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EM Maio | Junho 2026

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GUIA – 1

Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão

O levantamento apresenta a oferta de conjuntos de baixa tensão, incluindo painéis de distribuição e de automação, centros de controle de motores, cabines de barramento, etc.

REDES DE DISTRIBUIÇÃO

Novas demandas operacionais impulsionam a digitalização

A digitalização das redes de distribuição avança nas estratégias das concessionárias, impulsionada pela expansão da geração distribuída e mobilidade elétrica. A modernização, porém, enfrenta desafios regulatórios, econômicos e de integração tecnológica.

GUIA – 2

Produtos para redes subterrâneas

A expansão das redes subterrâneas tem aumentando a demanda por equipamentos e componentes específicos para instalação, proteção, operação e manutenção desses sistemas. O guia reúne fornecedores desses produtos.

Aree_S/Shuterstock

REDES SUBTERRÂNEAS

Ensaios VLF em cabos de MT: evitando falhas críticas no comissionamento

Com o crescimento das redes subterrâneas de média tensão, aumenta a necessidade de métodos confiáveis para avaliação de cabos. O artigo analisa a aplicação de ensaios VLF em campo, abordando fundamentos teóricos, critérios de comparação e procedimentos de ensaio.

GUIA – 3

Relés de segurança

Os fornecedores de relés de segurança são listados nesta pesquisa juntamente com informações sobre aplicações, categorias de segurança, normas atendidas, recursos de monitoramento e características elétricas e funcionais.

GUIA – 4

Essenciais para a proteção mecânica e a organização dos condutores, esses produtos contribuem para a segurança e a confiabilidade das instalações elétricas. Veja a lista de fornecedores. Canaletas, eletrodutos, eletrocalhas, perfilados e leitos

As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas

Dwiangga/Shuterstock

Carta ao Leitor

Regulação para um setor em transformação

A evolução do setor de energia brasileiro demanda a atualização contínua de seus regimentos e normas. Nos últimos dias, dois movimentos importantes reforçaram esse processo: a aprovação da regulamentação do armazenamento de energia e a publicação da nova Norma Regulamentadora 10 (NR-10 - “Segurança em instalações e serviços em eletricidade”) do Ministério do Trabalho e Emprego.

No caso do armazenamento, a deliberação da estrutura normativa pela Aneel encerra um longo ciclo de discussões técnicas e cria as bases para a expansão da tecnologia no País. A decisão fortalece o papel das baterias no sistema elétrico nacional e abre caminho para a realização do primeiro leilão de sistemas de armazenamento em baterias (BESS), cuja portaria foi publicada pelo Ministério de Minas e Energia no início de junho.

A medida configura um avanço para o setor ao integrar formalmente o armazenamento ao planejamento da expansão elétrica. Com o crescimento da participação de fontes renováveis variáveis na matriz, aumenta a exigência de recursos capazes de oferecer flexibilidade operacional, absorver excedentes de geração e contribuir para o atendimento da demanda nos momentos de maior consumo.

Se o armazenamento exige a criação de bases regulatórias para uma tecnologia ainda em consolidação, a revisão da NR-10 demonstra a necessidade de aprimoramento constante de normas estabelecidas frente às mudanças ocorridas no sistema elétrico ao longo das últimas décadas. Embora não represente uma reformulação estrutural como a promovida em 2004, o novo documento introduz ajustes relevantes ao reorganizar conceitos, esclarecer pontos que geravam interpretações divergentes e fortalecer a integração da norma com outras regulamentações de segurança do trabalho. Entre os principais destaques está a maior articulação com a NR-1 - “Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais”, ressaltando a necessidade de tratar o risco elétrico de forma mais explícita dentro dos programas de gerenciamento de riscos das empresas.

A revisão também torna mais claros os requisitos de capacitação e treinamento, harmoniza terminologias e esclarece conceitos que historicamente geravam dúvidas de interpretação. Um exemplo é a incorporação do termo Sistema Elétrico de Consumo (SEC), já presente na NR-16 - “Atividades e operações perigosas”, e o estabelecimento de distinções mais claras entre sistemas de consumo, média tensão e alta tensão.

Além disso, a nova NR-10 promove ajustes em procedimentos, contribuindo para uma gestão mais consistente da segurança em instalações e serviços em eletricidade. É o caso das atividades de rotina, que passam a exigir procedimento formalizado. Já para trabalhos não rotineiros, uma permissão de trabalho, acompanhada da respectiva análise de risco e requisitos aplicáveis, é considerada suficiente. [As principais novidades da nova NR-10 serão abordadas na próxima edição de EM em artigo especial elaborado por João Cunha, um dos profissionais mais respeitados dessa área].

Apesar de temas distintos, a evolução da regulação em armazenamento e na segurança do trabalho apontam para a mesma direção: o desenvolvimento do setor não depende apenas da inovação tecnológica, mas também da capacidade de construir e aperfeiçoar regras que acompanhem essa transformação.

DIRETORES

Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam)

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Editores: Jucele Menezes dos Reis (jornalista responsável – Reg. MTb. 0048092/SP) Mauro Sérgio Crestani

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EDP e Neoenergia anunciam investimentos após

renovação de concessões

A EDP renovou por mais 30 anos o contrato da concessão de distribuição de energia para os 28 municípios em que atua no estado de São Paulo. A definição segue o novo modelo de avaliação criado pela Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica e pelo MME - Ministério de Minas e Energia. Com isso, a EDP segue responsável pela distribuição de energia nas regiões de Guarulhos, Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte paulista até 2058.

O grupo atende 2,2 milhões de clientes residenciais, rurais e industriais no estado de São Paulo e afirmou que está investindo R$ 5 bilhões de 2025 a 2030 em sua área de concessão, um crescimento de cerca de 30% na comparação com os investimentos realizados entre 2019 e 2024. O aumento do investimento será direcionado para aperfeiçoar os processos de atendimento ao cliente, infraestrutura energética, digitalização e automação do sistema, bem como para reforçar a resiliência das redes de distribuição de energia, fundamental no contexto das alterações climáticas.

A Neoenergia, por sua vez, renovou antecipadamente os contratos de concessão

de três distribuidoras: Neoenergia Coelba (BA), Neoenergia Cosern (RN) e Neoenergia Elektro (SP/MS). O grupo foi o primeiro a obter a renovação antecipada de uma concessão de distribuição de energia no país, a Neoenergia Pernambuco, cujo novo contrato foi assinado em outubro de 2025 e se estende até 2060.

A concessionária afirma que a antecipação por mais 30 anos marca o início de um novo ciclo de investimentos da companhia, com aportes de R$ 50 bilhões entre 2026 e 2030, um crescimento de 82% em relação ao ciclo anterior (2021-2025), quando foram investidos R$ 27,5 bilhões. Do total, 46% dos recursos serão destinados à expansão da infraestrutura elétrica, enquanto 40% irão para a modernização, digitalização e melhoria da rede, com foco na qualidade do fornecimento, fortalecimento da resiliência das redes e eletrificação da economia. Os 14% restantes serão direcionados ao combate às perdas de energia e à infraestrutura de suporte à operação como sistemas, frotas e tecnologia da informação.

Cemig

amplia dupla alimentação da rede

A Cemig ampliou para 700 municípios mineiros a cobertura do sistema de dupla alimentação da distribuição de energia. A tecnologia já atende cerca de 90% das cidades da área de concessão da companhia em Minas Gerais e receberá investimentos de R$ 243 milhões até o final de 2026. A expansão da dupla alimentação faz parte do maior ciclo de investimentos da história da Cemig, que engloba recursos de mais de R$ 59 bilhões no estado entre 2019 e 2029.

A estratégia busca aumentar a resiliência da rede elétrica e reduzir o tempo de interrupção no fornecimento. Nos últimos

três anos, a distribuidora construiu 442 quilômetros de novas redes para viabilizar a expansão do sistema.

Na prática, a dupla alimentação conecta as redes de distribuição a dois circuitos independentes, permitindo que o fornecimento seja rapidamente transferido de um alimentador para outro em caso de falha, manutenção ou contingência operacional.

Segundo a companhia, a solução ganha relevância diante da maior frequência de tempestades, ventos fortes e outros eventos severos que vêm impactando a infraestrutura elétrica em diversas regiões do país.

De acordo com Hernane Salvador Braga, gerente de Planejamento da Expansão da Cemig Distribuição, a ampliação da tecnologia faz parte da estratégia de modernização da rede elétrica da empresa. “Com duas fontes de suprimento para uma mesma localidade, conseguimos reduzir o impacto de ocorrências no sistema elétrico e restabelecer o fornecimento com mais rapidez”, afirma.

A Cemig prevê expandir a dupla alimentação para outros 19 municípios ainda em 2026. Somente neste ano, os investimentos devem superar R$ 150 milhões.

A ABB anunciou acordo para adquirir a Specialtrasfo, fabricante italiana de trans-

Novo ciclo das empresas reforça foco em modernização e resiliência das redes
Freepik
Expansão da tecnologia faz parte da estratégia de modernização da rede elétrica da empresa
Cemig

formadores, conversores e retificadores. O negócio engloba toda a empresa, que conta com sede e três fábricas no norte da Itália, operações em mais de 70 países e um portfólio de soluções de transmissão de energia. Em 2025, a Specialtrasfo gerou receitas de aproximadamente 80 milhões de euros, metade proveniente de projetos com a multinacional.

Em comunicado, a ABB afirmou que a aquisição incorpora ao seu portfólio soluções para transformadores especialistas, principal foco da oferta, aplicados em segmentos como geração de energia, transporte marítimo, metalurgia, mineração, offshore, além de toda a indústria de transformação.

A aquisição deve ser concluída no terceiro trimestre de 2026, após a aprovação de autoridades regulatórias, e a empresa será integrada à divisão Motion High Power da ABB.

Além do acordo de aquisição da Specialtrasfo, a ABB anunciou o investimento de US$ 200 milhões em fábricas na Europa, especialmente em linhas produtivas de equipamentos de média tensão, ao longo dos próximos três anos. Metade do aporte vai viabilizar uma nova fábrica na Itália de disjuntores isolados a ar e livres de hexafluoreto de enxofre. O restante vai para plantas na Bulgária, Finlândia, Alemanha, Noruega e Polônia, para expandir a produção de subestações isoladas a gás (GIS), interruptores a vácuo e relés.

Segundo a ABB, haverá demanda para esses equipamentos em função do esforço

da maioria dos países europeus em modernizar suas infraestruturas elétricas e para integrar a crescente geração de energia renovável à rede de distribuição.

A multinacional também investiu US$ 15 milhões em P&D e na produção de conectores na Hungria, além de US$ 35 milhões no Reino Unido, para expandir a produção de tecnologias contra raios.

Hitachi e ISA lançam reator de 460 kV com óleo vegetal

A ISA Energia Brasil iniciou a instalação do primeiro reator de 460 kV da América Latina a utilizar óleo vegetal como fluido isolante e de refrigeração. O equipamento foi fornecido pela Hitachi Energy. O projeto, que contou com investimento de R$ 18 milhões, substitui o tradicional óleo mineral, derivado de petróleo, por um composto orgânico de origem renovável, na subestação Bauru, no interior do estado de São Paulo.

O projeto compreende quatro reatores de derivação monofásicos com capacidade de 66,67 Mvar. Cada unidade demanda cerca de 14.700 litros de óleo vegetal – um total aproximado de 58.800 litros do insumo sustentável.

A ISA Energia explica que, no nível operacional, os reatores shunt são essenciais para a segurança do sistema elétrico, pois atuam na absorção da potência reativa, que, quando excessiva, pode provocar a elevação das tensões da rede, especialmente em situações de baixa carga ou em extensas linhas de transmissão. Assim, esses equipamentos de grande porte contribuem para a estabilidade da rede, assegurando que a energia chegue aos consumidores de forma segura, eficiente e dentro dos limites operacionais do sistema.

Com investimento de R$ 18 milhões, equipamento vai substituir o tradicional óleo mineral, derivado de petróleo, por um composto orgânico de origem renovável

A companhia destacou que a subestação Bauru está passando por um ciclo de investimentos em modernização, que totaliza cerca de R$ 190 milhões, incluindo a instalação dos reatores isolados a óleo vegetal e a substituição de outros equipamentos e sistemas. Durante as obras, o empreendimento prevê gerar mais de 100 empregos diretos e indiretos.

De acordo com a ISA, o êxito da operação pode abrir caminho para a ampliação do uso dessa tecnologia em outras subestações da companhia, em linha com a sua estratégia corporativa de aliar eficiência operacional à agenda de descarbonização.

Axia Energia vai construir subestação no Ceará

A Axia Energia está investindo R$ 981,5 milhões na construção da nova subestação (SE) de Morada Nova, no Ceará. O aporte é associado ao Lote 3 do leilão da AneelAgência Nacional de Energia Elétrica, de

Multinacional busca reforçar atuação em transformadores para aplicações especiais
ABB/Divulgação
Hitachi Energy

2024, e prevê gerar 1.640 postos de trabalho diretos. A expectativa da companhia é concluir as obras até 2027, dois anos antes do prazo regulatório da agência.

Além do empreendimento, serão instaladas quatro novas linhas de transmissão (LTs) e cinco seccionamentos na região do Vale do Jaguaribe, no interior do estado, que compreendem 340.33 quilômetros de extensão. As LTs vão conectar Morada Nova às subestações Pacatuba, Banabuiú, Alex e Russas II, em uma região que engloba 16 municípios cearenses e mais de 530 mil habitantes. Já os seccionamentos de linha, três em 500 kV, de alta tensão, e dois em 230 kV, parte da Rede Básica de Transmissão, terão conexões que vão desde a capital, Fortaleza, até o sertão cearense.

Segundo a Axia Energia, as obras ampliam a oferta de transmissão de energia elétrica num importante polo industrial cearense e resultarão em uma RAP - Receita Anual Permitida estimada de R$ 124,98 milhões para a companhia.

A empresa anunciou ainda um pacote de melhorias da malha de transmissão em todo o País, com mais de R$ 6,09 bilhões em investimentos até 2030.

que apresenta os resultados indicativos da capacidade remanescente do SIN - Sistema Interligado Nacional para novos projetos de geração de energia no horizonte do PAR/ PEL - Planejamento Elétrico de Médio Prazo 2026, abrangendo o ciclo 2027-2031.

A atualização incluiu o cálculo integral das margens de escoamento de novas unidades geradoras em subestações da rede básica, considerando os Contratos de Uso do Sistema de Transmissão assinados até 20 de março de 2026, além dos Pareceres de Acesso válidos ou em andamento. O painel de margens é atualizado a cada quatro meses, conforme estabelecido no Módulo 5 das Regras dos Serviços de Transmissão de Energia Elétrica da Aneel, a fim de garantir transparência e suporte para o planejamento de novos empreendimentos de geração de energia.

“A ferramenta fornece informações para ajudar os investidores do setor elétrico na tomada de decisões quanto à escolha dos pontos de conexão de uma nova central geradora, tanto para os concorrentes dos leilões do Mercado Regulado quanto no Mercado Livre”, ressalta em comunicado Marcio Rea, diretor-geral do ONS.

De acordo com o ONS, o painel apresenta os resultados de forma visual e permite que o usuário faça as personalizações desejadas em dois modos de visualização: Mapa de Margem e Tabela de Dados. Também é possível acessar a nota técnica com o detalhamento das premissas e critérios dos estudos, bem como os casos de fluxo de potência utilizados. Os respectivos produtos estão hospedados no portal de relacionamento do ONS, sendo necessário realizar o cadastro no SINtegre para visualização/download.

CPqD e Lactec desenvolvem plataforma convergente em smart grids

O Centro de Competência Embrapii CPqD em Open RAN e o Centro de Competência Embrapii Lactec em Smart Grid e Eletromobilidade anunciaram uma parceria para o desenvolvimento de uma plataforma convergente, batizada de SGHaul, que integra as tecnologias 5G Open RAN e IEEE 802.15.4 para o backhaul de redes elétricas inteligentes (smart grids).

“A principal aplicação dessa plataforma está na leitura e gerenciamento de medidores inteligentes de energia. Com esse projeto, a intenção é garantir que a rede de última milha, formada por medidores e sensores, consiga se restabelecer de forma rápida e autônoma após a ocorrência de apagões”, explica Luciana Michelotto Iantorno, pesquisadora do Lactec.

Com a nova plataforma, as concessionárias de energia poderão aplicar inteligência de rede para priorizar alarmes e comandos urgentes, a fim de garantir maior resiliência operacional, redução do tempo de indisponibilidade e menores perdas financeiras. “Além disso, a solução permitirá o fatiamento de rede (network slicing) para aplicações críticas de smart grid e integração com soluções de cidades inteligentes, garantindo soberania tecnológica nacio-

O ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico atualizou o Painel de Margens para Escoamento de Geração, ferramenta

A plataforma também oferece um mapa interativo com informações sobre a capacidade instalada de geração por fonte em cada estado brasileiro, assim como a demanda máxima e mínima em cada um deles, com base nos estudos no PAR/PEL 2026 – ciclo 2027 a 2031. A ferramenta está disponível no site do ONS, através do menu “Energia no Futuro” - “Suprimento Elétrico” - “Escoamento de Geração”.

Companhia vai investir R$ 981,5 milhões no empreendimento, que deverá ser concluído até 2027
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Solução vai permitir às concessionárias aplicar inteligência de rede para garantir maior resiliência operacional e menores perdas financeiras

nal nessa área”, destaca Rodrigo Poncio, gerente de Telecom/Cloud/Edge do CPqD.

O projeto começou em março e tem duração prevista de 17 meses. Além do desenvolvimento de projetos de PD&I, o acordo prevê outras atividades conjuntas e ainda estende os benefícios da parceria a empresas e startups associadas ao Centro de Competência Embrapii CPqD em Open RAN. Entre as vantagens divulgadas, destacam-se a participação em reuniões com parceiros institucionais e investidores, em discussões sobre prioridades de pesquisa e inovação e a capacitação de profissionais em temas estratégicos nas áreas dos Centros de Competência.

Brasol amplia oferta de armazenamento a varejistas

A Brasol anunciou a expansão da oferta de soluções de armazenamento de energia por baterias (BESS - Battery Energy

Storage System) no modelo de leasing (energy as a service) para o setor varejista (supermercados, farmácias e redes de fast food ), sem a necessidade de investimento (Capex) pelo cliente. De acordo com a empresa, a ampliação tem o propósito de atender demandas críticas do segmento como perdas por instabilidade da rede elétrica e aumento dos custos de energia.

Nesse modelo de negócio, a Brasol fica responsável por toda a operação e manutenção do sistema, incluindo monitoramento contínuo e suporte técnico. Em comparação com alternativas tradicionais, como geradores a diesel, a solução BESS é silenciosa, não emite poluentes e possui valor de manutenção significativamente menor, destaca a companhia.

Diogo Zaverucha, diretor da Unidade de Negócios de Armazenamento de Energia da Brasol, afirma que a empresa oferece um modelo que elimina barreiras financeiras para o cliente. “O varejista não investe a mais e não opera. Ele recebe energia de qualidade, proteção contra interrupções e, em muitos casos, redução na conta de luz, tudo em um único contrato de serviço”, explica.

Kaffa Tech lança plataforma com IA para o

setor de energia

A Kaffa Tech lançou o Insights by Kaffa, uma plataforma que reúne e cruza dados públicos de todas as distribuidoras de energia do País em um único ambiente digital e utiliza Inteligência Artificial Agêntica. A ferramenta centraliza informações antes fragmentadas e oferece painéis, rankings e análises sobre qualidade do serviço, interrupções, tarifas, subsídios, inadimplência,

Expansão será feita no modelo de leasing
Reprodução

satisfação do consumidor e ativos regulatórios, permitindo identificar desvios, comparar distribuidoras e simular impactos regulatórios e financeiros. A plataforma é direcionada para distribuidoras, consultorias, investidores, imprensa, associações, fornecedores da cadeia e outros agentes do segmento, e pode ser acessada em https:// insights.kaffa.com.br/.

Um dos principais diferenciais, segundo a empresa, está na capacidade de conectar índices operacionais a impacto econômico. Com a evolução de mecanismos regulatórios como o Fator Xs, que passa a vincular níveis de satisfação do consumidor ao reajuste tarifário a partir de 2027, a plataforma estima, em reais, como mudanças nesses indicadores podem afetar diretamente a receita e o desempenho financeiro de cada distribuidora.

Outro destaque é o Kaio, agente de IA integrado que auxilia a interpretação de dados complexos respondendo a perguntas dos usuários em linguagem natural, disponível na versão web, e

futuramente via WhatsApp. Ele acessa os dados da plataforma em tempo real, executa análises sob demanda e entrega as respostas à medida que raciocina. Cobrindo 105 distribuidoras, entre concessionárias e permissionárias, e com mais de 15 mil conjuntos elétricos mapeados (agrupamentos geográficos da rede de distribuição de energia), o Insights by Kaffa é uma plataforma construída sobre a base de dados pública da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica e da BDGD - Base de Dados Geográfica da Distribuição.

Além da versão gratuita, o Insights by Kaffa pode ser contratado pelas distribuidoras e integrado a outros dados operacionais e regulatórios internos, ampliando o nível de análise. Essa integração pode trazer dados sobre ativos,

Insights by Kaffa reúne dados de distribuidoras para prever efeitos de indicadores sobre a receita, identificar desvios nas operações e apoiar tomadas de decisão
Reprodução

obras, inspeções, defeitos, manutenção, produtividade, base de remuneração regulatória e outros processos internos.

Estudo aponta impacto tarifário do LRCAP

Um estudo da TR Soluções indica que os resultados do Leilão de Reserva de Capacidade de março vão adicionar custos estruturais para a sociedade da ordem de R$ 48 bilhões por ano no início da próxima década.

Os cálculos indicam que o aumento do ERCAP - Encargo de Potência para Reserva de Capacidade deve representar um incremento médio nas tarifas dos consumidores cativos de todo o país de aproximadamente 0,4% neste ano. De acordo com o relatório, o impacto vai aumentar conforme os contratos entrem em vigor, atingindo a média de 8,4% em 2032, quando toda a potência contratada estará disponível.

A projeção de efeitos tarifários médios para 2032 indica uma diferenciação entre os perfis de consumo. Para consumidores residenciais atendidos em baixa tensão, estima-se um aumento médio de 7,5%. No caso das médias empresas, conectadas em média tensão, o impacto projetado é mais elevado, atingindo 10,3%. Já para as grandes indústrias, atendidas em alta tensão, o efeito tarifário médio é ainda mais expressivo, chegando a 13,5%.

De acordo com a TR Soluções, a análise mostra que a segurança do sistema não pode mais depender exclusivamente da contratação de usinas térmicas, com a necessidade de modernização dos sinais de preços e a estruturação de mecanismos mais robustos de resposta da demanda. A íntegra do estudo está disponível no site da TR Soluções:  https://www.trsolucoes. com/conteudo/articles/seguro_caro_efeitos_tarifarios_do_leilao_de_reserva_ de_capacidade

PLP adquire fabricante de conectores para subestações

A PLP Brasil anunciou a aquisição da Delta Star Conectores Elétricos, fabricante nacional de conectores para subestações de alta e extra-alta tensão, fundada em 1985 e com sede em Salto, SP. Segundo a PLP, a incorporação amplia a capacidade produtiva da companhia, fortalece o portfólio de hardware e aumenta a proximidade com clientes e parceiros na América Latina.

A nova operação será administrada pela unidade brasileira da PLP e passa a integrar a estratégia de consolidação iniciada recentemente com a aquisição da Maxxweld Conectores Elétricos. A expectativa da companhia é gerar sinergias operacionais e ampliar a competitividade do grupo no mercado global de infraestrutura de energia, especialmente no segmento de subestações.

De acordo com o comunicado oficial, a integração da equipe técnica e da experiência acumulada pela Delta Star também deverá reforçar a capacidade de inovação e atendimento da companhia no setor elétrico. A operação, de acordo com a PLP, se insere em um contexto de expansão de investimentos em redes, subestações e modernização da infraestrutura elétrica na América Latina.

Integração
PLP/Reprodução

Prysmian inaugura centro de treinamento de alta tensão

A Prysmian inaugurou em sua planta industrial, localizada em Sorocaba, SP, um centro de treinamento voltado a projetos de alta tensão, focado na capacitação de especialistas nas etapas de lançamento, montagem e comissionamento de cabos de alta tensão.

A unidade tem capacidade para treinar até seis montadores por turma, totalizando doze por ano, o equivalente a cerca de 25% do atual quadro desses profissionais no Brasil. Segundo a Prysmian, expandir o quadro de montadores é imprescindível em um cenário de demanda aquecida e transição energética em curso no País, onde a carteira de projetos vem envolvendo interligações com classes de tensão cada vez mais complexas.

Em comunicado divulgado à imprensa, Daniel Azevedo, diretor de negócios Power Grid da Prysmian, afirma que o centro de treinamento era a peça que faltava. “Estamos preparados para suprir a demanda do mercado por soluções completas em cabos isolados de alta tensão, desde a ampliação e recapacitação de redes subterrâneas nos grandes centros urbanos, até soluções especiais, como as subaquáticas e estruturas industriais de grande porte”.

A princípio, o centro atenderá a demanda da unidade de negócios de

Prysmian

No Circuito

alta tensão da Prysmian, mas está nos planos da companhia ampliar a operação nos próximos anos para também atender as necessidades de clientes em média tensão.

Vestas e Senai desenvolvem centro de treinamento

A Vestas inaugurou uma nova unidade de seu centro de treinamento Vestas Academy no município de Juazeiro, no norte da Bahia, instalada nas dependências do Senai/BA. “Essa iniciativa é mais um fruto da parceria entre Vestas e Senai, que vem transformando a realidade de comunidades e impulsionando a qualificação técnica no Nordeste. O novo Training Center permitirá ampliar o alcance dos nossos treinamentos, fortalecer o desenvolvimento profissional e assegurar que a região continue sendo referência em energia renovável”, disse Maycon de Souza Silva, Head da Vestas Academy para a América Latina.

Segundo a Vestas, a escolha por Juazeiro é estratégica, pois a cidade integra o Vale do São Francisco e fica próxima de importantes complexos eólicos em operação e construção. A área possui infraestrutura logística robusta, proximidade com centros urbanos relevantes e acesso facilitado às frentes de obra para implantação de novos parques eólicos e para as atividades de O&M - Operação e Manutenção.

A nova unidade conta com duas salas de aula climatizadas, espaço administrativo e uma área dedicada a treinamentos práticos equipada com simuladores utilizados nos cursos técnicos da Vestas. A estrutura será utilizada em formações voltadas desde conteúdos básicos até especializações avançadas para atividades no setor eólico. De acordo com Eduardo Ricotta, CEO da Vestas para a América Latina, a expansão da estrutura de treinamento acompanha

o movimento recente de recuperação do mercado eólico no Brasil. Segundo o executivo, a companhia confirmou 1,1 GW em novos projetos em menos de 100 dias, incluindo os empreendimentos Dom Inocêncio e Esquina do Vento.

Além da ampliação da capacidade de formação, a parceria com o Senai inclui o chamado Projeto de Sombreamento dos Cursos Normativos, iniciativa que reconhece equivalência entre treinamentos internos da companhia — como o GWO BST (Basic Safety Training) — e conteúdos exigidos pelas Normas Regulamentadoras (NRs).

Segundo a empresa, a medida reduz a duplicidade de treinamentos. A expectativa é aumentar a eficiência da qualificação e acelerar a preparação de mão de obra especializada para atender a demanda do setor.

A parceria entre Vestas e Senai já dura mais de cinco anos e inclui programas de qualificação voltados a comunidades próximas a parques eólicos operados pela companhia, especialmente na região Nordeste. Segundo a empresa, centenas de moradores de áreas socialmente vulneráveis já foram capacitados por meio das iniciativas conjuntas.

Notas

Nova planta de H2V - A White Martins colocou em operação sua segunda planta de hidrogênio verde no Brasil, localizada em Jacareí, SP. Com capacidade de cerca de 800 toneladas por ano, a unidade eleva significativa-

Nova unidade da Vestas Academy aposta na formação técnica no setor eólico
Divulgação

mente a escala de produção da companhia, que já operava desde 2022 uma planta em Pernambuco. Juntas, as duas instalações superam 1.000 toneladas anuais de capacidade produtiva. Do volume produzido, cerca de 20% será destinado à indústria de vidro Cebrace, enquanto o restante será direcionado a clientes industriais dos setores metalúrgico, químico e de alimentos na região Sudeste. A operação é integralmente abastecida por energia de fonte renovável, e o hidrogênio produzido será submetido a processo de certificação conforme padrões internacionais reconhecidos.

Eficiência energética em hospitais - A Enel Distribuição São Paulo está investindo R$ 9,7 milhões em projetos de eficiência energética em quatro hospitais públicos da região metropolitana paulista (Hospital Estadual de Diadema, Hospital de Cotia, Hospital Mário Covas, em Santo André, e Hospital Santa Marcelina, na zona leste da capital). A iniciativa é viabilizada por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica. No conjunto, os projetos devem proporcionar economia anual de 3,7 GWh. As intervenções envolvem a substituição de equipamentos, modernização de sistemas de climatização, troca de iluminação convencional por LED e implantação de geração solar fotovoltaica. A concessionária anunciou também investimento de R$ 4,4 milhões na eficiência energética no Hcor. O projeto prevê a substituição de um chiller por tecnologia de maior eficiência. A economia anual projetada é de R$ 1,4 milhão e de 3.043 MWh.

Microrrede em escola - A Enerzee implantou uma microrrede em uma escola de ensino fundamental em Cuiabá. O projeto responde a problemas recorrentes de qualidade e continuidade no fornecimento de energia. A solução adotada combina geração solar fotovoltaica com um sistema de armazenamento por baterias (BESS), operando de forma integrada à rede elétrica local. A arquitetura permite operação em modo ilhado em caso de falhas da rede, assegurando o suprimento de cargas críticas com autonomia mínima de quatro horas. O sistema também incorpora resposta rápida a eventos de interrupção e possibilidade de expansão conforme o perfil de consumo da unidade.

Reforço de rede em Guarulhos - A ISA Energia Brasil ampliou a subestação Água Azul no município de Guarulhos, SP. Com investimento total de cerca de R$ 188,8 milhões, o projeto tem o objetivo de atender à crescente demanda por energia na Região Metropolitana de São Paulo, especialmente no entorno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, considerado o terminal mais movimentado da América Latina. A subestação recebeu 60 mil m² adicionais de área, com a expansão do pátio de 440 kV e a implantação de um novo pátio de 88 kV. O projeto inclui ainda a instalação de sete transformadores de potência. A capacidade da subestação passou de 600 MVA para 1.200 MVA.

EM Sintonia

Energia do oceano

A energia dos oceanos pode ajudar o Caribe a enfrentar a pobreza, advogam os cientistas do clima Carlos A. Nobre e Flamínio Levy Neto. Mas não só o Caribe. A benesse cabe também no Mar da China e no litoral brasileiro entre Salvador e Natal. Entre as latitudes 20° S e 20° N, observam que a temperatura entre a água superficial e a situada em profundidade a partir de 800 metros varia de 20°C a 25°C ao longo do ano. Essa condição, usando ciclo Rankine Oceânico, permite gerar energia elétrica e dessalinizar água rica em nitratos e fosfatos, excelentes para a maricultura (regenerável nas proximidades de costas degradadas pela urbanidade).

Carbono

Entre 2027 e 2031, 17 setores terão de relatar suas emissões de gases de efeito estufa no âmbito do mercado regulado de carbono, segundo o Ministério da Fazenda.

A primeira leva, a partir de 2027, envolve celulose, ferro e aço, cimento, alumínio primário, exploração e produção de petróleo, gás refino e transporte aéreo. A segunda, a partir de 2029, inclui mineração, alumínio reciclado, setor elétrico, vidro, alimentos e bebidas, química, cerâmica e

resíduos. A terceira recobre transportes rodoviário, aquaviário e ferroviário, com início em 2031. Não está clara na nota da Fazenda a inclusão de todos os metais não ferrosos (níquel e outros) nem pecuária, piscicultura, indústria automotiva e tantas outras taxonomias.

Petróleo

Após sucessivos bons resultados nas perfurações prospectivas no Mar Mediterrâneo, entre Chipre e Haifa (Israel), os dois países se abastecem e eventualmente exportam seu óleo cru num momento em que poucas Nações estão com esta sorte. O tesouro da ilha greco-turca, conectada com a Comunidade Europeia, sofreu injeções de recursos celebráveis com o contexto de escassez e perturbações geopolíticas. A situação econômica dos cofres de Chipre melhorou diante da Europa na hora certa, do modo certo.

Smart grid

O setor dedicado a redes inteligentes no Brasil ergue hoje três questões em suas pautas: 1) Como remunerar e ativar flexibilidade sem criar distorções no setor? 2) Como integrar recursos distribuídos à operação e ao planejamento? 3) Quais plataformas de dados são necessárias para escalar a segurança?

Os especialistas em smart grids no País têm o mérito de plotar questões de raiz: não se trata de apenas construir capacidade elétrica, mais rede ou como contratar energia. Olham para a flexibilidade, para a armazenagem, para a resposta da demanda. Controle, coordenação, reduzir custo, aumentar a confiabilidade e melhorar as condições do novo consumidor ativo no sistema.

Demanda

Projeta-se nas várias instâncias do país um crescimento da demanda de energia elétrica. E, de fato, a vida está se amparando na disponibilidade, qualidade e preço da energia elétrica, seja em casa, no trabalho ou no lazer.

Aguardam-se as instalações dos data centers, monumentais e vorazes consumidores de energia e água, que competem com alumínio, aço, química e gases industriais nas suas necessidades de fornecimento. Anseia-se por hidrogênio verde (geralmente de origem eletrolítica eletrointensiva).

A frota automotiva se eletrifica por terra, mar e ar. Porém, crescem os curtailment (cortes na geração, adiamentos e renúncias em novos investimentos), faltam arcabouços legais que transmitam segurança jurídica aos empresários e plataformas políticas críveis nos partidos e nas bem próximas eleições.

Guia – 1

Conjuntos de manobra e controle de baixa tensão

Da Redação de EM

O levantamento mostra a oferta de conjuntos de baixa tensão, incluindo painéis de distribuição, centros de controle de motores, painéis de automação, entre outros. São fornecidas características construtivas, capacidades elétricas e atendimento à NBR IEC 61439, entre outras informações desses produtos.

Empresa – Telefone E-mail

ABB Eletrificação – 0800 014 9111 contact.center@br.abb.com

ADKL Zeller – (21) 99625-3168 comercial@adkl.com.br

Alset – (62) 3945-5047 vendas4@alset.com.br

Andaluz – (27) 3041-6766 vendas@andaluz.ind.br

APE – (14) 97400-8106 vendas@apebauru.com.br

Ativer – (14) 3303-4500 contato@ativer.com.br

Bamaro – (31) 3393-2543 comercial1@bamaro.com.br

BRVAL Electrical – (21) 97105-6853 vendas@brval.com.br

Forza – (41) 99891-7236 comercial01@forza-ind.com.br

Gazquez – (11) 96401-7742 marketing@gazquez.com.br

Gimi – (11) 4752-9900 vendas@gimi.com.br

HB – (15) 3268-1773 vendas@hbindustria.com.br

Hz Painéis – (11) 91361-9038 comercial@hzpaineis.com.br

Monter Elétrica – (11) 99139-1691 montereletrica@montereletrica.com.br

Neopro – (11) 4702-0505 contato@neopro.ind.br

Novemp – (11) 99408-7329 vendas@novemp.com.br

Prolux – (51) 99617-5476 comercial@prolux.com.br

Painéis de distribuição CCM Painéis de automação de subestações Montagem fixa Montagem extraível Montagem plug-in Painéis de comando p/ máquinas Cabines de barramento para edifícios Caixas de entrada e de medição padrão concessionária Painéis em aço inoxidável Painéis vazios em chapa de aço e acessórios Caixas em policarbonato

Tensão nominal de isolação (Ui) (V.c.a)

Tensão nominal de isolação (Ui) (V.c.c)

Tensão suportável nominal de impulso (Uimp) (kV) Corrente nominal dos barramentos (A) Corrente suportável nominal de curta duração (Icw) (kA/1s) Corrente suportável nominal de crista (lpk) (kA) Grau de

Empresa – Telefone E-mail

Painéis de distribuição CCM Painéis de automação de subestações Montagem fixa Montagem extraível Montagem plug-in Painéis de comando p/ máquinas Cabines de barramento para edifícios Caixas de entrada e de medição padrão concessionária Painéis em aço inoxidável Painéis vazios em chapa de aço e acessórios Caixas em policarbonato

Proservincom – (11) 98429-6888 proservincom@proservincom.com.br

Rio-Tech – (17) 4009-0500 comercial@rio-tech.com.br

Santos Almeida – (11) 99267-9711 paineis@paineis-eletricos.com

Schneider Electric – (11) 94245-8447 fabio.kawamuro@se.com

Tecnoeletro – (48) 3525-0441 engenharia@tecnoeletro.com

Vepan – (11) 99133-4032 vendas@vepan.com.br

WEG Automação – (47) 3276-4000 automacao@weg.net

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 89 empresas pesquisadas Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Maio / Junho de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Redes de distribuição

Novas demandas operacionais impulsionam a digitalização

Aforma de planejar e operar as redes de distribuição de energia no Brasil está mudando. O movimento tem sido impulsionado pelo avanço acelerado dos recursos energéticos distribuídos, sobretudo da geração solar distribuída (GD), pela expansão da mobilidade elétrica, pelo aumento do uso da eletricidade em diferentes aplicações e pela crescente demanda por redes mais resilientes e flexíveis. Nesse cenário, a digitalização das redes assume papel estratégico na operação das distribuidoras, que gradualmente ampliam sua atuação para além da infraestrutura elétrica tradicional, incorporando funções relacionadas à gestão de dados, telecomunicações e automação.

A substituição dos medidores convencionais por sistemas inteligentes

A expansão da geração distribuída e da mobilidade elétrica reforça a necessidade de digitalização das redes de distribuição. Medição inteligente, automação, ADMS e gestão avançada de dados ganham espaço nas estratégias das concessionárias, embora a modernização ainda esbarre em desafios regulatórios, econômicos e de integração tecnológica. E um aspecto importante é a cibersegurança.

tende a aumentar a precisão das medições, reduzir perdas não técnicas, agilizar a recomposição do fornecimento em situações de falha e permitir maior transparência sobre o consumo de energia. Ao mesmo tempo, o avanço da automação eleva a capacidade de monitoramento em tempo real e acelera as respostas às ocorrências operacionais.

Contudo, segundo Cyro Boccuzzi, diretor da ECOee (empresa de consultoria na área de energia com forte atuação em aplicação de tecnologia) e presidente do Fórum Latino-Americano de Smart Grid, a modernização das redes brasi-

leiras ainda avança em ritmo inferior ao observado em mercados mais maduros. Ele avalia que esse descompasso resulta de uma combinação de fatores estruturais, regulatórios e econômicos, entre eles estão as dimensões continentais do País, a diversidade regional e as dificuldades de financiamento dos investimentos. “As tarifas já são pressionadas por encargos, tributos e outros custos setoriais, o que torna mais sensível qualquer investimento adicional que possa ser repassado ao consumidor”, afirma.

Do lado das distribuidoras, o engenheiro Boccuzzi destaca que os projetos de digitalização disputam espaço com outras demandas consideradas prioritárias. “A modernização compete com reforço e expansão das redes, atendimento ao crescimento da demanda, melhoria da qualidade, redução de perdas e cumprimento de requisitos regulatórios”, observa.

A tendência, segundo ele, é que o avanço ocorra de forma gradual e heterogênea. “Diferentemente de países que adotaram programas nacionais centralizados de medição inteligente, o Brasil tende a avançar em ondas sucessivas, combinan-

Dwiangga/Shuterstock
Aree_S/Shuterstock

do automação, medição inteligente, ADMS, integração de recursos distribuídos e modernização operacional, sempre condicionado à análise de custo-benefício, às prioridades regulatórias e às características de cada distribuidora”, destaca.

Na avaliação de Boccuzzi, o País vive atualmente uma fase intermediária de transformação, com nível de modernização variando significativamente entre as concessões. A baixa tensão, em especial, continua sendo o segmento da rede com menor visibilidade operacional, o que reduz a capacidade das distribuidoras de antecipar ocorrências e operar o sistema com maior nível de monitoramento justamente no segmento mais impactado pela expansão da geração distribuída. “O crescimento acelerado da GD aumenta a necessidade de monitoramento e controle das redes de distribuição. As smart grids ampliam a visibilidade sobre o comportamento da rede e favorecem a coordenação dos recursos energéticos distribuídos”, explica. Ou seja, a ausência de automação, observabilidade e integração digital da rede podem constituir limitações físicas e operacionais à expansão da geração distribuída.

Regulamentação

O governo tem buscado estimular a digitalização das redes no Brasil por meio de instrumentos regulatórios. Em 18 de junho de 2025, foi publicada a Portaria MME no 111, que estabelece diretrizes gerais para o estímulo à digitalização gradual das redes e do serviço de distribuição de energia elétrica em baixa tensão. Já em 2026, a Portaria Normativa no 126 do MME definiu diretrizes para a instalação de sistemas de medição inteligentes em 2% das unidades consumidoras por ano, ao longo de um período de

24 meses. Considerando o universo de cerca de 90 milhões de unidades consumidoras no País, a meta inicial representa a implantação de aproximadamente 3,6 milhões de medidores inteligentes no curto prazo. Outro ponto relevante da regulamentação é a possibilidade de adoção de soluções alternativas à medição inteligente em áreas onde outras tecnologias apresentem maior benefício ao consumidor. Entre as opções previstas estão religadores, chaves automáticas, sensores e sistemas avançados de comunicação, desde que os investimentos mantenham equivalência com os valores destinados à implantação dos medidores inteligentes. Na prática, esses recursos buscam reduzir o tempo de recomposição em casos de falha, aumentar a precisão de medição, diminuir perdas não técnicas e melhorar a qualidade do fornecimento de energia.

A nova portaria também determina que as distribuidoras apresentem análises de custo-benefício para orientar o ritmo e a escala mais adequados de investimentos em cada área de con-

cessão. O objetivo é adaptar a expansão da digitalização às características técnicas e econômicas de cada concessionária, em alinhamento com as diretrizes da Portaria no 111/2025.

De acordo com a assessoria de imprensa da Cemig, a distribuidora já possui um plano que atende aos requisitos do MME e Aneel, buscando acelerar a substituição de medidores. A concessionária prevê instalar em 2026 1,5 milhão de medidores inteligentes — atualmente conta com cerca de 400 mil equipamentos em operação. Outra meta é implantar 3600 religadores automatizados, com o objetivo de reduzir os indicadores de continuidade (DEC e FEC) e aumentar a resiliência da rede frente a eventos climáticos.

De acordo com Hortênsia Virginia Américo, gerente de Sistemas e Automação da Operação da Distribuição da Cemig, o avanço das tecnologias digitais permitirá antecipar falhas, planejar ações com base em dados e garantir a estabilidade do sistema mesmo com o crescimento acelerado da geração distribuída registrado em

Hortênsia Américo: Medidores inteligentes, ADMS e religadores automatizados criam rede robusta, moderna e preparada para o avanço das energias renováveis em Minas
Cemig

Redes de distribuição

Minas Gerais (atualmente o segundo estado brasileiro em quantidade de sistemas e potência instalada em GD, mas o primeiro em número de unidades consumidoras recebendo créditos). Segundo a concessionária, em áreas com elevada concentração de geração distribuída, especialmente solar, como no Norte e Leste de Minas, a digitalização passou a ser praticamente mandatória para garantir previsibilidade e estabilidade operacional.

A distribuidora acrescentou que a medição inteligente tem trazido ganhos para as áreas de negócio voltadas para proteção da receita e operação do sistema elétrico, como otimização nos processos de corte/religação, leitura de unidades consumidoras, acompanhamento e monitoramento da rede e combate às perdas comerciais.

ECOee/divulgação

Cyro Boccuzzi: plataformas ADMS caminham para ser o “cérebro operacional” das utilities digitais, integrando automação da rede, medidores inteligentes, GIS, OMS, gerenciamento de recursos distribuídos, analytics e resposta da demanda

De acordo com Cyro Boccuzzi, as novas diretrizes do MME dão previsibilidade aos investimentos e indicam a digitalização como prioridade estratégica, mas também impõem o desafio de equilibrar aspectos regulatórios, econômicos e operacionais. “Medição inteligente não pode ser tratada apenas como substituição de medidores. Ela deve ser entendida como parte da infraestrutura digital das distribuidoras e da evolução dos modelos de negócio, operação e precificação dos serviços de distribuição de energia”, afirma.

Segundo ele, a meta mínima definida pelo governo tende a acelerar a digitalização, mas precisa estar inserida em uma arquitetura regulatória e operacional mais ampla. “Ela cria um sinal concreto de direção, tira a medição inteligente do campo dos projetos-piloto, dá previsibilidade e induz planejamento. Mas, sozinha, não garante transformação efetiva. O risco é instalar medidores sem construir todo o ecossistema necessário”. Para ele, a tecnologia exige a integração de telecomunicações, sistemas, cibersegurança, analytics e governança de dados, além de mudanças nos processos operacionais das distribuidoras.

Ou seja, o impacto real dependerá da forma de implementação, remuneração e integração com a rede. “Medição inteligente não deve ser vista apenas como troca de equipamento, mas como porta de entrada para uma nova arquitetura digital da distribuição”, resume.

Custos

Para reduzir o impacto tarifário inicial decorrente da Portaria, o MME autorizou o uso de receitas acessórias próprias e complementares das distribuidoras, além de valores arrecadados com ultrapassagem de demanda e excedente de reativos, conforme o Decreto no 12.068/2024.

Na avaliação de Boccuzzi, o atual modelo tarifário brasileiro ainda não oferece incentivos plenamente adequados para uma expansão massiva da digitalização das redes e da medição inteligente. A estrutura regulatória vigente foi desenhada em um contexto em que as distribuidoras operavam predominantemente com ativos físicos tradicionais — como postes, cabos e subestações, de longa vida útil — e não com infraestrutura digital baseada em dados, automação

e sistemas com ciclos de atualização mais curtos.

O especialista ressalta que a digitalização gera ganhos operacionais capazes de adiar ou otimizar investimentos em ativos físicos da rede. Por isso, defende que o modelo regulatório precisa evoluir para reconhecer não apenas o volume de investimento realizado, mas também o valor da eficiência, da flexibilidade, da qualidade do serviço e do desempenho operacional. Entre as alternativas em discussão estão abordagens baseadas em modelos Totex (abreviação de Total Expenditure), uma forma de regulação e gestão de investimentos que considera o custo total de uma concessionária, somando tanto os investimentos em ativos físicos (Capex) quanto as despesas de operação (Opex).

A preocupação é que, sem evolução regulatória, a expansão dos investimentos digitais possa resultar em aumento tarifário sem a correspondente captura dos benefícios para os consumidores.

Além disso, a medição inteligente pode viabilizar modelos tarifários mais modernos, como tarifas horárias, tarifas binômias e pré-pagamento, além de aprimorar sinais econômicos capazes de orientar o consumo e auxiliar na gestão de congestionamentos da rede. “Durante muito tempo, a discussão ficou excessivamente concentrada no custo do medidor, e não no valor sistêmico da digitalização da rede”, observa Boccuzzi.

Gargalos e soluções

Embora a digitalização seja frequentemente associada ao avanço tecnológico, especialistas identificam que o principal entrave para a modernização das redes elétricas está na criação de condições para que sua adoção ocorra de forma

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Redes de distribuição

coordenada, interoperável e economicamente viável, uma vez que as tecnologias necessárias já existem e continuam evoluindo rapidamente.

Entre os principais gargalos apontados pelo setor estão modelos regulatórios ainda pouco adaptados à lógica da digitalização, dificuldades relacionadas à remuneração dos investimentos e riscos de lock-in tecnológico — situação em que a concessionária se torna dependente de um único fornecedor ou plataforma tecnológica. Também pesam os desafios de integração entre telecomunicações, sistemas de dados e operação da rede, além da necessidade de maior coordenação entre planejamento setorial, regulação e execução dos projetos.

Para os próximos anos, a tendência é de uma transformação baseada na combinação de múltiplas tecnologias, e não na predominância de uma solução única. O avanço das smart grids deverá integrar medidores inteligentes, sistemas avançados de gestão da distribuição (ADMS - Advanced Distribution Management Systems), plataformas de gerenciamento de recursos energéticos distribuídos (DERMS), inteligência artificial, edge intelligence, analytics avançado, digital twins e diferentes modelos de telecomunicações, incluindo fibra óptica, RF mesh, PLC e redes LTE privadas. “Mas o fator decisivo será a capacidade de integração entre elas”, destaca Boccuzzi. A avaliação predominante no setor é que as distribuidoras precisarão desenvolver arquiteturas tecnológicas flexíveis e interoperáveis, capazes de atender diferentes aplicações, níveis de criticidade operacional e realidades regionais.

O especialista avalia ainda que as plataformas ADMS caminham para se consolidar como o “cérebro operacional” das utilities digitais. Esses sistemas passam a integrar funções antes dispersas, conectando automação da rede, medidores inteligentes, GIS, OMS, gerencia-

mento de recursos distribuídos, analytics e resposta da demanda em uma plataforma operacional.

O nível de maturidade tecnológica varia significativamente entre as concessionárias. Enquanto algumas empresas já avançam em modelos mais sofisticados de integração operacional, outras utilizam as novas tecnologias como camadas adicionais sobre sistemas tradicionais. Segundo o diretor da ECOee, o grande desafio do setor será evoluir de “ilhas digitais” para plataformas operacionais integradas. “A maturidade não dependerá apenas da aquisição de sistemas, mas da capacidade de integrar dados, processos, pessoas e decisões operacionais”.

Na experiência da Cemig, a plataforma ADMS + DERMS é considerada fundamental para gerenciar e sustentar a expansão da rede elétrica e os impactos do aumento da geração distribuída. A concessionária destaca que a tecnologia apresenta previsões claras e consistentes em tempo real, bem como visões históricas do sistema de distribuição.

A distribuidora mineira informou que pretende concluir ainda este ano a implantação do ADMS. O projeto, que conta com investimento superior a R$ 100 milhões, permitirá monitoramento, análise e controle em tempo real da rede de distribuição, além de integrar fontes renováveis e descentralizadas conectadas ao sistema elétrico de Minas Gerais. “O ADMS nos permite operar de forma preditiva, tomar decisões em tempo real e garantir mais confiabilidade para os clientes. Aliado aos medidores inteligentes e aos religadores automatizados, estamos criando uma rede mais robusta, moderna e preparada para o avanço das energias renováveis em Minas”, afirma a gerente Hortênsia Américo. “A plataforma trará funcionalidades avançadas, como automação da recomposição do sistema, simulação de cenários

operativos e gerenciamento dinâmico de tensão e carga, reduzindo o tempo de restabelecimento da energia e elevando a confiabilidade da rede”, completa.

Entre os principais ganhos já observados, a concessionária destaca detecção rápida de falhas, redução de DEC e FEC, maior resiliência frente a eventos climáticos, melhor integração de fontes renováveis e maior capacidade de planejamento da expansão.

Gestão de dados e cibersegurança

Outro desafio relevante da digitalização é a gestão do volume crescente de dados operacionais. Segundo Cyro Boccuzzi, embora muitas distribuidoras já avancem em analytics, integração de sistemas e plataformas digitais, a expansão exponencial da geração de dados exigirá novas arquiteturas tecnológicas e organizacionais. “Será necessário avançar em cloud, edge computing, inteligência artificial, governança de dados, integração IT/OT e capacitação das equipes”. Ele alerta que o desafio será transformar a coleta de dados em decisão operacional, ganhos de eficiência, melhoria da qualidade de serviço e melhor aproveitamento da rede.

Mas um efeito colateral da digitalização é que ela amplia os riscos cibernéticos no sistema elétrico. À medida que cresce o número de dispositivos conectados (como sensores, medidores inteligentes e sistemas automatizados), aumenta o potencial de ataques à infraestrutura elétrica. Nesse novo cenário, a convergência entre os ambientes de tecnologia da informação (IT) e tecnologia operacional (OT) assume caráter estratégico, diretamente associado à proteção da infraestrutura necessária para a operação do sistema elétrico.

O avanço das smart grids exigirá o fortalecimento de normas, protocolos e práticas específicas de cibersegurança voltadas às redes de distribuição. Entre os principais pontos prioritários estão a adoção de modelos de segurança baseados em Zero Trust, a segmentação entre ambientes IT e OT, o aprimoramento da governança de dados e a ampliação do uso de criptografia ponta a ponta.

Também ganham relevância mecanismos de gestão de identidades, protocolos específicos para aplicações de smart grids e certificações voltadas à interoperabilidade e à segurança dos equipamentos conectados à rede. A preocupação do setor é evitar que o avanço da conectividade e da automação aumente a vulnerabilidade operacional das distribuidoras diante de ameaças cibernéticas cada vez mais sofisticadas.

Guia – 2

Equipamentos e componentes para redes subterrâneas

Empresa – Telefone E-mail Fabricante / País de origem

Agretal – (19) 99161-2672 comercial@agretal.com.br

Baur – (11) 2972-5272 atendimento@baurdobrasil.com.br Baur / Áustria

Cabelauto – (35) 3629-2522 comercial@cabelauto.com.br

Clamper – (31) 3689-9500 atendimento@clamper.com.br

Comtrafo – (43) 3520-3891 vendas@comtrafo.com.br

Condumax – 0800 7013701 ccr@condumax.com.br

Eaton – (15) 3481-9155 comercialcps@eaton.com

Eletrocal/Corfio – (49) 3561-3777 thais@corfio.com.br

Elos Eletrotécnica – (41) 3383-9290 elos@elos.com.br

Enercom – (11) 95540-0911 vendas@enercom.com.br Chardon, Elastimold / EUA, China

Engeduto – (21) 3325-0406 vendas@engeduto.com.br

Etelmaster – (11) 99260-6061 paulo.munhoz@etelmaster.com.br

HB – Holec Barras – (15) 3268-1773 vendas@hbindustria.com.br

A expansão das redes subterrâneas tem impulsionado a demanda por equipamentos e componentes específicos para instalação, proteção, operação e manutenção desses sistemas, como cabos, acessórios, dispositivos de manobra e proteção, transformadores, dutos, disjuntores, chaves, barramentos, etc.

Acessórios isolados desconectáveis

200 A, abertura c/ carga categoria

Sistemas de Subestação compacta pré-fabricada Taco fixador Terminais e emendas pré-moldados Transformador pedestal Transformador seco Transformador submersível seccionadora com/sem interruptor de falta de transferência manual de transferência automática diagnóstico não-destrutivo de cabos monitoramento térmico de cabos vedação para cabos e tubos categoria

600 A

200 A, abertura s/ carga categoria

Barramentos pré-moldados isolados Cabos de energia BT Cabos de energia MT Caixas de concreto pré-fabricadas

Disjuntor primário Disjuntor secundário Dispositivo de proteção contra surtos (DPS) Dutos corrugados PEAD/lisos PE Dutos metálicos Indicadores de falta Para-raios desconectáveis Quadro de distribuição pedestal Relés de proteção para redes reticuladas Religador automático Seccionador-fusível Seccionalizador

Chave
Da Redação de EM

Guia – 2

Empresa – Telefone E-mail

Fabricante / País de origem

Acessórios isolados desconectáveis

A, abertura c/ carga

A, abertura s/ carga

Chave

Isopower – (19) 3863-5743 comercial04@isopower.com.br

ITB Equipamentos – (18) 98114-9161 vendas@itb.ind.br

Kanaflex – (11) 4785-2100 mkt@kanaflex.com.br

Kit Acessórios – (21) 97118-2056 vendas@kitacessorios.com.br

Pan Electric – (54) 2102-3333 vendas@pan.com.br

PE Tubos – (11) 94705-1927 financeiropetubos@gmail.com

Plastibras (65) 3667-6201 contato@plastibras.ind.br

Proauto Electric – (15) 99742-3984 solar@proauto-electric.com

Prysmian – (15) 3235-6600 marketing.brasil@prysmian.com

Romagnole – (44) 3233-8500 lucasnm@romagnole.com.br

Roxtec – (21) 99425-7980 marcio.linhares@roxtec.com

S&C Electric – (41) 98386-6564 vendas@sandc.com

Sellux – (11) 97164-2442 contato@sellux.com.br

Trael – (65) 3611-6500 comercial@trael.com.br

Volga – (62) 98322-0405 pamela.pereira@volga.com.br

Wöhner – (11) 99229-1104 vendas@wohner.com.br

ZTT – (12) 99629-8168 g.noronha@zttcable.com.br

Sistemas de

Barramentos pré-moldados isolados Cabos de energia BT Cabos de energia MT Caixas de concreto pré-fabricadas

Disjuntor primário

Disjuntor secundário

Dispositivo de proteção contra surtos (DPS) Dutos corrugados PEAD/lisos PE Dutos metálicos

Indicadores de falta

Para-raios desconectáveis Quadro de distribuição pedestal Relés de proteção para redes reticuladas

Subestação compacta pré-fabricada Taco fixador Terminais e emendas pré-moldados Transformador pedestal Transformador seco Transformador submersível seccionadora com/sem interruptor de falta de transferência manual de transferência automática diagnóstico não-destrutivo de cabos monitoramento térmico de cabos vedação para cabos e tubos categoria

Religador automático

Seccionador-fusível

Seccionalizador

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 154 empresas pesquisadas Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Maio / Junho de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

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A Intersolar South America, a maior feira & congresso da América Latina para o setor solar, enfoca os ramos de fotovoltaica, produção FV e tecnologias termossolares. O evento reúne fabricantes, fornecedoras, distribuidoras, prestadoras de serviços e parceiras do setor solar, incentivando um meio ambiente mais limpo, acesso universal à energia e redução de preços. Solidamente enraizada na América Latina, a feira

EE S SOUT H AMERIC A

destaca seu expressivo potencial solar. A Intersolar South America será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 no moderno e bem localizado Expo Center Norte, em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

O evento essencial para baterias e sistemas de armazenamento de energia na América Latina

A ees South America, o evento essencial para baterias e sistemas de armazenamento de energia na América Latina, enfoca soluções de armazenamento de energia que apoiam e complementam sistemas energéticos com número crescente de fontes renováveis de energia, integrando prossumidores e veículos elétricos. Com presença consolidada na região, o evento reflete a crescente importância da integração

entre eletricidade, calor e transportes. A mostra especial Element1, integrada à ees, destaca especificamente o alto potencial do hidrogênio verde no Brasil. A ees South America será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 no moderno e bem localizado Expo Center Norte, em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

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*Somente para inscrições online até 31de julho

ELETR OT EC+E M-POWE R S OUT H AMERIC A

A feira de infraestrutura elétrica e gestão de energia

A Eletrotec+EM-Power South America é o evento de infraestrutura elétrica e gestão de energia na América Latina. A feira destaca as tecnologias de distribuição de energia elétrica, bem como serviços e soluções de informática para gestão de energia em rede, de serviços públicos e de edificações. Solidamente estabelecida no continente, a feira conecta profissionais e empresas das áreas de projeto,

P OWE R2DRIV E SOUT H AMER IC A

instalação e manutenção - da geração distribuída até a distribuição de energia por redes aéreas e subterrâneas. Será realizada de 25 a 27 de agosto de 2026 dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

A feira e congresso fundamentais para infraestrutura de recarga e eletromobilidade na América Latina

Power2Drive South America: a feira & congresso fundamental para infraestrutura de recarga e eletromobilidade na América Latina. Solidamente estabelecido no continente, o evento evidencia a importância do veículo elétrico para um futuro sustentável de transporte e para sua crescente contribuição na matriz energética.

A feira reúne fabricantes, fornecedoras, instaladoras, distribuidoras, administradoras de frotas e de energia, fornecedoras e eletromobilidade e novas empresas. Será realizada em São Paulo, dentro do evento The smarter E South America, a maior aliança de eventos para o setor energético da América Latina.

Redes subterrâneas

Ensaios VLF em cabos de MT: evitando falhas críticas no comissionamento

Acorrente capacitiva associada a um cabo isolado é dada por I = 2πfCU

A redução da frequência de 60 Hz para 0,1 Hz reduz a corrente capacitiva em aproximadamente 600 vezes, permitindo aplicação de tensões elevadas com menor potência requerida (IEC, 2014) [1]. A equivalência dielétrica entre 0,1 Hz e frequência industrial foi amplamente estudada e reconhecida pela IEEE 400.2 (2024) [2], que estabelece diretrizes para ensaios de campo em sistemas blindados.

Comparação com métodos tradicionais

Historicamente, os ensaios dielétricos em cabos de média tensão eram realizados por meio de métodos em corrente contínua (CC) ou em frequência industrial (50/60 Hz). No entanto, a evolução dos materiais isolantes, especialmente os polímeros extrudados como XLPE, evidenciou limitações importantes dessas técnicas.

O ensaio em corrente CC, amplamente utilizado no passado, mostrou-se inadequado para cabos com isolação extrudada, uma vez que pode provocar fenômenos de polarização e acumulação de cargas espaciais. Esses efeitos não representam fielmente as condições reais de operação em corrente alternada,

O crescente uso de redes subterrâneas de média tensão torna necessários métodos confiáveis para avaliação da integridade dielétrica de cabos isolados, cujas falhas representam elevados custos e riscos à continuidade do serviço. Este artigo apresenta uma análise aprofundada de um ensaio em Very Low Frequency (VLF) em campo, incluindo fundamentação teórica, comparações entre métodos de ensaio e metodologia de aplicação.

podendo, inclusive, induzir degradação prematura da isolação e comprometer a confiabilidade do diagnóstico.

Por outro lado, os ensaios em frequência industrial apresentam elevada equivalência dielétrica em relação às condições de serviço. Entretanto, sua aplicação em campo é limitada pela elevada potência requerida, o que implica equipamentos de grande porte, baixa portabilidade e maior complexidade operacional.

Nesse contexto, o ensaio em Very Low Frequency (VLF), tipicamente a 0,1 Hz, surge como uma solução tecnicamente

equilibrada. Esse método combina boa equivalência dielétrica, reconhecida pela norma IEEE 400.2, com baixa demanda de potência, permitindo a realização de ensaios em campo com equipamentos compactos e operacionais. Além disso, o VLF mantém a natureza alternada do estresse elétrico aplicado, tornando os resultados mais representativos do comportamento real da isolação.

A tabela I apresenta uma comparação entre os principais métodos de ensaio dielétrico, evidenciando as vantagens operacionais e técnicas do método VLF

HeliosElectric (EUA)

Tab. I – Comparação entre métodos de ensaio dielétrico

Critério CC 60 Hz VLF 0,1 Hz

Potência requerida Baixa Muito alta Baixa

Equivalência dielétrica Limitada Total Reconhecida (IEEE 400.2)

Portabilidade Alta Baixa Alta

Aplicação em MT Não recomendada Complexa Recomendada

para aplicação em sistemas de média tensão.

Base normativa aplicada

A execução de ensaios dielétricos em cabos de média tensão por meio da técnica de VLF é suportada por um conjunto consolidado de normas internacionais, que estabelecem diretrizes para níveis de tensão, critérios de aceitação e metodologias de aplicação em campo.

A IEEE Std 400.2-2024 [2] constitui a principal referência para ensaios VLF em cabos com isolação extrudada, sendo amplamente adotada em atividades de comissionamento e manutenção. A norma define faixas típicas de tensão de ensaio entre 2U₀ e 3U₀, com tempos de aplicação variando entre 15 e 60 minutos, conforme a finalidade do ensaio (aceitação, diagnóstico ou manutenção).

Esses parâmetros são estabelecidos com base na necessidade de submeter a isolação a um estresse elétrico controlado e representativo, capaz de evidenciar defeitos latentes sem promover envelhecimento acelerado ou degradação adicional do material dielétrico.

Adicionalmente, a IEC 60502-2:2014 estabelece os requisitos construtivos e elétricos para cabos de potência com isolação extrudada destinados a sistemas de média tensão. Embora seu foco esteja nos ensaios de tipo e de rotina realizados em ambiente fabril, a norma fornece a base técnica para a compreensão do comportamento dielétrico dos cabos, incluindo limites de desempenho

e características da isolação, sendo fundamental para a correta definição dos níveis de ensaio aplicados em campo.

No contexto nacional, a ABNT NBR 14039 [3] complementa esse arcabouço normativo ao estabelecer requisitos para instalações elétricas de média tensão, incluindo aspectos de segurança, operação e manutenção, que impactam diretamente a execução dos ensaios.

Dessa forma, a aplicação integrada dessas normas assegura que os ensaios VLF sejam conduzidos com rigor técnico, alinhados às melhores práticas internacionais, garantindo maior confiabilidade dos resultados, rastreabilidade dos procedimentos e segurança operacional durante as atividades de campo.

Metodologia de aplicação em campo

A metodologia de aplicação dos ensaios VLF em campo foi estruturada em conformidade com os requisitos estabelecidos pela NR-10 [4], contemplando um conjunto de procedimentos obrigatórios voltados à garantia da segurança operacional e à confiabilidade dos resultados. Entre as etapas fundamentais, conforme será demonstrado abaixo, destacam-se a verificação da ausência de tensão, o seccionamento do circuito, a instalação de aterramento provisório, bem como a aplicação de bloqueio e sinalização (LOTO, de Lockout/Tagout).

Testes para identificação de proteção e ausência de tensão

Antes da execução do ensaio VLF, é fundamental garantir que o sistema esteja completamente desenergizado e em condições seguras de intervenção. Para isso, devem ser adotados procedimentos padronizados de verificação, seccionamento, aterramento e bloqueio, assegurando a integridade da equipe e a

confiabilidade das etapas subsequentes do ensaio.

Ausência de tensão – A verificação é realizada por meio de detector de tensão por aproximação, que emite sinalização sonora e luminosa na presença de tensão.

Seccionamento – O cubículo de média tensão possui chave seccionadora destinada à interrupção da alimentação. Para a realização do ensaio, a chave deve permanecer na posição aberta (“0”), normalmente identificada pela cor verde.

Aterramento – Antes da instalação do aterramento provisório, é realizado ensaio de continuidade da malha de terra com multímetro, garantindo a integridade do sistema. Após a verificação, instala-se o aterramento provisório, assegurando que eventuais falhas no seccionamento resultem na atuação do sistema de proteção a montante.

Bloqueio e sinalização (LOTO) – O bloqueio é aplicado na chave seccionadora aberta, garantindo que apenas o responsável pela atividade possa realizar sua liberação.

Preparação e operação do equipamento

VLF

Após a confirmação das condições de segurança e desenergização do sistema, procede-se à instalação e preparação do equipamento VLF. Essa etapa é fundamental para garantir a correta execução do ensaio, devendo atender aos requisitos de posicionamento, montagem, configuração e verificação operacional do sistema.

Instalação do equipamento – O equipamento deve ser posicionado em superfície nivelada e estável, com fácil acesso e aterramento equipotencial ao sistema ensaiado. A área deve estar devidamente isolada e sinalizada.

Redes subterrâneas

Características operacionais – O sistema permite a realização de ensaios VLF com frequência de 0,1 Hz (automática) ou ajustável entre 0,01 e 0,1 Hz, com tensão de saída de até 60 kV e duração configurável entre 1 e 120 minutos. O equipamento dispõe de interface de dados e sistema de desligamento de emergência com travamento.

Montagem do equipamento – O conjunto é composto por unidade de operação e unidade de alta tensão. A montagem deve ser realizada com o equipamento desenergizado, garantindo o correto encaixe dos componentes e a integridade dos dispositivos de fixação.

Verificações de segurança – Antes do início das atividades, deve-se verificar a validade da calibração do equipamento e a adequação dos EPIs conforme a classe de tensão envolvida.

Execução do ensaio – Durante a operação, deve-se manter afastadas pessoas não envolvidas, em função da presença de alta tensão (até 26 kV RMS). Ao término do ensaio, o equipamento realiza a descarga automática do cabo, devendo-se confirmar a ausência de tensão antes da desconexão.

Execução do teste VLF em campo

O ensaio aqui descrito foi realizado entre os dias 12/02/2026 e 28/02/2026 pela equipe de comissionamento da Araxá Serviços. A sequência operacional adotada seguiu rigorosamente os procedimentos de segurança e preparação do sistema, conforme descrito a seguir.

Inicialmente, foi realizado o isolamento da área de trabalho, com restrição de acesso a pessoas não autorizadas e retirada das cargas de baixa tensão (BT). Em seguida, procedeu-se à abertura do circuito por meio da chave seccionadora do cubículo de média tensão, conforme apresentado na figura 1.

Na sequência, foi aplicado o bloqueio e sinalização do dispositivo de seccionamento (LOTO), garantindo a impossibilidade de reenergização acidental durante a execução das atividades (figura 2). Posteriormente, foi realizada a verificação da ausência de tensão no circuito, utilizando detector por aproximação (fi-

4 – Instalação do aterramento temporário no circuito, garantindo condição segura para execução do ensaio

gura 3), seguida da instalação do aterramento temporário, assegurando condições seguras para intervenção (figura 4).

Após a liberação do sistema, iniciou-se a etapa de preparação do equipamento VLF. O conjunto foi instalado em superfície nivelada e estável, garantindo o correto acoplamento das unidades, fixação dos dispositivos de engate e conexão ao sistema de aterramento equipotencial. Também foram verificadas as condições de alimentação elétrica e a validade da calibração do equipamento, conforme ilustrado nas figuras 5 e 6.

Antes da aplicação da tensão de ensaio, foi realizado o teste de resistência de isolamento do cabo (figura 7), como verificação preliminar da condição dielétrica. Adicionalmente, foram monitoradas as condições ambientais, com registro de temperatura e umidade relativa do ar por meio de termo-higrômetro (figura 8).

Fig. 1 – Identificação da chave seccionadora do cubículo de média tensão para realização do seccionamento do circuito
Fig.
Fig. 3 – Verificação da ausência de tensão no circuito por meio de detector de tensão por aproximação
Fig. 2 – Aplicação do bloqueio e sinalização (LOTO) na chave seccionadora, garantindo a impossibilidade de reenergização durante o ensaio
Fig. 5 – Unidade de ensaio VLF utilizada na aplicação de testes dielétricos em cabos de média tensão

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Resistência ao trilhamento de 3kV até 6kV

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Referência de qualidade reconhecida pelas principais concessionárias de energia do país.

Redes subterrâneas

Durante a preparação, foram confirmadas a classe de isolação do cabo e a tensão de ensaio a ser aplicada, conforme os critérios normativos.

Também foi realizada a identificação das fases, mantendo-se aterradas aquelas não ensaiadas, de modo a evitar interferências e garantir a segurança da operação. Adicionalmente, foram verificados os requisitos do sistema de alimentação do equipamento VLF, assegurando conformidade com as especificações do fabricante, bem como a correta sequência e identificação das fases do circuito ensaiado.

Antes da aplicação da tensão, garantiu-se o adequado posicionamento do cabo, mantendo-o fisicamente afastado de estruturas metálicas e de outros elementos condutivos, de forma a evitar caminhos indesejados de corrente e possíveis descargas (figura 10).

O ensaio VLF foi então executado em modo automático, com elevação gradual da tensão em etapas previamente definidas. Inicialmente, aplicou-se uma tensão de 7,5 kV por um período de 1 minuto, seguida da elevação para 15 kV pelo mesmo intervalo. Na etapa final, a tensão foi elevada até o valor de 26 kV, sendo mantida por 30 minutos, conforme procedimento estabelecido (figura 11).

Fig. 6 – Vista frontal da unidade de controle do equipamento VLF, responsável pela configuração e monitoramento dos parâmetros de ensaio
Fig. 10 – Conexão do equipamento VLF ao cubículo de média tensão para realização do ensaio dielétrico no cabo
Fig. 9 – Identificação do cabo de média tensão com marcação de especificação do fabricante, evidenciando tipo de isolação, tensão nominal e características construtivas do condutor
Fig. 7 – Teste de resistência de isolamento executado no cabo
Fig. 8 – Monitoramento das condições ambientais durante o ensaio, incluindo temperatura e umidade relativa do ar

11 – Interface do equipamento VLF apresentando a configuração do ensaio, com definição da forma de onda senoidal, níveis de tensão aplicados e tempo de duração do teste

Durante toda a aplicação da tensão, foram monitorados continuamente os parâmetros operacionais do ensaio, garantindo a estabilidade do sistema e a integridade dielétrica do cabo (figura 12).

Ao término do ensaio, o equipamento realizou o processo de descarga controlada do cabo, eliminando a carga capacitiva residual acumulada, conforme ilustrado na figura 13.

Após a confirmação da ausência de tensão no circuito, procedeu-se ao desligamento do equipamento e à liberação do sistema para finalização das atividades.

Erros críticos em ensaios VLF

A ocorrência de falhas em ensaios VLF está predominantemente associada a desvios operacionais, falhas de procedimento e à não conformidade com requisitos técnicos e normativos. Diferentemente de outros métodos de ensaio, o VLF envolve a aplicação de níveis elevados de tensão em sistemas frequentemente já instalados, o que torna essencial o controle rigoroso das etapas de preparação, configuração e execução.

Nesse contexto, erros operacionais podem não apenas comprometer a confiabilidade dos resultados obtidos, mas também introduzir riscos significativos à integridade dos ativos e à segurança das equipes envolvidas. Destaca-se que falhas relacionadas ao aterramento, pa-

Fig.

Redes subterrâneas

Fig. 12 – Unidade de controle do equipamento VLF em operação, com indicação de parâmetros elétricos e acionamento do sistema, incluindo monitoramento das condições ambientais durante o ensaio

rametrização do ensaio e controle de acesso figuram entre as principais causas de incidentes em campo.

A tabela II apresenta os principais erros críticos identificados em ensaios VLF, correlacionando suas causas, consequências técnicas e impactos operacionais, constituindo uma ferramenta de referência para análise de risco e melhoria contínua das práticas de campo.

Boas práticas de campo

A execução de ensaios VLF em cabos de média tensão requer controle rigoroso das condições operacionais e aderência estrita aos procedimentos técnicos es-

Tab. II – Erros críticos em ensaios VLF e seus impactos

Erro crítico Causa principal Consequência técnica Impacto operacional

Falta de aterramento equipotencial

Instalação incorreta ou negligência

Não realizar teste de resistência de isolamento Falha de procedimento

Aplicação de tensão incorreta

Tempo de ensaio fora do padrão

Configuração errada ou desconhecimento da classe do cabo

Não conformidade com norma

Área de teste sem isolamento Falha operacional

Presença de pessoas não autorizadas

Cabos adjacentes não aterrados

Equipamento sem calibração

Conexões inadequadas

Falta de controle de acesso

Desatenção técnica

Falta de controle metrológico

Má fixação ou contato ruim

Condições ambientais ignoradas Falta de monitoramento

Não descarregar o cabo após ensaio

Diferença de potencial e risco de arco elétrico

Aplicação de alta tensão em cabo já degradado

Sobretensão na isolação

Ensaio incompleto ou excessivo

Acesso indevido durante ensaio

Risco grave à equipe e invalidação do ensaio

Danos ao cabo e diagnóstico incorreto

Ensaio destrutivo e redução da vida útil

Resultado inconfiável ou degradação do cabo

Risco de acidentes e não conformidade com NR-10

Exposição à alta tensão Acidente grave

Indução de tensão Risco de choque e medições incorretas

Leituras imprecisas

Aquecimento e descargas parciais

Influência na isolação e medições

Falha de procedimento Cabo permanece energizado

Identificação incorreta de fases Erro operacional

tabelecidos. Conforme evidenciado na seção anterior, a ocorrência de erros críticos está diretamente associada a falhas nas etapas de preparação, configuração e condução do ensaio.

Nesse contexto, a adoção de boas práticas operacionais constitui fator determinante para a mitigação de riscos, preservação da integridade dos ativos e garantia da confiabilidade dos resultados obtidos.

A tabela III apresenta as principais boas práticas recomendadas para a execução de ensaios VLF em campo, bem como seus respectivos objetivos, estabelecendo uma relação direta com os riscos previamente identificados.

Conclusão

O ensaio em Very Low Frequency (VLF) consolida-se como uma ferramenta altamente eficaz para a avaliação da integridade dielétrica de cabos de média tensão, especialmente em aplicações de campo que demandam confiabilidade,

Ensaio na fase errada

Perda de confiabilidade do ensaio

Danos ao cabo ou equipamento

Resultados inconsistentes

Alto risco de choque elétrico

Diagnóstico inválido

portabilidade e aderência a critérios normativos.

Ao longo deste estudo, verificou-se que a correta aplicação do método, aliada ao cumprimento rigoroso das diretrizes estabelecidas por normas como a IEEE 400.2 e a IEC 60502 [5], permite a identificação de defeitos latentes e a validação das condições operacionais dos sistemas, sem induzir degradação adicional à isolação.

No caso analisado, os resultados obtidos durante a execução do ensaio VLF apresentaram comportamento estável e dentro dos parâmetros esperados, não sendo identificadas anomalias ou indícios de comprometimento da integridade dielétrica do cabo ensaiado. Esse resultado confirma a adequação das condições do sistema e a eficácia do procedimento adotado.

Adicionalmente, a análise dos erros críticos evidencia que a maioria das falhas está associada a desvios operacionais, reforçando a importância da adoção de boas práticas de campo, especial-

Fig. 13 – Aplicação de vara de manobra para descarga controlada do cabo de média tensão após ensaio VLF, garantindo a eliminação da carga capacitiva residual

Tab. III – Boas práticas

Boa prática

Teste prévio de isolação

Aterramento equipotencial

Isolamento da área

Aplicação de LOTO

Conferência de conexões

Ajuste correto de parâmetros

Monitoramento ambiental

Restrição de acesso

Sequência correta de tensão

Aterramento de fases adjacentes

Descarga do cabo

Registro de dados

mente no que se refere ao aterramento, parametrização do ensaio e controle de acesso à área de teste.

Sob o ponto de vista operacional, a utilização do ensaio VLF contribui diretamente para a redução de falhas em serviço, aumento da confia­

Objetivo principal

Evitar danos ao cabo

Garantir segurança

Prevenir acidentes

Evitar energização acidental

Garantir medição confiável

Evitar ensaio destrutivo

Validar resultados

Reduzir risco

Integridade do ensaio

Evitar interferência

Segurança pós-ensaio

Rastreabilidade

bilidade dos ativos e otimização dos custos de manutenção, ao permitir uma abordagem mais assertiva e preventiva na gestão de sistemas elétricos.

[Nota do Autor: A Araxá Serviços executa ensaios e diagnósticos em sistemas de média tensão por meio das técnicas de Very Low Frequency (VLF), Tangente Delta e Descargas Parciais, aplicadas na avaliação da integridade dielétrica e da confiabilidade operacional de cabos e acessórios elétricos.]

REFERÊNCIAS

[1] (IEC, 2014)

[2] IEEE 400.2 (2024) – IEEE Guide for Field Testing of Shielded Power Cable Systems Using Very Low Frequency (VLF) (less than 1 Hz).

[3] ABNT NBR 14039:2021 – Instalações elétricas de média tensão, de 1,0 kV a 36,2 kV.

[4] MTE – Norma Regulamentadora No. 10 (NR-10): Segurança em instalações e serviços em eletricidade

[5] IEC 60502:2026 SER: Power cables with extruded insulation and their accessories for rated voltages from 1 kV (Um = 1,2 kV) up to 30 kV (Um = 36 kV) –All Parts.

Dessa forma, conclui­se que a aplicação estruturada do ensaio VLF, integrada a procedimentos técnicos padronizados, ao atendimento aos requisitos normativos e à interpretação adequada dos resultados obtidos em campo, representa um elemento estratégico para o aumento da disponibilidade, segurança e longevidade das redes de média tensão.

Guia – 3

Relés de segurança

Empresa – Telefone E-mail Controle de simultaneidade Controle de parada de emergência Partida automática Partida manual

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Phoenix Contact – (11) 3871-6400 vendas@phoenixcontact.com.br

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Weidmüller Conexel – (11) 97286-5847 matheus.dourado@weidmueller.com

Da Redação de EM

Aplicações

Os relés de segurança desempenham papel essencial na proteção de pessoas e máquinas, monitorando funções críticas e garantindo respostas rápidas em situações de risco. Este guia apresenta fornecedores desses dispositivos, com informações sobre aplicações, categorias de segurança, normas atendidas, recursos de monitoramento e principais características elétricas e funcionais.

Normas Botão de emergência (E-Stop) Cortina de luz / barreira óptica Chave de porta / intertravamento Tapete de segurança Comando bimanual Monitoramento de velocidade/ parada Múltiplas funções (multifunção) Módulos programáveis de segurança ( safety PLCs)

Número de canais de entrada (até) Tensão de alimentação (Vcc) Consumo nominal máximo (VA) Número de contatos de segurança Número de contatos auxiliares Corrente nominal dos contatos até (A) Tempo de resposta (máximo) (ms) Grau de proteção IP Temperatura máx. de trabalho (°C)

Categoria de segurança Conector por mola Conector aparafusável

Avanços na proteção contra explosões

As explosões de pós combustíveis representam um risco significativo em diversos segmentos industriais e, quando ocorrem, costumam provocar consequências severas. Um exemplo foi o acidente registrado em 26 de julho de 2023 na cooperativa C. Vale, em Palotina, PR, que resultou na morte de dez pessoas — oito trabalhadores haitianos terceirizados e dois brasileiros — e deixou outras dez feridas. A explosão ocorreu em um túnel durante atividades de manutenção e provocou danos parciais em outros dois silos da unidade.

Os auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego apontaram como causa da explosão a existência de excessivas camadas de pó combustível (milho). Também havia outras irregularidades, como trabalhadores avulsos sem capacitação para trabalho em espaços confinados, excesso de jornada, instalações elétricas inadequadas para áreas classificadas e descumprimento de requisitos das normas NR-01 e NR-33.

Diante desse cenário, a adoção de proteção eficaz contra explosões de pós combustíveis torna-se fundamental. Entre as tecnologias disponíveis, destacam-se os chamados sistemas ativos, projetados para detectar os estágios iniciais de uma deflagração e atuar rapidamente na sua supressão, impedindo a propagação da explosão.

Apesar de eficientes, os sistemas ativos tradicionais enfrentam limi -

tações, pois ativações indesejadas causam paradas desnecessárias e perda de produção. Investimentos em detecção inteligente, sensores infravermelhos e supressores eletromecânicos têm resultado em projetos de proteção com maior confiabilidade. A seguir, são destacadas algumas melhorias.

Modelagem digital

Métodos computacionais utilizados no projeto de sistemas consideram a complexidade das condições operacionais da planta, permitindo uma modelagem adequada, com a simulação de múltiplos cenários, como diferentes misturas de pós combustíveis com o ar e vários pontos de ignição.

Essas ferramentas também melhoram os cálculos de pressão reduzida de explosão (P RED), otimizando o desempenho do sistema com as condições reais do processo.

Novos detectores de pressão

A tecnologia de detecção evoluiu significativamente em relação aos tradicionais sensores de pressão com ajuste fixo, também conhecidos como “detectores estáticos”. Embora ainda sejam muito utilizados, esses sensores estão sujeitos a alarmes falsos causados por variações de pressão do processo. Para aplicações com pressão negativa ou vácuo, o uso exclusivo da detecção estática pode retardar a detecção. Já a pressão de deflagração au-

menta a partir do ponto inicial negativo até atingir o limite de ativação de pressão positiva pré-definido.

Os sistemas mais modernos utilizam detecção dinâmica pela monitoração do aumento da pressão, em vez de se basear em um valor fixo. Isso permite que os sistemas distingam as flutuações típicas do processo e as mudanças rápidas associadas a uma explosão, reduzindo significativamente as ativações indesejadas.

Muitos detectores modernos também incorporam registro de dados e recursos programáveis – funcionalidades que permitem a configuração específica da aplicação antes da operação e possibilitam a simulação de condições normais e anormais.

Após um evento, os dados de pressão em função do tempo armazenados podem ser revisados para avaliar o desempenho do sistema e auxiliar na identificação da causa raiz, melhorando a confiabilidade.

Detecção por infravermelho

Em algumas aplicações, especialmente aquelas que envolvem materiais com baixo índice KST, a detecção por pressão pode não fornecer tempo de resposta suficiente. Neste caso, a detecção por infravermelho oferece uma camada adicional de proteção.

Detectores de infravermelho identificam chamas diretamente, muitas vezes antes que a pressão atinja níveis detectáveis. Isso é particularmente útil em dutos, onde uma frente de chama pode se propagar antes de um aumento significativo de pressão.

Ao combinar as detecções por infravermelho e por pressão, os sistemas tornam-se mais ágeis e confiáveis.

Supressores eletromecânicos

Um importante avanço na proteção contra explosões é o desenvolvimento de sistemas de supressão eletromecânicos. Os supressores tradicionais dependem de dispositivos pirotécnicos para obter uma ativação rápida, mas não permitem testes de atuação. Já os supressores eletromecânicos permitem testes funcionais não destrutivos durante a manutenção, garantindo a operação dos sistemas sem a necessidade de substituição de componentes após os testes. Também melhoram a confiabilidade e reduzem custos. Além disso, possuem certificados para uso em áreas classificadas.

Unidades de controle multirregionais

Os controladores atuais são baseados em microprocessadores, e podem gerenciar múltiplas zonas de proteção em uma única unidade. Essa capacidade de zoneamento permite a ativação direcionada de medidas de supressão e isolamento, reduzindo interrupções desnecessárias em partes não afetadas de uma instalação.

As unidades de controle modernas também incluem displays digitais, autodiagnóstico e registro de eventos com data e hora, permitindo o monitoramento e a integração com os demais sistemas de controle da planta.

Conclusão

Os avanços na proteção ativa contra explosões de pós combustíveis combinam maior precisão no projeto, métodos de detecção mais eficazes e atuação mais rápida.

Para as indústrias de processamento, isto significa uma segurança mais robusta, a fim de que as consequências de eventos lamentáveis como a explosão em Palotina sejam evitadas.

Estellito Rangel Júnior, engenheiro eletricista, primeiro representante brasileiro de Technical Committee 31 da IEC, apresenta e discute nesta coluna temas relativos a instalações elétricas em atmosferas potencialmente explosivas, incluindo normas brasileiras e internacionais, certificação de conformidade, novos produtos e análises de casos. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões ao especialista pelo e-mail em@arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” EM-Ex.

Canaletas, eletrocalhas, leitos e eletrodutos

Da Redação de EM

A proteção mecânica e a organização dos condutores são requisitos fundamentais para a segurança, a confiabilidade e a manutenção das instalações elétricas. Este levantamento reúne fornecedores de eletrocalhas, bandejas, leitos, canaletas, dutos de piso e eletrodutos, informando opções construtivas, materiais empregados e conformidade com normas técnicas aplicáveis.

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Mastery – (11) 2023-6260 contato@masteryaramados.com.br

Montê – (51) 3062-0809 comercial@monte.rs

OBO Bettermann – (15) 3225-1789 mkt.info@obo.com.br

Alumbra, Legrand, Hellerman, Wetel, Japeri, JEA SUL

Eletrocalha Bandeja

Empresa – Telefone E-mail

Perfil Líder – (11) 91640-6426 comercial@perfillider.com.br

Petubos – (11) 94705-1927 comercial@petubos.com.br

Real Perfil – (11) 97466-3644 vendas@realperfil.com.br

RMF – (81) 3424-6500 rmf@rmfrecife.com.br

Rojan – (11) 3858-4133 rojan@rojan.com.br

Sociedade Paulo – (11) 99101-6351 alexborges@sptf.com.br

Stratus – (12) 92292-6699 comercial.stratusfrp.com

Tramontina Eletrik – (54) 3461-8200 tramontina.elt@tramontina.com

Valemam – (11) 99598-2222 projetos@valemam.com.br

Notas: (1) Sistemas de canaletas e condutos perfilados para instalações elétricas. (2)Encaminhamento de cabos - Sistemas de eletrocalhas para cabos e sistemas de leitos para cabos. (3) Galvanização por imersão a quente de produtos de aço e ferro fundido. (4)Chapas e bobinas de aço revestidas com zinco ou liga zinco-ferro pelo processo contínuo de imersão a quente. (5) Chapas e bobinas de aço revestidas pelo processo contínuo de imersão a quente. (6) Bobinas e chapas finas a frio e a quente de aço-carbono e de aço de alta resistência e baixa liga. (7) Indústrias do petróleo e gás natural - Perfis pultrudadosParte 4: Sistema de bandejamento.

Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 153 empresas pesquisadas Fonte: Revista Eletricidade Moderna, Maio / Junho de 2026. Este e muitos outros guias estão disponíveis on-line, para consulta. Acesse www.arandanet.com.br/revista/em e confira. Também é possível incluir a sua empresa na versão on-line de todos estes guias.

Sua empresa é
Tipo Construtivo
Material Normas

EM Aterramento

Reflexões sobre a aplicação da norma técnica ABNT NBR 5419

Associada à recente publicação da norma técnica ABNT NBR 5419:2026 Versão corrigida 2026 - Proteção contra descargas atmosféricas, surge a demanda e consequente oferta de cursos, palestras e softwares para os profissionais que desejam conhecê-la. Uma vez que para trabalhar com uma norma técnica é necessário saber interpretá-la, este artigo apresenta uma visão dessa norma, indo além da mera descrição das suas recomendações, figuras e tabelas.

Normas técnicas

O objetivo de uma norma técnica é estabelecer critérios mínimos de segurança e desempenho para produtos e serviços oferecidos para a sociedade em geral, formada na sua grande maioria por pessoas que são totalmente leigas sobre o assunto do qual a norma trata. Por isso, as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) são citadas na Lei Federal 8078 (Código de defesa do consumidor) [1] e na Norma Regulamentadora no10 (NR-10) do Ministério do Trabalho e Emprego (Segurança em instalações e serviços em eletricidade) [2].

Em sentido geral, uma norma técnica é escrita pelos (e não para) profissionais responsáveis pela sua elaboração. No caso da norma técnica ABNT NBR 5419:2026 Versão corrigida 2026, por se tratar de uma norma totalmente dedicada à segurança de pessoas, edificações e instalações elétricas, ela é um meio para quem as utiliza e um fim para aqueles a quem ela se destina, a sociedade como um todo.

Embora uma norma técnica deva ser estudada profunda e periodicamente, ela não pode ser a principal ferramenta para que o assunto do qual ela trata seja aprendido. É necessário um conhecimento prévio para que uma norma seja entendida e aplicada, já

que o objetivo dela não é ensinar como fazer, mas sim delimitar o que deve ser feito.

A norma técnica

ABNT NBR 5419:2026

Versão corrigida 2026

Como sempre devemos começar pelo começo, é fundamental que a parte 1 da norma, “Princípios gerais”, seja lida com muita atenção, já que lá são apresentados conceitos importantes, que devem ser bem compreendidos por quem irá trabalhar com a Proteção contra Descargas Atmosféricas (PDA). Uma boa leitura da parte 1 permitirá que o restante da norma seja aprendido com um maior proveito.

A parte 2, “Análise de risco”, é a base para o projeto da PDA. É neste ponto que se determinada a necessidade ou não de um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosférica (SPDA) e das Medidas de Proteção contra Surtos (MPS). A leitura atenta da parte 2 da norma possibilita o entendimento de que a análise de risco não é apenas o preenchimento de uma planilha, mas uma pré-avaliação da relação entre o risco e o investimento para reduzi-lo a valores toleráveis, através de várias possibilidades que vão além tanto do SPDA como das MPSs. Cabe aqui alertar também sobre a utilização dos softwares de análise de risco, que não podem transformar uma análise qualitativa em um mero preenchimento de planilhas. Cabe ao projetista da PDA não só inserir os dados, mas analisá-los previamente, já que a análise de risco não é um cálculo matemático e sim uma relação entre as características de uma estrutura e as possibilidades de protegê-la. Por isso, é necessário diferenciar entre artigos e palestras sobre a utilização de um software de análise de risco e aqueles que enfocam a análise de risco em si.

Por tratar do tema que deu origem à norma, a parte 3, “Danos físicos a estruturas e perigos à vida”, é a que recebe maior atenção dos profissionais da área elétrica, o que não é um problema. O que se deve evitar, nesse caso, é acreditar que esse é um tema esgotado, sobre o qual a edição de 2026 da norma não trouxe novidades, sendo que mesmo itens que permaneceram inalterados devem ser revisitados [3]. O SPDA, como o próprio nome evidencia, é um sistema, um grupo de componentes correlacionados, que devem ser avaliados em conjunto, já que a falha de um comprometerá o desempenho de todos.

Em relação à parte 4, “Sistemas elétricos e eletrônicos internos à estrutura”, é necessário entender que, em MPS, o “M” de medidas significa um conjunto de possibilidades e não apenas a especificação dos DPSs, muitas vezes apenas de energia, objeto de 99,99% dos artigos, cursos e palestras sobre esse assunto. Sem que os conceitos de aterramento, equipotencialização, roteamento de cabos, blindagem e interfaces isolantes sejam aplicados (a totalidade das MPSs), uma instalação elétrica não estará protegida Além disso, uma leitura inadequada da parte 4 da norma pode levar ao equívoco de se pensar que a intensidade da corrente de

Maturidade profissional: é necessário ler a norma inteira e só depois estudar os aspectos de interesse mais imediato (fonte da imagem: o autor)

surto do DPS , e não o conceito de classe ou tipo do DPS associado ao de Zonas de Proteção contra Raios (ZPR), é o principal item da especificação desses dispositivos.

Na norma ABNT NBR 5419 vários temas são complexos, como o aterramento ou a utilização de DPSs, envolvendo o conhecimento de outras normas técnicas. Por isso, se esses pontos da norma não forem previamente bem compreendidos, pode ser difícil aplicá-los. Citando os DPSs como exemplo, sua necessidade, posicionamento e intensidade da corrente de surto estão relacionados às descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419), sua tensão máxima de operação contínua (Uc) e seu nível de proteção de tensão (Up) são temas das instalações elétricas (ABNT NBR 5410) [4], e suas características construtivas estão sob responsabilidade de seus fabricantes (ABNT NBR IEC 61643) [5]. Quanto mais bem conhecidas em conjunto forem essas normas, mais eficiente será a especificação dos DPSs [6].

Por último, mas não menos importante, os SPDAs e as MPSs, respectivamente partes 3 e 4 da norma, têm suas complexidades específicas. Isso significa que nem sempre um profissional experiente no SPDA tem o mesmo conhecimento sobre as MPSs, o que requer muito cuidado de quem procura um treinamento, artigo ou palestra sobre essas duas partes da norma. Tanto um engenheiro eletricista quanto um técnico em eletricidade pode perfeitamente aplicar corretamente a totalidade da norma ABNT NBR 5419, mas é muito difícil encontrar alguém que seja ao mesmo tempo um especialista nas duas grandes áreas da PDA, e isso exige um cuidado quando se procura uma fonte de informações.

Conclusão

Este artigo não defende que a norma não deva ser estudada muito pelo contrário  , mas que os profissionais da área elétrica devem fazer isso com método, inicialmente lendo a norma integralmente, da parte 1 à parte 4, para depois estudar os aspectos específicos com maior atenção. O que se percebe, em palestras ou conversas com colegas, é que muitos só se preocupam com um item da norma quando estão trabalhando com ele em um serviço relacionado à PDA. Por outro lado, verifica-se que quem procura ler e estudar a norma previamente adquire o que pode ser chamada de maturidade profissional, dissecando os aspectos mais complexos da norma progressivamente.

REFERÊNCIAS

[1] Ministério da Justiça. Secretaria Nacional do Consumidor. Lei 7808 de 11 de setembro de 1990, Código de defesa do consumidor.

[2] Ministério do Trabalho e Emprego. Norma Regulamentadora No10 (NR-10) – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.

[3] Almeida, Gabriel Luiz Silva; Alves, Normando; Santos, Sergio, Roberto: Nova edição da ABNT NBR 5419: as principais alterações e seus impactos Revista Eletricidade Moderna , n o 588, março-abril de 2026, pág. 32.

[4] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5410:2004 Versão corrigida:2008 Instalações elétricas de baixa tensão

[5] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR IEC 61643-11:2021 Versão Corrigida:2022 Dispositivos de proteção contra surtos de baixa tensão Parte 11: Dispositivos de proteção contra surtos conectados aos sistemas de baixa tensão –Requisitos e métodos de ensaio

[6] Santos, Sergio Roberto: A complementaridade das normas técnicas, coluna “EM Aterramento” , revista Eletricidade Moderna no 588, março-abril de 2026, pág. 48.

eletricista da Lambda Consultoria, consultor da Embrastec e mestre em energia pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP, Sergio Roberto Santos apresenta e analisa nesta coluna aspectos de aterramento, proteção contra descargas atmosféricas e sobretensões transitórias, temas aos quais se dedica há mais de 20 anos. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões ao especialista pelo e-mail: em_ aterramento@arandaeditora.com.br, mencionando “EM-Aterramento” no assunto.

Engenheiro

A engenharia não termina na entrega do ativo. Mas estamos achando que sim.

Estamos projetando, construindo, operando, ampliando, e descomissionando ativos como se fossem etapas independentes. Na verdade não são.

A ironia

Nunca tivemos tanta capacidade técnica aplicada à engenharia. Modelamos instalações em 3D, compatibilizamos disciplinas digitalmente, automatizamos cálculos, criamos gêmeos digitais (digital twins), monitoramos ativos em tempo real e produzimos níveis de detalhamento impensáveis há poucos anos.

Ainda assim, conflitos operacionais, retrabalhos, dificuldades de manutenção, ampliações problemáticas e incompatibilidades continuam acontecendo em praticamente todos os segmentos da infraestrutura.

Qual o problema?

Nossa deficiência não está na capacidade de desenhar sistemas ou realizar cálculos. Na verdade, não estamos compreendendo o ativo ao longo de todo o seu ciclo de vida.

O hiper detalhamento

O desenvolvimento das ferramentas CAD/ CAM e das modelagens 3D nos permitiu atingir

um nível de detalhamento impensável quando os desenhos eram realizados na prancheta. Tornou-se tão simples que a tentação de qualquer projetista (eu incluso) é de fazer um projeto hiper-realista, com excesso de detalhamento.

Esquecemos que o projeto é uma forma de comunicação. Um projeto é bom se, e somente se, o receptor da mensagem compreendê-la. Mas estamos fazendo o projeto para o emissor, não para o receptor. Aumentamos o detalhamento, mas nossa compreensão sistêmica não. Compatibilizamos desenhos achando que estamos integrando decisões.

A complexidade

Os sistemas se tornaram mais complexos. Uma instalação atualmente envolve uma série de disciplinas e integrações entre elas. Consumidores hoje podem gerar sua própria energia e injetá-la na rede, isto é, de consumidores passivos passam agora a ser ativos no conceito de energia.

Sucessivas crises de energia mundiais aliadas à transição energética demandam um grau de flexibilidade na troca de fontes primárias de energia na indústria, quer por requisitos de custo, quer por confiabilidade energética.

O aprendizado não termina com a graduação

“Na prática, a teoria é outra” poucas frases me incomodam tanto quanto essa. Porque, em muitos casos, ela é utilizada quase como uma autorização informal para desprezar a importância da concepção, do projeto e da própria engenharia estruturada.

Como se a teoria fosse apenas um rito acadêmico distante da realidade. Ou pior: como se experiência prática fosse suficiente sem compreensão profunda dos princípios que sustentam os sistemas.

A prática não invalida a teoria. A prática apenas expõe variáveis, restrições e interações que simplificações teóricas nem sempre conseguem antecipar completamente.

Quando executamos algo a partir de um projeto, a implantação raramente ocorre de forma absolutamente fiel ao desenho original. O ativo real sofre interferências operacionais, limitações construtivas, adaptações de campo, mudanças de premissas e restrições econômicas ao longo da própria execução.

E é justamente nesse momento que a teoria se torna ainda mais importante. Porque adaptar corretamente exige compreender profundamente os princípios que sustentam o sistema.

Uma boa engenharia não começa na obra. Ela começa na capacidade de conceber corretamente o ativo antes mesmo da implantação. Talvez por isso a engenharia tenha deixado de ser uma profissão de conhecimento estático.

Nenhuma graduação ou instituição consegue acompanhar, em tempo real, a velocidade das transformações tecnológicas, operacionais e digitais dos ativos modernos.

A universidade continua sendo essencial. Ela entrega fundamentos, raciocínio técnico e ferramentas conceituais. Mas os ativos atuais passaram a integrar energia, automação, software, comunicação, controle operacional, análise de dados e adaptação contínua ao longo da vida útil.

A universidade entrega ferramentas. A experiência ensina as interações.

E talvez a maior mudança da engenharia contemporânea não esteja apenas nos ativos, mas na necessidade de evolução contínua de quem os projeta, constrói e opera.

De volta ao problema original

Mais tecnologia e menos resultado. E, em muitos casos, menos compreensão sistêmica.

Ao longo da carreira, percebi que parte dos erros mais perigosos da engenharia não nasce da falta de inteligência técnica. Nasce da falsa sensação de domínio.

Muitos dos erros a seguir eu cometi (e, algumas vezes, ainda cometo):

1) Arrogância – Nos formamos e acreditamos que não temos mais nada a aprender. Se não temos conhecimento de nossas limitações, não teremos evolução. E quando nos formamos, não faltam ferramentas. Falta repertório.

Formação não é repertório. A graduação nos entrega ferramentas. Repertório surge da convivência contínua com sistemas reais, falhas, restrições, operação, manutenção, expansão e consequências de decisões técnicas ao longo do tempo. Surge da convivência com pessoas.

E talvez um dos maiores riscos da engenharia moderna seja justamente perder a consciência das próprias limitações. Porque sem reconhecer limites, dificilmente existe evolução.

2) Impaciência – Repertório não surge instantaneamente. A velocidade de acesso à informação aumentou drasticamente. A consolidação de maturidade técnica, não. Hoje conseguimos acessar resumos, infográficos, simulações, conteúdos ultracondensados e ferramentas extremamente sofisticadas em poucos minutos. Mas compreender sistemas reais continua exigindo tempo.

A engenharia contemporânea talvez esteja começando a confundir velocidade de acesso à informação com profundidade de compreensão. E isso é perigoso.

3) Falta de visão sistêmica – Sem repertório, dificilmente desenvolvemos visão do todo. E ativos reais raramente se comportam de forma compartimentada. Engenharia não é apenas selecionar o melhor equipamento, o melhor software, o melhor disjuntor ou o projeto visualmente mais sofisticado. Engenharia é compreender o comportamento do sistema dentro das condições reais e dos objetivos reais do ativo.

Engenheiro eletricista da Sinergia Consultoria, com grande experiência em projetos de instalações elétricas MT e BT, entradas de energia e instalações fotovoltaicas, conselheiro da ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída e diretor técnico do Sindistal RJ - Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro, Vinícius Ayrão apresenta e discute nesta coluna aspectos ligados à atualização dos profissionais de eletricidade em relação às novas tecnologias e tendências do mercado. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões pelo e-mail: em_profissisonais@ arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” “EM Profissionais”.

O objetivo do ativo precisa vir antes da solução técnica. A partir dessa compreensão — e apenas a partir dela — conseguimos propor soluções compatíveis com as restrições técnicas, operacionais, econômicas e humanas envolvidas.

Porque um projeto bonito que permanece no papel talvez não seja uma obra de engenharia. No máximo, uma “obra de arte”.

A evolução dos engenheiros

Qual a nossa próxima evolução? Provavelmente não estará apenas em mais dados, mais detalhamento, mais modelagem ou mais automação. Ela estará na recuperação da visão sistêmica, na integração entre disciplinas, no entendimento operacional e na compreensão do ciclo de vida dos ativos.

Se calcular, modelar e simular ficou mais simples, compreender sistemas reais ficou mais difícil. Os ativos se tornaram mais integrados, mais dinâmicos e mais interdependentes.

Ainda assim, continuamos frequentemente tentando compreender sistemas complexos a partir de uma visão excessivamente newtoniana, decompondo sistemas em partes e assumindo que a simples soma dessas análises será suficiente para explicar o comportamento do todo.

Talvez esse modelo tenha funcionado razoavelmente bem em sistemas menos integrados. Mas a complexidade atual passou a exigir algo além da simples decomposição técnica das disciplinas. Porque, em muitos casos, os problemas mais críticos da engenharia moderna já não estão dentro das partes. Estão justamente nas interações entre elas.

Manifesto

Talvez a engenharia contemporânea esteja precisando menos de novas ferramentas e mais de novas formas de compreender sistemas reais.

Até a próxima edição.

No Brasil

The smarter E – O The smarter E South America 2026 acontecerá de 25 a 27 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo, congregando os eventos: Intersolar South America - A maior feira & congresso para o setor solar da América do Sul; ees South America - Feira de baterias e sistemas de armazenamento de energia; Eletrotec+EM-Power South America - Feira de infraestrutura elétrica e gestão de energia; e Power to Drive South America - Feira de produtos e serviços para eletromobilidade. Organização de Solar Promotion International GmbH, Freiburg Management and Marketing International e Aranda Eventos & Congressos. Informações: www.thesmartere.com.br.

Canal Conecta – Nos dias 29 e 30 de outubro, em São Paulo, acontecerá a sexta edição do Canal Conecta, promovido pelo Crea-SP - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo. O evento reunirá especialistas para discutir temas em voga no setor, como baterias e armazenamento, mercado livre e estratégia, vendas e escala, entre outros. Mais informações: https:// cursos.canalsolar.com.br/canal-conecta/

CURSOS

Formação de preços no setor elétrico – A CCEE Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, por meio da CCEE Academy, está com inscrições abertas para cursos especializados na operação do setor elétrico. O de Mercado spot e formação de preços no setor elétrico, tem carga horário de 16h, e vai ser realizado em 4 e 5 de agosto. O objetivo é proporcionar aos profissionais capacitação sobre os diferentes mecanismos e arranjos de formação de preços no setor elétrico. O curso aborda modelos baseados em custo, oferta e arranjos híbridos, oferecendo perspectivas nacionais e internacionais. Confira a programação completa dos cursos no link https://www.ccee.org.br/web/guest/ cursos-especializados Especialização em energia – O Cepel - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica oferece, regularmente, capacitação técnica em programas computacionais e atividades de pesquisa desenvolvidas em diferentes áreas, como operação do sistema elétrico, automação de sistemas, otimização energética e meio ambiente, redes elétricas, gestão de ativos e energias renováveis. Os cursos são ministrados em diferentes formatos, incluindo aulas online, ao vivo, conteúdos digitais e treinamentos presenciais com prática em laboratório de alta tensão.

Informações sobre os cursos disponíveis em https:// www.cepel.br/treinamentos/#secao. Conceitos básicos de eletricidade – A Schneider Electric oferece o curso Conceitos básicos para introduzir eletricidade na sua plataforma digital de aprendizagem Schneider Electric University. O conteúdo é gratuito, e simula a configuração elétrica de uma casa de pequeno porte, abordando desde conceitos fundamentais de eletricidade e normas de segurança até atividades aplicadas, como instalação de tomadas, planejamento de cabos e implementação de poço de aterramento. Disponíveis em seis idiomas (português, inglês, espanhol, francês, indonésio e chinês), as aulas são organizadas em módulos de 30 a 75 minutos. Ao final do curso, os participantes recebem um certificado oficial da companhia. Informações: www.se.com/ww/en/about-us/ university.

Hidrogênio e Energias renováveis – A AHK BrasilRio de Janeiro, em parceria com o Gesel/UFRJ, promove o curso Hidrogênio e Transição Energética, abordando temas técnicos, regulatórios, econômico-financeiros e ambientais. Direcionado a interessados e entusiastas na transição energética por meio do hidrogênio, além de especialistas, empresários, tomadores de decisão, técnicos, tecnólogos e operadores, o curso é online, com encontros semanais ao vivo e videoaulas gravadas com especialistas. A entidade também oferece o curso de Gestão em Energias Renováveis (GENRE), com ênfase nas tecnologias solar, eólica, biomassa e outras. O conteúdo é desenvolvido a partir da expertise alemã e adaptado à realidade brasileira por especialistas da Coppe/UFRJ. Mais informações sobre os cursos, respectivamente: https://brasilien-riodejaneiro.ahk.de/br/formacaoprofissional/cursos-sincronos-ao-vivo/hidrogenio-etransicao-energetica e https://brasilien.rio.ahk.de/pt/ cursos/genre?utm_campaign=genre_0205&utm_me dium=email&utm_source=RD+Station.

Energia na América Latina – A Olade - Organização Latino-Americana de Energia oferece um programa de formação executiva, que abrange diversos temas relacionados ao desenvolvimento energético da região através de 16 cursos, organizados em cinco eixos temáticos: tecnologias, hidrocarbonetos, transição energética, políticas energéticas e integração energética regional. Os cursos são ministrados em diferentes modalidades (e-learning, virtuais e semipresenciais, webinars e oficinas de trabalho). Para mais informações, acesse https:// capevlac.olade.org.

Treinamento Ex – A Tramontina mantém a Cabine de Treinamento para instalações em ambientes com atmosferas explosivas e áreas industriais, localizada em Carlos Barbosa (RS). O ambiente está equipado com painéis,

luminárias, botoeiras, caixas de ligação, plugues e tomadas com proteções “Ex e” (segurança aumentada), “Ex d” (à prova de explosão) e “Ex t” (proteção contra ignição de poeiras), a fim de proporcionar uma experiência prática e teórica aos participantes. Os interessados podem obter mais informações por meio do site https://global.tramontina.com/atmosferas-explosivas ou telefone (54) 99981.1022.

Indústria – A Mitsubishi Electric promove diversos webinars gratuitos, com carga horária aproximada de uma hora. As sessões online abordam inteligência artificial em inversores de frequência, redes industriais, regeneração de energia elétrica, robôs industriais, certificação LEED, entre outras. Entre os cursos oferecidos pela companhia, está Configuração Rápida do Inversor FR-E800, que visa abordar recursos como ligação de entrada e saída, parâmetros básicos para sua operação, configuração dos parâmetros, habilitação de seu funcionamento, parada de segurança e retomada dos parâmetros de fábrica. Informações disponíveis em https:// mitsubishielectric.eadplataforma.app/.

SPDA – A Termotécnica Para-raios realiza diversos cursos voltados a profissionais da área, como o curso de SPDA, que aborda, entre outros temas, estrutura e tabelas da nova norma, avaliação da necessidade de SPDA, análise do afastamento do SPDA das demais instalações e massas metálicas, dimensionamento do aterramento para dispersão da descarga atmosférica no solo, etc. Outro curso ministrado é o de MPS, que trata de características de um raio nas instalações de energia e de sinal, efeitos e danos de um raio em equipamentos eletroeletrônicos, princípios básicos e níveis de proteção de equipamentos, características dos protetores, etc. Informações: www.tel.com.br

No Exterior

World Energy Congress – Considerado um dos maiores e mais importantes eventos globais voltados para o setor de energia, e organizado pelo World Energy Council (WEC), o congresso reúne líderes do setor de energia, governantes, acadêmicos e especialistas para discutir os maiores desafios e oportunidades no campo da energia mundial. A edição de 2026 será realizada em Riyadh, Arábia Saudita, de 26 a 29 de outubro. O evento atrai profissionais e líderes de empresas de energia, governos, organizações internacionais e a academia, proporcionando um ambiente de troca de conhecimento e networking. Informações em https://www. worldenergy.org

Infraestrutura energética

A Hitachi Energy fornece o HMAX Energy, conjunto de serviços e soluções baseados em inteligência artificial, projetado para proteger infraestruturas energéticas críticas, desde produtos como painéis de manobra e transformadores até subestações completas, além de sistemas de transmissão em corrente contínua de alta tensão (HVDC) e soluções de qualidade de energia. O HMAX é baseado em três pilares: otimização do ciclo de vida dos ativos e da eficiência operacional com insights orientados por dados; identificação precoce de problemas por meio do monitoramento de ativos e ação proativa para reduzir riscos e estender a vida útil dos ativos. A solução promete reduzir per-

das de receita decorrentes de falhas de equipamentos, que, de acordo com estatísticas de casos de referência utilizados pela companhia, podem chegar a 60%. Por meio da detecção precoce, o HMAX Energy também pode reduzir falhas em transformadores em 50% e os custos de reparo em até 75%, contribuindo para maior eficiência operacional e disponibilidade da rede, destaca a empresa. https://www.hitachi.com/

Medição térmica

Os termômetros visuais Fluke VT06 e Fluke VT08 , desenvolvidos pela Fluke, são voltados para eletricistas que trabalham com painéis, conexões, disjuntores e barramentos. De acordo com a empresa, o equipamento tem capacidade de medir temperaturas de -20 °C a 400 °C, resolução de 120 x 90 pixels e precisão 12 vezes

maior em comparação com gerações anteriores. O VT08 conta com sobreposição de imagens infravermelhas e visíveis, cujo nível pode ser ajustado pelo usuário de acordo com sua preferência. Também é possível alternar para o modo picture-in-picture , proporcionando a experiência de um termovisor em um equipamento compacto, destaca a companhia. O VT06 , por sua vez, possui bateria recarregável que garante até 8 horas de autonomia. Ambos permitem medir temperaturas em áreas amplas, com proteção IP65, além de resistência a quedas de até 2 metros. Os equipamentos contam com armazenamento interno para até 50 mil imagens. https://www.fluke.com/pt-br

Conectores para redes elétricas

O portfólio de produtos da KRJ inclui a linha de terminais Klok , bimetálica e reutilizável, desenvolvida para diversas aplicações; a linha KPB, projetada para conexão de condutores rígidos ou flexíveis sem necessidade de identificação prévia do lado de aplicação; e o conector perfurante para média tensão Karp, voltado a derivações em redes protegidas de média tensão, com instalação em linha viva e sem necessidade de decapagem do condutor. De acordo com a empresa, os produtos são desenvolvidos para operar em ambientes críticos, com foco em desempenho elétrico, resistência mecânica e confiabilidade em longo prazo.

https://krj.com.br/

Disjuntores abertos

A EasyPact NW é uma linha de disjuntores abertos (ACB) da Schneider Electric projetada para simplificar,

de acordo com a empresa, as etapas do ciclo de vida, da instalação à operação e manutenção. Possui diversos recursos, como barra de status com LED codificado por cores, que proporciona uma rápida identificação do estado e saúde do disjuntor, inclusive à distância, conectividade com NFC - Near-field Communication para diagnóstico via aplicativo móvel e arquitetura modular, facilitando a integração e futuras expansões. O equipamento também permite o monitoramento de parâmetros elétricos

e conta com alertas inteligentes para manutenção preditiva. De acordo com a empresa, o objetivo é contribuir para decisões mais assertivas e reduzir o tempo de inatividade. O EasyPact NW tem capacidade de interrupção de até 66 kA e testes equivalentes a até 10 anos de operação por meio da tecnologia digital twin . Possui resistência eletromagnética e certificação de cibersegurança validada por organismos internacionais, como a TÜV Rheinland. https://www.se.com/in/en/download/ document/EasyPactNW_Catalogue_ 29250617/

Testes em subestações

A Conprove fornece o CE-7012 , uma solução desenvolvida para aprimorar o padrão dos testes em sistemas elétricos, com recursos para atuação em níveis primário e secundário, com suporte às normas IEC 61850 e IEC 61869. De acordo com a empresa, o CE-7012 é voltado tanto para campo como para laboratório, permitindo testar, calibrar e aferir diversos equi-

pamentos. Em níveis primários, pode ser utilizado em ensaios de TCs, TPs, chaves, seccionadoras, disjuntores, aterramentos e transformadores de força. Em níveis secundários, atende testes em relés eletromecânicos, estáticos e microprocessados, além de aplicações em transdutores, qualímetros e oscilografia de disjuntores. Conta com seis canais de corrente e seis canais de tensão de alta precisão, controle total por software e uso de DSP - Processamento Digital de Sinais. Oferece flexibilidade para testes manuais e automáticos, com geração de formas de onda em frequências de até 3 kHz continuamente. Além disso, realiza ensaios como TTR, resistência de enrolamento, resistência de contato, resistência de isolação, curva de saturação de TCs e verificação automática de polaridade. https://conprove.com/produto/05-ce-7012

Portfólio para datacenter

A ABB anunciou o lançamento do sistema UPS MegaFlex DPA, que oferece de 1000 kW a 2000 kW de proteção de energia para ambientes de data center de alta exigência. Desenvolvida para instalações colocation , hiperscale e neocloud , a solução possui eficiência VFI de até 97,6%, arquitetura modular e manutenção simplificada por meio de acesso frontal. O sistema oferece suporte a arquiteturas com bypass estático interno, distribuído ou centralizado, possibilitando configurações adaptáveis a diferentes tensões (380/400/415/440/460/480 V, 50/60 Hz) e opções de conexão de três ou quatro fios, atendendo a cargas de TI, IA e infraestrutura mecânica. www.abb.com

Net zero industrial

Segundo uma pesquisa da consultoria britânica Sapio Research, encomendada pela ABB, fabricante de tecnologias de automação e eletrificação, 5% dos 2700 executivos consultados, representando 15 setores industriais, afirmam que suas organizações alcançaram o chamado net zero de carbono, um avanço de dois pontos percentuais em relação à sondagem feita em 2022. O levantamento foi realizado em 15 países, incluindo o Brasil. A pesquisa também identificou que a decisão de investir em projetos de eficiência energética é quase unânime entre os entrevistados. Cerca de 63% dos pesquisados disseram ter investimentos em curso; 29% pretendem começar em até 12 meses; 6%, em até três anos; e apenas 1% não têm planos de investir. O relatório indica que o custo é o maior desafio para a efetivação de projetos de eficiência energética, mas sua influência nas decisões vem diminuindo: em 2022, 50% dos executivos apontaram a falta de orçamento como o maior entrave; hoje, a parcela é de

43%. A carência de habilidades digitais das equipes de implementação foi apontada por 29% dos entrevistados como a maior barreira à eficiência energética, contra 28% em 2022. A incerteza sobre como avançar e a falta de conhecimento técnico são as maiores dificuldades para 26% dos executivos em 2026 ante 24% em 2022. A carência de dados para validar resultados aumentou de 22%, em 2022, para 23%, em 2026. Além disso, a porcentagem de executivos que consideram possível atingir a neutralidade de carbono em cinco anos caiu de 52%, em 2022, para 43%, em 2026. O relatório está disponível em https://search.abb.com/ library/Download.aspx?DocumentID=4MWA0 00347&LanguageCode=en&DocumentPartId= &Action=Launch

Papel estratégico das renováveis

O relatório Renováveis: da crise energética à segurança energética, elaborado pela International Renewable Energy Agency (Irena), aponta que a implantação estratégica de fontes renováveis tem proporcionado maior resiliência diante da atual crise energética em diversos países. O documento, voltado a formuladores de políticas públicas, apresenta um conjunto de medidas imediatas e de longo prazo para proteger países e comunidades dos impactos mais severos da crise. O estudo mostra que as energias renováveis já estão reduzindo a dependência de importações de combustíveis fósseis em diversos países e destaca que mais de

85% dos novos projetos renováveis são mais baratos que as alternativas fósseis. Além disso, aponta que desde 2010 o custo da energia solar caiu 87%, o da eólica onshore 55% e o do armazenamento por baterias 93%. Segundo a agência, o conflito em curso no Oriente Médio reforça a vulnerabilidade estrutural dos sistemas energéticos nacionais que permanecem dependentes de combustíveis fósseis e de mercados em que os preços do petróleo e do gás exercem forte influência sobre as tarifas de eletricidade. O informe recomenda facilitar a implantação de sistemas renováveis distribuídos, utilizar campanhas de informação pública e medidas regulatórias para reduzir a demanda por energia; acelerar a adoção de tarifas horárias; implementar incentivos fiscais, subsídios, subvenções e créditos tributários para apoiar a eletrificação e expandir rapidamente minirredes híbridas de solar fotovoltaica com baterias em áreas remotas, entre outras ações. No médio prazo, a Irena sugere acelerar projetos de geração renovável e de redes elétricas, garantir recursos financeiros específicos para esses investimentos e adaptar políticas aos efeitos da inflação e das pressões sobre as cadeias de suprimentos. O estudo pode ser acessado em www. irena.org/Publications/2026/Apr/Renewablesfrom-energy-crisis-to-energy-security.

A crise de comunicação no setor elétrico

Deficiências em comunicação social perturbam o Brasil e, sem exceção, o setor elétrico brasileiro. Atrás do atrás, estão manipuladas narrativas inconsistentes de natureza moral (o bem e o mal) e de natureza ética (o bom e o mau).

Os jovens carecem de educação nessas esferas, o que expande suas vulnerabilidades para o futuro, sem perspectivas de reversão do processo daninho. A precarização da educação interessa aos abutres que os rodeiam.

Não bastassem essas adversidades, o fenômeno se repete no mapa global quando a política das armas, da opressão e da subjugação esgarça de vez o sistema civilizatório das novas gerações. Mais vale um bom drone do que cursos de boa alfa-

pensam em consequências, adotam mitos que não toleram questionamentos, não se amparam na razão e operam de surpresa. O medo torna-se instrumento de pressão sobre quem pensa ou manifesta diferenças.

Ignoram que no teatro da sobrevivência da humanidade está a crença de que 80% dos cientistas acreditam no aquecimento da Terra, mas ignoram, sobretudo, que 20% acreditam no seu resfriamento. A democracia resta ferida de morte se tudo e todos não tenham voz na formação de escolhas e comportamentos.

Na grande imprensa, impressa e eletrônica, profissionais da mídia são modelados para comentar quaisquer notícias locais, regionais, internacionais, em ciências, artes, religião, como se fossem bibliotecas

“Os jovens se dividem em amigos das fontes de energia renovável e seus inimigos. Não se mobilizam para saber os desdobramentos do que energeticamente lhes seja entregue”.

Paulo Ludmer é jornalista, engenheiro, professor, consultor e autor de livros como Derriça Elétrica (ArtLiber, 2007), Sertão Elétrico (ArtLiber, 2010), Hemorragias Elétricas (ArtLiber, 2015) e Tosquias Elétricas (ArtLiber, 2020). Website: www.pauloludmer.com.br.

betização e uma universidade que pensa o pensamento.

Começamos observando que a comunicação assume de modo intenso o caráter panfletário. Não se captura todo o universo para repassar a constituição do conteúdo do que se transmite. Só esta constatação basta para compreender a lógica do cancelamento.

Os jovens se dividem em amigos das fontes de energia renovável e seus inimigos. Não sabem onde, como, quando, quem, a quem interessa, e tampouco se mobilizam para saber os desdobramentos disso ou daquilo que energeticamente lhe seja entregue. Não

ambulantes online com preservada eficácia. Esta conjugação deve falir, alimentou mais confiança nas redes sociais como fontes de notícias amparadas por Inteligência Artificial (IA).

É poético abraçar a causa das pequenas centrais hidrelétricas em harmonia com a natureza, desde que não destruam a prainha do rio onde eu pescava lambari e me banhava na infância e na juventude. O Brasil está repleto de pequenos aproveitamentos, mas quantos habitantes sabem o tanto de água para refrigeração, de MW ou de linhas requer um datacenter, uma planta de hidrogênio, a eletrólise de alumínio, cobre níquel, a industrialização de terras raras?

O lirismo é irmão da ideia de obter a energia do sol e dos ventos. Por que a esquerda não fez isso antes? E a direita? Itens de desenvolvimento tecnológico, bancabilidade, logística, geopolítica e interconexão no ambiente de energia não são claramente explicitados e ensinados pelos comunicadores, em linguagem, teor e conteúdo, acessíveis à maioria da população.

Riu-se muito da ex-presidente Dilma Rousseff quando discursou em favor de estocar vento. Bastava explicar que armazenaria água nos reservatórios para geração hidrelétrica, enquanto as usinas eólicas atenderiam o consumo.

Há um entusiasmo ingênuo com o carro elétrico. Não melhoram a mobilidade urbana; silenciosos atropelam pedestres; são vorazes consumidores de metais e chips de Taiwan pela qual a China está disposta a tudo. Mas como serão carregadas as milhões de baterias nas madrugadas? O que acontecerá por aqui com a operação das redes? Como se desenhará a nova geração noturna? Quais serão os contornos das topologias de carga? As respostas da imprensa permanecem na superfície. Poucos sabem o que seja smart grid

Se nada é só bom e bonito, na contraparte está a questão da transparência. É palatável e sedutor advogar por uma transparência total nas ondas públicas. No entanto, a transparência é entendida como inimiga do mistério, inimiga da curiosidade, do oculto, da investigação. Será ela mais civilizatória? Inibirá a criatividade, a inventividade, a inovação, a arte?

Creio que seja um falso dilema aqui posto intencionalmente para que seja compreendido o fato de a física quântica situar hoje o cosmos na regência das incertezas, no conhecimento absoluto inalcançável.

Há uma clara necessidade de a mídia abordar os paradoxos, seus intestinos, pautada na efetiva dificuldade de saber e de compreender. Carece desnudar a falsa distribuição de renda na qual se fantasia o setor elétrico brasileiro, o seu uso maligno a escudar fins eleitorais, a falta de propósito de prioritariamente servir à Nação, e não paróquias, pessoas físicas e jurídicas.

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