Nota Introdutória Caro Congressista, É com prazer que o recebemos no I Congresso Ibérico de Terapia Ocupacional – Terapia Ocupacional além fronteiras e lhe apresentamos o livro de resumos. Com registo ISBN, pretende apresentar as atividades de caracter científico bem como as comunicações livres, posters e ainda informação adicional que acreditamos facilitar a sua orientação pelo diversificado programa deste congresso. Este evento foi cuidadosamente preparado para que constitua uma possibilidade única de debate e aprofundamento de conhecimentos, pretendendo-se que resulte na melhoria da sua prática profissional. Também a oportunidade de estabelecer novos contactos profissionais, com estudantes, colegas, escolas e empresas, é uma possibilidade deste congresso. Como pode constatar o programa científico inclui as principais áreas de atuação do terapeuta ocupacional, havendo um papel de destaque para a intervenção na comunidade e novas e eficazes técnicas de intervenção, demonstrando a importância crescente quer da presença do terapeuta ocupacional no contato direto com os seus clientes quer na direção de instituições e organismos responsáveis pelas políticas nacionais. Acreditamos que as comunicações livres irão constituir uma mais-valia pelo seu carácter inovador e representativo da prática profissional no espaço ibérico. Num mundo que se pretende global consideramos fundamental conhecer e valorizar o que de melhor se faz, no sentido de otimizar intervenções, rentabilizar recursos e potenciar os resultados da intervenção do terapeuta ocupacional. Apelamos à participação ativa e consciente de todos os congressistas nos períodos existentes para a discussão das comunicações, pois acreditamos que essa postura em muito contribuirá para elevar o carácter científico do evento. Desejamos-lhe um congresso ibérico de excelência, repleto de oportunidades de convívio e crescimento profissional.
Beja, 14 de outubro de 2016
Ana Isabel Ferreira A Presidente do Congresso
Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
2
Programa Cientifico 14 de outubro | sexta-feira Hora/Local
Auditório Principal
8h00
Escola Superior de Saúde
Abertura do Secretariado Receção oficial
9h00/9h15
Presidente Asociación Profesional Española de Terapeutas Ocupacionales – Ana Vicente Presidente da Associação Portuguesa de Terapeutas Ocupacionais – Elisabete Roldão Cerimónia de Abertura Coordenadora do Curso de Licenciatura em Terapia Ocupacional do Instituto Politécnico de Beja –
9h15/9h45
Susana Pestana Presidente do Instituto Politécnico de Beja – Vito Carioca Vice Presidente da Câmara Municipal de Beja – Vítor Picado Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência – Ana Sofia Antunes Mesa 1 – Terapia Ocupacional na Saúde Mental
Sala de demonstrações
Moderadores - Sara de Sousa e Mariano Hernández Workshop 1
- Terapia Ocupacional e (toxico)dependências – o vicio é uma equimose, não uma tatuagem – Celso Teixeira
O paradigma das talas na Reeducação do Membro Superior
- Intervención precoz en psicosis – Noel Bermejo 9h45/11h15
- Ansiedade e depressão nas adolescência - Francisca António Duarte e Marco Mendonça
Órfão - Suicídio: histórias de vida para la mejora de los programas de prevención - Salvador Simó - Comer ou fazer? Percursos ocupacionais na anorexia nervosa– Tânia Barbosa
11h15/11h45
Pausa para café – exposição de posters Conferência– Reabilitação baseada na comunidade e empreendedorismo para o
11h45/13h00
desenvolvimento social e inclusão Moderador - Rogério Ferrinho Conferencistas - Paula Portugal e Salvador Simó
13h00/14h00
Almoço
Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
3
Hora/Local
Auditório Principal
Escola Superior de Saúde
Mesa 2 – Intervenção comunitária, inserção
Sala 8
laboral e transição para a vida ativa
Workshop 2
Moderadores - Paula Portugal e Pablo A. Cantero
Técnicas inovadoras de intervenção em
- Pós-escolaridade e transição em Portugal e EUA – Lúcia Canha
Gerontologia: Terapia Ocupacional e Musicoterapia
14h00/15h30 - Transição para a vida adulta na e com a
Teresa Santos
comunidade – Ana Rita Dezoito et al. - Inclusão profissional de pessoas com deficiência mental – Daniela Lopes- Medidas de emprego para pessoas com deficiências e incapacidade – Alexandre Oliveira 15h30/16h00
Pausa para café – exposição de posters Comunicações livres 1 Moderadores - Joaquim Faias e Nilzo Fialho
- Autoeficacia, bienestar e independencia en mayores a través de la terapia ocupacional - Abel
Sala de demonstrações
Mesa 3 – Pediatria: Terapia Ocupacional e a Inclusão Moderadores - João Cadima e Miguel Moreno Mateos
Toledano González, et al. - Terapia Ocupacional para promover la movilidad en la comunidad, específicamente la conducción, 16h00/17h45
en personas mayores - Eduardo R. Alcaraz, et al. - Orientación Cognitiva para el Desempeño Ocupacional diario en paciente con Esclerosis Múltiple - Laura Ainaga, et al. - Revisión bibliográfica. "Aplicación de Imaginería Motora en el tratamiento del dolor crónico - María Escribano Guillén, et al. - Graded Motor Imagery: uma ferramenta na abordagem à dor - António Monteny
- Uma intervenção promotora de integração em Portugal e na Europa– Miguel Valles - A Terapia Ocupacional, intervenção precoce na infância e modelo transdisciplinar- De mãos dadas com as famílias – Pedro Bargão - Avaliação diferencial e intervenção nas Perturbações do Espectro do Autismo Helena Reis - A capacitação das famílias – Catarina Cavaco - Razonamiento clínico en Terapia Ocupacional en Pediatria – Alberto Leon
20h00
Jantar Comemorativo do Congresso
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4
Hora
Sala Rehapoint (Sala 6)
8h00
Sala Gameiros (Sala 1) Abertura do Secretariado
Workshop: O que são produtos de apoio? 9h45
Sala Mobilitec (Sala 7)
Workshop: Cadeiras Ativas - Diferentes Ligas, como escolher?
Introdução às diversas categorias de produtos de apoio.
11h15/11h45
Pausa para café + Visita aos expositores
11h15/13h00
13h00/14h00
Almoço Workshop: Revolução no encarte de cadeiras de rodas com basculação
14h00/15h30 Apresentação da cadeira de rodas Flip
Workshop: Produtos de Apoio: pequenas PA para uma grande vida!
Workshop: Verticalização Benefícios Fisiológicos e Alterações no Workshop: Ortóteses OPPO como Desempenho Ocupacional ferramenta do Terapeuta Ocupacional Filipe Antunes (14h-14h40)
Bernardo Gomes (14h50m-15h30m)
15h30/16h00
16h00/17h45
Pausa para café + Visita aos expositores Workshop: Orficast - A revolução na Confecção de talas/ortóteses Jean Christophe Arias
15 de outubro | sábado Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
5
Hora/Local
Auditório Principal
Escola Superior de Saúde
8h00
9h00/10h00
Abertura do Secretariado Mesa 4 – Terapia Ocupacional no Limite (Ted Talks) Moderadores - Gonçalo Carreteiro e Luís Fernández Martinez - Terapia Ocupacional num sistema prisional– Alina Bernardo Marques - Terapia Ocupacional nas perturbações da personalidade Borderline – Joana Gomes - Terapia Ocupacional en oncologia en pediatria – Yolanda Calle - Terapia Ocupacional em queimados – Alexandra Morais e Castro
Sala de demonstrações Simpósio: Estratégias de produção de conhecimento a partir das ciências sociais / humanas na Terapia ocupacional Moderadores : Dulce Gomes e Pablo A. Cantero - El enfoque etonográfico en terapia ocupacional – Silvia Sanz Victoria - La investigacion accion / participativa - Salvador Simó - Terapia ocupacional baseada en narrativas – Inda Zango Martin - Discutindo a systematic text condensation como uma estratégia de produção de conhecimento na terapia ocupacional – Vagner dos Santos
Laboratório Mesa 5 – Terapia Ocupacional Workshop 3 além fronteiras A ocupação e Moderadores - Elisabete Roldão e os produtos Salvador Simó de apoio Rui Pisco e - Proyectos de Terapia Catarina Ocupacional en paises en vias de Cavaco desarrollo– Inda Zango 10h00/11h00 - Occupational Therapy around the world – do voluntariado às experiências profissionais Débora Reis - De Cáceres para o Minho: a experiência de um terapeuta ocupacional – Francisco Javier Barrantes
11h00/11h30
Sala de demonstrações Comunicações livres 2 Moderadores - Élia Silva Pinto e Ana Vicente - Inteligencia emocional y Resiliencia en los estudiantes de terapia ocupacional - Abel Toledano González et al. - Desenvolvimento pessoal na formação dos terapeutas ocupacionais: fronteira permeável entre características pessoais/competência técnica - Cristina Vieira da Silva - Terapia Ocupacional na Espanha e Brasil: Explorando similaridades e divergências históricas e atuais - Amanda Kellen dos Santos et al. - Representação Social do Terapeuta Ocupacional no Espaço Europeu - Mira Capa, et al.
Pausa para café – exposição de posters
Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
6
Hora e
Auditório Principal
Escola Superior de Saúde
Local
11h00/11h30
Pausa para café – exposição de posters Sala de demonstrações
Mesa 6 – Terapia Ocupacional nas Lesões Músculo-Esqueléticas e Neurológicas - Adultos
Sala 5
Comunicações livres 3
Workshop 4
Moderadores - Tânia Santos e Cira de Luque
Moderadores - Joana Simão e Tamara Lopes
Funcionalidade em Saúde Mental : - EPYFEI: evaluación del procesamiento sensorial y funcionamiento ejecutivo en avaliação, - Dinâmica na Unidade AVC– la infancia - Dulce María Ayuso et al. intervenção e Filipa Pisa 11h30/13h00 investigação - O Perfil Sensorial em Crianças - O papel da Terapia Ocupacional Institucionalizadas: os Desafios de um João Viana na unidade de AVC – Ana Botelho Contexto Particular - Joana Custódio et Modelo de al. - MAPS Therapy – Viçens Punsela Recuperación en - Denver-II: Valores Normativos para as Salud Mental - Lesões músculo-esqueléticas Crianças Portuguesas dos 0 aos 6 anos de relacionadas com o trabalho Mariano Hernández idade - Ana Paula Martins, et al. António Duarte - Mais Pessoa - Inclusão social e estigma social da pessoa com deficiência mental – Ana Rita Rocha, et al. 13h00/14h00
Almoço
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7
Hora/Local
Auditório Principal
Escola Superior de Saúde Sala de demonstrações
Mesa 7 – Autonomia e Independência: que políticas públicas? Moderadores - Ana Isabel Ferreira e Pablo A. Cantero
Comunicações livres 4 Moderadores - Susana Pestana e Francisco Javier Barrantes
- Empoderamiento de las personas usuarias de servicios de salud mental - Julio Castellano - A lei da dependência espanhola – Ana Vicente Ramírez, et al. - A lei da dependência espanhola – o papel do - Proyectos artísticos (Teatro de Sombras) como 14h00/15h30 terapeuta ocupacional como avaliador – Pablo facilitador del proceso de recuperación en un Sánchez C.R.P.S - Sara García, et al. - Promoção de autonomia e apoio a pessoas - Intervenção da Terapia Ocupacional na Crise com dependência nas políticas públicas Meire Luci da Silva, et al. portuguesas– Aura Duarte - Impacto de um programa de relaxamento em - Secretaria de Estado para a Inclusão das contexto de ambulatório – João Rebelo, et al. Pessoas com Deficiência – Instituto Nacional - Projeto de Dança MoviMente – Rita Fortuna, et para a Reabilitação - José Serôdio al. - E quando somos todos “Fou pour la cuisine”… - Ana Lima, et al. 15h30/16h00
Pausa para café – exposição de posters
Mesa 8 – Geriatria Moderadores - Raquel Santana e Ana Barrio -Demência: princípios básicos da intervenção cognitiva – Vera Pinto - Humanitude – Afonso Pimentel 16h00/17h30 - A importância da gerontopia na gestão das necessidades e bem estar – Paulo Machado - Demências e Terapia Ocupacional na UCCI ASFE Saúde – Sofia Gomes, et al. - Nuevos modelos residenciales para enfermos con demencia - María Benítez Merino
17h30
Laboratório Workshop 5 Pediatria Dispraxia ou Perturbação da Coordenação Motora A prática baseada na evidência Paula Serrano e Cira de Luque
Cerimónia de Encerramento Presidente da Comissão Organizadora | Marco Rodrigues Presidente da Comissão Cientifica | Sara de Sousa Presidente do Congresso | Ana Isabel Ferreira Entrega de Prémios de Concursos e Passagem do Testemunho para o II Congresso Ibérico de Terapia Ocupacional - APTO / APETO
Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
8
Hora e Local
Sala Rehapoint ( Sala 6)
8h00
9h/11h
Workshop: Soluções para o correto posicionamento de utilizadores em cadeiras de rodas Apresentação da gama de produtos SPEX (10h– 11h)
15h30/16h
16h/17h30
Sala Invacare (Sala 2)
Workshop: Workshop: Otimização dos Orfitsegmentos Referências em funcionais Talas estáticas Comandos Jean Christophe Especiais e Arias Interação com o Ambiente
Sala Tempersimetria (Sala 3)
Sala AC CAT ( Sala 4)
Workshop: ACTIVE CONTROLS – vantagens da condução de cadeira de rodas na linha média Filipe Monforte Correia
Workshop: Woodcast: Ortóteses amigas do ambiente (10h - 11h)
Pausa para café + Visita aos expositores Workshop: Liberdade de movimentos numa cadeira de rodas Apresentação da cadeira de rodas dinâmica: Aktivline
Workshop: MFR Workshop: A Workshop: – Influência da Postura de Transferências Almofada no Sentado inovadoras com Posicionamento Mobilidade soluções e na Prevenção eléctrica, manual MediCare de Úlceras de e Posicionamento System Filipe Pressão Ezequiel Silva Antunes
13h/14h
14h/15h30
Sala Mobilitec ( Sala 7)
Abertura do Secretariado
11h/11h30
11h30/13h
Sala Gameiros (Sala 1)
Workshop: BODYPOINT & RIDE DESIGNS – estabilidade e proteção no posicionamento em cadeira de rodas Filipe Monforte Correia e João Aires
Almoço
Workshop: Transporte no carro Apresentação de vários modelos de assentos para o carro adaptados
Workshop: Talas dinâmicas - A Inovação Orfit Jean Christophe Arias
Workshop: Família Aquatec Ocean A resposta a diferentes necessidades para um banho seguro e confortável Graça Neves
Workshop: QUANTUM REHAB cadeira de rodas – Elegância, Tecnologia e Funcionalidade Adner Silva e Paulo Gomes
Pausa para café + Visita aos expositores
Workshop: Sessão aberta para esclarecimentos
Workshop: Comandos I Drive: Oportunidades de mobilidade em cadeira de rodas elétrica Adner Silva; Nuno Machado e João Aires
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9
Comissões do Congresso
Presidente do Congresso Ana Isabel Ferreira
Presidente da Comissão Científica Sara de Sousa
Comissão Cientifica Ana Barrio Diaz Cristina Toribio Joana Simão João Pedro Cadima Miguel Moreno Mateos Pablo Cantero Garlito Vânia Prates Afonso
Presidente da Comissão Organizadora Marco Rodrigues
Comissão Organizadora Ana Abad Fdez Ana Luísa Marçal
Nilzo Fialho
Cátia Jesus
Rafael Santos
Joana Pinto
Rita Carraca Santos
Gonçalo Carreteiro
Tamara Antonia Lops
Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
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Tânia Santos
Informações Gerais
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 1 - Terapia Ocupacional na Saúde Mental Terapia Ocupacional e (toxico)dependencia - o vicio é uma equimose, não uma tatuagem Celso Teixeira|Terapeuta Ocupacional
_____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 1 - Terapia Ocupacional na Saúde Mental
Intervención precoz en psicosis - Noel Bermejo|Terapeuta Ocupacional
Nuevas investigaciones en psicosis presentan los síntomas negativos como precursores del trastorno en comparación de los síntomas positivos (Häfner, et al., 1993). Esta concepción implica la enfermedad mental como un continum que presenta las diversas fases. Un conjunto de autores cuestionan la intervención temprana en psicosis ya que afirman que solamente un 41% de los pacientes detectados con síntomas prodrómicos pasan a una psicosis, por tanto puede suponer un conflicto ético la instauración de un tratamiento psicofarmacológico y la estigmatización que supone el diagnóstico de psicosis. En España este tipo de intervenciones no están exentas de críticas, relacionando la aparición de programas específicos y tratamientos farmacológicos al auge de los diagnósticos de psicosis incipiente. La intervención más sensata pues, a nivel de prevención, se muestra obligatoriamente en forma de intervención psicosocial, donde factores terapéuticos centrados en el individuo y factores que mejoren el funcionamiento o rendimiento social estén integrados en la intervención. La irrupción de la enfermedad coloca al individuo en una posición de desventaja que provoca una reducción de las experiencias necesarias para su desarrollo evolutivo. Existe entonces la necesidad de una intervención ajustada a una serie de características específicas como:
Primeras fases de la enfermedad y Diagnóstico diferencial Momento evolutivo. Características personales: intereses, valores, patrones de desempeño, historia ocupacional Recuperación no solo disfunciones, sino trabajar con la implicación y la motivación. Proyecto de vida y ocupaciones significativas. Entorno personal y familiar. Existe la necesidad desde el inicio de la enfermedad de una intervención rehabilitadora, que aborde la incapacidad social y de desempeño global y una intervención terapéutica que apunte a la confianza en el tratamiento, es decir al establecimiento de una alianza terapéutica. El objetivo del programa de actividades de terapia ocupacional es facilitar y apoyar al paciente dándole la posibilidad de integrar, sintetizar y generalizar el desarrollo de roles ocupacionales adecuados, acordes a su edad y al entorno. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 1 - Terapia Ocupacional na Saúde Mental
Ansiedade e depressão na adolescência- Francisca Orfão | Terapeuta Ocupacional
A Perturbação da Ansiedade e a Perturbação Depressiva constituem entidades clínicas de elevada prevalência na infância e principalmente na adolescência, com o risco de se virem a manter na idade adulta. O seu diagnóstico precoce e intervenção tornam-se essenciais, assim como a detecção de eventuais factores de risco que as possam contribuir para o seu desenvolvimento. Os Cuidados de Saúde Primários assumem, neste contexto, uma função primordial na triagem de casos, assim como na intervenção e eventual referenciação para os serviços
de
Pedopsiquiatria.
São
necessárias
ser
implementadas
intervenções
psicoterapêuticas, como a terapia ocupacional e, nos casos de maior gravidade, intervenções psicofarmacológicas que complementem as primeiras. Descrevemos um caso clinico de uma jovem de 17 anos com o diagnóstico de Perturbação de Ansiedade Generalizada com sintomatologia depressiva e recusa escolar seguida em consultas médicas e com intervenção em registo individual e em grupo em Terapia Ocupacional, na Clínica da Juventude, Hospital Dona Estefânia. O impacto desta situação no dia-a-dia desta adolescente, a necessidade de acompanhamento em terapia ocupacional e pedopsiquiatria, o internamento em pedopsiquiatria após uma ingestão medicamentosa voluntária, as dificuldades escolares, sociais e de autonomia tornam este caso único. A abordagem multidisciplinar e integrada contribue para a sua evolução positiva. Palavras-chave: Ansiedade; Depressão; Recusa Escolar; Adolescência _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 1 - Terapia Ocupacional na Saúde Mental
Suicídio: historias de vida para la majora de los programas de prevencion Salvador Simó | Terapeuta Ocupacional _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sextafeira Mesa 1 - Terapia Ocupacional na Saúde Mental
Comer ou fazer? Percursos ocupacionais na anorexia nervosa Tânia Barbosa | Terapeuta Ocupacional
A anorexia nervosa caracteriza-se por restrição alimentar e perda de peso, medo de engordar, alteração na auto-avaliação do peso e da imagem corporal. Com início geralmente na adolescência, a etiologia é multifactorial e o tratamento não reúne consenso na comunidade científica. Estudos apontam para incidência entre 0,37- 4.06 por 100,000 / ano, sendo que a prevalência (atualmente estimada em 0,7% entre raparigas) é difícil de determinar, atendendo à negação dos sintomas. Nos casos diagnosticados, apenas 5 a 10% são do sexo masculino (APA, 2013). Do ponto de vista funcional, apesar de alguns indivíduos se manterem ativos, principalmente na área académica e laboral, outros podem apresentar limitações significativas a estes níveis, bem como isolamento social marcado. (APA, 2013). É frequente existirem alterações da imagem corporal, fenómeno que envolve processos cognitivos nos quais o doente tem percepção e sensação que uma ou várias partes do seu corpo apresentam forma e tamanho diferentes do real. Estudos mostram que intervenções específicas de confrontação corporal, nomeadamente de exposição ao espelho, podem trazer benefícios na distorção da imagem corporal (Hildebrandt, 2012). A terapia ocupacional constitui-se como uma importante abordagem de tratamento complementar nesta área, uma vez que a distorção da imagem corporal interfere significativamente com rotinas, hábitos de auto-cuidados e participação social. A sua atuação pode ser promovida em diferentes contextos de tratamento, nomeadamente internamento, hospital de dia, ambulatório e residencial. Foi realizado um estudo exploratório com recurso a metodologia de estudo de caso na unidade residencial do jovem do Centro Hospitalar de São João, com um indivíduo de sexo feminino, 25 anos e com anorexia nervosa tipo purgativo. O objetivo foi compreender o impacto de um programa de intervenção na imagem corporal, no processo de tratamento do doente. Trata-se de um programa inovador de 8 sessões, com avaliação pré e pós-teste, que reúne exercícios de confrontação corporal seguidos de técnicas de relaxamento realizadas em contexto de sala de Snoezelen. Cada sessão teve duração aproximada de 40 minutos. Irão ser discutidos os resultados obtidos na recolha de dados, as dificuldades de aplicação e os benefícios da utilização deste programa dois meses após o início do tratamento em contexto residencial. Palavras chave – anorexia nervosa, terapia ocupacional, intervenção, imagem corporal _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Workshop 1 O paradigma das talas na Reeducação do Membro Superior Marco Mendonça | Terapeuta ocupacional; António Duarte| Terapeuta ocupacional
As talas e sua utilização em utentes do foro neurológico são habitualmente prescritas pelo médico fisiatra e executadas pelo Terapeuta Ocupacional, acarretando, por vezes, sérios desafios para os terapeutas, que justificam as alterações à sua conceção com base no crescente interesse dos investigadores pelo cuidado ao utente, realizado no âmbito da família e pelos cuidadores informais. A utilização de talas em utentes com padrão de movimento sinérgico flexor do membro superior pode ter impacto na qualidade de vida e na integração do movimento normal com sérias implicações para a reabilitação motora e psicossocial do utente. A variada conduta e qualidade técnica do terapeuta e os vários procedimentos terapêuticos que implicam a evidência da prática clinica, irão com certeza determinar a efetiva programação e (re) habilitar o utente com ou sem o uso de talas. Caracterização do perfil do terapeuta e análise das relações entre o conceito de Bobath, a Neuroplasticidade e o uso de tala, a sua aplicabilidade e tipologia de conceção e confeção. Com base nas experiencias da Terapia Ocupacional da unidade hospitalar do Algarve, os slings de Bobath, foot-up; tala de repouso e tala helicoidal associam-se positivamente com as dimensões da plasticidade neuromotora, reabilitação e qualidade de vida. Apresentação dos diversos produtos de apoio, acompanhados com a execução prática dos mesmos em sala. Discussão das implicações para os terapeutas que intervêm com este grupo de utentes e para a melhoria da qualidade de desempenho nos serviços de saúde. Palavras chave: talas; neuroplasticidade; conceito neuroevolutivo do comportamento motor. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Conferência Reabilitação baseada na comunidade e empreendorismo para o desenvolvimento social e inclusão – Paula Portugal e Salvador Simó|Terapeutas Ocupacionais
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 2 - Intervenção Comunitária, inserção laboral e transição para a vida ativa
Pós-escolaridade e transição em Portugal e EUA Lúcia Canha |Técnica Superior de Reabilitação A transição da escola para a vida adulta é um período crítico para os jovens com deficiência e suas famílias. Embora fundamental para todos os jovens, para os indivíduos com deficiências este movimento a partir de um sistema de apoio na escola para a incerteza do mundo adulto pode ser particularmente difícil. Adicionalmente, é sabido que os jovens com deficiência têm mais dificuldades em encontrar um percurso de vida adulta, tal como o emprego ou prosseguimento de estudos, quando comparados com os seus pares. Estudos derivados de práticas no âmbito de programas de transição provam que com um apoio adequado e sistemático durante a transição da escola para a pós-escolaridade, e através do desenvolvimento de habilidades específicas, esta situação de desvantagem pode ser minimizada ou ultrapassada. Esta apresentação começará por apresentar e contrastar o enquadramento legal em Portugal e nos Estados Unidos no que diz respeito ao apoio à transição para a vida adulta da pessoa com deficiência. As implicações deste enquadramento legal em termos de práticas, respostas disponíveis após a transição, assim como as barreiras identificadas durante este processo, quer pelos jovens quer pelos pais, serão alvo de reflexão. De seguida serão apresentadas algumas práticas levadas a cabo nos Estados Unidos neste âmbito, e serão apresentadas algumas experiências inovadoras que neste momento têm lugar em Portugal. Como conclusão serão sistematizados os aspetos comuns das experiências apresentadas que constituem hoje em dia boas práticas com base em evidência. No contexto das boas práticas, será discutido o papel dos técnicos no que diz respeito ao apoio à transição das pessoas com deficiência para uma vida incluída na comunidade. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 2 - Intervenção Comunitária, inserção laboral e transição para a vida ativa
Transição para a vida adulta na e com a comunidade Ana Rita Dezoito e Ana Sofia Mota| Assistentes Sociais
A Transição para a Vida Adulta é crucial na vida dos alunos com Necessidades Educativas Especiais, sendo essencial reforçar todos os fatores protetores para uma maior autonomia. Importa investir progressivamente na educação para a transição, através da promoção de competências sociais e funcionais que permitam aos jovens total participação na comunidade como cidadãos de pleno direito. Segundo a metodologia do Planeamento Centrado na Pessoa, estes jovens como qualquer individuo, apenas se realizam em comunidade e apresentam as mesmas necessidades intrínsecas à condição humana. O projeto “Sintra Inclui”, resultante de uma parceria entre a Associação Pais em Rede e a Câmara Municipal de Sintra, pretende promover a inclusão socioprofissional da pessoa com deficiência e apresenta uma vertente de apoio à transição que surgiu no ano letivo 2015/2016. Esta emergiu devido às necessidades identificadas pelas escolas e de modo a facilitar a transição para o mercado de trabalho, promovendo a inclusão social e proporcionando atividades de cariz prático em contexto comunitário. O impacto do projeto foi notório em todos os intervenientes. Os alunos melhoraram as competências sociais e funcionais, bem como a autoestima e satisfação pessoal. Nas famílias ocorreu uma mudança de espectativas traduzida no desejo de verem os seus educandos mais autónomos e integrados profissionalmente. As escolas realçam um aumento da capacidade de resposta e um alargamento das parcerias. As empresas mostraram uma grande recetividade e vontade de continuar a colaborar. A missão do projeto consistiu em promover uma rede comunitária que facilite o processo de transição, para que este se torne natural. Com esta finalidade estabeleceu-se uma ligação de proximidade com todos os intervenientes, de forma a potenciar a boa articulação entre estes. Considerando o caráter inovador e resultados positivos, este projeto terá continuidade no próximo ano letivo, podendo surgir como modelo para outras entidades que pretendam investir nesta vertente. Palavras-chave: Transição para a Vida Adulta, Comunidade, Planeamento Centrado na Pessoa, Projeto Sintra Inclui. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 2 - Intervenção Comunitária, inserção laboral e transição para a vida ativa
Inclusão profissional de pessoas com deficiência mental Daniela Lopes | Terapeuta Ocupacional O emprego é um direito reconhecido na Constituição da República Portuguesa, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Está intimamente relacionado com a autoestima, o reconhecimento social e a dignidade da pessoa humana. O Artigo 27.º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência estabelece: “Os Estados Partes reconhecem o direito das pessoas com deficiência a trabalhar, em condições de igualdade com as demais; isto inclui o direito à oportunidade de ganhar a vida através de um trabalho livremente escolhido ou aceite num mercado e ambiente de trabalho aberto, inclusivo e acessível a pessoas com deficiência.” É com base nestes pressupostos que a Associação do Porto de Paralisia Cerebral (APPC) é credenciada, desde 2013, pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional como Centro de Recursos para o Emprego e como Gabinete de Inserção Profissional Inclusivo, desde 2015. Ambos os projetos se destinam a apoiar pessoas com deficiência e/ou incapacidade, que tenham mais de 16 anos, e se encontrem numa das seguintes situações: 1) desempregadas, à procura de emprego ou de qualificações para tal; 2) empregadas, mas com dificuldades em manter o seu emprego; 3) que procuram apoio ao nível do contexto laboral; 4) e para entidades empregadoras que procuram orientação para a contratação e acompanhamento dos seus trabalhadores com deficiência e/ou incapacidade. O seu principal objetivo visa a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, estimulando a sua participação. Para tal, apoiam na tomada de decisões vocacionais, promovem um mercado de trabalho inclusivo e a manutenção do emprego, através de parcerias com as entidades empregadoras existentes na comunidade. No primeiro semestre de 2016, em virtude destes projetos, dez pessoas com deficiência foram incluídas em estágios profissionais em empresas na comunidade, através da medida de Apoio à Colocação. Deste grupo, faz parte uma jovem com incapacidade inteletual, que conseguiu colocação no local onde realizou o seu estágio. Este acontecimento contribuiu em larga escala para uma mudança ocupacional na sua vida. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 2 - Intervenção Comunitária, inserção laboral e transição para a vida ativa
Medidas de emprego para pessoas com deficiências e incapacidade Alexandre Oliveira | O IEFP tem vindo a prosseguir um esforço persistente e continuado para viabilizar a integração profissional de PCDI, quer através de medidas específicas de emprego ou de formação profissional, quer através da sua integração em medidas gerais de emprego, ou ainda através de intervenções técnicas promovendo o ajustamento a ofertas de emprego disponíveis. Para além disto o Instituto implementou (ou participou) um conjunto de medidas complementares que virão a potenciar, com qualidade, estas intervenções num futuro próximo: Propôs e implementou diversas alterações legais que visaram simplificar e ampliar os apoios criados no âmbito do DL 290/2009, de 12 de outubro, que instituiu o Programa de Apoio ao Emprego e à Qualificação de Pessoas com Deficiência e Incapacidade, com diversas formas e metodologias de apoio técnico e financeiro (medidas ativas de emprego e formação); Dinamizou uma rede de centros de recursos, em entidades sem fins lucrativos com atividade na área da intervenção junto a estes públicos (num total de 63), que funcionam complementarmente à atividade dos serviços de emprego, na orientação e no apoio à integração destes públicos e como prescritores de produtos de apoio; Criou a figura do interlocutor para a reabilitação em cada serviço de emprego; Participa ativamente nos trabalhos de institucionalização do SAPA – Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio; Criou um sistema pioneiro de atendimento de surdos, com serviço de interpretação de língua gestual portuguesa à distância. Sendo certo estamos perante públicos com necessidades mais acentuadas de intervenção, geralmente com situação de maior fragilidade em termos de integração no mercado de trabalho, as intervenções que se têm implementado e que vão ser intensificadas e otimizadas nos próximos anos não deixarão de produzir resultados mais eficazes e com envolvimento de maior número de destinatários. A apresentação geral que se fará neste Congresso, incidirá sobre algumas das medidas ativas de emprego que neste momento se encontram em implementação em prol da integração profissional das pessoas com deficiências e incapacidades. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Workshop 2
Técnicas inovadoras de intervenção em Gerontologia: Terapia Ocupacional e Musicoterapia Teresa Santos| Terapeuta Ocupacional O terapeuta ocupacional recorre a várias terapias e técnicas para obter o máximo de eficácia no tratamento das pessoas com demência. Existem fortes evidências que determinam a musicoterapia como uma das terapias não farmacológicas mais promissoras. Este workshop pretende partilhar conhecimentos e experiência prática da intervenção musicoterapêutica. Os participantes serão convidados a participar em experiências musicais, dando destaque às estratégias de utilização da música para a promoção da comunicação e bem-estar da pessoa com demência. O terapeuta ocupacional deve ter formação em musicoterapia para auxiliar o paciente a comunicar através do corpo, da voz e dos instrumentos musicais. Pode utilizar técnicas específicas da musicoterapia como a recriação, improvisação livre, audição e a composição e também recorrer a sessões de conversação acerca da biografia/discografia de cantores que marcaram a história e época de cada um. É fundamental conhecer a história de vida, os interesses, gostos musicais e o repertório melódico, afetivo e cultural de cada indivíduo para melhor determinar a sua “identidade sonoro-musical”. Esta identidade servirá como ponto de partida para a ação, motivando a pessoa a envolver-se em todo o processo terapêutico. A musicoterapia tem demonstrado resultados bastante positivos na promoção da comunicação e interação das pessoas com demência, principalmente nos estadios avançados, pois apesar da deterioração significativa da linguagem verbal, a memória musical permanece preservada. Múltiplos estudos evidenciam que as pessoas com perda de memória continuam a dançar e a reconhecer músicas antigas que lhes são familiares e significativas, sugerindo que a música pode abrir um canal de comunicação com as funções reminiscentes e a vida passada. A musicoterapia revela um enorme potencial na promoção do bem-estar da pessoa com demência, atuando na manutenção e envolvimento ativo das funções cognitivas e permitindo o contacto com as emoções, o que contribui para a redução dos sintomas comportamentais e psicológicos decorrentes do processo demencial. Palavras-chave: Demência, musicoterapia, memória musical, comunicação e bem-estar _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Comunicações Livres 1 Autoeficacia, bienestar e independencia en mayores a través de la terapia ocupacional Abel Toledano González| Terapeuta Ocupacional e Dulce Romero Ayuso| Terapeuta Ocupacional e Psicologa En las personas mayores, uno de los factores fundamentales en cuanto al nivel de independencia que puede mostrar es el entorno, además de múltiples variables que pueden influenciar sobre esta como son la autoeficacia y el bienestar. A través del uso de la actividad con sentido se puede experimentar un cambio significativo a mejor potenciando habilidades y capacidades del mayor. El objetivo de esta investigación es comprobar como pueden influenciar la terapia ocupacional individual y grupal a la autoeficacia, bienestar e independencia personal en la población mayor. Estudio de tipo experimental Pre-Post con una muestra de 74 sujetos, designados de forma aleatoria en dos grupos según el tipo de tratamiento, individual y grupal. Los participantes tienen una edad media de 85 años institucionalizados en centros residenciales, formado por un mayoritario 70% mujeres. Los instrumentos utilizados fueron el Índice de Barthel, la Escala de Bienestar Psicológico de Ryff y la Escala de Autoeficacia General. El análisis estadístico efectuado fue un análisis descriptivo para las variables sociodemográficas y de una ANOVA de medidas repetidas para intra e inter sujetos para analizar las variables dependientes a través del programa de análisis estadístico SPSS versión 21.0. Los resultados muestran como en población institucionalizada, la terapia ocupacional grupal aumentó las puntuaciones en autoeficacia, bienestar psicológico e independencia personal en comparación con el grupo que desarrollo terapia ocupacional individual, el cual empeoró en algunas de las variables. Las personas mayores que recibieron terapia ocupacional grupal mejoraron la autoeficacia general, bienestar psicológico y la independencia personal en comparación con aquellas que recibieron terapia ocupacional individual. Palabras clave: Autoeficacia, Bienestar, Independencia, Terapia Ocupacional, Mayores _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Comunicações Livres 1 Terapia Ocupacional para promover la movilidad en la comunidad, específicamente la conducción, en personas mayores - Eduardo R. Alcaraz, Maria Chicharro, David Miranda e Ana Sevillano |Terapeutas Ocupacionais
En España hay más de 3.5 millones de conductores con más de 65 años, el 13,6% de los carnets. Situación similar en los países de nuestro entorno. La previsión es que en diez años casi tripliquen su número. Ser mayor no es un factor de riesgo vial en sí mismo, pero con la edad cambian las condiciones psicofísicas de las personas y hay que adoptar políticas preventivas y compensatorias. El objetivo de este trabajo fue conocer que intervenciones se desarrollan desde la Terapia ocupacional para promover una conducción segura en personas mayores y qué beneficios presentan estas intervenciones. Revisión sistemática. Bases de datos consultadas: Pubmed, OTseeker, Cochrane Plus, Joanna Briggs, Jábega 2.0, Trip, Scopus y PEDro utilizando las palabras clave: automobile driving, locomotion, community mobility, occupational therapy, elderly. Operador boleano AND. Se seleccionan Revisiones sistemáticas y ECA de artículos publicados a partir de 2006. Tras el análisis se incorporan a la revisión 8 artículos. 4 ECA y 4 revisiones sistemáticas. Las intervenciones que se llevan a cabo son de entrenamiento a nivel visual, cognitivo y motriz y programas de evaluación de la conducción. Se incluyen también programas dirigidos a las familias y programas de entrenamiento físico. La intervención del terapeuta se realiza mayoritariamente en el entorno autoescuela, aunque también desde el ámbito clínico. Los estudios demuestran la eficacia de los programas que se realizan. Los autores coinciden en la necesidad de implantar en nuestro entorno programas específicos que promuevan la conducción entre las personas mayores desarrollados por terapeutas ocupacionales y siguiendo los parámetros de los programas analizados. Palabras clave: Conducción, movilidad en la comunidad, terapia ocupacional, personas mayores. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Comunicações Livres 1 Orientación Cognitiva para el Desempeño Ocupacional diario en paciente con Esclerosis Múltiple - Laura Ainaga, Rafael Sánchez e Hortensia Gimeno |Terapeutas Ocupacionais
Este trabajo pretendía explorar en el conocimiento sobre el uso de la intervención de Orientación Cognitiva para el Desempeño Ocupacional diario (CO-OP) en una paciente con Esclerosis Múltiple (enfermedad que cursa con síntomas motores y cognitivos). La intervención de CO-OP es una intervención basada en la metacognición, centrada en el cliente y en su desempeño ocupacional a través del uso de estrategias cognitivas y descubrimiento guiado. Se ha seguido una metodología de diseño experimental de caso único. Se seleccionaron los objetivo (cuatro, de los cuales solo se trabajo con tres de ellos) a través de la medida canadiense de desempeño ocupacional (COPM) y una posterior intervención de CO-OP (10 sesiones). Se grabó en video la ejecución de los objetivos antes y después, y la intervención en sí misma. Un evaluador ajeno a la intervención utilizo la Escala de calidad del desempeño ocupacional (PQRS) para puntuar el desempeño ocupacional. Tras el análisis de las puntuaciones, se vio una mejora significativa en el desempeño en dos de los tres objetivos trabajados, y en el objetivo no trabajado, reflejando generalización y transferencia de estrategias. Los resultados reflejaron una mejora en el desempeño de la usuaria tras la intervención de CO-OP, siendo necesario continuar con la investigación con una población y un numero de variables mayor. Palabras clave: Esclerosis Múltiple, Desempeño Ocupacional, CO-OP _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Comunicações Livres 1 Revisión bibliográfica. "Aplicación de Imaginería Motora en el tratamiento del dolor crónico" María Escribano Guillén e Teresa del Sol Chicharro | Terapeutas Ocupacionais
El objetivo del estudio es conocer los beneficios que presenta la técnica de Imaginería motora en las personas adultas que presentan dolor crónico no oncológico, ya que el dolor crónico es una de las patologías más incapacitantes en la población mundial y el principal generador de estrés. La idea del estudio es sintetizar la evidencia de la Imaginería motora en el dolor crónico. Se realizó una búsqueda bibliográfica en las bases de datos Pubmed, IME, Enfispo, Ibecs, OTseeker, Google Académico y Jábega 2.0. Las palabras clave utilizadas fueron Graded motor imagery, motor imagery, chronic pain y neuropathic pain. Se incluyeron artículos publicados desde 2006 hasta la actualidad que superen la pregunta PICO, en inglés o castellano, en adultos y se excluyeron estudios donde el dolor provenga de afectaciones oncológicas. Para evaluar la calidad metodológica de los artículos se utilizó el instrumento de lectura crítica CASPe. Se incluyeron nueve estudios finales. De los cuatro estudios de Imaginería motora graduada, dos muestran una disminución significativa del dolor. Mientras que los otros dos estudios, uno muestra reducción del dolor únicamente en la etapa de lateralidad, y la revisión sistemática aporta resultados contradictorios que sugieren que la Imaginería motora graduada y terapia de espejo podrían ser beneficiosas, aunque son necesarias nuevas investigaciones. Se observan efectos positivos en los estudios de imaginería motora en los que no se sigue el protocolo original. Por el contrario, se obtienen resultados negativos en los que se centran únicamente en ejercicios de lateralidad. No se pudieron extraer conclusiones significativas en la presente revisión; se necesitan estudios rigurosos en Imaginería motora en una población amplia, ya que hay estudios que apuntan a que puede ser una técnica prometedora en el tratamiento del dolor crónico. Palabras clave: Imaginería motora graduada, imaginería motora, dolor crónico, terapia de espejo y lateralidad. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Comunicações Livres 1 Graded Motor Imagery: uma ferramenta na abordagem à dor António Monteny | Terapeuta Ocupacional
A dor é um sintoma comum na pessoa com disfunção física, representando na maior parte dos casos uma restrição na participação ocupacional derivado do receio ao movimento contextualizado nas atividades do dia-a-dia. Surge o presente trabalho com o intuito de verificar os efeitos do processo Graded Motor Imagery (GMI) enquanto estratégia na abordagem de terapia ocupacional aplicado a um caso com dor neuropática periférica no membro superior esquerdo. GMI define-se como um conjunto de técnicas combinadas num processo com foco naquilo que é conhecido por sensibilização do sistema nervoso central. 1. Descriminação de esquerda/direita (imagética implícita): software com imagens de mãos e ombros com registo da eficácia e tempo de resposta visando estimular o córtex somatossensorial. 2. Imagética explicita: ativação do córtex pré-motor através da representação mental de posturas, movimentos e atividades contextualizadas. 3. Terapia do espelho: execução de movimentos e ações funcionais utilizando um espelho para representar a imagem do membro superior contralateral, proporcionando uma sobreposição de um estímulo percetivo visual ao estímulo propriocetivo. 4. Avaliação diária: escala numérica da dor. Após implementação do processo num período de 3 meses, evidenciam-se alterações na descriminação esquerda/direita, progredindo quanto ao seu desempenho ao longo do tempo, apresentando uma maior eficácia e menor velocidade de resposta à direita (eficácia média: 70%; velocidade: 3,1 segundos) do que à esquerda (eficácia média: 50%; velocidade: 3,5 segundos), verificando-se paralelamente a diminuição da intensidade de dor: 5/10 para 0/10 na escala numérica da dor. A imagética contextualizada em atividades significativas para a pessoa e os seus resultados na reorganização cortical representam um desafio no âmbito da terapia ocupacional. É sugestiva a realização de futuros estudos quanto à sua aplicabilidade na abordagem à dor e lesões do sistema nervoso central, visando a participação ocupacional da população com as condições supracitadas. Palavras-chave: Dor; Imagética Implícita; Imagética Explicita; Terapia do Espelho; Graded Motor Imagery _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 3 - Pediatria: Terapia Ocupacional e a Inclusão Uma intervenção promotora de integração em Portugal e na Europa Miguel Valles |Terapeuta Ocupacional A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência: A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas é hoje um documento de referência que deve nortear todas as intervenções na área da deficiência. Este documento reveste-se de uma importância histórica, onde apesar de terem sido ouvidos os contributos de alguns especialistas na área, reflete principalmente o contributo das próprias pessoas com deficiência e de como gostariam de ser incluídas nas comunidades onde vivem. Foi ainda a primeira Convenção ratificada pela União Europeia, quando ainda havia países europeus que ainda não o tinham feito. Até este momento, os documentos existentes refletiam as perceções dos especialistas, dos cuidadores e das famílias sobre como se deveriam organizar os vários serviços que prestavam apoio às pessoas com deficiência. A regra passava sempre pela criação de contextos protegidos onde se desenvolviam programas terapêuticos específicos que desenvolviam as capacidades em défice. Acreditava-se que a sociedade, e mesmo as próprias famílias, teriam dificuldade em interagir com estas pessoas, daí a necessidade de criação de espaços próprios onde estas pessoas pudessem interagir com os seus pares, também eles com deficiência. Antes da Convenção –a realidade Europeia: Os países do norte da Europa, considerados como tendo uma maior tradição na prestação de apoio a pessoas com deficiência, e à semelhança dos serviços de apoio a pessoas com doença mental, construíram grandes instituições até final do séc. XX. Estas instituições davam apoio a milhares de utilizadores e centralizavam nelas todos os domínios de um percurso de vida, tinham desde serviços de creche, de escola, de formação vocacional, algumas ofertas profissionais, atividades de tempos livres, lares, transporte específico, …. Eram verdadeiras comunidades autónomas que continham nelas todos os serviços necessárias em todas as fases da vida de um indivíduo. Uma vez entrando para estas instituições poucas hipóteses havia no regresso a uma vida na comunidade local. Ora, a prestação destes serviços foi vista como sendo a única resposta para esta população e os serviços da comunidade poderiam decidir o seu encaminhamento com base em decisões técnicas, geralmente tomadas pelas escolas e jardins-de-infância. As famílias eram informadas desta decisão pela a incapacidade dos serviços atuais em educar estas crianças nas áreas da literacia e numeracia, uma vez que estas eram “não escolarizáveis”. Portugal, à semelhança de outros países sem tradição de instituições para pessoas com deficiência, nunca criou instituições com estas dimensões. Sempre necessitou das comunidades locais para o desenvolvimento dos seus serviços, nunca obtiveram uma autonomia tal que conseguissem proporcionar aos seus clientes todos os serviços necessários, recorrendo com frequência à comunidade local para a formalização de parcerias. Inclusivamente, muitas escolas de educação especial não tinham edifício próprio para o desenvolvimento das suas atividades, utilizavam salas nas escolas públicas onde decorriam as atividades que lhes eram cedidas. Chamava-se então a este modelo de intervenção - de integração. A implementação da Convenção: O que a Convenção propõe é a completa inversão de papéis na prestação de apoio a pessoas com deficiência. Todos os serviços e estruturas da comunidade devem adaptar-se para receberem todas as pessoas da sua comunidade. Todas as instituições devem funcionar numa perspetiva de inclusão das pessoas que atende nas comunidades locais. Não devem ser criados serviços de utilização exclusiva nem devem ser replicadas estruturas nas instituições já existentes na comunidade. Nos países com maior tradição de instituições para pessoas com deficiência,
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esta mudança reveste-se de problemas de difícil resolução. Como adaptar os grandes edifícios e as estruturas já montadas para a prestação de apoio exclusivo a esta população, como reorientar as equipas técnicas para trabalhar em contextos que não estão preparados para receber a população com deficiência, como trabalhar as famílias numa perspetiva de intervenção centrada no cliente? A primeira aplicação da Convenção – As escolas: Nunca um serviço aberto ao público poderá excluir alguém com base na sua deficiência. Uma noção que vem revolucionar o mundo das escolas. Também estas são primeiras estruturas a serem focadas pela Convenção pela importância que têm no primeiro encaminhamento de alunos com deficiência para estas instituições. É também aqui que todos os cidadãos se formam para conviver na sociedade e aqui que se iniciam os primeiros contactos sociais mais alargados. Se os primeiros conceitos de inclusão forem aqui cimentados, será mais fácil este alargamento ao longo da vida nas suas várias dimensões. O desafio, a criação de um currículo universal de acesso a todos os alunos. Para tal a escola terá de se capacitar de conhecimentos, recursos, práticas e dimensões inclusivas que até ao momento não exercitava. O momento de mudança – A experiência portuguesa: Portugal encarou esta nova realidade de frente e rapidamente iniciou uma mudança legislativa em 2008 que rompia com a prática anterior de encaminhamento de alunos com deficiência para as escolas de educação especial. Atribuiu uma nova função às escolas de educação especial para capacitarem as escolas do ensino público do conhecimento adquirido ao longo de quase 40 anos nas metodologias de ensino-aprendizagem com a população com deficiência. Assim Portugal, à semelhança de Itália, prevê o encerramento das escolas de educação especial em 3 anos e começa a desenvolver esforços para equipar as escolas das condições necessárias ao reencaminhamento dos alunos das escolas de educação especial de volta às escolas do ensino público regular. Pela primeira vez os técnicos de saúde (terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala, fisioterapeutas, psicólogos,) começam a realizar acompanhamentos em contexto escolar. Da intenção legislativa à prática diária: Na chegada dos técnicos das escolas de educação especial às escolas do ensino público surge a colisão de práticas, de princípios orientadores, do envolvimento das famílias nos processos de decisão, dos constrangimentos diários, de processos e procedimentos das escolas que dificultam e atrasam as tomadas de decisão, em resumo, de uma estrutura que foi pensada e organizada durante muitos anos sem a presença destes alunos que não acedem ao currículo nacional da mesma forma que os restantes alunos. Por um lado os técnicos das antigas escolas de educação especial sentem que perderam o poder de decisão sobre o percurso do aluno e que dependem inteiramente das várias estruturas de decisão das escolas. Por outro lado, as escolas sentem que não têm os recursos necessários para poder colocar em prática a inclusão de alunos com deficiência. Independentemente da quantidade de recursos existentes, chega-se agora à conclusão, em Portugal e no resto da Europa, que a principal barreira à educação inclusiva se situa ao nível das atitudes e juízos de valor.
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 3 - Pediatria: Terapia Ocupacional e a Inclusão
A terapia Ocupacional, Intervenção precoce na infância e modelo transdisciplinar de mãos dadas com a família - Pedro Bargão | Terapeuta Ocupacional
A Intervenção Precoce na Infância é dirigida às famílias de crianças entre os primeiros dias de vida e os 6 anos de idade e promove condições facilitadoras do desenvolvimento global da criança, com vista a uma maximização das suas potencialidades, realizando uma intervenção que se pretende centrada na família. Em Intervenção Precoce na Infância os Terapeutas Ocupacionais fazem parte de uma equipa transdisciplinar e têm como objetivo apoiar, habilitar e capacitar para prevenir ou minimizar os atrasos de desenvolvimento, promovendo um crescimento e desenvolvimento harmonioso e facilitando um funcionamento independente das crianças e das suas famílias. O Terapeuta Ocupacional partilha a informação, conhecimento e competências através das diferentes fronteiras disciplinares e áreas de especialidade. Intervêm no contexto natural da criança, procurando dar apoio e providenciar estratégias aos familiares e cuidadores, assim como promover ambientes facilitadores do desempenho ocupacional. Uma intervenção centrada na família, implica uma redefinição das atitudes e do papel do Terapeuta Ocupacional no sentido de mudar a sua perceção de profissional como perito, para profissional como conselheiro, bem como a sua visão dos pais como recetores de serviços, para pais como decisores do processo de intervenção. O modelo centrado na família é um modelo participativo em equipa transdisciplinar que se baseia na comunicação e na negociação e em que a família tem o poder de decisão. A Intervenção Precoce na Infância potencia e capacita a família e os restantes cuidadores a promoverem o desenvolvimento das crianças. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 3 - Pediatria: Terapia Ocupacional e a Inclusão
Avaliação diferencial e intervenção nas Perturbações do Espectro do Autismo Helena Reis |Terapeuta Ocupacional
Crianças com PEA são sujeitas, desde muito cedo, a avaliações sistemáticas, contudo, o processo de avaliação para este tipo de criança é tão complexo quanto desafiante, dadas as suas dificuldades sociais, de comunicação e de processamento sensorial. A família torna-se assim um elemento chave, seja para a obtenção de informação fidedigna da criança, seja para obtenção de melhores níveis de interação entre a criança e o interlocutor. Neste sentido, ganha particular relevo não só a complexidade subjacente às conceções e práticas de avaliação em Intervenção Precoce (IP), como também, a necessidade de aprofundar formas e instrumentos de avaliação ajustados à diversidade das famílias das crianças com PEA apoiadas na IP, instrumentos esses, que deverão contemplar a participação ativa e interativa dos profissionais e das famílias de forma a tornar possível o desenvolvimento de uma visão partilhada e de uma informação holística acerca da criança. A avaliação é assim um acontecimento essencial para as crianças e suas famílias e os resultados deverão ser utilizados para incluir as crianças em intervenções especializadas, que podem mudar o seu destino desenvolvimental. A apresentação deste trabalho pretende espelhar parte da dinâmica da avaliação numa equipa interdisciplinar e os resultados de uma intervenção sensóriointegrativa a 25 crianças com PEA integradas num serviço de intervenção precoce _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 3 - Pediatria: Terapia Ocupacional e a Inclusão
A capacitação das famílias - Catarina Cavaco | Terapeuta Ocupacional
Em Pediatria, é consensual a inevitabilidade da abordagem centrada na família. Independentemente da área de intervenção, o cliente “criança” tem de ser assumido como parte integrante de um sistema, do qual fazem parte os cuidadores de quem depende, quase sempre os elementos do seu núcleo familiar. Assim, no processo de abordagem terapêutica à criança, o contributo para o desenvolvimento ou reforço das competências parentais, acaba por ter de constituir um objetivo prioritário. O conceito de “empowerment” tem vindo a ser cada vez mais desenvolvido, existindo hoje com múltiplos sentidos, que se aplicam a todos os contextos de vida. A prática baseada na evidência tem demonstrado que todas as formas que se possam encontrar para “capacitar” trazem todo o tipo de benefícios - pessoais, sociais e organizacionais. Com esta comunicação pretende-se responder ao desafio da apresentação e reflexão sobre metodologias (programas, projetos e iniciativas concretas), desenvolvidas por Terapeutas Ocupacionais em Pediatria, que para além de interessantes e inovadoras, se apresentam como estratégias de capacitação das famílias das crianças acompanhadas em Terapia Ocupacional. _____________________________________________________________________________ Notas:
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14 de outubro | sexta-feira Mesa 3 - Pediatria: Terapia Ocupacional e a Inclusão Razonamiento clinico en terapia ocupacional en Pediatria Alberto Léon | Terapeuta Ocupacional
El proceso de razonamiento clínico que los terapeutas ocupacionales realizan, debe ajustarse a la elaboración de un perfil preciso del niño que está en tratamiento, con sus fortalezas y dificultades. Este proceso conlleva un análisis profundo tanto de la información objetiva como de la subjetiva que podamos tener del niño o la niña, las propias fuentes de información del terapeuta, su experiencia, así como su intuición clínica. Son muchos los autores que han descrito este proceso, sin embargo, nos encontramos con dos principales modelos teóricos publicados centrados en el proceso de razonamiento clínico de la terapia ocupacional en el ámbito infantil. 1. Individual Sensory Integration Intervention Plan (ISII). Plan Individual de Intervención en Integración Sensorial. Erna Blanche 2003. 2. Data-Driven decision making. La toma de decisiones basada en los datos. Rossean Schaaf 2015. Ambos modelos describen diferentes fases a lo largo de la intervención que ayudarán al terapeuta ocupacional a escoger las metodologías, elaborar objetivos, diseñar el proceso de evaluación, construir hipótesis, medir los resultados y seguimiento del progreso, ajustándose a cada caso. Para ello es necesario conocer cuáles son los mejores métodos y técnicas a la hora de recopilar información, como qué datos son imprescindibles en la entrevista inicial. Cuáles son los principales problemas funcionales. Qué herramientas de evaluación estandarizadas son las idóneas para cada caso y qué modelo teórico usar para centrar la intervención. Con el uso de estos modelos de razonamiento clínico, la práctica profesional del terapeuta ocupacional infantil se encontrará dentro de los parámetros estipulados para la realización de la práctica basada en la evidencia, favoreciendo el impulso a las publicaciones en medios científicos de nuestra experiencia clínica. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 4 - Terapia Ocupacional no Limite Terapia Ocupacional num sistema prisional Alina Bernardo Marques | Terapeuta Ocupacional Refletindo a mudança de paradigma por que passa o sistema prisional português no que respeita à intervenção reabilitativa da população reclusa - que se tem traduzido numa importância crescente do papel da Terapia Ocupacional, numa maior abertura à sociedade e na maior sensibilização para a importância da reabilitação na prevenção da criminalidade - o Estabelecimento Prisional Santa Cruz do Bispo Feminino tem vindo a implementar vários programas para a promoção da reinserção social da população reclusa com recurso a várias ferramentas de tratamento psicossocial (Programa de Relaxamento e Estabilização Emocional, Programa Reabilitação Psicossocial; Treino Cognitivo, Terapia Assistida por Animais, etc.). Ao cabo de uma atividade terapêutica de mais de dez anos em meio prisional, concluimos que, apesar dos impactos bastantes positivos observados provocados por vários daqueles programas na qualidade do processo reabilitativo das reclusas e mesmo na sua qualidade de vida, bem como numa maior sensibilização por parte dos organismos públicos responsáveis pelas políticas do tratamento penitenciário, constatou-se que o sistema prisional português permanece ainda fechado e permeável a iniciativas inovadoras para a intervenção psicossocial, carecendo também os programas terapêuticos de uma implementação mais consistente e continuada no longo prazo, de uma estratégia de inovação contínua e de uma aplicação generalizada a um número maior de estabelecimentos prisionais. Por outro lado, a existência de uma população reclusa maioritariamente com um perfil caraterizado pela presença enraizada de esquemas mal-adaptativos precoces, uma elevada sintomatologia psicopatológica e com um historial de experiências traumáticas tem-se constituído como um fator limitativo adicional para o sucesso da intervenção da Terapia Ocupacional em contexto prisional. Por conseguinte, a área de Terapia Ocupacional no sistema prisional português tem um grande potencial de crescimento (desenvolvimento de novos programas de intervenção, aumento de recursos humanos envolvidos, criação de unidades de terapia ocupacional em outros estabelecimentos prisionais, desenvolvimento de investigações, etc.) que pode beneficiar do estabelecimento de parcerias entre entidades públicas e privadas. Palavras-chave: Sistema Prisional, Terapia Ocupacional, Tratamento Penitenciário, Reabilitação Psicossocial _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 4 - Terapia Ocupacional no Limite Terapia Ocupacional nas perturbações da personalidade Borderline Joana Gomes | Terapeuta Ocupacional
As perturbações da personalidade são caracterizadas por padrões maladaptativos de comportamento, profundamente enraizados e inflexíveis, que estão presentes desde a adolescência prolongando-se pela vida adulta. São causadores de sofrimento subjetivo significativo, perda de funcionalidade e prejuízo nas relações interpessoais (APA, 2013). Especificamente as perturbações borderline da personalidade, pelas características que apresentam, com relacionamentos pessoais intensos e instáveis, que alternam entre extremos de idealização e desvalorização, bem como as tentativas ou ameaças recorrentes de suicídio (efetivamente concretizados em 10% da população) e os comportamentos autolesivos (Kienast et al, 2014) constituem um desafio à intervenção dos terapeutas ocupacionais a trabalhar em saúde mental. Existem terapias específicas, com evidência comprovada para intervenção nesta patologia como a Mentalização (Mentalization-based Treatment) (Eizirik & Fonagy,2009) ou a Terapia Comportamental Dialética (Linehan, 2015), mas poucos são os profissionais que nelas investem devido à morosidade e à escassez de formação. No entanto, é defendido que, independentemente da categoria profissional ou do facto de possuir ou nao formações especializadas em perturbações borderline da personalidade, qualquer profissional de saúde mental poderá estar capacitado para a intervenção, devendo atuar em conformidade com as boas práticas ao nível da comunicação, definição de limites e gestão de crises para esta patologia (Gunderson & Links, 2014). Será a relação terapêutica estabelecida através destas boas práticas que possibilitará ao terapeuta ocupacional trabalhar com o cliente rotinas, papeis e padrões de desempenho para alcançar resultados como a autonomia e funcionalidade nas várias áreas de ocupação. Através do relato da experiência profissional em contexto residencial para perturbações borderline da personalidade, esta comunicação pretende desconstruir alguns mitos associados e motivar para o trabalho com pessoas com esta patologia. Palavras chave – perturbações borderline da personalidade, intervenção, terapia ocupacional _____________________________________________________________________________ Notas:
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Terapia Ocupacional en oncologia en pediatria – Yolanda Calle |Terapeuta Ocupacional
Queremos reflexionar sobre nuestra experiencia trabajando con niños y adolescentes con enfermedades hematoncológicas en el hospital Sant Pau de Barcelona. Acompañarles cuando ingresan, en muchos casos con la palabra “cáncer” y los miedos, incertidumbres y connotaciones que conlleva. La importancia del vínculo desde el momento de la acogida, la habilidad para conectar con el otro, entramarse y desde ahí construir y elaborar conjuntamente los objetivos o mucho más sencillo: ¿qué te gusta hacer? La actividad como nuestra herramienta más potente para establecer y consolidar vínculos que nos permitan trabajar, mejorar, sonreír,... Comenzar desde el juego, el área ocupacional más significativa de los niños para desarrollar las habilidades motoras, sociales, emocionales, cognitivas. El juego es terapéutico, sanador y revolucionario; tod@s deberíamos jugar saliendo de nuestra matriz, mirando desde otro lugar. Las características de estos procesos: aislamiento y encamamiento prolongado, cambio de imagen corporal, restricción de materiales, actividades, relaciones,… provoca un desajuste importante en su vida. Nada es igual que antes: debilidad muscular, fatiga, tristeza, su aspecto físico, aburrimiento, malestar general, soledad... Desde Terapia Ocupacional intentamos ofrecer: - espacios de facilitación de oportunidades, - material para explorar alternativas, - participación en actividades, - reajustes de hábitos y roles, - tiempo para escuchar sus miedos, deseos, necesidades, Con la mirada puesta en mejorar su calidad de vida, su sensación de bienestar, su equilibrio ocupacional, sus ganas de vivir y luchar; confiando y apostando en las capacidades, habilidades y potencialidades de cada uno de ellos. Este proceso es largo y costoso, no siempre en línea ascendente: las complicaciones, recaídas y reingresos son frecuentes y es necesario reubicarse en cada momento de forma individualizada. Independientemente del lugar y el estado (sala, Uci o domicilio); creemos firmemente que desde la presencia y el estar se trama el hacer ocupacional. Palabras clave: juego, área ocupacional, vínculo _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 4 - Terapia Ocupacional no Limite
Terapia Ocupacional em queimados – Alexandra Morais e Castro | Terapeuta Ocupacional
Nos últimos anos na Unidade de Queimados do Hospital D. Estefânia temos assistido a uma mudança de paradigma: _ O escalão etário das crianças Queimados é muito baixo aproximadamente 95% tem menos de 2 anos de idade. _ O material de penso bem como as técnicas cirúrgicas evoluíram bastante, os pensos são feitos sob anestesia ou sedação, de 4 em 4 dias e a velocidade de cicatrização aumentou muito, o que por si só diminui as sequelas.
Será que a mesma extensão de queimadura, com o mesmo agente e igual profundidade é igual num bebé ou numa criança de 7 ou 8 anos ou mesmo num adolescente? Quais são os desafios para a T.O. numa Unidade com estas características? _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Simpósio: Estratégias de produção de conhecimento a partir das ciências sociais/ humanas na terapia ocupacional El enfoque etonográfico en terapia ocupacional – Silvia Sanz Victoria| Terapeuta Ocupacional
La etnografía se podría considerar como uno de los métodos de investigación más congruente con la mirada de la Terapia Ocupacional. Por un lado, porque sitúa el foco de atención en la cotidianidad, como trama para comprender la complejidad de la sociedad en la que vivimos. Por otro, porque se construye a partir de actividades compartidas: el/la etnógrafo/a participa durante un periodo de tiempo en la vida diaria de las personas que investiga, observando qué sucede, escuchando qué se dice, haciendo preguntas y registrando cualquier dato que permita comprender las acciones y los significados implícitos. De esta manera, genera reflexiones colectivas al poner en diálogo la mirada del sujeto que investiga con los significados que las personas confieren a sus propias circunstancias; las interacciones, prácticas y procesos que vivencian; y las estructuras socioculturales en las que ambos (investigador e investigados) están inmersos. Esta ponencia tiene como objetivo apuntar las posibilidades y los límites del enfoque etnográfico en la producción de conocimiento en terapia ocupacional a partir de: las reflexiones generadas en primera persona en el transcurso de una investigación etnográfica realizada en Barcelona con personas que sobreviven a un traumatismo craneoencefálico; y las aportaciones que diferentes investigadoras-terapeutas ocupacionales han realizado a partir de su experiencia con diferentes corrientes del método etnográfico. Palabras Clave: Etnografía, Terapia Ocupacional, metodología, epistemología _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Simpósio: Estratégias de produção de conhecimento a partir das ciências sociais/ humanas na terapia ocupacional La investigacion accion / participativa - Salvador Simó | Terapeuta Ocupacional
Decía el filósofo Francis Bacon que el conocimiento es poder. Es básica la creación de conocimiento para generar poder. Un conocimiento que nos empodere a nosotros mismos como terapeutas ocupacionales, pero también a las personas y a las comunidades. El poder de mejorar la vida de las personas con las que tenemos el privilegio de trabajar, creando una sociedad más justa, inclusiva y sostenible. La investigación es una de las asignaturas pendientes de la terapia ocupacional. La Investigación Acción Participativa (IAP) es una metodología de investigación cuya principal finalidad es el cambio social, buscando la máxima participación de las personas/comunidades en el proceso de la investigación. Por ello es una metodología de investigación muy cercana al paradigma crítico. Este paradigma parte de la creencia en la dignidad de la persona y en nuestra capacidad de mejorar la situación presente. La IAP está muy cercana también al paradigma hermenéutico. Dicho paradigma parte de nuestra capacidad de comprender los complejos fenómenos humanos, para lo cual consideramos básica la escucha. En este simposio se explicarán los principios de la IAP. Se ilustrarán con ejemplos de investigaciones que se están desarrollando en la Universitat de Vic – Universitat Central de Catalunya desde el año 2000. También se explicarán las técnicas de investigación que se están desarrollando dentro de esta metodología como son: las historias de vida, la entrevista en profundidad, el focus group, o el photovoice. Una vez creado el conocimiento es básico el compartirlo más allá de los tradicionales canales científicos, como son las presentación en congresos y la s publicaciones académicas. En esta línea se reflexionará sobre la potencialidad del art e para comunicar los resultados de la investigación. El involucrar a las personas en la investigación al máximo de sus posibilidades y buscar los canales para transmitir el conocimiento e la sociedad son dos premisas básicas para democratizar los procesos de investigación. Palabras clave: conocimiento, investigación acción/participativa, arte. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Simpósio: Estratégias de produção de conhecimento a partir das ciências sociais/ humanas na terapia ocupacional Terapia ocupacional baseada en narrativas – Inda Zango Martin | Terapeuta Ocupacional Desde Hipócrates el conocimiento clínico ha combinado la mirada antropológica, las narrativas y la observación clínica. Sin embargo, es importante destacar la relevancia que todas las terapias, incluidas las terapéuticas chamánicas y los rituales, le otorgan al uso de las narrativas en el proceso terapéutico. En este sentido, l@s profesionales de terapia ocupacional requieren incorporar las narrativas como un elemento clave que permita comprender la complejidad ocupacional del mundo actual. Además, esta complejidad ocupacional invita por otro lado a establecer un juego de miradas en el que se co-produzca el conocimiento entre unos y otros otorgando relevancia al contexto como elemento determinante de la intervención de terapia ocupacional. Para ello, es preciso otorgar valor a las narrativas de las personas en el proceso terapéutico situadas en un determinado contexto social y cultural que influye en el desarrollo ocupacional y que de ninguna manera conviene ignorar. El desarrollo de la terapia ocupacional basada en narrativas precisa adoptar una mirada etnográfica y entrenar la escucha, porque sin la primera no se pueden situar la segunda. La escucha se plantea con la finalidad de recoger el punto de vista del actor, con escepticismo y distancia para que las narrativas puedan completar una información compleja y en donde la mirada del observador es crucial en este proceso. En este sentido, consideramos que las narrativas no son en sí mismas verdad, pero sí permiten mediante una metodología comparativa y triangulando otras fuentes establecer conclusiones sobre la terapia ocupacional. En esta exposición se considerarán narrativas de personas procedentes de Honduras, Marruecos, Burkina Faso, Tanzania y Ecuador que han participado, directa o indirectamente, en diferentes programas de terapia ocupacional. A través de las diferentes narrativas se establecerá un debate crítico y autocrítico en torno a los retos y las oportunidades de la terapia ocupacional en el mundo contemporáneo. Palabras Clave: Narrativa, terapia ocupacional, metodología de investigación, epistemología, poder. _____________________________________________________________________________ Notas: -
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15 de outubro | sábado Simpósio: Estratégias de produção de conhecimento a partir das ciências sociais/ humanas na terapia ocupacional Discutindo a systematic text condensation como uma estratégia de produção de conhecimento na terapia ocupacional – Vagner dos Santos | Terapeuta Ocupacional
Desde a década de 70 a Terapia Ocupacional como disciplina tem conseguido ampliar e qualificar seus processos de trabalho, pesquisa e de referenciais teóricos. Esse processo tem sido lento, devido a forte influência histórica da biomedicina e mais recentemente da epidemiologia sobre nossa formação. No entanto, o fenômeno ocupacional não pode ser explicado, somente, pelo componentes orgânicos envolvidos nos movimentos, e tampouco, pelos padrões métricos de distribuição da estatística. Assim, há a real necessidade de incorporar e implementar pesquisas de uma outra perspectiva. Desta forma, essa apresentação discute e explora uma estratégica especifica de pesquisa qualitativa - systematic text condensation- STC (Malterud, 2012) – desenvolvida para pesquisadores com pouca experiência no âmbito da investigação social. Um elemento importante é que um número limitado de participantes já irá fornecer elementos suficientes nesta estratégia de pesquisa. Ainda, essa proposta nasce do reconhecimento que muitos pesquisadores não tem treinamento suficiente para realizar uma análise mais profunda, sendo assim necessário o desenvolvimento de uma estratégia mais pragmática. A metodologia prevê de maneira clara procedimentos a serem seguidos, conforme segue I) impressão geral do material (do caos para os temas); 2) Identificação e organização das unidades significativas (dos temas para códigos); 3 Condensação (dos códigos para significados); 4) Sintetização (da condensação para descrições e conceitos). Essa exposição é baseada na experiência do grupo de Iniciação Científica ‘Terapia Ocupacional Candanga’ da Universidade de Brasília. Esse grupo, ao longo de 2015 e 2016, tem explorado as escolhas ocupacionais de um grupo especifico de mulheres. Por meio de entrevista semiestruturadas os dados são produzidos e analisados utilizando a STC. STC desafia a autonomia de terapeutas ocupacionais em formação de pesquisa com pouca experiência para a investigação social, mas por outro lado, torna factível a pesquisa de investigadores com pouca experiência e com poucos recursos/treinamento e tempo. Palavras chaves: Terapia Ocupacional, Pesquisa Qualitativa, Fenomenologia _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 5 - Terapia Ocupacional além fronteiras Proyectos de Terapia Ocupacional en paises en vias de desarrollo– Inda Zango | Terapeuta Ocupacional El desarrollo de nuevos contextos de intervención así como la incursión de la disciplina de terapia ocupacional en contextos con diferentes modelos explicativos de la salud-atención es un desafío y un reto para la terapia ocupacional. Por eso, es preciso incorporar, tanto en la teoría como en la práctica, diversas cosmovisiones sobre la ocupación, la salud y el bienestar a través del diálogo de saberes y la reflexión compartida. El objetivo de esta investigación es reflexionar sobre la intervención de terapia ocupacional desde una perspectiva intercultural considerando diversas cosmovisiones sobre la terapia ocupacional. Esta investigación se ha realizado utilizando el método etnográfico en Honduras, Marruecos, Burkina Faso, Tanzania y Ecuador. Para la recogida de información se han utilizado la entrevista semi-estructurada, la observación participante y la entrevista en profundidad. El análisis de los datos se realizó siguiendo los planteamientos de la teoría fundamentada. Las perspectivas de los diferentes participantes de este estudio señalan que la ocupación es una práctica social, no es un constructo universal y es un proceso continuo que no se puede separar en categorías. Por otro lado, consideran fundamental promover ocupaciones que les vinculen con la comunidad. Con respecto a la intervención terapéutica, destacan la relevancia de la capacitación y sugieren mejorar la relación terapéutica teniendo en cuenta diversas cosmovisiones. Para el desarrollo de la terapia ocupacional desde una perspectiva intercultural es relevante integran la cosmovisión individual y colectiva de la ocupación, la salud y el bienestar. La interculturalidad tanto en la teoría como en la práctica implica cuestionar las asunciones teóricas no en función de su grado de verdad, sino en relación con sus consecuencias prácticas y de la eficacia terapéutica. Se propone un abordaje etnocupacional que considere la experiencia ocupacional contextualizada. Palabras Clave: Ocupación, cultura, reflexividad, etnografía, interculturalidad, etnocupación. _____________________________________________________________________________ Notas: Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
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15 de outubro | sábado Mesa 5 - Terapia Ocupacional além fronteiras Occupational Therapy around the world – do voluntariado às experiências profissionais Débora Reis | Terapia Ocupacional
Debora Reis, é Terapeuta Ocupacional, e tem um grande desejo de dar a re(co)nhecer o impacto da Terapia Ocupacional pelo Mundo. A partir desta vontade, criou o “Occupational Therapy around the World”, uma plataforma que pretende ser o contributo para a divulgação do impacto da Terapia Ocupacional pelo Mundo, encorajando a partilha de experiências internacionais, que irá dar a conhecer terapeutas, trabalhos e serviços diferenciados na área, assim como oportunidades de trabalho e voluntariado em todo o Mundo. Ao disseminar o movimento #otaroundtheworld e ao permitir tornar a Terapia Ocupacional reconhecida pelo seu impacto na saúde, produtividade e qualidade de vida dos indivíduos e da sociedade, será criado um ambiente multicultural compartilhado, propício a esta prática. "Occupacional Therapy around the World", apresenta-se como uma plataforma inovadora, criada face à necessidade crescente, observada em diferentes contextos, de dar a conhecer a profissão, e tendo por base um conjunto de experiências nacionais e internacionais que foram fundamentais para a sua concretização. Atualmente, a página do Facebook conta com 3384 seguidores, 86 % mulheres e 14% homens. Estes encontram-se distribuídos por diferentes países, entre os quais 32,5% em Portugal, 14,4% no Reino Unido, 10,3% no Brasil e 8,7% na Austrália. É urgente e indispensável a sensibilização dos Terapeutas para a necessidade de levar a Terapia Ocupacional além fronteiras, e dar a re(co)nhecer o seu impacto pelo Mundo. "Occupational Therapy around the World" pretende ter a participação e colaboração de uma diversidade de profissionais de saúde, entidades públicas e privadas, organizações não governamentais e famílias, para que todos possamos usufruir dos seus resultados. Palavras chave: #otaroundtheworld, voluntariado, experiências internacionais _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 5 - Terapia Ocupacional além fronteiras De Cáceres para o Minho: a experiência de um terapeuta ocupacional Francisco Javier Barrantes | Terapeuta Ocupacional A comunicação pretende dar a conhecer a experiência pessoal de um profissional da Terapia Ocupacional formado em Espanha a exercer funções em Portugal: processo de transculturação, adaptação à praxis profissional, identificação e consequente integração gradual, a diferentes níveis, de modelos profissionais próprios da Terapia Ocupacional. A formação inicial como Terapeuta Ocupacional fornece as ferramentas básicas para desenvolver funções profissionais nesta área. Contudo, é importante referir que os aspetos contextuais modelam toda a nossa praxis, fundamentalmente quando estes estão alicerçados em contextos socioculturais diferentes, precisando por isso de um reajuste, como forma de desenvolver adequadamente os nossos papéis ocupacionais, neste caso, o papel produtivo. A experiência profissional em diferentes locais de trabalho promove igualmente uma identificação e integração gradual de modelos profissionais próprios da Terapia Ocupacional que influenciam, não só a prática profissional diária, como também a identificação e, por vezes, a participação em atividades de interesse pessoal e a forma como avaliamos e resolvemos situações pessoais da vida diária. A formação contínua, assim como a partilha de conhecimentos e experiências entre profissionais da mesma área, constituem ferramentas imprescindíveis para desenvolver competências profissionais ajustadas às necessidades dos nossos clientes. São referidas experiências enquanto terapeuta ocupacional na área da Psiquiatria, Educação Especial, Saúde Mental e Reabilitação Psicossocial, dando um importante enfoque a programas de luta contra o estigma. A comunicação, por ser uma exposição baseada em aspetos pessoais vivenciados pelo autor, justifica uma revisão da literatura de tipo “Narrativa” e por isso não são utilizados, na maior parte desta comunicação, critérios explícitos e sistemáticos para a procura e análise crítica da literatura. Contudo, tem sido preciso utilizar e referenciar alguns artigos científicos de referência para justificar as minhas conclusões. Afirmação da minha identidade e papel ocupacional enquanto Terapeuta Ocupacional, acreditando na importância da nossa profissão para promover padrões de vida significativo e uma maior qualidade de vida. Palavras-chave: Transculturação, Reabilitação Psicossocial, Estigma. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Workshop 3 A ocupação e os produtos de apoio Rui Pisco e Catarina Cavaco| Terapeutas Ocupacionais A abordagem da Terapia Ocupacional com a tecnologia adaptada e produtos de apoio, como parte integrante do processo de reabilitação, assume-se como um contributo importante para o aumento da qualidade de vida das pessoas com algum tipo de incapacidade, promovendo assim a participação ocupacional e autonomia. Tendo como referência a prática clínica dos terapeutas ocupacionais no Centro de Medicina e Reabilitação do Alcoitão, pretende-se com este workshop, dar a conhecer a metodologia utilizada na abordagem com produtos de apoio, aplicada em situações clinicas, considerando processos de avaliação e programas de treino. Os produtos de apoio são muitas vezes a única alternativa para interagir com o ambiente, possibilitando um verdadeiro acesso à educação, ao trabalho, ao lazer, etc. São, por isso, indiscutíveis as suas vantagens. No entanto, não se apresentam como receita única e universal, o que significa que, se não adaptados e integrados nas atividades dos indivíduos podem, em vez de ajudar, representar mais uma barreira para os sujeitos em causa. De acordo com essa premissa, é importante reforçar que o uso de qualquer produto de apoio pressupõe uma avaliação holística da pessoa (capacidades, necessidades e contextos) e uma análise cuidada por parte do Terapeuta Ocupacional, nos aspetos da acessibilidade ao equipamento, adaptações necessárias, aspetos posturais, não esquecendo o quadro clínico que o paciente apresenta e suas implicações. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 2 Inteligencia emocional y Resiliencia en los estudiantes de terapia ocupacional Abel Toledano González| Terapeuta Ocupacional; Dulce Romero Ayuso, Sara Cabrera, António Fragoso, Mª Carmen Martínez e José Juárez.
El aprendizaje de habilidades terapéuticas es un proceso lento y decisivo en los estudiantes de terapia ocupacional. Objetivo: Con el fin de detectar las necesidades de formación y observar el aprendizaje de distintas habilidades terapéuticas a lo largo de la formación teórica y práctica, se ha realizado un estudio interuniversitario entre la Universidad de Castilla-La Mancha y la Universidad de Málaga. El diseño del estudio es longitudinal, incluyendo el estudio y seguimiento de los alumnos de 1º, 2º, 3º y 4 º curso de ambas Universidades, y estudiantes de postgrado y/o profesionales. Al mismo tiempo se han comparado, en distintos momentos temporales, la evolución de las habilidades terapéuticas, inteligencia emocional y resiliencia en los distintos estudiantes y grupos, a través del MSCEIT, TMMS-24 y el CD-RISC. Se analizó la influencia de la realización de prácticas clínicas, el ámbito de las prácticas, número de horas, supervisión durante las mismas. Los resultados indican que hay una evolución en la adquisición de estas destrezas y la influencia de las variables asociadas a la edad y ámbito de práctica clínica, especialmente se han encontrado diferencias estadísticamente significativas entre los alumnos de los dos primeros cursos y el resto de estudiantes. Asimismo, se observa hay diferencias estadísticamente significativas en el primer componente de Resiliencia del CDRISC. Por otro lado, todos componentes de la Inteligencia Emocional mostraron diferencias estadísticamente significativas al comparar los estudiantes que no había hecho un entrenamiento practico y los que sí lo habían hecho. La inclusión de materias específicas dentro del curriculum para el desarrollo de estas destrezas podría facilitar el desarrollo de estrategias de afrontamiento, disminución de ansiedad en la práctica clínica, así como una mejor atención asistencial. Palabras calves: Inteligencia emocional, resilencia, educación, terapia ocupacional. _____________________________________________________________________________ Notas: Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 2 Desenvolvimento pessoal na formação dos terapeutas ocupacionais: fronteira permeável entre características pessoais/competência técnica Cristina Vieira da Silva | Terapeuta Ocupacional
A relação terapêutica estabelecida entre terapeuta ocupacional e o seu cliente, em qualquer contexto de prática e em qualquer parte do mundo, é considerada fundamental para o decorrer do processo terapêutico e resultados do mesmo. Na relação terapêutica espera-se que para além do uso da competência técnica o terapeuta faça recurso a competências pessoais facilitadoras da atenção genuína ao outro, empatia e olhar positivo incondicional. Para tal é necessário existir insight, onde exista uma compreensão exata dos seus pontos fortes, necessidades, atitudes e emoções (Hagedorn, 2000). Este tem que ser um processo pessoal que resulte do autoconhecimento, para que possa ser feito o uso planeado da personalidade, conhecimentos, perceções e julgamentos como parte do processo terapêutico. Assim é objectivo deste trabalho descrever a experiência da inclusão de disciplinas promotoras do desenvolvimento de competências pessoais, no curriculum do curso de formação dos terapeutas ocupacionais e estudar a percepção dos alunos face à importância e benefício das mesmas. A amostra é constituída pelos alunos inscritos em 2015/2016 no curso de licenciatura de Terapia Ocupacional da Escola Superior de Saúde do Alcoitão após frequência de unidades curriculares de Desenvolvimento Pessoal. A recolha de dados aconteceu através de questionário respondido com recurso a uma escala tipo Lickert de 7 pontos e um espaço aberto para colocação de observações. Os resultados demonstraram que a maioria dos alunos reconhece a importância destas disciplinas na sua aprendizagem. Da análise das respostas colocadas no espaço de observações destacam-se aspectos como momentos privilegiados para se pensarem, para pensarem a importância das competências pessoais na ajuda aos outros, desenvolvimento de estratégias facilitadoras de auto-reflexão e gestão das emoções. Reconhecida a importância do bom uso de competências pessoais na relação terapêutica a inclusão de disciplinas que visem especificamente desenvolver essas competências parece ser uma mais valia. Palavras-chave: Competências pessoais, formação, terapeutas ocupacionais _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 2
Terapia Ocupacional na Espanha e Brasil: Explorando similaridades e divergências históricas e atuais - Amanda Kellen dos Santos et al.| Terapeuta Ocupacional Durante a segunda metade do século passado o Movimento Internacional de Reabilitação (MIR) promoveu uma expansão da Terapia Ocupacional (TO), anteriormente restritas aos países anglófonos. Isso foi uma realidade para países Europeus não anglófonos, como Espanha, e países Latino Americanos, como o Brasil. Este trabalho pretendeu explorar alguns aspectos históricos da TO na Espanha e no Brasil, e comparar dois programas de formação universitária, um de cada país, Universidade de Brasília (Brasil) e da Escola d’Infermeria i Terapia Ocupacional de Terrassa (Espanha). Para responder aos aspectos históricos foi utilizada uma revisão narrativa, na qual não há critérios predefinidos na avaliação e seleção das referências, aqui o ponto de referência foi as mais de três décadas de experiência profissional do segundo e terceiro autor. Em relação a comparação dos programas de ensino, foi feito uma revisão documental focando em aspectos de carga horária, número de créditos, conteúdos e corpo docente de cada instituição. O MIR efetivamente foi importante na implementação de programas de reabilitação em ambos países. No Brasil os primeiros centros foram instalados logo na década de 50, e o curso de Terapia Ocupacional teve reconhecimento universitário ainda na década de 70. Em contraste, a TO na Espanha teve seu reconhecimento como curso superior de forma tardia, o que consequentemente influenciou sua entrada dos profissionais no mercado de trabalho. Em relação aos programas de ensino, observa-se algumas similaridades, quanto a intenção de articular conteúdos de ciências humanas, biológicas e específicos. No entanto, observa-se uma grande diferença quanto ao tempo e a forma que isso acontece. Espanha e Brasil compartilham alguns elementos históricos em relação a TO. No entanto, cada profissão foi influenciada de forma diferente pelo momento histórico de cada país. Igualmente, há uma forte influência da realidade nacional/regional nos currículos que analisamos e compramos. Palavras chave. Terapia Ocupacional; Espanha, Brasil, Estudos comprativos. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 2 Representação Social do Terapeuta Ocupacional no Espaço Europeu Mira Capa, Mónica Melgão, Ana Raposo e Ana Paula Martins|Terapeutas Ocupacionais
A Terapia Ocupacional tem vindo a assumir ao longo da sua história um papel preponderante em múltiplos domínios de intervenção. Tem procurado responder aos desafios de partilhar experiências que permitam contribuir para firmar a especificidade da sua identidade e do seu desempenho profissional. Mas será que tanto em Portugal, como noutros países europeus, a população em geral partilha dessa imagem social? Este estudo teve como objetivo identificar as representações sociais (ideias, emoções e imagens) atribuídas pela população em geral, à profissão e aos terapeutas ocupacionais (TO’s) Ideias-chaves: Representação Social; Terapia Ocupacional; Terapeuta Ocupacional; Perfil Profissional; Sociedade Europeia
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15 de outubro | sábado Mesa 6 - Terapia Ocupacional nas Lesões Músculo-Esqueléticas e Neurológicas Adultos Dinâmica na Unidade AVC – Filipa Pisa | Médica Fisiatra
Os Acidentes asculares Cerebrais ( C) são uma causa comum de morbilidade e mortalidade na Europa, sendo a primeira causa de morte em Portugal e a principal causa de incapacidade nos idosos, com importantes sequelas com repercussão na funcionalidade e autonomia. exist ncia de Unidades de C (U C) tem contribuído para redução da incapacidade funcional, complicações pós-AVC, tempo de internamento em Hospitais de agudos e mortalidade. U C é uma área hospitalar com cuidados diferenciados, destinada exclusivamente a tratar doentes com AVC, envolvendo uma abordagem multiprofissional. Nesta sequência, as UAVC´s tem como intuito iniciar precocemente o tratamento médico e reabilitação, identificar fatores de risco e etiologia do AVC, implementar medidas de prevenção para evitar recorrências, prevenir complicações e programar um plano adequado de alta. A Equipa de Reabilitação especializada e coordenada desempenha um papel crucial nesta dinâmica, sendo constituída pela fisiatra, internista, neurologista, neuroradiologista, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, terapeuta da fala, enfermeira, neuropsicóloga, assistente social e cuidador. O início precoce da reabilitação é uma característica fundamental dos cuidados prestados, dado que muitas das complicações imediatas estão relacionadas com a imobilidade. A intensidade e duração da reabilitação na fase aguda são individualizadas e adaptadas às necessidades, estabilidade clínica e nível de tolerância, tendo sempre em linha de conta os principais problemas associados: tromboembolismo, úlceras de pressão, retrações miotendinosas, espasticidade, disfagia, pneumonia, controlo esfincteriano, ombro doloroso e perda de funcionalidade. Não esquecer que a gravidade inicial do AVC é um importante fator preditivo do resultado da reabilitação. A Reabilitação precoce assume um papel fundamental na prevenção de complicaçõe, na recuperação funcional e prognóstico a longo prazo. A existência de uma equipa multiprofissional revela-se crucial no decorrer de toda a recuperação, visando minimizar incapacidades, possibilitar maior funcionalidade e autonomia para o doente, de forma a promover reintegração profissional, social e melhorar a qualidade de vida. Palavras-chave: Unidades de AVC; Reabilitação; Funcionalidade _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 6 - Terapia Ocupacional nas Lesões Músculo-Esqueléticas e Neurológicas Adultos O papel da Terapia Ocupacional na unidade de AVC – Ana Botelho |Terapeuta Ocupacional
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15 de outubro | sábado Mesa 6 - Terapia Ocupacional nas Lesões Músculo-Esqueléticas e Neurológicas Adultos
MAPS Therapy – Viçens Punsela |Fisioterapeuta
Los nuevos conocimientos en exploración, razonamiento clínico, conocimientos biológicos y técnicas de tratamiento están generando nuevas necesidades en terapia de mano. Encontrar herramientas que permitan implementar este tipo de conocimientos en la práctica clínica para poder mejorar la asistencia a nuestros pacientes es un reto. MAPS Therapy responde a las siglas de Movilización Analítica Progresiva y Secuencial y es un método que une los conocimientos contemporáneos con la mecanoterapia de mano clásica. La Movilización pasiva, activa y funcional permite llegar a todas las estructuras a ser tratadas. La actualización técnica del material y la organización del tratamiento según un método de análisis de la patomecánica permite una mejora en la precisión. La aplicación según la progresión de recorrido, intensidad, permite una mejor gestión de la técnica, y los conocimientos clínicos permiten establecer la secuencia de técnicas ideal para cada caso. A través de un caso clínico con una lesión de fractura del extremo distal del radio veremos cómo desde la exploración podemos establecer los criterios de actuación y cómo estos se realizan y que resultado dan. El método que proponemos permite asistir al terapeuta a mejorar los tiempos de tratamiento de en las sesiones de terapia. El hecho de que el sistema sea preciso y regulable permite gestionar mejor el contenido de la sesión. La presencia de los códigos en la tabla mejora la reproductibilidad y el registro de la sesión. Que el paciente pueda disponer de esta herramienta en su casa y que el profesional pueda asistirlo a través de internet permite que el paciente pueda tener un tratamiento de precisión a medida de sus necesidades reduciendo la necesidad de transporte y mejorando la accesibilidad a la terapia. El uso de técnicas antiguas actualizadas con los nuevos conocimientos permite mejorar el abordaje en terapia de mano Palabras clave: Movilización, Rigidez, Mecanoterapia, Online, TERT _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 6 - Terapia Ocupacional nas Lesões Músculo-Esqueléticas e Neurológicas Adultos Lesões músculo-esqueléticas relacionadas com o trabalho António Duarte | Terapeuta Ocupacional
Os terapeutas ocupacionais, com o seu sólido conhecimento no espectro do desempenho humano, são exclusivamente qualificados para ajudar os utentes a retornar ao trabalho, recorrendo a estratégias de compensação articular e muscular. O enfoque deste trabalho é o de reintegrar a força do utente, minimizar as consequências da disfunção motora, identificando os requisitos da ocupação e controlo da sintomatologia da mão. Comparar as capacidades do utente com os requisitos da tarefa ocupacional; identificar e aplicar estratégias que corrijam os fatores de risco associados às LMERT; Com base nas experiencias da Terapia Ocupacional da Unidade Hospitalar de Faro do CHAlgarve, justificar a utilização das talas e dos programas de intervenção no beneficio do desempenho ocupacional do utente. Apresentação dos diversos produtos de apoio e talas, acompanhados com a prática de exercícios de economia articular nas LMERT. Discussão das implicações para os terapeutas que intervêm com este grupo de utentes e para a melhoria da qualidade de desempenho nos serviços de saúde. Palavras chave: talas; LMERT; economia articular; conservação de energia; biomecânica articular. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Workshop 4 Funcionalidade em Saúde Mental: avaliação, intervenção e investigação João Viana | Terapeuta Ocupacional
A atual perspetiva sobre a doença mental grave é bastante holística e encara-a numa vertente crónica e de evolução prolongada que acarreta um comprometimento sério da capacidade funcional do indivíduo e um impacto importante na sua qualidade de vida. Tal como Green (1996) demonstrou e mais tarde Velligan et al (2000) confirmaram, os défices neurocognitivos que se vão instalando nesta população com a evolução da doença estão fortemente relacionados com a progressiva incapacidade para o desempenho de tarefas nas mais variadas áreas de funcionamento, revelando um conjunto interessante de abordagens que podem ser mais eficazes na promoção da autonomia destas pessoas. O desenvolvimento de um programa de treino de funcionalidade dirigido a pessoas com doença mental grave pretende colmatar o impacto que a cronicidade da doença tem na diminuição progressiva da capacidade básica da pessoa para viver autonomamente. É implementado assente numa lógica de resolução de problemas, aquisição de conhecimentos, desempenho de tarefas e estratégias compensatórias. Neste sentido, propõe-se a apresentação de um workshop que trabalhe estas questões versando essencialmente sobre a experiência de um programa piloto que está a ser desenvolvido na Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de São João. Traços gerais, o Programa de Treino de Funcionalidade da CPSM-CHSJ é baseado no Life Skills Guidebook (Casey Family Programes, 2004) e engloba quatro áreas de funcionamento: atividades de vida diária; gestão financeira; auto-cuidado e desenvolvimento social. É dirigido a pessoas com doença mental grave com reduzido suporte familiar e baixa funcionalidade. O protocolo de avaliação do programa contempla a aplicação do WHODAS 2.0 (OMS, 2015), WHOQOL-BREF (Canavarro, 2007) e The Change Interview (Elliott & Rodgers, 2008) em três momentos: início, final e avaliação intermédia do programa. O workshop será constituído por três fases: breve discussão do estado da arte; apresentação do Programa de Treino de Funcionalidade e manuais; exploração de soluções práticas para as linhas orientadoras do programa. Recorre-se assim a métodos expositivos, demonstrativos e ativos. Palavras-chave : Funcionalidade; saúde mental. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Workshop 4 Modelo de Recuperación en Salud Mental - Mariano Hernández | Psiquiatra
La recuperación es un movimiento emergente en países occidentales en las dos últimas décadas del siglo XX e inicio del siglo XXI, de creciente pujanza, que hunde sus raíces en la tradición humanista y emancipadora que ha venido estando presente en la atención psiquiátrica desde sus inicios en la época del llamado “tratamiento moral” de los trastornos//enfermedades mentales, pero que a día de hoy se presenta con múltiples facetas: siendo originalmente un movimiento social protagonizado por usuarios de servicios psiquiátricos/ de salud mental tiene importante impacto y repercusiones en la organización de servicios de salud mental, así como en una nueva perspectiva teórica – conceptual, epistemológica, psicopatológica- del enfermar psíquico y en los procesos de saludenfermedad. El material que se presentará en el taller es producto de una amplia revisión bibliográfica y de la experiencia del ponente en los equipos y servicios de salud mental comunitarios de Madrid. Los dos principales objetivos del taller son: 1) Proporcionar a los asistentes los elementos conceptuales, históricos y sus efectos en la práctica, del movimiento de recuperación; y 2) Facilitar la conexión entre los aspectos teóricos y los prácticos de la recuperación, de modo que podamos explorar conjuntamente las oportunidades de cambio en la orientaciónestructura y funciones de los servicios de salud mental comunitarios, incluyendo tareas y roles de profesionales y de usuarios- de acuerdo con las nuevas propuestas del modelo de recuperación Y, complementariamente, enriquecimiento mutuo al intersectar la visión y la experiencia de las/los colegas portuguesas/es y españolas/es Se pretenden elaborar tras la realización del taller _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 3 EPYFEI: evaluación del procesamiento sensorial y funcionamiento ejecutivo en la infancia Abel Toledano González| Terapeuta Ocupacional ; Dulce Romero Ayuso, Sara Cabrera, António Fragoso, Mª Carmen Martínez e José Juárez.ce María Ayuso et al
Introducción: La evaluación es un proceso clave en toda intervención de terapia ocupacional. Hasta ahora no se disponen de instrumentos válidos para evaluar el continuo procesamiento sensorial y cognitivo en la infancia en nuestro país. Objetivo: El objetivo del estudio es construir y validar un instrumento que permita fácilmente conocer a los terapeutas ocupacionales como es el procesamiento sensorial y funcionamiento ejecutivo de un niño. Metodología: La metodología del estudio sigue un diseño para la construcción y validación de un cuestionario. A partir de un panel de expertos nacionales e internacionales y sobre el estudio de las distintas dimensiones del desarrollo de la funciones ejecutivas y procesamiento sensorial en niños entre 3 y 11 años, se desarrolló un cuestionario para padres o cuidadores que permitiera capturar ambos conceptos. De 109 ítems se redujeron en 96 ítems según el primer panel de expertos y se realizó un estudio piloto con 50 papas de distintas comunidades autónomas. Tras el estudio piloto se modificaron y/o eliminaron diferentes ítems, quedando la versión con 94 ítems. Para la validación del cuestionario se ha contado con una muestra de 1200 padres de niños típicos. Resultados: Los resultados muestran las distintas dimensiones y factores del cuestionario, así como las puntuaciones medias y desviaciones típicas para población normal. Asimismo, el cuestionario ha sido administrado a distintos grupos clínicos: niños con TDAH, TEL, y TEA. Conclusiones: Los resultados permiten conocer las diferencias en el procesamiento sensorial y ejecutivo en estos grupos clínicos, considerándose un instrumento útil para la evaluación y toma de decisiones clínicas. Palabras claves: procesamiento sensorial, infancia, desarrollo, funciones ejecutivas _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 3 O Perfil Sensorial em Crianças Institucionalizadas: os Desafios de um Contexto Particular Joana Custódio e Ana Paula Martins | Terapeutas Ocupacionais
Esta investigação teve por base os estudos de Gunnar, Bruce & Grotevant (2000) e Rutter, Kreppner & O’Connor (2001) com crianças institucionalizadas que, quando privadas social e fisicamente também o são a nível sensorial, podendo esta privação ter repercussões graves no seu desenvolvimento e, consequentemente, em termos futuros, no seu desempenho ocupacional. Os objetivos delineados foram: Identificar o perfil sensorial de crianças institucionalizadas e verificar se ele é significativamente inferior aos dados normativos do Perfil Sensorial Infantil; Verificar se variáveis como o tipo e tempo de institucionalização, género e idade da criança causam efeito no perfil sensorial de crianças institucionalizadas. Institucionalização, Processamento Sensorial, Privação Sensorial, Desenvolvimento Sensorial; Terapia Ocupacional. Desenhou-se um estudo transversal de metodologia comparativa e correlacional, de base descritiva. A seleção da amostra foi não aleatória, tendo sido recolhida em centros de acolhimento temporário e lares de crianças do centro e sul do país. Participaram vinte e nove crianças, 14 do sexo masculino (48,3%) e 15 do sexo feminino (51,7%), com uma média de idades de 9 anos (Range=6-11 anos). Para a recolha de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico e o Perfil Sensorial de Winnie Dunn. O tratamento dos dados foi processado através do software SPSS Statistics (v.22, IBM SPSS Chicago, IL) para α=0.05. plicaram-se os testes Mann Whitney, t-Student para amostras independentes e Coeficiente de Correlação de Pearson, para comparação e correlação dos dados. As crianças institucionalizadas, embora dentro dos padrões de normalidade, apresentam scores de perfil sensorial significativamente inferiores aos dados normativos, para as dimensões Processamento Visual (U=4,166; p =0,000); Processamento Sensorial Oral (U=5,040; p =0,000); Modulação de Movimento que afeta o Nível de Atividade (U=-2,492; p =0,019) e Modulação de Input Visual que afeta as Respostas Emocionais e o Nível de Atividade (U=-2,682; p =0,012). Relativamente ao tipo de institucionalização e ao género, não se registaram efeitos significativos no perfil sensorial, com exceção dos níveis de limiar neurológico (t=-2,812; p =0,009). O tempo de institucionalização correlaciona-se negativamente com algumas dimensões do perfil sensorial. Embora com desenvolvimento dentro dos padrões de normalidade as crianças institucionalizadas apresentam valores inferiores aos dados normativos e quanto mais tempo inserida em contexto institucional, mais privada se encontra de exploração sensorial. _____________________________________________________________________________ Notas: Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 3 Denver-II: Valores Normativos para as Crianças Portuguesas dos 0 aos 6 anos de idade Ana Paula Martins, Paula Cristina Correia e Olinda Roldão | Terapeutas Ocupacionais
A falta de testes padronizados e de ferramentas de avaliação validadas para a população portuguesa, tem privado os terapeutas, em algumas áreas de intervenção, quer de fazer um despiste precoce de atrasos de desenvolvimento quer de monitorizar e registar o desenvolvimento das crianças na primeira infância, de forma sistemática. Nesta área, um dos testes de rastreio mais antigo e igualmente mais conhecido é o Denver-II que foi recentemente revisto em alguns países do mundo, mas que nunca foi validado e adaptado culturalmente para a população portuguesa. Esta investigação teve como objetivo traduzir e adaptar culturalmente para o português europeu a versão original do questionário Denver-II; identificar o perfil do desenvolvimento das crianças portuguesas dos 0 aos 6A, nas áreas da linguagem, pessoal-social, competências finas e grosseiras. Estudo Transversal, descritivocomparativo. Foram avaliadas 867 crianças portuguesas, sem qualquer tipo de patologia, com idades compreendidas entre as 2 semanas e os 6A. A análise de regressão logística permitiu estabelecer os percentis de cada idade para a realização das tarefas do teste e, através do teste t-Student para amostras independestes procedeu-se à comparação de médias das variáveis dependentes linguagem, pessoal-social, competências finas e grosseiras, entre crianças do sexo feminino e do sexo masculino, em cada faixa etária.jO perfil de desenvolvimento das crianças foi identificado e observou que havia diferenças relativamente pequenas entre os subgrupos estudados (masculino e feminino), no entanto as meninas tendem a um melhor desempenho nas provas verbais enquanto os meninos nas provas motoras e pessoal/social. Na população estudada, 13,85%, apresentou resultados de teste suspeito de atraso para a área motora. Após tradução e adaptação cultural, a estrutura fatorial do Denver-II foi confirmada, apresentando uma consistência interna bastante satisfatória (≈0.08). O Denver-II confirmou a sua eficácia no despiste de ocorrência de atraso no desenvolvimento motor. Palavras-Chave: Denver-II; Tradução; Adaptação Cultural; Validação; Terapia Ocupacional _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 3 Mais Pessoa - Inclusão social e estigma social da pessoa com deficiência mental Ana Rita Rocha, Ana Sofia Sousa, Diana Castro, Paulo Machado, Rafaela Oliveira e Sara Santos |Terapeutas Ocupacionais
Introdução: O estigma e o desconhecimento da sociedade acerca da pessoa com deficiência mental conduzem a atitudes e práticas que minoram as oportunidades e a inclusão social (Toldrá, Marque, & Brunello, 2010). O projeto Mais Pessoa objetiva a) criar oportunidades de participação, promovendo o envolvimento dos clientes em ocupações satisfatórias e com significado pessoal; b) contribuir para o reconhecimento de competências da pessoa com deficiência colaborando na construção de uma comunidade mais inclusiva. Metodologia: A AIREV no âmbito do Mais Pessoa focaliza a exploração e desenvolvimento das capacidades produtivas dos seus clientes nos produtos desenvolvidos nos atelieres ocupacionais. Os produtos selecionados e a adaptação do seu processo de concessão têm em conta os interesses pessoais e capacidades de cada cliente tendo como pretensão promover o sentido de responsabilidade, utilidade e produtividade de cada um. Como resultado foram criadas três marcas, já presentes no mercado: Do Coração, direcionada para produtos de couro como porta-chaves e bolsas; Marca d´Amor, com pulseiras e colares; e O Bolachudo dedicado à pastelaria. As vendas ocorrem na sede da instituição, no site e redes sociais. Todos os produtos são acompanhados por uma descrição informativa acerca dos recursos humanos envolvidos. Enquadradas no Marketing do Terceiro Setor são desenvolvidas ações de sensibilização do estigma social associado à deficiência como “Descubra as diferenças”, “Porqu ver o lado negro” e “Eu sou capaz”. Resultados: O volume de vendas crescente demonstra o reconhecimento dos consumidores na qualidade dos produtos e os comentários dos mesmos patenteia o reconhecimento da competência da pessoa com deficiência. Na comunidade vizelense, as principais pastelarias comercializam aquele que já é reconhecido como “o bolo da IRE ”. Conclusão: Este projeto reforçou nos clientes da instituição o sentimento de capacidade e identidade ocupacional. Por fim, a equipa técnica sente que este projeto não se esgota por si e carece de envolvimento e crescimento constante por parte de todos os que estão envolvidos no mesmo (clientes, técnicos e comunidade). Palavras-chave: inclusão; social; profissional; estigma; deficiência mental _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 7 - Autonomia e Independência: que politicas públicas? A lei da dependência espanhola – Ana Vicente e Jesús Norberto Con la Ley 39/2006 de 14 de diciembre, de Promoción de la Autonomía Personal y Atención a las personas en situación de dependencia, de 14 de diciembre, se incorpora la atención a la dependencia al sistema público de protección social de España. Constituye un avance importante en el desarrollo de los derechos subjetivos y de ciudadania. Esta norma tiene el carácter de legislación básica estatal. A través de la Ley, la dependencia en las actividades de la vida diaria, ha entrado en nuestro sistema de protección social y ha modificado los actuales sistemas de servicios sociales. Contempla de forma específica la prevención y la atención a las personas que se encuentran en situación de dependencia, y configura para ellas el derecho a un catálogo de servicios (de promoción personal, domiciliarios, diurnos y residenciales) y prestaciones económicas (para cuidados en familia y para asistente personal). La Ley, además de las prestaciones señaladas, crea el Sistema para la Autonomía y Atención a la Dependencia SAAD), que garantiza la las condiciones básicas y el contenido común para la colaboración y participación de las Administraciones Públicas (Estatal, Autonómica y Local), en el ejercicio de sus respectivas competencias, en esta materia, optimizando los recursos sociales públicos y privados disponibles, y contribuyendo a la mejora de las condiciones de vida de los ciudadanos. Las prestaciones y servicios establecidos en esta Ley se integran en la Red de Servicios Sociales de las respectivas Comunidades Autónomas en el ámbito de las competencias que tienen asumidas. La Red de centros y servicios, está formada por los recursos públicos de las Comunidades Autónomas, de las Entidades Locales, los centros de referencia estatal para la promoción de la autonomía personal y para la atención y cuidado de situaciones de dependencia, así como los recursos privados concertados y debidamente acreditados. En 2015 se han cumplido nueve años de la entrada en vigor de la Ley 39/2006, y el 1 de julio de ese año se ha cumplido el calendario de implantación progresiva de la Ley con la incorporación plena de los 350 mil dependientes moderados (Grado I). En los años anteriores accedieron a los brneficios de la ley, los dependientes severos (Grado II) y los grandes dependientes (Grado III). En total 1.200.000 personas tienen ya derecho a ser atendidos y han sido valoradas con el baremo estatal que entró en vigor en el 2007 y que se actualizó mediante norma publicada en el 2011. A fecha 31 de julio de 2016, el número de beneficiarios con prestación se sitúa en 837.321. La atención a las personas en situación de dependencia a través de los Servicios Profesionales es notablemente superior a la de las Prestaciones Económicas para Cuidados en el Entorno Familiar. De 1.000.000 de prestaciones reconocídas y prescritas en los Programas Individuales de Atención (PIA), los Servicios representan el 63,88% del total de prestaciones y las Prestaciones Económicas suponen un 36,12%. Por tanto, dos de cada tres prestaciones son actualmente de Servicios Profesionales. Respecto a 31 de diciembre de 2014, han aumentado todos los Servicios profesionales en 4,13 puntos porcentuales, lo que contribuye a la generación de nuevos puestos de trabajo. Se estima que el SAAD, ha generado y mantiene unos 120.000 puestos de trabajo de diversas categorías profesionales del ámbito socio-sanitario, de las cuales un importante número son terapeutas ocupacionales que desarrollan su trabajo en la valoración de la dependencia, en los servicios de promoción de la autonomia personal, en los centros diurnos y en los centros residenciales. Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
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15 de outubro | sábado Mesa 7 - Autonomia e Independência: que politicas públicas?
A lei da dependência espanhola – o papel do terapeuta ocupacional como avaliador Pablo Sánchez | Terapeuta Ocupacional La comunicación pretende ofrecer una visión sobre el rol del Terapeuta Ocupacional como valorador del Grado de Dependencia y como integrante de los equipos de valoración en España, concretamente, en la Comunidad Autónoma de Extremadura. Además de profundizar en el perfil profesional idóneo para el manejo del Baremo del Grado de Dependencia Descripción de experiencia como terapeuta ocupacional integrado en un equipo de valoración de la Comunidad Autónoma de Extremadura con el objetivo de describir sus funciones profesionales y justificar profesionalmente que la disciplina de la Terapia Ocupacional es la más adecuada para el manejo de los diferentes baremos del Grado de Dependencia: BVD y EVE. Con esta exposición, además se pretende mostrar la idoneidad del terapeuta ocupacional para ejercer las diferentes funciones asignadas a las los valoradores del Grado de Dependencia, para ello se fundamente en los diferentes marcos teóricos de la disciplina ocupacional, principalmente en el marco teórico de la AOTA. En cuanto a los resultados obtenidos de esta experiencia profesional durante nueve años de desempeño, sintetizamos los siguientes: El terapeuta ocupacional reúne una formación académica idónea para trabajar como valorador del Grado de Dependencia porque maneja competencias necesarias para ello, basadas en el conocimiento sobre patologías, productos de apoyo, análisis de la actividad y adaptación del entorno. Elementos indispensables en la Valoración del Grado de Dependencia. Las conclusiones alcanzadas están basadas en la experiencia profesional y personal de un terapeuta ocupacional como valorador del Grado de Dependencia. Sustentadas en un análisis cualitativo fundamentado en la observación participante. Pero establecemos como línea de investigación futura un estudio cuantitativo sobre la idoneidad profesional para ejercer como valorador del Grado de Dependencia. Palabras clave: Autonomía Personal, Baremo, Dependencia, Grado, Valoración. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 7 - Autonomia e Independência: que politicas públicas? Promoção de autonomia e apoio a pessoas dependentes nas políticas públicas portuguesas– Aura Duarte | Terapeuta Ocupacional
Com esta comunicação procurar-se-á dar uma panorâmica das respostas e das medidas integradas nas políticas públicas portuguesas que têm por objetivo o apoio às pessoas com dependência e a promoção da autonomia, particularmente nas políticas de saúde e segurança social. Apresentação das respostas e medidas cujo objetivo principal seja o apoio às pessoas em situação de dependência e a promoção da sua autonomia, tendo por base, para além da informação relativa às mesmas, o conhecimento e a experiência de um trabalho de mais de 25 anos no acompanhamento da discussão, implementação e desenvolvimento de respostas, medidas e programas dirigidas a pessoas em situação de dependência (tanto as mais específicas como as mais genéricas,). Nesta apresentação, é feita, também, a ponte entre estas medidas e o papel dos Terapeutas Ocupacionais, tanto na perspectiva do desempenho profissional, enquanto técnicos fundamentais nas respostas de apoio a pessoas com dependência, como realçando a importância de que, na sua prática, os terapeutas ocupacionais desenvolvam competências que lhes permitam ter uma intervenção que vá para além do trabalho e relação direta com o utente e cuidadores. Tendo, sempre, por base, o fulcro da Terapia Ocupacional, sublinha-se a necessidade e a importância de um papel mais ativo e dum maior envolvimento dos terapeutas ocupacionais, tanto na dinâmica geral da implementação e desenvolvimento das medidas e programas, nas respostas onde exercem atividade, como numa perspectiva mais pro-ativa na sociedade civil, enquanto agentes promotores de discussão, avaliação e apresentação de propostas de medidas, programas e/ou outros que contribuam para a melhoria, reformulação ou desenvolvimento de novas medidas de política que visem a promoção da autonomia das pessoas em situação de dependência. As políticas públicas direcionadas ao apoio a pessoas em situação de dependência e à promoção da autonomia, nem sempre têm tido um caminho linear e assente numa avaliação objetiva de necessidades e resultados e/ou num planeamento sustentado e integrado. Embora deficitárias em várias áreas, ainda assim, ao longo dos vários anos de desempenho profissional, observo Terapia Ocupacional além fronteiras / Terapia Ocupacional a traves de las fronteras
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que, muitas vezes, tanto as próprias pessoas com dependência como os técnicos que as apoiam, como é o caso dos terapeutas ocupacionais, desconhecem as medidas, programas e/ou respostas existentes. Os Terapeutas Ocupacionais podem, e devem, ter um papel fundamental na promoção de autonomia, ao nível dos utentes/clientes, entre outras, promovendo e desenvolvendo competências que permitam um envolvimento em ocupações significativas, assim como avaliando, propondo e treinando a utilização de produtos de apoio e realizando avaliações e adaptações do ambiente. Sublinha-se, contudo, que constitui um desafio e uma necessidade, tanto o conhecimento das medidas existentes como, sobretudo, um maior envolvimento dos terapeutas ocupacionais na dinamização de medidas e programas que possam constituir-se como motores de desenvolvimento de políticas públicas integradas, cujo foco seja a promoção de autonomia. As conclusões, cuja base assenta nos anos de experiência profissional e pessoal de acompanhamento do desenho, implementação e desenvolvimento das mais diversas medidas e programas de apoio a pessoas com dependência, indicam que, por um lado, há espaço para a participação e, por outro, que a opinião, propostas e intervenção dos terapeutas ocupacionais, sempre que fundamentados nos princípios chave da Terapia Ocupacional, são bastante respeitados. Para além do desafio de uma maior participação dos terapeutas ocupacionais na apresentação de propostas, discussão e avaliação de políticas públicas, deixo, igualmente, o desafio da realização de estudos que promovam a avaliação de impacto e resultados, tanto da intervenção dos terapeutas ocupacionais como de algumas respostas existentes. Palavras chave: Autonomia, Pessoas com Dependência, Políticas Públicas _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 7 - Autonomia e Independência: que politicas públicas? Secretaria de estado da inclusão das pessoas com deficiência – José Madeira Serôdio| Advogado
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 4 Empoderamiento de las personas usuarias de servicios de salud mental Julio Castellano Ramírez, Mª Dolores Montiel e Vicente Rojo | Terapeutas Ocupacionais
La Consejería de Salud Andaluza ha puesto en marcha estrategias para empoderar a las personas usuarias de servicios de salud mental, dentro del Modelo de Recuperación. Este estudio pretende conocer el nivel de empoderamiento (entendido como la capacidad percibida de llevar el control de la salud y la propia vida) de las personas usuarias del Proceso Asistencial Trastorno Mental Grave de la Unidad de Gestión Clínica de Salud Mental del Complejo Hospitalario Torrecárdenas de Almería y analizar su relación con variables sociodemográficas y clínicas. Para ello se diseñó un estudio descriptivo transversal para evaluar el grado de empoderamiento percibido y analizar si existen diferencias en relación con características clínicas y del proceso asistencial. Considerando un error máximo admisible de 0,15 unidades, asumiendo que la desviación típica es de 0,34 unidades y que el tamaño total de la población es de 900 sujetos, con unas posibles pérdidas del 5%, será necesario incluir 40 pacientes en el estudio, con un efecto de diseñode 1,82. La variable principal es el grado de empoderamiento medido por la escala autoadministrada “Escala de Empoderamiento de Rogers, Chamberlin, Ellison y Crean” (1997) traducida al español por Torreblanca Martín (2011).Para el análisis estadístico se utilizará el programa SPSS para Windows en su versión 17. Estamos en fase de análisis de resultados, pero podemos adelantar que un alto porcentaje de los participantes considera que el trabajo con otros/as en la comunidad puede ayudarle a cambiar las cosas a mejor así como que el trabajo en grupo puede tener un efecto en la comunidad. Desde terapia ocupacional tenemos una perspectiva de trabajo comunitario que posibilita que las personas usuarias desarrollen su autonomía y desempeño ocupacional de forma significativa, favoreciendo su empoderamiento y recuperación. Palabras clave: Empoderamiento, recuperación, salud mental. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 4 Proyectos artísticos (Teatro de Sombras) como facilitador del proceso de recuperación en un C.R.P.S - Sara García, Luis Ocaña e Marta Rosillo | Terapeutas Ocupacionais
Considerando el arte como ocupación y generador de cambio y desarrollo de identidad, se propone un grupo de trabajo con el objetivo de promover la actividad artística y los procesos creativos como recursos de desarrollo personal e inclusión social. A través de la utilización de la expresión artística, como creadora de roles significativos y de motivación intrínseca, se pretende desarrollar una actividad donde se facilite un ambiente en el que experimentar control y autonomía, donde se promueve la expresión y comunicación de aspectos internos y donde se incrementa la confianza en uno mismo, las habilidades o aptitudes que potencian el desarrollo personal. La actividad se encuadra dentro del Modelo de Comportamiento Ocupacional y el Modelo de Recuperación por lo que se trata de una actividad centrada en la persona, en la que ella participa como un agente activo en su recuperación teniendo en cuenta sus habilidades y promoviendo su autodeterminación. El grupo está formado por personas que en algún momento han desarrollado un rol significativo asociado a una actividad artística y personas con una motivación intrínseca ante la actividad. Se sigue una metodología por proyectos en la que el grupo decide la disciplina artística a trabajar (en este caso, teatro de sombras), desarrollo de la idea, reparto de roles y tareas y construcción. Es un proceso cooperativo que implica la participación activa de cada miembro del grupo fomentando el aprendizaje a través de la experiencia directa. Los resultados se valorarán a través de metodologías cualitativas del análisis del discurso evaluativo de la actividad tanto de los profesionales como de los usuarios que forman el grupo teniendo presente cambios en la expresión emocional, la flexibilidad cognitiva, la capacidad organizativa y de cooperación grupal, las relaciones interpersonales y el compromiso con el proceso de recuperación personal. Palabras clave: arte, recuperación, roles significativos, motivación. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 4 Intervenção da Terapia Ocupacional na Crise Meire Luci da Silva, Rafaela Oliveira, Brenda Pereira, Brunna Refberg, Aline Moraes e Adriana Batista | Terapeutas Ocupacionais O adoecimento psíquico geralmente é desencadeado por uma crise, a qual representa ruptura do sujeito com a realidade e é caracterizada pela agudização da sintomatologia psiquiátrica. Nesta perspectiva, cada indivíduo reage de forma singular, sendo este processo prejudicial com consequências biopsicossociais e laborais. Na crise, a sintomatologia intensa dificulta as intervenções, tornando-se necessárias estratégias e ações elaboradas. Este trabalho objetiva investigar a intervenção da Terapia Ocupacional (TO) na atenção a crise de usuários em sofrimento psíquico. Pesquisa realizada no setor de TO da Enfermaria Psiquiátrica de um Hospital Geral do interior paulista. Adotada metodologia qualitativa, com observação assistemática, individual e não-participante. Foram observados 274 usuários em crise e em atendimento de TO no período de 12 meses. A unidade é composta por 22 profissionais, dentre estes, 01 TO e 01 residente TO. Verificou-se que as intervenções da TO consistiram em: acolhimento, escuta qualificada, atendimentos individuais e/ou grupais e atendimentos à acompanhantes e familiares, cujos objetivos foram: a identificação das necessidades, fragilidades relacionadas à saúde, habilidades dos usuários e familiares, auxílio na compreensão e enfrentamento das dificuldades, retorno às atividades de vida diária, incluindo reestruturação dos papéis ocupacionais, promoção da qualidade de vida e assistência pós internação, prevenindo outras crises e reinternação, através de ações articuladas com rede de apoio e cuidado em saúde mental e rede escolar, de assistência social e jurídica. As intervenções observadas apontaram para o delineamento da prática de TO baseada na complexidade, humanização do sujeito e seu contexto de vida, como determinantes sociais do processo saúde-doença. Também se verificou dificuldades como: falta de recursos materiais e físicos, ausência de transporte para atividades externas, desarticulação das redes de cuidados em municípios que compõem o território, ainda com reprodução de práticas manicomiais em serviços substitutivos, consistindo em fragilidades para o êxito do plano de cuidado. Palavras-Chave: Saúde Mental; Crise; Terapia Ocupacional. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 4 Impacto de um programa de relaxamento em contexto de ambulatório João Rebelo, João Viana, Sara Sousa, Tânia Barbosa, Joana Gomes e Rita Fortuna | Terapeutas Ocupacionais Os sintomas ansiosos apresentam uma elevada prevalência nos serviços de saúde mental e são uma importante fonte de morbilidade que, embora nem sempre necessite de uma resposta centrada no internamento completo, tem um impacto significativo na qualidade de vida destas pessoas (Culpepper, 2002). As intervenções estruturadas em contexto de ambulatório assumem-se cada vez mais como uma necessidade, que permitindo uma manutenção da rotina diária da pessoa, apresentam benefícios ao nível do seu desempenho ocupacional. Neste contexto, surge o programa de relaxamento da Clínica de Psiquiatria e Saúde Mental do Centro Hospitalar de São João (CPSM-CHSJ), da responsabilidade do Gabinete da Terapia Ocupacional, pretendo-se avaliar a sua eficácia num grupo de pessoas com doença mental. Estudo do tipo experimental com recurso a pré e pós teste, aplicado numa amostra por conveniência, de 30 utentes da CPSM-CHSJ encaminhados da consulta externa e com sintomatologia ansiosa para o Programa de Relaxamento com a duração de 10 sessões e recurso à educação terapêutica e métodos de relaxamento físicos e psicológicos. Os instrumentos utilizados são: WHOQOL-BREF versão portuguesa (Canavarro et al, 2006), versão portuguesa da Escala de Hamilton para a Ansiedade (Hamilton, 1959) e a versão portuguesa da Change Interview (Elliot, 1999). A apurar no final do programa (julho de 2016). Pretende-se validar as intervenções da Terapia Ocupacional em contexto de ambulatório na diminuição da ansiedade e na melhoria da qualidade de vida e da participação ocupacional em pessoas com doença mental. Palavras chave: Relaxamento, Terapia Ocupacional, Ansiedade, Ambulatório. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 4 Projeto de Dança MoviMente Rita Fortuna, João Rebelo, João Viana, Sara Sousa, Tânia Barbosa e Joana Gomes | Terapeutas Ocupacionais A dança, quando usada num contexto terapêutico, promove as competências cognitivas, emocionais e físicas e a integração social através do envolvimento criativo do indivíduo (American Dance Therapy Association,2016). Apesar dos poucos estudos sobre o impacto da dança na intervenção na doença mental, alguns têm vindo a perceber os seus benefícios nos processos terapêuticos em psicoses (Ventouras,2014), perturbações do comportamento alimentar (Kleinman,2016), depressão e isolamento social (Murrock,2015). O sentimento de presença e identidade de grupo, a aceitação social, o aumento da auto-estima e diminuição da ansiedade, são aspetos que a dança permitiu melhorar nestes grupos patológicos. O Projeto de Dança MoviMente reúne pessoas com experiência de doença mental do sexo feminino da CPSM-CHSJ e alunas da Academia de Dança Fernanda Canossa, desde 2014, com o objetivo de diminuir o estigma, promover a participação ocupacional e o desenvolvimento de novos papéis e estimular a inclusão social. O Gabinete de Terapia Ocupacional da CPSM-CHSJ vê na arte a capacidade de fortalecer pontes entre o indivíduo e os contextos, criando padrões ocupacionais inclusivos, estimulando a criatividade que cimentam a competência social e potenciam o funcionamento independente através da melhoria de competências individuais. Em 2014, o Projeto MoviMente culminou num espetáculo apresentado no Porto e em Coimbra. Atualmente, está a ser desenvolvido um espetáculo com apresentação no final de 2016.O projeto MoviMente permite às utentes a aquisição de um novo e significativo papel: o de bailarina, que implica o desenvolvimento de uma melhor relação e cuidado com o corpo, melhor auto-estima e auto-confiança, para além de todas a competências psicomotoras e sociais envolvidas. O reconhecimento da comunidade conseguido no primeiro espetáculo permitiu que cada elemento experienciasse o sucesso e o sentimento de auto-eficácia que permite o enriquecimento da sua identidade ocupacional. Palavras chave: Dança, papéis, competências sociais, estigma _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Comunicações Livres 4 E quando somos todos “Fou pour la cuisine”… Ana Lima e Gonçalo Carreteiro| Terapeutas Ocupacionais Com esta comunicação pretendemos dar a conhecer um projeto de grande valor terapêutico criado pelos Terapeutas Ocupacionais do Hospital de Dia (HD) do Serviço de Psiquiatria do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF), idealizado em conjunto com as pessoas que dele usufruem, os utentes. “Fou Pour La Cuisine”, ou em portugu s “Loucos pela cozinha”, é o nome do restaurante terapêutico nascido há cerca de 6 anos e totalmente dinamizado por pessoas com patologia do foro psiquiátrico a frequentar o HD do HFF. Ao longo dos últimos anos o “Fou pour la cuisine” tem não só deliciado os palatos dos seus clientes como tem potenciado competências e estimulado o envolvimento em ocupações significativas, exigidas pelo meio ou essenciais para uma vida autónoma. Desde o planeamento e a realização das compras para a refeição, à confeção da refeição propriamente dita, passando pela preparação das mesas e o próprio serviço de mesa, tudo serve um propósito terapêutico que tenta ir ao encontro das necessidades individuais de cada utente. Ao nível das competências os ganhos têm sido notórios, conseguindo estas ocupações cognitivas como a capacidade de resolução de problemas ou a função executiva, como também promover as competências sociais e de comunicação e obter ganhos ao nível das competências de regulação emocional. Outra dos objetivos assumido por todos os intervenientes neste projeto passa pelo combate ao estigma ainda existente em relação às pessoas com patologia psiquiátrica. O nome do projeto e o nome dos pratos no restaurante são da responsabilidade dos utentes e têm sempre a preocupação de, com humor, desmistificar um pouco a Doença Mental. Assim podemos deliciar-nos com um “Esquizocreme de alho franc s”, provar um “Lombinho de porco em camisa de forças”, um “ rroz delirante” e adoçar a boca com um “Pijama tripolar” de levar qualquer um à loucura. Palavras chave: “Fou pour la cuisine”; restaurante terap utico; envolvimento em ocupações; estimular competências; estigma _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 8 - Geriatria Demência: princípios básicos da intervenção cognitiva – Vera Pinto | Terapeuta Ocupacional
A intervenção não-farmacológica deve ser considerada a intervenção de primeira linha quando nos referimos ao cuidado da pessoa com demência. Sendo a demência uma doença progressiva, caracterizada por crescentes dificuldades cognitivas, o terapeuta ocupacional tem um papel fundamental na procura de estratégias que permitam um desempenho o mais independente possível em todas as fases da doença. A intervenção cognitiva representa, inevitavelmente, um dos objetivos de atuação da terapia ocupacional. Neste campo, a literatura evidencia alguns princípios que podem melhorar o funcionamento cognitivo, pela redução do recurso a capacidades que estão afetadas e maximização das que estão íntegras. Destes princípios destaca-se a aprendizagem sem erros e recuperação espaçada. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa8 - Geriatria Humanitude – Afonso Pimentel
A VIA HOMINIS E O IGM PORTUGAL LEGISLAÇÃO - PRINCIPIO DE FUNCIONAMENTO DAS ERPI E UCCI´S (2 min) A obrigatoriedade: Qualidade, Eficiência, Humanização, Manutenção/promoção da Funcionalidade e Autonomia, Respeito pela Individualidade, Corresponsabilização (pessoa e familiares), Interação com a comunidade, interdisciplinaridade AS ARMADILHAS DOS CUIDADOS DILEMAS ÉTICOS: Liberdade vs Contenções, Democratização das atividades vs atividades personalizadas, Substituição,Infantilização HUMANITUDE - UMA RESPOSTA OBJETIVA Filosofia e técnicas Os Pilares: Olhar, Palavra, toque, erticalidade e … Utilidade Ferramenta de trabalho do Terapeuta Ocupacional Estudos e resultados realizados em Portugal 1º referencial de qualidade em cuidados humanizados _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 8 - Geriatria A importância da gerontopia na gestão das necessidades de bem-estar Paulo Machado | Sociologo
O termo gerontopia designa o local onde de envelhece [geron (velhice) + topia (lugar)]. Independentemente do contexto ambiental em que o idoso se encontre, ou seja, do habitat em que o encontremos, a gestão das suas necessidades de bem-estar, que resultam em larga medida da sua condição física, psicológica e social, torna-se imperativa. Cuidar significa isso mesmo: interessar-se por alguém, tratar de alguém, e tal pressupõe conhecer essa pessoa e as suas necessidades. Em qualquer contexto social e físico, a gerontopia deve observar três funções essenciais: a de manutenção; a de estimulação; e a de suporte. Porém, dificilmente estas funções serão adequadamente cumpridas sem o conhecimento das necessidades de bem-estar, e é sabido que o cumprimento das regras técnicas (regulamentares) pode não ser suficiente para satisfazer essas necessidades. A Comunicação que me proponho realizar (suportada em dados estatísticos publicados, mas que pretende assumir-se como um texto reflexivo e não como uma apresentação decorrente de estudo empírico) discute a crescente importância da população mais idosa no conjunto das respostas societais (públicas, privadas e do 3º setor), envolvendo um número crescente de profissionais, trabalhando num campo de ação progressivamente multidisciplinar e mobilizando recursos cada vez maiores. Os modelos de avaliação dessas respostas põem em evidência a relevância de um conhecimento técnico aprofundado, profissionalizado, sem excluir o papel decisivo dos cuidadores informais, por regra sem formação técnica. Em certa medida, ainda hoje se procura a otimização dos processos de apoio às pessoas mais dependentes, em geral as mais idosas, sem que seja possível a determinação de soluções únicas. A diversidade das gerontopias é, em si mesmo, um indicador das dificuldades que se enfrentam. Os diferentes ângulos de análise convocados para a reflexão que se procurará empreender, convidam a uma discussão sobre os resultados alcançados até hoje e na promoção de uma posição crítica (i.e. reflexiva) sobre como se cuida dos idosos na sociedade contemporânea. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa8 - Geriatria Demências e Terapia ocupacional na UCCI ASFE SAÚDE Celine Duarte, Lisa Melo, Sofia Gomes | Terapeutas Ocupacionais O número de pessoas com demência e a gravidade do processo demencial foram significativos para que a Organização Mundial da Saúde declarasse a demência como uma prioridade na saúde pública. A ASFE SAÚDE tem capacidade para 200 utentes em regime de internamento. O Acidente Vascular Cerebral e os Problemas Oncológicos são os diagnósticos principais com maior prevalência e a síndrome demencial aparece como o principal diagnóstico secundário. A síndrome demencial afeta todas as áreas de desempenho do indivíduo e a adaptação do ambiente é crucial para otimizar as competências destes utentes. Segundo a World Federation of Occupational Therapists, o objetivo principal da terapia ocupacional é potenciar a realização das tividades da ida Diária ( D’s) com mais autonomia e independência. Este trabalho tem como objetivo demonstrar a importância da intervenção da Terapia Ocupacional (TO) em utentes com diagnóstico e/ou sinais sugestivos de síndrome demencial. Portugal é um dos países mais envelhecidos do mundo, apresentando uma elevada prevalência de pessoas com diagnóstico e/ou sinais de demência, torna-se fundamental refletir e discutir o papel do terapeuta ocupacional com estes utentes. Descrição de experiências de 21 utentes com demência que deram entrada na Unidade de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) ASFE SAÚDE de 01.01.2016 a 31.07.2016 e que beneficiaram da intervenção do terapeuta ocupacional. Foram realizadas sessões em contexto de sala, AVD´s e AVDI´s (Atividades da Vida Diária Instrumentais). Podemos verificar que, à data de alta, 15 utentes com demência melhoraram as funções cognitivas após um programa de intervenção baseado na estimulação percetivo-cognitiva e sensorial. Com a intervenção da TO na UCCI pode-se verificar melhorias nas funções percetivo-cognitivas destes utentes. O tempo de internamento revela-se insuficiente e a impossibilidade de uma intervenção individualizada pode comprometer os resultados positivos com estes utentes. Palavras-chaves: Terapia Ocupacional, Demências, UCCI, estimulação percetivo-cognitiva. _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Mesa 8 - Geriatria Nuevos modelos residenciales para enfermos con demencia María Benítez Merino |
La demencia es un síndrome que implica en deterioro de la memoria, la forma de pensar, el carácter y la capacidad para realizar todas las actividades de la vida diaria. Cursando de forma progresiva. La Organización Mundial de la salud calcula que en el mundo 47, 5 millones de personas padecen algún tipo de demencia. Las demencias no forman parte de las consecuencias normales del envejecimiento en las personas mayores. En la actualidad, no existe un tratamiento definitivo farmacológico para abordar la enfermedad, por lo tanto hasta la fecha se están aplicando tratamientos no farmacológicos e inclusive nuevos modelos residenciales que sin duda son pioneros aunque a día de hoy está costando desarrollar. Hasta ahora conocemos dos proyectos que se enmarcan dentro de las terapias No Farmacológicas, en Holanda Hogewey: Dementia illage y en España “En mi casa”. El proyecto consiste en crear “un hogar” lo más parecido posible al propio, y que a través de él se logra estimular a los enfermos de una forma integral, intentando que la persona esté lo más cómoda e integrada posible en el lugar de residencia. Los resultados que arrojan los nuevos modelos residenciales son alentadores ya que en el caso de Hogeway: Dementia Village se ha demostrado que las personas que residen allí son más activas y requieren menos medicación. Y las personas que allí residen se encuentran “como en casa” en un entorno que dista poco de lo que ha sido su “entorno y su vida” anterior. Es imprescindible la apuesta por estos tipos de terapias alternativas, sin escatimar en personal cualificado y medios. Palabras clave: Demencia, Proyecto “En mi casa”, Hogeway: Dementia Village, Organización Mundial de la Salud (OMS) , Actividades de la vida diaria _____________________________________________________________________________ Notas:
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15 de outubro | sábado Workshop 5 Dispraxia ou Perturbação da Coordenação Motora A prática baseada na evidência Paula Serrano e Cira de Luque Pertinência do tema Muitas crianças são encaminhadas para a intervenção em terapia ocupacional com diagnóstico de Perturbação da coordenação motora ou dispraxia. Estes dois diagnósticos são usados muitas vezes de maneira indiscriminada e os motivos para o encaminhamento podem parecer muitas vezes idênticos. No entanto, quando realizamos uma avaliação das dificuldades que justificam o motivo para o encaminhamento deparamo-nos com problemas de base que podem ser muito diversos. É por isso fundamental uma análise cuidada dos critérios de diagnóstico e a implementação de uma prática baseada na evidência que nos permita atingir o máximo de eficácia nas abordagens de intervenção selecionadas. Objetivos do workshop
Analisar as diferenças entre os critérios de diagnóstico de acordo com o DSM V. Rever a literatura relativamente aos critérios de diagnóstico e à sua relação com o desempenho ocupacional Analisar a evidência científica relativamente às diversas abordagens de intervenção Raciocínio clinico para a tomada de decisões das melhores abordagens para diferentes casos. _____________________________________________________________________________ Notas:
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