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Revista FotoVolt Julho

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Transformadores Seco WEG

Solução ideal para conectar sistemas fotovoltaicos à rede elétrica

A WEG desenvolve produtos que impulsionam energias provenientes de fontes renováveis. Combinando tecnologia, confiabilidade e alto desempenho, os transformadores seco WEG garantem a conexão segura e eficiente entre os parques solares e a rede elétrica, com resistência diante das variações de carga e temperatura.

Benefícios: Customizáveis para atender às diferentes configurações de inversores, skids e tensões da rede; J Isolamento em resina epóxi, proporcionando elevada confiabilidade operacional; J

www.weg.net

Design compacto otimizando o aproveitamento do espaço; J Baixo custo de manutenção aliado à alta eficiência energética; J Projeto otimizado para flutuações típicas da geração, causadas por variações rápidas da irradiação solar. J


Sumário

Carta ao leitor 4 Notícias 8

Proteção 14 Efeitos das sobretensões transitórias nos módulos e diodos de by-pass As descargas atmosféricas representam um risco relevante para sistemas fotovoltaicos e devem ser consideradas tanto no dimensionamento das medidas de proteção quanto na avaliação econômica dos empreendimentos. O artigo apresenta dois estudos conduzidos no IEE/USP sobre os efeitos de sobretensões transitórias induzidas por descargas indiretas em módulos fotovoltaicos, com foco nos diodos de by-pass.

Guia 22 Transformadores elétricos para instalações fotovoltaicas Os transformadores são componentes essenciais para a adequação dos níveis de tensão e a integração de sistemas fotovoltaicos à rede elétrica. O guia reúne fornecedores e apresenta equipamentos com diferentes faixas de potência, tensões nominais, tipos de isolação, graus de proteção e conformidade com normas técnicas, entre outras características técnicas.

Congresso e feira 24 Solar, baterias, eletromobilidade e redes: os caminhos da transição no The smarter E A reportagem destaca os principais temas dos congressos, as atrações das exposições e a programação paralela da Intersolar South America, Eletrotec+EM-Power, ees South America e Power2Drive South America 2026, reunidas sob o grande hub de inovação energética The smarter E South America.

Colunas

Fios & fatos 32 Projeto & Instalação 34 Veículos elétricos 38 Solar FV em foco 42 Seções

Produtos 40 Publicações 41 Índice de anunciantes 41

Capa Helio Bettega Foto: CandyRetriever/shuttherstock As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por FotoVolt, podendo mesmo ser contrárias a estas.


Carta ao leitor

O futuro já está em exposição Jucele Reis, Editora

G

randes eventos costumam funcionar como um retrato do momento vivido pelo setor. Além de apresentar lançamentos, eles ajudam a identificar quais tecnologias amadureceram, quais desafios permanecem e para onde caminham os investimentos. A edição 2026 da The smarter E Europe, realizada em Munique, reforçou uma percepção que vem se consolidando nos últimos anos: a transição energética deixou de ser uma discussão centrada apenas na expansão das fontes renováveis para se concentrar na integração entre diferentes tecnologias. O desafio já não é demonstrar que as energias renováveis são competitivas, mas como operá-las de forma confiável, flexível e disponível durante as 24 horas do dia. Para isso, armazenamento, digitalização, inteligência dos sistemas elétricos, eletromobilidade e gestão ativa das redes passam a ocupar posição tão relevante quanto a própria geração solar. Essa mudança ficou evidente nas soluções apresentadas ao mercado. Sistemas fotovoltaicos híbridos, baterias, usinas virtuais, recarga inteligente de veículos elétricos, gerenciamento digital da energia e novos recursos para operação das redes apareceram como partes de uma mesma arquitetura energética, cada vez mais integrada. Embora o Brasil viva uma realidade diferente da europeia, muitos dos desafios começam a convergir. Curtailment, modernização das redes, flexibilidade operacional, armazenamento de energia, inteligência na distribuição e novos modelos de gestão já fazem parte da agenda regulatória e técnica do setor elétrico nacional. A diferença é que o País ainda está construindo parte desse caminho. É justamente esse cenário que orienta a programação da The smarter E South America 2026, que será realizada de 25 a 27 de agosto em São Paulo, SP. Reunindo as feiras e congressos Intersolar South America, ees South America, Power2Drive South America e Eletrotec+EM Power South America, o evento traz para o debate brasileiro os principais temas que hoje moldam a evolução do setor energético mundial. Nesta edição de FotoVolt, antecipamos parte dessas discussões e destacamos alguns dos painéis que abordarão questões como armazenamento, redes inteligentes, qualidade das instalações, eletromobilidade, inteligência artificial, infraestrutura elétrica e integração entre geração distribuída e novos recursos energéticos. Compreender essas transformações tornou-se uma necessidade para empresas e profissionais que atuam em um mercado cada vez mais conectado. Os próximos anos deverão ser definidos pela capacidade de integrar tecnologias, aumentar a flexibilidade do sistema e transformar consumidores em participantes ativos da operação elétrica.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Editora: Jucele Menezes dos Reis (jornalista responsável – Reg. MTb. 0048092/SP) CONSELHO EDITORIAL Celso L.P. Mendes João Gilberto Cunha Mauro Crestani PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett – eliane.giacomett@arandaeditora.com.br; Ivete Lobo – ivete.lobo@arandaeditora.com.br REPRESENTANTES BRASIL: Interior de São Paulo: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista; cel. (41) 99728-3060; romildo@arandaeditora.com.br Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva – Tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 98179-9661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES: China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 55-3-703 Guan Lane, Hangzhou, Zhejiang 310003; tel.: +86-571 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker – Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal; tel.: +49 202 27169 13; fax: +49 202 27169 20; www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy: Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 – 20148 Milan; tel.: +39 2 3921 6180; fax: +39 2 3921 7082; grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina – Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073; tel: +81-(0)3-3263-5065; fax: +81-(0)3-3234-2064; aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn – 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu, Seoul 134-070; tel: +82 2 481-3411; fax: +82 2 481-3414; jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Rico Dormann – Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon; tel.: +41 44 720-8550; fax: +41 44 721-1474; dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King – 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1, Taichung, 408; tel.: +886 4 2325-1784; fax: +886 4 2325-2967; global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden): Mr. Edward J. Kania – Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA; tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188; ekania@btinternet.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY, 11566-5209; tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568; arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Helio Bettega Netto DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva CIRCULAÇÃO: Clayton Santos Delfino Tel.: (11) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima TIRAGEM: 10.000 exemplares FotoVolt é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. Tel.: +55 (11) 3824-5300; Fax: +55 (11) 3666-9585 em@arandaeditora.com.br – www.arandaeditora.com.br ISSN 2447-1615


www.TheSmarterE.com.br

EXPO CENTER NORTE, SÃO PAULO, BRASIL

— A maior alia nça de feiras para o setor energético da América Latina

TRÊS DIAS PARA CONECTAR O FUTURO DA ENERGIA Os principais debates, tendências e soluções que estão transformando o setor energético na América Latina.

PLANEJE SUA VISITA. ESCOLHA SUAS TRILHAS PARTICIPE DAS DISCUSSÕES QUE VÃO MOVER O MERCADO


25–27 AGO 2026 2026

Expo Center Norte · São Paulo

O FUTURO DA ENERGIA SE DECIDE AQUI O MAIOR ENCONTRO DA CADEIA DE ENERGIA RENOVÁVEL DO CONTINENTE 41 sessões técnicas em 3 dias. Pesquisadores, reguladores, operadores e investidores debatendo solar, armazenamento (BESS), hidrogênio verde, mobilidade elétrica e infraestrutura elétrica

PROGRAMA GERAL

INTERSOLAR

EES

POWER2DRIVE

ELETROTEC+EM-POWER

D IA 1 · TERÇA 25/08 25/0 8 10:00–12:00 Cerimônia de Abertura do Congresso The smarter E South America Programa Geral · Cantareira 3-5

14:30–15:30 Painel de normalização técnica I Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

14:00–15:30 Solar, Armazenamento e Hidrogênio: Construindo Sistemas Energéticos Renováveis Flexíveis ees · Cantareira 2

14:00–15:30 Panorama estratégico da transformação do setor elétrico brasileiro Intersolar · Cantareira 3-5

16:00–17:30 Novas estratégias para um setor elétrico em transformação: desafios operacionais Intersolar · Cantareira 3-5

16:00–17:30 Painel de normalização técnica II Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

17:30–20:00 The smarter E South America Coquetel de Networking Programa Geral · Área de Networking

16:00–17:30 Hidrogênio Renovável: Modelos de Negócio, Mercados e Demanda Industrial ees · Cantareira 2

D IA 2 · QU Q U AR ART TA 26/08 26/0 8 09:00–10:30 Energia renovável distribuída na rede elétrica: oportunidades e desafios Intersolar · Cantareira 4-5

09:00–10:30 Agregando demandas de grande escala: data centers, H2 verde, mobilidade, eletrificação Intersolar · Cantareira 3

09:00–10:30 Flexibilidade, potência e serviços ancilares o papel do BESS de grande porte no SIN ees · Cantareira 2

09:00–10:30 Proteção contra descargas atmosféricas e DPS Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

11:00–12:30 Soluções de integração à rede e flexibilidade na geração distribuída Intersolar · Cantareira 4-5

11:00–12:30 Energia solar fotovoltaica em grande escala: investimentos e curtailment Intersolar · Cantareira 3

14:00–15:30 Inteligência artificial e inovação tecnológica em sistemas elétricos Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

11:00–12:30 Sinalização de preços horária e locacional estratégias de uso do BESS

16:00–17:30 O futuro da engenharia solar e as tendências emergentes Intersolar · Cantareira 4-5

ees · Cantareira 2

11:00–12:30 Proteção contra descargas atmosféricas e DPS (cont.) Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

14:00–15:30 Previsão com IA, monitoramento e O&M inteligente para usinas solares Intersolar · Cantareira 3

14:00–15:30 Experiências no desenvolvimento do segmento agrovoltaico

16:00–17:30 Modelos de negócios emergentes para armazenamento ees · Cantareira 2

16:00–17:30 Solar e BESS: soluções integradas para um sistema energético resiliente Intersolar · Cantareira 3

16:00–17:30 Segurança elétrica, qualidade e gestão de risco Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

Intersolar · Cantareira 4-5

14:00–15:30 Recursos Energéticos Distribuídos, agregadores e usinas virtuais ees · Cantareira 2

D IA 3 · QUINT QUIN TA 27/08 27/0 8 09:00–10:30 Grandes consumidores, data centers e telecom — aplicações do armazenamento ees · Cantareira 2

11:00–12:30 Tributação, financiamento e estruturação contratual do armazenamento ees · Cantareira 2

09:00–10:30 Redes de recarga em escala: dados, energia e operação real

11:00–12:30 Qualidade, segurança, riscos e confiabilidade na energia solar FV

Power2Drive · Cantareira 3

Intersolar · Cantareira 4-5

09:00–10:30 A cadeia de valor da energia solar FV em transformação global Intersolar · Cantareira 4-5

09:00–10:30 Energia solar: instalações e comissionamento Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

14:00–15:30 Mercados fotovoltaicos ao redor do mundo Intersolar · Cantareira 4-5

14:00–15:30 Armazenamento de energia e grid zero Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

14:00–15:40 Infraestrutura elétrica Eletrotec+EM-Power · Cantareira 7

11:00–12:30 Energia solar: estratégias e armazenamento

16:00–17:30 O futuro da recarga: ultrarrápida, urbana e integrada

Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

14:00–15:30 Cadeias produtivas e industrialização do armazenamento de energia ees · Cantareira 2

Power2Drive · Cantareira 3

16:00–17:30 Segurança, confiabilidade e longevidade do armazenamento de energia ees · Cantareira 2

11:00–12:30 A experiência que define a adoção da mobilidade elétrica

14:00–15:30 Frotas elétricas no mundo real: onde a teoria encontra a operação

Power2Drive · Cantareira 3

Power2Drive · Cantareira 3

16:00–17:30 O lado social da energia solar, ESG e geração de empregos Intersolar · Cantareira 4-5

16:00–17:30 Mobilidade elétrica

Eletrotec+EM-Power · Cantareira 6

Inscreva-se no Congresso

Visite a Feira Gratuitamente


CONHECIMENTO QUE GERA CONEXÕES E RESULTADOS CONFERÊNCIAS ESTRATÉGICAS

EVENTOS ABERTOS AO PÚBLICO

MINICURSOS E TREINAMENTOS

Painéis com especialistas sobre mercado, tecnologia, regulação e aplicações reais.

Palcos de inovação com apresentações, experiências e tendências do setor.

Conteúdo técnico aplicado para integradores, projetistas, instaladores e empresas.

DIA 1 · TERÇA 25/08 13:00–18:00

PROGRAMA GERAL

Palco de Inovações e Aplicações — Pavilhão Vermelho Palco de Inovações · Pavilhão vermelho

INTERSOLAR

13:00–18:00

EES

POWER2DRIVE

ELETROTEC+EM-POWER

Palco de Inovações e Aplicações — Pavilhão Azul Palco de Inovações · Pavilhão azul

DIA 2 · QUARTA 26/08 10:00–13:00

BIPV na Arquitetura: Processo de Projeto, Tecnologia e Mercado

13:00–17:00

Palco de Inovações e Aplicações — Pavilhão Azul Palco de Inovações · Pavilhão azul

Evento paralelo · 1º andar Santana 1

10:00–12:00

Sistemas Fotovoltaicos Existentes em Risco: Diagnóstico e Correção

13:30–15:30

Minicurso · 1º andar Jaçanã 3

Minicurso · 1º andar Jaçanã 2

16:00–18:00 10:00–12:00

Pós-venda fotovoltaico: lucrando com consultoria de faturas de energia Minicurso · 1º andar Jaçanã 3

Modelagem e estratégias de operação para redes de recarga Minicurso · 1º andar Jaçanã 3

17:00–18:30 13:00–18:00

Nova NR-10: O que mudou e como adequar sua empresa antes que comece a gerar punição

Palco de Inovações e Aplicações — Pavilhão Vermelho

Prêmio EUPD Research & Intersolar Installer Brasil 2026! Premiação · Pavilhão azul (B3.11)

Palco de Inovações · Pavilhão vermelho

DIA 3 · QUINTA 27/08 10:00–12:00

Aplicação do BESS no mercado comercial e industrial para integradores

13:30–15:30

Minicurso · 1º andar Jaçanã 3

13:00–18:00

13:00–18:00

Palco de Inovações e Aplicações — Pavilhão Vermelho Palco de Inovações · Pavilhão vermelho

Palco de Inovações e Aplicações — Pavilhão Azul Palco de Inovações · Pavilhão azul

Aterramento: onde, como e porquê — evitando conceitos equivocados Minicurso · 1º andar Jaçanã 3

16:00–18:00

Como a NBR 16384 te auxilia na aplicação da NR-10 Minicurso · 1º andar Jaçanã 3


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Notícias

FotoVolt - Julho - 2026

Brasil cai no ranking dos maiores mercados fotovoltaicos

mecanismos de reconhecimento 350 329 de receitas às ba300 250 terias, na moderO relatório “Global Market Outlook 200 nização tarifária For Solar Power 2026 – 2030”, elabo150 100 e na regulação rado pela SolarPower Europe, aponta dos sistemas de que o Brasil perdeu uma posição no 45.7 43.2 50.0 50 30.7 armazenamento ranking global e caiu para o quinto 17.4 17.4 14.5 18.9 11.3 9.3 8.4 2.8 6.9 5.6 6.4 6.1 5.8 6.2 de energia elétrilugar entre os maiores mercados fo0 China Índia Estados Alemanha Brasil Espanha Arábia França Itália Japão ca também junto tovoltaicos do mundo, ficando atrás Unidos Saudita 2025 2024 aos consumida China, Índia, Estados Unidos e Fonte: SolarPower Europe, 2026 dores, atrás do Alemanha. O relatório informa que o Relatório da SolarPower Europe mostra que País adicionou 14,5 GWp em 2025, com queda de medidor, como Brasil adicionou, em 2025, 14,5 GWp 23% ante o acréscimo do ano anterior já ocorre em dide potência de pico da fonte solar, o 305 bilhões em investimentos acumulaversos países do mundo. que representa queda de 23% ante aos dos, que geraram mais de 2,1 milhão de O relatório completo pode ser 18,9 GWp acrescentados em 2024. O empregos verdes no País desde 2012”, acessado no site https://www. trabalho contou com a participação da diz o comunicado. Absolar - Associação Brasileira de Enersolarpowereurope.org/insights/ O relatório informa também que a gia Solar Fotovoltaica na construção do outlooks/global-solar-marketÍndia assumiu a segunda colocação em conteúdo. outlook-2026-2030. termos de potência adicionada no ano, Os dados do estudo consideram a ultrapassando pela primeira vez os somatória das grandes usinas fotovolEUA. Já quanto à penetração per capita taicas e dos sistemas de geração solar da energia fotovoltaica, a líder dispadistribuída de pequeno e médio portes, rada continua sendo a Austrália, com com base na potência total adicionada cerca de 1,7 kW para cada cidadão. ao longo de 2025. O estudo utiliza a O ONS - Operador Nacional do Depois vêm os Países Baixos, com mais unidade de potência de pico (Wp) e não Sistema Elétrico anunciou ter recede 1,5 kW por habitante, e a Alemanha, de potência nominal instalada (Wca), bido 223 solicitações de adesão ao registrando acima de 1 kW per capita que é a utilizada nos dados divulgados mecanismo excepcional e voluntário nos últimos dois anos. publicamente pelos órgãos oficiais brapara a rescisão amigável de Contratos “Se aplicássemos os 1,7 kW da Aussileiros. de Uso do Sistema de Transmissão trália aos 213 milhões de habitantes Segundo a Absolar, a perda de (CUST), dentro do escopo da Resoludo Brasil, seriam impressionantes 362 posição no ranking global está diretação Normativa (REN) 1.157/2026 da GWp. Mas, no caso brasileiro, a opemente relacionada com os cortes de Aneel - Agência Nacional de Energia ração do Sistema Interligado Nacional geração renovável sem ressarcimento Elétrica. Os pedidos estão passando chegou a um ponto de inflexão. O aos empreendedores e aos obstáculos por avaliação da documentação apresistema elétrico nacional cresceu em de conexão da geração distribuída, sob sentada para habilitação no processo geração renovável solar, eólica, hídrica a alegação de incapacidade das redes e e aqueles habilitados serão encamia fio d’água, biomassa e biogás, porém inversão de fluxo de potência. “Adicionhados para a Aneel, que decidirá sem o correspondente nalmente, o mercado solar enfrentou investimento em mecaum cenário macroeconômico desfavonismos de flexibilidade, rável, como alto custo de capital, volaarmazenamento de enertilidade do dólar e alíquotas elevadas gia elétrica e controle de no imposto de importação de equipacarga”, afirmou Bárbara mentos fotovoltaicos”, diz uma nota da Rubim, presidente do associação. Conselho de AdministraAtualmente, a fonte solar é a segunção da Absolar. Já Rodrigo da maior na matriz elétrica nacional, Sauaia, CEO da Absolar, com 70 GWca em operação no Brasil, disse que o Brasil precisa que representam 26,2% de toda a capacaminhar urgentemente cidade instalada. “O setor fotovoltaico Solicitações de usinas FV somam 9,3 GW; projetos eólicos (0,3 GW) e de gerano aprimoramento dos brasileiro é responsável por mais de R$ ção térmica (1,9 GW) também pediram anistia Ranking mundial da fonte solar adicionada em 2025 (em GWp)

GW

400 382

211 projetos solares pedem rescisão do CUST


Notícias

FotoVolt - Julho - 2026

Plano Safra prevê recursos para armazenamento no campo

sobre a revogação das outorgas antes da rescisão dos contratos. Os 223 pedidos de rescisão amigável representam 11,5 GW. Desse total, 211 solicitações A nova edição do Plano Safra (9,3 GW) se referem a empreendimen2026/2027, anunciada pelo Ministério tos de geração solar, nove são relativas da Agricultura e Pecuária, prevê um a projetos eólicos (0,3 GW) e três a volume recorde de R$ 525,1 bilhões para empreendimentos de geração térmica investimentos no agronegócio brasileiro (1,9 GW). e traz avanços importantes para a tranA REN 1.157 foi publicada pela sição energética no campo. Os recursos Aneel em 2 de junho com o objetivo apoiam desde as despesas essenciais de estabelecer um segundo ciclo reguda produção até a modernização das latório para tratar de empreendimenpropriedades, com incentivo a armazetos que, embora tenham celebrado nagem, irrigação, inovação tecnológica, CUST, não iniciaram suas obras de aquisição de máquinas e equipamentos, implantação ou não entraram em opegeração de energia, sustentabilidade e ração comercial. A resolução permitiu gestão de risco. Entre as novidades está revogação de outorga de geração com a inclusão do financiamento de sistemas devolução das respectivas garantias de armazenamento de energia por bade fiel cumprimento; isenção de terias em algumas das principais linhas eventuais multas decorrentes de prode crédito do programa. cessos de fiscalização em andamento; Além do aumento de R$ 8,9 bilhões e autorização para o ONS rescindir nos recursos em relação à edição anteos CUST celebrados com essas cenrior, linhas como Inovagro e Prodecoop trais geradoras, sem aplicação dos passam a permitir investimentos em encargos rescisórios. sistemas de armazenamento de energia A medida visa corrigir distorções elétrica, fortalecendo projetos de geraresultantes da persistência de projetos ção renovável e ampliando a segurança sem viabilidade de implantação, em energética das propriedades rurais. Seconsequência do expressivo volume gundo a Absolar - Associação Brasileira de solicitações de outorga de geração de Energia Solar Fotovoltaica, a medida renovável quando da chamada “corrié fruto das contribuições feitas pela enda do ouro” ― o volume excepcional tidade ao Governo Federal e representa de solicitações verificado após a publium importante avanço para a modernicação da Lei 14.120/21, que estabelezação do setor agropecuário. ceu o fim do desconto de 50% das tariPorém o custo do crédito ainda refas de uso dos sistemas de transmissão presenta um desafio, observa a entidae distribuição (TUSD/TUST) para os de. “Embora as taxas tenham registrado projetos de energia renovável e defiuma redução média, variando entre niu que o benefício do desconto do fio 8% e 12,5%, frente ao intervalo de 8,5% só seria válido para os projetos que protocolassem o pedido de outorga até 2 de março de 2022. Os projetos que formalizaram interesse na adesão ao programa estão distribuídos em nove estados: Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte. Os maiores volumes de pedidos foram registrados em Edição 2026/2027 aumenta recursos para o agronegócio e passa a Minas (4 GW) e Bahia (2,8 GW). contemplar financiamento de sistemas de baterias

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a 14,5% da edição anterior, os juros seguem elevados, influenciados pelo atual patamar da taxa Selic”, afirma em comunicado. Atualmente o agronegócio brasileiro conta com 6,3 GW de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, em mais de 806,7 mil propriedades rurais, segundo levantamento da Absolar. “A sinergia entre o agro, a energia solar fotovoltaica e os sistemas de armazenamento é enorme. Essas tecnologias podem ser utilizadas no bombeamento e na irrigação de água, na refrigeração de carnes, leite e outros produtos, no controle de temperatura da produção de aves, na iluminação, em cercas elétricas, em sistemas de telecomunicações, no monitoramento das propriedades rurais e em diversas outras aplicações que aumentam a produtividade, a eficiência e a sustentabilidade no campo”, afirma a presidente do Conselho de Administração da entidade, Bárbara Rubim. Uma apresentação resumida do Plano Safra 2026/2027 está disponível em www.gov.br/agricultura/pt-br/ assuntos/politica-agricola/planosafra/2026-2027/apresentacao-planosafra-2026-2027/.

Financiamento para renováveis cresce 10,6% em 2025 O volume de financiamento para projetos de geração renovável no Brasil somou R$ 36,3 bilhões em 2025, resultado ainda 22% abaixo do pico histórico de R$ 46,3 bilhões registrado em 2022, segundo levantamento da Cela - Clean Energy Latin America, especializada em assessoria financeira e consultoria estratégica para o setor de transição energética. O dado revela que, apesar da alta de 10,6% sobre 2024, que também ficou abaixo do patamar de 2022, o setor de renováveis ainda não recuperou o patamar anterior à combinação de juros altos, modulação e curtailment que vem


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preços e desestimula investimentos. pesando sobre novos investimentos “Trata-se de um desafio técnico-operadesde 2023, diz a empresa em comunicional que outras tecnologias e formas cado à imprensa. de operação do sistema, como a eólica e O estudo considera os desembolsos o armazenamento, estão sendo chamarealizados pelas principais instituições das a resolver”, diz o comunicado da financeiras que atuam no financiaCela. Além disso, o curtailment atingiu mento da geração renovável no Brasil, em média 17,1% das usinas entre abril incluindo bancos públicos, privados, de 2024 e março de 2025. “A ausência cooperativas de crédito, fintechs e opede mecanismo de ressarcimento pelos rações estruturadas via mercado de cortes forçados é hoje uma das princapitais. Segundo a Cela, a queda em cipais travas regulatórias para novos relação ao pico de 2022 não é uniforme: investimentos”. reflete dinâmicas distintas em cada tecnologia, com a geVolume de financiamento, em milhões de reais ração distribuída solar 46.321 Total mostrando maior resiliEOL 9.266 ência, a geração centra37.655 UFV, GC 36.311 34.963 UFV, GD lizada solar sob pressão 32.843 11.668 BESS 12.532 crescente, a eólica em 15.105 11.128 8.955 25.536 recuperação após míni11.032 18.072 mo histórico em 2024, 8.985 12.494 10.545 10.442 e o armazenamento em 11.811 21.836 fase de estruturação re7.821 14.668 14.955 13.330 13.010 2.670 gulatória. 5.221 3.590 114 280 117 126 A geração distribuí2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 da solar manteve-se na Fonte: CELA Clean Energy Latin America, 2026 faixa de R$ 13 a 14,7 biVolume atingiu R$ 36,3 bilhões em 2025, mas resultado é 22% abaixo do pico histórico registrado em 2022 lhões entre 2023 e 2025, patamar inferior ao pico A energia eólica registrou R$ 12,5 bide R$ 21,8 bilhões de 2022 (ano da lhões em financiamentos em 2025, alta corrida pelo “direito adquirido” da Lei de 40% sobre 2024, recuperação após 14.300), mas consistentemente superior o mínimo da série histórica, quando o à geração centralizada solar em todos segmento também foi afetado por juros os anos recentes. Uma explicação para altos e curtailment. Atualmente os motoisso é que a simultaneidade entre geração e consumo mantém o payback da res do segmento são o mercado livre de GD atrativo para o consumidor. Outra energia e a autoprodução, que ampliarazão é a carteira remanescente de proram significativamente a base de projejetos remotos com direito adquirido: tos viáveis fora do ambiente regulado. usinas de geração compartilhada e auOs R$ 126 milhões registrados em toconsumo remoto protocoladas antes financiamentos BESS em 2025 marcam de janeiro de 2023 que continuaram crescimento frente o ano de 2024, sendo financiadas nos anos seguintes. mas estão ainda distantes do pico de Já a geração centralizada solar reR$ 280 milhões registrado em 2023, cuou de R$ 15,1 bilhões em 2022 para quando emissões de debêntures e FIPs R$ 9,0 bilhões em 2025. A empresa relevantes impulsionaram o segmento. aponta como motivos o aumento do O estudo aponta que os custos dos custo do capital, “com a Selic oscilansistemas de armazenamento recuaram do entre 13,75% e 14,25% nos últimos 90% desde 2010, com alguns modelos anos, o maior patamar desde 2016”, e caindo pela metade só em 2024, reduo excesso de oferta de energia da fonte zindo o valor financiado por unidade no período diurno, que pressiona os instalada mesmo com crescimento físico


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do mercado. A expectativa da Cela é que os primeiros leilões dedicados exclusivamente ao armazenamento, previstos para 2026, marquem uma nova fase de escala para o segmento, com impacto direto nos volumes de financiamento dos próximos estudos.

ISA entrega sistema para escoamento de energia solar A ISA Energia Brasil realizou recentemente a energização do Empreendimento Piraquê, um dos maiores projetos greenfield do setor de transmissão no Brasil. Com investimento de cerca de R$ 3,85 bilhões, o sistema foi entregue 16 meses antes do prazo estabelecido pelo regulador e vem ampliar a capacidade de escoamento de energia renovável gerada no norte de Minas Gerais e Espírito Santo, reforçando a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional.

Empreendimento adiciona 1140 km de linhas de transmissão ao Sistema Interligado Nacional Arrematado em 2022 ― lote 3 do Leilão de Transmissão nº 01/2022, receita anual permitida (RAP) de R$ 343,1 milhões (ciclo tarifário 2025/2026) ―, o empreendimento contempla sete novas linhas de transmissão de 500 kV e uma de 345 kV, que totalizam cerca de 1.000 km de extensão em Minas Gerais e no Espírito Santo, duas novas subestações (Janaúba 6 e Capelinha 3) e a ampliação de outras seis existentes (Jaíba, Janaúba 3, Governador Valadares 6, João Neiva 2, Viana e Viana 2). Ao longo das obras, o projeto gerou mais de 7.300 empregos diretos e indiretos, e impulsionou o desenvolvimento

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nologias ligadas ao hidrogênio verde. socioeconômico em diversas regiões dos Além da produção da molécula por Estados de Minas Gerais e Espírito Saneletrólise da água, o complexo conta to, disse a ISA Energia em comunicado. com uma microrrede de energia renoA execução “foi marcada pela adoção vável (composta por usina fotovoltaica de soluções inovadoras de engenharia e sistema de armazenamento de enere construção, incluindo o uso inédito gia elétrica em bateria), estação de de torres do tipo cálice, desenvolvidas abastecimento veicular, laboratórios de especialmente para superar os desafios combustão e uma planta de amônia, geográficos do Espírito Santo, e o emprepermitindo testar aplicações do hidrogo de drones e tecnologia a laser em atigênio na indústria, na geração de enervidades de manejo de vegetação, nunca gia e na mobilidade. A estrutura tamfeito anteriormente no setor”, diz o texto. bém avaliará o uso da amônia como alEm novembro de 2025, entrou em ternativa para armazenamento e transoperação o Bloco 1 do empreendimenporte de hidrogênio em larga escala. to, com investimento de R$ 1,15 bilhões, de Jaíba (MG) a Janaúba (MG). Em fevereiro de 2026 foi energizado o Bloco 2, com investimento R$ 2,35 bilhões, e a conclusão do Bloco 3, com investimento de R$ 353 milhões, de João Neiva (ES) a Viana (ES), aconteceu em junho ― o prazo regulatório estabelecido pela Aneel era setembro de 2027. “A conclusão do empreendimento Piraquê é resultado do Centro reúne infraestrutura integrada para pesquisa e trabalho integrado entre equipes, validação de tecnologias ligadas ao hidrogênio verde fornecedores e parceiros. Ao longo da execução, enfrentamos desafios Segundo o Senai Cimatec, a nova logísticos, climáticos e geográficos imestrutura permitirá avaliar soluções portantes”, destacou Dayron Urrego, antes de sua aplicação em escala Diretor-executivo de Projetos da ISA industrial, contribuindo para o forEnergia Brasil. talecimento da cadeia do hidrogênio verde e para o avanço de tecnologias voltadas à descarbonização da economia. “As infraestruturas criadas pelo projeto permitem a validação, em 2 ambiente piloto, de novas soluções tecnológicas capazes de impulsionar A Bahia ganhou sua primeira planta a indústria nacional rumo a um cepiloto de hidrogênio verde com a inaunário de maior competitividade inguração em junho do Centro de Refeternacional, com uma produção cada rência em Tecnologias de Baixo Carbono vez mais sustentável”, disse o líder e Hidrogênio Verde. Instalado no Senai técnico do projeto de PD&I do Senai Cimatec Park, em Camaçari, o projeto Cimatec, Ricardo Medrado. recebeu investimento superior a R$ 40 O diretor comercial da Hytron, milhões. A iniciativa é fruto de parceria Daniel Lopes, destacou o projeto entre Senai Cimatec, Hytron e Petrogal como um marco da maturidade da Brasil (joint venture entre Galp e Sinoengenharia brasileira no cenário pec), com fomento financeiro da ANP global da transição energética. “Não e da Embrapii - Empresa Brasileira de estamos mais falando de conceitos Pesquisa e Inovação Industrial. teóricos ou de importação de pacotes O Centro reúne infraestrutura intefechados de tecnologia. A Neuman grada para pesquisa e validação de tec-

Bahia inaugura sua primeira planta piloto de H V


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& Esser forneceu o coração desta planta piloto, provando que detemos a capacidade de projetar, integrar e comissionar sistemas complexos de eletrólise e infraestrutura de alta pressão de forma segura e eficiente”, destacou. A concretização do projeto contou com a participação de parceiros estratégicos que contribuíram com infraestrutura, equipamentos e conhecimento técnico para o desenvolvimento e validação das tecnologias. A Toyota disponibilizou o Mirai, veículo movido a hidrogênio utilizado no comissionamento do sistema de abastecimento da planta. A GWM Hydrogen contribuiu com o fornecimento de um caminhão que integra as atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e será utilizado em testes e demonstrações das aplicações desenvolvidas no Centro. Já a Hytron contribuiu com suporte técnico especializado e atividades relacionadas à eletrólise da água, tecnologia essencial para a produção de hidrogênio verde.

Notas Armazenamento em alta - A TTS Energia implantou um sistema de armazenamento de energia por baterias no centro de distribuição (CD) da CorSolar, distribuidora de equipamentos fotovoltaicos, que oferece 125 kW de potência e 260 kWh de armazenamento. A engenharia do projeto foi desenhada para permitir o chamado load shifting, estratégia que consiste em armazenar energia nos períodos em que as tarifas são mais baixas e utilizá-la nos horários de maior custo, reduzindo as despesas com eletricidade. Segundo a TTS Energia, os projetos com sistemas de baterias vêm “ganhando tração” no mercado brasileiro. Entre janeiro e abril de 2026, aproximadamente 50% de todos os pedidos e cotações recebidos pela empresa envolveram projetos com baterias, sendo que cerca de 25% correspondem a sistemas exclusivamente de armazenamento (BESS).

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Niterói inaugura solar - A Prefeitura de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, inaugurou recentemente o Parque Solar do Morro do Boa Vista, em São Lourenço. A usina vai gerar energia para abastecer equipamentos públicos municipais, reduzindo os custos com energia elétrica. Instalado em área de aproximadamente 36 mil m2, o parque reúne mais de 2.000 módulos fotovoltaicos que devem produzir 150 MWh de energia por mês. O investimento foi de R$ 7,7 milhões. Além da geração de energia limpa, o projeto foi concebido para promover benefícios ambientais e urbanos, segundo a prefeitura, incluindo ações de recuperação da área, sistemas de drenagem e captação de águas pluviais. O parque conta ainda com um sistema de coleta, armazenamento e aproveitamento da água da chuva, com capacidade aproximada de 30 mil litros.


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Efeitos das sobretensões transitórias nos módulos e diodos de by-pass Sergio Santos, da Lambda Consultoria e Embrastec; Alexandre Piantini, Hélio Sueta e Miltom Shigihara, do IEE/USP; e Cleiton Busse, da Embrastec

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As descargas atmosféricas representam um risco relevante para sistemas fotovoltaicos e devem ser consideradas tanto no dimensionamento das medidas de proteção quanto na avaliação econômica dos empreendimentos. Este artigo apresenta dois estudos conduzidos no IEE/USP sobre os efeitos de sobretensões transitórias induzidas por descargas indiretas em módulos fotovoltaicos, com foco também nos diodos de by-pass.

ara converter a radiação solar em energia elétrica, sistemas fotovoltaicos (SFVs) devem ser instalados em áreas abertas, a fim de aproveitar a exposição à luz solar ao máximo. Como consequência, ficam vulneráveis às descargas (DPS) ou cabos paraatmosféricas. Pesquisas raios, situada sobre um europeias indicam que Sobretensões induzidas por descargas atmosféricas podem atingir módulos fotovoltaicos e seus diodos plano perfeitamente consobretensões causadas de by-pass. A especificação adequada de DPSs é fundamental para reduzir o risco de danos a esses dutor, a tensão induzida por descargas atmoscomponentes e aumentar a confiabilidade do sistema máxima pode ser estimaféricas respondem por da por meio da fórmula de Rusck [9]. eletromagnéticos (LEMP - Lightning aproximadamente 42% dos danos em SFVs, seguidas por defeitos estruturais e Electromagnetic Impulse), podendo rede materiais (~20%), danos causados por duzir a vida útil dos módulos e causar Módulos fotovoltaicos, animais (~11%), tempestades/peso da defeitos, incluindo a falha permanente diodos de by-pass e neve (~6,5%), incêndios (~2%) e outros, de componentes, como, por exemplo, os descargas atmosféricas incluindo vandalismo, roubo, inundadiodos de by-pass [4-6]. Os módulos fotovoltaicos norções, mau funcionamento, etc. [1]. Apesar de causarem falhas de menor malmente são constituídos por Para avaliar esse problema, alguns gravidade, as descargas atmosféricas submódulos conectados em série; estudos analisaram danos causados indiretas são mais frequentes do que as e cada submódulo é formado por por descargas atmosféricas diretas em diretas. Aquelas que ocorrem a até 2 km células fotovoltaicas em série, com módulos fotovoltaicos [2, 3]. Outros se de um SFV podem induzir sobretensões um diodo de by-pass instalado em dedicaram aos efeitos das descargas capazes de danificá-lo [7-8]. Em uma antiparalelo. O principal objetivo atmosféricas indiretas, que induzem linha muito longa, sem transformadores, desse diodo é proteger o submódulo tensões nos sistemas através dos pulsos Dispositivos de Proteção contra Surtos


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do a passagem de corrente em ambos os sentidos. As descargas atmosféricas Simulador solar figuram entre as principais Curva I-V inicial causas de falhas em sistemas fotovoltaicos [1]. Embora a insAplicação de impulsos talação de módulos fotovoltaide tensão Valores obtidos Valores abaixo cos no topo de uma edificação dentro da da faixa margem de não aumente a probabilidade de tolerância Simulador solar tolerância de descargas atmosféricas diCurva I-V Curva I-V não pode retas sobre ela, deve-se avaliar ser obtida a vulnerabilidade dos móduDiodos de by-pass Fim dos los a sobretensões causadas retirados do módulo ensaios tanto por descargas diretas Simulador solar Nova curva I-V quanto por indiretas [17]. Sol real - Curva I-V A construção de SFVs de Fig. 1 - Fluxograma dos ensaios de tensão maior potência implica um aumento da área ocupada pecontra operação no segundo quadrante, los módulos fotovoltaicos [15], o que evitando seu superaquecimento e a eleva a exposição aos raios [16], geranconsequente degradação decorrente de do riscos potenciais aos equipamentos operação sob tensões negativas [10, 11]. e à confiabilidade geral do sistema. Entre várias opções, os diodos Schottky Os módulos fotovoltaicos são comsão preferencialmente utilizados como ponentes fundamentais de um SFV; diodos de by-pass por apresentarem sua confiabilidade e vida útil são fatobaixa tensão de limiar em polarização res que influenciam tanto o processo direta e boas características de comutade geração de energia quanto as consição [12], sendo capazes de proteger os derações de investimento associadas a módulos fotovoltaicos em situações de esses sistemas [18]. A longevidade e o desequilíbrio de corrente (mismatch). desempenho dos módulos, incluindo No entanto, eles podem ser danificados seus diodos de by-pass, estão diretapor sobretensões, como as causadas mente ligados à viabilidade econômica por descargas atmosféricas, visto que da produção de energia fotovoltaica, sua tensão de ruptura em polarização uma vez que qualquer redução na reversa situa-se entre 60 V e 100 V [12]. eficiência do módulo diminui sua vida Conforme descrito na literatura, útil e pode comprometer a viabilidade existem três condições possíveis para financeira das instalações fotovoltaicas. um diodo de by-pass [13]: operação conA degradação dos módulos fotoforme o esperado, conduzindo corrente voltaicos resulta em perda de eficiênno sentido direto e bloqueando-a no cia, que afeta a produção de energia e sentido reverso; danificado, permitindo gera incertezas quanto ao retorno do a passagem de corrente em ambos os investimento dos SFVs [19]. Portanto, sentidos, resultando efetivamente em dispor de informações precisas sobre um curto-circuito; e sem condução de o processo de degradação dos móducorrente em nenhum dos sentidos, o los fotovoltaicos minimiza riscos de que equivale a um circuito aberto. investimento e garante uma tomada Embora a literatura frequentemente de decisão fundamentada para implemencione a possibilidade de diodos mentação de SFVs [20]. de by-pass entrarem em circuito aberto, Embora as descargas atmosférideixando de conduzir corrente elétrica cas sejam amplamente reconhecidas [14], a experiência dos autores restrincomo causas significativas de falhas em SFVs [4, 5, 6, 21], geralmente não giu-se a diodos de by-pass que apresensão consideradas entre as principais taram falha em curto-circuito, permitinPré-qualificação

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origens de falhas específicas dos módulos fotovoltaicos. O acoplamento eletromagnético entre descargas atmosféricas e SFVs pode ocorrer por meio de três mecanismos: galvânico, magnético e capacitivo – este último geralmente produz efeitos de menor intensidade [2]. Os SFVs estão mais expostos às consequências de descargas atmosféricas indiretas do que às diretas [22]. Pesquisas sobre sobretensões induzidas em módulos fotovoltaicos indicam que as magnitudes dessas sobretensões são determinadas principalmente pela geometria dos circuitos condutores internos [22, 23]. A vulnerabilidade dos SFVs às descargas atmosféricas está diretamente relacionada a diversos fatores, como o comprimento dos cabos utilizados para interconectar os componentes do sistema, a ausência de estruturas metálicas e a falta de cobertura metálica, frequentemente de alumínio, na parte traseira dos módulos [24, 25]. Compreender a redução da eficiência ocasionada pela degradação decorrente das descargas atmosféricas indiretas é fundamental para avaliar a confiabilidade e expectativa de vida útil de SFVs. Essas considerações são de grande interesse para investidores e usuários finais, pois ajudam a determinar o desempenho a longo prazo e os retornos financeiros das instalações fotovoltaicas.

Metodologia das pesquisas O trabalho aqui descrito iniciou-se como um projeto de mestrado do engenheiro Sergio Roberto Santos, orientado pelo Prof. Dr. Alexandre Piantini, no Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP) [6, 26]. A pesquisa utilizou os laboratórios de Sistemas em Escala Reduzida e de Sistemas Fotovoltaicos (LSF) do IEE/ USP para avaliação dos efeitos das tensões impulsivas em modo diferencial na eventual alteração dos parâmetros elétricos dos módulos fotovoltaicos. Os ensaios de impulsos de tensão seguiram o fluxograma apresentado na figura 1.


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Inicialmente, oito móEsquema típico de módulo com 36 células em série dulos fotovoltaicos de silício policristalino com características semelhantes, cedidos pelo LSF, foram escolhidos para uma préqualificação, a fim de garantir seu estado de conservação e inexistência de defeitos ou falhas antes de receberem os impulsos de Fig. 2 - Módulo fotovoltaico utilizado nos ensaios tensão. Os módulos utilizados possuíam 36 células fotovoltaicas em fotografada a existência e a posição de série (figura 2) e valores semelhantes de qualquer trinca, bolha ou delaminação Ponto de Máxima Potência (Pm), Tensão que pudessem afetar o desempenho de Circuito Aberto (Voc), Corrente de dos módulos. Foram aprovados apenas Curto-Circuito (Isc), Tensão no Ponto de aqueles que não apresentaram evidênMáxima Potência (Vmp) e Corrente no cias de defeitos importantes. Ponto de Máxima Potência (Imp). Os módulos escolhidos permaneceDeterminação da potência máxima ram guardados em ambientes fechados, para verificação de características sem exposição a fatores ambientais, elétricas nas STC como chuva, radiação solar e temperatuNeste teste, efetuado conforme os ras elevadas. Essa precaução foi necessáprocedimentos descritos na IEC 61215ria porque outros estudos indicaram que 2, a potência máxima do módulo devemódulos envelhecidos, já degradados ria estar entre -5% e 10% da potência por fatores ambientais, são mais vulneindicada nos dados técnicos do fabriráveis aos efeitos das descargas atmoscante ou fornecedor do módulo. féricas [4, 5]. A seguir, são listados os procedimentos utilizados para avaliação Avaliação do isolamento elétrico dos módulos, na sua maioria indicados Este teste foi realizado para verifinas normas técnicas IEC 61215-1:2021, car o isolamento elétrico entre os terIEC 61215-2:2021, IEC 61730-1:2016 e IEC minais elétricos positivo (+) e negativo 61730-2:2016. (-) do módulo e sua moldura metálica, conforme especificado na norma IEC Inspeção visual 61215-2. A detecção de possíveis defeitos foi realizada conforme os procedimentos Medição da resistência descritos na norma IEC 61215-2. Os de isolamento em condições módulos foram inspecionados sob uma de umidade iluminação não inferior a 1000 lux para Neste caso, o objetivo foi verificar o identificação de superfícies externas raisolamento elétrico entre os terminais chadas ou desalinhadas, células quebraelétricos positivo (+) e negativo (-) do das, interconexões com defeito, células módulo e sua moldura metálica em em contato entre si ou com as molduras, condições de umidade. O teste foi falhas nos materiais adesivos, bolhas ou realizado conforme especificado na delaminações formando caminho contínorma IEC 61215-2. nuo entre uma célula e a borda do módulo, superfícies de plástico mal produEletroluminescência zidas, terminações defeituosas ou partes Este método não invasivo e não elétricas expostas, entre outros probledestrutivo foi aplicado para identificar mas passíveis de afetar o desempenho. defeitos nas células e nos módulos Durante essa inspeção, foi anotada ou fotovoltaicos que poderiam não ser

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percebidos pela inspeção visual.

Módulos aprovados

Após todos os módulos passarem pelas mesmas etapas de avaliação, sete deles foram aprovados e suas curvas I-V foram obtidas por meio do simulador solar do LFS. O oitavo módulo foi rejeitado por apresentar microfissuras, identificadas no ensaio de eletroluminescência.

Ensaios Foram registrados os seguintes parâmetros elétricos de cada um dos sete módulos: Voc, Isc, Pm, Vmp, Imp, FF e eficiência (Ƞ). Para a aplicação de impulsos de tensão, na primeira parte da pesquisa, foram selecionados aleatoriamente cinco módulos e um sexto módulo não recebeu impulsos de tensão, sendo utilizado apenas como referência. Ao final dos ensaios, foi obtida a curva I-V desse módulo para comparação entre possíveis variações de seus parâmetros e as observadas nos equipamentos que receberam impulsos de tensão. Em seguida, foi aplicada aos módulos uma sequência de 100 impulsos de tensão, 50 de polaridade negativa e 50 de polaridade positiva, com um intervalo entre cada impulso de 10 segundos, através do gerador de onda combinada. Foi utilizado o impulso atmosférico de tensão normalizado (impulso 1,2/50 µs). Embora as tensões induzidas por descargas atmosféricas indiretas não tenham as mesmas características do impulso de tensão normalizado, este foi utilizado por ser uma referência para ensaios de suportabilidade elétrica, já empregado em outros estudos sobre o tema. Estabeleceu-se inicialmente o valor de 200 V como o nível mais baixo do impulso de tensão a ser aplicado. Valores mais elevados foram poste-


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riormente estabelecidos em função dos resultados progressivamente obtidos. A magnitude da tensão aplicada ao primeiro módulo ensaiado foi relativamente baixa, permitindo verificar as menores alterações nos parâmetros avaliados, já que o objetivo do trabalho não era determinar qual valor de tensão danificaria o módulo. À medida que os ensaios foram realizados, outras sequências de impulsos de tensão, iniciando-se em magnitudes mais altas ou com intervalos de magnitude maiores, foram aplicadas, o que justifica por que as sequências de impulsos de tensões aplicadas aos módulos não foram idênticas. Ao final de cada aplicação de impulsos de tensão, os módulos retornavam ao LSF para a obtenção de uma nova curva I-V sob condições de luminosidade, por meio do simulador solar Pasan. O fato de o LSF ser um laboratório credenciado pelo Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial para a avaliação de módulos fotovoltaicos no Brasil garantiu a confiabilidade das curvas obtidas. As medições realizadas nesta pesquisa seguiram os mesmos padrões técnicos utilizados nos serviços prestados pelo LSF. Se os resultados obtidos pela curva I-V não indicassem nenhuma alteração significativa nos parâmetros, além da margem de tolerância da medição, novas aplicações de impulso com determinada magnitude seriam realizadas na expectativa de que os parâmetros fossem alterados. A margem de tolerância foi fixada em 3% para todos os parâmetros medidos, com base na incerteza de medição informada nos manuais da instrumentação utilizada. Embora essa incerteza não seja idêntica para todos os parâmetros, adotou-se um valor único de tolerância para possibilitar a avaliação da progressividade das alterações, evitando a interrupção do ensaio quando apenas um dos parâmetros apresentasse variação superior à sua respectiva incerteza de medição. Caso os resultados obtidos pela curva I-V indicassem alguma alteração significativa, o ensaio

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no módulo seria interrompido para investigação dos motivos e de suas consequências. Quando pela primeira vez, após a aplicação dos impulsos de tensão, não foi possível obter a curva I-V do módulo ensaiado, investigaram-se as possíveis causas da ocorrência, concluindo-se que os diodos de bypass haviam sido danificados. Tais componentes foram então retirados e estabelecidos novos parâmetros no simulador solar, obtidos por meio de medições no módulo sob sol real. A partir desse momento, foram realizados ensaios de impulsos de tensão nos módulos em que não foi possível obter as curvas I-V, retirando-se os diodos de by-pass para verificar se os parâmetros dos módulos seriam alterados e, caso fossem, em que magnitude de tensão. Como continuação desse estudo, uma segunda pesquisa foi realizada: seis outros módulos fotovoltaicos de silício policristalino foram préqualificados pelos mesmos critérios anteriores, obtidas suas curvas I-V e registrados os mesmos parâmetros elétricos [27]. Depois foram aplicadas as seguintes sequências de pulsos nesses módulos, com aumento progressivo da tensão até a falha do diodo de by-pass: módulos 1, 2 e 3: 100 pulsos de polaridade alternada (positiva e negativa); módulo 4: dois pulsos de polaridade alternada (positiva e negativa); módulo 5: pulsos sucessivos de polaridade positiva ou negativa; e módulo 6: pulsos sucessivos de polaridade positiva. O objetivo da sequência de pulsos nos módulos 1, 2 e 3 foi avaliar se múltiplos pulsos consecutivos poderiam alterar os parâmetros elétricos dos módulos, afetando potencialmente sua viabilidade de uso. Já nos módulos 4, 5 e 6 foi determinar se um único pulso, com base nos valores identificados nos testes com os módulos 1, 2 e 3, seria suficiente para alterar os parâmetros elétricos e a influência da polaridade do pulso nesse efeito.

Conclusões A análise em conjunto dos resultados de todos os módulos, após a aplicação de diversas séries de impulsos de tensão, mostra que as sobretensões de modo diferencial não alteraram os parâmetros elétricos dos módulos fotovoltaicos dentro da margem de tolerância das medições. Embora, ao longo dos anos, essas variações possam representar uma perda de eficiência nos módulos, tal efeito não se mostrou significativo, pois os resultados demonstraram a ausência de variações progressivas ou cumulativas. Verificou-se que as características elétricas básicas dos módulos fotovoltaicos não foram comprometidas, ainda que possa ter ocorrido uma redução no desempenho. Contudo, esse trabalho não foi plenamente conclusivo, pois os módulos avaliados estavam instalados e, portanto, sujeitos às condições ambientais, o que introduziu incertezas nas medições. No estudo aqui relatado, os resultados obtidos refletem os efeitos dos impulsos de tensão aplicados, sem a influência de fatores externos. Embora tenham sido realizados ensaios em módulos fotovoltaicos sem os diodos de by-pass, essa condição não é prática, pois eles são parte integrante dos módulos e devem ser substituídos se danificados. Neste caso, a retirada teve como objetivo avaliar os efeitos das sobretensões induzidas diretamente nos semicondutores e células, e não nos módulos como um todo. Os resultados indicam que os diodos de by-pass apresentam elevada vulnerabilidade a sobretensões induzidas, tornando imprescindível a adoção de medidas de proteção adequadas para evitar danos a esses componentes e, consequentemente, a perda da proteção dos módulos contra os efeitos do sombreamento. A eficiência de DPSs específicos na proteção de módulos fotovoltaicos foi avaliada em um estudo, fornecendo informações relevantes sobre sua eficácia. Os resultados demonstraram que a vulnerabilidade dos módulos


foi em você dos nossos clientes estão satisfeitos com o nosso atendimento, produtos e serviços. ATENDIMENTO QUALIDADE AGILIDADE CORDIALIDADE CONFIANÇA PESQUISA DE SATISFAÇÃO DE CLIENTES GRÁFICO DE EVOLUÇÃO PESQUISA DE CLIENTES

96% 93% 94% 85%

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2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025 *Pesquisa de satisfação de clientes realizada em NOV/25.

A energia é o que nos move.


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fotovoltaicos e dos diodos de by-pass está diretamente relacionada à limitação da magnitude das sobretensões transitórias nesses diodos, uma vez que os módulos apresentam suportabilidade significativamente maior. Para mitigar esse problema, recomenda-se a instalação de DPSs, a fim de manter as sobretensões dentro de níveis toleráveis para os diodos de by-pass. Os resultados também evidenciaram que os diodos de by-pass podem apresentar diferentes capacidades de suportar tensão quando polarizados em sentido direto ou reverso. Por isso, é essencial que suas folhas de dados incluam os valores de suportabilidade para ambas as condições, permitindo que os DPSs sejam especificados adequadamente. Também ficou evidente no estudo a importância de garantir fácil acesso aos diodos de by-pass para inspeção e, quando necessário, substituição. Essa prática pode reduzir significativamente o tempo de inatividade dos SFVs, contribuindo

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para maior eficiência operacional e prolongando a vida útil dos módulos fotovoltaicos. Outra constatação foi a eficácia dos DPSs na proteção de módulos fotovoltaicos, ao limitar a magnitude das sobretensões transitórias nos terminais. Embora a instalação desses dispositivos seja voltada principalmente para proteger inversores ― e, em menor escala, módulos ―, eles também devem ser aplicados para proteger os diodos de by-pass.

Referências [1] Kohlenberg, R. Entwicklung bei schadensfällen aus sicht der versicherung. Manheimer Versicherung AG. Freiburg. January 2013. [2] Sueta, H. E.; Zilles, R.; Mocelin, A.; Santos, S.; Boemisel, E., “Experimental Verifications in Photovoltaic Modules Subject to Current Impulses for Simulation of Lightning Discharges,” In: International Conference on Grounding and Earthing & 5th International Conference on Lightning Physics and Effects, 2012. Bonito, Brazil. 2012.

[3] Sueta, H. E.; Mocelin, A.; Zilles, R.; Obase, P. F.; Boemeisel, E., “Protection of Photovoltaic Systems Against Lightning,” In: International Symposium on Lightning Protection, 2013, Belo Horizonte. Proceedings. Belo Horizonte, 2013. June 2025. DOI: 10.1109/ APL65034.2025.11108897. [4] Jiang, T.; Grzibowski, S. Impact of Lightning Impulse Voltage on Polycrystalline Silicon Photovoltaic Modules. In: International Symposium on Lightning Protection. 2013, Belo Horizonte. Proceedings. Belo Horizonte. 2013. [5] Jiang, T.; Grzybowski, S. Electrical Degradation of Photovoltaic Modules Caused by Lightning Induced Voltage. In. Electrical Insulation Conference. Pennsylvania. 2014. [6] Santos, S; Piantini, A; Shigihara, M., “An Investigation into the Effects of Lightning-induced Transients on the Degradation of PV Modules Performance,” In: 2023 International Symposium on Lightning Protection (XVII SIPDA), Suzhou, China, 2023, pp. 1-5, Doi: 10.1109/SIPDA59763.2023.10349190. [7] Hasse. P.; Wiesinger J. EMV Blitz-Schutzzonen-Konzept. Munique. Alemanha. Pflaum Verlag.1993. [8] Du, Z.; Ding, Y.; Du, Y. ; Yeung, C. ; Chen, H.; Zhang, S. Indirect Lightning Strike Analysis


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of Blocking Diodes in a Large-Scale Photovoltaic System. 13th Asia-Pacific International Conference on Lightning (APL). 2025. [9] Rusck S., Induced lightning overvoltages on power transmission lines with special reference to the overvoltage protection of low voltage networks. Transactions of the Royal Institute of Technology, Stockholm, No. 120, 1958. [10] Yang, H.; Wang. H.; Wang, M. Investigation of the Relationship between Reverse Current of Crystalline Silicon Solar Cells and Conduction of Bypass Diode. Hindawi Publishing Corporation International Journal of Photoenergy. Volume 2012, Article ID 357218, 5 pages. Doi: 10.1155/2012/357218. [11] Rodríguez, J. D. B; Paja, C. A. R; Garcés, S. I. S. Improved modelling of bypass diodes for photovoltaic applications. Alexandria Engineering Journal. 2022. Nº61, pgs 6261-6273. [12] Shin, Woo Gyun; Ko, Suk Whan; Song, Hyung Jun; Ju, Young Chul; Hwang, Hye Mi. Origin of Bypass Diode Fault in c-Si Photovoltaic Modules: Leakage Current under High Surrounding Temperature. Energies 2018, 11, 2416; doi: 10.3390/en11092416. [13] Hamada, T.; Nanno, I.; Ishikura, N.; Fujii, M.; Oke, S. Breakdown Characteristics of Schottky Barrier Diodes Used as Bypass Diodes in Photovoltaic Modules under Lightning Surges. Energies 2023, 16, 7792. https://doi. org/10.3390/en16237792. [14] Rodríguez, J. D. B; Paja, C. A. R; Garcés, S. I. S. Improved modelling of bypass diodes for photovoltaic applications. Alexandria Engineering Journal. 2022. Nº61, pgs 6261-6273. [15] Martzloff F. D. Lightning and surge protection of photovoltaic installations. National Institute of Standards. U.S Department of Commerce. June 1989. [16] Zaini N. H. et al. Lightning surge analysis on a large scale grid-connected solar photovoltaic system. Energies, 2017. 10. 2149. [17] Pons E. and Tommasini R. Lightning protection of pv systems. 4th International Youth Conference on Energy. Siófok, Hungary, 2013, pp.1-5. [18] Ma, M.; Ma, J.; Wang, H.; Ma, W.; Zhang, R. PV module life prediction based on coupled failure model. Microelectronics Reliability. Volume 138, November 2022. [19] Ahmad N. I.; Kadir, Z.; Izadi, M.; Azis, N.; Radzi M. A. A.; Zaini, H. Nasir, S. Lightning protection on photovoltaic systems: A review on current and recommended practices. Renewable and Sustainable Energy Reviews, 2017. DOI: 10.1016/j.rser.2017.07.008. [20] Ndiaye A., Charki A., Kébe C. M. F., Kobi A., Ndiaye P.A. and Sambou V. Degradations of silicon photovoltaic modules: A literature review. Solar Energy. Vol. 96, October. 2013, pp. 140-151. [21] Coetzer K. M., Wiid P. G. and Rix A. J. Investigating lightning induced currents in photovol-

Proteção

21

taic modules. International symposium on electromagnetic compatibility. Proceedings. Barcelona. 2019. [22] Bokoro P and Doorsamy W. Investigation of lightning surge effects on a grid-connect PV plant. 2018 IEEE International Conference on High Voltage Engineering and Application (ICHVE), pp.1-4. September 2018. [23] Damianaki K.; Christodoulou, C. A.; Kokalis, C. C. A. ; Kyritsis, A.; Ellinas, E. D.; Vita, V.; Gonos, I. F. Lightning protection of photovoltaic systems: Computation of the developed potentials. Applied Sciences.2020. DOI: 10.3390/app11010337. [24] Zhang Y., Chen H., and Du Y. Lightning protection design of solar photovoltaic systems: Methodology and guidelines. Electric Power Systems Research. June 2019. 174. [25] Zhang Y., Chen H. and Du Y. Considerations of photovoltaic system structure design for effective lightning protection. IEE Transactions on Electromagnetic Compatibility. May 2020. pp.1-9. [26] Santos, Sergio Roberto Silva dos. Avaliação das alterações características elétricas de módulos fotovoltaicos devido a descargas atmosféricas indiretas. Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/ disponiveis/106/106134/tde-08012024160005/publico/Dissertacao.pdf [27] Santos, Sergio Roberto; Piantini, Alexandre; Busse, Cleiton; Sueta Hélio, Shigihara. Surge withstand capabilities of photovoltaic modules and their bypass diodes under lightning overvoltages. Solar World Congress 2025.Fortaleza, Brasil, novembro de 2025. Anais: https://proceedings.ises.org/

Agradecimentos: Os autores agradecem a contribuição do Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo, na figura do Professor Doutor Roberto Zilles e do Dr. André Ricardo Mocelin, e especialmente dos senhores Givaldo dos Reais e Samuel da Silva, responsáveis pelos ensaios de desempenho dos módulos fotovoltaicos.


Guia

22

FotoVolt - Julho - 2026

Transformadores elétricos para instalações fotovoltaicas Grupos de ligação

Tipo de isolação

Classe de temperatura (°C)

Tensão primaria nominal (V)

Tensão secundaria nominal (V)

Tensão nominal de isolamento ui (kV)

Frequência (Hz)

Fator K (harmônicas)

Grau de proteção IP

Normas ABNT

75 a 3.500

•

Dyn1, Ynd, Yyn0

Óleo

A

13,8 a 34,5

220 a 800

15 a 36

60

•

54

5440, 5356

60076-3 2

Adelco (11) 4199-7500 transformadores@adelco.com.br

30 a 15.000

•

Dyn1

Epóxi

F

4.160 a 220 a 36,2 34.500 13.800

60

•

54

5356-11

60076-11 2

Autovolth (11) 4408-5068 vendas@autovolth.com.br

5 a 1.000 • •

Yn0/Dyn1

Seco

155

220 a 480

60

• 21 a 65 10295-11, 5356

Blutrafos (47) 99964-3631 comercial@blutrafos.com.br

0,5 a • • 20.000

Todos

Seco, óleo

BRVAL (21) 97105-6853 vendas@brval.com.br

30 a • • 10.000

Todos

Seco

Comtrafo (43) 3520-4300 a.minato@comtrafo.com.br

75 a • • 250.000

Todos

Óleo, seco

Ensa Transformadores (19) 3682-8383 contato@ensatransformadores.com.br

15 a 20.000

•

Todos

Todas

IBT (11) 97188-1033 ibt@ibt.com.br

15 a 3.000

• •

Dyn1 e outros

Intrel Transformadores (47) 3436-0001 atendimento@intrel.com.br

1 a 120 • •

Isolet (11) 2118-3000 isolet@isolet.com.br

0,2 a 2

Itaipu (16) 3263-9400 burghi@itaiputransformadores.com.br

220 a 480

1,1

A, B, E, 0,120 a 0,120 a 0,6 a 50/60 • F, H 138.000 138.000 145,0

65

Garantia (anos)

Monofásico Trifásico

A Manhani (43) 99913-0632 vendas@energitrafo.com.br

Empresa/Telefone/E-mail

Normas IEC

Potência (kVA)

Da Redação de FotoVolt

Os transformadores são componentes essenciais para a adequação dos níveis de tensão e a integração de sistemas fotovoltaicos à rede elétrica. Este guia reúne fornecedores e apresenta equipamentos com diferentes faixas de potência, tensões nominais, tipos de isolação, graus de proteção e conformidade com normas técnicas, entre outras características técnicas.

2

5356/2005, 5356/11-2016, 60076 12454/22

5

15.000 a 1.100 a 36.000 36.000

36

50/60 • 00 a 54

5356-11

60076-11 2

1,2 a 345

380 a 34.500

345 50/60 • 21 a 65

5356

60076

Todas

0a 0a 69.000 69.000

Todas • Todas

Diversas

F

1a 1a 0,6 a 36.200 36.200 36,2

60

Estrela

Autotransformador

F

220 a 500

1, 2 ou 3A/3B

Epóxi

A

1.200 a 0,6 a 38 a 380 50/60 34.500 38

5a • • 40.000

Todos

Mineral, vegetal

ITB Equipamentos (18) 98114-9161 posvenda@itb.ind.br

1 a 3.000 • •

Todos

ITD Transformadores (11) 95495-5666 itd@itd-transformadores.com.br

0,001 a 30

Kimarki (11) 94808-5000 rodney@kimarki.com.br

•

• •

F, H

110 a 500

220 a 36.000

2

• 00 a 54

5356

1

23

5356-11

1

00 a 54

6855/2021, 6856/2021

1869-1, 1869-2, 1869-3

2

65

5356, 5440

60076

2

68

5440, 5356, 12454

60076

2

5356-11

60076-11 1

5356-11

2

5356-6

60076-6 1, 2

1,1 50/60

55/65/ até até 145 50/60 • 75 145.000 145.000

Seco, Mineral, Todas Vegetal

2

90 a até 80 50/60 • 1.200

110 a 0,6 a 00, 21, 12 a 440 50/60 • 480 1,1 23

Yyn0 ou Dyn1

Seco

B, F, H

1,5 a 750 • •

Yn0, YNyn0, Dyn1, Dyn11, Dd0

Seco

B, F, H 20 a 800 20 a 800

Kraper (47) 3084-8300 contato@kraper.com

0,001 a • • 20.000

Todos

Seco, óleo

F

10 a 10 a 36.000 36.000

Militrafo (11) 94822-8489 vendas@militrafo.com.br

0,1 a 2.000

• •

Dyn1, YYn0, Yn0

Seco

F

110 a 800

110 a 800

1,1 50/60 • 00 a 65 10295, 5356

2

Minuzzi (19) 3272-6380 atendimento@minuzzi.ind.br

1 a 1.000 • •

DYN1, YN0, DYN5, DYN11

Seco

F

110 a 990

110 a 990

1,1 50/60 • 00 a 67

1

1,1, 50/60 • 23, 66 1,2 00, 21, 36 50/60 • 23, 54, 65

5356


Guia

Garantia (anos)

Normas IEC

5356-11

60076-11 2

5356

10295

Qualitrafo (35) 99750-5946 alais.machado@qualitrafo.com.br

0,1 a • • Dyn1/Ynd1/Dd0/ Ynyn0 20.000 0,5 a 1/fev. • • 1.000

Rasatronic (54) 99643-7283 vendas1@rasatronic.com.br

até 900 • •

D/Y - Y/Y - D/D- Y/D

Romagnole (44) 3233-8500 marketing@romagnole.com.br

5a • • 10.000

Dyn1, Dyn5, Dyn11, Seco, Mineral, YNd1, YNd1yn0, Yyn0 Vegetal

Solar América (83) 99306-1388 darci@solaramerica.ind.br

5 a 3.000 • •

Tamura (47) 99190-0120 sheilla.zabel@tamurabrasil.com

Dyn1, YNd1, YNyn0d1 Seco e a Óleo A, E, F 7 a 230 7 a 800 230 50/60 • 00 a 65

Transformadores CAV (16) 99909-4968 transfcav@hotmail.com

0,01 a • • 40.000 5a • • 250.000 0,05 a • • 500

YN, DYN, DD, YNYNY

Seco, óleo

F

WEG (47) 3276-5965 wtd@weg.net

30 a 500.00

Dyn1, Dyn1/ Dd0, Dyn11, Dd0, Dyn11/ Dyn11, Dy11, Dy11/ Dd0, Dy11/Dy11

Óleo

E

13,8 a 0,380 a 500 34,5

50/60 • 54 a 66

5356

60076

WISE (47) 3276-8650 vendas@wise.ind.br

0,002 a • • 1.000

Seco

F

1a 1 a 1.000 0,6 a 4 50/60 • 00 a 54 1.000

5356-11

60076-11 2

Pólux (47) 3275-3541 vendas@polux.ind.br

Trael (65) 3611-6500 comercial@trael.com.br

•

Seco B/F/H Seco

1a 1a 1,1 a 50/60 • 00 a 65 36.200 36.200 36,2 1,1 a B, F, H até 7.200 até 7.200 50/60 • 00 a 54 7,2

23

Normas ABNT

Grau de proteção IP

Fator K (harmônicas)

Frequência (Hz)

Tensão nominal de isolamento ui (kV)

Tensão secundaria nominal (V)

Tensão primaria nominal (V)

Classe de temperatura (°C)

Tipo de isolação

Grupos de ligação

Monofásico Trifásico

Empresa/Telefone/E-mail

Potência (kVA)

FotoVolt - Julho - 2026

F, H

F

1 a 6,6 1 a 6,6

7,2 50/60 • 21 a 66

5356

13.800 a 127 a 1,2 a 5356, 5440, 50/60 • 00 a 65 36.200 1.200 36,2 12454 13.800 a 15 a Óleo 60 • 65 36.000 36 ANAN/ANAF/ 0,6 a B, F, H, C 0,6 a 138 138 50/60 • 00 a 54 5356-11 ONAN/ONAF 138 A, E

5356

1 60076

Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/

1 2

60076-11 1 60076

50/60 • 00 a 55 5356, 10295

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 150 empresas pesquisadas. Fonte: Revista FotoVolt, julho de 2026

2

2 1 2


FotoVolt - Julho - 2026

Solar, baterias, eletromobilidade e redes: os caminhos da transição no The smarter E Da Redação de FotoVolt

Às vésperas das edições sul-americanas da Intersolar South América, do Eletrotec+EM Power, do ess (electrical energy storage) e do Power2Drive de 2026, reunidas sob o grande hub de inovação energética, antecipamos aqui aspectos relevantes dos congressos e as atrações das exposições e da programação paralela. Fotos: SPI - Solar Promotion International

Congresso e feira

24

A

chamada revolução da energia elétrica no Brasil, iniciada há mais de década e meia, chega a 2026 ao limiar de uma nova realidade que vai misturar tarifas dinâ‑ micas para todos os consu‑ midores, descentralização real da produção e gestão da energia (inclusive ao Edição 2025 registrou crescimento expressivo no segmento de armazenamento nível do pequeno consu‑ de energia, com aumento também em infraestrutura elétrica e eletromobilidade midor de BT), integração total de fontes limpas como a solar foto‑ primeiros leilões públicos de reserva de capacidade com baterias, progra‑ voltaica a sistemas de eletromobilidade, destes às redes elétricas, e de tudo isso mados para dezembro, dos projetos aos sistemas de armazenamento de ener‑ de hibridização de grandes plantas de gia, microrredes e usinas virtuais, com o energia solar e eólica e das perspectivas amparo de avançados recursos digitais. do mercado behind-the-meter. As baterias saltam para o centro dos Enquanto isso, prossegue a eletrifi‑ debates, tornando‑se a principal pauta cação dos usos finais da energia, com setorial, tanto para aplicações de grande destaque para o transporte de passa‑ porte, no suporte à transmissão e balance‑ geiros e cargas ― o que também está relacionado ao avanço tecnológico das amento da injeção diária de energia reno‑ baterias e à disseminação de redes de vável, quanto no reforço da distribuição e recarga. O País já conta com mais de apoio a consumidores e “prossumidores” de energia, trazendo novo impulso ao 26 mil pontos de recarga públicos e se‑ mercado de geração fotovoltaica distribu‑ mipúblicos e, no primeiro semestre de 2026, registrou 241 mil veículos eletri‑ ída. (Apesar de menor que em anos ante‑ riores, o ritmo do mercado solar no País ficados emplacados. Já são mais de 700 mil deles nas ruas brasileiras (dos quais continua forte, com previsão de adição de cerca de 1800 são ônibus) e a frota deve 10,6 GW este ano, dos quais 6,5 GW em ultrapassar um milhão ainda este ano. GD.) É grande a expectativa em torno dos

Consequência direta dessa quantidade de baterias automotivas conectadas à rede, tomam corpo discussões sobre colocar esse parque a serviço também das redes públicas de energia, segundo o conceito vehicle-to-grid. E, um passo adiante, sobre como essas redes preci‑ sam incorporar recursos modernizan‑ tes como a inteligência artificial para dar conta de tantos desafios ― além, claro, da óbvia necessidade de renova‑ ção física dos ativos. Todo esse cenário, com temas tão estreitamente interconectados, com‑ põe a pauta do The smarter E South America 2026, que acontece de 25 a 27 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo. Composto por quatro conferências paralelas ― Intersolar, ees, Power2Drive e Eletrotec+EM Power ―, cada uma com sua respectiva feira, o chamado “hub de inovação energética” reúne a comunidade de


Congresso e feira

FotoVolt - Julho - 2026

especialistas, investidores, empresários e representantes do poder público para debates em torno dos obstáculos ainda interpostos à transição e democratização energética (sejam legais, regulatórios ou econômico-financeiros) e, sobretudo, das oportunidades de negócios, geração de empregos e desenvolvimento sustentável do País. Está previsto público em torno de três mil participantes dos congressos e de mais de 50 mil visitantes para as exposições de produtos e serviços. A seguir, descrevem-se alguns destaques da programação dos congressos, sublinhados para FotoVolt pelos organizadores do The Smarter E South America.

Intersolar: flexibilidade da rede, agrivoltaica e qualidade Maior e mais importante evento de energia solar na América Latina, realizado já há 13 anos, o Intersolar South América aborda em 2026 temas como a modernização do sistema elétrico brasileiro, integração de renováveis e flexibilidade da rede, armazenamento e soluções híbridas, digitalização, IA e O&M inteligente e impactos sociais da energia.

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Intersolar South America 2026 25 de agosto 10h00 - Cerimônia de Abertura do Congresso The smarter E South America

16h00 - Novas estratégias para um setor elétrico em transformação: Enfrentando os desafios operacionais Moderador - Rodrigo Pedroso - VP do Conselho de Administração da Absolar - Associação 14h00 - Panorama estratégico da transformação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica do setor elétrico brasileiro Moderador - Rodrigo Sauaia, CEO da Absolar - Associação 17h30 - The smarter E South America Coquetel de Networking Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica 26 de agosto 09h00 - Energia renovável distribuída na rede elétrica: Oportunidades e desafios Moderadora - Bárbara Rubim, Presidente do Conselho de Adm. da Absolar e CEO da Bright Strategies 09h00 - Agregando demandas de grande escala no sistema: Data centers, hidrogênio verde, mobilidade elétrica, eletrificação Moderadora - Camila Ramos, Vice-Presidente de Investimentos da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica e CEO da CELA - Clean Energy Latin America 11h00 - Soluções de integração à rede e flexibilidade na geração distribuída Moderador - Márcio Takata, Diretor da Greener Consultoria

14h00 - Experiências no desenvolvimento do segmento agrovoltaico Moderador - Marcelo Almeida, USP – Lições aprendidas em um projeto-piloto agrovoltaico integrando sistemas de cultivo de soja e pastagem Alex Renan Arrifano Manito, IEE USP – Aprimorando a agrivoltaica com a tecnologia de contato traseiro: evidências de estudos de caso - Felipe Corrêa, LONGi – Sistemas agrivoltaicos no Brasil: estudo sobre o potencial técnico e econômico e a viabilidade (versão atualizada de 2026) - Marco Antônio Juliatto, MME - Ministério de Minas e Energia – Modelagem e primeiros resultados experimentais de um local de demonstração de energia fotovoltaica agrícola em Portugal - Ana Isabel Palmero Marrero, INEGI

11h00 - Energia solar fotovoltaica em grande escala: Investimentos, desempenho e operação sob cenários de curtailment 16h00 - O futuro da engenharia solar e as tendências Moderador - Nelson Falcão, especialista independente emergentes – (Palestra) - Marcio Trannin, Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica Moderador - Gilberto Figueiredo, Professor da Universidade – (Palestra) - Rodrigo Borges, Aurora Energy Research Federal Fluminense – De redes frágeis a sistemas resilientes: a ascensão das soluções de inversores formadores de rede - Ángel Cancino, S&P Global 16h00 - Solar e BESS: Soluções integradas para um sistema energético resiliente – Como a restrição de consumo em intervalos inferiores a uma hora influencia o desempenho em sistemas híbridos eólicos-solares - Nathalia Carpenedo Ferrari, DNV Moderador - Sérgio Jacobsen - Vice Presidente de Armazenamento da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica 14h00 - Previsão com IA, monitoramento e O&M inteligente – Solar + BESS: da viabilidade ao projeto, como estruturar para usinas solares de grande porte negócios que geram valor real - Vinicius Henriques, CELA - Clean Moderador - Eduardo Azevedo, VP de Geração Centralizada da Absolar - Associação Energy Latin America Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – Regulação e leilões de armazenamento: o Brasil consegue – Decisões operacionais assistidas por IA para portfólios de energia solar: um responder na velocidade que a rede precisa? - Tiago de Barros caso de gêmeo digital fotovoltaico - Henry Rodrigues Pereira, BPlus Tecnologia; Cezar Correia, RegE Consultoria Azevedo, AXS Energia SA – O papel dos inversores formadores de rede nos sistemas – Inversores formadores de rede: Fundamentos e evolução para sistemas elétricos brasileiros de armazenamento de energia em baterias - Clara com alto teor de energia renovável - Bruno Furtado, SMA Solar Technology Guimarães, Instituto de Tecnologia Edson Mororó Moura 27 de agosto 09h00 - A cadeia de valor da energia solar FV em um contexto global em transformação Moderador - Daniel Pansarella, VP de Cadeia Produtiva, Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica 11h00 - Qualidade, segurança, riscos e confiabilidade na energia solar fotovoltaica Moderador - Leandro Michels, Universidade Federal de Santa Maria – Qualidade sob nova perspectiva: a evolução da regulação Inmetro para o setor fotovoltaico - Hércules Souza, Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia – Requisitos de segurança para banco de baterias para sistemas fotovoltaicos - Maria de Fátima Rosolem, Fundação CPQD – Analise de falhas e riscos em instalações de módulos fotovoltaicos em estruturas existentes - Ana Carolina Cunha Quélhas, Mi Omega – Evolução normativa de sistemas de redução de potência (zero grid) no Brasil - Anderson Severo, IEM - Instituto de Energia e Mobilidade

14h00 - Mercados fotovoltaicos ao redor do mundo Moderadora - Natália Oliveira, Global Renewables Alliance – (Palestra) Alexander Rohlf, German Solar Association, BSW Solar e.V. – Mercado solar PV & BESS en Argentina - Marcelo Luis Álvarez, Cader - Cámara Argentina de Energías Renovables 16h00 - O lado social da energia solar, a universalização, os critérios ESG e a geração de empregos Moderador - Michel Sednaoui, Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – Oportunidades para a transição energética sustentável e inclusiva - Rodrigo Huet de Bacellar, BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – Modelos possíveis de geração distribuída de interesse social - Graziella Albuquerque, Revolusolar – Energia sem limites: como os sistemas fotovoltaicos fora da rede estão redefinindo o acesso à energia - Giovani Araújo, Kstar New Energy


Congresso e feira

FotoVolt - Julho - 2026

SPI

do aproveitamento da energia gerada e redução de restrições operacionais.

ees – baterias aplicadas ao SIN, à GD e aos eletrointensivos Mais uma vez, o evento indica cami‑ nhos para aumentar a confiabilidade, flexibilidade e eficiência ao sistema interligado nacional, hoje com dificulda‑ des relacionadas com o grande volume de energia não controlável de fontes renováveis e a descentralização. O painel “Novas estratégias para um setor elétrico em transformação”, no dia da abertura (veja programação na página 25), dis‑ cutirá inovação tecnológica, gestão de riscos e adequações legais e regulatórias. O congresso aborda também o avanço da energia fotovoltaica junto ao agrone‑ gócio: na pauta do painel “Experiências no desenvolvimento do segmento agro‑ voltaico” (em 26 de agosto), coordenado pelo professor Marcelo Almeida, da USP, figuram modelos de negócio, aplicações práticas, casos de sucesso, financiamento e inovação no segmento. Destaca‑se também o painel “Quali‑ dade, segurança, riscos e confiabilidade na energia solar fotovoltaica” (27/8), que abordará padrões e caminhos para mitigar riscos técnicos, operacionais e financeiros ao longo do ciclo de vida dos projetos. Sob a moderação do professor Leandro Michels, da Universidade Fede‑ ral de Santa Maria (RS), estarão na pauta a evolução da regulação Inmetro para o setor fotovoltaico e da normativa de sis‑ temas zero-grid, análise de falhas e riscos em estruturas de instalações existentes, e os requisitos de segurança de banco de baterias para sistemas FV. A interação entre energia fotovoltaica e sistemas de armazenamento por bate‑ rias será também examinada no painel “Solar e BESS: soluções integradas para um sistema energético resiliente” (dia 26/8), que debaterá modelos técnicos, econômicos e regulatórios para projetos de FV+baterias, com foco na otimização

Devido a seu papel cada vez mais relevante para a integração das reno‑ váveis, o armazenamento de energia em baterias conta desde 2019 com o ees, congresso e feira autônomos sob o hub The Smarter E South America. No dia 26/8, a sessão “O papel do BESS de grande porte no SIN” (com mode‑ ração de Markus Vlasits, da Absae ‑

Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia) vai enfocar os desafios regulatórios e comerciais para viabilizar projetos de armazena‑ mento que provejam flexibilidade, potên‑ cia e serviços ancilares ao sistema inter‑ ligado nacional. Já o painel “Recursos SPI

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ees South America 2026 25 de agosto 14h00 - Solar, Armazenamento e Hidrogênio: Construindo Sistemas Energéticos Renováveis Flexíveis 16h00 - Hidrogênio Renovável: Modelos de Negócio, Mercados e Demanda Industrial 26 de agosto 09h00 - Flexibilidade, potência e serviços ancilares - O papel do BESS de grande porte no SIN Moderador - Markus Vlasits - Presidente da Absae - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia 11h00 - Sinalização de preços horária e locacional - Estratégias de uso do BESS em mercados mais dinâmicos Moderador - Sérgio Jacobsen - Vice Presidente de Armazenamento da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica 14h00 - Recursos Energéticos Distribuídos, agregadores e usinas virtuais - O papel do armazenamento no avanço dos REDs Moderadora - Mariana Galhardo, CEO da G2A Consultores 16h00 - Modelos de negócios emergentes para armazenamento - Lições dos mercados mais avançados Moderador - Matthias Vetter, Huawei Ohm Research Center (Nuremberg) – BESS no programa de eficiência energética das distribuidoras - Felipe Gomes, CEMIG – Modelos de negócios e retornos financeiros do BESS: análise comparativa entre China, EUA, Europa e Brasil - Hugo Santos, CHINT Power Systems Brazil – Aproveitando todo o potencial do armazenamento de energia por meio da participação combinada nos mercados BTM e FTM - Matthias Vetter, Huawei Ohm Research Center (Nuremberg) 27 de agosto 09h00 - Grandes consumidores, data centers e telecom - Aplicações do armazenamento em setores eletrointensivos Moderador - Vinicius Suppion, Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica 11h00 - Tributação, financiamento e estruturação contratual - Como viabilizar projetos de armazenamento de energia Moderadora - Marília Rabassa, Sócia e Head de Consultoria da CELA - Clean Energy Latin America 14h00 - Cadeias produtivas e industrialização - Inserção do Brasil cadeia de valor do armazenamento de energia globalmente Moderadora - Gabriella Reigada, CEO da SECPower 16h00 - Segurança, confiabilidade e longevidade - O futuro da operação de sistemas de armazenamento de energia Moderadora - Aline Kirsten Vidal de Oliveira, UFSC - Fotovoltaica – Após a energia fotovoltaica com acompanhamento da rede: desafios técnicos e regulatórios dos sistemas de armazenamento de energia por bateria (BESS) para formação de rede - Ricardo Jochann Franceschi Bortolini, Universidade Federal de Santa Maria – Lições aprendidas em incidentes envolvendo sistemas de armazenamento de energia com baterias: estudos de casos reais Vitor Torquato Arioli, Fundação CPQD


Congresso e feira

Energéticos Distribuídos, agregadores e usinas virtuais – O papel do armazena‑ mento” (26/8) abordará a importância das baterias para a evolução da geração distribuída, dos agregadores, das usinas virtuais e de novos modelos de coordena‑ ção local do sistema. E no painel “Gran‑ des consumidores, data centers e tele‑ com – Aplicações do armazenamento em setores eletrointensivos” (27/8) se apre‑ sentarão critérios de dimensionamento, estudos de caso, benefícios e desafios dos BESS para empresas de alto consumo e dependência crítica quanto à continui‑ dade e qualidade de fornecimento.

Power2Drive – a importância da experiência do usuário

SPI

O Power2Drive, sobre infraestrutura de carregamento de veículos elétricos, existe há dois anos como evento autônomo do The smarter E. Em 2026, a programação conta com quatro grandes painéis, todos no dia 27 de agosto. Em “Redes de recar‑ ga em escala: dados, energia e operação real”, por exemplo, serão discutidos cami‑ nhos para se construírem redes de recarga mais confiáveis, eficientes e preparadas para o crescimento do mercado. De acor‑ do com o moderador do painel, Rafael Cunha, diretor da movE Eletromobilidade e colaborador de FotoVolt (onde assina a coluna “Veículos elétricos”), para que a in‑ fraestrutura de recarga opere em escala, é preciso compreender a demanda, planejar a disponibilidade de energia, usar dados operacionais e integrar novas tecnologias à rotina dos operadores. Por sua vez, “A experiência que define a adoção da mobilidade elétrica” vai mos‑ trar que a decisão de migrar para um ve‑

FotoVolt - Julho - 2026

Power2Drive South America 2026 ículo elétrico depende mui‑ 27 de agosto to da facilida‑ 09h00 - Redes de recarga em escala: dados, energia e operação real de da recarga, Moderador - Rafael Cunha, movE Eletromobilidade traduzida em - Resultados operacionais e estratégias de planejamento baseadas em dados para a infraestrutura pública de recarga de veículos elétricos: insights da rede da Celesc no Brasil - Marco Aurélio disponibilida‑ Gianesini, Celesc de, conveniên‑ - Sistemas hibridos de armazenamento e recarga: impactos na estabilidade energética - Alexandre cia, opções de Faustino, Teison pagamento, - Integração das Funcionalidades Plug & Charge e Vehicle-to-Grid em Infraestrutura de Recarga via Protocolo ISO 15118 - Felipe Lima dos Reis Marques, Fundação CPQD usabilidade, - Reavaliando a demanda real de potência em hubs de recarga de veículos elétricos - Gilberto informação e Prado, Vitesse previsibilida‑ 11h00 - A experiência que define a adoção da mobilidade elétrica de ― fatores Moderador - Leonardo Ceregatti, ZEEKR International que podem - Reduzindo barreiras na recarga para acelerar a mobilidade elétrica - Eduardo Amorim Rosa, acelerar ou movE Eletromobilidade atrasar o - Muito além dos carregadores: Experiência e escala na mobilidade elétrica - Heraldo Gois, Allos avanço dos - Praticidade na recarga: No mercado em consolidação, detalhes decidem - Matheus Luiz Rodrigues, carros eletri‑ Condupay Tecnologia ficados no - A independência é o norte: Da oscilação do petróleo à soberania da eletromobilidade Brasil. Já em Dinah Meireles, Conta Verde “Frotas elétri‑ 14h00 - Frotas elétricas no mundo real: onde a teoria encontra a operação cas no mun‑ Moderador - Eduardo de Sousa, CEO da Electric Mobility do real: - Perspectivas constitucionais sobre um plano nacional para um ecossistema de ônibus elétricos e cadeia produtiva no Brasil - André Fortes Chaves, Lemob onde a teoria - Eletrificação de implementos hidráulicos: como descarbonizar operações com caminhões encontra a de serviço - Matheus Maia, MEV Tech operação” se - Escalando frotas elétricas em utilities por meio de simulação inteligente - Lucca Zamboni, discutirá a Gesel-UFRJ e CPFL importância 16h00 - O futuro da recarga: ultrarrápida, urbana e integrada de planeja‑ Moderador - Cesare Quinteiro, CEO da movE Eletromobilidade mento ener‑ - De 1 hora para 5 minutos: A evolução do carregamento rápido de veículos elétricos nos últimos gético e de 10 anos - Luke Hu, Electroder fatores como - Micromobilidade elétrica compartilhada como catalisador da mobilidade urbana sustentável infraestrutura José Ricardo de Souza, Whoosh dedicada, simulação, logística, tempo de recarga, energética, o Eletrotec+EM Power inte‑ custo operacional e integração com a gra o The smarter E South America desde rede. Por fim, “O futuro da recarga: 2018. O congresso abre com dois pai‑ ultrarrápida, urbana e integrada” néis de divulgação do progresso nor‑ enfocará tecnologias e aplicações que mativo brasileiro, no dia 25 de agosto. devem ganhar relevância, tendências Um deles vai examinar a NR‑10, a que podem transformar a infraestru‑ norma de segurança em serviços com tura atual e como empresas, cidades e eletricidade do Ministério do Trabalho operadores devem preparar‑se para a próxima fase da mobilidade elétrica.

Eletrotec+EM Power – Infraestrutura elétrica, suas normas técnicas e aplicações Com programação direcionada à engenharia aplicada, infraestrutura e proteção elétricas, além de gestão

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Congresso e feira

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Eletrotec+EM Power 2026 25 de agosto 14h00 - Painel de normalização técnica I – Atualizações da ABNT NBR 5419: proteção contra descargas atmosféricas – Hélio Eiji Sueta, IEE USP; Jobson Modena, GUISMO Engenharia

16h00 - Painel de normalização técnica II – Revisão da NR-10: novas diretrizes e impactos no setor elétrico - João Cunha, Instituto Mi Omega; Márcio Bottaro, IEE USP

26 de agosto 09h00 - Proteção contra descargas atmosféricas e DPS 14h00 - Inteligência artificial e inovação tecnológica em sistemas elétricos – Como as mudanças na análise de risco da NBR 5419-2:2026 afetam a proteção contra os – Aplicação de inteligência artificial na proteção de sistemas elétricos residenciais contra raios - Roberto Zilles, IEE USP; Hélio Eiji Sueta, IEE USP; Jobson Modena, GUISMO Engenharia descargas atmosféricas e sobretensões - José Maurício Pinheiro, Centro Universitário de Barra Mansa - UBM – Cálculo de eletrodo complementar de aterramento para mitigar tensões superficiais provocadas por descargas atmosféricas, segundo ABNT NBR 5419-3:2026 - Roberto Zilles, IEE – Predição solar via IA: otimizando a performance em diversas regiões climáticas USP; Hélio Eiji Sueta, IEE USP; Jobson Modena, GUISMO Engenharia brasileiras - André Gimenes, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Murilo Frigo, – Proteção e sinalização de vida útil dos dispositivos de proteção contra surtos - Sergio Roberto IFMS; Fernando de Lima Caneppele, USP - Universidade de São Paulo Santos, da Lambda Consultoria e colunista da revista EM - Eletricidade Moderna (coluna “EM – Utilização de redes neurais de grafos na previsão de tempestades sobre a Região Aterramento”); Júlio Cesar Prato, Embrastec; Laís Pimentel, Embrastec; Cleiton Busse, Embrastec Metropolitana da Grande São Paulo, usando sensores de campo elétrico - Moacir Lacerda e Antonio Cunha, EPL Empresa Produtora de Inovações Tecnológicas & Yansa Science Pesquisa e 11h00 - Proteção, aterramento e instalações industriais Desenvolvimento – Frequência de danos e os limites de MPS e SPDA em UFVs: tendências de requisitos perante a norma técnica em elaboração - Luciana Flávia Silva de Matos, Gabriel Luiz Silva Almeida e João 16h00 - Segurança elétrica, qualidade e gestão de risco Marcos Belisário Dantas, Termotécnica – PGREI - Programa de gestão de riscos elétricos industriais - Glauber Maurin, EletroAlta Engenharia – Técnicas de controle das interferências eletromagnéticas aplicadas em instalações de processamento de dados (data centers) com estudo de casos - Galeno Lemos Gomes, Geleno – Acidentes com eletricidade na indústria: o que os dados revelam - e o que os Engenharia, Consultoria, Projetos e Treinamento trabalhadores ainda subestimam - Edson Martinho, Abracopel; Danilo de Souza, NIEPE/UFMT – Eletrodutos flexíveis metálicos para uso em instalações industriais - Hernan Murua. Anamet – NR-10: uma metodologia de adequação - Nilson Fujiwara, Mi Omega; João Gilberto Cunha, Canadá Instituto Mi Omega; Mauricio Borba, John Deere Brasil 27 de agosto 09h00 - Energia solar: instalações e comissionamento – Metodologia de comissionamento e validação técnica de sistema fotovoltaico de 5 kW conectado à rede: estudo de caso com ênfase em conformidade e desempenho - Michel Almeida, Energtech Engenharia – Mitigação de riscos técnicos e garantia do ROI em usinas fotovoltaicas de médio e grande porte - Gustavo Silva, Natali Mafra e Rui Esteves, TTS Energia – Comissionamento como ponte entre CAPEX e OPEX: ensaios elétricos, rastreabilidade e prevenção de falhas em usinas fotovoltaicas - Leonardo Bastos de Carvalho, Letech Energia

14h00 - Armazenamento de energia e grid zero – Grid zero, armazenamento e mercado livre de energia: estratégias técnicas para redução estrutural de custos e aumento da eficiência energética no Brasil - Marcelo Rene, Ledax Energia – Sistemas grid zero em MMGD - Análise regulatória e de proteção - Vinicius Ayrão Franco, Sinergia Consultoria e Serviços Técnicos. e colunista de FotoVolt (coluna “Projeto & Instalação”) 11h00 - Energia solar: estratégias e armazenamento – Arquitetura híbrida de armazenamento no sistema – Avaliação da viabilidade técnica e financeira da tarifa branca integrada à geração fotovoltaica e armazenamento em baterias nos consumidores de baixa tensão - Ricardo Silva Thé Pontes, Glauber Cavalcante e Fernando Luiz Marcelo Antunes, UFC - elétrico: sinergias entre BESS, usinas hidrelétricas reversíveis e IA agêntica - Alberto Bianchi, Escola Politécnica Universidade Federal do Ceará – Zero-grid: da simulação técnica à estratégia comercial de longo prazo - Hans Rauschmayer, Solarize Treinamentos Profissionais da Universidade de São Paulo – Armazenamento de energia em instalações fotovoltaicas residenciais e comerciais - Marcos Rogério Chaves Silva, Tecpro 16h00 - Mobilidade elétrica Soluções em Energia – Sistemas de carregamento de veículos elétricos 14h00 - Infraestrutura elétrica – Infraestrutura avançada de medição (AMI) - Nathalie Chang, Comecore Technology – Entradas de energia em edificações existentes no Brasil: desafios de conformidade normativa e o impacto do aumento da demanda elétrica - Gabriela Rosa, Ellon Energia Inteligente – Arquiteturas de potência resilientes para infraestrutura de telecomunicações: integrando energia distribuída e monitoramento inteligente - Kaique de Sotti, Universidade Federal de Lavras (UFLA); Flávio Camacho Junior, Universidade Federal Fluminense; Flávio Camacho, Universidad Científica del Perú – Projeto pioneiro de shore power no Brasil. Estudo de caso do porto do Pecém-CE - Marco Antônio Ximenes (Porto do Pecém); Açucena Parente (CIPP - Complexo do Pecém); Rafael Paiva (GPS Engenharia); Laércio Moreira (Grid Power Solutions); José Carneiro (Porto do Pecém); Carlos Gustavo Branco (Grid Power Solutions)

integrados à rede elétrica: Análise da interface com baixa e média tensão, impactos na infraestrutura e viabilidade técnico-econômica - Samile Filgueiras, Samobi Energia – Metodologia para execução de projetos e comissionamento técnico em infraestrutura de recarga para veículos elétricos - Rodrigo Silveira, MMR Eletromobilidade – Desafios e oportunidades na integração de sistemas de carregamento de veículos elétricos com geração distribuída e armazenamento de energia - Heitor Galvão, Coordenada Solar

painel enfocará a norma de proteção de estruturas contra descargas atmosféricas, a ABNT NBR 5419, cuja da edição 2026 veio mudar critérios importantes de análise de risco e dimensionamento dos sistemas de proteção. As apresentações estarão a carga de Hélio Sueta (IEE USP) e Jobson Modena (Guismo Engenharia),

respectivamente secretário e coordenador da comissão da NBR 5419. Sueta e Modena também assinam, junto com o professor Roberto Zilles, do IEE USP, dois trabalhos técnicos sobre importantes aspectos da nova NBR 5419, no painel “Proteção contra descargas atmosféricas e DPS”. Esse painel

e Emprego, cuja recente atualização redefine obrigações para quem atua na área. As palestras aqui serão do diretor técnico do congresso, João Gilberto Cunha, titular da empresa Mi Omega e conselheiro editorial das revistas FotoVolt e EM, e Márcio Bottaro, especialista de laboratório no IEE-USP. O outro


Congresso e feira

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Os minicursos do The Smarter E South América 2026

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visão abrangente do mercado das cha‑ normativa em entradas madas “novas energias”, com grande de energia de edifica‑ 10h00 - Modelagem e estratégias de operação para redes de recargas - Cesare Quinteiro e integração de soluções e tecnologias. ções frente ao aumento Rafael Cunha (movE Eletromobilidade) As quatro feiras, das quais a maior e da demanda, e arqui‑ 10h00 - Energia solar integrada à arquitetura: da sobreposição de módulos à integração mais prestigiada é a Intersolar South teturas resilientes para fotovoltaica. Como transformar o projeto solar em um diferencial de mercado Clarisa Debiazi Zomer (Arquitetando Energia Solar) America, reunirão mais de 600 exposi‑ telecomunicações com 10h00 - Sistemas fotovoltaicos existentes em risco: Como diagnosticar e corrigir antes tores do Brasil e do exterior. Nelas, a energia distribuída, do acidente - Ana Carolina Cunha Quélhas (Mi Omega) extensa e rica programação dos con‑ além de um estudo 13h30 - Nova NR-10: O que mudou e como adequar sua empresa antes que comece a de caso do primeiro gressos é complementada por minicur‑ gerar punição - João Gilberto Cunha (Instituto Mi Omega) projeto de shore power sos com especialistas de diversas áreas: 13h30 - Proteções elétricas para sistemas fotovoltaicos: DPS, AFCI, RSD - Prof. Trajano Viana do Brasil, no Porto do recarga de veículos elétricos, manuten‑ 16h00 - Pós-venda fotovoltaico: Lucrando com consultoria de faturas de energia Francisco Glauber de Souza Cavalcante (Emana Energy) Pecém (CE). “Armaze‑ ção preventiva, aterramento e proteção 16h00 - Sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) na prática: E cotra sobretensões em solar FV, NR‑10, namento de energia e stratégias para viabilizar o retorno de investimento - Flavio da Silva Vitorino Gomes, Ademar armazenamento de energia e seguran‑ grid zero” (27/8) terá as Virgolino da Silva Netto e Kleber Carneiro de Oliveira (UFPB - Universidade Federal da Paraíba) ça elétrica (veja programa dos cursos apresentações sobre: 27 de agosto na tabela ao lado). Haverá também viabilidade e redução 10h00 - Aplicação do BESS no mercado comercial e industrial para integradores de custos; arquitetura dois “palcos de inovação a aplicações” Vinicius Ayrão Franco (Sinergia Consultoria) híbrida combinando no recinto das feiras, dedicados a apre‑ 10h00 - Armazenamento para clientes comerciais e industriais - Conceito vs. realidade Markus Vlasits e Guilherme Nizoli (NewCharge Energy) BESS, usinas reversí‑ sentações de patrocinadores e exposi‑ 13h30 - Aterramento, onde, como e porquê: especificando corretamente e evitando conceitos tores, diariamente a partir das 13h. veis e IA agêntica; e equivocados - Sergio Roberto Santos (Embrastec) e Luciana Flávia Silva de Matos (Termotécnica) análise regulatória 13h30 - Do projeto à operação: Como garantir uma estação de recarga confiável Informações gerais e de proteção de Anderson Severo (DERlab/UFSM) The smarter E South America 2026 grid zero para mini 16H00 - Como a NBR 16384 te auxilia na aplicação da NR-10 - Edson Martinho (Abracopel) Intersolar / ess / Power2Drive / Eletrotec-EM Power e microgeração 25 a 27 de agosto de 2026 Horários Local: Expo Center Norte distribuída (esta a cargo de Vinícius também abordará funções e sinalização Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Congressos: das 9h às 18h Ayrão, da empresa Sinergia e titular de vida útil de dispositivos de proteção Guilherme - 02055-000 - São Paulo, Brasil Feiras: das 12h às 20h da coluna “Projeto & Instalação” de contra surtos, em trabalho de Sergio www.expocenternorte.com.br FotoVolt). Roberto Santos, da Lambda Consulto‑ Mais informação: https://www.thesmartere.com.br ria, colunista da revista EM - EletricidaCredenciamento para visitar as feiras e inscrições para os congressos de Moderna (coluna “EM Aterramento”). e minicursos: https://www.thesmartere.com.br/ingressos As feiras do The smarter O painel “Infraestrutura elétrica” Organização E South America (27/8) terá apresentações sobre infraes‑ Solar Promotion International (Alemanha), trutura avançada de medição (AMI) na As exposições paralelas que cons‑ Freiburg Management und Marketing International (Alemanha) e Aranda Eventos & Congressos (Brasil) distribuição de energia, conformidade tituem o hub de inovação trazem uma 26 de agosto


Fios & fatos

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Da energia aos atributos: por que o futuro da fonte solar dependerá cada vez menos dos megawatts Carlos Dornellas*

elétrico começa a migrar de uma economia baseada na produção “deO setor energia para outra em que atributos sistêmicos determinam o valor dos ativos e orientam investimentos, mercados e decisões regulatórias”.

D

urante quase duas décadas, a energia solar protagonizou uma das mais importantes transformações do setor elétrico brasileiro. A redução dos custos dos módulos fotovoltaicos, os avanços tecnológicos, a evolução regulatória e a crescente competitividade da fonte permitiram que o segmento se consolidasse como um dos principais vetores de expansão da matriz elétrica nacional. Em pouco tempo, a discussão deixou de ser se a energia solar seria competitiva e passou a se concentrar na velocidade do crescimento. Paradoxalmente, o próprio sucesso da energia solar inaugurou uma nova etapa para o setor. Em diversas regiões do País, empreendimentos tecnicamente eficientes convivem hoje com restrições de escoamento, curtailment, maior volatilidade dos preços de energia e desafios crescentes para capturar valor exclusivamente por meio da venda de megawatt-hora. Não se trata de uma crise da fonte fotovoltaica, mas de consequência natural de sua consolidação. Durante décadas, o setor elétrico organizou-se em torno de produzir energia suficiente para atender ao crescimento da demanda. A energia constituía, em essência, o principal produto econômico do sistema. Os demais atributos necessários à sua operação — flexibilidade, capacidade de resposta, estabilidade de frequência, suporte de tensão, reserva operativa e confiabilidade — eram fornecidos quase naturalmente pelas características físicas das grandes usinas hidrelétricas e termelétricas que estruturavam a matriz brasileira.

Essa realidade está mudando. À medida que a participação das fontes renováveis cresce, esses atributos deixam de ser abundantes e se tornam escassos. Como consequência, deixam também de ser percebidos apenas como requisitos técnicos da operação e adquirem valor econômico próprio. Ou seja, o setor elétrico começa a migrar de uma economia baseada predominantemente na produção de energia para outra em que atributos sistêmicos determinam o valor dos ativos e orientam investimentos, mercados e decisões regulatórias. Essa transformação ficou particularmente evidente durante os debates realizados no II Seminário de Inovação em Regulação e Mercados de Energia (SINREM). Embora os painéis tenham abordado temas distintos, todos convergiram para uma mesma percepção: o desafio central da próxima década não será simplesmente produzir mais energia, mas operar um sistema significativamente mais complexo, digitalizado e descentralizado. Essa conclusão possui implicações diretas para a cadeia fotovoltaica. A energia solar continuará sendo protagonista na expansão da matriz elétrica brasileira. Entretanto, seu ambiente competitivo será muito diferente daquele que impulsionou seu crescimento nos últimos anos. Projetos que antes competiam quase exclusivamente pelo menor custo de geração passarão a disputar valor em um sistema que demandará flexibilidade, armazenamento, inteligência operacional, integração

digital e capacidade de prestar novos serviços à rede. Nesse novo ambiente, a flexibilidade deixa de ser uma preocupação restrita aos operadores do sistema e passa a representar uma oportunidade estratégica para toda a cadeia produtiva solar. Baterias, sistemas híbridos, resposta da demanda, inversores inteligentes, gestão digital de ativos e plataformas de controle não constituem tecnologias concorrentes da geração fotovoltaica, mas sim ampliam sua capacidade de gerar valor. O empreendimento do futuro tenderá a ser avaliado não apenas pela energia produzida, mas também pela contribuição oferecida à estabilidade, à confiabilidade e à eficiência operacional do sistema elétrico. Essa talvez seja a principal mudança de paradigma em curso. Agora, embora produzir energia continue indispensável, deixará de ser suficiente. Os ativos mais competitivos serão aqueles capazes de combinar geração com inteligência, armazenamento, flexibilidade e serviços sistêmicos. Para o setor solar, essa mudança representa uma oportunidade, e não ameaça. Ela amplia o espaço para inovação, cria modelos de negócios e fortalece o papel da fonte fotovoltaica como elemento estruturante da transição energética. Ao que tudo indica, a próxima revolução do setor elétrico brasileiro não será medida apenas em megawatts instalados, mas pela capacidade de transformar energia em inteligência, flexibilidade e valor para todo o sistema. (*) Carlos Dornellas, fundador da Alma Solar Energia, é especialista em estratégia regulatória e desenho de mercados no setor elétrico brasileiro, com mais de 30 anos de experiência executiva. É ex-diretor da Absolar, ex-executivo da CCEE e chair do Comitê C5 do Cigre-Brasil (Mercados e Regulação).


Projeto & Instalação

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BESS – Muito mais que baterias Vinícius Ayrão*

“A engenharia só existe após o negócio. E o negócio tem

uma tese financeira, a qual depende da aplicação escolhida do BESS e, consequentemente, da regulação vigente .

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mercado em que todos apostam neste momento é o de armazenamento de energia. E, com isso, surgem desafios e oportunidades. Nos últimos meses, me dediquei a entender o negócio do armazenamento. Busquei compreender as oportunidades e onde poderia jogar. Descobri que o assunto não é linear, e criei um mapa para ilustrar isso. Nessa e nas próximas edições, buscarei explorar cada um dos locais desse mapa.

Entendendo o mapa e o conceito O item mais importante a ser entendido é que BESS não é um produto. Isso está tecnicamente errado porque é possível comprar um BESS. Basta ligar para o fornecedor e dizer: eu quero um BESS de 100kW/215kWh ou de 120MW/360MWh, por exemplo. Mas não é um produto em que eu simplesmente penso que preciso, ligo para o distribuidor e recebo em casa. Dependendo do objetivo, precisarei ter um BESS diferente. Mas o objetivo muda em função de quem deseja o BESS, seu uso e a for-

”

ma como isso gerará valor. Ou seja, a decisão de investimento tem variáveis não apenas técnicas, mas também regulatórias. Mas, decidido pelo investimento, e com isso as características básicas do equipamento (no caso o BESS), devo comprar de um único fornecedor? Importo tudo? Vou ser um fabricante? Sou um projetista a partir de qual ponto? Serei um integrador? Ou seja, temos que entender o ecossistema BESS. Se quero capturar valor do mercado, preciso ter uma visão macro do ecossistema, algo que ainda poucos profissionais possuem. E quando falamos de Brasil, isso envolve aspectos regulatórios.

Ecossistema BESS e sua fronteira Primeiro, onde termina o ecossistema. Considerei a fronteira no ponto onde a corrente contínua se transforma em alternada, que seria no PCS. (Observação: parto do pressuposto que o leitor não conheça nada de BESS, e trarei termos menos técnicos, introduzindo a terminologia correta no desenvolvimento das colunas). Dessa forma, o mapa representa isso como um território vizinho. A justificativa para essa escolha é estratégica e está relacionada à dinâmica do mercado. Qualquer empresa, seja industrial ou de serviços, que atua no lado CA, pode capturar valor nessa cadeia. Eu não preciso que o fornecedor dessa parte seja necessariamente quem participa da cadeia de valor do BESS. Mas aparece no mapa porque o BESS deverá necessariamente ser interligado ao sistema em CA.


Projeto & Instalação

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Os territórios e seu conceito

Cadeia industrial

A tentativa de fazer uma progressão linear no entendimento do BESS mostrou-se infrutífera para mim. Isso porque se me atenho apenas à técnica, o negócio não aparece, pois o mercado não compra só técnica. Se me atenho apenas ao desenvolvimento/ modelagem do investimento, não consigo fechar o Capex, porque a solução técnica ainda não foi refinada a partir das premissas regulatórias válidas. Se penso em produzir o BESS no Brasil, preciso entender onde devo atuar, em qual regime atuarei (CKD, por exemplo) e a partir de quais componentes vou desenvolver localmente a solução. Se sou EPCISTA, preciso saber quem são os fornecedores, parceiros. Ou seja, preciso ver isso como um todo, e a melhor forma que enxerguei foi um mapa, onde todos os territórios têm estradas que levam a outros territórios. Chamei de territórios as áreas do conhecimento que, em minha opinião, são necessárias para esse entendimento. Observação importante: isso não é uma divisão normativa ou acadêmica, é uma divisão minha, com o objetivo de facilitar a compreensão. Os territórios são listados a seguir.

Como mundialmente essa cadeia produtiva está dividida. Não precisamos recriar a roda, mas entender quais as várias formas de formação dessa cadeia no exterior e como replicá-las e melhorá-las aqui. Para indústrias eletromecânicas ou de caldeiraria, principalmente as que têm experiência em importação de equipamentos, esse entendimento é imprescindível.

Arquitetura do produto Esse território responde ao que é o produto, ou melhor, as partes que compõem o BESS. Essa compreensão é importante: a) Para o projetista, que precisa saber quais os requisitos técnicos são relevantes para que o projeto (design) possa ser corretamente orçado. b) Suprimentos, que precisa identificar quantos fornecedores precisará, se optará por um ou vários, as interfaces. c) Indústria nacional, que precisa identificar o que pode produzir aqui, o que deve importar, quais parcerias construir. d) Epcista, que precisa identificar o que vai orçar/fornecer, o que comprará pronto e quanto ele poderá executar (integrar) no site.

Utility scale Eu não gosto de usar termos em inglês, mas o mercado nesse caso é dominante. Utility Scale e de C&I (a próxima) é uma divisão de segmento de produto, conceitualmente. No entanto, optei por tratá-los como territórios pelas particularidades do mercado. Utility Scale seria, no contexto de armazenamento, e na definição do autor, sistemas cuja função principal não é atender uma instalação consumidora específica, mas interagir diretamente com o sistema elétrico, criando valor a partir de serviços prestados à rede ou participação em mecanismos de mercado em larga escala. Separei como um território porque as empresas que trabalham nesse segmento normalmente não trabalham no C&I. São projetos maiores, de valores maiores e a estrutura e a especificidade técnica para atender projetos desse porte inviabilizam os custos dessas empresas quando tentam ir no C&I. O contexto regulatório, as regras de conexão e as exigências técnicas e funcionalidades exigidas são bastante distintas das do segmento C&I. Os principais fabricantes de BESS atendem ambos os mercados, mas normalmente não são eles que estruturam a solução ou definem a aplicação final.

C&I (Comercial e Industrial) O C&I basicamente é a aplicação BESS na unidade consumidora, ou,

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como o mercado gosta de chamar em inglês, o Behind the Meter (BTM). Pode ter valores elevados de potência e energia, para grandes indústrias, mas eu vou tratar como segmento onde o consumidor está conectado à rede em tensões de até 69 kV, mas majoritariamente conectado em MT. O meu limite em 69 kV é justamente pelo perfil de empresas. Numa indústria conectada em 138 kV ou acima, o BESS será provavelmente de potência elevada, o que impactará em estrutura empresarial, tanto técnica quanto de bancabilidade dos proponentes. O objetivo principal desse mapa é que o leitor possa entender onde quer ir e por onde precisa passar.

Econômico/financeiro Se tivesse escrito em ordem de importância, esse seria o primeiro. A engenharia só existe após o negócio. E o negócio tem uma tese financeira. O problema é que a tese financeira, ou melhor, o benefício econômico de utilizar um BESS, depende da aplicação escolhida, que por sua vez depende da regulação vigente. Ou seja, antes de qualquer coisa alguém tem que responder a seguinte questão: o BESS aqui resolve alguma dor e gera riqueza? A primeira conclusão que deixo é simples: quem enxerga BESS apenas como bateria provavelmente ainda não entendeu em qual mercado está entrando. E é justamente esse mercado que iremos explorar nas próximas edições.

*Vinicius Ayrão é engenheiro eletricista com mais de 30 anos de atuação em infraestrutura energética, engenharia regulatória e novas tecnologias aplicadas ao setor elétrico. Especialista em média tensão, geração distribuída, armazenamento de energia e proteção elétrica, integra o Conselho de Energia da Firjan e atua na análise de desafios técnicos complexos e na formação de profissionais do setor. Nesta coluna, compartilha reflexões sobre engenharia, tecnologia e mercado. Contatos para a coluna pelo e-mail: fv_projetoinstalacao@arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” “Coluna Projeto e Instalação”.


O Nordeste confirmou sua força na energia solar.

Dois dias que movimentaram o setor e geraram resultados. A Intersolar Brasil Nordeste 2026 encerrou sua sexta edição em Fortaleza reunindo mais de 5 mil participantes, empresas, especialistas e lideranças do setor em dois dias de negócios, conteúdo técnico e conexões estratégicas. A edição consolidou o evento como uma das principais plataformas do setor de energias renováveis no país, com debates sobre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento, data centers, segurança elétrica e os novos caminhos da economia digital no Nordeste. Com mais de 60 empresas expositoras em 7.500 m², a feira reforçou o protagonismo da região e abriu caminho para a próxima edição.

A Intersolar Brasil Nordeste 2026 foi um sucesso e a de 2027 já está marcada.

+5 MIL PARTICIPANTES

+60 EXPOSITORES

+7.500 m² DE FEIRA E NEGÓCIOS


CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ, FORTALEZA, BRASIL

2027

Apoiando os negócios de energia solar e hidrogênio verde no Nordeste Boosting Solar & Green Hydrogen Business in Brazil’s Northeast

Em 2027, essa energia volta a se encontrar em Fortaleza. . ADICIONAR AO CALENDÁRIO.

www.intersolar-brasil.com


Veículos elétricos

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E

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A disputa pela confiança do usuário: lições do Power2Drive Europe 2026 “

Rafael Cunha*

O futuro da eletromobilidade não será vencido apenas por quem instalar mais pontos, mas sim por quem entregar mais confiança .

m junho, prestigiei as novidades regulatórias e tecnológicas do mercado de energia apresentadas no The smarter E Europe, realizado em Munique, com um olhar mais atento à mobilidade elétrica. O mercado europeu vive uma realidade diferente da nossa, com maior adesão aos veículos elétricos e desafios típicos de um mercado mais maduro, que provavelmente veremos nos próximos anos na América Latina. Durante muito tempo, a discussão da eletromobilidade foi dominada pelo veículo: autonomia, bateria, preço, montadoras e modelos disponíveis. Depois, a atenção migrou para a infraestrutura: disponibilidade de carregadores, onde estão instalados, qual a potência e quem está investindo. Tudo isso continua importante, porém em Munique tive a sensação de que essa etapa já não explica mais sozinha a direção do mercado. No congresso e na feira, notei que o setor está discutindo algo mais complexo: como transformar a recarga em uma infraestrutura confiável, integrada ao sistema energético, bem operada, economicamente sustentável e realmente pensada para o usuário. A recarga elétrica deixou de ser apenas um ponto de conexão entre um carro e a rede. Passou a ser um ponto de encontro entre energia, software, cidade, dados, experiência do usuário, regulação e novos modelos de negócio. No Brasil, ainda estamos em uma fase em que boa parte do debate gira em torno da quantidade de carregadores instalados. Isso é natural para um mercado em formação. Contudo, Munique mostrou que a pergunta mais importante começa a mudar rapidamente. Não basta saber quantos carregadores existem. É preciso

”

entender onde estão, se funcionam, a potência entregue, como são operados, como o usuário paga, quais são a experiência no local, o impacto na rede e o modelo econômico que sustenta a infraestrutura. Uma das sessões mais interessantes do congresso foi “Scaling E-Mobility, Markets, Software and the Race for the EV Driver”, que mostrou que a corrida não é mais apenas por carregadores, terrenos ou aplicativos, mas sim pelo motorista elétrico. Já Robert Fisher, da SBD Automotive, trouxe dados importantes sobre o mercado europeu. Mas o ponto mais relevante da apresentação não foi o número absoluto de carregadores, mas a mudança de métrica. A discussão começa a sair de “quantos pontos existem” para chegar em “quanta potência instalada existe por veículo”. Isso parece um detalhe técnico, mas muda completamente a forma de analisar o mercado. Um país pode ter muitos carregadores e, ainda assim, ter uma infraestrutura insuficiente. Pode ter muitos pontos lentos, mal distribuídos, indisponíveis ou instalados em locais que não conversam com a demanda real. Por outro lado, pode ter uma rede menor, porém melhor posicionada, com mais potência, maior disponibilidade e melhor experiência. Outro destaque da sessão foi a provocação sobre o crescimento linear da infraestrutura diante de uma demanda não-linear. A frota elétrica pode crescer de forma relativamente previsível no agregado, mas a demanda por recarga não se distribui de forma homogênea. O estresse aparece primeiro em corredores específicos, horários de pico, feria-

dos, destinos turísticos, hubs urbanos, locais de alta permanência ou pontos onde a experiência do usuário é melhor. Esse é um risco para o Brasil. Podemos olhar para os números nacionais e achar que a infraestrutura está suficiente, quando, na prática, os gargalos vão aparecer de forma localizada. O problema surgirá primeiro em corredores rodoviários estratégicos, cidades com maior adoção, condomínios, estacionamentos corporativos e locais onde a demanda se concentra em janelas específicas. É por isso que operação, dados e software são tão importantes. A recarga elétrica não pode ser planejada apenas com mapa e potência nominal. Precisa considerar dados de uso, comportamento do motorista, taxa de sucesso das sessões, tempo de permanência, indisponibilidade, curva de demanda, capacidade da rede e perfil econômico do local. Linda Boll, da Fastned na Alemanha, trouxe uma frase que resume bem essa virada. Recarga não é mais sobre plugues, é sobre confiança. Durante muito tempo, tratamos a recarga como uma adaptação do posto de combustível. Instalar carregadores em postos parecia o caminho mais natural. Em alguns casos, faz sentido. Mas a experiência do carro elétrico é diferente da experiência do abastecimento tradicional. Abastecer é uma parada curta. Recarregar, muitas vezes, é uma permanência. A Fastned apresentou uma média de tempo de recarga de cerca de 20 minutos. Esse período muda a lógica do espaço. O motorista não quer apenas um cabo disponível. Ele quer chegar a um lugar seguro, coberto, bem iluminado, com banheiro limpo, café, loja, área de descan-


Veículos elétricos

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so, serviços e previsibilidade. Isso muda o desenho do negócio. O futuro da recarga rápida não será definido apenas pela potência do carregador, mas pela qualidade da parada. Um carregador ultrarrápido instalado em um canto improvisado de estacionamento, sem cobertura, sem suporte e sem uma boa experiência, pode entregar energia, mas não entrega confiança. E confiança será um dos ativos mais importantes da próxima fase da eletromobilidade. Esse ponto também tem impacto direto no Brasil. Muitas instalações ainda são pensadas como projetos técnicos, não como jornada do usuário. O carregador é instalado onde há espaço, conexão disponível ou onde a obra é mais simples. Mas o motorista considera outras coisas: segurança, conveniência, clareza, conforto e previsibilidade. A apresentação de John Murray, da LCP Delta, trouxe outro dado importante. Em 2025, o mercado europeu vendeu cerca de 2,45 milhões de carregadores AC, contra aproximadamente 50 mil carregadores DC. A recarga rápida chama mais atenção, porém a base da eletromobilidade continua sendo a recarga cotidiana, em casa, no trabalho, na garagem da frota. Não teremos uma rede madura olhando apenas para rodovias ou carregadores rápidos. A infraestrutura pública é essencial para garantir confiança e deslocamentos longos, mas a eletromobilidade se consolida no cotidiano. Boa parte da recarga acontece nos locais onde os veículos permanecem estacionados por longos períodos — em casa, no trabalho, em estacionamentos. No caso das frotas, essa complexidade fica ainda mais evidente. Balazs Zeitler, da Siemens, apresentou uma jornada de eletrificação em etapas, e essa visão mostra algo que muitas empresas ainda subestimam. Eletrificar frota não é apenas trocar veículos. No primeiro ano, a preocupação é fazer a recarga funcionar. Depois, com mais veículos, aparecem os limites de conexão com a rede, a necessidade de balanceamento dinâmico de carga, revisão do layout, novos requisitos de segurança e integração com a operação real. Nos anos seguintes, a infraestrutura deixa de ser apoio e passa a ser missão crítica. O pátio vira ativo energético, e o carregamento passa

a influenciar TCO, Capex, utilização, rotas, receita, contratos de energia e, no futuro, participação em mercados de flexibilidade. Essa visão é extremamente relevante para o Brasil. Ainda vejo muitas discussões de frota começando pelo veículo: qual modelo, qual autonomia, qual carregador. O sucesso da eletrificação dependerá do sistema completo: energia disponível, software, operação, manutenção, layout, dados, uptime, estratégia de carregamento e custo total de propriedade. O veículo é apenas uma parte da decisão. Na feira, essa mudança de fase apareceu de forma muito concreta. Observei a quantidade de soluções integradas para facilitar instalação e reduzir barreiras físicas. Carregadores em postes e embutidos em lajotas de piso, soluções integradas a eletrocalhas e equipamentos desenhados para se adaptar ao espaço existente. Isso mostra uma tendência importante. A infraestrutura de recarga precisa ter implantação mais simples e melhor adaptação ao ambiente. Nem todo local comporta uma grande obra. Nem todo estacionamento tem espaço sobrando. Nem todo condomínio aceita intervenções complexas. Nem toda cidade quer multiplicar equipamentos aparentes nas calçadas. O melhor carregador, em muitos casos, não será o mais chamativo, mas aquele que resolve o problema com menores interferência e custo de implantação, melhor integração física e maior facilidade de operação. Também ficou muito evidente o crescimento do mercado de sistemas de armazenamento em baterias. Na Europa, esse tema está ligado aos desafios de um sistema elétrico com alta penetração de renováveis, volatilidade de preços e episódios de energia com preço negativo. Já vemos esse desafio no Brasil, com a necessidade de ampliar a capacidade de armazenamento e despacho para conciliar o sistema com a elevada geração de fontes renováveis. O tema V2G apareceu com muita força. Mais do que uma promessa tecnológica, a discussão já está migrando

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para regulação, padronização e modelo de negócio. Na abertura do evento, foi destacada a necessidade de amadurecimento regulatório para que o V2G avance de forma ampla. Para que veículos possam atuar como recursos energéticos distribuídos, será necessário resolver medição, remuneração, responsabilidade, participação em mercados de flexibilidade, relação com distribuidoras e papel de cada agente da cadeia. O evento mostrou que a recarga deixou de ser sobre plugue, passando para integração com a rede, experiência do usuário, software, flexibilidade energética, monetização do espaço, simplificação da instalação, transparência do preço e capacidade de operação. Para o Brasil, essa é uma oportunidade e um alerta. Como ainda estamos construindo nossa infraestrutura, podemos aprender com mercados mais maduros e pensar desde o início em confiabilidade, dados, operação, integração com energia, armazenamento, experiência do motorista e regulação. Instalar mais carregadores é necessário. Contudo, uma rede de recarga madura não se mede apenas por quantidade. Mede-se por disponibilidade, distribuição, potência útil, taxa de sucesso, clareza de preço, qualidade da parada, integração com o sistema elétrico e sustentabilidade econômica. O futuro da eletromobilidade não será vencido apenas por quem instalar mais pontos, será vencido por quem entregar mais confiança — essa foi, para mim, a grande mensagem do Power2Drive Europe. A mobilidade elétrica já ultrapassou a fronteira do carro e do carregador. É mais sobre experiência do usuário e a centralização das necessidades do motorista nas decisões de infraestrutura para atendê-lo.

* Rafael Cunha é engenheiro eletricista e COO da startup movE Eletromobilidade. Nesta coluna, discute aspectos da mobilidade elétrica: mercado, estrutura, regulamentos, tecnologias, afinidades entre veículos elétricos e geração solar fotovoltaica. E-mail: veletricos@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Veículos Elétricos”.


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Produtos

Microinversores A Fotus fornece o Deye SUN-M225G4, microinversor compacto, preparado para diferentes configurações. Conecta até quatro módulos fotovoltaicos, conta com 4 MPPTs independentes para acompanhamento individual, wi-fi integrado para monitoramento e proteção IP67 para instalações externas. A empresa também fornece microinversores da Tsuness: TSOL-MX2250, para até 4 módulos e instalação plug & play; TSOL-MX2500D, que apresenta flexibilidade para sistemas com até 6 módulos; e o TSOL-MX3000D, indicado para projetos com até 6 módulos. Outra solução da Fotus é o kit de 7 kW, composto por 12 módulos (de 585 ou 590 W), inversor monofásico, bateria de 48 V, cabos de 4 mm e estrutura de fibrocimento. https://fotus.com.br/

Painel solar A SGV Solar lançou recentemente a linha de painéis Era Solar 710 W, que, além da luz direta do sol em sua face frontal, capta também a luz refletida

pelo solo através de sua estrutura traseira de vidro duplo ou backsheet transparente. A solução conta com a tecnologia N-Type TOPCon e 22,86% de eficiência. Segundo a SGV, o equipamento confere melhor aproveita-

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mento da área instalada, e é voltado a aplicações em projetos residenciais, comerciais e usinas de geração. https://sgvsolar.com.br/

Microinversor para projetos de pequeno porte A Areswatt lançou o microinversor AW-MIP1.8 para sistemas solares residenciais e pequenos projetos comerciais que requerem soluções mais compactas. O equipamento conta com 1875 VA de potência de saída, MPPT

estrutural, com o objetivo de reduzir materiais adicionais, impactos ambientais e gastos com eletricidade, segundo a fabricante chinesa. A empresa fornece a série Galaxy de módulos BIPV, que, segundo a GoodWe, conta com alta resistência a impactos e podem ser aplicados sem perfuração, sendo indicados para estruturas com baixa capacidade de carga ou impermeabilização sensível. br.goodwe.com

Inversores A Ecori Energia Solar adicionou os inversores Livoltek GT1 e GT3 ao seu portfólio. A série GT1 abrange modelos monofásicos (5 kW, 7,5 kW e 10 kW), enquanto a linha GT3 atende demandas

independente de duas vias, que suporta até quatro módulos fotovoltaicos e eficiência máxima de 96,5%. Segundo a empresa, o equipamento é compatível com módulos fotovoltaicos de alta potência. Possui ainda wi-fi & bluetooth, proteção IP67 e instalação plug & play. A linha inclui ainda os modelos AW-MIP2.25 e AW-MIP2.5, com potências de saída de 2250 VA e 2500 VA, respectivamente. https://www.areswatt.com/

BIPV na agricultura A GoodWe conta com tecnologia BIPV - Building Integrated Photovoltaics para integrar energia solar à construção de silos e armazéns de grãos. Os sistemas BIPV são incorporados ao envelope da edificação, servindo tanto à geração de energia quanto à função

comerciais (15 kW e 20 kW). Fabricados no Brasil, os equipamentos contam com código Finame para financiamento. https://www.ecorienergiasolar.com.br/

Segurança em instalações fotovoltaicas A proteção contra inversão de polaridade ou reverse polarity protection é um recurso que ajuda a proteger os inversores caso os cabos de corrente contínua, vindos dos módulos solares, sejam conectados incorretamente. A Growatt oferece esse sistema, que visa reduzir riscos durante a instalação, o comissionamento e a manutenção. Quando a conexão é invertida, podem ocorrer falhas, danos aos componentes internos e riscos à operação do sistema fotovoltaico. A proteção funciona como uma camada adicional de segurança, garantindo uma operação mais confiável, destaca a empresa. https://br.growatt.com/


Publicações

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Estudo analisa o mercado de GD em 2025 A Greener publicou a edição 2026 do Estudo Estratégico – Soluções Energéticas Distri‑ buídas, que reúne indicadores sobre o desempenho do mer‑ cado fotovoltaico brasileiro em 2025. Segundo o levanta‑ mento, o setor movimentou

R$ 23,7 bilhões em investi‑ mentos e adicionou 8,8 GW de capacidade instalada no período. Apesar da retração de 12% no mercado, a classe residencial respondeu por 57% da potência adicionada. O estudo mostra ainda que o volume de propostas comer‑ ciais caiu 19%, enquanto a taxa de conversão em vendas

atingiu o recorde de 22%, in‑ dicando maior maturidade do mercado. Entre os prin‑ cipais desafios apontados estão a inversão de fluxo de potência, que afetou 40% dos integradores, e a redução do uso de financiamento, que caiu para 41% em razão dos juros elevados. O levanta‑ mento destaca ainda a expansão dos sistemas híbridos, já presentes no portfólio de 70% dos in‑ tegradores, e a crescente busca dos consumidores por confiabilidade e segurança energética, além do retorno finan‑ ceiro. Os preços dos sistemas FV de menor porte reduziram em mé‑ dia 7% em janeiro 2026 comparado a janeiro de 2025, influenciados pela queda de 17% nos custos de equipamentos. Outro desta‑ que é o avanço da integração de novas tecnologias: 39% dos integradores já atuam com carregadores para veículos elétricos. Mais informações sobre o estudo podem ser encontradas em http:// conteudos.greener.com.br/ estudo‑sed‑2025.

Guia orienta sobre instalação de carregadores em condomínios A NeoCharge atualizou o seu Guia dos Condomínios, mate‑ rial disponibilizado gratuita‑ mente para auxiliar síndicos, administradoras e condômi‑ nos na instalação de carre‑ gadores de veículos elétricos em edificações residenciais e comerciais. A nova versão do material contempla orienta‑ ções sobre a Lei Estadual nº 18.403, em vigor desde feve‑ reiro de 2026, que permite ao condômino instalar um carre‑ gador individual em sua vaga

privativa, desde que sejam atendidos os requisitos técni‑ cos e de segurança previstos

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na legislação. O guia também incorpora a Instrução Técnica 41 (IT 41), publicada pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo em março de 2026, que visa padronizar proce‑ dimentos e reduzir dúvidas sobre os requisitos técnicos, reforçando a necessidade de planejamento, avaliação da capacidade elétrica dos edifícios e adoção de medi‑ das preventivas. Além das mudanças legais, o guia apresenta recomendações para a elaboração de projetos de infraestrutura, incluindo avaliação da rede elétrica existente, definição de critérios para aprovação das instalações, divisão de responsabilidades entre moradores e condomínio, medição individualizada do consumo de energia e alternativas para sistemas compartilhados de recar‑ ga. A publicação também aborda a importância da gestão inteligente da demanda elétrica. O guia está disponível no site https://www.neocharge. com.br/guia‑instalar‑ carregador‑carro‑eletrico‑ condominio

Índice de anunciantes .........................................................33 Absolar.........................................................

Inox-Par ................................................. .................................................10/11

Romagnole ................................................... ...................................................23

ATI Automação.............................................. ..............................................13

Instituto Mi Ômega........................................ ........................................31

Trael ............................................................ ............................................................29

DLight.......................................................... ..........................................................19

Mi Ômega .............................................. ..............................................3ª capa

Umbria......................................................... .........................................................20

Fixscrew....................................................... .......................................................20

MovE............................................................ ............................................................21

Weg T&D ............................................... ...............................................2ª capa

Geodesign....................................... .......................................27 e 4ª capa

Pextron ........................................................ ........................................................17


Solar FV em foco

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FotoVolt - Julho - 2026

Queda brasileira no ranking global da fonte solar expõe fragilidades no planejamento e na operação O sistema elétrico nacional cresceu em geração renovável, porém “sem o correspondente investimento em infraestrutura, mecanismos de flexibilidade, armazenamento de energia e controle de carga . ”

N

os últimos anos, graças ao empenho dos empreendedores e profissionais do setor solar fotovoltaico, o Brasil conquistou seu lugar como protagonista mundial da fonte solar. A combinação entre abundância de recursos naturais, marcos legais e regulatórios bem estruturados, espírito desbravador, queda nos custos dos equipamentos, maior competitividade da tecnologia e crescente interesse da sociedade fez do País um dos mercados mais dinâmicos do planeta. Porém, os dados mais recentes acendem um sinal de alerta que não pode ser ignorado. O relatório Global Market Outlook for Solar Power 2026-2030, elaborado pela SolarPower Europe, com participação da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, mostra que em 2025 o Brasil caiu da quarta para a quinta posição entre os maiores mercados fotovoltaicos do mundo. Após adicionar 14,5 GWp no ano passado, o País amargou uma retração de 23% na potência solar adicionada em relação a 2024, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Alemanha. Os dados consideram a somatória das grandes usinas solares e dos sistemas de geração própria de pequeno e médio portes. Além da queda brasileira no ranking, outros dados do relatório chamam a atenção. Um deles é a segunda colocação da Índia em termos de potência anual adicionada, que ultrapassou de forma inédita os Estados Unidos. Outro é a penetração

per capita da tecnologia fotovoltaica na Austrália, com cerca de 1,7 kW de potência instalada solar para cada cidadão, ou seja, aproximadamente 3 módulos fotovoltaicos por habitante. Com isso, a Austrália continua sendo, de longe, a líder global em potência per capita. Os Países Baixos aparecem em seguida, acima da marca de 1,5 kW por habitante, enquanto a Alemanha consolida sua posição no terceiro lugar, tendo superado com folga o patamar de 1 kW per capita nos últimos dois anos. No caso brasileiro, a perda de posição no ranking global está diretamente relacionada com os cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados e aos obstáculos de conexão na geração própria dos consumidores, sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência. Adicionalmente, o mercado solar brasileiro enfrentou um cenário macroeconômico desfavorável, como taxa básica de juros muito elevada, refletindo em alto custo de capital, bem como forte volatilidade cambial e aumento no imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos, o que encarece a tecnologia para a sociedade. Atualmente, a operação do SIN - Sistema Interligado Nacional chegou a um ponto de inflexão. Nas últimas décadas, o sistema elétrico nacional cresceu em geração renovável solar, eólica, hídrica

Bárbara Rubim e Rodrigo Sauaia*

a fio d’água, biomassa e biogás, porém sem o correspondente investimento em infraestrutura, mecanismos de flexibilidade, armazenamento de energia elétrica e controle de carga. Transições de escala, como a do Brasil, exigem planejamento, infraestrutura e operação compatíveis, capazes de viabilizar a adequada gestão dos recursos disponíveis de forma eficaz e eficiente. É exatamente neste ponto que o País acumula um preocupante déficit. Portanto, o Brasil precisa caminhar no aprimoramento dos mecanismos de reconhecimento de receitas aos sistemas de armazenamento, na modernização tarifária (sinais horários, locacionais e ambientais), no reforço à infraestrutura elétrica de transmissão e distribuição, bem como na regulação dos sistemas de armazenamento de energia elétrica junto aos consumidores, atrás do medidor, como já ocorre em diversos países do mundo. Neste sentido, é primordial avançar em uma agenda setorial urgente, coordenada entre MME - Ministério de Minas e Energia, Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica e ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico, em diálogo e colaboração permanentes com as associações representativas do setor, que inclua a realização de leilões anuais de armazenamento de energia elétrica, com escala robusta e previsibilidade, a redução da carga tributária sobre as baterias, seus componentes, partes e peças, e o desenvolvimento de mecanismos técnicos e regulatórios para gestão dos excedentes de energia que respeitem os investimentos já realizados pela sociedade. * Bárbara Rubim é presidente do Conselho de Administração da Absolar, e Rodrigo Sauaia é CEO da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.


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