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Amor t eci ment onat r ansmi ssão deener gi aem pr ensasmecâni cas
Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
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Sumário 4
Carta ao leitor
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Notícias
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Automação da movimentação no chão de fábrica, hidroconformação, IA no processamento de chapas, estampagem de titânio e outras informações de mercado.
Guia I
Rebitadeiras Guia relaciona fornecedores de máquinas para rebitagem industrial, em versões manual, hidráulica e pneumática.
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Método
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Tendência
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Guia II
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Guia III
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Tudo sobre prensas
Rota para fabricação de peças estruturais por estampagem a frio seguida de têmpera localizada Estudo propõe uma rota alternativa para a fabricação de peças com geometria simples, baseada na estampagem a frio seguida por uma etapa de têmpera localizada via aquecimento por efeito Joule.
Cursos que promovem a ampla adoção de recursos de inteligência artificial (IA) no setor metal mecânico são oferecidos pelo SENAI.
Prensas dobradeiras Pesquisa reúne informações sobre fornecedores dessas máquinas, disponíveis em configurações hidráulica, mecânica e servomotorizada.
Ganchos e tenazes para movimentação de materiais Uma relação de empresas especializadas em fornecer dispositivos projetados para o içamento seguro de bobinas, peças planas, tubos e estruturas pesadas no ambiente fabril.
Prensas mecânicas para estampagem – amortecimento na transmissão de energia. Um resumo de como operam sistemas para controle do engate e da frenagem em prensas.
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Livros e informativos
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Produtos
Índice Iscar ..................................................... 2ª Capa Capa Peças automotivas estampadas. Imagem: DRN Studio / Shutterstock. Arte final: Vanessa C. Silva
Tecnomira ...................................................... 21
As opiniões expressas nos artigos assinados não são necessariamente as adotadas por Corte e Conformação de Metais, podendo mesmo ser contrárias a estas.
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Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
Carta ao leitor Automação e IA no processamento de chapas. Projetos em curso e tendências.
DIRETORES Edgard Laureano da Cunha Jr., José Roberto Gonçalves e José Rubens Alves de Souza (in memoriam) REDAÇÃO Diretora de redação: Hellen Corina de Oliveira e Souza Editor técnico: Antonio Augusto Gorni Redator: Adalberto Rezende (MTb 78.879) Jornalista responsável: Hellen Corina de Oliveira e Souza (MTb 21.799) Secretaria de redação/Pesquisa: Milena Venceslau
Empresas e instituições de tecnologia estão trabalhando juntas na criação de sistemas automatizados e baseados em inteligência artificial que vão auxiliar nos processos de fabricação mecânica, envolvendo, por exemplo, o processamento de chapas. Esses temas são abordados na seção Notícias (pág. 6) desta edição, além de outros assuntos, tais como inovação na hidroconformação para fabricação de peças híbridas, estampagem de titânio, metrologia 3D sem fio e facilitação da programação de robôs industriais. O mercado de máquinas de linha amarela, a produção de laminados e fornecimento de aços no setor sucroalcooleiro também estão no noticiário. Em um artigo técnico sobre a fabricação de peças estruturais por estampagem a frio seguida de têmpera localizada (pág. 14), é abordado um método para a fabricação de peças que requerem uma combinação entre elevada resistência mecânica e otimização de massa, permitindo a obtenção de componentes com variações microestruturais, ajustadas de acordo com a necessidade funcional da peça. Na seção Tendência (pág. 20) o tema central é o uso de inteligência artificial nas pequenas e médias indústrias. Confira cursos para o setor metal mecânico que têm a IA em sua grade curricular e também dicas para quem quer começar a se familiarizar com esses sistemas. Em Tudo sobre prensas (pág. 24), com Natal Pasqualetti Neto, você vai encontrar um resumo de como operam os sistemas de controle do engate e da frenagem de componentes presentes em prensas. As informações abrangem a energia necessária para a partida e parada do motor da prensa e segurança operacional, entre outros temas.
PUBLICIDADE Gerente comercial: José Roberto Gonçalves São Paulo e Rio de Janeiro Luci Sidaui – Cel. n (11) 98486-6198, luci@arandaeditora.com.br Dora Bandelli - Cel. (11) 95327-6608, dora.bandelli@arandaeditora.com.br Paraná e Santa Catarina Romildo Batista Rua Carlos Dietzsch, 541, cj 204E – 80330-000 – Curitiba (PR) Tel. (41) 3501-2489/3209-7500, Cel. (41) 9728-3060, romildoparana@gmail.com Rio Grande do Sul Maria José da Silva Tel. (11) 2157-0291, Cel. (11) 98179-9661 e-mail: maria.jose@arandaeditora.com.br INTERNATIONAL ADVERTISING SALES REPRESENTATIVES China: Mr. Weng Jie – Hangzhou Oversea Adv Ltd 596 Tiyuchang Rd., Hangzhou, Zhejiang 310007, China Tel.: (+86 571) 87063843, jweng@foxmail.com, wj@hz.cn Germany: IMP InterMediaPro e K. – Mr. Sven Anacker Starenstrasse 94 46D – 42389 Wuppertal Tel.: (+49 202) 373294 11, sa@intermediapro.de Italy: QUAINI Pubblicità – Ms. Graziella Quaini Via Meloria 7, 20148 Milan Tel.: (+39 2) 39216180, grquaini@tin.it Japan: Echo Japan Corporation – Mr. Ted Asoshina Grande Maison Room 303, 2-2, Kudan-kita 1-chome, Chiyoda-ku, Tokyo 102-0073, Japan Tel.: (+81 3) 3263-5065, e-mail: aso@echo-japan.co.jp Korea: JES Media International – Mr. Young-Seoh Chinn 2nd fl, Ana Blsdg, 257-1 Myungli-Dong, Kangdong-Gu, Seoul 134-070, Tel.: (+82 2) 481-3411, jesmedia@unitel.co.kr Switzerland: Mr. Rico Dormann, Media Consultant Marketing Moosstrasse 7, CH-8803 Rüschlikon Tel.: (+41 1) 720-8550, beatrice.bernhard@rdormann.ch Taiwan: WORLDWIDE Services Co. Ltd. – Mr. Robert Yu 11F-B, Nº- 540, Sec. 1, Wen Hsin Road, Taichung Tel.: (+886 4) 2325-1784, global@acw.com.tw UK: Robert G Horsfield International Publishers – Mr. Edward J. Kania Daisy Bank, Chinley, Hig Peaks, Derbyshire SK23 6DA Tel.: (+44 1663) 750-242, Cel.: (+44 7974) 168188 – ekania@ btopenworld.com USA: Ms. Fabiana Rezak – 2911 Joyce Lane, Merrick, NY 11566, Tel.: (1 516) 858-4327, arandausa@gmail.com ADMINISTRAÇÃO Diretor: Edgard Laureano da Cunha Jr. Gerente: Rosilene de Paiva Branco Circulação: Clayton Delfino PRODUÇÃO GRÁFICA Projeto: Antonio Marcelo Chaves – marcelo@magicart.com.br Editoração eletrônica: Vanessa C. da Silva Assistente de produção: Talita Silva
Boa leitura. Corte e Conformação de Metais, revista brasileira que aborda o projeto e a produção de peças a partir de chapas e tubos metálicos, é uma publicação mensal de Aranda Editora Técnica e Cultural Ltda.
Convidamos a todos a conferirem mais informações em nosso site: https://www.arandanet.com.br/revista/ccm E também a se inscreverem para receber a newsletter quinzenal com as notícias do setor pelo QR Code:
Adalberto Rezende Redator adalberto@arandaeditora.com.br
ISSN 1808-351X Redação, Publicidade, Administração e Correspondência Alameda Olga, 315 – 01155-900 – São Paulo – SP – Brasil Tel. +55 (11) 3824-5300 – +55 (11) 3666-9585 infoccm@arandanet.com.br www.arandanet.com.br CCM é enviada gratuitamente para 12.000 leitores qualificados de empresas diretamente ligadas às atividades de corte e conformação de metais.
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Notícias
Automação na descarga de chapas evita gargalos em linhas de corte A desenvolvedora de software espanhola Lantek, representada pela SKA (São Paulo, SP), e a fabricante de maquinário Tecoi, também espanhola, anunciaram globalmente uma parceria estratégica para o desenvolvimento de um sistema robótico automatizado de descarga e paletização de componentes industriais. Integrada à arquitetura modular de corte multifuso da plataforma Tecoi CF, a tecnologia combina automação física e inteligência de dados para eliminar interrupções operacionais no processamento de chapas metálicas, permitindo que a movimentação de peças ocorra de forma simultânea e contínua ao processo de corte. A movimentação mecânica é realizada por uma ponte rolante servoautomatizada com eletroímãs de içamento. Ela transfere o material cortado para uma zona intermediária. Nessa etapa, braços robóticos dotados de garras adaptativas efetuam a coleta e o empilhamento das peças. O controle do fluxo é gerenciado pelo software CAD/CAM Lantek Expert, que atua como o núcleo lógico da operação, instruindo os robôs a agruparem e ordenarem os componentes conforme critérios de geometria e ângulo. Essa padronização assegura a estabilidade das pilhas e a rastreabilidade total do lote nas etapas subsequentes de logística interna. O sistema foi concebido com uma estrutura baseada em robôs colaborativos, o que possibilita
a inserção e o sincronismo de unidades adicionais para acelerar a descarga sem prejuízo da precisão dimensional ou do controle de dados. Essa flexibilidade permite que a tecnologia seja implementada tanto em células de manufatura de menor demanda quanto em linhas integradas de alta produtividade. O projeto está inserido no programa Sortec, iniciativa de pesquisa e desenvolvimento (P&D) que integra os recursos do software de manufatura da Lantek ao maquinário industrial e robótico da Tecoi, voltada à automação integral de fluxos fabris.
Parceria resulta em um sistema robótico de paletização simultâneo ao processamento de componentes. Imagem: Tecoi/Lantek.
SKA – www.ska.com.br/lantek Tecoi – https://tecoi.com
Inovação em hidroconformação permite a produção de peças híbridas Pesquisadores do Instituto Fraunhofer de Ferramentas de Corte e Tecnologia de Conformação (IWU, Alemanha), em Chemnitz, desenvolveram avanços em processos de hidroconformação de chapas que aumentam a cadência de produção e simplificam a
fabricação de componentes híbridos. Os resultados do estudo foram divulgados no final de julho, com o intuito de apresentar soluções operacionais para a indústria de processamento de chapas e tubos. A inovação se baseia na sobreposição de etapas do processo e na integração do processamento de materiais plásticos diretamente na etapa de conformação dos metais. Na conformação de chapas sob alta pressão, a equipe do Fraunhofer IWU reestruturou a sequência operacional e o ferramental para executar simultaneamente o fechamento da prensa, a aplicação da força de fixação e a hidroconformação. A técnica gera a pressão interna de conformação diretamente na ferramenta por meio de um cilindro hidráulico acionado pelo movimento do martelo da prensa. O sistema elimina a necessidade de centrais de alta pressão dedicadas e permite o uso de prensas convencionais alimentadas por bobina, elevando a cadência de produção de até 8 para até 60 golpes por minuto em itens como placas para células a combustível ou carcaças de dispositivos eletrônicos. Em outra frente voltada ao processamento de tubos metálicos, o Fraunhofer IWU – em cooperação com a Universidade Técnica de Chemnitz, a Schicktanz GmbH, a IWC Engineering e o designer Felix Monza – desenvolveu a combinação entre a hidroconformação de tubos e a termoformação contínua de termoplásticos. O método substitui a moldagem por injeção tradicional pela inserção de pré-
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formas plásticas extrudadas ou pré-moldadas, que são aquecidas junto com o tubo metálico e conformadas simultaneamente na mesma ferramenta. O processo utiliza nitrogênio em razão das altas temperaturas do ferramental, possibilitando ainda a união mecânica e a integração de insertos roscados nos componentes em um mesmo processo.
Ferramenta para conformação de chapas metálicas sob alta pressão. Imagem: Fraunhofer IWU.
Componente híbrido metal-plástico moldado sob alta pressão e prensado, com um inserto roscado e trava do tipo baioneta. Imagem: Fraunhofer IWU.
IWU – www.iwu.fraunhofer.de
Estampagem de ligas de titânio. Temperatura moderada torna o processo mais viável. O Centro de Competência em Metais Leves (LKR), centro de pesquisas do Instituto Austríaco de Tecnologia (AIT), desenvolveu um processo de estampagem profunda a quente para chapas da liga de titânio α-β Ti-6Al-4V que opera a temperaturas abaixo
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Método testa a estampagem a temperaturas abaixo de 500°C, com o uso de ferramentas convencionais de aço para trabalho a quente e eliminando etapas de tratamento térmico. Imagens: AIT.
de 500°C. Normalmente, o processo é viável a temperaturas superiores a 600°C, o que requer o uso de lubrificantes especiais e atmosfera controlada. A tecnologia foi concebida para atender à demanda da indústria aeroespacial por maior produtividade e menor consumo de energia na fabricação de componentes leves e resistentes. Ela se baseia no pré-aquecimento do blanque de titânio a uma temperatura inferior à de conformação isotérmica, seguido do estiramento imediato na prensa, o que reduz o tempo de ciclo em comparação com a conformação tradicional. A principal vantagem técnica está na economia operacional e no ganho de eficiência do ferramental. Operar abaixo de 500°C permite o uso de aços para trabalho a quente convencionais na fabricação das matrizes e punções, dispensando o emprego de ligas à base de níquel de alto custo, exigidas nos processos SPF operados entre 840°C e 930°C, de acordo com comunicado de imprensa do instituto. Além disso, a exposição reduzida a altas temperaturas elimina a formação da camada superficial frágil (alpha case), dispensando etapas posteriores de decapagem ou usinagem. Os testes de validação realizados com amostras fornecidas pela voestalpine Böhler Bleche GmbH & Co KG (Áustria) demonstraram
a eficácia do processo em chapas com diferentes acabamentos, incluindo superfícies rugosas. Os ensaios atingiram profundidades de estampagem de até 68,5 mm, com alongamento até a ruptura superior a 10% sem necessidade de tratamento térmico posterior. Os ensaios iniciais confirmaram ainda a viabilidade do processo em múltiplos estágios sem necessidade de recozimento intermediário. A tecnologia já conta com concessão de patente na Áustria e pedido internacional pendente. AIT – www.ait.ac.at/en
Parceria internacional integra IA ao processamento de chapas A alemã Trumpf (Barueri, SP) tornou-se parceira oficial do Innovation Park Artificial Intelligence (IPAI), um centro de inovação em inteligência artificial (IA) sediado em Heilbronn (Alemanha). A cooperação tem por objetivo integrar recursos para acelerar o desenvolvimento e a aplicação de soluções de IA no ambiente de manufatura industrial, com ênfase em novas tecnologias no processamento de chapas metálicas. A proximidade com o centro de inovação permite à fabricante de máquinas o acesso a comitês internacionais interdisciplinares de IA e a estruturas laboratoriais em escala real para testes operacionais. “O desenvolvimento
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Notícias de recursos de IA em um sistema de inovação fechado é muito custoso e demorado, enquanto a parceria torna esse processo mais rápido e eficiente”, comentou João Visetti, CEO da empresa no Brasil. A Trumpf já emprega a inteligência artificial em sistemas automatizados como o Cutting Assistant, equipamento que escaneia a face de corte das chapas e executa o ajuste da máquina, corrigindo parâmetros para aprimorar o resultado do corte, com o recurso adicional de aprendizagem de máquina a cada novo ajuste. Outro recurso similar é o Sortmaster Vision, utilizado na classificação e ordenação de componentes cortados, com um robô que identifica e empilha peças cortadas. Já o sistema VisionLine Inspect executa a inspeção automatizada da qualidade de cordões de solda durante o processo, com programação automática da trajetória do robô. A análise da poça de fusão é feita por imagem térmica captada por câmeras inteligentes que detectam bolhas e eventuais defeitos no cordão. Já o Automatic Speed Control (ASC) integra uma câmera no cabeçote de laser e faz a leitura do grau de reflexão e de variações no metal da chapa, ajustando a máquina para o processamento. São detectadas, por exemplo, etiquetas de identificação e pontos de oxidação, os quais são levados em conta no ajuste da velocidade da máquina para que ela continue cortando. Os sistemas inteligentes integram a iniciativa Smart Factory da Trumpf, um ambiente de produção em que operadores, máquinas, automação e software interagem de forma a promover a produtividade com base em tecnologia de ponta. “O uso de IA nas máquinas proporciona
inúmeros benefícios para os usuários, tornando as operações mais estáveis, ampliando as possibilidades de ajuste. O nível de digitalização no Brasil não deve ser o gargalo, tendo em vista que a infraestrutura de internet local não deixa nada a dever para a alemã”, comentou Visetti.
Cooperação vai acelerar a aplicação de soluções de IA no trabalho com chapas metálicas, com maior agilidade para a execução de testes operacionais. Imagem: Trumpf.
Trumpf – www.trumpf.com/pt_BR
Hypertherm lança recursos auxiliares para processamento de chapas Foram lançados pela Hypertherm Associates o cartucho para corte Hyamp, para a linha de equipamentos de corte a plasma Powermax125, e o aplicativo Quote Manager, que aumenta os recursos do software de corte industrial e elaboração de orçamento ProNest. O novo cartucho para corte é indicado para o processamento de chapas com grande espessura como, por exemplo, corte e goivagem. Sua estrutura é formada por uma peça única e, de acordo com um comunicado à imprensa, possui codificação por cores e marcações que podem ser facilmente visualizadas, assim como pode ser integrado ao sistema de corte mais rapidamente em comparação com outros cartuchos. A linha de equipamentos da qual o cartucho Hyamp passou a fazer parte também é composta por tochas de recondicionamento
Já estão disponíveis um novo cartucho para corte e um aplicativo que simplifica a elaboração de orçamentos. Imagens: Hypertherm.
e adaptadores, entre outros produtos do portfólio da companhia norte-americana, com escritório em São Paulo (SP), que são recomendados para o processamento de chapas e também para corte a plasma na rebarbação de fundidos. Elaboração de orçamento mais rápida Também passaram a ser oferecidos pela Hypertherm novos recursos adicionais para o software ProNest. Os clientes podem consultar a empresa sobre a disponibilidade do aplicativo “Quote Manager”, que simplifica a elaboração de orçamentos de serviços e pode operar alinhado em tempo real aos bancos de dados de produção, por exemplo. O aplicativo é compatível com qualquer navegador web e pode ser acessado por dispositivos móveis. Os recursos permitem a elaboração ou modificação de orçamentos que podem ser compartilhados instantaneamente com os usuários. O novo aplicativo também é compatível com a plataforma ProNest Production Manager.
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“Como os custos de materiais, as taxas de mão de obra e os requisitos de produção continuam a flutuar, os fabricantes precisam de um processo mais confiável para avaliar cada oportunidade e precificar os trabalhos com segurança. O Quote Manager ajuda as equipes de vendas a responderem mais rapidamente, e também a aprimorarem a precisão dos orçamentos”, comentou Tom Stillwell, gerente de produto de software da Hypertherm. Hypertherm Associates – www.hyperthermassociates.com/pt
Metrologia 3D sem fio chega à inspeção de peças grandes A Faro Creaform (Canadá/ EUA) anunciou o lançamento global das novas gerações de digitalizadores portáteis HandySCAN 3D, composta pelas séries EVO e MAX, com o objetivo de aprimorar os processos de metrologia e inspeção dimensional diretamente no ambiente fabril. Desenvolvidos para a medição de componentes de geometrias variadas, os sistemas operam de maneira integrada a uma plataforma de software unificada, visando simplificar a rotina de controle da qualidade e engenharia reversa na manufatura industrial. Para o segmento de conformação e caldeiraria, o destaque está na série MAX (com os modelos HandySCAN MAX EVO e MAX EVO Elite), projetada especificamente para a inspeção de peças grandes e complexas, comuns na fabricação de estruturas a partir de chapas e tubos metálicos. Quando combinados ao Kit Mobilidade, esses modelos operam totalmente sem fios, o que dispensa o uso de estações
Novos digitalizadores portáteis operam sem cabos no chão de fábrica, simplificando o controle dimensional e os ensaios não destrutivos em peças de grande porte. Imagem: Faro Creaform.
fixas de trabalho e facilita a medição dimensional e os ensaios não destrutivos (END) de componentes de grande porte diretamente no chão de fábrica. Em termos de desempenho, o modelo MAX EVO prioriza os fluxos de desenvolvimento de produtos e apresenta precisão volumétrica de 0,150 mm + 0,020 mm/m. Por sua vez, a versão MAX EVO Elite atende a critérios rigorosos de inspeção e engenharia reversa, oferecendo precisão volumétrica de 0,075 mm + 0,010 mm/m. Os equipamentos contam com calibração acreditada pela norma ISO/IEC 17025, estão em conformidade com os padrões VDI/VDE 2634 e incorporam leitores de código QR para acelerar a execução dos programas de análise de peças no ambiente de produção. Faro Creaform – www.faro.com
Crescimento do mercado de máquinas de linha amarela abre perspectivas para o setor metal mecânico A Associação Brasileira de Tecnologia e Gestão de Equipamentos (Sobratema) projetou um aumento de 4% nas vendas de equipamentos da linha amarela para o ano de 2026, totalizando 35.843 unidades a serem comercializadas nacionalmente. O avanço é impulsionado
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principalmente pelo setor público — responsável por 23% das aquisições no primeiro semestre —, acompanhado pela construção pesada (22%) e pelo segmento de locação (19%). Também são áreas importantes a construção leve (14%), agro e florestal (12%) e mineração (10%). As máquinas de linha amarela consistem no conjunto de equipamentos pesados e móveis predominantemente utilizados nas áreas de terraplanagem, escavação, movimentação de carga e infraestrutura. As vendas totais apontadas pela Sobratema incluem guindastes, compressores portáteis, manipuladores telescópicos, plataformas elevatórias, equipamentos para concreto, caminhões rodoviários e tratores pesados de pneus. Para a indústria processadora de chapas e tubos metálicos, as máquinas de linha amarela representam um dos segmentos de maior demanda por componentes estruturais, chassis e implementos fabricados por caldeiraria pesada e conformação de chapas de alta resistência. De acordo com os dados da Sobratema, na composição da frota ativa do setor, 39% das máquinas possuem até cinco anos de uso e 43% estão na faixa entre cinco e dez anos, demonstrando fluxo contínuo de renovação tecnológica. Diante do custo de capital elevado, 39% das aquisições vêm sendo realizadas com recursos próprios, favorecendo também modelos flexíveis de operação. O levantamento indica ainda que 58% das construtoras recorrem à locação para suprir até 10% da sua demanda por equipamentos. Paralelamente, a busca por maior eficiência operacional impulsiona a transição de frotas analógicas para máquinas equipadas com
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Notícias sistemas de conectividade e monitoramento em tempo real. Para Mairon Karr, diretor de negócios da Armac, o setor vive uma transformação silenciosa, com empresas buscando cada vez mais flexibilidade. “O mercado vive um processo contínuo de renovação das frotas, combinando aquisição, venda e locação conforme a necessidade operacional de cada momento”, avaliou. Afonso Mamede, presidente da Sobratema, lembrou que o setor passou por uma verdadeira revolução silenciosa, nas últimas décadas: “Saímos de equipamentos analógicos e isolados para frotas inteligentes, conectadas e monitoradas em tempo real”. Sobratema – https://sobratema.org.br
Acordo internacional promove tecnologia de soldagem e corte a laser O Instituto Fraunhofer de Tecnologia Laser ILT (Alemanha) e o Instituto Coreano de Máquinas e Materiais KIMM (Coreia do Sul) renovaram um memorando de entendimento para expandir a cooperação técnica em processos avançados de manufatura a laser. O acordo estende uma parceria de longo prazo e tem por objetivo acelerar pesquisas conjuntas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias de fabricação que atendam à crescente demanda da indústria de mobilidade elétrica e dos sistemas de armazenamento de energia. A colaboração entre as instituições alemã e sul-coreana já resultou no desenvolvimento de um sistema de fabricação híbrido aplicado à conformação e união de placas bipolares metálicas utilizadas em células a combustível. As novas etapas do projeto contemplam avanços nos processos de corte e soldagem
Instituições da Alemanha e Coreia do Sul atuam juntas no desenvolvimento de processos de corte e soldagem de componentes metálicos. Imagem: Fraunhofer ILT.
a laser para componentes metálicos empregados em motores elétricos, além do aperfeiçoamento de métodos produtivos aplicados à fabricação de baterias. Além da eletromobilidade, os institutos de pesquisa preveem a expansão dos trabalhos cooperativos para a engenharia de fabricação pesada de componentes metálicos estruturais. Entre os campos de aplicação identificados estão o desenvolvimento de processos para a manufatura de pequenos reatores modulares (SMRs), infraestrutura para a cadeia do hidrogênio e sistemas de energia renovável. ILT – www.ilt.fraunhofer.de
das estratégias a divulgação do “Programa Qualifica”, voltado para a capacitação e treinamento de profissionais que atuam, por exemplo, na manutenção de equipamentos do setor sucroalcooleiro. “Esses produtos atendem demandas específicas das usinas, especialmente por serem resistentes à corrosão, às altas temperaturas e ao contato com produtos químicos. É importante ressaltar que são produtos que possuem certificações internacionais, de instituições como American Petroleum Institute (API) e National Association of Corrosion Engineers (NACE), que atestam fatores como qualidade, desempenho e durabilidade”, comentou Fernando Del Roy, diretor de marketing, suprimentos e inteligência de mercado do Grupo Açotubo. O Grupo Açotubo foi expositor da 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, evento realizado em agosto no Centro de Eventos Zanini, na cidade de Sertãozinho (SP).
Fornecedora de aços intensifica comércio no setor sucroalcooleiro O Grupo Açotubo, com centro de distribuição de aços em Guarulhos (SP), vai aumentar o fornecimento de produtos para o setor sucroalcooleiro. A empresa tem em seu portfólio linhas de barras redondas, sextavadas, quadradas e chatas, assim como barras de aços trefilados, laminados, forjados e ressulfurados, além de conexões e flanges. Os produtos possuem versões em aço carbono e aço inox. Atualmente, a empresa atende mais de 80% das usinas sucroalcooleiras do Estado de São Paulo. Também faz parte
Fornecedora de aços aumentou a comercialização de produtos para o setor sucroalcooleiro. Imagem: Divulgação.
Grupo Açotubo – https://acotubo.com.br
Fabricante de componentes metálicos investe em automação industrial A Mecan, empresa que integra o Grupo Orguel com sede na cidade mineira de Vespasiano, realizou melhorias em seus
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Acordo simplifica programação de robôs para indústrias
processos de fabricação. Foram integradas ao seu parque fabril novas tecnologias de soldagem robotizada, modelagem digital e manufatura aditiva (impressão 3D), além de recursos de inteligência artificial (IA). As estratégias da companhia, que atualmente tem cerca de 70% dos processos industriais já automatizados e/ou robotizados, envolvem a ampliação do seu laboratório de testes e ensaios destrutivos e não destrutivos. O investimento no laboratório tem por objetivo centralizar atividades que antes eram realizadas por terceiros, bem como reduzir o tempo de desenvolvimento de produtos. “A estrutura reúne equipamentos para testes de carga, medições tridimensionais, análises dimensionais, prototipagem e simulações, além de novos investimentos previstos para ampliar a capacidade de avaliação de materiais, de cordão de solda e componentes metálicos”, comentou Sérgio Guerra, CEO do Grupo Orguel. Outros investimentos abrangem a instalação de uma usina fotovoltaica formada por 1.900 módulos, com capacidade de gerar cerca de 150 mil kWh por mês (1.100 kWp), e a implementação de um sistema de reaproveitamento de água. A Mecan atua há 48 anos na fabricação de equipamentos de acesso e escoramentos utilizados em indústrias e no setor de mineração, entre outros mercados. Mecan – https://mecan.com.br
a programação avançada de robôs mais prática e previsível”, comentou Andrei Kharatsidi, CEO da ENCY Software, que é representada no Brasil pela Comac (Carlos Barbosa, RS). Comac – www.comacbr.com
Siderúrgica investe em produção de laminados no Ceará Foi anunciado pela ArcelorMittal um investimento de R$ 35 milhões na construção de uma linha para produção de bobinas de aço laminadas a quente no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), situado entre os municípios cearenses de São Gonçalo do Amarante e Caucaia. A siderúrgica, com matriz em Luxemburgo e unidade brasileira em Belo Horizonte (MG), tem por objetivo concentrar a oferta de aços laminados a quente no CIPP, e assim reduzir significativamente os custos logísticos envolvidos na compra desse tipo de material que atualmente é fornecido por empresas de outros estados ou do exterior. As bobinas de aço laminadas a quente são amplamente consumidas por setores como, por exemplo, a indústria automotiva, naval, de fabricação de máquinas agrícolas, infraestrutura e na construção civil, além do setor de energia, óleo e gás. A ArcelorMittal também pretende a partir desse projeto, de acordo com um comunicado à imprensa, contribuir para o fortalecimento da competitividade do polo metal mecânico local. Imagem: Divulgação.
Empresa integrou tecnologias de soldagem robotizada e inteligência artificial (IA) aos seus processos produtivos. Imagem: Mecan.
Foi anunciado pela ENCY Software (Chipre) e a Stäubli Robotics (Suíça) a consolidação de um acordo global que tem por objetivo facilitar a integração de robôs ao chão de fábrica, utilizando software CAD/CAM para a programação de cobots e simulação de processos. Os esforços das partes envolvidas concentram-se nos desafios da automação avançada, que abrange a conversão de trajetórias complexas baseadas em CAD/CAM em operações robotizadas confiáveis e de fácil controle. Isso envolve aplicações em processos como corte, processamento a laser, fresamento, retificação, rebarbação e polimento. Pelo sistema ENCY Robot, por exemplo, pode ser executada a programação off-line de robôs industriais, bem como a simulação de processos para evitar a ocorrência de colisões. Também pode-se reduzir o tempo de inatividade do robô durante a programação e a integração de ferramentas digitais voltadas para a fabricação de diferentes tipos de peças, entre outros procedimentos. “Os fabricantes não precisam de mais uma camada de complexidade. Eles precisam de um caminho claro que vai da preparação digital ao movimento real do robô. Juntamente com a Stäubli, estamos tornando
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Parceria tem por objetivo tornar a programação de robôs mais intuitiva, rápida e acessível. Imagem: Divulgação.
ArcelorMittal – https://brasil. arcelormittal.com
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Guia I
Rebitadeiras O processo de rebitagem é uma técnica estratégica para a fixação de chapas e perfis metálicos, oferecendo alta resistência estrutural e repetibilidade sem aporte de calor. As máquinas estão disponíveis em versões manual, hidráulica
Alphared (11) 97553-9542 fabio@alphared.com.br BalTec (11) 4492.5408 rebitadeiras@baltecbrasil.com.br Fabrifix (47) 3052-7980 contato@fabrifix.com.br GPTech (47) 99640-2112 contato@gptech.ind.br
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Kamp (54) 99101-7715 vendas@kamp.com.br Mazi (54) 98150-0227 comercial1@mazi.com.br
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Pressmatik (16) 99770-4156 comercial@pressmatik.com.br Tuber (49) 99983-7409 comercial@marble.ind.br
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Força de trabalho (kN)
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Diâmetro máximo dos rebites (mm)
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Tempo médio de rebitagem (s)
Movimento do punção orbital
•
Comprimento máximo dos rebites (mm)
Movimento do punção radial
AGME www.agme.net sales@agme.net
Hidráulica
Fabricante País
Pneumática
Empresa Telefone E-mail
Manual
e pneumática. O levantamento a seguir reúne fornecedores de maquinário e soluções para rebitagem industrial.
2
14 a 87
4,75 a 100
2,4 a 6,4
0,5 a 31
1,2
60 a 70
4,8 a 23,67
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ilimitado
1a3
30 a 87
0,3 a 100
M3 a M12
6 a 30
1
5 a 6 bar
10 a 27
•
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5
150 a 4.500
30 a 500
•
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8,6 a 41,2
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6a8
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2
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•
6,35 a 25,4
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3
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20 a 500
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6 a 12
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72 a 87
100 a 140
Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 28 empresas pesquisadas. Fonte: Revista Corte e Conformação de Metais, agosto/setembro de 2026.
A ALIANÇA LÍDER MUNDIAL DE EVENTOS PARA A INDÚSTRIA DE ENERGIA
DATE
YEAR
DESTINATION
COUNTRY
SEPTEMBER 1–2
2026
DALLAS
USA
SEPTEMBER 1–3
2026
DUBAI
UAE
SEPTEMBER 1–3
2026
MEXICO CITY
MEXICO
OCTOBER 13–14 SUMMIT 2026
BUCHAREST
ROMANIA
FEBRUARY 8–11
2027
SAN DIEGO
USA
MARCH 9–11
2027
GANDHINAGAR
INDIA
MARCH 16–17
2027
NAIROBI
KENYA
APRIL 28–29
2027
FORTALEZA
BRAZIL
MAY 11–13
2027
DUBAI
UAE
JUNE 8–10
2027
MUNICH
GERMANY
JUNE
2027
ROSEMONT
USA
AUGUST 24–26
2027
SÃO PAULO
BRAZIL
204,000+ 4,700+ 10,000+
EVENTS
VISITANTES
EXPOSITORES PALESTRANTES
www.TheSmarterE.com
www.TheSmarterE.com.br
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Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
Método
Rota para fabricação de peças estruturais por estampagem a frio seguida de têmpera localizada A indústria automotiva busca desenvolver novas rotas de fabricação de componentes estruturais, com foco em economia de recursos e mantendo a segurança dos passageiros. Atualmente, componentes de carroceria que necessitam de uma combinação entre elevada resistência mecânica e otimização de massa são produzidos por estampagem a quente, processo no qual o blanque é conformado em altas temperaturas e resfriado rapidamente durante a conformação. Este estudo propõe uma rota alternativa para a fabricação de peças com geometria simples, baseada na estampagem a frio, seguida por uma etapa de têmpera localizada via aquecimento por efeito Joule. Essa abordagem permite a obtenção de componentes com variações microestruturais, ajustadas de acordo com a necessidade funcional da peça. M. P. S. Santos, B. Callegari, L. F. Folle, J. Santana, G. Curti e T. N. Lima
N
os últimos anos, a crescente demanda por veículos mais leves e seguros tem impulsionado o desenvolvimento de aços de alta resistência, como o 22MnB5, aço que permite a conformação de componentes estruturais complexos como pilares, trilhos de teto e zonas de impacto, ao mesmo tempo que atende às especificações de resistência mecânica após o tratamento
térmico. Essa categoria de material normalmente é processada por estampagem a quente que é amplamente difundida na indústria automotiva (1,2) . Atualmente, componentes desse tipo são produzidos por estampagem a quente, onde o blanque é aquecido até a faixa de 850°C a 950°C para promover a austenitização, sendo conformado em altas temperaturas e simultaneamente
Matheus Passos Sarmento Santos, Tiago Nunes Lima e Bruna Callegari são pesquisadores do Senai Cimatec (Salvador, BA). Luis Fernando Folle, Jessica Santana e Gustavo Curti são pesquisadores do Grupo Benteler, com sede na Áustria e subsidiária brasileira em Campinas (SP). Este artigo foi apresentado na 14ª Conferência Internacional de Conformação de Chapas Metálicas no 44º Seminário Nacional de Forjaria (Senafor), realizado de 1 a 3 de outubro de 2025 em Porto Alegre (RS). Reprodução autorizada.
resfriado rapidamente no molde para permitir a têmpera de todo o componente. Entretanto, esse processo requer uma infraestrutura robusta e de alta demanda energética, uma vez que utiliza fornos extensos para aquecimento por convecção e ferramental específico para resfriamento da peça e com resistência ao desgaste (3). Este estudo tem por objetivo propor uma rota alternativa baseada na estampagem a frio, seguida por uma etapa de têmpera localizada via aquecimento por efeito Joule, empregando conceitos
Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
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produção dessas amostras foi o 22MnB5, comumente empregado em processos de estampagem a quente, com espessura de 1,5 mm e sem revestimento. A composição química é apresentada na tabela 1.
Fig. 1 – Curva Limite de Conformação e os seus respectivos modos de deformação. Fonte: (10).
de Tailored blanques. Essa processo de produção de abordagem permite a obtenção componentes estruturais de componentes com variações com têmpera localizada, microestruturais e com assegurando a integridade das propriedades mecânicas ajustadas peças. Complementarmente, de acordo com a necessidade o comportamento mecânico funcional da peça, minimizando e o tratamento térmico das seus custos de fabricação (4,5). O amostras foram avaliados por principal benefício é promover simulação numérica e ensaios de assim a conservação de seu dobramento, com o objetivo de desempenho, com consequente verificar a capacidade preditiva preservação da segurança dos da simulação em relação aos tripulantes do automóvel e pontos de flexão da peça tratada, redução do consumo energético constituindo uma etapa inicial de para fabricação do componente, calibração para aplicações futuras ou seja, contribuindo para em componentes reais. aumentar os índices de descarbonização da indústria Procedimento automotiva. experimental Foram investigados os efeitos de diferentes ciclos térmicos, Estampagem a frio com distintas taxas de A amostra projetada possui aquecimento e resfriamento, geometria com formato em sobre a transformação de fase U e comprimento de 140 mm do aço 22MnB5, bem como e 50 mm de largura. Esse suas propriedades mecânicas e perfil estampado consegue microestruturais. A abordagem garantir a presença de experimental foi baseada regiões de dobramento com em parâmetros industriais, diferentes curvaturas (figura considerando dois ciclos: um 1), assemelhando-se às regiões com taxa de aquecimento de presentes em um componente 30°C/s até 850°C seguida de real de barra de proteção de 5°C/s até 930°C; e outro com porta. O material usado para taxa de aquecimento de 50°C/s até 700°C seguida de 5°C/s Tab. 1 - Composição química do aço 22MnB5. até 840°C, além de tempos de C Mn Si Al Nb austenitização entre 20 s e 30 s, a temperaturas de 930°C e ≤ 0,90 0,10 ≤ ≤ 840°C, respectivamente. 0,25 -1,50 -0,25 0,05 0,06 O objetivo foi otimizar o
Aquecimento resistivo localizado A definição dos ciclos térmicos ocorreu após testes com diferentes taxas de aquecimento, temperaturas e tempos de austenitização. A otimização visou minimizar o tempo de processo, considerando a necessidade de controle da taxa de aquecimento para evitar temperatura excessiva, devido à inércia térmica do sistema, e ao objetivo de obter uma microestrutura majoritariamente martensítica na região central das amostras. Assim, foram selecionados dois ciclos: um com 30 s em uma temperatura de austenitização de 930°C, considerando a temperatura usual de processos de estampagem a quente; e outro a 840°C por 20 s, próxima à temperatura crítica para austenitização do aço (tabela 2) (2,6). As variações de tempo e temperatura foram realizadas para compreender o efeito de cada parâmetro no processo de têmpera, considerando sempre a manutenção de baixos tempos de austenitização e de ciclo completo de processamento das peças. Os testes físicos foram realizados em um simulador termomecânico Gleeble 540, utilizando garras de cobre projetadas especificamente
Ti
Cr
B
Mo
N
≤
≤
≤
≤
≤
0,05
0,40
0,0060
0,10
0,0050
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Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
Método
Fig. 2 - a) Montagem 3D CAD das garras da Gleeble projetadas; e b) aquecimento localizado da amostra no simulador termomecânico Gleeble.
para encaixe das amostras (figura 2a). Todos os ensaios foram executados em atmosfera ambiente, sem uso de vácuo ou gás inerte. O controle de temperatura foi feito na região central da amostra usando um termopar do tipo K soldado à superfície, enquanto um segundo termopar foi posicionado próximo às garras, resfriadas com circulação de água, para monitoramento da temperatura na zona de transição (figura 2b). Nos dois casos, o resfriamento foi feito com jato de ar aplicado diretamente na região central.
Estampagem a quente Para fins de comparação, foram produzidas amostras com o mesmo perfil pelo processo convencional de estampagem a quente. Chapas planas de 1,5 x 140 x 70 mm foram aquecidas à
temperatura de 930°C durante cinco minutos em um forno convencional. Posteriormente, as chapas foram transferidas para a prensa em uma faixa de tempo de 4 a 7 s e permaneceram na matriz por aproximadamente 4 s até o contato completo da matriz superior. Posteriormente, permaneceram sob o engaste da matriz por 4 s até o resfriamento e então foram removidas da prensa em tempo médio de 2 s.
Caracterização mecânica e microestrutural Para a caracterização microestrutural, as amostras foram cortadas para análise da seção transversal na posição central da região aquecida, embutidas, lixadas, polidas e atacadas com Nital em concentração de 2% para revelação das fases presentes.
Fig. 4 - Calibração da simulação de aquecimento resistivo e comparação com os resultados de temperatura obtidos com uso do simulador termomecânico Gleeble.
Fig. 3 - Montagem do ensaio de dobramento das amostras.
As análises foram feitas em um microscópio eletrônico de varredura (MEV) JEOL JSM6510LV com filamento de tungstênio, operando com voltagem de aceleração de 20 kV e distância de trabalho de 10 mm. A caracterização mecânica ocorreu em ensaios de dureza Vickers feitos nas mesmas superfícies analisadas e com utilização do microdurômetro Wilson Instruments, modelo 422 MVD, com carga de 1 kgf, com aplicação de dez indentações na região transversal.
Ensaios de dobramento O dobramento das amostras (figura 3) foi realizado com velocidade de 0,5 mm/s e distância entre os suportes de 100 mm, sem fixação das extremidades da peça, condizente com a metodologia abordada na literatura (7). Mesmo não sendo
Fig. 5 - Microestrutura do aço 22MnB5 no estado inicial.
Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
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Tab. 2 - Ciclos térmicos aplicados no simulador Gleeble. Ciclo
Taxa de aquecimento
Temperatura de austenitização
Tempo de austenitização
01
30ºC/s até 850ºC + 5ºC/s
930ºC
30 s
02
50ºC/s até 700ºC + 5ºC/s
840ºC
20 s
uma condição real de aplicação de uma peça automotiva, é capaz de proporcionar a avaliação dos pontos de dobramento. O punção usado possuía 10 mm de diâmetro e foi acoplado a uma célula de carga de 18 kN. O deslocamento total do ensaio foi definido em 50 mm.
Simulações numéricas de aquecimento e dobramento A simulação foi desenvolvida no software Simufact Forming, com uso dos módulos de resistance welding para produção da amostra tratada termicamente de forma localizada e de cold forming para o dobramento das amostras tratadas. Essas simulações foram geradas para permitir a comparação com os resultados dos ensaios físicos de dobramento realizados e servir de suporte para a posterior simulação de dobramento da peça real (door beam).
Fig. 6 - Imagens de MEV com sinal de elétrons retroespalhados de diferentes regiões da seção transversal do componente estampado a frio e submetido ao ciclo 01 na Gleeble.
Uma malha foi criada para simulação com uso do software MSC Apex, que possibilitou a geração de elementos hexaédricos com dimensão de 1 mm e com três elementos na direção da espessura da peça. A aplicação de corrente foi utilizada de forma a representar exatamente o mesmo ciclo térmico obtido com os ensaios na Gleeble, mantendo, assim, as taxas de aquecimento e o tempo de processo de têmpera (figura 4).
Resultados e discussão Material como recebido A microestrutura do aço 22MnB5 em estado como recebido
Fig. 7 - Imagens de MEV com sinal de elétrons retroespalhados de diferentes regiões da seção transversal do componente estampado a frio e submetido ao ciclo 02 na Gleeble.
(laminado) é mostrada na figura 5. É composta majoritariamente por grãos de ferrita com precipitados de cementita no entorno. A dureza do material nesse estado inicial se manteve em torno de 200 HV.
Simulações físicas de aquecimento e caracterização Na figura 6 são mostradas as microestruturas das diferentes regiões da seção transversal da amostra, na posição central ao longo de seu comprimento, após o ciclo 01 e resfriamento com ar comprimido. Em todos os pontos da curva a microestrutura se apresenta majoritariamente
Fig. 8 - Imagens de MEV com sinal de elétrons retroespalhados de diferentes regiões da seção transversal do componente estampado a quente.
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Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
Método
Fig. 9 - Variação do comprimento da região de transformação martensítica associada à temperatura de austenitização utilizada no ciclo térmico de aquecimento por resistência.
martensítica. Nas regiões A e E a martensita se apresentou com algum grau de revenimento, denotado pela cor esbranquiçada associada à presença de carbonetos. Nas regiões B, C e D, em meio à martensita, é possível observar alguns grãos poligonais correspondentes à fase ferrítica. A dureza por toda a região transversal da amostra se estabeleceu em torno de 400 HV, considerando a morfologia mais grosseira apresentada pela martensita nesses pontos. A figura 7 mostra a
microestrutura das diferentes regiões ao longo do perfil da amostra estampada em sua posição central submetida ao ciclo 02. Nas regiões B-F, a microestrutura se mostra, novamente, majoritariamente martensítica e relativamente refinada em relação à microestrutura observada após a aplicação do ciclo 01. Na região A, entretanto, foi observada uma fração relativamente elevada da fase ferrítica. Como a região A é um local de incidência direta do meio de resfriamento da Gleeble,
entendeu-se que a presença de ferrita pode ser atribuída a um contato insuficiente da garra neste local, o que, associado à temperatura de austenitização relativamente baixa no restante da peça, levou à austenitização incompleta neste local. As microestruturas da chapa estampada a quente podem ser observadas na figura 8. Novamente, os valores de dureza obtidos em cada região acompanham as imagens. Em ambos os casos, a microestrutura obtida é majoritariamente martensítica e apresenta valores de dureza da ordem de 530-580 HV1.
Simulação numérica e comportamento mecânico durante o dobramento
Fig. 10 - Ensaio de dobramento das amostras tratadas em temperatura de 930°C: (a) ensaio físico e (b) simulação.
A simulação do aquecimento por passagem de corrente desenvolvida para ambos os ciclos de aquecimento (930°C e 840°C) foi capaz de avaliar que a temperatura de austenitização controla o comprimento da região de transformação martensítica e pode ter relação com o nível de homogeneidade dessa região. Na figura 9 esse comportamento fica claro: a amostra tratada a
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Referências 1) H. Karbasian and A. E. Tekkaya. “A review on hot stamping”. J Mater Process Technol, vol. 210, no. 15, pp. 2103–2118, 2010. 2) T. and Taylor and A. Clough. “Critical review of automotive hot-stamped sheet steel from an industrial perspective”. Materials Science and Technology, vol. 34, no. 7, pp. 809–861, 2018.
Fig. 11 - Comportamento das diferentes condições de amostras no ensaio de dobramento.
840°C limita a região de martensita a, aproximadamente, 25 mm, enquanto a amostra tratada a 930°C permite um comprimento maior, de 45 mm, para essa região. A simulação foi capaz de prever o diferente comportamento detectado nos ensaios de dobramento da amostra tratada parcialmente (figura 10a), indicando que os pontos de flexão ocorreriam logo após a região de transição (figura 10b). Esse comportamento da modificação do ponto de intrusão pode ser significativo para o uso do reforço lateral da porta nos automóveis e indica que essa situação também pode estar presente na simulação do dobramento da peça real. Durante os ensaios um comportamento específico foi observado para as peças tratadas termicamente a 930°C, com uma maior região de martensita. Nessas amostras a flexão não ocorre somente na região central, mas também nas regiões logo após a zona de transição microestrutural (figura 11).
Conclusão O ciclo térmico com temperatura de austenitização de 930°C, seguido de resfriamento ao ar forçado, mostrou-se o mais
promissor para aplicação nas amostras por garantir uma faixa de dureza acima de 400 HV, que garante alta resistência mecânica e um certo nível de alongamento, que é adequado para a aplicação em componentes automotivos. Já o ciclo com temperatura de 840°C foi capaz de promover a austenitização e a posterior têmpera. Entretanto, resultou em aumento excessivo da dureza e não assegurou boa homogeneidade microestrutural. O estudo dos diferentes ciclos térmicos permitiu avaliar o potencial da tecnologia de tratamento térmico localizado por aquecimento resistivo, indicando que a rota testada pode ser viável para aplicação em peças reais, desde que possibilite o tratamento de comprimentos específicos. A simulação numérica permitiu prever o gradiente microestrutural gerado durante o tratamento térmico localizado, além de indicar o possível comportamento mecânico durante o ensaio de dobramento. A tendência de concentração dos pontos de curvatura nas regiões de variação microestrutural mostrou-se uma característica potencialmente positiva, que deve ser investigada de forma mais aprofundada.
3) K. Mori et al. “Hot stamping of ultrahigh strength steel parts”. CIRP Ann Manuf Technol, vol. 66, no. 2, pp. 755–777, 2017, doi: 10.1016/j.cirp.2017.05.007. 4) M. Merklein, M. Johannes, M. Lechner, and A. Kuppert. “A review on tailored blanques - Production, applications and evaluation”. J Mater Process Technol, vol. 214, no. 2, pp. 151–164, 2014, doi: 10.1016/j. jmatprotec.2013.08.015. 5) M. Merklein, M. Wieland, M. Lechner, S. Bruschi, and A. Ghiotti. “Hot stamping of boron steel sheets with tailored properties: A review”. J Mater Process Technol, vol. 228, pp. 11–24, Feb. 2016, doi: 10.1016/j.jmatprotec.2015.09.023. 6) D. A. Da Costa Ximenes, L. P. Moreira, J. E. R. De Carvalho, D. N. F. Leite, R. G. Toledo, F. M. Da Silva Dias. “Phase transformation temperatures and Fe enrichment of a 22MnB5 Zn-Fe coated steel under hot stamping conditions”. Journal of Materials Research and Technology, vol. 9, no. 1, pp. 629–635, Jan. 2020, doi: 10.1016/j.jmrt.2019.11.003. 7) N. Li, J. Lin, T. A. Dean, D. Dry, and D. Balint. “Concept validation for selective heating and press hardening of automotive safety components with tailored properties”. Key Engineering Materials, Trans Tech Publications Ltd, 2014, pp. 1124–1131. doi: 10.4028/ www.scientific.net/KEM.622-623.1124.
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Tendência Como usar inteligência artificial nas pequenas e médias indústrias Cursos que promovem a ampla adoção de recursos de inteligência artificial (IA) no setor metal mecânico são oferecidos pelo SENAI. Confira também os primeiros passos para quem quer se familiarizar com esses sistemas. Adalberto Rezende, da redação.
Imagem: UNIKYLUCKK / Shutterstock.
E
scolas da rede SENAI já incluíram em sua grade de cursos temas que envolvem a utilização de inteligência artificial (IA) em aplicações na indústria metal mecânica. Este assunto é abordado nos treinamentos “Inteligência artificial na programação CNC” e “Inteligência artificial no monitoramento da manutenção preditiva”, os quais serão ministrados em diversas unidades SENAI do Estado de São Paulo. Os cursos têm formato presencial e duração de 40 horas, com aulas voltadas para o setor metal mecânico, a exemplo da introdução aos fundamentos da inteligência artificial aplicados na programação CNC de máquinas de usinagem, elaboração de comandos, chamados de “prompts”, que poderão ser executados por assistentes virtuais e planejamento de ações colaborativas envolvendo a inteligência artificial generativa. A grade curricular dos cursos também é composta por aulas sobre o desenvolvimento de competências relativas à análise e interpretação de dados por meio de prompt, utilizando software de monitoramento de plantas industriais e processos, assim como a execução de
tarefas e segurança no trabalho em conformidade com especificações, procedimentos e normas técnicas. Como começar a usar IA na indústria Pequenas e médias indústrias do setor metal mecânico que pretendem dar os primeiros passos no uso de IA em suas operações podem, nas palavras de Weligton Pinto, diretor sênior de arquitetura de cloud para projetos estratégicos da Oracle América Latina (São Paulo, SP), “usar o modelo de inteligência artificial que mais se aproxima do perfil delas, ou,
melhor ainda, podem optar pelas IAs que as pessoas que integram suas equipes estão habituadas a usar”. Weligton sugeriu algumas ações que podem ser iniciadas no chão de fábrica, temas que foram abordados em um encontro realizado em agosto no SENAI Jairo Candido (Mauá, SP), evento organizado pela CIESP Santo André. De acordo com o executivo da Oracle, sistemas baseados em inteligência artificial generativa podem ser treinados e utilizados na gestão de projetos e fabricação de produtos, processamento de dados provenientes de linhas de produção e também do contro-
Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
le financeiro. “Um começo pode consistir, por exemplo, na análise do fluxo de trabalho que já é realizado e, a partir daí, pode-se envolver a IA na elaboração de ideias que levariam à otimização de processos realizados no chão de fábrica, integrada ainda com tecnologia operacional (TO)”, comentou Weligton. A previsão de problemas que podem ocorrer em parques fabris também é um tema que as pequenas e médias indústrias podem abordar no aprendizado da IA. “A inteligência artificial precisa ser alimentada com informações, se possível, o tempo todo. Não pode haver achismos no trabalho real do dia a dia, então uma ideia inicial que também deve ser trabalhada fundamentalmente é a ‘adoção da IA’ por pessoas que realmente gostem de tecnologia. Assim, a dica é escolher profissionais que já estejam familiarizados com a inteligência artificial e incluí-los nos projetos de implementação dessa tecnologia”, concluiu Weligton.
Outros tópicos que podem ser abordados por empresas interessadas em IA: • Visão computacional: integração de inteligência artificial em sistemas de monitoramento de processos fabris, visando à redução de desperdício de materiais, por exemplo; • Garantia da qualidade e segurança: implementação de aplicativos baseados em IA na inspeção de produtos e para envio de alertas sobre riscos de acidentes no trabalho; • Atendimento ao cliente: a inteligência artificial pode operar integrada a plataformas de suporte técnico, auxiliando os clientes em casos de dúvidas frequentes e/ou em situações que requerem atendimento imediato; • Orçamento de projetos: automatização do fornecimento de informações sobre preço, prazo
21
e processo de compra, e também direcionamento para canais de atendimento. Escolas SENAI que oferecem cursos de IA Saiba quais são as Escolas SENAI do Estado de São Paulo que oferecem cursos que têm a inteligência artificial em sua grade curricular pelo link: https://www. sp.senai.br/cursos/cursos-livres/ fabricacao-mecanica-e-mecanica-industrial?pag=2 SENAI – www.sp.senai.br
Leia mais sobre o ponto de vista de profissionais de setores relacionados à indústria metal mecânica na seção Opinião do nosso portal. https://www.arandanet.com.br/ revista/ccm/noticias/29
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Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
Guia II
Prensas dobradeiras
Farex (15) 99765-5566 farex@farex.com.br Industrial Capital (41) 3557-1966 vendas@industrialcapital.com.br
Okada, China
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30 a 2.000
1 a 50
100 a 80
1.500 a 8.000
1.200 a 7.000
300 a 1.500
80 a 250
0 a 10
100 a 300
5a 150
•
40 a 2.000
0,8 a 30
250 a 300
1.500 a 9.100
1.310 a 6.500
500 a 1.000
70 a 220
6,5 a 30
75 a 220
12x2 a 55x2
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30 a 350
1,00 a 13,00
220 a 300
1.300 a 4.050
900 a 3.100
440 a 550
100 a 130
7a9
90 a 100
5 a 40
•
23 a 100
6,35
196 a 240
1.020 a 3.060
1.020 a 3.060
315 a 440
250 a 650
25
200
5,2 (1) a 5,2 (2)
Servomotores
Potência do motor principal (kW)
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Velocidades de retorno (mm/s)
Euromac, Itália
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Velocidades de trabalho (mm/s)
Cesmi (11) 2221-3610 cesmi@cesmi.com.br
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Velocidade de aproximação (mm/s)
Aguiar Máquinas (19) 99904-6705 cristiano@aguiar.ind.br
Abertura máxima (mm)
•
Distância entre colunas (mm)
Adira www.adira.pt adira@adira.pt
Comprimento máximo de dobra (mm)
•
Curso máximo do prensador (mm)
•
Espessura máxima da chapa (mm)
•
Força de fechamento (t)
China
Mecânico
Importada País
CNC
Abmaq (19) 99977-2000 arilson@abmaq.com.br
Acionamento
Hidráulico
Empresa Telefone E-mail
Tipo de comando Convencional
Essenciais na fabricação de peças de pequeno a grande porte — como painéis, gabinetes e carenagens —, as prensas dobradeiras garantem alta precisão na conformação de chapas. Disponíveis em configurações hidráulicas, mecânicas ou servomotorizadas, operam pela aplicação de força vertical sobre a chapa, utilizando ferramentas em V, L, C ou Z, montadas entre a mesa inferior e a viga superior. O avanço tecnológico desses equipamentos abrange comandos CNC multieixos e a possibilidade de integração a células robotizadas de dobra. O guia a seguir lista fabricantes e distribuidores atuantes neste mercado.
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•
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30 a 800
3 a 30
235 a 500
1.000 a 4.000
300 a 3.050
250 a 600
50 a 100
5 a 12
60 a 100
5 a 50
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40 a 300
3 a 12
70 a 150
1.600 a 3.200
1.300 a 2.700
400 a 445
90
9,5
100
4 a 22
40 a 2.000
0,5 a 35
160 a 400
1.600 a 12.000
1.200 a 10.000
250 a 700
60 a 150
7 a 15
70 a 160
5,5 a 2x55
160
6
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3.100
2.630
445
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9
97
15
•
12 a 1.500
1 a 25
120 a 400
600 a 9.050
400 a 8.050
250 a 715
70 a 240
7 a 9,5
65 a 220
7,5 a 75
•
80 a 400
0,5 a 25
300 a 450
2.040 a 6.100
1.740 a 5.600
550 a 700
180 a 250
15
180 a 250
2x4,2 a 2x23,1
•
36 a 1.000
0,4 a 25,4
505 a 1.020
500 a 2x8.050
932 a 2x7.050
295 a 875
10 a 220
10 a 15
10 a 220
MB Inovação (12) 99657-2002 vendas@mbinovacao.com.br
China
•
•
Nargesa (*) https://nargesa.com nargesa@nargesa.com
Espanha
•
•
Newton (19) 3404-7305 vendas@newton.com.br
•
•
Salvagnini (12) 3903-9210 brasil@salvagninigroup.com
•
Trumpf (11) 4133-3560 info@br.trumpf.com https://www.trumpf.com/pt_BR/
•
•
•
(*) A empresa procura por representante para o Brasil. Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, num total de 69 empresas. Fonte: Revista Corte e Conformação de Metais, agosto/setembro de 2026.
Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
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Guia III
Ganchos e tenazes para movimentação de materiais Projetados para o içamento seguro de bobinas, peças planas, tubos e estruturas pesadas, os ganchos e tenazes otimizam a movimentação de materiais no ambiente fabril. Eles incorporam acionamentos elétricos e eletrônicos via controle remoto, rotação orbital da carga e integração de sensores de aproximação e fechamento — dispositivos que preservam a integridade das superfícies e atendem às normas de segurança operacional. O guia abaixo relaciona empresas especializadas no desenvolvimento, fabricação e
Acionamento eletromecânico
Giro (°)
Capacidade de carga (t)
Pega-chapas horizontal
Pega-chapas vertical
Número de pontos de apoio
Acionamento elétrico
até 360
1 a 60
•
•
•
•
1 a 360
1 a 50
•
•
1 a 12
0,5 a 30
•
•
•
270 a 260
1 a 100
•
•
1
1a6
•
•
•
0 a 360
0,1 a 1.000
•
•
2a4
0,25 a 17
Acionamento hidráulico
Irizar Forge, Espanha
•
Acionamento mecânico
RUD (11) 98974-7930 vendasg43@rud.com.br
1 a 40
•
0,5 a 100
•
•
•
1a 5.000
•
•
•
1 a 200
•
•
1a 1.000
•
Maxcrane (11) 2434-5859 vendas@maxcrane.com.br
0 a 360
•
B Lotti (47) 3307-3838 comercial@blotti.com.br
Irizar Forge, Espanha
•
•
(1)
Lingatec (11) 4441-5420 celso@lingatec.com.br
•
1 a 40
Alta Industrial (31) 98473-5157 comercial@altaindustrial.com.br
Ganchos duplos
Fabricante País
Ganchos simples
Empresa Telefone E-mail
Capacidade de carga (t)
Tenazes
Capacidade de carga por ponto (t)
comercialização desses itens.
•
(1) tipo C Obs.: Os dados constantes deste guia foram fornecidos pelas próprias empresas que dele participam, de um total de 64 empresas consultadas. Fonte: Revista Corte e Conformação de Metais, agosto/setembro de 2026.
0,5 a 15
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Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
Tudo sobre prensas Prensas mecânicas para estampagem – amortecimento na transmissão de energia. Natal Pasqualetti Neto*
Um resumo de como operam sistemas para controle do engate e da frenagem de componentes presentes em prensas, abrangendo a segurança operacional.
No que tange às prensas mecânicas usadas para estampagem de metais, quanto maior for o seu porte, maior é a sua energia. As maiores com as quais eu trabalhei foram prensas transfer com vários martelos, que contavam com dois motores para girar o volante.
As prensas mecânicas tradicionais utilizam motor de indução trifásico controlado por um inversor de frequência. O volante da prensa é muito pesado, e na partida e parada do motor temos que programar as rampas de aceleração e desaceleração para termos uma partida e uma parada suaves.
A programação dessas rampas é definida no projeto da prensa e não deve ser alterada. Uma programação incorreta pode levar à ocorrência de grandes danos ao motor e/ou à correia de transmissão. Com relação à operação da máquina, é indicado que a partida do motor seja feita com velocidade baixa. Após o motor apresentar a velocidade inicial, aí então deve ser feita a regulagem para a velocidade de trabalho desejada. Quanto maior for a inércia do volante maior será o tempo de partida do motor. Normalmente, uma luz de sinalização intermitente indica que o motor ainda não apresentou a sua velocidade de trabalho. Uma vez que o volante está girando, e a prensa está pronta para operação, será transmitida a energia para o eixo de acionamento através da embreagem.
Corte & Conformação de Metais – Agosto/Setembro 2026
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Devido à inércia do eixo de acionamento, do trem de engrenagens e mecanismo de acionamento, o engate brusco da embreagem gera um impacto nesses componentes, reduzindo a vida deles. Devido a esse fator, muitos fornecedores de embreagem oferecem sistema de controle do engate de forma a termos um amortecimento. Este amortecimento é feito em duas etapas. • Engate suave; • Engate duro. Como o engate da embreagem é feito por pressão hidráulica, inicialmente temos uma pressão baixa (engate suave) para acoplar o volante ao eixo de acionamento, e iniciar o movimento. Em seguida é aumentada a pressão para obter o torque de trabalho da prensa.
Importante: por motivo de segurança não é permitido utilizar amortecimento do freio no movimento de descida do martelo. O amortecimento do freio é utilizado normalmente durante a subida do martelo na parada no PMS (ponto morto superior).
*Natal Pasqualetti Neto é engenheiro mecânico pós-graduado em Automação Industrial pelo Centro Universitário FEI (São Bernardo do Campo, SP). Sócio Proprietário da NATAL Treinamento e Consultoria – www.natal.eng.br. No freio o engate é feito por molas, e temos que providenciar a despressurização hidráulica para as molas atuarem. Para o amortecimento da frenagem a despressurização é feita em duas etapas:
Saiba mais sobre prensas na coluna “Tudo sobre prensas”, no site da Corte e Conformação de Metais:
• Frenagem suave; • Frenagem dura. https://www.arandanet.com.br/revista/ccm/ noticias/58
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Livros e informativos Estampagem incremental do aço AISI 304L
dispositivo para fixação de chapa, um centro de usinagem vertical e software CAD/CAM, que possui recursos auxiliares importantes para as operações de corte e conformação de chapas. O livro é comercializado em versão física pelo site da Amazon (www. amazon.com.br) pelo preço sugerido de R$ 27,50.
Soldagem de ligas especiais e aços inoxidáveis
Está disponível para comercialização o livro “Fundamentos da estampagem incremental de chapas aplicados ao aço AISI 304L”, de autoria de Lirio Schaeffer e Luiz Carlos de Cesaro Cavaler, publicado pela Appris Editora (Curitiba, PR). Na obra, que possui 181 páginas em português, o leitor vai encontrar informações sobre o comportamento do aço inoxidável austenítico AISI 304L no processo de estampagem incremental de chapas (ISF, do inglês Incremental Sheet Forming). O livro possui capítulos dedicados a parâmetros de processo como, por exemplo, o raio da ferramenta RT, ângulo de parede α e passo vertical dz. Entre os temas abordados na publicação também está a variante da estampagem incremental denominada “Estampagem incremental com ponto simples” (SPIF, do inglês Single Point Incremental Forming). As informações fornecidas pelo autor também são baseadas na realização de 29 ensaios, envolvendo três ferramentas com raio de 5 mm, 8 mm e 10 mm, respectivamente. Ainda foram utilizados na realização dos experimentos um
O livro “Welding handbook: Melhores práticas no mundo da soldagem”, de autoria de Vinicius Monteiro de Santana, em português, é comercializado em versão física e eletrônica. Possui 137 páginas e o primeiro capítulo é dedicado à introdução à soldagem de ligas e aços inoxidáveis, onde são abordados temas como a importância da soldagem na indústria, os desafios da soldagem de aços inoxidáveis e revisão de conceitos. Neste capítulo o leitor vai encontrar seções que tratam de processos de soldagem, ensaios não destrutivos, boas práticas, defeitos de peças soldadas e prevenção, entre outros tópicos. Nos capítulos da obra também são
abordados assuntos relacionados à metalurgia dos aços inox austeníticos, martensíticos, duplex e super duplex, assim como ligas de níquel e titânio; processos de soldagem TIG, MIG/MAG, SMAW, FCAW, abordando as características desses processos, vantagens e aplicações; defeitos de soldagem, abrangendo as causas, prevenção e casos reais de falhas. Também há seções que trazem informações sobre os cuidados recomendados para antes, durante e após a soldagem como, por exemplo, limpeza, proteção gasosa e controle térmico. Os assuntos discutidos pelo autor envolvem ainda ensaios não destrutivos (VT, PT, MT, RT, UT, TOFD, PAUT e teste hidrostático), documentação e qualificação WPS, PQR e WQT, normas ASME, ISO, AWS, abrangendo requisitos técnicos e critérios de aceitação, e tecnologias emergentes de soldagem robotizada, digitalização, inteligência artificial (IA) e Indústria 4.0. O leitor também vai encontrar tabelas, fluxogramas, listas de verificação, exercícios com gabarito comentado e estudos de caso no livro, que é comercializado pelo site da Amazon (www.amazon. com.br) pelo preço sugerido de R$ 65,24 (versão impressa) ou gratuitamente para usuários da plataforma Kindle unlimited. Confira mais livros que tratam de temas do setor metal mecânico no nosso portal: https://www.arandanet.com.br/revista/ccm/noticias/33
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Produtos Movimentação de máquinas pesadas
A Ematec AG (Alemanha) colocou no mercado industrial o guindaste híbrido para cargas pesadas HS 850, projetado pela empresa de engenharia Teco e lançado comercialmente após a validação de um protótipo operado pela prestadora de serviços de movimentação W. Biedenbach GmbH. Desenvolvido para movimentar e posicionar máquinas industriais de grande porte – como prensas de alta tonelagem – no interior de galpões e locais de espaço reduzido, o equipamento movimenta cargas de até 850 tm e possui dimensões externas de 2.420 mm de largura por 2.550 mm de altura de transporte. O HS 850 dispõe de um braço articulado telescópico de cinco estágios e acionamento elétrico alimentado por bateria de alta voltagem, cuja recarga pode ser efetuada via rede elétrica trifásica (380 V a 16 A, 32 A ou 63 A) ou por um grupo gerador acoplável (power pack) a combustível. A estrutura possui extensão telescópica ajustável de 6.000 mm a 10.000 mm para assegurar a estabilidade sobre o piso das instalações. O controle dos movimentos é realizado por controle remoto via rádio, integrado a um sistema de monitoramento do momento de carga, o que previne sobrecargas. Para o transporte até o local de operação, o guin-
daste pode ser embarcado em pranchas carrega-tudo convencionais, deslocado por módulos automotrizes ou operar com chassi próprio dotado de tração e esterçamento em todas as rodas. E-mail: info@ematec.de em seu portfólio uma linha de ganchos e tenazes com Prensa excêntrica capacidade para movimentar cargas com peso de até monobloco 40 toneladas. Entre os equipamentos fabricados pela empresa estão os ganchos do tipo C, que podem ser utilizados para a movimentação de bobinas. Esses equipamentos, comercializados em versões “tipo bloco” e “tipo soldado”, podem movimentar bobinas com largura de 900, 1.100, 1.200, 1.500 e 1.800 mm. Já os tenazes para movimentação de chapas, são A Bener (Vinhedo, SP) tem em seu portfólio a pren- fornecidos em versões que sa excêntrica com estrutura podem girar em 360 º e de monobloco SN1, fabricada que contam com sistema pela taiwanesa SEYI. A má- de acionamento mecânico, quina possui 200 toneladas hidráulico, elétrico ou elede força e conta com martelo tromecânico. A empresa com alta precisão de movi- também presta serviços de mento. É equipada com mesa reforma de equipamentos. com dimensões de 1.400 Tel. (31) 9.8473-5157 mm x 840 mm e o curso do martelo é de 200 mm. O modelo também conta com sistema de acionamento de alto desempenho, sendo recomendado para o processamento de chapas como, por exemplo, corte, estampagem e conformação. A prensa também pode ser utilizada em operações que combinam corte e puncionamento.
ponentes tridimensionais complexos em diferentes materiais, tais como metais duros, cerâmicas técnicas e ligas à base de ferro. O equipamento foi projetado para atender à demanda industrial por autopeças e componentes sinterizados de geometria complexa com elevada repetibilidade e baixo consumo energético. No setor de chapas e tubos, o equipamento pode ser uma solução para a moldagem de componentes para setores como o automotivo e de eletrodomésticos, que exigem a estampagem de múltiplas partes, seguida de operações complexas de união para criar formas tridimensionais ou reforços locais. O maquinário efetua o controle ativo de todos os eixos durante o ciclo de compactação, estabilizando a densidade do material ao longo de peças com múltiplos níveis e geometrias complexas, o que dispensa correções posteriores e diminui o refugo de matérias-primas críticas. A prensa opera como uma célula integrada Prensa elétrica para de manufatura por meio metalurgia do pó do Sistema de Remoção de Peças (PRS, na sigla em inglês), que automatiza a extração dos componentes conformados. E-mail: info@osterwalder.com
Tel. (19) 3826-7373
Ganchos e tenazes A Alta Industrial (Contagem, MG) desenvolve equipamentos para mo vimentação de chapas e bobinas metálicas, tendo
A Osterwalder Technology AG (Suíça) lançou a MPneo 480, uma prensa elétrica para pós metálicos de alta precisão com capacidade de 480 kN, desenvolvida para a conformação de com-
Confira informações sobre mais produtos para o setor metal mecânico no portal da Corte e Conformação de Metais: www.arandanet.com.br/revista/ ccm/noticias/34