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Sumário SEGURANÇA DO TRABALHO
GUIA – 1
Nova NR-10: fundamentos, alterações estruturais e implicações técnicas – Parte 2
Condicionadores de ar para painéis elétricos
A segunda parte da análise da nova redação da NR-10 trata dos procedimentos e permissões de trabalho, organização operacional, capacitação e autorização de trabalhadores, EPIs, risco de arco elétrico, além de questões relacionadas à terminologia.
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Com a função de proteger componentes eletroeletrônicos contra os efeitos do superaquecimento, os condicionadores de ar contribuem para aumento da vida útil dos painéis. O guia lista modelos com informações sobre montagem, instalação, capacidade de refrigeração e sistemas de controle.
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MERCADO
SEGURANÇA
Expansão dos data centers desafia setor elétrico
Aplicação de metodologia Epri no cálculo de energia incidente em LTs
O avanço dos data centers exige reforços em transmissão e distribuição e elevada confiabilidade do fornecimento. Além desses desafios, a reportagem aborda a evolução da legislação para associar a expansão dessas cargas ao consumo de energia renovável.
A gestão do risco de arco elétrico em linhas de transmissão depende da determinação da energia incidente e das distâncias de segurança. O artigo apresenta uma ferramenta para auxiliar na definição de perímetros seguros e na especificação de vestimentas de proteção térmica.
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GUIA – 2
GUIA – 3
Revendedores e distribuidores de material elétrico
Transformadores de potência e especiais
O levantamento reúne distribuidores e revendedores de material elétrico de instalação e de iluminação, apresentando itens para baixa tensão, linhas elétricas, distribuição terminal, comando e controle, entre outros.
Informações sobre faixas de potência, tensão e tipos de isolação de transformadores de potência para aplicações em sistemas de transmissão, fornos, retificadores, distribuição e redes subterrâneas. A relação também inclui transformadores especiais.
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SEÇÕES
COLUNAS
Carta ao Leitor 6 No Circuito 8 EM Sintonia 16 Produtos 62 Agenda 64 Publicações 65 65 Índice de Anunciantes
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EM Ex Toda Via EM Profissionais EM Aterramento Momento
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Capa Roberto Monticelli Wydra, Foto: Carlos Castilla / shutterstock
As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por EM podendo mesmo ser contrárias a estas.
ONDE OS DADOS GANHAM ESCALA,
Soluções Romagnole para a infraestrutura elétrica de data centers
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Carta ao Leitor
Infraestrutura elétrica para uma economia digital Jucele Reis Editora de EM
O avanço da inteligência artificial, da computação em nuvem e do processamento de grandes volumes de dados vêm impulsionando uma expansão sem precedentes dos data centers. O que antes era tratado como um tema predominantemente ligado à tecnologia da informação hoje desafia diretamente a infraestrutura elétrica. As projeções mostram a dimensão desse movimento. O consumo mundial de eletricidade dos data centers deverá praticamente dobrar até 2030, enquanto, no Brasil, a capacidade instalada, hoje de 1 GW, poderá alcançar entre 26 GW e 45 GW até 2050. O Brasil reúne atributos que despertam o interesse dos investidores: matriz elétrica predominantemente renovável, mercado consumidor em crescimento e posição estratégica para a economia digital. Mas transformar esse potencial em novos projetos dependerá da capacidade de o setor elétrico acompanhar o ritmo dos investimentos. Trata-se de uma evolução que exigirá não apenas maior oferta de energia, mas também disponibilizá-la nos novos polos de consumo, dentro dos prazos exigidos pelos empreendimentos, além de redes elétricas capazes de prover confiabilidade e qualidade da energia. Ou seja, a questão deixa de ser apenas a geração, envolvendo também a expansão da transmissão, a agilidade dos processos de conexão e um ambiente regulatório que ofereça previsibilidade. Nesse contexto, iniciativas como a Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST) e o Redata (Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center) representam avanços importantes ao buscar modernizar o acesso à rede e estimular novos investimentos. Ao mesmo tempo, cresce a importância de tecnologias capazes de aumentar a flexibilidade do fornecimento, entre elas os sistemas de armazenamento de energia, que começam a integrar a estratégia de operação desses empreendimentos cuja continuidade de serviço é crítica. Nesta edição, Eletricidade Moderna analisa como o crescimento dos data centers está redesenhando as demandas sobre o sistema elétrico brasileiro. A reportagem mostra os desafios para transmissão e distribuição, os impactos sobre o planejamento da infraestrutura, os avanços regulatórios, o papel de soluções como os BESS, além de oportunidades que surgem para os profissionais do setor. A combinação entre política industrial, planejamento energético e modernização da infraestrutura poderá definir o espaço que o País ocupará na economia digital dos próximos anos. E o setor elétrico é um dos protagonistas dessa transformação.
DIRETORES Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Editor: Jucele Menezes dos Reis (jornalista responsável – Reg. MTb. 0048092/SP) CONSELHO EDITORIAL Celso L.P. Mendes João Gilberto Cunha Mauro Crestani PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett eliane.giacomett@arandaeditora.com.br Ivete Lobo ivete.lobo@arandaeditora.com.br Tel. (11) 3824-5300 REPRESENTANTES BRASIL Interior de São Paulo e Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho – cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista – cel. (41) 99728-3060; romildo@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 981-799-661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 2-601 Huandong Gongyu, Hangzhou, Zhejiang 310004 (86-571) 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal tel.: +49 202 27169 13. fax: +49 202 27169 20 www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy:Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 20148 Milan – tel.: +39 2 39216180, fax: +39 2 39217082 grquaini@tin.it Japan:Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073 – tel: +81-(0)3-3263-5065, fax: +81-(0)3-3234-2064 aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu Seoul 134-070 – tel: +82 2 481-3411, fax: +82 2 481-3414. jesmedia@unitel.co.kr Switzerland:Rico Dormann - Media Consultant Marketing Moosstrasse 7,CH-8803 Rüschlikon tel.: +41 44 720-8550, fax: +41 44 721-1474. dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1; Taichung, 408 tel.: +886 4 2325-1784, fax: +886 4 2325-2967. global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden):Mr. Edward J. Kania - Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188 ekania@btinternet.com USA:Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY 11566-5209 – tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568. arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PRODUÇÃO Sarah Esther Betti, Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva. CIRCULAÇÃO Clayton Santos Delfino Tel.: (011) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão e acabamento: Ipsis Gráfica e Editora Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima PROJETO RudekWydra site: www.rudekwydra.com.br Roberto Monticelli Wydra atendimento@rudekwydra.com.br TIRAGEM 12 000 exemplares ELETRICIDADE MODERNA, revista brasileira de eletricidade e eletrônica, é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. TEL. + 55 (11) 3824-5300 em@arandaeditora.com.br | www.arandaeditora.com.br
ISSN 0100–2104
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30/09 a 01/10/2026 Rio de Janeiro/RJ
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No Circuito Aneel debate ampliação de redes subterrâneas
corporados às tarifas. Segundo a Aneel, a eventual imposição de metas para substituição de redes aéreas por subterrâneas poderia resultar em repasses relevantes para a conta de luz. A Agência também aponta uma questão distributiva: o enterramento realizado em determinada região pode elevar a tarifa de todos os consumidores da concessionária, embora os benefícios fiquem concentrados na área diretamente atendida pela rede subterrânea.
A Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica abriu a Consulta Pública no 29/2026 para discutir a ampliação do uso de redes subterrâneas de distribuição de energia elétrica no País. O processo avaliará as vantagens e desvantagens da eventual definição de metas para que distribuidoras transfiram parte das redes aéreas para dutos subterrâneos.
As contribuições para a Consulta Pública no 29/2026 podem ser enviadas até 12 de outubro para o e-mail cp029_2026@ aneel.gov.br. O relatório de AIR e outros documentos sobre o tema estão disponíveis na área de consultas públicas em https://antigo.aneel.gov.br/consultaspublicas.
Atualmente, apenas 0,4% da rede de distribuição brasileira é subterrânea. Pelas regras vigentes, a decisão de enterrar cabos cabe às próprias distribuidoras, sem determinação da Aneel. Estudo elaborado pelas áreas técnicas da Agência recomenda a manutenção desse modelo. A Análise de Impacto Regulatório (AIR) aponta que as áreas atendidas por redes subterrâneas apresentam menor frequência e duração das interrupções de energia. Entre outros benefícios estão a menor exposição da infraestrutura a tempestades e ventos fortes, a redução dos riscos de furto e fraude de energia e a diminuição da poluição visual urbana.
MME abre consultas públicas sobre novas regras do setor
Cemig/Divulgaão
O principal obstáculo é o custo. A implantação exige obras para instalação de dutos e cabos e, quando realizada pelas distribuidoras, os investimentos são in-
Atualmente, apenas 0,4% da rede de distribuição brasileira é subterrânea
O MME – Ministério de Minas e Energia abriu três consultas públicas relacionadas à implementação das mudanças promovidas pela Lei no 15.269/2025. As propostas abrangem regras de comercialização e armazenamento de energia, abertura do mercado livre, critérios de rateio da reserva de capacidade e a Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE) para comercializadores. A minuta que trata da atualização das regras de comercialização, armazenamento e mercado livre de energia propõe alterações nos Decretos nº 5.163/2004, no 2.655/1998 e no 5.177/2004 para preparar a regulamentação para a abertura integral do mercado. Entre os pontos em discussão estão a flexibilização da exigência de contratação da totalidade da carga por consumidores e distribuidoras, critérios para comprovação de las-
tro de agentes armazenadores, revisão das diretrizes para os limites do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) e eventual mudança na periodicidade da contabilização e liquidação do Mercado de Curto Prazo. A proposta também incorpora o armazenamento à regulamentação, com a criação, na CCEE, da classe de armazenadores autônomos na categoria de comercialização. Outra consulta aborda o rateio dos custos da reserva de capacidade no Sistema Interligado Nacional (SIN). A proposta altera o critério de cobrança do Encargo de Reserva de Capacidade (ERCAP), que atualmente considera o pico máximo mensal de consumo de cada consumidor. Pelo modelo apresentado, o rateio passaria a considerar o consumo registrado no período de maior demanda líquida do SIN. Consumidores capazes de deslocar seu consumo para fora desse período poderão reduzir sua participação no rateio do encargo. A medida busca criar um sinal econômico para estimular a gestão da demanda. De acordo com o MME, consumidores com maior flexibilidade operacional — como indústrias, sistemas de refrigeração, bombeamento, infraestruturas de recarga de veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia — terão incentivos financeiros para transferir suas atividades para fora da janela crítica. A terceira consulta trata da Taxa de Fiscalização dos Serviços de Energia Elétrica (TFSEE) que passará a ser paga pelos agentes comercializadores. A inclusão desse segmento entre os contribuintes foi determinada pela Lei no 15.269/2025, e o MME agora discute a metodologia de cálculo da taxa. Segundo o Ministério, a proposta considera as características do mercado de comercialização e princípios como proporcionalidade, razoabilidade e capacidade contributiva. As propostas podem ser encaminhadas até o dia 8 de outubro. Os documentos e as informações pertinentes estão disponíveis em https://consultas-publicas.mme. gov.br/home.
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CPFL e TIM investirão em rede privativa de comunicação
Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com foco na melhoria dos indicadores de continuidade do fornecimento (DEC e FEC).
Axia anuncia R$ 8,7 bilhões em transmissão até 2030 A Axia Energia prevê investir R$ 8,7 bilhões na implantação de 12 projetos de transmissão arrematados em leilões da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica. As obras, com conclusão prevista até 2030, somam 2.320 quilômetros de novas linhas de transmissão em 12 estados e terão prazos de execução entre 42 e 60 meses. Os empreendimentos visam ampliar a capacidade de transporte de energia, reforçar a confiabilidade da rede, melhorar o controle de tensão e viabilizar o escoamento da geração para o SIN - Sistema Interligado Nacional.
Infraestrutura utilizará a faixa de radiofrequência de 450 MHz para garantir comunicação dedicada às operações críticas da distribuidora
A nova rede permitirá monitoramento em tempo real e execução remota de manobras operacionais, contribuindo para reduzir o tempo de restabelecimento do fornecimento em casos de interrupções provocadas, por exemplo, por tempestades ou acidentes. A iniciativa também dará suporte à expansão de dispositivos de automação, como religadores automáticos e reguladores de tensão, além de preparar a infraestrutura para a futura adoção em larga escala de medidores inteligentes. Com conclusão prevista para 2029, o projeto terá capacidade de expansão para conectar até 50 mil dispositivos simultaneamente. As primeiras regiões contempladas incluem Franca, Miguelópolis, Sorocaba e Ibiúna, em São Paulo, e Uruguaiana, Alegrete, Itaqui, São Borja e
No Nordeste, os projetos contratados nos leilões de 2024 e 2025 concentram R$ 6,2 bilhões em investimentos e abrangem Ceará, Pernambuco, Alagoas, Bahia, Piauí, Paraíba e Rio Grande do Norte. Já no Sudeste, o lote 9 do leilão realizado em julho de 2026 contempla obras em Mairiporã, Jaguari e São José dos Campos, SP, com investimento previsto de R$ 224,6 milhões. Em Minas Gerais, três projetos somam R$ 1,6 bilhão em investimentos. Outros empreendimentos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina respondem por aportes de R$ 634 milhões. Axia/Divulgação
Divulgação
A CPFL Energia e a TIM firmaram uma parceria para implantar uma rede privativa de telecomunicações voltada à operação do sistema elétrico, com investimento de R$ 60 milhões. O projeto abrangerá 65 subestações e aproximadamente 2.500 equipamentos inteligentes instalados em cerca de 50 municípios de São Paulo e do Rio Grande do Sul, beneficiando aproximadamente 980 mil consumidores em uma área de 51 mil km2. A infraestrutura utilizará a faixa de radiofrequência de 450 MHz para garantir comunicação dedicada às operações críticas da distribuidora.
Ao longo da implantação dos projetos, a empresa estima gerar cerca de 17,7 mil empregos diretos. Com a conclusão das obras, a Axia Energia passará a operar 76.320 quilômetros de linhas de transmissão e terá Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 850 milhões.
EDP conclui implantação de ADMS para gestão da distribuição A EDP finalizou a implementação do Advanced Distribution Management System (ADMS), plataforma que integra, em um único ambiente digital, informações utilizadas no monitoramento, controle e operação de sua rede de distribuição de energia em tempo real. Com o novo sistema, dados que antes eram acompanhados em diferentes plataformas passam a ser consolidados em uma visão integrada da rede. Segundo a empresa, a solução permite identificar situações que possam afetar o fornecimento, antecipar riscos e apoiar decisões mais rápidas e coordenadas diante de ocorrências, contribuindo para acelerar o restabelecimento do serviço. A implantação também busca fortalecer o planejamento operacional e a coordenação entre as equipes ao integrar dados, processos e pessoas. “A iniciativa amplia nossa capacidade de antecipar eventos, responder com mais agilidade às ocorrências e oferecer um serviço cada vez mais seguro, eficiente e confiável aos nossos clientes”, afirma Dyogenes Rosi, diretor-presidente de Distribuição da EDP. Segundo a companhia, a tecnologia ganha relevância diante da crescente complexidade das redes de distribuição, marcada pela expansão da geração distribuída, maior eletrificação da economia, digitalização e aumento da exposição a eventos climáticos extremos.
Projetos incluem 2320 km de novas linhas em 12 estados para ampliar a capacidade e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional
O projeto foi desenvolvido ao longo de 30 meses e envolveu mais de 360 profissionais
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de diferentes áreas da companhia e empresas parceiras. Foram realizadas mais de 4 mil horas de treinamento, além de milhares de testes e validações. A implantação da infraestrutura necessária ao ADMS incluiu ainda a construção de um novo data center.
Cepel lança ferramenta para monitorar subestações digitais O Cepel - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica lançou o Sage Monitorador de Rede, ferramenta desenvolvida para acompanhar a infraestrutura de comunicação de subestações digitais. Voltado a redes que utilizam o padrão IEC 61850, a solução analisa o tráfego de comunicação em tempo real e transforma os dados em alarmes, indicadores e painéis para as equipes de operação e manutenção. De acordo com o Cepel, o monitoramento é capaz de dar mais visibilidade sobre a operação, analisando milhares de registros para descobrir onde está a falha, gerando uma resposta mais rápida e criando uma estratégia
Cepel
No Circuito No monitoramento ativo, consulta diretamente os dispositivos eletrônicos inteligentes (IEDs) para verificar seu estado interno e fornecer informações de supervisão.
Solução acompanha a operação em tempo real e consegue localizar e reportar erros, danos ou alertas
de manutenção preditiva. Entre as condições que podem ser identificadas estão ausência de fluxos esperados, mensagens não previstas, atrasos de publicação, inconsistências de configuração, falhas de sequência e problemas de sincronismo. A solução tem potencial para reduzir entre 70% e 80% os custos de implantação e operação em comparação com soluções tradicionais disponíveis no mercado, afirma a entidade. A plataforma se conecta diretamente ao Sistema Aberto de Gerenciamento de Energia (Sage), Scada/EMS utilizado há anos no Sistema Interligado Nacional (SIN). A ferramenta combina monitoramento passivo e ativo. No primeiro caso, observa o tráfego da rede sem interferir na operação, identificando ocorrências como perda ou duplicação de informações, atrasos e fluxos inesperados.
De acordo com Denys Lellys, líder de Produtos e P&D da Gerência de Controle e Operação do Cepel, com a solução, “ao invés de analisar milhares de registros para descobrir onde está a falha, operadores passam a contar com alarmes, indicadores e painéis que apontam rapidamente comportamentos fora do esperado”, afirma. O Sage Monitorador foi desenvolvido e validado em ambientes de laboratório do Cepel e da Axia Energia, nas regiões Sul e Nordeste. Os testes utilizaram tráfego IEC 61850 real e simulado, arquivos de engenharia de subestações digitais e cenários controlados de falhas.
ISA Energia Brasil obtém licença para LTs A ISA Energia Brasil obteve a Licença Prévia para o Projeto Itatiaia, empreendimen-
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to de transmissão que ligará Minas Gerais ao Rio de Janeiro e integra o Lote 7 do Leilão de Transmissão no 1/2023 da Aneel. Com investimento de R$ 2,7 bilhões, o projeto pretende ampliar a capacidade de escoamento da geração eólica e solar do Norte de Minas Gerais e do Nordeste para o Sudeste, além de aumentar a flexibilidade e a confiabilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN). Considerado prioritário pelo Novo PAC, o empreendimento contribuirá para reduzir restrições operativas e os níveis de curtailment, além de criar condições para a conexão de futuras usinas de reserva de capacidade no estado do Rio de Janeiro. A entrada em operação está prevista pela Aneel para março de 2029. O projeto prevê a construção da subestação Leopoldina 2 (MG), a ampliação das subestações Governador Valadares 6 (MG) e Terminal Rio (RJ), além da implantação de duas linhas de transmissão em 500 kV, totalizando 1.014 quilômetros de circuitos em configuração dupla. Também serão instaladas mais de 995 torres de transmissão e 35 reatores indutivos de 500 kV. Segundo a companhia, as obras devem gerar mais de 4 mil empregos diretos e indiretos e fortalecer a infraestrutura necessária para o crescimento econômico dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro. O empreendimento terá Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 248 milhões no ciclo tarifário 2025/2026.
A Unicamp - Universidade Estadual de Campinas coordenará o BioLoop, projeto de pesquisa voltado ao desenvolvimento de tecnologias para a transição energética que receberá cerca de R$ 15 milhões da Finep - Financiadora de Estudos e Projetos. A iniciativa ficou em terceiro lugar entre aproximadamente 30 propostas apresentadas na chamada pública para Centros Temáticos em Transição Energética. Coordenado pelo Cepetro - Centro de Estudos de Energia e Petróleo, em parceria com o Nipe - Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético, o projeto reúne 31 laboratórios da universidade para integrar pesquisas em biomassa, resíduos, biocombustíveis, biometano, hidrogênio, metanol verde, eletrificação, mobilidade sustentável e inteligência artificial aplicada ao setor energético, eletrificação e soluções para mobilidade sustentável. Com duração inicial de três anos, o BioLoop pretende fortalecer a infraestrutura de pesquisa e integrar competências de diferentes áreas para acelerar o desenvolvimento e a transferência de tecnologias de baixo carbono ao mercado. Segundo o pesquisador Gustavo Doubek (foto), professor da Faculdade de Engenharia Química da Unicamp, um dos principais desafios da transição energética é que muitas soluções tecnológicas acabam sendo desenvolvidas de forma isolada. O objetivo do BioLoop, portanto, é integrar as pesquisas em uma cadeia capaz de levar soluções até a aplicação prática.
grandes blocos tecnológicos interligados. O primeiro concentra estudos sobre produção de biomassa, melhoramento genético de culturas energéticas, biotecnologia, biocombustíveis e etanol de segunda geração. O segundo reúne pesquisas voltadas ao aproveitamento de resíduos urbanos e industriais, digestão anaeróbia, produção de biogás, biometano, metanol verde e desenvolvimento de biorrefinarias. Já o terceiro dedica-se ao uso eficiente da energia, incluindo eletrificação, motores movidos a combustíveis renováveis, baterias, hidrogênio verde e tecnologias para o seu armazenamento, gestão inteligente de energia, transporte sustentável e monitoramento de emissões. A proposta também incorpora ferramentas de Internet das Coisas (IoT) e inteligência artificial para otimização de processos, modelagem de sistemas energéticos e apoio à tomada de decisão.
ONS e UFF criam polo para inovação no setor elétrico Uma parceria entre o ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico e a UFF Universidade Federal Fluminense criou o PONTTE Polo de Novas Tecnologias para a Transformação Energética e Digital. O centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação tem como objetivo aproximar a academia dos desafios da operação do SIN - Sistema Interligado Nacional, promovendo a formação de profissionais e o desenvolvimento de soluções tecnológicas para o setor elétrico. Reprodução
Empreendimento de R$ 2,7 bilhões vai ampliar o escoamento de energia renovável e reforçar a integração entre Nordeste e Sudeste
Unicamp coordenará centro para transição energética
A proposta organiza as pesquisas em três Gustavo Doubek (Unicamp): Iniciativa tem o objetivo de integrar as pesquisas em uma cadeia capaz }de levar soluções até a aplicação prática
Cepetro/Divulgação
ISA Energia/Divulgação
No Circuito
Iniciativa integra pesquisa, desenvolvimento tecnológico e formação de profissionais para apoiar os desafios da operação do SIN
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No Circuito O PONTTE iniciará suas atividades com foco em cinco áreas estratégicas: cibersegurança, inteligência artificial, big data e open data, monitoramento e automação e subestações digitais. Além de desenvolver pesquisas, protótipos e projetos cooperativos, o polo buscará fortalecer o ecossistema de inovação, incentivar a formação de talentos e ampliar a cooperação entre universidades, empresas, startups e instituições públicas. Segundo o ONS, novas iniciativas de pesquisa serão definidas em conjunto com diferentes áreas da organização, e uma segunda unidade do polo está prevista para as próximas etapas do projeto. Mais detalhes sobre as características e perspectivas do centro de pesquisa estão disponíveis em https://pontte.ons.org.br/.
Siemens Energy inicia separação de área voltada à indústria A Siemens Energy iniciou os preparativos para a separação jurídica e operacional de sua área de soluções energéticas para a indústria, que deverá se tornar uma empresa independente. A operação faz parte de uma estratégia que permitirá à Siemens Energy concentrar sua atuação nos segmentos de geração e transmissão de energia. Em uma segunda etapa, a companhia pretende avaliar uma nova estrutura de propriedade para a transformação industrial, com o objetivo de desconsolidar o negócio. Entre as possibilidades estão a entrada de investidores externos e uma eventual operação no mercado de capitais. A Siemens Energy pretende manter uma participação minoritária na nova empresa. A divisão fornece tecnologias destinadas a aumentar a eficiência, a confiabilidade e a reduzir as emissões de instalações e processos industriais. Seu portfólio inclui turbinas industriais a vapor, compressores, eletrolisadores para produção de hidrogênio, geradores e motores, além de tecnologias marítimas e submarinas.
No ano fiscal de 2025, a unidade registrou receita de € 5,7 bilhões, margem de lucro de 11,3% e contava com aproximadamente 17 mil funcionários. Com a separação, a expectativa da companhia é proporcionar à nova empresa maior autonomia empresarial e ampliar suas possibilidades de crescimento. “A área de transformação industrial se desenvolveu com sucesso nos últimos anos e hoje é um negócio lucrativo e de alto crescimento. Vemos potencial para um crescimento rentável adicional se conseguirmos acelerar o desenvolvimento contínuo do negócio”, afirma Christian Bruch, presidente e CEO da Siemens Energy.
Relatório aponta avanço global de SMRSs Os pequenos reatores modulares (SMRs, na sigla em inglês) devem ganhar espaço na matriz energética global nos próximos anos, segundo o relatório SMR Market Intelligence Report 2027, da Nuclear Intelligence Brief. O estudo aponta que o mercado poderá mais que dobrar até 2032, impulsionado pelo aumento da demanda de energia para data centers, inteligência artificial e setores industriais de difícil descarbonização. De acordo com o relatório, empresas de tecnologia como Google, Amazon, Microsoft e Meta ampliaram investimentos em projetos nucleares para garantir suprimento elétrico de longo prazo, enquanto países como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido avançam no licenciamento e na construção das primeiras unidades comerciais. Abdan/Reprodução
Estudo projeta expansão de SMRs impulsionada pela demanda por energia para inteligência artificial, descarbonização e
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O documento destaca que os SMRs oferecem vantagens como fabricação modular, menor prazo de implantação (estimado entre três e cinco anos) e elevada densidade energética, características que favorecem aplicações tanto na geração de eletricidade quanto no fornecimento de calor para indústrias como siderurgia, mineração, química e fertilizantes. Apesar das perspectivas positivas, o estudo aponta desafios para a expansão da tecnologia, entre eles o alto custo dos primeiros projetos comerciais, a necessidade de aperfeiçoamento dos modelos regulatórios e a limitada oferta de combustível nuclear avançado (Haleu - High-Assay Low-Enriched Uranium), considerado um dos principais gargalos para a implantação de reatores de nova geração. Na avaliação da Abdan - Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares, o avanço dos SMRs representa uma oportunidade para países com reservas de urânio, capacidade industrial e experiência no setor nuclear. “O Brasil reúne condições únicas para participar dessa nova fase da energia nuclear. Temos reservas expressivas de urânio, capacidade industrial instalada, experiência operacional e um dos sistemas elétricos mais limpos do mundo. Os SMRs podem ampliar ainda mais esse potencial, principalmente em aplicações industriais e no atendimento de novas demandas energéticas”, destaca Celso Cunha, presidente da associação.
Notas Retrofit de iluminação – Oito municípios de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul receberão R$ 15,4 milhões do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel Reluz) para modernizar 12.165 pontos de iluminação pública. A expectativa é que os projetos proporcionem economia de aproximadamente R$ 2,85 milhões por ano aos cofres municipais. Os recursos serão destinados a Indaial, Gaspar, Capivari de Baixo, Doutor Pedrinho, Imbituba, Laurentino e Presidente Getúlio, em Santa Catarina, e Cândido Godói, no Rio Grande do Sul. Com a modernização dos sistemas de iluminação, a previsão é reduzir o consumo de eletricidade em 4.183 MWh por ano. Digitalização da distribuição – A Neoenergia Brasília anunciou um plano de investimentos de R$ 3,1 bilhões para ampliar, modernizar e digitalizar a infraestrutura elétrica do Distrito Federal entre 2026 e 2030. O programa contempla a construção e ampliação de cinco subestações, a implantação de 132 quilômetros de linhas de alta tensão e o reforço da rede de distribuição para atender mais de 1,3 milhão de consumidores. Segundo a distribuidora, o montante é 118% superior ao investido no ciclo anterior. O programa também contempla ações voltadas à qualificação profissional e à expansão da força de trabalho da distribuidora. A expectativa é formar 400 profissionais até 2030 e ampliar em até 40% o quadro técnico da empresa. Além disso, cerca de R$ 40 milhões serão destinados a projetos de regularização do fornecimento de energia para mais de 70 mil pessoas no Distrito Federal.
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EM Sintonia
Governo vs. mercado O MME - Ministério das Minas e Energia quer transmitir a sensação de que está tudo planejado, equacionado, pacificado, que o devir está balizado. O mercado não sente assim. O Poder Executivo celebra a Lei 15 269 que estaria na base das reformas estruturais do setor elétrico brasileiro. Discursa como tendo trazido a dimensão social para o tablado (Gás do Povo, Luz para Todos e outros). O mercado vê nas políticas públicas bactérias do populismo, sente que elas aumentam a dívida pública, o déficit fiscal, que voltam cruelmente para toda a sociedade, sobretudo mais duramente para os extratos de renda mais baixos (inflação e juros). O MME considera os planos decenais da EPE Empresa de Pesquisa Energética muito bem realizados e tranquilizantes. O mercado vê o Congresso Nacional irresponsavelmente inserindo medidas que deformam há anos os planos (de fato, bons no papel) da EPE. Legisladores paroquiais, por desconhecerem a complexidade do setor elétrico ou por motivos alheios, têm sistematicamente criado despesas sem origem (a menos que os consumidores arquem ilimitadamente por elas), subsídios, empreendimentos obrigatórios ilógicos (usinas de gás onde não tem gás nem gasoduto), gastos sociais pagos pela Itaipu Binacional e outros.
Há que celebrar pelo MME a garantia de alguma segurança energética e aumento da compatibilidade jurídica, mas não da flexibilidade regulatória. Porém, há que lamentar o distante sinal econômico do preço final pago pela energia no País, vis-à-vis o custo real da energia aqui produzida, um custo a ser aderente à necessidade e verdadeiramente competitivo no mapa global.
Transmissão Está se caracterizando uma acentuada anomalia no sistema de transmissão nacional. Se faltam linhas e/ou cargas nas horas de elevada insolação no País (causa dos cortes na geração), também surge a ociosidade no transporte de longa distância da energia entre regiões (por exemplo do Nordeste para o Sul-Sudeste-Centro Oeste), porque há sobras na oferta (simultaneamente) nos diferentes sistemas regionais. Os pesados investimentos requeridos para aumentar o sistema de transmissão e subtransmissão interligados pedem novas análises pois, neste intervalo, começarão a operar produtores de hidrogênio e data centers, vorazes usuários de água e energia, além de veículos elétricos. Diferentemente do Brasil, na China uma boa parte do curtailment resolve-se com maciços investimentos em transmissão. No capitalismo de Estado, sob
rígidas intervenções políticas e ideológicas, os critérios de retorno dos investimentos não se assemelham aos brasileiros.
CCEE e o mercado livre A CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica está desarmada para os dias que se aproximam, ou seja, para o início da liberdade de o consumidor de energia elétrica em baixa tensão de escolher quem deseja no papel de fornecedor de seus kWh e a um regime horário de tarifação. Não está cristalina a modelagem eletroenergética para esta concretização, tampouco seu arcabouço legal. Carece a CCEE de análises diferenciadas e, até mesmo, da precificação de perdas. Falta desenhar com pragmatismo as liquidações dos contratos segundo os novos contornos, além de configurações de salvaguardas para eventos e constrangimentos no fornecimento.
Em busca do consenso O Fase – Fórum das Associações do Setor Elétrico, que reúne as entidades de classe que compõem a cadeia produtiva da energia elétrica no Brasil, acredita na busca de consenso entre os agentes e as vozes governamentais. Sugere que a rota judicial, exponencialmente utilizada nos últimos anos, não tem sido o melhor caminho.
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Segurança do trabalho
Nova NR-10: fundamentos, alterações estruturais e implicações técnicas – Parte 2
Iniciado na edição anterior de EM, este artigo apresenta a nova redação da Norma Regulamentadora n o 10, que introduz alterações importantes no campo da segurança elétrica ocupacional. Esta segunda e última parte aborda temas como procedimentos, permissões de trabalho e organização operacional; capacitação e autorização de trabalhadores; EPIs e risco de arco elétrico; além de levantar questões relevantes sobre terminologia, entre outras.
João Gilberto Cunha, Mi Omega Engenharia e Instituto Mi Omega
Procedimentos, permissões de trabalho e organização operacional A criação do capítulo 10.7, dedicado às medidas administrativas e de organização do trabalho, reforça a conexão da nova NR-10 com os princípios da NR-1 e da ABNT NBR ISO 45001. A norma passa a exigir que os procedimentos de trabalho apresentem estrutura mínima, incluindo objetivo, campo de aplicação, referência CPD
EEP
técnica, orientações administrativas, detalhamento das tarefas, medidas de prevenção e controle, competências e responsabilidades, condições impeditivas e orientações finais. Essa estrutura contribui para reduzir a variabilidade das atividades e para evitar que procedimentos sejam elaborados de forma genérica, sem considerar as características reais da instalação, dos equipamentos e das tarefas executadas. Os procedimentos devem ser documentos operacionais, capazes de ExpertCE
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orientar efetivamente as equipes e de estabelecer critérios claros para a interrupção segura de atividades. A organização deverá também inspecionar as instalações elétricas e manter relatório contendo as medidas de prevenção necessárias, o plano de ação correspondente e o cronograma de adequação. A exigência reforça a necessidade de uma gestão de integridade das instalações, baseada em inspeções planejadas, identificação de não conformidades, definição de responsáveis, prazos e acompanhamento da implementação das ações corretivas. Para serviços não rotineiros em eletricidade e trabalhos realizados em proximidade de instalações elétricas, a norma exige a emissão de permissão de trabalho precedida de análise de riscos e aprovada por trabalhador autorizado. A permissão deverá identificar os requisitos para execução do serviço, as medidas definidas na análise de riscos, os trabalhadores envolvidos e suas autorizações, a data da atividade e as condições impeditivas. A validade da permissão de trabalho ficará limitada à duração da atividade e ao turno de trabalho. A revalidação será admitida apenas quando não houver alterações nas condições estabele-
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PARTE 1 (EM no 590 - Julho/Agosto 2026) – Explicitação de obrigações preexistentes (espec. arco elétrico) – Alinhamento com NR-1 e normas técnicas – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) – Projetos elétricos, áreas classificadas e energia incidente – Eliminação do perigo e hierarquia das medidas de prevenção – Expansão das medidas de proteção coletiva – Dispositivos diferenciais-residuais – Proteção coletiva contra arco elétrico Boxes – Desenergização das instalações elétricas – Delimitação e sinalização da área de trabalho
PARTE 2 (EM no 591 - Setembro/Outubro 2026) – Procedimentos, permissões de trabalho e organização operacional – Capacitação, treinamento e autorização de trabalhadores – Equipamentos de proteção individual e risco de arco elétrico – Condições de grave e iminente risco – Conclusões – Referências Boxe – Pontos de atenção/sugestões: – A questão terminológica entre seccionamento e desligamento – Constatação de ausência de tensão e aterramento temporário
cidas ou na composição da equipe. O documento deverá estar disponível no local da atividade, em meio físico ou digital, e ser encerrado e arquivado de forma a assegurar a rastreabilidade da intervenção. A análise de riscos deverá contemplar o local de execução e seu entorno, os meios de isolamento e sinalização, as condições meteorológicas adversas, os sistemas de proteção coletiva e individual, os riscos adicionais e externos, os trabalhos simultâneos, as condições impeditivas, as medidas de emergência e resgate, os sistemas de comunicação e a forma de supervisão. Antes do início dos serviços, a avaliação prévia deverá verificar se existem situações não previstas no procedimento ou na permissão de trabalho, se as medidas de prevenção permanecem adequadas e se há condições impeditivas. Identificada uma anormalidade capaz de comprometer a segurança, a operação não deverá ser iniciada e o superior hierárquico deverá ser comunicado. A nova redação também exige que painéis e quadros elétricos tenham suas portas de acesso mantidas permanentemente fechadas, exceto durante inter-
venções justificadas, como manutenção ou pesquisa de defeitos. Esses equipamentos deverão apresentar sinalização do nível de tensão, advertência quanto aos riscos de choque e arco elétrico e restrição de acesso a pessoas não autorizadas. A indumentária do trabalhador não poderá conter materiais condutíveis, salvo aquelas concebidas especificamente para requisitos de condutibilidade previstos na própria NR-10, como no caso de determinadas atividades de trabalho em potencial.
Capacitação, treinamento e autorização de trabalhadores O capítulo 10.8 introduz maior objetividade para os requisitos de qualificação, habilitação e capacitação dos trabalhadores. A capacitação deverá possuir plano de aprendizagem sob responsabilidade de profissional legalmente habilitado (PLH) e incluir conteúdo teórico associado à prática supervisionada. O plano deverá refletir a realidade da organização, considerando as características construtivas e operacionais das instalações, os procedimentos de trabalho e as condições impeditivas aplicáveis.
A norma passa a estabelecer módulos e cargas horárias mínimas para a formação de trabalhadores capacitados. Entre os módulos, destacam-se os de fundamentos de eletricidade básica, sistema elétrico de consumo, qualidade, saúde e meio ambiente nos serviços em eletricidade, fundamentos do sistema elétrico de potência (SEP) e compartilhamento de infraestruturas do SEP. A diferenciação entre sistema elétrico de consumo e sistema elétrico de potência contribui para que a capacitação seja proporcional à complexidade, aos riscos e às características das atividades executadas. A nova redação prevê ainda a inclusão de módulos específicos para tarefas determinadas, com conteúdo e carga horária definidos pela organização, desde que coerentes com a realidade de trabalho. Admite-se a convalidação dos módulos de fundamentos de eletricidade básica e de qualidade, saúde e meio ambiente entre diferentes organizações, desde que haja aprovação em avaliação específica realizada sob responsabilidade de PLH e dentro do período de dois anos contado da realização do módulo original. Em relação aos treinamentos de segurança e saúde, a nova NR-10 estabelece treinamento periódico bienal com carga horária mínima de dezesseis horas. O conteúdo deverá ser adaptado às características construtivas das instalações, aos procedimentos de trabalho e às condições impeditivas existentes na organização. Também será necessário realizar novo treinamento quando houver alteração nos procedimentos, condições ou operações de trabalho que modifiquem os riscos ocupacionais, bem como após acidente grave ou fatal que demonstre a necessidade de reciclagem. Os treinamentos deverão ser ministrados por instrutores com comprovada proficiência nos temas abordados e sob responsabilidade de PLH. O conteúdo
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Segurança do trabalho Pontos de atenção/sugestões Discutem-se, aqui, imprecisões terminológicas e outros aspectos remanescentes na nova redação, com vistas a subsidiar sua correta interpretação e aplicação pela comunidade técnica. A questão terminológica entre seccionamento e desligamento Algumas alterações redacionais propostas pela futura norma merecem, no entanto, análise crítica. A primeira refere-se à utilização da expressão “seccionamento ou desligamento”. Embora ambos os termos estejam relacionados à interrupção da continuidade elétrica, possuem significados técnicos distintos. O seccionamento corresponde à ação destinada a cortar a alimentação de toda ou de parte determinada de uma instalação elétrica, separando-a de qualquer fonte de energia por razões de segurança. Para que essa função seja efetivamente atendida, o dispositivo empregado deve apresentar características construtivas adequadas de seccionamento, garantindo separação segura e identificável da fonte de alimentação. O desligamento, por sua vez, corresponde à abertura de um dispositivo de manobra ou de proteção, desfazendo a continuidade elétrica do circuito. Essa condição, isoladamente, não assegura a separação de todas as fontes possíveis de energia, tampouco garante que o equipamento possua função de seccionamento adequada para permitir intervenções seguras. Um disjuntor aberto, por exemplo, pode interromper a corrente do circuito, mas sua utilização como único meio
prático deverá ser realizado obrigatoriamente na modalidade presencial. A nova redação também sistematiza os treinamentos iniciais, incluindo o treinamento básico para trabalhadores autorizados, o treinamento complementar para atividades no SEP ou em sua proximidade, o treinamento específico e pontual para profissionais estrangeiros ou não residentes e o treinamento específico para trabalhadores envolvidos no compartilhamento de infraestruturas do SEP. A autorização de trabalhadores também passa a ser tratada em seção específica. Embora o conteúdo não apresente mudanças tão extensas quanto outras partes da norma, a reorganização contribui para eliminar interpretações equivocadas. A autorização deverá abranger profissionais habilitados, qualificados e trabalhadores capacitados que executem serviços em
de garantia de isolamento dependerá de suas características construtivas, de sua aplicação e dos procedimentos adotados. Um interruptor promove um desligamento, mas não um seccionamento. Por essa razão, a equiparação entre seccionamento e desligamento pode gerar ambiguidades de interpretação e de aplicação do requisito. Em sistemas normativos alinhados às normas da Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC), o seccionamento é tratado como função específica de segurança, devendo ser distinguido das demais funções de manobra, controle ou proteção. A redação vigente da NR-10, ao mencionar diretamente o seccionamento, apresenta maior precisão técnica nesse ponto, precisão que a nova redação, ao introduzir a alternativa “ou desligamento”, tende a comprometer. Constatação de ausência de tensão e aterramento temporário Outro aspecto que merece atenção é a redação referente à “constatação de ausência de tensão para a instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos”. A constatação da ausência de tensão já é prevista em etapa anterior da sequência de desenergização; a repetição literal dessa medida pode induzir à interpretação de que se trata de novo requisito autô-
instalações elétricas, trabalhadores que realizem atividades em proximidade e aqueles que supervisionem tais serviços. A concessão dependerá de anuência formal da organização e da aptidão prévia do trabalhador em exame médico ocupacional.
Equipamentos de proteção individual e risco de arco elétrico A nova redação amplia as prescrições relativas aos equipamentos de proteção individual e torna explícita a necessidade de considerar os efeitos do arco elétrico na seleção desses equipamentos. A norma determina que os EPIs destinados à proteção contra arco elétrico sejam selecionados conforme os quadros que constam do seu Anexo IV (“Especificação mínima de EPI para proteção contra o arco
nomo, quando o objetivo técnico central da etapa é, de fato, a instalação do aterramento temporário com equipotencialização. A repetição da verificação de ausência de tensão pode ser necessária quando houver intervalo significativo entre a constatação inicial e a instalação do aterramento temporário, ou quando ocorrer qualquer circunstância capaz de alterar as condições de segurança previamente verificadas. Essa necessidade, contudo, depende da dinâmica operacional do serviço e deve estar prevista no procedimento de trabalho correspondente. A medida de controle essencial dessa etapa é o aterramento temporário com equipotencialização dos condutores, destinado a proteger os trabalhadores contra energização acidental, tensões induzidas, retorno de energia por fontes alternativas e cargas residuais. Sob o ponto de vista da técnica regulamentar, seria mais preciso manter o aterramento temporário e a equipotencialização como conteúdo central da alínea, remetendo a necessidade de nova constatação de ausência de tensão a procedimentos de trabalho, instruções operacionais ou notas explicativas. Essa abordagem reduziria a possibilidade de interpretação equivocada de que a etapa consiste em mera repetição da verificação de tensão, sem destacar a função protetiva do aterramento temporário.
elétrico”), observando-se também as exigências da NR-6. A aplicabilidade dos citados quadros dependerá da observância simultânea das condições estabelecidas, incluindo os equipamentos específicos, a máxima corrente de falha, o máximo tempo de eliminação da falha e a distância mínima de trabalho. Caso seja utilizado equipamento diferente, haja corrente de falha superior, tempo de eliminação superior ou distância de trabalho inferior, os valores indicados no Anexo IV não poderão ser empregados para justificar a seleção do EPI. Para situações não previstas no Anexo IV, ou quando se pretende especificar EPI de categoria inferior àquela indicada, a organização deverá realizar estudo de energia incidente baseado na ABNT NBR 17227. A exigência reduz a possibilidade de seleção inadequa-
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Segurança do trabalho da de vestimentas e equipamentos de proteção com base em classificações genéricas, sem compatibilidade com os parâmetros reais da instalação elétrica. A norma dispensa o uso de EPI contra os efeitos do arco elétrico para trabalhadores que executem atividades não relacionadas à eletricidade e que não estejam expostos a cenários capazes de resultar em arco elétrico, desde que essa condição esteja devidamente demonstrada pela análise de risco.
pensável do sistema de prevenção. A autorização pressupõe o atendimento aos critérios de qualificação, habilitação ou capacitação, a aptidão em exame médico ocupacional, a participação nos treinamentos aplicáveis e a anuência formal da organização, conforme as atribuições e os riscos envolvidos na atividade.
A criação do capítulo 10.16, relativo às condições ou situações de grave e iminente risco, constitui uma das alterações de maior impacto para a fiscalização e para a gestão operacional das organizações. A nova redação dispensa a aplicação da metodologia prevista na NR-3 para a imposição de embargo ou interdição nas situações especificamente definidas pela NR-10.
Além disso, a não realização dos ensaios e testes de isolação elétrica exigidos para equipamentos, ferramentas, dispositivos isolantes, equipamentos de proteção individual e equipamentos de proteção coletiva também passa a caracterizar condição ou situação de grave e iminente risco. A exigência reconhece que a integridade dielétrica desses recursos é determinante para a proteção dos trabalhadores contra choque elétrico. A utilização de ferramentas, equipamentos ou dispositivos isolantes sem comprovação de suas condições de isolação pode expor os trabalhadores à falha de barreiras protetivas essenciais, mesmo quando os procedimentos operacionais estejam formalmente estabelecidos.
Entre essas situações encontram-se a ausência de medidas de proteção coletiva em instalações elétricas de áreas classificadas e a não adoção de procedimentos apropriados para desenergização, reenergização ou das alternativas expressamente permitidas pela norma. A previsão demonstra o entendimento de que essas falhas representam condições com potencial imediato de causar acidentes graves ou fatais, justificando a adoção célere de medidas restritivas.
A inclusão dessas disposições eleva o grau de responsabilidade das organizações quanto à implementação efetiva, à verificação e à manutenção das medidas de controle. Em particular, exige atenção às instalações com atmosferas explosivas, às intervenções que requerem bloqueio e impedimento de reenergização, aos critérios de autorização dos trabalhadores e aos programas de inspeção, ensaio e controle da integridade dos meios de proteção isolantes.
A nova redação também caracteriza como situação de grave e iminente risco a realização de serviços em eletricidade ou de trabalhos em proximidade de instalações elétricas por trabalhador que não atenda aos requisitos estabelecidos no Capítulo 10.10 da NR-10. Essa disposição reforça que a autorização para o trabalho não é uma formalidade administrativa isolada, mas elemento indis-
Assim, o capítulo 10.16 amplia a efetividade da fiscalização ao estabelecer condições objetivas para a adoção imediata de embargo ou interdição. A medida reforça que falhas relacionadas à proteção coletiva, à desenergização, à competência e autorização dos trabalhadores ou à confiabilidade dos equipamentos isolantes não devem ser tratadas como não conformidades ad-
Condições de grave e iminente risco
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ministrativas de baixa criticidade, mas como situações capazes de produzir consequências graves ou fatais.
Conclusão A nova NR-10 promove uma mudança de enfoque na segurança elétrica ocupacional. A norma deixa de enfatizar apenas requisitos isolados de conformidade e passa a exigir integração entre projeto, operação, manutenção, avaliação de riscos, controles coletivos, procedimentos, treinamento, autorização e gestão documental. Nesse contexto, destacam-se a priorização da desenergização, a formalização da hierarquia de medidas de prevenção, o tratamento específico do arco elétrico, a exigência de estudos de energia incidente, a ampliação das medidas de proteção coletiva, a obrigatoriedade de controles mais robustos para trabalhos não rotineiros e a estruturação mais rigorosa dos processos de capacitação e treinamento. A preparação para a vigência da nova norma exigirá a revisão dos Programas de Gerenciamento de Riscos, dos projetos elétricos e de sua documentação as built, das práticas de inspeção, dos procedimentos de trabalho, das permissões de trabalho, dos planos de treinamento e dos critérios de seleção de EPC e EPI. Particular atenção deverá ser dada às instalações existentes, especialmente em relação à adequação de circuitos sujeitos à exigência de dispositivos diferenciais-residuais, conforme os prazos previstos na Portaria de aprovação da nova redação. Por fim, recomenda-se que estudos futuros aprofundem a análise quantitativa dos ganhos de segurança decorrentes da adoção sistemática de estudos de energia incidente, bem como avaliem a efetividade prática das novas disposições relativas às condições de grave e iminente risco, à luz de dados de fiscalização e de indicadores de acidentalidade que venham a ser produzidos após a entrada em vigor da norma.
REFERÊNCIAS [1] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5410: instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. [2] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 14039: instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. [3] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR ISO 45001: sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional — requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2025. [4] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR ISO/IEC Guia 2: normalização e atividades relacionadas — vocabulário geral. Rio de Janeiro: ABNT, 2006. [5] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora no 1 (NR-1): Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília, DF: MTE, 2025. [6] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora no 3 (NR-3): Embargo ou interdição. Brasília, DF: MTE, 2019. [7] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora no 6 (NR-6): Equipamento de proteção individual — EPI. Brasília, DF: MTE, 2025. [8] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora nº 10 (NR-10): Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Brasília, DF: MTE, 2019. [9] Ministério do Trabalho e Emprego: Portaria MTE no 737, de 29 de maio de 2026. Altera a Norma Regulamentadora no 10 (NR-10), que trata de segurança em instalações e serviços em eletricidade. “Diário Oficial da União”: seção 1, Brasília, DF, 29 maio 2026.
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Guia – 1
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Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 30 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Setembro / Outubro de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.
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Plantas com pós combustíveis Estellito Rangel Júnior Dentre as principais não-conformidades encontradas em auditorias, destacam-se: • a falta de conscientização aos riscos dos pós combustíveis; • o desconhecimento do rendimento do sistema coletor de pó; e • o desconhecimento dos requisitos para as instalações elétricas.
Conscientização Ao realizar o ensaio no pó existente em uma indústria, foi identificado que sua característica era ST classe 1, com um Kst menor que 200 bar.m/s — o que, pela NFPA, é considerada uma característica “fraca” de explosão. Esta classificação induz equivocadamente a concluir que as consequências de uma explosão seriam mínimas, ou mesmo “desprezíveis”. Cabe ressaltar que o açúcar classifica-se como ST 1, e é capaz de provocar explosões catastróficas. Um exemplo é o acidente ocorrido na Imperial Sugar, em 2008, na Geórgia (EUA), em que uma explosão de pó de açúcar matou 14 trabalhadores, feriu dezenas de outros e destruiu grande parte da fábrica, gerando um incêndio que levou dias para ser apagado. A falta de conscientização se estende à importância da limpeza das instalações e às explosões secundárias. Não é incomum os gerentes se declararem surpresos com recomendações de limpeza, porque “a planta sempre foi suja assim”... Sem falar que alguns chegam a citar esta-
tísticas, como se elas garantissem a segurança da planta. Vale ressaltar que a segurança depende da conformidade às normas e regulamentos, e não da “fé” nas estatísticas. O Parque Yellowstone, por exemplo, recebe três milhões de visitantes por ano e registra um ataque de urso por ano. Apesar da probabilidade baixa, a vítima do ataque se sentirá confortada com essas estatísticas?
Sistema coletor de pó Quando o sistema de coleta de pó equipado com alívio de pressão funciona adequadamente, praticamente eliminam-se as emissões fugitivas e o risco de explosões secundárias. É comum os gerentes estimarem que seus sistemas sempre estão funcionais, mas desconhecem que eventuais erros de montagem e de manutenção comprometem a eficiência e a segurança da planta. A função do alívio é permitir que a sobrepressão seja liberada e eliminada, porém a “bola de fogo” precisará ser direcionada para uma área segura, evitando uma explosão secundária. Já encontramos situações em que constava no projeto a nota “vai para um local seguro”. Porém, na realidade, não foi respeitado o requisito na montagem dos equipamentos. Além disso, em locais fechados, o duto de descarga, se não for dimensionado corretamente, poderá
implicar em perdas que afetarão a eficiência do sistema – em especial, devido a contrapressões que poderão até retroceder o fluxo ao coletor de pó, causando uma “bola de fogo” no meio da instalação.
Instalações elétricas As instalações elétricas apresentam as não-conformidades mais evidentes, como o uso de materiais elétricos destinados a áreas não-classificadas na maior parte do sistema, incluindo as áreas classificadas. E, em casos de equipamentos corretamente especificados e instalados, indícios de manutenção incorreta violam a integridade destes quanto à proteção contra explosão. Nota-se que a questão vai um pouco além do desconhecimento dos equipamentos adequados, pois tem sido comum constatar que os colaboradores não foram treinados sobre os conceitos e os requisitos de segurança de áreas classificadas.
Proteção contra explosões A proteção contra explosão concentra-se tanto em reduzir os danos de uma deflagração quanto diminuir o risco de uma explosão secundária. Algumas das medidas preventivas incluem: • As janelas de alívio de explosão intencionalmente criam pontos fracos em um coletor de pó para direcionar uma eventual explosão a um conduto projetado adequadamente. • Os sistemas de supressão química injetam um produto no coletor de pó para absorver o calor e interromper a propagação da chama. Embora tipicamente mais caros, são muito eficazes para reduzir o risco de incêndio pós-deflagração.
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Os dispositivos de isolamento (ativos ou passivos) no coletor de pó ajudam a impedir que as chamas e a pressão geradas por um evento de combustão se propaguem através dos dutos de descarga. O isolamento também deve ser considerado se o sistema devolver ar filtrado às instalações em vez de descarregá-lo no exterior.
Com os riscos identificados e as estratégias de mitigação definidas, deve-se estruturar a DHA (Dust Hazards Analysis), a qual, simplificadamente, pode ser descrita como um “prontuário” quanto aos riscos dos pós combustíveis e os processos existentes na instalação. Infelizmente, têm sido encontradas algumas “DHA” incompletas, denotando terem sido realizadas por empresas sem a necessária experiência, e que deixaram de mapear riscos consideráveis. Vê-se que os responsáveis pelas plantas onde são encontrados pós combustíveis (especialmente produtos comestíveis) precisam, portanto, contar com a assessoria de especialistas para não apenas confirmarem a conformidade das instalações como também para compararem os custos da mitigação efetiva e os custos potenciais de tempo de parada e danos. Em última análise, a avaliação e o gerenciamento dos riscos de explosão é um investimento que visa garantir a continuidade e a lucratividade do negócio.
Estellito Rangel Júnior, engenheiro eletricista, primeiro representante brasileiro de Technical Committee 31 da IEC, apresenta e discute nesta coluna temas relativos a instalações elétricas em atmosferas potencialmente explosivas, incluindo normas brasileiras e internacionais, certificação de conformidade, novos produtos e análises de casos. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões ao especialista pelo e-mail em@arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” EM-Ex.
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Mercado
Expansão dos data centers desafia setor elétrico Por Suzana Andrade e Mauro Crestani
A
expansão dos data centers deixou de ser apenas uma questão de tecnologia da informação e se tornou um desafio de infraestrutura elétrica. De acordo com a IEA - Agência Internacional de Energia, a demanda elétrica desses centros de processamento aumentou 17% no mundo em 2025. Projeções da agência indicam que o consumo vai praticamente dobrar, passando de 485 TWh em 2025 para 950 TWh em 2030, representando cerca de 3% da demanda global de eletricidade. mas o consumo dos data centers focados em inteligência artificial cresce em ritmo muito mais rápido e vai triplicar nesse período. A carga instalada de data centers no Brasil, hoje em torno de 1 GW, em 2050 pode chegar a 26 GW ou a 45 GW, dependendo de ser menos favorável ou mais favorável o cenário da expansão da infraestrutura elétrica renovável, segundo um estudo com o alentado título de “Novas perspectivas sobre os caminhos do Brasil para o crescimento industrial e a descarbonização: Cenários, políticas e estratégias conjuntas impulsionadas pelo estímulo à demanda”. Produzido pela Schneider Electric com apoio do MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o relatório foi apresentado durante a COP30, em Belém, PA, apontando que o consumo de eletricidade dos data centers pode atingir de 160 terawatts-hora (TWh) a 280 TWh até 2040, equivalentes a 10% do consumo total.
Instalações exigem expansão da oferta de transmissão e distribuição, conexões mais ágeis e soluções capazes de garantir confiabilidade e qualidade no fornecimento, colocando infraestrutura elétrica à prova. Por outro lado, legislação avança para associar aumento das cargas a energia renovável ou de baixo carbono.
Ascenty
Data center da Ascenty em Vinhedo, SP: empresa anunciou US$ 1,2 bilhão para expandir sua infraestrutura no Brasil, incluindo projetos preparados para aplicações de IA
Além de consumirem muita energia elétrica, os data centers também exigem essa energia com elevada estabilidade, continuidade, qualidade da tensão, redundância e capacidade de expansão. Nesse cenário, o setor elétrico passa a desempenhar papel estratégico, tanto no fornecimento de energia quanto no desenvolvimento de soluções para garantir a operação contínua dessas instalações, que hoje são 188 no Brasil, representando 1 GW de TI em operação, de acordo com a ABDC - Associação Brasileira de Data centers, com dados da plataforma Data center Hawk. O Brasil reúne condições muito favoráveis para atender esses empreendimentos. Um relatório recente da Fundação Getu-
lio Vargas mostra que o País pode consolidar-se como um dos principais hubs globais de infraestrutura digital na era da inteligência artificial (IA). O “Estudo de Potenciais Impactos Socioeconômicos da Consolidação do Brasil como Hub Internacional de Infraestrutura Digital na Era da Inteligência Artificial”, desenvolvido pela por meio da FGV Projetos para a Scala Data centers e a Norgás, cita diferenciais como matriz elétrica majoritariamente renovável, posição geográfica estratégica, tamanho do mercado interno e o crescimento da demanda por serviços de computação em nuvem e inteligência artificial. “O Brasil tem uma população viciada em meios digitais. O brasileiro é de longe um dos maiores usuários de telefonia celular, de internet, de mídia social. O
Os dados não param. A energia também não.
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Mercado
País vem crescendo de forma exponencial como um dos grandes mercados consumidores de inteligência artificial”, disse no recente congresso Intersolar de São Paulo Piero Carli, vice-presidente de Design & Delivery da ADA Infrastructure, plataforma global de data centers em hiperescala, que conta com quase 1600 MW de carga de TI instalada em nove campus no mundo, dois dos quais no Brasil ― um de 300 MW em São Paulo e outro de 50 MW no Rio de Janeiro. O principal desafio para essa grande arrancada dos grandes CPDs no País é fazer a abundante eletricidade limpa gerada chegar rapidamente aos pontos em que tem de ser consumida. “O sistema elétrico brasileiro tem uma matriz robusta e majoritariamente renovável, mas o desafio real hoje não é gerar energia, é conectar essa energia onde os data centers querem se instalar, na velocidade que o setor está demandando”, analisa Camila Ramos, CEO e fundadora da consultoria Cela - Clean Energy Latin America. Segundo ela, a disponibilidade de energia renovável é o maior trunfo e diferencial do Brasil em relação a outros países. As fontes renováveis representam
Fig. 1 – Evolução da carga instalada de data centers no Brasil (crédito: Piero Carli, ADA Infrastructure)
88% da oferta interna de eletricidade no Brasil, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2025, do MME - Ministério de Minas e Energia em parceria com a EPE - Empresa de Pesquisa Energética. Para Rui Chammas, CEO da ISA Energia, uma das grandes transmissoras de eletricidade do País, a energia está disponível mas não está sendo utilizada. “O desafio está no escoamento, na conexão e na flexibilidade da rede”, afirmou durante o Fórum Brasileiro de Líderes em Energia, realizado em abril deste ano. Ele destacou ainda o descompasso regional entre a oferta renovável do Nordeste e a concen-
tração de demanda no Sudeste. “Cargas novas deveriam ser incentivadas a se instalar onde a energia está”, completou. Do lado das empresas de desenvolvimento e operação de data centers, o desafio é garantir que a infraestrutura acompanhe a velocidade dos investimentos. “Não basta haver energia disponível no sistema. Ela precisa chegar ao local do projeto, no volume necessário e dentro do cronograma previsto. Hoje, processos de conexão, licenciamento, expansão da transmissão e construção de subestações podem avançar mais lentamente do que a implantação dos próprios data centers”,
afirma Marcela Martins, diretora de gestão energética da Ascenty, detentora hoje da maior capacidade operacional em colocation no Brasil, com 30% do total, segundo levantamento Data Center Brasil 2026 da JLL (Jones Lang LaSalle), citado pela Forbes. Os estados do Nordeste brasileiro vêm entrando cada vez mais nos planos das gigantes do segmento. Tido como um dos principais polos da nova energia no Brasil, o Ceará está recebendo o maior investimento em infraestrutura tecnológica fora da China já realizado pela ByteDance, a dona do TikTok. A empresa começou as obras em janeiro deste ano no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. O investimento total estimado é de mais de R$ 200 bilhões e o início das operações está previsto para o terceiro trimestre de 2027. Desenvolvido em parceria com a Omnia (plataforma do Pá-
tria Investimentos) e a Casa dos Ventos, o empreendimento demandará 300 MW de energia elétrica na primeira fase No ponto de vista do segmento de distribuição de energia elétrica, a avaliação é de que a expansão e modernização da infraestrutura já fazem parte do planejamento das empresas e não dependem exclusivamente da chegada dos data centers. “As distribuidoras estão preparadas para este desafio e para os investimentos necessários para atender estes consumidores. De acordo com o planejamento das distribuidoras, serão investidos R$ 260 bilhões de 2026 a 2030, sendo que cerca de 40% deste valor será investido em modernização. Assim, a modernização das redes de distribuição acontece de modo independente da instalação dos data centers e decorre da necessidade de melhorar a qualidade do serviço e a resiliência da distribuição”, afirma Ri-
Ricardo Brandão: As distribuidoras estão preparadas para este desafio e para os investimentos necessários para atender estes consumidores
cardo Brandão, diretor de regulação da Abradee - Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica.
Carga pesada A carga de energia instalada atualmente em data centers no Brasil é, como dito, em torno de 1 GW. O crescimento anual previsto é de nada menos de 15% a.a., ou seja, daqui a dois anos essa carga estará em torno de 1,3 GW, apenas com o crescimento “normal” do mercado. Ocorre, no entanto, que há outras variáveis pressionando esses números, mencionadas
Abradee
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Mercado O que é o Redata O Regime Especial de Tributação para Serviços de Data center cria incentivos fiscais para estimular a instalação desses centros de processamento no País, principalmente os que tenham como foco a computação em nuvem e a inteligência artificial. Os incentivos incluem cinco anos de suspensão de tributos na compra de equipamentos. As contrapartidas das empresas incluem o uso de energia de fonte renovável (solar, eólica) ou de baixa emissão (hidrelétricas, biomassa, biogás). Como condição para ter acesso aos benefícios, as empresas também precisam estar em dia com os tributos federais. A entrada das empresas no Redata deverá ser autorizada pelo Ministério da Fazenda. A empresa beneficiada terá suspensão do Imposto de Importação, do PIS/Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A suspensão será válida para a compra — dentro ou fora do Brasil — de componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação. A empresa que vender os equipamentos também poderá ser beneficiada pelo Redata, mas
por Piero Carli, da ADA Insfrastructure: muito da chamada workload de serviços brasileiros tem rodado em nuvem fora do Brasil, pois o custo da cloud no exterior vinha sendo até recentemente mais barato do que os mesmos serviços no País. De acordo com o Ministério da Fazenda, cerca de 60% dos dados e da inteligência artificial utilizadas no Brasil ainda são processadas em outros países. Os custos operacionais, influenciados pelos tributos, são um fator determinante, segundo a pasta. Para o senador Cid Gomes (PSB-CE), relator no Senado federal do projeto do Redata (ver adiante), “essa dependência externa acarreta riscos severos de soberania nacional, latência nas comunicações críticas e perda de competitividade para as empresas brasileiras de base tecnológica. Sem data centers locais de alto desempenho, o Brasil corre o risco de tornar-se uma mera colônia digital de plataformas estrangeiras”. Mas isto está mudando. “Principalmente no mercado dos Estados Unidos, onde existe demanda reprimida, os custos estão subindo, daí a tendência desses serviços serem internalizados”, avalia Piero Carli. Além disso, existe a questão
somente no caso de produtos empregados na fabricação dos computadores a serem utilizados nos data centers.
zenagem e tratamento de dados instalado;
No caso do IPI, a suspensão não valerá para componentes eletrônicos e outros produtos de tecnologias da informação e comunicação que também sejam feitos na Zona Franca de Manaus e estejam listados pelo Poder Executivo. A intenção é preservar a vantagem competitiva da Zona Franca, que já conta com isenções. No caso do Imposto de Importação, a suspensão se aplica apenas aos produtos sem produção nacional equivalente.
• honrar toda a demanda contratual de energia elétrica, com contratos de suprimento ou com autoprodução a partir de fontes limpas ou renováveis;
Podem participar do Redata os centros de processamento voltados à armazenagem, ao processamento e à gestão dedados e aplicações digitais, incluindo, entre outros: computação em nuvem, processamento de alto desempenho, treinamento, e inferência (geração de respostas) por modelos de inteligência artificial. As empresas que quiserem participar devem assumir os seguintes compromissos, como contrapartidas: • direcionar ao mercado interno pelo menos 10% do fornecimento efetivo de processamento, arma-
da proteção dos dados: o amadurecimento das regulações e a criação de leis impõem hoje regras para que se tragam os dados para o Brasil, principalmente informações sensíveis. Apenas essa internalização deve fazer a demanda saltar para 2,3 GW em 2028. Acrescente-se a isso, ainda, o crescimento da carga representada pelas projeções de data centers para inteligência artificial: “numa estimativa bastante conservadora em relação à IA, o consumo [de data centers] no Brasil chega a 4,6 TW em 2030”. No início de agosto, ONS, CCEE e EPE apresentaram a revisão quadrimestral do planejamento 2026-2030 no que se refere ao crescimento de carga dos data centers no sistema de transmissão: considerando apenas pedidos de acesso com contratos já assinados e aqueles com pareceres de acesso favorável, o relatório dá conta de 3366 MW médios. Um dado importante é a tendência de instalação desses CPDs fora do eixo Rio-São Paulo, onde eles se têm concentrado até o momento. Segundo do dados de ONS/ CCEE/EPE, em torno de 2100 MW da carga prevista para 2030 estarão operando em data centers no Nordeste.
• atender a critérios de sustentabilidade, a serem definidos em regulamento;
• apresentar Índice de Eficiência Hídrica para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro de água/kWh, medido anualmente; • fazer investimentos no País equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benefício fiscal. A proposta permite reduzir o direcionamento do processamento ao Brasil e o compromisso de investimento de 10% e 2% para, respectivamente, 8% e 1,6% caso a empresa se instale nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, ou na área de abrangência das agências de desenvolvimento regional. O texto também determina que pelo menos 40% dos investimentos em projetos e programas de fomento à economia digital vão para essas regiões. (Fonte: Agência Senado)
Legislação Se de um lado o Brasil conta com uma vantagem energética, de outro ainda depende de um plano mais estruturado que fomente o setor e seja capaz de acompanhar a velocidade dos investimentos. Em dezembro de 2025 foi instituída a PNAST - Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão, destinada aos usuários que pretendem acessar a rede elétrica em caráter permanente ou aumentar o montante de uso do sistema de transmissão contratado. O objetivo foi modernizar o processo de acesso de novos geradores e consumidores à Rede Básica do SIN - Sistema Interligado Nacional, por meio de temporadas de acesso periódicas, a serem realizadas pelo ONS - Operador Nacional do Sistema. Para Camila Ramos, da Cela, a política representa um avanço de governança, o problema é que o cronograma de infraestrutura de transmissão não acompanha a expansão de projetos de data centers. “O ONS estima R$ 28,1 bilhões em obras até 2030, e o Leilão de Transmissão, de março de 2026,
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Camila Ramos: Cronograma da infraestrutura de transmissão é mais lento do que o cronograma de negócios do setor de data centers
contratou R$ 3,3 bilhões e 798 km de novas linhas, com prazos de execução que não acompanham o ritmo de decisão de investimento dos hyperscalers [nome dado às grandes empresas de tecnologia que fornecem serviços de computação em nuvem e infraestrutura de dados em escala massiva global], que em geral querem operar entre 2028 e 2029. Esse é o núcleo do desafio: o Brasil tem energia de sobra, mas o cronograma da infraestrutura de transmissão é mais lento do que o cronograma de negócios do setor de data centers”, alerta. Para diminuir custos e estimular a instalação de novos CPDs, foi criado em setembro de 2025, pelo ex-deputado José Guimarães (PT/CE), projeto de lei para a instituição do Redata - Regime Especial de Tributação para Serviços de Data center (o projeto substituiu a Medida Provisória 1318/2025, que instituía originalmente o regime especial mas não foi votada pelo Congresso Nacional e acabou perdendo a validade). O Redata, que reduz a carga tributária de equipamentos de TI destinados a data centers, foi finalmente aprovado pelo Senado Federal em 1o de setembro último, sob pressão do Governo Federal, que queria ver o projeto aprovado antes das eleições de outubro. Mesmo com o Redata reduzindo impostos de importação, o presidente executivo da Abinee - Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Humberto Barbato, comemorou a aprovação e afirmou que o programa é uma sinalização importante para a indústria de TIC: “O Redata, mesmo que aprovado com enorme atraso, será muito impor-
Fig. 2 – Previsão de carga de data centers conectados à rede básica (crédito: 2a Revisão Quadrimestral do Planejamento 2026-2030 – ONS, CCEE, EPE – agosto de 2026)
tante para dar segurança jurídica para os investimentos que estão sendo feitos, e ainda mais para os que virão para o Brasil. E nossas indústrias estão prontas para produzir, com as mais modernas tecnologias adotadas em todo o mundo, os equipamentos necessários para a instalação dos data centers”, afirmou. A lei beneficiará empresas com a suspensão do Imposto de Importação, do PIS/ Cofins, do PIS/Cofins-Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados. A estimativa do governo é de uma isenção de tributos em torno de R$ 5,2 bilhões ainda em 2026, e de R$ 1 bilhão em cada um dos dois anos seguintes. Como contrapartida, os empreendimentos devem usar exclusivamente de energias renováveis ou de baixa emissão. Além disso, para promover a internalização dos serviços, as empresas estarão obrigadas a direcionar ao mercado interno 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados instalado. Porém, para promover a descentralização, esse percentual pode ser baixado para 8% se a empresa se instalar nas regiões Norte, Nordeste ou Centro-Oeste ― o boxe da página 32. detalha o conteúdo do projeto aprovado.
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Desafios para a engenharia nacional Para além da questão da energia, o crescimento do mercado de grandes centros de processamento de dados pode esbarrar na carência de especialistas. Um data center de grande porte precisa de engenheiros de diferentes especializações. Engenharia elétrica é importante, sem dúvida, mas também engenharia mecânica, com foco em climatização, além de tecnologia da informação, automação de processos, controle, uma enormidade de áreas. “[A oferta de engenheiros] é um gargalo que a gente tem, e não só aqui no Brasil mas globalmente. A engenharia vem perdendo um pouco da atratividade para as gerações mais novas quando falamos de engenharia de campo, das pessoas que vão estar, de fato, cuidado desses ativos, seja na fase de construção, seja na fase de operação”, avalia Piero Carli, da ADA Infrastructure, empresa que além dos engenheiros do corpo técnico próprio contrata um grande contingente deles também através de empresas de consultoria e parceiros de engenharia, de modo a conseguir suprir essa necessidade.
Na opinião do especialista, é importante, primeiro, mostrar à juventude que existe essa oportunidade, essa demanda. E, aos engenheiros já formados, ele aconselha que se interessem em entender como funciona esse mercado, quais as especializações necessárias. “Quando se fala de eletricidade, isso envolve corrente contínua, sistemas de proteção, etc., uma infinidade de assuntos para desempenhar.” A carência de oferta vem provocando uma espécie de autofagia interna ao setor. “Hoje existe uma bolha, um inflacionamento da mão de obra. Você forma, capacita, prepara o profissional, vem um competidor e paga 20% ou 30% a mais e o leva, (...), outro vem e o contrato deste último, e ainda mais outro... é um ciclo, não para de pé”, lamenta Carli. Para enfrentar esse quadro, a Associação Brasileira de Data centers vem investindo em formação de mão de obra, com cursos gratuitos. “E as próprias indústrias vêm buscando parcerias com escolas técnicas, no caso pensando mais nas etapas de operação e manutenção, para formação de técnicos
habilitados a trabalhar com esse tipo de instalação. Demanda existe.” Além de mão de obra especializada, uma preocupação constante dos empreendedores desse segmento é como tornar mais racional, ágil e econômica a implantação de megaestruturas elétricas cuja carga instalada pode facilmente chegar a centenas megawatts. Em texto recentemente enviado à revista EM, Victor Jeber, diretor de Negócios da Metta Soluções Elétricas, diz que equipamentos como eletrocentros ganham importância estratégica nesse contexto. “Em vez de executar toda a infraestrutura elétrica diretamente no canteiro, transfere-se para a fábrica parte relevante da engenharia, montagem, integração e realização de testes. O módulo [eletrocentro] pode reunir painéis de média e baixa tensão, transformadores, sistemas de distribuição, UPS, bancos de baterias, proteção, controle, automação, supervisão, climatização e sistemas de segurança.” Segue
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Aplicados há muito tempo a empreendimentos diversos, essas salas elétricas pré-fabricadas
Concorrência chilena O Chile é um forte concorrente para o Brasil na disputa por investimentos em data centers e desenvolveu um plano estratégico para o setor. Em 2024, o governo chileno lançou o PDATA - Plano Nacional de Data centers, que já traz resultados. Foram mais US$ 2,3 bilhões em projetos de data centers concretizados entre 2020 e 2024. Com um investimento estimado em mais de US$ 4 bilhões, já existem mais de 30 projetos em diferentes estágios de desenvolvimento. Assim como o Brasil, o Chile conta com vantagens como matriz energética limpa e um clima político estável que o posicionam como um importante mercado na América Latina.
A IA e o consumo de água e eletricidade Desde sempre grandes consumidores de energia elétrica e também de água, os CPDs escalaram ainda mais a voracidade por esses insumos com o advento da inteligência artificial. “A IA altera o perfil energético dos data centers. Clusters de GPUs (unidades de processamento gráfico, na sigla em inglês) concentram mais processamento e potência por rack, exigindo maior capacidade elétrica, refrigeração avançada e redes de baixa latência”, explica Marcela Martins, da Ascenty. “No passado, a gente falava muito de data centers grandes, que tinham racks que consumiam 200 watts. Hoje
tornam-se especialmente adequadas aos data centers, que são empreendimentos repetitivos e escaláveis. “Módulos semelhantes podem ser produzidos em série, testados antes do transporte e instalados com menor interferência entre as disciplinas do canteiro. O resultado tende a ser maior com previsibilidade de prazo e qualidade, redução de retrabalho, menor exposição às condições climáticas, mais segurança operacional e controle
Piero Carli: Com estimativa bastante conservadora em relação à IA, consumo de data centers no Brasil chegará a 4,6 TW em 2030
há racks consumindo 100 quilowatts. Imagine essa potência em um gabinete com cerca de 60 centímetros de largura por um metro e vinte de profundidade, do qual um data center possui centenas, por vezes milhares de unidades”, reforça Piero Carli, da ADA Infrastructure. Já quanto ao consumo da água usada para o resfriamento dos equipamentos, embora siga muito significativo, as companhias vêm conseguindo estratégias para sua minimização. “Nos novos projetos, a Ascenty adota tecnologias como resfriamento líquido direct-tochip, direcionado a CPUs e GPUs de alta densidade. Os sistemas de climatização operam em circuito fechado, com reaproveitamento da água, mantendo WUE [Water Usage Effectiveness, ou Eficácia no Uso da Água] igual a zero nas operações de refrigeração”, explica Marcela Martins. A ADA Infrastructure segue na mesma linha: “Nossos projetos buscam ter zero de consumo de água. Trata-se de um sistema fechado de refrigeração, que é abastecido no momento em que se constrói a planta de água gelada mas depois disso não há mais consumo, porque a água fica circulando internamente, sem perda”, afirma Carli.
documental mais rigoroso.” Além disso, diz ele, a modularidade também permite acompanhar o crescimento da demanda computacional. “O futuro dos data centers não será definido apenas por racks, processadores ou megawatts disponíveis, [mas também] pela capacidade de industrializar, replicar e expandir sua infraestrutura elétrica”, avalia Jeber.
Armazenamento de energia Para superar o desafio de garantir que a infraestrutura elétrica acompanhe a expansão dos data centers, as empresas investem em soluções para assegurar acesso confiável à energia. Segundo Marcela Martins, da Ascenty, a companhia destinou mais de R$ 200 milhões à construção de uma subestação e de aproximadamente 32 quilômetros de linha de transmissão entre o município de Santa Bárbara d’Oeste e o seu campus de Sumaré, SP, que permitirá o acesso à rede para os primeiros 150 MW daquele projeto. Mas a diretora da Ascenty ressalta que os sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) serão fundamentais para garantir energia durante o intervalo entre uma eventual falha da rede e a entrada dos sistemas de geração de emergência, funcionando como um recurso complementar importante para a aumentar a resiliência e a eficiência do sistema. “A inteligência artificial exige um volume muito grande de data centers, e percebemos um boom nos Estados Unidos de forma muito relevante. Já se começa a ver estados como o Texas não querendo mais aprovar data centers novos em função do volume que já existe e da quantiMarcela Martins: IA exige maior capacidade elétrica, mas novos projetos empregam sistemas de climatização que operam em circuito fechado, com reaproveitamento da água
Ascenty
Assim, enquanto fundações, drenagem e demais interfaces civis avançam no terreno, o eletrocentro pode ser fabricado em paralelo, em ambiente controlado. “Essa sobreposição transforma um cronograma predominantemente sequencial em um processo parcialmente paralelo e seriado”, diz o executivo.
Douglas Matsunaga
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dade que a indústria americana vem exigindo. As baterias compõem a solução de forma muito importante, trazendo confiabilidade, previsibilidade e flexibilidade para nossos clientes”, afirmou no último congresso Intersolar de São Paulo, realizado em agosto, Clarissa Sadock, CEO da Comerc Energia, empresa de soluções em energia renovável da Vibra. Clarissa Sadock: Baterias trazem confiabilidade, previsibilidade e flexibilidade para os clientes
E não só para os CPDs: a CEO lembra que a Comerc é também uma grande geradora de energia renovável, da qual o País tem hoje abundância, mas cujos produtores vêm sofrendo pesado curtailment por causa do excesso de energia ao meio dia. A empresa vem fazendo análises financeiras de custos das baterias e de arbitragem de preços, com vistas à possível adoção de bancos de baterias nas próprias usinas, para carregamento no horário em que hoje acontecem os cortes, e descarregamento no horário de pico, em que a energia está hoje com preço bastante relevante. “Então é a conta do investimento necessário versus a remuneração. Essa conta ainda não está fechando, mas acreditamos que com a evolução do preço das baterias no futuro chegaremos a esse break even.” A Comerc conhece bem os custos do armazenamento, pois uma das empresas do grupo é a Micropower, companhia que oferece soluções de baterias e de microrredes de energia para empresas.
Absolar
Segundo Vinicius Suppion, especialista técnico-regulatório da Absolar, além de atuarem em situações emergenciais, as baterias também contribuem para melhorar a qualidade da energia fornecida, compensando variações de tensão e frequência, e para reduzir picos de demanda, principalmente em horários de maior custo da energia elétrica, permitindo uma gestão mais inteligente da energia consumida. “Do ponto de vista do sistema elétrico, a expansão dos data centers reforça a necessidade de investimentos em tecnologias capazes de oferecer flexibilidade operacional, e o armazenamento é uma das principais soluções para atender esse Vinicius Suppion: desafio”, afirma Vinicius. Expansão dos O desafio que se apresenta, data centers requer tecnologias portanto, não é de energia, capazes de oferecer mas de uma infraestrutura flexibilidade para entregá-la com a velooperacional, e o armazenamento é cidade que o setor demanda uma das principais e de um planejamento que soluções garanta o protagonismo do Brasil no mercado global.
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Toda Via
O lado oculto da eficiência energética predial na climatização Bruno Hessel O debate sobre transição energética no Brasil atinge um momento decisivo. Se por um lado o País ostenta uma matriz elétrica onde 88,2% da capacidade provém de fontes renováveis, por outro enfrenta o desafio crônico da eficiência no consumo final. Dados do MME - Ministério de Minas e Energia apontam que as edificações comerciais, públicas e residenciais consomem aproximadamente 50% de toda a energia elétrica gerada no território nacional. No entanto, ao analisar a anatomia do consumo interno de um grande edifício, um gigante silencioso se destaca: os sistemas de Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado (HVAC/AVAC). Sozinho, o subsistema de climatização chega a responder por até 40% de toda a fatura energética de um edifício comercial ou industrial. Historicamente operado de forma rígida ou isolada, o HVAC representa o “lado oculto” dos custos operacionais, onde desencontros de ocupação,
a pressurização evitam contaminações. Em data centers, infraestruturas cuja demanda cresce em ritmo acelerado, a climatização de precisão garante a continuidade operacional, com a eficiência medida rigorosamente pelo indicador de PUE (Power Usage Effectiveness). Já no segmento de hotéis e edifícios corporativos de alto padrão, a climatização atua diretamente na atração de locatários e hóspedes em busca de conforto aliado a certificações sustentáveis de prestígio, como LEED e WELL. Nesses ambientes, manter equipamentos operando com capacidade máxima em áreas com baixa ocupação ou durante horários de vacância pós-checkout é um exemplo claro do desperdício que a tecnologia moderna se propõe a extinguir. Diante da urgência por operações mais enxutas, a automação predial de nova geração disponível no mercado rompe com o isolamento do HVAC. As
“Diante da urgência por operações mais enxutas, a automação predial de nova geração disponível no mercado rompe com o isolamento do HVAC” Bruno Hessel é Engenheiro Especialista de Produtos Smart Buildings da ABB Eletrificação.
falta de calibração térmica e ausência de previsibilidade geram perdas financeiras contínuas e aumentam desnecessariamente a pegada de carbono das empresas. A complexidade da gestão térmica intensifica-se em setores de alta exigência operacional. Em ambientes hospitalares, o controle do HVAC ultrapassa o conforto e torna-se um fator crítico de segurança biológica, onde o fluxo de ar e
tecnologias atuais introduzem um novo patamar de flexibilidade no controle de sistemas de climatização e utilidades prediais. Com arquiteturas abertas baseadas em protocolos padronizados de comunicação, como BACnet (IP e MS/TP), Modbus, KNX e MQTT, e o uso de pontos universais configuráveis (capazes de atuar como entradas ou saídas analógicas e digitais de forma flexível), a infraestrutura ajusta-se dinamicamente à carga térmica real das instalações.
Essa precisão é potencializada pela integração com plataformas de gestão centralizada e sistemas BMS (Building Management System) de alta capacidade. Atuando como um hub unificado, esses sistemas correlacionam dados de iluminação, presença e condições meteorológicas para comandar o HVAC de forma preditiva. O resultado é a eliminação de picos de consumo e uma redução global que pode chegar a 25% no consumo elétrico do edifício. A evolução da gestão de instalações avança além da automação básica com a incorporação de algoritmos de inteligência artificial, analytics e monitoramento 24/7. Em vez de reagir a reclamações de temperatura ou a falhas catastróficas em chillers e fancoils, os gestores prediais passam a contar com manutenção preditiva contínua. Sensores IoT monitoram vibrações anormalizadas, oscilações térmicas e desgastes em motores antes que estes se traduzam em parada do sistema. Um equipamento operando fora da calibração ideal não apenas consome mais energia como sofre desgaste prematuro. A identificação antecipada dessas desregulagens prolonga a vida útil dos ativos, maximiza o Retorno sobre o Investimento (ROI) e consolida a previsibilidade orçamentária. A urgência dessa transição é sublinhada pelo ciclo de investimentos 2026–2031. Impulsionado pela abertura do mercado livre de energia e pela pressão corporativa por adequação a metas ESG, o mercado sul-americano de automação predial tem projeção de saltar de US$ 1,31 bilhão para US$ 1,92 bilhão até 2031. Neste contexto, a transformação de edifícios passivos em ecossistemas eficientes e hiperconectados deixa de ser uma escolha pontual e assume o papel de diretriz corporativa. Dominar o “lado oculto” do HVAC através do casamento entre hardware avançado, inteligência de dados e protocolos abertos é o caminho mais rápido para reduzir custos, garantir a resiliência operacional e cumprir metas concretas de descarbonização no setor imobiliário brasileiro.
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Segurança
Aplicação de metodologia Epri no cálculo de energia incidente em LTs Luiz Henrique Zaparoli e Luciano Borges Piva, da ES Engenharia e Consultoria; Messias Aparecido Costa, da Axia Energia; e Luiz Augusto Zaparoli, da Universidade Federal de Itajubá
O
setor elétrico brasileiro vive um período de profunda transformação regulatória e normativa. Com o advento da ABNT NBR 17227 e a publicação da nova NR-10, o gerenciamento do risco de arco elétrico consolidou-se como pauta prioritária e recorrente entre os agentes do setor comprometidos com a efetiva proteção dos trabalhadores. Mais do que uma exigência legal, a correta determinação das metodologias de cálculo, a análise precisa dos resultados, a implementação de medidas de controle robustas e a rigorosa especificação das vestimentas de proteção térmica tornaram-se pilares essenciais da engenharia de segurança moderna. A complexidade desse cenário exige dos profissionais o domínio de diferentes ferramentas de modelagem, conforme apontado pelas próprias diretrizes da ABNT NBR 17227. Para sistemas operando em
baixa e média tensão, a formulação da norma internacional IEEE 1584 permanece como a mais consagrada e amplamente adotada pela quase totalidade dos especialistas de mercado. Contudo, as fronteiras técnicas estendem-se quando o desafio migra
A gestão do risco de arco elétrico em linhas de transmissão exige a determinação da energia incidente e das distâncias de segurança. Fundamentado na metodologia Epri, o software Pro-Arco apresenta-se como uma ferramenta que permite auxiliar na definição de perímetros seguros e na especificação das vestimentas de proteção térmica.
para os ambientes de alta (AT) e extra-alta tensão (EAT). Nesses níveis de potência, as abordagens tradicionais cedem espaço a critérios específicos, como as tabelas da OSHA, a modelagem pelo software ArcPro e a metodologia desenvolvida pelo Epri - Electric Power Reshutterstock search Institute, instituto global de referência em pesquisas de energia e tecnologias aplicadas ao setor elétrico. Ainda no escopo da alta e extra-alta tensão, atualmente um dos maiores desafios enfrentados pelas empresas concessionárias e de engenharia é a determinação precisa da energia incidente em intervenções nas linhas de transmissão. O intuito deste artigo é colaborar diretamente com este debate técnico, demonstrando de forma prática como realizar esse estudo de energia de incidente utilizando a metodologia Epri parametrizada através do software Pro-Arco.
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Fundamentação teórica da metodologia Epri A modelagem matemática desenvolvida pelo Epri fundamenta-se em ensaios de alta potência em arco aberto para configurações típicas de alta (AT) e extra-alta tensão (EAT). A formulação da metodologia se inicia com a utilização da equação simplificada do gradiente de tensão médio: Eave = a + bIarc = = 0.0000112G-8 + 1.19 + + (0.0069G-1.239 – 0.0126)Iarc
Fig. 1 – Exemplo de entrada de dados no software Pro-Arco
Onde: Eave é o gradiente de tensão médio em kVpico/m; G é o comprimento do vão (distância de isolação fase-terra), em m; e Iarc é a corrente do arco em kA rms Os parâmetross α e β são obtidos conforme a seguir: a = 0.0000112G-8 + 1.19 b = 0.0069G-1.239 – 0.0126 Uma vez estabelecido o gradiente de tensão, o passo seguinte consiste no cálculo do fluxo de energia térmica incidente:
Φ é o fluxo térmico; e D é a distância de trabalho. A energia incidente bruta acumulada na distância de trabalho é obtida pela integração do fluxo térmico ao longo do tempo de exposição, computado através do tempo de eliminação da falha pelo sistema de proteção: W=ΦxT W é a energia incidente em cal/cm2; e
limiar de 1,2 cal/cm2, ponto a partir do qual o risco de queimaduras de segundo grau é mitigado.
Devido à natureza intrinsecamente instável e estocástica do arco elétrico em espaço aberto — sujeito a variáveis ambientais como vento, convecção térmica e flutuações físicas do plasma —, o Epri introduz um fator multiplicador estatístico de segurança (k) sobre o valor nominal calculado. Este fator baseia-se no desvio padrão dos ensaios laboratoriais para garantir que a energia real de campo não ultrapasse o limite especificado:
Para transpor essa lacuna metodológica e fornecer um dado crítico para a gestão de riscos e delimitação de áreas de trabalho, o software Pro-Arco adota um método numérico iterativo de varredura.
k = (1 + n x s ) com m = -0.027 , s = 0.196 e n variando de 1a3 -0.152
Φ = 6.7 x Eave x Iarc x G0.58 x (3.281 x D)-1.58G Onde:
T é o tempo de atuação da proteção para eliminação do arco elétrico em segundos.
Para fins de engenharia de segurança e mitigação de riscos em linhas de transmissão, este trabalho adota rigorosamente o cenário mais conservador (pior caso), definindo n = 3 (o que representa uma cobertura estatística superior a 99% dos eventos possíveis). Desta forma, temos k = 1,588. Uma limitação intrínseca da metodologia original do Epri é a ausência de uma formulação analítica direta para o cálculo do Limite de Segurança de Aproximação (LSA) — distância na qual a energia incidente decresce ao
O algoritmo opera mantendo fixas todas as variáveis de entrada do circuito (como corrente de arco, gap e tempo de atuação da proteção) e passa a incrementar a distância de trabalho D de forma gradativa, em passos sucessivos de 10 mm. A cada iteração, a nova distância D_i = D_{i-1} + 10 mm é submetida ao equacionamento da energia incidente até que o critério de convergência de segurança seja atendido: D i ≤ 1,2 cal/cm2 A primeira distância que satisfaz essa inequação é automaticamente estabelecida e registrada pelo software como o LSA daquela condição operativa.
Estudo de caso e premissas de cálculo Para a demonstração prática da metodologia, foram selecionados cenários
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Segurança Tab. I – Dados utilizados nos exemplos de cálculo
Nome
Tensão nominal (kV)
Icc fase terra kA
Distância de isolação fase terra – G
LT teste 1
138
32
1460
550
1550
LT teste 2
230
25
2336
550
2700
LT teste 3
345
35,3
2628
550
4200
LT teste 4
500
28,6
3200
550
3500
baseados em Linhas de Transmissão (LTs) reais do sistema elétrico. Por razões de confidencialidade, as nomenclaturas originais foram descaracterizadas, preservando-se, contudo, a integridade dos parâmetros elétricos e físicos. Para garantir a confiabilidade dos resultados sob a ótica da segurança do trabalho, adotaram-se as seguintes premissas conservadoras: •
•
Tempo de exposição: considerouse o tempo de atuação da proteção de distância em sua segunda zona, acrescido do tempo intrínseco de abertura dos disjuntores. Essa premissa simula a não atuação da proteção de primeira zona, elevando a margem de segurança. Corrente de curto-circuito: utilizou-se o maior valor de curto-circuito entre as subestações terminais da linha. Embora o software Pro-Arco permita a parametrização da corrente específica para o ponto exato da intervenção, a adoção do valor máximo de barra assegura que a vestimenta
•
Tempo Distância de proteção + trabalho (mm) disjuntor (ms)
especificada atenda a qualquer ponto da extensão do vão. Distâncias de trabalho: foram simulados cenários onde a distância entre o trabalhador e o ponto de intervenção varia conforme a especificidade da intervenção, garantindo que o estudo contemple a exposição real em mais de uma modalidade de manutenção.
A tabela I mostra os dados utilizados nos exemplos de cálculo. Já a tabela II apresenta` os cálculos resultantes a partir dos dados mostrados. Para além do cálculo pontual da energia incidente, o software Pro-Arco possibilita a geração de curvas de decaimento térmico (Energia x Distância). Esta funcionalidade permite a sobreposição gráfica de até duas especificações distintas de vestimentas de proteção térmica (ATPV). Tal recurso é estratégico para a gestão de segurança, pois permite determinar visualmente a distância mínima de aproximação segura para cada nível
Tab. II – Resultados de energia incidente e Limite Seguro de Aproximação (LSA) obtidos via Pro-Arco
Equipamento
LT teste 1
Distância de trabalho (mm)
Energia incidente (cal/cm²)
Limite Seguro de Aproximação – LSA (mm)
Tensão nominal (kV)
1550
18,86
9830
138
LT teste 2
2700
10,7
13060
230
LT teste 3
4200
8,23
17240
345
LT teste 4
3500
11,3
19060
500
Cada operação tem suas próprias demandas. Por isso, na Kirsten, as soluções são desenvolvidas a partir das necessidades de cada projeto. Nossa atuação reúne engenharia especializada, fabricação própria, controle de qualidade, ensaios e testes, além de suporte técnico e pós-venda.
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Segurança
Fig. 2 – Curva gerada para a LT teste 1
de proteção disponível no estoque da empresa, facilitando a tomada de decisão operacional. A figura 2 ilustra, de forma exemplificada, a curva gerada para a LT Teste 1. O gráfico permite uma análise multifatorial crucial: • Curva de decaimento: É possível observar o decaimento exponencial da energia incidente à medida que a distância de trabalho se afasta do ponto de ignição do arco. Esta visualização demonstra de forma clara como mesmo pequenas variações na distância impactam significativamente a exposição térmica do trabalhador. • Determinação de zonas de segurança: O Pro-Arco permite plotar, de forma sobreposta, até duas especificações de vestimentas (ATPV) sobre o gráfico. No exemplo, as linhas horizontais de referência permitem identificar instantaneamente: – Zonas permissíveis: As faixas de distância onde a curva de energia incidente está abaixo da capacidade de proteção da vestimenta (ATPV) especificada. – Zonas de impeditivas: As faixas onde a energia incidente supera o ATPV da vestimenta, indicando cenários proibitivos de trabalho ou a
necessidade de seleção de um EPI com maior nível de proteção térmica. A análise das curvas geradas pelo software Pro-Arco permite converter o cálculo abstrato de energia incidente em parâmetros operacionais claros para as equipes de campo. A tabela III apresenta as distâncias de aproximação permitidas para duas categorias comuns de vestimentas de proteção térmica (ATPV 10 e 12 cal/cm2). Diferente dos métodos que utilizam distâncias fixas por classe de tensão, a modelagem via Pro-Arco evidencia como as características do sistema (corrente de curto-circuito e tempo de proteção) influenciam diretamente no valor da energia incidente. Isto rompe definitivamente o ultrapassado paradigma conceitual de que a tensão nominal de operação é o único ou o principal fator de risco para determinação das distâncias de segurança. Os dados da tabela III servem de base para a elaboração de Instruções de Trabalho (IT) e Análises Preliminares de Risco (APR), definindo claramente onde a zona de risco térmico se inicia para cada kit de EPI disponível no estoque da concessionária ou prestadora de serviços.
Tab. III – Distâncias mínimas permitidas para ATPV 10 e 12 cal/cm² Equipamento
Distância para ATPV 10 cal/cm² (mm)
Distância para ATPV 12 cal/cm² (mm)
LT teste 1
2390
2110
LT teste 2
2840
2520
LT teste 3
3640
3200
LT teste 4
3860
3360
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Conclusão A gestão do risco de arco elétrico em sistemas de alta e extra-alta tensão exige uma mudança de paradigma na engenharia de segurança. Como demonstrado neste artigo, a determinação da energia incidente não é apenas um requisito normativo, mas uma necessidade técnica para a preservação da integridade física dos trabalhadores. Um dos principais pontos de atenção revelados pelo estudo refere-se à dualidade das distâncias de segurança. Existe a necessidade crítica de distinguir a distância de segurança para o controle do risco de choque elétrico daquela destinada ao risco de arco elétrico. Enquanto a primeira baseia-se na rigidez dielétrica do ar e no nível de tensão, a segunda é ditada pela energia térmica disponível, que pode se propagar por distâncias significativamente maiores. Ignorar essa distinção pode levar a cenários onde o trabalhador está seguro contra o choque, mas fatalmente exposto a uma queimadura de segundo ou terceiro grau. Isto nos remete à conclusão mais importante de qualquer estudo proteção contra acidentes elétricos: a distância de segurança deve ser definida como a maior entre a distância necessária para a proteção contra o choque e a proteção contra o arco elétrico. Neste contexto, a utilização do software Pro-Arco, fundamentado na metodologia Epri para o cálculo para LTs, provou ser uma ferramenta estratégica. A capacidade de gerar curvas de decaimento térmico permite que o gestor de segurança não apenas “calcule um ponto”, mas entenda a dinâmica de risco do arco elétrico. Ademais, a sobreposição gráfica de ATPVs transforma dados complexos em uma representação visual clara, facilitando a definição de perímetros de segurança e a especificação técnica de vestimentas de forma otimizada e precisa. É importante ressaltar que os valores de Limite de Segurança de Aproximação (LSA) obtidos — que podem ultrapassar 19 metros em níveis de 500 kV — ressaltam o caráter conservador e seguro desta metodologia. Esse distanciamento evidencia que o risco de arco em linhas de transmissão não está restrito apenas ao eletricista que executa a intervenção direta. Portanto, torna-se imperativo que as empresas adotem políticas de proteção para todos os envolvidos na atividade, incluindo equipes de apoio que permanecem no solo ou na base das estruturas. Todos devem utilizar vestimentas de proteção térmica adequadas. O arco elétrico em ambiente aberto é um fenômeno estocástico e expansivo. Nestes cenários, o conservadorismo no cálculo e o uso integral de EPIs por toda a equipe não são excessos, mas o único caminho para garantir que cada trabalhador retorne em segurança para casa ao final da jornada.
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Guia – 2
Da Redação deEM Componentes BT
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O levantamento reúne distribuidores e revendedores de material elétrico de instalação e de iluminação, organizados em ordem alfabética por Estado. A relação apresenta itens para instalações de baixa tensão, linhas elétricas, distribuição terminal, comando e controle, iluminação convencional, LED e de emergência, produtos fotovoltaicos, UPS, entre outros equipamentos voltados a diversas aplicações elétricas.
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EM | Setembro / Outubro | 2026
Guia – 2
Industrial
Plugue e tomada
Comando, controle
Painel e quadro BT Minidisjuntor Disjuntor caixa moldada Dispositivos DR (1) DPS (2) Fusível Seccionador (3) Fio/cabo isolado BT Conector, terminal Abraçadeira (4) Eletroduto (5) Canaleta, perfilado Outras linhas (6) Caixas (7) Predial
Empresa Telefone E-mail
Distribuição terminal
Linhas elétricas
Premel – (48) 99935-8890 vendas1@premel.com.br
SC
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RGA – (47) 99187-4663 vendas10@per.ind.br
SC
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Videmotores – (49) 3566-0911 videmotores@videmotores.com.br
SC
Allwatts – (11) 97639-7231 loja@allwatts.com.br
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Outros
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Brás – (11) 2894-6470 vendas@brasdistribuidora.com.br
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Comercial Elétrica Aricanduva (11) 2723-8233 cesar@aricanduva.com
SP-G
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D’Light – (11) 98935-3038 vendas@dlight.com.br
SP-G
Diference – (11) 99603-9720 paula@diferencecabos.com.br
SP-G
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Elétrica Diswal – (11) 2601-5476 marcio@diswal.com
SP-G
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Elétrica J Santos – (11) 2782-4488 josepaulo@eletricajsantos.com.br
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Elétrica João Theodoro (11) 3816-5711 e.joaotheodoro@uol.com.br
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Elétrica União – (11) 4043-8900 vendas@eletricauniao.com.br
SP-G
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Eletrotécnica Vera Cruz (11) 4127-1244 sac@eletrotecnicaveracruz.com.br
SP-G
Etelmaster – (11) 99620-6061 vendas@etelmaster.com.br
SP-G
Heilind – (11) 98386-8118 coliva@heilind.com.br
SP-G
Iluminadora Transmontana (11) 2204-2129 daniel.dgp@hotmail.com
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Iluminação
Interruptor (8) Botão, sinalizador Relé fotoelétrico Minuteria (9) Dimmer Sensor presença (10) Contator, relé (11) Chave partida (12) Lâmpada fluorescente Lâmpada halógena Lâmpada LED Luminária (13) Luminária LED (13) Reator Iluminação emergência Pára-raio predial (SPDA) Capacitor (14) Ferramentas elétricas Instrumentos (15) UPS (16) Produtos fotovoltaicos (17)
Componentes BT
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KMF – (11) 94702-3163 contato@kmeletrica.com.br
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Lugo – (11) 4486-8400 vendas@lugo.com.br
SP-G
Mastercabos – (11) 2341-3686 vendas@mastercabos.com.br
SP-G
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Mundo Elétrico – (11) 95385-3036 contato@mundoeletricoloja.com.br
SP-G
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Noferco – (11) 3473-3913 contato@nofercoex.com.br
SP-G
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EM | Setembro / Outubro | 2026
Linhas elétricas
Distribuição terminal
Iluminação
Outros
Empresa Telefone E-mail
UF
Painel e quadro BT Minidisjuntor Disjuntor caixa moldada Dispositivos DR (1) DPS (2) Fusível Seccionador (3) Fio/cabo isolado BT Conector, terminal Abraçadeira (4) Eletroduto (5) Canaleta, perfilado Outras linhas (6) Caixas (7) Predial
Industrial
Plugue e tomada
Comando, controle
Interruptor (8) Botão, sinalizador Relé fotoelétrico Minuteria (9) Dimmer Sensor presença (10) Contator, relé (11) Chave partida (12) Lâmpada fluorescente Lâmpada halógena Lâmpada LED Luminária (13) Luminária LED (13) Reator Iluminação emergência Pára-raio predial (SPDA) Capacitor (14) Ferramentas elétricas Instrumentos (15) UPS (16) Produtos fotovoltaicos (17)
Componentes BT
Pidegal – (11) 2973-4499 pidegal@pidegal.com.br
SP-G
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Plena – (11) 97277-6198 romilda@plenaeletrica.com.br Portal com Elétrica – (11) 2067-4700 francisco@portaleletrica.com.br Provitel – (11) 2239-1484 vendas@provitel.com.br
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Safebysafe – (11) 98945-7714 osvaldo@safebysafe.com.br
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Safira – (11) 99601-8717 vendas@safiracomercial.com.br
SP-G
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Santil – (11) 99610-7765 sac@santil.com.br
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SP-G
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EM | Setembro / Outubro | 2026
Guia – 2 Distribuição terminal
Linhas elétricas
Plugue e tomada
Comando, controle
Iluminação
Outros
Interruptor (8) Botão, sinalizador Relé fotoelétrico Minuteria (9) Dimmer Sensor presença (10) Contator, relé (11) Chave partida (12) Lâmpada fluorescente Lâmpada halógena Lâmpada LED Luminária (13) Luminária LED (13) Reator Iluminação emergência Pára-raio predial (SPDA) Capacitor (14) Ferramentas elétricas Instrumentos (15) UPS (16) Produtos fotovoltaicos (17)
Componentes BT
São Caetano – (11) 94730-2131 eletricasc@eletricasc.com.br
SP-G
Vextrom – (11) 3672-0506 atendimento@vextrom.com.br
SP-G
Virtus – (11) 94734-3098 carlos@virtusdistribuidora.com.br
SP-G
Waldesa – (11) 99585-9696 cristiano@waldesa.com.br
SP-G
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Wamluz – (11) 96393-2795 alexandre@wamluz.com.br
SP-G
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APE Bauru – (14) 97400-8106 vendas@apebauru.com.br
SP-I
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Comercial Leal Araraquara (16) 3303-2100 fernando@comercialleal.com.br
SP-I
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Eletrica Bel – (17) 99759-2753 compras@eletricabel.com.br
SP-I
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Eletro Zago – (14) 99735-4679 vendas@eletrozago.com.br
SP-I
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Jabu – (16) 3362-3330 thiago@jabu.com.br
SP-I
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Ligbem – (19) 3801-8188 ligbem@ligbem.com.br
SP-I
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Meta Materiais – (19) 3471-2800 meta@metaeletrica.com.br
SP-I
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Moino – (14) 99741-9769 marcos_moino@uol.com.br
SP-I
Piralux – (19) 2534-0120 contato@piralux.com.br
SP-I
Servmontec – (16) 3961-4260 edson@servmontec.com.br
SP-I
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Vetek – (19) 3412-1446 vetek@vetek.com.br
SP-I
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Industrial
UF
Painel e quadro BT Minidisjuntor Disjuntor caixa moldada Dispositivos DR (1) DPS (2) Fusível Seccionador (3) Fio/cabo isolado BT Conector, terminal Abraçadeira (4) Eletroduto (5) Canaleta, perfilado Outras linhas (6) Caixas (7) Predial
Empresa Telefone E-mail
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Notas: (1) Dispositivos de proteção diferencial-residual; (2) Dispositivos de proteção contra surtos; (3) Chaves seccionadoras de ação rápida, seccionadores-fusíveis e dispositivos correlatos; (4) Abraçadeiras, marcadores - para amarração e identificação de fios e cabos; (5) Eletrodutos e acessórios; (6) Eletrocalhas, bandejas, leitos; (7) Caixas de ligação, de passagem, conduletes; (8) Interruptores nas suas diferentes versões: simples, paralelo, intermediário; (9) Minuteria e temporizador; (10) Conjugado ou não com luz e/ou minuteria; (11) Relés térmicos e outros relés para proteção de motores; (12) Chaves de partida convencionais (partida direta, estrela-triângulo, compensadoras) e soft-starters; (13) Luminárias convencionais, projetores, spots, etc; (14) Para correção do fator de potência; (15) Amperímetros, multímetros, testadores de continuidade, medidores de isolamento, terrômetros, instrumentos multifunção, etc; (16) Sistemas de energia ininterrupta (no-breaks); (17).Módulos e/ou inversores FV;Cabos FV. Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 1631 empresas pesquisadas Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Setembro / Outubro de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.
EM | Setembro / Outubro | 2026
EM Profissionais
BESS/SAE – A norma da CPFL Vinícius Ayrão
Na edição passada, analisei aqui a necessidade ou não de homologação do sistema de armazenamento de energia (SAE) em baterias, ou BESS, junto às concessionárias, a partir de análises e inferências do que temos de regulação e de engenharia. Mas, como a CPFL tem uma norma apenas sobre BESS, nesta edição examinaremos os requisitos dessa norma e depois vamos comparála com as inferências que fiz na coluna anterior.
Qual é a norma? A norma da CPFL que trata de armazenamento é a GED-19397 – Critérios de Acesso ao Sistema Elétrico da CPFL com Sistemas de Armazenamento de Energia. É interessante destacar que ela é um regulamento da divisão de clientes de Mini e Microgeração Distribuída da empresa, ou seja, em uma análise preliminar podemos inferir que a CPFL entende que há semelhanças com a MMGD. Na norma, o sistema é referido como SAE (Sistema de Armazenamento de Energia), e dessa forma usaremos esse termo nessa coluna, e não BESS.
O objetivo A norma traz os critérios e requisitos para conexão de SAEs, seja no modelo híbrido (baterias em conjunto com micro e minigeração distribuída) ou junto à carga, para unidades consumidores de baixa tensão e média tensão. Ou seja, não há dúvidas quanto a onde ela se aplica. O texto do documento reconhece que o foco é para aplicações behind-the-meter, tais como: • Back-up e UPS; • Integração de renováveis;
• •
Compensação reativa (ajuste do fator de potência); Arbitragem para consumidores que possuem tarifas horossazonais, desde que haja viabilidade técnica.
É possível injetar? A CPFL deixa claro que é permitida a injeção quando os SAEs estiverem em conjunto com fontes de geração distribuída, respeitando o orçamento de conexão. Ou seja, quando não temos geração renovável em conjunto, é necessária a funcionalidade grid zero.
Muda a proteção? A CPFL determina que qualquer SAE com potência maior que 75 kW deve ser conectado por intermédio de um transformador de acoplamento e com proteção na média tensão com as funções 50 / 51 / 50N / 51N / 51GS / 67 / 27 / 59 / 59N / 32 / 81O / 81U / 25. Ou seja, da mesma forma que para miniGD, a CPFL não aceita subestação simplificada para SAE com mais de 75 kW, com ou sem sistema solar associado. Para potências superiores a 300 kW, além da proteção em MT, é necessária a instalação de um religador no ponto de conexão. A única coisa positiva nesse trecho é que eles deixam claro que o religador entra no cálculo de ERD - Encargo de Responsabilidade da Distribuidora. A desvantagem é que, se temos apenas o SAE a ser instalado, dificilmente haverá alguma participação da concessionária nos custos de conexão.
Funcionalidades A norma da CPFL tem um item que nunca me havia ocorrido: o acessante deve preencher um formulário assinalando quais funcionalidades o SAE permitirá.
Quando o SAE operar como back-up, ou seja, em modo ilha, deve ser prevista uma chave para desacoplamento imediato da instalação elétrica da rede quando o armazenamento entrar em operação. Mesmo sendo uma espécie de autodeclaração, isso facilita a análise para a concessionária, bem como para o projetista, pois este será obrigado a atentar para os requisitos técnicos das funcionalidades requeridas.
A funcionalidade como back-up Esse é o ponto que mais me incomoda no que diz respeito a SAEs, neste momento: como fazer isso de forma segura? Vou voltar um pouco às normas de equipamentos antes de analisar a norma da CPFL. A definição de seccionamento é: função destinada a cortar a alimentação de toda ou de uma parte da instalação, pela separação da instalação ou parte desta de toda alimentação de energia elétrica, por razões de segurança (redação dada pela ABNT NBR IEC 60947-0 - Dispositivo de manobra e comando de baixa tensão). Consultando a definição de seccionador temos: dispositivo de manobra mecânica que, na posição aberta, atende aos requisitos especificados para a função de isolação (redação também dada pela ABNT NBR IEC 60947-0). E aí temos o problema, em meu entendimento: chaves estáticas podem fazer interrupção de circuitos, mas não
EM | Setembro / Outubro | 2026
o seccionamento. Então, todas as vezes que falamos de SAE trabalhando em modo ilha, eu enxergo a necessidade de um dispositivo mecânico para fazer essa separação elétrica, visando garantir a segurança de profissionais atuando no lado da rede elétrica. Mas a CPFL aceita chaves estáticas e eletromecânicas, desde que atendam às normas especificas (que estão no anexo D da norma).
Requisitos na operação on-grid Chama atenção a exigência de que, em usos como load shifting, por exemplo, sejam informados horários programados de carga e descarga. Nesse ponto acho que a norma excedeu o âmbito regulatório, pois não fica claro se, caso o usuário venha a alterar essa programação no futuro, ele precisará iniciar um novo processo junto à CPFL, ou mesmo se haverá penalidades em caso de mudança não informada.
Inversores híbridos Pessoalmente, prefiro usar o termo de “SAEs com acoplamento CC” em vez de “inversores híbridos”. Não entrarei nesse assunto, mas fica a dica para os leitores buscarem mais informações de SAE com acoplamento CA ou CC. Voltando ao assunto: os inversores híbridos que estão certificados pelo Inmetro com os testes da Portaria no 140/2022 podem ser utilizados sem a necessidade de chave de intertravamento.
Análise geral da norma A norma está bem aderente aos requisitos de MMGD, bastante semelhantes
aos de usinas solares, como eu havia defendido nesta coluna, na edição anterior de EM. O principal elogio a fazer à norma da CPFL é que ela nos permite sair do foco da inferência para um regramento claro. Isso facilita inclusive a análise, evitando que dois profissionais distintos tenham interpretações diferentes.
Questões não respondidas Minhas questões referem-se principalmente ao uso de SAE com injeção no sistema de compensação de energia elétrica (SCEE). A CPFL deixa claro que só pode haver injeção se houver geração renovável junto.
Um primeiro problema: Eu posso ter uma usina solar, com seus inversores, e mais um SAE. Nesse caso, temos inversor do sistema solar e conversor (PCS) do SAE, ou seja, temos o chamado acoplamento CA. Nessa situação, o orçamento de conexão deve ser analisado pela potência do inversor ou pela soma do inversor mais o PCS? Eu defendo que seja pela potência dos inversores, já que o que deve importar para o orçamento de conexão é a potência máxima de injeção. Mas isso não está claro. O problema é que, em uma usina de MMGD, o orçamento de conexão não considera a demanda injetada, e sim a potência instalada. Se o sistema solar falhar e eu ficar apenas com meu armazenamento, consumindo energia no horário fora de ponta (para o SAE) e injetando no horário de ponta, qual será
Engenheiro eletricista da Sinergia Consultoria, com grande experiência em projetos de instalações elétricas MT e BT, entradas de energia e instalações fotovoltaicas, conselheiro da ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída e diretor técnico do Sindistal RJ - Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro, Vinícius Ayrão apresenta e discute nesta coluna aspectos ligados à atualização dos profissionais de eletricidade em relação às novas tecnologias e tendências do mercado. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões pelo e-mail: em_profissisonais@ arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” “EM Profissionais”.
a forma de verificação/supervisão que a concessionária terá? Quais penalidades podem ser aplicadas ao consumidor neste caso?
Um segundo problema: Eu tenho uma usina solar, conectada, em GD1. Resolvo colocar um SAE com acoplamento CA. Não aumento a quantidade de módulos, apenas pretendo armazenar a energia gerada para descarregar no horário de ponta. Nesse caso terei que abrir um processo junto à concessionária, isso já está claro. Mas como o acréscimo do SAE, por si só, já aumenta na prática a potência instalada total do sistema, por causa da inclusão do PCS, embora não necessariamente aumente a potência máxima de injeção, isso vai alterar o meu enquadramento em GD1?
Necessidade de avanços regulatórios Essas duas questões são de âmbito da Aneel e não da distribuidora. E citei apenas duas, porém quanto mais nos debruçarmos no assunto, mais vácuos regulatórios encontraremos. O problema da lentidão dessas definições é que soluções e modelos de negócios que podem ser viáveis ficam num grau de incerteza muito grande, o que impede ou desacelera a expansão do mercado de SAEs no Brasil.
Terminando por aqui Outras concessionárias, além da CPFL tratam de SAEs em suas normas, mas a da CPFL foi a mais completa que encontrei. Algumas concessionárias não dão praticamente informação nenhuma, o que significa mais dificuldades nas primeiras conexões. Até a próxima edição.
EM | Setembro / Outubro | 2026
Guia – 3
Transformadores de potência e especiais
Este guia apresenta uma relação de transformadores de potência para aplicações em sistemas de transmissão, fornos, retificadores, distribuição e redes subterrâneas, com informações sobre faixas de potência e tensão e tipos de isolação. Também contempla transformadores especiais, como modelos com fator K, para sistemas IT-médicos e autotransformadores de partida.
Da Redação deEM
Transformadores de potência
0,3 a 20
36,2
• • •
0,5 a 100
145
a • • • 0,75 20
Comtrafo – (43) 3520-4300 comtrafo@comtrafo.com.br
5a 250
350
• • • 2 a 10
36
• • • 1 a 10
245
• • •
Densitel – (11) 4143-7800 densitel@densitel.com.br
2 a 75 138
• •
1 a 25
138
• •
1 a 25
Ensa – (19) 3682-8383 contato@ensatransformadores. com.br
0,045 a 20
a • • • 0,045 20
69
a • • • 0,045 20
IBT – (11) 997188-1033 ibt@ibt.com.br
0,15 a 36,2 3
•
0,15 a 3
36,2
•
ITB – (18) 3643-8000 vendas@itb.ind.br
1 a 3 36,2
• • •
Kraper – (47) 3084-8300 vendas@kraper.com
0,015 a 145 40
• • •
Militrafo – (11) 94822-8489 vendas@militrafo.com.br
0,045 a 36,2 5
a 36,2 • • • 0,045 • • • 5
Pólux – (47) 3275-3541 vendas@polux.ind.br Qualitrafo – (35) 99750-5946 alais.machado@qualitrafo. com.br Reatores Brasil (67) 98141-7073 vendas@rbtransformadores. com.br Romagnole – (44) 3233-8500 marketing@romagnole.com.br
0,01 a 36,2 20
a • 0,01 20
0,0005 7,2 a1
• 0,051 a
• • • •
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
• • •
36
Tensão primária até (kV)
145
0,03 a 5
Isolação
Potência (MVA)
0,5 a 100
Potência (kVA)
Blutrafos – (47) 99964-3631 comercial@blutrafos.com.br
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
• • •
Potência (MVA)
36
Potência (MVA)
• • • 0,013 a
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
36
Potência (MVA)
Subterrâneo Isolação
0,03 a 5
Adelco – (11) 4199-7500 transformadores@adelco. com.br
Tensão primária até (kV)
Isolação
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
Isolação
De distribuição
Tensão primária até (kV)
Empresa – Telefone E-mail
Tensão primária até (kV)
Isolação
Para retificadores
para poste pedestal para cabine autoprotegido a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
Para fornos
Tensão primária até
De transmissão
•
Adtrafo – (11) 97671-2996 gustavo@adtrafo.com.br
69
• •
30 a 5
36
• • • •
0,30 a 5
36
• • •
138
• •
69
a • • • 0,045 20
69
a • • • • • • • 0,045 20
69
• • •
0,15 a 3
36,2
0,005 a 36,2 3 0,1 a 40
• • a 36,2 • • • • • • • 0,045 • • • 3
145
a • • • 0,015 0,3
0,045 a5
36,2
a 36,2 • • • 0,045 • • • 5
36,2
a • 0,01 20
36,2
a • 0,01 20
36,2
•
a • 0,01 20
36,2
•
7,2
a • 0,005 1
7,2
• 0,051 a
7,2
•
• 0,051 a
7,2
•
0,15 a 2
36,2
145
• • • 0,1 a 40
36
a • • • • • • • 0,015 40
145
• • •
a 36,2 • • • 0,045 • • • 5
0,005 a 36,2 2,5
•
0,005 a 36,2 12
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Relés Inteligentes Pextron ® Alta tecnologia e eficiência para monitoramento do armazenamento e geração de energia.
URPE 7104
URP 6000
URP 1439TU
PCPT 4
PCPU 8
URP 6100
Proteção para cabines primárias e pontos de interconexão.
Proteção estratégica de inversores e transformadores.
Os relés URPE 7104 e URP 1439TU são projetados para proteção e monitoramento em cabines primárias, assegurando a integridade elétrica da interface entre a usina solar, o sistema de armazenamento e a rede de distribuição. * Proteção contra sobrecorrentes e falhas elétricas * Supervisão contínua das condições operacionais do sistema * Maior confiabilidade e continuidade no fornecimento de energia * Rearme automático por tensão para Cabines Primárias Inteligentes.
Os relés PCPU 8 e PCPT 4 atuam diretamente na proteção de inversores e transformadores a seco, equipamentos essenciais para o desempenho e a eficiência das usinas solares e sistemas de armazenamento. PCPU 8 | Proteção de inversores * Proteção contra sobrecorrente, subtensão e anomalias operacionais * Preservação do desempenho e da vida útil dos inversores * Redução de falhas e aumento da disponibilidade energética.
Proteção e controle em sistemas de Geração Distribuída. Os relés URP 6000 e URP 6100 atuam na proteção e no monitoramento do ponto de conexão entre a geração distribuída e a rede elétrica, garantindo operação segura, sincronismo confiável e estabilidade do sistema. * Monitoramento contínuo de tensão, corrente, potência e frequência * Proteção contra ilhamento, sobrecorrente, subtensão e sobretensão * Base técnica para operação eficiente de usinas solares e sistemas com armazenamento de energia.
Vendas
PCPT 4 | Proteção de transformadores a seco * Monitoramento térmico preciso e proteção contra sobreaquecimento * Preservação da integridade do transformador
SAVE THE DATE
pextron.com +55 11 5094 3200
30/09 a 01/10/2026 Rio de Janeiro/RJ
EM | Setembro / Outubro | 2026
Guia – 3
Transformadores de potência
0,46
1 a 10
69
1 a 50 138
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0,5 a 50
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1 a 10
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Até 500
500
a • 0,01 0,1
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0,5 a 5
36
a • • • 0,015 0,3
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0,05 a 0,3 a • 0,045 10
Até 34,5
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• 0,5 a 10
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36
• • 1 a 10
13,8
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138
a • • • 0,075 50
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72,5
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Isolação
0,15 a 1
para poste pedestal para cabine autoprotegido a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
Tensão primária até
Tensão primária até (kV)
Potência (MVA)
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
Tensão primária até (kV)
Potência (MVA)
a • 0,01 0,1
Isolação
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
0,8
Isolação
Subterrâneo
Tensão primária até (kV)
0,01 a 0,5
De distribuição
Potência (MVA)
RT Transformadores (11) 99299-4077 rttrafo@terra.com.br Tamura Brasil – (47) 3307-1700 vendas@tamurabrasil.com Trael Transformadores Elétricos (65) 3611-6500 comercial@trael.com.br Transformadores União (11) 99967-6434 vendas@transformadoresuniao. com.br TSEA – (31) 3329-6340 comercial@tseaenergy.com
Isolação
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
Potência (MVA)
Empresa – Telefone E-mail
Tensão primária até (kV)
Isolação
Para retificadores
Potência (kVA)
Para fornos
a óleo mineral a óleo vegetal a seco encapsulada
De transmissão
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TSP – (11) 99336-6319 tsp@transformadoressaopaulo. com.br
1 a 10 15/34 •
WEG – v(47) 99915-8165 wtd@weg.net
10 a 500
550
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0,5 a 50
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a • • • 0,50 50
Zilmer Ineltec – (11) 2148-7121 vendas@zilmer.com.br
0,075 a 20 72,5
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0,3 a 10
72,5
• • • 0,3 a 20
1 a 10 13,8/34
• • •
0,5 a 50
36,2
• •
Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 123 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Setembro / Outubro de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.
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0,3 a 15
34,5
Adtrafo – (11) 97671-2996 gustavo@adtrafo.com.br
30 a 5
36
Blutrafos – (47) 99964-3631 comercial@blutrafos.com.br Ensa – (19) 3682-8383 contato@ensatransformadores.com.br
0,5 a 100
145
0,045 a 20
69
0,045 a 20
0,15 a 3
36,2
0,15 a 3
1a3
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IBT – (11) 997188-1033 ibt@ibt.com.br ITB – (18) 3643-8000 vendas@itb.ind.br
3 kVA a 0,5
1,1
Tensão primária (kV)
0,05 a 50
Trael Transformadores Elétricos (65) 3611-6500 comercial@trael.com.br Adelco – (11) 4199-7500 transformadores@adelco.com.br
Potência (cv)
Autotransformador de partida
Tensão primária até (kV)
Para sistema IT-Médico
Tensão primária até (kV)
Com fator k Potência (MVA)
Empresa Telefone E-mail
Potência (MVA)
Transformadores especiais
0,3 a 15
34,5
30 kVA a 1
1,1
0,01 a 10
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EM | Setembro / Outubro | 2026
Transformadores especiais
0,045 a 5
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0,220
0,01 a 1
0,88
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0,01 a 20
36,2
0,001 a 0,01
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0,01 a 20
36,2
Qualitrafo – (35) 99750-5946 alais.machado@qualitrafo.com.br
0,001 a 1
7,2
0,001 a 1
7,2
5 a 500
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Rasatronic – (54) 99643-7283 vendas1@rasatronic.com.br Romagnole – (44) 3233-8500 marketing@romagnole.com.br
0,3
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0,01 a 0,5
0,8
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0,001 a 0,01
15
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0,045 a 10
36
0,0075 a 0,010
1,1
0,015 a 1,5
1,1
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0,75 a 20
72,5
0,3 a 5
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Transformadores União – (11) 99967-6434 vendas@transformadoresuniao.com.br
Tensão primária (kV)
Militrafo – (11) 94822-8489 vendas@militrafo.com.br Minuzzi – (19) 3272-6380 atendimento@minuzzi.ind.br Pólux – (47) 3275-3541 vendas@polux.ind.br
Tensão primária até (kV)
145
RT Transformadores – (11) 99299-4077 rttrafo@terra.com.br Tamura Brasil – (47) 3307-1700 vendas@tamurabrasil.com
Potência (cv)
Autotransformador de partida
0,015 a 40
Kraper – (47) 3084-8300 vendas@kraper.com
Potência (MVA)
Para sistema IT-Médico
Tensão primária até (kV)
Com fator k Potência (MVA)
Empresa Telefone E-mail
0,001 a 0,5
1,1
0,01 a 1
1,1 0,88
0,005 a 12
TSP – (11) 99336-6319 tsp@transformadoressaopaulo.com.br WEG – (47) 99915-8165 wtd@weg.net Zilmer Ineltec – (11) 2148-7121 vendas@zilmer.com.br
Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 123 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Setembro / Outubro de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.
EM | Setembro / Outubro | 2026
EM Aterramento
A degradação dos varistores de óxido de zinco Sergio Roberto Santos Nos últimos anos, devido a questões econômicas, a opção no Brasil por dispositivos de proteção contra surtos (DPS) utilizando centelhadores diminuiu, enquanto o uso de DPSs fabricados com varistores de óxido metálico aumentou muito. Por esse motivo, apresentam-se aqui aspectos básicos dos varistores de óxido metálico, algo necessário para a compreensão da proteção contra surtos. Para proteger instalações elétricas, de energia e sinal, contra sobretensões transitórias e correntes de surto, devem ser utilizados DPSs. Esses dispositivos utilizam componentes não lineares, como centelhadores, varistores ou diodos, que reduzem rapidamente sua impedância interna para valores muito baixos quando a tensão em seus terminais ultrapassa um valor pré-determinado, voltando-a ao valor inicial após o fim das sobretensões.
História O nome “varistor” se origina da junção das palavras variable resistor (resistor variável). Esse termo descreve a característica de alterar sua resistência elétrica de forma automática em função do aumento ou diminuição da tensão em seus terminais. Antes do surgimento dos modernos varistores de óxido metálico (metal oxide varistor – MOV), a proteção contra surtos utilizava tecnologias menos eficientes, como os varistores de carboneto de silício (SiC), os primeiros varistores comerciais, e os tubos de descarga a gás (GDTs). Enquanto os SiCs possuíam um baixo coeficiente de não-linearidade (ɑ), os GDTs eram lentos e conduziam correntes residuais ao final da sua atuação. Os MOVs surgiram no final da década 1960 no laboratório da Matsushita Elec-
ção de correntes de alta intensidade, limitando a tensão aplicada à instalação protegida. Essa característica depende diretamente da microestrutura policristalina do material, especialmente das barreiras de potencial formadas nas regiões de contorno de grão [2].
Microestrutura dos MOVs Varistor de óxido de zinco
tric Industrial Company, mais tarde conhecida como Panasonic. Seu criador, o Dr. Michio Matsuoka, e sua equipe descobriram as propriedades elétricas excepcionais das cerâmicas à base de óxido de zinco (ZnO) combinadas com pequenas adições de outros óxidos metálicos, como o bismuto, o cobalto e o manganês [1]. A Matsushita patenteou a tecnologia do varistor de óxido de zinco em 1968, demonstrando que esse novo material possuía característica tensão-corrente (I-V) extremamente não-linear, superando em muito o varistor de carboneto de silício. Após a introdução do novo componente no mercado pela Matsushita, com o nome comercial de “ZNR” (Zinc-oxide Non-linear Resistor), a General Eletric (GE), em 1970, licenciou a patente da empresa japonesa, por perceber o enorme potencial comercial dessa tecnologia.
Funcionamento Os varistores de ZnO são dispositivos semicondutores cerâmicos, com comportamento fortemente não linear, que em condições normais de operação apresentam elevada resistência elétrica, conduzindo apenas uma pequena corrente de fuga. Na ocorrência de um surto de tensão, sua resistência interna diminui abruptamente, permitindo a condu-
A cerâmica de um varistor de ZnO é formada majoritariamente por grãos de óxido de zinco, aos quais são adicionados óxidos dopantes, como óxidos de bismuto, antimônio, cobalto, manganês, níquel ou cromo, variando em função da formulação do MOV. Durante sua sinterização, esses aditivos segregam-se, preferencialmente para os contornos de grão, formando fases intergranulares, responsáveis pela criação de barreiras de potencial do tipo Schottky. Cada junção entre grãos atua como uma micro barreira de potencial elétrico; sendo que o conjunto de milhares dessas junções em série e paralelo define as principais características elétricas do varistor [3]. Em regime de baixa tensão, as barreiras intergranulares dificultam a passagem de portadores de carga, mantendo a corrente em níveis reduzidos. Quando a tensão aplicada aos terminais do varistor aumenta, ocorre a redução efetiva da barreira e a condução passa a ser dominada por processos como emissão de campo, tunelamento assistido e transporte termicamente ativado. A degradação do varistor está associada justamente à alteração progressiva dessas barreiras, seja por efeitos elétricos, térmicos, químicos, mecânicos ou por uma combinação desses fatores [4].
Processos de degradação do MOV A degradação dos varistores de ZnO corresponde a um processo cumulativo de perda de estabilidade elétrica e microestrutural. Os es-
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tudos sobre a degradação elétrica indicam que varistores de ZnO podem sofrer degradação por solicitações elétricas, químicas, térmicas ou mecânicas, levando à redução da altura das barreiras de potencial e consequentemente ao aumento da corrente de fuga. Esse aumento é crítico porque intensifica a dissipação de potência no corpo cerâmico, podendo iniciar um ciclo de aquecimento, instabilidade térmica e falha catastrófica [2]. Quando o varistor permanece submetido por longos períodos a uma tensão próxima de sua tensão nominal, pequenas correntes de fuga atravessam continuamente os contornos de grão. Embora essas correntes sejam esperadas em operação normal, sua componente resistiva produz um aquecimento local. Com o tempo, poderão ocorrer redistribuição de íons, aprisionamento, liberação de cargas elétricas que estavam presas, migração de elementos dopantes e modificação da densidade de estados eletrônicos nos contornos de grão. O resultado é a redução gradual da estabilidade das barreiras e o deslocamento da curva tensão-corrente para regiões de maior condução. Em sistemas de corrente alternada, a degradação pode ser acompanhada pela evolução da componente resistiva da corrente de fuga e de seus harmônicos. A componente capacitiva está associada à natureza dielétrica da cerâmica, enquanto a componente resistiva reflete de modo mais direto o estado das barreiras intergranulares. Por isso, o monitoramento da corrente de fuga resistiva é frequentemente utilizado como indicador de envelhecimento em para-raios de linha e dispositivos de proteção contra surtos. Como o transporte de portadores nos contornos de grão pode ser termicamente ativado, a temperatura exerce papel decisivo no envelhecimento dos varistores, já que o aumento da
temperatura tende a elevar a corrente de fuga. Se a potência dissipada não for removida de forma eficiente, ocorre realimentação positiva, quando o aumento da corrente ocasiona mais aquecimento e o maior aquecimento reduz ainda mais a resistência efetiva do MOV. Esse processo pode culminar em uma avalanche térmica, caracterizado pela perda súbita da capacidade de bloqueio da corrente pelo varistor e a condução em regime permanente de uma corrente elevada. Além do aquecimento total do componente, a degradação térmica pode ocorrer de modo localizado. Regiões com maior densidade de corrente, defeitos microestruturais, porosidade, contato elétrico deficiente ou distribuição não uniforme de dopantes dissipam mais energia e se aquecem acima da média do corpo cerâmico. Esses pontos quentes favorecem alterações de fase, fusão parcial de contornos de grão, crescimento de caminhos condutivos e trincamento por tensões térmicas. Durante surtos atmosféricos ou manobras de chaveamento, o varistor é submetido a impulsos de curta duração e elevada amplitude. Nesses eventos, a energia absorvida pode ser muito alta, mesmo que o tempo de aplicação seja reduzido. Ensaios com correntes de surto com a forma de onda 8/20 µs mostram que a repetição de pulsos pode provocar degradação progressiva da microestrutura, alteração de fases ricas em bismuto nos contornos de grão e formação de regiões de maior condutividade local. Estudos de degradação por múltiplos pulsos associam a falha ao aumento da densidade de energia em regiões não uniformes da microestrutura, com elevação localizada de temperatura e possível fusão de contornos de grão. Outro fenômeno relevante é o flashover (centelhamento) superficial em regiões laterais ou de
Engenheiro eletricista da Lambda Consultoria, consultor da Embrastec e mestre em energia pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP, Sergio Roberto Santos apresenta e analisa nesta coluna aspectos de aterramento, proteção contra descargas atmosféricas e sobretensões transitórias, temas aos quais se dedica há mais de 20 anos. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões ao especialista pelo e-mail: em_ aterramento@arandaeditora.com.br, mencionando “EM-Aterramento” no assunto.
esmaltação. Quando ocorrem descargas superficiais, podem ser formados canais condutivos permanentes na camada externa do componente, reduzindo a tensão de referência em corrente contínua. Resultados experimentais recentes indicam que, sob impulsos severos, o aparecimento de canais condutivos superficiais pode reduzir significativamente a tensão de referência (tensão de 1 mA), enquanto a tensão residual em alta corrente pode apresentar variações menores. Esse comportamento mostra que a degradação nem sempre afeta todos os parâmetros elétricos com a mesma intensidade.
Conclusão A degradação é um processo inerente aos MOVs, devendo por isso os DPSs que os utilizam possuir desligadores internos ou externos, além de sinalizadores que indicam o final da sua vida útil [5]. Mesmo possuindo vida útil finita, eles atualmente são os componentes não-lineares mais utilizados na fabricação de para-raios de linha e DPSs, devido ao seu custo, quando comparado com os centelhadores e diodos. REFERÊNCIAS [1] Matsuoka, Michio: Nonohmic Properties of Zin Oxide Ceramics. “Japanese Journal of Applied Physics”. Volume 10, Nº 6, Junho de 197. [2] Ramírez, M. A.; Bassi, W.; Bueno, P.R.; Longo, E; Varela, J.A.: Comparative degradation of ZnO- and SnO2-based polycrystalline non-ohmic devices by current pulse stress. “J. Phys. D: Appl. Phys.” 41 (2 0 0 8) 122 0 02 (5pp) doi :10.10 8 8/0 0223727/41/12/122002 [3] Ramírez, Miguel Angel; Bassi, Welson; Parra Rodrigo; Bueno, Paulo Roberto, Longo, Elson, Varela, José Arana: Comparative Electrical Behavior at Low and High Current of SnO2- and ZnO-Based Varistors. “J. Am. Ceram. Soc.”, 91 [7] 2402–2404 (2008) DOI: 10.1111/j.1551-2916.2008.02436.x [4] Topcagic, Zumret; Tsovilis, Thomas E: Varistor Electrical properties: Micorstructural Ef fects. Modeling of the varistor microstructure. 55th Int. Conference on Microelectronics, Devices and Materials, Ljubljana, Slovenia. Pages 112-118. Setembro, 2019. [5] Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT): A BNT NBR IEC 616 43-11:2021 - Versão Corrigida:2022 Dispositivos de proteção contra surtos de baixa tensão Parte 11: Dispositivos de proteção contra surtos conectados aos sistemas de baixa tensão - Requisitos e métodos de ensaio.
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Produtos Proteção contra corrosão A Belgo Arames oferece a tecnologia Bezinal, revestimento de liga de zinco-alumínio destinado a aumentar a resistência à corrosão de arames e cordoalhas utilizados em sistemas elétricos. A solução pode ser aplicada à alma de cabos condutores, cabos de aterramento e para-raios, alças pré-formadas e cordoalhas para estaiamento, com aplicações em redes de transmissão e distribuição de energia. Entre os produtos que utilizam a tecnologia está o
oferece acesso instantâneo a instruções específicas após disparos por sobrecarga ou curto-circuito.
https://www.se.com/br/pt/
Iluminação A Blumenau fornece diversas soluções de iluminação. Uma delas é o refletor 1000 W, da linha PRO, que conta com fluxo luminoso de 120 mil lúmens, indicado para iluminação de grandes áreas. Possui válvula de respiro, que impede a entrada de umidade acumulada na tampa para o interior do produto. Outra é a luminária hermética, que apresenta
de até 25% da capacidade de transporte de energia ou redução de até 25% das perdas elétricas da linha, segundo a companhia. Outra solução é a linha de cabos HD Green CAT.6 23 AWG fabricados com cobre ecológico e energia renovável, que têm diâmetro reduzido, permitindo instalar até 6% mais cabos no mesmo espaço. Por fim, tem-se o cabo Afumex Green 750V, que utiliza biopolietileno na camada de isolação no lugar do polietileno de origem fóssil, não contém halogênio e tem baixa emissão de fumaça e gases tóxicos.
https://br.prysmian.com/pt
Dispositivo para comando elétrico cabo ACSS com alma de aço revestida com Bezinal. Segundo a empresa, o cabo pode transmitir até o dobro da corrente de um ACSR de mesma seção. O revestimento é indicado para componentes expostos a ambientes corrosivos e aplicações que requerem maior vida útil e menor necessidade de manutenção, incluindo instalações destinadas ao suprimento de data centers e outras infraestruturas críticas. www.belgo.com.br
Disjuntor a ar O MasterPacT MTZ Active, da Schneider Electric, é um disjuntor a ar para proteção de linhas de até 6300 A. É equipado com a unidade de controle MicroLogic Active, que monitora várias funções do disjuntor, fornecendo informações em tempo real.
Está disponível em três tamanhos: MTZ1, MTZ2 e MTZ3. Entre os principais destaques do produto, de acordo com a empresa, está o ERMS - Energy Reduction Maintenance Settings, que aumenta a proteção dos operadores durante intervenções com o sistema energizado, e um QR Code, que
vedação com proteção IP65, sendo indicada para ambientes úmidos ou onde haja contato da iluminação com vapor, poeira ou produtos químicos. Também para a iluminação de grandes ambientes, a empresa fornece o projetor modular LED BPM, que pode ser adquirido em kits com quatro unidades, totalizando 400 W de potência e 74 mil lúmens, e a linha High Bay, destinada à iluminação por eletrocalhas ou suspensão por cabos e com temperatura de cor de 4100 K.
Os relés de interface da Tramontina foram desenvolvidos para acionar e promover o isolamento elétrico entre circuitos de comando e cargas de potência. Indicados para aplicações industriais e prediais, os dispositivos são utilizados em sistemas de automação, painéis elétricos e processos de controle. Permitem que sinais de baixa potência, provenientes de CLPs - Controladores Lógicos Progra-
https://blumenauiluminacao.com.br/
Cabos A Prysmian fornece a tecnologia E3X, que visa aumentar a capacidade das linhas de transmissão já instaladas sem a necessidade de novas estruturas.
Baseada em um revestimento cerâmico aplicado à superfície dos cabos de alumínio, a solução melhora a dissipação de calor e eleva o desempenho térmico dos condutores, permitindo a ampliação
máveis, sensores e outros dispositivos de comando, acionem equipamentos de maior potência. Além de proteger os circuitos eletrônicos, facilitam a substituição dos componentes durante a manutenção, afirma a companhia. Disponíveis nas tensões de 24 VCA/VCC, 110 VCA/VCC e 220 VCA/VCC, têm capacidade de comutação de 6 A, contato 1NA + 1NAF, LED indicador de operação e versões com conexão push-in ou por parafuso. A linha também conta com barra de conexão, acessório que permite alimentar diversos relés com a mesma fase, reduzindo a necessidade de jumpers com fios e contribuindo para uma montagem mais organizada dos painéis elétricos, segundo a Tramontina. www.tramontina.com.br
CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ, FORTALEZA, BRASIL
2027
Apoiando os negócios de energia solar e hidrogênio verde no Nordeste Boosting Solar & Green Hydrogen Business in Brazil’s Northeast
2027 JÁ ESTÁ MARCADO ADICIONAR AO CALENDÁRIO.
www.intersolar-brasil.com
EM | Setembro / Outubro | 2026
Agenda
No Brasil Data centers – O Data Center World Brasil está marcado para 6 a 8 de outubro no São Paulo Expo, SP. O evento vai reunir especialistas em infraestrutura de data centers, abordando temas como energia, eficiência, cooling, IA e segurança. O painel do dia 8 de outubro, intitulado Data centers AI-ready: densidade, energia e novos requisitos de infraestrutura, vai tratar dos desafios trazidos pela inteligência artificial para a infraestrutura, desde a alta densidade e demanda energética aos limites do air cooling e a transição para liquid cooling. Mais informações: https:// datacenterworldbrasil.com.br/. Redes inteligentes – O 18o Smart Grid Fórum 2026 – Fórum Latino-Americano de Smart Grid será realizado nos dias 6 e 7 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Com o tema Smart Grids e Mercado Aberto: o Consumidor no Centro, o evento vai debater os principais desafios e oportunidades da transformação energética na América Latina para um público formado por profissionais e dirigentes de empresas de energia elétrica, telecomunicações, TV a cabo e similares, instituições financeiras, associações de classe, ONGs, construtoras, entre outras. A programação do evento e outras informações estão disponíveis no site www.smartgrid. com.br. Energia eólica – Com o macrotema O futuro da energia é renovável: conectando todas as formas de gerar energia limpa e segura, acontecerá nos dias 27 e 29 de outubro, no São Paulo Expo, SP, o Brazil Windpower 2026. O congresso será dividido em três frentes: onshore, offshore e operação & manutenção, promovendo debates sobre a Portaria MME no 140, modernização da regulação e segurança jurídica para novos investimentos, potencial de novas demandas como hidrogênio verde e data centers, armazenamento de energia, entre outros temas. Mais informações em https:// www.brazilwindpower.com.br/. Meio ambiente – Nos dias 10 e 11 de novembro, São Paulo receberá a 17a edição do Lase - Encontro de Líderes Ambientais no Setor de Energia, voltado a profissionais das áreas de meio ambiente, sustentabilidade, ESG, jurídica e regulatória de empresas de geração, transmissão e distribuição de energia, órgãos reguladores e consultorias. Segundo a organização, os temas são divididos
em três eixos principais: Academias de Gestão Ambiental, com foco na formação técnica, capacitação e gestão empresarial; Plenárias, com discussões sobre governo, regulação, mercado e negócios; e Trilhas Técnicas, que incluem debates sobre inovação e tecnologia, experiências e casos de sucesso. Para mais informações, acesse https:// viex-americas.com/eventos/lase/lase-2026/. Eficiência energética – De 7 a 9 de abril de 2027, Caxias do Sul, RS, vai sediar a primeira edição da Enova - Feira de Tecnologia, Mobilidade Sustentável e Eficiência Energética, promovida pelo Simecs - Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região. O evento é voltado para empresas, especialistas, universidades, startups, instituições e organizações que desenvolvem soluções voltadas à transformação da indústria. Com o conceito Novas energias, novos futuros, a feira foi estruturada em quatro temas que reúnem diferentes hubs: energia, manufatura, mobilidade e inovação. Mais informações em https:// enovafeira.com.br/.
CURSOS Formação de preços – A CCEE - Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, por meio do CCEE Academy, em parceria com a PSR Energy, promove de 5 a 9 de outubro mais uma edição do curso online Desenhos do mercado spot e formação de preços no setor elétrico. Com carga horária de 16 horas, a capacitação abrange os diferentes mecanismos e arranjos de formação de preços no setor elétrico. Para mais informações e inscrições para esse e outros cursos, acesse https://www. ccee.org.br/cursos-especializados. Cursos de energia gratuitos – A Faculdade Exame e a Engie oferecem o curso Mercado Livre de Energia na prática: como reduzir a conta de luz da sua empresa. O treinamento, online e gratuito, é dividido em cinco partes: como aprimorar a administração dos gastos com energia elétrica; entenda a sua conta de luz; oportunidades práticas: conheça o mercado livre de energia; vantagens da migração: a voz das empresas que já estão capturando os benefícios do mercado livre de energia; e por onde começar. Mais informações em https://exame.com/faculdade/extensao/ mercado-livre-de-energia-na-pratica-comoreduzir-a-conta-de-luz-da-sua-empresa/. A FGV
Energia também oferece cursos gratuitos que abordam aspectos comerciais do setor de energia e avaliação da localização das fontes renováveis no sistema de transmissão. Informações em https://fgvenergia.fgv.br/cursos. Especialização em energia – O Cepel - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica oferece, regularmente, capacitação técnica em programas computacionais e atividades de pesquisa desenvolvidas em diferentes áreas, como operação do sistema elétrico, automação de sistemas, otimização energética e meio ambiente, redes elétricas, gestão de ativos e energias renováveis. Os cursos são ministrados em diferentes formatos, incluindo aulas online, ao vivo, conteúdos digitais e treinamentos presenciais com prática em laboratório. Informações sobre os cursos disponíveis em https://www.cepel.br/treinamentos/#secao.
No Exterior Futuro da rede – A 5a edição do Future of the Grid acontecerá nos dias 27 e 28 de outubro, em Singapura, durante o SIEW - Singapore International Energy Week. O evento pretende reunir formuladores de políticas, representantes de concessionárias de energia e operadores de rede da Ásia para discutir temas como a infraestrutura crítica para a segurança energética, o crescimento econômico e a descarbonização. Segundo a organização, os destaques deste ano incluem sessões exclusivas sobre interconectividade regional, a importância dos data centers e a integração da IA em sistemas de energia. Informações: https://www.siew.gov.sg/siew-2026/5thfuture-of-the-grid Congresso mundial – Considerado um dos maiores e mais importantes eventos globais voltados para o setor de energia, e organizado pelo World Energy Council (WEC), o World Energy Congress reúne líderes do setor de energia, governantes, acadêmicos e especialistas para discutir os maiores desafios e oportunidades no campo da energia mundial. A edição de 2027 será realizada em Riyadh, Arábia Saudita, de 26 a 29 de abril. O evento atrai profissionais e líderes de empresas de energia, governos, organizações internacionais e a academia, proporcionando um ambiente de troca de conhecimento e networking. Informações em https://www.worldenergy.org.
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Publicações Cartilha para modernização do setor elétrico brasileiro O Fase - Fórum das Associações do Setor Elétrico lançou a publicação Agenda 2027– 2030 – Energia para Desenvolver o Brasil, que, de acordo com a entidade, reúne propostas para transformar a energia elétrica em vetor de crescimento econômico, produtividade e competitividade. Dividido em duas partes, o documento apresenta inicialmente uma visão estratégica para o setor e, em seguida, detalha sete compromissos considerados prioritários para o próximo ciclo de governo, abordando temas como governança, segurança
energética, eficiência, eletrificação da economia, abertura do mercado e aperfeiçoamento dos sinais econômicos. Segundo a publicação, o Brasil já dispõe de uma matriz predominantemente renovável e deve utilizar essa vantagem para ampliar a competitividade da indústria, reduzir custos e fortalecer a segurança jurídica e regulatória. Elaborada com a participação de entidades representativas da cadeia elétrica e apoio técnico-regulatório da Volt Robotics, a agenda busca subsidiar a formulação de políticas públicas para o período de 2027 a 2030. https://agendafase.com.br/ pode permanecer em níveis comparáveis aos observados em instalações convencionais em Riscos do arco elétrico corrente alternada. O levantamento destaca em data centers ainda que ferramentas de simulação e gêmeos A Schneider Electric publicou um estudo so- digitais permitem representar com maior bre os riscos de arco elétrico em data centers precisão o comportamento desses eventos, operados em corrente contínua de 800 VCC, apoiando o dimensionamento das proteções arquitetura que vem sendo adotada para aten- e a operação segura das instalações. Segundo der à crescente demanda por aplicações de in- a Schneider Electric, a adoção de sistemas em teligência artificial e racks de alta densidade. 800 VCC pode aumentar a eficiência energéIntitulada DC Arc Flash Analysis: A Practical tica dos data centers, desde que acompanhada Study on 800 VDC in Data Centers, a pesqui- por critérios específicos de projeto, coordenasa analisou dois modelos de distribuição em ção das proteções e boas práticas de operação corrente contínua e concluiu que, com projeto e manutenção. O estudo está disponível em adequado e sistemas de proteção corretamen- https://www.se.com/us/en/download/docu te dimensionados, a exposição ao arco elétrico ment/SPD_WP219_EN/
Índice de anunciantes Asta .......................................................................................... 3a capa Belgo .................................................................................................. 29 Carthom´s ......................................................................................... 23 CCK Automação ............................................................................. 16 Cobrecom ......................................................................................... 53 Comtrafo........................................................................................... 13 Dispan .............................................................................................. 37 EC Components .............................................................................. 45 Edentec ............................................................................................. 31 Equacional ........................................................................................ 51 Exatron .............................................................................................. 10 Fixscrew ............................................................................................44 Fluke .................................................................................................. 17 Fotovoltec ........................................................................................ 42 Frandor.............................................................................................. 25 Gimi .................................................................................................... 11 Instituto Mi Ômega........................................................................ 59
JEA ..................................................................................................... 21 Kemp.................................................................................................. 14 Kirsten ...............................................................................................43 KRJ ..................................................................................................... 15 Madem .............................................................................................. 35 Masster ............................................................................................. 27 Mi Ômega ......................................................................................... 49 MovE..................................................................................................34 Novemp............................................................................. 2a capa e 3 Pextron....................................................................................... 7 e 57 PIC/Embrael..................................................................................... 22 Romagnole ......................................................................................... 5 Santana Painéis ...............................................................................44 TE Conectivity ................................................................................30 Temon Engenharia.......................................................................... 33 Trael .......................................................................................... 4a capa WEG................................................................................................... 39
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Momento
Uma política energética sem rumo Paulo Ludmer A falta de foco na política energética brasileira é muito antiga e bastante repetida, como se o passado nada ensinasse. Uma tentativa de quebrar ovos e fazer uma omelete foram os esforços de reformar o setor elétrico nos anos 80 do século passado, e o Plano Revise - Revisão Institucional do Setor Elétrico, lançado em 1988, do qual me orgulho de ter participado. Este, pouco a pouco, veio sendo pasteurizado. Foi o presidente Fernando Henrique quem deu um passo gigante de transformação, precedido por Itamar Franco que realizou um encontro saneador das contas entre concessionárias do sistema. A tecnologia avançou exponencialmente; o consumo tornou-se onipresente e essencial; as privatizações, fusões, evoluções
metade da fatura de energia elétrica dos associados se constituía de encargos e tributos. Estava claro que diminuir tributos no Brasil sempre teve perfume de quimera. E a Abrace havia contratado uma equipe da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo para dissecar os encargos (seu nascimento, sua finalidade, os comandos legais, a eficiência e eficácia da arrecadação, métricas, prazos e que tais). Observe-se que até hoje, mais de 20 anos se passaram e o assunto permanece o mesmo, especialmente nas manifestações do Instituto Acende Brasil, que repetidamente envolve as hostes do poder, alertando a sociedade sobre os danos e perda da competitividade da nossa economia, sobre a lesão da oferta e erosão da renda, competitivi-
“A duração do drama por si só desnuda a péssima gestão dos assuntos de energia no País” Paulo Ludmer é jornalista, engenheiro, professor, consultor e autor de livros como Derriça Elétrica (ArtLiber, 2007), Sertão Elétrico (ArtLiber, 2010), Hemorragias Elétricas (ArtLiber, 2015) e Tosquias Elétricas (ArtLiber, 2020). Website: www.pauloludmer.com.br.
ambientais e, especialmente, a inteligência artificial sentenciaram de morte as regras sob as quais vivemos. No ano de 2001, um conselheiro diretor da Abrace - Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres, alto dirigente de uma das maiores empresas de papel e celulose do mundo, durante a reunião mensal do colegiado, interrompeu uma agitada e generalizada discussão erguendo e agitando uma folha de papel A4 hidrografada com dois L gigantes (LL). O debate pretendia criar uma estratégia da entidade diante do fato de que quase
dade da oferta e do consumo dos kWh. O instituto e eu mesmo bradamos, mas não comprometemos, limitados à consecução de informar. A duração do drama por si só desnuda a péssima gestão dos assuntos de energia no País, que só não perde o pódio para alguns países da América Central e outros africanos subsaarianos. O que era aquele LL gigantesco em hidrocolor vermelha do conselheiro da Abrace? Era a banalidade do Lucro Líquido, a necessária singeleza do foco que não poderia escapar dos executivos daquelas companhias que absorviam (e absorvem)
45% da demanda dos kWh do País. Hoje, certamente, o LL galgou uma extraordinária complexidade com a inserção da ESG (meio ambiente, acessibilidade e governança) nas obrigações empresariais. A questão é como eleger o foco e escolher o caminho de sua concretização. Algumas das novidades passados 20 anos são: • a proliferação de guerras comerciais e físicas no mapa global; • a imprevisibilidade em todas as variáveis socioeconômicas e políticas no planeta; • a substituição do convencimento de ideias pela opressão, usando a intimidação ou a força bruta; • a insegurança dos povos e a consequente redução das cadeias produtivas internacionais pela maior independência exequível de cada Nação, considerando seus recursos e suas necessidades; • a nova ascensão do populismo e o esgarçamento da democracia; • a volatilidade dos preços relativos dos insumos energéticos; • a insegurança na sua disponibilidade com perspectiva de perda de qualidade; e • o aumento exponencial da eletrificação da vida cotidiana em todas as dimensões. Infortunadamente, não se vê nenhuma alteração estrutural na provável atuação dos poderes republicanos no Brasil, considerando as duas principais candidaturas elegíveis à presidência da República a partir de 2027. O setor privado estará cuidando do seu LL, e o setor público seguirá cuidando de penduricalhos, de emendas parlamentares desvinculadas dos mais elevados problemas nacionais, de cancelamentos e outros itens paroquiais, principalmente da preservação dos cargos e bens pessoais de figuras proeminentes. Se se apresentar uma reforma estrutural do setor elétrico, ela corre o risco de lamentarmos que a montanha pariu um rato uma vez mais. Basta ver o que se passou com a tardia e emasculada reforma da previdência social, que deixou de fora militares e funcionários públicos. Ou a reforma tributária que não encanta, ou o famigerado teto de gastos que dia a dia se torna mais uma ficção. Fica uma mensagem aos jovens do setor: embevecimento tem idade. A missão é acreditar no impossível.