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Armazenamento de energia 16 Baterias redefinem a próxima fase da energia solar O crescimento da geração fotovoltaica e a necessidade de flexibilidade do sistema elétrico trouxeram o armazenamento de energia para o debate sobre a transição energética. Na reportagem, especialistas discutem os caminhos para consolidação dos sistemas de baterias no Brasil, abordando avanços regulatórios, evolução de modelos de negócio e mudanças na operação da rede.
Guia - 1 20 Eletrocentros para usinas fotovoltaicas O guia apresenta fornecedores de eletrocentros, acompanhados de informações sobre características elétricas, construção, equipamentos incorporados e recursos de proteção, auxiliando na especificação dos sistemas.
Normalização 22 NBR 17310 estabelece critérios para estruturas de solo fotovoltaicas O artigo trata da importância da NBR 17310, primeira norma brasileira dedicada às estruturas de suporte para sistemas fotovoltaicos de solo, publicada em agosto. O documento consolida critérios antes dispersos em diferentes normas, reduz interpretações, reforça a responsabilidade técnica dos projetos e eleva o padrão de conformidade no setor.
Transição energética 26 A busca pela flexibilidade no sistema elétrico O avanço das fontes renováveis variáveis exige recursos capazes de garantir potência e estabilidade ao Sistema Interligado Nacional, como os sistemas de armazenamento de energia. A reportagem aborda os desafios para a expansão da tecnologia, tanto em grandes empreendimentos quanto na geração distribuída, como ambiente regulatório adequado e remuneração dos serviços prestados pelas baterias.
Guia - 2 30 Seguidores solares Os seguidores solares permitem maximizar o aproveitamento da radiação incidente ao acompanhar a trajetória do Sol, aumentando a produção de energia em relação às estruturas fixas. O levantamento apresenta soluções de um e dois eixos, com informações sobre rastreamento, resistência ao vento, área atendida, potência fotovoltaica e características construtivas.
Colunas
Projeto & Instalação 32 Veículos elétricos 36 Fios & fatos 38 Solar FV em foco 42 Seções
Produtos 40 Publicações 41 Índice de anunciantes 41
Capa Helio Bettega Foto: Shuttherstock As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por FotoVolt, podendo mesmo ser contrárias a estas.
Sumário
Carta ao leitor 4
O mercado solar está mudando Carta ao leitor
Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam)
Jucele Reis, Editora
REDAÇÃO Editora: Jucele Menezes dos Reis (jornalista responsável – Reg. MTb. 0048092/SP)
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CONSELHO EDITORIAL Celso L.P. Mendes João Gilberto Cunha Mauro Crestani
s eventos fornecem um retrato do presente e uma indicação dos rumos do setor. E assim foi com a edição 2026 da TSESA - The Smarter E South America, realizada em agosto em São Paulo, SP. Com um público mais especializado, o hub registrou crescimento de 30% da área da ees South America, dedicada ao armazenamento de energia, e uma Power2Drive South America, voltada à eletromobilidade, que dobrou de tamanho. Mais do que números, esses movimentos revelam um mercado em transição. Por sua vez, os desafios impostos à operação dos sistemas elétricos pelo crescimento acelerado da geração fotovoltaica, especialmente no que se refere à integração dessa fonte, têm reduzido o seu ritmo de expansão. Como reflexo desse cenário, as projeções indicam retração global de cerca de 3% na implantação de novas instalações. No Brasil, a desaceleração já se reflete na redução do pipeline de projetos da geração centralizada e em taxas menores de expansão da geração distribuída no curto prazo. FotoVolt acompanha e relata essas mudanças aos leitores. Ao mesmo tempo, também precisa adaptar-se ao momento vivido pelo setor. Por isso, a partir desta edição, a revista passa a adotar periodicidade bimestral, mas sempre norteada pelo compromisso de levar aos leitores reportagens substanciosas e fundamentadas, além de informação técnica qualificada e relevante. Os sinais para o futuro são promissores. Com o avanço de soluções para integração da geração solar ao sistema elétrico, as projeções apontam retomada de crescimento da capacidade instalada em nível global. Essa transformação já está em curso: a evolução dos sistemas de armazenamento mostra que o mercado está saindo de uma conversa centrada apenas na geração fotovoltaica para uma discussão mais abrangente sobre energia, que combina geração, BESS, gestão e mobilidade elétrica em um mesmo ecossistema. Os debates promovidos nos congressos da TSESA mostraram que o armazenamento está assumindo um papel estratégico na flexibilidade do sistema elétrico, na segurança energética dos consumidores e na integração de uma matriz com participação crescente de fontes renováveis. Nesta edição, FotoVolt relata algumas dessas discussões e aprofunda temas que foram destaque no evento. As reportagens analisam os desafios regulatórios e de remuneração das baterias, o avanço do armazenamento distribuído e as oportunidades que começam a surgir. Para os integradores, o recado foi claro: dominar apenas a venda de sistemas fotovoltaicos deixa de ser suficiente diante de um mercado que passa a demandar soluções integradas de geração, armazenamento e gestão inteligente da energia. Em suma, mais do que ampliar a geração solar, o desafio agora é integrar, armazenar e gerir a energia. É essa nova etapa que começa a ser construída no Brasil, e que FotoVolt continuará acompanhando.
PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett – eliane.giacomett@arandaeditora.com.br; Ivete Lobo – ivete.lobo@arandaeditora.com.br REPRESENTANTES BRASIL: Interior de São Paulo: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista; cel. (41) 99728-3060; romildo@arandaeditora.com.br Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva – Tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 98179-9661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES: China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 55-3-703 Guan Lane, Hangzhou, Zhejiang 310003; tel.: +86-571 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker – Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal; tel.: +49 202 27169 13; fax: +49 202 27169 20; www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy: Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 – 20148 Milan; tel.: +39 2 3921 6180; fax: +39 2 3921 7082; grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina – Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073; tel: +81-(0)3-3263-5065; fax: +81-(0)3-3234-2064; aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn – 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu, Seoul 134-070; tel: +82 2 481-3411; fax: +82 2 481-3414; jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Rico Dormann – Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon; tel.: +41 44 720-8550; fax: +41 44 721-1474; dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King – 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1, Taichung, 408; tel.: +886 4 2325-1784; fax: +886 4 2325-2967; global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden): Mr. Edward J. Kania – Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA; tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188; ekania@btinternet.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY, 11566-5209; tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568; arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Helio Bettega Netto DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva CIRCULAÇÃO: Clayton Santos Delfino Tel.: (11) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima TIRAGEM: 10.000 exemplares FotoVolt é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. Tel.: +55 (11) 3824-5300; Fax: +55 (11) 3666-9585 em@arandaeditora.com.br – www.arandaeditora.com.br ISSN 2447-1615
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FotoVolt - Setembro -Outubro - 2026
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Aneel abre consulta sobre integração de recursos distribuídos à rede
ção destinado a realizar cortes automáticos de geração em situações de sobrefrequência no Sistema Interligado Nacional (SIN). A medida integra as ações do Operador para adaptar a operação à crescente participação de recursos energéticos distribuídos e à maior complexidade do sistema elétrico. O ERAG funcionará de forma análoga ao Esquema Regional de Alívio de Carga (ERAC), utilizado há décadas para cortar parcelas da carga em situações de subfrequência e evitar a propagação de perturbações. No novo esquema, porém, a atuação ocorrerá sobre a geração quando a frequência do sistema subir além dos limites estabelecidos. Segundo Sumara Ticom, assessora da Diretoria de Planejamento do ONS, o mecanismo funcionará como uma última camada de segurança. A atuação ocorrerá apenas em situações nas quais outras possibilidades de redução da geração já tenham sido esgotadas, incluindo os cortes realizados na rede básica e o acionamento do Plano de Excedentes de Geração. “De repente, ocorre uma situação no sistema não prevista e a frequência começa a subir. A gente coloca essa rede de proteção, que é esse corte de geração, para fazer a proteção e evitar um grande blecaute”, explicou. O acionamento será automático, por meio de relés, sem intervenção do operador. O ONS tem realizado estudos elétricos para determinar os montantes de geração a serem corta-
Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica abriu a Consulta Pública CP 033/2026 para debater a modernização das regras de conexão de tecnologias como geração solar distribuída, sistemas de armazenaProposta atualiza as regras de conexão de geração distribuída, mento, veículos elétricos e cargas que baterias e veículos elétricos para aumentar a segurança e a flexibilidade do sistema podem ajustar seu consumo conforme as condições da rede. Segundo o órgão, a iniciativa busca preparar o os requisitos de proteção e de qualidade sistema elétrico para uma realidade em do fornecimento, permite diferenciar as que consumidores deixam de apenas exigências conforme o porte e o impacto receber energia e passam também a de cada recurso e favorece a inovação produzir e armazenar eletricidade. ao definir as funcionalidades esperadas sem impor marcas, equipamentos ou A proposta, derivada de trabalho soluções tecnológicas específicas”, diz desenvolvido pelo ONS - Operador Naum comunicado da agência. cional do Sistema Elétrico, em articulaNesse novo cenário da energia eléção com a Aneel e com especialistas de trica, “ter informações adequadas sobre universidades de Santa Maria (UFSM), o que acontece na rede ajuda a torná-la de Uberlândia (UFU) e do Paraná (Uniomais segura, flexível e preparada para este), atualiza o Módulo 3 dos Prodist receber novas tecnologias”, diz a nota. Procedimentos de Distribuição de Ener“Conceitos como observabilidade, opegia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional rabilidade e controlabilidade significam e cria uma abordagem integrada para que a distribuidora poderá enxergar os chamados Recursos Energéticos Dismelhor o comportamento dos recursos tribuídos (REDs). O conceito considera conectados, comunicar-se com eles e como cada equipamento interage com coordenar sua atuação quando isso for a rede, seja injetando ou absorvendo necessário para a operação do sistema.” energia de forma controlável, em vez de estabelecer regras apenas de acordo Consumidores, distribuidoras, fabricom a tecnologia utilizada. cantes, universidades, especialistas e deA agência diz que a mudança permais interessados poderão contribuir. A mitirá que distribuidoras conheçam CP 033/2026 ficará aberta até 9 de novemmelhor as condições da rede e coorbro de 2026. As sugestões serão recebidas denem, quando necessário, a atuação pelo e-mail cp033_2026@aneel.gov.br. dos recursos conectados. A proposta Mais informação em https://antigo. estabelece requisitos de monitoramenaneel.gov.br/consultas-publicas. to, comunicação e resposta a comandos, além de regras relacionadas à proteção, à qualidade da energia e ao controle da potência injetada. Segundo a Aneel, a modernização das regras contribuirá para uma rede elétrica mais segura, eficiente e prepaONS - Operador Nacional rada para incorporar novas tecnolodo Sistema Elétrico está gias, como baterias, veículos elétricos, desenvolvendo o Esquema microrredes e sistemas inteligentes de Regional de Alívio de Geração ERAG será acionado em situações críticas de sobrefrequência, para reduzir o risco de grandes blecautes gestão de energia. “A proposta reforça (ERAG), mecanismo de prote-
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ONS prepara esquema automático de corte de geração
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FotoVolt - Setembro -Outubro - 2026
ABNT elabora norma nacional de requisitos para inversores
dos e os ajustes das proteções. A próxima etapa prevê a realização de um workshop com distribuidoras e participação da Aneel - Agência Nacional Grupo de Trabalho 4 (GT-4) da Code Energia Elétrica para discutir o funmissão de Estudo Especial de Enercionamento do esquema e a distribuigia Solar Fotovoltaica da ABNT está ção dos montantes de corte. elaborando uma norma nacional para controle de exportação de potência de A operacionalização deverá ocorrer por intermédio das distribuidoras. inversores fotovoltaicos, com o objetivo O ONS indicará os montantes de gede estabelecer requisitos técnicos uniforração que precisarão ser cortados em mes para sistemas de geração distribuída cada estágio, enquanto caberá às conque precisam limitar a quantidade de cessionárias definir, junto aos agentes energia injetada na rede elétrica. A exconectados às suas redes, como esses pectativa é que a proposta seja colocada cortes serão implementados. em consulta pública no início de 2027. De acordo com Sumara, diferenteO trabalho foi apresentado por mente do Plano de Excedentes de GeAnderson Severo, gerente técnico do ração, utilizado de forma programada IEM – Instituto de Energia e Mobilidade em períodos de excesso de oferta, o e um dos relatores do GT4, durante a ERAG é concebido para eventos exIntersolar South America, que aconteceu cepcionais e deverá ter baixa frequênem agosto em São Paulo. A iniciativa, cia de atuação. “O ERAG é uma rede segundo ele, busca estabelecer uma de segurança”, destacou. referência nacional. “A uniformização A implantação do esquema foi deverá trazer maior clareza para distriincluída entre as metas prioritárias do buidoras, fabricantes e integradores”, ONS. A previsão é iniciar o processo acrescentou. de implementação até dezembro de 2026, embora nem todos os estágios necessariamente estejam implantados até essa data. Além do ERAG, o ONS trabalha em outras frentes relacionadas à crescente presença de geração conectada às redes de distribuição. Entre elas estão estudos sobre a implementação do DSO, a reclassificação de usinas Proposta busca uniformizar critérios para tempo de resposta, para ampliar a observabilidade e a operação por fase e segurança em caso de falhas controlabilidade pelo Operador, a elaboração de mapas dos fluxos de O princípio do controle de exportageração entre as redes de distribuição ção é ajustar continuamente a geração e a rede básica e a atualização dos do sistema fotovoltaico para que a poProcedimentos de Rede relacionados tência injetada na rede permaneça denaos recursos energéticos distribuídos. tro do limite estabelecido. Quando ocorSegundo Sumara, a transformação re, por exemplo, uma redução do consuda matriz exige maior integração desmo da unidade e aumenta a parcela de ses recursos à operação. “A gente não energia disponível para exportação, o pode imaginar que é possível operar sistema deve identificar essa condição e um sistema com segurança se essa reduzir a geração dos inversores até que a injeção retorne ao valor permitido. geração não fizer parte do todo, se ela não atuar de uma forma diferenciada Entre os parâmetros já discutidos pelo grupo está a adoção de 15 segundos também contribuindo para a operação como tempo de resposta do sistema, redo sistema”, concluiu. Divulgação
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ferência utilizada pela CPFL e encontrada em normas internacionais. Outro ponto em discussão é o funcionamento do controle em inversores bifásicos e trifásicos. A proposta prevê modalidades de controle por fase e pelo conjunto das fases. A futura norma também deverá tratar da função de failsafe, destinada a determinar o comportamento do sistema caso haja perda de comunicação ou outra falha que comprometa o controle da exportação. A iniciativa é apresentada como uma alternativa para reduzir dificuldades associadas aos pareceres de acesso e dar maior previsibilidade aos requisitos aplicados aos equipamentos. “A gente acredita que a uniformização dos requisitos vai facilitar para que as concessionárias tenham requisitos um pouco mais claros”, disse Severo. Segundo ele, a intenção é encontrar uma solução de compromisso entre os diferentes agentes e reduzir as restrições impostas à conexão de novos sistemas de geração distribuída.
Absolar propõe agenda para próximo governo Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica apresentou uma agenda de propostas para o próximo governo federal, no período de 2027 a 2030, voltada a reduzir o desperdício de energia renovável, aumentar a flexibilidade e confiabilidade do sistema elétrico, ampliar o acesso à energia limpa e transformar a abundância de recursos renováveis em alavanca para a atração de investimentos e desenvolvimento econômico do País. Estruturada em três frentes (Bateria Brasil, Energia que Emprega e Sol para Todos), a agenda prevê a contratação de pelo menos 8 GW de sistemas de armazenamento, a expansão de 18 GW em grandes usinas solares e a ampliação do acesso à energia limpa para 3 milhões de unidades consumidoras até 2030. O anúncio foi feito durante a
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FotoVolt - Setembro -Outubro - 2026
Intersolar South America, maior feira e congresso do setor na América Latina, que aconteceu em agosto, em São Paulo. Na primeira frente, Bateria Brasil, a entidade defende a realização de leilões anuais de capacidade com neutralidade tecnológica, criando um mer- Entidade defende contratação de armazenamento e cado robusto para sistemas de armaze- políticas de renováveis para data centers e hidrogênio verde namento e dando maior previsibilidade aos investimentos no segmento. bilidade e à exportação de eletricidade Também propõe ampliar o uso de limpa para países vizinhos. baterias associadas à fonte solar, tanto A proposta inclui o planejamento da em sistemas de geração própria novos transmissão, para levar infraestrutura e existentes, quanto em grandes usinas às regiões onde há maior disponibilidade de energia e potencial de novos fotovoltaicas. A iniciativa busca responder a um dos principais desafios atuais investimentos. A expansão coordenada do setor elétrico: o aumento dos cortes da geração renovável e das redes, sede geração renovável e a falta de flexibigundo a entidade, é fundamental para lidade operativa. Somente em 2025, os transformar a competitividade energéticortes de geração renovável representaca brasileira em atração efetiva de capital. ram uma perda de mais de R$ 6 bilhões, Neste sentido, a agenda apresenenquanto o setor continuou precisando tada prevê também 18 GW em novas grandes usinas solares, capazes de recorrer à geração termelétrica para atender aos períodos de maior demanatrair R$ 59,4 bilhões em novos invesda. Para a Absolar, a entrada dos sistetimentos até 2030, destinados a acommas de armazenamento é estratégica, panhar o crescimento da demanda pois permite guardar parte da eletriciassociado à instalação de novas cargas dade que hoje é cortada e utilizá-la eletrointensivas, sem a necessidade de novos subsídios. A expansão solar posteriormente, aumentando a flexibilitambém pode contribuir para reduzir dade e a eficiência do sistema elétrico. custos associados ao atendimento de A proposta inclui ainda a equaliregiões isoladas e a outros encargos do zação da carga tributária das baterias setor elétrico, como a Conta de Consucom a de fontes renováveis. Atualmenmo de Combustíveis (CCC) e a Conta te, a tributação sobre sistemas de armade Desenvolvimento Energético (CDE). zenamento pode chegar a 84,8%, mais que o dobro daquela incidente sobre Já a terceira frente da proposta, Sol fontes renováveis. para Todos, tem como foco a universaA segunda frente da agenda, Enerlização do acesso à energia elétrica por gia que Emprega, propõe utilizar a meio da combinação entre geração soabundância de recursos renováveis do lar e armazenamento. A Absolar propõe Brasil como uma vantagem competitiva levar sistemas solares associados a baterias para 3 milhões de unidades conpara atrair novos investimentos e fortasumidoras, sendo 500 mil em sistemas lecer a economia nacional. A entidade isolados. A iniciativa busca ampliar o defende uma política de Estado para acesso à energia limpa e confiável e, estimular a instalação de indústrias ao mesmo tempo, reduzir a dependêneletrointensivas de baixo carbono, data cia de soluções mais caras e poluentes. centers, projetos de hidrogênio verde e Entre as medidas está a realização outras atividades intensivas em energia de leilões anuais para sistemas isolalimpa. A associação também aponta dos, com participação mínima de 50% oportunidades relacionadas à eletrificade fontes renováveis. A entidade tamção dos setores produtivos, à eletromo-
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bém propõe a substituição de 100 mil geradores a diesel por sistemas solares com baterias, reduzindo o uso de combustíveis fósseis e os custos associados ao atendimento dessas localidades, bem como diminuindo a poluição e o barulho para a população atendida. Segundo a Absolar, o ponto em comum das três frentes está em reduzir custos estruturais do sistema elétrico e aproveitar melhor os recursos renováveis disponíveis no País, sem a criação de novos encargos tarifários. “Não estamos propondo novos custos para o consumidor, mas medidas para reduzir ineficiências e aproveitar melhor os recursos que o Brasil já possui. O País pode transformar energia renovável em mais investimentos, empregos, competitividade, segurança energética e sustentabilidade. Essa é uma agenda de Estado que precisa atravessar os próximos anos e orientar o planejamento do setor elétrico brasileiro”, diz a presidente do conselho de administração da associação, Bárbara Rubim.
The smarter E South America reúne 50 mil visitantes The smarter E South America encerrou a edição de 2026 com cerca de 50 mil visitantes e mais de 500 expositores no Expo Center Norte, em São Paulo. Realizado entre 25 e 27 de agosto, o hub reuniu simultaneamente os eventos Intersolar South America, ees South America, Power2Drive South America e Eletrotec+EM-Power South America. Os congressos, minicursos e workshops associados receberam aproximadamente 3 mil participantes. Entre os segmentos que ganharam espaço nesta edição está o armazenamento de energia. A área de exposição da ees South America cresceu 30%, enquanto a Power2Drive South America dobrou de tamanho em relação à edição anterior. Na área de armazenamento, a Absae - Associação Brasileira de So-
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luções de Armazenamento de Energia realizou o pré-lançamento do Projeto Visão 2030, que mapeia desafios relacionados à flexibilidade, potência, encargos e tarifas e propõe uma agenda de políticas públicas para o desenvolvimento do setor até o final da década. A Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica também escolheu o evento para anunciar sua agenda de propostas para o próximo governo federal (veja na página 9). A mobilidade elétrica também esteve entre os temas da programação. Segundo dados da ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico citados pelo evento, mais de 270 mil veículos eletrificados foram emplacados entre janeiro e julho de 2026, levando a frota nacional a 700 mil unidades. Entre os assuntos discutidos estiveram tecnologias Vehicle-toGrid (V2G) e a regulamentação da recarga de veículos elétricos em edifícios. Na Eletrotec+EM-Power South America, os trabalhos técnicos refletiram a crescente integração entre instalações elétricas e novas tecnologias energéticas, com maior presença de temas relacionados a sistemas fotovoltaicos, veículos elétricos, armazenamento e baterias. A edição também realizou pela primeira vez uma sessão paralela dedicada ao tema “medidor para fora”. Por sua vez, os depoimentos dos expositores apontaram a feira como ambiente para geração de negócios, identificação de oportunidades, formação de parcerias, aproximação entre fabricantes, integradores e clientes e troca de conhecimento, além da apresentação de novas tecnologias e soluções ao mercado. A próxima edição da The smarter E South America está programada para 24 Solar Promotion International
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Evento teve mais de 500 expositores e destacou o avanço do armazenamento, da mobilidade elétrica e das tecnologias para gestão e infraestrutura de energia
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a 26 de agosto de 2027, novamente no Expo Center Norte, em São Paulo. Mais informações em www.thesmartere.com.br.
MME lança Atlas Brasileiro da Transição Energética MME - Ministério de Minas e Energia publicou a versão 2026 do Atlas Brasileiro da Transição Energética — Recorte dos Estados. Elaborado em parceria com a EPE - Empresa de Pesquisa Energética, o material reúne informações sobre políticas públicas, leis, projetos e vocações regionais relacionadas à transição energética nos estados brasileiros, utilizando 2025 como ano-base. A ferramenta apresenta um panorama das iniciativas voltadas à expansão da energia limpa e foi desenvolvida para apoiar gestores públicos, pesquisadores e investidores no acompanhamento da evolução da transição energética no País, contribuindo para ampliar a articulação e coordenação entre iniciativas. Com dados estruturados a partir do Guia Conceitual do Atlas 2026, a edição deste ano também atualiza as informações sobre políticas públicas em desenvolvimento nos estados, avanços no número de iniciativas, novas fontes energéticas e projetos, além da evolução das ações registradas nos últimos anos. O Atlas está organizado em dois grandes eixos: Executivo, que reúne as iniciativas de políticas públicas cadastradas pelos estados, organizadas segundo diferentes dimensões de análise, como Publicação permite acompanhar mecanismos de implementaevolução da transição energética em diferentes regiões do País ção, estágio de execução, produtos esperados, macrotemas e categorias tecnológicas; e o Normativo, que compreende a legislação estadual relacionada ao tema, incluindo leis, decretos e portarias. Dentre as fontes de energia que protagonizam as iniciativas, a solar permanece como a mais presente em políticas, programas e planos estaduais. Na sequência, aparecem iniciativas relacionadas ao hidrogênio, biogás e biometano. O Atlas Brasileiro da Transição Energética 2026 está disponível em www.epe.gov.br/sites-pt/publicacoes-dados-a bertos/publicacoes/AtlasdaTransicaoEnergetica/index.aspx.
Reino Unido autoriza uso de sistemas plug-in de até 800 W
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uso de sistemas solares plug-in passou a ser permitido na Grã-Bretanha a partir de 27 de agosto. A regulamen-
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-40°C a +85°C
Temperatura Máxima Limite
120°C
Grau de Proteção (IP)
IP68
Classe de Proteção/Segurança
II
Classe de Sobretensão
III
Tipo de Conexão
Crimpagem
Material de contato
Cobre Estanhado
Material de isolamento
PA
Tensão nominal (Vdc)
1500V
Corrente Nominal 2,5/4/6mm2
25A/35A/45A
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UL94: V-0
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tação autoriza a conexão de sistemas fotovoltaicos de até 800 W diretamente à instalação elétrica das residências, sem a necessidade da instalação profissional exigida pelos sistemas convencionais em telhados.
Equipamentos podem ser conectados diretamente à instalação insta lação elétrica residencial e ampliam o acesso à geração solar Segundo estimativas do governo britânico, os equipamentos podem suprir até 20% do consumo de eletricidade de uma residência média e proporcionar economia de até £ 110 por ano na conta de energia. Os módulos podem ser posicionados em áreas externas e, em determinadas condições, em varandas, ampliando as possibilidades de geração própria para moradores de apartamentos e imóveis alugados. A autorização foi precedida por testes independentes dos principais componentes elétricos da tecnologia. De acordo com o governo, equipamentos que atendam à especificação
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TTS Energia vai construir solar de 2,5 MW em mineradora
de segurança estabelecida são compatíveis com as instalações elétricas residenciais britânicas. Os requisitos adotados no país são descritos como TTS Energia, empresa de engenhamais rigorosos que os da Alemanha, ria e construção de usinas solares e onde os sistemas solares plug-in já ativos de energia renovável, fechou contrato com a GreenYellow, empresa global são amplamente utilizados e cerca de de soluções de energia e eficiência ener500 mil novos equipamentos foram gética, para a construção de uma usina instalados no último ano. solar fotovoltaica para a MISA Minerais, A mudança ocorre em um período em Limoeiro do Norte (CE). O empreende expansão da geração fotovoltaica dimento terá 2,5 MW de potência insresidencial no país. Dados do MCS talada e vai operar no modelo grid zero, indicam que quase 150 mil instalaque permite utilizar a geração fotovoltaições solares certificadas foram realica no próprio local sem que excedentes zadas no primeiro semestre de 2026, sejam injetados na rede elétrica. crescimento de 17% em relação ao O escopo da TTS Energia envolve recorde registrado no mesmo período execução completa (full EPC), incluindo de 2025. As instalações de baterias também avançaram, chegando a 36 engenharia, fornecimento de equipamil no semestre, quase o dobro do mentos, construção, montagem eletromecânica e comissionamento da planta. registrado no mesmo período do ano anterior. Apesar da liberação dos equipamentos, sua instalação poderá depender de autorizações relacionadas ao imóvel. Moradores de propriedades alugadas ou apartamentos, por exemplo, poderão precisar da concordância do proprietário ou responsável pelo edifício. Dependendo das características da edificação, também poderão ser Orçado em cerca de R$ 8 milhões, o projeto será instalado na exigidas autorizações urbanísticas unidade da MISA em Limoeiro do Norte, Ceará, e vai operar em específicas. grid zero
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Divulgação
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Notícias
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Com cerca de 3,5 mil módulos fotovoltaicos, a usina ocupará 29 mil metros quadrados e tem previsão de entrar em operação no primeiro trimestre de 2027. Orçado em aproximadamente R$ 8 milhões, o empreendimento integra a solução desenvolvida pela GreenYellow Brasil para a MISA e foi estruturada no modelo de energia como serviço (EaaS), no qual a multinacional francesa realiza o investimento e viabiliza a implantação da infraestrutura energética sem necessidade de investimento inicial por parte da mineradora. Para a operação em grid zero, a TTS Energia vai implantar um sistema de controle que monitora continuamente o fluxo de energia no ponto de conexão da unidade. Um medidor acompanha, em tempo real, se a instalação está consumindo energia da rede ou se a geração fotovoltaica está se aproximando de um nível superior à demanda. Essas informações são enviadas a um controlador, que ajusta dinamicamente a potência dos inversores de acordo com um setpoint configurado para zero injeção. Na prática, quando a geração solar se aproxima de superar o consumo instantâneo da unidade, o sistema reduz automaticamente a potência dos inversores, fazendo com que a geração acompanhe a demanda. A planta também contará com dois pontos de conexão em média tensão e dois transformadores, exigindo a construção de uma infraestrutura dedicada para integração da geração solar ao sistema elétrico da unidade. Será construída uma rede aérea com circuito duplo de mais de um quilômetro de extensão, conectando a infraestrutura de geração aos pontos de conexão da operação.
Notas Financiamento para integradores solares - A 77Sol estruturou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 140 milhões para ampliar as opções de financiamento disponíveis aos consumidores finais via integrador solar. O fundo tem gestão da Riza Asset e administração da Oliveira Trust. O foco da empresa é especialmente projetos residenciais e comerciais de pequeno porte. Geração solar em atacadista - O Tenda Atacado instalou um sistema fotovoltaico grid zero em sua unidade de Matão, SP. O projeto recebeu investimento de R$ 2,2 milhões. O sistema possui 680 kWp de potência instalada e 972 módulos fotovoltaicos, com geração estimada em 838 mil kWh por ano. Segundo a empresa, esse volume deverá corresponder a aproximadamente 35% da demanda energética da loja. A expectativa é que a geração própria reduza em cerca de R$ 30 mil os gastos mensais com aquisição de energia.
Armazenamento de energia
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Baterias redefinem a próxima fase da energia solar Jucele Reis, editora de Fotovolt
Shutterstock
capacidade instala‑ da de energia solar no mundo saltou de 70 GW para mais de 3,1 TW em apenas uma década, consolidando a fonte como a principal tecnologia de geração renovável. O avanço foi impulsionado pela rápi‑ da redução dos custos, facilidade de implanta‑ ção dos sistemas fotovol‑ taicos e aumento crescente da eficiência dos módulos. Com instalações próximas de 1 TW por ano, a capacidade solar mundial deverá alcançar 8 TW até 2030 e 14 TW em 2035, segundo dados do Global Solar Council. O crescimento acelerado da fonte, entretanto, impôs novos desafios à ope‑ ração dos sistemas elétricos, aumentan‑ do a necessidade de recursos capazes de fornecer flexibilidade. Como reflexo das limitações de integração da geração fotovoltaica, projeções da Bloomberg apontam que este ano deverá ser regis‑ trada uma retração global de 2% a 3% no ritmo de implantação de novas insta‑ lações solares. No Brasil, a energia solar tem enfren‑ tado uma desaceleração. Na geração
O crescimento da geração fotovoltaica e a necessidade de flexibilidade do sistema elétrico trouxeram o armazenamento de energia para o debate sobre a transição energética. Durante a Intersolar, especialistas apontaram caminhos para consolidação dos sistemas de baterias no Brasil, abordando avanços regulatórios, evolução de modelos de negócio e mudanças na operação da rede.
centralizada, desafios como o curtailment já aparecem no pipeline de projetos. Em 2025, o País contava com 138 GW de sistemas fotovoltaicos outorgados. Este ano, o volume caiu 33 GW ― queda de 24%, de acordo com informações da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Na geração distribuída, a expectativa é de redução no ritmo de crescimento no curto prazo, influenciada pela diminuição gradual dos incentivos regulatórios e as difi‑ culdades de conexão às redes de distri‑ buição. A partir de 2030, o Global Solar Council prevê a retomada das adições de capacidade em nível global devido ao avanço de soluções para integração e flexibilização do sistema elétrico.
Entre essas tecnologias, o armazenamento de ener‑ gia ocupa posição estraté‑ gica. As projeções indicam que a capacidade mun‑ dial da tecnologia deverá atingir cerca de 2 TW em 2035, oito vezes acima do nível registrado em 2025. A Bloomberg destaca que, após permanecer como um mercado incipiente até 2020, as instalações de baterias cresceram 40% entre 2024 e 2025, com previsões de adições anuais próximas de 230 GW para a próxima década. Assim como ocorreu com os módulos fotovoltaicos, a evolução das baterias vem sendo impulsiona‑ da pela redução dos custos e pelo avanço tecnológico. Desde 2022, os preços acumulam queda superior a 50%, incluindo redução de 27% ape‑ nas em 2025. Ao mesmo tempo, au‑ menta a eficiência dos equipamen‑ tos, segundo o Global Solar Council. A tendência é de convergência entre os mercados de energia solar e armazenamento, de acordo com estudos da Bloomberg. Em 2016, a capacidade anual adicionada de
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entrar em uma fase tos casos, o payback cresce apenas efetiva de implanta‑ cerca de um ano, enquanto o con‑ ção. De acordo com sumidor ganha maior autonomia ele, esse movimento e confiabilidade no fornecimento é impulsionado não de energia”, afirmou. apenas pela expec‑ Para Tiago de Barros Correia, Armazenamento e CEO da RegE Consultoria, o de‑ tativa em torno dos flexibilidade leilões de reserva senvolvimento do armazenamento de capacidade, mas também depende da criação de Assim como o restante do mundo, o também pelo cres‑ modelos de negócio específicos Brasil busca desenvolver a flexibilidade Markus Vlasits (Absae): “Além da expectativa em para cada aplicação. Segundo ele, necessária para sustentar uma matriz cimento do armaze‑ torno dos leilões de reserva os sistemas contratados por leilões elétrica com participação crescente de namento descentra‑ de capacidade, o crescimento regulados, os destinados ao merca‑ fontes renováveis variáveis. O primeiro lizado, adotado por do armazenamento Leilão de Reserva de Capacidade (LR‑ consumidores para do de energia e as soluções behind descentralizado vai aumentar a flexibi‑ the meter exigem regras distintas CAP) voltado a baterias, previsto para impulsionar a implantação de contratação e remuneração. dezembro, representa um passo nessa lidade e otimizar o das baterias” direção. Durante o congresso da Inter‑ consumo de energia. O CEO avalia que o modelo Na avaliaçãode Vlasits, um dos previsto para os leilões de reserva de ca‑ solar, realizado em agosto na cidade principais desafios é a criação de si‑ de São Paulo, Barbara Rubim, presi‑ pacidade concentra diferentes funções — dente do Conselho da nais econômicos capazes como reserva de capacidade, flexibili‑ Absolar – Associação de remunerar a flexibi‑ dade e serviços Brasileira de Energia ancilares — em lidade proporcionada Solar Fotovoltaica, des‑ um único contra‑ pelas baterias. Como esses sistemas agregam valor tacou que um certame to, sem estabele‑ justamente em momentos isolado não constitui cer remuneração de escassez e abundância uma política pública. específica para de energia, sua viabilidade Na sua avaliação, o cada serviço. Essa depende de mecanismos País precisa de um limitação reduz a de precificação que refli‑ programa permanente Barbara Rubim (Absolar): “O País possibilidade de precisa de um programa permanente para o armazenamento combinar diferen‑ tam essas diferenças. Ele para o armazenamento de de energia, baseado também defende o reco‑ tes fontes de recei‑ Tiago de Barros Correia energia, baseado em leilões anuais, (RegE): “O mercado [de em leilões anuais, neu‑ nhecimento da multipli‑ ta, comprometen‑ neutralidade tecnológica e escala armazenamento] vai tralidade tecnológica e compatível com o volume de energia cidade de aplicações das do a atratividade avançar de qualquer escala compatível com baterias e a criação de po‑ econômica dos vertida atualmente pelas limitações maneira. Cabe à regulação operacionais do sistema elétrico” o volume de energia projetos. líticas públicas específicas acompanhar esse vertida atualmente para estimular o mercado. Além disso, movimento, e não correr atrás dele depois”. pelas limitações operacionais do siste‑ No segmento da geração distribuí‑ Correia defende que as baterias ma elétrico. da, Vinicius Henriques, gerente de também sejam regulamentadas como A executiva também aponta a ele‑ estratégia e análise de investimentos ativos de transmissão e distribuição, da Cela – Clean Energy Latin Ame‑ vada carga tributária como um dos permitindo sua contratação pelas con‑ principais entraves à expansão desse rica, observou durante sua palestra segmento. Enquanto as baterias são que o aumento gradual da cobrança cessionárias. Para ele, a ausência de tributadas em 84,8%, tecnologias como do Fio B sobre a energia compensada sinais locacionais e horários de preço o gás natural recolhem 44,3%. Segundo — que chegará a 100% em 2029 para reduz o incentivo para que grandes ela, reduzir essa diferença é fundamen‑ novos sistemas — tende a estimular consumidores, como data centers e o consumo local da energia gerada. tal para ampliar a competitividade do futuros projetos de hidrogênio de baixo Nesse cenário, as baterias deixam de armazenamento e acelerar sua adoção carbono, utilizem o armazenamento ser apenas uma solução de backup e no sistema elétrico brasileiro. para deslocar carga e contribuir para passam a aumentar a rentabilidade Já para Markus Vlasits, presidente a operação da rede. “Hoje esses empre‑ dos projetos fotovoltaicos ao reduzir da Absae – Associação Brasileira de So‑ endimentos instalam baterias basica‑ o volume de energia injetado na rede. luções de Armazenamento de Energia, mente para backup. O sistema precisa “O investimento inicial aumenta com o armazenamento finalmente deixou incentivar soluções capazes de deslo‑ a instalação da bateria, mas, em mui‑ de ser apenas uma perspectiva para car carga por quatro horas ou mais, geração fotovoltaica era cerca de 56 vezes superior à de baterias. Em 2025, essa diferença caiu para apenas quatro vezes.
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contribuindo efetiva‑ DSO: o próximo passo para integrar baterias mente para a opera‑ lém de mecanismos de remuneração para serviços ancilares e sinais econômicos adequados, a expansão dos sistemas de armazenamento também ção da rede”. dependerá de novas regras para a operação coordenada dos REDs – Recursos Energéticos Distribuídos, com o objetivo de preservar a estabilidade da Ainda de acordo rede elétrica. com o especialista, o À medida que baterias, sistemas fotovoltaicos, veículos elétricos e outros recursos energéticos distribuídos se multiplicam nas redes de distribuição, passa armazenamento dis‑ a ser necessário também coordenar sua operação em tempo real, para que possam contribuir efetivamente para a segurança e a eficiência do sistema tribuído poderá cres‑ elétrico. Nesse contexto, segundo Tiago de Barros Correia, CEO da RegE Consultoria, as distribuidoras deverão evoluir para o modelo de DSO - Distribution System Operator, deixando de atuar apenas como provedoras da infraestrutura elétrica para coordenar esses recursos e utilizar sua flexibilidade em cer em ritmo supe‑ benefício da rede. rior ao dos projetos centralizados caso o Essa visão é compartilhada por Adriana Lucimar de Oliveira, head de novos negócios e inovação da Thymos Energia. Segundo a especialista, o modelo de DSO, já adotado em diversos mercados internacionais, deverá ganhar espaço também no Brasil. A expectativa é de que a implantação do DSO permimercado conte com ta o desenvolvimento de mercados locais de flexibilidade. Nesse ambiente, consumidores, agregadores e proprietários de recursos distribuídos poderão sinais econômicos ser remunerados por serviços como armazenamento de energia, resposta da demanda, controle de potência reativa e outros serviços ancilares. Segundo adequados, revisão Oliveira, em muitos casos será mais eficiente contratar esses serviços do que ampliar continuamente a infraestrutura elétrica. do PLD horário e Hoje, explica a especialista, as distribuidoras possuem pouca visibilidade sobre os ativos conectados às suas redes. Segundo ela, com o apoio de plataremuneração pelos formas como Advanced Distribution Management System (ADMS) e Distributed Energy Resource Management System (DERMS), será possível monitorar serviços ancilares. esses recursos em tempo real, coordenar sua operação e utilizar sua flexibilidade para aumentar a eficiência da rede. Na sua avaliação, o Ainda de acordo com Oliveira, essa mudança representa uma transição do modelo tradicional, baseado principalmente em investimentos em infraestrutupotencial de investi‑ ra (Capex), para uma abordagem orientada pelo custo total do sistema (Totex), na qual soluções digitais e recursos distribuídos passam a competir com mento das famílias obras convencionais sempre que apresentarem melhor relação custo-benefício. Para que esse modelo se consolide, contudo, será necessário um amplo avanço regulatório. Oliveira destaca a necessidade de definir responsabilidades dos novos agentes, estabelecer regras de governança, ampliar o comparbrasileiras demons‑ tilhamento de dados, regulamentar os mercados de flexibilidade e separar as funções de operação da rede e de operação do mercado, preservando a tra que o mercado neutralidade do operador. pode avançar rapi‑ Outro agente que deverá ganhar importância nesse novo ambiente são os agregadores, responsáveis por reunir milhares de pequenos recursos distridamente, repetindo buídos em portfólios capazes de prestar serviços ao sistema elétrico. Segundo a executiva da Thymos Energia, essa estrutura permitirá que ativos de o movimento obser‑ pequeno porte participem dos mercados de flexibilidade de forma coordenada. vado na expansão da Correia, da RegE Consultoria, acrescenta que a transparência dos modelos computacionais utilizados pelo ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico micro e minigeração também será fundamental para a integração entre transmissão e distribuição. Segundo ele, a abertura gradual dessas ferramentas permitirá maior previdistribuída. “Em vez sibilidade ao mercado e facilitará a futura coordenação entre o ONS e os operadores das redes de distribuição. de discutir leilões Sumara Ticom, assessora executiva da Diretoria de Planejamento do ONS, informou durante o evento que a entidade já trabalha, em conjunto com a para 3 GW ou 7 GW Aneel e distribuidoras, em projetos-piloto (sandbox regulatório) voltados à implantação desse novo modelo. Entre as iniciativas em andamento estão a de baterias, pode‑ reclassificação de usinas conectadas às redes de distribuição para ampliar sua observabilidade e o aperfeiçoamento do mapeamento dos fluxos de potência entre distribuição e transmissão, acompanhando o crescimento dos recursos energéticos distribuídos. ríamos instalar até 20 GW em três anos Em sua apresentação, Renata Nogueira, assessora da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, concluiu que a expansão das fontes renováveis exige um planejamento cada vez mais integrado entre geração, rede, operação e regulação. Segundo a assessora, a com investimentos capacidade de coordenar esses diferentes elementos será determinante para garantir a segurança e a eficiência do sistema elétrico nos próximos anos. dos consumidores”, estimou. “O Brasil instalou cerca de instalada nas baterias embarcadas já de preço e mudanças na operação do representa um recurso energético dis‑ sistema de distribuição serão decisivos 50 GW de MMGD sem planejamento para consolidar essa transformação. centralizado, sem leilões e pratica‑ tribuído de escala relevante. “O mercado vai avançar de qualquer Segundo Correia, da RegE, esse mente sem financiamento do BNDES. potencial ainda é pouco considerado maneira. Cabe à regulação acompanhar O poder de investimento das famílias no planejamento do setor elétrico. Na esse movimento, e não correr atrás dele é três ou quatro vezes maior do que o avaliação do especialista, com sinais depois”, concluiu. das empresas”, completou. econômicos adequados, os veículos Apesar dos desafios regulatórios, elétricos poderão deixar de atuar Correia considera inevitável a expan‑ Armazenamento e apenas como cargas para também for‑ são das baterias no Brasil. Para ele, os eletrificação da frota primeiros leilões deverão comprovar a necer energia à rede nos horários de competitividade da tecnologia frente A eletrificação da frota desponta maior demanda, por meio do conceito às usinas termelétricas e acelerar sua como outro importante vetor de ex‑ vehicle-to-grid (V2G). utilização na geração centralizada, Hoje, porém, a ausência de tarifas pansão do armazenamento de energia. horárias e de mecanismos de remune‑ Com cerca de 500 mil veículos elétricos na transmissão, na distribuição e nas em circulação no Brasil e um cresci‑ ração faz com que muitos consumido‑ aplicações behind the meter. O CEO acre‑ mento estimado em aproximadamente res recarreguem seus veículos justa‑ dita ainda que instrumentos como res‑ 20 mil unidades por mês, a capacidade mente no início da noite, coincidindo posta da demanda, sinais locacionais
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com o horário de maior consumo do combinado ao armazenamento e à sistema. Para Correia, a criação de geração distribuída. Juliana Soares, analista de inovação sinais de preço permitirá inverter do Grupo Energisa, essa lógica, utilizando as baterias cita que, em condodos veículos como recursos de flexibilidade para o sistema elémínios residenciais, por exemplo, a trico. energia excedente O armazenamento também produzida pelos sisdeverá desempenhar papel importante na infraestrutura de temas fotovoltaicos recarga. A instalação de baterias pode ser armazenanas estações permite reduzir os da durante o dia e Juliana Soares (Grupo picos de demanda sobre a rede utilizada posteriorEnergisa): “Para que carregadores inteligentes, de distribuição, utilizando enermente para abastecer baterias e veículos elétricos os veículos elétricos gia previamente armazenada passem a prestar serviços à à noite, reduzindo para complementar a potência rede, será necessário criar a demanda sobre a disponível durante o carregamen- mecanismos de remuneração rede e minimizando to simultâneo de veículos. Segun- capazes de reconhecer o valor problemas de reverdo o CEO, essa estratégia pode desses recursos” evitar reforços na infraestrutura são de fluxo. elétrica, reduzir o carregamento dos Outro conceito apresentado pela transformadores e aumentar a eficiênanalista são as chamadas usinas vircia da utilização da rede. tuais (Virtual Power Plants – VPPs), Outra tendência é o avanço do carnas quais geração fotovoltaica, bateregamento inteligente (smart charging) rias e infraestrutura de recarga são
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coordenadas por plataformas digitais capazes de otimizar o consumo e a injeção de energia conforme as condições da rede. Nesse modelo, os carregadores deixam de ser apenas consumidores de eletricidade e passam a auxiliar na estabilidade do sistema. Soares destaca, entretanto, que o principal desafio continua sendo regulatório. “Atualmente, operadores de estações de recarga não possuem incentivos econômicos para disponibilizar benefícios ao sistema”. Para que carregadores inteligentes, baterias e veículos elétricos passem a prestar serviços à rede, será necessário, segundo ela, criar mecanismos de remuneração capazes de reconhecer o valor desses recursos. “O carregador precisa deixar de ser visto apenas como uma carga e passar a ser reconhecido como um ativo de flexibilidade”, concluiu.
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Eletrocentros para usinas fotovoltaicas
Os eletrocentros são soluções prémontadas em fábrica que agilizam a implantação de usinas fotovoltaicas. Este guia reúne fornecedores e apresenta informações sobre características elétricas, construção, equipamentos incorporados e recursos de proteção, auxiliando na especificação dos sistemas.
Da Redação de FotoVolt
800
Comtrafo (43) 3520-4300 vendas@comtrafo.com.br
1.000
6.000
Até 300
10.000
1.000
Eletro Painel (31) 98464-0712 erick.correa@grupoeletropainel.com.br
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Até 2.500
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Anti-ilhamento
Até 200 Até 3.000
Desequilíbrio de corrente
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Limitação de potência
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Sub/Sobretensão
CME (51) 98177-8097 celso@cmeengenharia.ind.br
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Transformador
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Inversor e filtros
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Disjuntor geral c.a.
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Eletrocentro (47) 99909-1473 comercial@eletrocentro.ind.br Gali Energia (14) 99755-0117 comercial@galienergia.com.br
1.500
30
Até 12
Gimi (11) 97675-2583 vendas@grupogimi.com.br
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4.000
Ingeteam (19) 3037-3773 jose.nardi@ingeteam.com
1.500
Média Tensão (11) 2384-0155 vendas@mediatensao.com.br
1.500
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34.500
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Até 5.000
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Setta (34) 3826-7800 sales.support@gruposetta.com WEG (47) 98919-5143 lassuncao@weg.net
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800
Novemp (11) 4093-5300 vendas@novemp.com.br Romagnole (44) 99972-1254 marketing@romagnole.com.br
Proteções
Contatores c.a.
1.500
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Equipamentos
Seccionador c.c.
BRVAL (21) 97105-6853 vendas@brval.com.br
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Temperatura de operação (°C)
1.000
Painel ao tempo (IP)
Até 24 Até 10.000
Conexão com a MT (34,5 kV)
3.997
Conexão com a MT (13,8 kV)
Tensão de saída 3f (V)
1.500
Construção
Eficiência máxima (%)
Número de entradas de c.c.
Blutrafos (47) 99207-2067 solar@blutrafos.com.br
Empresa/Telefone/E-mail
Potência nominal (kVA)
Corrente máxima (A)
Saída c.a.
Tensão máxima (V)
Entrada c.c.
Container 40’ (IP)
Guia - 1
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Até 20
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Até 7.000 10.200 a 36.200 99
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40 a 140 •
Até 10
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54 -10 a 50 •
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Até 40 Até 11.000
800 755
98,5
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Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 71 empresas pesquisadas. Fonte: Revista FotoVolt, setembro/outubro de 2026 Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/
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NBR 17310 estabelece critérios para estruturas de solo fotovoltaicas Ana Carolina Cunha Quélhas, da Mi Omega Engenharia
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té pouco tempo atrás, quem calculava uma estrutura metálica de solo para sistemas fotovoltaicos no Brasil trabalhava, na prática, com um “quebra-cabeça”. Não existia uma norma brasileira dedicada a esse tipo de estrutura. Para o dimensionamento do aço, o calculista recorria à NBR 8800 - Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e concreto de edificações e à NBR 14762 - Dimensionamento de estruturas de aço constituídas por perfis formados a frio. Já para ações do vento, a fonte era a NBR 6123 - Forças devidas ao vento em edificações. Por sua vez, para cargas em geral, consultava-se a NBR 6120 - Ações para o cálculo de estruturas de edificações. Embora sejam normas sólidas, tais documentos foram pensados para edificações, não para o arranjo específico de módulos solares apoiados no solo. O resultado era um conjunto de decisões técnicas que dependia fortemente do bom senso e da experiência de cada profissional. Na prática, boa parte das estruturas de solo instaladas no País sequer passava por esse processo de verificação normativa. Muitas eram executadas sem cálculo estrutural, ou com uma avalia-
ção superficial que não seguia norma nenhuma. Além de dificultar o trabalho do calculista responsável, a ausência de um documento específico também era usada como justificativa para quem simplesmente pulava essa etapa. Diante desse contexto, a ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas publicou em 18 de agosto de 2026 a NBR 17310 - Estruturas de suportes para sistemas fotovoltaicos de solo: Diretrizes e orientações. Elaborada por um dos grupos de trabalho (GT2) da ABNT CEE-253, a Comissão de Estudo Especial de Energia Solar Fotovoltaica da Associação Brasileira de Normas Técnicas, a norma estabelece as diretrizes e orientações gerais de projeto a serem
Publicada em agosto de 2026, a NBR 17310 é a primeira norma brasileira dedicada às estruturas de suporte para sistemas fotovoltaicos de solo. Embora não introduza novos métodos de cálculo, consolida critérios antes dispersos em diferentes normas, reduz interpretações, reforça a responsabilidade técnica dos projetos e eleva o padrão de conformidade no setor.
consideradas em estruturas fotovoltaicas de solo em temperatura ambiente. Trata-se da primeira norma brasileira tratando especificamente de estruturas para sistemas fotovoltaicos, o que é um avanço para se diminuir a grande quantidade de problemas verificados em sistemas solares de solo. A norma muda o cenário, mas talvez não do jeito que muita gente esperava.
Uma norma que organiza, mais do que inova Para quem já se dedicava a estudar o tema a fundo, a NBR 17310 não traz uma revolução técnica. Ela não introduz novos coeficientes nem propõe uma metodologia de cálculo original. A nova norma formaliza um caminho que os engenheiros comprometidos com os cálculos já vinham trilhando por conta própria:
Rel ésI nt el i gent es Pext r on® Al t at ecnol ogi aeefici ênci apar a moni t or ament odoar mazenament o eger açãodeener gi a.
URPE71 04
URP6000
URP1 439TU
PCPT4
PCPU8
URP61 00
Pr ot eçãopar acabi nespr i már i asepont osdei nt er conexão.
Osr el ésURPE71 04eURP1 439TUs ãopr oj et adospar apr ot eç ãoe moni t or ament oem c abi nespr i már i as , as s egur andoai nt egr i dade el ét r i c adai nt er f ac eent r eaus i nas ol ar , os i s t emadear maz enament o ear edededi s t r i bui ç ão. *Pr ot eç ãoc ont r as obr ec or r ent esef al hasel ét r i c as *Super v i s ãoc ont í nuadasc ondi ç õesoper aci onai sdos i s t ema *Mai orc onfiabi l i dadeec ont i nui dadenof or neci ment odeener gi a *Rear meaut omát i c oport ens ãopar aCabi nesPr i már i asI nt el i gent es .
Pr ot eçãoecont r ol eem s i s t emasdeGer açãoDi s t r i buí da.
Osr el ésURP6000eURP61 00at uam napr ot eç ãoenomoni t or ament o dopont odec onex ãoent r eager aç ãodi s t r i buí daear edeel ét r i c a, gar ant i ndooper aç ãos egur a, s i ncr oni s moc onfiáv el ees t abi l i dadedo s i s t ema. *Moni t or ament oc ont í nuodet ens ão, c or r ent e, pot ênci aef r equênci a *Pr ot eç ãoc ont r ai l hament o, s obr ec or r ent e, s ubt ens ãoes obr et ens ão *Bas et écni c apar aoper aç ãoefici ent edeus i nass ol ar eses i s t emasc om ar maz enament odeener gi a.
Pr ot eçãoes t r at égi cadei nver s or eset r ans f or mador es .
Osr el ésPCPU8ePCPT4at uam di r et ament enapr ot eç ãodei nv er s or es e t r ans f or mador es a s ec o, equi pament os es s enci ai s par a o des empenho e a efici ênci a das us i nas s ol ar es e s i s t emas de ar maz enament o. PCPU8| Pr ot eçãodei nver s or es *Pr ot eç ãoc ont r as obr ec or r ent e, s ubt ens ãoeanomal i asoper aci onai s *Pr es er v aç ãododes empenhoedav i daút i l dosi nv er s or es *Reduç ãodef al haseaument odadi s poni bi l i dadeener gét i c a. PCPT4| Pr ot eçãodet r ans f or mador esas eco *Moni t or ament ot ér mi c opr eci s oepr ot eç ãoc ont r as obr eaqueci ment o *Pr es er v aç ãodai nt egr i dadedot r ans f or mador
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Normalização
buscar nas normas de estrutura metálica geral (NBR 8800 e NBR 14762), nas de ações (NBR 6120, NBR 6123 e NBR 8681) e nas de fundações (NBR 6122) os requisitos aplicáveis, adaptando-os ao contexto fotovoltaico. A diferença é que agora esse caminho está escrito. A norma aponta explicitamente quais documentos normativos devem ser consultados e define valores mínimos de carga, que antes ficavam a critério de cada projetista. A carga permanente mínima foi definida em 0,30 kN/m² e a carga variável de manutenção de, no mínimo, 0,25 kN/m². O documento também estabelece uma regra que muitos calculistas aplicavam de forma não padronizada: a fundação deve ser verificada também para uma carga horizontal equivalente a 10% da carga gravitacional total, incidindo em ambas as direções. Além disso, formaliza um ponto que já era prática corrente entre os projetos mais bem executados: como a NBR 6123 não traz coeficientes aerodinâmicos específicos para arranjos de módulos solares, a NBR 17310 permite que esses coeficientes sejam obtidos em normas internacionais reconhecidas, como IEC 62817, ASCE/SEI 7, Eurocode (EN 1991-1-4) e ISO 4354, respeitadas as limitações de cada uma. Para estruturas não cobertas por nenhuma dessas normas, admite-se o uso de ensaios em túnel de vento. Modelos de fluidodinâmica computacional (CFD) também podem ser usados, mas apenas como etapa preliminar, condicionados à validação por ensaio físico em túnel de vento.
Qualquer material, desde que tenha norma brasileira A NBR 17310 não é restrita a um único material. Pode ser aplicada a estruturas de aço carbono galvanizado, aço inoxidável, alumínio ou qualquer outro material, desde que este material seja coberto por norma brasileira específica de qualificação estrutural, sem impor uma preferência técnica entre
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eles. O que a norma exige é a rastreabilidade normativa: se não existe uma norma por trás do material, ele simplesmente não pode ser usado.
O alerta da ressonância que passa despercebido Um ponto interessante da NBR 17310 é a exigência de verificar a frequência fundamental da estrutura para evitar efeitos de ressonância por vento. A norma é explícita ao estabelecer que essa verificação não deve se limitar à velocidade de vento de cálculo (a mais alta, usada no dimensionamento estrutural), mas também às velocidades menores. Isso é contraintuitivo para quem pensa em colapso estrutural apenas como consequência de vento forte. Na prática, o desprendimento de vórtices e outros fenômenos aeroelásticos podem excitar a estrutura em frequências específicas mesmo sob ventos moderados, muito abaixo da velocidade de projeto. Estruturas leves e esbeltas, como as usadas em trackers de solo, são particularmente suscetíveis a isso. Um projeto que só verifica o comportamento estrutural na condição de vento extremo pode estar deixando de fora justamente a condição de vento cotidiano que, ao longo do tempo, provoca fadiga e falhas progressivas nas conexões.
Por que isso importa mesmo sem “inovação” Ainda que o conteúdo técnico não surpreenda quem já estudava o assunto, o impacto prático da NBR 17310 é real e vai além da engenharia. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que produtos e serviços devem atender às normas técnicas oficiais expedidas pelos órgãos competentes, e a ABNT é o foro nacional de normalização reconhecido para esse fim. Na ausência de uma norma específica, a exigência de conformidade ficava diluída entre várias normas cor-
relatas, abrindo margem para interpretação e para negligência. Com a NBR 17310 em vigor, essa possibilidade diminui: agora existe um documento que consolida, de forma explícita, o que se espera de um projeto de estrutura de solo fotovoltaica. Seguir a norma deixa de ser uma questão de “boa prática”, e passa a ser uma questão de conformidade normativa. Para o mercado, isso eleva o piso técnico do setor. Fabricantes de estrutura, integradores e engenheiros, que até então podiam se apoiar na ausência de norma específica para justificar simplificações de projeto, perderam esse espaço. A norma não cria conhecimento novo, mas define responsabilidade explícita, e isso, no fim das contas, é o que mais precisava mudar.
O que ainda falta: o telhado A NBR 17310 cobre exclusivamente estruturas de solo. Estruturas de telhado (residencial, comercial ou industrial), que respondem pela maior parte dos colapsos registrados no País nos últimos anos, continuam sem uma norma brasileira dedicada. Para esse cenário, o calculista segue na mesma situação de antes: recorrendo a normas gerais e à experiência própria. É razoável esperar que uma norma equivalente para telhado seja elaborada, seguindo o mesmo movimento das estruturas de solo. Até lá, vale a pena olhar para a experiência internacional: normas como a ASCE/SEI 7 (Estados Unidos) e a AS/NZS 1170.2 (Austrália/Nova Zelândia) já tratam, com mais profundidade, das ações de vento sobre módulos fotovoltaicos instalados sobre coberturas – e pode ser um material de referência valioso para o Brasil, enquanto existe esta lacuna no País.
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A busca pela flexibilidade no sistema elétrico
www.ons.org.br
Suzana Andrade e Jucele Reis, da Redação de Fotovolt
O avanço das fontes renováveis variáveis exige recursos capazes de garantir potência e estabilidade ao Sistema Interligado Nacional. Esse cenário abre espaço para os sistemas de armazenamento de energia. Mas sua expansão, tanto em grandes empreendimentos quanto na geração distribuída, dependerá de um ambiente regulatório que reconheça e remunere os serviços prestados pelas baterias.
D
A operação do sistema elétrico exige monitoramento contínuo para equilibrar, em tempo real, a oferta e a demanda de energia, desafio que se intensifica com o crescimento da participação das fontes renováveis no SIN deslocar energia do horário em que ela postergando investimentos em obras não é necessária para o momento em de expansão e substituição de equique o sistema realmente pamentos, além de precisa”, destacou Sumara prestar diversos Ticom, assessora executiva serviços ancilares da Diretoria de Planejamenque aumentam a flexibilidade e a to do ONS – Operador Naconfiabilidade da cional do Sistema Elétrico, operação. Para que em palestra no congresso esse potencial seja ees South America, parte do plenamente aprohub de eventos The smarterE South America, realizado em veitado, porém, agosto em São Paulo, SP. será necessário Segundo Ticom, os sistecriar mecanismos capazes de remumas de armazenamento po- Sumara Ticom (ONS): “O grande desafio dem atuar como ativos de nerar os diferentes é conseguir precificar esses serviços transmissão, reduzindo ou serviços prestados [dos sistemas de armazenamento]” Solar Promotion International
urante décadas, a expansão do sistema elétrico brasileiro esteve concentrada no aumento da capacidade de geração e da infraestrutura de transmissão. Agora, um novo desafio ocupa o centro do planejamento energético: garantir a flexibilidade necessária para uma matriz com participação crescente de fontes renováveis. À medida que avançam a geração solar e a eólica, cresce também a demanda por recursos capazes de equilibrar, em tempo real, as oscilações entre oferta e consumo, preservando a segurança e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). As projeções da EPE – Empresa de Pesquisa Energética dimensionam essa transformação. Dados do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) mostram que a chamada curva do pato — caracterizada pela redução da carga líquida durante as horas de maior geração solar e pela rápida elevação da demanda atendida pelo sistema no início da noite — deverá se acentuar ao longo da próxima década. Hoje estimada em cerca de 50 GW, essa rampa de demanda poderá atingir aproximadamente 70 GW até 2035, ampliando significativamente a necessidade de potência e flexibilidade no sistema elétrico. Nesse cenário, o armazenamento de energia passa a integrar o planejamento da expansão do setor elétrico. “A bateria tem um papel fundamental, permitindo
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“LRCAP Armazenamento”), previsto pelas baterias. “O grande desafio é de suprimentos ainda enfrenta um para dezembro, reforça a consolidação conseguir precificar esses serviços”, período de consolidação. Segundo ele, da tecnologia no País e representa um resumiu. embora diversos fabricantes tenham desafio inédito para a equipe da EPE, A crescente importância da flexibi‑ anunciado investimentos no País, parte responsável pela habilitação técnica lidade vem sendo incorporada ao pla‑ dessa estrutura industrial permanece dos mais de 6 mil projetos cadastrados nejamento da EPE. Em sua apresen‑ em fase de implantação. Esse cenário para participação no certame. “Esta‑ tação no mesmo congresso, Fernanda amplia o risco para os empreendedores Paschoalino, analista mos diante de uma curva de que disputarão o primeiro leilão, já da EPE, relembrou aprendizado”, concluiu. que os contratos com fornecedores pre‑ que durante muitos cisarão ser firmados antes que a cadeia anos o armazenamen‑ produtiva esteja plenamente estrutura‑ Cadeia produtiva to permaneceu cerca‑ da. “Quem participa do leilão precisa do de incertezas em Os efeitos esperados do confiar que seu parceiro realmente razão da baixa matu‑ primeiro LRCAP Armazena‑ conseguirá entregar o que foi contra‑ ridade tecnológica e mento vão além da operação tado, porque ninguém quer assumir dos custos elevados. do sistema. A expectativa é penalidades”, alertou. Esse cenário, contu‑ de que o leilão acelere a for‑ do, começou a mudar Fernanda Paschoalino (EPE): “Durante mação de uma cadeia produ‑ Armazenamento além anos o armazenamento permaneceu tiva nacional de sistemas de com a redução dos do leilão cercado de incertezas em razão da preços das baterias baterias. Para especialistas, baixa maturidade tecnológica e dos e o amadurecimento a contratação de projetos em Apesar da importância do próximo custos elevados. Esse cenário começou das análises realiza‑ escala tende a criar previ‑ LRCAP, especialistas defendem que a mudar com a redução dos preços das pela instituição. o crescimento do armazenamento das baterias e o amadurecimento das sibilidade para fabricantes, “O PDE 2034 já apon‑ análises” fornecedores e investidores, dependerá da criação de outras fontes favorecendo novos aportes tava os primeiros si‑ de receita capazes de remunerar os industriais e o desenvolvimento de mo‑ nais dessa mudança. O PDE 2035, por diferentes serviços prestados pelas sua vez, incorporou projeções mais delos de negócio. baterias. Pontes avalia que o leilão é consistentes, apoiadas em estudos in‑ Gabriel Pontes, diretor de novos ne‑ um instrumento estruturante, mas ternacionais e em maior interação com gócios da Elera Renováveis, afirma que não deve ser visto como a única opor‑ o mercado”, afirmou. O documento o certame representa tunidade de desenvol‑ mais recente prevê aproximadamente uma etapa decisiva vimento do mercado. 7 GW de sistemas de armazenamento para estimular investi‑ Segundo ele, a Elera já se como parte da solução para atender mentos. “É um grande prepara para um cenário aos requisitos de potência e flexibili‑ passo, uma âncora em que geração, consumo para estabilizar o mer‑ dade do SIN. e armazenamento ope‑ Na prática, o armazenamento já cado, sobretudo para rem de forma cada vez começa a aparecer em diferentes apli‑ os grandes fabrican‑ mais integrada e flexível. cações do setor elétrico brasileiro. Nos tes”. Diogo Pinheiro, “O objetivo é que a gera‑ sistemas isolados, por exemplo, mais diretor da unidade de ção possa operar de ma‑ da metade dos aproximadamente negócios de armazena‑ neira mais inteligente”. 240 projetos analisados pela EPE já mento da Brasol, ob‑ Pinheiro, da Brasol, incorpora baterias. A analista também serva que essa sinaliza‑ observa que, em mercados Gabriel Pontes (Elera): “O leilão é citou aplicações voltadas ao sistema ção já começou a pro‑ como Estados Unidos, um instrumento estruturante, mas de transmissão, incluindo uma insta‑ duzir efeitos. “Fabri‑ Austrália, China e diversos não deve ser visto como a única lação de 30 MW/60MWh [implantada cantes internacionais países europeus, grande oportunidade de desenvolvimento do em 2022 pela ISA Energia na subestação anunciaram planos de mercado” parte dos projetos de ar‑ Registro, SP], e a recomendação para produção nacional de mazenamento em larga implantação de um sistema de arma‑ baterias, incluindo parcerias para insta‑ escala é desenvolvida sem contratação zenamento de 100 MW/200 MWh na lação de fábricas no Brasil. O governo pública, sendo remunerada por servi‑ subestação Cruzeiro do Sul (AC). deu a sinalização para o mercado e o ços ancilares, arbitragem de energia e Na avaliação de Paschoalino, o mercado rapidamente respondeu”. outras fontes de receita. Na avaliação primeiro Leilão de Reserva de Capa‑ Apesar das perspectivas positivas, do executivo, o desafio brasileiro é Pontes, da Elera, ressalta que a cadeia cidade voltado ao armazenamento (o construir um ambiente regulatório
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não existe absolutamente nenhum semelhante. “A regulação precisa criar incentivo financeiro para que o procondições para que o mercado consiga funcionar independentemente das conprietário de uma usina de geração distribuída instale um sistema de artratações públicas”. O diretor da mazenamento”. Brasol também Armazenamento destacou a ausêndistribuído cia de incentivos econômicos ao Se o armazenamento em armazenamento larga escala depende deste associado à geraprimeiro LRCAP, o segmento distribuído tende a evoluir ção distribuída. pela redução dos custos das Como o valor do baterias, abertura do mercacrédito de energia do de energia e amadurecicompensada é o mesmo indemento da regulamentação. Para Pinheiro, a migração pendentemente de consumidores para o do horário da Diogo Pinheiro (Brasol): “Os integradores mercado livre deverá tornar injeção, explicou, estão sedentos por novas oportunidades os sinais de preço mais adeo investidor não de negócio. Já vemos muitos cursos sobre tem estímulo rentes às condições de oferta BESS e empresas começando a implantar baterias” para armazenar e demanda, criando oportunidades para aplicações hoje a energia produpouco exploradas. Em períodos de zida durante o dia e disponibilizá-la elevada geração renovável, por exemnos períodos de maior demanda. “Hoje
plo, preços baixos — ou até negativos — poderão estimular modelos de armazenamento oferecidos como serviço. “Vimos o grande salto da geração distribuída fotovoltaica acontecer em 2017 e 2018, quando o Capex caiu bastante e houve maior segurança regulatória. Com a redução do custo das baterias e o amadurecimento da regulamentação, novos modelos de negócio tendem a se tornar economicamente viáveis, ampliando significativamente a adoção da tecnologia”, afirmou. Como vantagem adicional, destacou que o setor já conta com uma ampla rede de empresas capacitadas para acelerar essa expansão, formada durante o crescimento da geração distribuída. “Os integradores estão sedentos por novas oportunidades de negócio. Já vemos muitos cursos sobre BESS e empresas começando a implantar baterias”, afirmou. Ele prevê que, quando custos, regulamentação e mecanismos de re-
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muneração estiverem mais alinhados, pela Lei nº 14.300, a tendência é que o armazenamento poderá registrar um parte da energia excedente produ‑ ritmo de crescimento ainda mais acele‑ zida durante o dia seja armazenada rado do que o observado pela geração para consumo posterior, reduzindo distribuída fotovoltaica. “Aposto que a energia injetada na rede”. A analis‑ isso acontece até 2028.” ta ressaltou, entretanto, que a viabi‑ Embora as perspectivas sejam posi‑ lidade desses projetos depende do tivas, a EPE avalia que ainda existem correto dimensionamento dos siste‑ barreiras importantes para acelerar mas. “É necessário encontrar o ta‑ essa expansão, como a elevada carga manho econômico ótimo da bateria. tributária, a escala reduzida dos em‑ Se o sistema for superdimensionado, o investimento preendimentos e a ausên‑ pode deixar de cia de sinais econômicos ser viável.” adequados. Segundo Além das Caroline Ramos, analista aplicações consi‑ da instituição, experiências internacionais mostram deradas no PDE que o crescimento do 2035, Ramos armazenamento distribu‑ citou outras pos‑ ído foi impulsionado por sibilidades para mecanismos como tarifas o armazenamen‑ dinâmicas e remuneração to distribuído, pela prestação de serviços como usinas ao sistema elétrico. virtuais (VPPs), Caroline Ramos (EPE): “É necessário encontrar No PDE 2035, a EPE integração entre o tamanho econômico ótimo da bateria. avaliou duas aplicações veículos elé‑ Se o sistema for superdimensionado, o prioritárias para o arma‑ investimento pode deixar de ser viável” tricos e a rede zenamento distribuído. (vehicle-to-grid, A primeira envolve consumidores V2G), microrredes e outras soluções baseadas na coordenação de recursos de alta tensão atendidos por tarifas energéticos distribuídos. Na avaliação horo‑sazonais, nas quais a diferença da EPE, o armazenamento deverá entre os preços dos horários de ponta assumir um papel cada vez mais re‑ e fora de ponta cria oportunidades para deslocamento do consumo. A ana‑ levante na operação do SIN, tanto em lista acrescentou que, quando o custo grandes empreendimentos quanto na dos sistemas de armazenamento fica geração distribuída. “As baterias têm abaixo de aproximadamente R$ 2 mil potencial para atuar como um elo es‑ por kWh, as baterias passam a com‑ tratégico na integração dos recursos petir economicamente com grupos energéticos distribuídos, desde que geradores a diesel, opção utilizada por a regulação e o desenho de mercado alguns consumidores atualmente para evoluam para permitir esse novo pa‑ reduzir custos nos horários de maior pel”, concluiu Ramos. tarifa. “Além da redução de custos, as baterias oferecem vantagens como me‑ nores emissões, eliminação do ruído, redução da dependência logística do abastecimento de combustível e res‑ posta praticamente instantânea”. A segunda aplicação envolve o au‑ mento do autoconsumo em sistemas de microgeração distribuída. “Com a evolução das regras estabelecidas
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Estrutura aço galvanizado a fogo
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Os seguidores solares permitem maximizar o aproveitamento da radiação incidente ao acompanhar a trajetória do Sol, aumentando a produção de energia em relação às estruturas fixas. Este guia reúne fornecedores e apresenta soluções de um e dois eixos, com informações sobre rastreamento, resistência ao vento, área atendida, potência fotovoltaica e características construtivas.
Área máxima dos módulos fotovoltaicos (m2)
Guia - 2
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(*) A empresa procura por representante para o Brasil; (**) Eixo múltiplo
Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 29 empresas pesquisadas. Fonte: Revista FotoVolt, setembro/outubro de 2026 Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/
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Projeto & Instalação
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BESS – Arquitetura do produto e cadeia produtiva
Vinícius Ayrão*
“Tudo aquilo que não for feito industrialmente vira um item de serviço/integração”.
A
tese econômica, vista na edição anterior, é o que inicia o negócio. Validado isso, precisamos começar a desenvolver o projeto, a especificação de equipamentos, a aquisição, implantação e o start-up do sistema. E, para fazer isso, precisamos entender da arquitetura do produto.
A bateria Usamos comumente o termo bateria em nosso dia a dia, mas como é composta a bateria de um BESS? Como eu obtenho potências e energias diferentes? De forma prática, quando usamos o termo bateria no BESS, estamos falando da capacidade de armazenamento e descarga desse BESS. Podemos decompor em: • Célula: a menor unidade individual que armazena energia elétrica. • Módulo: conjunto de células eletricamente interligadas e mecanicamente agrupadas em uma única estrutura. • Rack: múltiplos módulos conectados em série ou paralelo para atingir a tensão e a capacidade desejadas. Os racks podem ser reunidos enclausurados em uma estrutura modular, em gabinetes (os modelos típicos do mercado C&I) ou em contêineres (típicos do mercado de utility scale).
BMS (Battery Management System) O BMS é o sistema que monitora, protege e controla diretamente a bateria
dentro do BESS. Ele vai, por exemplo, monitorar tensão das células e do pack/rack, corrente e temperaturas, corrigir diferenças de tensão entre células, atuar na proteção das células, detectando sobretensão, subtensão, sobrecorrente, sobretemperatura, podendo abrir o circuito CC quando existe condição insegura, entre outras funções. O BMS normalmente é fornecido como parte integrante do sistema de baterias, sendo desenvolvido ou especificado pelo fabricante para operar de acordo com as características e os limites das células, módulos e racks utilizados.
PCS (Power Conversion System) O PCS é o sistema responsável pela conversão e pelo controle do fluxo de potência entre as baterias e o sistema elétrico. Nas configurações mais comuns, realiza a conversão bidirecional entre CC e CA, permitindo tanto a carga quanto a descarga das baterias.
EMS (Energy Management System) O EMS é o sistema que fará o gerenciamento energético. Ele controlará os momentos de carga e descarga, a estratégia de operação, a integração com outras fontes de energia, comunicando-se com os diferentes siste-
mas de controle do BESS. Implementará as funções definidas, como load shifting, peak shaving, controle de exportação (grid zero), programação horária, entre outros.
Sistemas auxiliares O BESS precisa de gerenciamento térmico (refrigeração e climatização) para manter todos os componentes dentro das faixas de temperatura especificadas e de sistemas de detecção e proteção contra incêndio, para identificar condições anormais e para adoção de medidas de proteção previstas para o equipamento.
Sistemas CA de BT e MT Para efeito do mapa que propus, a fronteira do BESS é o PCS. Desse ponto em diante, já estamos com corrente alternada indo para as instalações elétricas internas. Mas, dependendo da potência final do BESS e da tensão do PCS, podem ser necessários quadros de baixa tensão específicos, transformadores e painel de média tensão. Em alguns casos, temos soluções com a CA BT/CA MT incorporada em contêineres ou skids.
A cadeia produtiva Se BESS é composto por vários equipamentos e softwares, quem é o fabricante de BESS? Farei uma divisão aqui, que não é unânime no mercado, sendo minha interpretação atual. Ela é importante pois pode servir de base para modelos de negócios no Brasil.
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Projeto & Instalação
A cadeia envolveria as partes descritas a seguir: • Mineração Essa etapa envolve a mineração dos materiais que irão compor a célula. • Fabricação da célula Nessa etapa da cadeia, as células são montadas. Alguns dos grandes fabricantes de célula possuem operações verticalizadas, participando também de etapas anteriores da cadeia, inclusive da mineração. • Integração da bateria Essa etapa vai conectar as células em módulos/pack e/ou em racks. Já começamos a ter uma maior abertura de indústrias, sendo algumas adquirindo células para montar módulos e outras adquirindo os módulos para montar os racks. Nessa parte, a integração com o BMS é necessária. Quanto mais próximo do início da cadeia, maiores tendem a ser a intensidade de capital e as barreiras industriais de entrada. • Fabricação/integração do BESS Nessa parte, a bateria em si (formada por racks) é integrada ao PCS e aos sistemas auxiliares. Pode ter uma integração a um EMS nessa etapa, mas soluções mais complexas de gestão podem necessitar de um EMS externo. • Skids/Contêineres BT/MT Resolvi separar nessa etapa, pois em alguns casos podemos ter soluções industriais preparadas. Esse é um ponto relevante para a indústria nacional, onde, em minha opinião, deveria ser o ponto de partida. A junção de soluções existentes de BESS com a parte de BT e MT, além de permitir adaptações com os requisitos de conexão das concessionárias, possibilitará integração com soluções de automação em indústrias. Eu vejo como esse segmento o que deve ser explorado pela indústria nacional. • Integração à aplicação Esse item envolve as adequações em campo, instalações, adequações de proteção, automação, integrações com outras fontes de energia, etc.
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Tudo aquilo que não for feito industrialmente vira um item de serviço/integração.
C&I e Utility Scale Até aqui tratei da arquitetura e da cadeia produtiva como se estivéssemos falando de um único mercado. Mas, como vimos na primeira coluna desta série, existem dois territórios bastante distintos: C&I e Utility Scale. A tecnologia básica é a mesma. Continuamos falando de células, racks, BMS, PCS, EMS e sistemas auxiliares. O que muda é a escala, a forma como esses componentes são organizados, os requisitos de conexão e, principalmente, quem compra, especifica, integra e assume as responsabilidades pelo sistema. Essa diferença também altera a cadeia de valor. Uma solução adequada para uma indústria de médio porte não é simplesmente uma versão reduzida de uma planta de armazenamento de centenas de megawatts. Da mesma forma, aumentar a quantidade de gabinetes de um produto C&I não necessariamente o transforma em uma solução utility scale. É justamente nesse ponto que arquitetura do produto, cadeia produtiva e aplicação começam a se encontrar. Basicamente, no C&I temos produtos em gabinetes, com relação potência e energia delimitada, sendo o mais comum de duas horas. São itens de prateleira e devemos adaptar a nossa necessidade ao produto e não definir um produto customizado, o que irá encarecer demais o projeto. Para potências maiores, utilizamos soluções onde definimos a potência e a energia, ou seja, são produtos por requisito e aplicação. Um produto do segmento de utility scale pode ser utilizado em soluções BTM e uma solução C&I em FTM (apesar de não ser comum). Ou seja, não devemos confundir a concepção do produto com a sua
aplicação. C&I e utility scale definem características construtivas e de escala do equipamento, enquanto BTM e FTM indicam como e onde esse equipamento será aplicado no sistema elétrico. Portanto, definir onde termina a fabricação do BESS e onde começa a integração não é apenas uma discussão industrial. Essa fronteira muda conforme o segmento de mercado, a aplicação e o modelo de negócio escolhido. E é justamente nessa fronteira que enxergo algumas das principais oportunidades para a indústria e para as empresas de engenharia brasileiras. Com isso, encerramos os territórios do nosso mapa de BESS, faltando apenas o território vizinho, que é a interligação com o lado CA das instalações. O objetivo final do mapa é dar uma visão geral e permitir que, a partir disso, cada um aprofunde nos territórios que são relevantes para seu momento de carreira ou modelo de negócios. Na próxima edição, continuarei falando sobre BESS, mas abordarei o impacto tarifário nos estudos de análise econômica em determinadas aplicações. Até lá.
*Vinicius Ayrão é engenheiro eletricista com mais de 30 anos de atuação em infraestrutura energética, engenharia regulatória e novas tecnologias aplicadas ao setor elétrico. Especialista em média tensão, geração distribuída, armazenamento de energia e proteção elétrica, integra o Conselho de Energia da Firjan e atua na análise de desafios técnicos complexos e na formação de profissionais do setor. Nesta coluna, compartilha reflexões sobre engenharia, tecnologia e mercado. Contato: fv_projetoinstalação@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Projeto e Instalação”.
Veículos elétricos
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Power2Drive South America: impressões e novidades de um mercado em expansão
Rafael Cunha*
“A edição 2026 mostrou um setor mais próximo da infraestrutura que pretende construir do que da promessa que precisava apresentar há alguns anos. Esse talvez seja o melhor indicador de maturidade que um congresso poderia oferecer”.
3ª edição da Power2Drive South America mostrou uma mudança importante no setor brasileiro de mobilidade elétrica: o conhecimento básico já não é mais suficiente, precisamos ir mais fundo. Entre 25 e 27 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, a feira e o congresso reuniram profissionais e empresas que atuam ativamente na construção da mobilidade elétrica, não olhando mais para esse mercado como um futuro que está por vir, e sim como um setor em notável expansão com desafios reais. A exibição do Power2Drive dobrou de tamanho em relação à edição anterior, e o The smarter E South America reuniu cerca de 50 mil visitantes e mais de 500 expositores nas quatro feiras simultâneas. Mais importante que os números foi o conteúdo: as questões básicas de introdução ao setor perderam espaço para operação, energia, regulação, experiência do usuário, frotas e novas arquiteturas de recarga. Os números do mercado ajudam a explicar essa maturidade: em agosto de 2025, houve 20.222 emplacamentos de eletrificados leves; em agosto de 2026, foram 57.386, alta de 184% e recorde da série histórica. De janeiro a agosto, chegaram a 328.477 unidades, 160,5% acima do mesmo período de 2025. Em oito meses, o volume já supera em 47% todo o ano de 2025. A frota eletrificada leve chegou a 950.183 unidades até agosto,
segundo a ABVE – Associação Brasileira do Veículo Elétrico. A infraestrutura também avançou. A rede pública e a semipública passaram de 21.061 pontos, em fevereiro, para 25.455, em maio de 2026 — crescimento de 20,9% no trimestre. Cerca de 34% eram pontos de corrente contínua; segmento que mais cresceu. A regulamentação também avançou, com novas regras para recarga em edificações em São Paulo, Espírito Santo, Ceará e Sergipe, enquanto a Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica abriu consulta sobre os primeiros leilões de reserva de capacidade dedicados a armazenamento em baterias. São mudanças diferentes, mas apontam para a mesma direção. Conforme a eletrificação cresce, ela deixa de ser uma discussão isolada sobre veículos e passa a permear as instalações prediais, redes elétricas, contratos, segurança, armazenamento, operação e comportamento. A feira e o congresso refletem esse contexto.
Foco nos desafios do mercado O congresso aconteceu em um único dia, dividido em quatro sessões. A primeira, “Redes de recarga em escala: dados, energia e operação real”, colocou no centro do debate os desafios de uma rede que deixa de ser piloto e vira um
negócio. Crescer significa administrar energia, dados e disponibilidade em escala. Um hub pode ter potência instalada elevada sem utilizar todos os conectores em sua potência máxima simultaneamente. Sem uma análise técnica do ciclo de recarga e do fator de simultaneidade, o projeto pode onerar significativamente o custo da infraestrutura ao exigir uma capacidade dimensionada para picos que não representam a demanda média da operação. É necessário dimensionar a infraestrutura de acordo com o uso real, prevenindo picos e otimizando a distribuição de potência. A segunda sessão, “A experiência que define a adoção da mobilidade elétrica”, mostrou o crescimento de meios alternativos ao aplicativo para iniciar uma recarga, como QR Code e terminal de pagamento. A discussão abordou a premissa de que o aplicativo próprio deveria ser a principal porta de entrada de cada rede. A cada novo operador, a exigência de instalar outro aplicativo, criar um cadastro e utilizar um meio de pagamento diferente aumenta a fricção, especialmente em viagens longas, quando o usuário precisa acessar carregadores de redes distintas. A sessão apresentou alternativas como QR Code e terminais de pagamento, com casos de uso e números
Veículos elétricos
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dessas operações. O debate também tratou da limitação dos aplicativos e dos modelos atuais de operação: nem sempre é possível reservar toda a potência disponível de um carregador. Para quem depende de uma recarga rápida durante uma viagem, descobrir que o equipamento não entregará sua potência total pode ser uma experiência frustrante. A terceira sessão, “Frotas elétricas no mundo real: onde a teoria encontra a operação”, trouxe a eletrificação para um ambiente em que uma falha pode comprometer diretamente a operação. Frotas exigem planejamento energético, infraestrutura, disponibilidade e integração operacional. Não basta definir quantos veículos serão eletrificados; é preciso saber onde estarão, quando carregarão e qual potência disponível. O panorama de políticas públicas para frotas de transporte público e o case de eletrificação apresentado pela CPFL mostraram dois pontos de vista. A política pública define prazo, meta e financiamento; a operação precisa responder se a meta é possível de ser cumprida com a infraestrutura disponível na garagem, no pátio e no alimentador que atende o endereço. A quarta sessão, “O futuro da recarga: ultrarrápida, urbana e integrada”, olhou para as próximas demandas. A evolução das baterias permite maior velocidade de recarga e começa a deslocar o gargalo do veículo para a conexão elétrica. A recarga ultrarrápida passa a envolver conexão, proteção, qualidade da energia, gerenciamento de demanda e armazenamento. A micromobilidade acrescentou outra dimensão. Motos elétricas e outros veículos de menor porte têm padrões de uso e necessidades diferentes dos carros de passeio, demandando uma arquitetura pensada a partir do uso real. Todas as quatro sessões estiveram lotadas, com um público formado por profissionais que já atuam no mercado ou que planejam ingressar nele. Isso mostrou que a discussão deixou de ser apenas sobre convencer alguém de que o veículo elétrico faz sentido. Em 2026, o estágio é outro: fazer a infraestrutura acompanhar
o crescimento com eficiência e confiabilidade.
Recarga e armazenamento lado a lado A mudança de layout da feira também foi simbólica. Nesta edição, a Power2Drive ficou junto da ees South America, dedicada a baterias e armazenamento de energia. Em projetos de recarga rápida, gerenciamento de demanda e armazenamento, os problemas de mobilidade e energia se encontram. A eletromobilidade e o armazenamento dominaram a feira. Havia carregadores e BESS em boa parte dos corredores, inclusive fora da área dedicada a estes temas. Para quem compra infraestrutura, isso significa mais opções e concorrência, mas também menor diferenciação pelo hardware. Suporte, integração, atualização, gestão de potência, diagnóstico remoto e comportamento em campo passam a pesar cada vez mais.
O que os estandes revelaram Chamaram atenção na exibição do Power2Drive vans e motos elétricas e um Celta convertido em elétrico, projeto inovador realizado pela MEV. São três frentes de mercado: frotas urbanas e último quilômetro, uso intensivo e volume, e aproveitamento da frota existente por conversão. Outro destaque foi um sistema de gaiola de proteção contra furto de cabos apresentado como produto. Quando um problema deixa de ser pontual e passa a ser recorrente, a solução surge no mercado, e nesse caso, com rapidez. O custo do furto não é apenas o valor do cobre, mas sim custo de reposição, deslocamento de equipe, tempo de indisponibilidade e a confiança perdida pelo usuário que não conseguiu iniciar uma sessão de
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recarga. Em uma infraestrutura cuja proposta depende de disponibilidade, esse risco precisa entrar na análise econômica e operacional.
A operação como diferencial Para mim, essa foi a principal mensagem da terceira edição da Power2Drive South America. O evento se consolida como um ponto de encontro para quem precisa entender como energia, regulação, tecnologia, infraestrutura e comportamento do usuário estão se conectando. Por isso, o congresso passou a ser necessário para quem atua no setor. O mercado ficou complexo o suficiente, tornando o acompanhamento à distância insuficiente. E poucos ambientes no Brasil colocam na mesma sala operadores, fabricantes, utilities, integradores, gestores de frota e especialistas em energia. A próxima edição provavelmente encontrará um mercado ainda maior, com uma pauta ainda mais profunda. Os trabalhos já começaram e, nos próximos meses, será aberta a chamada para trabalhos. Quem tem experiência real -- especialmente números de operação, problemas encontrados e resultados medidos --, tem uma contribuição importante a fazer. A Power2Drive 2026 mostrou um setor mais próximo da infraestrutura que pretende construir do que da promessa que precisava apresentar alguns anos atrás. Esse talvez seja o melhor indicador de maturidade que um congresso poderia oferecer.
* Rafael Cunha é engenheiro eletricista e COO da startup movE Eletromobilidade. Nesta coluna, discute aspectos da mobilidade elétrica: mercado, estrutura, regulamentos, tecnologias, afinidades entre veículos elétricos e geração solar fotovoltaica. E-mail: veletricos@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Veículos Elétricos”.
Fios & fatos
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Geração solar entra na era da flexibilidade Carlos Dornellas*, da ALMA Energia
Durante anos, o setor concentrou-se em reduzir custos, “ampliar a eficiência e conquistar escala. Agora, o valor não está apenas em acrescentar painéis, mas em coordenar geração, consumo, armazenamento e rede .
”
N
a última semana de agosto, enquanto a Intersolar South America reunia em São Paulo uma indústria voltada ao armazenamento e à gestão da energia, eu participava, em Paris, da Session 2026 do Cigre. A distância era de quase dez mil quilômetros, mas as agendas convergiam: a próxima etapa da transição não será definida somente por quanto conseguimos gerar, mas por quando, onde e com que controle essa energia estará disponível. Em São Paulo, baterias, inversores híbridos, sistemas de gestão e novas aplicações ganharam visibilidade. O evento mostra que a indústria solar amplia sua proposta de valor: além da geração mais barata, passa a oferecer autonomia e segurança. Em Paris, acompanhei a transformação pelo ângulo dos mercados e da regulação. O C5 reuniu 87 trabalhos de mais de 20 países sobre armazenamento, recursos distribuídos, resposta da demanda, preços e confiabilidade. Um trabalho brasileiro que coassinei examinou a integração desses recursos a um mercado mais aberto. Não se trata de opor os eventos nem de apresentar o Cigre como defensor de determinada tecnologia. O debate é outro: os sistemas elétricos precisam identificar os atributos de que necessitam e obtê-los com segurança e eficiência. As baterias ocupam lugar importante nessa discussão, mas flexibilidade não é sinônimo de armazenamento. Hidrelétricas, termelétricas flexíveis, resposta da demanda, interligações e reforços de rede
também oferecem diferentes combinações de potência, energia, rapidez e confiabilidade. Cada recurso possui capacidades, custos e limitações próprios. O desenho de mercado não deve escolher o vencedor, mas definir serviços e requisitos de desempenho de maneira neutra, permitindo que soluções distintas compitam ou atuem em conjunto. O resumo oficial do C5 registra uma conclusão útil: não existe um único produto capaz de destravar a flexibilidade. É preciso combinar objetivos, produtos bem definidos, padrões técnicos, medição e liquidação. Também é necessário permitir que uma instalação participe de diferentes mercados, desde que os serviços sejam compatíveis e o desempenho possa ser verificado. A conclusão é tecnologicamente neutra: mercados centrados apenas em megawatts-hora capturam mal atributos como disponibilidade, localização e rapidez de resposta. Essa lógica muda a economia da solar. Durante anos, o setor concentrou-se em reduzir custos, ampliar a eficiência e conquistar escala. Agora, o valor não está apenas em acrescentar painéis, mas em coordenar geração, consumo, armazenamento e rede. A bateria pode ampliar esse valor, mas sua competitividade dependerá do serviço, da duração requerida, da localização e das alternativas disponíveis. O Brasil oferece terreno fértil para essa evolução. Temos uma extensa
base solar, consumidores interessados, empresas inovadoras e necessidades crescentes de confiabilidade. Ao mesmo tempo, convivemos com congestionamentos, cortes de geração e milhões de recursos distribuídos ainda pouco observáveis. Há tecnologia e demanda por seus benefícios. Falta a arquitetura capaz de transformar capacidades técnicas em serviços contratáveis e receitas previsíveis. Isso exigirá escolhas delicadas. Quem poderá agregar recursos distribuídos? Quais serviços poderão ser prestados por ativos atrás do medidor? Como comparar soluções diferentes? Quem medirá o desempenho? Quando uma tecnologia ganha escala, a regulação deixa de perguntar se deve autorizá-la e passa a decidir como integrá-la sem criar privilégios ou barreiras artificiais. A mensagem que trouxe de Paris encontra eco no mercado brasileiro: a solar está deixando de ser apenas uma fonte de geração para integrar uma infraestrutura mais flexível de energia. Depois de vencer a batalha da escala, o setor começa outra, mais sofisticada: demonstrar, em condições isonômicas, o valor que pode oferecer ao consumidor e ao sistema elétrico.
* Carlos Dornellas assessora empresas e investidores em estratégia, regulação e mercados de energia por meio da ALMA Energia. Com mais de 30 anos de atuação no setor elétrico, foi diretor técnico e regulatório da Absolar, gerente-executivo da CCEE e atualmente lidera o Comitê C5 do Cigre-Brasil (Mercados e Regulação).
EVENTOS GLOBAIS
MUNIQUE, ALEMANHA SAN DIEGO, EUA
BUCARESTE, ROMÊNIA
ROSEMONT, EUA DALLAS, EUA
DUBAI, EAU
GANDINAGAR, ÍNDIA
CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO NAIROBI, QUÊNIA
204.000+
FORTALEZA, BRASIL
4.700+
SÃO PAULO, BRASIL
VISITANTES
EXPOSITORES
POTO ALEGRE, BRASIL
10.000+
CONGRESSISTAS
■ BUCARESTE, ROMÊNIA 13–14 OUTUBRO DE 2026 ■ SAN DIEGO, EUA 9–11 FEVEREIRO DE 2027 ■ GANDINAGAR, ÍNDIA 9–11 MARÇO DE 2027 ■ NAIRÓBI, QUÊNIA 16–17 MARÇO DE 2027 ■ FORTALEZA, BRASIL 28–29 ABRIL DE 2027 ■ DUBAI, EMIRADOS ÁRABES 11–13 MAIO DE 2027 ■ MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 ■ ROSEMONT, EUA 14–16 JUNHO DE 2027 ■ SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027 ■ CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO 7–9 SETEMBRO DE 2027
GANDINAGAR, ÍNDIA 9–11 MARÇO DE 2027 MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027 CIDADE DO MÉXICO, MÉXICO 7–9 SETEMBRO DE 2027
GANDINAGAR, ÍNDIA 9–11 MARÇO DE 2027 MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027
MUNIQUE, ALEMANHA 8–10 JUNHO DE 2027 SÃO PAULO, BRASIL 24–26 AGOSTO DE 2027
PACOTE AMÉRICA LATINA 2027 INTERSOLAR BRASIL NORDESTE 28–29 DE ABRIL DE 2027
THE SMARTER E SOUTH AMERICA 24–26 AGOSTO DE 2027
INTERSOLAR MEXICO 7–9 SETEMBRO DE 2027
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Produtos
Armazenamento de energia A EcoFlow lançou no Brasil o EcoFlow PowerOcean Plus, um sistema de armazenamento de energia com inversor híbrido. Projetado para residências de alto padrão e condomínios fechados, a solução fornece até 29,9 kW de potência de saída contínua. O inversor integra uma porta de energia
de backup de 63 A com recurso de transferência automática embutido, eliminando a necessidade de um ATS externo, de acordo com a empresa. O tempo de comutação inteligente é de 20 milissegundos em caso de queda de energia. O sistema opera tanto em redes de 127 V quanto de 220 V, sem a necessidade de adaptadores. Os equipamentos possuem certificação IP65 contra chuva e poeira, com opções de montagem na parede ou no chão, e utilizam baterias de LFP Fosfato de Ferro-Lítio, projetadas para superar 10 mil ciclos, com segurança térmica contra superaquecimento e baixo custo de manutenção, garante a companhia. https://ecoflowstore.com.br/
Cabos A Prysmian oferece a linha Afumex BESS formada por cabos em cobre de alta flexibilidade, condutores classe 5, para locais com espaço reduzido de manuseio, e cobertura em composto termoplástico livre de halogênios (LSZH), que reduz a emissão de fumaça e gases tóxicos em caso de incêndio. A empresa também fornece a família PrySun de cabos solares de 1,8 kV em corrente contínua, que possui resistência a até 20 mil horas de operação a 120°C, radiação UV e intemperismo. Outro destaque do portfólio da companhia é a linha PrySolar,
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que possui vida útil de 30 anos e agrega certificação para operação submersa de longa duração (AD8). https://br.prysmian.com/pt
IA para auditoria de painéis solares A Alliah Tech desenvolveu um agente de inteligência artificial voltado à auditoria de painéis solares, a fim de verificar irregularidades. A ferramenta usa visão computacional agêntica aplicada a imagens de satélite para localizar instalações fotovoltaicas, identificar arranjos e estimar a potência instalada em um telhado ou área determinada. Segundo a companhia, a plataforma evidencia as unidades consumidoras irregulares de forma constante, colaborando para a diminuição do tempo dos chamados “gatos solares” (prática irregular de aumentar a capacidade de um sistema de energia solar instalado sem aviso ou autorização da distribuidora). A empresa afirma ainda que a ferramenta tem capacidade para realizar mil auditorias por dia, o equivalente a uma verificação a cada 30 segundos, ou ao trabalho simultâneo de 25 a 30 conferentes atuando em paralelo. https://alliahtech.com/
Baterias e inversores híbridos A Sungrow lançou dois novos produtos voltados ao armazenamento residencial: a bateria MBL, desenvolvida para ampliar a integração e a capacidade dos sistemas de armazenamento; e o MGSplit, destinado a aplicações em sistemas split-phase. A bateria MBL é combinada a um inversor, com o objetivo de proporcionar maior compatibilidade entre os equipamentos e simplificar os processos de especificação, instalação, operação e suporte técnico. O inversor híbrido MGSplit, por sua vez, foi desenvolvido para
atender instalações residenciais que utilizam padrões de tensão 127/220V ou 120/240V, e destinado a diferentes configurações elétricas. De acordo com a companhia, os lançamentos complementam a linha MGRL, formada por inversores híbridos monofásicos de 5 kW a 10 kW, lançada no Brasil em 2025. https://br.sungrowpower.com/
Inspeções termográficas A Fluke desenvolveu a câmera termográfica TC03A, para aparelhos Android. Segundo a companhia, o equipamento é compacto, facilitando o transporte. Conta com faixa de medição de 550 °C e resolução infravermelha de 384 x 288 (110.592 pixels). A câmera permite ajuste manual do foco e oferece campo de visão mais fechado, permitindo, de acordo com a empresa, visualizar detalhes a uma distância maior sem perder resolução. https://www.fluke.com/pt-br
Dimensionamento remoto de projetos solares O banco BV lançou o Dimensionamento Remoto, funcionalidade que permite realizar digitalmente o dimensionamento de um projeto solar, com visualização via satélite e simulação real de geração de energia. A ferramenta está disponível aos parceiros do BV por meio de um portal exclusivo. Para utilizar a plataforma, é necessário inserir os dados básicos do cliente, e o sistema carrega instantaneamente a vista aérea do imóvel, permitindo identificar a área do telhado com melhor incidência solar. A partir daí, o integrador posiciona os painéis, desenha a área desejada e ajusta a quantidade con forme a necessidade do cliente, enquanto a plataforma calcula dados como área útil e capacidade de geração de energia. Com o dimensionamento pronto, os interessados têm acesso a opções de financiamento dentro da própria plataforma. https://www.bv.com.br/
Publicações
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Mudanças climáticas e transição energética O Instituto E+ Transição Energética, a Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica e o Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH elaboraram o Guia Prático sobre Mudanças
Climáticas e Transição Energética, com informações técnicas atualizadas sobre os principais conceitos de transição energética, transição justa e mudanças climáticas. Desenvolvido no âmbito do Plano Estratégico Aneel 2024–2027, a publicação discute os
impactos do clima sobre a geração, a transmissão, a distribuição e o consumo de energia. O material aborda temas como adaptação e resiliência do setor elétrico; descarbonização e neutralidade líquida de emissões; descentralização e digitalização; eficiência e equidade energética; justiça climática e justiça energética; pobreza energética; segurança energética; vulnerabilidade, exposição e risco climático; transformação e participação social. Segundo os organizadores, o guia apresenta ainda aplicações práticas desses conceitos na regulação, como o planejamento de redes mais resilientes, a modernização de tarifas, a expansão da geração distribuída, o uso de indicadores climáticos, os mecanismos de resposta da demanda e o desenvolvimento de soluções para comunidades isoladas. https://biblioteca.aneel.gov.br/ acervo/detalhe/254573
Segurança em instalações fotovoltaicas A cartilha Segurança no trabalho em instalação de geração fotovoltaica (2026) trata dos principais riscos ocupacionais envolvidos nas atividades de instalação de sistemas solares fotovoltaicos, com ênfase em riscos elétricos e trabalho em altura. A publicação, desenvolvida pela Fundacentro - Fundação Jorge Duprat Figueiredo, de Segurança e Medicina do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego, está dividida em quatro partes: Introdução; Planejamento da instalação; Instalação e verificação do local; e Acesso ao telhado e prevenção de quedas, por sua vez, subdividida em acesso ao telhado, prevenção e sistemas de proteção contra quedas. O material, elaborado por Artur Carlos da Silva Moreira, José Renato Alves Schmidt, Maria Christina Felix, Mauricio José Viana, Robson Rodrigues da Silva e Swylmar dos Santos Ferreira, orienta profissionais
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legalmente habilitados, integradores e instaladores sobre o planejamento e a gestão de riscos nos canteiros de obras, ressaltando que a combinação de eletricidade, trabalho
em altura e exposição às intempéries exige medidas preventivas fundamentadas nas Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego e nas normas técnicas aplicáveis. https://fundacentro.primo. exlibrisgroup.com/discovery/ delivery/55FJD_INST:Baseline/ 129089990009501
Índice de anunciantes ...........................................................35 Absolar...........................................................
KRJ............................................................... ...............................................................13
SSM ............................................................... ...............................................................25
...........................................2ª capa Arcelor Mittal...........................................
Mi Ômega...................................................... ......................................................21
Trael ........................................................ ........................................................4ª capa
................................................3ª capa Cobrecom ................................................
MovE............................................................. .............................................................29
Umbria ........................................................... ...........................................................28
Fluke............................................................. .............................................................31
Pextron ......................................................... .........................................................23
Volts and Bolts ................................................ ................................................15
Inox-Par.................................................. ..................................................10 e 11
Romagnole .................................................... ....................................................19
Instituto Mi Ômega ......................................... .........................................14
Romiotto ....................................................... .......................................................12
Solar FV em foco
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A energia que pode mover o futuro do Brasil energética precisa estar integrada à política industrial “eA àagenda estratégia de desenvolvimento econômico do País”.
eleição presidencial definirá os rumos do País pelos próximos anos. Neste contexto, discutir energia é fundamental para debater desenvolvimento econômico, competitividade, segurança energética, atração de investimentos e qualidade de vida para a população. Independentemente de quem vença a disputa nas urnas, a forma como o próximo Governo Federal tratará a matriz elétrica e o aproveitamento dos recursos renováveis terá impacto direto sobre essas agendas, que afetam diretamente a vida das pessoas. O Brasil possui atualmente uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo e condições privilegiadas para ampliar a oferta de energia limpa e competitiva. A questão central é como transformar essa vantagem em benefícios concretos para a economia e a sociedade. Um dos desafios mais urgentes está no aproveitamento eficiente da eletricidade renovável que já geramos. Em 2025, os cortes de geração renovável representaram prejuízo financeiro superior a R$ 6 bilhões. Ao mesmo tempo, o sistema elétrico continua recorrendo à geração termelétrica em períodos de maior demanda. Esse cenário evidencia a necessidade de ampliar a flexibilidade da operação e utilizar melhor a eletricidade abundante disponível no Brasil. Os sistemas de armazenamento têm papel importante nessa estratégia, pois podem guardar parte da eletricidade que seria cortada e disponibilizá-la posteriormente, contribuindo para equilibrar oferta e demanda, aumentar a confiabilidade do sistema e reduzir desperdícios. Além disso, podem fazer isso com menores custos e impactos
ambientais do que termelétricas fósseis. Por isso, por meio da proposta “Bateria Brasil”, a Absolar propõe a contratação pelo próximo Governo Federal de, pelo menos, 8 GW em sistemas de armazenamento de energia elétrica até 2030, por meio de leilões anuais de capacidade com neutralidade tecnológica. Essa agenda também precisa alcançar a geração renovável própria e as grandes usinas solares, ampliando o uso de baterias associadas a esses sistemas. Para que isso aconteça, é necessário enfrentar distorções que encarecem as soluções de armazenamento. Atualmente, a tributação pode chegar a 84,8%, mais que o dobro da incidente sobre fontes renováveis. Uma política tributária mais equilibrada ajudará a acelerar a implantação das baterias. Outra frente fundamental é utilizar a disponibilidade de energia limpa no Brasil para atrair investimentos e gerar mais empregos. Data centers, indústrias eletrointensivas de baixo carbono, projetos de hidrogênio verde, eletromobilidade e outras atividades intensivas em eletricidade podem encontrar no País condições competitivas para crescer. Para isso, é indispensável planejamento. A expansão da geração precisa caminhar de forma coordenada com a transmissão, levando infraestrutura às regiões com maior disponibilidade de recursos renováveis e potencial para novas cargas. A agenda energética precisa estar integrada à política industrial e à estratégia de desenvolvimento econômico do País. É o que recomenda a Absolar pela proposta “Energia que Emprega”. Nesse eixo, a associação propõe 18 GW em novas grandes usinas solares até 2030. Esse movimento pode atrair R$ 59,4 bilhões
Bárbara Rubim e Rodrigo Sauaia* em investimentos e acompanhar o crescimento da demanda associado à instalação de novas cargas eletrointensivas, sem a necessidade de novos subsídios. O debate sobre energia também precisa considerar quem ainda não tem acesso adequado a um fornecimento confiável. A agenda da Absolar chamada “Sol para Todos” prevê ampliar o acesso à energia limpa para 3 milhões de unidades consumidoras até 2030, sendo 500 mil em sistemas isolados, por meio da combinação de geração solar e armazenamento. A substituição de 100 mil geradores a diesel por sistemas solares com baterias merece atenção especial. Além de reduzir emissões, ruído e poluição, a medida pode diminuir custos associados ao atendimento dessas localidades. Para acelerar esse processo, a entidade propõe leilões anuais para sistemas isolados, com participação mínima de 50% de fontes renováveis. As três frentes da agenda apontam para uma mesma direção: aproveitar melhor os recursos energéticos renováveis brasileiros e reduzir ineficiências do sistema, sem criar novos encargos sobre os consumidores. As decisões tomadas entre 2027 e 2030 terão papel crítico em definir a capacidade do Brasil de aproveitar sua abundância de recursos renováveis, atrair investimentos, gerar empregos, fortalecer sua segurança energética e ampliar sua competitividade em um cenário global cada vez mais acirrado e incerto. O País tem uma oportunidade concreta diante de si. Cabe ao próximo Governo Federal estabelecer as condições para que as fontes renováveis sejam um vetor central de desenvolvimento, competitividade e inclusão. Essa é uma agenda de Estado, que precisa ser discutida agora, com visão de longo prazo e compromisso com o futuro do Brasil. * Bárbara Rubim é presidente do Conselho de Administração da Absolar, e Rodrigo Sauaia é CEO da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.
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