) e a utilização de ferramentas que auxiliam na prevenção de ataques em cenários de interconexão de redes.

Redes de transporte e interconexão Prevenção de ataques de negação de serviços Ataques DoS visam sobrecarregar os recursos operacionais de um sistema, resultando em sua indisponibilidade. Quando múltiplos vetores (dispositivos) simultaneamente direcionam tráfego para o mesmo alvo, este cenário é conhecido como ataque DoS distribuído (DDoS). Existem variações em ataques de negação de serviço que exploram diferentes vulnerabilidades e protocolos. Por exemplo, o SYN Flood explora uma falha no processo de estabelecimento de conexão do protocolo TCP. Já o ICMP

Flood utiliza o protocolo de controle de mensagens da Internet (ICMP - Internet Control Message Protocol), inundando o alvo com uma grande quantidade de requisições de eco (pings) em rápida sucessão. Ademais, os ataques DoS de dia zero (zero day) exploram vulnerabilidades recém-descobertas. Esses ataques representam um risco considerável para as empresas, uma vez que podem indisponibilizar redes e serviços aos clientes. Dada a importância de manter certos serviços ativos, é fundamental o investimento em sistemas de proteção contra os ataques DoS. Os provedores podem desempenhar um papel importante nesse cenário ao implementar medidas de segurança para evitar que o tráfego malicioso originado de seus assinantes atinja a Internet. Diversas estratégias de defesa podem ser aplicadas contra os ataques DoS, abrangendo estágios de prevenção, detecção, resposta e mitigação. Os provedores podem atuar nas etapas de detecção e prevenção. Esses ataques podem ser identificados de várias maneiras, seja por meio do uso de bancos de dados de assinaturas, detecção de anomalias nos padrões de comportamento dos sistemas ou até mesmo a terceirização da segurança para empresas especializadas. Sob a perspectiva dos provedores, uma abordagem eficaz para proteção seria a


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análise do tráfego dos clientes, estabelecendo padrões normais para cada assinante e implementando sistemas de monitoramento que alertam sobre mudanças significativas na quantidade de tráfego transmitido por um cliente de sua rede local. O próximo passo seria a prevenção desses ataques pela interrupção do tráfego suspeito para análise adicional ou a implementação de mecanismos de controle de tráfego, como sistemas de filas, onde apenas uma quantidade controlada de tráfego de saída é permitida em momentos de quantidade elevada de pacotes transmitidos. Essas medidas ajudam a garantir que, mesmo em casos de ataques DoS, a rede permaneça resiliente e capaz de funcionar adequadamente, e impede que sistemas na Internet sejam afetados por ataques originados da rede de um usuário. Os próprios provedores podem se tornar alvos desses ataques, dada a ampliada rede de clientes que gerenciam. Portanto, além de estabelecer monitoramento de tráfego e sistemas de filas para o tráfego oriundo de seus assinantes, os provedores devem garantir a segurança de suas próprias redes. Isso implica realizar detecção e prevenção não apenas para o tráfego originado de sua rede, mas também

para os pacotes provenientes da Internet em geral. A proteção da infraestrutura do provedor não só preserva a estabilidade de sua rede, mas também garante a segurança e a confiabilidade dos serviços oferecidos aos clientes. Firewalls, IDS, e outros dispositivos de segurança inter-rede Ferramentas como firewalls de borda são utilizadas para controlar o tráfego e proteger a rede contra conteúdos maliciosos ou perigosos. Esses firewalls operam com uma série de regras, restringindo o fluxo de tráfego de uma rede com base nas diretrizes implementadas. Na interconexão das redes, é comum encontrar firewalls de filtragem de pacotes, os quais aplicam controle de acesso de acordo com a política estabelecida. Como exemplo, podem bloquear tentativas de pacotes que usem o protocolo SNMP Simple Network Management Protocol, sendo sua primeira versão insegura devido a mecanismos frágeis de autenticação, e na maioria dos casos, não há razão para um provedor receber um pacote utilizando o protocolo SNMP proveniente da Internet. Além disso, firewalls podem ser utilizados para auxiliar no bloqueio de ataques de negação de serviço, uma vez que podem reconhecer um elevado fluxo de tráfego sendo realizado a uma taxa definida proveniente de um mesmo endereço IP.

Ademais, o firewall pode ser utilizado na prevenção de ataques de IP spoofing tanto na entrada quanto na saída da rede. Esse tipo de ataque envolve o envio de informações por meio de pacotes com endereços IP de origem adulterados, que obscurecem sua verdadeira origem e possibilitam a propagação de ataques pela Internet sem comprometer o autor. Portanto, ressalta-se a importância de utilizar um firewall interno na rede do provedor, uma vez que os firewalls de borda, responsáveis pela filtragem de pacotes, possuem limitações. Por exemplo, ferramentas de logs limitadas, além de carecerem de mecanismos avançados para autenticação. Ferramentas como IDS e IPS têm por finalidade monitorar, detectar e até mesmo prevenir tentativas de ataques e intrusões em uma rede. Os IDS podem adotar duas abordagens principais: sistemas de detecção de intrusão para hosts (HIDS - HostBased Intrusion Detection System), que analisa atividades suspeitas diretamente no sistema operacional do equipamento, e sistemas detecção de intrusão em redes (NIDS - Network-Based Intrusion Detection System), que se concentra na análise do tráfego de pacotes que circulam pela rede em busca de padrões suspeitos. Essas ferramentas são empregadas para auxiliar no bloqueio de ataques, como


ACESSO tentativas de DoS, ataques de força bruta, escalonamento de privilégios, instalação de malwares e acesso não autorizado a conteúdos críticos. Tais ataques podem originar tanto na rede interna do provedor quanto da Internet, por meio da conexão entre o provedor e o provedor de trânsito. Outra prática de segurança recomendada para provedores é a implementação do protocolo NetFlow. Esse protocolo é utilizado para registrar o tráfego de rede IP de entrada e saída em uma interface, armazenando essas informações em um banco de dados. O NetFlow oferece diversas funcionalidades para administradores de rede, que podem utilizar as informações armazenadas pelo protocolo para realizar validação de QoS, planejamento de capacidade e aprimoramento da segurança. Entre suas utilidades, o NetFlow identificar malwares e vírus, analisar comportamentos de acesso remoto, detectar ataques de negação de serviço e servir como uma ferramenta de análise de eventos. Essas capacidades são aproveitadas para investigar incidentes de segurança, entender padrões de fluxo na rede e implementar melhorias significativas no desempenho e na segurança da infraestrutura. O NetFlow não é uma ferramenta de prevenção de ataques, mas um protocolo que os administradores de rede podem utilizar para estudar o tráfego de rede.

Segurança em gerenciamento, operação e manutenção de redes A segurança cibernética é um assunto sensível para o negócio do provedor e deve ser considerado dentro da visão estratégica da organização. Deve-se definir diretrizes que orientem a uma postura em segurança cibernética adequada para o negócio, sendo incorporada à cultura e aos processos da empresa. Dessa forma, o provedor deve adotar políticas, práticas e controles de acordo com o nível de resiliência em segurança cibernética almejado para proteção de sua infraestrutura. A empresa precisa ser capaz de identificar e tratar riscos cibernéticos, investir em tecnologias e processos para proteção de ativos, atuar na detecção de anomalias em seu ambiente e estar preparada para responder a um incidente.

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A seguir estão alguns domínios que devem ser observados pelos provedores de forma geral para garantir a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade de sua operação. Segmentação de rede Propõe a divisão de uma rede em porções menores, denominadas sub-redes, para facilitar o gerenciamento. Dentre as possíveis abordagens em segmentação de rede, cita-se a configuração de VLANs, que podem ser utilizadas para segmentar setores da empresa e restringir a comunicação entre eles. Essa prática fornece um grau de isolamento para ativos críticos e informações sensíveis da empresa, consequentemente limitando a exposição de ativos e podendo minimizar o impacto de incidentes cibernéticos ao restringir sua área de propagação. Outro conceito relacionado à segmentação de rede é a divisão em zonas de segurança. Uma zona de segurança consiste em um conjunto de um ou mais segmentos de rede nos quais o tráfego de entrada e saída é regulado por políticas ou regras. Uma boa prática para as empresas é a criação de uma DMZ Demilitarized Zone, que é uma zona que faz interface com redes não confiáveis. Normalmente, uma DMZ é utilizada para conter servidores web, servidores DNS Domain Name Service externos e outros dispositivos que ficam expostos à Internet. Dessa forma, é possível aplicar controles para filtrar o tráfego de entrada na DMZ a partir da rede pública e isolá-lo do restante da rede da empresa, agregando um nível de proteção contra ameaças externas, além de tratar o tráfego de saída, que também pode conter atividade maliciosa. Essa abordagem também pode ser incorporada para servidores que são acessados internamente, criando uma DMZ interna, e para acesso remoto, tanto por colaboradores quanto por parceiros. Por fim, é necessário considerar a infraestrutura da rede de acesso que o provedor provê aos seus clientes e estar atento à proteção dos pontos de conexão com a rede interna, caso existam, seja para manutenção de equipamentos ou para outros fins. Além dessas categorias tradicionais, existe o NG Firewall - Next Generation Firewall, que oferece funcionalidades avançadas de segurança, indo além das funções básicas. O NG Firewall opera até a

camada de aplicação, permitindo o processamento de regras mais complexas baseadas na aplicação e a realização de uma inspeção profunda de pacotes, analisando seu conteúdo. Como resultado, o NG Firewall pode detectar e prevenir uma variedade de ataques na camada de aplicação, incluindo malwares, tentativas de exfiltração de dados e injeção de código, entre outros. Soluções em segurança para monitoramento intrarrede A rede e os ativos do provedor devem ser monitorados continuamente para detectar anomalias e possíveis violações de segurança. Para isso, pode-se contar com ferramentas de detecção de atividade maliciosa na rede e configurar os ativos para gerarem logs sobre eventos de segurança. Além disso, a equipe de segurança precisa estar atenta ao gerenciamento dos alertas gerados, bem como à resposta aos incidentes. Para detectar atividade maliciosa, existem soluções de IDS e IPS, que são posicionadas em pontos estratégicos da rede. O primeiro é capaz de detectar tráfego malicioso a partir de assinaturas de ameaças conhecidas ou através de atividades que fogem do padrão dos dispositivos e aplicações na rede, gerando alertas para análise pela equipe de segurança. O segundo possui as mesmas funcionalidades que o primeiro, mas também pode bloquear o tráfego malicioso encerrando sua sessão. Existem soluções que combinam os dois em uma só ferramenta, assim como costumam estar embutidos nas funcionalidades de um NG firewall. Gestão de identidades e acessos Deve ser implementada de forma a garantir que apenas usuários autorizados tenham acesso a determinados ativos. Assim, a empresa deve adotar políticas criteriosas para gerir o ciclo de vida de contas de usuário e implementar técnicas que garantam a autenticação, a limitação de acesso e o rastreamento de ações ao utilizar redes e sistemas. As contas de usuário devem ser diferenciadas por tipo e receber as permissões apropriadas seguindo o princípio do menor privilégio. Um usuário deve ter acesso apenas ao que é necessário para


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desempenhar suas funções. Da mesma forma, deve-se avaliar a necessidade e a segurança de contas privilegiadas e administrativas, contas de visitantes e contas de serviço, evitando o uso de contas genéricas e compartilhadas. Também deve haver uma política de senha forte, que defina requisitos suficientes de complexidade, assim como a troca periódica com a restrição do uso de senhas antigas. É importante mencionar que o cuidado com as contas de usuário não se limita ao momento de sua criação, mas envolve também a revisão periódica de seus níveis de acesso, o monitoramento de suas ações e sua exclusão ou desabilitação quando não mais necessárias. Para gerenciar os acessos a redes e sistemas, uma boa prática é adotar o framework AAA, que define três funções para o controle de acesso: • Autenticação: envolve validar a identidade do usuário antes de permitir seu acesso, o que pode ser feito através de senha, certificado digital, biometria, entre outros métodos. • Autorização: estabelece o que esse usuário poderá realizar após se autenticar, ou seja, suas permissões de acesso. • Auditoria: prevê o registro das ações do usuário enquanto credenciado na rede ou sistema. Outra boa prática para controle de acesso aos ativos é a implementação

de MFA - Multifactor Authentication, que exige mais de um fator para autenticar um usuário. A aplicação de um segundo fator de autenticação reduz o risco de segurança relacionado ao comprometimento de senhas, que pode ocorrer por vazamento de dados ou uso de senhas fracas, e ainda pode ser intensificado se um usuário utiliza a mesma senha em mais de uma conta. Por isso, a MFA deve ser adotada sempre que possível, especialmente em sistemas críticos. Por fim, cabe destacar os acessos que são feitos de fora do provedor, seja para recursos de sua rede interna ou para ativos de sua rede de operação. A implementação do acesso remoto deve priorizar ainda mais a segurança, pois envolve exposição em rede pública. Nesse caso, o uso de VPN é indispensável, pois estabelece um canal seguro para se conectar aos ativos da empresa a partir da Internet, garantindo a confidencialidade e a integridade dos dados trocados. A VPN também deve incluir o monitoramento de sessão para registro e controle das atividades desempenhadas por meio da conexão. Além disso, o uso de MFA para autenticação na VPN é mandatório, uma vez que sua interface é exposta na rede pública.

Gestão segura de ativos A gestão de ativos é essencial para o gerenciamento de riscos da empresa, pois proporciona o acompanhamento do estado de seus ativos. Deve compreender todo o ciclo de vida, incluindo inventariar os elementos da rede tanto hardware quanto software, registrando informações relevantes para seu gerenciamento, como endereço de rede e versão de software, nível de criticidade para o negócio e responsável. Além disso, o inventário deve estar sempre atualizado e ser protegido contra acesso e modificações não autorizadas. A gestão adequada das configurações dos ativos é essencial para manter os sistemas em um estado desejado e identificar e corrigir rapidamente quaisquer desvios. Isso requer políticas de segurança claras, ferramentas de monitoramento, processos de aprovação e documentação para mudanças de configuração e aplicação oportuna de patches de correção. Sistemas desatualizados representam um grande risco de segurança, pois muitas vezes os patches disponibilizados corrigem vulnerabilidades conhecidas e já exploradas por agentes maliciosos. No caso de não ser possível atualizar um sistema, deve-se mitigar o risco adotando outros controles em uma abordagem de defesa em profundidade.


INTERFACE

Paulo Marin

Qual é o significado de o

comprimento não ser um parâmetro para o critério de “passa” ou “falha” em um teste de certificação de cabeamento balanceado em campo, conforme a série de normas ISO/IEC 11801 e ABNT NBR 14565? Parte 2

Iniciamos na edição passada de Interface uma discussão sobre o comprimento de enlaces e canais em cabeamento estruturado, como avaliar o comprimento em um critério de “passa” ou “falha” em testes de certificação em campo e os efeitos da variação do comprimento no desempenho do canal de transmissão. Nesta edição vamos aprofundar um pouco a discussão sobre a atenuação e seus fatores determinantes em linhas de transmissão.

Parte 2 Na Parte 1 (RTI maio de 2025, edição no 300), revisamos os modelos de testes de certificação de canais e enlaces permanentes em cabeamento estruturado, os fatores que afetam o comprimento de um canal de transmissão e começamos por uma breve análise do quão significativa é a atenuação de um canal para a transmissão de sinais. No que diz respeito à deterioração do desempenho de um canal de transmissão com a variação do comprimento, não é somente a atenuação que entra na conta. A relação SNR - Sinal/Ruído (signal to noise ratio)

Esta seção se propõe a analisar tópicos de cabeamento estruturado, incluindo normas, produtos, aspectos de projeto e execução. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

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do canal, a distorção de fase, a ISI Interferência Intersimbólica (intersymbol interference), entre outros parâmetros, pioram muito com os aumentos do comprimento de um canal e da frequência. Como consequência, o desempenho do sistema de comunicação é afetado. As características elétricas de transmissão de um canal balanceado são bem representadas pela expressão a seguir: γ = α + jβ = √ ( R + j ω L ) ( G + j ω C )

[1] Sendo: • γ: coeficiente de propagação do canal. • α: coeficiente de atenuação do canal. • β: deslocamento de fase. Não tenho a intenção de entrar em detalhes sobre o desenvolvimento matemático de equações envolvidas na determinação das características de propagação de um canal, pois não é o propósito deste artigo. De qualquer forma, é importante explicar que o parâmetro α determina as características de atenuação do canal, que apresenta comportamentos distintos para frequências baixas e altas dentro da escala de frequências de operação e é função dos parâmetros de linha do canal (R, L, G e C). De forma mais ampla, os fatores que afetam o comprimento do canal devido à atenuação são os aspectos construtivos dos cabos, a saber: • Material do condutor; • Bitola do condutor;

• Material do dielétrico e suas características; • Resistência em corrente contínua do condutor (R0). Um condutor elétrico tem uma resistividade (em Ω.mm2/km) que é uma característica do material do qual é constituído. A resistividade determina a resistência em corrente contínua de um condutor e varia em função de sua bitola. Quanto menor o diâmetro do condutor, maior sua resistência em corrente contínua (R0). Por exemplo, a resistência em corrente contínua de um condutor de um cabo balanceado de bitola 24 AWG está entre 8,46 Ω /100 m e 9,38 Ω/100 m. Um cabo balanceado de bitola 28 AWG (normalmente usado em patch cords) está entre 17,67 Ω/100 m e 21,29 Ω/100 m. Esses valores são para cabos de cobre sem blindagem à temperatura ambiente de 20 °C. O material do dielétrico, ou seja, do isolante do condutor, é crítico na determinação do atraso de propagação do meio e, portanto, afeta o comprimento do canal. O diferencial de alguns cabos balanceados especiais está no material utilizado como isolante.

A importância do componente dielétrico do cabo e um pouco de história As propriedades do dielétrico são muito importantes e determinantes das características de transmissão de

Importante!

E

m linhas de transmissão (como o cabeamento), identificamos parâmetros primários e secundários. Os primários são aqueles relacionados diretamente ao meio de transmissão: R (resistência), L (indutância), G (condutância) e C (capacitância), para meios físicos compostos por condutores metálicos. Estes são os primários, pois são intrínsecos ao meio físico. Já os secundários são derivados dos primários: impedância característica (|Z0|), atenuação (α) e deslocamento de fase (β). Veja meu artigo Entendendo a diafonia (crosstalk), publicado na RTI abril de 2022, edição no 263, para mais detalhes sobre esses parâmetros.


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INTERFACE cabos de telecomunicações. O papel foi utilizado por muito tempo e precisava ser fabricado a partir de longas fibras de madeira, manter uma umidade de 6% para melhorar a flexibilidade do condutor isolado (e do cabo) e de um processo de secagem e aplicação sobre o condutor de cobre nu capaz de reduzir sua permissividade e aumentar sua resistividade. As características mecânicas desse tipo de dielétrico não eram muito boas, pois apresentavam baixa resistência ao esmagamento, pouca resistência ao calor e não suportavam raios de curvatura muito fechados. Os materiais plásticos, feitos a partir de polímeros, passaram a ser utilizados em dielétricos no início da década de 1950 na indústria de fios e cabos, como o PVC - Policloreto de Vinila, polietileno, LLDP ou LLDPE -

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O PET, por sua vez, é amplamente usado em forma de fita coberta com uma película metálica fina (alumínio, geralmente) para a construção de blindagens tipo foil para cabos de telecomunicações modelos F/UTP, U/FTP, S/FTP, entre outros. A pigmentação do dielétrico com o propósito de facilitar a identificação de condutores e pares nos cabos, embora contribua para as características de transmissão, não as altera de forma relevante. Isso significa dizer que as cores dos pares dos cabos balanceados de quatro pares utilizados em sistemas de cabeamento estruturado não fazem diferença alguma em termos de desempenho. Portanto, usar a configuração de terminação de tomadas T568B em vez da T568A, ou vice-versa para melhorar o desempenho do canal é puro mito. Tab. I – Velocidade de propagação e NVP A troca de posição em função do material do dielétrico dos pares laranja e Dielétrico Velocidade de propagação (m/s) NVP (%) verde nesse caso Papel 1,4552 •108 48,51 (que é o que PVC 1,7321 •108 57,73 muda nessas configurações de Polietileno Linear de Baixa Densidade, terminação) não faz diferença alguma. PTFE – Politetrafluoroetileno, referido Embora sem relação com o material comercialmente como Teflon, FEP do dielétrico, o mesmo se pode Etileno Propileno Fluorado, PET afirmar se o motivo for a diferença Polietileno, entre outros. Eles mudaram nos passos de torção desses pares: é de forma importante a fabricação de fios mito também. e cabos, proporcionando aumento da Voltando ao tema central da resistência mecânica, maior isolação de discussão, para ilustrar a importância tensão elétrica entre condutores, maior do material do dielétrico, flexibilidade, resistência a altas comparemos os atrasos de temperaturas, etc. propagação e as velocidades Cada material tem suas características nominais de propagação de mais relevantes. O PVC, para citar um condutores isolados com papel exemplo, é menos flexível que outros impregnado em óleo mineral (cabos compostos, mas oferece uma de telecomunicações utilizados resistência maior ao esmagamento. O comercialmente no início das PTFE suporta temperaturas da ordem comunicações telefônicas de longa de 340°C sem derreter, ficando distância no final do século XIX) e carbonizado nesses casos. O FEP de condutores isolados com PVC oferece boas características térmicas, mas (cabos modernos), conforme tem suas propriedades alteradas em mostrado na tabela I. contato direto com o cobre. Esse O leitor pode estar se perguntando dielétrico é normalmente aplicado em o motivo de tal comparação, pois condutores de cobre banhados em cabos com dielétrico de papel não são níquel para melhor desempenho. usados há muito tempo. Meu


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Tab. II – Velocidade de propagação e NVP para diferentes materiais dielétricos Material

Papel úmido1

PVC

Polietileno

FEP

Poliéster (PET)

Constante

4a6

3a5

2,28

2,1

3,1

1,225.108 a

1,3416.108 a

1,9868.108

2,0702.108

1,7038.108

1,4552.108

1,7320.108

40,83 a 50,00

44,72 a 57,73

66,22

69,00

56,79

dielétrica v (m/s) NVP (%) 2 1

Papel impregnado em óleo mineral.

2

Porcentagem da velocidade da luz no vácuo (c = 3,108 m/s).

objetivo aqui é comparar dielétricos com propriedades muito diferentes exatamente para enfatizar suas respostas muito diferentes. Atualmente, mesmo havendo cabos com respostas distintas devido ao material de seus dielétricos, essas diferenças são muito mais sutis, porém relevantes em certas condições. A tabela II mostra valores de velocidade de propagação e NVP – Velocidade Nominal de Propagação para condutores com diversos tipos de dielétricos para concluir a discussão sobre a importância do material do dielétrico na resposta de velocidade de propagação e NVP de um cabo e, consequentemente, influência no comprimento do canal. Além dos fatores apresentados até

aqui, há outros operacionais relacionados a atenuação que afetam o comprimento do canal: • Temperatura de operação; • Faixa de frequências de operação (largura de banda operacional); • Resistência em corrente alternada do condutor (Rca), que é função da frequência de operação. Até aqui vimos os modelos de testes de certificação de canais e enlaces permanentes em cabeamento estruturado, os fatores que afetam o comprimento de um canal de transmissão e começamos por uma breve análise do quão significativa é a atenuação de um canal para a transmissão de sinais. Analisamos os fatores construtivos dos cabos que

afetam a atenuação, revisamos os parâmetros primários e secundários das linhas de transmissão, passamos pela importância do material do dielétrico e como isto afeta o desempenho de transmissão dos cabos de telecomunicações e fizemos uma breve comparação entre alguns exemplos de material dielétrico e as respostas de velocidade de propagação e NVP dos cabos. Continuaremos a discutir o tema na próxima edição de Interface aprofundando um pouco a discussão sobre a atenuação e os fatores operacionais relacionados a esse parâmetro que influem no comprimento de um canal de transmissão.

Paulo Marin é engenheiro eletricista, doutor em interferência eletromagnética aplicada à infraestrutura de TI e telecomunicações e mestre em propagação de sinais. Marin é membro sênior do IEEE - Institute of Electrical and Electronics Engineers, consultor, palestrante, coordenador da ABNT/Cobei e autor de livros técnicos.


EM REDE

Douglas Falsarella, designer de soluções da Deutsche Telekom Global Business Solutions Brasil

IA possibilita oferecer benefícios do 5G sem ampliação da rede Existe um paradigma no mercado brasileiro de telecomunicações. É necessário ampliar a infraestrutura de rede para que os benefícios do 5G e de tecnologias como IoT – Internet das Coisas e M2M - Machine to Machine auxiliem todos os setores da economia a aumentar a produção, por meio de redes privativas e serviços automatizados. Ao mesmo tempo, é necessário investir na frequente renovação de seus equipamentos, possibilitando a expansão das redes privativas também em áreas mais remotas. A IA – Inteligência Artificial e o ML – Machine Learning já auxiliam o setor de telecomunicações a desenvolver novos serviços de forma direta e indireta. As tecnologias ajudam a gerar ganhos financeiros ou reduzir os custos e serão essenciais nos próximos anos, conforme a própria IA evolui, e o volume de dados coletados que podem ser acessados, bem como a infraestrutura de telecom, crescem. As SD-WANs, redes gerenciadas por software com inteligência e capacidade aumentada, já estão em operação e ajudam a priorizar o tráfego de dados e informações críticas e sensíveis. A IA e o ML definem qual infraestrutura deve ser usada, de Esta seção aborda aspectos tecnológicos das comunicações corporativas, em especial redes locais, mas incluindo também redes de acesso e WANs. Os leitores podem enviar suas dúvidas para Redação de RTI, e-mail: inforti@arandanet.com.br.

acordo com a latência e o tipo de aplicação, seja uma videoconferência, que não pode sofrer com uma alta latência e perda de dados, ou apenas o envio de um arquivo de texto, que demanda menos velocidade e largura de banda. O software, responsável por gerenciar a rede, é capaz de identificar o que é transmitido e definir prioridades e o melhor “caminho” para cada transmissão. Essas ações acontecem em tempo real, melhoram o tráfego de rede, o SLA Service Level Agreement e a experiência do usuário. Segundo a pesquisa Digital Consumer Insights 2024, da consultoria Omdia, na percepção do consumidor final o 5G representa “apenas” uma Internet mais rápida, sendo que apenas 26% dos entrevistados planejam comprar um smartphone mais moderno por causa da tecnologia. Mas no setor corporativo a IA e o ML já tornaram viáveis o provisionamento de rede por demanda, um dos benefícios atrelados ao 5G e que foi muito comentado na época do lançamento da rede móvel de quinta geração. Em redes SD-WAN com inteligência aumentada é possível detectar o crescimento no consumo de banda, causado por uma maior concentração de dispositivos ou demanda, e fazer o “alargamento” da conexão em um data center de forma automática, sem a necessidade da intervenção humana. A detecção de problemas em algum equipamento da rede também pode ser feita por meio da IA, que é capaz de receber informações, consultar o banco de dados, fazer a identificação de anomalias e informar qual o percentual de chance de ser um problema ou outro. Por meio do

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entendimento de padrões passados conclui-se que o ocorrido foi o desligamento intencional, falta de energia ou um problema mais complexo que demanda a intervenção de um profissional. Esta automação reduz os custos em estruturas de call center. Nas redes gerenciadas por software, a IA e o ML também aumentam a segurança por meio da integração com bancos de dados com informações sobre as ameaças de vírus e tipos de ataques existentes. As tecnologias cognitivas identificam anomalias e comportamentos não usuais e bloqueiam endereços de IP que realizam um ataque a um site ou servidor. As novas tecnologias também intensificam, de forma indireta, a procura por serviços de telecom ao combinar a IA com dispositivos IoT e M2M, que demandam a conexão com nuvens, onde as informações coletadas e analisadas pelos recursos cognitivos são ofertadas. Como outros setores intensivos em tecnologia, a IA ajuda as operadoras de telecom na implantação de novas funcionalidades em produtos digitais de forma contínua ao auxiliar programadores a escrever códigos com mais velocidade. A adoção da IA no gerenciamento de redes é uma realidade para a criação de novos serviços. Ela torna mais fácil centralizar e simplificar o controle e gerenciamento da infraestrutura com escala ilimitada para novas implantações e conexões, mantendo a agilidade necessária para acompanhar o ritmo de crescimento dos negócios atendendo dezenas ou centenas de pontos de acesso.


SEGURANÇA

Marcelo Bezerra

Análise de invasões no DBIR 2025 Conforme adiantei na última edição da seção Segurança (RTI maio de 2025, edição no 300), continuamos neste mês a dissecar a versão 2025 do DBIR - Data Breach Investigations Report, ou “Relatório de Investigações sobre Violações de Dados”, na tradução livre. Ao ler o documento, produzido pela Verizon, e usando as palavras dos seus autores, temos a sensação de ver as mesmas táticas de sempre, aplicadas de forma diferente a cada ano. No quesito Invasões, chamadas no relatório de system intrusion, que compreende os “ataques complexos que utilizam malware e/ou hacking para atingir seus objetivos, incluindo a implantação de ransomware”, foram analisados 9124 incidentes, dos quais 7302 tiveram confirmação de exposição de dados. Trata-se de uma taxa bastante alta, de 80%, considerando que boa parte desses foram de ransomware, com os atacantes cobrando resgate para justamente não divulgar os dados baixados. Esse fato talvez explique outro dado que irei comentar mais à frente: a redução dos ganhos obtidos pelas quadrilhas. Começando pelos números: 99% dos incidentes foram executados por atores externos, enquanto 1% veio de parceiros de negócio. Os objetivos dos atores se dividiram principalmente em financeiros (85%) e de espionagem (25%). Levando em conta que alguns buscaram mais que uma meta nas ações, por que não roubar informações confidenciais e ao mesmo tempo ganhar algum dinheiro da vítima? Já os vetores de entrada permaneceram os mesmos de sempre: vulnerabilidades (dia zero ou não), abuso de credenciais e engenharia social. Apesar de um pouco de diversidade no começo, 75% terminaram em ransomware. Isso faz com que o ransomware continue como a dor de cabeça principal dos gestores de segurança

das empresas privadas por mais um ano, com uma boa tendência de continuar assim por bastante tempo, apesar de começar a mostrar um certo desgaste, com os ganhos financeiros sendo reduzidos. Não só o lucro médio por evento diminuiu em relação ao ano de 2024, de US$ 150 mil, como apontou o DBIR daquele ano, foi para US$ 115 mil na edição 2025, como também a quantidade de vítimas que pagaram o resgate. Foram 36% em 2024, 46% em 2023 e 50% em 2022. Os motivos para a queda, de acordo com o DBIR, foram organizações mais bem preparadas para impedir os ataques e mais capazes de recuperar o acesso a seus sistemas e dados (no caso de bloqueios e encriptação), a falta de confiança de que os invasores cumpririam a promessa de não divulgar os dados (no caso do vazamento puro e simples) e das ações das autoridades contra as quadrilhas. Aparentemente, algumas gangues decidiram reduzir os valores pedidos inicialmente às vítimas. O perfil do ataque muda quando o objetivo principal é espionagem. Diferente do ransomware, em que o atacante busca baixar o maior volume de dados possível e/ou bloquear os computadores, o espião precisa buscar pela informação que deseja, o que requer um trabalho diferente, e a principal distinção é a persistência, ou seja, o invasor precisa permanecer o tempo que for necessário para obter a informação e cumprir seu objetivo. Para persistir, às vezes por longos períodos, o espião faz uso de técnicas de movimento lateral, em que vai de um computador a outro na rede da empresa, de escalação de privilégios das contas obtidas até conseguir poderes de administração, e de diferentes programas de malware. Já o ataque inicial não varia muito dos de ransomware, podendo ser direto ou de engenharia social. A nossa pergunta frente a esses relatórios é sempre a mesma: como se defender? E a resposta também se repete: esquecer as balas de prata e trabalhar no controle dos vetores de ataque, assim como na gestão. Embora algumas dessas áreas, como

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proteção do perímetro de rede, estejam já bem consolidadas, outras merecem uma atenção maior, seja pelo fato de serem vetores que cresceram muito nos últimos anos ou porque as empresas diminuíram a atenção nelas. Um exemplo de área que merece a nossa atenção é a proteção das credenciais. São credenciais esquecidas em desktops, servidores e serviços, algumas delas com poderes de administrador. Um grande alvo são os chamados shadow admins, contas de administrador esquecidas pelos gestores. Uma primeira ação é a identificação dessas credenciais passíveis de serem exploradas, a partir de um processo de varredura nos computadores e no sistema de diretório. As contas guardadas nos desktops, em navegadores e de serviços, como SSH – Secure Shell, FTP – File Transfer Protocol, PuTTY e outros, são muitas vezes negligenciadas. Além disso, é importante identificar as contas cujas senhas não seguem a política ou que possuem permissões acima do que deveriam. Como sempre, algumas dessas contas administrativas vulneráveis não poderão ser corrigidas, e aí entra o monitoramento de seu uso, através das práticas de PAM – Privileged Access Management. O PAM irá controlar o acesso e monitorar as atividades dessas contas, garantindo que seu uso esteja de acordo com as políticas de segurança. Ao PAM se combinam outras práticas e tecnologias, como o ITDR - Identity Threat Detection and Response que, como o nome sugere, é o processo de detecção e resposta a ameaças através do abuso no uso de credenciais. Irei comentar mais sobre o ITDR na próxima edição de Segurança.

Marcelo Bezerra é especialista em segurança da informação, escritor e palestrante internacional. Atua há mais de 30 anos na área, com experiência em diferentes áreas de segurança cibernética. No momento, ocupa o cargo de Gerente Sênior de Engenharia de Segurança na Proofpoint. Email: marcelo.alonso.bezerra@gmail.com.


PRODUTOS

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Transceiver O TQSFP28-ZR, da FonNet Networks, é um transceiver compacto com interface DWDM tunable capaz de implementar o “100G coerente”, podendo atingir

protegido por revestimento externo em PVC – Policloreto de Vinila branco, que oferece durabilidade e resistência térmica de até 70°C. Site: www.megatron.com.br.

Switch A HPE Aruba Networking

80 km, sem amplificação de sinal, e até 300 km com o apoio de amplificadores. Site: https://fonnet.com.br/.

Eletrocalha aramada para data centers

disponibilizou o switch CX 10040. Pensado para dobrar a escala e o desempenho do switch de serviços distribuídos HPE Aruba Networking CX 10000, o equipamento oferece suporte ao crescimento da computação orientada por IA – Inteligência Artificial

As eletrocalhas aramadas para data centers da Bandeirantes Perfis são fabricadas em três opções de acabamento: aço inox 304, aço inox 316, galvanizado eletrolítico, galvanizado a fogo e com pintura eletrostática epóxi.

enquanto mantém firewall integrado, criptografia em linha e telemetria de precisão para maior segurança e observabilidade, além de amplificar a eficiência da operação do servidor. Site: www.hpe.com/br.

usuários mais autonomia e condições de decidir sobre o que é mais adequado para cada aplicação. Por se tratar de um chip único, o provisionamento é inteligente, com ativação sob demanda e troca de operadoras mesmo com o SIM card offline. Desenvolvido pela Kore Wireless. Site: www.korewireless.com.

Cabo de alarme O cabo de alarme multicores da Megatron é formado por quatro vias de cobre 0,5 mm com isolação em PEAD – Polietileno de Alta Densidade. Identificado pelas cores preta, vermelha, amarela e verde, é

configurações diversas, com a possibilidade de troca de operadora de forma ilimitada ou sob demanda, feita automaticamente, via API -Application Programming Interface ou plataforma, o que dá aos

é um agente de extinção de incêndio formulado à base de água e materiais orgânicos de nível alimentar. Disponível em embalagens que variam de 5 a 1000 litros (e até 25 mil litros sob

Desenvolvido pela Ookla, o SpeedTest é uma ferramenta utilizada para medir a velocidade de conexão à Internet. A solução gera informações detalhadas sobre a experiência do usuário, incluindo satisfação ao utilizar serviços de

encomenda), pode ser aplicado manualmente por pulverização e via sistemas de pressão automatizados, inclusive drones vaporizadores de até 50 litros. Site: https:// hotworkbrasil.com.br/.

Data center modular A Modular Data Centers

O Super SIM Kore oferece múltiplas opções de cobertura e configurações com um único SIM card. A solução pode ser adquirida com

O Ecofire da Hotwork Brasil,

Medidor de velocidade de conexão à Internet

SIM card Já a bitola do arame está disponível em 3/16’’ e 1/4’’. O produto auxilia na redução do aquecimento dos cabos. Site: www.bandeirantesperfis.com.br.

Agente de extinção de incêndio

streaming de vídeo, navegação na web, jogos online e videoconferências. Além da velocidade de download e upload, o Speedtest analisa fatores como latência, jitter, perda de pacotes, qualidade do sinal e a frequência utilizada pelo usuário, como 2,4 ou 5 GHz. Esses dados permitem identificar limitações na experiência, como a distância do modem ou restrições do próprio dispositivo e permite aos provedores terem uma visão mais ampla sobre a performance da rede. Site: www.ookla.com/consumer.

disponibilizou o EdgePod, solução all-in-one para computação de borda voltada a provedores de Internet e operadoras de

telecomunicações. Construída em uma estrutura baseada no padrão ISO de contêiner (20 e 40 pés), a solução está disponível em cinco modelos, com capacidades de 30 a 80 kW, podendo abrigar de 2 a 13 racks de TI. Site: https://modulardtc.com/.


esde 2005, a pesquisa TIC Domicílios monitora o acesso às tecnologias de informação e comunicação (TIC) e o uso da Internet por indivíduos no Brasil. Produzida pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a 20ª edição do estudo, feito em 2024, aponta que 71% dos domicílios brasileiros com Internet se conectaram à rede por meio de banda larga fixa, sendo que 65% utilizaram cabo ou fibra óptica e 14% usaram conexão móvel. Entre os domicílios com acesso à Internet, 30% relataram uma conexão com velocidade de 51 Mbit/s ou mais. Segundo a edição, a casa foi o principal local onde os usuários acessaram a Internet (98%). Cerca de dois terços acessaram a Internet na residência de outra pessoa (64%) e 59% afirmaram utilizar a rede enquanto se deslocavam. 61% acessaram a rede em casa e em pelo menos um local diferente, proporção que foi de 76% na classe A e 44% nas classes D e E. Com 140 páginas, o estudo pode ser consultado pelo link: https://abrir.link/pHQsQ.

o livro Aplicativos Móveis: Como Criar e Publicar seu Próprio App, os autores

Danilo Arantes da Silva, Luciano Custodio, Glauco Luiz Parquet de Campos e Luciano Lopes Salgado oferecem um guia sobre o desenvolvimento de aplicativos, desde a história dos dispositivos móveis até as práticas atuais de design, programação e distribuição. A obra é voltada para desenvolvedores iniciantes e experientes que buscam criar aplicativos e se destacar no mercado. Editora Senac (https://abrir.link/XVpPi), 184 páginas.

Axis Communications divulgou a versão mais recente do relatório The State of AI in Video Surveillance, que explora as perspectivas do setor sobre o uso de IA – Inteligência Artificial em segurança. O documento revela os principais insights críticos sobre tecnologias de IA, sua integração e oportunidades e desafios relacionados à segurança, inteligência de negócios e eficiência operacional. Os resultados apontam que a mudança de sistemas de servidor locais para arquiteturas híbridas continua em ritmo acelerado. Esse desenvolvimento é impulsionado pela necessidade de maior escalabilidade, processamento mais rápido e melhor utilização da largura de banda. O

modelo híbrido, que combina os recursos de processamento imediato da IA de borda em câmeras com a escalabilidade e o armazenamento de dados de longo prazo da nuvem, está se tornando a abordagem preferida de muitos. Esse equilíbrio permite que as organizações aproveitem os pontos fortes de ambas as tecnologias. Com 23 páginas, a publicação está disponível em inglês pelo link: https://abrir.link/GDUGO.

roduzido pela Teleco, o relatório Redes Privativas 4G e 5G no Brasil 2025 traz informações para empresas que avaliam implantar uma rede privativa 4G/5G. Escrita por Eduardo Tude e Loreno M. Da Silveira, a obra com 61 páginas apresenta tópicos como o que são as redes privativas 4G e 5G, casos de uso para as principais verticais no Brasil e no mundo, regulação e ecossistema de fornecedores no Brasil. Link: https://abrir.link/nUALu.

Índice de anunciantes Atelco ......................... 21

Expo ISP .................... 5 3

ITTV .............................. 5

Olé TV ......................... 11

Terzian ....................... 3 4

AZLink ........................ 4 3

Fibracem ................... 3 5

Kidde Fire Systems ..... 8

Panduit .............. 2ª capa

TGL Telecom .............. 51

Bandeirantes Perfis .. 14

Forte Telecom ............ 15

Lightera ..................... 2 3

PE Tubos .................... 12

TIP Brasil .................. 2 9

Black Box ................... 20

Fujikura ...................... 3 9

Maquimp .................... 50

Rosenberger ............. 1 3

V-Sol .......................... 3 7

DCA – Delta Cable

Gamma-K .................. 42

Megatron .................... 25

SMH Sistemas . 4ª capa

Vero .................. 3ª capa

Americas ..................... 9

Intelbras .................... 1 9

Nexusguard ................ 45

Sumec ....................... 3 3

DrayTek ....................... 47

Inventtis ..................... 10

NIC.br ........................ 4 9

Tecfiber ....................... 41

PUBLICAÇÕES

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ISP EM FOCO

Basílio Rodriguez Perez, vice-presidente da Abrint

Governança da Internet no Brasil: um modelo vitorioso sob ameaça O conceito de governança da Internet, em sua formulação inicial, dizia respeito à criação e à administração das tecnologias essenciais para mantê-la em funcionamento. Com o passar do tempo e o crescimento exponencial de usuários e aplicações, essa definição se expandiu para incorporar não apenas a infraestrutura técnica, mas também as instituições, os atores envolvidos na gestão e os processos políticos e decisórios relacionados ao desenvolvimento da rede. Hoje, a governança da Internet é entendida como um sistema complexo, multidisciplinar e multissetorial, que envolve governos, setor privado, comunidade técnica, academia e sociedade civil. O modelo brasileiro, liderado pelo CGI.br - Comitê Gestor da Internet no Brasil, é internacionalmente reconhecido como um exemplo de sucesso na promoção de uma Internet aberta, democrática e resiliente. Devido à sua composição multisetorial, é assegurado que nenhuma entidade detenha o controle exclusivo sobre as decisões estratégicas relativas à Internet no país. Nas últimas décadas, o CGI.br, com o suporte operacional do NIC.br - Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, contribuiu decisivamente para o avanço da Internet no Brasil. Desde a gestão do domínio “.br” até a promoção da infraestrutura de troca de tráfego, o trabalho dessas instituições tem sido fundamental para garantir a resiliência, a capilaridade e a neutralidade da rede Esta seção aborda aspectos técnicos, regulatórios e comerciais do mercado de provedores de Internet. Os artigos são escritos por profissionais do setor e não necessariamente refletem a opinião da RTI.

no território nacional. Atualmente, o Brasil conta com 38 PTTs - Pontos de Troca de Tráfego ativos, distribuídos em todas as regiões do país, sendo uma referência mundial em eficiência. Segundo dados do NIC.br, o IX.br, iniciativa de PTTs mantida pelo NIC.br, registrou, em 2024, picos de tráfego superiores a 26 Tbit/s, refletindo a crescente demanda por serviços digitais e o papel estratégico dessa infraestrutura. Entende-se, assim, que a operação desses PTTs sob uma estrutura neutra, multissetorial, sem fins lucrativos e tecnicamente orientada é um dos diferenciais do modelo brasileiro. Isso garante que decisões técnicas não sejam influenciadas por interesses econômicos ou políticos imediatos, preservando os princípios de neutralidade, segurança e descentralização da Internet. Contudo, novas mudanças regulatórias e propostas legislativas têm colocado em debate os rumos dessa governança. O Projeto de Lei 4557/2024 – Reorganização da Governança da Internet no Brasil, por exemplo, propõe uma alteração drástica no modelo vigente, ao sugerir a subordinação do CGI.br à Anatel, o que vem gerando ampla controvérsia no ecossistema digital. A proposição rompe a estrutura multissetorial que garante equilíbrio e legitimidade às decisões estratégicas sobre a Internet no Brasil, não considerando o histórico de boas práticas e a necessidade de participação ampla nos processos de formulação de políticas digitais. A esse risco soma-se a recente decisão da Anatel de revogar a Norma nº 004/1995, que trata das regras para autorização de exploração de serviços de telecomunicações. Tal decisão impacta diretamente o funcionamento do comitê e do ecossistema digital, considerando que a separação entre os serviços de telecomunicações e os de valor agregado (SVAs), prevista pela norma, foi essencial para o surgimento de novos modelos de negócios, como os provedores regionais de Internet, e

58 – RTI – JUN 2025

para a preservação de um ambiente regulatório que impulsionou a inovação e a inclusão digital. Para tanto, a revogação do normativo representa para os entes digitais uma ameaça em vários aspectos, como o risco de reclassificação indevida, insegurança jurídica para os provedores de Internet, considerando a ausência de critérios objetivos claros para a definição dos limites entre os serviços, assim como concentração de mercado e perda de competitividade, com possíveis imposições de obrigações regulatórias excessivas. Assim, ao lado da proposta de subordinação do CGI.br à Anatel, a revogação da Norma nº 004/1995 reforça a tendência de centralização decisória e regulatória que desconsidera a diversidade e a complexidade do ecossistema digital brasileiro. A Internet é uma infraestrutura descentralizada, dinâmica e global por natureza. Modelos de governança centralizados e hierárquicos são incompatíveis com sua lógica de funcionamento. Nesse cenário, a experiência brasileira, consolidada por meio do CGI.br e do NIC.br, demonstra que é possível garantir uma governança eficaz, inclusiva e tecnicamente embasada. A Abrint acredita que preservar a autonomia e a estrutura multissetorial do CGI.br não é apenas uma questão institucional: é uma necessidade estratégica para o futuro da Internet no Brasil. A tentativa de subordinação a estruturas unissetoriais e a revogação de marcos regulatórios inadequados, como no caso da Norma nº 4, devem ser amplamente debatidas com base em dados, evidências e no compromisso com os princípios que tornaram o Brasil uma referência mundial em governança digital.

Basílio Rodriguez Perez é vice-presidente da Abrint e presidente do LAC-ISP, membro do Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte, Conselheiro Deliberativo do Atacado e Diretor de Operações em Provedor de Acesso à Internet.


Ano XXVI Nº 301 - Junho 2025

RTI - Redes, Telecom e Instalações

ARANDA EDITORA

ISSN 1808-3544


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