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Sumário SEGURANÇA DO TRABALHO Nova NR-10: fundamentos, alterações estruturais e implicações técnicas – Parte 1 Novarlo
Honeywell
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Romind
A nova redação da Norma Regulamentadora no 10 promove reestruturação relevante do regulamento brasileiro de segurança elétrica ocupacional. O artigo, publicado em duas partes, analisa as principais alterações introduzidas, com ênfase no alinhamento com normas ANBT, a NR-1 e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tratamento do arco elétrico como risco autônomo, exigência de estudos de energia incidente e vários outros aspectos.
Fotos: Solar Promotion International
ELETROTEC+EM POWER O encontro das instalações elétricas, suas normas técnicas e aplicações A edição 2026 do congresso e feira, que acontece de 25 a 27 de agosto em São Paulo, inclui pela primeira vez temas do universo “in front of the meter”, amplia o espaço para assuntos de energia solar e baterias, e destaca a segurança elétrica para trabalhadores e a proteção contra raios. A reportagem apresenta uma prévia da programação.
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SPDA Uso de armaduras de concreto armado em sistemas de aterramento e de proteção contra raios O artigo apresenta os benefícios e as aplicações das ferragens do concreto armado como parte dos sistemas de aterramento e de proteção contra descargas atmosféricas. A metodologia, ainda pouco explorada no Brasil, reúne vantagens técnicas, econômicas e de durabilidade.
36 SEÇÕES
COLUNAS
Carta ao Leitor 4 No Circuito 6 EM Sintonia 18 Agenda 52 Produtos 54 Publicações 57 57 Índice de Anunciantes
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EM Ex EM Profissionais
Capa Sarah Esther Betti Foto de Roman Zaiets
EM Aterramento Momento
As opiniões dos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por EM podendo mesmo ser contrárias a estas.
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Carta ao Leitor
A segurança também precisa evoluir Jucele Reis Editora de EM
Muito se fala sobre a proteção e o desempenho das instalações elétricas, mas há um aspecto igualmente fundamental nesse processo: a segurança dos profissionais que projetam, operam, mantêm e intervêm nessas instalações. É nesse contexto que ganha importância a nova redação da NR-10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade, publicada em maio deste ano e com vigência prevista para junho de 2027. A atualização promove uma reestruturação relevante do regulamento brasileiro de segurança elétrica ocupacional, reorganizando requisitos de prevenção, tornando mais explícitas obrigações antes dispersas ou sujeitas a interpretações e incorporando temas que ganharam maior relevância na gestão dos riscos elétricos. Um dos pontos centrais da revisão é a aproximação com a NR-1 “Disposições gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO)”: o regulamento reforça que a gestão do risco elétrico não pode ser reduzida à simples entrega de EPIs ou à posse formal de documentos; ela exige a integração efetiva entre critérios de projeto, manutenção, procedimentos operacionais, proteção coletiva, capacitação e o controle das condições reais de trabalho. A nova redação também dá maior visibilidade ao risco do arco elétrico, agora reconhecido de forma mais objetiva como risco ocupacional específico, com exigência de avaliação técnica, definição de medidas de proteção coletiva e, quando necessário, seleção adequada de equipamentos de proteção individual. Outro avanço é a exigência de estudos de energia incidente e a ampliação das medidas de proteção preventiva para abarcar não apenas quem intervém no sistema, mas também os próprios usuários das instalações. Reconhecendo a dimensão e a complexidade dessa atualização, Eletricidade Moderna detalha as alterações da norma em substancioso artigo do especialista João Gilberto Cunha, publicado em duas edições subsequentes. Aqui, são abordados o alinhamento com a NR-1 e normas ABNT, o GRO, diretrizes de projeto e áreas classificadas, eliminação de perigos e hierarquia de prevenção, expansão da proteção coletiva, dispositivos diferenciais-residuais (DR), proteção contra arco elétrico, além de procedimentos de desenergização, delimitação e sinalização. Na próxima edição, vamos tratar de procedimentos operacionais, permissões de trabalho, capacitação e autorização de trabalhadores, EPIs contra arco elétrico e a caracterização de condições de grave e iminente risco. Mais do que atualizar conceitos, a nova NR-10 reforça uma mudança de abordagem: a prevenção deixa de estar associada apenas à execução direta de serviços em eletricidade e passa a abranger de forma mais ampla a segurança das instalações, dos trabalhadores e dos usuários. Em um setor que incorpora novas tecnologias e torna suas instalações cada vez mais complexas, atualizar as regras de segurança é parte indispensável dessa evolução.
DIRETORES Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Editor: Jucele Menezes dos Reis (jornalista responsável – Reg. MTb. 0048092/SP) CONSELHO EDITORIAL Celso L.P. Mendes João Gilberto Cunha Mauro Crestani PUBLICIDADE Gerente comercial: Elcio Siqueira Cavalcanti Contatos: Eliane Giacomett eliane.giacomett@arandaeditora.com.br Ivete Lobo ivete.lobo@arandaeditora.com.br Tel. (11) 3824-5300 REPRESENTANTES BRASIL Interior de São Paulo e Rio de Janeiro: Guilherme Freitas de Carvalho – cel. (11) 98149-8896; guilherme.carvalho@arandaeditora.com.br Paraná e Santa Catarina: Romildo Batista – cel. (41) 99728-3060; romildo@arandaeditora.com.br Rio Grande do Sul: Maria José da Silva tel. (11) 2157-0291; cel. (11) 981-799-661; maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Hangzhou Oversea Advertising – Mr. Weng Jie – 2-601 Huandong Gongyu, Hangzhou, Zhejiang 310004 (86-571) 8706-3843; fax: +1-928-752-6886 (retrievable worldwide); jweng@foxmail.com Germany: IMP InterMediaPartners – Mr. Sven Anacker Beyeroehde 14, 42389 Wuppertal tel.: +49 202 27169 13. fax: +49 202 27169 20 www.intermediapartners.de; sanacker@intermediapartners.de Italy:Quaini Pubblicità – Ms. Graziella Quaini – Via Meloria 7 20148 Milan – tel.: +39 2 39216180, fax: +39 2 39217082 grquaini@tin.it Japan:Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303; 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073 – tel: +81-(0)3-3263-5065, fax: +81-(0)3-3234-2064 aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd fl, Ana Building, 257-1, Myungil-Dong, Kandong-Gu Seoul 134-070 – tel: +82 2 481-3411, fax: +82 2 481-3414. jesmedia@unitel.co.kr Switzerland:Rico Dormann - Media Consultant Marketing Moosstrasse 7,CH-8803 Rüschlikon tel.: +41 44 720-8550, fax: +41 44 721-1474. dormann@rdormann.ch Taiwan: Worldwide Services Co. – Ms. P. Erin King 11F-2, No. 540 Wen Hsin Road, Section 1; Taichung, 408 tel.: +886 4 2325-1784, fax: +886 4 2325-2967. global@acw.com.tw UK (+Belgium, Denmark, Finland, Norway, Netherlands, Norway, Sweden):Mr. Edward J. Kania - Robert G Horsfield International Publishers – Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA tel. +44 1663 750 242; mobile: +44 7974168188 ekania@btinternet.com USA:Ms. Fabiana Rezak – 12911 Joyce Lane – Merrick, NY 11566-5209 – tel. (516) 858-4327; fax (516) 868-0607; mobile: (516) 476-5568. arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor Administrativo: Edgard Laureano da Cunha Jr. PRODUÇÃO Sarah Esther Betti, Vanessa Cristina da Silva e Talita Silva. CIRCULAÇÃO Clayton Santos Delfino Tel.: (011) 3824-5300; csd@arandaeditora.com.br SERVIÇOS Impressão e acabamento: Ipsis Gráfica e Editora Distribuição: ACF - Ribeiro de Lima PROJETO RudekWydra site: www.rudekwydra.com.br Roberto Monticelli Wydra atendimento@rudekwydra.com.br TIRAGEM 12 000 exemplares ELETRICIDADE MODERNA, revista brasileira de eletricidade e eletrônica, é uma publicação mensal da Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda. Redação, publicidade, administração e correspondência: Alameda Olga, 315; 01155-900 São Paulo, SP - Brasil. TEL. + 55 (11) 3824-5300 em@arandaeditora.com.br | www.arandaeditora.com.br
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Brasil regulamenta eficiência mínima para LEDs O Brasil passou a contar com a primeira regulamentação nacional que estabelece índices mínimos de eficiência energética para lâmpadas e luminárias com tecnologia LED. A medida, publicada pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), presidido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), define padrões mínimos de desempenho para os produtos comercializados no País e busca impulsionar a modernização do mercado de iluminação. Segundo estimativas técnicas do MME, a regulamentação poderá gerar uma economia acumulada entre 283 TWh e 432 TWh até 2040, volume suficiente para abastecer aproximadamente 14 milhões de residências no período. A iniciativa também deve contribuir para reduzir o consumo de energia, diminuir emissões de CO2 e ampliar a oferta de produtos mais eficientes e duráveis.
Reprodução
A implementação ocorrerá em duas etapas. A partir de 2028, lâmpadas e luminárias LED deverão atender a uma eficácia luminosa mínima de 120 lm/W. Em 2030, esse índice será elevado para 140 lm/W. Produtos que não atenderem aos novos
Nova regulamentação projeta economia de até 432 TWh até 2040
requisitos terão um período de transição de três a cinco anos para escoamento dos estoques existentes. De acordo com o MME, a expectativa é estimular a inovação tecnológica, reduzir custos para consumidores e fortalecer a segurança energética diante do crescimento da demanda por eletricidade e dos impactos das mudanças climáticas.
ONS apresenta Plano da Operação Energética O ONS - Operador Nacional do Sistema Elétrico divulgou os resultados do PEN - Plano da Operação Energética - 2026-2030, que traz as avaliações das condições de atendimento do SIN - Sistema Interligado Nacional para o período. Pelos resultados, é previsto um avanço médio da carga de energia de 4,2% ao ano, atingindo em 2030 aproximadamente 98,8 GW médios, um aumento de cerca de 17,9%. A participação conjunta das fontes solar fotovoltaica e MMGD - Micro e Minigeração Distribuída corresponderá a 31,7% da matriz elétrica em 2030. Em relação à flexibilidade operativa, a maior participação da energia eólica e fotovoltaica na matriz vem exigindo cada vez mais o atributo das fontes despacháveis, especialmente das hidrelétricas, que são controláveis e capazes de regular rapidamente a potência disponível. Segundo o ONS, essa característica será cada vez mais necessária para acompanhar as rápidas variações da demanda e da geração intermitente ao longo do dia. O documento mostra ainda que, ao final de 2030, a capacidade instalada no SIN totalizará 287 GW. Em MMGD, o avanço previsto é de 22,7 GW, totalizando 67,5 GW (23,5%) de capacidade instalada, já figurando como a segunda fonte de geração, respondendo por 18,1%.
Divulgação
No Circuito
Relatório reforça a necessidade de fontes flexíveis no SIN e de novos leilões de capacidade, além de apresentar um novo capítulo sobre curtailment
As análises do PEN 2026 consideraram a incorporação da disponibilidade ao SIN das usinas termelétricas vencedoras nos dois LRCaps - Leilões de Reserva de Capacidade realizados em março deste ano. Contudo, o operador avalia que é necessária a continuidade da realização de leilões anuais. O LRCap de baterias, previsto para acontecer ainda este ano, pode auxiliar na busca deste equilíbrio estrutural em termos de potência, segundo o ONS. O PEN 2026 traz ainda um novo capítulo de avaliação do curtailment. Nesta edição, a avaliação passou a utilizar uma abordagem probabilística, considerando múltiplos cenários de geração eólica e solar centralizada e diferentes perfis horários de demanda. Os resultados ratificam as conclusões dos estudos anteriores, com restrições máximas de até 40 GW e prevalência de cortes por razão energética (falta de demanda). O relatório também aponta que, mantidas as premissas atuais, a projeção é de redução do curtailment energético e por confiabilidade ao longo do horizonte 2026-2030, em função do crescimento da demanda, da expansão da rede de transmissão e da redução do ritmo de expansão das fontes eólicas e solares conectadas à rede básica. A apresentação feita pelo ONS aos agentes do setor em julho pode ser acessada em https://www.ons.org.br/AcervoDigitalDocumentosEPublicacoes/Apresenta%C3%A7%C3%A3o%20resultados%20 PEN%202026%20-%20Agentes.pdf
ISI e Axia Energia desenvolvem bateria nacional
vez mais relevância no setor. Na opinião de Heverson, falar em transição energética implica, inevitavelmente, discutir grandes sistemas de armazenamento. Para a Axia Energia, há grande interesse em aplicações de BESS, especialmente diante dos próximos leilões do setor. Segundo Tatiana Araújo Sousa Martins, engenheira de desenvolvimento de projetos de geração da empresa, a companhia possui um portfólio de aproximadamente 2 gigawatts, volume que, segundo ela, seria suficiente para atender sozinha à demanda prevista em um dos certames.
O ISI Eletroquímica - Instituto Senai de Inovação em Eletroquímica, em parceria com a Axia Energia, desenvolveu a primeira célula prismática de íons-lítio com química LFP (lítio-ferro-fosfato) produzida no país com matéria-prima nacional. O projeto integra a iniciativa Desenvolvimento de Protótipos de Bateria de Íons-Lítio com Alto Grau de Nacionalização para Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS).
Paralelamente, o Senai trabalha na implantação de uma megafactory com processos industriais completos. A meta é reduzir o tempo de produção de uma célula equivalente de meses para cerca de 15 minutos. Segundo os responsáveis, se concretizado em escala industrial, o projeto pode reposicionar o Brasil no mapa global de baterias, fortalecendo a cadeia produtiva nacional, reduzindo dependência externa e ampliando a competitividade do setor energético em um cenário cada vez mais orientado pela transição limpa.
Segundo Heverson Renan de Freitas, coordenador e pesquisador em Smart Energy no ISI Eletroquímica, a química LFP é uma alternativa mais econômica e estável em comparação a composições como NMC (níquel-manganês-cobalto). “Ela não utiliza metais mais caros, como níquel e cobalto, e é mais viável de ser produzida no Brasil, já que temos acesso a insumos no país”, explica.
Divulgação
O tamanho da célula, relativamente grande, e a complexidade do escalonamento exigiram controle refinado e infraestrutura especializada. Ainda assim, o resultado é considerado um avanço para o Brasil em um momento em que o debate sobre sistemas de armazenamento ganha cada
Parceria cria primeira célula prismática de íonslítio com química LFP a partir de matéria-prima nacional
Plano Safra vai financiar sistemas de armazenamento A nova edição do Plano Safra 2026/2027, anunciada pelo Mapa - Ministério da Agricultura e Pecuária, prevê um volume recorde de R$ 525,1 bilhões para investimentos no agronegócio brasileiro, aumento de R$ 8,9 bilhões em relação à edição anterior, e traz avanços importantes para a transição energética no campo. Entre as novidades, está a inclusão do financiamento de sistemas de armazenamento de energia por baterias em algumas das principais linhas de crédito do programa, como Inovagro e Prodecoop.
Absolar/Divulgação
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Combinação entre geração fotovoltaica e sistemas de armazenamento amplia as aplicações da energia limpa no campo
Para a Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, a combinação entre geração fotovoltaica e sistemas de armazenamento amplia as aplicações da energia limpa no campo, atendendo demandas como bombeamento e irrigação de água, refrigeração de alimentos, climatização de instalações pecuárias, iluminação, telecomunicações e monitoramento remoto. Contudo, apesar da ampliação dos recursos e da redução das taxas de juros para uma faixa entre 8% e 12,5% ao ano, a entidade avalia que o custo do crédito ainda representa um desafio para a expansão dos investimentos, em função do atual patamar da taxa Selic. De acordo com a associação, o agronegócio já responde por 6,3 GW de potência instalada em sistemas fotovoltaicos, o equivalente a mais de 13% da capacidade de geração própria solar do País. Atualmente, mais de 806 mil propriedades rurais utilizam energia solar em suas operações.
Statkraft vai investir R$ 1 bilhão em nova eólica A Statkraft aprovou o investimento para implantação do projeto eólico Gran Sul,
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Projeto Gran Sul terá 280 MW de capacidade na primeira fase
em Santa Vitória do Palmar (RS). Com aporte superior a R$ 1 bilhão, o empreendimento terá 280 MW de capacidade instalada em sua primeira etapa, cuja construção está prevista para começar em janeiro de 2027. Segundo a companhia, a decisão de investimento marca a conclusão das etapas técnicas, ambientais e regulatórias do projeto e o início da fase de execução. O parque integra o plano de crescimento da empresa no País, considerado um dos principais mercados internacionais da Statkraft. Localizado em uma região de elevado potencial eólico, o Gran Sul deverá ampliar a presença da empresa no Rio Grande do Sul e impulsionar o desenvolvimento regional por meio da geração de empregos, da contratação de fornecedores e de investimentos de longo prazo durante a implantação do empreendimento. A Statkraft destaca que o novo parque faz parte da estratégia de diversificação de seu portfólio de geração renovável, que reúne ativos hidrelétricos, eólicos e solares.
Engie desenvolve nova estrutura de torres de transmissão A Engie Brasil, em parceria com a Engetower e a SAE Towers, está investindo R$ 20 milhões no desenvolvimento de uma
nova plataforma estrutural para linhas de transmissão de até 525 kV, projetada para aumentar a capacidade de transporte de energia. O projeto Torre Águia visa reduzir custos de implantação, ampliar a eficiência operacional dos empreendimentos de energia e mitigar impactos ambientais, segundo a companhia. A iniciativa integra o programa PD&I - Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica e tem conclusão prevista para o final de 2027. De acordo com a Engie, a proposta é romper uma das principais barreiras técnicas do setor: elevar a capacidade natural de transmissão das linhas, medida pelo indicador conhecido como SIL - Surge Impedance Loading. A nova tecnologia permitirá alcançar aproximadamente 1.682 MW de capacidade de transmissão, superando os níveis atualmente praticados pelo mercado, em torno de 1.665 MW, afirma a companhia. O diferencial está na engenharia da solução, segundo a empresa. Ao contrário dos modelos convencionais, que dependem de estruturas estaiadas, a Série Torre Águia foi concebida para ampliar o uso de torres autoportantes, facilitando a implantação em regiões de relevo complexo e reduzindo restrições técnicas frequentemente encontradas em grandes projetos de transmissão. Além dos ganhos de desempenho, os estudos indicam potencial de redução de custos entre 2% e 5% nos investimentos em linhas de transmissão — um percentual expressivo em um segmento cujos projetos frequentemente ultrapassam R$ 1 bilhão, destaca a empresa. Com duração estimada em 20 meses, o projeto será desenvolvido em cinco etapas: levantamento do estado da arte e diagnóstico do setor, concepção da nova arquitetura estrutural, simulações elétricas e mecânicas, desenvolvimento de cadeias de isoladores específicas e realização de ensaios virtuais e físicos para validação da tecnologia. Ao final, a expectativa é disponibilizar um con-
Engie
No Circuito Statkraft
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Iniciativa busca ampliar a capacidade de escoamento de energia e reduzir custos
junto completo de projetos, estudos e validações capazes de viabilizar a adoção da nova tecnologia em futuros empreendimentos de transmissão, contribuindo para aumentar a capacidade do sistema elétrico brasileiro em um cenário de crescente demanda por energia limpa e renovável, afirma a Engie.
ISA inicia operação com tecnologia FACTS A ISA Energia Brasil inaugurou o primeiro projeto do sistema elétrico nacional com a tecnologia Facts - Flexible Alternating Current Transmission Systems do tipo SSSC - Static Synchronous Series Compensator na subestação Ribeirão Preto, em São Paulo (linhas de transmissão de 138 kV Ribeirão Preto – Porto Ferreira (C1 e C2) e Ribeirão Preto – São Simão). De acordo com a companhia, a tecnologia gera mais flexibilidade na operação e estabilidade ao sistema ao otimizar o uso de linhas de transmissão existentes. “A tecnologia Facts funciona como uma espécie de aplicativo de navegação de trânsito inteligente, que sempre aponta para o caminho mais livre, redirecionando o fluxo de energia para rotas menos congestionadas”, explica Dayron Urrego, diretorexecutivo de projetos da ISA. Aprovada pela Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica em setembro de 2024, a so-
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ISA Energia/Divulgação
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Sistema redireciona o fluxo de energia entre circuitos para aumentar a flexibilidade e estabilidade da operação
lução está sendo implementada em fases no Estado de São Paulo. A etapa atual, de caráter conjuntural e temporário, atende a uma necessidade emergencial da região de Ribeirão Preto. A segunda fase, de caráter estrutural e permanente, será implantada nas subestações Votuporanga e São José do Rio Preto, com previsão de conclusão em 2027. O investimento estimado é de R$ 75 milhões na primeira fase, com custo adicional de R$ 15 milhões para o transporte e a instalação definitiva dos equipamentos em Votuporanga e São José do Rio Preto, informa a companhia.
TSEA cria hub de serviços e suporte técnico nos EUA Seguindo a estratégia de expansão internacional, a TSEA iniciou em junho as atividades de pós-venda em sua unidade de Eden, na Carolina do Norte (EUA). A operação passa a funcionar como um repair shop, oferecendo serviços de reparo e assistência técnica para reguladores de tensão instalados no mercado norte-americano. O objetivo é fortalecer a presença da fabricante brasileira junto às concessionárias e cooperativas de energia da região. Segundo a empresa, a estrutura permitirá reduzir em cerca de 60% os custos com deslocamentos, hospedagem e logística atualmente necessários para o atendimento aos clientes nos Estados Unidos. Além da economia, a presença local aproxima a equipe técnica dos usuários dos equipamentos, proporcionando maior agilidade no suporte e acompanhamento das operações em campo. A unidade também passa a atuar como ponto de relacionamento com clientes e
parceiros estratégicos, concentrando reuniões técnicas e comerciais voltadas ao mercado americano. A iniciativa amplia o escopo da fábrica anunciada pela TSEA nos Estados Unidos. Com investimento de US$ 25 milhões, a planta será dedicada à produção de reguladores de tensão monofásicos destinados a concessionárias, cooperativas de energia e distribuidoras municipais. O início da produção está previsto para ocorrer de forma gradual no quarto trimestre de 2026, com expectativa de geração de 160 empregos no Condado de Rockingham. Como próxima etapa da expansão, a companhia prevê iniciar, a partir de outubro, a implantação de um hub técnico para integração de relés e controles utilizados nos reguladores de tensão. Atualmente fornecidos por fabricantes americanos, esses componentes passarão a ser enviados diretamente para a unidade de Eden, onde serão incorporados aos equipamentos em um modelo de operação back-to-back. De acordo com a TSEA, a mudança deverá reduzir os custos de transporte entre empresas, com economia estimada em R$ 400 mil por ano, além de diminuir o tem-
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TSEA
Unidade na Carolina do Norte inicia atendimento de pós-venda e prepara estrutura para integrar componentes
po de suprimento dos componentes, que hoje pode chegar a quase 100 dias. A expectativa é melhorar o indicador de entregas no prazo (On Time Delivery – OTD) e aumentar a eficiência da cadeia de fornecimento para o mercado norte-americano.
Estudo estima impacto financeiro do El Niño no sistema elétrico Um estudo sobre os impactos econômicos do El Niño no setor elétrico brasileiro estima que um evento de intensidade moderada a forte pode gerar prejuízos da ordem de R$ 35 bilhões para os 25 maiores grupos econômicos do segmento. O levantamento considera empresas com atuação em geração, transmissão e distribuição de energia e avalia a exposição financeira a partir da localização dos ativos, perfil operacional e porte econômico. Segundo o relatório, o principal risco para o setor não é um apagão de grandes proporções, mas a combinação de interrupções regionais, aumento dos custos de operação e manutenção, necessidade de compra adicional de energia, maior despacho de usinas termelétricas, compensações regulatórias e antecipação de investimentos em infraestrutura resiliente. O estudo destaca que os grupos mais vulneráveis são aqueles que reúnem ampla base de consumidores em distribuição, redes extensas e ativos distribuídos entre regiões sujeitas a diferentes impactos climáticos. Empresas com presença simultânea no Sul e no Norte ou Nordeste estariam sujeitas a uma “dupla exposição”, enfrentando, de um lado, enchentes, vendavais e interrupções físicas da rede e, de outro, seca, queimadas e redução da disponibilidade hídrica. Nesse cenário, Axia
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No Circuito Inmetro acredita laboratório para ensaio específico em cabos Ex
Energia, Neoenergia, Equatorial, CPFL e Energisa aparecem entre os grupos com maior exposição financeira. A metodologia considera os efeitos climáticos historicamente associados ao El Niño no Brasil. No Norte e parte do Nordeste, predominam redução das chuvas, calor e queimadas, com impactos sobre reservatórios e ativos de geração. No Sul, o aumento das precipitações eleva os riscos de alagamentos, deslizamentos, ventos intensos e descargas atmosféricas, enquanto Sudeste e Centro-Oeste tendem a registrar temperaturas mais elevadas, aumento da demanda por refrigeração e maior estresse sobre equipamentos da rede elétrica. Divulgação
vólucro de cinco litros, pressurizado com ar a 0,30 bar. Para aprovação, a pressão interna não pode cair abaixo de 0,15 bar durante cinco segundos. O escopo completo de acreditação do Techmultlab Ensaios está disponível no site do Inmetro: http://www.inmetro.gov.br/ laboratorios/rble/docs/CRL0632.pdf
O Inmetro - Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia acreditou o primeiro laboratório brasileiro apto a realizar ensaios de respiração restrita em cabos destinados a circuitos de força, controle e automação instalados em áreas classificadas. A habilitação foi concedida ao Techmultlab Ensaios, acreditado para ensaios de equipamentos elétricos (normas da série ABNT IEC 60079) e equipamentos não elétricos/ mecânicos (normas ABNT NBR ISO 8007936 e ABNT NBR ISO 80079-37).
Gerdau adquire participação em hidrelétrica A Gerdau anunciou a aquisição da participação acionária de 23,03% da Copel - Companhia Paranaense de Energia na DFESA - Dona Francisca Energética S.A., localizada no Rio Grande do Sul, no valor de R$ 150 milhões. Com este negócio, a produtora de aço passará a deter 100% do capital social da usina, mediante um investimento total de R$ 300 milhões, aumentando sua autoprodução de energia em 30,4 MW médios.
O ensaio de respiração restrita, também conhecido como ensaio de baixa pressão, verifica a capacidade do cabo de impedir a propagação de uma explosão por meio dos condutores ou dos materiais de enchimento internos quando conectado a invólucros com proteção Ex “d”. O procedimento é especificado na ABNT NBR IEC 6007914:2016 (Anexo E) e na IEC 60079-14:2024 (Anexo C).
De acordo com Gustavo Werneck, CEO da Gerdau, “estamos adquirindo, em sua totalidade, uma hidrelétrica da qual somos acionistas desde o início da operação, visando elevar nossa produção de energia renovável. A aquisição está alinhada à nossa estratégia de gerar maior competitividade no custo do negócio, aumentando a autoprodução de energia renovável para mais de 50% do consumo”, afirma.
Techmultlab
Relatório aponta grupos mais expostos aos efeitos financeiros de um evento climático moderado a forte
Os autores ressaltam que os valores apresentados não representam projeções contábeis nem estimativas oficiais das empresas analisadas. O objetivo do estudo é oferecer uma análise comparativa da exposição financeira dos principais grupos do setor elétrico frente aos riscos climáticos associados ao El Niño, subsidiando avaliações sobre resiliência operacional e planejamento de investimentos. O relatório completo pode ser acessado em https://drive.google.com/file/d/1qX0uQfIJ LFPpR887PNLKFl1Gjo6Mgvr2/view.
Teste atende requisito previsto nas normas da série ABNT IEC 60079 para seleção de prensacabos Ex “d”
O resultado do ensaio é determinante para a especificação dos prensa-cabos Ex “d”. Cabos aprovados como de respiração restrita podem utilizar prensa-cabos do tipo compressão por selo elastomérico, enquanto cabos sem comprovação do ensaio exigem prensa-cabos do tipo barreira. O procedimento consiste na conexão de uma amostra de 500 mm do cabo a um in-
DFESA/Reprodução
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Empresa investiu R$ 150 milhões na compra com o objetivo de ampliar capacidade de geração própria de energia
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Em março, a companhia inaugurou o segundo parque solar do qual é acionista, no município de Barro Alto, em Goiás. O primeiro, inaugurado em junho de 2025, localiza-se em Arinos, em Minas Gerais. Em janeiro de 2025, a empresa também anunciou a aquisição de duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) no Mato Grosso (MT). A DFESA é uma sociedade anônima de capital fechado dedicada à geração de energia elétrica por meio da operação, mediante cota de 85% no consórcio da concessão da Usina Hidrelétrica Dona Francisca, localizada no rio Jacuí (RS). A usina possui capacidade instalada de 125 MW e garantia física de 72,5 MW médios, dos quais aproximadamente 66 MW médios são destinados à DFESA.
Omterra será a nova marca global da Siemens Energy A Siemens Energy anunciou o início da transição para uma marca independente, após a cisão da Siemens AG em 2020. No futuro, Siemens Energy e Siemens Gamesa Renewable Energy passarão a se chamar Omterra. O processo de rebranding está previsto para começar ainda este ano e será implementado gradualmente. A mudança se baseia no contrato de licenciamento por tempo determinado que rege o uso da marca Siemens. A Omterra vai agrupar a unidade de energia e gás com o negócio de fabricação de turbinas Siemens Gamesa. Segundo a companhia, a direção estratégica da empresa permanece inalterada para clientes, parceiros de negócios e funcionários. “Hoje, nossa empresa está bem posicionada estratégica, operacional e financeiramente. Conquistamos a confiança de nossos clientes e dos mercados de capitais, melhoramos nossa rentabilidade e
Divulgação
No Circuito
Processo de rebranding unificará Siemens Energy e Siemens Gamesa Renewable Energy sob um único nome e marca
temos planos ambiciosos de crescimento para os próximos anos. Nesse contexto, e considerando que o contrato de licenciamento atual tem prazo determinado, agora é o momento certo para iniciarmos a transição para nossa própria marca independente”, afirma Christian Bruch, CEO da Siemens Energy. De acordo com a empresa, a escolha do nome Omterra busca refletir sua atuação global, sua capacidade tecnológica e o compromisso com o fornecimento de energia confiável em diferentes mercados.
Brasil cai em ranking de mercado FV global O Brasil perdeu uma posição no ranking global dos maiores mercados fotovoltaicos do mundo, passando a ocupar o 5o lugar, atrás de China, Índia, Estados Unidos e Alemanha, conforme mostra o relatório Global Market Outlook For Solar Power 2026 – 2030, elaborado pela SolarPower Europe em parceria com a Absolar - Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Segundo o documento, o Brasil adicionou, em 2025, 14,5 GWp da fonte solar, uma queda de 23% ante aos 18,9 GWp instalados em 2024. Os dados consideram
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a somatória da potência total adicionada em 2025, levando em conta grandes usinas fotovoltaicas e sistemas de geração solar de pequeno e médio portes. Para a Absolar, a queda do Brasil no ranking está diretamente relacionada com os cortes de geração renovável sem o devido ressarcimento aos empreendedores prejudicados e aos obstáculos de conexão da geração distribuída, sob a alegação de incapacidade das redes e inversão de fluxo de potência. Adicionalmente, o mercado solar enfrentou um cenário macroeconômico desfavorável, como alto custo de capital, volatilidade do dólar e alíquotas elevadas no imposto de importação de equipamentos fotovoltaicos. Atualmente, a fonte solar é a segunda maior na matriz elétrica nacional, com 70 GWac em operação no Brasil, que representam 26,2% de toda a capacidade instalada. O setor fotovoltaico brasileiro é responsável por mais de R$ 305 bilhões em investimentos acumulados, que geraram mais de 2,1 milhão de empregos verdes no País desde 2012. O relatório completo está disponível em https://www.solarpowereurope.org/insights/outlooks/global-solar-market-outlook-2026-2030.
Mercado de eletrificados cresce 125% A ABVE - Associação Brasileira do Veículo Elétrico divulgou um novo balanço do mercado brasileiro de veículos leves eletrificados. Com 18% de participação em junho e 16% ao longo do primeiro semestre, esse segmento mais do que dobrou em 12 meses. De janeiro a junho, as vendas atingiram 215.023 unidades, total 125% superior às do mesmo período de 2025 (95.493). Só em junho foram 47.579, mais um recorde mensal. A média mensal de vendas no semestre foi de 35.837. De cada 100 veículos leves comercializados no Brasil no primeiro semestre, 16 foram eletrificados, ou seja, 100% elétricos (BEV), ABVE
Levantamento da ABVE mostra que de cada 100 veículos leves vendidos no Brasil no primeiro semestre, 16 foram eletrificados
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No Circuito Gaúcha Magnani entrega projeto de 9,7 mi para eletromobilidade em São Paulo A Magnani, empresa de Caxias do Sul, anunciou a conclusão de um projeto de eletrificação para a Viação Metrópole Paulista, companhia de transporte público de São Paulo, no valor de R$ 9,7 milhões. O negócio, feito em parceria com a WEG, atende à demanda cada vez maior por infraestrutura de recarga de frotas elétricas. Segundo a Abve - Associação Brasileira do Veículo Elétrico, o mercado brasileiro de ônibus elétricos encerrou o primeiro semestre de 2026 com 589 unidades emplacadas, crescimento de 92,5% em relação ao mesmo período de 2025. O projeto da Magnani, o terceiro desenvolvido para a Viação Metrópole Paulista, contemplou a implantação completa da infraestrutura elétrica para abastecimento da garagem da operadora, permitindo o carregamento simultâneo de até 40 ônibus elétricos, articulados ou convencionais. Para tanto, foram instalados 20 pontos de recarga com potência de 180 kW cada. Magnani/Divulgação
Estrutura permite o carregamento simultâneo de até 40 ônibus elétricos da Viação Metrópole Paulista, na capital paulista
Segundo o diretor Comercial da Magnani Luz e Energia, Mauro Cendron, a expansão da mobilidade elétrica exige muito mais do que a aquisição dos veículos. “A eletrificação do transporte coletivo passa necessariamente pela criação de uma infraestrutura robusta, segura e eficiente. Hoje, um dos maiores desafios do setor é justamente preparar as garagens e sistemas elétricos para receber essas novas tecnologias”, destaca o executivo. A ABVE afirma que o desafio para o segmento de eletrificação do transporte coletivo é dar continuidade aos programas de financiamento, ampliar a previsibilidade das compras públicas e criar condições para que essa transformação alcance outras regiões do país, assim como municípios do interior.
híbridos plug-in (PHEV) e híbridos sem recarga externa mas com tração elétrica (HEV e HEV flex). Em junho, 18 para cada grupo de 100. Segundo a associação, os números apontam para uma mudança estrutural no comportamento do consumidor brasileiro. O mercado doméstico total do setor automotivo cresceu 20% no semestre e os eletrificados, com o aumento de 125% no período, cresceram seis vezes mais. Na avaliação da ABVE, a participação dos eletrificados leves no mercado brasileiro, que já vinha em ritmo acelerado desde 2024, ganhou ainda mais força ao longo do primeiro semestre de 2026, chegando ao patamar recorde atual. Segundo a associação, isso se deve à maior oferta de modelos, ampliação da concorrência, avanço da infraestrutura de recarga, início da produção nacional de veículos eletrificados e maior familiaridade do consumidor com as novas tecnologias. A expansão das vendas também ocorre em paralelo ao avanço da infraestrutura de recarga. Apuração da ABVE/Tupi Mobilidade aponta que em junho de 2026 havia 25.429 eletropostos públicos e semipúblicos no Brasil – um crescimento de 21% sobre a atualização anterior de fevereiro (21.061).
Notas Inaugurado complexo de baterias no Chile – A EDP iniciou as operações de seu primeiro complexo de baterias na América do Sul. Com capacidade instalada de 240 MWh e média de armazenamento de 60 GWh por ano, o projeto Punta de Talca BESS, localizado no Chile, poderá abastecer mais de 30 mil residências da região. Foram investidos cerca de US$ 44 milhões na integração do sistema BESS (Battery Energy Storage System) ao Parque Eólico Punta de Talca, com capacidade instalada de 83 MW, que já opera desde 2024. Comercializadora espanhola chega ao Brasil – A multinacional espanhola Factorenergia anunciou sua entrada no mercado
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brasileiro por meio da criação de uma comercializadora de energia em sociedade com a Path Investimentos, motivada pela expansão do mercado livre no País. A empresa pretende focar inicialmente em pequenas e médias empresas e, futuramente, nos consumidores residenciais, sem deixar de competir também no mercado atacadista de grandes consumidores. A estratégia da companhia é replicar no Brasil seu modelo europeu, baseado em eficiência operacional, tecnologia, relacionamento de longo prazo com os clientes e oferta integrada de soluções energéticas, incluindo BESS, geração distribuída, eficiência energética, etc. PEE financia museu de eficiência energética – A Neoenergia e a Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica inauguraram, em Brasília, o Museu Aneel de Eficiência Energética, iniciativa voltada à disseminação do conhecimento sobre energia, sustentabilidade e uso eficiente dos recursos energéticos. Implantado na sede da agência reguladora, o espaço recebeu investimento de aproximadamente R$ 5,3 milhões da Neoenergia Brasília, por meio do Programa de Eficiência Energética (PEE), regulado pela Aneel. O museu foi concebido como um centro de educação científica e tecnológica, com expectativa de receber mais de 28 mil visitantes por ano. A estrutura também conta com espaço destinado à realização de atividades práticas de robótica e metodologias ativas de aprendizagem, com capacidade para atender cerca de 13 mil participantes anualmente. O acervo reúne 20 instalações interativas que abordam conceitos de eletricidade, magnetismo, óptica, eficiência energética, fontes renováveis e a evolução do setor elétrico brasileiro. Motores eficientes podem economizar US$ 12 bi – Um estudo divulgado pela ABB indica que a substituição do parque global de motores elétricos de alta potência por equipamentos de maior eficiência pode gerar uma economia de até US$ 12 bilhões ao longo da vida útil desses ativos. A projeção considera a troca de motores acima de 375 kW por modelos com desempenho pelo menos 0,2 ponto percentual superior em eficiência energética. De acordo com o levantamento, a modernização desses equipamentos poderá reduzir entre 100 TWh e 150 TWh o consumo mundial de eletricidade ao longo de 25 anos, além de evitar a emissão de 60 milhões a 75 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2). Enel vai investir em eficiência energética – A Enel vai investir R$ 3,2 milhões em um projeto de eficiência energética voltado à modernização da iluminação pública e à ampliação da geração de energia limpa em Mauá (SP). As obras estão previstas para o período de agosto a dezembro em 12 unidades públicas de educação, esporte e cultura e administração pública do município. A iniciativa integra o PEE - Programa de Eficiência Energética da companhia, regulado pela Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica, e prevê a substituição de 650 luminárias convencionais por modelos LED de alto rendimento, além da instalação de sistemas de geração solar fotovoltaica com potência total de 480 kWp. A economia de energia estimada é de 785 MWh por ano.
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EM Sintonia
Carvão mineral
Mudanças climáticas
É possível que a economia hindu (a nova galinha dos ovos de ouro) venha a crescer rapidamente paralela à chinesa. Por ora, as necessidades de carvão mineral de ambas as economias não arrefecem em números absolutos. Na China, as taxas de expansão vêm cedendo para porcentuais menos espalhafatosos. E são imensos seus esforços para ampliar a fatia de energia limpa em sua matriz nacional. Por sua vez, na Índia, a energia renovável e na rota da descarbonização ultrapassa 50% da demanda em busca da transição energética internacional.
O renomado cientista Carlos Nobre indica que as ondas de calor estão entre os eventos climáticos extremos que mais cresceram no País. Cita que entre maio e julho de 2026 atingiram também grande parte da Europa, com temperaturas máximas históricas, mormente na França. Veio uma seca generalizada com incêndios florestais (França e Península Ibérica). As ondas se configuram quando mostram temperaturas diárias acima do normal por períodos de três a cinco dias sucessivos ou mais. Têm baixa umidade relativa do ar e noites excepcionalmente muito quentes. Estão associadas ao aquecimento global antropogênico, à variabilidade climática natural e ilhas de calor urbanas. O Brasil registra entre oito e 14 ondas de calor por ano, orienta o professor Nobre, mais frequentes entre a primavera e o verão, afetando destacadamente a saúde. Nobre advoga que leilões de energia fóssil comprometem a política climática do Brasil.
Metano A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal aprovou um projeto que integra políticas de resíduos e energia. O texto segue para a Comissão de Meio Ambiente da Casa em marcha ritual até o plenário. A matéria prevê ações de instalação e fomento de consumo de usinas de biodigestão anaeróbica de resíduos agropecuários, industriais e urbanos para o processamento de Combustível Derivado de Resíduo (CDR). Para a Abren - Associação Brasileira de Energia de Resíduos, o Brasil é o quinto maior emissor de metano do mundo, ou 5,5% das emissões globais. A entidade busca colaborar com a emissão zero.
Resíduos urbanos A obra jurídica “Licenciamento ambiental: a obrigatoriedade da adoção das Melhores Técnicas Disponíveis de proteção ambiental”, uma tese do promotor de justiça Luciano Furtado Loubel, do Ministério Público do Mato Grosso
do Sul, aprovada na Universidade de Alicante, na Espanha, sustenta a ação que visa paralisar uma usina de incineração de resíduos em Santa Catarina. O texto de Loubel fundamenta ações ambientais no Brasil. Também pareceres técnicos da Abren - Associação Brasileira de de Energia de Resíduos revelaram que a planta inverteu a lógica ambiental: em vez de se adequar aos padrões protetivos, a usina buscou flexibilizar as regras para se adaptar à sua própria tecnologia, diz o expert Tiago Trentin. Sem abdicar da importância da eficiência e da eficácia em serviços públicos, nada impede que uma comparação realista entre a usina catarinense e um eventual aterro sanitário, que lhe antecede, sugira que a pior usina evita os malefícios de um lixão.
Baterias Enquanto comandos legais mais completos deixam solta a questão do armazenamento de energia no Brasil, os fatos consumados vão se realizando pelo País. A WEG levou um sistema de baterias para uma granja, a Agropecuária Larssen, uma referência no setor em produção de proteínas no oeste do Paraná, que produz 70 mil ovos por dia. Faz-se uma combinação entre produção fotovoltaica e armazenamento de energia. Em 40 milissegundos, o sistema religa o empreendimento em caso de interrupção.
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Segurança do trabalho
João Gilberto Cunha, Mi Omega Engenharia e Instituto Mi Omega
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NR-10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade estabelece os requisitos mínimos para a implementação de medidas de prevenção e para o controle dos riscos ocupacionais decorrentes do emprego da energia elétrica, abrangendo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção, reforma e inspeção de instalações elétricas, bem como os serviços realizados em suas proximidades. A nova redação da norma, publicada pela Portaria MTE nº 737, de 29 de maio de 2026, com vigência prevista para junho de 2027, representa uma atualização estrutural relevante do regulamento brasileiro. As modificações introduzidas reorganizam os requisitos de prevenção, tornam explícitas obrigações que antes se encontravam dispersas ou sujeitas a interpretações divergentes, e incorporam temas técnicos que adquiriram importância crescente na gestão dos riscos elétricos.
A nova redação da Norma Regulamentadora n o 10 promove reestruturação relevante do regulamento brasileiro de segurança elétrica ocupacional. Este artigo, publicado em duas partes, analisa as principais alterações introduzidas, com ênfase no alinhamento com normas ANBT, com a NR-1 e o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, tratamento do arco elétrico como risco autônomo, exigência de estudos de energia incidente e vários outros aspectos.
autoridade, estabelecendo requisitos técnicos diretamente ou por referência, ou ainda pela incorporação do conteúdo de normas, especificações técnicas ou códigos de prática. Embora a NR-10 dialogue intensamente com normas técnicas, em especial as da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), sua natureza jurídica e sua força vinculante decorrem de sua condição de regulamento no âmbito da legislação trabalhista.
A revisão da NR-10 evidencia aproximação mais clara com a lógica da Norma Regulamentadora no 1 (NR-1), em especial com o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), compreendido como processo contínuo e sistemático de identificação de perigos, avaliação e controle de riscos ocupacionais, cuja finalidade é proporcionar ambientes de trabalho seguros e Honeywell
Nova NR-10: fundamentos, alterações estruturais e implicações técnicas – Parte 1
Novarlo
Romind
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Sob a perspectiva normativa, a NR-10 pode ser caracterizada como um regulamento técnico. De acordo com a ABNT NBR ISO/IEC Guia 2, regulamento técnico é o documento que contém regras de caráter obrigatório, adotado por uma TAGOUT
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PARTE 1 (EM no 590 - Julho/Agosto 2026) – Explicitação de obrigações preexistentes (espec. arco elétrico) – Alinhamento com NR-1 e normas técnicas – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) – Projetos elétricos, áreas classificadas e energia incidente – Eliminação do perigo e hierarquia das medidas de prevenção – Expansão das medidas de proteção coletiva – Dispositivos diferenciais-residuais – Proteção coletiva contra arco elétrico Boxes – Desenergização das instalações elétricas – Delimitação e sinalização da área de trabalho
PARTE 2 (EM no 591 - Setembro/Outubro 2026) – Procedimentos, permissões de trabalho e organização operacional – Capacitação, treinamento e autorização de trabalhadores – Equipamentos de proteção individual e risco de arco elétrico – Condições de grave e iminente risco – Conclusões – Referências Boxe – Pontos de atenção/sugestões: – A questão terminológica entre seccionamento e desligamento – Constatação de ausência de tensão e aterramento temporário
saudáveis, prevenir lesões e agravos relacionados ao trabalho e aprimorar o desempenho das organizações em segurança e saúde ocupacional. Nesse sentido, a nova NR-10 reforça que a gestão dos riscos elétricos não deve ser reduzida à adoção isolada de equipamentos de proteção individual ou à simples existência de documentos formais. A conformidade passa a exigir integração entre o gerenciamento de riscos, os critérios de projeto, a manutenção das instalações, os procedimentos operacionais, as medidas de proteção coletiva, a capacitação dos trabalhadores, a autorização formal para execução de serviços e o controle das condições reais de trabalho. A nova redação também busca maior convergência com conceitos e terminologias consolidados nas normas técnicas de instalações elétricas, especialmente a ABNT NBR 5410 e a ABNT NBR 14039. Entre os avanços nesse sentido, destacam-se a utilização explícita do termo “média tensão” e a incor-
poração mais sistemática das medidas de proteção contra choques elétricos aplicáveis às instalações. Permanecem, contudo, aspectos conceituais que merecem discussão técnica, como a definição de baixa tensão adotada pela NR10, como veremos aqui, adiante.
Explicitação de obrigações preexistentes, em especial quanto ao arco elétrico Além da reorganização formal dos requisitos, a nova norma procura tornar explícitas obrigações que, embora já pudessem ser inferidas da redação vigente ou de normas técnicas aplicáveis, não foram suficientemente compreendidas ou implementadas pela comunidade técnica. Dois exemplos particularmente relevantes são a exigência de avaliação da energia incidente para a definição de vestimentas de proteção contra arco elétrico e a aplicação das medidas de proteção contra choque elétrico nas instalações visando à proteção dos usuários, e não exclusivamente dos trabalhadores que realizam intervenções elétricas.
A referência expressa à proteção contra os efeitos do arco elétrico é coerente com a evolução geral da nova NR-10. A norma passa a reconhecer, de forma mais objetiva, que o arco elétrico constitui risco ocupacional específico, exigindo avaliação técnica, medidas de proteção coletiva e, quando necessário, seleção adequada de equipamentos de proteção individual — abordagem especialmente relevante em atividades de manobra, diagnóstico, manutenção e intervenção em painéis, quadros e equipamentos sujeitos a exposição à energia incidente. Esse movimento de explicitação revela mudança importante na orientação da norma: a prevenção deixa de ser compreendida apenas como requisito associado à execução direta de serviços em eletricidade e passa a abranger a segurança intrínseca das instalações, a proteção dos usuários, a gestão das condições operacionais e a adoção de controles compatíveis com os riscos identificados no âmbito do GRO.
Alinhamento terminológico com NRs e normas técnicas de instalações elétricas A nova redação reforça a necessidade de compatibilização da NR-10 com outras normas regulamentadoras e com normas técnicas brasileiras. A aproximação com a NR-1 permite integrar os riscos de choque elétrico e arco elétrico ao processo organizacional de identificação de perigos, avaliação de riscos e definição de medidas de prevenção. A diferenciação entre atividades rotineiras e não rotineiras contribui para tornar mais consistente a aplicação de procedimentos, análises de risco e permissões de trabalho. A articulação com os conceitos de Sistema Elétrico de Consumo e Sistema Elétrico de Potência favorece, ainda, classificação mais precisa das atividades e dos requisitos de capacitação aplicáveis.
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Segurança do trabalho Desenergização das instalações elétricas A desenergização constitui a principal medida de prevenção contra os perigos decorrentes da energia elétrica. Elimina-se a presença de energia elétrica na zona de trabalho e, logo, a exposição dos trabalhadores a choque elétrico, arco elétrico e outros eventos associados à energização acidental ou não intencional de circuitos e equipamentos. A NR-10 vigente já estabelece uma sequência de medidas de controle para que uma instalação elétrica seja considerada desenergizada e, consequentemente, liberada para intervenção. A redação da nova norma preserva a essência dessa sequência, mantendo
A adoção explícita do termo “média tensão”, em alinhamento com a ABNT NBR 14039, constitui outro avanço terminológico relevante. Todavia, a definição de baixa tensão ainda demanda aperfeiçoamento. A formulação que considera baixa tensão como aquela superior a 50 V em corrente alternada ou a 120 V em corrente contínua, e igual ou inferior a 1.000 V em corrente alternada ou 1.500 V em corrente contínua, pode sugerir que a extra-baixa tensão esteja excluída do campo da baixa tensão. A precisão terminológica é fundamental em um regulamento técnico, pois definições imprecisas podem produzir efeitos práticos indesejados na avaliação de riscos, na seleção de medidas de proteção, na classificação de instalações e na interpretação das responsabilidades das organizações. Assim, embora a nova redação represente avanço significativo, sua evolução contínua deve preservar a coerência com a terminologia técnica nacional e internacional aplicável às instalações elétricas.
Gerenciamento de riscos ocupacionais e riscos elétricos Uma das principais novidades é a criação do capítulo 10.3, inteiramente dedicado ao Gerenciamento de Risco Ocupacio-
as etapas de seccionamento, constatação da ausência de tensão, impedimento de reenergização, aterramento temporário com equipotencialização, proteção contra partes energizadas existentes na zona controlada. A manutenção dessa estrutura reafirma que a desenergização não pode ser confundida com a simples abertura de um dispositivo de manobra. Uma instalação efetivamente desenergizada deve estar isolada de suas fontes de energia, ter sua ausência de tensão comprovada, estar protegida contra reenergização indevida e receber aterramento temporário e equipotencialização.
nal (GRO) — processo contínuo e sistemático de identificação de perigos, avaliação e controle dos riscos ocupacionais de uma organização, com a finalidade de proporcionar locais de trabalho seguros e saudáveis, prevenir lesões e agravos à saúde relacionados com o trabalho e melhorar o desempenho em segurança e saúde do trabalho nas organizações. O novo item 10.3.1 determina que o processo de identificação de perigos e avaliação de riscos considere, além das disposições gerais da NR-1, as características das exposições ocupacionais ao choque elétrico e ao arco elétrico, os métodos e processos de trabalho, a entrada em operação de novas instalações ou equipamentos e as medidas necessárias para prevenir e controlar tais riscos. Essa inclusão é particularmente relevante porque reconhece formalmente o choque elétrico e o arco elétrico como riscos ocupacionais, tanto para os profissionais que atuam em instalações elétricas quanto para os usuários dessas instalações. Na prática, a organização deverá avaliar não apenas a presença de partes energizadas e a possibilidade de choque elétrico, mas também cenários de falha capazes de produzir arco elétrico, energia térmica elevada, projeção de partículas metálicas, onda de pressão, emissão de luz intensa e ruído impulsivo.
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Segurança do trabalho A nova abordagem também exige que modificações nas instalações, introdução de equipamentos e alterações nos processos de trabalho sejam tratadas como eventos capazes de modificar o perfil de risco ocupacional. Isso demanda revisão sistemática do inventário de riscos, dos procedimentos operacionais, das medidas de controle e dos documentos técnicos associados às instalações elétricas.
Projetos elétricos, áreas classificadas e energia incidente O capítulo referente aos projetos elétricos (10.4) passa a incorporar requisitos que, embora já fossem reconhecidos como boas práticas de engenharia, não estão expressamente consolidados na redação vigente da NR-10. O projeto deverá contemplar, quando aplicável, os requisitos de segurança para áreas classificadas (10.4.11), em conformidade com as normas técnicas oficiais e com o risco de formação de atmosferas explosivas. A exigência possui impacto direto em instalações que manipulam ou armazenam gases inflamáveis, vapores, névoas, poeiras combustíveis ou fibras combustíveis. Nessas situações, a definição da classificação de áreas deve orientar a seleção, instalação, inspeção e manutenção dos equipamentos elétricos, de modo a prevenir fontes de ignição. Outra inovação de grande impacto é a previsão de que o projeto considere, quando aplicável, o estudo de energia incidente para definir medidas de proteção contra os efeitos térmicos do arco elétrico (10.4.12). Esse estudo permite estimar a energia térmica potencialmente incidente sobre o trabalhador durante a ocorrência de um arco elétrico, considerando parâmetros como corrente de curto-circuito, tempo de atuação da pro-
teção, distância de trabalho, tipo de equipamento e configuração da instalação. A nova redação também exige que o projeto elétrico seja mantido atualizado para refletir a instalação efetivamente executada (10.4.13). Essa exigência reforça a necessidade de documentação as built, fundamental para a realização de estudos elétricos, intervenções de manutenção, inspeções, ampliações e análises de risco. Projetos elaborados fora do Brasil deverão, adicionalmente, estar sob responsabilidade técnica de PLH Profissional Legalmente Habilitado (10.4.8.1), observando-se as exigências aplicáveis à responsabilidade técnica.
Eliminação do perigo e hierarquia das medidas de prevenção A criação do capítulo 10.5, destinado exclusivamente à eliminação do perigo, representa uma das mudanças conceituais mais importantes da nova NR-10. A norma estabelece que, prioritariamente, o perigo decorrente da energia elétrica deve ser eliminado mediante a desenergização das instalações, conforme os procedimentos definidos no capítulo específico da norma. Ao posicionar a desenergização como medida prioritária, a nova redação reduz a possibilidade de interpretações que tratem o trabalho energizado, ou mesmo desligado, como prática ordinária. A realização de serviços em instalações energizadas ou com possibilidade de energização deve ser justificada tecnicamente, acompanhada de controles rigorosos e tratada como situação excepcional dentro da hierarquia de prevenção. Quando a eliminação do perigo não for possível, devem ser adotadas medidas de proteção coletiva. Caso tais medidas sejam insuficientes, estejam em fase de planejamento ou implantação, ou sejam necessárias como complemento ou res-
Delimitação e sinalização da área de trabalho A delimitação e a sinalização da área de trabalho integram a sequência de desenergização apresentada na nova redação da NR-10. Tais medidas são indispensáveis para evitar o ingresso de pessoas não autorizadas na área de risco, prevenir interferências de terceiros e organizar o ambiente durante a execução das atividades. Diferentemente do seccionamento, da constatação de ausência de tensão, do bloqueio contra reenergização e do aterramento temporário, contudo, a delimitação e a sinalização não caracterizam, em sentido estrito, a condição elétrica de desenergização da instalação. Trata-se de providências de natureza operacional e administrativa, que devem ser estabelecidas conforme as características do local, o tipo de atividade, a presença de partes vivas próximas, o trânsito de pessoas e veículos, as condições ambientais e as restrições específicas do serviço. Por essa razão, sua definição detalhada tende a ser mais efetiva quando incorporada aos procedimentos de trabalho, à análise de risco e à permissão de trabalho, documentos capazes de adaptar as medidas às condições reais de cada intervenção. A análise desses aspectos demonstra que a nova NR-10 preserva corretamente a desenergização como fundamento prioritário da prevenção de acidentes elétricos, evidenciando, ao mesmo tempo, a importância de distinguir com rigor técnico os requisitos que definem a condição de instalação desenergizada das medidas administrativas e operacionais que devem complementar a execução segura do serviço.
posta emergencial, a organização deverá adotar medidas administrativas e de organização do trabalho e, por último, medidas de proteção individual. A estrutura formaliza a sequência de controle estabelecida na NR-1 e reforça que o EPI não deve ser considerado a medida principal de proteção contra riscos elétricos.
Expansão das medidas de proteção coletiva O capítulo 10.6 foi ampliado e passou a assumir posição central no novo texto normativo. Na NR-10 hoje vigente, as medidas de proteção coletiva são tratadas dentro de uma seção mais ampla de medidas de controle. Na nova versão, recebem capítulo próprio, maior detalhamento técnico e conexão explícita com o gerenciamento de riscos ocupacionais. A norma determina que as partes vivas perigosas não sejam acessíveis e que
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Segurança do trabalho massas ou partes condutivas acessíveis não ofereçam perigo elétrico, seja em condições normais de operação, seja em situações de falha que possam energizá-las acidentalmente. Para esse fim, a proteção contra choque elétrico deverá ser assegurada pela combinação entre proteção básica e proteção supletiva, mediante meios independentes ou por solução capaz de cumprir ambas as funções simultaneamente. A proteção básica, também denominada proteção contra contato direto, deverá ser obtida por isolação das partes vivas, barreiras ou invólucros e limitação de tensão. A adoção de obstáculos ou a colocação das partes vivas fora do alcance é reconhecida como proteção parcial, devendo atender aos requisitos estabelecidos nas normas técnicas aplicáveis. Por sua vez, a proteção supletiva, associada à prevenção do contato indireto com massas ou partes condutivas acidentalmente energizadas, poderá ser implementada por seccionamento automático da alimentação, infraestrutura de aterramento, equipotencialização, isolação suplementar e separação elétrica. A distinção formal entre proteção
básica e supletiva aproxima a redação da NR-10 da terminologia utilizada nas normas técnicas de instalações elétricas.
Dispositivos diferenciais-residuais A obrigatoriedade (em 10.6.4) de utilização de dispositivos diferenciais-residuais (DDR) de alta sensibilidade, ou tecnologia equivalente, constitui um dos pontos de maior repercussão prática da nova redação. A exigência se aplica aos circuitos previstos nas normas técnicas oficiais, incluindo circuitos que atendem locais com banheira ou chuveiro, tomadas localizadas em áreas externas, tomadas internas que possam alimentar equipamentos externos de até 32 A, além de circuitos de cozinhas, áreas de serviço, lavanderias, garagens e demais ambientes internos molhados ou sujeitos a lavagem. A relevância dessa alteração decorre do fato de que a NR-10 possui abrangência sobre instalações existentes, diferentemente de diversas normas técnicas de instalações elétricas, cuja aplicação usual está vinculada principalmente
a novas instalações ou reformas. O artigo terceiro da portaria que aprova a nova redação estabelece que a exigência relacionada à instalação de DDR para edificações não-residenciais, prevista na alínea “e” do item 10.6.4, entrará em vigor um ano após a vigência da portaria para as instalações elétricas existentes naquela data. A norma admite exceções quando a continuidade do circuito for indispensável à segurança das pessoas, à preservação de vidas ou à segurança sanitária. Também poderá haver dispensa em caso de inviabilidade técnica, desde que esta seja formalmente registrada no projeto elétrico, conforme os requisitos previstos pela própria norma.
Proteção coletiva contra arco elétrico A nova NR-10 introduz tratamento específico para a proteção coletiva contra arco elétrico (item 10.6.5). Essa inclusão representa avanço significativo, pois o texto hoje vigente não aborda o risco de arco com o mesmo grau de sistematização aplicado ao choque elétrico.
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As medidas deverão ser definidas em projeto e poderão incluir operação a distância segura, dimensionada a partir de estudo de energia incidente; uso de painéis resistentes a arco elétrico; dispositivos de abertura sob carga; chaves de aterramento capazes de suportar o curto-circuito presumido; sistemas de intertravamento; fechaduras com chaves não intercambiáveis; dispositivos limitadores de corrente; redução dos tempos de interrupção; e demais tecnologias que contribuam para minimizar ou eliminar a exposição ao arco elétrico. A possibilidade de operação remota, por exemplo, pode reduzir substancialmente a exposição do trabalhador em manobras de equipamentos elétricos. Da mesma forma, a redução do tempo de eliminação de uma falha, mediante adequada coordenação e se-
letividade da proteção, pode diminuir a energia incidente e, consequentemente, reduzir a severidade dos efeitos térmicos de um eventual arco elétrico. A norma também reforça a proteção coletiva em áreas classificadas, exigindo que as instalações sejam providas de medidas capazes de prevenir fontes de ignição. Equipamentos, componentes, acessórios e sistemas destinados a essas áreas deverão ser selecionados e mantidos de acordo com o estudo de classificação de áreas e possuir certificação conforme normas técnicas oficiais ou, quando aplicável, normas internacionais vigentes. Além disso, a nova redação exige medidas de proteção coletiva contra sobretensões e contra descargas atmosféricas, definidas em projeto e sujeitas às exigências de inspeção previstas na norma.
(Continua na próxima edição de EM) REFERÊNCIAS [1] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 5410: instalações elétricas de baixa tensão. Rio de Janeiro: ABNT, 2004. [2] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR 14039: instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Rio de Janeiro: ABNT, 2021. [3] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR ISO 45001: sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional — requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro: ABNT, 2025. [4] Associação Brasileira de Normas Técnicas: ABNT NBR ISO/IEC Guia 2: normalização e atividades relacionadas — vocabulário geral. Rio de Janeiro: ABNT, 2006. [5] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora no 1 (NR-1): Disposições gerais e gerenciamento de riscos ocupacionais. Brasília, DF: MTE, 2025. [6] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora n o 3 (NR-3): Embargo ou interdição. Brasília, DF: MTE, 2019. [7] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora n o 6 (NR-6): Equipamento de proteção individual — EPI. Brasília, DF: MTE, 2025. [8] Ministério do Trabalho e Emprego: Norma Regulamentadora no 10 (NR-10): Segurança em instalações e serviços em eletricidade. Brasília, DF: MTE, 2019. [9] Ministério do Trabalho e Emprego: Portaria MTE no 737, de 29 de maio de 2026. Altera a Norma Regulamentadora no 10 (NR-10), que trata de segurança em instalações e serviços em eletricidade. “Diário Oficial da União”: seção 1, Brasília, DF, 29 maio 2026.
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Eletrotec+EM Power
O encontro das instalações elétricas, suas normas técnicas e aplicações
A edição 2026 do congresso e feira, que acontece de 25 a 27 de agosto em São Paulo, inclui pela primeira vez temas do universo “in front of the meter”, amplia o espaço para assuntos de energia solar e baterias, e destaca a segurança elétrica para trabalhadores e a proteção contra raios. Nestas páginas, uma prévia desses e outros aspectos da programação.
Da Redação de EM Fotos: Solar Promotion International
U
m congresso essencialmente voltado à aplicação da engenharia elétrica de instalações. Essa definição do Eletrotec+EM Power é do diretor técnico do evento, o engenheiro e professor João Gilberto Cunha, que falou a EM sobre a consolidação do encontro entre a comunidade técnica dedicada às instalações de utilização de BT e MT e às de energia solar para geração distribuída. E também sobre a expansão do seu objeto para a “frente do medidor”: o congresso terá desta vez uma sessão (intitulada “Infraestrutura elétrica”) integralmente dedicada à apresentação de tecnologias e estudos de casos do segmento de redes de distribuição e da infraestrutura para além dos limites das instalações de utilização (veja destaques da sessão mais adiante).
O Eletrotec+EM Power integra desde 2018 o The smarter E South America, plataforma de inovação em energia que abrange ainda a energia solar fotovoltaica, com a Intersolar, o armazenamento de energia elétrica, com o ees - electrical energy storage, e sistemas de eletromobilidade, com o Power2Drive. O Eletrotec é, por assim dizer, a “perna” desse hub voltada a explorar os avanços em redes e tecnologias necessárias para o aproveitamento ótimo e a integração desses novos recursos da energia.
A seguir, está um panorama do conteúdo do congresso deste ano que, com exceção do primeiro dia, em que os palestrantes são convidados, é composto por trabalhos submetidos por profissionais da área. Como faz questão de ressaltar o diretor João Cunha, o Eletrotec se notabiliza por não acei-
tar apresentações de cunho comercial. “Ao avaliarmos os resumos, priorizamos o mérito técnico e o compartilhamento de experiências enriquecedoras e de conhecimento”, diz. E lembra ainda que as apresentações do congresso estão lastreadas em artigos escritos, os
Grid Zero e Grid Dinâmico: o papel do controle inteligente na nova geração distribuída Carlos Eduardo Pires de Sá – CEO CCK Automação Gustavo Vieira de Rebouças – Gerente Comercial Norte/Nordeste CCK Automação 1. Introdução Com forte expansão da geração distribuída no Brasil, tem se tornado recorrente, nas avaliações de novos projetos, as exigências por controle nos limites de injeção de energia à rede. Diante deste cenário, os sistemas de controle de redução de potência Injetável (SCRPI), chamados de Grid Zero ou Grid Dinâmico, têm ganhado cada vez mais relevância no mercado de automação com foco em gestão de energia. 2. Estratégias de Controle Os sistemas de controle Grid Zero e Grid Dinâmico compartilham a mesma arquitetura de hardware, diferenciando-se apenas pela estratégia de controle adotada. Para o grid zero, nunca é permitido que o fluxo de potência no medidor de entrada seja invertido. Já no grid dinâmico, a concessionária estabelece limites de injeção em dias e horários. A lógica de atuação comum para ambos os tipos de controle consiste em encontrar o melhor ponto de medição, que será o local de referência para o SCRPI, e cumprindo os requisitos de projeto , controlar os inversores. Num sistema grid zero, se o fluxo de potência estiver no sentido da carga, a demanda reversa é igual a zero e a demanda instantânea é maior que zero. Logo, o SCRPI mantém a geração com disponibilidade máxima. Já num sistema dinâmico, se a demanda reversa for menor do que o limite estabelecido no projeto, ele libera a geração. Em cenários diferentes dos su-
pracitados, o sistema atua com estratégias de limitação para cumprir os requisitos de cada projeto. 3. Desafios Técnicos 3.1. Comunicação: Estima-se que existem cerca de 60 a 90 fabricantes de inversores atuando ou que atuaram no país. Embora boa parte dos equipamentos utilize protocolos padronizados, como Modbus RTU, a implementação desses protocolos varia significativamente entre fabricantes. 3.2 Infraestrutura É importante que o sistema seja capaz de ler o fluxo de potência no ponto mais próximo da fronteira de medição, permitindo o intercâmbio de energia entre diferentes subestações dentro da instalação. 3.3 Confiabilidade Sistemas fotovoltaicos normalmente operam durante anos com mínima intervenção. Por isso, é necessário que o sistema de controle apresente o mesmo nível de disponibilidade. 3.4 Viabilidade Financeira Os consumidores que estão avaliando implementar SCRPIs devem tomar a decisão baseado em dados reais de consumo e tarifa para calcular indicadores como TIR, VPL e Payback e tomar a decisão correta. 4. Otimização Uma vez que o consumidor está controlando sua injeção, não é difícil chegar à conclusão de que a limitação da capacidade do inversor gera um desperdício de energia que se traduzirá em uma perda financeira..
(35) 3471-4723 www.cckautomacao.com.br comercial2@cck.com.br Avenida Sapucaí, 500 - Boa Vista 2 Santa Rita do Sapucaí, MG - CEP37538-620
Para minimizar este desperdício, a CCK tem desenvolvido uma solução conjunta entre os inversores, seu sistema de gerenciamento e um banco de baterias. O sistema de controle passa, então, a tomar decisões em tempo real considerando simultaneamente o fluxo de potência na fronteira da instalação, o estado de carga da bateria, o perfil histórico de consumo, a tarifa horária do consumidor, os limites de exportação estabelecidos e as restrições operacionais do sistema de armazenamento. O resultado geral é um sistema que otimiza o custo total de energia da instalação. 5. Conclusão É importante que, ao decidir adquirir um sistema de controle de energia, seja para controle de geração, controle de demanda ou de qualidade de energia, a escolha da solução considere não apenas o equipamento, mas também a experiência da equipe na definição da arquitetura de controle, na integração geral e no atendimento aos requisitos regulatórios. A CCK Automação atua, há mais de 30 anos, desenvolvendo controles para dar aos seus clientes o máximo aproveitamento de seus contratos e sua infraestrutura. À medida que as restrições de acesso à rede se tornam mais frequentes, soluções inteligentes de controle, seja de geração ou de consumo, deixarão de ser um diferencial para se tornar parte essencial dos novos projetos.
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Eletrotec+EM Power quais serão reunidos em anais e entregues a todos os participantes.
Eletrotec+EM Power 2026 (no The smarter E South America 2026)
25 a 27 de agosto de 2026 Horários
Atualização sobre normas técnicas
Congresso: das 9h às 18h Feira: das 12h às 20h
climáticas, fechando com o tema das redes neurais de grafos aplicadas à previsão de tempestades da região da Grande São Paulo.
No âmbito da segurança de trabalhadores contra Local A organização do Eletrotec reos perigos da eletricidade, Expo Center Norte serva o primeiro dia do evento que é um dos destaques Rua José Bernardo Pinto, 333 - Vila Guilherme para painéis de divulgação do da programação deste ano 02055-000 - São Paulo, Brasil progresso normativo brasileipor causa da já mencionawww.expocenternorte.com.br ro. Este ano serão dois painéis, da nova edição da NR-10, a com o primeiro enfocando a sessão “Segurança elétrica, Mais informação e programação detalhada em: norma de proteção de estrutuqualidade e gestão de risco” https://www.empower-southamerica.com.br ras contra descargas atmosfévai apresentar uma aborInscrições para os congressos e minicursos, e credenciamento de visitantes: ricas, a ABNT NBR 5419, cuja dagem estruturada para https://www.thesmartere.com.br/ingressos da edição 2026 veio mudar o Programa de Gestão de critérios importantes de análiRiscos Elétricos Industriais se de risco e dimensionamento (PGREI), um trabalho sodos sistemas de proteção. As apresenbre dados concretos de acidentes com rá funções e sinalização de vida útil de tações estarão a cargo de Hélio Sueta eletricidade na indústria e a subestimadispositivos de proteção contra surtos, (IEE USP) e Jobson Modena (Guismo ção de riscos, e ainda uma metodologia em trabalho de Sergio Roberto Santos, Engenharia), que são, respectivamente, prática de adequação à NR-10. da Lambda Consultoria e colunista da secretário e coordenador da comissão revista EM (coluna “EM Aterramento”), da NBR 5419. O outro painel examina em coautoria com Júlio Cesar Prato, Energia solar, armazenamento a NR-10, a norma de segurança em serLaís Pimentel e Cleiton Busse. e veículos elétricos viços com eletricidade do Ministério do A sessão seguinte, “Proteção, aterraTrabalho e Emprego, cuja recente atualização redefine obrigações para quem mento e instalações industriais” reuO terceiro dia do Eletrotec+EM Power atua na área. As palestras aqui serão do nirá apresentações sobre frequência de abre com dois painéis sobre energia próprio diretor técnico do evento, João danos e limites de medidas de proteção solar fotovoltaica: “Instalações e coCunha (que é também titular da Mi contra surtos (MPS) e sistemas de protemissionamento” e “Estratégias e arOmega, empresa que implanta NR-10 ção contra descargas atmosféricas SPDA mazenamento”. No primeiro, o comisem empresas e ministra cursos sobre em usinas fotovoltaicas, e também sobre sionamento técnico de sistemas ganha o tema, além de conselheiro editorial controle de interferência eletromagnétidestaque tanto na perspectiva da condas revistas EM e FotoVolt), e o doutor ca em data centers, com estudos de caso. formidade e validação quanto na garanMárcio Bottaro, especialista de laboratia do retorno do investimento, enquantório no IEE-USP na área de proteção to outra apresentação propõe enxergar IA, perigos da contra os efeitos dos arcos elétricos. o comissionamento como “ponte entre eletricidade e mais CAPEX e OPEX”, com ênfase em rastreabilidade e prevenção de falhas. Já no Raios, sobretensões Avanços como a inteligência artificial segundo painel analisa-se a viabilidade e aterramento vêm contribuindo muito na otimização da tarifa branca integrada à geração FV de projetos e na previsão de dados ame baterias, bem como o conceito de zeHélio Sueta e Jobson Modena também bientais para dimensionamento de sisro-grid e, ainda, soluções de armazenaassinam, junto com o professor Robertemas. O painel “Inteligência artificial e mento para instalações residenciais e to Zilles, do IEE USP, dois trabalhos inovação tecnológica em sistemas elétricomerciais. técnicos sobre importantes aspectos da cos” trará apresentações sobre a IA aplinova NBR 5419, no painel “Proteção cada à proteção de instalações residenEm “Armazenamento de energia e grid contra descargas atmosféricas e DPS”, ciais contra sobretensões e à predição zero”, as apresentações serão sobre: viano dia 26. Essa sessão também abordade geração solar em diferentes regiões bilidade e redução de custos; arquite-
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tura híbrida combinando BESS, usinas reversíveis e IA agêntica; e análise regulatória e de proteção de grid zero para mini e microgeração distribuída (esta a cargo de Vinícius Ayrão, da empresa Sinergia e titular da coluna “Projeto & Instalação” da revista FotoVolt).
Medição avançada, entradas de energia... As apresentações do novo painel “Infraestrutura elétrica” serão dedicadas aos Advanced Metering Infrastructure (AMI), suas características e benefícios para as distribuidoras de energia; à necessidade de adequação das antigas entradas de energia dos consumidores às novas exigências normativas e à demanda elétrica crescente; às novas arquiteturas de potência para infraestruturas de telecomunicações; e ainda à complexa instalação, no Porto do Pecém-CE, de forma pioneira no Brasil, do sistema de shore power – que consiste na alimentação elétrica, por terra, dos navios durante a atracação. Por fim, encerrando os destaques da programação, o painel “Mobilidade elétrica” tratará da integração dos veículos
Eletrotec+EM Power 2026 Programa do congresso 25 de agosto 14h00 - Painel de normalização técnica I • Atualizações da ABNT NBR 5419: proteção contra descargas atmosféricas 16h00 - Painel de normalização técnica II • Revisão da NR-10: novas diretrizes e impactos no setor elétrico
26 de agosto 09h00 - Proteção contra descargas atmosféricas e DPS 11h00 - Proteção, aterramento e instalações industriais 14h00 - Inteligência artificial e inovação tecnológica em sistemas elétricos 16h00 - Segurança elétrica, qualidade e gestão de risco
27 de agosto 09h00 - Energia solar: instalações e comissionamento 11h00 - Energia solar: estratégias e armazenamento 14h00 - Infraestrutura elétrica 14h00 - Armazenamento de energia e grid zero 16h00 - Mobilidade elétrica
elétricos à rede, por meio: da análise técnico-econômica da interface com baixa e média tensão, da apresentação de uma metodologia de projeto e comissionamento de infraestrutura de recarga, e de um trabalho sobre os desafios de conectar carregadores VE à geração distribuída e ao armazenamento de energia.
Programa de minicursos Os congressos-feiras do The Smarter E South América devem reunir quase cerca de 600 expositores e quase 60 mil pessoas nos três dias, segundo previsão das empresas organizadoras: a Aranda Eventos & Congressos (Brasil) e as alemãs Solar
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Eletrotec+EM Power Promotion International e Freiburg Management und Marketing International. A extensa programação será ainda complementada por 12 minicursos com especialistas de diversas áreas, conforme abaixo.
26 de agosto • Modelagem e estratégias de operação para redes de recargas Cesare Quinteiro e Rafael Cunha
• Energia solar integrada à arquitetura: da sobreposição de módulos à integração fotovoltaica Como transformar o projeto solar em um diferencial de mercado Clarisa Debiazi Zomer
• Sistemas fotovoltaicos existentes em risco: Como diagnosticar e corrigir antes do acidente Ana Carolina Cunha Quélhas
• Nova NR-10: O que mudou e como adequar sua empresa antes que comece a gerar punição João Gilberto Cunha
comercial e industrial para integradores Vinicius Ayrão Franco
• Proteções elétricas para sistemas fotovoltaicos: DPS, AFCI, RSD
• Armazenamento para clientes comerciais e industriais - Conceito vs. realidade
Trajano Viana
Markus Vlasits e Guilherme Nizoli
• Pós-venda fotovoltaico: Lucrando com consultoria de faturas de energia
• Aterramento, onde, como e porquê: especificando corretamente e evitando conceitos equivocados
Francisco Glauber de Souza Cavalcante
• Sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) na prática: Estratégias para viabilizar o retorno de investimento Flavio da Silva Vitorino Gomes, Ademar Virgolino da Silva Netto e Kleber Carneiro de Oliveira
27 de agosto • Aplicação do BESS no mercado
Sergio Roberto Santos e Luciana Flávia Silva de Matos
• Do projeto à operação: Como garantir uma estação de recarga confiável Anderson Severo
• Como a NBR 16384 te auxilia na aplicação da NR-10 Edson Martinho (Abracopel)
O Nordeste confirmou sua força na energia solar.
Dois dias que movimentaram o setor e geraram resultados. A Intersolar Brasil Nordeste 2026 encerrou sua sexta edição em Fortaleza reunindo mais de 5 mil participantes, empresas, especialistas e lideranças do setor em dois dias de negócios, conteúdo técnico e conexões estratégicas. A edição consolidou o evento como uma das principais plataformas do setor de energias renováveis no país, com debates sobre energia solar, hidrogênio verde, armazenamento, data centers, segurança elétrica e os novos caminhos da economia digital no Nordeste. Com mais de 60 empresas expositoras em 7.500 m², a feira reforçou o protagonismo da região e abriu caminho para a próxima edição.
A Intersolar Brasil Nordeste 2026 foi um sucesso e a de 2027 já está marcada.
+5 MIL PARTICIPANTES
+60 EXPOSITORES
+7.500 m² DE FEIRA E NEGÓCIOS
CENTRO DE EVENTOS DO CEARÁ, FORTALEZA, BRASIL
2027
Apoiando os negócios de energia solar e hidrogênio verde no Nordeste Boosting Solar & Green Hydrogen Business in Brazil’s Northeast
Em 2027, essa energia volta a se encontrar em Fortaleza. . ADICIONAR AO CALENDÁRIO.
www.intersolar-brasil.com
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SPDA
Uso de armaduras de concreto armado em sistemas de aterramento e de proteção contra raios Galeno Lemos Gomes, da Galeno Gomes Engenharia, Consultoria, Projeto e Treinamento
A
primeira utilização conhecida das ferragens das armaduras do concreto armado no aterramento data da Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1941, em um sistema idealizado pelo engenheiro Herbert Gustav Ufer para depósitos de bombas da base aérea Davis-Monthan, no Arizona, EUA, pois os sistemas de aterramento convencionais não funcionaram bem no local, que era um terreno desértico. Anos mais tarde, Ufer inspecionou essas instalações e concluiu que eletrodos de aterramento utilizando as armaduras do concreto das fundações promoviam menor e mais consistente valor da resistência de aterramento que as hastes e condutores de cobre. A União Alemã das Centrais Elétricas possui desde 1965 diretrizes para uso de armaduras das fundações como eletrodos de aterramento. A norma DIN 18014:2007 e as exigências adicionais da VDE 0185-305 preveem a instalação de um eletrodo de aterramento com elevada vida útil junto com as ferragens das armaduras das fundações e baldrames. Já as normas ABNT NBR 5410 e 5419 admitem (e sugerem) preferencialmente o uso das próprias armaduras do concreto armado. No fim da década de 70, as recomendações americanas incluíram sistemas de
O uso das ferragens do concreto armado como parte dos sistemas de aterramento e de proteção contra descargas atmosféricas reúne vantagens técnicas, econômicas e de durabilidade, mas ainda é pouco explorado no Brasil. Com base na experiência em diversas instalações (data centers, indústrias, etc.), este artigo apresenta os benefícios e as aplicações dessa metodologia.
aterramento com condutores embutidos em concreto. Em 1978, o National Electrical Safety Code (ANSI-C2)-NEC inseriu pela primeira vez especificações para eletrodos de aterramento embutidos nas fundações. Também o Green Book (ANSI/IEEE Standard 142-1982), que trata especificamente de aterramento, ressalta em várias seções as vantagens de utilizar armaduras do concreto das fundações como eletrodos de aterramento. Desta forma, o uso de armaduras das fundações como eletrodos de aterramento e das estruturas metálicas e armaduras do concreto como constituites do sistema de proteção contra descargas atmosféricas pelo método gaiola de Faraday são práticas mundialmente consagradas há muitos anos. As vantagens, descritas nas publicações mencionadas e que serão resumidas neste artigo, deverão encorajar cada vez mais essa aplicação, tanto em edificações novas quanto existentes, em função de sua economia, haja vista que utilizam materiais já disponíveis e eficientes. O concreto das fundações e baldrames oferece menor condutividade do que a maioria dos tipos de solo e é mais durável, pois os eletrodos de aterramento estão protegidos contra a corrosão e danos mecânicos. Além disso, o fato de a quantidade de condutores de ferro constituintes das armações ser, na maioria das vezes, superior à de condutores de cobre favorece seu uso como aterramento.
Vantagens das armaduras do concreto das fundações e baldrames Uma vez que o concreto sob o nível do solo mantém sempre um certo grau de umidade, seu valor de resistividade é baixo, geralmente inferior ao valor da resistividade do próprio solo onde está construída a edificação ou estrutura. Os valores típicos do concreto nessas condições variam de 30 a 500 Ωm. O uso das ferragens das fundações e baldrames também diminui as variações de tensão durante a dissipação das correntes associadas às descargas atmosféricas para o solo, com consequente diminuição das diferenças de potencial de passo e de toque. Além de reduzir drasticamente o valor da resistência de aterramento, também torna este valor mais constante. Facilita ainda o cumprimento dos preceitos de equipotencialização das instalações elétricas (frequência industrial), em concordância com a ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 5419. Contudo, não equaliza completamente a corrente dos raios em função das diversas e altas frequências que compõem o espectro representativo destes (as frequências de CC até 10 MHz têm efeitos significativos sobre os sistemas de aterramento), mas contribuem para diminuir as diferenças de potencial. Certos conceitos deixam de existir, como pontos de seccionamento
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transversal (figura 1), pois o cobre instalado internamente ao concreto possui um potencial muito próximo ao do aço, minimizando assim uma eventual corrosão eletrolítica a um nível aceitável, considerando inclusive nesta equação o volume de aço presente nas fundações e baldrames.
Fig. 1 – Conexão exotérmica de cabo de cobre de 50 mm² com as armaduras do baldrame utilizado como eletrodo de aterramento
para medição do valor da resistência de aterramento e execução de aterramentos independentes.
Utilização de ferros adicionais Uma das diferenças fundamentais entre a norma alemã DIN 18014:2007 e a brasileira ABNT NBR 5419:2015 é que a DIN 18014 exige incondicionalmente uma fita ou uma barra redonda de aço exclusiva embutida no concreto e interligada às demais barras de ferro da armadura do eletrodo de aterramento de fundação. Em alguns dos projetos do autor, mesmo não sendo obrigatório pelas normas brasileiras, são utilizadas barras redondas de aço CA 50 interligadas por solda elétrica com as demais ferragens da armadura, posicionadas sempre na periferia externa dos pilares, nunca na parte central. Em alguns casos, são utilizados também condutores de cobre de 50 mm2 de seção
Fig. 2 – Microhmímetro digital microprocessado com ligação Kelvin, utilizado nas medições de continuidade elétrica das armaduras
Pilares, vigas e lajes O uso das armaduras das fundações e baldrames como sistema de aterramento tornou lógico e natural a utilização das armaduras dos pilares, vigas e lajes bem como outros elementos metálicos pertencentes às edificações como formadores de uma Gaiola de Faraday, visando a proteção contra as descargas atmosféricas. Essa aplicação proporciona a divisão da corrente dos raios por diversos caminhos de descida até o sistema de aterramento, reduzindo os campos eletromagnéticos internos à edificação, as forças eletromotrizes induzidas nos circuitos existentes e ainda as interferências prejudiciais às pessoas e equipamentos eletrônicos sensíveis, como os de tecnologia da informação (ETIs). Outra contribuição para redução dos efeitos eletromagnéticos internos à edificação é diminuição da velocidade de propagação das correntes aperiódicas dos raios quando se deslocam no concreto. Além disso, essa divisão reduz o valor da impedância das descidas feitas pelas armaduras de inúmeros pilares.
Cuidados e restrições Para utilizar as armaduras do concreto para os fins citados, deve-se garantir a continuidade elétrica entre os pontos extremos da armadura, e comprová-la por meio de medições com instrumento adequado (nomalmente o microhmímetro microprocessado, com ligação Kelvin). Para medir a resistência de contato, o aparelho deve fornecer uma corrente entre 1 A e 10 A com frequência diferente de 60 Hz e seus múltiplos; em geral, utiliza-se corrente contínua. A figura 2 mostra
Fig. 3 – Armadura em contato indevido com o solo. Sua conexão com condutor de cobre do aterramento também é inadequada (não é permitida a formação de pares galvânicos nas extremidades das armaduras, visando evitar corrosão)
um aparelho usado nas medições de continuidade eletrica das armaduras. Os valores máximos permissíveis, conforme Anexo F da ABNT NBR 54193:2015, são de 1 Ω, quando se verifica a continuidade elétrica de cada um dos pilares utilizados como descidas naturais. Em um sistema de proteção contra descargas atmosféricas utilizando componentes naturais nas descidas, o valor deve ser menor ou igual a 0,2 Ω. As medições devem ser executadas entre as partes mais altas da edificação, entre os subsistemas de captação e de aterramento, preferencialmente na barra de equalização principal (BEP). Medições cruzadas também devem ser feitas entre a parte superior de um pilar contra parte inferior de outro pilar, visando verificar as interligações entre eles. Para avaliar a descontinuidade nas armaduras, devem ser executadas medições em trechos intermediários delas. Vale destacar que as armaduras utilizadas como descidas naturais não podem, no caso da parte inferior, estar expostas ou em contato direto com o solo; ou ao
Fig. 4 – Pilar do pré-moldado com enorme quantidade de ferros
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Sistemas de aterramento complementares Em certos casos específicos, em conformidade com o projetista, o sistema de aterramento pelas fundações pode ser complementado por um sistema de aterramento com configuração em anel, ao redor da edificação, em diversas radiais ou em pontos estratégicos.
Interligação entre sistemas de aterramento As interligações dos sistemas de aterramento complementares com as armaduras devem ser executadas com vergalhões de cobre maciço de seção transversal igual à utilizada nos sistemas complementares, e nunca com condutores de aterramento encordoados. Por exemplo: quando o sistema de aterramento projetado tiver seção de 50 mm2, o condutor circular teria encordoamento com 7 fios de 3 mm de diâmetro cada (ABNT NBR 6524); se utilizado para a citada interligação, permitiria a entrada de umidade no pilar, causando corrosão nas armaduras. A interligação deverá ser executada por solda elétrica com eletrodo específico para cobre e aço.
Proteção das armaduras expostas
Fig. 5 – Ferros e placa que serão interligadas às armaduras do pilar deixando as placas expostas para execução das interligações e formação da Gaiola de Faraday
complementares, devem ser previstas fitas de cobre de igual seção transversal dos condutores de seção circular.
Soldas nas armaduras Se for necessário executar soldas entre as armaduras para garantir a continuidade, elas devem ser feitas com solda elétrica com cordão duplo de no mínimo 3 mm de diâmetro e 50 mm de comprimento. Não pode ser utilizada solda exotérmica dos ferros componentes da construção estrutural das armaduras.
Restrições quanto à substituição do condutor de proteção (PE) por armaduras Quando utilizadas para fins de equalização e/ou aterramento em instalações de baixa tensão, as armaduras do con-
A proteção das armaduras expostas durante a instalação deve ser feita com concreto com espessura mínima de 25 mm.
Impedância dos aterramentos complementares Com o objetivo de minimizar a impedância dos sistemas de aterramento
Fig. 6 – Placas para as conexões pilares-vigas, para formação da Gaiola de Faraday
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Fig. 7 – Interligações executadas com solda exotérmica entre as vigas e os pilares para garantir a continuidade elétrica e formar a Gaiola de Faraday
creto não podem substituir os condutores de proteção (PE). Não é permitida a circulação de correntes de defeito (curtocircuito) pelas armaduras, pois causam danos às ferragens e ao concreto.
Estruturas pré-moldadas Em estruturas pré-moldadas, as armaduras podem (e devem) ser utilizadas como descidas naturais interligadas às vigas, formando, tanto quanto possível, uma Gaiola de Faraday. As armaduras das fundações e baldrames podem ser usadas como aterramento, desde que essa aplicação seja prevista desde o projeto das estruturas, e instaladas placas específicas ou condutores de cobre acessíveis para as devidas interligações entre os pilares e vigas após a montagem (vide as figuras 4, na pág. 37, a 7, acima). Estas interligações devem preferencialmente ser feitas com solda exotérmica.
Fig. 8 – Armaduras das fundações (cálices) preparadas para as interligações com os pilares
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Fig. 9 – Geradores de 925 kW cada, a gás, da usina citada, com os invólucros metálicos interligados às armaduras de suas fundações
Durante a montagem das estruturas prémoldadas, devem ser realizadas as necessárias interligações das armaduras das fundações (cálices) com as armaduras das vigas pré-moldadas (placas ou cabos de cobre citados), de modo a garantir a continuidade elétrica entre captores, descidas naturais pelas vigas e o aterramento pelas fundações (cálices), como mostrado na figura 8. No caso das estruturas pré-moldadas, o processo de fabricação exige que as barras de aço sejam muito bem amarradas, garantindo continuidade elétrica com um valor de resistência elétrica de contato geralmente muito baixa, da ordem de dezenas de mΩ. Cabe ressaltar que nas normas de diversos países, inclusive a IEC, normalmente não é permitida a utilização de armaduras prémoldadas protendidas como componentes do sistema de proteção contra descar-
gas atmosféricas. Podem existir exceções, desde que estudadas e resolvidas em conjunto com o fabricante dos pré-moldados. A norma inglesa, por exemplo, permite a passagem da corrente dos raios, desde que uma interligação entre os vários cabos de aço da peça protendida tenha sido estudada, aprovada e executada antes da fusão do concreto, e deixado um “rabicho” para interligação com as outras peças ou mesmo com o subsistema de captação.
também interligada às armaduras das fundações, e telas Telcom para controlar ainda mais os potenciais de toque e passo internos. Foram adotados cuidados específicos em relação às canalizações metálicas de escape dos geradores, de modo que, caso
ESTUDO DE CASOS Usina a biogás de aterro sanitário Os conceitos aqui descritos foram aplicados em instalações como a de uma usina de geração de energia elétrica a biogás de aterro sanitário de 20 MW de potência. As figuras 5 a 8 exemplificam o aterramento pelas fundações e baldrames e o uso de armações dos pilares, vigas e lajes para formação da Gaiola de Faraday, destinada à proteção contra descargas atmosféricas. As figuras 9 e 10 mostram grupos geradores de 925 kW cada com seus invólucros metálicos interligados nas ferragens das suas respectivas bases.
Fig. 10 – Geradores de 925 kW com as carcaças metálicas interligadas nas ferragens e na malha complementar de 95 mm²
Fig. 11 – Vista superior esquemática dos pilares da usina sob medição
Nessa instalação, foi projetada e implantada uma malha de média tensão,
Fig. 12 – Ligação do microhmímetro digital microprocessado no Ponto 8 da Gaiola de Faraday
Fig. 13 – Abrigo ferroviário com subsistema de descidas pelos pilares e malha de referência de sinal interligada às ferragens do piso para gerar um plano de referência de “terra” o mais constante possível
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SPDA
Fig. 14 – Circuito equivalente aproximado de um condutor horizontal de aterramento
sejam atingidas por uma descarga atmosférica, a maior parte da corrente seja dissipada para a terra antes de ingressar na edificação. Além disso, foram instalados cabos captores nos escapes com o objetivo de reduzir a probabilidade de impacto direto de raios.
Medições de verificação da continuidade elétrica As medições de verificação da continuidade elétrica dos pilares e da Gaiola de Faraday constataram valores menores que 1 Ω e 0,2 Ω, respectivamente, em consonância com o Anexo F da ABNT NBR 5419-3:2015. Tomando como referência o ponto de acesso 8, foram realizadas as medições da resistência de contato descritas a seguir (figuras 11 e 12, pág. 40): • Ponto 8 em série com os pontos de acesso de interligação com a Gaiola de Faraday 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1: 2,89 mΩ. • Ponto 8 em série com os pontos de acesso da Gaiola de Faraday 9, 10 e 11: valor máximo medido 2,46 mΩ. • Ponto 8 em série com os pontos de acesso de interligação com a Gaiola de Faraday 18, 19, 20, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7: 2,91 mΩ. • Ponto 8 com barra de aterramento externa: 2,34 mΩ. • Ponto 8 com um ponto do subsistema de captação na cobertura: 2,95 mΩ. Outras configurações e posicionamento do microhmímetro foram feitas para assegurar a perfeita continuidade elétrica dos diversos setores interliga-
dos. Em todos os casos, foram obtidos valores menores do que 2,95 mΩ.
Abrigo ferroviário Nos abrigos ferroviários, são necessários uma dissipação eficiente das elevadas correntes associadas aos raios e um plano de referência para os ETIs. Nestes locais, foram utilizadas ferragens dos pilares e lajes para formar uma Gaiola de Faraday e as armaduras das fundações e dos baldrames como aterramento (figura 13, pág. 40). O plano de referência de sinal é obtido através da malha de referência de sinal – MRS, devidamente projetada e instalada, para que os equipamentos sensíveis tenham uma referência de “terra” o mais constante possível. A MRS, neste caso, foi embutida no piso com o objetivo de evitar roubo ou vandalismo. Quando utilizados ferros específicos (dedicados) para captação das correntes dos raios, eles devem ser instalados sempre na periferia dos pilares - e não no centro das ferragens – e interligados com os demais ferros estruturais constituintes desses pilares. Apesar de não existir uma necessidade premente desta complementação, ela auxilia no controle da Gaiola de Faraday durante sua execução. Devem ser utilizados ferros lisos CA 50 ((5/8”) e conexões com solda exotérmica nos ferros não-estruturais.
Sistemas de aterramento complementares Os sistemas de aterramento complementares foram utilizados praticamente em todas as construções exemplificadas. O
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principal cuidado na sua execução é obter a menor impedância possível, utilizando o formato dos condutores e a configuração do sistema que proporcione a menor impedância possível. Para tanto, é preciso obter baixos valores de indutância e resistência e valores elevados de condutância e capacitância, por meio dos condutores em forma de fita, configurações em forma de radiais ou, conforme a necessidade, anel ao redor da edificação também com os condutores em fita. Do ponto de vista da dissipação de ondas impulsivas (raio), na primeira fase do impacto predomina impedância de impulso (Z0). Na segunda fase, com variação rápida e altas frequências, predominam efeitos indutivos. Na terceira fase, com cauda da onda, variação lenta, frequências mais baixas e dissipação de energia, a resistência predomina. Z0 =
√
R + jwL G + jwC
Z0 = Impedância de impulso. G = Condutância shunt, relacionada com o inverso da resistividade (ρ ) do solo e com a resistência de contato. 1/G = Resistência de aterramento. R e L = Resistência e indutância do próprio condutor.
Conclusão Os sistemas de aterramento utilizando as ferragens das armações das fundações e dos baldrames, bem como os sistemas de proteção contra descargas atmosféricas, por uma consequência lógica decorrente das inúmeras ferragens também utilizadas nas armaduras dos pilares, vigas e lajes, devem ser executados com os mesmos critérios, visando sempre que possível à formação da eficiente gaiola de Faraday. São metodologias técnicas eficientes, duráveis e vantajosas economicamente, testadas no mundo inteiro há muitas décadas, e que devem ser utilizadas no maior número de projetos novos e também nas construções já existentes. REFERÊNCIAS [1] Miranda A.P Reis: As armaduras do concreto como integrantes do sistema de proteção. Eletricidade Moderna, n o 349, Abril 2003, Aranda Editora, páginas 158-164. [2] Leite, D.M. and Kameyama F.H.: Use of the concrete reinforcing steel as natural components of external lightning protection system. Laboratory Investigation 20 th ICLP Intelaken, Switzerland September 24-28, 1990, páginas 3.6/1 a 3.6/4. [3] Debate Miranda A.P Reis e Sobral Sérgio: Sistema convencional ou uso das armações do concreto? Eletricidade Moderna, n o 266, Maio 1996, Aranda Editora, páginas 86-93. [4] Sobral T.Sérgio e Sobral C.Sérgio: Considerações sobre pontos críticos na revisão da NBR 5419. Eletricidade Moderna, n o 331, Outubro 2001, páginas 222-238. Trabalho apresentado no congresso Eletrotec+EM Power South America, realizado de 26 a 28 de agosto de 2025, com edição da redação da revista Eletricidade Moderna.
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EM Ex
O sufixo “X” Estellito Rangel Júnior O sufixo “X” no certificado de conformidade Ex denota haver condições especiais de uso do equipamento Ex, as quais devem ser adicionalmente consideradas às orientações dadas nos catálogos do fabricante para instalação, inspeção, manutenção e reparo. A importância das condições especiais de uso é ressaltada em várias cláusulas das normas das séries IEC 60079 e ISO/ IEC 80079. Quando marcado com o sufixo “X”, o equipamento precisa descrever em seu certificado de conformidade as condições especiais de uso consideradas imprescindíveis pelo organismo de certificação, e que, se não seguidas, podem ocasionar riscos de ignição. Em alguns casos, as condições especiais de uso informam ao usuário ações complementares aos requisitos normativos para que seja alcançado o Nível de Proteção. Portanto, elas precisam ser escritas de forma clara, a fim de evitar malentendidos e interpretações errôneas. Cabe ao usuário seguir os requisitos fornecidos pelas normas e pelos manuais dos fabricantes, os quais devem ser conhecidos, de preferência, antes da compra. A figura 1 mostra uma placa de identificação de caixa Ex eb, que, além de indicar o sufixo “X” no número do certificado, apresenta a letra “W” após os dois dígitos do grau IP. Você, leitor,
saberia descrever o significado da letra “W” nesta posição? O IEC TC 31 (Technical Committee 31) criou o AG 55 (Advisory Group) para revisar e identificar referências às condições especiais de uso nas séries IEC 60079 e ISO/IEC 80079, e também apoiar outros grupos do TC 31 sobre o desenvolvimento de requisitos para condições especiais de uso, e melhorar a conformidade Ex onde apropriado. Em resumo, os objetivos do AG 55 são: • Ressaltar que as instruções gerais do fabricante contenham as condições especiais de uso. • Evitar que normas, como a IEC 60079-14, tenham requisitos duplicados. • Identificar onde as condições especiais de uso não são exigidas na norma. • Apontar onde as condições especiais de uso possam alterar os requisitos de uma norma. A expectativa é de que as discussões no AG 55 atualizem os documentos organizacionais do IECEx para os organismos de certificação, criando orientações corretas, claras e de fácil compreensão.
Estellito Rangel Júnior, engenheiro eletricista, primeiro representante brasileiro de Technical Committee 31 da IEC, apresenta e discute nesta coluna temas relativos a instalações elétricas em atmosferas potencialmente explosivas, incluindo normas brasileiras e internacionais, certificação de conformidade, novos produtos e análises de casos. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões ao especialista pelo e-mail em@arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” EM-Ex.
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EM Profissionais
BESS – Precisa ser homologado? Vinícius Ayrão A bola da vez do mercado de energia elétrica é o BESS - Battery Energy Storage System. E como toda vez que temos tecnologia nova no Brasil, temos incertezas do seu uso e aplicações. Em minha coluna na revista Fotovolt estou tratando de BESS, sendo mais detalhista, explicando o que é, seu uso, aplicações e interfaces. Mas, em função da expansão do mercado de BESS e do impacto que isso trará nas instalações já existentes, o texto desta edição visa mostrar que o uso de BESS precisa, sim, ser informado e aprovado pela concessionária de energia.
Há ou não regras? Um aspecto importante a salientar é que a tecnologia sempre vem antes da regulação e das normas técnicas. Ninguém cria uma norma ou um regulamento de algo que nem existe. E como agir? Simples, usamos os conceitos de engenharia e realizamos inferências em regulações existentes de tecnologias semelhantes ou substitutas. E temos, sim, material técnico e regulatório suficiente que nos permita definir as necessidades e instalar BESS.
Definindo aplicações de BESS
Usando a engenharia
Para fins desse texto, vou dividir os BESS em BTM (behind the meter) e FTM (front of the meter).
Ora, quando consideramos como carga, o efeito do BESS será aumentar o consumo, podendo elevar ou não a demanda máxima da unidade consumidora. Não informamos a concessionária cada nova carga/equipamento que instalamos em nossas unidades consumidoras, apenas realizamos procedimentos quando aumentamos a quantidade e/ou potência de transformadores ou quando necessitamos alterar a demanda contratada.
O BESS em FTM será na rede de distribuição e transmissão e, com exceção do LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade), ainda há uma série de indefinições de como poderá ser feita a remuneração desse ativo. Não tratarei sobre essa solução nesse texto. O BTM é o BESS instalado no consumidor, junto à carga, após a medição da concessionária. E nesse ponto começam os ruídos e divergências de entendimento. A primeira e mais importante, que trataremos desta vez, é se é preciso informar a concessionária e aprovar/ homologar antes de instalar o BESS.
BESS é carga ou fonte? O BESS, diferente de outros equipamentos elétricos, ora funciona como carga (consome energia da rede, quando está carregando energia), ora funciona como fonte (injeta energia na rede elétrica interna, quando está descarregando). E como a concessionária deverá analisar? Fonte ou carga?
Podemos então concluir que, para um funcionamento como carga, não haveria sentido em aprovar/homologar o BESS junto à concessionária. Essa análise, entretanto, é incompleta. O mesmo sistema que absorve energia durante o carregamento passa a operar como fonte durante a descarga, mantendo-se conectado em paralelo com a rede da distribuidora. É essa condição de operação bidirecional que torna necessária a análise e a aprovação prévia da concessionária. Pois, quando ele funciona como fonte, temos alguns quesitos a analisar: a) Ele está em paralelismo permanente com a concessionária? b) Ele pode trabalhar em modo ilha ou apenas quando há rede da concessionária? c) Ele pode ou vai injetar energia na rede da concessionária? d) E, por último, mas não menos importantes, se faltar energia da concessionária, essa fonte trará perigo para a rede da concessionária ou seus operadores?
Entendendo o funcionamento do BESS O BESS é conectado em paralelo com as demais cargas da unidade consumidora, e, através de um sistema de gerenciamento, armazena energia ou devolve para o barramento. Ele pode, por exemplo, armazenar a energia em
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EM Profissionais horários de menor uso de energia e em que a energia seja mais barata e devolver ao barramento quando a carga precisar de energia em um horário onde o custo dessa energia seja maior. Ele pode também funcionar como um sistema de backup, semelhante a um grupo gerador diesel, que, quando falta energia, atende as cargas. No primeiro caso, ele é um gerador em paralelismo permanente. No segundo, quando ele está gerando, é semelhante a um gerador de emergência.
O BESS e a concessionária Nosso primeiro salto de inferência é utilizar tecnologias já regulamentadas para responder se o BESS deve ou não ser aprovado. Como o BESS funciona como uma fonte em paralelismo permanente com a rede da concessionária, vamos analisar se há regras/regulamentos/normas de concessionária para isso. A resposta é sim. Há décadas as distribuidoras já tratam instalações consumidoras que possuem geração própria operando em paralelo. Um exemplo típico e antigo de geração em paralelismo permanente é a cogeração. Na década de 80, grandes indústrias de papel e celulose, açúcar e álcool, química e alimentos já possuíam cogeração a vapor conectada em MT ou até AT. Essa operação é normalmente em paralelo com a distribuidora para importação complementar de energia (ou seja, sem injeção na rede). No final dos anos 90, tivemos forte expansão da cogeração com gás natural, incentivado pelas distribuidoras de gás natural, principalmente no RJ e em SP. Shopping centers e hospitais de grande porte eram clientes típicos desse tipo de solução energética. Ou seja, já temos regras para isso. E não é de hoje. Boa parte dos desafios técnicos para garantir a segurança da rede da concessionária e de seus operadores já são conhecidos e já foram estudados. Ou seja, nas concessionárias onde eu não tenha uma norma específica para BESS,
devemos usar essas normas de paralelismo permanente como referências para as adequações necessárias na entrada de energia. Definida a necessidade de aprovação, resta saber quais requisitos técnicos deverão ser aplicados. Isso dependerá da forma como o BESS opera. Até aqui utilizamos a cogeração para responder se o BESS deve ou não ser aprovado pela concessionária. Agora precisamos responder uma segunda pergunta: quais requisitos técnicos devem ser exigidos?
Requisitos de proteção Se aplicarmos pura e exclusivamente as normas de concessionárias para geração em paralelismo permanente, corremos o risco de ter exigências demasiadas, o que implicaria em custos desnecessários. Precisamos analisar/entender a tecnologia um pouco. Antes da disseminação da energia solar nas unidades consumidoras, praticamente todas as fontes geradoras eram com máquinas rotativas. Os efeitos em caso de faltas na rede da concessionária são distintos dos efeitos quando temos a geração de energia com a utilização de inversores. O equipamento do BESS destinado a converter a energia CC das baterias em energia CA é o PCS. Ele tem comportamento muito semelhante ao de um inversor fotovoltaico, incluindo a função de anti-ilhamento. Damos agora nosso segundo salto de inferência: na ausência de norma específica da concessionária, devemos usar para definição dos requisitos técnicos os requisitos de MMGD, considerando a potência do BESS como sendo a potência do PCS.
A função de backup A segunda questão apresentada anteriormente diz respeito à possibilidade de operação em modo ilha. Dependendo do modelo do BESS, existe a possibilidade dele trabalhar em modo ilha, ou seja, em backup. Nesse caso, além dos requisitos de proteção semelhantes ao de sistemas solares, é necessário garantir a comutação, de forma que, quando em modo ilha, ele esteja desconectado fisicamente da rede da concessionária. Deverá — é lógico — ser informada à concessionária a possibilidade ou não de trabalhar em modo ilha e como se garante a comutação no momento do funcionamento em modo ilha. Portanto, a resposta à pergunta que dá título a este artigo é sim. Mesmo na ausência de uma regulamentação específica para BESS em grande parte das distribuidoras, já existem fundamentos técnicos suficientes para concluir que sua instalação deve ser previamente informada e analisada pela concessionária. A engenharia, aliada às regras existentes para instalações em paralelismo permanente e aos requisitos atualmente aplicados à MMGD, permite construir uma solução tecnicamente consistente. Mas essa inferência precisa resistir ao teste mais importante: a prática. Será que as poucas normas específicas já publicadas pelas concessionárias seguem essa mesma lógica? Na próxima edição, faremos justamente esse exercício, analisando a norma de BESS da CPFL e verificando até que ponto ela confirma — ou não — as conclusões construídas neste artigo.
Engenheiro eletricista da Sinergia Consultoria, com grande experiência em projetos de instalações elétricas MT e BT, entradas de energia e instalações fotovoltaicas, conselheiro da ABGD - Associação Brasileira de Geração Distribuída e diretor técnico do Sindistal RJ - Sindicato da Indústria de Instalações Elétricas, Gás, Hidráulicas e Sanitárias do Rio de Janeiro, Vinícius Ayrão apresenta e discute nesta coluna aspectos ligados à atualização dos profissionais de eletricidade em relação às novas tecnologias e tendências do mercado. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões pelo e-mail: em_profissisonais@ arandaeditora.com.br, mencionando em “assunto” “EM Profissionais”.
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EM Aterramento
O aterramento de uma planta industrial Sergio Roberto Santos
O projeto das instalações elétricas de um conjunto de edificações que compõem um complexo industrial deve ser feito levando em consideração a distribuição de energia entre os prédios e as características e necessidades de cada um deles individualmente. Embora essa consideração valha para diferentes aspectos da instalação, como a iluminação, por exemplo, é especialmente válida para o sistema de aterramento.
Solicitações do aterramento Assim como as fundações de um prédio serão mais complexas quanto maior ele for, seu peso e volume, um sistema de aterramento (figura 1) deverá ser mais eficiente quanto maior o tamanho da sua instalação elétrica – nesse caso representado pela sua potência. Por isso, quanto maior ela for, maior deverá ser a tensão para alimentá-la, o que representará também maiores valores para os parâmetros das corrente de curtocircuito. Malhas de aterramento de subestações e plantas industriais precisam ser dimensionadas para suportar a energia térmica dessas correntes, evitando a fusão de condutores e mantendo os potenciais de superfície em níveis seguros. Um sistema de aterramento não tem um fim em si mesmo. Ele existe para cumprir funções bem definidas, como, por exemplo: 1) Harmonizar as tensões de passo e toque – as primeiras menos perigosas do que as segundas – com o seccionamento automático da alimentação. 2) Limitar as mesmas tensões de passo e toque causadas por descargas atmosféricas. 3) Criar uma referência de potencial para a instalação elétrica, evitando flutuações de tensão.
Fig. 1 – Sistema de aterramento
Neste caso, a questão que motiva esse artigo é enfatizar que, embora funcionalmente os sistemas de aterramento de uma edificação não interfiram com os de outras e a interligação entre eles não elimine a necessidade da instalação em cada prédio de Dispositivos de Proteção contra Surtos (DPS), de energia e sinal, é necessário estudar o sistema de aterramento da planta como um todo, incluindo a influência de estruturas metálicas, tubulações e dutos principalmente, para a especificação dos seus componentes, condutores e conexões de aterramento.
Natureza das correntes no aterramento Por definição, uma corrente de curto-circuito circula através do eletrodo de aterramento de uma instalação até que ela seja drenada para o solo e desapareça, temporal e espacialmente. Mas, nesse caso, essa corrente seguirá não só transversalmente, penetrando no terreno, como longitudinalmente, através dos condutores da malha. A soma dessas duas componentes pode se propagar por uma distância suficiente para alcançar o aterramento de outra edificação, com intensidade superior ao da corrente de curto-circuito desse outro local.
A componente transversal da corrente elétrica corresponde à parcela que efetivamente escapa da malha de aterramento diretamente para o solo que a circunda. É ela que causa a queda de tensão na resistência de aterramento, gerando uma elevação de potencial. Já a componente longitudinal refere-se à corrente elétrica conduzida nos próprios condutores metálicos da malha, causando apenas pequenas quedas de tensão internas devido à impedância própria do cabo, influenciando a distribuição do potencial na superfície, tensões de toque e passo, mas não sendo responsável diretamente pela elevação global do potencial do solo em relação ao infinito. Ao fenômeno descrito anteriormente como componente transversal, está associada à elevação do potencial de terra (GPR - Ground Potential Rise). Quando ocorre uma falta para a terra em um prédio, o solo ao redor sofre uma forte elevação de potencial. Essa onda de tensão se propaga pelo terreno, podendo alcançar a malha de um prédio vizinho. Se as malhas não estiverem adequadamente interligadas ou se a infraestrutura metálica comum (tubulações e leitos de cabos, por exemplo) não for considerada, surgirão tensões de transferência perigosas entre as edificações.
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Projeto do sistema de aterramento Dessa forma, não é possível especificar um sistema de aterramento de uma edificação de uma planta industrial levando em consideração apenas os seus próprios parâmetros, desconsiderando a influência da instalação elétrica da planta como um todo. Tal orientação é mais válida quando se projeta a instalação elétrica de uma nova edificação nessa planta, devendo não considerá-la como uma unidade eletricamente totalmente independente. É perfeitamente admissível que os leitores desse artigo considerem essas observações contraditórias, já que em publicações anteriores foi afirmada a falta de sentido na interligação de sistemas de aterramento de edificações independentes. Mas aquelas afirmações se referiam não ao curto-circuito, mas às sobretensões transitórias, que possuem outras características e se propagam pelo aterramento de forma distinta, já que a impedância impulsiva é diferente da impedância para correntes de baixa frequência. Voltando ao tamanho da instalação, em termos de potência e complexidade, quanto maior ela for, maior será a necessidade de estudos complementares antes do início do projeto, como a obtenção do perfil da resistividade do solo em camadas, o sistema de distribuição interno da planta e a sua filosofia de proteção. Sem essas informações, será impossível projetar o sistema de aterramento mais adequado, que poderá ser totalmente independe entre edificações, com algum grau de independência ou unificado em uma malha única.
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Sendo as principais normas de instalação, ABNT NBR 5410, ABNT NBR 5419 e ABNT 14039, normas de edificações ou estruturas individuais, é mais do que necessário atentar-se para as influências mútuas entre instalações aparentemente independentes, algo comum entre profissionais de distribuidoras de energia, mas que não é tão presente em outros projetistas. Para estudar a complexidade da interação entre uma planta industrial e suas edificações como um todo, é recomendado abandonar avaliações puramente empíricas e adotar métodos de cálculo mais avançados, integrados em ferramentas computacionais de alta precisão. Embora ferramentas clássicas baseadas no método das imagens ainda possam ser úteis para simplificações iniciais, um dimensionamento mais eficaz contra tensões de passo e toque em instalações industriais leva ao emprego do método dos elementos finitos (MEF) ou dos momentos (MoM), entre outros. Essas abordagens matemáticas conseguem discretizar a geometria complexa dos condutores e simular o comportamento eletromagnético de solos altamente estratificados, com múltiplas camadas de diferentes resistividades.
Conclusão Em engenharia não existe nada aprioristicamente simples ou complexo. É preciso ter um conhecimento básico sobre os princípios do aterramento, para que seja possível evoluir para aplicações mais complexas, quando necessário. Para isso, deve-se estudar os livros e artigos técnicos sobre esse tema e complementar o estudo, depois, lendo as normas técnicas sobre ele.
Engenheiro eletricista da Lambda Consultoria, consultor da Embrastec e mestre em energia pelo Instituto de Energia e Ambiente da USP, Sergio Roberto Santos apresenta e analisa nesta coluna aspectos de aterramento, proteção contra descargas atmosféricas e sobretensões transitórias, temas aos quais se dedica há mais de 20 anos. Os leitores podem apresentar dúvidas e sugestões ao especialista pelo e-mail: em_ aterramento@arandaeditora.com.br, mencionando “EM-Aterramento” no assunto.
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Agenda
No Brasil The smarter E – O The smarter E South America 2026 acontecerá de 25 a 27 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo, congregando os eventos: Intersolar South America - A maior feira & congresso para o setor solar da América do Sul; ees South America - Feira de baterias e sistemas de armazenamento de energia; Eletrotec+EM-Power South America - Feira de infraestrutura elétrica e gestão de energia; e Power to Drive South America - Feira de produtos e serviços para eletromobilidade. Organização de Solar Promotion International GmbH, Freiburg Management and Marketing International e Aranda Eventos & Congressos. Informações: www.thesmartere.com.br. Expolux 2026 – Entre 15 e 18 de setembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, acontecerá mais uma edição da Expolux 2026. A organização do evento espera atrair mais de 25 mil visitantes, entre fabricantes, especificadores, arquitetos, lighting designers, varejistas, distribuidores, engenheiros, representantes do setor público e tomadores de decisão. A pauta vai incluir temas ligados à infraestrutura urbana inteligente e trilhas temáticas voltadas à sustentabilidade e tecnologias smart. O credenciamento é gratuito e pode ser realizado pelo site oficial www.expolux.com.br. Smart Grid Fórum – Estão abertas as inscrições para o 18o Smart Grid Fórum 2026 – Fórum LatinoAmericano de Smart Grid, que será realizado nos dias 6 e 7 de outubro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Com o tema Smart Grids e Mercado Aberto: O Consumidor no Centro, o evento vai debater os principais desafios e oportunidades da transformação energética na América Latina para um público formado por profissionais e dirigentes de empresas de energia elétrica, telecomunicações, TV a cabo e similares, instituições financeiras, associações de classe, ONGs, construtoras, entre outras. A programação do evento e outras informações estão disponíveis no site www.smartgrid.com.br. Canal Conecta – Nos dias 29 e 30 de outubro, em São Paulo, acontecerá a sexta edição do Canal Conecta, promovido pelo Crea-SP - Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo. O evento reunirá especialistas para discutir temas em destaque no setor como baterias e armazenamento, mercado livre, etc. Mais informações: https://cursos. canalsolar.com.br/canal-conecta/.
CURSOS Cursos de energia gratuitos – A Faculdade Exame e a Engie oferecem o curso Mercado Livre de Energia na prática: como reduzir a conta de luz da sua empresa. O treinamento, online e gratuito, é dividido em cinco partes: como aprimorar a administração dos gastos com energia elétrica; entenda a sua conta de luz; oportunidades práticas: conheça o mercado livre de energia; vantagens da migração: a voz das empresas que já estão capturando os benefícios do mercado livre de energia; e por onde começar. Mais informações em https://exame.com/faculdade/ extensao/mercado-livre-de-energia-na-praticacomo-reduzir-a-conta-de-luz-da-sua-empresa/. A FGV Energia também oferece cursos gratuitos que abordam aspectos comerciais do setor de energia e avaliação da localização das fontes renováveis no sistema de transmissão. Informações em https://fgvenergia.fgv.br/cursos. Especialização em energia – O Cepel - Centro de Pesquisas de Energia Elétrica oferece, regularmente, capacitação técnica em programas computacionais e atividades de pesquisa desenvolvidas em diferentes áreas, como operação do sistema elétrico, automação de sistemas, otimização energética e meio ambiente, redes elétricas, gestão de ativos e energias renováveis. Os cursos são ministrados em diferentes formatos, incluindo aulas online, ao vivo, conteúdos digitais e treinamentos presenciais com prática em laboratório de alta tensão, únicos no setor. Informações sobre os cursos disponíveis em https://www.cepel.br/treinamentos/#secao. Hidrogênio e energias renováveis – A AHK Brasil - Rio de Janeiro, em parceria com o Gesel/ UFRJ, promove o curso Hidrogênio e Transição Energética, abordando temas técnicos, regulatórios, econômico-financeiros e ambientais. Direcionado a interessados e entusiastas na transição energética por meio do hidrogênio, além de especialistas, empresários, tomadores de decisão, técnicos, tecnólogos e operadores, o curso é online, com encontros semanais ao vivo e videoaulas gravadas com especialistas. A entidade também oferece o curso de Gestão em Energias Renováveis (GENRE), com ênfase nas tecnologias solar, eólica, biomassa e outras. O conteúdo é desenvolvido a partir da expertise alemã e adaptado à realidade brasileira por especialistas da Coppe/UFRJ. Mais informações sobre os cursos, respectivamente:
https://brasilien-riodejaneiro.ahk.de/br/formacao-profissional/cursos-sincronos-ao-vivo/hidrogenio-e-transicao-energetica e https://brasilienriodejaneiro.ahk.de/br/formacao-profissional/ cursos-sincronos-ao-vivo/gestao-em-energias-renovaveis-genre.. Proteção de sistemas de energia – A Universidade SEL oferece treinamentos em proteção de sistemas de energia, abrangendo tópicos que vão desde princípios fundamentais de sistemas de energia até aplicações e testes práticos de produtos SEL, em versões presenciais e on-line. O calendário completo 2026 está disponível em https://selinc. com/pt/selu/calendario. SPDA e MPS – A Termotécnica Para-raios realiza diversos cursos voltados a profissionais da área, como cursos sobre SPDA - Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas e MPS - Medidas de Proteção contra Surtos, entre outros. Informações em https://tel.com.br/nossos-cursos.
No Exterior Future of the Grid – A 5a edição do Future of the Grid acontecerá nos dias 27 e 28 de outubro, em Singapura, durante o SIEW - Singapore International Energy Week. O evento pretende reunir formuladores de políticas, representantes de concessionárias de energia e operadores de rede da Ásia para discutir temas como a infraestrutura crítica para a segurança energética, o crescimento econômico e a descarbonização. Segundo a organização, os destaques deste ano incluem sessões exclusivas sobre interconectividade regional, a importância dos data centers e a integração da IA em sistemas de energia. Informações: https://www.siew.gov.sg/siew-2026/ 5th-future-of-the-grid World Energy Congress – Considerado um dos maiores e mais importantes eventos globais voltados para o setor de energia, e organizado pelo World Energy Council (WEC), o congresso reúne líderes do setor de energia, governantes, acadêmicos e especialistas para discutir os maiores desafios e oportunidades no campo da energia mundial. A edição de 2027 será realizada em Riyadh, Arábia Saudita, de 26 a 29 de abril. O evento atrai profissionais e líderes de empresas de energia, governos, organizações internacionais e a academia, proporcionando um ambiente de troca de conhecimento e networking. Informações em https://www.worldenergy.org.
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Produtos Painel de comando elétrico com proteção Ex A Tramontina fornece o painel de comando elétrico com proteção Ex tb, desenvolvido para uso em áreas classificadas com presença potencial de poeira combustível. Ele impede a entrada de poeira combustível em componentes que possam gerar centelhas ou calor suficien-
te para provocar ignição, e reduz o risco de explosões. O painel atende ao nível de proteção EPL Db, indicado para atmosferas com poeira combustível, e apresenta uma concepção construtiva otimizada para aplicações em áreas classificadas, podendo ser adotado como alternativa a outros tipos de proteção Ex. Voltado a sistemas de baixa tensão, o painel Ex tb da Tramontina atende às normas ABNT NBR IEC 60079-0 e ABNT NBR IEC 60079-31, além de ter o Certificado de Conformidade Ex, exigido para uso em áreas classificadas. O produto pode ser produzido em diferentes dimensões, permitindo adaptação às necessidades de cada projeto.
Solução para data centers A Eaton anunciou o lançamento do Eaton 9395XR UPS, uma solução modular trifásica desenvolvida para atender às demandas dos data centers modernos. Compatível com baterias de íons de lítio, o equipamento é projetado para aplicações em ambientes white space ou grey space, entrega até 99% de eficiência com o sistema ESS - Energy Saver System e até 97% de eficiência em modo dupla conversão. Segundo a Eaton, essa combinação permite reduzir significativamente os custos operacionais relacionados ao
consumo de energia e refrigeração. Outro diferencial da solução, de acordo com a empresa, é o design compacto: ocupa 1,44 m2 para suportar até 1,5 MW de potência. Além disso, os módulos de potência hot-swappable de 125 kW do 9395XR UPS podem ser inseridos ou removidos com o sistema em operação, garantindo continuidade de serviço e reduzindo o MTTR (tempo médio de reparo) para cerca de cinco minutos. A solução utiliza ainda módulos Full SiC Mosfet e capacitores preenchidos com óleo de longa vida útil, promovendo maior eficiência energética e aumento da confiabilidade
a integração via painel de transferência Setta, que permite a conexão entre rede elétrica, geradores e fontes renováveis em um único quadro. A tecnologia viabiliza o aproveitamento de excedentes de geração solar e eólica em operações zero-grid,
https://www.branco.com.br/pt-br/
Testador de estações de recargas rápidas
atua como backup em falhas da rede, reduz picos de demanda (peak shaving) e desloca o consumo para horários de tarifa reduzida (time shifting). https://gruposetta.com/
Gerador de energia
operacional. Além disso, o equipamento conta com display touchscreen colorido de 7 polegadas, barras luminosas de LED para indicação visual de status e alertas, ventiladores redundantes com controle de velocidade e opções flexíveis de exaustão. www.eaton.com
BESS O Grupo Setta anunciou uma nova linha de soluções BESS - Battery Energy Storage Systems. A tecnologia combina baterias, inversor bidirecional e um sistema de gerenciamento de energia (EMS), permitindo, de acordo com a empresa, gestão estratégica do consumo de acordo com o perfil de cada cliente. A solução é voltada para empresas dos setores industrial, comercial, crítico e do agronegócio. Desenvolvido para diferentes escalas, o portfólio do grupo oferece desde unidades compactas, como o Setta Trene (Allin-one) até soluções de larga escala para usinas, como o Setta Ori (5 MWh). Outro diferencial, segundo a companhia, é
modo stand-by, com fator de potência de 0,8, saída trifásica, alternador brushless com regulador automático de tensão (AVR) e bateria incluída. Para a instalação, a empresa recomenda utilizar cabos de 120 mm2 para aplicações de longa duração.
A Branco lançou o BD 75.000 E3 S, desenvolvido para aplicações que exigem fornecimento contínuo de energia, oferecendo até sete horas de autonomia, como empresas, condomínios, indústrias e grandes estabelecimentos comerciais. Entre os principais diferenciais do lançamento, segundo a empresa, estão o painel digital multifuncional Smartgen 6120, tanque de combustível removível em alumínio para maior resistência e facilidade de manutenção, ATS (chave
de transferência automática) integrado, chave seletora de fases (possibilita alteração de tensão trifásica 127/220V e 220/380V em poucos minutos), chave geral para bateria e bocal externo para abastecimento com trava. O modelo entrega potência de 75 kVA em operação contínua (Prime Power) e 82,5 kVA em
Acompanhando o crescimento da indústria de veículos elétricos, a Fluke desenvolveu o Fluke FEV500, um analisador portátil para estações de carregamento rápido CC. O equipamento, que atende às normas ISO 15118 e DIN SPEC 70121, possibilita validar estações de recarga CC sem a necessidade de múltiplas ferramentas ou até mesmo um veículo no local, reduzindo o tempo de inatividade e melhorando a eficiência técnica, afirma
a companhia. O FEV500 também combina medições de segurança, isolamento, baixa impedância e tensão residual. A conexão com a estação é realizada por meio dos conectores CCS1 ou CCS2, o que permite a execução automática das sequências de testes pré-configuradas, com indicação imediata de aprovação ou reprovação. Entre as verificações, é realizada uma simulação da carga real de um EV, de até 2 kW, sem bancos de carga externos nem uso de veículos. Todos os resultados ficam armazenados no dispositivo e podem ser exportados pelo Fluke TruTest™, software de gestão de dados que documenta automaticamente e gerencia as informações coletadas em campo, detalha a Fuke. https://www.fluke.com/pt-br
www.TheSmarterE.com.br
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Publicações o futuro da energia elétrica no Brasil. Os episódios são quinzenais, e podem ser vistos no canal da Abradee no YouTube: https://www. O crescimento da geração distribuída, os im- youtube.com/@CanalAbradee. pactos dos eventos climáticos extremos e a necessidade de as decisões regulatórias acom- Instalação de carregadores em panharem as mudanças no setor elétrico, condomínios entre outros temas, fazem parte do videocast Energia em Transição, realizado pela Abradee A NeoCharge atualizou o seu Guia dos - Associação Brasileira de Distribuidores de Condomínios, material disponibilizado graEnergia Elétrica. Apresentado pela jornalista tuitamente para auxiliar síndicos, adminisLeila Sterenberg, o programa reúne especia- tradoras e condôminos na instalação de carlistas e convidados para discutir de forma regadores de veículos elétricos em edificações acessível para o público geral os principais te- residenciais e comerciais. A nova versão do mas que impactam o setor elétrico brasileiro e material contempla orientações sobre a Lei o dia a dia da população. A proposta, segundo Estadual nº 18.403, em vigor desde fevereiro a Abradee, é ampliar o entendimento sobre de 2026, que permite ao condômino instalar um serviço essencial para o desenvolvimento um carregador individual em sua vaga privado País, qualificando o debate sobre os desa- tiva, desde que sejam atendidos os requisitos fios e as transformações que estão moldando técnicos e de segurança previstos na legislação. O guia também incorpora a Instrução Técnica 41 (IT 41), publicada pelo Corpo de Bombeiros de São Paulo em março de 2026, que visa padronizar procedimentos e reduzir dúvidas sobre os requisitos técnicos, reforçando a necessidade de planejamento, avaliação da capacidade elétrica dos edifícios e adoção de medidas preventivas. Além das mudanças legais, o guia apresenta recomendações para Videocast sobre o setor elétrico
a elaboração de projetos de infraestrutura, incluindo avaliação da rede elétrica existente, definição de critérios para aprovação das instalações, divisão de responsabilidades entre
moradores e condomínio, medição individualizada do consumo de energia e alternativas para sistemas compartilhados de recarga. A publicação também aborda a importância da gestão inteligente da demanda elétrica. O guia está disponível no site https://www.
neocharge.com.br/guia-instalar-carregadorcarro-eletrico-condominio
Índice de anunciantes Asta ........................................................................................... 3a capa Carthom´s ......................................................................................... 39 CCK Automação ....................................................................10 e 25 Cired .................................................................................................. 33 Cobrecom ......................................................................................... 23 EC Components .............................................................................. 11 Edentec ............................................................................................. 17 Equacional ........................................................................................ 41 Exatron .............................................................................................. 32 Fixscrew ............................................................................................ 22 Gazquez ................................................................................... 5a capa Gimi .................................................................................................... 31 Inpol .................................................................................................. 26 Kemp.................................................................................................. 42 KRJ ..................................................................................................... 15 Madem .............................................................................................. 27 Megatron.......................................................................................... 14
Maurizio ............................................................................................ 53 Mi Ômega ......................................................................................... 45 MovE.................................................................................................. 51 Novemp.................................................................................... 2a capa Paratec .............................................................................................. 16 Pextron....................................................................................... 6 e 29 Pic - Embrael ....................................................................................38 Polyexcell.......................................................................................... 19 Reichembach ...................................................................................43 Romagnole ....................................................................................... 13 Santana Painéis ...............................................................................44 Securimax ......................................................................................... 49 SMH ................................................................................................... 47 TE Connectivity .............................................................................. 18 Trael .......................................................................................... 4a capa WEG..................................................................................................... 9
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Momento
Incerteza política desafia o futuro do setor elétrico Paulo Ludmer O setor elétrico brasileiro não escapa, como nada escapa, à tempestade institucional do País. Os três poderes – Judiciário, Executivo e Legislativo – estão enredados em dificuldades no cumprimento de suas missões, movem-se em atritos bilaterais entre eles e estão emasculados em transmitir que seus comandos aderem aos autênticos anseios da maioria da Nação. Mormente o Congresso Nacional oferece destacados parlamentares protagonizando um toma-lá-dá-cá desgarrado dos mais elevados interesses da sociedade. Os assim chamados políticos não são necessariamente fiéis aos partidos que os elegeram. Pior: os partidos em sua maioria não oferecem capilarmente aos eleitores um programa de política energética. Quando muito,
Há problemas de toda ordem, em todas as instâncias, macros e micros, pedindo uma reforma no modelo. Enxerga-se muita discussão e total imprevisibilidade do que um dia poderá ser parido. Ironicamente digo que o instante é quântico, ambíguo, incerto, debaixo do aforismo de que tudo pode ser, acontecer no mesmo momento, na mesma duração. De um laboratório paroquial no qual patina o Congresso Nacional, uma partícula tanto pode atuar como elétron, quanto pode se revelar um fóton, ou o que mais a física nomeie. Nossos parlamentares aderiram ao conceito de que o cosmos se faz de incertezas a serem dribladas para que cada um permaneça reeleito no cargo. O arauto do Ministério de MME – Ministério de Minas e Energia inoculou a pílula do
“Nada resiste à imprudência do legislador que ignora a complexidade da energia numa economia, tampouco os Supremos Tribunais conseguem barrar dispêndios sem origem e sem cabimento, inseminados pelos comandos legais” Paulo Ludmer é jornalista, engenheiro, professor, consultor e autor de livros como Derriça Elétrica (ArtLiber, 2007), Sertão Elétrico (ArtLiber, 2010), Hemorragias Elétricas (ArtLiber, 2015) e Tosquias Elétricas (ArtLiber, 2020). Website: www.pauloludmer.com.br.
as agremiações dispõem sobre energia de uns poucos parágrafos, mas não capilarmente, cuja obediência não é obrigatória em termos pragmáticos. Portanto, seus filiados, eleitos ou não por votos populares, podem até desconhecer seus termos programáticos – quase sempre obras de ficção. No último Enase - Encontro Nacional do Setor Elétrico, em junho de 2026, a voz da Federação das Associações de classe, dos agentes do setor, recomendava um consenso, que os mais experientes, entre os 2000 militantes presentes, pareciam sentir como uma constante miragem. Constante porque matusalêmica.
bem-estar: acenou com um planejamento hábil, preditivo, que resolverá os dilemas. Ora, concordamos que a EPE - Empresa de Pesquisa Energética apresenta anualmente planos bastante críveis (impressos no papel que tudo aceita), como o Plano Decenal do setor. Todavia, são abastardados os esforços da EPE pelas dezenas de projetos frequentemente inseridos na Câmara Federal e no Senado Federal. São ideias ignorantes ou de má-fé que abalam o mundo elétrico nacional inconsequentemente. Sobretudo, ignoram a razão de ser do serviço público: o primado do consumidor. Nada resiste à imprudência do legislador que ignora a complexidade da energia
numa economia, tampouco os Supremos Tribunais conseguem barrar principalmente dispêndios sem origem e sem cabimento, inseminados pelos comandos legais (cobra-se do judiciário um papel mais reagente, e não o de formulador de políticas). Por último, mas não por fim, há uma notável fraqueza do Executivo vulnerável, que vem sendo capturado pela esperteza dos congressistas, sem opção para resguardar um tanto de governança. As agências reguladoras, que não criam políticas, devem cumpri-las. Elas estão também sendo entregues a políticos e partidos, porém, mantidas a pão e água. Os recursos da Aneel - Agência Nacional de Energia Elétrica são em grande escala surrupiados e direcionados para custear o déficit público. Seu sustento se executa com recursos cobrados sob a forma de encargo no faturamento de cada consumidor. Portanto, trata-se de dinheiro carimbado para a energia, desviado para o Tesouro Nacional, convertido na prática em imposto. A primeira consequência é que a Agência não consegue repassar aos Estados os recursos para que seus braços cumpram suas obrigações: normalização, fiscalização, mediação entre agentes. Nos sonhos (ou delírios) de alguns expositores no Enase se repetiam os votos de segurança jurídica, segurança na disponibilidade da energia, segurança na competitividade dos agentes, com flexibilidade regulatória e melhores sinais econômicos. Realistas eram meus pais de quem lembro aqui: La nave vá de qualquer maneira. Desde sempre, o próximo Congresso é pior do que o anterior. Infortunadamente, a principal graça do Brasil não se deposita na seriedade. Há que tolerar e dialogar com o desconhecido. É perigoso acreditar religiosamente num modo único comportamental capaz de travar, como um óbice, a inovação, a criatividade. A utopia da transparência total é adversa ao mistério, ao opaco, ao ocluso e, portanto, à criação. A chave do devir absorve a curiosidade e o empenho em criar. Nota do colunista: a existência e defesa do Congresso Nacional justifica a minha vida, pois é a defesa nuclear da democracia brasileira.
IMPULSIONAMOS A TRANSIÇÃO ENERGÉTICA GLOBAL
Unimos qualidade, inovação e sustentabilidade para viabilizar sistemas energéticos mais limpos, eficientes e confiáveis.
ONDE TEM TECNOLOGIA, TEM FIOS E CABOS