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Flexibilidade 26 Desafios do curtailment e oportunidades para o futuro das renováveis Os cortes de geração no Brasil aumentam e desafiam projetos solares. Em paralelo, novas cargas como baterias, hidrogênio verde, data centers e mobilidade elétrica surgem como oportunidades para equilibrar oferta e demanda, reduzir riscos e viabilizar renováveis.
Guia - 1 32 Sistemas para alarme, detecção e combate a incêndios em eletrocentros fotovoltaicos Incidentes envolvendo fogo em eletrocentros podem causar danos irreversíveis, com parada parcial ou mesmo total da planta fotovoltaica. Este guia lista empresas especializadas em serviços e em sistemas de detecção, alarme e extinção dedicados a esses equipamentos.
Segurança 36 Capacitância de fuga e resistência de isolamento em usinas fotovoltaicas A participação da geração fotovoltaica tem se expandido na matriz elétrica global. Contudo, cada vez mais potentes, essas plantas implicam riscos para a segurança de pessoas e equipamentos. O artigo aborda uma série de fatores que não devem ser negligenciados.
Guia - 2 40 Seguidores solares (tracking systems) Também chamados rastreadores ou trackers, esses equipamentos aumentam a captação da radiação e o rendimento das usinas fotovoltaicas. Este guia reúne fornecedores e apresenta as principais características desses sistemas.
Feira 42 Lançamentos e tendências do mercado solar em destaque na Intersolar South America A feira, que atraiu mais de 58 mil visitantes e cerca de 700 expositores, ofereceu um panorama abrangente das soluções que estão moldando o futuro da transição energética. A reportagem apresenta uma seleção dos produtos e soluções destacados na exposição.
Agenda 62 Produtos 64 Publicações 65 Índice de anunciantes 65 Colunas
Fios & fatos 54 Projeto & Instalação 56 Veículos elétricos 58 Solar FV em foco 66 Capa Helio Bettega Foto: Jenson/Shutterstock As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por FotoVolt, podendo mesmo ser contrárias a estas.
Sumário
Carta ao leitor 4 Notícias 8
Carta ao leitor
Um retrato do curtailment e suas so l u çõ es Jucele Reis, Editora-assistente
A
s apresentações e debates de congressos especializados do setor de energias renováveis são em geral datados. Portarias e decretos podem de hora para outra alterar o quadro que se discutiu na véspera. Além disso, jornalistas têm o defeito de não possuir o chamado dom da ubiquidade. Congressos cujo conteúdo é tão diversificado quanto rico, como é o caso do Intersolar South America, acrescentam dificuldade adicional para o acompanhamento de sessões concorridas e concomitantes. Daí que as redações têm de eleger os temas, em geral os mais “quentes” em cada momento, para transmitir aos leitores tanto a atmosfera quanto o fundamental do conteúdo. Um exemplo é a reportagem aqui publicada sobre curtailment de grandes usinas solares e as visões sobre como minimizar o problema, de início, e resolvê-lo de vez, coisa para futuro não tão próximo. O curtailment vem recrudescendo muito rapidamente: passou de 51 MWm no primeiro semestre de 2022 para 105 MWm em 2023, 570 MWm em 2024 e impressionantes 2810 MWm em 2025, até julho. Isso aumenta custos de maneira geral, mas principalmente os dos investidores já com usinas em operação e os que têm planos avançados de instalar suas usinas ou as estão construindo. No que diz respeito a soluções, diversas foram as expostas e debatidas no congresso. Algumas delas: incentivos para obras de transmissão (a duplicação do bipolo de c.c. Nordeste-Sudeste foi especialmente citada), remuneração de agentes para modular seu consumo ou geração, armazenamento de energia na macro e também na mini/microgeração, e o incentivo à instalação de plantas de produção de hidrogênio verde, principalmente no Nordeste, e de grandes data centers, sobretudo os dedicados à inteligência artificial, porque consomem em média 10 vezes mais energia do que os chamados data centers cloud. Uma dificuldade adicional, neste último caso, é que a maior parte dos projetos de data centers em intenção é direcionada para implantação no Sudeste-Sul do País, portanto longe do Nordeste, onde se concentra a maior parte do curtailment. Mas para isso também pode haver alternativa: o segmento de datacenters, intensivamente contemplado em capital, poderia até mesmo atuar como investidor em transmissão e distribuição de energia. A ver. Outra reportagem que destacamos aqui, e que ocupa espaço considerável da edição, é a dedicada à descrição de novidades apresentadas na feira do hub de inovação The smarter E South America (sendo a maior parte do setor solar fotovoltaico, da Intersolar portanto). É trabalhoso percorrer estandes garimpando novidades para depois descrevê-las em reportagem, mas o fazemos com satisfação porque nada substitui o contato direto do repórter com o segmento a que se dedica. E depois porque assim informamos os milhares de nossos leitores que lá não puderam comparecer, aproximando-os dos fornecedores. Contribuir para o desenvolvimento do seu mercado é uma das funções precípuas de veículos segmentados como FotoVolt.
Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Editor: Mauro Sérgio Crestani (jornalista responsável – Reg. MTb. 19225) Editora-assistente: Jucele Menezes dos Reis PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett – eliane.giacomett@arandaeditora.com.br; Ivete Lobo – ivete.lobo@arandaeditora.com.br REPRESENTANTES BRASIL: Interior de São Paulo: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Minas Gerais: Oswaldo Alípio Dias Christo – R. Wander Rodrigues de Lima, 82 - cj. 503; 30750-160 Belo Horizonte, MG; tel./fax (31) 3412-7031; cel. (31) 99975-7031; oadc@terra.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista – R. Carlos Dietzsch 541, cj 204, bl. E; 80330-000 Curitiba, PR; tel. (41) 3209-7500 / 3501-2489; cel. (41) 9728-3060; romildoparana@gmail.com Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva – Tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 98179-9661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES: China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 55-3-703 Guan Lane, Hangzhou, Zhejiang 310003; tel.: +86-571 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker – Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal; tel.: +49 202 27169 13; fax: +49 202 27169 20; www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy: Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 – 20148 Milan; tel.: +39 2 3921 6180; fax: +39 2 3921 7082; grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina – Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073; tel: +81-(0)3-3263-5065; fax: +81-(0)3-3234-2064; aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn – 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu, Seoul 134-070; tel: +82 2 481-3411; fax: +82 2 481-3414; jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Rico Dormann – Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon; tel.: +41 44 720-8550; fax: +41 44 721-1474; dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King – 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1, Taichung, 408; tel.: +886 4 2325-1784; fax: +886 4 2325-2967; global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden): Mr. Edward J. Kania – Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA; tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188; ekania@btinternet.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY, 11566-5209; tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568; arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Helio Bettega Netto DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva CIRCULAÇÃO: Clayton Santos Delfino Tel.: (11) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima TIRAGEM: 10.000 exemplares FotoVolt é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. Tel.: +55 (11) 3824-5300; Fax: +55 (11) 3666-9585 em@arandaeditora.com.br – www.arandaeditora.com.br ISSN 2447-1615
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VENHA VER DE PERTO AS INOVAÇÕES EM ENERGIA SOLAR Participe da principal feira de negócios em energia solar da região Sul e descubra como a fotovoltaica está transformando o agronegócio, a indústria e as cidades.
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CONGRESSO
O Congresso Intersolar Summit Brasil Sul acontece paralelamente à feira, reunindo palestrantes renomados, especialistas e líderes do setor energético para discutir temas estratégicos em sessões técnicas de alto nível.
Dia 28 de Outubro (Terça-feira)
Dia 29 de Outubro (Quarta-feira)
10h30 – 11h30
10h30 – 12h00
Saudações dos organizadores e associações.
Como a sinergia entre a energia solar fotovoltaica e a agricultura pode trazer benefícios econômicos e ambientais. Exemplos de aplicação.
Cerimônia de Abertura 11h30 – 12h30
Agrivoltaica: Aplicações Agrícolas de Energia Solar
Panorama da GD na Região Sul
Panorama da GD fotovoltaica no Sul do Brasil: números, desafios, atualização regulatória. Apresentação de projeto da UFRGS sobre energias renováveis e equidade de gênero.
14h00 – 15h30
Hidrogênio Verde no Brasil: uma visão abrangente Uma visão geral das perspectivas do Hidrogênio Verde em nível nacional a partir de fontes renováveis de energia e suas aplicações, inclusive na agricultura
14h00 – 15h30
Expansão da Geração Distribuída: Impactos Tecnológicos e Regulatórios
A expansão das fontes de energia renováveis variáveis na GD implica desafios operacionais e regulatórios para o sistema elétrico. Este painel discute o problema e suas soluções possíveis.
16h00 – 17h30
16h00 – 17h30
Introdução ao armazenamento de energia como reserva de capacidade, bem como para sistemas isolados. Uma abordagem tecnológica e regulatória.
Projeto e instalação de sistemas fotovoltaicos: aterramento conforme a revisão da ABNT NBR 16690. Análise, diagnóstico e prevenção de acidentes elétricos em estabelecimentos rurais.
Sistemas Isolados e Armazenamento de Energia
Instalações Elétricas com Energia Solar FV
Soluções de FV + Armazenamento
Um congresso essencial para entender o papel da energia solar na adaptação climática, no fortalecimento do agronegócio e na expansão da GD.
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MINICURSOS
A programação de minicursos exclusivos do Intersolar Summit Brasil Sul 2025 foi pensada para quem busca capacitação prática e atualização técnica com foco em aplicações reais no campo, na indústria e em cidades inteligentes. Com duração de 2 horas cada, os minicursos abordam temas atuais e com alta demanda no mercado:
Dia 28 de Outubro (Terça-feira)
Dia 29 de Outubro (Quarta-feira)
10h30 – 12h30
10h30 – 12h30
João Cunha | Diretor – Mi Omega
Rafael Cunha | COO – movE, Eletromobilidade João Cunha | Diretor – Mi Omega
13h30 – 15h30
13h30 – 15h30
Como aterrar os seus equipamentos para que não queimem durante uma descarga atmosférica
Estruturação de Redes de Recarga – Visão estratégica: Como planejar a implantação da rede. Posicionamento estratégico dos pontos de recarga
Projeto de sistema de recarga de veículos elétricos
Grid Zero requisitos e proteção para geração distribuída
Vinícius Ayrão | Engenheiro Eletricista – Sinergia Consultoria
Rafael Cunha | COO – movE, Eletromobilidade
16h00 – 18h00
16h00 – 18h00
Vinícius Ayrão | Engenheiro Eletricista – Sinergia Consultoria
Prof. Eng. Trajano Viana
Uso de BESS como solução do horário de ponta. Dimensionamento e especificação
Boas Práticas: Como minimizar problemas em instalações fotovoltaicas
Inscreva-se agora em: www.intersolar-summit-brasil.com Apoio/Promoção: Inspirado em
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Notícias
FotoVolt - Setembro - 2025
Norma de incêndio em FV terá emenda em outubro
876 MW em relação à estimativa da revisão anterior. A geração média total da MMGD (base instalada mais expansão) deve alcançar 10.070 MWmed ao final de 2029, com crescimento médio anual de 13,9% no período. O incremento mais expressivo será observado entre 2026 e 2029, refletindo tanto o avanço da base existente quanto a instalação de novos sistemas. A expansão projetada para o período considera, entre outros fatores, a queda nos preços dos equipamentos fotovoltaicos em 2024, expansão de veículos elétricos, a ampliação do acesso a financiamento com o benefício do REIDI para geração distribuída e políticas públicas como o Programa de Energia Renovável Social (PERS) e o Minha Casa Minha Vida. Por outro lado, o estudo também reconhece desafios, como o aumento do imposto de importação de módulos solares, elevação das taxas de juros (50% dos sistemas são financiados) e restrições técnicas na rede de distribuição, com crescimento das negativas de pareceres de acesso devido à inversão de fluxo (principalmente em MG, RS e MA). Além disso, também pesa contra o aumento da cobrança do Fio B (Lei nº 14.300) e incertezas pós 2028, com a migração ao ACL com potencial para diminuir o mercado. O Sudeste/Centro-Oeste concentra a maior parte da base instalada, com 3.560 MWmed em 2029. No mesmo ano, a expansão da MMGD nesses
norma ABNT NBR 17193:2025 - Segurança contra incêndios em instalações fotovoltaicas — Requisitos e especificações de projetos — Uso em edificações, publicada em 4 de feveRapid shutdown não sofrerá alteração em relação ao texto atual reiro último, sofrerá uma alteração por meio de emenda que deverá metro 515/2023 não menciona prazo estar publicada provavelmente no final para comercialização de produtos não de outubro próximo, disse Marcos conformes, apenas para fabricação e Rogério Chaves Silva, coordenador importação. da comissão da norma no CB-024 da Segundo Marcos Rogério, o GT ABNT - Comitê Brasileiro de Seguranconcluiu pela não necessidade de muça Contra Incêndio, durante congresso danças quanto ao RSD e ao AFCI, acaEletrotec+EM-Power. Segundo ele, a tando apenas a alteração das distânúnica modificação adotada será em cias entre os subarranjos. A partir da relação ao afastamento entre subarranpublicação da emenda, os subarranjos jos para não propagação do fogo, de devem passar a ser construídos com um mínimo de dois metros a cada 16 afastamento mínimo de 1 metro (não metros lineares para um mínimo de mais 2 metros) a cada 40 metros (e 1 metro a cada 40 metros. Com isso, não mais 16 metros). Esta alteração, de alterações nas prescrições relativas aos acordo com o coordenador, deveu-se recursos de rapid shutdown (RSD) e a solicitações baseadas em normativas AFCI estão por ora descartadas. de companhia seguradoras de edifíEm 18 de março, por solicitação cios, tanto do Brasil quanto do exterior. da Absolar - Associação Brasileira de Marcos Rogério prevê também que Energia Solar Fotovoltaica, foi criado a NBR 17193 deverá ser revisada daqui um grupo de trabalho para discutir a entre dois anos e meio e três anos, propostas para uma emenda à norma, em vez dos cinco anos que seriam usucentradas em três pontos principais: a ais. Isto porque a normalização para distância entre subarranjos, a função elementos fotovoltaicos integrados a de interrupção de faltas a arco (AFCI, edifícios (BIPV, na sigla em inglês) tem na sigla em inglês), e a obrigatorieavançado em outros países, e a norma dade da função de desligamento rábrasileira terá de acompanhá-la. pido (rapid shutdown), uma exigência originária do NEC, normalização de instalações norte-americana, que foi incorporada à norma brasileira por exigência do Corpo de Bombeiros. Na ocasião, segundo apurou FotoVolt, o que causou mais desconforto capacidade instalada da micro e minigeração distribuída de algumas empresas foi a inclusão na (MMGD) no Brasil poderá atinnorma da obrigatoriedade de os sistegir 65 GW até 2029, de acordo mas FV integrarem o rapid shutdown, com as projeções atualizadas da alegando que isso teria sido feito sem 2ª Revisão Quadrimestral do Placonsenso entre os integrantes da cono Anual da Operação Energétimissão da norma. Já quanto à AFCI, a ca (PLAN 2025–2029), divulgada discórdia seria com relação a prazos: por ONS, CCEE e EPE. O númea norma aplicou-se imediatamente Documento do ONS, CCEE e EPE projeta expansão da geração ro representa um acréscimo de com a publicação, mas a portaria Indistribuída a 10,1 GWmed
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MMGD deve atingir 65 GW em 2029
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Notícias
FotoVolt - Setembro - 2025
EPE projeta até 97,8 GW em GD em 2035 e expansão de baterias
O
novo “Caderno de Micro e Minigeração Distribuída e Baterias Atrás do Medidor”, publicado pelo MME - Ministério de Minas e Energia e pela EPE - Empresa de Pesquisa Energética, estima que a capacidade instalada de micro e minigeração distribuída (MMGD) no Brasil poderá alcançar entre 61,4 GW e 97,8 GW até 2035.
Caderno do PDE 2035 destaca papel crescente das baterias residenciais no mercado, que pode acumular investimentos de R$ 200 bilhões no período
No cenário de referência, a projeção é de 78,1 GW, com adesão de cerca de 9,5 milhões de consumidores. O cenário de 97,8 GW, considerado o superior, envolve 12,1 milhões de adotantes e o inferior, de 61,4 GW de potência, 7,5 milhões de adotantes da MMGD. Atualmente, a geração distribuída responde por aproximadamente 5,6% da eletricidade gerada no País e representa cerca de 13% do consumo cativo. Segundo a EPE, a geração elétrica a partir da MMGD poderá atingir 12,1 GW médios ao final do período projetado no cenário de referência (15,2 GWm no superior).
Um destaque do caderno é a análise do papel das baterias atrás do medidor, que ganham espaço como solução de modernização da rede, sobretudo no uso residencial, o motor da expansão da MMGD. A redução dos preços globais das baterias de íon-lítio em 2024 amplia as perspectivas de aplicações em ambientes residenciais, comerciais e industriais. No Brasil, simulações da EPE apontam que o armazenamento pode ser viável em substituição a geradores a diesel, sobretudo quando o custo do sistema for inferior a R$ 2.000/kWh. Segundo a publicação, as baterias podem contribuir para o aumento do autoconsumo em sistemas fotovoltaicos, ao permitir o uso posterior dos excedentes gerados. Considerando diferentes cenários de preço e adesão, o mercado de baterias residenciais pode representar mais de R$ 200 bilhões em investimentos acumulados até 2035. No entanto, esse cenário ocorreria somente se todos os consumidores residenciais com GD investissem em um sistema de armazenamento. O caderno pode ser acessado em https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/secretarias/sntep/publicacoes/planodecenal-de-expansao-de-energia/pde-2035/cadernos/pde2035_caderno_mmgd_bateriasatrasdomedidor.pdf/view.
Aneel adia regulação de baterias e preocupa setor
estados será de 1.663 MWmed. O Nordeste aparece em seguida, com 1.413 MWmed de base e 775 MWmed de expansão. Sul e Norte somam, respectiAneel - Agência Nacional de Enervamente, 1.846 e 812 MWmed em capagia Elétrica retirou de pauta na reucidade total prevista. nião da diretoria do dia 26 de agosto A projeção aponta ainda um mona conclusão da regulação que definirá tante líquido médio (expansão menos as regras para inserção de sistemas de base) de 3.581 MWmed em 2029 no armazenamento por baterias no Brasil. Sistema Interligado Nacional (SIN), o O adiamento ocorreu após pedido do que representa uma redução de 12% MME - Ministério de Minas e Energia, em relação à estimativa da primeira que solicitou reuniões técnicas adiciorevisão quadrimestral. O ajuste foi monais para alinhar aspectos sensíveis, tivado por uma base instalada maior entre eles a cobrança de dupla tarifa sodo que a originalmente considerada. bre as baterias em modelo stand-alone. O estudo avalia que, mesmo com as incertezas regulatórias após 2028 e os impactos da migração de consumidores para o mercado livre, a MMGD manterá trajetória de crescimento relevante no horizonte do plano. A possibilidade de adoção de sistemas com baterias e o avanço de tecnologias como os sistemas grid zero também contribuem para o cenário Para Micropower, atraso na definição das regras freia mercado, mas projetado. não impede leilão de 2026
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Durante a ees South America, um dia após a decisão, em conversa com a reportagem de Fotovolt, Sergio Jacobsen, CEO da Micropower, empresa focada em BEES as service do grupo Comerc, Siemens e Equinor, e ainda vice-presidente da Associação Brasileira de Armazenamento de Energia (Absae), avaliou que a decisão traz impactos negativos para o setor. “A retirada de pauta representa mais atraso em uma regulamentação que já deveria estar concluída, atrasando também o desenvolvimento do mercado brasileiro de armazenamento”, afirmou. Apesar disso, Jacobsen concorda com o principal ponto de divergência, que levou o MME a pedir mais estudos para consolidar a regulação, a tarifação em duplicidade, que recai sobre a energia armazenada como consumo e outra sobre a entrega como geração. Para ele, porém, esse detalhe poderia ser corrigido depois da publicação da regulação, que na sua maior parte atende as demandas do setor. Mesmo assim, Jacobsen destaca que a postergação da regulação não inviabiliza o próximo leilão de reserva de capacidade de armazenamento, que a se guiar pelos sinais do governo federal deve ocorrer no início de 2026, depois de ter sido cancelado neste ano. “O leilão pode e deve acontecer. Os aperfeiçoamentos regulatórios podem ser feitos depois, sem que haja necessidade de novas rodadas de discussões que atrasem ainda mais o processo”, disse. Para o dirigente, a realização do certame será fundamental para dar início à inserção em escala dos sistemas de baterias no País. Ele defende que o Brasil não pode perder tempo diante da corrida global pela adoção da tecnologia. Jacobsen cita exemplos de países vizinhos que já avançam mais rapidamente. “Enquanto aguardamos definições, Argentina e principalmente
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Notícias
Chile já saem na frente em projetos estruturantes de armazenamento. Isso coloca o Brasil em posição de atraso em relação à região”, comentou.
FotoVolt - Setembro - 2025
O executivo da Micropower argumenta que a clareza regulatória é essencial para atrair investidores, mas que o leilão pode cumprir esse papel inicial de destravar o Armazenamento pode movimentar mercado. “Os players R$ 77 bi até 2034 internacionais observam de perto o que vai m estudo inédito sobre o potencial do setor de armazenamento de energia acontecer aqui. Precino Brasil, elaborado pela Absae - Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia e divulgado durante a Intersolar South America, samos demonstrar comrealizada em agosto, projeta investimentos da ordem de R$ 77 bilhões ao prometimento com o longo dos próximos dez anos, com a instalação de cerca de 80 GWh em sisavanço dessa agenda”, temas de baterias. O levantamento, de acordo com Markus Vlasits, presidente afirmou. da entidade, busca preencher uma lacuna existente nas análises globais, Segundo ele, adiar que frequentemente enquadram o Brasil apenas no genérico “rest of world”. indefinidamente a “O objetivo era muito simples: quantificar o quanto temos hoje e, especialmennormatização trará prete, qual o potencial de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento”, juízos maiores do que explicou Vlasits. iniciar o processo com O estudo realizou uma ajustes posteriores. “Não análise detalhada por podemos esperar que segmento, avaliando todas as dúvidas estejam inicialmente a função da bateria em cada resolvidas. O setor preaplicação, a proposta cisa de marcos para se Projeções indicam quase 80 GWh de capacidade instalada na próxima década de valor em termos de desenvolver”, reforçou. viabilidade econômica O pedido do MME e as taxas esperadas de adoção. A partir daí, foram projetados o volume de para ampliar as discusmercado em termos de energia instalada e o montante de investimentos necessões, no entanto, reflete sários. O avanço das baterias foi modelado em três grandes frentes: aplicações a preocupação do goverde grande porte, com destaque para serviços de reserva de capacidade e apoio no com o risco de judiao sistema elétrico; uso por consumidores industriais e comerciais (C&I); cialização em torno da e soluções off-grid, tanto para sistemas isolados da Amazônia quanto para projetos privados em fazendas e mineradoras. A divisão estimada do mercado dupla tarifação. Técnicos é de 40% para reserva de capacidade, 40% para aplicações C&I e 20% para da pasta defendem que off-grid, segundo o relatório. é preciso ajustar as bases para evitar distorções O estudo considerou ainda a expectativa de redução dos custos das baterias, fator essencial para a expansão do setor. Segundo Vlasits, a retirada gradual antes da publicação da de subsídios deve ampliar o espaço para novos projetos em diversos estados. resolução final. “Hoje, só algumas distribuidoras oferecem diferença tarifária suficiente para Enquanto o impasse viabilizar o armazenamento. Mas, na medida em que o subsídio desaparecer, não é superado, emo mercado vai se abrindo e a competitividade cresce”, disse. presas como a MicroApesar dos números expressivos, Vlasits acredita que o volume pode ser power defendem que maior. “Eu aposto que daqui a um ano ou dois a gente vai olhar e dizer que os debates continuem esse estudo foi conservador demais. Existem aplicações que não conseguimos em paralelo, mas que o quantificar, como o uso do armazenamento na transmissão e na geração cronograma do leilão distribuída”. seja mantido. “A oporSegundo o presidente da Absae, um ponto central para destravar o mercado tunidade está posta. Se é a regulação. O especialista reforça que os avanços não ocorrerão de forma perdermos esse timing, espontânea. “Esse mercado não acontece por si só. Vamos precisar de políticas ficaremos para trás no públicas, de leilões e de um marco regulatório. Sem isso, nada acontecerá.” desenvolvimento de Com cerca de 800 MWh de sistemas de armazenamento já instalados no País, uma indústria que é a expectativa é de crescimento acelerado. Para Vlasits, a urgência é clara: estratégica para a tran“A operação do setor elétrico está ficando cada vez mais crítica. Não podemos sição energética”, conesperar chegar a um colapso para agir”. cluiu Jacobsen.
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Notícias
FotoVolt - Setembro - 2025
Preço da energia solar residencial recua no 2º tri
Apesar da elevação no preço dos presenta um estímulo adicional para equipamentos, provocada pela nova consumidores que desejam gerar sua taxa de exportação sobre módulos solaprópria energia, embora pressione a res na China, os sistemas ficaram mais rentabilidade das empresas integrapreço médio da energia solar resibaratos para o consumidor final. De doras. Segundo o estudo, os sistemas dencial no Brasil caiu 3% no segunacordo com a Solfácil, essa redução foi fotovoltaicos seguem com retorno acedo trimestre de 2025, segundo o Radar possível graças à compressão nas marlerado no Brasil, com pay-back inferior Solar, indicador trimestral da Solfácil. gens dos integradores, que buscaram a três anos, mantendo o País entre os A pesquisa monitora a variação de manter competitividade no mercado, mais atrativos para esse tipo de invespreços no setor com base em pedidos e à queda no preço do polissilício, intimento. de financiamento entre abril e junho. sumo fundamental na produção dos O Radar Solar é elaborado com No período, o valor nacional por Wattmódulos fotovoltaicos. base em dados reais de propostas fipico (R$/Wp), unidade usada para A Região Centro-Oeste se manteve nanciadas pela Solfácil, que atua como medir o custo da potência instalada, como a mais econômica para instalaplataforma de crédito e soluções para ficou em R$ 2,51. ção de sistemas solares, com preço energia solar distribuída. A edição médio de R$ 2,40/Wp. Em seguida, do segundo trimestre reafirma a tenaparecem o Nordeste (R$ 2,45/Wp), dência de queda nos preços, mesmo Sul (R$ 2,50/Wp) e Sudeste (R$ 2,52/ diante de oscilações no cenário interWp), única região a registrar alta no nacional de fornecimento e custo de trimestre, de 1%. Já o Norte segue insumos. como a mais cara, com média de R$ 2,68/Wp, influenciada principalValor médio por Watt-pico caiu 3% e ficou em R$ 2,51 no País mente pelos custos no estado do Pará. O levantamenMatriz residencial atinge 71,8% de renovabilidade to identificou os em 2024 dez estados com uso da geração própria de energia os preços mais solar nas empresas e indústrias Balanço Energético Nacional (BEN) 2025, divulgado pela EPE - Empresa de Pesquisa cresceu 9,7% no primeiro semestre baixos para instaEnergética e pelo MME - Ministério de Minas e Energia, mostrou que a matriz energélação de sistemas deste ano em comparação com o mestica do setor residencial alcançou, no último ano, um índice de renovabilidade de 71,8%. residenciais. mo período de 2024. No total, 169 mil Segundo o relatório, o setor residencial respondeu por quase 80% do consumo nacional O Acre lidera a novas companhias aderiram à tecnode energia solar em 2024, consolidando-se como o principal responsável pela utilização lista com média logia fotovoltaica entre janeiro e junho dessa fonte no País. No segmento comercial, a solar representou 17,4% do consumo de R$ 2,24/Wp, de 2025, ante as 154 mil adesões verifienergético, figurando como a segunda fonte renovável mais utilizada. seguido por Alacadas no exercício anterior. A indústria também apresentou crescimento no uso dessa tecnologia. No ano passado, a goas (R$ 2,27/ O mapeamento é da TTS Energia, energia solar respondeu por 3,1% Wp), Amazonas empresa de engenharia e construção do consumo energético industrial, evidenciando um movimento gra(R$ 2,31/Wp), de usinas solares no Brasil, e foi readual de substituição de combustíveis Goiás (R$ 2,34/ lizado com base em balanços oficiais fósseis por alternativas renováveis. Wp) e Roraima da Aneel - Agência Nacional de Os dados demonstram que, embora (R$ 2,36/Wp). Energia Elétrica. Segundo a apurao setor residencial lidere o uso de Também se ção, as instalações fotovoltaicas para fontes limpas, há uma tendência de Setor foi responsável por quase 80% do consumo de destacam Piauí, companhias de comércio, serviços e energia solar no País diversificação no perfil de consumo indústrias Pará, Ceará, energético de outros segmentos, esno primeiMaranhão pecialmente na indústria, que começa a incorporar soluções de baixo impacto ambiental. ro semestre e Distrito De acordo com o BEN, os índices de renovabilidade nos setores residencial, comercial e deste ano Federal, toindustrial reforçam o papel das políticas públicas e dos incentivos à eficiência energética, somam dos abaixo assim como a importância de tecnologias capazes de reduzir as emissões de gases de 1,5 GW, da média efeito estufa. com mais nacional. O relatório também aponta que a evolução da participação de fontes renováveis está de 42 mil A reduA adesão do segmento empresarial foi de ligada à ampliação do acesso a equipamentos de geração térmica solar e à maior consnovos sisteção no cusmais de 169 mil companhias no primeiro cientização dos consumidores sobre eficiência energética. mas solares semestre do ano to final re-
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Geração solar nas empresas cresce 9,7%
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instalados em telhados, coberturas e pequenos terrenos. Como comparação, entre janeiro e junho de 2024, as conexões fotovoltaicas para atender o meio corporativo chegaram a 39,8 mil no País. De um período para outro, o crescimento das miniusinas para suprimento de energia deste público foi de 5,7%. Jacques Hulshof, CEO da TTS Energia, disse em nota que a geração solar tornou-se “uma aliada estratégica na competitividade dos setores produtivos brasileiros, ao viabilizar operações mais eficientes, econômicas e alinhadas com as exigências do mercado e da sociedade”. A TTS Energia é especializada no desenvolvimento de soluções em energias renováveis em todo o território nacional, com um grande portfólio de empreendimentos solares voltados para o setor corporativo, incluindo a instalação e comissionamento da maior usina solar em telhado no Brasil para uma indústria agrícola.
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taica, entre públicas, privadas, cooperativas de crédito e fintechs, as fontes tiveram trajetórias diferentes no ano. Houve queda dos créditos para as usinas eólicas de grande porte (geração centralizada) de quase 30% no último ano, com R$ 8,7 bilhões destinados aos empreendimentos, contra os R$ 12,2 bilhões no exercício anterior. Já os financiamentos para energia solar subiram 79%, saltando de R$ 13,3 bilhões em 2023 para R$ 23,8 bilhões em 2024. Os financiamentos para sistemas de geração própria de energia solar em telhados (geração distribuída) cresceram 47% em 2024, com R$ 6,9 bilhões aplicados no ano, enquanto as usinas solares remotas de geração distribuída (geração compartilhada e autoconsumo remoto) tiveram recursos de R$ 5,6 bilhões, um crescimento de quase 8%. De acordo com a Cela, o crescimento de financiamento em 2024 para os empreendimentos de energia solar foi puxado pelo mercado de capitais. “O volume de financiamento para energia solar cresceu de forma significativa em 2024, com uma participação e crescimento relevante de captações no mercado de capitais, via emissão de debêntures e de CRIs (certificados de recebíveis imobiliários)”, diz Camila volume de financiamento via insRamos, CEO da Cela (foto). “Apesar tituições financeiras e mercado de disso, o volume capitais para a geração de de financiamento renovável no Brasil, tanto para energia eóliem grandes usinas centralica caiu de forma zadas quanto em pequenos significativa, com sistemas em telhados e queda expressiva terrenos, cresceu e atingiu nos financiamena marca de R$ 32,5 bilhões tos via BNDES e em 2024, um aumento de BNB”, acrescenta. 6,5% ante os R$ 30,5 bilhões Segundo a verificados no ano anterior. De acordo com estudo da Clean Energy O dado é fruto do estudo Latin America, no último ano R$ 23,8 bilhões empresa, os financiamentos recente da consultoria foram aplicados em energia solar via mercado de Cela - Clean Energy Latin capitais representaram 43% de todo America. o financiamento para renováveis em Segundo o levantamento, que apu2024, os bancos de desenvolvimento rou os desembolsos das principais foram responsáveis por outros 32%, e instituições financeiras que promovem os bancos privados por 25% do total o fomento da geração de eletricidade no ano. com as tecnologias eólica e fotovol-
Financiamento para energia renovável atinge R$ 32,5 bi
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Solfácil obtém licença para atuar como SCFI Solfácil recebeu autorização do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI), substituindo sua estrutura anterior de Sociedade de Crédito Direto (SCD). A aprovação, aguardada desde setembro de 2024, amplia a autonomia operacional e permite a captação direta junto ao público investidor. Com a licença, a empresa poderá emitir Certificados de Depósito Bancário (CDBs), inclusive na modalidade verde, Letras Financeiras (LFs) e outros instrumentos autorizados. A mudança reduz o custo de funding, aumenta a previsibilidade das operações e traz maior flexibilidade à gestão de liquidez. Fundada em 2018, a Solfácil já originou mais de R$ 4 bilhões em crédito para projetos solares e em captações via securitização. Em 2024, levantou R$ 2,2 bilhões com selo verde por meio de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs). A nova estrutura possibilita à empresa ampliar e diversificar soluções financeiras voltadas à cadeia de energia solar, acompanhando a evolução de sua estratégia no setor. A autorização também reforça o alinhamento da Solfácil com a agenda BC#, programa do Banco Central que busca modernizar o sistema financeiro brasileiro, promovendo inclusão, competitividade, transparência e sustentabilidade. A Solfácil atua em todo o território nacional, conectando integradores a
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Autorização permite emissão de CDBs, LFs e amplia captação no mercado
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consumidores interessados em gerar energia solar. Seu portfólio inclui financiamento, distribuição de equipamentos, monitoramento, seguros e programas de benefícios para integradores. A empresa é investida por fundos como QED Investors, SoftBank, Valor Capital Group e Banco Mundial (IFC), que já aportaram mais de R$ 800 milhões em três rodadas de capital.
ONS faz parceria para previsão de GD ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrica firmou parceria com a SolarZ, empresa especializada em soluções para gestão de geração distribuída, para aprimorar os modelos de estimativa e previsão de geração fotovoltaica distribuída. A colaboração garante acesso gratuito do ONS a
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destinação ambientalmente adequada de aproximadamente 50 toneladas de módulos avariados, adotando um modelo de aterro zero e reinserindo materiais como vidro, alumínio e cobre em novas cadeias produtivas, informou a empresa em comunicado. O processo envolveu etapas logísticas complexas, com planejamento de rotas, transporte seguro e triagem técnica dos equipamentos, além da parceria com empresas especializadas em reciclagem e economia circular. “Assumimos a responsabilidade por todo o ciclo de vida dos nossos ativos, do início ao fim. Não se trata apenas de gerar energia limpa, mas de garantir a adoção de práticas responsáveis quando a vida útil de nossos equipamentos se encerra”, afirma Simone Suarez, CEO da GDSUN. No ano passado, um projeto-piloto da empresa já havia encaminhado 7,3 toneladas de resíduos para reciclagem, servindo de base GDSUN, empresa de desenvolviAção garante reaproveitamento de material para a operação atual. Após descaracterimento, construção, e rastreabilidade na cadeia de energia solar zação industrial e seoperação e manuparação técnica dos módulos, o vidro tenção de plantas de energia solar do temperado foi transformado em insusetor de geração distribuída de energia mos para indústrias de cerâmica, tintas solar, concluiu entre maio e junho e isolantes térmicos; o alumínio foi deste ano a operação de retirada e dados verificados de micro e minigeração distribuída fotovoltaica, com foco exclusivo no desenvolvimento técnico e científico do setor. Segundo comunicado do Operador, os dados fornecidos pela SolarZ preservam a identidade e a privacidade dos consumidores-geradores. As informações permitirão ao ONS validar e calibrar seus modelos estatísticos com maior precisão. A iniciativa faz parte da segunda fase de um projeto desenvolvido em cooperação com a alemã GIZ - Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit, que busca aperfeiçoar a representação da geração distribuída no planejamento e operação do Sistema Interligado Nacional.
GDSUN destina 50 t de módulos à reciclagem
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Operador objetiva a modernização de seus processos diante do avanço da transição energética
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direcionado à indústria metalúrgica; e o cobre, reciclado para a produção de fios e motores. A operação contou com rastreabilidade completa e emissão do Certificado de Destinação Final (CDF), documento que detalha volumes e destinos de cada material. Segundo o comunicado, a ação reforça o alinhamento da empresa aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU), com destaque para: Energia limpa (ODS 7); Inovação e infraestrutura (ODS 9); Cidades sustentáveis (ODS 11); Consumo responsável (ODS 12); e Ação climática (ODS 13) A iniciativa ainda abre caminho para, no futuro, gerar créditos de carbono voluntários. A empresa é uma subsidiária integral do Franklin Servtec Energia FIP, fundo de investimentos privados dedicado ao setor de geração de energia no Brasil, que teve início em 2017.
GD solar deve contratar 109 mil em 2025 mercado de geração solar distribuída deve abrir cerca de 109 mil vagas em 2025 no Brasil, segundo estudo da RH Renováveis. A maior parte das contratações será em integradores, responsáveis por projetos e instalações, que concentram mais de 70% do total de empregos no setor. Apesar da expansão, a consultoria alerta que a rotatividade média das empresas pode superar 61% em 2025, gerando um custo estimado de R$ 2,7 bilhões com desligamentos. Se reduzido para 35%, o índice poderia gerar economia superior a R$ 1,1 bilhão. Com rotatividade de 25%, a economia ultrapassaria R$ 1,6 bilhão. O setor emprega atualmente cerca de 340 mil pessoas, sendo 75% em funções diretas. A maior parte dos profissionais está em áreas comerciais, de vendas e marketing, que respon-
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dem por 45% da força de trabalho. Engenharia e instalação somam 36% e operações e suporte, 19%. Entre as empresas, os integradores devem contratar 83 mil novos trabalhadores em 2025, com índice de rotatividade estimado em 66%. Distribuidores e fabricantes também ampliam equipes, mas em ritmo menor. Nos distribuidores, a rotatividade deve ser de 49%; nos fabricantes, de 42%. A pesquisa mostra ainda que o modelo de remuneração é fator relevante. Nos integradores, a comissão sobre vendas varia entre 3% e 5% quando
Estudo aponta alta rotatividade e custo de até R$ 2,7 bi com desligamentos
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Liceu de Artes e IFSP formarão 500 jovens em energia
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ais de 500 jovens devem ser capacitados até o fim de 2025 nos dois laboratórios voltados a tecnologias limpas e eficiência energética criados com apoio da Enel em São Paulo. As estruturas foram instaladas no Liceu de Artes e Ofícios e no Instituto Federal de São Paulo (IFSP), com foco na qualificação técnica para a transição energética. O laboratório do Liceu, instituição privada e filantrópica, sem fins lucrativos, foi inaugurado em Laboratórios criados com apoio da Enel ensinam fevereiro de 2023 tecnologias limpas e automação e atende estudantes de baixa renda matriculados nos cursos técnicos gratuitos da instituição. Já o laboratório do IFSP, inaugurado em dezembro de 2023, está integrado à grade dos cursos da área de elétrica. Juntas, as duas iniciativas fazem parte de um investimento de R$ 2,4 milhões realizado pela Enel São Paulo por meio do Programa de Eficiência Energética da Aneel. No Liceu, o Laboratório de Eficiência Energética e Energias Renováveis oferece formação prática em temas como geração solar, redes hidráulicas eficientes, aquecimento de água com menor consumo e automação predial. Os alunos operam simuladores, analisam sistemas de aquecimento a gás, solar e elétrico, e aprendem técnicas de isolamento térmico.
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integradores, 87% dos cargos de direção são ocupados pelos donos; nos distribuidores, 60%; e nos fabricantes, 40%. Para o CEO da RH, Pedro Drumond, o cenário reforça a urgência de práticas mais sólidas de atração e retenção de profissionais. “O setor está em mudança e a base de pessoas ainda opera com altos índices de informalidade, pressão e desorganização. Isso precisa mudar”, afirma
Brasil deve priorizar uso interno de H2V
gênio cinza no País, é um nicho relevante, mas que o setor agrícola oferece uma oportunidade ainda maior. O modelo de negócio voltado ao produtor rural exigirá maior conhecimento local, uma vez que este busca essencialmente o menor preço, contrata em prazos curtos e tem demandas sazonais ligadas ao calendário de safra. Tobias comparou o potencial da rota doméstica com a lógica da geração distribuída solar, ao permitir a interiorização da produção e a popularização do uso. Essa dinâmica, segundo ele, gera barreiras de entrada mais altas, que favorecem empresas brasileiras com maior capacidade de verticalização e relacionamento direto com o consumidor. Um dos argumentos centrais é logístico: transportar hidrogênio ou derivados a longas distâncias encarece o produto, anulando a vantagem de custos da produção. Para o palestrante, o valor real está no ponto de consumo, seja para o fertilizante ou para outros derivados químicos, reforçando a necessidade de projetos híbridos conectados à rede e próximos ao mercado final. Ele citou nove projetos em desenvolvimento — oito no Brasil e um no Paraguai — que exploram diferentes modelos de negócio, combinando fontes solares, eólicas e hídricas. Em especial, ressaltou iniciativas voltadas à produção de fertilizantes nitrogenados, que podem se beneficiar da energia solar fotovoltaica colocalizada ou associada à rede. O desafio, contudo, está no financiamento. Tobias lembrou que contratos curtos e fluxos dolarizados
sócio da Watt Capital, Eduardo Tobias, defendeu durante palesA estrutura do IFSP foca em smart grids e microgeração, com simuladores e tra na ees South America, softwares que permitem o desenvolvimento de habilidades aplicadas à geraem São Paulo, que o ção distribuída e à automação elétrica. Em 2024, cerca de 240 estudantes já haviam passado pelos dois centros de capacitação. mercado de hidrogênio verde no Brasil será mais As ações buscam ampliar a qualificação de profissionais aptos a atuar na imviável se voltado prioriplementação de soluções técnicas voltadas à eficiência energética e ao uso de tariamente ao consumo fontes renováveis. Os laboratórios também incluem capacitação de docentes e incorporação dos conteúdos às disciplinas regulares. interno, em especial para a produção de As iniciativas são voltadas à formação prática e estão alinhadas às transformafertilizantes. Para ele, a ções do setor elétrico. Com equipamentos atualizados e ensino direcionado, os cursos contribuem para a preparação de mão de obra técnica em um estratégia contrasta com cenário de crescente demanda por soluções sustentáveis no Brasil. o foco atual em exportação e responde a uma demanda imediata e de grande escala o salário fixo é baixo, de até R$ 2 mil. no agronegócio. Nos distribuidores, as metas de vendas Segundo Tobias, o País depende chegam a R$ 750 mil mensais, patamar fortemente da importação de fertiliatingido por apenas 30% dos vendezantes, cujo custo aumenta de forma dores. expressiva conforme a interiorização Quanto às competências mais deno território nacional. A produção mandadas, além do conhecimento local de amônia e ureia a partir do técnico, destacam-se resiliência, proatihidrogênio verde, colocalizada com vidade, organização, comunicação clara a demanda, poderia ser competitiva e habilidade de negociação, sobretudo frente ao hidrogênio cinza, mesmo para funções comerciais e de engenhasem subsídios diretos. ria. O levantamento também revela que O executivo destacou que a Petro- Eduardo Tobias, da Watt Capital, defende foco no mercado a gestão das empresas é, em grande parbras, maior consumidora de hidrote, feita pelos próprios acionistas. Entre doméstico como caminho mais viável para o hidrogênio verde
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I nt er l i gação Ger ador Rede I NTERLI GAÇÃO DEUSI NASDEGERAÇÃO DEENERGI A COM AREDEELÉTRI CADACONCESSI ONÁRI A
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El e v a das ens i bi l i da depar ade t ec ç ã odef al t as -Val ormí ni mopar aaj us t edasf unçõesdes obr ec or r ent edef as es ( ANSI 51eANSI 67 ) -40mA( 0, 04A) -Val ormí ni mopar aaj us t edasf unçõesdes obr ec or r ent ede neut r o( ANSI 51 NeANSI 67 N) -1 2mA( 0, 01 2A)
Vendas
+551 150943200 Av . Mi r una, 502-Moema-Sã oPa ul o/ SP v endas @pe x t r on. c om. br-pe x t r on. c om
T r opi c al i z a do Cober t ur ac onf or mal nosc i r c ui t osel e t r ôni c os i nt er nos , per mi t i ndoi ns t al a ç ã oem ambi ent es s e v er osc om mar es i a, pol ui ç ã oa t mos f ér i c a, e t c
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geram resistência dos bancos nacionais, obrigando os desenvolvedores a apresentar garantias corporativas robustas
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ou estruturar project finance bem amarrados. Nesse cenário, abre-se espaço para empresas nacionais de engenha-
Casa dos Ventos mira refinarias europeias em projeto de H2V
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Casa dos Ventos definiu como principal alvo de seu projeto de hidrogênio verde no Porto do Pecém, Ceará, as refinarias de petróleo da Europa, devido aos incentivos regulatórios mais vantajosos nesse segmento.
A estratégia foi apresentada no congresso da ees, evento de baterias dentro da The Smarter E South America 2025, em São Paulo, pelo diretor de projetos H2 Pecém da empresa, Mark McHugh, que ressaltou porém não haver ainda contratos de offtake firmados para o projeto, considerados fundamentais para viabilizar o empreendimento. Segundo McHugh, o uso de hidrogênio nas refinarias europeias garante créditos adicionais frente a outras aplicações industriais, o que fortalece a atratividade econômica. “Mas o sucesso depende diretamente dos contratos de fornecimento. Sem cliente final, não há investimento”, afirmou. Além dos contratos, outro obstáculo atual para os projetos é a falta de infraestrutura de rede, já que Unidade que será erguida no Pecém, no Ceará, vai demandar o ONS tem negado por enquanto pareceres de 6,6 W de capacidade adicional em eólicas e solares, que também acesso para os projetos ultra-intensivos em energia terá data center no Nordeste, não só os de hidrogênio verde como os de data centers. Neste último caso, porém, a Casa dos Ventos, que prevê a instalação dessas centrais no Pecém, teve parecer favorável para a primeira fase do projeto de 300 MW pelo operador e um segundo parecer com condicionantes para a segunda fase. O projeto de H2V, ainda com parecer negado, é concebido para exportação de amônia, prevê 1,2 GW de eletrólise e pode ser implementado em fases, dependendo da escala de demanda contratada. “Estamos avaliando a possibilidade de duas etapas para chegar ao total projetado, de acordo com o volume de offtakes”, explicou. A companhia calcula que a planta poderá produzir até 160 mil toneladas de hidrogênio por ano, convertidas em aproximadamente 900 mil toneladas de amônia verde, destinadas principalmente ao mercado europeu. A iniciativa será sustentada por novas usinas de geração renovável da Casa dos Ventos, estimadas em 6,6 GW de capacidade adicional em eólicas e solares, com aportes da ordem de R$ 25 bilhões. Esses projetos reforçam a estratégia da empresa de usar sua base renovável como pilar para a produção de H2V. A empreendedora trabalha com o cronograma de decisão final de investimento (FID) até o fim de 2026, para início de produção em 2029. O executivo destacou que o mercado global de hidrogênio verde entrou em uma fase mais realista, após o entusiasmo inicial de 2021 e 2022. Hoje, segundo ele, os projetos precisam estar sustentados em contratos firmes e infraestrutura logística adequada. Entre os diferenciais do Pecém, McHugh mencionou a certificação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), a elevada participação de renováveis na matriz elétrica nordestina, acima de 90%, e a parceria do Porto de Roterdã, sócio do terminal cearense. Essas condições, afirmou, permitem operação contínua das plantas de eletrólise, com maior eficiência econômica frente a competidores globais.
ria, EPCistas e fornecedores de equipamentos em projetos de médio porte. Outro ponto é a progressiva exigência de nacionalização de eletrolisadores, o que cria uma oportunidade para a indústria local de insumos e componentes. Esse ambiente, na avaliação do sócio da Watt Capital, demandará maior sofisticação e valor agregado do que o observado na expansão recente da fotovoltaica, marcada pela comoditização dos projetos. Para Tobias, apostar apenas na exportação de hidrogênio é limitar o potencial brasileiro. O mercado doméstico, sobretudo na agricultura, pode ser o motor inicial de escala, estimulando inovação em modelos de negócio, geração de empregos e a participação de empresas nacionais em diferentes elos da cadeia.
CCEE simula ganhos com armazenamento gerente executivo da CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Rodrigo Sacchi, apresentou durante a ees South America uma simulação que demonstra os benefícios econômicos e operacionais da inserção de sistemas de armazenamento de energia no Sistema Interligado Nacional. O exercício considerou um modelo hipotético de bateria com capacidade de 7.000 MWh e eficiência de 90%. O ponto de partida foi a volatilidade do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD), que desde 2021 passou a ser calculado em base horária. Com maior
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Ele acrescentou que a localização estratégica no Nordeste e a infraestrutura portuária já existente reduzem custos logísticos e facilitam o acesso a mercados como Estados Unidos e Europa. “Poucos locais no mundo apresentam intensidade de carbono tão baixa quanto o Nordeste brasileiro”, disse. A Casa dos Ventos iniciou o projeto em 2021 e o considera seu carro-chefe em hidrogênio verde. Em 2023, a TotalEnergies comprou 34% da companhia, tornando-se parceira direta também nessa iniciativa. A empresa acumula 6 GW em operação ou construção em eólicas e solares e tem um portfólio de 33 GW em desenvolvimento. O hidrogênio é visto pela companhia como uma evolução natural dessa base renovável. Para o executivo, o Brasil reúne fatores únicos para competir no mercado internacional, mas o avanço do projeto dependerá da velocidade de fechamento dos contratos com refinarias e da regulação europeia. “Precisamos casar escala de produção com mercados compradores. Esse é o passo decisivo”, concluiu.
Estudo mostra redução de cortes de geração, economia térmica e maior exportação entre regiões
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participação das fontes renováveis, o preço do mercado de curto prazo passou a oscilar fortemente ao longo do dia, variando entre o piso regulatório de R$ 61/MWh e valores próximos de R$ 713/MWh em situações de rampa acentuada de carga líquida. No caso analisado, referente ao dia 5 de setembro de 2024, a sobreoferta de geração solar e eólica pela manhã levou o preço ao mínimo, exigindo cortes de produção. Já no fim da tarde, com a queda da geração fotovoltaica e aumento da demanda, o PLD disparou, exigindo acionamento térmico. Na simulação, o sistema de armazenamento elevou o preço da manhã de R$ 61/MWh para R$ 245/MWh, eliminando a necessidade de corte de renováveis. No pico da tarde, o valor caiu de R$ 712,99/MWh para R$ 278/ MWh no Nordeste e R$ 382/MWh no Sudeste. O resultado foi a estabilização do preço e o acoplamento entre regiões, reduzindo riscos de exposição para os agentes. Outro efeito foi o aumento da exportação média de energia do Nordeste para o Sudeste em cerca de 150 MW/dia. O ciclo de carga e descarga também resultou em economia de R$ 3,2 milhões em um único dia, o equivalente a 11% de redução no custo da geração térmica necessária. Sacchi destacou que a operação do armazenamento contribui para suavizar a curva de carga líquida, que vem crescendo nos últimos anos e pode atingir valores negativos em breve. A absorção do excedente renovável e a injeção no horário de pico atenuam a pressão sobre hidrelétricas e térmicas. Apesar dos ganhos, ele reconheceu que a receita obtida apenas pela arbitragem de preços não é suficiente para viabilizar os investimentos. “É necessário contar com múltiplas fontes de receita para remunerar projetos dessa magnitude”, afirmou. Nesse sentido, Sacchi defendeu avanços regulatórios no reconhecimento dos serviços ancilares — como
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controle de frequência, tensão e partida a frio — ainda pouco valorizados no Brasil. Ele sugeriu a criação de um mercado específico para esses serviços, seguindo práticas já adotadas em mercados mais maduros. Outro caminho apontado é a utilização dos leilões de reserva de capacidade como instrumento para garantir uma receita fixa, complementando os ganhos de arbitragem e a valorização sistêmica que os sistemas de armazenamento podem trazer. Na avaliação do executivo, as simulações reforçam que as baterias não apenas oferecem flexibilidade e estabilidade ao sistema, como também podem contribuir para reduzir custos e ampliar a integração das fontes renováveis na matriz.
Empresas fecham acordo para 400 MWh em BESS Sungrow firmou acordo com a Mobs Armazenagem de Energia e Mobilidade e a TCCOM Comercializadora de Energia, empresas do Grupo Roca, para fornecimento de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) voltados ao mercado comercial e industrial. O plano prevê a implantação de 400 MWh em três anos.
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Parceria prevê investimento de R$ 500 milhões para mercado C&I em três anos O investimento estimado é de R$ 500 milhões, com foco em soluções para médias e grandes empresas, incluindo arbitragem de energia, otimização tarifária, backup e suporte à qualidade de fornecimento.
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O acordo inclui fornecimento de tecnologia, engenharia, comissionamento, operação e manutenção local dos sistemas pela Mobs, além de ações comerciais e capacitações técnicas para o mercado. A Sungrow também participa do Complexo UFV Várzea da Palma I, II e III, com capacidade total de 182 MWp, fornecendo tecnologia e suporte para otimização do desempenho das usinas. O Grupo Roca, por meio da AXS Energia, já soma mais de 350 MWp em geração distribuída utilizando inversores Sungrow. A experiência da AXS em engenharia e operação dará suporte à expansão dos sistemas BESS no País. A TCCOM, comercializadora qualificada pela Aneel, será responsável pela prospecção e estruturação dos projetos junto a clientes do mercado livre de energia. Com presença em mais de 150 países, a Sungrow acumula 740 GW de conversores eletrônicos de energia instalados.
CGN constrói UFV integrada à eólica CGN Brasil Energia iniciou a construção da usina solar fotovoltaica LDB Associado, em Lagoa do Barro do Piauí (PI), a 580 quilômetros de Teresina. O empreendimento terá capacidade instalada de 44 MW e será conectado ao Complexo Eólico Lagoa do Barro, inaugurado em 2018 e em operação com 295 MW de potência. Com previsão de entrada em operação em 2026, a usina consolidará o complexo como ativo híbrido, reunindo
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Projeto LDB Associado terá 44 MW e ampliará a capacidade do Complexo Lagoa do Barro, criando ativo híbrido
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geração eólica e solar. A integração elevará a capacidade total instalada da CGN Brasil no país para mais de 1,5 GW. O modelo híbrido permitirá o uso conjunto de subestações e linhas de transmissão, reduzindo custos e ampliando a estabilidade do fornecimento de energia, aponta a CGN. A complementaridade entre as fontes tende a minimizar a intermitência da produção. A UFV contará com mais de 90 mil módulos fotovoltaicos e deve gerar cerca de 300 empregos diretos e indiretos durante as obras, contribuindo para a economia local. A CGN Brasil Energia foi criada em 2019 e opera hoje sete complexos eólicos e três solares, distribuídos em cinco regiões do país, somando mais de 1,6 GW de capacidade instalada. O grupo chinês CGN, controlador da empresa, tem mais de 100 GW em operação no mundo e é a maior geradora nuclear da China.
Ilha do Mel terá energia solar com sistemas individuais Copel vai instalar na comunidade da Ponta Oeste da Ilha do Mel, no Paraná, um Projeto prevê até 20 pontos com autonomia de 48 horas e até projeto de for- 128 kWh/mês necimento de energia solar para a região cercada por unidade de conservação ambiental. A proposta prevê a instalação de sistemas fotovoltaicos individuais, com autonomia de até 48 horas, garantindo o abastecimento mínimo de 80 kWh por mês por residência, podendo alcançar até 128 kWh/mês no verão. Os sistemas terão potência de 1.250 watts e tensão de 127 volts. Serão instalados próximos às moradias, respeitando uma faixa de segurança de três metros, livre de vegetação alta ou construções. Estão previstos cerca de 20 pontos de atendimento para residências, com possibilidade de expansão para estruturas comunitárias. O projeto foi apresentado à comunidade no dia 31 de julho em encontro que contou com a participação de representantes da companhia, do Instituto Água e Terra (IAT) e do Ministério Público do Estado do Paraná. O encontro alinhou o modelo de atendimento com os moradores, considerando as particularidades ambientais da região e as necessidades da comunidade. Durante a apresentação, a Copel esclareceu que os moradores não poderão compartilhar energia entre residências e que a manutenção será responsabilidade exclusiva da companhia ou de empresas autorizadas. Também foram destaca-
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das as obrigações dos consumidores, como manter o acesso livre às estruturas e comunicar emergências. A próxima etapa do processo prevê novas reuniões em agosto, para coleta de propostas, levantamentos técnicos e assinatura dos acordos com os moradores. Após essa fase, o projeto passará pelos trâmites de licenciamento ambiental e autorização da Secretaria de Estado da Cultura, em razão do tombamento da Ilha do Mel. O cronograma estima de três a cinco meses para a contratação da obra e aquisição de materiais. A execução e energização das unidades pode levar entre três e nove meses, a depender de fatores como clima e prazos de órgãos externos.
Notas Luz para Todos em RO - O governo federal liberou R$ 173,9 milhões para a execução de um novo programa de obras do Luz para Todos em Porto Velho, Rondônia. Os recursos serão destinados à instalação de kits com módulos solares e baterias para a produção de energia elétrica. A iniciativa prevê o atendimento a quase seis mil famílias, com foco em áreas que ainda não dispõem de acesso regular à rede de eletricidade. Com os kits solares, os beneficiários terão acesso à energia para iluminação, refrigeração e equipamentos básicos, o que pode favorecer atividades domésticas, produtivas e educacionais. Solução híbrida para residências - A Canadian Solar anunciou a ampliação de seu portfólio no Brasil com o lançamento de uma solução híbrida composta por inversor e bateria de baixa tensão, disponível nas potências de 5 kW a 7,5 kW. O objetivo da empresa é ampliar a atuação no segmento residencial, voltado ao consumidor final. O equipamento incorpora rapid shutdown device (RSD), recurso que possibilita o desligamento rápido do sistema em casos de emergência. A função atende exigências do Corpo de Bombeiros e a norma ABNT NBR 17193, publicada este ano. Fornecimento de trackers - A Nextracker foi escolhida pela Casa dos Ventos para fornecer 1,5 GW de seus sistemas de rastreamento solar NX Horizon-XTR™ e NX Horizon™ para quatro novos empreendimentos de grande porte no Brasil. Os contratos abrangem os projetos Babilônia Sul (117 MW), Babilônia Centro (226 MW), Seriemas (540 MW) e Rio Brilhante (680 MW), localizados nos estados da Bahia e do Mato Grosso do Sul. O acordo marca a entrada da Casa dos Ventos no segmento solar de grande escala e integra sua estratégia de desenvolver usinas híbridas, combinando energia solar e eólica nos mesmos pontos de conexão à rede.
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Desafios do curtailment e oportunidades para o futuro das renováveis Jucele Reis, da Redação de FotoVolt
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Izilda França
s cortes de geração de energia têm se tornado um desafio crescente para o setor elétrico brasi‑ leiro. Segundo dados da Volt Robotics, o curtailment passou de 51 MWm no pri‑ meiro semestre de 2022 para 105 MWm em 2023. Em 2024, o fenômeno registrou uma explosão, atingindo 570 MWm, e, em 2025, al‑ rão no curto prazo — e possivelmente cançou impressionantes 2.810 MWm. nem no médio. Ele relata que hoje Além de reduzir a receita de os bancos de desenvolvimento, como empreendimentos em operação, o o BNDES e o BNB, já demonstram aumento expressivo do curtailment preocupação com o financiamento de tem gerado preocupação entre inves‑ projetos que enfrentam tidores de novos dificuldades devido ao projetos, que preci‑ curtailment. “Esse risco ten‑ sam incorporar esses de a ser incorporado nos riscos aos modelos cálculos, elevando o custo de negócio e aos médio da energia gerada contratos de energia, por essas fontes, e natural‑ para garantir a via‑ mente precisará ser consi‑ bilidade financeira e derado no Project Finance a continuidade dos desses ativos”, explica. investimentos no Ricardo Barros, coorde‑ setor renovável. nador do grupo de traba‑ De acordo com lho de geração centrali‑ Vinícius Nunes, ana‑ Vinícius Nunes (BNEF): “Bancos de desenvolvimento, como o BNDES e o BNB, zada da Absolar – Asso‑ lista de pesquisa da já demonstram preocupação com o BNEF, essas restri‑ financiamento de projetos que enfrentam ciação Brasileira de Ener‑ gia Solar Fotovoltaica, ções não desaparece‑ dificuldades devido ao curtailment”
Os cortes de geração no Brasil têm crescido de forma expressiva, pressionando investidores e desafiando a evolução dos projetos de energia solar. Ao mesmo tempo, novas cargas, como baterias, hidrogênio verde, data centers e mobilidade elétrica, oferecem oportunidades para equilibrar oferta e demanda, reduzir riscos de curtailment e viabilizar empreendimentos renováveis. também salienta a questão da precificação desse ris‑ co. “Enquanto os inves‑ tidores não conseguirem precificar adequadamente os cortes de geração, difi‑ cilmente veremos grandes negócios, exceto em áreas muito específicas em que o modelo de negócios já contempla formas de miti‑ gar esse impacto”, explica. Para Barros, o cenário traz um aler‑ ta para consumidores. “Infelizmente, a tendência é de preços mais altos. Se temos mais riscos, precisamos compen‑ sá‑los. Se temos menos receita devido a cortes de geração, isso também pre‑ cisa ser compensado”, destaca. De acordo com Rodrigo Borges, diretor – líder do mercado do Brasil da Aurora Energy Research, uma simulação recente comparou dois cenários de PPA: um sem precificação de risco e outro incorporando volati‑ lidade intradiária, curtailment, etc. No estudo, verificou‑se que um desenvol‑ vedor de projeto solar precisa de cerca de R$ 109 por MWh no PPA apenas para cobrir esses riscos. “Esse valor é necessário para equilibrar o fluxo de caixa e permitir que o projeto pague a dívida de forma saudável”, explica. Shutterstock
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Segundo ele, quando o risco não é incorporado, o nível de cobertura da dívida cai drasticamente — de 1,4, considerado saudável, para 0,4, comprometendo sua continuidade. “Um projeto que precifica corretamente o risco mantém o equilíbrio econômico-financeiro, enquanto projetos que ignoram essa precificação ficam vulneráveis”, destaca. Rodrigo Borges (Aurora Energy Research): “Um proje‑ O equilíbrio to que precifica corretamente entre oferta e o risco mantém o equilíbrio demanda, bem econômico‑financeiro, como entre geraenquanto projetos que dor e consumidor, ignoram essa precificação ficam vulneráveis” é apontado como essencial para a expansão sustentável do setor. Borges reforça que o modelo de precificação dos últimos cinco anos não é mais aplicável, mas o Brasil continuará a ter energia competitiva, desde que haja ajustes adequados na forma de precificar riscos.
Propostas De acordo com Alecio Barreto, CEO da Carpe Vie Engenharia, a experiência internacional mostra que o curtailment pode ser contornado. Segundo ele, na China, em 2011, a participação das renováveis variáveis era inferior a 3%, enquanto o curtailment respondia por 14% da matriz. Em 2022, as renováveis variáveis já haviam subido para 12% a 13%, e o nível de cortes caiu para 2,7%. “Os chineses não ficaram apenas assistindo à expansão, mas tomaram ações para preparar o sistema para absorver essa geração. O resultado está aí: a redução estrutural do problema”, avalia. Segundo ele, o ONS - Operador Nacional do Sistema chegou a propor, em documento recente, a criação de uma entidade espelho no nível da distribuição — o chamado DSO (Distribution
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System Operator) — para lidar diretaorganizasse essas trocas, criando um mente com os impactos da MMGD, arranjo em que tanto consumidores mas esbarrou em entraves legais e quanto geradores sairiam beneficiainstitucionais que ainda impedem dos. “Traríamos flexibilidade para a sua adoção. carga e para a geração”, completa. Por sua vez, Donato da Silva Filho, A tarifa também precisa ser aprimoCEO da Volt Robotics, propõe solurada. Segundo o CEO, hoje o consuções que podem auxiliar na redução midor paga o mesmo valor pela enerdos cortes de geração, passando por gia em qualquer horário, mas esse diversas áreas, como transmissão, modelo não traduz os custos reais geração hídrica, baterias, etc. Segundo sistema. “No fim da tarde, o opedo ele, a fonte dos problemas foi o rador precisa despachar muito mais incentivo à geração renovável não ter carga, o que encarece a operação. sido acompanhado por um planejaPela manhã, esse custo praticamente mento que garantisse flexibilidade ao não existe”, explica. De acordo com o sistema. especialista, diferenciar Entre as princios preços faria sentido pais soluções protanto para quem consopostas pelo especiame quanto para quem lista, destaca-se a distribui. “Se a energia aceleração das obras fosse mais barata de de transmissão, manhã, o consumo pofundamentais para deria ser deslocado e os ampliar a capacidaencargos reduzidos”. de de intercâmbio Silva Filho aponta entre os centros de ainda que os modelos Donato da Silva Filho (Volt Robotics): “As geração de enerdo setor, os quais detertérmicas não têm flexibilidade para desli‑ gia renovável e de minam a operação das gar e ligar rapidamente. Então, se acio‑ carga, por meio de namos de manhã, elas reduzem a carga do térmicas de acordo com incentivos para os sistema naquele horário, sendo necessário uma curva projetada, cortar parte da geração renovável” empreendedores. não refletem o comporOutro ponto tamento real da geração. destacado pelo especialista relaciona“As térmicas não têm flexibilidade -se ao mercado. A lógica proposta para desligar e ligar rapidamente. seria a criação de um mecanismo que Então, se acionamos de manhã, elas permitisse transações entre agentes. reduzem a carga do sistema naquele Nesse modelo, um gerador poderia horário. E, ao reduzir a carga, acaba receber, por exemplo, para ser dessendo necessário cortar parte da geligado em vez de outro. Da mesma ração renovável. Isso é crítico”, alerta. forma, consumidores poderiam ser Outro ponto relevante envolve remunerados por consumir energia as hidrelétricas. O CEO aponta em horários de maior oferta, como que muitas usinas não conseguem no período da manhã. “Além disso, entregar todo o potencial esperado um gerador que trouxesse carga devido a restrições ambientais e de adicional, consumindo mais do que vazão, etc. “Essas hídricas poderiam o habitual, poderia pleitear a manuser integradas a um novo arranjo de tenção do fornecimento, evitando mercado, sem alterar o volume de cortes justamente por contribuir para energia contratado ou a forma de o equilíbrio do sistema”, acrescenta cálculo atual”, explica. A diferença Silva Filho. A ideia, segundo a proestaria na alocação horária da geraposta, seria estruturar um leilão que ção. “Em vez de tratar toda a energia Izilda França
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de forma linear, passaríamos a distribuí-la conforme o perfil de produção de cada usina”, acrescenta. Segundo ele, esse mecanismo criaria um sinal econômico direto. “Os geradores seriam naturalmente incentivados a produzir mais no fim do dia, quando o preço é mais alto, e a reduzir a entrega em horários de menor valor. Isso diminuiria a necessidade de despacho térmico”, destaca. “É uma forma de trazer flexibilidade ao sistema a partir de recursos que já existem. Com ajustes regulatórios, é possível incentivar obras, premiar consumidores que alterem seus perfis de consumo, além de dar protagonismo à flexibilidade já disponível”, conclui. Ele também destaca a necessidade de incentivar a instalação de sistemas de armazenamento associados à micro e à minigeração distribuída, seja por meio de instrumentos tributários ou mecanismos de remuneração. “Hoje, o Brasil já conta com 43,4 GW de potência instalada em micro e minigeração. Se parte dessas usinas incorporar armazenamento, o impacto na redução de picos de demanda será significativo em todo o país”, afirma. Outro eixo de transformação proposto é a regulamentação do vehicleto-grid (V2G). Nesse modelo, veículos elétricos funcionariam como baterias móveis, capazes de armazenar e devolver energia à rede. “Com incentivos adequados, cada carro poderia se tornar uma fonte de flexibilidade: carregaria durante o dia, quando há abundância de geração renovável, e descarregaria no fim da tarde, reduzindo cortes e a necessidade de despacho térmico na ponta”, explica. A EPE - Empresa de Pesquisa Energética também tem conduzindo estudos voltados à mitigação do curtailment. Segundo Renata Carvalho, assessora da Diretoria de Estudos de Energia Elétrica na EPE, entre as ações já definidas está a expansão de mais de 15 mil quilômetros de linhas de
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centers no processo de conexão à rede transmissão, incluindo o bipolo em básica, que totalizam 14 GW. corrente contínua Nordeste–Sudeste, Para o hidrogênio, cuja concentraconsiderado estratégico para o escoação está no Nordeste, a EPE conduz mento da geração renovável. Também estudos para viabilizar a conexão de estão previstas instalações de compen4 GW adicionais. No caso de data censadores síncronos. “Esses investimenters, mais localizados em São Paulo, tos somam aproximadamente R$ 56 a previsão é de reforços na rede de bilhões, referentes a licitações concluítransmissão, com a possibilidade de das em 2023 e 2024, com entrada em conexão de 500 MW na região meoperação entre 2028 e 2030”, destaca. tropolitana e de 800 MW a 1 GW em A EPE tem concentrado esforços Campinas e Jundiaí. em quatro grandes frentes para reduOutra frente de atuação zir os cortes de geraé o desenvolvimento de ção no Sistema Interliferramentas computacionais gado Nacional (SIN). para aprimorar análises e A primeira delas é a simulações eletroenergérealização de estudos ticas. “Estamos investindo de expansão, voltados em softwares que permitam à definição de obras estudos integrados de geestruturantes. Segunração e transmissão, com do Carvalho, estão maior aderência à realidade em avaliação tanto operativa. Isso possibilita soluções regionais, quantificar com mais precivoltadas à eliminação Renata Carvalho (EPE): “O excedente é uma realidade, e precisamos trabalhar de restrições em redes para otimizá-lo. Isso envolve aprimorar são as restrições por razões elétricas e energéticas”, locais, quanto alterna- a sinalização econômica e remunerar tivas para reduzir liadequadamente os serviços do sistema” destaca Carvalho. O quarto conjunto de mitações de intercâmações envolve a expansão da oferta bio entre subsistemas — com destaque de geração, com foco em incorporar para a análise de um novo bipolo. As e tratar os excedentes de energia na iniciativas também contemplam diagmodelagem do planejamento. Nesse nósticos de controle de tensão no SIN âmbito, a EPE também desenvolve e a definição de expansões com visão uma metodologia de análise de custode longo prazo, de modo a recompor benefício para as soluções de mitigao suporte de potência reativa. ção dos cortes de geração. “Estamos O segundo eixo de atuação da EPE trabalhando na incorporação do curenvolve estudos prospectivos voltados tailment na metodologia de revisão de à integração de grandes cargas, que garantia física por geração verificada”, podem desempenhar papel estratégico afirma. “O excedente é uma realidade, na redução do curtailment por razões e precisamos trabalhar para otimizá-lo. energéticas. A projeção é de inserção Isso envolve aprimorar a sinalização de novos grandes consumidores até econômica e remunerar adequadamen2038, com destaque para hidrogênio te os serviços do sistema”, completa. verde e data centers. De acordo com a assessora da EPE, há atualmente 18 projetos de hidrogêArmazenamento para nio verde em análise, somando cerca equilibrar oferta e demanda de 44 GW de potência instalada — o As soluções de armazenamento equivalente a três vezes o pico da deverão desempenhar papel fundacarga atual do Nordeste. Em paralelo, mental na mitigação do curtailment foram protocolados 50 projetos de data Izilda França
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por razões energéticas. De acordo com Vinicius Nunes, da BNEF, a experiência de outros mercados, desenvolvidos e em desenvolvimento, mostra que o aumento da intermitência na rede e a maior participação de fontes distribuídas impulsionam o desenvolvimento do setor de baterias. “À medida que surgem novas portas de geração, os projetos de armazenamento se tornam mais viáveis — e é isso que esperamos para o Brasil nos próximos anos”, afirma. Além da demanda crescente, a viabilidade econômica é favorecida pela significativa redução de preços. Desde 2017, o custo das baterias de lítio caiu cerca de 73% em dólar por kWh. Somente em 2024, a redução do preço médio das baterias foi de cerca de 40%, e a expectativa é de um decréscimo de pelo menos 15% em 2025. Essa curva de queda tem ampliado as possibilidades de uso e acelerado a adoção da tecnologia em diferentes segmentos. Um estudo inédito sobre o potencial do setor de armazenamento de energia no Brasil, elaborado pela Absae – Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia, projeta investimentos da ordem de R$ 77 bilhões ao longo dos próximos dez anos, com a instalação de cerca de 80 GWh em sistemas de baterias.
Novos vetores de consumo O aumento da demanda em mercados em desenvolvimento também é considerado uma alternativa para a redução do curtailment. Para 2025, a carga de consumo projetada no Brasil é de aproximadamente 79 GW médios. Nos próximos três anos, esse número deve avançar de forma significativa. Segundo dados divulgados pela Cela – Clean Energy Latin America, apenas o chamado crescimento inercial — resultado da expansão de indústrias já instaladas no país e do processo de eletrificação produtiva — deve adicionar quase 11 GW médios à demanda.
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A previsão é de que, além disso, novas tecnologias com forte potencial disruptivo, como hidrogênio verde, data centers e eletromobilidade, elevem mais o consumo. “Estamos falando de um acréscimo de cerca de 21 GW médios em três anos, o que representa um crescimento de 6% na carga do sistema elétrico”, destaca Marília Marília Rabassa (Cela): “Existe Rabassa, head uma demanda latente que de consultoria precisa ser melhor explorada. da Cela. É fundamental que as Segundo empresas do setor saibam ela, existe capturar as oportunidades” uma demanda latente que precisa ser melhor explorada. “Temos energia disponível para suprir esse aumento, mas é fundamental que as empresas do setor saibam capturar essas oportunidades”, afirma. A expectativa para os próximos anos é que o mercado de hidrogênio verde adicione 8,7 GW médios de carga ao sistema, segundo estimativas da EPE - Empresa de Pesquisa Energética. De acordo com a Cela, existe hoje um volume expressivo de projetos em fase de estruturação. São mais de 110 iniciativas de hidrogênio verde em desenvolvimento, das quais 74 têm caráter comercial e de grande escala. O potencial de investimentos associados a esses empreendimentos chega a R$ 454 bilhões. Os desafios, contudo, existem: questões relacionadas à infraestrutura de transmissão e à criação de demanda firme ainda precisam ser equacionadas. Apesar disso, a perspectiva é de que o segmento se consolide ao longo da próxima década. Outro mercado que tem ganhado destaque nos últimos anos é o de data centers. A demanda adicional projetada desse segmento pode chegar a
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0,9 GW até 2028. Mas levantamentos da Cela apontam para uma expansão ainda mais expressiva no horizonte de longo prazo. Hoje, o País já conta com cerca de 800 MW em operação, além de quase 500 MW em construção e outros 500 MW em fase de planejamento. Considerando os projetos em desenvolvimento até 2037, a expectativa é que o mercado adicione 3,7 GW de conexões ao sistema, com forte concentração em São Paulo e Rio de Janeiro, mas também com iniciativas relevantes no Ceará e no Rio Grande do Sul. Tomás Botelho, diretor financeiro da Twenty Four Seven Datacenters, chama a atenção para a necessidade de atrair data centers voltados à inteligência artificial ao Brasil. Segundo ele, enquanto data centers cloud tradicionais consomem, em média, de 5 MW a 50 MW, os voltados para IA consomem entre 100 MW a 300 MW por unidade. “Esse é o mercado dos grandes números, ainda em fase inicial, mas que pode transformar radicalmente a demanda energética no Brasil”, aponta. Ele ressalta ainda que data centers podem assumir um papel mais ativo na infraestrutura elétrica nacional, e não ficarem restritos ao papel de grandes consumidores. “Talvez não consigamos resolver o problema Tomás Botelho (Twenty Four do curtailment apenas com uma Seven Datacenters): “Talvez não consigamos resolver o problema mudança geográfica da demanda. Mas podemos atuar também do curtailment apenas com uma mudança geográfica da como investidores em transmisdemanda. Mas podemos atuar são e distribuição”. também como investidores em Ele lembra que o setor é martransmissão e distribuição” cado por intensidade de capital e por contratos de longo prazo, o que o coloca em posição estratégica para contribuir além da geração. “Eu não veria problema em investir em outras etapas da cadeia para ajudar a resolver o problema de margem de escoamento, que ainda limita o setor elétrico brasileiro”, propõe. Paralelamente, a mobilidade elétrica desponta como outro vetor de crescimento. As projeções indicam que esse mercado deve adicionar 1,4 GW de carga adicional até 2034, sobretudo com soluções de geração solar para atender às novas demandas. A perspectiva é de que os segmentos de hidrogênio verde, data centers e eletromobilidade representem não apenas aumento de carga, mas também um perfil de consumo distinto. “Estamos falando de demandas que variam de gigawatts por unidade até megawatts por unidade, o que exige do setor elétrico uma nova forma de estruturação”, conclui Rabassa.
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Sistemas para alarme, detecção e combate a incêndios em eletrocentros fotovoltaicos
Os eletrocentros encontraram vasto campo de aplicação nas usinas fotovoltaicas por sua praticidade, rapidez de instalação e custo-benefício. Incidentes envolvendo fogo nessas instalações podem causar danos irreversíveis, com parada parcial ou mesmo total da planta. Este guia oferece um retrato da oferta de empresas especializadas em serviços e em sistemas de detecção, alarme e extinção dedicados a esses equipamentos.
Da Redação de FotoVolt
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Sistemas de extinção e combate a incêndio
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Projeto Aprovação legal - junto ao Corpo de Bombeiros Comissionamento de instalação Inspeção, fiscalização, acompanhamento da execução Fornecimento de materiais e equipamentos Fabricação de produtos/elementos – detectores, sensores, acionadores, alarmes Fabricação de produtos/controles – central de alarme, central wi-fi, outros Montagem/instalação/execução Sistema convencional de detecção Sistema endereçável de detecção Detector pontual de temperatura – térmico Detector pontual de fumaça Detector de chama Detector termo-velocimetrico Detector linear de fumaça – beam detector Detector por amostragem de ar – por aspiração Sensores e detectores especiais – sem fio/wi-fi, detectores de gases, sistemas para áreas classificadas Central de alarme e detecção endereçável Central de alarme e detecção convencional Acionador de alarme convencional – botão “quebre-o-vidro” Acionador manual de alarme – botoeira para bomba Avisador/sirene de alarme sonoro Avisador de alarme audiovisual Sensores e detectores especiais – sistema wi-fi, áreas classificadas, outros Central de alarme e detecção endereçável Central de alarme e detecção convencional Painéis/módulos repetidores Sistemas de extinção por gases inertes Extintores de incêndio Sistemas automáticos de extinção Hidrantes e mangotinhos Sprinklers Outros
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FotoVolt - Setembro - 2025
Guia - 1
Serviços prestados por sua empresa Sistemas de detecção e alarme de incêndio - SDAI
RRT (11) 97489-7759 renan@rrtst.com.br
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Sistemas de alarme de incêndio
Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/
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Sistemas de extinção e combate a incêndio
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Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 108 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Fotovolt, setembro de 2025
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Segurança
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FotoVolt - Setembro - 2025
Capacitância de fuga e resistência de isolamento em usinas fotovoltaicas Tilo Püschel, da Bender GmbH (Alemanha)
D
o retorno sobre o investimento à responsabilidade social: há alguns anos, usinas fotovoltaicas (UFVs) eram vistas principalmente como ativos de investimento com retorno financeiro e operavam em geral como complemento às usinas Fig. 1 – UFV com potência da ordem de MW. Fonte: Bender (todas as figuras) convencionais para as empresas de energia. Atualmente, as UFVs (Centrais de GeTais normas contemplam também os ração Fotovoltaica, consoante o glosrequisitos de ensaio para qualificação sário da Aneel) são parte integrante de projeto e aprovação de tipo dos da transição energética e representam módulos fotovoltaicos. Em princípio, uma fonte de energia relevante para deve-se presumir que os projetistas, todos os operadores de rede. instaladores e operadores de UFVs Desde sempre, a eficiência é priotenham conhecimento suficiente sobre ridade em todas as etapas do empreas normas aqui referidas e se manteendimento – do projeto à construção e nham atualizados quanto à tecnologia. operação da usina. No entanto, as soInformações a respeito podem ser enluções voltadas à otimização de custos contradas, por exemplo, em https:// devem estar alinhadas com as normas www.bender.de/fachwissen/ técnicas, que na Alemanha são elaboseminare/. radas pela DKE - Comissão Alemã de Eletrotécnica, Eletrônica e Tecnologia Folhas de dados técnicos: da Informação para DIN e VDE. base para o projeto [N. do T. – A DKE corresponde ao Comitê Brasileiro CB-003 da ABNT] A otimização dos módulos fotoA tabela I mostra as normas relevoltaicos em relação à eficiência, ao vantes para as etapas mencionadas. ciclo de vida e à resistência mecânica
Sob a égide da transição energética, a geração a partir de usinas solares fotovoltaicas tem expandido a passos largos sua participação na matriz elétrica global. Contudo, usinas cada vez mais potentes implicam riscos para a segurança de pessoas e equipamentos, que não devem ser negligenciados.
segue representando desafios para projetistas e operadores. As folhas de dados técnicos de novos módulos fotovoltaicos trazem curvas características e dados de desempenho atualizados que requerem consideração. Tais informações técnicas constituem a base para decisões relacionadas à tensão, corrente por string, potência por string e potência total de uma UFV. Informações adicionais abrangem a faixa de temperatura, a resistência a impactos ou a capacidade máxima de carga, bem como ensaios e certificações. O conjunto é complementado por orientações sobre normas ambientais, Tab. I – Normas relevantes para projeto, construção e operação de UFVs DIN VDE
Equivalentes no Brasil
ABNT NBR 5410, ABNT NBR 16690, VDE 0100-712 ABNT NBR IEC 61643-32, ABNT NBR 16612 VDE 0105-100 NR 10, ABNT NBR 16384, ABNT NBR 5410 VDE 0126-23
IEC 62446-1
VDE 0126-31-2
ABNT NBR IEC 61215-1, IEC 61215-2
Fontes: DIN VDE, ABNT, MTE, IEC
Segurança
FotoVolt - Setembro - 2025
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estes parâmetros não constam das ensaios de amônia, areia, névoa salina e Já em instalações com inversor folhas de dados técnicos de inúmeros de degradação induzida por potencial central, todo o sistema depende unifabricantes de módulos fotovoltaicos, camente desse equipamento (figura (PID). Todos estes tópicos fazem parte a maioria dos projetistas e epecistas 3). Por outro lado, um inversor central da rotina dos projetistas e das empresas não dispõem desta referência, o que é mais fácil de climatizar em regiões de Engenharia, Suprimentos e Construtem consequências não desprezíveis com condições climáticas adversas, o ção (EPC) do setor fotovoltaico. Conpara a segurança elétrica. tudo, o que dizer quanto à segurança que favorece esta solução. Entretanto, elétrica, essencial para a proteção de independentemente da configuração pessoas e equipaCapacitância mentos? Lado de c.c. Lado de c.a. de fuga e Arranjo FV 1 Infelizmente, a resistência Inversor string maioria das folhas de isolamento de dados técnicos Arranjo FV 2 Transformador Como se sabe, não contém inRede pública Inversor string a potência (MWp) formações sobre resulta do produto a capacitância de Arranjo FV 3 da tensão pela corfuga Ce (μF) ou a Inversor string rente. Do lado de resistência de isolacorrente contínua mento RISO (kΩ) dos de uma UFV, são módulos fotovoltaiPE comuns tensões cos. Até então, estes entre 1000 Vcc e parâmetros não 1500 Vcc, de acoreram muito releFig. 2 – Esquema de princípio de uma UFV com inversores string do com os limites vantes para projeLado de c.c. Lado de c.a. da norma de baixa tistas e operadores,
Série FV N
Série FV 2
Série FV 1
o que provavelmenArranjo FV Inversor central Caixa de junção te explica porque eles dificilmente são encontrados nas Transformador Fusíveis FV folhas de dados. + Contudo, a imporDiodo de desvio Fusíveis FV tância destes parâChave geral metros é crescente, porque, em função Módulo FV do projeto e da poPE tência total da UFV, eles assumem valo- Fig. 3 – Esquema de princípio de uma UFV com inversor central res críticos e podem levar ao colapso total da instalação. da instalação, a influência da capacitância UFV com inversores string de fuga Ce e ou centrais da resistência Caixa de A fim de decidir se uma UFV deve de isolamento junção ser equipada com inversores string ou RISO aumenta centrais, devem ser levados em considedrasticamente ração critérios completamente diversos. com o aumento As instalações com inversores string têm das dimensões a vantagem de que, em caso de falha de ou da potência um inversor, apenas a parte afetada da da instalação. Fig. 4 – Esquema das conexões série-paralelo Como ambos instalação fica fora de operação (figura 2).
tensão. Para atingir estas tensões, os módulos fotovoltaicos individuais são conectados em série, formando uma ou mais séries fotovoltaicas (em inglês, string). O conjunto de séries conectadas em paralelo dá origem à corrente total do arranjo fotovoltaico (figura 4). Embora do ponto de vista eletrotécnico se trate de uma combinação de conexões em série e paralelo, tanto as capacitâncias de fuga quanto as resistências de isolamento dos
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Segurança
módulos fotovoltaicos individuais devem ser consideradas exclusivamente em paralelo em relação ao potencial de terra. Justamente este fenômeno é totalmente subestimado! (figura 5) A capacitância de fuga Ce total de uma UFV não é composta apenas da capacitância de fuga dos módulos fotovoltaicos. Longos cabos de energia também acoplam a capacitância de fuga em relação ao potencial de terra. Além disso, a capacitância de fuga é influenciada pelas condições climáticas, o que pode ser visto de forma impressionante no diagrama da figura 6. O valor original da capacitância de fuga Ce aumenta dez vezes em condições úmidas, e pode ser superior a 3000 μF em UFVs de grande porte. Neste cenário, é muito difícil calcular ou prever a capacitância de fuga de uma UFV. Com base em inúmeras medições de referência, a empresa Bender dispõe de um grande acervo de valores empíricos, pois sua tecnologia de medição permite medir a capacitância de fuga real da instalação, exibi-la no visor do instrumento (figura 7), armazená-la na memória interna ou transferir os valores medidos por meio de uma interface de dados.
Valor da resistência de isolamento Inicialmente, indaga-se qual é o valor da resistência de isolamento de um módulo fotovoltaico. Mas não é possível encontrar uma indicação concreta nas folhas de dados técnicos de muitos fabricantes. Apenas uma consulta à norma DIN VDE 0126-31-2 (IEC 61215-2:2021) - Módulos fotovoltaicos terrestres – Qualificação de projeto e aprovação de tipo – Parte 2: Procedimentos de ensaio fornece uma indicação dos valores que podem ser teoricamente assumidos. De acordo com os requisitos de ensaio da norma DIN VDE 0126-31-2, o valor da resistência de isolamento RISO
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Ce
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Caixa de junção
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Fig. 5 – Representação esquemática da capacitância de fuga Ce e da resistência de isolamento RISO tovoltaicos de uma UFV deve ser considerado em paralelo com o potencial de terra. Uma resistência de isolamento de 4 kΩ ou 2 kΩ, ou mesmo apenas 1 kΩ, para uma UFV h Horário recém-construída deve ser motivo de Fig. 6 – Valores medidos de capacitância de fuga Ce e de resistência de isolamento RISO preocupação para qualquer profissional de eletricidade, não é definido em quilohms (kΩ), mas pois, com o envelhecimento da instalaem megohms por metro quadrado ção, sobrevém uma degradação do ní(MΩ*m²) e, portanto, deve ser aplicavel de isolamento. Portanto, as empredo em relação à área de um módulo sas de projeto e de EPC do setor fotofotovoltaico. O requisito mínimo para voltaico devem avaliar criteriosamente fabricantes é de 40 MΩ*m². Esta case, em termos de segurança elétrica, racterística de qualidade assume uma as UFVs não deveriam ser novamente enorme importância em sistemas de divididas em segmentos menores, por grande porte, como ilustra o exemplo exemplo, com subestações transformada tabela II. O valor da resistência de doras de no máximo 2 MW. isolamento de todos os módulos foR ISO
µF C e
Supervisão de isolamento até 200 Ω
Fig. 7 – Valores de Ce e RISO no visor de um instrumento Isometer
A norma VDE 0100-712 exige, na parte 712.421 - Proteção contra incêndios causados por equipamentos elétricos, o uso de dispositivos de supervisão de isolamento (DSI) para a detecção de falhas de isolamento no lado c.c. de geradores
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fotovoltaicos. Os DSIs devem satisfazer aos requisitos da norma DIN EN 61557 - 8 (anexo C ou D) - Segurança elétrica em redes de baixa tensão até 1000 Vca e 1500 Vcc – Instrumentos para ensaio, medição ou supervisão de medidas de proteção – Parte 8: Dispositivos de supervisão de isolamento para esquemas IT - (IEC 61557-8:2014); versão alemã da EN 61557- 8:2015. A empresa Bender dispõe de equipamentos em conformidade com estas prescrições normativas, aptos a medir com exatidão resistências de isolamento de até 200 Ohms, com o limiar de alarme ajustável e medição adaptativa para as condições ambientais. Tab. II – Exemplo de cálculo de resistência de isolamento de uma UFV de acordo com os requisitos mínimos da norma VDE 0126-31-2 Parâmetro
Valores numéricos e cálculos
Potência da UFV
2 MWp
Potência por módulo FV
400 Wp
Total de módulos FV
2 MWp/400 Wp = 5000
Área do módulo FV
1,09 m × 1,80 m = 1,96 m²
Valor de RISO mínimo da norma
40 MΩ*m²
Valor de RISO por módulo FV
40 MΩ*m²/1,96 m² = 20 MΩ
Valor total de RISO da UFV Nota: Para uma UFV de 4 MWp, resultaria uma ∑RISO de apenas 2 kΩ (!)
[N. do T. – As normas ABNT e IEC relevantes para o projeto, construção, operação e manutenção de UFV foram acrescentadas à tabela I deste artigo]
Artigo publicado originalmente na revista alemã de – das Elektrohandwerk, edição SoHe/ Fotovoltaica 2025. Copyright Hüthig GmbH, Heidelberg e München. www.elektro.net. Publicado por FotoVolt sob licença dos editores. Tradução e adaptação de Celso Mendes.
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Seguidores solares (tracking systems)
Antai (11) 96191-8001 • marcelo.pes@antaisolar.com Axial (11) 94843-1679 • mduraes@axialstructural.com Brafer (41) 3641-4632 • jessica.sobral@brafer.com.br Coresun Drive (*) www.coresundrive.com • • sales@coresundrive.com ( ) Deger * www.degerenergie.de • • info@degerenergie.com DuSoleil (85) 99996-4797 • • autotermrc@gmail.com Feina (*) www.tracker.cat • • feina@tracker.cat Ideematec (11) 92044-4012 • d.brusin@ideematec.com Metal Light (62) 4008-9595 • prevendastracker@grupometallight.com MTR Solar (11) 97684-0390 • davi.magalhaes@mtrsolar.com.br Nextracker (15) 99742-7862 • insidesales@nextracker.com Paru (*) www.iparu.com • overseas@paru.co.kr Soltec (11) 93777-4697 • rodrigo.miranda@soltec.com Valmont Solar (31) 97159-5451 • carolina.carvalho@valmont.com (*) A empresa procura por representante para o Brasil
-60 a 60 a 1 24 +60 150 W -55 a 0,02 144 W 24 +55 -60 a 127 a 60 0,24 a 3 +60 220 -90 a -60 a 0,1 0,5 230 +90 +60 0a 0,015 a 100 a 0 a 70 99,9 330 0,06 240 67 a 0,375 a 380 114 0,75 -110 a 0,02 a 0 a 80 1 12 110 0,06 -70 a 1 +70 -55 a 1 0,144 24 55 -55 a 0,0312 a 0,015 24 +55 0,228 -60 a 24 +60 -135 a -60 a 100 a 1 0,150 +135 +60 240
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1a 170
1a 169 38.000 31.680 a 10 a 164 34.560 40 4 a 2.000 a 140 104 22.000 0a 400
0,480 a 240 0,960
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Garantia dos componentes (anos) Ganho máximo de eficiência vs estrutura fixa (%)
Garantia da estrutura (anos)
Fundação - concretagem
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Montagem no campo soldada
Montagem no campo com parafusos
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19 a 32 24 a 30
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185 a 42.000 a 108 a • 273 84.000 180
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230W
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+/- 60
120
Estrutura aço galvanizado a fogo
Sistema de proteção contra vento
1,65 a 21.600 a 108 a • 3,1 43.200 180 200 a 108 a • 400 70 a 100 198 • 100 a • 2 a 3,5 200 a 800 180 •
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Área máxi. módulos fotovoltaicos (m2)
Interface comunicação - outros
Interface comunicação - Ethernet
Controle - outros
Controle CLP
Tensão do servomotor (V/60Hz)
Potência do servomotor (kW)
Exatidão de rastreamento (± °)
rotação eixo vertical (°)
Eixo duplo
Eixo único
Empresa/Telefone/E-mail
rotação eixo horizontal (°)
Da Redação de FotoVolt
Carga de ventos (km/h)
Também chamados rastreadores ou trackers, esses equipamentos permitem que os módulos acompanhem o percurso do Sol ao longo do dia, aumentando a captação da radiação e o rendimento das usinas fotovoltaicas. Este guia reúne fornecedores e apresenta as principais características de seus sistemas, como tipo de eixo, ângulo de rotação, exatidão de rastreamento, controle e comunicação, entre outras especificações.
Potência fotovoltaica máxima (Wp)
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Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 31 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Fotovolt, setembro de 2025 Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse https://www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guias e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias. Basta preencher o formulário em www.arandanet.com.br/revista/fotovolt/guia/inserir/
SOLUÇÕES INTELIGENTES
Feira
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FotoVolt - Setembro - 2025
Lançamentos e tendências do mercado solar em destaque na Intersolar South America
Fotos: © Solar Promotion International
Evento reuniu mais de 58 mil visitantes e 700 expositores
A
edição 2025 da Intersolar South America confirmou seu papel de principal ponto de encontro da energia solar na América Latina. Parte da plataforma TSESA - The smarter E South America, que também engloba a ees South America (armazenamento de energia), Eletrotec+EM Power South America (infraestrutura elétrica e gestão de energia) e Power2Drive South America (eletromobilidade), a feira ofereceu um panorama abrangente das soluções que estão moldando o futuro da transição energética. Realizada de 26 a 28 de agosto, no Expo Center Norte, em São Paulo, o hub atraiu mais de 58 mil visitantes e contou com a participação de cerca de 700 expositores, números que consolidam o evento como o maior do setor na região. Entre os destaques,
Inversores A WEG levou à Intersolar uma linha completa de inversores, painéis e subestações solares, com foco especial no agronegócio. Destaque para o inversor string SIW610, que traz a
chamaram atenção os avanços em módulos de alta potência, inversores híbridos, baterias de nova geração e softwares de monitoramento. Também tiveram forte presença as soluções em estruturas e rastreadores solares, cada vez mais adaptadas às condições do mercado brasileiro, e os sistemas para recarga de veículos elétricos, que reforçam a convergência entre energia solar e mobilidade. Organizada pela Solar Promotion International GmbH e Freiburg
tecnologia IGBTs Silicon Carbide. Esse aparelho conta com a topologia Fuseless, DPS tipo II, tanto no CC como no CA, proteção de fuga de
Management and Marketing International GmbH, ambas da Alemanha, em parceria com a Aranda Eventos & Congressos Ltda., do mesmo grupo que publica a FotoVolt, a próxima edição da TSESA será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo, SP. Mais informações em https://www.intersolar.net.br. Nas páginas a seguir, FotoVolt apresenta uma seleção dos lançamentos, produtos e soluções que foram destacados na exposição.
terra e corrente residual (DR). É configurável via software WPS e tem monitoramento via cabo de rede, conectado aos portais WEG. A linha foi desenvolvida para atender projetos que ne-
Feira
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cessitam de conteúdo nacional para financiamento via BNDES Finame. www.weg.net
Smartcenters A GIR apresentou na feira seus smart‑ centers, que são customizados para cada cliente. Pré-fabricados em estrutura modular e destinados à exposição ao tempo, essas centrais são feitas para abrigar todos os equipamentos de automação e potência de subestações.
de projetos voltados à geração de eletricidade, abrangendo complexos eólicos, solares, centrais hidrelétricas e sistemas baseados em biomassa, biocombustível e energia geotérmica. A empresa atua também na construção de infraestrutura complementar, como linha de transmissão, redes de distribuição e subestações elétricas. Na parte fotovoltaica, a Proyfe tem no currículo mais de 15 mil MW de potência solar instalada. www.proyfebrasil.com.br
CRM solar
Os skids solares da marca podem ser equipados com infraestrutura para gestão e monitoramento em tempo real da usina, conforme a necessidade de cada projeto. A solução inclui sistemas supervisórios Scada, integração com CFTV e comunicação via protocolos industriais como o Modbus. www.girenovaveis.com.br
Fixadores para painéis solares A Inox-Par lançou na Intersolar fixadores para painéis fotovoltaicos, como a haste solar ponta brocante e a haste solar de aço com revestimento. Ambas são fabricadas em aço inoxidável, recebem tratamento passivado com até 30% mais resistência à corrosão e são utilizadas na fixação de estruturas metálicas para os painéis solares. A empresa conta também com produtos exclusivos da marca, como o conjunto de haste solar para telha tipo calheta, também em aço e com película de passivação. www.inoxpar.com.br
Elaboração de projetos A Proyfe Brasil apresentou na Interso‑ lar seus serviços de desenvolvimento
A Solarz apresentou na feira suas soluções de CRM e automação para usinas, com controle técnico, financeiro e operacional em tempo real. O dashboard do software permite visualizar conversão e receita, vem com gerador de propostas integrado, além de monitoramento VOIP que permite ligações direto no CRM. O sistema permite também vendas diretas pela plataforma, tanto vendas avulsas quanto cobranças recorrentes, e atendimento via Whatsapp integrado, com histórico e rastreabilidade por projeto.
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Seguro para instalação fotovoltaica A Umbria Private Services mostrou na Intersolar seus seguros para o setor, que cobrem uma série de situações de perdas e danos ao sistema fotovoltaico instalado. Entre as possibilidades de risco abordados na cobertura, estão o de incêndio, raio, vendaval, granizo ou roubo qualificado dos equipamentos. A empresa trabalha com duas modalidades de seguros: uma para o período de instalação do sistema de energia solar e outro que é válido após a conclusão da instalação, com vigência de 12 meses. Ambas pagam 100% do valor da nota fiscal dos equipamentos. www.umbriaprivate.com.br
Armazenamento de energia
A Solis apresentou na feira uma linha de inversores híbridos e on‑grid, com soluções para residências, aplicações comerciais e grandes usinas. O portfólio conta com inversores híbridos split‑phase para atender a demanda de cargas de 127 V e 220 V, além de híbridos trifásicos de 380 V com um grande overload, chegando a 100% de sobrecarga. Os inversores Solis on‑grid foram atualizados para uma compatibilidade total com módulos de 700 W, integração com RSD e novas tecnologias de comunicação.
A Gazquez Energy apresentou na feira diversos modelos de soluções de armazenamento de energia BESS: all‑in‑one, gabinete DC, contêiner DC Utility, Skid to BESS e Skid ESS. Destaque para os modelos all‑in‑one de 100 kW/211 kWh e 125 kW/261 kWh. Eles contam com design modular escalável, monitoramento em tempo real e registro de falhas via EMU, e operação e manutenção (O&M) inteligente, com análise estatística, colaboração via nuvem e relatórios e controle remoto. São compatíveis com microrredes fotovoltaicas e a diesel via EMS externo (opcional).
www.solisinverters.com
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Inversores híbridos
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Feira
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Conector para painéis solares A KRJ mostrou seu conector KSE K4, usado para conexão serial de módulos solares fotovoltaicos. A solução atende condutores de 2,5 mm² a 6 mm² e possui sistema de conexão multicontato. Segundo a empresa, o produto conta com IP68 (proteção para ambientes externos à prova d’água), tem grande resistência a intempéries, podendo trabalhar com temperatura ambiente de -400°C a +850°C, além de grande resistência mecânica, suportar sobretensões e ter proteção UV. O material de contato é cobre estanhado, e o tipo de conexão é crimpagem. A empresa também destacou o Katro, conector perfurante com quatro saídas para ligação de consumidores, residenciais ou comerciais, que permite ligação com boa dissipação de calor em cabos multiplexados, utilizados em sistemas elétricos de baixa tensão e derivações em projetos fotovoltaicos. www.krj.com.br
Microinversor A Intelbras expôs na feira um portfólio voltado aos segmentos on-grid e off-grid, com produtos que vão de microinversores a sistemas de armazenamento de grande porte, além de inovações em mobilidade elétrica e recursos inteligentes de monitoramento. Entre as inovações on-grid, a empresa apresentou o microinversor IONS 2K M1, com potência de 2 kW,
e dois MPPTs independentes, voltado para projetos residenciais e comerciais de pequeno porte. Já o inversor IONS 7,5k, monofásico, é mais robusto e pensado para projetos residenciais maiores e pequenas aplicações comerciais. A empresa apresentou ainda recursos como o Grid Zero, que permite autoconsumo sem injeção na rede; o Rapid Shut Down, que visa aumentar a segurança em caso de emergência; e a plataforma de monitoramento, que oferece gestão em tempo real da geração, desempenho e histórico do sistema. www.intelbras.com
Painéis elétricos Voltado para a produção de painéis elétricos de BT e MT, além de invólucros metálicos, o Grupo Setta mostrou na exposição soluções para baixa e
média tensão. Na baixa tensão, destaque para o QGTB Setta 800 V, um quadro geral de distribuição em colunas modulares que pode receber diversas gavetas em cada coluna. O barramento do conjunto pode suportar até 3200 A. Na média tensão, a companhia mostrou a Power Balt, uma subestação primária blindada com alta segurança contra arco elétrico. Segundo a empresa, o produto é ideal para mercado livre e fontes renováveis. www.gruposetta.com
DPS A Embrastec mostrou na Intersolar sua linha de dispositivos de proteção contra surtos (DPS) para instalações elétricas. A empresa conta com uma linha solar de classe I e II, como os
string box utilizados para a proteção na saída do inversor, além do DPS SFV Fotovoltaico, disponível nas tensões que vão de 300 Vcc a 1500 Vcc. A empresa fabrica ainda DPS para as áreas de comunicação de dados e cabeamento estruturado, sistemas de CFTV, centrais telefônicas e sinais analógicos. Outros produtos da marca são voltados para evitar sobrecargas em aparelhos eletrônicos, como racks, filtros de linha, antirraio e sistema de proteção para iluminação pública. www.embrastec.com.br
Cabos BT A SIL mostrou em seu estande uma ampla linha de cabos de baixa tensão. Um dos produtos destacados foi o cabo AtoxSil Solar, utilizado na ligação de arranjos fotovoltaicos em sistemas de geração de energia. A solução é fabricada com compostos de isolação e cobertura termofixos não-halogenados, que, de acordo com a empresa, oferecem proteção adicional contra raios UV. Produzido com cobre estanhado para reduzir oxidação, pode operar com temperaturas de até 120°C
por até 20 mil horas, e possui expectativa de vida útil de 25 anos, mesmo quando exposto ao sol e às condições desfavoráveis. www.sil.com.br
Elevadores para módulos A Inovar, fabricante e distribuidora de elevadores para módulos solares, destacou na feira o modelo, considerado top de linha, CN-300 Reinforced. Com capacidade de transporte de até cinco módulos, esse elevador elétrico suporta até 200 quilos e tem alcance va-
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riável de 10 a 25 metros, dependendo do modelo. É fabricado em perfil de alumínio de 3,0 mm, conta com trava de segurança reforçada e duas chaves de final de curso, sendo uma na parte de baixo e outra na parte de cima do equipamento. www.elevadorpainelsolar.com.br
materiais livres de halogênios para evitar a emissão de fumaça corrosiva em caso de incêndio. O cabo é feito com fios de cobre eletrolítico estanhado e encordamento flexível classe 5. Sua cobertura utiliza um composto poliolefínico termofixo retardante de chamas. www.condexcabos.com.br
Energia por assinatura
Skid solar
O Grupo Ener esteve na Intersolar mostrando seu portfólio de serviços, com destaque para a atuação em energia solar. O grupo é uma holding que atua nos setores de engenharia pesada, construção e energia renovável, construindo de barragens até subestações. A EnerSolar é o braço da empresa voltado para a construção de usinas solares, BESS, EPC ou BOS em usinas em solo ou telhado, e instalações elétricas em geral para o setor de renováveis. A empresa ressalta seu serviço de energia por assinatura, que gera créditos na conta do consumidor, dispensando obras para o contratante e, segundo a empresa, com uma economia de até 20% na conta.
A VR Painéis apresentou sua linha de painéis elétricos para baixa tensão, média tensão e automação/ controle. A empresa destacou também seus skids solares, com soluções para transformadores a seco e a óleo, com potência de até 2750 kVA. A proteção geral BT é feita com disjuntor caixa aberta ABB e a proteção dos inversores utiliza chave seccionadora com fusível XLP ou ZLBM/ disjuntor. O grau de proteção é IP 54.
www.enersolar.eng.br
Cabo FV A Condex mostrou em seu estande uma grande variedade de cabos de energia, com destaque para o Newsolar, indicado para as ligações de painéis fotovoltaicos. Segundo a empresa, esse produto foi projetado para atender às demandas da geração solar, com elevada resistência à radiação UV, possibilidade de trabalho em temperaturas extremas e
www.vrpaineis.com.br
Cabo antipragas A Cabelauto mostrou na feira sua extensa linha de cabos para o uso fotovoltaico e subestações. A empresa fabrica desde os cabos que ligam os módulos solares até as strings, passando por toda a cadeia, até chegar na ligação final para as linhas de distribuição. Destaque para o cabo fotovoltaico MVX90 AL ATRF, elaborado para utilização subterrânea até 35 kV e com proteção especial contra térmitas (cupins) e roedores. Possui condutores de alumínio, isolação em XLPE 90°C e cobertura em PVC ST2 ou de polietileno PE ST7, aditivada com repelentes, atendendo ao padrão estabelecido pela norma NBR 7287. Apresenta ainda uma proteção mecânica fornecida por uma fita de cobre. www.cabelauto.com.br
Inversores off-grid A Nansen Solar lançou na feira sua nova linha de inversores off-grid, além de mostrar seu tradicional inversor de 330 kW para usinas de grande porte. Os inversores off-grid têm conexão para gerador a diesel ou até mesmo outro inversor on-grid, tempo de comutação de 3 ms, IP66, entrada de rede CA e funciona com bateria de chumbo ácido e lítio. As potências vão de 3,6 kW a 6 kW; as baterias para esse inversor não necessitam ser da marca Nansen/Auxsol. www.nansensolar.com.br
Microinversor para módulos O lançamento da Hoymiles na Intersolar foi o microinvensor HMS-2250DW-4T, otimizado para módulos fotovoltaicos de alta potência. Ele fornece até 2250 VA de potência de saída e suporta corrente máxima de entrada de 18 A. Segundo a empresa, esse microinversor oferece bom custo-benefício, já que cada unidade pode se conectar a até quatro módulos fotovoltaicos, permitindo a construção de um sistema maior com menos inversores. Ele vem com módulo wi-fi integrado, não sendo necessário adquirir uma DTU. www.hoymiles.com
Sistemas híbridos A Goodwe esteve na feira com seu foco voltado para as linhas híbridas monofásicas e trifásicas, desenvolvidas para oferecer backup rápido e escalabilidade, tanto para residências como para projetos maiores, como
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indústria e agronegócio. A empresa também apresentou inversores com funcionalidades de segurança integradas como o rapid shutdown que, segundo o fabricante, garante o desligamento rápido dos sistemas em situações de emergência, elevando a proteção de instaladores, usuários e equipes de manutenção. https://br.goodwe.com
Robô de limpeza A GeoDesign mostrou na feira seu robô de limpeza de módulos a seco FV IFBOT X3. Segundo a empresa, o equipamento é totalmente autônomo e, devido ao peso reduzido (6,2 quilos), permite que seja transportado para locais de difícil acesso, como coberturas e telhados. É equipado com inteligência artificial e vários sensores, o que permite que ele consiga traçar sozinho o percurso ideal de limpeza.
A bateria dura até quatro horas e o robô retorna automaticamente ao ponto de partida quando ela está baixa. Suporta ângulos de inclinação de até 450. https://geodesign.com.br
Chave seccionadora A Wohner apresentou em seu estande as chaves seccionadoras para aplicações DC, Capus Panel 400 A e 500 A. Segundo a empresa, essas chaves podem ser utilizadas em diversos ramos, inclusive em instalações industriais, e têm grande performance em ambientes com alta temperatura, além de não demandarem muito espaço para instalação graças ao seu de-
sign compacto. Elas têm resistência a curto-circuito de até 40 kA, comutação confiável até 500 A em 1500 VDC e conexões de cabos tanto na vertical quanto na horizontal devido à posição otimizada dos terminais.
para reduzir a evaporação da água e também pode melhorar a eficiência dos painéis solares, pois a água ajuda a resfriar as células fotovoltaicas, evitando o superaquecimento e aumentando a produção de energia.
www.wohner.com.br
https://solartritec.com.br
BESS
Armazenamento
A Wasion América destacou na exposição soluções de BESS (Battery Energy Storage System), baseadas em baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), que possuem longa vida útil, estabilidade térmica e segurança. Integradas ao sistema proprietário de EMS (Energy Management System), oferecem resposta dinâmica em tempo real, alta confiabilidade e flexibilidade para aplicações em C&I ou grandes plantas de armazenamento. A empresa também apresentou seus religadores automáticos trifásicos, projetados para proteção avançada, automação e resposta rápida a falhas, reduzindo o tempo de interrupções, e os inversores fotovoltaicos off-grid, além de soluções em medição inteligente e gestão de energia.
A Moura levou ao evento um portfólio desenvolvido para atender diferentes perfis de consumo: da autogeração residencial a projetos utility-scale. Foram destacados a linha Moura Solar, nas tecnologias chumbo-ácido e lítio, e o sistema de armazenamento de energia Moura BESS. De acordo com a empresa, a linha Moura Solar foi projetada para aplicações públicas e empreendimentos privados, como iluminação pública, abrigos com USB, centros de saúde móveis, e em soluções para smart cities, como radares, parquímetros, bicicletários inteligentes e painéis viários digitais, além de comunidades afastadas. A empresa lançou durante a exposição um sistema de armazenamento residencial e para pequenos negócios customizado.
https://en.wasion.com
Flutuadores solares A Solar Tritec apresentou na feira seus flutuadores solares, que são uma solução que combina a geração de energia renovável com a utilização inteligente de superfícies aquáticas disponíveis. Tais equipamentos consistem em painéis solares montados em estruturas flutuantes, geralmente feitas de materiais como polietileno de alta densidade. Eles são projetados para serem resistentes à água e duráveis o suficiente para suportar as condições ambientais adversas. Segundo a empresa, além de ajudar a conservar espaço valioso em terra, especialmente em áreas onde a terra é escassa, a solução contribui
www.moura.com.br
Estruturas fotovoltaicas A Isoeste Metálica esteve na feira com um amplo portfólio de estruturas fotovoltaicas, desde soluções compactas para apenas uma fileira de painéis até coberturas de larga envergadura para o
setor agrícola, atendendo certas culturas que precisam de sombra e a criação de gado. Destaque para a estrutura de estacionamento solar 1P3F, projetada para abrigar três fileiras de módulos no sentido vertical integrados à estru-
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tura da cobertura. Segundo a fabricante, essa disposição permite maximizar a geração de energia ao mesmo tempo que dá proteção para os veículos estacionados. www.isoestemetalica.com.br
Baterias e inversores A Huawei Digital Power, divisão de energia digital da Huawei, apresentou na Intersolar um ecossistema de soluções energéticas, da geração solar à mobilidade elétrica. Um dos lançamentos da marca foi a bateria LUNA2000-5015-2S, uma solução de armazenamento em megawatts-hora projetada para o mercado utility-scale. Segundo a empresa, essa bateria com tecnologia grid-forming permite não apenas armazenar energia, mas ativamente estabilizar a rede. Para o segmento de comércio e indústria (C&I), a novidade foi a nova geração de inversores fotovoltaicos SUN2000 10/12K- MAP0, lançados em duas versões, uma de 10 kW e outra de 12 kW, e elaborados especialmente para projetos como supermercados, pequenas indústrias, fazendas e grandes edifícios comerciais. https://digitalpower.huawei.com
Soluções off-grid A NeoSolar esteve no evento apresentando soluções de diversas marcas, como as da ZTROON, especializada em inversores off-grid, painéis flexíveis, bombas solares, estações de energia e baterias de lítio. Outra representante conhecida trazida pela empresa é a Epever, que fornece inversores offgrid, inversores híbridos, controladores (PWM e MPPT), acessórios e baterias de lítio, incluindo novos modelos
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que serão lançados em breve. Outro destaque foram os novos inversores híbridos da Must e on-grid da Livoltek, que acabaram de ser apresentados ao mercado. www.neosolar.com.br
Medição de radiação A RoMiotto, empresa especializada em monitoramento ambiental, apresentou em seu estande uma série de soluções para o setor fotovoltaico, como estações meteorológicas e solarimétricas, além de sensores de diversos tipos. A empresa lançou na feira o sensor MS-95S para medição de radiação difusa, indicado para a operação e manutenção de sistemas fotovoltaicos. O aparelho, fabricado pela parceira japonesa EKO Instruments, é leve e compacto e, segundo a empresa, traz novos parâmetros de precisão e estabilidade, além de contar com interface inteligente de quatro canais, compatível com a maioria dos registradores de dados, sistemas DAQ e Scada. www.romiotto.com.br
Bombas submersas A Lepono expôs suas bombas solares e híbridas focadas em eficiência energética e acesso à água em locais remotos. O destaque foram as bombas solares submersas, desenvolvidas especialmente para regiões sem acesso à rede elétrica. Também estavam em exibição modelos híbridos, que combinam a energia solar com a possibilidade de alternar automaticamente para a rede elétrica (AC) ou gerador, garantindo abastecimento contínuo mesmo em condições climáticas adversas. No total, foram apresentados cinco modelos diferentes, indicados para poços artesianos, uso residencial, irrigação em chácaras e bebedouros
de animais, além da motobomba solar para piscinas. www.leponodobrasil.com.br
Inversores A Livoltek marcou presença na Intersolar mostrando produtos para geração fotovoltaica, armazenamento de energia e mobilidade elétrica. No segmento de geração, destacou sua nova linha de inversores solares que, segundo a Livoltek, contam com tecnologia de ponta e têm benefícios fiscais por serem produzidos na Zona Franca de Manaus. A empresa aposta também nas soluções BESS, com monitoramento inteligente, e, na parte de mobilidade, em seus carregadores para veículos elétricos de diversos tipos, desde o carregamento residencial até as demandas de grandes frotas. www.livoltek.com.br
Microinversor A Sungrow lançou no evento o modelo S2500S-L, com potência nominal de 2,5 kW e 4 MPPTs independentes de 18 A de corrente de operação, pensado para projetos que se enquadrem na modalidade fast-track. Segundo a empresa, com apenas três unidades é possível atender 12 módulos FV, totalizando 7,5 kW de potência instalada com aproveitamento máximo do arranjo fotovoltaico e redução de perdas por clipping, mesmo em projetos com módulos de alta potência, como de 650 Wp ou 700 Wp. Construído
levando em conta o clima brasileiro, esse modelo conta com proteção IP67, grau anticorrosão C5 e capacidade de sustentar potência nominal a temperaturas de até 45°C. https://br.sungrowpower.com
Equipamentos para sistemas FV A Fluke apresentou na feira uma série de equipamentos para energias renováveis, entre eles o PVA-1500HE2, um traçador de curva I-V para diagnóstico de sistemas fotovoltaicos; o testador SMFT-1000, equipamento multifuncional que integra inspeção, segurança elétrica e análise de desempenho; o multímetro 283 FC, feito para medições de alta tensão em instalações solares; e o alicate amperímetro 393 FC, elaborado para realizar medições em ambientes de corrente contínua, entre outras soluções. www.fluke.com/pt-br
Módulos FV A Trinasolar apresentou em seu estande os módulos fotovoltaicos de alta potência NE19R, NED19RC.20, NEG19RC.20U e NEG21C.20U, que, segundo a empresa, prometem maior eficiência e durabilidade. Também foi apresentado o tracker Vanguard 1P (versão aprimorada), projetado para otimizar a captação solar e reduzir custos de O&M, e o sistema de armazenamento de bateria Elementa 2 PRO de 5MWh, uma solução escalável voltada para a estabilidade da rede e a integração de renováveis, com foco em segurança e longevidade. www.trinasolar.com/pt
Microinversor A Growatt apresentou na Intersolar o microinversor série NEO nos modelos
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de 1000 W, 2000 W, 2250 W e 2500 W, com até 4 MPPTs, corrente de entrada de 18 A, compatibilidade com módulos de alta potência, atendendo às normas de desligamento rápido (RSD) sem dispositivos adicionais. A empresa mostrou também várias soluções para armazenamento residencial, como o SPH 10000TL-HU/HU-US, um inversor híbrido monofásico ou bifásico (splitphase 127 V/ 220 V) com função UPS de 10ms, e o SPF 3000– 5000ES, inversor off-grid monofásico, ideal para apartamentos e casas que já possuem sistema solar. https://br.growatt.com
Software O Grupo Energia mostrou na Intersolar um estande interativo com quatro frentes de atuação: due diligence, aerolevantamento, engenharia do proprietário e pré-engenharia do proprietário. Outro destaque foi a demonstração do InteGrE, software proprietário de gestão de projetos 360º, modulável e customizável, que oferece previsibilidade, análise de entregas e acompanhamento de ponta a ponta. www.grupoenergia.com.br
Baterias A UCB Power expôs na feira a solução all-in-one para o mercado residencial UniPower Slim, uma bateria compacta da nova marca UniPower, especialista em baterias estacionárias da UCB Power. A solução integra inversor e bateria em um design compacto, projetada para otimizar espaços reduzidos. A instala-
ção é plug & play, com alta densidade energética e monitoramento inteligente. Outra novidade apresentada foi a linha UBESS, destinada a aplicações comerciais e industriais. O UBESS 215, com 215 kWh por unidade, conta com arquitetura escalável, arbitragem de energia, qualidade de energia e redução de picos de consumo. www.ucbpower.com.br
Defesa perimetral Voltada para a defesa perimetral com sensoriamento óptico, a Alfa Sense esteve no evento apresentando duas soluções: Fence Lite, que protege até 4 quilômetros de perímetro, e o Fence Smart, que cobre até 20 quilômetros de perímetro. Segundo a empresa, as soluções monitoram a área coberta ininterruptamente e detectam de forma precisa tentativas de invasões em usinas fotovoltaicas terrestres e flutuantes com alto grau de assertividade. www.alfasense.com.br
Estruturas metálicas A Arcol, fabricante de estruturas metálicas, mostrou na Intersolar seu novo portfólio de produtos, composto por torres de transmissão, estruturas fixas e trackers solares, além de soluções para projetos de carport (coberturas metálicas inteligentes que integram geração de energia fotovoltaica e mobilidade elétrica). A empresa destacou na feira o lançamento de sua nova fábrica, que ocupa uma área de 15.000 m² de área construída em Minas Gerais e contou com investimentos de R$ 50 milhões. https://arcol.net.br
Trackers A Brametal mostrou no evento três grandes novidades: soluções em estruturas metálicas para usinas em solo, sistema próprio de automação para trackers e ampliação dos serviços de retrofit no mercado interno. Em parceria com a Reivax, a empresa lan-
çou uma solução de automação para os seguidores solares que conta com comunicação sem fio (Zigbee), uma nova tecnologia que permite controle preciso, segurança operacional e funções avançadas de acionamento, assegurando rápida resposta e alto nível de automação para usinas solares. www.brametal.com.br
Tracker inteligente A chinesa Enertrack apresentou sistemas de tracking solar. Segundo a empresa, seus trackers inteligentes são capazes de enfrentar terrenos difíceis
como montanhas e desertos, com alta eficiência e baixo custo. Entre suas inovações, destaca-se o algoritmo inteligente nativo e disruptivo, além de sistemas de inclinação fixa, montagem flexível e montagem no telhado, visando maior versatilidade e desempenho em diferentes condições de instalação. www.enertrack.cn
Armazenamento de 9 MWh A CATL levou à Intersolar o Tener Stack que, segundo a empresa, é o primeiro sistema de armazenamento de energia ultragrande empilhável de 9 MWh do mundo. Ele é adaptável às diferentes tecnologias de células da CATL, oferece até cinco anos de degradação zero, além de resistência a altas temperaturas, o que torna o equipamento adequado para os variados climas da América do Sul. O sistema armazena 9 MWh de energia, o que pode
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carregar totalmente 45 ônibus elétricos com baterias de 200 kWh ou fornecer eletricidade por seis anos para uma fa‑ mília brasileira média. Ele oferece 50% mais densidade energética projetada em comparação aos sistemas conven‑ cionais de 20 pés, afirma a empresa. www.catl.com/en
Software Hotspot A Spott, especializada em recarrega‑ mento de veículos elétricos, apresen‑ tou no evento uma série de tecnolo‑ gias como balanceamento dinâmico de energia, prevenção preditiva de falhas e billing automatizado, o que permite que os eletropostos e frotas operem de forma enxuta e segura. Outro des‑ taque foi o software para gestão de recargas e pagamentos HotSpott, que, segundo a empresa, garante controle total ao operador, com recursos como módulo financeiro com precificação flexível, integração de transações e pagamentos, emissão de cupons para fidelização, relatórios de performance, indicadores de ocupação, receita por ponto, custo por kWh e CO2 evitado. www.spott.eco
Baterias A Powersafe apresentou uma nova geração de tecnologias de baterias
para os mercados residencial, comer‑ cial, industrial, agro e de mobilidade. O portfólio compreende baterias de lítio, chumbo ácido e sódio, sistemas de estocagem de grande porte e os modelos portáteis EcoFlow, distri‑ buídos agora de forma oficial no Brasil. No estande, foram destacadas as linhas modulares de baixa tensão (residencial e pequenos negócios) e os sistemas BESS de grande porte, como o BESS Getpower 125kW/260kWh, com integração completa (BMS, EMS, monitoramento e proteção contra in‑ cêndio). Com capacidade de expansão para até 6 MWh, permite armazena‑ mento de excedentes solares e eólicos, além de backup e gestão de demanda. www.powersafe.com.br
Construção de usinas solares O Grupo Cesbe participou pela pri‑ meira vez na Intersolar apresentando o seu braço voltado ao setor fotovol‑ taico, a Giya. Com atuação voltada à implementação usinas solares de pequeno e médio porte, a Giya cobre
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todas as etapas do ciclo: desenvolvi‑ mento de projetos ao comissionamen‑ to, operação e manutenção. Entre os serviços oferecidos estão as soluções para usinas de GD (geração distribuí‑ da) e GC (geração centralizada), além de especialidades como engenharia do proprietário, retrofit e análise de performance, voltadas a aumentar a eficiência operacional e potencializar o retorno sobre os investimentos. www.cesbe.com.br
Cabos solares A Prysmian destacou na feira sua fa‑ mília de cabos Voltenax, voltada espe‑ cificamente para parques solares, que atendem tanto as conexões de entrada e saída dos inversores (cobertura em PE e condutores em alumínio) quanto as instalações internas (cobertura em PVC e condutores em cobre). Segundo a empresa, além da alta performance, a linha Voltenax também se destaca pela menor pegada de carbono ao lançar a opção EcoGrid que conta com parte do isolamento dos cabos feito em biopolietileno, um derivado da cana‑de‑açúcar e que, portanto, dimi‑ nui a proporção de compostos deriva‑ dos de petróleo. www.prysmian.com/en
Fios & fatos
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Autoprodução de energia no Brasil: modalidades, desafios e perspectivas
Marcelo Gregol, João Bortotti e Carlos Dornellas*
“O setor vive um período de instabilidade normativa, e a autoprodução está no centro desse debate. Ainda assim, ela continua sendo uma estratégia robusta para grandes consumidores
”
N
o último artigo, discutimos as novas frentes nas quais os integradores podem atuar para além da Geração Distribuída. Neste texto, aprofundamos um tema recorrente e de alta relevância para consumidores e desenvolvedores: a autoprodução de energia elétrica, que ganhou contornos polêmicos com a edição da Medida Provisória nº 1.300/2025.
O que é a autoprodução? A autoprodução é uma alternativa para consumidores que desejam gerar energia para consumo próprio, com maior controle de custos e maior previsibilidade orçamentária. No mercado regulado, isso ocorre via Geração Distribuída. No mercado livre, o modelo de autoprodução permite maior flexibilização e possibilidades de ganho tributário e tarifário.
Modalidades existentes A legislação atual reconhece três formas principais de autoprodução: 1. Autoprodução clássica: o consumidor detém integralmente a outorga e dedica toda a geração a si mesmo. 2. Autoprodução por consórcio: a outorga é compartilhada entre múltiplas empresas que consomem a geração proporcionalmente à participação societária. 3. Autoprodução por equiparação: o consumidor é sócio de uma empresa
que detém a outorga, sendo formalmente equiparado a autoprodutor. Modelos de consórcio e equiparação têm sido amplamente utilizados por investidores que desejam oferecer participações em usinas já construídas, mantendo o controle operacional do ativo e permitindo exclusão ágil em caso de inadimplência.
Critérios adicionais A autoprodução também pode ser diferenciada quanto à: • Localização da usina - Local: no mesmo local de consumo, permite abatimento direto, isenção de encargos e configurações off-grid (com perda de excedentes); Remota: usina em local diferente, conectada ao sistema interligado. • Natureza do investimento - Greenfield: construção de usina nova; Brownfield: aquisição total ou parcial de usina existente. • Modelo de remuneração - Por arrendamento, aluguel, participação societária ou sobrepreço na energia. Esses modelos podem ser combinados de formas diversas, adaptando-se à realidade financeira e operacional de cada consumidor.
Por que incomoda o mercado? A autoprodução vem ganhando destaque como solução para mitigar o
aumento expressivo dos encargos setoriais. No entanto, parte dos geradores convencionais passou a pressionar por mudanças regulatórias, alegando perda de mercado e desequilíbrio concorrencial. Essa pressão resultou na edição da MP 1.300/2025, que passou a restringir o acesso aos benefícios de encargos para “novos arranjos” de autoprodução, especialmente no modelo de equiparação. Os impactos exatos ainda dependem da conversão da MP em lei, o que gera um ambiente de incerteza jurídico-regulatória.
O que esperar daqui para frente? O setor vive um período de instabilidade normativa, e a autoprodução está no centro desse debate. Ainda assim, ela continua sendo uma estratégia robusta para grandes consumidores que buscam previsibilidade, sustentabilidade e participação ativa na expansão da geração renovável no Brasil. Profissionais do setor devem se manter atualizados, conhecer as alternativas disponíveis e preparar seus clientes para um ambiente que exigirá soluções cada vez mais customizadas, técnicas e juridicamente embasadas.
* Marcelo Gregol e João Bortotti são sócios na Dínamo Energia; Carlos Dornellas é diretor da Alma Solar Energia.
www.TheSmarterE.com.br
EXPO CENTER NORTE, SÃO PAULO, BRASIL
— A maior aliança de feiras para o setor energético da América Latina
2026 JÁ ESTÁ MARCADO. ESCANEIE O QR PARA ADICIONAR AO CALENDÁRIO.
As principais feiras e congressos de energia em The smarter E South America
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Usinas MMGD de investimento – É bom negócio? (parte 5) Vinícius Ayrão*
“ A não incidência do ICMS varia de estado para estado. Alguns
entendem que a não incidência é sobre todas as tarifas e outros que a isenção é sobre a TE apenas, e não sobre a TUSD
flação energética será de 7,5% a.a., como explicado na edição anterior. Vamos considerar que esse aumento será linear para todas as parcelas que compõem a tarifa total, quais sejam, a TE – tarifa de energia e a TUSD – tarifa de uso do sistema de distribuição. Com isso, teremos os valores de tabela II. Como esse cliente usará a energia em seu próprio negócio, podemos considerar que toda a energia gerada multipli-
N
as edições anteriores realizamos o levantamento dos dados energéticos, de custos e de receita para fazermos a modelagem financeira de uma usina de investimento. Agora, usando os valores obtidos, iremos fazer as modelagens financeiras e interpretá-las. Vamos construir o fluxo de caixa e partir dele obter os índices financeiros para análise.
Cenário A: Usina de 75 kW, de autoprodução remota, com o investimento realizado pelo beneficiário da energia Passo 1: Determinação do custo de construção Definimos em edições anteriores que esse custo será de R$ 300 000,00 (esse é o preço vendido, considerando que o investidor contratará uma empresa especializada para fazer).
Passo 2: Determinação das receitas anuais da usina Geração – A previsão de geração de energia para essa usina no primeiro ano é de 144 000 Wh. No entanto, sabemos que os módulos têm um decaimento de produção ao longo do tempo. Como os módulos possuem garantia de geração
” Foto: Tape Solar/Arquivo FotoVolt
Projeto & Instalação
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de 80% do valor inicial após 25 anos, vamos considerar linear esse decaimento. Com isso, teremos uma queda de geração de 0,8% a.a. A tabela I traz a estimativa de geração da usina anoa-ano. Tab. I – Estimativa de geração da usina ano-a-ano, para 25 anos Valor da tarifa – Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Determinamos kWh 144,000 142,848 141,705 140,571 139,446 138,330 137,223 136,125 135,036 anteriormente Ano 10 11 12 13 14 15 16 17 18 que a tarifa vikWh 133,956 132,884 131,821 130,766 129,720 128,682 127,653 126,632 125,619 gente da Light é Ano 19 20 21 22 23 24 25 de R$ 1,14670/ kWh 124,614 123,617 122,628 121,647 120,674 119,709 118,751 kWh, e que a inTab. II – Valores de tarifa estimados para 25 anos Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Tarifa 1,1467 1,232703 1,325155 1,424542 1,531382 1,646236 1,769704 1,902432 2,045114 Fio B não compensado 0,12623 0,169624 0,218806 0,235216 0,252858 0,271822 0,292209 0,314124 0,337684 Valor compensado Ano Tarifa
1,02047 1,063078 1,106349 1,189325 1,278525 1,374414 1,477495 1,588307 1,70743 10 11 12 13 14 15 16 17 18 2,198498 2,363385 2,540639 2,731187 2,936026 3,156228 3,392945 3,647416 3,920972
Fio B não compensado 0,36301 0,390236 0,419503 0,450966 0,484789 0,521148 0,560234 0,602251 0,64742 Valor compensado Ano Tarifa
1,835488 1,973149 2,121135 2,280221 2,451237 2,63508 2,832711 3,045164 3,273551 19 20 21 22 23 24 25 4,215045 4,531173 4,871011 5,236337 5,629062 6,051242 6,505085
Fio B não compensado 0,695977 0,748175 0,804288 0,86461 0,929455 0,999165 1,074102 Valor compensado
3,519068 3,782998 4,066723 4,371727 4,699606 5,052077 5,430983
Projeto & Instalação
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ICMS na compensação – A não incidência do ICMS varia de estado para estado. Alguns entendem que a não incidência é sobre todas as tarifas e cada pela tarifa será receita, visto que outros que a isenção é sobre a TE apeserá a energia que deixará de consumir nas, e não sobre a TUSD. em seu empreendimento. O Estado do Rio de Janeiro consiReceita fluxo de caixa – Fazendo o dera que a isenção do ICMS é apenas produto de geração x a tarifa que será sobre a TE, logo o ICMS da TUSD sobre compensada, teremos os fluxos de caia energia injetada é devido. xa da tabela III. AtualmenTab. IV – Ajustes de receitas considerando ICMS sobre TUSD te, a TUSD reAno 1 2 3 4 5 6 7 8 9 presenta 62,3% Receita 146 948 151 859 156 775 167 185 178 285 190 123 202 746 216 208 230 565 da tarifa total ICMS 20 593 21 282 21 970 23 429 24 985 26 644 28 413 30 299 32 311 cobrada pela Receita líq. 126 355 130 577 134 805 143 756 153 300 163 479 174 333 185 909 198 254 Light. Logo, Ano 10 11 12 13 14 15 16 17 18 sobre energia Receita 245 875 262 200 279 610 298 175 317 974 339 087 361 604 385 615 411 220 injetada deveICMS 34 457 36 745 39 185 41 786 44 561 47 520 50 675 54 040 57.628 rá incidir uma Receita líq. 211 418 225 455 240 425 256 389 273 413 291 567 310 929 331 575 353 592 alíquota de Ano 19 20 21 22 23 24 25 0,623 x 22% = Receita 438 525 467 643 498 694 531 807 567 120 604 779 644 935 13,7%. Com ICMS 61 455 65 535 69 887 74 527 79 476 84 754 90 381 isso, devemos Receita líq. 377 070 402 108 428 807 457 280 487 644 520 025 554 554 ajustar nosso fluxo da caixa Tab. V – Custos totais de operação de receitas como na Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 tabela IV. Tab. III – Fluxos de caixa Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 R$ 146 948 151 859 156 775 167 185 178 285 190 123 202 746 216 208 230 565 Ano 10 11 12 13 14 15 16 17 18 R$ 245 875 262 200 279 610 298 175 317 974 339 087 361 604 385 615 411 220 Ano 19 20 21 22 23 24 25 R$ 438 525 467 643 498 694 531 807 567 120 604 779 644 935
Aluguel
9600
9984 10 383 10 798 11 230 11 679 12 146 12 632 13 137
Opex
9000
9360
9734 10 123 10 528 10 949 11 387 11 842 12 316
Inversor
0
0
0
0
0
0
0
0
0
Total 18 600 19 344 20 117 20 921 21 758 22 628 23 533 24 474 25 453 Ano 10 11 12 13 14 15 16 17 18 Aluguel 13 662 14 208 14 776 15 367 15 982 16 621 17 286 17 977 18 696
Passo 3: Determinação dos custos operacionais
Estimamos o aluguel do imóvel Opex 12 809 13 321 13 854 14 408 14 984 15 583 16 206 16 854 17 528 em R$ 800,00/mês Inversor 0 0 0 20 000 0 0 0 0 0 (9600,00/ano) e o custo Total 26 471 27 529 28 630 49 775 30 966 32 204 33 492 34 831 36 224 do Opex Anual em 3% Ano 19 20 21 22 23 24 25 do Capex, o que repreAluguel 19 444 20 222 21 031 21 872 22 747 23 657 24 603 sentará R$ 9000/ano, Opex 18 229 18 958 19 716 20 505 21 325 22 178 23 065 resultando um total de Inversor 0 0 0 0 0 0 0 R$ 18 600,00. Total 37 673 39 180 40 747 42 377 44 072 45 835 47 668 Esses valores serão reajustados Tab. VI – Fluxo de caixa total anualmente Ano 1 2 3 4 5 6 7 8 9 pelo IPCA e Rendimento 107 755 111 233 114 688 122 835 131 542 140 851 150 800 161 435 172 801 não pela inflaAno 10 11 12 13 14 15 16 17 18 ção energética. Rendimento 184 947 197 926 211 795 206 614 242 447 259 363 277 437 296 744 317 368 Iremos consiAno 19 20 21 22 23 24 25 derar o IPCA Rendimento 339 397 362 928 388 060 414 903 443 572 474 190 506 886 como 4% a.a.
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Além disso, precisamos considerar que os módulos têm vida útil superior a 25 anos, mas os inversores não. Então, temos de contemplar troca de inversores ao longo do projeto. Qual a vida útil de um inversor? Ninguém sabe. Vai depender tanto da qualidade do produto quanto da qualidade das instalações, da qualidade de energia da rede e de uma série de outras variáveis. Em nossa análise, seremos bastante arrojados e consideraremos apenas uma troca de inversor, no 13º ano, ao custo de RS 20 mil (preço de mercado atual). Dessa forma, nossas despesas ano a ano seriam as da tabela V.
Passo 4: Fluxo de caixa total Agora, basta fazer a receita liquida total (passo 2) menos os custos operacionais (passo 3). Teremos então o fluxo de caixa da tabela VI.
Passo 5: Índices financeiros Com o fluxo de caixa, podemos obter os índices financeiros. O mais simples de obter, que não demanda conhecer o custo de capital do cliente, é a TIR (taxa interna de retorno). As TIR obtidas são: • Em 5 anos: 26% a.a. • Em 10 anos: 39% a.a. • Em 25 anos: 41% a.a. Esses valores são, em um primeiro momento, extraordinários, o que explica a febre por usina de investimentos. Na próxima edição vamos ver os outros índices financeiros e tratar do que ocorre quando variamos as premissas. Até lá. * Engenheiro eletricista da Sinergia Consultoria, com grande experiência em instalações fotovoltaicas, instalações de MT e BT e entradas de energia, conselheiro da ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída e diretor técnico do Sindistal RJ - Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro, Vinícius Ayrão apresenta e discute nesta coluna aspectos técnicos de projeto e execução das instalações fotovoltaicas. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões pelo e-mail: fv_projetoinstalacao@arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” “Coluna Projeto e Instalação”.
Veículos elétricos
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Segurança em debate: a Diretriz Nacional da Ligabom e os carros elétricos Rafael Cunha*
diretriz é um passo importante para debater “aA segurança contra incêndio no contexto da mobilidade elétrica. Entretanto, há vícios conceituais, pontos vagos e um viés que coloca os veículos elétricos como vilões
”
A
publicação da Diretriz Nacional sobre Ocupações Destinadas a Garagens e Locais com Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos (SAVE), a partir da Portaria nº 029 de 25 de agosto de 2025, elaborada pela Ligabom (Conselho Nacional de Comandantes-Gerais dos Corpos de Bombeiros Militares), passa a integrar o debate sobre a segurança da mobilidade elétrica no Brasil, ainda que com pontos controversos. Trata-se de um documento aguardado, resultado de consulta pública, ensaios experimentais e 15 meses de diálogos entre ABVE, Corpo de Bombeiros e outras entidades, contados a partir da divulgação da consulta pública, envolvendo bombeiros, especialistas e representantes do setor. Vale dizer que, diferentemente de uma lei ou de uma Instrução Técnica estadual, a diretriz não possui efeito imediato. Ela funciona como um guia de referência nacional, fruto do esforço de unificação de entendimentos técnicos entre os Corpos de Bombeiros do país. Em outras palavras: a diretriz não tem obrigatoriedade de aplicação imediata, e sim um guia para as unidades estaduais. Cada Corpo de Bombeiros deverá avaliar se a adota integralmente, se a adapta à sua realidade local ou se incorpora apenas partes dela em suas próprias instruções normativas. Essa flexibilidade é essencial, pois os riscos e
realidades construtivas de um edifício em Manaus não são os mesmos de um edifício em Porto Alegre. Assim, o documento deve ser lido como um norte comum, não como regra definitiva. É uma oportunidade de uniformizar critérios, mas ainda caberá aos estados traduzirem esse material em normas aplicáveis em seus territórios. Isso é importante para entender que as obrigações que virão não serão necessariamente estas; portanto, é preciso cautela antes de tentar modificações ou adaptações de imediato.
É necessário avançar Ainda que a diretriz não seja coerente e apresente uma série de requisitos com pouco ou nenhum embasamento técnico, é importante eliminar incertezas e restringir a aplicabilidade das recargas de veículos elétricos. Alguns dos pontos relevantes trazidos que reforçam o compromisso com a segurança são: • Conformidade com normas já consolidadas (NBR 5410, NBR 17019, IEC 61851). • Instalação de pontos de desligamento de energia próximos às estações de recarga. • Sinalização e identificação obrigatória dos circuitos.
• Exigência de sprinklers e sistemas de extração de fumaça em novas edificações. • Maior rigor na vistoria das instalações de carregadores, trazendo mais segurança às instalações. Esses pontos trazem previsibilidade para engenheiros, construtores, síndicos e gestores de garagens, que até agora navegavam em um vácuo regulatório, podendo fazer o projeto 100% de acordo com a norma, mas com o risco de um impeditivo significativo. Além disso, avanços significativos foram feitos com a retirada da exigência de paredes corta-fogo ou distanciamento, questões inviabilizadoras e com pouco embasamento técnico inseridas na consulta pública anterior.
O reforço de uma narrativa equivocada Apesar do mérito, a diretriz erra ao construir sua narrativa como se o veículo elétrico fosse o grande risco a ser combatido. Esse é, talvez, seu ponto mais questionável. Todos os estudos disponíveis mostram que veículos a combustão apresentam risco de incêndio muito maior: a presença de combustíveis líquidos, a alta carga de materiais plásticos e a facilidade de propagação das chamas tornam esses incêndios mais intensos e frequentes. Segundo a ABVE - Associação Brasileira dos Veículos Elétricos, a probabilidade de incêndio em veículos elétricos pode ser 61 vezes menor do
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Veículos elétricos
que a de um similar a combustão. Mesmo assim, a diretriz dá a entender que o problema é o carro elétrico, reforçando preconceitos em vez de atacar os riscos reais. O resultado é uma norma que mira no alvo errado e ignora os incêndios comuns em garagens brasileiras, que todos os anos envolvem veículos convencionais.
Pontos vagos e lacunas técnicas Além do viés que permeia todo o texto, reiteradamente são observados vícios nas conclusões ou nas exigências: • SAVE Tipos 1 e 2: a confusão entre “tipo” e “modo” de recarga no item 4.3, que apesar de parecer um erro simples, demonstra a pressa pela falta de revisão e o desconhecimento do tema. Um termo se refere ao modelo do sistema de alimentação do veículo elétrico, e o outro ao padrão de conector. Esse equívoco assusta, especialmente depois de meses de discussão. • Desligamento manual: o texto prevê a instalação de pontos de desligamento tanto individuais quanto gerais para os carregadores. O desligamento individual deve estar a até 5 m de distância do equipamento, enquanto o desligamento geral não pode ultrapassar 5 m da entrada principal, da entrada da garagem ou das escadas. Na prática, ambos serão usados para desenergizar os carregadores em caso de emergência. Isso é positivo, porém, o texto não esclarece como deve se dar esse desligamento, se por meio de botoeira ou disjuntor do quadro de proteção, trazendo incerteza sobre o projeto. Além disso, é essencial que o botão esteja corretamente sinalizado. Uma consequência direta é que carregadores com esse recurso embutido, ou seja, com botão de emergência integrado, serão favorecidos em relação a modelos sem o botão, criando uma diferenciação que não necessariamente reflete maior ou menor nível de segurança do equipamento como um todo, mas que atende ao critério da diretriz.
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• Arquitetura elétrica inviabilizada: a exigência de que os pontos de recarga possam ser desligados em um único local praticamente inviabiliza a arquitetura de alimentação dos carregadores por meio das UCs individuais, pois, na prática, todos os carregadores precisam ser desligados por um “ponto de desligamento”. A falta de clareza sobre o item pode sugerir que apenas o uso de um dispositivo de proteção comum seja adequado, ignorando que alimentações individuais, embora menos práticas, podem ser feitas com segurança e dentro das normas técnicas. • Proibição dos modos 1 e 2: ignora cenários de maior risco, como scooters e bicicletas com baterias removíveis carregadas em tomadas simples. Conforme já exposto em estudos e na própria NBR 17019, o Modo 2 é normatizado, exige circuito dedicado, disjuntor dimensionado e uso obrigatório de DR de 30 mA tipo A. Ou seja, não há lacuna técnica. O carregador portátil (IC-CPD) possui proteções próprias, mas não dispensa as da instalação. Tomadas e plugues ainda passam por ensaios do Inmetro, diferentemente do wallbox, incluindo cerca de 5 mil ciclos de inserção e retirada com corrente nominal, garantindo operação segura. Os problemas observados decorrem de instalações malfeitas, e não do conceito do Modo 2 em si. A diretriz ignora a possibilidade de usuários retirarem a bateria para um carregamento externo, o que não está englobado pelos modos da IEC 61851 e pode gerar grande risco, já
que depende também da qualidade do carregador. Ou seja, a diretriz mira nas baterias instaladas nos veículos — o que não faz sentido — mas reforça a tese enviesada central: a de que o risco estaria no carro que contém a bateria, e não na bateria em si. Faz sentido? • Prazo de adequação: a diretriz não fixa prazo de adequação, deixando a cada unidade do Corpo de Bombeiros a possibilidade de implementação no período desejado. Porém, corre-se o risco de proibições imediatas ou prazos incompatíveis com a realidade, já que, em alguns casos, serão necessárias adequações, como sprinklers, por exemplo.
O que muda nos prédios existentes e nos novos A diretriz estabelece diferenças claras entre as exigências aplicáveis a prédios já construídos e aqueles que ainda serão projetados. Enquanto os existentes precisarão passar por adequações graduais e condicionadas às condições técnicas, os novos empreendimentos já deverão incorporar todos os requisitos desde o início do projeto (veja a tabela).
Conclusão A diretriz nacional publicada pela Ligabom é um passo importante para debater a segurança contra incêndio no contexto da mobilidade elétrica. Entretanto, não se trata de um texto isento de falhas: há vícios conceituais, pontos vagos e um viés que coloca os veículos elétricos como vilões, apesar das
Aspecto
Prédios existentes
Prédios novos
Sistemas de incêndio
Instalação de detecção de incêndio; interligação de chuveiros automáticos a hidrantes
Sprinklers obrigatórios dimensionados como risco ordinário 2, com chuveiros de resposta rápida
Ventilação/ extração
Adequações podem ser exigidas conforme projeto técnico
Sistema de extração de fumaça (mínimo 10 trocas de ar por hora) ou ventilação natural equivalente
Estrutura
Adequações de acordo com normas, mas sem exigência específica de TRRF
Resistência mínima de 120 minutos ao fogo (TRRF) para estruturas de garagem
Gerenciamento Obrigatório, considerando as condições existentes Obrigatório, integrado às exigências do projeto de riscos Prazo de adequação
Definido por cada Corpo de Bombeiros estadual
Exigências imediatas nos novos projetos a partir da aprovação
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evidências técnicas demonstrarem que carros a combustão apresentam riscos maiores. O mérito da diretriz é criar uma referência nacional e estabelecer parâmetros mínimos que reduzem a incerteza para o mercado. Contudo, será fundamental que os Corpos de Bombeiros estaduais façam as adaptações necessárias para corrigir lacunas e evitar entraves desnecessários à expansão da eletromobilidade. A Ligabom perdeu uma grande oportunidade de garantir segurança real às garagens, continuando a expor pessoas e estruturas a riscos devido a um preconceito infundado contra a tecnologia. Mais do que buscar culpados, é preciso adotar normas equilibradas, baseadas em dados e na realidade prática das edificações brasileiras. Só assim será possível conciliar segurança, viabilidade técnica e o avanço sustentável da mobilidade elétrica no País.
Bibliografia • ABNT NBR 17019 – Instalações elétricas de baixa tensão – Requisitos para instalações em locais especiais – Alimentação de veículos elétricos. • ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão. • IEC 61851 – Sistema de recarga condutiva para veículos elétricos. • Consulta pública do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo – 2024. • Portaria nº 029, de 25 de agosto de 2025 – LIGABOM. • ABVE. “ABVE debate segurança de veículos elétricos em audiência pública no Senado” – 2024.
* Rafael Cunha é engenheiro eletricista e COO da startup movE Eletromobilidade. Nesta coluna, discute aspectos da mobilidade elétrica: mercado, estrutura, regulamentos, tecnologias, afinidades entre veículos elétricos e geração solar fotovoltaica. E-mail: veletricos@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Veículos Elétricos”.
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Agenda
No Brasil Intersolar Summit Sul – Em 28 e 29 de outubro será realizado no Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre, RS, a segunda edição do Intersolar Summit Brasil Sul, em formato congresso & feira, abordando, entre outros temas, solar FV com armazenamento, agrivoltaicos, FV off grid, etc. Realização: Solar Promotion, FMMI e Aranda Eventos. Informações: https://www.intersolar-summit-brasil. com/sul . SWC – De 4 a 7 de novembro, a ISES International Solar Energy Society vai realizar o SWC 2025 - Solar World Congress, em Fortaleza, CE. O congresso será organizado em conjunto com a Abens - Associação Brasileira de Energia Solar, seção da ISES no Brasil. O programa abordará tecnologias e aplicações inovadoras de células fotovoltaicas; integração de rede; modelagem de sistemas, inteligência artificial, digitalização; teste, certificação e monitoramento; economia circular e reciclagem; eventos climáticos extremos e efeitos das mudanças climáticas; etc. Informações em https:// www.abens.org.br/news-abens/isessolar-world-congress-2025/5. Mobilidade elétrica – O Simecs - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região vai realizar a Electric Move Brasil - Feira de Veículos, Mobilidade Elétrica e Energias Renováveis de 6 a 8 de novembro, em Caxias do Sul, RS. O evento deverá reunir soluções em transição e eficiência energética, novas tecnologias e mobilidade elétrica alinhadas ao propósito da descarbonização. A feira, que deve atrair empresas dedicadas à eletrificação no Brasil, vai incluir conteúdos sobre o tema e espaços de negócios, entre outras atividades. Informações: https://simecs.com.br. Hidrogênio – A primeira edição brasileira do Hyvolution, evento dedicado ao hidrogênio e descarbonização, vai ser realizada nos dias 16 e 17 de junho de 2026,
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no Centro de Convenções do Distrito Anhembi, em São Paulo. A expectativa é receber cerca de 6 mil visitantes, mais de 800 congressistas e pelo menos 100 marcas expositoras. Entre o público-alvo estão executivos de empresas, especialistas, investidores e representantes do poder público. O objetivo é impulsionar empreendimentos e políticas sustentáveis voltadas à transição energética e reforçar a importância do tema em âmbito nacional e internacional. Mais informações em https://www.hyvolution.com.
Cursos MBA – O Energy Summit, evento organizado pelo MIT, vai realizar, em parceria com o Ibmec, o MBA Energytech e Transição Energética Sustentável. Com duração de um ano, o curso visa atender a demanda crescente do mercado por profissionais qualificados em tecnologias emergentes adotadas pelo setor de energia. Integra fundamentos do setor energético, tecnologias emergentes e práticas de inovação, incluindo temas como eficiência energética, armazenamento, mobilidade elétrica, redes inteligentes e inteligência artificial aplicada à energia. Também discutirá questões regulatórias, liderança e modelos de negócios, estratégias de financiamento, além de cases de sucesso nacionais e internacionais. Será realizado em formato híbrido, tendo parte das aulas presenciais na unidade do Ibmec Rio. Informações: https://energysummit.global. Gestão em energias renováveis – A AHK Rio oferece o curso de Gestão em Energias Renováveis (GENRE), que tem o objetivo de formar profissionais com visão ampla em geração de energias renováveis no Brasil, com ênfase nas tecnologias solar, eólica, biomassa e outras. O conteúdo é desenvolvido a partir da expertise alemã e adaptado à realidade brasileira por especialistas da Coppe/UFRJ. Composto de módulos gerenciais e técnicos, o curso é oferecido em formato online e combina conteúdos
assíncrono (12 blocos de aulas + 12 quizzes de fixação; 24h de aulas com especialistas e exercícios práticos); e síncrono (2 horas de encontro ao vivo após cada bloco da disciplina; aulas quinzenais, workshops e palestras). Os blocos abordam temas como: Fundamentos da energia; Mercado de energia elétrica; Gestão de projetos e rentabilidade; Gestão energética e ISO 50.001; Mudança de clima e comércio de emissões; Programa de Eficiência Energética da Aneel (PEE); Energia solar; Energia eólica; Biomassa e biogás; Outras energias renováveis; Geração distribuída e smart grid; e Microrredes elétricas. Mais informações: https://brasilien.rio.ahk. de/pt/cursos/genre?utm_campaign= genre_0205&utm_medium=email&utm_ source=RD+Station. Armazenamento de energia – A multinacional SolaX Power vai promover ao longo de 2025 roadshows por diversas regiões brasileiras. O intuito é oferecer aos integradores solares conhecimento acerca do mercado e das principais inovações tecnológicas de sistemas híbridos de energia solar. As próximas edições do evento serão realizadas nas seguintes datas e locais: Cuiabá (20/10); Campo Grande (22/10); São José do Rio Preto (24/10); Vitória (10/11); Rio de Janeiro (12/11); São Paulo (14/11); e Fortaleza (10/12). Informações: https:// kb.solaxpower.com. Comissionamento – O treinamento MiniGD - Comissionamento e O&M (1 MW a 5 MW), oferecido pela Sungrow, destaca a importância da operação e manutenção (O&M) eficiente das usinas fotovoltaicas para maximizar o desempenho e a durabilidade dos sistemas de energia solar. Conta com módulos teóricos e práticos e aborda assuntos desde a instalação e comissionamento da usina, destacando as práticas e testes necessários além de documentações e questões normativas, até as atividades de O&M, passando por monitoramento, integrações do sistema Sungrow com medidores de energia e estações
Agenda
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solarimétricas, e ainda manutenção preventiva e solução de problemas. Os cursos podem ser realizados tanto nas instalações do cliente quanto no Service Center da empresa, localizado em Osasco, SP. Informações pelo telefone: (11) 98821-9545. Fundamentos de energia FV – O Canal Solar oferece o curso EAD Fun‑ damentos de energia fotovoltaica, que aborda noções básicas sobre funcionamento dos painéis solares; conversão de luz solar em eletricidade; benefícios da energia solar e sua atuação na redução da conta de luz; dicas sobre identificação do potencial solar da região; dimensionamento de sistemas; tendências do mercado; e oportunidades de carreira na indústria fotovoltaica. O treinamento é ministrado por Bruno Kikumoto, engenheiro eletricista pela Udesc - Universidade Estadual de Santa Catarina, com mestrado em Engenharia Elétrica pela Unicamp Universidade Estadual de Campinas. A carga horária é de cerca de 17h. Mais informações em https://cursos. canalsolar.com.br. Senai-SP – O curso de aperfeiçoamento profissional Energia Solar Fotovoltai‑ ca ‑ Tecnologias e Aplicações, do Senai SP, com carga horária de 24 horas, visa desenvolver competências para a avaliação da viabilidade técnica e financeira da implementação de sistemas de energia solar fotovoltaicos, diagnosticando fatores de consumo de energia, identificando tecnologias e equipamentos, e propondo soluções de acordo com normas e determinações dos órgãos regulamentadores. Inscrições em www.sp.senai.br/curso/energiasolar-fotovoltaica-tecnologiase-aplicacoes/89542 . Gratuitos - tecnologias, instalação – A Elgin, fabricante e distribuidora de equipamentos fotovoltaicos, oferece uma série de treinamentos gratuitos online sobre energia solar, com temas como aplicação técnica e comercial
para sistemas FV, tecnologias e boas práticas de instalação. Os próximos treinamentos previstos são: Inversores fotovoltaicos (11/11); e Simulação de sombreamento utilizando PVsyst e Ske‑ tchup (9/12). Visite https://loja.elgin. com.br/energia-solar/cursos-e-treinamentos-de-energia-solar . Projetos e instalação – A Sunhub oferece cursos voltados para o mercado de projetos e instalação de sistemas fotovoltaicos, por meio de uma plataforma educacional online. Segundo a empresa, a iniciativa tem o objetivo de ajudar no aprendizado para impulsionar vendas dos integradores e instaladores. Os cursos são desenvolvidos por especialistas de diversas áreas do conhecimento. Mais informações: https://www.sunhubeducacao.com. br/treinamento-online. Eletricidade básica – A 77Sol, em parceria com a Oca Energia, lançou o curso Eletricidade Básica 2.0, gratuito e 100% EAD, destinado aos integradores parceiros. Com mais de 20 horas de conteúdo, o treinamento visa aprimorar a capacitação dos profissionais, desenvolvendo habilidades técnicas para vendas consultivas. O curso está disponível a todos que fazem parte da plataforma de integradores da 77Sol, e aborda fundamentos de energia e eletricidade, intensidade de corrente e resistência elétrica, circuitos e práticas de instalação, proteção elétrica e ferramentas para o eletricista. A 77Sol também disponibiliza gratuitamente o curso Introdução à energia solar. Mais informações: https://ocaenergiaead. com.br/produtos/universidade77.
No exterior Hidrogênio – De 21 a 23 de outubro, Hamburgo (Alemanha) sediará a Hydrogen Technology World Expo, considerada a maior plataforma internacional de negócios em hidrogênio e suas tecnologias. O evento reúne mais de
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1.000 expositores, 300 especialistas discutindo tendências e estratégias, além de sete trilhas de conferências com foco técnico e estratégico. São esperados mais de 1.500 delegados de diferentes países, em um encontro que busca impulsionar o mercado global de hidrogênio e ampliar conexões estratégicas para a transição energética. Mais informações em www.hydrogenworldexpo.com. Sustainable Solar Europe – Abordando a sustentabilidade no setor de energia solar fotovoltaica, a Sustainable Solar Europe 2025 vai acontecer em 3 de dezembro, em Bruxelas. Considerado ponto de encontro de líderes do setor solar e formuladores de políticas da União Europeia, o evento vai discutir o rumo das políticas de sustentabilidade sob a nova agenda do EU Clean Industrial Deal. Entre os temas a serem discutidos estão: evolução das regras de relatórios ESG; regras de Ecodesign para energia solar fotovoltaica; estratégias de aquisição corporativa; panorama regulatório atual sobre licenciamento, proteção da natureza e engajamento comunitário em projetos solares, entre outros. Informações: www.sustainable-solar-europe.com. World Energy Congress – Considerado um dos maiores e mais importantes eventos globais voltados para o setor de energia, e organizado pelo World Energy Council (WEC), o congresso reúne líderes do setor de energia, governantes, acadêmicos e especialistas para discutir os maiores desafios e oportunidades no campo da energia mundial. A edição de 2026 será realizada em Riyadh, Arábia Saudita, de 26 a 29 de outubro. O evento atrai profissionais e líderes de empresas de energia, governos, organizações internacionais e a academia, proporcionando um ambiente de troca de conhecimento e networking. Informações em: https:// www.worldenergy.org.
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Produtos
Microrredes O grupo MTR Solar fornece, em parceria com a Goodwe, o sistema MTR BESS, uma solução integrada que combina usinas solares, inversores híbridos e armazenamento de energia,
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e priorizar outros usos para a água armazenada. Além disso, as placas diminuem o índice de evaporação dos reservatórios. https://solartritec.com.br
Alicate desencapador de fios
criando microrredes locais, desenvolvidas para o agronegócio. Segundo a empresa, essas microrredes permitem que as fazendas operem de forma contínua, independentemente das redes elétricas convencionais. De acordo com a MTR Solar, a solução pode economizar até 70% nas despesas com irrigação quando comparado ao uso exclusivo de geradores a diesel. https://mtrsolar.com.br
Flutuadores A Solar Tritec oferece flutuadores que viabilizam a instalação de módulos solares em superfícies não convencionais, como água e solos contaminados. A tecnologia garante, de acordo com a empresa, um novo meio de instalar
A Tramontina Master lançou recentemente o alicate desencapador de fios automático 8”, desenvolvido especialmente para eletricistas e profissionais da construção civil, que atuam tanto em obras quanto em manutenções. O equipamento possui sistema de ajuste automático, e, de acordo com a empresa, adapta-se facilmente a diferentes seções de fios, realizando o desencape de forma ágil e sem danificar os condutores internos. Conta com corpo em aço carbono com pintura especial contra oxidação, a fim de garantir resistência e durabilidade. Com lâminas e garras em aço, é considerado eficiente para corte e desencape de fios de 24 a 10 AWG (0,2 a 6,0 mm2). O modelo possui batente para controle de comprimento e pino de microajuste. Realiza crimpagem de terminais com e sem isolamento, e tem cortador integrado com limitador de comprimento, o que torna possível desencapar fios na medida. www.tramontina.com.br
Microinversores usinas fotovoltaicas em áreas de disposição final de resíduos. A solução serve também para grandes reservatórios de água, possibilitando às empresas maximizar a produção de energia
Os modelos TSOL-MS2000 e TSOLMX2250, fabricados pela TSunESS e fornecidos pela Fotus, apresentam instalação direta no perfil utilizando parafusos, comunicação via Wi-Fi com antena de longo alcance e topologia
com quatro MPPTs individuais. São compatíveis com módulos de 700 W ou mais e possuem cabo tronco de 0,5 m com conexão de engate rápido. Segundo a empresa, o design favorece a dissipação de calor, garantindo desempenho estável em temperaturas elevadas, acima de 50°C. Possuem conectores CC com extensão, que visam simplificar a instalação. Por sua vez, o modelo TSOLMP3000 conta com seis MPPTs individuais e comunicação via Wi-Fi. https://energia.fotus.com.br
Bateria A bateria Lynx U G3, da Goodwe, é voltada ao armazenamento de energia em projetos residenciais. Com design moderno e peso aproximado de 50 kg, a unidade oferece proteção IP65. Cada módulo conta com BMS integrado, otimizando a gestão interna da bateria, e é compatível com inversores híbridos GoodWe. Segundo a empresa, a instalação é rápida e prática, alinhada às necessidades de residências que buscam maior autonomia energética e eficiência no uso da energia solar. A bateria está disponível através de distribuidores como Aldo, Solfácil e Ecori. www.goodwe.com
Publicações
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Hidrogênio verde – Estudo da EY-Parthenon sobre H2V indica que, embora a eficiência energética, a eletrificação e as energias renováveis possam diminuir em 70% as emissões dos gases de efeito estufa, o hidrogênio verde (H2V) é considerado cada vez mais relevante na busca pelo carbono zero, especialmente em setores que têm mais dificuldades de reduzir suas emissões, como a indústria pesada e o transporte de longa distância (aéreo, por exemplo). O combustível pode também ser uma alternativa para o aquecimento industrial e doméstico, substituindo, por exemplo, o gás natural. No entanto, o elevado custo de produção, especialmente em comparação com outras fontes de energia, pode inviabilizar a utilização em larga escala. O estudo aponta que, para se destacar na produção do H2V, um país deve apresentar uma matriz energética majoritariamente sustentável. Nesse ponto, o Brasil está em posição privilegiada, já contando com o predomínio dessas fontes de energia, mas, ainda assim, mantendo o investimento nelas. Dados da IEA colocam o Brasil como o terceiro país do mundo que mais investe
em renováveis – o equivalente a 8% da produção de geração renovável global. A capacidade energética instalada em GW do país deve crescer 19% até 2030, com evolução maior nas fontes solar e eólica, com 171% e 103% respectivamente, ainda segundo o estudo da EY-Parthenon. O relatório aponta que algumas iniciativas recentes do Brasil foram importantes para se posicionar nesse mercado, como o Programa Nacional de Hidrogênio (PNH2), que deve resultar em uma capacidade de produção anual de H2V de duas megatoneladas ao ano até 2030; o número crescente de centros de pesquisa e desenvolvimento em tecnologias de H2V, como Unifei - Universidade Federal de Itajubá e UFRJ Universidade Federal do Rio de Janeiro; e as parcerias internacionais para produção brasileira de hidrogênio de baixo carbono, com destaque para a iniciativa H2Brasil com a Alemanha. Disponível em https://www.ey.com/pt_br/newsroom/2025/08/transicao-energetica-urgente-impulsiona-demanda-global-hidrogenio-verde
Aumento de tarifas – Um estudo da TR Soluções, intitulado O peso tarifário dos atrope-
los no planejamento energético, constata que a contratação compulsória de energia elétrica definida por medidas propostas pelos poderes Executivo e Legislativo à revelia do planejamento setorial pode ter um impacto tarifário médio de 1,4% a 10,1% em 2035 para os consumidores residenciais. No caso dos consumidores livres, a análise identificou um potencial de aumento de até R$ 82 por MWh sobre o Encargo de Energia de Reserva (EER). Para estimar os impactos tarifários das medidas, foram simulados quatro cenários, sendo o primeiro de referência e os demais prevendo a implementação dos dispositivos legais e infralegais vigentes ou em discussão conforme cada medida. O cenário de referência considerou a evolução das tarifas de energia, mas não os efeitos de contratações
não realizadas definidas pelas Leis 14.182/2021 e 15.097/2024 e pela Medida Provisória 1.304/2025. O Cenário 1 - Lei 14.182/2021 levou em conta a contratação de geração termelétrica a gás natural na modalidade de reserva de capacidade na forma de energia, totalizando 8 GW distribuídos
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regionalmente, com inflexibilidade mínima de 70% e prazos de suprimento de 15 anos. O 2 - Lei 15.097/2025 avaliou a contratação total dos 8 GW, incluindo o Nordeste, onde não houve oferta no leilão de 2022, incluindo os custos relacionados ao fornecimento do gás natural e à infraestrutura necessária à sua entrega nas usinas. Ampliou as determinações da legislação anterior para incluir hidrelétricas com até 50 MW (totalizando 4.900 MW) e geração a partir de hidrogênio verde e eólica na região Sul do país. Também prorrogou até 2050 a operação de térmicas a carvão mineral nacional com contratos regulados até 2028, com inflexibilidade de 70% e novas bases de remuneração. O Cenário 3 - MP 1.304/2025 aliviou parte das obrigações impostas pelas leis anteriores, com a substituição de térmicas por centrais hidrelétricas até 50 MW, entre outras medidas. As projeções foram feitas para o horizonte de 2035, quando, sob as premissas adotadas, as contratações compulsórias previstas já teriam sido implementadas ou encerradas. A íntegra do estudo está disponível em www.trsolucoes. com/conteudo/articles/o_peso_ tarifario_dos_atropelos_no_ planejamento_energetico.
Índice de anunciantes Absolar......................................... .........................................59 Clamper ....................................... .......................................17 Ecco Soluções ................................ ................................34 Exatron ........................................ ........................................53 Fixscrew....................................... .......................................49 Fotovoltec .................................... ....................................15 GCL ............................................. .............................................24 Gimi ............................................ ............................................13
GoodWe ....................................... .......................................45 Inox-Par................................ ................................10 e 11 Instituto Mi Ômega........................ ........................16 Intelbras ................................ ................................3ª capa KRJ.............................................. ..............................................33 Ludufix ........................................ ........................................25 Metal Light ................................... ...................................21 Mi Ômega..................................... .....................................41
MovE............................................ ............................................14 Neocable ...................................... ......................................29 Novemp ....................................... .......................................39 NTC Somar.................................... ....................................35 Pextron ........................................ ........................................19 Renesola ...................................... ......................................23 Romiotto ...................................... ......................................22 SAJ .............................................. ..............................................47
Serrana Energia ............................ ............................31 SI do Brasil ............................ ............................2ª capa Solartrafo..................................... .....................................24 Solis ...................................... ......................................4ª capa Trael ............................................ ............................................51
Solar FV em foco
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Superar desafios para garantir futuro brilhante ao Brasil “Políticas públicas bem estruturadas não
são privilégios setoriais, mas instrumentos estratégicos para o desenvolvimento nacional
O
Brasil ultrapassou recentemente a marca histórica de 60 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia solar, somando as grandes usinas e a geração distribuída em telhados e pequenos terrenos. Trata-se de um feito de escala mundial, que reforça uma matriz elétrica já composta por mais de 85% de fontes renováveis, segundo dados da Empresa de Pesquisa de Energia (EPE), e projeta o País como protagonista da transição energética global. Essa conquista não é apenas estatística: significa que milhões de residências brasileiras e demais consumidores, como pequenos negócios, produtores rurais, indústrias e prédios públicos, são atendidos por uma fonte limpa, abundante e cada vez mais competitiva. É um passo que traduz em realidade o potencial de transformação energética que há décadas se anunciava. O salto da energia fotovoltaica no Brasil é fruto de uma combinação singular de fatores: a elevada irradiação solar em praticamente todo o território nacional, o amadurecimento tecnológico que barateou custos e elevou a eficiência dos equipamentos, a resiliência de empreendedores e investidores, além de políticas públicas que, com avanços e ajustes, permitiram ao País transformar potencial em realidade.
Bárbara Rubim, Rodrigo Sauaia e Ronaldo Koloszuk*
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Mais do que energia elétrica, quando há visão de futuro e capacidade de execução, os empreendimentos e sistemas fotovoltaicos espalhados pelo Brasil fomentam empregos verdes de qualidade, desenvolvimento regional, inclusão social e fortalecimento econômico com sustentabilidade. No entanto, junto ao êxito, emergem também desafios urgentes. A infraestrutura de transmissão e distribuição precisa ser ampliada, fortalecida e, principalmente, modernizada, justamente para evitar restrições de escoamento da energia solar e restrições de novas conexões no modelo distribuído, cujos impedimentos já prejudicam diferentes regiões do Brasil. O perfil intradiário natural da geração solar pode ser mais bem aproveitado com a implantação de soluções de armazenamento de energia elétrica em larga escala. Por exemplo, com o uso de baterias capazes de guardar a eletricidade gerada para uso nos melhores momentos, de otimizar a operação do sistema elétrico com mais flexibilidade e adaptabilidade, bem como de proporcionar a entrega de energia estável e previsível mesmo após o pôr do sol. Para viabilizar essa transformação, será essencial atualizar marcos regulatórios, garantir a segurança jurídica e adotar regras que incentivem a integração
entre geração renovável e armazenamento. Sem previsibilidade e clareza, não haverá confiança para atrair os investimentos que o setor demanda e que a sociedade necessita. Vale destacar que políticas públicas bem estruturadas não são privilégios setoriais, mas instrumentos estratégicos para o desenvolvimento nacional – e que precisam ser respeitados e preservados. Atender ao novo crescimento de demanda por fontes renováveis, tais como data centers, mobilidade elétrica e maior conectividade, será decisivo para manter a competitividade do Brasil, garantindo que a revolução digital se dê em bases sustentáveis e alinhadas às metas climáticas assumidas pelo País. Trata-se de uma oportunidade estratégica: se soubermos combinar nossos recursos naturais abundantes com inovação tecnológica, infraestrutura robusta e políticas de incentivo, poderemos posicionar o Brasil como destino preferencial para investimentos em setores de tecnologia de ponta.
* Bárbara Rubim é CEO da consultoria Bright Strategies e VP de Geração Distribuída da Absolar, Rodrigo Sauaia é CEO da Absolar e Ronaldo Koloszuk é Presidente do Conselho de Administração da Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.