Fotos: Reproduções e Arquivo MISTAU
ÍNDICE
Rua Engenheiro Fernando de Mattos, 134 Centro - Taubaté/SP (12) 3632.3818 E-mail: taubate@apm.org.br Site: apmtaubate.com.br Facebook: APM-Taubaté_Oficial Instagram: @apmtaubate Fachada da sede Regional Taubaté Foto: Ana Cláudia Bohler
DIRETORIA
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PALAVRA DA PRESIDENTE Dra. Luciana da Cruz Noia
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ASSISTÊNCIA MÉDICA
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EDUCAÇÃO
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ENTREVISTA
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EMPREENDIMENTO
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MATÉRIA DE CAPA Dr. José Paulo Pereira
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APM REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
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APM REGIONAL GUARATINGUETÁ Dr. Antonio Diniz Torres
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DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO
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HOMENAGEM
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CLUB APM - O CANAL DE COMPRA DOS MÉDICOS
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LITERATURA
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HUMOR
Presidente: Dra. Luciana da Cruz Noia Vice-presidente: Dr. Oscar Cesar Pires 1º Secretário: Dra. Maria Teresa Torres Frota 2º Secretário: Dr. Izac Alessandro Batista de Souza 1º Tesoureiro: Dr. Camillo Soubhia Junior 2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham Diretor Científico e Cultural: Dr. Flavio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Auro Fábio Bórnia Ortega
CONSELHO FISCAL Titulares: Dr. Marcos Roberto Martins Dr. Pedro José Chiavegatto da Silva Dr. Jorge Miguel Kather Netto Suplentes: Dr. Milton Gauch Dr. Antônio Javier Salan Marcos
EXPEDIENTE Secretária: Denizi Morais Jornalista responsável: Ana Cláudia Bohler/ MTB: 57.484 Designer: Vanessa Almeida
Esclarece-se que o conteúdo das colunas assinadas e dos anúncios publicitários, divulgados nesta revista, são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores.
Periodicidade: Quadrimestral Tiragem: 600 exemplares Circulação: Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte/SP Impressão: Resolução Gráfica - Taubaté/SP
As lições dos pioneiros
Foto: Reprodução
PALAVRA DA PRESIDENTE
Por: Dra. Luciana da Cruz Noia Presidente - APM Regional Taubaté
Não sou natural de Taubaté, nem venho de família taubateana. Assim, ao chegar a esta cidade, desconhecia a riqueza de sua história e de suas tradições. Sabia, por alto, da sua importância na época do café, e de que tinha uma faculdade de Medicina com fama de boa qualidade. Ao longo destes anos, fui conhecendo melhor a cidade e sua rica história. Descobri que, apesar de ser considerada uma cidade de porte médio, possui diversos profissionais médicos que são referência nacional em sua área de atuação. Fui conhecendo a seriedade do trabalho pedagógico que se realiza na UNITAU, intrinsecamente ligada ao ensino e a medicina na cidade.
Para tudo isso acontecer, a cidade precisou de uma base sólida. Precisou de médicos de excelente formação, que se dispuseram a vir para cá numa época em que as comunicações e os transportes eram bem mais difíceis do que hoje em dia. Dedicaram-se ao atendimento aos pacientes, mas também a formar as novas gerações de médicos. Seja pela construção dos diversos Departamentos da UNITAU, seja pela criação de grupos de especialidades nos principais hospitais e clínicas da cidade, criou-se o embrião de uma medicina de excelente qualidade, tanto técnica quanto humana. Resgatar a história destes médicos que construíram a medicina de Taubaté é não apenas fazer uma justa homenagem para estas pessoas, mas também trazer uma fonte de inspiração e resgatar a relação médicopaciente, base de nossa prática profissional.
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução | Site: Almanaque Urupês
Na minha área, Oftalmologia, neste ano, a UNITAU se posicionou entre as dez maiores notas na prova de especialidade, prestada pelos residentes do último
ano. Este resultado não é de se espantar, para quem acompanha o trabalho sério feito nesta faculdade e nas residências médicas.
Registros históricos do Hospital Santa Isabel, ícone da grande relação de Taubaté com a medicina
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ASSISTÊNCIA MÉDICA
Fundação Lia Maria Aguiar lança Núcleo de Saúde em Campos do Jordão Em 16 de maio, a Fundação Lia Maria Aguiar, em parceria com o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, inaugurou um Núcleo de Saúde em Campos do Jordão. A iniciativa tem o propósito de oferecer serviços gratuitos de assistência médica, de modo a complementar os atendimentos realizados no município. Segundo a Fundação, estas atividades “lançarão um olhar ainda mais atencioso à população local, ampliando o leque de cuidados e proporcionando saúde integral de qualidade”. Na primeira etapa de implantação, diversas especialidades médicas serão disponibilizadas no local, como ambulatório de Pediatria, Clínica Médica, Ginecologia, Cardiologia, Endocrinologia, Gastroenterologia e Pneumologia. Também serão realizados exames laboratoriais, exames de imagem, serviços de reabilitação física, e Hemodiálise, tratamento que, até o momento, não existia na cidade. Além disso, serão oferecidas Práticas Integrativas, como ioga e meditação. Durante este período, o Núcleo atenderá aos alunos da Fundação, seus familiares e colaboradores, além dos cidadãos jordanenses que precisarem de Diálise.
do Jordão, representantes da Fundação Lia Maria Aguiar e do Instituto de Responsabilidade Social SírioLibanês, além da grande anfitriã, Sra. Lia Maria Aguiar.
O Núcleo de Saúde é um projeto que alia amparo social e saúde integral de qualidade para a população de Campos do Jordão
A partir do segundo semestre, o espaço deverá ampliar os atendimentos para a demanda externa, abrindo vagas para a população geral de Campos do Jordão. Este processo será administrado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com o Diretor da Fundação, Luiz da Silva Goshima, o desenvolvimento deste projeto representa um momento importante para a história da instituição e para o município. “Para a Fundação, implementar este grande projeto significa alcançar cada vez mais pessoas e, efetivamente, contribuir para a melhoria de vida delas. Teremos fases de atendimentos que irão contemplar mais pessoas ao longo do tempo, uma responsabilidade que assumimos com muita seriedade e respeito”, afirmou o Diretor. Entre os convidados que participaram da cerimônia de inauguração, estavam autoridades de Campos
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O recém-inaugurado ambulatório de especialidades prestará atendimentos em Pediatria, Clínica Médica, Ginecologia, Cardiologia, Endocrinologia, Gastroenterologia e Pneumologia. Também serão oferecidos exames laboratoriais, exames de imagens e práticas integrativas
INSTITUTO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL SÍRIO-LIBANÊS Fundado em 2008, o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês é uma das frentes de responsabilidade social do Hospital Sírio-Libanês e utiliza toda excelência e expertise do Hospital na gestão de equipamentos de saúde pública. Reconhecido como Organização Social de Saúde (OSS), o órgão tem, atualmente, oito instituições de saúde sob a sua administração. O Instituto ficará responsável pela gestão médicoassistencial, assim como financeira e administrativa, do Núcleo de Saúde Lia Maria Aguiar, em Campos do Jordão.
Fotos: Luciana Aith | Divulgação Núcleo de Saúde - Fundação Lia Maria Aguiar
“É a materialização de nosso propósito de compartilhar a excelência na saúde pública com relevância social”, afirmou Carolina Lastra, Diretora Executiva do órgão.
Durante a cerimônia de inauguração, Sra. Lia Maria Aguiar, fundadora e presidente da instituição, comemorou a concretização de seu sonho
FUNDAÇÃO LIA MARIA AGUIAR Há 14 anos dedicando-se a ações sociais, educação, arte e cultura, a Fundação Lia Maria Aguiar também poderá incluir em seu repertório o empenho à assistência médica, já que a criação do novo Núcleo de Saúde proporcionará melhor qualidade de vida para a população carente. “Desde que iniciamos a Fundação, este é um dos maiores sonhos que eu realizo, pois saúde é a coisa mais importante na nossa vida. É uma alegria muito grande poder oferecer atendimento médico e ajudar tantas famílias,” celebrou Lia Maria Aguiar, fundadora e presidente da instituição. Localizada em Campos do Jordão, a Fundação foi criada em 2008 pela empresária Lia Maria Aguiar. Encantada pela região da Serra da Mantiqueira e sensibilizada com algumas necessidades locais, Lia Maria sentiu, aos 70 anos, o desejo de iniciar um novo trabalho social. Seu anseio era de que os esforços fossem destinados, especialmente, para as crianças. Instituída de forma independente e sem fins lucrativos, a Fundação cresceu ao longo dos anos e passou a atender mais de 700 crianças e jovens de baixa renda de Campos do Jordão, além de centenas de famílias.
O espaço conta com infraestrutura completa para levar tratamento de diálise para os pacientes do município
Agradecemos a Comunicação do Núcleo de Saúde por colaborar com a elaboração deste conteúdo. Aproveitamos para parabenizar a respeitável Sra. Lia Maria Aguiar pela dedicação humanitária às causas sociais. Desejamos saúde a todos e grandes conquistas para o projeto.
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EDUCAÇÃO
“Me formei, e agora?” Profissionais e estudantes de Medicina debatem sobre carreira e mercado de trabalho Em 14 de maio, cerca de 100 alunos da Faculdade de Medicina de Taubaté estiveram reunidos no auditório do Campus Bom Conselho para acompanhar o evento “Me formei, e agora?”, promovido pelos membros do Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro (DABM). A iniciativa tinha o objetivo de propor discussões sobre o atual cenário do mercado de trabalho e orientar os estudantes acerca das primeiras responsabilidades enfrentadas na carreira médica. Em sua segunda edição, o encontro conglomerou palestras e uma mesa redonda. Foram apresentados temas como documentação, gestão financeira, importância do currículo, além de experiências profissionais vivenciadas pelos especialistas convidados. Dentre os palestrantes, esteve presente Dra. Luciana da Cruz Noia, presidente da APM Taubaté. A médica discursou sobre a importância do associativismo para aproximar os profissionais da área e unir forças para o pleno exercício da profissão. “As associações foram criadas para congregar médicos, com o intuito de defender as condições para se exercer bem a Medicina. Se os médicos não participam, elas enfraquecem”, frisou. E completou: “Se não nos unirmos, não temos chance de expor o nosso ponto de vista e tentar lutar por aquilo que acreditamos”.
Segundo Julia Armond, vice-presidente externa do Diretório Acadêmico, o público participante teve a oportunidade de conhecer o trabalho e a importância do associativismo. “A APM colaborou com o evento ao trazer e explicar um novo ambiente, no qual os alunos também podem fazer parte ao se formarem, que é a associação. Foi muito importante, principalmente para aqueles que acabaram de se formar ou que estão se formando, e, com certeza, despontou o interesse de vários ali presentes”, comentou. A médica recém-formada Isabela Bindilatti esteve presente na ocasião e elogiou a iniciativa do DABM. “Eu participei das duas primeiras edições do curso. Foram eventos que me ajudaram a ladrilhar com mais segurança o fim da minha vida acadêmica e o início da minha jornada profissional”, contou.
Fotos: DABM
A presidente da entidade acredita que os jovens
médicos têm muito a contribuir com o futuro da carreira. “É importantíssimo que as novas gerações assumam o protagonismo na defesa da Medicina. Eu espero que uma próxima diretoria da APM possa ter a presença relevante de médicos jovens, recém-egressos da Residência, que possam trazer a vivência das novas condições de trabalho. Isso juntaria estas pessoas, que estão enfrentando pessoalmente a problemática do mercado de trabalho, com uma associação que já tem toda uma estrutura e uma expertise para dar apoio a estas justas reivindicações”, alegou.
Ocorrida em maio, a segunda edição do evento “Me formei, e agora?” registrou a presença de aproximadamente 100 estudantes no auditório do Bom Conselho
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Dra. Luciana da Cruz Noia falou sobre a importância do associativismo e sobre o trabalho da APM
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ENTREVISTA
Dr. Nelson Franco Filho viaja para Itália e ministra curso em Ortopedia Com 47 anos de dedicação à carreira, Dr. Nelson Franco Filho tem registro significativo no exercício da medicina e na história de Taubaté. O médico, que é referência em Ortopedia e Traumatologia, atua como Professor Titular da especialidade no curso de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU), e como Chefe do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Municipal Universitário de Taubaté (H-MUT). Além destas atribuições, que lhe concederam popularidade entre os alunos e estima dos colegas, o médico também faz parte do Conselho Permanente da Sociedade Brasileira de Quadril e da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. Em reverência ao seu prestígio profissional, Dr. Nelson Franco Filho foi convidado pela Lima Corporate, empresa multinacional especializada na comercialização de produtos ortopédicos, para ministrar um curso teórico e prático na Itália. Tratavase do “Total Hip Replacement” (Artroplastia Total do Quadril), ocorrido no período de 16 a 18 de maio, nas cidades de Verona e San Daniele. Com quase meio século de empenho à medicina, Dr. Nelson Franco Filho é um dos Ortopedistas mais consagrados da região
Quais foram os principais temas apresentados no curso? Realizei quatro conferências sobre artroplastias de quadril em várias situações clínicas, e coordenei a parte prática com cirurgias em cadáveres. O senhor era o único brasileiro da equipe ou havia mais integrantes? Fui o único brasileiro que organizou o curso, mas tivemos participações de médicos brasileiros, italianos, portugueses, ingleses e americanos. Houve algum grande desafio nesta empreitada? O grande desafio foi conseguir organizar o curso com os colegas da Itália. Foram muitos e muitos contatos online, e com o fuso horário diferente ficava um pouco mais difícil. Mas, no final, deu tudo muito certo. Em maio, o médico esteve na Itália ministrando um curso sobre Artroplastia Total do Quadril
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Após a troca de conhecimento e de volta ao Brasil, o especialista concedeu uma entrevista à APM Taubaté contando como foi a experiência.
Há algum sonho profissional que o senhor ainda deseja realizar? Felizmente, consegui realizar todos os meus sonhos profissionais e tenho certeza que todas estas conquistas continuarão vivas com aqueles que irão me suceder. A maior delas é o nosso Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Universitário, que este ano completa 35 anos de existência. Com relação ao Serviço de Ortopedia e Traumatologia do H-MUT, como o senhor avalia o progresso do setor nestes 35 anos de existência? Posso dizer que figura entre os dez melhores do país, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. Nestes 35 anos de existência, continuamos formando Ortopedistas de todo o nosso Brasil, e também alguns de fora.
Segundo o ortopedista, esta experiência foi “a maior realização científica e profissional da minha vida”
De que maneira esta experiência lhe enriqueceu? Este evento foi a maior realização científica e profissional da minha vida. Já tive oportunidade de ministrar aulas em vários países, mas esta foi a primeira vez que organizei e coordenei um curso desta relevância e fora do nosso país.
Quais são os grandes méritos e os atuais desafios enfrentados neste Serviço? O grande mérito do nosso Serviço é a equipe que nós temos. São especialistas em todos os setores da Ortopedia, e que dispensam a necessidade de um paciente ter que ser transferido para um outro centro. Ao contrário, recebemos pacientes de outros estados. Nosso maior desafio é enfrentar a política de saúde em nosso país, que, infelizmente, a cada dia nos complica mais.
Fotos: Arquivo | Dr. Nelson Franco Filho
Quais outras experiências profissionais o senhor já vivenciou no exterior? Fiz estágios no Good Samaritan Hospital (John Hopkins University), em Baltimore, e também no De Paul Health Center, em St. Louis, Estados Unidos. Também participei de conferências na Europa (Itália e Espanha), na América do Sul (Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia) e nos Estados Unidos.
Em 2022, Dr. Nelson e sua equipe celebram 35 anos de existência do Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Municipal Universitário de Taubaté
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EMPREENDIMENTO
Médica atleta inaugura centro de esporte e lazer em Redenção da Serra Querida pelos colegas e admirada pelos pacientes, Dra. Ana Paula Pereira é uma prestigiada Ginecologista de Taubaté. A médica registra mais de duas décadas a serviço da Medicina, e atualmente presta atendimentos na rede pública, em postos de saúde e no Hospital Municipal Universitário de Taubaté (H-MUT). Além da carreira médica, Dra. Paula desenvolve uma trajetória no esporte. Conhecida no segmento como “Paulada”, a atleta se dedica às modalidades Corrida de aventura, Trailrun e Mountain bike. Através das competições, a esportista pôde viajar por diversos cantos do Brasil e também para o exterior.
programação estão incluídas atividades aquáticas e apresentações com música ao vivo. A inauguração do Paulada Bike Park aconteceu durante um fim de semana inteiro, com início na sextafeira, dia 8 de julho, e término no domingo, dia 10. Familiares, amigos e atletas categoria prestigiaram o lançamento do novo negócio, que promoveu passeios, competições, palestras e muita festa. A idealizadora revelou-se atarefada com as atividades do empreendimento e mostrou-se entusiasmada com a potencialidade do projeto. “A expectativa é de receber pessoas que queiram pedalar, correr, remar ou, simplesmente, descansar no fim de semana, trazer as crianças. Elas estão amando a experiência com a roça”, contou Dra. Paula Pereira, a “Paulada”. Dias após o lançamento, o ambiente foi preenchido por visitantes e excursões de férias. Para conferir as fotos do local, acesse o site “www.pauladabikepark.com.br” e visite o perfil “@ pauladabikepark” no Instagram.
Ao vencer um câncer de colo de útero em 2010, Dra. Ana Paula Pereira escolheu o ciclismo como prática esportiva, a fim de ter uma vida mais saudável e aumentar o contato com a natureza. O Mountain Bike se tornou uma paixão e a fez campeã, colecionando títulos nacionais e internacionais
A combinação entre aventura e turismo despertou na médica atleta o desejo de promover grandes experiências para outras pessoas. Ideias foram surgindo, parcerias foram nascendo, até que se chegou ao projeto do “Paulada Bike Park”.
Localizado em Redenção da Serra (SP), no percurso da Rota da Luz, o lugar busca oferecer, além de atividade física, momentos de descanso e lazer para o público, próximos à natureza. O local conta com hospedagem tipo hostel, suítes, restaurante, espaço para confraternização, além de “lava bike”. Na
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Fotos: Ney Evangelista (@ngfotos)
Durante um período de dez meses, foi negociada a compra do terreno, promovidos estudos de viabilidade e conduzidas obras para adequação da área. A nova estrutura já se encontra apta para a prática esportes outdoor, possibilitando treinos de mountain bike, corrida e canoagem.
A inauguração do Paulada Bike Park foi celebrada com muita festa e competições esportivas
TRADIÇÃO E SERIEDADE A SERVIÇO DA BOA MEDICINA!
TECNOLOGIA ANALÍTICA ALINHADA COM O MEIO AMBIENTE O Laboratório Oswaldo Cruz sempre atuou com seriedade e ética profissional em todos os seus setores, e na questão ambiental não seria diferente. Há mais de 18 anos utilizamos no setor de Bioquímica em nossa Central Analítica o método de QUÍMICA SECA, sistema exclusivo desenvolvido pela Ortho Clinical Diagnostics (empresa americana que surgiu com a fusão de dois ramos diagnósticos da Johnson&Johnson). VITROS350
VITROS750
VITROS5600
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Originalmente utilizando o equipamento VITROS350(figura1), com a evolução dos sistemas, passamos pelo VITROS750, até os atuais VITROS5600, contemplando também análises de ImunoHormônios e Marcadores Tumorais, sendo aguardada em breve a chegada do recém adquirido equipamento VITROS XT 7600.
E o que o uso de QUÍMICA SECA tem a ver com Meio Ambiente? As análises bioquímicas representam mais de 60% de uma rotina laboratorial, com grande número de exames que, quando realizados por métodos de bioquímica convencionais demandam grandes volumes de água ultrapurificada, bem como geram esse mesmo volume em efluentes (resíduos líquidos). Além do sistema de Quimica Seca ser referência mundial em qualidade analítica, ele utiliza a tecnologia de MicroSlides, nos quais os reagentes químicos já se encontram impregnados “à seco”, sendo que a própria gota de soro (sangue) da amostra proporciona a fase líquida necessária à reação. Dispensando o uso de água.
Com isso, além da economia do precioso recurso de água ultrapurificada (milhares de Litros anuais), os respectivos efluentes liquidos são substituidos por diminuto volume de componentes sólidos, cujo recolhimento e destinação através do Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS) é mais seguro e eficaz em minimizar danos ao Meio Ambiente. Taubaté
CENTRAL ANALÍTICA Rua Dr. Urbano Figueira, 100 Centro Unidade Independência Av. Independência , 650 Independência
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Médicos que fizeram história Saiba quais foram os profissionais que tornaram Taubaté uma referência em Saúde
Foto: Reprodução
MATÉRIA DE CAPA
Por: Dr. José Paulo Pereira Diretor Social - APM Regional Taubaté
Na história de qualquer cidade, a presença e a importância de um médico é indispensável e marcante. Desde os primórdios, com os barbeiros aplicando ventosas, aquele que curava era destaque em qualquer comunidade. Nossa cidade tem uma história muito rica referente à classe médica, estando disponível nos registros muitas façanhas destes homens gloriosos. Lembrar de um Dr. Souza Alves, que foi um batalhador nos tempos da Febre Amarela, com ação tão efetiva que ganhou um nome numa das ruas, ainda em vida.
Foto: Antonio Serra | Arquivo MISTAU
Encontro histórico! Era 1938, quando a classe médica de Taubaté se reuniu no Hospital Santa Isabel para comemorar o Jubileu de Ouro da Formatura do Dr. João Urbano Figueira. Além do homenageado, estavam presentes Dr. José Ortiz Monteiro Patto, Dr. Hugo Di Domenico, Dr. Felix Guisard Filho, entre outras autoridades da época
Dr. Hipólito era mais antigo, mas perpetuado na cidade com um bairro que tem o seu nome, a Chácara Dr. Hipólito.
Foto: Arquivo MISTAU
Dr. Urbano Figueira deixou toda a sua clientela e foi para a França estudar. Trouxe para o Brasil a aplicação do Pneumotórax, único recurso, na época, para tratar a tuberculose pulmonar.
Médico, cientista e político, Prof. Dr. Comendador José Luiz Cembranelli ficou internacionalmente conhecido ao realizar a primeira operação no coração, sem anestesia
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Dr. Cembranelli, na década de 40, abriu o peito do Tipiti e suturou o seu coração, ato médico impensável naquela época. Foi auxiliado por Hugo Di Domenico, que teve outros destaques, sendo um poeta de primeira linha e capaz de um trabalho incansável ao fazer um dicionário Tupi-Português de valor inestimável. Médicos amigos do povo, capazes
de receitar num guardanapo de um bar, sempre com carinho, boa vontade e sabedoria, foram os inesquecíveis Dr. Meirelles e Hermínio Galhanone. Duplas inseparáveis, capazes de atender muitos pacientes, tornando-se referências regionais, foram Dr. Avedis Victor Nahas e Waldemar Adas, Dr. Djalma Tavares e Dr. Benedito Abud, Dr. Rubens Sallum e Dr. Francisco Pinto, Dr. Jorge Motta e Dr. Antoninho Marcondes, Dr. Alvarenga e Dr. Marcos Salles, José Luiz de Faria Pereira e Elizeu Ribeiro. Dr. Joaquim Mendes Castilho Neto chegou um pouco depois dos cirurgiões citados, mas com tempo de ser um destaque no grupo da época.
Dr. Paulo Emílio Pinto foi um grande Ginecologista, tornando-se um empreendedor, trazendo para a cidade o primeiro serviço de Oncologia. Dr. Bassil era concebido como cirurgião, mas, na verdade, não operava, limitando-se a ser um fiel auxiliar das grandes cirurgias. Também sedava doentes para as cirurgias, antes da chegada dos Anestesiologistas. Depois, montou um hospital e, sozinho, tentou administrar o empreendimento, não tendo o devido sucesso. No lugar, hoje funciona a Faculdade de Comunicação da UNITAU.
“
Nossa cidade tem uma história muito rica referente à classe médica
”
A Cardiologia de Taubaté teve no Dr. Cícero Haddad e no Dr. Ítalo de Faria Pereira os seus grandes mestres. Outros dois se destacavam: Dr. Armando Afonso e Dr. Carmelo Di Lorenzo. Armando Afonso era professor de Química no curso científico, tendo dado aulas para uma geração inteira. Sendo professor em Taubaté, casado e com filhos, conseguiu cursar Medicina no Rio de Janeiro. Carmelo tinha a mão muito grande e dedos fortes, atribuindo ao fato de ter sido lutador de boxe na juventude. Dr. Arthur Lessa foi um grande líder. Junto aos amigos, Dra. Elcy, Dra. Marly, Dr. Ângelo Hipólito, Dr. Nelson Ferreira Leite e Dr. Hélio Lemos de Oliveira, fundou uma Clínica Infantil muito importante para a cidade, naquela época. Nem todos foram sócios da clínica, mas foram os Pediatras que engrandeceram a profissão, em seus tempos. Dr. Ronaldo Abifadel foi o primeiro Anestesiologista especializado. Antes dele, os procedimentos eram com métodos rudimentares, não tendo maior problema para os pacientes, mas com dificuldades imensas para os cirurgiões que tinham que enfrentar as movimentações dos pacientes na mesa cirúrgica.
Foto: José Espinach | Arquivo MISTAU
Dr. Hugo Di Domenico e sua esposa, Sra. Marie Henriette, fotografados durante evento realizado no Colégio Bom Conselho, em setembro de 1976
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MATÉRIA DE CAPA
Dr. Moacir Hoelz marcou o seu tempo. Com seu jeito bonachão, parecendo relaxado, era quem operava os cotovelos naquele tempo, sem os recursos atuais, e nunca deixando ninguém com defeito pós-operatório. Dr. Gil Ferreira da Motta foi destaque em Pediatria, Clínica Médica, Obstetrícia, terminando o seu tempo como Anestesiologista. Ensinou muito, a muita gente. Dr. Patto foi um homem brilhante, destacado como grande médico, grande cidadão e grande intelectual. Antes de alguém especializado, era ele quem trabalhava com Radiologia na cidade. Esta especialidade ficou muito bem suprida com a chegada do Dr. Décio Rennê Santana de Moura. Foto: Gaspar Falco | Arquivo MISTAU
Muitos dedicavam-se à saúde pública como funcionários do estado ou federais. Alguns nem tinham clínica privada, o que era incomum naquela época. Assim foram: Dr. Venceslau, Dr. Octacílio Moreira, Dr. Magalhães Gomes, Dr. André e Dr. Gregório Moreira. Dr. Mário Paulucci e Dr. Ryoma eram médicos de grande clínica particular e, também, médicos do estado. Dr. Rubens Nóbrega trabalhava somente na Saúde Pública e foi o pioneiro na pesquisa e no tratamento da Hanseníase. Dr. Felix Guisard Filho formou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e iniciou sua atividade profissional, em Taubaté, com uma bem montada secção de Fisioterapia e Raio X. Também foi Diretor clínico e provedor do Hospital Santa Isabel
Notamos que, naquele tempo, a predominância de médicos homens superava, em muito, a de mulheres médicas. Poucas eram elas aqui e em todos os cantos. As já citadas, Dra. Elcy e Dra. Marly Benini, além da Dra. Hermínia Haddad, Dra. Maria Luiza Prando de Moura e Dra. Elza S. Naliato, eram as representantes da época. Dra. Elza era de uma atividade assustadora. Clínica, Ginecologista e, por fim, Anestesiologista, atendia tudo o que aparecesse em seu consultório e era procurada por todo tipo de clientes. Ela dava conta de tudo!
Reunidos na Ponte do Jaguarão, em novembro de 1941, Dr. José Ortiz Monteiro Patto (à esq.), Dr. José Luiz Cembranelli (ao centro) e Dr. Felix Guisard Filho (à dir.)
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Foto: Instituto Fulgor | Arquivo MISTAU
Dr. Benedito Cursino foi vereador, um político, sendo que Dr. Felix Guisard Filho chegou a ser prefeito em nossa cidade.
Foto: Arquivo MISTAU
Dr. Tarciso Leonce Pinheiro Cintra em pronunciamento durante assembleia do Grupo 21 Irmãos/Amigos, ocorrida na década de 70
Um especialista bem definido, não havendo notícias de que atendesse algo fora de sua área, foi o Dr. Nelson Yassuda. Talvez o primeiro Otorrino, só dividindo sua atividade com serviços prestados no antigo SAMDU e, posteriormente, em área administrativa no INAMPS. Dr. Joaquim Manoel Sanches e Dr. Luiz Cláudio Goussain eram os outros Otorrinos da cidade. Dr. Benedito Cursino teve um brilhante herdeiro, Dr. Wilson Cursino, que, com Dr. Amaury Lância, desenvolveu o atendimento em Oftalmologia na cidade. Não poderia faltar um poeta! Homem ilustre, brilhante em todas as suas atividades, tanto como médico Psiquiatra, quanto músico da nossa orquestra, como capaz de fazer poesias maravilhosas. Dr. Tarciso Leonce Pinheiro Cintra foi, antes de tudo, um gentleman. Poesia também era o prazer do Dr. Flávio Belegardi Nunes, apelidado de “Mestrinho” por suas tiradas geniais. Trovador genial e poeta premiado. Chegou a construir um automóvel, com o qual circulava pela
cidade garbosamente, sorrindo da admiração do povo pelo seu invento. Esses dois e o conhecidíssimo Elias Andraus eram os Psiquiatras da cidade, por coincidência, com peculiaridades no jeito de ser. Será a Psiquiatria? Esses médicos, e mais outros não citados, fizeram com que Taubaté fosse a referência médica para todo o Vale do Paraíba e Sul de Minas. Todos eles são muito queridos e lembrados até hoje, e a eles devemos o conceito que tentamos preservar.
“
A eles devemos o conceito que tentamos preservar
”
Registramos nossos agradecimentos à equipe do MISTAU (Museu da Imagem e do Som de Taubaté) pela preciosa colaboração com este conteúdo, fornecendo-nos imagens históricas de seu acervo
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APM REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
Podcast orienta sobre temas de saúde Por: Comunicação - APM Regional SJC
Em iniciativa pioneira no Estado de São Paulo, a APM São José dos Campos lançou, em março, o podcast “Fala, Doutor!”. O objetivo é levar à população informações confiáveis e relevantes sobre assuntos relacionados às diversas áreas da saúde, em linguagem objetiva e acessível. “A ideia é que o podcast seja uma conversa informal entre dois médicos, com orientações às pessoas que não são da área de saúde e que se preocupam em se cuidar e em se manter saudáveis”, explica o médico Pediatra Othon Mercadante Becker, presidente da APM São José dos Campos, que conduz as entrevistas. Os convidados dos programas são médicos especialistas, referências em suas especialidades. Com foco no lema “É melhor prevenir do que remediar”, os podcasts orientam sobre prevenção e quando é necessário procurar o auxílio de um médico. “Estamos divulgando o melhor do nosso conhecimento por meio de um canal gratuito e facilmente acessível a qualquer um”, prossegue o presidente da APM São José dos Campos. O podcast “Fala, Doutor!” está disponível nas plataformas Spotify e YouTube, no canal APM SJC. O primeiro convidado do programa foi o médico Psiquiatra David Alves de Souza Lima, que falou sobre Saúde mental na pandemia e síndrome pós-covid. As
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gravações
acontecem
no
estúdio da Aorta Comunicação, em São José dos Campos. E, a cada mês, dois novos episódios são lançados. Confira os temas já abordados: Episódio 1: Saúde mental na pandemia (Convidado: David Souza Lima) Episódio 2: Câncer colorretal e o Março Azul Marinho (Convidado: Walter Miyamoto) Episódio 3: Memória e envelhecimento (Convidado: Roberto Schoueri Jr.) Episódio 4: Mitos e verdades na Obstetrícia (Convidada: Herica Veloso Ribeiro Montalvão) Episódio 5: Cirurgia Pediátrica (Convidado: Pedro Luiz de Brito) Episódio 6: Saúde do sistema digestivo (Convidado: Renato Poli Veneziani Sebbe) Episódio 7: Infecções respiratórias do inverno (Convidado: José Eduardo de Oliveira) Episódio 8: Autocuidados e compromissos com a saúde (Convidado: Dr. André Luiz Vaitsman Chiga) Episódio 9: Baixa estatura e puberdade precoce (Dr. Israel Diamante Leiderman)
NA ERA DIGITAL A APM São José dos Campos mantém diversos canais de comunicação, tanto dirigidos à classe médica quanto à comunidade. Além do “Jornal do Médico”, que há 32 anos traz informações de
interesse dos profissionais da área, a Associação mantém perfis no Instagram (apmsjcampos), Facebook (@apmsjcampos), YouTube (APM SJC), e o site institucional (apmsjc.com.br). “Além do exercício das atividades inerentes à profissão, ser médico pressupõe o comprometimento com a saúde e o bem-estar do próximo, de forma ampla”, explica Othon Becker. “Estar presente digitalmente na vida das pessoas, com informações relevantes, é a forma que a APM São José dos Campos tem de interagir e estar junto da comunidade, levando conhecimento e informação confiável na área da saúde e qualidade de vida.
Imagem: Aorta Comunicação
O podcast “Fala, Doutor” é uma iniciativa pioneira da APM São José dos Campos e está no ar deste março
Temperatura & Vinho
Foto: Arquivo pessoal | Dr. Antonio
APM REGIONAL GUARATINGUETÁ
Por: Dr. Antonio Diniz Torres Membro da APM
A temperatura é um importante fator a ser considerado quando se deseja degustar um vinho e obter o maior proveito possível. A máxima de que devemos beber os vinhos na temperatura do ambiente é verdadeira, desde que se considere o clima na região onde estamos bebendo o vinho. Mas por que isso é importante? Ao se saborear uma boa comida ou um bom vinho, o que desejamos é estimular todos os nossos sentidos para desfrutarmos das melhores sensações. Sendo assim, a temperatura de serviço do vinho é um dos principais fatores que vão potencializar a percepção das propriedades organolépticas da bebida. De uma maneira geral, quando o líquido é resfriado reduzimos sua evaporação e, assim, reduz-se a presença dos aromas. Logo, um vinho muito frio (gelado) apresenta um “bouquet” acanhado e pouco expressivo, situação que deve se modificar conforme o vinho vai tendo sua temperatura elevada em cada taça. É elementar que
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se o serviço ocorrer em uma temperatura excessivamente alta, os aromas vão se perder pois a rápida evaporação (volatização) irá se encarregar disso. A importante estimulação provocada pelos taninos (substância presente nos vinhos tintos) merece atenção e análise criteriosa nas provas de degustação de vinhos, e também é significativamente afetada pela temperatura de serviço do vinho.
do serviço, e/ou ainda utilizar um balde de gelo. Fica a sugestão para beber e observar a evolução/modificação dos aromas e sabores, conforme a temperatura do vinho se equilibra com a temperatura ambiente. SE BEBER NÃO DIRIJA, pois se IN VINO VERITAS IN ACQUA SANITAS.
Percebe-se facilmente que, quando alguns vinhos se aquecem naturalmente nas taças, passam a apresentar uma textura mais “sedosa”, menos “marrenta”, ou seja, a temperatura de serviço do vinho vai influenciar neste importante quesito da degustação. Existem várias tabelas orientando sobre a temperatura de serviço dos vinhos para que estes sejam melhor apreciados. Segue uma extraída do blog da importadora Grand Cru não há conflito de interesses.
Imagem: Divulgação | Blog.grandcru.com.br
Com a proximidade do fim do outono, o frio retorna às nossas vidas e antes mesmo da chegada do inverno já somos forçados a retirar os casacos do armário e festejarmos o que gostamos de fazer nos dias de clima frio, que é a boa conversa com os amigos à mesa, com boa comida e, naturalmente, bons vinhos.
A dica é para servir o vinho um pouco mais frio do que a meta desejada, para que, naturalmente, ele ganhe temperatura durante a evolução da reunião e, assim, possa ser apreciado no seu melhor momento. Também não é necessário um grande aparato de acessórios. Pode-se iniciar o resfriamento das garrafas uma ou duas horas antes
Tabela informativa da rede Grand Cru
DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO - DABM
A democracia está nos olhos de quem (quer) vê Por: Gestão DABM - 2021 / 2022 “A persistência torna o desejo de mudança uma realidade”
As eleições para Reitoria da Universidade de Taubaté sempre foram motivo de questionamento para o Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro. A razão? O processo eleitoral é tão, mas tão indireto, que a participação da comunidade acadêmica e representatividade do Conselho em nada lembram uma democracia. Em resumo, as eleições se dividem em três etapas. Na primeira, depois que as chapas se candidatam, elas são colocadas para uma consulta prévia, por toda uma semana, em que professores, servidores e alunos votam nos candidatos de preferência. E o problema começa aí. Estes votos possuem pesos. Votos de professores têm peso 7, os dos servidores têm peso 2, e os nossos, dos alunos, que numericamente compõem a maior parcela da Universidade e são a quem mais interessa seus planos futuros, têm peso 1. Após uma semana, então, é divulgado o resultado com os votos totais e as porcentagens com pesos de cada uma das chapas. Estes números, teoricamente (e já vamos explicar porquê), são mais que importantes para a segunda etapa das eleições. Na segunda etapa, o CONSUNI (Conselho Universitário), do qual fazem parte representantes dos professores, servidores e alunos, que votaram lá na primeira etapa, escolhem, em três rodadas de votação, por metade mais um, três
chapas para compor a chamada Lista Tríplice. Estes votos, como dissemos acima, deveriam refletir o que é evidenciado na consulta prévia, ou seja, a vontade da comunidade acadêmica, já que os conselheiros são os nossos representantes, certo? Bom, nem sempre é assim. Por último, na terceira etapa, a Lista Tríplice é enviada ao Excelentíssimo Sr. Prefeito, que - apesar do pouco envolvimento com a Universidade elege a chapa vencedora. Nestas poucas linhas já é possível perceber a democracia que citamos no título, não é? E é sobre ela que falaremos agora, contando sobre as eleições que acabaram de acontecer. Desta vez, foram cinco chapas candidatas. Uma da atual reitora (tentando reeleição), duas de apoiadores dela, e duas de oposição. Ao fim da primeira etapa, a consulta prévia, uma coisa ficou bem clara: a força da oposição. Os candidatos da oposição, somados, tiveram 714 votos totais e 39,04% dos votos com pesos, sendo que, cada um, teve mais de 300 votos. A atual reitora contou com 620 votos favoráveis totais e 47,98% dos votos com pesos. Seus apoiadores, no entanto, tiveram pouquíssima expressão, tendo 94 e 72 votos totais. Bom, todos devem estar pensando que o Conselho, levando em consideração os resultados da
consulta prévia, elegeria, para a lista tríplice, os três candidatos mais votados tanto em votos totais, quanto na porcentagem com pesos, certo? Na verdade, não. Em três rodadas de votação, foram eleitas para compor a lista, as chapas da atual reitora e de seus dois aliados. No fim, por escolha do Prefeito, a atual reitora foi reeleita ao cargo pelos próximos quatro anos. Não cabe a este Diretório compilar nesta honrosa revista sobre os critérios de escolha do Conselho Universitário e o que o motivou a, neste ano, não seguir os resultados da consulta prévia. Porém, utilizamos deste espaço para criar um ambiente de discussão acerca da democracia do processo eleitoral para a Reitoria, e questionamos: até quando as vontades da comunidade acadêmica terão tão pouco - ou até nenhum - espaço para fazer rodar as engrenagens desta grande máquina que é a Universidade de Taubaté?
Foto: DABM
Membros da gestão 2021 / 2022 do Diretório Acadêmico da Faculdade de Medicina de Taubaté
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HOMENAGEM
Carlos Gentile de Mello, um otimista incorrigível *Texto reproduzido da internet
Carlos Gentile de Mello escrevia muito. Contemporâneos do movimento médico e exalunos lembram dele como um “grande orador”, “bem humorado, engraçado e irônico”, “vaidoso”, “lúcido e apaixonado”, enfim, um democrata que nunca se abateu, mesmo em tempos mais sombrios.
Naquele período, em que o país atravessava a metade final do regime militar, Gentile de Mello já tinha uma trajetória de lutas. Ele era um dos nomes mais expressivos do movimento que lutava por reformas no campo da saúde, o que já tinha provocado sua prisão pelas forças repressivas em 1964, quando trabalhava com colegas do Serviço de Atendimento Médico de Urgência, o Samdu, do antigo estado da Guanabara.
TRAGETÓRIA DE VIDA Carlos Gentile nasceu em 1918, em Natal (RN). Formou-se em 1943 na Faculdade de Medicina da Bahia. Veio para o Rio de Janeiro e começou a trabalhar como médico do Instituto de Resseguros do Brasil em 1949 onde, pouco tempo depois, assumiu a chefia. Naquele mesmo ano, foi nomeado assistente da cadeira de Clínica Médica da Universidade do Brasil. Buscou especializar-se, optando por temas que envolvessem os serviços de saúde e a administração hospitalar, a que passou a se dedicar. No início dos anos 1960, fez o curso do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (Iseb), lugar onde foram fomentadas as chamadas “reformas de base”, que pretendiam eliminar as desigualdades sociais a partir de transformações nas políticas econômicas, sociais e culturais.
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Foto: Reprodução
Em “Medicina e política”, de 27 de novembro de 1978, um dos inúmeros artigos que publicou na Folha de S. Paulo, ele ressaltava que “em andanças por todo o Brasil, a convite da área universitária, sempre que os estudantes formulam perguntas cruéis, costumo responder que meu assunto é saúde, somente saúde, nada mais que saúde.” Quem o conheceu lembra desta sua frase, quase um bordão.
Dr. Carlos Gentile de Mello é considerado o precursor no debate da Saúde Coletiva e da Reforma Sanitária no Brasil, além de um dos idealizadores do SUS (Sistema Único de Saúde)
Carlos Gentile também fez uma especialização na Escola Interamericana de Administração Pública da FGV e cursos de planejamento em saúde na Escola Superior de Guerra. Entre 1967 e 1968, foi assessor de previdência social no Ministério da Saúde e consultor científico em economia e administração médica da diretoria de saúde da Aeronáutica. Ao longo dos anos 1950, nos plantões médicos que fez no Samdu, acabou conhecendo Nildo Aguiar, e tornaram-se grandes amigos. Nildo levou-o, em 1969, para trabalhar na epidemiologia do Hospital de Ipanema. Lá, os dois implantaram a auditoria médica e promoveram mudanças, com a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, que passou a ser uma referência de qualidade no atendimento aos doentes. Gentile de Mello ainda trabalhou no Serviço Social da Indústria, o Sesi, e foi supervisor médico da Álcalis, em Cabo Frio. Entre 1981 e 1982, colaborou com o Inca como assessor da administração médica da campanha de combate ao câncer.
ORADOR E ARTICULISTA Além de seus quatro livros - “Saúde e assistência médica no Brasil” (Hucitec/Cebes, 1977); “O sistema de saúde em crise” (Cebes/Hucitec, 1981); “Saúde oficial, medicina popular” (Marco Zero, 1982), em parceria com D. Carrara; e “A medicina e a realidade brasileira” (Achiamé, 1983) -, Carlos Gentile de Mello publicou artigos em revistas técnico-científicas a partir dos anos 1960. Contudo, foi na imprensa que Gentile travou um perseverante combate a partir de 1975. Sua coluna semanal na página de opinião da Folha de S. Paulo contribuiu para a ampliação do movimento médico que começou a florescer durante os anos de abertura política.
Da mesma forma com que marcava posição, tecendo críticas aos responsáveis por órgãos dedicados à saúde e à previdência social, Gentile de Mello se utilizava da imprensa sindical e de associações de classe, bem como nos jornais diários, para comentar resultados de estudos que traziam sugestões inovadoras no atendimento médico previdenciário e que, mesmo assim, não eram considerados na implantação de programas de governo. *Fonte: http://coc.fiocruz.br (Conteúdo editado)
Foto: Ana Cláudia Bohler
Atendia a convites de centros acadêmicos de universidades, participava de simpósios médicos e debates políticos de sua categoria profissional, em que discutiam novas propostas e políticas para a área da saúde. Onde estivesse, jornalistas de diários locais o procuravam para entrevistas e reportagens, em que repetia, sempre trazendo novos enfoques, os temas que o acompanharam ao longo de sua trajetória, dentre estes: a importância de se relacionar saúde e desenvolvimento; as denúncias contra a mercantilização da medicina e da saúde pública no país; a crítica contundente à distância entre o que os alunos aprendiam nas escolas médicas e as necessidades da maioria da população.
Foto: Reprodução
Médico Homeopata em Taubaté, Dr. Pedro Chiavegato testemunhou, na década de 70, o brilhantismo de Carlos Gentile de Mello
“Saúde e Assistência Médica no Brasil”, obra de 1977 (Editora: Cebes/Hucitec)
Médico atuante em Taubaté, Pedro José Chiavegato da Silva teve a oportunidade de conhecer Carlos Gentile de Mello, pessoalmente, em meados dos anos 70. Na época, Dr. Pedro era um jovem estudante de Medicina e pôde assistir aos ensinamentos do médico que mais contribuiu com a discussão do tema “Saúde Coletiva e Reforma Sanitária”, no período. “Tive o privilégio de assistir a uma palestra do Dr. Carlos Gentile de Mello quando eu era estudante de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas do Estado da Guanabara. Ele dizia que a Saúde de uma população depende, sobretudo, do seu nível de vida, sendo consequência do seu nível de renda. A frase dele que mais marcou sua conferência foi a de que ‘os médicos Sanitaristas e os demais profissionais de saúde são otimistas incorrigíveis’”, contou o Homeopata. E defendeu: “Suas ideias continuam atuais e servem de incentivo aos médicos e a todos os profissionais que buscam melhorar a saúde coletiva da população brasileira”.
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CLUB APM - O CANAL DE COMPRA DOS MÉDICOS
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LITERATURA
Humano, demasiado humano Por: Friedrich Nietzsche - Filósofo alemão (séc. XIX)
No capítulo 5 do livro “Humano, demasiado humano”, publicado em 1878, o filósofo Friedrich Nietzsche disserta sobre o tema “medicina humanizada”. O autor reflete sobre a conduta do profissional que exerce a empatia e estabelece conexões na relação médicopaciente, agregando benefícios para os tratamentos de saúde.
“ ...ele deve, além disso, ter uma eloquência que se adapte a cada indivíduo e que lhe atinja o coração; uma virilidade cuja simples visão afugente a pusilanimidade (a carcoma de todos os doentes); uma flexibilidade diplomática ao medicar entre os que necessitam de alegria para a cura e os que, por razões de saúde, devem (e podem) dar alegria; a sutileza de um agente policial ou advogado, que entende os segredos de uma alma sem delatálos.
Em suma, um bom médico requer atualmente os artifícios e privilégios de todas as outras classes profissionais: assim aparelhado, estará em condição de tornar-se um benfeitor de toda a sociedade, fomentando as boas obras, a alegria e fecundidade do espírito, desestimulando maus pensamentos, más intenções e velhacarias (cuja fonte asquerosa é com frequência o baixo-ventre), instaurando uma aristocracia de corpo e de espírito (ao promover ou impedir matrimônios), eliminando com benevolência todos os tormentos espirituais e remorsos de consciência: apenas assim o “curandeiro” se transforma em salvador, sem precisar fazer milagres nem se deixar crucificar”.
O site “http://medicineisart. blogspot.com” publicou uma análise sobre a obra: “O aforismo de Nietzsche idealiza um médico não apenas empático, reflexivo, profissional e confiável, mas também um ‘instituidor de bem estar’; no entanto, a tendência atual da prática médica segue, lamentavelmente, em direção oposta: à medida que progridem os meios tecnológicos para diagnóstico, o exercício focado no âmago do próximo regride. Cada vez mais o jovem médico é exposto à alta tecnologia e menos ao lado humanístico e filosófico da medicina. Não esqueçamos que, utilizar meios técnicos ajuda a descobrir e a curar certas enfermidades, mas é através do tratamento baseado na radiografia psíquica e social do homem acometido pelo sofrimento, que reside a capacidade de salválo.” *Texto reproduzido da internet
Imagens: Cazo
HUMOR
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