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Hydro Março | Abril 2025

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Hydro • Março/Abril 2025

Sumário

www.arandanet.com.br/hydro

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Especial Marco do setor de saneamento 2025: balanço e perspectivas O investimento no setor de saneamento foi recorde em 2023, de quase R$ 29 bilhões, o que representa um aumento real (acima da inflação) de 22,9% em relação ao ano anterior. Para 2025, a estimativa é a de que sejam realizados ao menos 25 processos licitatórios, beneficiando 848 municípios e movimentando quase R$ 70 bilhões.

Serviço Guia de bombas

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Este levantamento traz a oferta atualizada dos fornecedores de bombas centrífugas e outros tipos para aplicações de água, esgoto e processo, com seus respectivos e-mails e telefones de atendimento ao cliente.

Água industrial Analisador de biofilme e seu impacto em sistema de resfriamento

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O artigo apresenta um dispositivo que faz medições diretas de biofilme em sistemas de resfriamento de água, visando aumentar o controle sobre a dosagem de biocida e troca térmica.

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Serviço Guia de hidrômetros O hidrômetro permite a medição precisa do consumo de água, detecta vazamentos, auxilia no controle e planejamento da distribuição e fornece dados para análises estatísticas e operacionais. Veja quem fornece esses produtos no Brasil.

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Construção 4.0 Gêmeos digitais em sistemas prediais Os gêmeos digitais são cópias virtuais de ativos ou edifícios do mundo real, usadas como plataforma para a gestão e tomada de decisão. O artigo identifica novas tecnologias que possam ser aplicadas como inovação na indústria da construção, especialmente em sistemas prediais.

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Serviço Guia de produtos para filtração O foco do guia são os filtros de água e suas diversas aplicações e acessórios, como ponto de uso e entrada, industriais, cartucho, bag, centrífugo e multimídia, com seus respectivos materiais, elementos filtrantes e processos.

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Saneamento rural Integrando o usuário de fossa ao sistema público de esgoto O cumprimento das metas de universalização do saneamento no Brasil é um desafio que deve incluir as populações rurais e periféricas, especialmente os usuários de fossas. O trabalho mostra como uma plataforma digital de e-Gov pode facilitar a integração desses usuários aos sistemas públicos.

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Tratamento de efluentes Análise da eficiência de uma ETE O artigo apresenta os resultados de análises de efluentes brutos e tratados de uma ETE em um município do norte do Paraná, com foco nas concentrações de DBO – Demanda Bioquímica de Oxigênio, DQO – Demanda Química de Oxigênio e os limites da legislação ambiental.

Capa Foto: ShutterStock

Seções Carta ao leitor..................................04

Publicações.......................................57

Notícias................................................06

Índice de anunciantes................57

Conexão..............................................50

Saneamento em Pauta..............58

Produtos.............................................54


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Hydro • Março/Abril 2025

Editorial

Avanços e desafios no saneamento: investimentos e impactos sociais

ARANDA EDITORA TÉCNICA CULTURAL LTDA. Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO: Diretor: José Rubens Alves de Souza (in memoriam) Jornalista responsável: Sandra Mogami (MTB 21780) Repórter: Fábio Laudonio (MTB 59526) SECRETÁRIAS DE REDAÇÃO E PESQUISAS: Milena Venceslau e Sabrina Emilly dos Anjos Costa

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recente divulgação dos dados atualizados do SINISA - Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico pelo Ministério das Cidades trouxe à tona importantes avanços e desafios. O investimento de quase R$ 29 bilhões em 2023, representando um aumento real de 22,9% em relação ao ano anterior, é um marco significativo que reflete a maior concorrência e a ampliação da participação privada entre as concessionárias de serviços. O investimento no setor de abastecimento de água foi um dos pontos fortes do levantamento, com um orçamento de R$ 18 bilhões em 2023. No entanto, ainda há disparidades significativas entre as populações urbana e rural, com atendimento de 93,4% e 24%, respectivamente. No que diz respeito ao esgoto, o indicador da parcela da população atendida com a rede coletora passou de 56% em 2022 para 59,7% em 2023, segundo o SINISA. Apesar dos avanços, apenas 49% de todo o volume gerado é tratado, evidenciando a necessidade de investimentos contínuos para melhorar a infraestrutura de saneamento. A operação privada já atua em cerca de 30% dos municípios no país, um aumento significativo desde a aprovação do marco legal em 2020, quando essa participação era de apenas 5%. Em 2024, foram firmados R$ 92,4 bilhões em investimentos por meio de 17 leilões regionais e municipais, o maior valor anual desde 2020. Para 2025, a estimativa é de que sejam realizados ao menos 25 processos licitatórios, beneficiando 848 municípios e movimentando cerca de R$ 69,3 bilhões. Os próximos leilões devem trazer impactos positivos na construção civil e na geração de empregos. Desde sua implementação, em 2020, eles já movimentaram R$ 161 bilhões. Com a previsão dos investimentos para este ano, espera-se a geração de quase 1 milhão de novos empregos em toda a cadeia, segundo Carlos Eduardo Lima Jorge, vice-presidente de Infraestrutura da CBIC. Grandes empresas do setor, como Aegea, BRK Ambiental e Sabesp, já têm projetos significativos em andamento. Esses investimentos são essenciais para melhorar a qualidade de vida da população e garantir um futuro mais saudável e sustentável. Não é apenas uma questão de infraestrutura, mas também de justiça social e saúde pública. Segundo uma pesquisa do Instituto Trata Brasil, a universalização poderia reduzir em 69,1% as internações no SUS por doenças relacionadas ao saneamento inadequado, como diarreia, dengue e conjuntivite. Em 2024, foram registradas 344,4 mil internações por essas doenças. Além disso, evitaria 14,4 milhões de afastamentos escolares e laborais por ano, impactando positivamente a renda e o futuro de milhões de brasileiros. Portanto, é fundamental que o governo e a iniciativa privada continuem a trabalhar juntos para alcançar esses objetivos e transformar a realidade no país. Sandra Mogami – Editora sm@arandaeditora.com.br

PUBLICIDADE NACIONAL: Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Priscilla Cazarotti (priscilla.cazarotti@arandaeditora.com.br) e Rodrigo Lima (rodrigo.lima@arandaeditora.com.br) REPRESENTANTES: Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista - Rua Carlos Dietzsch, 541, conj. 204 - bl. E - 80330-000 - Curitiba-PR - Tel.: (41) 3501-2489 Cel.: (41) 99728-3060 - romildoparana@gmail.com Rio de Janeiro e interior de São Paulo: Guilherme Carvalho Cel.: (11) 98149-8896 - guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva - Tel.: (11) 2157-0291 Cel.: (11) 98179-9661 - maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES: China: Mr. Weng Jie - Hangzhou Oversea Advertising Ltd 55-3-703 Guan Lane, Hangzhou, Zhejiang 310003, China Tel.: +86 571-87063843, fax: +1 928-752-6886 (retrievable worldwide) ziac@mail.hz.zj.cn Germany: STROBEL VERLAG GmbH & Co. KG - Mr. Peter Hallmann Zur Feldmühle 9-11 - 59821 Arnsberg Tel.: +49 2931 8900-26, fax: +49 2931 8900-38 p.hallmann@strobel-verlag.de Italy: QUAINI Pubblicità - Ms. Graziella Quaini - Via Meloria 7 - 20148 Milan Tel.: +39 2 39216180, fax: +39 2 39217082 - grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation - Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel.: +81-(0)3-3263-5065, fax: +81-(0)3-3234-2064 - aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International - Mr. Young-Seoh Chinn 2nd Fl., ANA Building, 257-1 Myeongil-Dong, Gangdong-gu Seoul 134-070 Tel.: +82 2 481-3411, fax: +82 2 481-3414 - jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel.: + 41 1 720-8550, fax: + 41 1 721-1474 beatrice.bernhard@rdormann.ch Taiwan: WORLDWIDE S Services Co. Ltd. - Mr. Robert Yu 11F-B, No 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel.: +886 4 2325-1784, fax: +886 4 2325-2967 - global@acw.com.tw UK: Mr. Edward J. Kania - Robert G Horsfield International Publishers Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks - Derbyshire SK23 6DA Tel.: +44 1663 750 242, mob.: +44 7974168188 - ekania@btinternet.com USA: Ms. Fabiana Rezak - 2911 Joyce Lane, Merryck, NY 11566 USA Tel.: +(1) 516 476-5568 - arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO: Diretor administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. CIRCULAÇÃO: São Paulo: Clayton Santos Delfino - tel. (11) 3824-5300 e 3824-5250 PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Helio Bettega Netto ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: Talita dos Santos Silva e Vanessa Cristina da Silva SERVIÇOS: Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima

ISSN 1980-2218

Hydro é uma publicação da Aranda Editora Técnica Cultural Ltda. Redação, Publicidade, Administração, Circulação e Correspondência: Alameda Olga, 315 - 01155-900 - São Paulo - SP Brasil Tel. (+55-11) 3824-5300 e 3824-5250 Fax (+55-11) 3666-9585 infohydro@arandanet.com.br - www.arandanet.com.br A revista Hydro é enviada a 12 mil profissionais envolvidos com instalações hidrossanitárias prediais, com o tratamento de água e efluentes em indústrias e complexos de serviços e com sistemas públicos de água e esgoto.


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Notícias NETZSCH lança tecnologia para monitoramento e proteção de elevatórias de esgoto

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mensagens, e via relé, podendo desligar o equipamento se necessário. “Isso garante que a bomba opere sempre nas condições ideais, protegendo componentes como estator e rotor contra danos”, explica. O Norius pode auxiliar na operação dos equipamentos evitando trabalhos a seco, cavitações e sobrepressões, além de também fornecer dados dos tanques, como A solução all-in-one Norius SmartHub coleta dados nível, impedindo que as bombas de sensores conectados a equipamentos, processa operem sem fluido na sucção. Os e os envia para a nuvem dados podem ser acessados de qualquer dispositivo conectado à Intemperatura, nível, rotação, tensão e ternet, como computadores, celulares corrente”, explica. O SmartHub conta e tablets, a qualquer momento. com oito entradas analógicas, quatro O sistema Norius SmartHub é comentradas digitais, além de entrada patível não apenas com bombas da dedicada para leitura de RPM. Possui NETZSCH, mas também com outros também comunicação Modbus RSequipamentos e fabricantes, inclusive 485 RTU (master/slave), ideal para em aplicações industriais. Na compaintegração com inversores de frequênnhia de saneamento básico de Pocia, entrada para corrente via TC e tenmerode, SC, por exemplo, o sistema são. Suas três saídas digitais e duas foi instalado para monitorar bombas saídas a relé (NA/NF) oferecem controle para diversos cenários industriais. boosters, níveis de tanques do reservaAlém disso, o SmartHub pode ser intório de água e elevatórias de esgoto. Segundo o analista, o sistema de tegrado a sistemas supervisórios e monitoramento Norius é totalmente plataformas já existentes, via Modbus adaptável às necessidades de cada ou API. A comunicação com a Internet cliente. “Os sensores são selecionaé embarcada, com Wi-Fi, Ethernet e dos de acordo com os objetivos do 4G/LTE, garantindo conectividade em monitoramento, com opções que inqualquer ambiente. A NETZSCH do Brasil é uma emcluem sensores de pressão, vibração, presa integrante do Grupo NETZSCH, que completou 150 anos de história em 2023, com sede na Alemanha. Está presente no país há 52 anos, com fábrica em Pomerode, SC, e filiais de vendas e serviços em vários estados brasileiros.

levatórias de esgoto apresentam um grande desafio para as empresas de saneamento, pois envolvem diversos equipamentos espalhados por locais distantes e muitas vezes desprovidos de supervisão ou monitoramento da sua operação. Em caso de falhas, podem causar transtornos, interrupção de serviços e prejuízos financeiros e ambientais. Para enfrentar esse cenário, a NETZSCH Bombas e Sistemas desenvolveu o Norius, um sistema de monitoramento, proteção e controle de equipamentos que permite a supervisão em tempo real dos parâmetros de bombeamento e de operação. “Este é o primeiro produto digital da NETZSCH Bombas, concebido para oferecer tranquilidade e confiabilidade aos clientes”, afirma André Anjos, Analista de Novos Negócios da Área de Inovação. A solução all-in-one Norius SmartHub coleta dados de sensores conectados a equipamentos, processa e os envia para a nuvem, sem necessidade de gateway extra. Os dados podem ser visualizados em plataforma dedicada, onde é possível analisar histórico e tendências e configurar alarmes. Além do monitoramento, o Norius protege os equipamentos com alarmes e relés intertravados nos parâmetros operacionais, como nível das elevatórias e parâmetros das bombas. O sistema dispõe de dois níveis de proteção, com envio de alertas/avisos por e-mail e Histórico e tendências podem ser visualizados em plataforma dedicada

NETZSCH – Tel. (47) 3387-8222 Site: https://pumps-systems. netzsch.com/pt-BR


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FLOWEX cresce com soluções de bombeamento para água e efluentes

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O executivo também alerta para os riscos de escolhas baseadas exclusivamente no preço inicial dos equipamentos, sem levar em consideração os altos custos FLOWEX do Brasil está gaoperacionais e de manutenção nhando destaque no merque podem surgir com produtos cado de indústrias e companhias inadequados ou de baixa qualidade saneamento por suas soluções de. Em se tratando de um equicustomizadas para transferência, pamento que irá lidar com fluidos dosagem e movimentação de flui- Arthur Leite, da FLOWEX: expertise em todo o ciclo do agressivos, corrosivos e abrasivos, dos. “A empresa se diferencia ao processo o risco é ainda maior, com custos oferecer um atendimento compleocultos que surgem após a insto, desde a consultoria para diagnóstivulas sanitárias, cabeçotes de limpetalação. “As empresas precisam conco das necessidades dos clientes até za de tanques e skids customizados, siderar confiabilidade, longevidade e a seleção dos equipamentos e presalém de representar 14 marcas interhistórico de desempenho antes de tação de serviços de manutenção e nacionais, principalmente europeias. decidir. Equipamentos que falham freassistência técnica em território nacioAlgumas dessas representações são quentemente acabam gerando custos nal. Nossa expertise abrange todo o exclusivas, e contam com o suporte cinco vezes maiores ao longo de sua ciclo do processo”, afirma Arthur Leite, técnico especializado FLOWEX em vida útil”, afirma. CMO da FLOWEX. A empresa atende todo o país. A FLOWEX recomenda que os principalmente os setores farmacêutiNo segmento de águas e efluenclientes avaliem casos de sucesso, co, de alimentos e bebidas e compates, a empresa é parceira de marcas custos de manutenção e o suporte nhias de saneamento, com ênfase no como FTI Air (bombas pneumáticas), técnico disponível. “Um planejamento tratamento de água e efluentes. Seko (bombas dosadoras) e Egger criterioso garante uma aquisição mais Há mais de uma década no mer(bombas centrífugas e válvula Iris). eficiente e competitiva, evitando surcado, com sede em São Bernardo do Esta última, fabricante suíça que propresas futuras e assegurando robusduz a bomba Vortex Turo, projetada Campo, SP, a FLOWEX oferece solutez na operação”, conclui. para manusear grandes sólidos, indições que incluem lavagem de tanFLOWEX – Tel. (11) 4316-0900 cada para coleta de esgoto bruto. Este ques e transferência de fluidos agresSite: www.flowex.com.br equipamento pode atingir vazões de sivos, abrasivos ou corrosivos, como até 200 litros por segundo e altura bombas industriais e sanitárias, válmáxima de 140 metros, apresenFAMAC lança nova tando design inovador, com rotor versão de dimensionador totalmente recuado e carcaça pade bomba tenteada em espiral que permite a passagem livre de sólidos de até scolher a bomba ou motobomba 8”, incluindo fibras longas em susideal para uma aplicação especípensão, areia, pedras e madeira. fica pode parecer um desafio devido Apenas 15% do fluido bombeaàs diferentes exigências técnicas de do entra em contato com o rotor, cada sistema, que variam conforme evitando entupimentos e paradas o tipo de fluido e a finalidade da insnão planejadas das estações e eletalação. De operações simples, como vatórias. “A Egger possui um históa transferência de água limpa, até o rico impressionante, com bombas bombeamento de líquidos corrosivos operando 24/7 por mais de 25 ou com sólidos em suspensão, uma Bomba Vortex Turo: passagem livre de sólidos de até 8” anos sem falhas”, explica o CMO. escolha errada pode causar baixo de-

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Notícias sempenho, desperdício de energia e altos custos de manutenção. Para enfrentar esses desafios, a FAMAC, fabricante de motobombas com sede em Schroeder, SC, lançou o Dimensionador FAMAC, uma ferramenta online, intuitiva e gratuita que facilita a seleção da bomba mais adequada para cada projeto. O Dimensionador utiliza dados téc‑ nicos reais para garantir que a bomba escolhida atenda às necessidades es‑ pecíficas do sistema. Inserindo infor‑ mações como vazão, altura manomé‑ trica e tipo de fluido, o sistema sugere os modelos mais indicados, disponibi‑ lizando informações detalhadas, como curvas de desempenho hidráulico, fotos, desenhos dimensionais, tabe‑ las hidráulicas e manuais do produto. Além disso, emite alertas que ajudam a evitar erros comuns, indicando limi‑ tações que podem comprometer o desempenho do equipamento. A ferramenta oferece dois módu‑ los principais para seleção: por ponto de operação, que considera apenas vazão e altura manométrica; e de di‑ mensionamento por aplicação, que

analisa parâmetros hidráulicos, como o NPSH requerido, para apontar os modelos mais adequados. Para usuários que necessitam de análises mais detalhadas, o botão “Apresen‑ tação Avançada” fornece uma tabela completa de dados técnicos, per‑ mitindo comparações minuciosas. “Ao facilitar uma escolha precisa, o Dimensionador contribui para re‑ Bomba Heavy Duty: desenvolvida para operar duzir o consumo de energia, mini‑ em condições severas mizar custos de manutenção e pro‑ longar a vida útil dos equipamentos. bomba peristáltica Bredel Heavy Duty A ferramenta está disponível 24 horas ao mercado, projetada com avança‑ por dia, tornando‑se um verdadeiro dos recursos de segurança e confia‑ especialista em bombas na ponta bilidade para atender às exigências de dos dedos dos clientes”, informa a setores como mineração, tratamento empresa. de água e efluentes, construção e outros serviços de manejo de fluidos. FAMAC – Tel. (47) 3374-6000 Site: www.famac.ind.br Desenvolvida para trabalhar em con‑ dições severas, a novidade busca unir proteção ambiental, segurança dos funcionários e eficiência operacional. Bredel Hose Pumps A bomba é indicada para a trans‑ lança bomba peristáltica ferência de pastas abrasivas com Heavy Duty alto teor de sólidos, lodos espessos Bredel Hose Pumps, integrante e fluidos corrosivos. Conta com uma da Watson‑Marlow Fluid Techno‑ estrutura metálica de base reforçada logy Solutions, anunciou a chegada da que permite transporte seguro com

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empilhadeira, rolamentos robustos para maior durabilidade, visor reforçado para proteção adicional, suporte de fixação do flange para evitar vazamentos e simplificar a manutenção, além de pintura C4H que protege contra ambientes corrosivos. Entre as aplicações, a nova solução da Bredel permite a transferência de pastas com mínimo desgaste do equipamento, dosagem química precisa para maior eficiência, eliminação de água para evitar vazamentos e transporte seguro de rejeitos, garantindo conformidade regulatória. Grace Madden, Gerente de Produtos da Bredel, afirmou que a Heavy Duty reduz significativamente os tempos de parada, aumentando a produtividade e oferecendo uma solução sustentável e eficiente.

A Bredel é parte da Watson-Marlow Fluid Technology Solutions, uma empresa do Spirax Group, especializada na fabricação de bombas peristálticas e de tecnologias associadas à transferência de fluidos, com dez fábricas de classe mundial e operações de venda direta em 42 países. No Brasil, está sediada em Santana do Parnaíba, SP. Bredel – Tel. (11) 2155-4000 Site: https://www.wmfts.com/pt-br/

Lubrizol promove CPVC como solução sustentável e eficiente para edifícios altos no Brasil

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tendência de construção de edifícios residenciais altos e arranha-céus com mais de 40 andares tem sido

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cada vez mais frequente em cidades como Balneário Camboriú, São Paulo e Rio de Janeiro. Esse movimento traz novos desafios para o planejamento das instalações hidráulicas, como a necessidade de suportar maiores pressões em sistemas de água e garantir proteção contra incêndio por meio de sprinklers. Diante dessas demandas, a Lubrizol, líder mundial na produção de compostos de CPVC - cloreto de polivinila clorado, está promovendo as vantagens do material para projetistas, empreiteiros e fabricantes de tubos e conexões no Brasil. Parcerias com marcas como Amanco e Georg Fischer garantem a implementação de seus sistemas avançados. A linha FlowGuard da Lubrizol, utilizada em sistemas de distribui-


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Notícias ção de água quente e do tratamento de efluentes cítricos. fria, oferece resistência A companhia desenvolveu uma biosuperior a altas tempetecnologia inovadora na citricultura raturas e pressão, sendo nacional. Ela consiste na utilização adotada até mesmo em de um inóculo capaz de decompor prumadas de edifícios a carga orgânica do efluente cítrico altos. “Nosso compose gerar biogás, substituindo o uso to resiste 25% mais à de combustível fóssil, reduzindo em pressão do que os pamais de 20% a emissão de CO2 da drões de mercado, gaplanta industrial de Bebedouro. Além rantindo 125 PSI, frente Linha de tubos e conexões produzidos com CPVC da Lubrizol disso, após o tratamento do efluente, aos 100 PSI usuais. Isso 100% da água tratada será devolvié essencial para projetos de até 500 da aos recursos hídricos. A nova unianos no mercado e conta com mais metros de altura”, explica Alexandre dade ocupará uma área construída de 50 fábricas ao redor do mundo, inPrado, diretor da Área de Polímeros de aproximadamente 195 mil m², cluindo duas no Brasil (Rio de Janeiro de Engenharia TempRite da Lubrizol terá capacidade para tratar aproximae São Paulo). A produção de CPVC é na América Latina. damente 400 m³/h de efluentes círealizada nas plantas dos Estados UniJá para sistemas de proteção contra tricos e produzir mais de 50 mil Nm³/ dos, Europa e Índia, a última em fase incêndios, o composto BlazeMaster dia de biogás. Sua construção deve se de expansão como a maior planta de atende a rígidos padrões internacioestender até o final do primeiro seCPVC do mundo. No Brasil, a emprenais, com certificações UL 1821 e mestre de 2026. sa atua com suporte técnico e treinaFM. “A produção passa por auditorias Para chegar a esse resultado, a mentos para engenheiros e projetissemestrais que asseguram qualidade companhia envolveu especialistas da tas, garantindo um modelo completo e segurança, atendendo às exigênAmérica Latina e desenvolveu um de atendimento. “Nosso trabalho vai cias de projetistas e clientes”, destaca projeto piloto. “Testamos diferentes além de fornecer compostos; oferePrado. inóculos e estudamos seu comportacemos suporte técnico para otimizar Os sistemas de CPVC oferecem mento, observando a quantidade de projetos complexos e garantir os mevantagens como a instalação rápida biogás gerada. Ao desenhar a planta, lhores resultados”, finaliza Prado. (utiliza adesivos em vez de solda ou adotamos como critério de viabilidaLubrizol – Tel. (11) 4097-0250 aquecimento), durabilidade (vida útil de a redução da carga orgânica do Site: https://pt.lubrizol.com/ prolongada com baixa manutenção) e efluente de acordo com a porcentaresistência à corrosão (evita incrustagem padrão de mercado. Nossos tesções e biofilmes que podem causar tes superaram em até 15% a meta LDC produzirá proliferação de Legionella). São tambiogás a partir de bém mais sustentáveis: demandam efluente cítrico 50% menos energia e geram menor emissão de CO2 comparados ao aço, LDC - Louis Dreyfus além de serem recicláveis. Além disCompany celebrou no so, o CPVC demonstra compromisso dia 11 de março a cerimôambiental e econômico, com garantia nia de pedra fundamental de vida útil de até 50 anos. para sua nova unidade de Para o setor industrial, a linha Corprodução de biogás, em zan apresenta alta resistência à corBebedouro, SP. A planta rosão por fluidos químicos, capaz de será a primeira do Brasil suportar até ácido sulfúrico a 98%. nesse porte, e a maior do Parte do grupo Berkshire Hathamundo, capaz de produ- A planta será a primeira do Brasil nesse porte, e a maior way, a Lubrizol está há quase 100 zir energia verde a partir do mundo

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Notícias estipulada pelo projeto”, explica Juliana Pires, Head Global de Indústria e Qua‑ lidade da Plataforma de Sucos da LDC. A LDC é uma das três maiores empre‑ sas do mundo no processamento e comercialização de sucos cítricos e a maior exportadora de sucos de li‑ mões tahiti e siciliano no Brasil. Sua operação abrange toda a cadeia de valor, que vai desde os mais de 30 mil hectares de pomares de cítricos a três fábricas de sucos cítricos, um ter‑ minal de sucos de última geração no Porto de Santos, SP, e um terminal em Ghent, na Bélgica. Site: www.ldc.com/br/pt/

Sanapp: gestão inteligente de ativos de saneamento

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Sanapp, de Florianópolis, SC, fornece para o mercado o BIZU, uma plataforma que auxilia compa‑ nhias de saneamento e municípios na gestão de ativos via funcionalidades como monitoramento de desempe‑ nho, agendamento de manutenções

Igor Puff Floriano e Maitê Sant’Ana Vieira, da Sanapp: tecnologia em prol do saneamento

preventivas e corretivas, identificação de falhas e realização de análises detalhadas via dashboards e relató‑ rios intuitivos. Criada em 2022, a startup dedicou os anos seguintes ao aprimoramento da plataforma. O desenvolvimento foi pautado na experiência profissional de seus fundadores, os engenheiros Igor Puff Floriano e Maitê Sant’Ana Vieira, da época em que ainda eram estagiários. “Nos meus primeiros estágios, atuei na fiscalização e implantação

de redes de água e esgoto, um ni‑ cho que sempre despertou a mi‑ nha atenção. Com a experiência, percebi que a maioria dos forne‑ cedores de água desconhecem o que existe ao redor da rede, prin‑ cipalmente na parte subterrânea. Quando existia um levantamento, geralmente era muito precário, fal‑ tando dados até mesmo de como o esgoto estava conectado”, recor‑ da Floriano. A ideia levou os dois engenhei‑ ros a desenvolver uma solução capaz de integrar dados de es‑ goto, água, drenagem e resíduos sólidos em mapas geoprocessados, facilitando a tomada de decisões es‑ tratégicas por gestores e equipes de campo. O conceito inicial recebeu a aprovação de diversas iniciativas de fi‑ nanciamento de startups, como o Pro‑ grama Centelha, do MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e o Sanepar Startups. O funcionamento do BIZU consiste em um cadastramento georreferencia‑ do inicial, via aplicativo em dispositi‑ vos móveis, feito por equipes técnicas


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de campo. Após um benchmarking com a Sabesp, cada equipe passou a utilizar uma antena RTK GNSS que inibe sinais externos do GPS do dis‑ positivo móvel e confere precisão de posicionamento com acurácia de até 2 cm. “O objetivo não é apenas criar um ponto georreferenciado, e sim um plano preciso de projeto”, diz Floriano. Na plataforma, o contratante pode averiguar, em tempo real, os parâme‑ tros escolhidos para medição. É pos‑ sível, por exemplo, registrar o número de lixeiras ou bueiros disponíveis em uma determinada área com fotos, ví‑ deos, estado do equipamento e aler‑ tas de manutenção. O dashboard ofe‑ rece gráficos intuitivos que mostram a situação e podem indicar qual é a atitude prioritária a ser tomada.

“Em uma rua com baixo fluxo de pedestres, há 200 lixeiras quebra‑ das. Em contrapartida, outra rua, com maior movimento de pessoas e prio‑ ridade mais alta, apresenta 50 fora de uso. Sem um detalhamento adequa‑ do, o gestor muitas vezes não conse‑ gue identificar qual reforma demanda atenção imediata”, explica Floriano. Para o levantamento de redes sub‑ terrâneas, a Sanapp utiliza câmeras endoscópicas e robôs autopropelidos equipados com câmeras de resolução 4K e visualização por monitor. Com os autômatos, é possível averiguar pato‑ logias, ligações clandestinas de esgo‑ to, quebras e rachaduras. Os dados coletados são enviados diretamente para a plataforma BIZU. “O robô costuma ser mais eficiente na aferição de tubulações acima de

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400 mm, onde precisamos ter uma visão mais expandida da rede. Em diâmetros menores, o uso de câmeras endoscópicas se torna mais produtivo devido à rapidez”, afirma Floriano. Encerrada a fase de testes, a Sanapp pretende comercializar a pla‑ taforma em 2025. O modelo de venda escolhido foi o SaaS ‑ Software como Serviço. A expectativa é encerrar o ano com até 20 contratos firmados. “A transformação digital do sanea‑ mento enfrenta hoje seu maior desafio no cadastro de ativos de campo. Para desenvolver cidades realmente inte‑ ligentes e funcionais, é essencial pri‑ meiro estruturá‑las com dados, impul‑ sionando assim a jornada de inovação no setor”, finaliza Maitê. Sanapp – Tel. (48) 99179-0305 Site: https://geosanapp.com.br/


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Notícias W-Energy: tecnologia e conscientização na economia de água e energia

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W-Energy, com sede em São Paulo, fornece tecnologias para gerenciamento do consumo de água. Com clientes em mais de 400 cidades brasileiras, a empresa trabalha com índices de até 96% de economia de água e aproximadamente 40% de redução na conta. “Há duas décadas, tenho me dedicado à conscientização do tema da sustentabilidade. Além de palestras, cursos e entrevistas para veículos de imprensa, estou sempre à procura de equipamentos ambientalmente sustentáveis capazes de gerenciar o consumo de água e energia em diversos segmentos”, afirma Wagner Carvalho, CEO e fundador da W-Energy. O portfólio é composto por tecnologias fornecidas por desenvolvedores de 17 países, indo de arejadores de torneiras e reguladores de vazão a plataformas mais complexas, como o monitoramento IoT – Internet das Coisas. Oriunda de sonares submarinos, a solução permanece submersa e permite monitorar, remotamente e em tempo real, o consumo de água via Internet. O equipamento é alimentado por uma bateria de lítio, com duração de três a cinco anos. Outra solução é o caça-vazamentos, um sistema de geofone semelhante a uma endoscopia, que identifica perdas invisíveis em tubulações subterrâneas, possibilitando correções rápidas e evitando desperdícios. “O grande diferencial é que essas soluções atuam na raiz do problema, minimizando o desperdício sem alterar a rotina das pessoas. Adaptadores econômicos, por exemplo, diminuem a vazão sem comprometer a Wagner Carvalho, da W-Energy: eficiência da higienização”, conscientização e melhor gestão no uso da água explica o CEO. A W-Energy atende mercados como saúde, fitness, shopping centers, financeiro e atacadistas. Um exemplo de aplicação foi a realizada no Shopping Iguatemi Fortaleza, no Ceará. O projeto incluiu


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a identificação e correção de vazamentos via telemetria, implementação de comunicação visual educativa e benefícios estendidos aos stakeholders e lojistas. Como resultado, a economia de água superou 20%. Outro case foi o do atacadista Assaí, que conseguiu poupar 373 milhões de litros usando tecnologias verdes avançadas, como o monitoramento IoT, e com isso reduzir a conta em 38% em mais de 130 unidades da rede. “O Brasil é um dos países com a maior quantidade de água, porém o desperdício é muito elevado. Culturalmente, os investimentos mais vultosos sempre foram voltados para energia elétrica, relegando a parte hídrica para segundo plano. É algo que temos batalhado para mudar”, salienta Carvalho. A contratação dos serviços ocorre em um modelo baseado em resultados, no qual o contratante realiza o pagamento apenas quando há uma economia efetiva de água. Manutenções preventivas, corretivas, reposição de equipamentos por mau uso ou furtos e até mesmo treinamentos são de responsabilidade da W-Energy. “Na rede Assaí, em seis meses de projeto, o volume economizado seria suficiente para abastecer a cidade inteira de São Caetano do Sul, SP, por 42 dias. É um município com uma população de quase 166 mil habitantes e um IDH – Índice de Desenvolvimento Humano de 0,862, considerado o melhor do país”, diz o CEO. Para concessionárias de saneamento, a W-Energy tem ministrado consultorias sobre o uso de soluções de telemetria no combate a perdas. A Sabesp, por exemplo, chega a desperdiçar 38% de água via vazamentos das próprias tubulações. Já em outras fornecedoras, o índice pode chegar a 60%. “Um mercado que tem demandado soluções de eficiência hídrica, muito por conta da IA – Inteligência Artificial, é o de data centers. Na China, já é possível encontrar centros de dados cujos processadores ficam no fundo do oceano, onde a temperatura ambiente é mais baixa, para economizar em soluções de resfriamento”, explica Carvalho. Com 80 colaboradores, a W-Energy já participou de mais de 150 projetos ESG. Além de São Paulo, a companhia tem escritório no Rio de Janeiro e planeja, até o final de 2025, inaugurar unidades nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. W-Energy – Tel. (11) 99638-5149 Site: https://www.wenergy.com.br/


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Especial

Marco do setor de saneamento 2025: balanço e perspectivas Sandra Mogami, da Redação da Hydro

O O investimento no setor de saneamento foi recorde em 2023, de quase R$ 29 bilhões, o que representa um aumento real (acima da inflação) de 22,9% em relação ao ano anterior. Para 2025, a estimativa é de que sejam realizados ao menos 25 processos licitatórios, beneficiando 848 municípios e movimentando quase R$ 70 bilhões, com impactos positivos na indústria de equipamentos, construção civil e na geração de empregos.

Tab. I – Participantes do SINISA 2024, ano de referência 2023

Ministério das Cidades lan- Municípios População total População urbana População rural Abastecimento de água çou no dia 12 de março, 5241 201.550.341 171.749.882 29.800.459 em Brasília, DF, os dados atuali(94,1%) (98,3%) habitantes (98,9%) habitantes (94,9%) habitantes zados do SINISA - Sistema NaEsgotamento sanitário cional de Informações em Sanea2753 167.976.899 151.765.678 16.211.221 (49,4%) (81,9%) habitantes (87,4%) habitantes (51,6%) habitantes mento Básico, plataforma que SINISA - Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico, substituiu o SNIS. O levantamen- Fonte: Ministério das Cidades to mostrou que o investimento de 2023 foi de quase R$ 29 bilhões, o água. O levantamento, com uma nova que representa um aumento real (acimetodologia, apurou que 167,6 mima da inflação) de 22,9% em relação lhões de habitantes, 83,1% da populaao ano anterior. “É um avanço significação total do país, é atendida com a rede tivo e já reflete a maior concorrência e de abastecimento. No que se refere ampliação da participação privada entre às populações urbana e rural, o atenas concessionárias que atendem a podimento alcança 93,4% (160,3 milhões pulação com serviços de água e esgoto”, de habitantes) e 24% (7,2 milhões de avalia Christianne Dias, diretora-executihabitantes), respectivamente. va da ABCON SINDCON - Associação e Outro número de destaque positiSindicato Nacional das Concessionárias vo envolve o esgoto. O indicador da Privadas de Serviços Públicos de Água parcela da população atendida com e Esgoto. a rede coletora passou de 56% em 2022, ainda na metodologia do SNIS, O investimento foi um dos pontos para 59,7% em 2023 (111,3 milhões fortes no recorte dos números. No período de 2023, apenas o setor de abasde habitantes), segundo o SINISA. tecimento de água recebeu um orçaO atendimento das populações urbana e rural foi de 67,5% e 5,6%, resmento de R$ 18 bilhões. Desse montanpectivamente. 53,5% dos domicílios te, mais da metade foi direcionada para a distribuição, enquanto R$ 3,9 bilhões totais são atendidos com rede coletora foram para a captação ou tratamento. de esgoto e 62,3% do volume é coleDos 5571 mil municípios do Brasil, tado. Desse volume, 78,6% é tratado. Mas, de todo o esgoto gerado, apenas 5241 deles, o equivalente a 94,1%, parti49% é tratado. ciparam da pesquisa de abastecimento de


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Do investimento total de R$ 10,89 bilhões, grande par‑ te segue para o tratamento de esgoto (R$ 4,93 bilhões) e R$ 4 bilhões para a coleta e transporte. Os índices de perdas de água apontam que apenas 32,2% do volume de produ‑ ETE da Aegea em Penha, SC zido é faturado pelo presta‑ dor de serviços. Em relação às perdas pliação de estações de tratamento de esgoto, redes de abastecimento de água na distribuição, 39,9% do que e redução de perdas. A construção é produzido é perdido. civil absorve cerca de 68% dos in‑ vestimentos, movimentando forne‑ Operação privada cedores de máquinas, tubulações e sistemas de automação. Com novos A operação privada de saneamento contratos em estados como São Pau‑ já atua em cerca de 30% dos muni‑ lo, Rio de Janeiro, Pará e Pernambu‑ cípios no país. Em 2020, quando da co, a perspectiva é de crescimento aprovação do marco legal, essa parti‑ contínuo nos próximos anos. cipação era de apenas 5%. Em 2024, A seguir, apresentamos os planos foram firmados R$ 92,4 bilhões em investimentos por meio de 17 leilões de investimentos e resultados das regionais e municipais, o maior valor três maiores empresas de sanea‑ anual desde 2020. E para 2025, a mento sob concessão privada, a Ae‑ estimativa é de sejam realizados ao gea, BRK Ambiental e Sabesp. menos 25 processos licitatórios, bene‑ Aegea ficiando 848 municípios e movimen‑ tando cerca de R$ 69,3 bilhões em A Aegea atua em 766 municípios investimentos. de 15 estados, beneficiando mais de 33 milhões de pessoas. Investiu Segundo o jornal Valor Econômi‑ co de 31 de março de 2025, os lei‑ R$ 10,4 bilhões em 2024, sendo lões no setor devem trazer impactos R$ 5,3 bilhões destinados à expan‑ são da infraestrutura. positivos no setor da construção civil Para 2025, a Aegea agregará os e na geração de empregos. Desde investimentos em novas operações, sua implementação, em 2020, os dentre elas a Águas do Piauí, que leilões já movimentaram R$ 161 bi‑ atenderá 224 municípios e beneficia‑ lhões. “Com a previsão dos investi‑ rá cerca de 1,9 milhão de pessoas, e mentos neste ano, podemos espe‑ da PPP ‑ Parceria Público‑Privada de rar a geração de quase 1 milhão de esgotamento sanitário da Ambiental novos empregos em toda a cadeia”, Paraná com a Sanepar, contemplan‑ afirmou Carlos Eduardo Lima Jorge, do 36 novos municípios e cerca de vice‑presidente de Infraestrutura da 190 mil pessoas beneficiadas. CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção. No dia 11 de abril a Aegea venceu a disputa para a concessão dos ser‑ Grandes empresas do setor já têm projetos significativos em andamento, viços públicos de abastecimento de como obras de modernização e am‑ água e esgotamento sanitário em 99

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municípios do Pará, bene‑ ficiando mais de 4 milhões de pessoas. Estão previstos mais de R$ 15 bilhões em investimentos em 40 anos de contrato. Hoje, os índices de atendimento de água e esgoto no Pará — 55,4% e 9,2%, respectivamente — estão abaixo da média nacional e da região Norte. A Aegea sa‑ grou vencedora do(s) bloco(s) A, B e D. Inicialmente, o governo do Pará faria o leilão de um quarto bloco, o lote C, com 27 cidades, porém, não houve entrega de ofertas pelo projeto, que deverá ser reformulado e novamente ofertado à iniciativa privada. Segundo Rogério Tavares, Vice‑presi‑ dente de Relações Institucionais, a Aegea segue direcionando recursos para a am‑ pliação da infraestrutura de saneamento, priorizando a expansão das redes, re‑ dução de perdas, eficiência de modelo operacional e o amadurecimento de portfólio, distribuídos de acordo com as necessidades de cada região onde atua. Além da expansão da infraestrutu‑ ra, parte dos recursos será direcionada para projetos de eficiência operacional e redução de perdas, com ações como modernização de redes, instalação de hidrômetros de maior precisão e auto‑ mação de sistemas. Também estão pre‑ vistas melhorias nos centros de contro‑ le, que contribuem para a agilidade na prestação de serviços e na resposta a ocorrências em campo. Além disso, a companhia investe em IA ‑ Inteligência Artificial com iniciativas que aprimoram o serviço prestado. Isso se dá por meio de parcerias, colaboran‑ do com a eficiência operacional, a re‑ dução de perdas e a previsibilidade da disponibilidade hídrica dos mananciais. Outra iniciativa de aplicação de IA é no atendimento ao cliente final, por meio da transcrição e análise de monitorias no


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Especial call center. Com isso, a companhia aumentou a assertividade na identificação de oportunidades de melhoria na qualidade do atendimento. Em 2024, a Aegea poupou 5,3 bilhões de litros de água com seu programa de redução de perdas, o que equivale ao abastecimento de cerca de 1,3 milhão de pessoas. Isso é resultado de tecnologias aplicadas em diversas frentes: satélites com IA para identificar vazamentos não visíveis, sensores de pressão, geofones, hidrômetros mais precisos e modernização das redes. A companhia também possui uma agenda de eficiência energética, sendo que uma delas é a meta de redução em 15% no consumo específico de energia de suas operações até 2030. Para isso, a Aegea aplica soluções como automação de sistemas, modelagem hidráulica, setorização de redes e gestão energética avançada, incluindo autoprodução e contratos de energia renovável. Hoje, 98% da energia consumida nas operações provém de fontes limpas. A meta da companhia é reduzir o consumo específico de energia e perdas de água de forma integrada, atuando com foco em sustentabilidade hídrica. Algumas operações já alcançaram níveis bem abaixo da média nacional, como Bombinhas (15,8%) e Camboriú, SC (16,8%), e Campo Grande, MS, onde o índice caiu de 57% para 19%, desde 2010. A geração de empregos também é um destaque. Atualmente, são mais de 21 mil colaboradores. A Academia Aegea é a principal iniciativa para garantir a capacitação e o desenvolvimento das equipes. Em 2024, foram realizadas mais de 760 mil horas de treinamento (aumento de 47% em relação a 2023).

BRK Ambiental A BRK Ambiental está presente em mais de 100 municípios, em 13 estados, levando serviços de saneamento básico para mais de 16 milhões de brasileiros. Alguns dos maiores investimentos em curso são os seguintes: Em Alagoas, a BRK e o Banco do Nordeste (BNB) têm em andamento um contrato de financiamento com investimentos da ordem de R$ 1,1 bilhão, que possibilitará o avanço da universalização do saneamento na Região Metropolitana de Maceió (RMM). Trata-se do maior contrato de financiamento da história do BNB em Alagoas, o qual concederá um empréstimo de R$ 900 milhões para a BRK, tendo a concessionária a contrapartida de investir mais R$ 172 milhões para alcançar a universalização do saneamento. O financiamento assinado com BNB soma-se a outros R$ 2 bilhões captados pela BRK Alagoas a partir da emissão das debêntures azuis, e mais R$ 1 bilhão junto ao programa Saneamento Para Todos por meio do banco BTG. No Maranhão, a concessionária assinou, no final de dezembro de 2024, um contrato de financiamento com o BID Invest, braço do Banco Interamericano de Desenvolvimento para apoio ao setor privado, no valor de R$ 500 milhões. Os recursos serão investidos nas cidades maranhenses de Paço do Lumiar e São José de Ribamar. Serão feitas mais de 28 mil novas conexões de água e mais de 33 mil novas conexões de esgoto até 2028, promovendo também a geração de mais de 600 vagas de emprego. O acordo, que conta com a garantia da Proparco, subsidiária da Agência Francesa de Desenvolvimento, irá beneficiar diretamente mais de 370 mil pessoas. Em Caçador, SC, a partir deste ano estão previstos investimentos de mais de R$ 170 milhões no sistema de esgotamento sanitário. O recurso será aplicado no sistema Rio do Peixe, que


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contempla a implantação de mais de 200 km de redes para conectar cerca de 28 mil imóveis à ETE Rio do Peixe, a ser construída também dentro do pacote de recursos. A BRK possui uma equipe voltada à prospecção das melhores práticas e tecnologias disponíveis no mercado mundial. A empresa é membro do TAG - Technology Approval Group ISLE Utilities, onde são apresentadas e avaliadas as mais recentes e eficientes tecnologias para gestão de saneamento no mundo. Entre as recentes inovações adotadas pela companhia estão: • Aplicação de IA – Inteligência Artificial para projetos conceituais de plantas de ETEs com comparação de diferentes rotas tecnológicas (Opex e Capex). • IA para sincronização de elevatórias, obtendo dados para otimização do gasto energético, manutenções não

programadas e redução de extravasamentos. • Incorporação de modelagem preditiva (big data) na definição da estratégia de combate à inadimplência. • Uso de IA e machine learning na identificação de fraudes, na gestão da base de dados cadastrais e base instalada de hidrômetros. • Telemetria de hidrômetros utilizando IoT – Internet das Coisas, que permite acompanhar o consumo de água dos imóveis em tempo real e possibilita o monitoramento à distância de ocorrências de falta de água, de suspeitas de vazamentos e irregularidades nos medidores, leitura em locais de difícil acesso, entre outras possibilidades. • Sistema robusto de monitoramento de operação específico para perdas de água com soluções que contem-

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plam tecnologias como telemetria, IA, IoT, sensores e atuadores. • Uso de tecnologia Nereda, sistema holandês para o tratamento de esgoto [Nota da Redação: ver explicação sobre o funcionamento do sistema na página 21]. A BRK tem cinco estações operando com a tecnologia.

Sabesp Uma das maiores empresas de saneamento ambiental do mundo e a maior do Brasil, a Sabesp é responsável pelo fornecimento de água e pela coleta e tratamento de esgoto em 375 municípios paulistas e atende 28 milhões de habitantes. Sob gestão privada desde julho de 2024, a empresa tem a meta de antecipar em quatro anos a meta do marco legal, levando água, coleta e tratamento de esgoto a todas as cidades operadas até 2029.


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Especial A universalização dos serviços inclui também áreas informais e rurais, que antes da desestatização não eram atendíveis. Para isso, o plano de investimento totaliza mais de R$ 70 bilhões, dos quais R$ 15 bilhões foram contratados em dezembro de 2024. “Nós vamos fazer o maior investimento que o Estado de São Paulo já fez com relação ao saneamento”, explica Roberval Tavares, diretor executivo de Engenharia e Inovação da Sabesp. O investimento é de R$ 369 por habitante, valor 115% superior à média aportada pela empresa entre 2017 e 2024 (R$ 171), antes de se tornar uma empresa privada, e mais que o triplo da média nacional (R$ 111), segundo dados do Instituto Trata Brasil. Com papel fundamental na revitalização do rio Tietê e seus afluentes, o Integra Tietê é o principal programa para a universalização do saneamento e tem como objetivo expandir a coleta e aumentar a capacidade do tratamento de esgoto da Capital e Grande São Paulo. São 42 obras, das quais 27 iniciadas em março, que incluem a instalação de novas tubulações, estações de bombeamento e ampliação de ETEs - Estações de Tratamento de Esgoto. Uma das obras mais importantes já está em andamento: a ampliação em 148% da ETE Parque Novo Mundo, localizada na marginal Tietê, para receber os rejeitos das zonas norte e leste da capital e de cidades vizinhas, como Guarulhos. Para a capital paulista, em 2025, a Sabesp está contratando quase R$ 10 bilhões para expansão do sistema de fornecimento de água e de coleta e tratamento de esgoto, com conclusão prevista até 2026, como parte de um plano mais amplo de R$ 19 bilhões até 2029. Os investimentos contemplam mais de 260 frentes de trabalho. A fase inicial visa

conectar mais de 500 mil imóveis à rede de saneamento. Em relação ao abastecimento de água, a Sabesp está investindo na ampliação para diferentes regiões da cidade. Com um aporte de R$ 55 milhões, cinco iniciativas estratégicas foram implementadas no início de 2025 para reforçar o fornecimento. Como parte desse investimento, três novas ETAs Estações de Tratamento de Água foram instaladas, sendo duas em Itapecerica da Serra e outra em Embu-Guaçu. A companhia entregou ainda um novo reservatório com capacidade para 10 milhões de litros no Parque Europa, próximo à Represa Guarapiranga, além de um sistema de bombeamento (booster) na região da USP – Universidade de São Paulo, que aumentará a oferta de água com uma vazão de 650 L/s. Para a Baixada Santista, o investimento da Sabesp será de R$ 7,5 bilhões. Desse total, R$ 3 bilhões já estão contratados e em execução. O valor é quase três vezes o total de recursos investidos na região de 2017 a 2024 (R$ 400 milhões/ano), antes da desestatização. Entre as obras mais relevantes está a travessia subaquática Santos/Guarujá, de R$ 134,7 milhões, que ampliará a segurança hídrica ao transportar água da ETA Cubatão para o Guarujá. Esse projeto acrescentará 500 L/s ao abastecimento da cidade. A travessia terá 5,56 km de extensão, sendo 700 metros sob o canal do Porto de Santos, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2026. Outros investimentos importantes incluem Guarulhos, com investimentos de R$ 4,5 bilhões nos próximos cinco anos, e São Bernardo do Campo, com um investimento de R$ 1,5 bilhão em cinco anos. Dentre as obras em andamento, estão a modernização e reforma da ETA Rio Grande, que aumentará a capacidade da estação de 5000 para


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e reduz as perdas de água”, diz Débora Pierini Longo, diretora de Operação e Manutenção da Sabesp. O índice de perda total mais recente é de 29,5%, referente ao ano de 2023. O índice em questão não se refere ao estado de São Paulo, mas unicamente aos 375 municípios onde Obras na ETE Parque Novo Mundo, em São Paulo. Foto: Divulgação Sabesp a Sabesp opera. Outro destaque é a IA - Inte5400 L/s, além da aquisição de memligência Artificial para monitoramento branas de ultrafiltração para o sistema. dos mananciais, possibilitando previAlém dos investimentos em obras, sões e planejar o abastecimento de água. Um projeto piloto no Sistema a Sabesp está invetindo em novas tecnologias para aumentar a eficiência Cantareira integra dados históricos e dos sistemas. Entre os exemplos está o previsões climáticas, ajudando na gesuso de satélite para detectar vazamentão de crises hídricas. Os primeiros botos subterrâneos através de diferenças letins diários serão gerados em julho. de calor, complementando métodos A IA também é usada no recrutamento tradicionais como escuta mecânica e seleção interna de candidatos, amou eletrônica. “Isso facilita a correção pliando a visibilidade de talentos inter-

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nos e incentivando o crescimento com base em competências e desempenho. Vale destacar ainda o uso de tecnologia holandesa Nereda para tratamento de esgoto. A inovação, já em uso na ETE Parque Novo Mundo, utiliza biomassa granulada no tratamento do esgoto. Diferente das tecnologias convencionais, onde as bactérias consomem a matéria orgânica em um tanque e depois são transferidas para outro para a decantação dos flocos, o Nereda realiza todas as etapas em um único tanque. O sistema é automatizado e sem a necessidade de produtos químicos ou tanques adicionais. Essa tecnologia permite que o sistema ocupe metade da área de um modelo convencional e consuma menos energia elétrica, devido à rapidez na remoção dos nutrientes do esgoto.


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Serviço

Guia de bombas Este levantamento traz a oferta atualizada dos fornecedores de bombas centrífugas e outros tipos para aplicações de água, esgoto e processo, com seus respectivos e-mails e telefones de atendimento ao cliente. O levantamento detalha informações dos modelos, como materiais, formas de instalação, rotor e sucção, dando ao leitor um panorama completo e abrangente do mercado.

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Serviço

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Mega Bombas (51) 99880-2933

comercial@neobortoli.com.br

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megabombas@megabombas.com.br

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contato@leponodobrasil.com.br

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vendas1@edwin.ind.br

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Hidrogeron (43) 3172-6565 marketing@hidrogeron.com

Rotor

Plástico Aço inox Aço carbono Ferro fundido Bronze Água Esgoto/efluentes Aplicações Processo Centrífuga Centrífuga tipo vórtex (1) Submersivel Submersa de poço Em linha Dosadora Incêndio Lóbulo Diafragma Pistão Peristáltica Engrenagem Deslocamento positivo Anfíbia (2) Para áreas classificadas Com acoplamento magnético Bomba de vácuo de anel líquido Bomba de polpa Bomba periférica Monobloco Montagem Mancalizada Horizontal Vertical Instalação Direta Aberto Semiaberto Fechado Afogada Autoescorvante Autoaspirante Monoestágio Classificação Multiestágio

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ProMinent (11) 97243-7250

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Pumps Brasil (19) 3859-2626

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SFA Sanitrit (11) 96713-2258

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comercial@pumpsbrasil.com.br

sanitrit@sanitrit.com.br

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Somar by Schulz (11) 98211-9870

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SPV (11) 94071-0574

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Syllent (54) 3218-5647

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antonio.melo@schulz.com.br vendas@spvbomba.com.br

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valdocir.cardoso@mundial.com (1) Para sólidos grandes em ETEs; (2) Para uso dentro e fora da água

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Empresa/ Telefone/ E-mail

Vallair Airfluid (11) 99300-0252 vendas@vallair.com.br

Vazflux (11) 99374-9376 contato@vazflux.ind.br

Verion (11) 97757-0039 vendas@verion.com.br

Vibropac (11) 2108-5615 falecom@vibropac.com.br

Vogelsang (51) 99636-0285 comercial@vogelsang.com.br

Watson Marlow (11) 2155-4000

Tipos de bombas

Rotor

Sucção

Plástico Aço inox Aço carbono Ferro fundido Bronze Água Esgoto/efluentes Aplicações Processo Centrífuga Centrífuga tipo vórtex (1) Submersivel Submersa de poço Em linha Dosadora Incêndio Lóbulo Diafragma Pistão Peristáltica Engrenagem Deslocamento positivo Anfíbia (2) Para áreas classificadas Com acoplamento magnético Bomba de vácuo de anel líquido Bomba de polpa Bomba periférica Monobloco Montagem Mancalizada Horizontal Vertical Instalação Direta Aberto Semiaberto Fechado Afogada Autoescorvante Autoaspirante Monoestágio Classificação Multiestágio

Materiais

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info.br@wmfts.com (1) Para sólidos grandes em ETEs; (2) Para uso dentro e fora da água

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Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 256 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Hydro, março e abril de 2025. Este e muitos outros Guias HY estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/hydro e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.


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Hydro • Março/Abril 2025

Água industrial

Analisador de biofilme e seu impacto em sistema de resfriamento Anderson José Beber, Solenis Especialidades Químicas

B O monitoramento proativo nos estágios iniciais do desenvolvimento do biofilme aumenta as chances de uma estratégia de controle industrial bem-sucedida. O projeto apresenta um dispositivo que faz medições diretas de biofilme em sistemas de resfriamento de água, visando aumentar o controle sobre a dosagem de biocida e troca térmica.

iofilme é geralmente definido como uma matriz solta de muitos tipos de microrganismos – bactérias, fungos, algas, leveduras e protozoários – que é mantida unida por uma substância viscosa chamada polissacarídeo extracelular (EPS). Biofilmes formam-se em ambientes úmidos, onde bactérias flutuantes acomodam-se e aderem a uma superfície. Uma vez sésseis, as bactérias começam a desenvolver uma comunidade tridimensional complexa que aumenta a capacidade de sobrevivência dos organismos individuais à sua existência comunitária. Biofilmes formam-se em uma ampla variedade de superfícies, incluindo metais, plásticos e até mesmo tecidos vegetais e animais. Uma vez estabelecidos, podem ser difíceis de remover e geralmente levam a uma série de problemas sérios, especialmente em ambientes industriais. Como resultado, biofilmes custam bilhões de dólares todos os anos em perdas de energia, danos a equipamentos e contaminação de produtos. A presença de biofilmes em superfícies de transferência de calor representa um desafio significativo para as operações industriais. Biofilmes podem le-

var à diminuição da eficiência e corrosão influenciada por microrganismos. Isso pode reduzir o desempenho do trocador de calor, ou ainda, levar à sua falha. A taxa de acumulação de biofilme é bastante rápida, com depósitos que se formam em poucas horas. Por esse motivo, o monitoramento proativo nos estágios iniciais do desenvolvimento do biofilme aumenta as chances de uma estratégia de controle bem-sucedida.

Analisador de biofilme Ao longo dos anos, pesquisadores usaram vários tipos de sensores para medir diferentes características de um biofilme conforme ele cresce. Alguns medem resistência elétrica; outros medem transmitância térmica ou piezoeletricidade. Infelizmente, muitas dessas técnicas disponíveis medem o crescimento do biofilme usando parâmetros indiretos. Por exemplo, medir a produção de dióxido de carbono ou a utilização de oxigênio fornece uma indicação do crescimento do biofilme, mas não é uma medida direta do filme em si.


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Hydro • Março/Abril 2025

Água industrial O analisador utilizado neste sistema de resfriamento emprega um dispositivo de fluxo lateral de ultrassom que fornece uma medição direta do biofilme. O dispositivo consiste em duas partes, um sensor ultrassônico patenteado e uma superfície metálica. Para garantir condições ideais para o crescimento do biofilme, a superfície metálica é aquecida até uma determinada faixa de temperatura, geralmente 35-40°C, considerada ideal para o crescimento microbiológico. Temperaturas de superfície mais altas aceleram os ciclos de crescimento microbiano e aumentam a colonização com maiores biovolumes, maior porcentagem de umidade e maiores proporções de bactérias anaeróbicas para aeróbicas. O elemento de aquecimento variável integrado fornece saída de calor consistente para manter a temperatura de superfície desejada, enquanto termopares integrados medem diferenças de temperatura em tempo real. Com a assistência de um algoritmo pré-programado, o sensor de redução de transferência de calor também relata o desenvolvimento de biofilme como um fator de incrustação e um índice de redução de transferência de calor. A figura 1 mostra exemplos da superfície aquecida do analisador de biofilme em uma condição inicial (limpa) e após o crescimento do biofilme. Ao mesmo tempo, a vazão no dispositivo é ajustada para ter as melhores condições de velocidade (ou seja, velocidade mais baixa) para incentivar o biofilme a se fixar na superfície aquecida. É recomendado aplicar 15 litros por minuto. Configurado dessa forma no ambiente de fluxo lateral, o analisador de biofilme está pronto para medições. O princípio de funcionamento é através de emissão de pulso de ultrassom em

direção à superfície aquecida. O pulso atinge a superfície e o eco retorna ao sensor. Usando a velocidade do som na água e o tempo que leva para a onda refletida retornar ao sensor, é possível detectar o biofilme se acumu- Fig. 1 – Analisador com superfície aquecida mostra crescimento lando na superfície microbiológico de montagem. À medida que o biofilme engrosciar dosagens otimizadas de biocidas. sa, o tempo que leva para o eco reA figura 3 mostra a IHM - interface tornar ao sensor diminui, conforme homem-máquina de campo local do demonstrado na figura 2. equipamento para configurações e reO analisador de biofilme pode sisultados de medição. Observe a medimular condições críticas do trocador de calor em tempo real. O dispositivo duplica a tensão de cisalhamento e a transferência de calor para que o fator de incrustação (fouling factor) possa ser medido continuamente e comparado ao projeto e às condições operacionais de qualquer trocador de calor. O dispositivo mede não apenas o fator de incrustação, mas também as espessuras dos depó- Fig. 2 – Técnica de medição de espessura de biofilme sitos com uma precisão de +/- 5 µm, o que pode causar até 10-15% de perda de calor, dependendo da natureza do biofilme e do trocador de calor. O analisador de biofilme também pode diferenciar entre depósitos biológicos, orgânicos e de incrustação mineral. Além destas importantes medições, o analisador também pode geren- Fig. 3 – Interface homem-máquina do analisador de biofilme


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Hydro • Março/Abril 2025

Fator de deposição (10-5 m2 . K/W)

Delta Tempo ISO (°C)

Resultados

Espessura do biofilme (mm)

ção do biofilme (Thickness_n3) no visor.

ORP (mV)

Em um importante sistema de resfriamento, houve interrupção indesejada de dosagem de hipoclorito de sódio devido a um problema de logística. A Sáb 25 Seg 27 Qua 29 Dezembro Dom 03 Ter 05 Qui 07 falta de dosagem de cloro criou Fator de deposição aumenta um potencial de oxidação-redução (ORP) mais baixo, o que mais tarde permitiu que o cres- Fig. 4 – Gráfico de tendência mostrando detecção de espessura de biofilme após falta de dosagem cimento microbiológico ocorres- de cloro se. Assim que o nível de ORP atingiu um limite crítico, o analisador de tendência do sistema de água de Após a detecção de tal situação de biofilme identificou um aumento resfriamento e demonstra claramente e correção de dosagem de cloro, foi no fator de deposição e na diferença possível identificar redução significomo a medição precoce e em temde temperatura, indicando o exato mopo real do biofilme pode melhorar a cativa na espessura de biofilme em tomada de decisões e esclarecer as conjunto com a redução de fator de mento em que o biofilme começou a ações corretivas a serem tomadas. incrustação. A figura 4 mostra o gráfico crescer.


Hydro • Março/Abril 2025

Serviço

Guia de hidrômetros O hidrômetro é fundamental para empresas de saneamento, pois permite a medição precisa do consumo de água, detecta vazamentos, auxilia no controle e planejamento da distribuição, incentiva a conservação dos recursos hídricos e fornece dados para análises estatísticas e operacionais. Veja a seguir quem fornece esses produtos no Brasil e os detalhes de seus modelos.

Tipo

Empresa/ Telefone/ E-mail

Acepil (11) 97433-9755

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vendas@acepil.com.br

Aépio (51) 3208-3030

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contato@aepio.com.br

Akvometer (11) 96473-7990 contato@hidrometer.com.br

Bermad (11) 3074-1199 bermad.br@bermad.com

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Digitrol (11) 98745-0811

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Etatron (11) 3228-5774 Hidro Ambiental (19) 99813-8383 Hidroreader (19) 97171-5620

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vendas@hidroreader.com.br kitnivel@kitnivel.com

Lao SP (11) 97120-5812 vendas@laosp.br

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Renova Medição (38) 9890-1606

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comercial@renovamedicao.com.br

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Aplicação

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Revestimento interno

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Nivetec (11) 2627-6601 nivetec@nivetec.com.br

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hidro@hidroambiental.com.br

Kit Nível (11) 5631-3958

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vendas@etatron.com.br

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vendas@digitrol.com.br

Leitura remota

IoT incorporado

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Conaut Controles (11) 97295-0972 saneamento@conaut.com.br

Mede Diâmetros

Eletromagnético Volumétrico Velocimétrico Ultrassônico Unijato Multijato Woltmann Classe de exatidão 1 Classe de exatidão 2 Água quente Água fria DN 15 a DN 40 (rosca) DN 50 a DN 300 > DN 300 Lora WAN SigFox NarrowBand SMS Celular GPRS Radiofrequência Protocolo Modbus Protocolo Mbus Pulso Corrente Atende Portaria 155:2022 Comercial Industrial Residencial Metálico Corpo externo Plástico Metálico Plástico Pintura Outras Permite logística reversa

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Empresa/ Telefone/ E-mail

SDB Metering (11) 99145-8772 Techem (11) 94497-4974

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Tecnofluid (31) 99363-0068

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Tecnosan (47) 99983-8331

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info@techem.com.br

tecnosan@tecnosan.com.br

Vector (19) 3124-2032

comercial@vectorsistemas.com.br

Zenner (11) 98770-0583

comercialrs@zenner.com.br

Leitura remota

IoT incorporado

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emerson@sdbmetering.com.br

vendas@tecnofluid.com.br

Mede Diâmetros

Aplicação

Material

Eletromagnético Volumétrico Velocimétrico Ultrassônico Unijato Multijato Woltmann Classe de exatidão 1 Classe de exatidão 2 Água quente Água fria DN 15 a DN 40 (rosca) DN 50 a DN 300 > DN 300 Lora WAN SigFox NarrowBand SMS Celular GPRS Radiofrequência Protocolo Modbus Protocolo Mbus Pulso Corrente Atende Portaria 155:2022 Comercial Industrial Residencial Metálico Corpo externo Plástico Metálico Plástico Pintura Outras Permite logística reversa

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Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 115 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Hydro, março e abril de 2025. Este e muitos outros Guias HY estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/hydro e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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Revestimento interno


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Construção 4.0

Gêmeos digitais em sistemas prediais Claudia Sadeck Burlamaqui, Liang-Yee Cheng e Lúcia Helena Oliveira, do Departamento de Engenharia de Construção Civil da EPUSP

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Os gêmeos digitais são cópias virtuais de ativos ou edifícios do mundo real, usadas como plataforma para a gestão e tomada de decisão. O artigo identifica novas tecnologias que possam ser aplicadas como inovação na indústria da construção, especialmente em sistemas prediais, visando reduzir o consumo de água e energia, além de prevenir o desperdício de recursos naturais por meio de controle eficiente e satisfação do usuário.

indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC) tem se mostrado lenta na adoção de tecnologias inovadoras quando comparada a outros setores. A construção civil ainda adota uma cadeia construtiva artesanal, desde o fornecimento de Fig. 1 – Sistemas prediais mais utilizados em automação [7]. insumos, processo cons- Fonte: Autoria própria trutivo e por todo o ciclo des dos usuários. Este artigo identifica de vida da edificação. as tecnologias emergentes na consA Indústria 4.0, que é tida como a trução, especialmente a aplicação de Quarta Revolução Industrial, baseia-se em nove tecnologias digitais, segundo gêmeos digitais em sistemas prediais, o BCG - Boston Consulting Group [2]: buscando reduzir o consumo de água manufatura aditiva, realidade aumentae energia e evitar o desperdício dos reda, robôs autônomos, big data e análicursos naturais por meio do controle e se, armazenamento em nuvem, cibergestão eficientes, sem prejuízo da satissegurança, integração de sistemas, IoT fação do usuário. - Internet das Coisas e simulações ou gêmeos digitais, amplamente utilizadas Construção 4.0 na Indústria 4.0 para espelhar as operações em planta do mundo real em O termo Construção 4.0 foi oficialmeio digital e, assim, configurar e testar mente utilizado na Alemanha em 2011, variações, reduzindo o tempo de confina Feira de Hannover. guração e aumentando a qualidade. Segundo De La Cruz & De La Cruz [7], na automação 4.0 os sisteCom o aumento da complexidade mas prediais mais utilizados são: os dos sistemas prediais, as tecnologias de energia, água, proteção e combate inovadoras são fundamentais para mea incêndio, transporte, comunicação, lhorar o desempenho dos edifícios e ar-condicionado e segurança (figura 1). atender adequadamente às necessida-


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Os gêmeos digitais são cópias de ob‑ jetos ou ativos do mundo real que pos‑ suem, no mundo virtual, representação gráfica, informações estáticas e recebem informações dinâmicas em tempo real e que são utilizados para monitorar, controlar e simular comportamentos e cenários, de modo que os “gêmeos” possam interagir. Este conceito é ampla‑ mente utilizado na indústria para con‑ trole do processo de fabricação, análise de cenários, manutenção preditiva e to‑ mada de decisão, evitando paradas des‑ necessárias ou desperdícios por meio do controle em tempo real do sistema.

O estado da arte Em pesquisa realizada em 2024, observa‑se a tendência de crescimen‑ to de utilização de gêmeos digitais na AEC, em todo o ciclo de vida da edifi‑

cação: projeto, construção e na fase de operação e manutenção, sobre‑ tudo em sistemas prediais. Os gêmeos digitais se apresentam como plataforma de gerenciamento e tomada de decisão que compreen‑ de a representação do modelo físico, suas características, sensoriamento em tempo real, monitoramento, aná‑ lises com cruzamento de diversos dados, simulações e atuação, inclu‑ sive de forma preditiva [1]. No gerenciamento de água em escala urbana são aplicados em sis‑ temas de tratamento, monitoramento da qualidade da água, identificação e predição de falhas na tubulação, oti‑ mizando a rede de distribuição [12]. Com a perspectiva das mudan‑ ças climáticas foi desenvolvido na Dinamarca um gêmeo digital de in‑ formações e previsões hidrológicas

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com atualização em tempo real com o objetivo de reduzir o risco de desas‑ tres [8]. O sistema consiste no monito‑ ramento contínuo dos níveis de água subterrânea, umidade do solo, fluxo de água e outros parâmetros hidrológicos, além de dados históricos. A simulação do ciclo e de previsões hidrológicas são calculadas por um modelo matemático e algoritmos de Machine Learning. Em Gaula, Ilha da Madeira, Portugal, foi desenvolvido um gêmeo digital para o gerenciamento eficiente da rede de distribuição de água. O sistema possui sensores instalados em pontos críticos para coleta de dados em tempo real com o objetivo de reduzir as perdas no sistema, um dos fatores para a escassez de água [11]. Além dos sensores, foi utilizado um simulador hidráulico para calibrar o gêmeo digital e um siste‑ ma de informações geográficas (GIS)

7(67$'$ ( $ 3529$'$ 3(/ $

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Itapiranga Itapir anga - SC (49) 9 9185 8521

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Construção 4.0 com a localização dos componentes do sistema. De acordo com o estudo, a redução de perdas pode chegar a, aproximadamente, 80%. Syed et al. [13] apresentam uma estrutura de gêmeo digital para monitorar parâmetros hidráulicos da rede de distribuição de água para áreas urbana e rural. Foram instalados sensores para medição de pressão, de vazão e dispositivos térmicos de imagem e utilizados modelos de previsão de séries temporais e para detecção de anomalias utilizando Machine Learning. Estudos experimentais demonstram que o modelo atingiu 98,4% de precisão na detecção de vazamentos. Um gêmeo digital foi desenvolvido por Choi & Yoon [4] para gerenciar um sistema de aquecimento de água em um complexo residencial multifamiliar composto por sete edifícios com 27 andares e 918 unidades residenciais. O objetivo do estudo é expandir a rede de sensores utilizando sensores virtuais, por meio da previsão de variáveis não medidas em tempo real, além de proporcionar operações energeticamente eficientes. Assim, sensores de temperatura e pressão foram instalados para medição no fornecimento e no retorno do sistema, o que permite ajustar a operação de bombas e válvulas, otimizando o consumo de energia e reduzindo perdas de calor. A aplicação de gêmeos digitais na gestão da água em edifícios vai além do armazenamento e redes de distribuição. Com o objetivo de reduzir a pegada hídrica em um sistema de aquecimento, ventilação e condicionamento de ar (HVAC), foi desenvolvido um gêmeo digital utilizando Deep Learning, capaz de replicar o desempenho físico do sistema para monitorar variáveis (temperatura, umidade, fluxo de ar) e com isso reduzir o consumo de água no sistema [14].

As experiências apontam para a crescente utilização de tecnologias disruptivas em sistemas prediais na AEC, sendo os gêmeos digitais a plataforma de integração entre elas, sobretudo por seu potencial de monitoramento em tempo real e análises preditivas.

Os benefícios da inovação A literatura mostra diversos exemplos de aplicações das novas tecnologias em sistemas prediais, sobretudo os gêmeos digitais. Mas, na prática, como aplicar estes conceitos no dia a dia? Quais os benefícios para o gerenciamento dos sistemas? No Brasil, na década de 1990 o CAD - Computer Aided-Design e o GPS - Sistema de Posicionamento Global marcaram a entrada da AEC na era digital. Embora com alguma resistência, a popularização ocorreu em menos de uma década. O próximo passo neste avanço foi o BIM - Building Information Modelling, base de dados tridimensional colaborativa, um sistema de informações da construção, disponibilizado ainda na primeira década dos anos 2000. A tecnologia ainda encontra resistência para migração de projetos em CAD, diminuindo na fase de construção e quase nula na fase de operação e manutenção, que corresponde a 60% da vida útil do edifício. O ponto de partida para a aplicação pode ser a automação predial, definido por De La Cruz & De La Cruz [7], como a integração e coordenação dos sistemas do edifício, que requer uma visão holística do conjunto e caracteriza-se pela sua multidisciplinaridade. O avanço dos sistemas de comunicação possibilitou o aumento do desempenho predial, como apoio às metas de sustentabilidade, por meio do gerenciamento e conservação de energia, economia funcional, flexibilidade de

uso, funcionalidade, confiabilidade e segurança.

Dificuldades para a implantação do gêmeo digital Para fazer a ponte entre o mundo real, um modelo em BIM e o gêmeo digital é preciso integrar diversas tecnologias. São sensores e câmeras IoT, Internet e redes de comunicação (TIC), nuvem de dados, grandes processadores (big data e análises), automação e aplicativos orientados ao usuário, além de um gerenciador como interface deste sistema. Desta forma, a interoperabilidade ainda é um obstáculo para a implantação do gêmeo digital [10]. A resistência à mudança configura a ausência de visão dos atores que interagem e gerenciam a AEC e é um importante obstáculo ao avanço da implantação de soluções inovadoras nas diversas etapas do processo. Mas o mercado estaria apto a municiar os stakeholders com sistemas capazes de preencher as lacunas da automatização e informatização da AEC, tornando o processo mais transparente e sustentável? A resposta a esta pergunta só será positiva se houver capacitação e treinamento contínuos, transformando toda a cadeia da construção, desde o planejamento, projeto, construção, operação e manutenção e desmontagem do edifício.

O uso na prática Na literatura os exemplos de aplicação de gêmeos digitais em edifícios para gestão do sistema de água são escassos, entretanto, pode-se fazer a ligação entre os exemplos relatados para as cidades, como a experiência da Dinamarca descrita por Henriksen et al. [8]. A mesma lógica pode ser aplicada para monitoramento de bombas, nível de águas subterrâneas, umidade do solo e águas pluviais em subsolos de


AI FATBr asi lesper aporvocê: Um úni codest i no,múl t i pl as sol uçõessust ent ávei s. Fei r aI nt er naci onalpar aÁgua,Esgot o,Dr enagem eSol uçõesem Recuper açãodeResí duos 2527dej unho,2025-SãoPaul oExpo,Br asi l

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Construção 4.0 edifícios para prevenção de alagamentos e prejuízos causados por eventuais enchentes ou chuvas torrenciais. O sistema de gerenciamento eficiente da rede de distribuição de água em Gaula, Ilha da Madeira [11] e o sistema apresentado por Conejos et al. [5] podem ser usados como base para o sistema de distribuição de água do edifício se agregada ao sistema de medição individualizada, por exemplo. Se o monitoramento for feito em tempo real, será possível perceber eventuais vazamentos e descontinuar o fornecimento àquela determinada unidade e realizar os reparos assertivamente, reduzindo custos e evitando desperdícios. A aplicação apresentada por Das et al. [6] sobre aprendizado de máquina para eficiência energética em edifícios utiliza dados de temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do ar, preferência térmica dos usuários, taxa metabólica e tipo de vestimenta para garantir o controle do conforto térmico dos usuários. Mesmo que coletar todos esses dados possa ter custo elevado, uma experiência simplificada com dados coletados em tempo real da temperatura externa, tipo de ocupação, número de usuários e umidade relativa do ar pode ser aplicada para garantir o conforto térmico durante um evento em um auditório, por exemplo. Evita-se, assim, o calor quando o espaço estiver lotado e o frio com baixa ocupação. O ajuste do HVAC pode ser automático, garantindo também a economia de energia. Dessa forma, em acordo com a maturidade da empresa, com a capacidade de coleta, armazenamento e processamento de dados, é possível desenvolver gêmeos digitais para cada um dos sistemas prediais, de forma isolada, por sistema predial ou componente, ou um sistema mais abrangente [9].

Na prática, os responsáveis pela operação e manutenção de sistemas prediais podem ter as informações atualizadas do edifício a qualquer tempo e atuar remotamente para intervir no sistema quando necessário ou automatizar o processo.

Uma estrutura de aplicação Em uma determinada instituição há falta constante de água. Embora diariamente a equipe verifique o nível do reservatório, por vezes são surpreendidos pela falta de água no sistema. O tema é conhecido na área, existem diversas formas de monitoramento e controle, muitos deles automatizados. Com um gêmeo digital simplificado, pode-se inovar na operação e manutenção, associando a representação gráfica, IoT, TIC com o foco a seguir: • Monitorar: as bombas do sistema (vibração e temperatura do motor elétrico), a vazão e pressão na rede e o nível do reservatório. • Controlar: a curva de pressão/vazão corrente em relação à curva de pressão/vazão teórica (ótima do equipamento) para detectar o consumo de energia; a vibração, para detectar problema de fixação, de material utilizado ou turbulência (ar na bomba, sujeira); nível do reservatório para prever possíveis faltas d’água ou transbordamento. • Atuar: calcular a perda de água no sistema de distribuição por meio da vazão por ramal. Configurar o sistema para que tome algumas providências, como comunicar qualquer não conformidade, seja o abastecimento de água fraco ou fora da curva padrão, sobre o nível dos reservatórios ou vibração de bomba; reduzir atividades, como rega de jardim ou lavagem de calçadas e veículos; informar, por meio de comparativos de dados históricos, o aumento ou a diminuição abruptos de vazão, de possíveis vazamentos

ou interrupções de fornecimento pela concessionária; informar sobre a necessidade de manutenção preditiva do sistema ou substituição de componentes. Após a implantação do gêmeo digital do sistema predial de abastecimento e distribuição de água, pode-se analisar se houve melhoria nos controles de desperdício e consumo, além do controle da oferta de água no edifício. No futuro podem ser simuladas situações de predição de falhas no sistema.

Considerações finais Os gêmeos digitais se apresentam como uma plataforma de unificação e interação entre as tecnologias e os usuários, especialmente na fase de operação e manutenção dos edifícios. Contudo, há desafios para a sua implantação, dentre os quais destacam-se: a interoperabilidade; capacidade computacional; a padronização dos dados; a segurança cibernética; mão de obra capacitada; e o fato de ser uma aplicação multidisciplinar. Ao implantar inovações tecnológicas, há o consequente aumento do número de controles e a demanda por maior especialização da equipe. Uma análise de custo vs. benefício deve ser realizada constantemente. Atualmente, o custo de implantação e gerenciamento pode não se justificar em edifícios de pequeno porte, o que poderá ser analisado com uma prova de conceito. Nos edifícios maiores, a oportunidade de redução de desperdícios justifica a implantação inicial e sua avaliação para que a solução seja expandida ou replicada. Assim, a implantação de soluções tecnológicas deve considerar o grau de maturidade das empresas e de suas equipes, pois a inovação deve ser a solução para os problemas de operação e manutenção de edifícios e não mais um trabalho a ser realizado.


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Por fim, não se trata apenas de fazer uso de tecnologias na construção civil ou de informatizá-la, mas de evoluir em prol da sustentabilidade, em ter um propósito claro de fazer melhor, com menos recursos, com mais segurança e cumprindo prazos.

Referências [1] Attaran M. e Celik B. Digital Twin: Benefits, use cases, challenges, and opportunities. Decision Analytics Journal, vol. 6, Mar. 2023. [2] BCG. Manufacturing 4.0. www.bcg.com/capabilities/manufacturing/industry-4.0. [3] Casini, M. (2022). Advanced facility management. In Construction 4.0. Elsevier. [4] Choi, Youngwoong; Yoon, Sungmin. In-situ observation virtual sensor in building systems toward virtual sensing-enabled digital twins. Energy & Buildings, 2023, v. 281. [5] Conejos F., Martínez P., Alzamora, F., Herváscarot, M., Alonso, J.C. (2020). Building and exploiting a Digital Twin for the mana-

gement of drinking water distribution networks. Urban Water Journal, 17(8). [6] Das, H. P., LIN, Y. W., Agwan, U., Spangher, L., Devonport, A., Yang, Y., Drgo; A, J., Chong, A., Schiavon, S., & Spanos, C. J. (2024). Machine Learning for Smart and Energy-Efficient Buildings. Environmental Data Science, 3. [7] De La Cruz, J. e De La Crus, E. Automação Predial 4.0: a automação predial na quarta revolução. Brasport, 2019. [8] Henriksen, Hans Jørgen; Schneider, Raphael; Koch, Julian; Ondracek, Maria; Troldorg, Lars; Seidenfaden, Ida K.; Kragh, Søren Julsgaard; BØGH, Eva; Stisen, Simon. A New Digital Twin for Climate Change Adaptation, Water Management, and Disaster Risk Reduction (HIP Digital Twin). Water, 2023, v. 15. [9] Huseien, G. F., & Shah, K. W. (2022). A review on 5G technology for smart energy management and smart buildings in Singapore. In Energy and AI (Vol. 7). Elsevier. [10] Quek, H. Y., Sielker, F., Akroyd, J., Bhave, A. N., von Richthofen, A., Herthogs, P., Yamu, C. V. D. L., Wan, L., Nochta, T., Burgess, G., Lim, M.Q., Mosbach, S., & Kraft, M. (2023). The conundrum in smart city governance: Interoperability and compatibility in a never-growing ecosystem of digital twins. Data and Policy, 5.

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[11] Ramos, Helena M.; Kuriqi, Alban; Besharat, Mohsen; Creaco, Enrico; Tasca, Elias; Coronado-Hernández, Oscar E.; Pienika, Rodolfo; Iglesias-Rey, Pedro. Smart Water Grids and Digital Twin for the Management of System Efficiency in Water Distribution Networks. Water, 2023, v. 15. [12] Sun, Youxian; Wang, Wenhai; Yang, Qiang; Zhang, Yinan. Inaugural editorial. Digital Twins and Applications. Digital Twins and Applications, 2024. [13] Syed, Toqeer Ali; Muhammad, Munir Azam; Alshahrani, Abdul Aziz; Hammad, Muhammad; Naqash, Muhammad Tayyab. Smart Water Management with Digital Twins and Multimodal Transformers: A Predictive Approach to Usage and Leakage Detection. Water, 2024, v. 16. [14] Tariq, Rasikh; ALI, Muzaffar; Sheikh, Nadeem Ahmed; Shahzad, Muhammad Wakil; Xu, Ben Bin. Deep learning artificial intelligence framework for sustainable desiccant air conditioning system: Optimization towards reduction in water footprints. International Communications in Heat and Mass Transfer, 2023, v. 140.


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Serviço

Guias de produtos para filtração O foco do guia a seguir são os filtros de água e suas diversas aplicações e acessórios, como ponto de uso e entrada, industriais, cartucho, bag, centrífugo e multimídia, com seus respectivos materiais, elementos filtrantes e processos. Também são detalhados os produtos para tratamento terciário, desinfecção e tratamento do lodo.

Filtros industriais Melt blown (1) Filtros de ponto Elementos em polifosfato de entrada Carvão granulado Filtros de ponto de uso Carbon block Peneira/Grade Filtro bag Filtro de cartucho Filtro de disco a gravidade Filtro de grade Filtro centrífugo Filtro multimídia 3G Bg Blue Slim Aço inox Aço carbono Fibra de vidro Argila expandida Areia Antracito Quartzo Pedra-pomes Lenticular Resina fenólica/Celulose Zeólitos Carvão ativado Ferro zero valente Resina de troca iônica Plástico poroso Crepinas Abrandador Coluna de troca iônica Eletrodiálise reversa (EDR) Eletrodeionização Osmose reversa Micro, ultra e nanofiltração Ultravioleta Pós-filtração Ozônio Filtro-prensa Lodo

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Materiais e processo

Empresa/ Telefone/ E-mail

Acquapura (81) 99159-6059

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Alphenz (19) 3302-9606 Aquafilter (51) 99981-3993

viviane@acquapura.ind.br contato@alphenz.com.br

comercial@aquafilter.com.br

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Aquamec (11) 98296-9913

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Bakof (55) 99629-3922

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contato@aquamecbrasil.com.br ana.merz@bakof.com.br

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BFilters (11) 94045-7163

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Biosis Saneamento (11) 2613- 8928

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Bollfilter (34) 93634-2680

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CEA do Brasil (11) 99152-5939

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biosis@biosis.eco.br

info@bollfilter.com.br

cea@ceadobrasil.com.br

Clarifil (47) 3346-5256 clarifil@clarifil.com.br

(1) Fibra de polipropileno

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comercial3@bfilters.com.br

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B&F Dias (19) 98305-4748 bfdias@bfdias.com.br

Elementos filtrantes

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Materiais e processo

Empresa/ Telefone/ E-mail

CSI (12) 3958-2180

contato@csifiltros.com.br

enfil@enfil.com.br

contato@fathorph.com.br

(1) Fibra de polipropileno

Filtros industriais Melt blown (1) Filtros de ponto Elementos em polifosfato de entrada Carvão granulado Filtros de ponto de uso Carbon block Peneira/Grade Filtro bag Filtro de cartucho Filtro de disco a gravidade Filtro de grade Filtro centrífugo Filtro multimídia 3G Bg Blue Slim Aço inox Aço carbono Fibra de vidro Argila expandida Areia Antracito Quartzo Pedra-pomes Lenticular Resina fenólica/Celulose Zeólitos Carvão ativado Ferro zero valente Resina de troca iônica Plástico poroso Crepinas Abrandador Coluna de troca iônica Eletrodiálise reversa (EDR) Eletrodeionização Osmose reversa Micro, ultra e nanofiltração Ultravioleta Pós-filtração Ozônio Filtro-prensa Lodo

Hydro • Março/Abril 2025

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contato@ecosan.com

comercial@endeavor.ind.br

Enfil (11) 3076-2700

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Fathor PH (11) 94193-9697

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Ecosan (11) 3468-3800

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Endeavor (11) 4371-1152

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De Nora (15) 2101-4458

daiane.campos@denora.com

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Elementos filtrantes

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Filtros industriais Melt blown (1) Filtros de ponto Elementos em polifosfato de entrada Carvão granulado Filtros de ponto de uso Carbon block Peneira/Grade Filtro bag Filtro de cartucho Filtro de disco a gravidade Filtro de grade Filtro centrífugo Filtro multimídia 3G Bg Blue Slim Aço inox Aço carbono Fibra de vidro Argila expandida Areia Antracito Quartzo Pedra-pomes Lenticular Resina fenólica/Celulose Zeólitos Carvão ativado Ferro zero valente Resina de troca iônica Plástico poroso Crepinas Abrandador Coluna de troca iônica Eletrodiálise reversa (EDR) Eletrodeionização Osmose reversa Micro, ultra e nanofiltração Ultravioleta Pós-filtração Ozônio Filtro-prensa Lodo

Serviço Materiais e processo

Empresa/ Telefone/ E-mail

Elementos filtrantes

Filtros Barra (11) 98511-8757

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Filtros Guarany (21) 96491-2224

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Flexion (47) 3084-0123

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Fluid Brasil (11) 98599-0254

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Fusati (19) 3301-6671

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Gehaka (11) 99620-6762

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Hidro Ambiental (19) 99813-8383

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Hidro Filtros (47) 3511-4545

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Hidro Solo (82) 3324-3077

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Hidroquímica (27) 99522-5639

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Hollbras (11) 4390-0095

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vendas@filtrosbarra.com.br

filtrosguarany@filtrosguarany.com.br comercial@flexion.com.br comercial@fluidbrasil.com.br fusati@fusati.com.br

vendas@gehaka.com.br

hidro@hidroambiental.com.br

claudio.chaves@hidrofiltros.com.br hidrosolo@hidrosolo.com.br

hquimica@hquimica.com.br vendas@hollbras.com.br

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Paques (19) 3429-0600

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info.br@paquesglobal.com

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comercial@prominas.com.br

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Saint-Gobain (24) 4009-1301

pamsac@saint-gobain.com (1) Fibra de polipropileno

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Petranova (12) 97402-4992 info@petranova.com.br Prominas (16) 99700-6452

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ricardo.pinheiro@lanxess.com comercial@ncwater.com.br

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Lanxess (11) 98444-3268

NC Water (11) 99146-2720

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macastilho@hydrosol.com.br info.br@johnsonscreens.com

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Hydrosol (11) 94309-1720

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contato@hydroz.com.br

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info@huberdobrasil.com.br

Johnson Screens (11) 4375-9941

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Huber do Brasil (41) 98495-1455 Hydro Z (11) 97637-7754

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Filtros industriais Melt blown (1) Filtros de ponto Elementos em polifosfato de entrada Carvão granulado Filtros de ponto de uso Carbon block Peneira/Grade Filtro bag Filtro de cartucho Filtro de disco a gravidade Filtro de grade Filtro centrífugo Filtro multimídia 3G Bg Blue Slim Aço inox Aço carbono Fibra de vidro Argila expandida Areia Antracito Quartzo Pedra-pomes Lenticular Resina fenólica/Celulose Zeólitos Carvão ativado Ferro zero valente Resina de troca iônica Plástico poroso Crepinas Abrandador Coluna de troca iônica Eletrodiálise reversa (EDR) Eletrodeionização Osmose reversa Micro, ultra e nanofiltração Ultravioleta Pós-filtração Ozônio Filtro-prensa Lodo

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Materiais e processo

Empresa/ Telefone/ E-mail

Elementos filtrantes

Secta System (11) 95592-0112

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Spinox (11) 3995-4499

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Tecitec (11) 99984-1865

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Tecnosan (47) 99983-8331 tecnosan@tecnosan.com.br

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Toray (11) 91080-7444

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Varb (19) 3173-3110

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Vexer (41) 99520-1314

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silvio.borgato@sectasystem.com.br paulo@spinox.com.br

nilson@tecitec.com.br

membranas@toray-brazil.com vendas@varb.ind.br

vexer@vexer.com.br

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info@waterwarehouse.com.br

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falecom@vibropac.com.br

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Vibropac (11) 2108-5615 Water Warehouse (11) 2108-5615

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(1) Fibra de polipropileno Obs: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 291 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Hydro, março e abril de 2025. Este e muitos outros Guias HY estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/hydro e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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Hydro • Março/Abril 2025

Saneamento rural

Integrando o usuário de fossa ao sistema público de esgoto Hector Honorio Santos Tomelin, Samae - Jaraguá do Sul Rafael Garcia Belluzzo Maia, UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina Ricardo Alexandre de Mello Oliveira, Thiago Zschornack e Sidney Marques de Oliveira Júnior, da CAJ - Joinville

N O cumprimento das metas de universalização do saneamento no Brasil é um desafio que deve incluir as populações rurais e periféricas, especialmente os usuários de fossas. Como mostra o artigo a seguir, uma plataforma digital de e-Gov pode facilitar a integração desses usuários aos sistemas públicos, além de promover transparência e melhorar a comunicação entre cidadãos e autoridades.

o Brasil, 63,9% da população urbana tem acesso a serviços de coleta e tratamento de esgoto, segundo o SNIS - Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento [7], referente a 2022. Esse índice não é absoluto. Enquanto o SNIS aponta que apenas 6% da população rural tem acesso a tratamento de esgoto, contrasta com a PNAD - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2022 [8], segundo a qual 83,7% utilizam fossas de algum modo. As abordagens tradicionais não conseguiram integrar essa população ao sistema de saneamento, tanto por prestadores de serviços públicos quanto privados. Essa integração pode ser facilitada por uma plataforma de e-Gov, que promove a comunicação entre cidadãos e autoridades, permitindo a participação ativa no desenvolvimento de soluções. Iniciativas digitais podem identificar áreas necessitadas e acompanhar o progresso das ações em um gerenciamento mais transparente. Além de otimizar a gestão, essas plataformas incentivam soluções de saneamento mais eficientes, como biodigestores. Isso não apenas aumenta

a cobertura de esgoto, mas também promove saúde pública e preservação ambiental.

Desafio Desenvolver uma estratégia que integre os usuários de sistemas alternativos de saneamento, especialmente os que utilizam fossas, aos sistemas municipais, promovendo a sua participação ativa e beneficiando a todos os envolvidos. Os objetivos específicos do projeto incluem estimar a população com sistemas alternativos desassociados ao sistema público de esgoto, definir a magnitude do impacto desta população, propor aspectos conceituais para a implementação de uma plataforma de e-Gov, sugerir funcionalidades e características para uma plataforma acessível e fácil de usar e, por fim, apresentar um plano para a implantação da plataforma em âmbito nacional.

Justificativa e ineditismo A discrepância entre os dados de prestadores de serviços públicos e


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os do IBGE evidencia uma abordagem marginal em relação à população rural que usa fossas individuais. Aproximada‑ mente 79% dessa população está fora dos sistemas de saneamento públicos existentes. O Brasil tem metas de univer‑ salização definidas para 2033, que são desafiadoras. Integrar esta população com sistemas alternativos representa uma estratégia promissora e inovadora.

Referencial teórico Historicamente, o foco das políticas públicas e dos investimentos em sanea‑ mento tem sido nas áreas urbanas. Como resultado, a população rural, que representa cerca de 15% do total, fre‑ quentemente carece de sistemas de es‑ goto adequados. Muitos moradores de‑ pendem de fossas sépticas ou sistemas mais rudimentares, resultando em altas taxas de doenças veiculadas pela água e contaminação dos recursos hídricos. As fossas sépticas são câmaras cons‑ truídas para reter os despejos domésti‑ cos e/ou industriais, por período especi‑ ficamente estabelecido, de modo a per‑ mitir sedimentação dos sólidos e reten‑ ção do material graxo contido nos esgo‑

tos, bioquimicamente, em substâncias e compostos mais simples e estáveis. Consistem em um tanque enterrado, geralmente feito de concreto, fibra de vidro ou plástico, que recebe os es‑ gotos provenientes de residências ou estabelecimentos similares [5].

Autopoiese O conceito de autopoiese, desen‑ volvido pelo biólogo chileno Hum‑ berto Maturana [4], oferece uma perspectiva útil para compreender como as comunidades podem se autorregular e criar bens comuns de maneira sustentável. A autopoiese refere‑se à capacidade dos sistemas vivos de se auto‑organizarem e se manterem enquanto se adaptam ao ambiente. Essa teoria pode ser apli‑ cada ao contexto das comunidades, permitindo a construção de sistemas sociais resilientes e eficazes para a produção de bens compartilhados.

“Digital Commons” e o saneamento Na era digital, a produção de “Di‑ gital Commons” emerge como um importante fenômeno que se refere

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à criação e compartilhamento colabo‑ rativo de recursos digitais. Essa abor‑ dagem promove a inovação e a coo‑ peração, permitindo que comunidades online criem, modifiquem e distribuam bens de forma acessível. Um exemplo emblemático é o desenvolvimento de software de código aberto, como o Linux, que ilustra como a colaboração pode resultar em produtos de alta qua‑ lidade.

Novo serviço público/Nova administração pública A nova administração pública (NAP) surge como um modelo que busca a eficiência e a efetividade no aten‑ dimento das necessidades dos cida‑ dãos. Denhardt e White [3] enfatizam a importância da coparticipação cida‑ dã na gestão pública. Essa abordagem valoriza uma colaboração ativa entre cidadãos e gestores, promovendo um diálogo contínuo e fortalecendo a legi‑ timidade das políticas públicas.

Características “desejáveis” de e-Gov Ao se observar um Modelo de Validação das Plataformas de e‑Gov

3 6)97ä+9% 2ß3 46)'-7% 1%28)6 '3286%83 () 1%298)2¦ß3 1)27%0

% WSPY£ÄS QEMW QSHIVRE I FEVEXE TEVE WIY TVSNIXS HI ETVSZIMXEQIRXS HI ÉKYE HI GLYZE -HIEP TEVE GSRHSQ¿RMSW KEPT¶IW JEFVMW I VIWMHÂRGMEW UYI HIWINEQ XIV IGSRSQME I WYWXIRXEFMPMHEHI

3 979ä6-3 *%> 73>-2,3 % 1%298)2¦ß3 %463<-1%(%1)28) < 436 %23 w RÄS à TVIGMWS VIXVSPEZEKIQ w YWE GPSVS IQ TEWXMPLE w XIQ QYMXS QEMW ZE^ÄS I TVIWWÄS HS UYI SW IUYMTEQIRXSW GSRZIRGMSREMW w EGMSREQIRXS EYXSQÉXMGS w HIWPMKE EYXSQEXMGEQIRXI RE JEPXE HI ÉKYE w YXMPM^E XSQEHE Z GSQYQ w SGYTE YQ IWTE£S HI Q \ Q

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Saneamento rural Tab. I – Comparação visão IBGE (População com SAS – Sistema Alternativo Saneamento) x SNIS

Municipais (Municipal e-Gov Platform Assessment – MEPA - model), em conjunto com os preceitos da NAP, tornam-se evidentes as características que devem permear toda a plataforma de e-Gov [6]: divulgação e transparência; engajamento civil; inclusão e acessibilidade; responsabilidade compartilhada; reforço e afirmação de valores democráticos e de cidadania.

Metodologia Para cumprir os objetivos, as principais ações incluem: • Pesquisar os dados populacionais atendidos por sistemas de esgoto e analisar a discrepância entre as visões do SNIS e do IBGE. • Realizar uma pesquisa com usuários potenciais da plataforma em Joinville e Jaraguá do Sul, SC, para avaliar o interesse e a viabilidade de uso. • Definir um modelo conceitual para a plataforma, incluindo protótipos de interface.

Análise e discussão de resultados A constatação de que apenas 6% da população rural tem acesso a tratamento de esgoto oficial, em contraste com os 83,7% que dependem de fossas, evidencia a sub-representação e a vulnerabilidade destes usuários no espectro dos serviços de saneamento, indicando uma falha crítica nas políticas públicas existentes (tabela I). O desenvolvimento de uma plataforma de e-Gov é uma proposta inovadora que pode facilitar essa transição, promovendo uma comunicação mais efetiva entre usuários e prestadores de serviços.

Essa discrepância IBGE (mil pessoas – SAS) 2022 SNIS (mil pessoas) - 2022 é percebida mesPopulação Com fossa % fossa População Atendida % Atendida mo em regiões de Total 214.154 75.168 35,1% 203.080 112.795 55,5% 185.593 51.224 27,6% grande desenvolvi12.435 6,7% 173.680 111.031 63,9% mento econômico. Urbana Conectadas à rede Não conectadas à rede 38.789 20,9% Uma pesquisa ex28.561 23.906 83,7% ploratória realizada Rural* Conectadas à rede 1342 4,7% 29.400 1764 6% em Joinville e JaraNão conectadas à rede 22.563 79% guá do Sul, com 39 *População atendida *População atendida com fossa, % do total 11,16% 0,87% residências, confirma com fossa, % do total que quase dois terpúblicos (se necessário) para contatar ços utilizam um sistema de fossa, mas o usuário. Isso facilitará o acompanhade forma inadequada. mento dos serviços e otimização dos recursos disponíveis (públicos e priModelo e características vados). de plataforma e-Gov Pretende-se que se desenvolva um protótipo desse sistema para testes, Ao empregar uma abordagem digientretanto é preciso definir algumas tal, a plataforma pode habilitar a coleta características. de dados em tempo real sobre as conPara fins conceituais, alguns aspecdições de saneamento, permitindo que tos do aplicativo podem ser apresenas autoridades identifiquem as áreas tados, como o diagrama E-R (entidade mais necessitadas e priorizem intervenrelacionamento) básico; o dicionário ções. Além disso, o sistema proporciode dados e requisitos funcionais, senna uma interface onde a comunidade do todos de forma sucinta [2], mesmo possa relatar problemas e colaborar que seja uma visão sujeita a alterações ativamente na solução de suas quesapós o confronto com a realidade prátões de saneamento. Essa participação tica. Para elaborar o diagrama E-R é cidadã não apenas promove a inclusão, necessário conhecer as partes que mas também contribui para a construcompõem esse fluxo. Então, inicia-se ção de um senso de responsabilidade por entidades, em seguida atributos e compartilhada e de autogestão nas por fim relacionamentos [1]. comunidades. Assim, a plataforma de O dicionário de dados, fundamene-Gov representaria um avanço signital em qualquer projeto de gestão de ficativo na busca pela universalização dados, atua como uma ponte entre o dos serviços. conhecimento técnico e o acesso à inCada circunscrição geográfica será formação. Ele é, essencialmente, um gerenciada pelo prestador de serviços catálogo organizado de todos os elepúblicos, legalmente habilitado para mentos de dados: Customer (usuário aquela determinada localidade, seja redo sistema), Category (categoria da gional, microrregional ou estadual. A prifossa), Products (serviços & produtos), meira entidade a aderir ao sistema preOwner (proprietários unidade residencisa ser necessariamente esse prestador cial), Customer (cliente ou usuário), de serviços públicos. Tank (fossa), Immobile (imóvel), SerCom os dados dos usuários, dos vice Order (registro de serviço). prestadores e comerciais, o sistema Conforme Coronel&Morris [2], um poderá notificar, alertar, agendar vistorequisito é uma característica de projerias e limpezas e notificar os agentes


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to, uma propriedade ou um comportamento de um sistema. Ao se estabelecer os requisitos do sistema, está se firmando um contrato. Para este sistema, podemos citar alguns requisitos funcionais básicos, como programação e registro de entregas, atualização de status de serviço, associação de serviços a clientes, registro de categorias de tanques e as associações entre clientes, imóveis, tanques e proprietários. Essas são características essenciais e sucintas do aplicativo na plataforma de e-Gov para inclusão no sistema de público de tratamento de esgoto dos usuários de fossas que são desconhecidos desse sistema.

Além disso, essa abordagem não apenas estimulará a participação ativa dos cidadãos na formulação de políticas e na gestão dos serviços de saneamento, mas também incentivará a implementação de tecnologias inovadoras capazes de aumentar a eficiência na prestação desses serviços. A utilização de ferramentas digitais facilita a identificação das necessidades locais e promove soluções customizadas, como o uso de biodigestores, que se adaptam melhor às características das comunidades rurais.

Conclusão

Os autores agradecem aos professores Aires Rover, da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina, e Denilson Sell, da UFSC e UDESC – Universidade do Estado de Santa Catarina.

O atendimento das metas de universalização em saneamento no Brasil (Lei 14.026/2020) é um desafio que não pode ser enfrentado sem considerar a inclusão das populações rurais e periféricas. A criação de uma plataforma de e-Gov é uma solução viável que promoverá a transparência e facilitará a incorporação dos usuários rurais aos sistemas públicos.

Agradecimentos

Referências [1] Booch, G., Rumbaugh, J., e Jacobson, I. The Unified Modeling Language User Guide. 2nd ed. Addison-Wesley Professional. 2005.

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[2] Coronel, C. e Morris, S. Sistemas de Banco de Dados: Projeto, Implementação e Gerenciamento. São Paulo. Centage Learning. 2019. [3] Denhardt, R. B. e Denhardt, J.V. The New Public Service: Serving, Not Steering. Public Administration Review, 60(6). 2000. [4] Maturana, H.R. e Varela, F.J. Autopoiesis and Cognition: The Realization of the Living. Springer. 1980. [5] Martins, A.V.P.R. Aproveitamento do lodo de fossa séptica para produção de biodiesel, biogás, biocarvão e cinzas. Tese de doutoramento. Programa de pós-graduação em engenharia hidráulica e ambiental (Departamento de Engenharia Civil). Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. 2017. [6] Rotta, M.J.R. As plataformas de governo eletrônico e seu potencial para a promoção dos princípios do Commons: o caso dos municípios brasileiros. Tese de doutoramento. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. 2018. [7] http://app4.mdr.gov.br/serieHistorica/ [8] www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/ 17270-pnad-continua.html?edicao=27258

Devido à limitação de espaço, o artigo foi resumido e adaptado. O trabalho original está disponivel nos anais eletrônicos da Fenasan 2024, sob o título: Integrando o usuário de fossa ao sistema público de saneamento.


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Tratamento de efluentes

Análise da eficiência de uma ETE Luana Ricken Gonçalves Dias e Luciana Nunes dos Santos, Engenheiras Ambientais e Especialistas em Saneamento

O Para avaliar a eficiência de uma estação de tratamento de esgoto em um município do norte do Paraná, composto por duas lagoas anaeróbias seguidas de uma lagoa facultativa, foram analisados laudos de resultados de efluentes brutos e tratados, com foco nas concentrações de DQO - demanda química de oxigênio e DBO - demanda bioquímica de oxigênio e os limites da legislação ambiental.

saneamento básico é um direito garantido pela Constituição Federal, instituído pela Lei 11.445/2007. Saneamento básico é um conjunto de serviços fundamentais para o desenvolvimento socioeconômico de uma região, como abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem urbana, manejos de resíduos sólidos e de águas pluviais. De acordo com estimativas da OMS - Organização Mundial da Saúde, em 2017, o Brasil ocupou o 117o lugar quanto ao percentual da população com acesso ao saneamento básico. De forma simplificada, a cadeia do saneamento tem início na captação em reservatórios de água, onde acontecem o tratamento e distribuição aos pontos de consumo, sejam eles residenciais ou industriais. Em seguida, é feito o descarte em uma rede de esgoto, direcionando o resíduo para tratamento. O ciclo tem conclusão quando a água tratada é devolvida ao ciclo natural. A coleta e tratamento de esgoto evitam a contaminação e transmissão de doenças e a poluição de córregos, rios e mares. Esse sistema preserva os recursos hídricos e as fontes de abastecimento de água. O Conama - Conselho Nacional do Meio Ambiente disciplina o lançamento

de efluentes ao corpo hídrico, devendo este obrigatoriamente atender aos padrões de seu corpo receptor. O Conama é o órgão consultivo e deliberativo do Sisnama - Sistema Nacional do Meio Ambiente, o qual atribui e estabelece normas, critérios e padrões relativos ao controle e à manutenção da qualidade do meio ambiente; no âmbito estadual, o órgão responsável pela fiscalização e manutenção da qualidade das águas no Paraná é o IAP - Instituto Ambiental do Paraná. Este artigo busca mensurar a eficiência de uma ETE - Estação de Tratamento de Esgoto de um município do norte paranaense, por meio da análise de parâmetros físico-químicos do efluente e comparação com a legislação vigente.

Metodologia O esgotamento sanitário é um dos componentes do saneamento e constitui-se como condição para o controle da transmissão de doenças, da proliferação de vetores e da poluição ambiental. Neste sentido, a norma brasileira NBR 9648/1986 define esgoto sanitário como o des-


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pejo líquido constituído de esgoto doméstico e industrial, água de infiltração e a contribuição pluvial parasitária. No Brasil, de modo geral, os esgotos domésticos contêm aproximadamente 99,9% de água e 0,1% de sólido; por esta pequena parcela de sólidos faz-se necessário o tratamento destas águas, uma vez que representa quantidade significativa de poluentes capaz de afetar o sistema ambiental. No entanto, cabe ressaltar que cada região apresenta características distintas em seu esgoto, podendo variar conforme o clima, hábitos e situação econômica regional [1, 11]. A defasagem na infraestrutura e na gestão dos sistemas de saneamento existentes no Brasil, como dito anteriormente, está diretamente relacionada com o crescimento da população brasileira, além da falta de atualização tecnológica e do nível de renda da população atendida, notando-se uma melhor cobertura em regiões onde há maior concentração de renda [9]. O tratamento do esgoto consiste na remoção dos principais poluentes, no intuito de que o efluente retorne ao corpo hídrico sem que haja alteração

de sua qualidade e obedecendo às legislações ambientais vigentes. Os processos para tratamento são uma série de operações unitárias, empregadas para a remoção dessas substâncias indesejadas ou na transformação em outras de formas aceitáveis [6]. Os processos de tratamento são classificados em físicos, químicos e biológicos, uma vez que os poluentes contidos no esgoto possuem essas naturezas. Desta forma, a escolha do processo dependerá das características físico-químicas e biológicas do efluente, bem como da qualidade da água dos corpos receptores [6, 16]. Além dos três principais processos citados anteriormente, existem outros métodos, frutos de pesquisas ou de implantações recentes, constituindo o que se tem denominado de “tratamento avançado”, podendo-se citar a adsorção por carvão, eletrodiálise, troca de íons e filtração rápida, entre outros. Acredita-se que quando o desenvolvimento tecnológico tornar estes processos mais econômicos ou de simples aplicação, serão considerados formas normais de tratamento de esgoto [6].

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Os processos biológicos são aqueles que dependem da ação de microrganismos presentes nos esgotos e procuram reproduzir, em dispositivos projetados, os fenômenos biológicos observados na natureza, condicionando-os às áreas e tempo disponíveis e desejados. Os fenômenos inerentes à alimentação são predominantes na transformação dos componentes complexos e compostos simples, como sais minerais e gás carbônico. Os processos biológicos comumente empregados são os de oxidação biológica aeróbia (lodos ativos, filtros biológicos aeróbios, valos de oxidação e lagoas de estabilização) e anaeróbias (reatores anaeróbios de fluxo ascendente, manta de lodo, lagoas anaeróbias, tanques sépticos); e digestão de lodo: aeróbia e anaeróbia, fossas sépticas [6]. De forma a adequar as características finais do efluente à qualidade desejada, o tratamento pode ser classificado através dos seguintes níveis ou fases: tratamento preliminar, primário, secundário e terciário (avançado) [16]. O tratamento preliminar de esgotos tem como objetivo a remoção de sólidos grosseiros, consistindo em


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Tratamento de efluentes uma preparação dos esgotos para o tratamento posterior, buscando evitar obstruções e danificações em equipamentos eletromecânicos. Este processo é constituído pelo gradeamento, que age na remoção de sólidos grosseiros, como plásticos e papelões; e pela desarenação, que constitui na remoção de sólidos com características de sedimentação semelhantes à da areia [7]. O tratamento secundário é constituído por processos biológicos, realizado por reações bioquímicas, atuando na remoção dos sólidos, matéria orgânica dissolvida e em suspensão, e nutrientes como nitrogênio e fósforo. Bactérias, protozoários e fungos são exemplos de microrganismos envolvidos nesta etapa. O processo ocorre por meio do contato entre esses microrganismos e a matéria orgânica presente no esgoto, que serve como alimento para eles. Como resultado, a matéria orgânica é transformada em gás carbônico, água e material celular, promovendo o crescimento e reprodução dos microrganismos na presença de oxigênio. Por outro lado, na produção anaeróbia, ocorre a formação de gás metano. O tratamento terciário destina-se à remoção de poluentes que não foram suficientemente removidos no processo secundário, por isto, é considerado um tratamento adicional. Abrange os processos de remoção de microrganismos patogênicos e de nutrientes, e também tratamentos avançados (filtração final, absorção por carvão, membranas) [6, 13]. As legislações ambientais nacionais e regionais foram implementadas no Brasil com o objetivo de estabelecer valores de referência que normalizem a emissão de efluentes em corpos hídricos, buscando o controle do lançamento de poluentes no meio ambien-

te. No âmbito nacional, o órgão que regulamenta o lançamento de efluentes é o Conama, por meio da Resolução 357/2005, complementada e alterada pela Resolução 430/2011. No âmbito estadual, atuando com metas de lançamentos progressivas e mais restritivas, no Paraná o IAP regulamenta este quesito, por meio da Resolução SEMA - Secretaria Estadual do Meio Ambiente 021/09. A tabela I apresenta os valores máximos aceitáveis quanto à emissão de efluentes em corpos receptores, conforme critérios dos órgãos nacional e paranaense. Ressalta-se que estão listados apenas os parâmetros considerados na análise deste trabalho.

municipal responsável pelos serviços, contendo valores de DQO - demanda química de oxigênio e DBO - demanda bioquímica de oxigênio. Ressalta-se que os valores foram obtidos a partir da análise de amostras de efluente bruto e tratado, na entrada e saída da ETE, respectivamente, com periodicidade mensal. Ainda, conforme informado pela autarquia municipal, as análises foram executadas por um provedor externo, que segue as práticas indicadas no Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. Os laudos disponibilizados para tabulação de dados são referentes ao período de janeiro a junho de 2022.

Tab. I – Valores-limite de parâmetros para lançamento de efluente em corpos hídricos

Tab. II – Resultados obtidos nas análises (em mgL)

Conama 430/2011 Sema 021/09 Parâmetros (nacional) (estadual)

Parâmetros

DQO

Não especificado

225 mg/L

DBO

120 mg/L ou ≥ 60 %

90 mg/L

O município objeto de estudo localiza-se no norte do Paraná. Possui cerca de 3000 habitantes e o IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, conforme classificação do IBGE, é alto [4]. A responsabilidade pelo tratamento da água e esgoto é do município, havendo uma autarquia responsável pelo serviço. O sistema de tratamento de esgoto é composto por duas lagoas anaeróbias e uma lagoa facultativa, dispostas em série. Os pontos de coleta das amostras de efluente bruto e tratado, que deram origem aos relatórios utilizados neste trabalho, localizam-se na entrada e na saída da ETE. O corpo hídrico que recebe o efluente após o tratamento é classe 2, conforme critério estabelecido pela Resolução 357/2005 do Conama. Para avaliação da eficiência do tratamento de esgoto foram analisados os laudos disponibilizados pelo órgão

Janeiro

Fevereiro

Março

Entrada Saída Entrada Saída Entrada Saída

DQO

1017

238

859

179

903

213

DBO

551

67,6

523

56,3

494

45,1

Parâmetros

Abril

Maio

Junho

Entrada Saída Entrada Saída Entrada Saída

DQO

1416

242

802

336

1155

212

DBO

593

90,1

537

50,6

362

96

Tab. III – Eficiência de remoção (em %) Parâmetros Janeiro Fevereiro Março Abril Maio Junho

DQO

77

79

76

84

81,67 81,65

DBO

88

89

90

82

90,56 73,48

Os resultados apresentados pelos laudos de ensaios laboratoriais foram submetidos ao cálculo de eficiência de remoção, por meio da equação abaixo, onde foi calculada a eficiência para cada mês e, posteriormente, feita a média desses resultados. E = Ce – Cs × 100 Ce Onde: E = eficiência de remoção (%); Ce = concentração na entrada; e Cs = concentração na saída;


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Conclusão

Referências

O sistema de tratamento de efluente sanitário do município, composto por duas lagoas anaeróbias seguidas de uma lagoa facultativa, apresentou redução considerável para os parâmetros DBO e DQO, indicando sempre eficiências superiores a 70%. Porém, mesmo com essa alta eficiência, o efluente apresentou resultados superiores aos estipulados pela legislação estadual. Os resultados de DQO foram superiores em janeiro, abril e maio. Já para a DBO, os resultados foram superiores em abril e junho. Se os resultados fossem comparados apenas com a legislação federal, em todos os meses eles estariam de acordo, uma vez que a legislação federal não prevê um valor máximo permitido para DQO e o valor máximo permitido para DBO é 120 mg/L ou uma remoção maior ou igual a 60%. Deste modo, indica-se um estudo aprofundado a respeito da implantação de novas etapas de tratamento, a fim de aumentar a eficiência do sistema, cumprindo a legislação estadual e preservando os corpos hídricos.

[1] Barros, R.T.V.; Castro, A.A.; Chernicharo, C.A.L.; Von Sperling, E.; Heller, L.; Von Sperling, M. Manual de saneamento e proteção ambiental para os municípios: Saneamento. 1a edição. Belo Horizonte: UFMG, 1995. [2] Lei 11.445, de 5 de janeiro de 2007. Diário Oficial da União 2007; 11 jan. [3] Ministério das Cidades. SNA - Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento: Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos - 2017. [4] Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas Nacional do Brasil Milton Santos. 2010. [5] Jordão, E. P.; Pessoa, C. A. Tratamento de Esgotos Domésticos. 7a edição. Rio de Janeiro: Segrac, 2014. [6] Jordão, E.P.; Pessoa, C.A. Tratamento de Esgotos Domésticos. 8a edição. Rio de Janeiro: Abres, 2016. [7] Matos, J.C. Tratamento de Esgoto Sanitário. Manaus, 2010. [8] Mota, S. Urbanização e meio ambiente. 4a edição. Rio de Janeiro: ABES, 2011. [9] Nascimento, N.O.; Heller, L. Ciência, tecnologia e inovação na interface entre as áreas de recursos hídricos e saneamento. Engenharia Sanitária e Ambiental, 2005. [10] Naval, L.P; Couto, T.C. Remoção de nitrogênio amoniacal em sistemas anaeróbios. In: AIDIS Asociacíon Interamericana de Ingenieria Sanitaria y Ciencias Del Ambiente. 2005, Assunción. Avanzando hacia lós objetivos del milênio em el marco de

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la ingenieri sanitária ambiental. Congreso Regional. [11] Philippi JR, A. Saneamento, saúde e ambiente. 2a edição. São Paulo: Manole. 2005. [12] Schlusaz, M. Avaliação da eficiência da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE – Ronda, Ponta Grossa – PR) através da análise de parâmetros físico-químicos. Trabalho de Conclusão de Curso – Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Ponta Grossa, 2014. [13] Tosetto, M.S. Tratamento Terciário de esgoto sanitário para fins de reúso urbano. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Engenharia Civil, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2005. [14] Tucci, C.E.M.; Hespanhol, I.; Netto, O. de M. C. A gestão da água no Brasil: uma primeira avaliação da situação atual e das perspectivas para 2025. Brasília: Agência Nacional da Água, 2000. [15] Tucci, C.E.M.; Bertoni, J.C. Inundações Urbanas na América do Sul. Porto Alegre: Associação Brasileira de Recursos Hídricos, 2003. [16] Von Sperling, M. Introdução à qualidade das águas e ao tratamento de esgotos. 3a edição. Belo Horizonte: UFMG, 1996.

Trabalho originalmente apresentado no 35º Encontro Técnico AESabesp/Fenasan Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente, realizado de 22 a 24 de outubro de 2024, em São Paulo.


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Conexão

Nivelamento de poços de visita e inspeção O trabalho mostra o uso de concreto seco ensacado no nivelamento de tampas dos ativos da Sabesp, em especial nos poços de visita e de inspeção da rede coletora de esgoto. A utilização do material busca acelerar a cura do concreto, garantindo a eficiência e confiabilidade do serviço acabado. Alex Pedro de Oliveira, Nixon Tomaz de Lima e Luis Aparecido de Oliveira, da Sabesp

O

sistema de esgotamento sanitário adotado no Brasil é o separador absoluto. Nele, o esgoto sanitário é encaminhado separadamente das águas pluviais, resultando em uma infraestrutura mais compacta, com tubulações de diâmetros significativamente menores. Esta característica confere diversas vantagens, incluindo obras de menor escala que, consequentemente, resultam em menores custos de implantação e manutenção. Por padrão, um ramal domiciliar de esgoto (início do sistema) possui um diâmetro nominal de 100 mm, enquanto a menor porção de uma galeria de águas pluviais começa com 400 mm. Na rede de esgoto, a concepção das tubulações, que na maior parte de sua malha tem um diâmetro de 200 mm, garante uma eficiência operacional impecável. Para que essa eficiência seja mantida, é essencial que a implantação do sistema seja rigorosamente fiel ao projeto, assegurando a inclinação adequada que proporciona a tração necessária para a autolimpeza. O material particulado que eventualmente iria se acumular nos ramais e redes coletoras de

esgoto tende a depositar-se no fundo das tubulações e poços de inspeção. Periodicamente, é necessário realizar a lavagem preventiva e a sucção do material para garantir a plena capacidade dos dutos. Para isso, o projeto prevê a instalação de Fig. 1 - Patologia de manutenção para os tampões de esgoto poços de inspeção a cada 80 m, no máximo, permitindo o acesso possui mais de 290.181 ligações de ao duto para inspeção e limpeza. esgoto (ramais domiciliares) distribuídas no sistema coletor, em um total É importante destacar que não são de 2214 quilômetros de redes. Estiutilizadas curvas na rede coletora de mamos a existência de pelo menos esgoto. Qualquer alteração na direção 27.678 poços de inspeção em opedo tubo, por menor que seja, é realizaração. da por meio de conformação hidráuBoa parte dessas singularidades lica ou através de anteparos civis que estão distribuídas em ruas de bairros direcionam o fluxo do esgoto dentro dos poços de inspeção. Isso garante com menor movimentação, permitina eficiência do escoamento e facilita a do que a manutenção seja sinalizamanutenção do sistema. da e realizada em períodos de cura Na UGR - Unidade de Gerenciamais curtos que o ideal, de 28 dias, mento Regional Alto Tietê, que atensem causar impacto significativo aos de os municípios de Itaquaquecetuba, transeuntes. Outra característica é que Arujá, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, esses poços nem sempre estão localiPoá, Biritiba Mirim, Salesópolis e uma zados no centro das vias ou nos pasporção de Mogi das Cruzes, a Sabesp seios, locais que estariam menos sujei-


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Fig. 2 - Tampão com laje embutida aplicada em nivelamento

Fig. 3 - Cisalhamento da aduela de concreto devido a recorte (quebra) para atender a altura

tos à pressão exercida pela passagem de pneus de veículos leves e pesados. O desafio da manutenção do nivelamento das tampas é uma constante, resultando em uma média de 150 serviços executados por mês. A Sabesp recebe solicitações tanto dos clientes, que relatam furtos das tampas ou barulho devido ao desgaste das borrachas de vedação, quanto do poder concedente, que exige a execução de manutenções em um prazo máximo de 48 horas (figura 1). A região atendida pela UGR Alto do Tietê, por sua proximidade com a capital paulista, possui uma população que utiliza os municípios como dormitório, resultando em um grande deslocamento de veículos próprios e meios de transporte públicos, como ônibus e vans, para a capital. Além

disso, a área abriga diversos portos secos, rodovias e acessos ao litoral norte, além de empresas cujas operações envolvem carretas pesadas e bitrens, que transitam pelos municípios. O material ao redor das tampas de esgoto, ao colapsar e se desagregar do pavimento, cai dentro do poço, ocasionando obstrução e, muitas vezes, a interrupção do fluxo. Essa situação, que demanda intervenção civil para restaurar a operacionalidade do trecho, geralmente realizada por meio de escavações e substituição da tubulação afetada. A Sabesp já tentou utilizar tampões embutidos nas lajes, otimizando a aplicação após a cura do concreto, porém os resultados, na maioria dos casos, não foram satisfatórios, pois eventualmente ocorre o colapso do concreto armado (figura 2).

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Atualmente, o POS - Procedimento Operacional de Serviços Operacionais 0085 estabelece as condições e parâmetros para execução dos serviços de descobrimento e nivelamento de singularidades, onde fica especificado, como diretriz, deixar as respectivas tampas ou tampões nas instalações de água ou esgoto niveladas com o pavimento existente ao redor delas, através da utilização de paredes de alvenaria ou aduelas de concreto. Conforme o procedimento, deve-se retirar o anel superior (última aduela) e assentar um novo até o nível adequado para apoio, ou preencher com tijolos ou concreto até atingir o nível necessário para receber o novo tampão. O Procedimento Operacional de Detecção, Descobrimento e Nivelamento de PV, PI e TL PO-SO0036 traz as mesmas diretrizes do PO-SO0085, porém com uma ressalva: manter o local do serviço sinalizado até a completa secagem (cura) do concreto, ou em caso de vias de tráfego intenso ou pesado fazer o uso de chapas de aço devidamente fixadas ao pavimento com grampos.


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Conexão Em locais de trânsito intenso ou pesado, embora seja preterida a execução aos finais de semana, as cerca de 15 horas de secagem não são suficientes para um MPA – Megapascal de 100%, que só chegará na condição ideal em 28 dias. Para se ter uma ideia, com Fig. 5 - Tampão nivelado com concreto seco ensacado (à esq.) três dias de cura o concreto chee posteriormente misturado ao pó xadrez preto (à dir.) Fig. 4 - Falta de acabamento gerando garia aos 60% de sua resistência perda de material para o interior à compressão, considerando um dos dutos poço veio a colapsar. Como não houagregado e uma umidade ideal, ve um acompanhamento da execução cos, resultando em obstrução pontucondição que não pode ser medida ou deste serviço por parte da fiscalização al ou colapso da rede (figura 4). gerada na beira da vala. A falta da cura da Sabesp, deduzimos que pode ter Em 2022, foi identificado que as total do concreto para receber as cargas sido utilizada uma quantidade de água que estão dispostas na via gera retrabaprefeituras estavam utilizando um mainadequada na mistura, o que gerou a lho e pode culminar em sinistros. terial para os nivelamentos dos poços patologia. das galerias de águas pluviais, que Durante o procedimento de nivelaDentro do contexto apresentado, é mento da ferragem dos tampões, são conferia rápida secagem e promovia possível pautar a redução de retrabautilizados tijolos e massa preparada à um acabamento bastante uniforme lhos e poços “viciados” que, por conta mão, sem nenhum controle de quacom o pavimento existente. da movimentação pesada, recebiam lidade, ou ainda desbastada (quebraO produto é preparado na obra e já manutenções mensais constantes. da) a aduela de forma que atenda a vem pronto para uso, com a adição do O uso do concreto seco ensacado volume prescrito de água. A homogealtura necessária. Ocasionalmente, são também está vinculado à redução de neização do concreto é realizada denaplicados pedaços de blocos que, por resíduos, pois a sua aplicação é praticaestarem já quebrados, não possuem a tro da própria embalagem, evitando mente limpa e resulta em garantia de resistência necessária para a pressão contaminação ou desperdício. Em cerestabilidade, retrabalhos, bem como tratativa, gerando colapso e desagregaca de 1 minuto, a solução está pronta. intervenções em áreas menores. ção. Posteriormente, além da incorpoFoi observado que a cor resultante Atribuímos ainda um resultado poração de material particulado à rede, do trabalho destoava do pavimento sitivo ao IORC - Indicador de Obstrupode ocorrer o arriamento do tampão a existente, por isso foi testada a incorção de Rede de Esgoto, que está 22% curto prazo e, por vezes, gera sinistros. poração à massa pronta, de corante menor que o ciclo anterior. Quando a A utilização de chapas de aço caiu em preto tipo pó xadrez, com resultado estrutura superior do poço entra em desuso por conta de acidentes e furtos, surpreendente (figura 5). O produto colapso e gera transbordo, acaba por sendo impraticável a sua aplicação. Ouquímico não demanda equipamendemandar uma manutenção corretiva, tro fator relevante é o número diário de tos especiais de proteção. o que acentua o indicador. serviços de nivelamento e conserto de Por fim, além de garantir a estabilipoços, o que geraria dezenas de chapas dade e integridade do tampão rapidaConclusão espalhadas pelos municípios. mente, a solução possibilita a finalizaA utilização efetiva do concreto Devido à falta de resistência antes ção do serviço no mesmo dia, gerando do exercício de tração sobre as tampas, seco ensacado é viável e poderia ser valor ao IGQ - Índice Geral da Qualidapode ocorrer o cisalhamento da adueestabelecida em NTS - Norma Técde no requisito de prazo de reposição. la que já estava comprometida com a nica Sabesp a aplicação obrigatória Regularmente, os serviços de concluquebra para regulagem da altura do em vias de circulação intensa. De são com asfalto quente são reprovados, todos os nivelamentos executados pavimento (figura 3). Como não há pois usualmente a ferragem não está em vias de trânsito rápido e intenso preenchimento da porção inferior com de acordo por ter sido deslocada pela monitorados, somente um exigiu rematerial adequado, o elemento sólido passagem de veículos e ou caminhões, trabalho pois o material ao redor do pode cair com a trepidação e solavanpostergando a conclusão da obra.


Congresso Nacional de Saneamento e Meio Ambiente

Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente


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Produtos Sopradores O soprador tipo roots da espanhola Pedro Gil é um compressor volumétrico de lóbulos sem compressão interna. A compressão ocorre mediante o refluxo de uma parte do gás retirado da des‑ carga e enviado ciclicamente nas câmeras que formam seu interior. Já a pressão é determinada pela perda de carga gerada pelo sistema. A solução pode ope‑ rar em pressões de até 1000 mbar ou em vácuo em até 500 mbar. Co‑ mercializado pela VazFlux, representante oficial da Pedro Gil no Brasil. Site: www.vazflux.ind.br

Potabilização A ATAG Water Solutions for‑ nece sistemas de potabiliza‑ ção. Eles podem incluir tec‑ nologias como clarificadores, filtros de areia, membranas de ultrafiltração e sistemas de desinfecção, como cloração ou ozoniza‑ ção. A companhia oferece suporte técnico especializa‑ do para operação e manu‑ tenção de suas soluções. Site: www.atagwatersolutions.com

Analisadores Os analisadores da linha Multi, da Augen, são proje‑ tados para oferecer flexibi‑ lidade e desempenho para monitoramento de trata‑

mento de água. A solução modular, para grandes e pequenas produ‑ ções, é capaz de analisar, via tecnologia IoT – Internet das Coisas, dois ou mais parâme‑ tros, sem dosagem química. Alguns exemplos de combi‑ nações incluem turbidez + cor, cloro livre + fluoreto, pH + cloro livre, além de opções personalizadas conforme a necessidade do cliente.

Unidade terminal remota

Hidrômetro ultrassônico

A Schneider Electric anunciou uma nova funcionalidade de cibersegurança para tecno‑ logia operacional (OT) nos modelos SCADAPack 470i e 474i. Os recursos de controle baseado em funções (RBAC) auxiliam na conformidade

A FAE Sistemas de Medição lançou o hidrômetro ultrassô‑ nico FCX. Fornecidos com DN 15/20 e DN 25, os hidrômetros são conhecidos por sua durabilidade, com até 10 anos de vida útil de bateria. Sem trechos retos de entrada e saída e baixa perda de carga, podem ser instala‑ dos em qualquer orientação, proporcionando baixa perda de carga.

Site: https://augenengenharia.com/

Estação pluviométrica A estação pluviométrica PCD-P5, da RoMiotto, é uma solução integrada, onde o datalogger e pluviômetro compõem um único bloco. O datalogger possui memó‑ ria não volátil para 36 meses, modem integrado com tec‑ nologia NB IoT ‑ Internet das Coisas (faixa de 700 MHz) LTE Cat‑M/GSM ‑ GPRS e grau de proteção IP66. A so‑ lução apresen‑ ta um sistema de alimentação com baterias de lítio não recarregáveis, que proporcionam autono‑ mia para operações remotas por um período de cinco anos. O pluviômetro de bás‑ cula TBRG ‑ Tipping‑Bucket Rain Gauge tem área de cap‑ tação de 314 cm² e cumpre integralmente as diretrizes da Organização Mundial de Meteorologia (WMO). Site: https://www.romiotto.com.br/

com as regulamentações de proteção cibernética na borda. O SCADAPack 470i apresenta integração com ferramentas de segurança de TI e OT padrão, com suporte para firewall IP, NAT, e auten‑ ticação segura DNP3. Site: https://www.se.com/br/pt

Caminhões pipa Os caminhões pipa 100% elétricos da XCMG são des‑ tinados ao transporte de água, controle de poeira, compactação, umectação de solo e controle de incêndio. Fabricados em veículos fora de estrada e rodoviário (mo‑ delos XDR80TE e E7-29R), apresentam capacidade volu‑ métrica de 25 mil e 50 mil L,

bomba centrífuga com vazão de 1000 L/min e caminhão com alcance de até 50 m controlados por joystick. Site: www.xcmg-america.com

Site: www.fae.com.br

Bombas centrífugas A linha de bom‑ bas centrífugas em linha D1130 e D1131, da Flowserve, foi desenvolvida conforme critérios de modularidade, possibilitando ampla faixa de seleção que excede os limites da norma ANSI. Por ser um equipamento de montagem vertical, possui vantagens como o layout simplificado devido à ne‑ cessidade de pequena área para instalação; montagem em linha, o que dispen‑ sa curvas na tubulação e fundações especiais de concreto; e acesso às partes girantes sem a desconexão dos flanges. As bombas fo‑ ram projetadas para operar na faixa de vazões até 350 m3/h e alturas mano‑ métricas totais até 180 m. Site: https://www.flowserve.com/ pt-br/


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Publicações Detecção de vazamentos – A Stattus4 disponibilizou a obra A Água Fala: O que é o Ruído que Detecta Vazamentos, com foco na importância dos ruídos para a detecção de vazamentos invisíveis. No e-book, o leitor aprenderá como os sons gerados pelo fluxo da água nas tubulações podem indicar vazamentos, o que permite detectá-los sem a visualização direta. Com um histórico dos tipos de abordagem, indo desde as manuais às mais avançadas, com tecnologias como IA – Inteligência Artificial e IoT – Internet das Coisas aplicadas no saneamento, o guia ainda apresenta as melhores práticas para garantir a qualidade na captura dos áudios coletados. Com 19 páginas, o e-book pode ser baixado no site: https://abrir.link/XKFxZ. IA e meio ambiente – A publicação Vale a Pena Perguntar: Inteligência Artificial e Meio Ambiente traz um compilado com perguntas e respostas extras das entrevistas com Dora Kaufman, Glauco Arbix, Patrícia Iglecias e Roberto Waack feitas para a série do YouTube Vale a Pena Perguntar, produzida pela Fundação Fernando Henrique Cardoso. A obra aborda temas como o momento em que o impacto ambiental da IA –

Inteligência Artificial é notado, como essa tecnologia pode se tornar mais sustentável, de que maneira é possível construir uma regulação ambiental adaptável para tecnologias emergentes como IA, entre outros assuntos. Organizado por Alice Noujaim, Beatriz Kipnis e Isabel Penz, o e-book de 23 páginas pode ser baixado no site: https://abrir.link/nILJG. Contratos – A ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico publicou o manual sobre a NR – Norma de Referência n° 5/2024, que trata da matriz de riscos para contratos de prestação de serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário. O material, produzido com apoio do BID - Banco Interamericano de Desenvolvimento, é destinado às ERIs - Entidades Reguladoras Infranacionais, aos titulares e demais responsáveis pela prestação desses serviços. Entre os pontos abordados na NR nº 5/2024,

destacam-se as diretrizes para a elaboração da matriz de riscos, a aplicação em contratos futuros licitados e em contratos existentes não licitados. Os requisitos para comprovação da adoção da norma de referência também fazem parte do documento, que apresenta, ainda, a repartição dos riscos previstos na matriz proposta. Com 42 páginas, o guia pode ser acessado pelo link: https://abrir.link/nPrEo. Gestão – O TCE/SC - Tribunal de Contas de Santa Catarina elaborou uma cartilha para esclarecer as principais dúvidas dos gestores em relação aos aspectos técnicos e jurídicos da gestão dos serviços públicos do setor. Com informações sobre, por exemplo, de quem é a titularidade do serviço de saneamento básico; como fazer a gestão de resíduos sólidos; e quais os pressupostos de planejamento da drenagem urbana. O material de 90 páginas é resultado de estudos técnicos feitos por servidores da DEC - Diretoria de Empresas e Entidades Congêneres e revisadas por um grupo de trabalho. A publicação pode ser acessada pelo link: https://abrir.link/mFJVt.

Índice de anunciantes 23

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Saneamento em Pauta Agostinho Geraldes, Presidente da AESabesp

O

acesso ao saneamento básico é um dos pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável, a promoção da saúde pública e a redução das desigualdades sociais. No entanto, o Brasil ainda convive com um déficit estrutural nesse setor, refletido em indicadores alarmantes e profundas disparidades regionais. A universalização dos serviços de saneamento é um desafio complexo, que exige articulação intergovernamental, investimentos robustos e políticas públicas integradas. De acordo com a Lei nº 11.445/ 2007, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, esse conjunto de serviços envolve quatro componentes principais: abastecimento de água potável; coleta e tratamento de esgoto sanitário; limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos; e drenagem e manejo das águas pluviais. A ausência ou precariedade desses serviços está diretamente associada a impactos negativos em saúde, meio ambiente, economia e qualidade de vida urbana. Segundo o último relatório do SNIS Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, aproximadamente 83% da população brasileira tem acesso à rede de abastecimento de água, apenas 56% é atendida por coleta de esgoto e pouco mais de 50% do esgoto gerado é de fato tratado. A realidade é ainda mais crítica nas regiões Norte e Nordeste, onde a cobertura é substancialmente inferior à média nacional. Esses números revelam não apenas um atraso histórico na implementação de infraestrutura, mas também a fragmentação das polí-

ticas públicas e a dificuldade de integrar o planejamento urbano com a expansão dos serviços básicos. A promulgação do marco legal do saneamento (Lei nº 14.026/2020) representa um ponto de inflexão na política de saneamento no país. A nova legislação visa ampliar a participação da iniciativa privada, promover a regionalização dos serviços e impor metas concretas de universalização: até 2033, 99% da população deve ter acesso à água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto. Para viabilizar essas metas, o marco prevê a obrigatoriedade da licitação pública para a prestação dos serviços, promovendo maior competitividade e eficiência. A ANA - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico assume um papel estratégico na regulação do setor, estabelecendo normas de referência para garantir qualidade, eficiência e sustentabilidade econômico-financeira. No entanto, a implementação enfrenta desafios significativos, como a dificuldade de estruturação de blocos regionais, resistência de operadores públicos, insegurança jurídica e assimetrias de capacidade técnica entre os entes federativos. Nas cidades brasileiras, o problema do saneamento está diretamente associado ao processo de urbanização desigual e ao crescimento desordenado de áreas periféricas. A ausência de planejamento urbano adequado resultou em milhares de assentamentos informais, sem infraestrutura básica e frequentemente localizados em áreas ambientalmente frágeis. Essas populações convivem com esgoto a céu aberto, contaminação de ma-

nanciais, alagamentos recorrentes e alto índice de doenças de veiculação hídrica. O enfrentamento desses desafios exige uma abordagem territorializada das políticas públicas, com integração entre urbanismo, saúde, habitação e meio ambiente. A superação do déficit em saneamento no Brasil exige uma atuação coordenada entre União, estados e municípios, com apoio técnico e financeiro contínuo. A adoção de instrumentos de planejamento regionalizado, o fortalecimento das capacidades institucionais locais e a mobilização de investimentos, públicos e privados, são caminhos essenciais. Além disso, é necessário garantir mecanismos de controle social, transparência na regulação e participação das comunidades na formulação e acompanhamento dos projetos. O saneamento, mais do que uma meta de infraestrutura, deve ser compreendido como um vetor estruturante do desenvolvimento urbano e da justiça social. A universalização do saneamento no Brasil é uma meta ambiciosa, mas imprescindível. O marco regulatório cria oportunidades, mas também impõe responsabilidades aos diferentes atores envolvidos. As cidades brasileiras, diante de seus desafios históricos e contemporâneos, precisam incorporá-lo como prioridade política e técnica. Em última instância, saneamento não é apenas uma questão de infraestrutura, mas também de dignidade. Agostinho Geraldes é engenheiro civil, com pós-graduação em Engenharia de Saneamento pela Faculdade de Saúde Pública do Estado de São Paulo. Atualmente é Diretor de Manutenção Estratégica da Sabesp e Presidente da AESabesp - Associação dos Engenheiros da Sabesp. Esta seção é dedicada a reflexões sobre o setor de saneamento no Brasil e seus desafios. Os artigos são elaborados pelo Corpo Diretivo das principais entidades de saneamento do país. país.


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