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FotoVolt Agosto 2026

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Sumário

Carta ao leitor 4 Notícias 6

Instalações 18 Requisitos de projetos de aterramento para sistemas fotovoltaicos A eficiência dos sistemas de aterramento é essencial para o bom desempenho e segurança das instalações elétricas de sistemas fotovoltaicos (SFVs). Dadas as inúmeras finalidades do aterramento, o artigo aborda quais requisitos são necessários para que este desempenhe simultaneamente as diferentes e necessárias funções, levando em consideração as particularidades das instalações de SFVs.

Feira 22 Tecnologias para um setor elétrico em transformação A Intersolar South America 2026, principal feira e congresso da América Latina voltada à energia solar fotovoltaica, reunirá empresas de toda a cadeia produtiva e especialistas do segmento para apresentar soluções e discutir os desafios da transformação do setor de energia. A reportagem apresenta uma seleção de produtos e soluções que estarão em exposição.

Segurança 30 Defeitos em SFVs instalados em coberturas de edificações industriais e comerciais O projeto e a instalação em desacordo com as normas dos sistemas fotovoltaicos (SFVs) implicam alto risco de danos, tanto para o SFV quanto para a edificação, pessoas e bens. O artigo aborda uma análise sob a perspectiva das seguradoras patrimoniais alemãs, apontando inconsistências típicas e medidas preventivas.

Aterramento 40 Projeto de malha considerando impedância dos condutores O artigo trata da otimização de uma malha de aterramento para usina fotovoltaica utilizando um software que considera a impedância série dos condutores (MIS), com o potencial dos condutores da malha variável, e compara os resultados com os de um software que utiliza valor médio com potencial constante em todos os condutores, mostrando os impactos na distribuição do potencial de toque.

Colunas

Projeto & Instalação 46 Veículos elétricos 50 Fios & fatos 52 Solar FV em foco 58 Seções

Agenda 54 Produtos 56 Publicações 57 Índice de anunciantes 57

Capa Helio Bettega Foto: Abriendomundo/shuttherstock As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por FotoVolt, podendo mesmo ser contrárias a estas.


Carta ao leitor

Armazenamento entra na fase dos projetos Jucele Reis, Editora

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m dos atuais grandes focos de atenção do nosso setor de eletricidade, o armazenamento de energia estará no centro dos debates da The smarter E South América 2026, neste final de agosto em São Paulo. A proximidade dos primeiros leilões de reserva de capacidade específicos para sistemas de armazenamento em baterias, previstos para 2 e 4 de dezembro, começa a dar dimensão concreta ao interesse por essa tecnologia no País. O cadastramento concluído pela EPE - Empresa de Pesquisa Energética é talvez o sinal mais evidente dessa movimentação. Foram inscritos 6091 projetos, que somam 296.807 MW de potência, volume recorde para certames do setor elétrico brasileiro. Os números não significam que toda essa capacidade chegará aos leilões — os empreendimentos ainda passarão pela análise e habilitação técnica da EPE —, mas revelam a escala da oferta potencial em um mercado que até pouco tempo atrás ainda aguardava condições regulatórias para avançar. Os projetos deverão oferecer no mínimo 30 MW, operar por pelo menos quatro horas, atender ao despacho centralizado do ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico e apresentar eficiência global mínima de 85%. Entre os requisitos técnicos também estão funcionalidades de grid-forming, evidenciando o papel que esses ativos poderão exercer na estabilidade, flexibilidade e segurança do Sistema Interligado Nacional. À medida que os leilões se aproximam, alguns pontos econômicos e regulatórios ganham maior relevância. Um deles é a forma de rateio do Encargo de Contratação de Reserva de Capacidade (ERCAP) relacionado aos sistemas de armazenamento. Entidades dos segmentos solar, eólico, de armazenamento, autoprodução e produção independente defendem a revisão da regra que atribui aos geradores esses custos, argumentando que os benefícios dessa contratação alcançam diferentes agentes e o sistema elétrico como um todo. A discussão ocorre justamente enquanto os editais dos dois leilões estão em consulta pública na Aneel, até 14 de setembro. O momento, portanto, reúne duas dimensões importantes para o desenvolvimento do armazenamento no Brasil. De um lado, os quase 297 GW cadastrados demonstram que há uma oferta expressiva de projetos dispostos a competir pela contratação. De outro, as discussões sobre encargos, isonomia entre tecnologias e condições de participação mostram que transformar esse interesse em investimentos efetivos dependerá também de um ambiente econômico e regulatório previsível. Depois de anos em que o armazenamento esteve presente principalmente nas projeções sobre o futuro do sistema elétrico, os próximos meses deverão indicar em que escala essa tecnologia passará a integrar efetivamente o planejamento e a operação da matriz brasileira.

Diretores: Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Editora: Jucele Menezes dos Reis (jornalista responsável – Reg. MTb. 0048092/SP) CONSELHO EDITORIAL Celso L.P. Mendes João Gilberto Cunha Mauro Crestani PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett – eliane.giacomett@arandaeditora.com.br; Ivete Lobo – ivete.lobo@arandaeditora.com.br REPRESENTANTES BRASIL: Interior de São Paulo: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista; cel. (41) 99728-3060; romildo@arandaeditora.com.br Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho; cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva – Tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 98179-9661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES: China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 55-3-703 Guan Lane, Hangzhou, Zhejiang 310003; tel.: +86-571 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker – Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal; tel.: +49 202 27169 13; fax: +49 202 27169 20; www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy: Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 – 20148 Milan; tel.: +39 2 3921 6180; fax: +39 2 3921 7082; grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina – Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073; tel: +81-(0)3-3263-5065; fax: +81-(0)3-3234-2064; aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn – 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu, Seoul 134-070; tel: +82 2 481-3411; fax: +82 2 481-3414; jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Rico Dormann – Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon; tel.: +41 44 720-8550; fax: +41 44 721-1474; dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King – 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1, Taichung, 408; tel.: +886 4 2325-1784; fax: +886 4 2325-2967; global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden): Mr. Edward J. Kania – Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA; tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188; ekania@btinternet.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY, 11566-5209; tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568; arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PROJETO VISUAL GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO ELETRÔNICA: Helio Bettega Netto DEPARTAMENTO DE PRODUÇÃO: Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva CIRCULAÇÃO: Clayton Santos Delfino Tel.: (11) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão: Ipsis Gráfica e Editora S.A. Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima TIRAGEM: 10.000 exemplares FotoVolt é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. Tel.: +55 (11) 3824-5300; Fax: +55 (11) 3666-9585 em@arandaeditora.com.br – www.arandaeditora.com.br ISSN 2447-1615


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mercado fotovoltaico brasileiro atravessa uma nova etapa de maturidade. Com a consolidação da geração distribuída e um ambiente cada vez mais competitivo, empresas do setor são desafiadas a evoluir continuamente, investindo em inovação, eficiência e proximidade com seus clientes. É nesse contexto que a SSM do Brasil inicia um novo ciclo de desenvolvimento, fortalecendo sua estrutura de gestão sem abrir mão da essência construída ao longo de sua trajetória. A empresa passa por uma renovação de liderança que amplia sua capacidade de crescimento e reforça o compromisso com a excelência operacional, a evolução do portfólio e o relacionamento com o mercado. Mais do que uma mudança organizacional, trata-se de uma preparação estratégica para os próximos anos, preservando o legado construído por seu fundador e proprietário, Carlos Bebiano, enquanto abre espaço para uma nova fase de expansão. À frente desse movimento está Julio Cesar

Ventura de Oliveira, que assume a posição de CEO da SSM do Brasil. Sua missão é conduzir a empresa com foco no crescimento sustentável, promovendo maior integração entre as áreas e consolidando uma visão voltada à inovação, eficiência operacional e desenvolvimento estruturado. “Assumir a posição de CEO da SSM representa um grande voto de confiança. Recebo esse desafio com gratidão, humildade e um profundo senso de responsabilidade. Queremos construir uma empresa ainda mais forte, inovadora e próxima de seus clientes, mantendo os valores que sempre fizeram parte da nossa história”, destaca Julio. Para transformar essa visão em realidade, a empresa estruturou uma liderança formada por especialistas com ampla experiência em diferentes áreas estratégicas. Na área de Supply Chain Procurement, Eneliandro Dupin lidera as principais frentes da cadeia de suprimentos, integrando estratégia, planejamento, abastecimento, produção e logística. Sua atuação é voltada à otimização dos processos, garantindo eficiência operacional, segurança no abastecimento e sustentabilidade. À frente da área Comercial, Abel Neto conduz a estratégia de relacionamento com integradores, EPCistas, distribuidores e parceiros, reforçando a presença da SSM no mercado e a proximidade da empresa com toda a cadeia fotovoltaica. A gestão financeira está sob responsabilidade de Alberto H. Wedderhoff Jr., que atua no fortalecimento da governança corporativa e na criação de bases sólidas para sustentar o crescimento estruturado da organização. O posicionamento institucional da empresa

fica sob responsabilidade de Patricia Andrade Pereira de Oliveira, que lidera as estratégias de marketing e comunicação com foco na consolidação da marca, na aproximação com o mercado e no fortalecimento da reputação construída pela SSM ao longo de sua trajetória. Na Engenharia, Renan Stadinicki atua na garantia dos padrões de qualidade dos produtos e na capacitação técnica da força de vendas. Sua missão é aproximar engenharia, indústria e mercado, transformando demandas dos clientes em melhorias e soluções alinhadas à evolução do setor solar. Já Bruno Kappaun responde pelas operações industriais, coordenando iniciativas voltadas ao aumento da produtividade, integração dos processos, qualidade e evolução da capacidade produtiva. Com essa estrutura, a SSM busca criar um ambiente em que estratégia e execução caminhem lado a lado. A integração entre as áreas permite acelerar decisões, aprimorar processos, fortalecer a capacidade de resposta ao mercado e preparar a empresa para uma nova etapa de crescimento. Essa evolução também cria as bases para o desenvolvimento de novas soluções e para a ampliação de portfólio. Mais do que aumentar sua oferta, a empresa pretende acompanhar as transformações do setor fotovoltaico e responder às necessidades de clientes e parceiros com qualidade, confiabilidade e inovação. Ao olhar para o futuro, a empresa mostra que sua renovação vai além da chegada de novos gestores. Trata-se da continuidade de uma história construída com solidez, agora impulsionada por uma liderança integrada e preparada para conduzir a SSM do Brasil em seus próximos anos de crescimento.


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Notícias

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LRCAP Armazenamento 2026 tem recorde de projetos cadastrados

vimento do mercado quanto para a redução de custos ao consumidor final”, disse. Mas um ponto considerado prioritário pela Absolar é EPE - Empresa de Pesquisa Enera revisão do dispositivo da gética anunciou em 3 de agosto a Lei nº 15.269/2025 que atriconclusão do cadastramento dos embuiu aos empreendedores de preendimentos de armazenamento geração a responsabilidade de energia em baterias interessados pelo pagamento do Encargo em participar dos leilões de reserva de Contratação de Reserva de capacidade na forma de potência de Capacidade (ERCAP) (LRCAP – Armazenamento Nacional Mais de 6 mil projetos somam quase 297 GW de potência, volume sem aplicado aos sistemas de arprecedentes em leilões do setor e LRCAP– Armazenamento, agenmazenamento. “O Projeto de dados respectivamente para 2 e 4 de de armazenamento em baterias com Lei 3.716/2026, de autoria do depudezembro próximo). Ao todo, foram conteúdo nacional, e o LRCAP– Artado federal Arnaldo Jardim, propõe cadastrados 6.091 projetos, que somam mazenamento será aberto aos todos os medida essencial para sanar este obs296.807 MW de potência, o que estabeprojetos elegíveis. Ambos visam à contáculo, que ocasiona forte inseguranlece um recorde de participação para tratação de disponibilidade de potência ça e imprevisibilidade aos agentes”, certames do setor elétrico brasileiro. para atendimento às necessidades do destaca Rodrigo Sauaia, CEO da enOs leilões foram instituídos pela sistema elétrico a partir de 2028. tidade que também pleiteia redução Portaria Normativa MME nº 136, de 1º de junho de 2026, que estabeleceu as diretrizes e a sistemática para a contraConsulta pública dos editais vai até 14 de setembro tação de potência proveniente de novos consulta pública aberta pela Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica para análise das prévias dos editais sistemas de armazenamento, com a para contratação de baterias de alta potência nos Leilões de Reserva de Capacidade Armazenamento Nacional e finalidade de prover mais segurança e Armazenamento Geral vai até 14 de setembro. O leilão nº 05/2026-Aneel, previsto para 2 de dezembro, é excluconfiabilidade ao Sistema Interligado sivo para sistemas que comprovem uso de baterias com fabricação nacional, com verificação realizada pelo BNDES Nacional (SIN). Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Sistemas que não utilizam baterias nacionais poderão Segundo a EPE, o expressivo volume participar do leilão nº 06/2026-Aneel, em 4 de dezembro. de projetos cadastrados evidencia o eleOs contratos dos dois leilões preveem suprimento por 15 anos, a partir de 1/8/2028. Os sistemas de armazenavado interesse dos agentes na implanmento deverão ter potência mínima de 30 MW e estar sempre preparados para o despacho centralizado do ONS tação dos sistemas de armazenamento Operador Nacional do Sistema, com duração de quatro horas. Por dia, os sistemas poderão ser demandados duas no setor elétrico brasileiro e reforça o vezes, tendo seis horas para recuperar a carga total. O pagamento do serviço será realizado por meio de receita fixa em 12 parcelas mensais. Essas condições foram estabelecidas na Portaria Normativa GM/MME nº 136/2026, papel estratégico dessa tecnologia para emitida pelo Ministério de Minas e Energia. ampliar a flexibilidade operativa do sistema, apoiar a integração de fontes As contribuições para as Consultas Públicas nº 22/2026 (Leilão nº 05/2026-Aneel) e nº 23/2026 (Leilão renováveis e atender às necessidades nº 06/2026-Aneel) poderão ser enviadas, respectivamente, pelos e-mails cp022_2026@aneel.gov.br e cp023_2026@aneel.gov.br . Os documentos disponíveis sobre o tema estão publicados na área de Consultas futuras de potência do SIN. Públicas no portal da Aneel. A empresa ressalva, no entanto, que os projetos cadastrados “não represenPara Sérgio Jacobsen, vice-presitam, por si só, os empreendimentos da carga tributária incidente sobre os dente de Armazenamento da Absolar aptos a participar do certame. Os prosistemas de armazenamento de ener- Associação Brasileira de Energia Solar jetos passarão agora pelas etapas de gia elétrica, hoje em até 84%. Fotovoltaica, o elevado número de análise e habilitação técnica conduzidas projetos cadastrados demonstra que há pela EPE, conforme os critérios técniespaço para a contratação de um vocos estabelecidos. Somente a partir da lume significativo de armazenamento, habilitação serão conhecidas a quanti“na mesma magnitude dos cerca de 20 dade de projetos, e consequentemente GW destinados às térmicas”, e ainda a potência, aptos a participar das fases ssociações dos segmentos eólico, assim manter um cenário extremamensubsequentes dos leilões.” solar, de autoprodução, produção te competitivo entre os participantes. O leilão LRCAP – Armazenamento independente e armazenamento de “Isso é positivo tanto para o desenvolNacional será destinado a sistemas anergia elétrica divulgaram em julho

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Associações criticam custo de capacidade

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equivalentes de capacidade ção de energia elétrica (curtailment) de e flexibilidade devem estar usinas eólicas e solares fotovoltaicas submetidas ao mesmo regime ocorridos entre 1º de setembro de jurídico, permitindo uma 2023 e 25 de novembro de 2025. A comparação justa entre altermedida regulamenta o artigo 1º-B da nativas tecnológicas e preserLei nº 10.848/2004 (introduzido em vando a eficiência do planejanovembro do ano passado pela Lei mento energético nacional. nº 15.269) estabelecendo as etapas, os Ainda segundo o docucritérios e os prazos para a celebração mento, a regra atual “gera do termo de compromisso entre os insegurança jurídica ao Leilão agentes interessados e a União. Entidades querem mudança em dispositivo que impõe aos geradores os de Reserva de Capacidade A portaria também aprovou a custos da contratação de capacidade dos sistemas de armazenamento para Armazenamento, uma minuta do termo de compromisso e vez que ainda não foi regulamentada definiu os procedimentos para atuanota conjunta em que manifestam pela Aneel, criando incerteza sobre lização das informações necessárias à apoio ao Projeto de Lei 3.716/2026, de quais agentes geradores estarão sujeitos instrução dos processos, à apuração e autoria do deputado federal Arnaldo ao pagamento do encargo. Essa indeà classificação dos cortes de geração, Jardim, que revoga o parágrafo 6º do finição compromete a previsibilidade ao cálculo da compensação e à sua art. 3º-A da Lei 10.848/2004, consideregulatória, eleva o risco dos investioperacionalização, além de outras disrado prejudicial aos empreendimentos mentos em sistemas de armazenamento posições aplicáveis. de geração centralizada que participae em geração de energia e pode reduzir Segundo a portaria, a assinatura rão do mercado de armazenamento de a competitividade do certame.” Outro do termo de compromisso implicará energia. aspecto relevante apontado pelas enti“a renúncia, de modo irrevogável e Segundo a nota, a regra vigente dades é que a manutenção dessa regra irretratável, ao direito de discutir, na impõe exclusivamente ao segmento de tende a elevar o custo da energia ao via administrativa, arbitral ou judicial, geração os custos associados à contraconsumidor, uma vez que os encargos compensações por eventos de restritação de capacidade por meio de sissão incorporados ao preço da energia ção de geração ocorridos até 25 de notemas de armazenamento em baterias, contratada ao longo da cadeia. vembro de 2025, inclusive, bem como “criando uma assimetria regulatória Assinam a nota: Abeeólica - Assoa desistência de eventual ação judicial incompatível com o princípio da neuciação Brasileira de Energia Eólica e em curso com o referido objeto.” tralidade tecnológica e introduzindo Novas Tecnologias, Absae – Associação Na avaliação da Absolar - Assoinsegurança jurídica para o primeiro Brasileira de Soluções de Armazenaciação Brasileira de Energia Solar Leilão de Reserva de Capacidade mento de Energia, Abiape – Associação Fotovoltaica, a norma cria um camidestinado aos BESS”, diz o texto. Na Brasileira dos Investidores em Autopronho para que as empresas afetadas avaliação das entidades, a revogação dução de Energia, Absolar – Associação tenham maior previsibilidade sobre representa um importante aperfeiçoaBrasileira de Energia Solar Fotovoltaica a recuperação de parte das perdas mento do marco legal do setor elétrico e Apine – Associação Brasileira dos acumuladas em função dos cortes ao eliminar um dispositivo que estabeProdutores Independentes de Energia determinados pelo ONS. “A Absolar e lece tratamento distinto para soluções Elétrica. os agentes avaliarão cuidadosamente que prestam o mesmo serviço ao Sistema Interligado Nacional (SIN). “Os benefícios proporcionados por essas soluções [de armazenamento de energia] alcançam consumidores, geradores, transmissoras, distribuidoras e a operação do SIN como um todo, razão pela qual a alocação de seus Ministério de Minas e Enercustos deve observar critérios técnigia publicou em 21 de julho cos, isonômicos e compatíveis com os a Portaria nº 140/2026, que benefícios sistêmicos efetivamente enregulamenta os procedimentos tregues”, afirma a nota. As entidades para celebração de termo de entendem que todas as tecnologias e compromisso destinado à com- Portaria disciplina etapas, critérios e prazos para operacionalização soluções capazes de prestar serviços pensação pelos cortes de gerada compensação prevista em lei

MME regulamenta ressarcimento do curtailment

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seus efeitos [da portaria] para tomar suas decisões sobre a assinatura do termo de compromisso, da forma como proposto pelo MME”, afirmou Rodrigo Sauaia, presidente executivo da entidade. Para a Absolar, ainda há um longo caminho a ser percorrido até a assinatura de acordos de encerramento das ações judiciais. “Todas as recontabilizações serão realizadas pelo ONS e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para que os agentes tomem conhecimento do montante efetivo de ressarcimento a que terão direito.”

ISA Energia vai construir LT entre MG e RJ

Projeto de transmissão Itatiaia vai permitir escoamento de renováveis do Norte de MG e Nordeste para o Sudeste

transmissora ISA Energia Brasil obteve a licença prévia do Projeto Itatiaia, elo de transmissão de energia entre Minas Gerais e Rio de Janeiro que vai ampliar o escoamento de energia renovável, especialmente solar e eólica, do Norte de Minas e do Nordeste para o Sudeste. Além de reforçar a interligação elétrica Fluxo Nordeste–Sudeste (FNESE), o novo corredor ampliará a margem do sistema, contribuindo para a redução de restrições operativas e dos

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níveis de curtailment, afirma a empresa. Arrematado no lote 7 do Leilão de Transmissão nº 01/2023 da Aneel Agência Nacional de Energia Elétrica, o Projeto Itatiaia é considerado estratégico para a expansão da infraestrutura elétrica nacional, garantindo mais flexibilidade e confiabilidade ao sistema. Além disso, é reconhecido como prioritário na infraestrutura pelo Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), com prazo para energização,

estabelecido pela Aneel, de março de 2029. O projeto prevê a instalação de mais de 995 torres de transmissão, com cerca de 29 mil toneladas de estruturas metálicas, e mais de 1.000 quilômetros de circuitos, além de 35 reatores indutivos de 500 kV. Também inclui a construção da Subestação 500 kV Leopoldina 2 (MG) e a ampliação das subestações Governador Valadares 6 (MG) e Terminal Rio (RJ). As duas linhas de transmissão de 500 kV em circuito duplo interligarão essas três subestações. O investimento previsto é de R$ 2,7 bilhões e espera-se a geração de mais de 4.000 empregos diretos e indiretos durante as obras. A Receita Anual Permitida (RAP) é de R$ 248 milhões (ciclo 2025/2026).

Petrobrás obtém autorização para usina solar Aneel autorizou à Petrobrás a exploração da usina solar fotovoltaica (UFV) Boaventura, localizada no complexo energético de mesmo nome, no município de Itaboraí, RJ. A modalidade é de autoprodução de energia elétrica e o prazo de outorga é de 35 anos.

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A usina terá 13,5 MWca de capacidade instalada, ligeiramente superior à da UFV da Regap - Refinaria Gabriel Passos, em Minas Gerais, que tem 13,3 MW e foi a primeira instalada em uma refinaria da Petrobras. O Complexo de Energias Boaventura (anteriormente chamado de Comperj e, depois, Gashub) começou a operar em 2024 com o processamento de gás natural bruto. O projeto conta também com unidades para produção de combustíveis com baixo teor de enxofre e lubrificantes de grupo II e suas unidades auxiliares. De acordo com o portal de licitações públicas da estatal, Petronect, a construção da UFV estará a cargo da Lotus ICT Empreendimentos, vencedora da licitação. A usina terá 54 unidades geradoras de 250 Wca (327,6 Wp) cada, que terão de entrar totalmente em operação em prazo de 54 meses, segundo o despacho Aneel número 2.187/2026, publicado no Diário Oficial da União. O despacho também estabelece que a usina não fará jus a desconto nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição, conforme a Lei nº 14.120. Além da usina solar, a instalação inclui duas usinas térmicas a gás natural (ciclo combinado), de 1200 MW e 600 MW, e uma linha de transmissão de 345 kV em circuito simples, com extensão de cerca de 10 km, localizada totalmente no interior do Complexo de Energias Boaventura.

Echoenergia e Olfar firmam acordo de autoprodução Echoenergia, plataforma de soluções energéticas do Grupo Equatorial, e o Grupo Olfar, do setor de biodiesel, fecharam parceria de autoprodução de energia solar com três usinas localizadas em Barreiras (BA), as usinas Sertão Solar Barreiras XV, XVIII e XIX, que somam cerca de 192,50 MWp de capacidade instalada. O Olfar adquiriu 48,60% do capital social dos

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ativos, garantindo acesso a até 27 MW médios de energia por meio do modelo de autoprodução por equiparação. Segundo a Echoenergia, a busca por maior previsibilidade de custos e por soluções concretas de descarbonização tem levado empresas brasileiras a avançar na adoção da autoprodução de energia, um modelo em que o consumidor investe diretamente em ativos de geração e utiliza a energia produzida para suprir suas próprias operações, reduzindo a exposição às oscilações de preço do mercado. “Temos observado um interesse crescente de grandes consumidores pela autoprodução, especialmente quando associada a fontes renováveis”, afirma André Breviglieri, gerente comercial da Echoenergia. Para Mateus Andrich, diretor industrial do Grupo Olfar, a parceria vai proporcionar “maior previsibilidade de custos, eficiência energética e segurança para as nossas operações, além de ampliar o uso de fontes renováveis em nossa matriz”. Atualmente a autoprodução conta com dois formatos: por equiparação, adotada na parceria entre Echoenergia e Grupo Olfar, e a modalidade de consórcio por arrendamento. No primeiro caso, devido às mudanças introduzidas pela lei 15.269/2025, atualmente apenas clientes que tenham unidades consumidoras com no mínimo 3 MW de demanda contratada e que juntas totalizem no mínimo 30 MW de demanda contratada podem aderir ao modelo. A Echoenergia também fechou parceria recentemente com a Paraibuna Embalagens, que passou a integrar como sócia o parque solar Sertão Solar Barrei-

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Acordo envolve participação em três usinas solares em Barreiras (BA) e garante até 27 MW médios de energia para o grupo


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ras XXI, também localizado em Barreiras (BA). A parceria foi estruturada para atender integralmente o consumo de energia da empresa por meio da participação em uma das sociedades de propósito específico (SPE) do ativo. Atualmente a Echoenergia conta com 74 ativos de geração renovável, sendo 42 de energia eólica e 32 solares, com cerca de 2 GW de capacidade operacional instalada. Já a Olfar figura entre os maiores grupos industriais de biodiesel do Brasil, além de atuar na industrialização da soja, extração de óleos vegetais, refino de glicerina e comercialização de grãos e insumos para a produção agrícola. Possui três usinas de biodiesel, localizadas no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Goiás, além de duas unidades de esmagamento de soja, instaladas nos estados do Rio Grande do Sul e Goiás.

TotalEnergies adquire renováveis da Shell TotalEnergies fechou um acordo para adquirir todo o negócio de energias renováveis onshore da Shell na Europa, composto de 3,5 GW de projetos de energia solar, eólica e de armazenamento em baterias na Itália, Reino Unido e Espanha, além de 500 MW de ativos solares e eólicos em operação ou em construção, principalmente na Itália e na Holanda. Esse portfólio pertencerá integralmente à TotalEnergies após a conclusão da transação, prevista para o final de 2026 e ainda sujeita à aprovação das autoridades competentes. Segundo comunicado da empresa, a transação complementa suas atividades de geração de energia nesses quatro mercados-chave desregulamentados para a implementação de sua “estratégia de Energia Integrada” na Europa, em particular seu portfólio de ativos de energias renováveis, que totaliza quase 10 GW de capacidade instalada bruta ou em constru-

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Portfólio adquirido soma 4 GW em quatro países, incluindo 500 MW de solar e eólica em operação ou construção ção e 27 GW em desenvolvimento. Venda à KKR – No mesmo comunicado, a TotalEnergies anunciou a venda de participação de 50% em ativos de energias renováveis já desenvolvidos, com 1,2 GW, por € 1,8 bilhões, a uma seguradora administrada pela KKR, uma das principais empresas globais de investimento. A transação abrange usinas na Alemanha, Espanha, França e Polônia, cuja eletricidade já é vendida a terceiros ou será comercializada pela TotalEnergies, que manterá participação de 50% nos ativos e continuará a operá-los após a conclusão da transação, sujeita às condições habituais. “A aquisição dos ativos onshore da Shell reforça as nossas posições de geração de energia em toda a Europa e apoia a implementação da nossa estratégia integrada em toda a cadeia de valor da eletricidade, complementando a capacidade de geração flexível das centrais termelétricas a gás da TTEP, a nossa joint venture com a EPH, particularmente na Itália, nos Países Baixos e no Reino Unido”, afirmou Stéphane Michel, presidente da área de Gás, Energias Renováveis e Energia Elétrica da TotalEnergies. Já a venda para a KKR, segundo o executivo, segue uma estratégia de negócio cujo objetivo é que a área de Energia Integrada atinja retorno sobre o capital investido (ROACE) de 12% até 2030.

Energia solar leva conectividade à Amazônia Legal

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Rede Conexão Povos da Floresta, criada para levar internet banda


Analisador fotovoltaico da série PVA-1500, traçador de curva I-V Para comissionamento, operações, manutenção e solução de problemas de sistemas fotovoltaicos, o teste de curva I-V é a medição de desempenho de módulo solar mais completa.

Saiba mais

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larga a comunidades indígenas, quilombolas e extrativistas em áreas protegidas, está implementando o programa Agentes Comunitários de Energia. A atuação é viabilizada com apoio de organizações financiadoras nacionais, como o Fundo Vale, e internacionais. O programa foi desenhado para qualificar indígenas, quilombolas, extrativistas e ribeirinhos para operar e manter sistemas de energia solar off-grid destinados a prover a estabilidade da conexão da internet. Sistemas fotovoltaicos alimentam os kits de conectividade da Rede Conexão, presentes em 2.689 comunidades nos 9 estados da Amazônia Legal, alcançando diretamente 68.538 usuários cadastrados e beneficiando mais de 205 mil pessoas. Em 2025, a iniciativa ajudou a consolidar um mosaico de infraestrutura e formação que hoje sustenta a conectividade em áreas sem luz 24 horas: são cerca de 350 kits de energia solar ativos e 32 moradores já formados na turma piloto do curso de formação em Agentes Comunitários de Energia.

na frente de Energia. A primeira fase, que é a formação técnica com módulos online e presencial, foi concretizada com sucesso em uma turma piloto na região do Tapajós em 2025. Agora em 2026, avançamos para levar a formação para outros territórios da Amazônia”, afirma Sabrina Costa, coordenadora do Núcleo de Operações da Rede Conexão Povos da Floresta. A experiência acumulada pelo programa também vem influenciando o debate sobre a presença institucional do Estado em regiões isoladas da Amazônia. “Através da experiência do curso Agentes Comunitários de Energia, a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) entendeu que precisa estar mais presente. A agência vai poder contar com os agentes comunitários de energia para serem atores importantes para colaborar na implementação, na fiscalização do serviço energético”, avalia Alessandra Mathyas, analista de conservação do WWF-Brasil. A atuação da iniciativa vai além da formação. O grupo se articula para alinhar as soluções da Rede Conexão às políticas públicas de universalização do acesso à energia, como o Programa Luz para Todos, além de apoiar a priorização de comunidades atendidas por distribuidoras como a Energisa. A estratégia é garantir que os sistemas solares instalados sejam reconhecidos dentro do marco regulatório, evitando Programa já mantém 370 sistemas fotovoltaicos off-grid em operação e forma moradores locais para fortalecer conectividade sobreposições, otimizando recursos públicos e contribuindo, com De acordo com o Instituto de Enerevidências de campo, para o aprimoragia e Meio Ambiente (IEMA), cerca de mento das políticas de eletrificação em 1 milhão de pessoas na Amazônia Leáreas isoladas. gal ainda vivem sem acesso adequado à eletricidade, em áreas onde a energia é inexistente ou depende de geradores a diesel ― solução cara, poluente e incapaz de sustentar serviços contínuos. Acordo de distribuição - A Victron Energy, fabricante de soluções para ar“O curso Agentes Comunitários de Energia vem sendo desenvolvido, plamazenamento de energia e sistemas elénejado com muito carinho pelas organitricos autônomos, de origem holandesa, zações-membro da Rede Conexão Poanunciou o Grupo Enersolar como seu novo distribuidor autorizado para vos da Floresta e atuam especificamente

Notas


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Concurso premia escolas com geração FV - Escolas públicas de Pernambuco, Bahia, Distrito Federal e Rio Grande do Norte receberão sistemas de energia solar fotovoltaica doados pela Neoenergia, com recursos do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica. O edital recebeu 169 inscrições de escolas públicas do Distrito Federal, Salvador, Recife e Rio Grande do Norte. Os projetos vencedores foram reconhecidos pela qualidade pedagógica, potencial de replicação, conexão com os territórios e contribuição para o fortalecimento da “Educação Baseada na Natureza”. Os sistemas de geração solar fotovoltaica a ser instalados proporcionarão economia de até 90% na fatura de energia, conforme as características de consumo de cada unidade. FV em projeto social - A EDP e a Revolusolar inauguraram recentemente o projeto agrivoltaico Sonho, Luz e Raiz no viveiro de mudas da Associação Aliança para um Futuro Melhor (Aliar), organização social de Miracema, no Tocantins, que atende cerca de 180 pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os oito módulos solares têm capacidade de 4,92 kWp e podem gerar cerca de 400 kWh de energia por mês, com previsão de garantir até 95% de autossuficiência energética para a associação. Com a redução dos custos de energia ― a previsão é de uma economia de cerca de R$ 400 mensais ―, a entidade poderá ampliar em até 25% a produção de hortaliças e fortalecer seus projetos sociais. A energia solar do projeto vai possibilitar bombeamento, refrigeração, iluminação e até irrigação de outras plantações cultivadas pela Aliar no terreno. Além disso, o projeto prevê a capacitação de lideranças locais para a operação e manutenção do sistema. Solar em fábrica de embalagens - A SIG, fabricante global de sistemas e soluções de embalagens, implementou uma instalação fotovoltaica em sua fábrica de Vinhedo (SP). Instalado na cobertura da fábrica, o sistema terá capacidade de 550 kWp e 1.136 módulos solares. Toda a eletricidade produzida será consumida integralmente pela própria indústria. Para a empresa, além de reduzir custos e diminuir a exposição às oscilações do mercado de energia elétrica, a adoção de sistemas próprios de geração de energia também aumenta a eficiência operacional e fortalece a resiliência das operações.

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Instalações

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Requisitos de projetos de aterramento para sistemas fotovoltaicos Sergio Roberto Santos, da Lambda Consultoria e Embrastec; Luciana Matos, da Termotécnica Aterramento e SPDA; e Leonardo Bastos, da Letech Energia

A eficiência dos sistemas de aterramento é essencial para o bom desempenho e segurança das instalações elétricas, incluindo as de sistemas fotovoltaicos (SFVs). Mas, dadas as inúmeras finalidades do aterramento, quais requisitos são necessários para que este desempenhe simultaneamente as diferentes e necessárias funções, levando em consideração as particularidades das instalações de SFVs?

U

m sistema de aterramento é parte fundamental de qualquer insta‑ lação elétrica, contribuindo dire‑ tamente para a segurança das pessoas, o desempenho dos equipamentos e o funcionamento adequado dos dispositi‑ vos de proteção contra surtos ou sobre‑ correntes. Ele consiste na ligação inten‑ cional de partes da instalação elétrica à terra, criando um caminho seguro para correntes de falta, fuga à terra ou surtos elétricos.

Aterramento de instalações elétricas A principal função do aterramento de uma instalação elétrica é proteger as pessoas contra choques elétricos. Ao ocorrer uma falha de isolamento em um equipamento, o invólucro metálico des‑ te pode ficar energizado, cabendo então ao aterramento fornecer um caminho seguro, de baixa impedância, para a corrente resultante, reduzindo o risco de que esta passe pelo corpo humano. Outra função importante do ater‑ ramento é permitir a atuação correta dos dispositivos de proteção contra sobrecorrentes, como disjuntores ou

Sistema de aterramento em usina fotovoltaica – Medidas mais complexas para mitigação de falhas elétricas ou descargas atmosféricas ou eletrostáticas, em comparação com o de geradores FV de menor porte fusíveis, e dos dispositivos de proteção a corrente diferencial‑residual (DR) [1]. Ao conduzir a corrente de fuga ou curto‑circuito para a terra, o sistema de aterramento atua na identificação de falhas e facilitação do desligamento dos circuitos com a rapidez necessária. O aterramento, como parte da pro‑ teção contra descargas atmosféricas (PDA), também tem a função de pro‑ teger estruturas e as pessoas em seus interiores contra tensões de passo e toque, bem como as instalações elétri‑ cas, de energia ou sinal, contra surtos de tensão de modo comum, causados

principalmente por descargas atmos‑ féricas. Em conjunto com dispositi‑ vos de proteção contra surtos (DPS) ou com a blindagem de cabos, o aterramento ajuda a conduzir essas correntes transitórias para a terra, diminuindo o risco de falhas em sis‑ temas eletroeletrônicos [2 a 5]. Além das funções já apresenta‑ das, o sistema de aterramento con‑ tribui para a equipotencialização da instalação, mantendo estruturas e partes metálicas, como eletrocalhas, painéis elétricos e invólucros de equipamentos em potenciais elétri‑


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cos próximos, reduzindo diferenças de potencial nocivas ao funcionamento da instalação [1, 6]. Por último, mas não menos impor‑ tante, o sistema de aterramento fornece uma referência elétrica estável para o sistema, auxiliando o funcionamento adequado de equipamentos, sistemas eletrônicos, automação e comunicação, principalmente em instalações que exigem maior confiabilidade e menor interferência elétrica. Embora essas funções sejam am‑ plamente estabelecidas pelas normas técnicas, a experiência dos autores, em projetos, comissionamentos e inspe‑ ções de UFVs, demonstra que elas ain‑ da são pouco compreendidas durante a execução das obras. Em muitos em‑ preendimentos, o aterramento é trata‑ do apenas como uma exigência norma‑ tiva ou como uma simples malha en‑ terrada, sem que seja considerada sua influência na proteção contra choques elétricos, na atuação dos dispositivos de proteção, na equipotencialização da instalação e na mitigação dos efeitos de surtos. Como consequência, erros aparentemente simples acabam com‑ prometendo o desempenho global do sistema, mesmo quando os valores de resistência de aterramento obtidos em campo são considerados satisfatórios.

Aterramento de sistemas fotovoltaicos O aterramento de SFVs possui ca‑ racterísticas específicas, porque nesses sistemas existem simultaneamente cir‑ cuitos de corrente contínua (CC) e al‑ ternada (CA). À medida que as instala‑ ções fotovoltaicas evoluem de sistemas em telhados residenciais para usinas de grande porte, aumenta a complexi‑ dade das medidas de mitigação contra falhas elétricas ou descargas atmos‑ féricas ou eletrostáticas. Por isso, um sistema de aterramento inadequado pode criar problemas em inversores, degradação acelerada de módulos foto‑ voltaicos por meio da degradação in‑ duzida por potencial (potential-induced

degradation - PID) e riscos de incêndio ou choques elétricos para as equipes de manutenção. Enquanto em SFVs de edificações, sejam painéis fotovoltaicos na co‑ bertura, sejam integrados à arquite‑ tura (building-integrated photovoltaics BIPV), o sistema de aterramento é parte inseparável da instalação elétri‑ ca, sendo o eletrodo de aterramento único (o mesmo da casa ou do pré‑ dio), em UFVs o projeto do sistema de aterramento necessita de maior atenção, já que os níveis de curto‑cir‑ cuito da instalação são muito maio‑ res, assim como os seus requisitos de confiabilidade, desempenho e segurança. Embora no Brasil se utilize colo‑ quialmente a palavra “aterramento” para duas finalidades distintas ― ao invés de diferenciar entre grounding e earthing, como é feito em vários países ―, é interessante dividir esse termo em duas aplicações principais: aterramento funcional (correspondente ao grounding) e aterramento de segurança (earthing). Essa distinção conceitual também explica parte das não con‑ formidades observadas em campo. Em diversas usinas avaliadas pelos autores, verifica‑se que o aterramento é executado sem uma compreensão clara da função de cada elemento do sistema. Em consequência, soluções aparentemente corretas do ponto de vista construtivo deixam de atender aos requisitos funcionais do projeto, reduzindo a confiabilidade da insta‑ lação ao longo de sua vida útil. O aterramento de segurança conecta à terra todas as partes metá‑ licas de um SFV que em condições normais de operação não conduzem corrente elétrica, como estruturas dos módulos, leitos de cabos, invólucros de inversores ou transformadores. Seu objetivo é criar um caminho de baixa impedância de retorno à fonte para as correntes de falta à terra, acio‑ nando dispositivos de proteção con‑ tra sobrecorrente ou dispositivos su‑ pervisores de isolamento (DSI), que

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possibilitam a supervisão da resistência de isolamento em sistemas isolados da terra, especialmente em arranjos CC do tipo IT, identificando a primeira falta antes que ela evolua para uma condição mais crítica. Já o aterramento funcional conecta diretamente à terra um dos condutores que transportam em regime permanen‑ te corrente no sistema elétrico, com o objetivo de garantir o correto funciona‑ mento do sistema, não objetivando nes‑ se caso questões de segurança. A ligação à terra de um condutor normalmente energizado (vivo) do sistema, tal como o neutro, permite [1, 6]: – estabilizar a tensão do sistema em re‑ lação ao aterramento; e – limitar as sobretensões devidas a chaveamentos, contatos acidentais com tensões mais elevadas ou descargas at‑ mosféricas. Em um SFV no lado CC, isso pode significar aterrar o condutor positivo, o condutor negativo ou utilizar uma configuração com derivação central ou bipolar. Porém, atualmente muitos SFVs de grande porte utilizam arranjos CC não aterrados (flutuantes ou esquema IT) combinados com DSIs para detectar condições de primeira falta sem causar desligamentos imediatos do sistema. Em módulos fotovoltaicos que pos‑ suem molduras de alumínio anodizado, existe a presença de eletricidade estáti‑ ca, sendo recomendada a interligação elétrica entre todas essas molduras e as estruturas metálicas de fixação com o sistema de aterramento. Sendo o alumí‑ nio anodizado isolante, deve‑se utilizar grampos de fixação com arruelas de pressão ou clipes de aterramento perfu‑ rantes que rompem a camada de ano‑ dização para garantir o contato elétrico (figura 1). A qualidade dessas conexões merece atenção especial. Durante inspeções em UFVs, é frequente encontrar conectores inadequados ou de baixa qualidade, sujeitos à oxidação prematura, elevando a resistência elétrica das conexões ao longo do tempo. Nas conexões por com‑ pressão também são observados pro‑


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Instalações

Fig. 1 – Clipes e conectores de aterramento cedimentos incorretos de montagem decorrentes da utilização de ferramentas incompatíveis com os conectores especificados pelo fabricante. Em aplicações típicas desse segmento, muitos conectores exigem a utilização de prensas hidráulicas de 12 toneladas para garantir a deformação adequada e a confiabilidade elétrica da conexão durante toda a vida útil do sistema (figura 2).

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malha de aterramento, mas também da correta execução das conexões e da minimização do comprimento dos condutores entre o DPS e o eletrodo de aterramento, reduzindo a impedância do percurso das correntes de surto. Ainda em relação ao tipo de corrente, em SFVs existe uma possibilidade de correntes de fuga capacitivas. Devido à área dos painéis e proximidade com estruturas aterradas, surge uma capacitância parasita, que poderá gerar, principalmente em dias úmidos, pequenas correntes de fuga que são monitoradas pelo inversor, o qual desligará o sistema quando houver falhas na isolação [7].

Eletrodo de aterramento de sistemas fotovoltaicos

Fig. 2 – Conexão por compressão Para a proteção contra surtos dos inversores solares, são instalados dispositivos de proteção contra surtos (DPS), tanto na entrada CC (figura 3) quanto na saída CA desses equipamentos. Para que esses DPSs desviem os surtos de tensão de modo comum, é necessária sua conexão direta, de baixa impedância, com a terra. Na prática, essa condição depende não apenas do projeto da

O desempenho do eletrodo de aterramento não depende exclusivamente de seu dimensionamento elétrico. A qualidade dos materiais empregados, dos conectores, das emendas e da execução da obra exerce influência direta sobre sua confiabilidade e durabilidade. Os materiais e componentes utilizados devem atender aos requisitos das normas técnicas aplicáveis, incluindo a ABNT NBR 16254 [8], evitando-se soluções improvisadas ou componentes incompatíveis com as condições ambientais da instalação. O dimensionamento do eletrodo de aterramento de uma UFV depende, obrigatoriamente, da resistividade do solo, obtida por meio de sondagens elétricas verticais (SEV), realizadas em campo utilizando métodos como o de Wenner, conforme Fig. 3 - Instalação de DPSs FV CC a norma

técnica ABNT NBR 7117-1:2020 Versão Corrigida:2021 [9]. Rigorosamente falando, o eletrodo é o único elemento do sistema de aterramento que é realmente dimensionado, já que o esquema adotado é escolhido, a resistividade do solo é uma característica do local da instalação e os condutores de aterramento têm características bem definidas. Enquanto em SFVs instalados em prédios ou residências o eletrodo de aterramento é o mesmo da instalação elétrica convencional, em UFVs ele deve ser muito bem especificado, devido às implicações que ele tem para a segurança e desempenho da usina. Como desafios para o projeto do sistema de aterramento de UFVs, podem ser citados a dissipação das correntes provenientes das descargas atmosféricas, diretas e indiretas, em grandes áreas abertas, a complexidade do desenho do eletrodo, que não necessariamente será um reticulado convencional, e a elevada resistividade do solo, normalmente muito seco e em regiões semiáridas. São justamente desafios como esses que deverão ser enfrentados na fase de projeto das UFVs, sob o risco de não serem solucionados quando elas estiverem operando.

Conclusão O aterramento é um elemento fundamental para a viabilidade financeira e segurança operacional dos SFVs, exigindo uma abordagem de engenharia específica devido à coexistência de circuitos de CC e CA, correntes de fuga e necessidade de equipotencialização. O sucesso de uma instalação


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fotovoltaica depende de um dimensionamento preciso, ensaios de campo e da correta distinção entre aterramento funcional e de proteção, garantindo a longevidade dos ativos e a segurança das equipes. Mais importante ainda, o projeto de aterramento deve ser feito por profissionais que tenham experiência adequada para projetos de SFVs de prédios ou para UFVs, conforme o caso. Entretanto, a experiência demonstra que um projeto tecnicamente adequado pode perder sua eficiência quando a execução da obra não observa os mesmos critérios de qualidade. Entre as não conformidades mais frequentes estão danos ao anel de aterramento provocados por alterações na sequência construtiva, como a execução de sistemas de drenagem após a implantação da malha, rompendo condutores ou modificando sua geometria original. Também são frequentemente observadas perfurações

em pilares galvanizados a fogo para instalação de suportes ou acessórios, sem a recomposição da proteção anticorrosiva, favorecendo processos de corrosão que comprometem a continuidade elétrica ao longo dos anos. Esses exemplos reforçam que a eficiência do sistema de aterramento depende da integração entre projeto, especificação adequada dos materiais, controle executivo, inspeção e manutenção, garantindo que as características previstas em projeto sejam efetivamente preservadas durante toda a vida útil da usina.

Referências [1] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5410:2004 Versão Corrigida:2008 Instalações elétricas de baixa tensão. [2] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5419-1:2026 Versão Corrigida:2026 Proteção contra descargas atmosféricas Parte 1: Princípios gerais. [3] Associação Brasileira de Normas Técnicas:

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ABNT NBR 5419-2:2026 Versão Corrigida:2026 Proteção contra descargas atmosféricas Parte 2: Análise de risco. [4] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5419-3:2026 Versão Corrigida:2026 Proteção contra descargas atmosféricas Parte 3: Danos físicos a estruturas e perigos à vida. [5] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5419-4:2026 Versão Corrigida:2026 Proteção contra descargas atmosféricas Parte 4: Sistemas elétricos e eletrônicos internos à estrutura. [6] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 16690:2019 Instalações elétricas de arranjos fotovoltaicos - Requisitos de projeto. [7] Pereira, Philipe; Paula, Helder de; Cardoso Filho, Braz de Jesus; Brito, José Antônio de Souza: Aterramento de instalações de geração fotovoltaica: abordagem sob o prisma da compatibilidade eletromagnética conduzida. VI Congresso Brasileiro de Energia Solar. Belo Horizonte. Abril de 2016. [8] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 16254:2024 Versão Corrigida:2024 Materiais para sistema de aterramento - Requisitos gerais. [9] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 7117-1:2020 Versão Corrigida:2021 Parâmetros do solo para projetos de aterramentos elétricos Parte 1: Medição da resistividade e modelagem geoelétrica.


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Tecnologias para um setor elétrico em transformação

Sistema de armazenamento A Wasion América vai apresentar o C&I BESS, sistema de armazenamento de ener‑ gia em contêiner com refrigeração líquida e baterias de células LFP de 314 Ah. A con‑ figuração de referência opera em 125 kW/ 261 kWh, com tensão nominal de 832 V e faixa de 728 V a 936 V, podendo ser es‑ calado de 30 kW a 200 kW por unidade e

Fotos: Solar Promotion International

A

fonte solar permanece como a segunda maior da matriz elétrica nacional, embora a expansão da capacidade instalada tenha perdido ritmo em 2025. O cenário aponta para uma nova etapa da transição energética, na qual ge‑ ração fotovoltaica, armazenamento, eletromobilidade, infraestrutura elé‑ trica e digitalização passam a atuar de forma cada vez mais integrada, buscando ampliar a flexibilidade, a eficiência e a confiabilidade do sistema elétrico. Nesse contexto, será realizada a Intersolar South America 2026, principal feira e congresso da América Latina voltada à energia solar fotovoltaica, de 25 a 27 de agosto, no Expo Center Nor‑ te, em São Paulo, SP. O evento reunirá empresas de toda a cadeia produtiva e especialistas do setor para apresen‑ tar soluções e discutir os desafios da transformação do setor de energia. Integrante da plataforma The smarter E

South America, é organizado pela Solar Promotion International GmbH e pela Freiburg Management and Marketing International GmbH, da Alemanha, em parceria com a Aranda Eventos & Congressos Ltda. O congresso técnico abordará essa evolução com discussões sobre modernização do sistema elétrico, armazenamento de energia, geração distribuída, novos modelos de negó‑ cio, aspectos regulatórios e a crescente demanda provocada pela expansão

conectado em paralelo em modo on-grid ou off-grid. O conversor integrado atinge eficiência de siste‑ ma de até 98% e su‑ porta operação em grid-forming, SVG e black start, permitin‑ do aplicações como peak shaving, backup

dos data centers, da eletrifica‑ ção, da mobilidade elétrica e de outras grandes cargas. Os painéis também discutirão questões re‑ lacionadas à flexibilidade operacional e à integração dos recursos energéticos distribuídos. Já a feira, mais do que apresentar novos produtos, deverá evidenciar a convergência entre diferentes tecnolo‑ gias no planejamento e na operação do sistema. Nas páginas a seguir, FotoVolt apresenta uma seleção de produtos e soluções que estarão em exposição. As informações foram fornecidas pelas próprias empresas expositoras.

e integração com geração fotovoltai‑ ca, tanto conectado à rede quanto em modo ilhado, destaca a companhia. https://en.wasion.com

BESS para recarga de VEs A Sunred vai destacar seus sistemas de armazenamento de energia desen‑


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volvidos para aplicações comerciais e industriais, incluindo infraestrutura de recarga para veículos elétricos. A so‑ lução pode ampliar a potência dispo‑ nível aos carregadores sem depender, inicialmente, da expansão da demanda da concessionária, por meio da função Grid Expansion, destaca a companhia. O sistema executa funções de peak shaving, load shifting, backup e acoplamento DC‑DC com sistemas fotovoltaicos. Integra baterias LFP, PCS bidirecional, EMS, módulos MPPT e dispositivos de proteção. Segundo a empresa, a arqui‑ tetura modular permite adequação a diferentes portes de eletropos‑ tos e es‑ tratégias de opera‑ ção sem modificar o hardware do projeto atual. www.sunredenergy.com

Conversão de energia A Hopewind vai mostrar em seu es‑ tande o Hopewind ESHV250K, que é um sistema de conversão de energia (PCS) string de 1500 V. O equipamento apresenta design modular e hardware construído com grau de proteção pa‑ drão IP66. Inclui classes anticorrosivas C4 (C5 opcio‑ nal) para maior durabilidade. De acordo com a empresa, a unidade ga‑ rante operação contínua sem derating sob temperaturas de até 45°C. Adicionalmente, o sistema apresenta os modos de operação grid forming e grid following. https://en.hopewind.com

Integração de BESS A Monter apresentará na exposição suas soluções para distribuição e geren‑ ciamento de energia. O destaque será

tecnologias para integração de siste‑ mas BESS (Battery Energy Storage Systems). A empresa desenvolve e fabrica conjuntos de manobra em baixa e média tensão, centros de distribuição,

SKIDs, CCMs, painéis de proteção, automação e comando. Também ofe‑ rece serviços, como engenharia, co‑ missionamento, manutenção, retrofit e suporte técnico especializado. www.montereletrica.com.br

Supervisão para banco de baterias e UFVs O sistema de supervisão SGD que realiza gestão e operação de usinas fotovoltaicas, destaque da ATI na fei‑ ra, passou a integrar monitoramento para sistemas de armazenamento de energia, permi‑ tindo visualizar geração e armaze‑ namento em um único painel ope‑ racional. De acor‑ do com a empresa, o SGD possibilita comandos remotos para operação do BESS, atuando diretamente sobre os controladores pela plataforma. O sistema também incorpora lógicas de alarme, visando a segurança e a longevidade dos bancos de baterias. A solução integra equipamentos de diferentes fabricantes sob o mesmo padrão de supervisão e controle. https://ati.com.br

Recarga e armazenamento A Enerzee apresentará durante o even‑ to seu portfólio de produtos voltados à transição energética. Entre os desta‑ ques estão as estações de recarga para veículos elétricos, desenvolvidas para aplicações residenciais, corporativas e

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de uso públi‑ co. A empre‑ sa também mostrará suas soluções de armazenamento de energia por baterias (BESS), que atendem desde residências até grandes empreendimentos e conces‑ sionárias, além de projetos de microrre‑ des inteligentes. https://enerzee.com.br

Financiamento para baterias Com a perspectiva de expansão do ar‑ mazenamento de energia, o Banco BV vai destacar na Intersolar South America sua solução de financiamento para siste‑ mas com baterias, voltada tanto a novos projetos híbridos como ao retrofit de ins‑ talações existentes. A linha permite fi‑ nanciar baterias de forma independente e também contempla componentes como módulos, inversores e carregadores para veículos elétricos. Além do crédito, o banco apoia o desenvolvimento do mer‑ cado por meio de iniciativas de capacita‑ ção e treinamento para integradores. www.bv.com.br

Armazenamento Na Intersolar South America 2026, a Absae ‑ Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia apresen‑ tará o Projeto Visão 2030, que tem o obje‑ tivo de quantificar os principais desafios do setor elétrico brasileiro (como flexi‑ bilidade, potência, encargos e tarifas), analisar as necessidades de investimento em BESS e possíveis rotas de custeio para viabilização, além de avaliar soluções como resposta da demanda, tarifa horá‑ ria, capacidade e uso do armazenamento na transmissão. Outra meta do projeto é produzir um censo e uma projeção de mercado para o armazenamento no País. www.absae.org.br

Módulos fotovoltaicos A Canadian Solar destacará na feira as linhas de módulos 7N Gen2 e 6.2 Gen3,


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desenvolvidas para aplicações residenciais, comerciais e de geração distribuída. A 7N Gen2, baseada em tecnologia N-type, oferece, segundo a empresa, alta potência e eficiência na conversão de energia, além de baixa degradação ao longo da vida útil. Já a linha 6.2 Gen3 foi projetada para aliar eficiência, confiabilidade e flexibilidade de aplicação em diferentes tipos de projetos. Além do portfólio de produtos, a empresa apresentará sua operação de venda direta aos integradores, que visa ampliar a disponibilidade de soluções, agilizar o atendimento comercial e oferecer suporte técnico e comercial aos parceiros. www.csisolar.com/br

Fixação de painéis Fibro+ é um sistema de fixação para módulos fotovoltaicos desenvolvido pela Solar Group para instalações em telhados de fibrocimento. A solução, que vai ser destaque na feira, realiza a fixação diretamente nas terças da cobertura. Segundo a empresa, em comparação aos sistemas convencionais, permite instalação até 35% mais rápida e pode reduzir em até 25% o custo da estrutura, conforme a configuração do projeto. https://solargroup.com.br

Revestimento metálico A ArcelorMittal, produtora de aço, vai divulgar na feira o Magnelis, revestimento metálico desenvolvido para aplicações que exigem elevada resistência à corrosão, como estruturas para usinas fotovoltaicas. Produzido no Brasil, é composto por uma liga de zinco, alumínio e magnésio, que forma uma camada protetora estável sobre o aço. De acordo com a empresa, essa composição proporciona, em

média, três vezes mais resistência à corrosão do que o galvanizado convencional, além de oferecer proteção nas bordas cortadas por meio do efeito de autocicatrização. Outro destaque do revestimento, segundo a companhia, é a extensão da vida útil das estruturas e redução da manutenção. https://brasil.arcelormittal.com

Fixação de sistemas FV O Lastro Laje, produzido em polietileno, será o destaque da Fortlev Solar na edição deste ano da Intersolar South America. O produto permite a instalação de sistemas fotovoltaicos sobre lajes, sem necessidade de perfuração. A estrutura utiliza fixação por lastro preenchido com água, eliminando riscos de infiltração e preservando a impermeabilização da laje, afirma a empresa. Conta com difusor corta-vento, que proporciona estabilidade diante da ação dos ventos.

está disponível em duas versões de moldura: C-Black (black composite) e alumínio. A fabricante oferece garantia de produto de 15 anos e garantia linear de potência de 30 anos. https://he-solar.com

Cabos FV A Cobremack vai expor as linhas de cabos destinados à conexão dos painéis solares Mackmédia, disponível em cobre e alumínio, com isolação em XLPE 90°C e classes de tensão de 3,6/6 kV a 20/35 kV, e a Mackflex Solar Tech SN 1,8 kVcc. Segundo a empresa, ambas as linhas são fabricadas conforme as normas técnicas vigentes. www.cobremack.com.br

Harness de transição A TE Connectivity vai divulgar na feira uma solução projetada para conectar cabos de alumínio Classe 2 e Classe 5, garantindo compatibilidade com módulos fotovoltaicos, inversores string e combiner boxes de qualquer fabricante. De acordo

https://fortlevsolar.com.br

Módulo bifacial A Helius Sunlink PV mostrará o módulo Helius Ares BC na feira. A empresa destaca que o módulo utiliza 132 células N-type Back Contact, tecnologia que elimina os contatos metálicos na face frontal da célula, reduzindo perdas por sombreamento de busbars e aumentando a área ativa de captação de luz. Com potência de até 670 W e eficiência máxima de 24,8%, o produto tem coeficiente de temperatura Pmax de -0,26%/°C, reduzindo a perda de potência em condições de alta temperatura. O módulo é bifacial, e

com a empresa, a tecnologia oferece desempenho seguro e confiável em uma ampla variedade de instalações solares. www.te.com

Duto corrugado A Kanaflex vai expor o Kanalex, duto corrugado helicoidal flexível fabricado em PEAD (Polietileno de Alta Densidade), na cor preta, impermeável, destinado à proteção de cabos subterrâneos. O produto atende às normas NBR 13.897/13.898 ou NBR 15.715, apresenta resistência a cargas mecânicas e produtos químicos. Disponível do diâmetro 30 a 250 mm. www.kanaflex.com.br


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Sensores e estações solarimétricas A participação da Sigma Sensors na exposição marca uma nova fase da empresa que passa a se apresentar com sua própria marca no mercado solar, e acompanha também o rebranding da Hukseflux, que passa a se chamar Hukx, da qual a companhia é representante exclusiva no Brasil, oferecendo todo o portfólio de sensores de alta precisão. Os destaques serão os piranômetros Hukx e as estações solarimétricas da Sigma Sensors.

AMP200NCTF atende ao monitoramento contínuo, com resolução 256×192, IP67 e faixa de -20°C a 550°C. Os modelos contam ainda com Wi-Fi, aplicativo para iOS e Android e software ThermoTools para análise e relatórios. https://amperi.com.br

www.sigmasensors.com.br

Datalogger e suportes de fixação A RoMiotto vai mostrar o datalogger RxD e a linha de suportes de fixação com isoladores elétricos para sensores solarimétricos. O datalogger foi desenvolvido para aquisição, processamento e armazenamento de dados de estações meteorológicas e solarimétricas. Compatível com sensores analógicos, digitais e interfaces RS-485, o equipamento oferece comunicação remota, transmissão de dados em tempo real, armazenamento local e configuração simplificada de sistemas de monitoramento. Já os suportes de fixação para sensores contam com isoladores elétricos para aumentar a proteção dos instrumentos contra surtos elétricos, descargas atmosféricas e problemas de aterramento. https://romiotto.com.br

Câmeras termográficas A Amperi Soluções Industriais vai apresentar, em parceria com a Guide Sensmart, uma linha de câmeras termográficas portáteis. O portfólio reúne cinco modelos com resolução de 256×192 a 640×480 pixels. O AMP480TP oferece sensibilidade térmica inferior a 20 mK; os demais modelos variam entre 25 mK e 45 mK. Todos utilizam detector VOx (7,5 a 14 µm) e função de super-resolução. A precisão é de ±2°C ou ±2%, com proteção IP54 e resistência a quedas de 2 metros. A faixa de medição chega a 800°C no AMP640TP, com lente opcional para até 2.000°C. O modelo fixo

Monitoramento de desempenho A Delta-T Devices destacará na feira o piranômetro SPN1, que fornece medições da irradiância global e difusa, utilizando tecnologia de termopilhas com resposta espectral plana, que, de acordo com a empresa, reduz erros de medição sob diferentes condições de céu. O equipamento não possui partes móveis ou mecanismos de rastreamento, combina precisão de nível científico com baixa necessidade de manutenção, proporcionando desempenho confiável sob condições de céu limpo, nublado e variável, destaca a fornecedora. Disponível com comunicação Modbus RS485, permite integração com sistemas de monitoramento fotovoltaico.

da NeoCharge para infraestrutura de recarga de veículos elétricos, como os carregadores rápidos DC de 120 kW e 60 kW, Wallbox e modelos portáteis, entre outros. www.neosolar.com.br

Escova de limpeza FV A Torex mostrará a escova rotativa para limpeza de módulos fotovoltaicos. O equipamento possui estrutura com microengrenagem patenteada e haste telescópica de liga de alumínio com alcance de até 7,5 m. O modelo opera em 24 V e tem 300 W de potência. A escova possui largura de 65 cm, velocidade de rotação de 350 rpm e cerdas de nylon, com faixa de temperatura de operação entre -20 °C e 50 °C. O conjunto inclui tubo de água e cabo elétrico de 9 m, cabo de extensão de 8 m, além de acessórios e peças de reposição. www.torexdobrasil.com

Atendimento baseado em IA A SolarZ vai lançar na exposição o SolarZ Chat, desenvolvido para o setor solar, que centraliza o atendimento em uma inbox, integrada ao ecossistema da companhia. Trata-se de uma inteligência artificial que atua como SDR 24h/7, qualifica leads por texto e voz, agenda

www.deltat.co.uk

Soluções off-grid A Neosolar, distribuidora de produtos para energia solar off grid, vai apresentar soluções de armazenamento de energia, como as estações portáteis de energia da ZTroon e o Mini BESS. Outros destaques serão: kit solar All In One, painel solar dobrável, inversores híbridos Luxpower, bombas solares híbridas e baterias de lítio, incluindo modelos Epever e ZTroon. O estande também vai contar com soluções

com o consultor e auxilia na gestão do pós-venda. A equipe faz ligações no próprio app, transcritas no histórico do cliente. https://solarz.com.br

App para integradores A Fotus vai expor na Intersolar South America 2026 o FotusApp, aplicativo


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Moni t oramen t o meteorológico Monitoramento me t eorológico para para avaliação av aliaç ão de de performance per formance

A RoMiotto agradece a todos os clientes, parceiros e visitantes que prestigiaram nosso stand na Intersolar South América 2026. Nosso reconhecimento também aos nossos colaboradores que, com dedicação e excelência, tornaram este evento possível. Foi uma oportunidade valiosa para fortalecer relacionamentos, compartilhar conhecimento e apresentar nossas soluções em monitoramento meteorológico. A confiança de cada visitante nos motiva a continuar inovando e oferecendo soluções com qualidade.

Visite nosso site:

Nos vemos na próxima edição! Contato: (11) 3976-4003 ou (11) 39999-7737 E-mail: vendas@romiotto.com.br

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desenvolvido para facilitar o dia a dia do integrador na relação com a dis‑ tribuidora de equipamentos. Dis‑ ponível para iOS e Android, o app realiza acompanhamento de pedidos em tempo real com rastreamento e acesso à nota fiscal, abertura e gestão de chamados de pós‑venda por chat e acesso a promoções e oportunidades exclusivas para movimentar vendas. A solução também oferece ao inte‑ grador informações sobre os produtos e canais de suporte direto. https://fotus.com.br

Homologação de projetos solares A Pieta.tech vai divulgar na exposição sua atuação junto a empresas inte‑ gradoras de energia solar no apoio à gestão dos processos de homologação. Segundo a empresa, entre as funções da companhia estão: otimização de recursos, redução de custos operacio‑ nais e aceleração de etapas para cone‑ xão dos sistemas fotovoltaicos à rede elétrica. https://pieta.tech

Financiamento digital O destaque da Sol Agora na feira será sua plataforma de financiamento

digital, que tem o objetivo de tornar a venda de projetos de energia solar mais ágil, simples e eficiente. De acordo com a empresa, a solução oferece aprovação de crédito rápida e condições compe‑ titivas, facilitando aos integradores a conversão de vendas. No evento, tam‑ bém será apresentada a nova identidade visual da marca, que visa destacar o po‑ sicionamento de inovação da companhia no mercado solar. https://solagora.com.br

Consultoria A Bright Strategies destacará sua atu‑ ação em consultoria técnica e jurídica para estruturação de negócios e proje‑ tos de energias renováveis. O trabalho envolve análise do modelo de negócio, agentes envolvidos e regras aplicáveis ao empreendimento. A consultoria tam‑ bém abrange procedimentos de cone‑ xão, relacionamento com distribuidoras e atendimento aos requisitos dos ór‑ gãos reguladores. Segundo a empresa, cada projeto é desenvolvido conforme características como fonte de geração,

localização, modalidade de operação e modelo de negócio. https://www.br-strategies.com

BIPV A Arquitetando Energia Solar divulga‑ rá soluções para transformar fachadas, coberturas e elementos arquitetônicos em superfícies geradoras de energia. O destaque será a atuação em consulto‑ rias e diagnósticos solares para edifica‑ ções, que une análise de potencial solar, sombreamento, orientação, inclinação e estratégias de integração fotovoltaica. A empresa também apresentará o Atlas de Ábacos Solares, ferramenta que apoia decisões iniciais de projeto e facilita a avaliação do desempenho solar em dife‑ rentes superfícies da envoltória. www.arquitetandoenergiasolar.com.br

Motobombas solares A linha de motobombas solares 4SDS, destaque da Lepono na exposição, é ali‑ mentada por ener‑ gia solar fotovol‑ taica, e indicada para pro‑ priedades


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rurais, sistemas de irrigação, abastecimen‑ to de água e regiões sem acesso à rede elé‑ trica. De acordo com a empresa, modelos acima de 2 hp atendem projetos que exi‑ gem maior desempenho; já a ampla faixa de tensão oferece flexibilidade na configu‑ ração dos painéis solares. A linha apresen‑ ta baixa necessidade de manutenção e dois anos de garantia, destaca a Lepono. www.leponodobrasil.com.br

Irrigação solar A SGV Solar vai apresentar na mostra soluções de bombeamento solar. Os sis‑ temas são compostos por painéis solares, inversores e bombas de alta eficiência. De acordo com a empresa, a tecnolo‑ gia reduz custos com ener‑ gia elétri‑

ca, aumenta a segurança no campo e garante mais produtividade. www.sgvsolar.com.br

Pagamento para recarga de VEs A Nayax mostrará na feira o terminal de pagamento VPOS Media, que pode ser integrado a qualquer plataforma de gestão (CSMS). A comunicação e integração utiliza o protocolo OCPI. Conta com classificação IP55 e IK07 para insta‑ lação em am‑ bientes exter‑ nos. Segundo a empresa, a solução reduz etapas na jornada do usuário e amplia as possibilidades de operação para fabricantes, operadores e gestores de eletropostos. www.nayax.com.br

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Lâmpada solar A ONG Litro de Luz vai destacar o Lampão Solar, produto destinado a co‑ munidades remotas sem acesso à rede elétrica conven‑ cional. Equipa‑ do com uma placa solar de 5 W e 12 V e uma bateria de 1,3 Ah e 12 V, o sistema utiliza um LED de 1,08 W e tem bateria com durabili‑ dade estimada em 1,9 a 3,4 anos, con‑ siderando uso de 3 a 5 horas por noi‑ te. No uso recomendado de 4 horas por noite, a durabilidade da bateria varia entre 1,9 e 2,3 anos. A placa so‑ lar tem vida útil estimada em 25 anos, e o LED, em 6 anos. www.litrodeluz.com


Segurança

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Defeitos em SFVs instalados em coberturas de edificações industriais e comerciais Lutz Erbe, perito da VGH Seguradora, Hannover (Alemanha)

O projeto e a instalação em desacordo com as normas dos sistemas fotovoltaicos (SFVs) implicam alto risco de danos, seja para o próprio SFV (figura 1), seja para a edificação, pessoas e bens. Aqui, uma análise sob a perspectiva das seguradoras patrimoniais alemãs, apontando inconsistências típicas e medidas preventivas. Defeitos típicos observados na inspeção de SFVs instalados em coberturas

I

Devido ao contato estreito, muitas vezes estabelecido ao longo de vários anos, entre os responsáveis pela segurança contra incêndio, os técnicos das empresas industriais e os avaliadores de risco das seguradoras, as seguradoras patrimoniais são frequentemente informadas sobre a instalação de SFVs já na fase de projeto. Desta forma, os requisitos das seguradoras podem ser incorporados desde o início, evitando retrabalhos dispendiosos. Os requisitos básicos para a instalação de SFVs estão descritos na norma VdS 3145 [1], enquanto as especificações para a estrutura do telhado constam da norma VdS 6023 [2]. É importante observar que, em caso de falha (como em qualquer outra instalação elétrica), um SFV representa uma fonte de ignição para materiais combustíveis. Uma falha Fonte: Erbe (todas as figuras)

ncêndios em instalações industriais e edifícios em geral causam repetidamente sinistros, cujo valor, segundo a Associação Alemã do Seguro (GDV, na sigla em alemão), ultrapassa EUR 100 milhões. A mídia cobriu em detalhes, por exemplo, o incêndio ocorrido em um complexo escolar na cidade de Erkrath, próxima a Düsseldorf. Segundo a reportagem, a causa do incêndio foi uma falha técnica no sistema fotovoltaico, sendo que a rápida propagação do fogo pelo telhado levou à perda total do complexo. Para avaliar os ris- Fig.1 – Módulo fotovoltaico com o vidro quebrado cos e minimizá-los em colaboração Como a propagação do incêndio com o cliente, as seguradoras realizam pelo telhado ou cobertura é uma das inspeções regulares de segurança contra causas mais frequentes de danos incêndio em instalações industriais e em de grande magnitude, os materiais grandes estabelecimentos comerciais. combustíveis da isolação térmica são Nesse contexto, são elaborados relatóavaliados criticamente, assim como a rios de risco e catálogos de medidas para compartimentação contra incêndio. mitigar a situação de risco. Para que seja Se a instalação de um SFV aumentar possível oferecer e manter a cobertura significativamente o risco, a cobertura de seguro de forma duradoura, muitas de seguro poderá não ser oferecida em dessas medidas devem ser implemencasos específicos (figura 2). Atualmente, tadas obrigatoriamente pelo cliente. A os SFVs devem ser inspecionados pela avaliação da segurança contra incêndio seguradora e ter a instalação elétrica na estrutura do edifício desempenha um verificada por um perito reconhecido papel essencial. São considerados o tipo pela VdS – a certificadora da associação de construção e o comportamento ao do seguro (GDV). fogo dos materiais empregados.


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Osr el ésURPE71 04eURP1 439TUs ãopr oj et adospar apr ot eç ãoe moni t or ament oem c abi nespr i már i as , as s egur andoai nt egr i dade el ét r i c adai nt er f ac eent r eaus i nas ol ar , os i s t emadear maz enament o ear edededi s t r i bui ç ão. *Pr ot eç ãoc ont r as obr ec or r ent esef al hasel ét r i c as *Super v i s ãoc ont í nuadasc ondi ç õesoper aci onai sdos i s t ema *Mai orc onfiabi l i dadeec ont i nui dadenof or neci ment odeener gi a *Rear meaut omát i c oport ens ãopar aCabi nesPr i már i asI nt el i gent es .

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Pr ot eçãoes t r at égi cadei nver s or eset r ans f or mador es .

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Segurança

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sejam instalados somente em telhados ou coberturas com materiais isolantes térmicos não combustíveis, ou sobre uma camada não combustível. Além disso, muitos fabricantes de módulos fotovoltaicos restringem a instalação sobre materiais de construção combustíveis. O percurso dos cabos Fig. 2 – Construções transpondo o topo de uma parede corta fogo reveste-se de especial importância para a avaliação técnica de segurança contra incêndio. Ao dispor cabos de corrente contínua ou conectores na superfície do telhado ou cobertura corre-se o risco de que um cabo de corrente contínua com defeito ou a falha do conector provoque um incêndio. A norma DIN VDE 0100-712 [3] prescreve: Cabos não devem ser instalados diretamente sobre a superfície do telhado ou cobertura (figura 4). Fig. 3 - Danos em módulos fotovoltaicos causados por falta a arco Outro erro frequente observado durante a inspeção de instalações industriais e comerciais é a montagem de componentes em recintos com risco de incêndio. É o caso de inversores instalados em áreas de depósito contendo materiais combustíveis ou diretamente sobre substâncias facilmente inflamáveis. Além disso, as salas de operação de baterias frequentemente não levam em conta os aspectos de segurança Fig. 4 – Cabo e conectores de c.c. diretamente dispostos sobre o revestimento combustível de uma cobertura contra incêndio. A norma DIN VDE 0100-420 [4], ao abordar técnica pode causar um arco elétrico e as medidas em caso de riscos especiais de incendiar materiais sobre o telhado ou incêndio, determina que os equipamena própria estrutura do telhado. A exitos elétricos sejam restritos àqueles gência da legislação relativa a uma “conecessários para a aplicação nessas bertura rígida” não leva em considerainstalações, e sejam selecionados e insção o arco elétrico de corrente contínua talados de forma que sua temperatura, como fonte de ignição. Além disso, durante o uso conforme a finalidade, e deve-se observar que os módulos, com o aumento previsível de temperatura suas películas traseiras e caixas de coem caso de falha, não possam causar nexão, representam por si só uma carga incêndio (figuras 5 a 7). de incêndio (figura 3). Uma falha comum é a omissão da Por esse motivo, as seguradoras manutenção e conservação dos equiem geral exigem que os SFVs (PVA) pamentos elétricos. Não são realizadas


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Segurança

Fig. 5 – Painel de baterias situado próximo a materiais combustíveis

Fig. 6 – Inversor instalado sobre material combustível

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avaliação das chamadas instalações fotovoltaicas com mais de 20 anos (ü20-PV, no jargão técnico alemão). Neste contexto, é necessário avaliar e decidir se e em que medida tais instalações precisam ser reparadas para garantir a continuidade segura de sua operação. Especialmente devido ao desgaste da rede de cabos podem surgir perigos para pessoas e riscos de incêndio, aumentados com o envelhecimento dos componentes em coberturas de edificações industriais e comerciais. Entre os anos de 2010 e 2012, foi alcançada pela primeira vez na Alemanha uma adição anual de cerca de 7 GW de potência instalada solar fotovoltaica. Ficou evidente em numerosas inspeções que naquele período muitos SFVs foram instalados e colocados em operação precariamente, sob grande pressão de prazo. Muitas dessas deficiências ainda não foram sanadas e, com o envelhecimento crescente, representam um aumento significativo do risco de incêndio.

Medidas compensatórias e opções de proteção A diretriz VdS 6023 [2] elenca possíveis medidas para minimizar riscos em coberturas com materiais de isolação térmica combustíveis. Entre as medidas estruturais, são contempladas: • A substituição do isolamento térmico da cobertura, de combustível para não combustível. • A aplicação de uma camada separadora incombustível, por exemplo, cascalho, chapa metálica, material isolante de fibra mineral. Como medida técnica, a diretriz menciona a instalação de inversores com detecção e interrupção de arco elétrico em corrente contínua, conforme UL 1699B [5] ou IEC (EN) 63027 [6] (com a confirmação de que esta função foi ativada – sem rearme automático).

Reação das seguradoras

Fig. 7 – Inversor próximo a materiais combustíveis verificações, e danos causados por fatores externos, como tempestades, granizo ou impacto de objetos, não são detectados. Em alguns casos, a falha de inversores passa despercebida por meses; alertas de falha não estão ativados ou não chegam a nenhum destinatário. Isso resulta, além da perda de rendimento, em risco incalculável de incêndio para o prédio (figuras 8 e 9).

Tratamento de SFVs com mais de 20 anos Uma tarefa cada vez mais comum para técnicos eletricistas consiste na

Os resultados das avaliações realizadas em SFVs nos últimos 15 a 20 anos mostram que a qualidade dos materiais e equipamentos, bem como a execução das instalações, têm sido aprimoradas continuamente. A eficiência dos inversores e módulos aumentou, e as normas de ensaio e instalação foram adaptadas aos avanços tecnológicos. O setor de seguros acompanha ativamente esta evolução normativa e publica suas próprias diretrizes.

Fig. 8 – Poluição intensa sobre inversor em ambiente agrícola

Diretrizes da VdS Para auxiliar os peritos das seguradoras e os projetistas de SFVs na avaliação e no projeto desses sistemas e em possíveis medidas de proteção, foram elaboradas e constantemente atualizadas as diretrizes da VdS. Os requisitos gerais estão contemplados na VdS 3145 [1]. Já a norma VdS 6023 [2] prescreve os requisitos para materiais de construção de coberturas, visando a instalação de SFVs em edificações novas ou existentes.

Fig. 9 – Grade de ventilação obstruída põe em perigo o inversor


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Segurança

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Nota 1 - Um sistema de detecção e interrupção de arco elétrico em corrente contínua (AFPE, na sigla em inglês), conforme a norma IEC (EN) 63027 [6], detecta um arco elétrico no circuito de corrente contínua do SFV e desliga o ramal afetado. Se os cabos e conectores estiverem instalados de forma adequada, nenhum material combustível deverá ser passível de se incendiar. A maioria dos fabricantes de inversores oferece essa função adicional para aparelhos de maior potência. Os detectores de arco elétrico são certificados de acordo com a IEC (EN) 63027 [6]. Nota 2 - Como não há no momento obrigação normativa na UE para o uso dessa tecnologia, os detectores de arco elétrico vêm desativados na configuração de fábrica do inversor e devem ser ativados pelo responsável pela colocação em operação! Portanto, do ponto de vista do seguro patrimonial, é necessária uma confirmação do instalador de que a supervisão de arco elétrico foi ativada. Quanto ao rearme automático, a recomendação é de que não seja permitido. Outros riscos de incêndio, tais como uma dupla falta à terra ou danos simultâneos nos condutores dos polos positivo e negativo, continuam presentes. Contudo, estas falhas ocorrem raramente, e o risco pode ser minimizado por meio de uma instalação tecnicamente correta e de manutenção adequada.

• Execução anual de análise termográfica (figuras 10 e 11). • A cada quatro anos, é necessária a medição dos parâmetros gerais do SFV. A ativação e a análise de alertas de falha provenientes de dispositivos de proteção e de sistemas de alarme de perigo constituem outra medida preventiva: • Após a detecção de uma falha, não pode ocorrer reinicialização automática. • Estabelecer canais de comunicação claros, testados regularmente. • Em função do tipo de alarme, devem ser definidos tempos de intervenção adequados. • Em caso de desativação temporária dos sistemas de proteção ou de alarme, devem ser definidas medidas alternativas. Além disso, recomenda-se a celebração de um contrato de manutenção com uma empresa especializada em energia fotovoltaica (figura 12).

Conclusão Este conjunto de medidas pode ser exigido pelas seguradoras, individualmente ou em combinação, como pré-requisito técnico de segurança contra incêndio

Medidas organizacionais

Fig. 10 – Termografia de um módulo FV desperta a atenção

Recomenda-se a realização de procedimentos de manutenção acompanhados de inspeções regulares: • Inspeção/manutenção de acordo com as normas VDE 0105-100 [7] ou VDE 012623-1 e -2 [8, 9]. • Realização de, no mínimo, uma inspeção visual semestral e após eventos especiais, como tempestades.

Fig. 11 – Termografia de um inversor em operação normal


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Segurança

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Fig. 12 – Módulo FV prejudicado pela sombra da vegetação para a instalação de um SFV em estabelecimentos comerciais ou industriais. É evidente que todos os requisitos normativos para a instalação devem ser integralmente satisfeitos. Recomenda-se que a instalação seja inspecionada após a conclusão por um perito em SFVs reconhecido pela entidade certificadora VdS. Atualmente está em curso a revisão da diretriz VdS 6023 [2]. Serão incluídos materiais de construção aperfeiçoados nos últimos anos, como, por exemplo, revestimentos ignífugos constituídos de camadas, películas ou fibras minerais. Também serão oferecidas na referida revisão novas possibilidades de detecção e extinção de incêndios em coberturas.

Referências [1] VdS 3145:2017-11 – Photovoltaikanlagen. [2] VdS 6023:2026-05 – Rooftop Photovoltaic Systems - Ways to minimise the risk of fire. (original em alemão). [3] DIN VDE 0100-712 (VDE 0100-712):2016-10 – Anforderungen für Betriebsstätten, Räume und Anlagen besonderer Art – Photovoltaik-(PV) Stromversorgungssysteme. [4] DIN VDE 0100-420 (VDE 0100-420):2019-10 - Teil 4-42: Schutzmaßnahmen – Schutz gegen thermische Auswirkungen. [5] UL 1699B July 2024 - Photovoltaic (PV) DC Arc-Fault Circuit Protection [6] IEC 63027:2023 – Photovoltaic power systems - DC arc detection and interruption. [7] DIN VDE 0105-100 (VDE 0105-100):2015-10 - Betrieb von elektrischen Anlagen - Teil 100: Allgemeine Festlegungen. [8] E DIN EN IEC 62446-1 (VDE 0126-23-1):2026-01 Entwurf – Photovoltaik(PV)-Systeme – Anforderungen an Prüfung, Dokumentation und Instandhaltung - Teil 1: Netzgekoppelte Systeme – Dokumentation, Inbetriebnahmeprüfung und Prüfanforderungen. [9] DIN EN IEC 62446-2 (VDE 0126-23-2):2021-08 – Photovoltaik (PV)-Systeme – Anforderungen an Prüfung, Dokumentation und Instandhaltung – Teil 2: Netzgekoppelte Systeme – Instandhaltung von PV-Systemen.(IEC 62446-2:2020); Deutsche Fassung EN IEC 62446-2:2020.

Artigo publicado originalmente na revista alemã de – das elektrohandwerk, edição 12/2025. Copyright Hüthig GmbH, Heidelberg e München. www.elektro.net. Publicado por FV sob licença dos editores. Tradução com ferramentas de IA. Revisão e adaptação de Celso Mendes.


O Nordeste confirmou sua força na energia solar.

Dois dias que movimentaram o setor e geraram resultados. A Intersolar Brasil Nordeste 2026 encerrou sua sexta edição em Fortaleza reunindo mais de 5 mil participantes, empresas, especialistas e lideranças do setor em dois dias de negócios, conteúdo técnico e conexões estratégicas. A edição consolidou o evento como uma das principais plataformas do setor de energias renováveis no país, com debates sobre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento, data centers, segurança elétrica e os novos caminhos da economia digital no Nordeste. Com mais de 60 empresas expositoras em 7.500 m², a feira reforçou o protagonismo da região e abriu caminho para a próxima edição.

A Intersolar Brasil Nordeste 2026 foi um sucesso e a de 2027 já está marcada.

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CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ, FORTALEZA, BRASIL

2027

Apoiando os negócios de energia solar e hidrogênio verde no Nordeste Boosting Solar & Green Hydrogen Business in Brazil’s Northeast

Em 2027, essa energia volta a se encontrar em Fortaleza. . ADICIONAR AO CALENDÁRIO.

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Aterramento

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Projeto de malha considerando impedância dos condutores Mário Leite Pereira Filho, da EngSim, e Carlos Moreira Leite, da Volts & Bolts

O

Descrição da malha

TÜV SÜD

projeto de malhas de aterramento de usinas fotovoltaicas (UFV) apresenta desafios, entre eles as grandes dimensões da malha, da ordem de centenas a milhares de metros, o que cria um conflito entre a representação de detalhes geométricos da malha e os recursos computacionais necessários para o detalhamento. As normas técnicas usadas habitualmente são a IEEE STD. 2778 [1], específica para UFV, a IEEE STD. 80 [2] e a ABNT NBR 15751 [3], aplicáveis a subestações de alta tensão em geral. Adicionalmente, as abordagens de cálculo utilizando o método do valor médio (MVM), tradicionalmente usado em subestações de potência convencionais, tem sido criticadas por desprezarem a impedância própria dos condutores, introduzindo simplificação excessiva para malhas com áreas da ordem de dezenas de hectares. Os métodos que consideram a impedância série dos condutores (MIS) normalmente são executados

Apresenta-se aqui a otimização de uma malha de aterramento para usina fotovoltaica utilizando um software que considera a impedância série dos condutores (MIS), com o potencial dos condutores da malha variável, e a comparação dos resultados com os de um software que utiliza valor médio com potencial constante em todos os condutores, mostrando os impactos na distribuição do potencial de toque. Os resultados evidenciam vantagens do software MIS.

por softwares de alta complexidade, nem sempre acessíveis ao projetista médio, e apresentam dificuldades em acomodar a quantidade de elementos necessária para modelar todos os detalhes do sistema completo, recorrendo à simplificação da geometria da malha. Este artigo apresenta o projeto de uma malha de UFV já apresentado no Eletrotec 2023 [1], quando foram comparados resultados entre o MIS com simplificação de geometria e o MVM com geometria completa, utilizando o TecatX [6], um MIS com capacidade de representação suficiente para modelar a geometria real da malha.

A figura 1 mostra a geometria da malha simulada com MIS no artigo original [2], onde se pode observar que a representação detalhada dos postes e interconexão entre eles foi feita apenas nos cantos da malha, região onde Planta de energia existente 2

1

Cerca da propriedade

3

8

4

Fig. 1 – Planta básica da instalação

5

6

7


Aterramento

FotoVolt - Agosto - 2026

costuma haver potenciais de toque mais elevados. A versão final da malha simulada pelo MVM é mostrada na figura 2, incluindo os postes de suporte em toda área da UFV e os eletrodos adicionais para controle de potencial de toque. Observe-se que as ligações entre os postes não estão representadas porque elas não contribuem com a dissipação de corrente para o solo. O solo foi estratificado em três camadas conforme a tabela I.

596 594 592 590 588 586 584 582 580 578 576 574 572 570 568

750 700 650

0

5

10

15

20

25

A figura 3 mostra o potencial de toque em toda a malha do MVM, e a figura 4 mostra o potencial de toque no canto superior esquerdo. Observe-se que os condutores de interligação não estão representados, pois o software MIS usa estes condutores para inserir as resistências de interligação entre as malhas.

30

600 550 500 450 400 350

Nova simulação realizada

300 250

2 220 40,6

100

3 80

50 0

∞

0

200

400

600

Fig. 2 – Malha MVM final com suportes

O tempo de interrupção considerado foi de 0,217 segundos. Essa malha ocupa uma área de aproximadamente 42 ha, dentro do escopo da IEEE 2778, aplicável a malhas de usinas com potência maior que 5 MW, que, considerando 2,5 ha/MW, equivale a 12,5 ha. Os valores de potencial de toque admissíveis foram calculados conforme o IEEE 80 [1] sem revestimento, com resistividades do solo na primeira camada conforme a tabela II, valores usados em [5].

691,2

614,4

537,6

460,8

430 410

Volts 1,282 277

384,0

307,2

230,4

153,6

76,8

Tab. II– Potenciais de toque admissíveis Resistividade (Ω.m) Et50 (V)

Para não repetir exatamente a mesma solução anterior, foram realizadas simulações com o MVM Tecat 7 e o MIS TecatX [6], agora considerando a distância entre os postes de 4,5 × 7,5 m, correspondente à distância entre fileiras de painéis e à distância entre suportes em cada fileira, incluindo explicitamente os cabos de interligação entre as malhas, sem usar resistências de interligação entre as malhas. O aumento da distância horizontal entre postes aumentará a dificuldade de controlar o potencial de toque (PT). As conexões de perfis metálicos entre os postes, que estão fora do solo, não dissipam corrente para o solo, comportando-se como cabos isolados. A inserção de corrente no MIS foi feita na malha da subestação no ponto indicado pela seta. A figura 5 mostra o detalhe no canto superior esquerdo. (a) malha MVM e (b) malha MIS.

200 150

Tab. I – Estratificação do solo 1 Resistividade (Ω.m) 430 Espessura (m) 0,91

75 277

0

41

65,8

131,6

197,4

263,2

329

394,8

460,6

526,4

592,2

0

Fig. 3 – MVM – potencial de toque geral, região verde menor que 277 V 595

595

590

590

585

585

580

580

575

575

570

570

565

565

560

560

555

555

550

550

545

545

540

540

595

592,5

590

587,5

585

582,5

580

Vtoque (V) 271 233 195 157 118 80 42 4

577,5

575

535

535 0

572,5 0

2,5

5

7,5

10

12,5

15

17,5

20

Fig. 4 –MVM potencial de toque no canto superior esquerdo

22,5

10

(a)

20

30

Fig. 5 – Potencial de toque simulado no MVM

40

0

10

20

(b)

30

40


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Aterramento

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A figura 6 mostra o PT na simulação inicial com o MVM, e a figura 7 com o MIS. A região verde tem PT menor ou igual ao limite de 277 V e a região vermelha tem valores acima do limite. A comparação entre as figuras evidencia uma diferença importante entre o MVM e o MIS quanto ao potencial de toque, que está ligado ao campo elétrico/densidade de corrente nos eletrodos – MVM: O potencial dos condutores em toda a malha é o mesmo, então o campo elétrico e, consequentemente, a densidade de corrente, vai ser maior na periferia da malha, particularmente nos cantos. Com isto, o PT máximo sempre estará nos cantos da malha, e quanto mais agudo for o canto maior será o PT. – MIS: O potencial dos condutores é máximo junto ao ponto de inserção da corrente de curto-circuito, e diminui com a distância ao ponto de inserção. Com isto, embora os cantos ainda sejam as regiões de maior PT, os cantos mais próximos ao ponto de inserção terão PTs mais elevados. Esta característica é ainda mais importante para usinas fotovoltaicas porque a subestação de interconexão com a rede elétrica externa costuma ficar fora da área dos painéis solares. Quanto maior a área da malha e menor for a resistividade do solo, mais esta diferença será importante, de forma que é conveniente estabelecer algum critério 600 580 560 540 520 500 480 460 440 420 400 380 360 340 320 300 280 260 240 220 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0

0

100

200

Fig. 8 – Medidas de mitigação no MIS

300

400

para analisar malhas fotovoltaicas inteiras, quando a capacidade do software permitir, sem utilizar a técnica de análise por partes indicada no IEEE 2778. A tabela III sintetiza os principais parâmetros obtidos com os dois métodos.

538,2

478,4

418,6

358,8 Volts 963 277 299

239,2

179,4

Tab. III – Comparação MVM × MIS Parâmetro

MVM

119,6

MIS

Impedância (Ω)

0,0184 0,152

PT máximo (V)

411

59,8

405 0

Pode-se observar que há grande variação na impedância vista pelo ponto de inserção, enquanto os potenciais de toque são semelhantes. Medidas de mitigação

65,8

131,6

197,4

263,2

329

394,8

460,6

526,4

592,2

0

Fig. 6 – Potencial de toque simulado no MVM

538,2

478,4

418,6

358,8

Volts A solução de mitiga1.888 277 299 ção foi desenvolvida na malha do MIS, consis239,2 tindo na adição de cabos 179,4 enterrados na região do canto superior esquerdo 119,6 até atingir o PT abaixo 59,8 do limite, um cabo no canto inferior esquerdo 0 0 65,8 131,6 197,4 263,2 329 394,8 460,6 526,4 592,2 e um cabo entre as duas malhas Fig. 7 – Potencial de toque simulado no MIS na parte inferior, com com ponto de inserção no centro da 596 metros adimalha da subestação. cionais de cabo, A figura 10 mostra o PT limite no equivalente a 10% MIS. Pode-se observar que o PT limite é do total de cabos atendido em toda a malha fotovoltaica original, excluindo para distâncias até 1 metro das bordas, os cabos da subesevidenciando que as medidas de mititação de intercogação foram efetivas. nexão. A figura 8 A figura 11 mostra o PT limite na mostra as regiões mesma malha com as medidas de mitidestacadas. gação da figura 8, só que agora simulaA figura 9 da com o MVM. mostra um mapa Observa-se na figura 11 que no cande cores do PT em to superior esquerdo, onde as medidas toda a malha após de mitigação indicadas no MIS foram 500 600 as medidas de implementadas, o resultado do MVM mitigação no MIS, foi consistente e o PT está abaixo do


Aterramento

44

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538,2

538,2

478,4

478,4

418,6

418,6

Volts 1.951 358,8 1.756 1.561 1.366 299 1.171 976 781 586 239,2 391 196 1

0

65,8

131,6

197,4

263,2

329

394,8

460,6

Fig. 9 – Potencial de toque na malha mitigada MIS limite. Entretanto, nos outros cantos, particularmente no canto inferior direito, o valor máximo do PT é de 376 V, excedendo o limite permitido. Caso esta análise fosse realizada somente com o MVM, seriam necessárias medidas de mitigação adicionais, com esforço extra na fase de projeto, com maior número de simulações e maior custo de instalação, pelo uso de maior extensão de cabos, estimada em três vezes a quantidade obtida com o uso do MIS. A questão da capacidade do software usado para permitir a simula-

526,4

592,2

358,8

299

239,2

179,4

179,4

119,6

119,6

59,8

59,8

0

Volts 1.951 277

0

65,8

131,6

197,4

263,2

329

394,8

460,6

526,4

592,2

0

Fig. 10 – Potencial de toque na malha mitigada MIS ção da malha inteira é um problema operacional importante. Como exemplo, esta malha simulada no MIS requereu 49 Gb de memória RAM em PC com Windows 11. Embora o custo de memória RAM esteja mais acessível, somente softwares para plataforma de 64 bits podem manipular essa quantidade de memória. Caso o software ou a máquina usada não consigam atingir esta capacidade de memória, será necessário utilizar a análise por partes indicada na IEEE 2778, o que aumentará o esforço de projeto e produzirá uma malha superdimensionada devido às hipóteses simplificadoras utilizadas.

Finalmente, é conveniente o desenvolvimento de um estudo sobre as dimensões máximas de malhas fotovoltaicas que possam ser simuladas integralmente em softwares MVM. Espera-se que este estudo seja paramétrico, relacionando a área e a relação comprimento/largura da malha, bem como a resistividade do solo.

Conclusões O uso de um software MIS traz benefícios para a simulação de malhas de usinas fotovoltaicas de grande por-


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538,2

478,4

418,6

Volts 957 277

358,8

299

239,2

179,4

119,6

59,8

0

65,8

131,6

197,4

263,2

329

394,8

460,6

526,4

592,2

0

Fig. 11 – Potencial de toque na malha mitigada MVM te, permitindo uma representação de engenharia mais aderente à realidade com a inclusão da impedância série dos condutores, possibilitando a análise de malha inteira e resultando em redução do tempo de projeto e de custo da obra.

A identificação do mecanismo de distribuição de potencial de toque entre os softwares MVM e MIS possibilita uma visão mais clara das diferenças entre estes dois métodos, auxiliando a tomada de decisão de qual método usar para casos específicos de malhas.

45

[2] IEEE STD. 80: IEEE Guide for Safety in AC Substation Grounding. New York: IEEE, 2013. [3] ABNT NBR 15751 – Sistema de aterramento de subestações – Requisitos, 2009. [4] Pereira Filho, M. L.; Leite, C. M.: Otimização de projeto de malha de terra de usinas geradoras fotovoltaicas. Anais do Eletrotec + EMPower 2023. [5] Ma, Jinxi; Dawalibi, Farid P.: Grounding Analysis of a Solar Power Generation Facility. In: Asia-Pacific Power and Energy Engineering Conference, 2010, Chengdu. Proc.. New York: IEEE, 2010. [6] TecatX for Windows, Volts & Bolts. Acesso em 12/05/2025. https://www.mydia.com/ grounding/grounding_tecat.htm

Artigo dos anais do congresso Eletrotec+EM-Power 2025, realizado em São Paulo em agosto de 2025, publicado em FotoVolt, com adaptações, sob autorização dos autores e da direção do evento.

Referências [1] IEEE STD. 2778: IEEE Guide for Solar Power Plant Grounding for Personal Protection. New York: IEEE, 2020.

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Projeto & Instalação

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BESS – A tese econômica Vinícius Ayrão*

“Há empresas cujo maior limitador para crescer não é

o mercado. É a concessionária. Muitas simplesmente não podem esperar anos até que a rede elétrica seja reforçada .

N

a edição anterior, apresentei neste espaço o ecossistema BESS e os seus “territórios”, como os chamei. A partir desta edição, vou explorar cada um desses territórios. Se você não leu aquele texto introdutório, peço que leia antes de continuar; ele é fundamental para a compreensão.

A engenharia só existe após o negócio, e o negócio tem uma tese financeira Um industrial não acorda um belo dia e pensa: “quero instalar um BESS”. A decisão de investimento vem de uma necessidade e da percepção de que nessa solução há um valor superior ao seu custo de implantação e operação. Então, o primeiro território que iremos explorar é o Econômico/Financeiro.

BTM e FTM Dividimos as aplicações de BESS nesses dois grandes segmentos: FTM e BTM. a) FTM - front of the meter (antes do medidor) As soluções FTM são aquelas em que o BESS está conectado à rede elétrica, seja da concessionária, da transmissora ou em uma usina, e não “atrás do medidor” de um consumidor. O objetivo principal não é reduzir a conta

”

de energia de um cliente específico, mas gerar valor para o sistema elétrico ou para o mercado de energia. Podemos agrupar as soluções em grandes funções: • Arbitragem e otimização econômica; • Serviços ao sistema elétrico – regulação de frequência, reserva operativa, serviços ancilares, inércia sintética; • Infraestrutura de rede – alívio de congestionamentos, postergação de reforços e postergação da expansão da rede; e • Integração de fontes renováveis. Embora o BESS seja tecnicamente capaz de atender todas essas aplicações, o mercado brasileiro ainda está em fase de consolidação regulatória para grande parte delas. No momento em que escrevo, a única aplicação FTM com mecanismo de remuneração claramente definido é a participação no Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP), em dezembro próximo. As demais aplicações, como serviços ancilares, arbitragem de energia, regulação de frequência, suporte à rede e outras funcionalidades sistêmicas, já são reconhecidas como potenciais usos do armazenamento, porém ainda dependem da evolução da regulamentação e da definição dos respectivos modelos de contratação e remuneração. Por isso, concentraremos nossa abordagem nas aplicações BTM (behind the meter), segmento que já possui re-

gras mais bem consolidadas, modelos de negócio definidos e viabilidade econômica passível de avaliação objetiva. b) BTM - behind the meter (após o medidor) As soluções BTM podem ser agrupadas em: • Redução de custos de energia; • Confiabilidade de energia; e • Qualidade de energia. Redução de custos de energia – As principais aplicações aqui são load shifting, peak shaving e ampliação do autoconsumo de energia solar FV. • Load shifting: Consiste em armazenar energia no horário fora de ponta, em que a energia é mais barata, para usá-la no horário de ponta, quando é mais cara. É uma solução equivalente ao uso de grupos geradores a diesel ou a gás no horário de ponta, bastante utilizada nos anos 1990 e 2000. Os critérios para viabilidade econômica são: – consumo relevante no horário de ponta; e – diferença entre as tarifas de fora de ponta e de ponta. • Peak shaving: Essa aplicação destina-se manter a demanda no limite contratado. Sempre que a carga necessita de potência maior do que a que contratamos, o BESS fornece essa complementação. É semelhante ao controle de demanda, mas ao invés de desligarmos cargas para mantêla no limite, o BESS fornece a potência complementar necessária. Os critérios para viabilidade econômica são o custo da demanda (quanto maior, melhor para a viabilidade) e o perfil de demanda da instalação. Quanto


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Projeto & Instalação

maior a diferença entre a demanda média e os picos de curta duração, menor tende a ser a capacidade energética necessária do BESS para limitar a demanda máxima, o que reduz o capex e torna essa aplicação mais atrativa, econômica e tecnicamente. • Ampliação do autoconsumo com FV: Há dois motivos para se desejar aumentar o autoconsumo fotovoltaico. O primeiro é quando estamos no SCEE – Sistema de Compensação de Energia Elétrica. No SCEE, dependendo do enquadramento da usina (GD1, GD2 ou GD3), a energia exportada não é 100% compensada, ocorre o pagamento de taxas e encargos e, dependendo do Estado de localização, cobrança de ICMS pela TUSD injetada. O uso do BESS garante que a energia que seria injetada na rede alimente o BESS e seja descarregada quando a carga for maior que a geração, reduzindo o consumo da energia da distribuidora. Neste caso, taxas, encargos e impostos não serão devidos, sendo esses os benefícios financeiros do BESS. Sob as regras atuais, existe engenharia mas ainda falta negócio. O benefício econômico obtido com a redução de taxas, encargos e tributos normalmente não é suficiente para justificar, por si só, o investimento em um sistema BESS destinado exclusivamente ao aumento do autoconsumo fotovoltaico. No entanto, ainda não temos as regras de compensação no SCEE que vão vigorar a partir de 2029, e isso pode mudar bastante a análise. O outro motivo de aumentar o autoconsumo é quando não podemos ou não queremos injetar na rede, e fazemos uso de um sistema grid zero. Nessa condição, em vez de o sistema evitar a geração de energia, esta é gerada e armazenada no BESS, para uso posterior. Como benefício adicional, essa estratégia pode permitir a instalação de sistemas fotovoltaicos com potência superior à demanda instantânea da unidade consumidora, situação particularmente interessante em consumidores do Ambiente de Contratação

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Livre (ACL) e em instalações com elevado consumo fora do período de geração solar. Confiabilidade de energia – Por “confiabilidade de energia” entendemos garantir que a energia estará disponível no momento em que precisarmos dela. As principais aplicações são: • Backup: Na falta de energia da concessionária, o BESS assume parte ou toda a operação. É uma solução semelhante ao uso de geradores de emergência a diesel ou a gás natural. O BESS apresenta as seguintes vantagens: – a energia pode ser limpa (dependendo da fonte que o tenha carregado); – baixo tempo de comutação (na ordem de 100 ms ou menos); e – ausência de tanques de combustível. Por seu turno, o grupo gerador também apresenta vantagens: – menor custo de aquisição; e – autonomia maior, podendo ser reabastecido. O que vai determinar a viabilidade ou não do BESS nessa aplicação é: – valor do prejuízo pela ausência de energia (perda de produção, perda de hóspedes, incapacidade de venda, etc.); – tempo máximo de interrupção admissível pela instalação; – frequência e duração das interrupções do fornecimento; e – autonomia requerida. • Infraestrutura energética própria: Existem empresas cujo maior limitador para crescer não é o mercado. É a concessionária. Independentemente das causas ou da responsabilidade pela solução do problema, muitas empresas simplesmente não podem esperar anos até que a rede elétrica seja reforçada. Em muitos desses casos, a solução não está em substituir completamente o grupo gerador pelo BESS, mas em integrar diferentes fontes de energia. Nessa situação, o BESS pode atuar como o elemento central de coordenação do sistema elétrico, permitindo a operação integrada entre concessionária, geração fotovoltaica, grupos geradores e cargas.

Nessa condição, o BESS deixa de ser apenas uma fonte de backup e passa a gerenciar o fluxo de potência entre os diversos equipamentos, mantendo a estabilidade da instalação mesmo durante interrupções prolongadas da concessionária. Essa aplicação é particularmente interessante em instalações onde um grupo gerador já existe, pois o BESS pode: – manter a alimentação das cargas enquanto o gerador entra em operação; – reduzir o número de partidas e paradas do gerador; – operar o gerador próximo de sua faixa de maior eficiência; – absorver variações rápidas de carga, evitando oscilações no gerador; e – permitir o aproveitamento da geração fotovoltaica durante faltas de energia da concessionária. Um exemplo real que estamos desenvolvendo ilustra bem essa aplicação: uma indústria possui limitação para aumento de demanda por parte da concessionária e, em virtude disso, possui dois equipamentos de maior potência sendo atendidos diretamente por grupo gerador. Como a empresa participa de licitações nas quais os indicadores de sustentabilidade contam na decisão de contratação, essa situação traz, além do custo do diesel, uma piora nesses indicadores. Nesse caso, a junção de BESS com energia solar e o grupo gerador permitirá reduzir o consumo de diesel e a emissão de poluentes. Meu espaço acabou. Continuaremos esse assunto na próxima edição. Até lá.

*Vinicius Ayrão é engenheiro eletricista com mais de 30 anos de atuação em infraestrutura energética, engenharia regulatória e novas tecnologias aplicadas ao setor elétrico. Especialista em média tensão, geração distribuída, armazenamento de energia e proteção elétrica, integra o Conselho de Energia da Firjan e atua na análise de desafios técnicos complexos e na formação de profissionais do setor. Nesta coluna, compartilha reflexões sobre engenharia, tecnologia e mercado. Contato: fv_projetoinstalação@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Projeto e Instalação”.


Veículos elétricos

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Q

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O custo por trás do furto de cabos na eletromobilidade Rafael Cunha*

“Além da prevenção, começa a ganhar importância a resiliência

operacional, com revisão de estoques mínimos, contratos de manutenção, disponibilidade de peças críticas e capacidade de reposição rápida .

”

Fonte: gerado por IA

uem opera infraestrutura de recarga pública sabe que é diferente instalar um carregador na rua e um equipamento dentro de uma garagem, condomínio ou empresa. Quando o carregador faz parte do espaço público, passa também a ficar exposto aos possíveis vandalismos característicos das paisagens urbanas. Ao longo dos últimos anos, já vimos um pouco de tudo: adesivos arrancados, telas quebradas, conectores danificados, equipamentos pichados e diferentes tentativas de fraude. Tudo isso faz parte de uma realidade que qualquer operador de infraestrutura pública precisa considerar. Mais recentemente outro problema surgiu com maior frequência no Brasil: o furto dos cabos dos carregadores, especialmente daqueles utilizados em equipamentos de recarga rápida. Diversos casos começaram a aparecer em diferentes regiões do País: cabos cortados, estações paradas e operadores buscando formas de proteger equipamentos, que, até pouco tempo atrás, não conviviam com esse tipo de preocupação. A situação torna-se ainda mais frustrante quando comparamos o valor que pode ser obtido com a venda do cobre ao prejuízo causado à operação; o valor do material furtado é muito inferior ao custo de reposição do cabo. O valor da peça é só uma parte desse prejuízo. Quando o cabo de um carregador rápido é cortado, a estação perde imediatamente parte de sua capacidade. Quando isso acontece em mais equipamentos de uma mesma região, os usuá-

rios migram para outras estações, aumentando a ocupação, o tempo de espera e as reclamações. Somam-se a isso a perda de receita e o custo da reposição, que aumentam o custo operacional e podem, em algum momento, impactar o preço da recarga. Esse efeito é especialmente sensível na eletromobilidade porque a confiança na infraestrutura ainda está em construção, e cada equipamento indisponível pesa na experiência do usuário e na percepção da possibilidade de depender daquela rede. Outro ponto importante é o tempo necessário para recolocar o carregador em funcionamento. Operadores relatam espera de aproximadamente 30 dias pela chegada de um novo cabo para um equipamento, pois não havia uma peça compatível disponível no Brasil. Mesmo na Alemanha existem relatos de um intervalo de uma a duas semanas entre o furto e a recuperação completa de uma estação. Durante todo esse período existe um ativo de alto valor sem gerar receita, uma posição de recarga indisponível

e usuários sendo direcionados para outros locais. Por isso, além da prevenção, começa a ganhar importância a resiliência operacional, com revisão de estoques mínimos, contratos de manutenção, disponibilidade de peças críticas e capacidade de reposição rápida. Talvez não seja possível impedir todas as ocorrências, mas é possível trabalhar para reduzir o tempo entre o dano e a retomada da operação. Depois de uma ocorrência, normalmente começa também uma nova rodada de investimentos em proteção, com câmeras adicionais, iluminação, monitoramento, reforços físicos, alarmes, cabos de aço e outras barreiras. Essas medidas passam a fazer parte do custo da operação e, quando o problema se torna recorrente, entram também na análise de viabilidade de novos projetos. O CPO pode absorver parte desses custos por algum tempo, mas uma operação precisa remunerar investimento, manutenção, energia, conectividade, suporte e todas as demais despesas. Quando segurança e vandalismo entram de forma recorrente no OPEX, acabam influenciando novos investimentos e podem também pressionar o preço da recarga. Ao mesmo tempo, essas proteções precisam ser pensadas considerando a experiência do usuário. O brasileiro tem uma grande capacidade de encontrar soluções práticas e já começamos a ver cabos de aço, tranças e malhas metálicas,


Veículos elétricos

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compartimentos para conectores, proteções externas, câmeras, sensores e sirenes sendo utilizados para dificultar os furtos. A própria indústria já desenvolve soluções como materiais mais resistentes ao corte, sistemas de detecção de manipulação e alarmes integrados aos carregadores. São alternativas que devem evoluir rapidamente conforme o problema ganha relevância em diferentes mercados. Ainda assim, qualquer nova proteção traz consequências para a operação. Recentemente ouvi de um operador o caso de um carregador que recebeu um cabo de aço adicional para dificultar o furto, mas depois um usuário reclamou que o cabo havia encostado no veículo e provocado um risco na pintura. Peso adicional, rigidez, grades, travas e outras barreiras precisam ser avaliados com cuidado para que a busca por segurança não prejudique a simplicidade da recarga. Em equipamentos de corrente alternada, existe uma alternativa interessante: os carregadores com socket. Em vez de um cabo conectado ao equipamento, o carregador oferece apenas a tomada e o usuário utiliza seu próprio cabo para conectar o veículo. Isso elimina o cabo permanentemente exposto e pode reduzir esse tipo de ocorrência. Para carregadores rápidos DC, porém, essa alternativa é impraticável pelas dimensões, peso e especificidades técnicas dos cabos. As soluções, portanto, deverão variar conforme a aplicação, reduzindo a exposição quando possível, reforçando fisicamente os componentes, utilizando monitoramento e sensores e, principalmente, garantindo uma recuperação rápida da estação quando o dano acontecer. O cabo é apenas uma das formas de vandalismo e fraude que envolvem essa infraestrutura. Uma estação de recarga reúne sistema elétrico, conectividade, meios de pagamento e interfaces utilizadas pelo consumidor, criando diferentes pontos de atenção. Além dos danos físicos, já surgiram na Europa casos de QR Codes falsos colocados sobre os originais dos carregadores, direcionando usuários para páginas fraudulentas de pagamento. Esse tipo de ocorrência reforça a importância do monitoramento físico dos

equipamentos e de uma experiência digital em que o usuário consiga identificar claramente o operador, a forma correta de iniciar uma sessão e os meios oficiais de pagamento. Outro impacto importante pode aparecer em carregadores que ainda não foram instalados. Quanto maior o risco de furto e vandalismo, maior a tendência de priorizar locais movimentados, iluminados e monitorados, como shopping centers, supermercados, estacionamentos e postos de combustível. O problema é que uma rede realmente abrangente também precisa alcançar cidades menores, destinos turísticos, rodovias secundárias e regiões afastadas, locais onde a utilização inicial costuma ser menor e a conta do investimento mais desafiadora. Quando adicionamos custos de segurança e o risco de longos períodos de indisponibilidade, a viabilidade de alguns desses projetos fica ainda mais difícil. Esse efeito pode influenciar diretamente onde os próximos carregadores serão instalados, reduzindo a disposição de levar infraestrutura para locais mais isolados, justamente quando precisamos aumentar a capilaridade da rede. Também é importante lembrar que esse problema está longe de ser uma particularidade brasileira. Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha já registram ocorrências de furtos de cabos e operadores desses mercados passaram a desenvolver estratégias específicas de proteção e resposta. De certa forma, isso acompanha o amadurecimento da infraestrutura. Conforme a rede cresce, ganha capilaridade e ocupa mais espaços públicos, passa também a conviver com problemas que setores como energia e telecomunicações enfrentam há décadas. Existe um certo pesar em conversar com operadores que estão passando por esse tipo de situação. Implantar infraestrutura de recarga exige capital, planejamento, manutenção e confiança no crescimento do mercado, e é frustrante ver um equipamento de alto valor, instalado para ampliar

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uma rede que o país ainda precisa desenvolver, parado durante dias ou semanas pela retirada de alguns quilos de material. Tenho bastante empatia pelos CPOs que estão enfrentando essa realidade e acredito que o mercado brasileiro ainda vai desenvolver boas respostas. Algumas virão dos fabricantes, com novos materiais, sensores e projetos mais resistentes, outras virão dos próprios operadores, com monitoramento, estoques de peças e soluções desenvolvidas a partir da experiência de campo. Esse desafio também tem aproximado redes de recarga que normalmente competem entre si. A percepção de uma ameaça comum tem levado CPOs a compartilhar aprendizados, discutir soluções e buscar estratégias conjuntas de proteção. Trata-se de um movimento interessante de amadurecimento do setor. Provavelmente teremos que combinar diversas alternativas, reduzindo a exposição quando possível, dificultando o furto, identificando rapidamente as ocorrências e criando uma cadeia de manutenção capaz de devolver o equipamento à operação em pouco tempo, sempre preservando a simplicidade que buscamos para a recarga pública. Quando um cabo é cortado, a estação perde disponibilidade, outros carregadores recebem mais demanda, aumentam os custos e piora a experiência do usuário, enquanto novos investimentos passam a considerar um risco que antes praticamente não existia. O desafio agora é absorver mais essa etapa do amadurecimento da eletromobilidade e encontrar soluções inteligentes para que esse problema não limite a expansão da infraestrutura que ainda temos pela frente.

* Rafael Cunha é engenheiro eletricista e COO da startup movE Eletromobilidade. Nesta coluna, discute aspectos da mobilidade elétrica: mercado, estrutura, regulamentos, tecnologias, afinidades entre veículos elétricos e geração solar fotovoltaica. E-mail: veletricos@arandaeditora.com.br, mencionando no assunto “Coluna Veículos Elétricos”.


Fios & fatos

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D

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Crescer já não basta Carlos Dornellas*, da ALMA Energia

Não estamos assistindo ao enfraquecimento da geração distribuída, “mas ao fortalecimento de seus critérios de seleção”.

urante boa parte da última década, o mercado brasileiro de geração distribuída parecia imune às leis da gravidade. A combinação entre queda no preço dos equipamentos, expansão do crédito, segurança regulatória e demanda reprimida produziu um ambiente de crescimento raramente observado em outros segmentos da economia. Novas empresas surgiam a cada mês, investidores disputavam ativos solares e planos de expansão eram anunciados em ritmo acelerado. Parecia que bastava entrar no mercado para crescer. Não bastava. Os recentes processos de reestruturação envolvendo empresas relevantes do setor não representam um fracasso da geração distribuída. Tampouco autorizam previsões apressadas sobre o fim de um mercado que continua apresentando fundamentos sólidos. O que esses episódios revelam é algo muito mais interessante: a geração distribuída brasileira está abandonando sua fase de crescimento acelerado e ingressando em um estágio de maturidade, no qual eficiência operacional, disciplina financeira e capacidade de execução passam a valer tanto quanto megawatts instalados. Essa mudança não deveria surpreender. Ela ocorreu em praticamente todos os setores que experimentaram ciclos intensos de expansão. No início, o mercado remunera quem cresce. Em um segundo momento, passa a premiar quem gera caixa. Por fim, sobreviverão aqueles capazes de combinar escala, eficiência e boa governança. O setor solar não está escapando dessa lógica; está apenas chegando a ela. Durante anos, o principal desafio das empresas foi conquistar mercado. Capital

estava disponível, investidores aceitavam horizontes longos de retorno e a prioridade era ampliar rapidamente a carteira de projetos. Nesse contexto, era natural que diversas companhias apostassem em aquisições, expansão geográfica, novos modelos de negócio e estruturas financeiras mais alavancadas. Enquanto o mercado crescia a taxas expressivas, essas estratégias pareciam fazer sentido. O ambiente, entretanto, mudou. A elevação dos juros encareceu o capital, o acesso ao crédito tornou-se mais seletivo, atrasos na conexão de usinas comprometeram projeções de receita e a integração de ativos adquiridos revelou-se mais complexa do que muitos planejamentos indicavam. Empresas que haviam sido estruturadas para crescer rapidamente passaram a operar em um cenário que exigia exatamente o contrário: controle rigoroso de custos, gestão de caixa, excelência operacional e elevada capacidade de adaptação. Seria um erro atribuir esse movimento exclusivamente ao aumento da taxa de juros ou às dificuldades regulatórias. Esses fatores explicam parte do problema, mas não seu significado. O que está em curso é uma seleção natural típica de mercados que deixam a adolescência e alcançam a maturidade. Há uma diferença importante entre um setor em crise e um setor que amadurece. No primeiro, a demanda desaparece. No segundo, desaparecem os modelos de negócio que deixaram de fazer sentido. A demanda por geração distribuída continua existindo. A busca por redu-

ção de custos de energia, maior previsibilidade das despesas e compromissos de descarbonização permanece impulsionando investimentos. O que mudou foi o ambiente competitivo. Crescer deixou de ser suficiente. É preciso crescer com rentabilidade, governança e capacidade de entregar exatamente aquilo que foi prometido. Essa transformação deverá acelerar um processo de consolidação que já começa a se desenhar. Empresas mais eficientes tenderão a incorporar ativos de concorrentes fragilizados. Fundos de investimento serão mais seletivos. Bancos elevarão suas exigências. Consumidores passarão a avaliar não apenas o preço dos projetos, mas também a solidez financeira das empresas responsáveis por sua implantação e operação. Talvez essa seja a notícia mais importante para o setor. Não estamos assistindo ao enfraquecimento da geração distribuída. Estamos assistindo ao fortalecimento de seus critérios de seleção. Toda indústria que alcança relevância econômica passa por esse momento. A geração distribuída brasileira não será diferente. O ciclo de crescimento continua. Mas, daqui para frente, os vencedores provavelmente não serão aqueles que instalarem mais megawatts. Serão aqueles capazes de transformar megawatts em negócios sustentáveis.

* Carlos Dornellas assessora empresas e investidores em estratégia, regulação e mercados de energia por meio da ALMA Energia. Com mais de 30 anos de atuação no setor elétrico, foi diretor técnico e regulatório da Absolar, gerente-executivo da CCEE e atualmente lidera o Comitê C5 do Cigre-Brasil (Mercados e Regulação).


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EXPO CENTER NORTE, SÃO PAULO, BRASIL

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A maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina

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As principais feiras e congressos de energia em The smarter E South America


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Agenda

No Brasil The smarter E - O The smarter E South America 2026 acontecerá de 25 a 27 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo, congregando os eventos: Intersolar South America - A maior feira & congresso para o setor solar da América do Sul; ees South America - Feira e congresso de baterias e sistemas de armazenamento de energia; Eletrotec+EM-Power South America - Feira e congresso de infraestrutura elétrica e gestão de energia; e Power to Drive South America - Feira e congresso de produtos e serviços para eletromobilidade. Organização da Solar Promotion International GmbH, Freiburg Management and Marketing International e Aranda Eventos & Congressos. Informações: www.thesmartere.com.br. Storage Leaders - No dia 30 de setembro, em São Paulo, a Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica vai realizar mais uma edição do Storage Leaders. O evento discute pautas sobre o desenvolvimento do mercado de armazenamento de energia elétrica no Brasil. A última edição, realizada em abril, contou com as principais lideranças do setor para debater o presente e o futuro dos sistemas de baterias no País, questões regulatórias, modelos de negócios, análise de risco e oportunidades, entre elas, os Leilões de Reserva de Capacidade. https://eventos.absolar.org.br/. Smart Grid Fórum - Nos dias 6 e 7 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, acontecerá o 18º Smart Grid Fórum 2026 – Fórum LatinoAmericano de Smart Grid, com o tema Smart Grids e Mercado Aberto: o consumidor no centro. O evento vai debater os principais desafios e oportunidades da transformação energética na América Latina para um público formado por profissionais e dirigentes de empresas de energia elétrica, telecomunicações, TV a cabo, instituições financeiras, associações de classe, ONGs e construtoras, entre outros. Programação e inscrições disponíveis no site www.smartgrid.com.br.

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SAE Brasil - O Congresso SAE Brasil 2026 Agroindústria e Mobilidade: conectando energia, inovação e desenvolvimento sustentável, acontece nos dias 7 e 8 de outubro, no Pavilhão da Bienal do Ibirapuera, em São Paulo, SP. Segundo a organização, uma das atrações deste ano é a Mostra Tecnológica, voltada para a geração de novos negócios. O evento é dividido em trilhas. Uma delas, Descarbonização, vai abordar a estratégia energética e inovação, entre outros assuntos. Informações em https:// saebrasil.org.br/congresso/. Cbens - A cidade de Niterói, RJ, sediará de 26 a 30 de outubro o 11º Cbens - Congresso Brasileiro de Energia Solar, realizado bienalmente pela Abens - Associação Brasileira de Energia Solar e organizado pela UFF - Universidade Federal Fluminense. O evento tem como objetivo apresentar o desenvolvimento científico e tecnológico das aplicações da energia solar, promovendo troca de informações e experiências entre universidades, institutos de pesquisa, empresas, órgãos governamentais, agentes do setor energético e associações da sociedade civil. Mais informações estão disponíveis em https://www.abens. org.br/eventos/7/xi-congresso-brasileirode-energia-solar.

Curso Energia solar - A NeoSolar oferece cursos para profissionais que desejam ingressar ou se especializar no segmento de energia solar. Disponíveis na modalidade presencial, com aulas práticas e demonstrações de equipamentos, e online, os cursos abordam temas como sistemas on grid, off grid e híbridos, bombeamento de água com energia solar, armazenamento de energia com baterias e carregadores para veículos elétricos. Segundo a empresa, os cursos acompanham as mudanças regulatórias e inovações tecnológicas do mercado de energia solar e de mobilidade elétrica, oferecendo aos participantes informações atualizadas sobre normas técnicas, boas práticas de instalação e tendências. A programação está disponível em https:// www.neosolar.com.br/cursos-energia-solar.

No exterior Geração solar - A 43ª Conferência e Exposição Europeia de Energia Solar Fotovoltaica (EUPVSEC, na sigla em inglês) ocorre entre os dias 14 e 18 de setembro, em Roterdã, Holanda. O evento conecta ciência e indústria e, na sessão de abertura, explora os mais recentes avanços tecnológicos e as oportunidades e os desafios relacionados à integração de energia fotovoltaica em sistemas energéticos modernos. Informações: https:// www.eupvsec.org/index.php. Indústria agrivoltaica - Nos dias 13 e 14 de outubro, em Bordeaux, na França, será realizado o Fórum da Indústria Agrivoltaica Europa, que pretende reunir profissionais dos setores solar e agrícola. Entre os tópicos do evento estão os regulamentos e políticas vigentes na Europa, diferentes modelos de negócio e perspectivas de investimento, entre outros. Já nos dias 21 e 22 de outubro, em Nova Delhi, Índia, acontecerá a Conferência Mundial Agrivoltaica 2026, com o tema Energia para o Sul Global. Mais informações sobre os eventos, respectivamente: https:// www.agrivoltaics-ife.com/ e https:// www.agrivoltaics-conference.org/. Futuro da rede - A 5ª edição do Future of the Grid acontecerá nos dias 27 e 28 de outubro, em Singapura, durante o SIEW - Singapore International Energy Week. O evento reúne os principais formuladores de políticas, representantes de concessionárias de energia e operadores de rede da Ásia para discutir temas como a infraestrutura crítica para a segurança energética, o crescimento econômico e a descarbonização. Segundo a organização, os destaques deste ano incluem sessões exclusivas sobre interconectividade regional, o papel crucial dos data centers e a integração da IA em sistemas de energia. Informações: https://www.siew.gov.sg/ siew-2026/5th-future-of-the-grid


A ALIANÇA LÍDER MUNDIAL DE EVENTOS PARA A INDÚSTRIA DE ENERGIA

DATE

YEAR

DESTINATION

COUNTRY

SEPTEMBER 1–2

2026

DALLAS

USA

SEPTEMBER 1–3

2026

DUBAI

UAE

SEPTEMBER 1–3

2026

MEXICO CITY

MEXICO

OCTOBER 13–14 SUMMIT 2026

BUCHAREST

ROMANIA

FEBRUARY 8–11

2027

SAN DIEGO

USA

MARCH 9–11

2027

GANDHINAGAR

INDIA

MARCH 16–17

2027

NAIROBI

KENYA

APRIL 28–29

2027

FORTALEZA

BRAZIL

MAY 11–13

2027

DUBAI

UAE

JUNE 8–10

2027

MUNICH

GERMANY

JUNE

2027

ROSEMONT

USA

AUGUST 24–26

2027

SÃO PAULO

BRAZIL

204,000+ 4,700+ 10,000+

EVENTS EVENT S

VISITANTES

EXPOSITORES PALESTRANTES

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Produtos

Armazenamento de energia A Victron Energy lançou recentemente no Brasil o Multi HS19 Solar 15k para aplicações de médio e grande porte, como empresas, indústrias, hospitais, hotéis, data centers, propriedades rurais, microrredes, etc. O equipamento reúne três funções: inversor, carregador de baterias e controlador da geração solar. Segundo a empresa, a solução administra automaticamente a energia produzida pelos painéis solares, controlando o carregamento das baterias e optando pelo uso da energia armazenada ou a fornecida pela rede elétrica. Em caso de interrupção do fornecimento da concessionária, o sistema também mantém a alimentação dos equipamentos. Tem garantia de cinco anos, e pode ser utilizado em sistemas conectados à rede elétrica, isolados ou híbridos. Entre as características técnicas, destacam-se: eficiência de até 98%; capacidade para até 32 kW de geração solar; quatro MPPTs independentes; saída trifásica de 15 kW; integração com baterias de alta tensão; monitoramento inteligente por bluetooth ou remoto. https://www.victronenergy.pt

Conexão de módulos O conector KSE K4, da KRJ, foi desenvolvido para conexões seriais em módulos fotovoltaicos. Compatível com cabos de 2,5 a 6 mm2, promete maior estabilidade das conexões, reduzindo a ocorrência de falhas, mau funcionamento e danos aos condutores e equipamentos. Possui proteção para ambientes externos e à prova d’água, além de resistência mecânica, aos raios UV e a sobretensões. Conta com tensão nominal de 1500 Vdc. A faixa de temperatura ambiente de operação é de -40 °C a +85 °C, com uma

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temperatura máxima limite de 120 °C. O contato é feito de cobre estanhado com material de isolamento PA. Já a conexão é realizada por crimpagem. www.krj.com.br

Rastreadores solares A Trina Tracker, do grupo Trinasolar, fornece a série Vanguard 1P de rastreadores solares de fileira única e eixo único compatível com os módulos de 700W+N. É equipado com o algoritmo de rastreamento inteligente SuperTrack, que pode aumentar a geração de energia em até 8% em comparação com os algoritmos convencionais, afirma a empresa. O comportamento contra o vento foi aprimorado em 20% através de um sistema de amortecedor bilateral (Bi-Damper System) que reduz oscilações, suportando uma velocidade de vento de projeto de até 55m/s, garante a companhia. Conta com rolamentos esféricos patenteados globalmente com ajuste de ângulo de até 30%, o que alivia danos causados pelo assentamento irregular da fundação e reduz a taxa de falha dos componentes. A estrutura é feita de aço de alta resistência com opções de fundação como cravação direta, pré-perfuração, microestacas ou estacas PHC. A Trina Solar oferece um período de garantia de 10 anos para o conjunto estrutural de elementos do rastreador e de 5 anos para os componentes comerciais (como sistema de acionamento, elétrico, rolamentos, fixadores, etc.). www.trinasolar.com/br/

Gestão de O&M A metodologia Energy Bridge, da Brasol, tem o objetivo de otimizar a rentabilidade operacional de usinas solares no Brasil, eliminando desperdícios financeiros decorrentes de manutenções redundantes baseadas em calendários

fixos. A solução integra três camadas de dados: modelagem energética teórica, estimativa solarimétrica via satélite e registros operacionais reais dos inversores. Esse cruzamento analítico, de acordo com a empresa, permite identificar a causa exata de perdas de performance, diferenciando falhas de equipamentos, limitações da rede elétrica e perda por sujeira. www.brasol.co/

BESS O BESS Huawei, fornecido pela Powersafe, é uma solução para armazenamento de energia voltada a aplicações que demandam continuidade operacional, eficiência energética e segurança. O sistema conta com proteção IP55, adequada para ambientes externos; faixa de operação de -30°C a 55°C; baterias LFP de alta confiabilidade; monitoramento inteligente e gerenciamento da operação. A Powersafe oferece estoque local do equipamento, engenharia e suporte técnico para acompanhar o projeto desde o dimensionamento até a operação. www.powersafe.com/br/

Estação de recarga Desenvolvida para atender à expansão da recarga de veículos elétricos em residências, condomínios, empresas e edificações comerciais, as estações de recarga da Tramontina têm grau de proteção IP65, garantindo resistência a jatos de água e poeira, e proteção UV, para instalação em ambientes externos. São quatro modelos disponíveis, com opções de carregamento de 7,4 kW a 22 kW, com ou sem aplicativo. A empresa também oferece o aplicativo T smart, que permite ajustar a potência de carregamento, programar horários para otimizar o consumo e acompanhar o histórico de uso. www.tramontina.com.br


Publicações

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Renováveis lideram expansão da oferta de energia O Energy Institute publicou a 75ª edição da Revisão Estatística da Energia Mundial, produzida em parceria com a Ember e em colaboração com a KPMG e a Kearney, que apresenta um panorama do

setor energético mundial em 2025. Segundo o estudo, as fontes renováveis foram, pela primeira vez fora de um pe‑ ríodo de recessão, a principal fonte de crescimento da oferta total de energia, com a solar respondendo por 72% desse incremento. A geração solar

mundial avançou 30% no ano, enquanto a capacidade de armazenamento em baterias cresceu 66%, consolidando as duas tecnologias entre as soluções de energia limpa de maior expansão. A demanda global por eletricidade au‑ mentou 3% e seu crescimento foi integralmente atendido por fontes de baixas emis‑ sões. As renováveis, soma‑ das à geração hidrelétrica, ultrapassaram o carvão como principal fonte de geração elétrica mundial. O avanço, contudo, ocor‑ reu de forma desigual entre as regiões. A China registrou novo recorde de geração eólica e solar, com volume superior ao res‑ tante do mundo em con‑ junto, enquanto na Índia a geração renovável cresceu quase 24%. Na Europa, as re‑ nováveis avançaram 7%, com destaque para a geração solar no Reino Unido, que aumen‑ tou 37%. Nos Estados Unidos, a fonte solar cresceu 28%. O relatório ressalta que a con‑ tinuidade da expansão das re‑ nováveis dependerá também

de investimentos em redes elétricas, armazenamento e soluções de flexibilidade para integrar a crescente geração limpa ao sistema energético. https://www.energyinst.org/ statistical-review.

Sistema híbrido para comunidades isoladas na Amazônia O estudo Hybrid biomass–photovoltaic systems with battery storage for isolated communities in the Amazon, desenvolvido por pesquisadores da Univer‑ sidade de São Paulo (USP), avaliou a viabilidade de um sistema híbrido formado por geração solar fotovoltaica, biomassa à base de mandioca e armazenamento em baterias para o fornecimento de eletri‑ cidade a comunidades isola‑ das da Amazônia, atualmente dependentes principalmente de geradores a diesel. A confi‑ guração foi simulada no soft‑ ware Homer Pro, consideran‑ do dados locais de recursos solares, perfil de carga e dispo‑ nibilidade de biomassa. O sis‑ tema otimizado apresentou atendimento praticamente in‑

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tegral da demanda e custo ni‑ velado de energia (LCOE) de R$ 0,33/kWh, ante R$ 1,92/ kWh do sistema existente a diesel. Na solução proposta, a biomassa é responsável pela geração de base, enquanto a fonte fotovoltaica e as baterias contribuem para reduzir os custos operacionais e admi‑ nistrar a variabilidade da ge‑ ração e da demanda. Análises considerando aumento do consumo, diferentes dados meteorológicos e restrições na disponibilidade de bio‑ massa indicaram resiliência do sistema em diferentes con‑ dições. Segundo os autores, os resultados demonstram a viabilidade econômica de sistemas híbridos para comu‑ nidades isoladas, desde que haja disponibilidade sustentá‑ vel de biomassa local, contri‑ buindo para ampliar o acesso à energia limpa e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. O estudo foi publica‑ do na revista Energy for Sustainable Development. https://www.sciencedirect.com/ science/article/pii/S0973082626001559.

Índice de anunciantes .........................................49 Absolar.........................................

ENGM ........................................... ...........................................28

Lepono......................................... .........................................33

Romagnole ................................... ...................................21

..........................3ª capa ArcelorMittal ..........................

Fluke............................................ ............................................13

Lumea.......................................... ..........................................35

Romiotto....................................... .......................................27

ATI ............................................... ...............................................45

Fortlev.......................................... ..........................................25

Megatron...................................... ......................................12

Sigma Sensors............................... ...............................14

ATM ............................................... ...............................................8

Fotovoltec ..................................... .....................................36

Mi Ômega..................................... .....................................43

SSM ............................................... ...............................................5

Bluetti ............................................ ............................................9

Gazquez ................................ ................................2ª capa

MovE ........................................... ...........................................32

Trael ...................................... ......................................4ª capa

Brametal .............................. ..............................16 e 17

Inox-Par................................ ................................10 e 11

NTC Somar.................................... ....................................29

Umbria......................................... .........................................44

Cobrecom..................................... .....................................47

KRJ.............................................. ..............................................15

Pextron........................................ ........................................31

Volts and Bolts .............................. ..............................37


Solar FV em foco

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Armazenamento: o próximo salto da transição energética brasileira tecnologia e disposição para investir. “OHáqueprojetos, precisamos agora é transformar esse interesse

”

em um mercado estruturado, competitivo e duradouro .

O

Brasil está diante de uma oportunidade estratégica para modernizar seu sistema elétrico e ampliar a participação das fontes renováveis. Os números dos próximos Leilões de Reserva de Capacidade com Armazenamento (LRCAP Armazenamento), marcados para 2 e 4 de dezembro de 2026, deixam isso evidente: mais de 6 mil projetos foram cadastrados, somando 296,9 GW de potência interessada no certame. O volume recorde de inscrições demonstra que o mercado está preparado e disposto a investir em sistemas de armazenamento de energia elétrica. Em especial, esse movimento representa a consolidação de uma nova fronteira tecnológica para o setor elétrico brasileiro. Sistemas de armazenamento são fundamentais para ampliar a flexibilidade operativa do Sistema Interligado Nacional (SIN), reforçar a segurança energética e acelerar a integração de fontes renováveis, como solar e eólica. O elevado número de projetos cadastrados também demonstra que há espaço para uma contratação de armazenamento em escala, sem comprometer a competitividade dos certames, talvez em magnitude equivalente aos cerca de 20 GW destinados às termelétricas fósseis. A existência de um universo amplo de projetos e agentes interessados tende a estimular a concorrência, favorecer ganhos de eficiência e contribuir para a redução dos custos da tecnologia. É uma

combinação positiva para o desenvolvimento de um mercado jovem e, principalmente, para os consumidores brasileiros. Estes dois leilões de 2026 devem ser concebidos como o início de um novo paradigma de mercado, não como uma contratação isolada. A realização periódica destes certames, com calendários anuais, será essencial para dar tração ao setor, atrair fabricantes, investidores e desenvolvedores, bem como promover ganhos de competitividade e redução de custos. Mercados de tecnologia intensiva em capital dependem de sinais claros e contratações recorrentes para que investimentos de longo prazo sejam bem-sucedidos. Para que esse potencial se concretize, o Brasil precisa oferecer previsibilidade e segurança jurídica ao segmento de armazenamento de energia elétrica. Ainda existem obstáculos legais e regulatórios que geram insegurança aos agentes. Entre eles está o parágrafo 6º do artigo 3º da Lei nº 10.848/2004, fruto da Lei nº 15.269/2025, que atribui aos empreendedores de geração a responsabilidade pelo pagamento do Encargo de Contratação de Reserva de Capacidade (ERCAP) aplicado aos sistemas de armazenamento. O Projeto de Lei nº 3.716/2026, de autoria do deputado federal Arnaldo Jardim, propõe corrigir essa assimetria. A neutralidade tecnológica deve ser um princípio orientador da moderni-

Bárbara Rubim e Rodrigo Sauaia*

zação do setor elétrico. A regra atual, ao concentrar exclusivamente no segmento de geração os custos associados à contratação de capacidade por meio de baterias, cria uma distorção que pode comprometer a segurança jurídica e a atratividade dos leilões LRCAP Armazenamento. Há ainda um desafio de competitividade que não pode ser ignorado: a elevada carga tributária incidente sobre os sistemas de armazenamento, que pode chegar a 84%. Reduzir essa carga aos mesmos patamares já adotados para as fontes renováveis significa tornar a tecnologia mais acessível, acelerar sua adoção em diferentes aplicações e diminuir o custo total da contratação para a sociedade brasileira. O recado dado pelo setor é inequívoco. Há projetos, tecnologia e disposição para investir. O que precisamos agora é transformar esse interesse em um mercado estruturado, competitivo e duradouro. O Brasil pode estar entre os principais mercados de armazenamento de energia elétrica do mundo. Para isso, precisamos aproveitar o momento e construir um ambiente que ofereça segurança jurídica, neutralidade tecnológica e previsibilidade. O recorde de inscrições nos LRCAPs Armazenamento mostra que o mercado está fazendo a sua parte. Agora, cabe ao poder público criar as condições para que esse potencial se transforme em investimentos, inovação, empregos e mais segurança energética para o País. * Bárbara Rubim é presidente do Conselho de Administração da Absolar, e Rodrigo Sauaia é CEO da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.


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Transformadores nas potências de 150kVA a 5.000kVA nas classes de tensão até 36,2kV, com frequência de 50Hz ou 60Hz;

Transformadores nas potências de 300kVA a 3.000kVA nas classes de tensão até 36,2kV, com frequência de 50Hz ou 60Hz.

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