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26ª Edição - Revista Médicos do Vale

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ÍNDICE

Rua Engenheiro Fernando de Mattos, 134 Centro - Taubaté/SP (12) 3632.3818 E-mail: taubate@apm.org.br Site: apmtaubate.com.br Facebook: APM-Taubaté_Oficial Instagram: @apmtaubate Fachada da sede Regional Taubaté Foto: Ana Cláudia Bohler

DIRETORIA

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PALAVRA DA PRESIDENTE Dra. Luciana da Cruz Noia

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OPINIÃO Dr. José Paulo Pereira

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CINEMATECA

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HOMENAGEM

Presidente: Dra. Luciana da Cruz Noia Vice-presidente: Dr. Oscar Cesar Pires 1º Secretário: Dra. Maria Teresa Torres Frota 2º Secretário: Dr. Izac Alessandro Batista de Souza 1º Tesoureiro: Dr. Camillo Soubhia Junior 2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham Diretor Científico e Cultural: Dr. Flavio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Auro Fábio Bórnia Ortega

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RETROSPECTIVA

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MATÉRIA DE CAPA

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REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

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REGIONAL GUARATINGUETÁ Dr. Antonio Diniz Torres

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DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO

EXPEDIENTE

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BOAS FESTAS

Secretária: Denizi Morais Jornalista responsável: Ana Cláudia Bohler/ MTB: 57.484 Designer: Vanessa Almeida

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CLUB APM

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LITERATURA

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HUMOR

CONSELHO FISCAL Titulares: Dr. Marcos Roberto Martins Dr. Pedro José Chiavegatto da Silva Dr. Jorge Miguel Kather Netto Suplentes: Dr. Milton Gauch Dr. Antônio Javier Salan Marcos

Esclarece-se que as colunas assinadas nesta publicação não condizem, necessariamente, com a opinião da diretoria da APM. Desta forma, fica registrado que as opiniões emitidas nos referidos textos são de exclusiva responsabilidade dos autores. Periodicidade: Trimestral Tiragem: 600 exemplares Circulação: Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte/SP Impressão: Resolução Gráfica - Taubaté/SP


Um ano novo cheio de esperanças

Foto: Reprodução

PALAVRA DA PRESIDENTE

Por: Dra. Luciana da Cruz Noia Presidente - APM Regional Taubaté

Chegamos ao fim de mais um ano. Se 2020 nos pegou de surpresa com más notícias, 2021 foi um tempo que exigiu de todos muita resiliência para suportar o grande número de baixas, mas que também se assistiu a um renascer da esperança. Jamais será possível esquecer daqueles primeiros dias, passadas as Festas, em que os números de internações cresceram e muitos, infelizmente, por não encontrarem vagas de UTI nos hospitais para o socorro necessário, não sobreviveram à covid-19. Nunca poderão ser esquecidos os verdadeiros heróis desta história, os profissionais de Saúde que, mesmo sem condições ideais para atender o grande contingente de pacientes, chegaram ao ponto de abrir mão de suas vidas pessoais simplesmente por amor ao próximo e em cumprimento ao sagrado dever de lutar pela vida. E quantos destes profissionais tombaram neste caminho! Impossível expressar em palavras o sentimento de respeito e gratidão que devemos nutrir por estes grandes Seres Humanos que ainda hoje promovem a boa luta em favor dos doentes e da vida. Apesar das dificuldades vividas no primeiro trimestre, felizmente avançamos com a vacinação, a ponto de o Brasil ultrapassar, em número de vacinados, países que iniciaram suas campanhas bem antes de nós.

E é com este espírito de recomeço que a APM espera retomar, com toda a força, as suas atividades sociais que tanto nos fazem falta, como as sessões de cinema, as mesas redondas, o Cafezinho Literário e nosso esperado Baile dos Médicos! Por óbvio, ainda temos que ficar atentos e adotarmos todas as cautelas necessárias, mas tudo indica que no próximo ano poderemos, cada vez mais, retornar a algum grau mais próximo da normalidade e poderemos voltar a nos focar em várias das questões que ainda não temos resolvidas. A luta pelo respeito ao profissional de Saúde, as condições dignas de trabalho e a remuneração, assim como o acesso ao sistema de Saúde a toda população, deverão ser buscados com força total, sendo, para isso, fundamental que tenhamos uma APM forte! Se 2021 foi cheio de lutas, esperanças, mas também de conquistas, que 2022 seja um ano de muita esperança, recomeço, reconstrução, união e fé, valores esses tão caros e pelos quais todos nós ansiamos.

Fotos: Ana Cláudia Bohler

E com o crescimento do número de vacinados, também

observamos, a cada semana que passava, a redução gradual e constante dos números de internações e óbitos por covid-19, seguida da progressiva reabertura dos comércios, o que trouxe um alento a tão sofrida população, martirizada pela pandemia e pela crise econômica.

“É com este espírito de recomeço que a APM espera retomar, com toda a força, as suas atividades sociais que tanto nos fazem falta” (Dra. Luciana da Cruz Noia)

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Medicina artesanal

Foto: Reprodução

OPINIÃO

Por: Dr. José Paulo Pereira Diretor Social - APM Regional Taubaté

Um médico formado há mais de 50 anos se assusta um pouco quando vê a evolução da tecnologia. No seu tempo, uma anamnese era escrita numa ficha, guardada num arquivo, junto a todos os exames, ocupando um espaço numa estante com poeira e bolor. Sujo e anti-higiênico. A maravilha faz com que não haja mais nem ficha de papel, nem arquivo, nem prateleira. Tudo cabe num minúsculo pen drive. Avanço inevitável e intransferível, facilitando a vida de todo mundo. Um médico recém-formado nem consegue imaginar como era há 50 anos. Ah! Mas há muita coisa que o jovem não sabe como era e é um tremendo retrocesso: naquele tempo, o médico examinava o paciente. Acho que todo profissional sabe que um fator preponderante na medicina é a relação médico-paciente. Ainda hoje, o cidadão vê o médico como a pessoa capaz de salvar sua vida ou aliviar o seu sofrimento. Entrega um ente querido a um profissional sabendo que seu filho, ou sua filha, ou pai ou mãe serão atendidos por alguém que saberá, não só fazer um diagnóstico correto, como propor o tratamento necessário. Este profissional tem a obrigação de passar segurança e de ser uma pessoa confiável, senão, esta relação, tão necessária, não acontecerá. Isto parece tão lógico que se torna desnecessário estar comentando. Será culpa da tecnologia? Cada vez mais, vemos reclamações de que os médicos não tocam mais nos pacientes. Às vezes, nem sequer lhes olham nos olhos. A atenção está toda

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num teclado de um aparelho que emitirá uma folha cheia de nomes de exames desconhecidos. Evidente que a culpa não é da modernidade, e sim, da acomodação dada pela facilidade que ela proporciona. Conversando com um médico do meu tempo sobre estas alterações, ele me disse uma frase que muito me tocou: disse que ainda faz “medicina artesanal”. Aquela de consulta demorada, com conversas paralelas e agradáveis, procurando saber das coisas da vida e da família daquela pessoa que está em sua frente, aferindo a pressão arterial, vendo a pele, palpando o abdome, auscultando o coração, falando “trinta e três”. Depois, se necessário, pedindo exames que complementem aquela consulta, ou seja, “exames complementares”. A receita fornecida será recebida como um apoio e um alento para livrar o paciente dos seus problemas. Há retorno, e, caso falte alguma coisa, será fornecida, e aquele ser humano sentir-se-á um amigo do médico, pois ele lhe fora de grande utilidade. Não haverá necessidade de uma conferência, muitas vezes com outro tanto de exames iguais ao da primeira consulta. A consulta deveria ser, cada uma, especial para cada paciente. Cada indivíduo é uno. Mas tudo está diferente. Acontecem coisas inacreditáveis que deixam os médicos maduros descrentes de tudo. Isto tem piorado nesta crise causada pela pandemia. Há muito tempo, a expectativa de vida era de 50 ou 60 anos. Crianças pereciam com índices de mortalidade astronômicos e outras

tantas ficavam com deficiências motoras, porque as viroses da infância causavam estes males. Ah!, O grande Sabin e outros sábios estudiosos que descobriram as vacinas! Quanto progresso, quantas vidas salvas, quanta alegria nas famílias! As vacinas demoravam décadas para serem aplicadas, até que se confirmassem a eficácia e a segurança. Agora, vemos as aplicações serem feitas em meses. Poderia até provocar alguma dúvida, mas as plataformas preexistentes, a facilidade proporcionada pela tecnologia e o aporte financeiro farto fizeram com que estejamos presenciando outra revolução, ou seja, a prevenção de mortes contadas nas estatísticas diárias, na televisão. Nada tem sido mais visível e palpável do que o que estamos presenciando nos dias atuais. Mas, as contradições da vida nos provocam e nos fazem observar coisas absurdas e inacreditáveis: há gente que não quer tomar a vacina contra a covid. Muita ignorância, tanto por não receber a informação, como por receber e ser ignorante, não a aceitando. E pior, não são as pessoas mais humildes e pouco escolarizadas. Há médicos morrendo porque não se vacinaram. Não se vacinaram porque discutem as vacinas. As mesmas que tomaram quando crianças e que lhes beneficiaram tanto, ou aquelas que jamais contestaram quando as recebiam para viagens para zonas endêmicas, nas suas pescarias. Paciência! Tem quem acredite que a terra é plana...


CINEMATECA

APM programa retomada da Cinemateca para 2022 A Cinemateca é um evento tradicional da APM Taubaté. Realizado mensalmente, na sexta-feira da terceira semana, o encontro tem o propósito de cultuar grandes obras do cinema nacional e internacional.

a tradição, o filme será um faroeste dos bons. Neste dia, escolheremos o filme para fevereiro. Depois, seguiremos a lista que fora interrompida pela pandemia”, informou Dr. José Paulo Pereira, Diretor Social da entidade.

Médicos, membros da Diretoria e amigos da entidade reúnem-se para assistir filmes, debater enredos e compartilhar de um saboroso coquetel.

Ainda de acordo com o Diretor, medidas de segurança serão aplicadas para resguardar a saúde dos participantes. “Todos vacinados, usando máscara, com distanciamento possível. Assim será para todas as atividades”, esclareceu. A programação será informada via e-mail com os nomes dos filmes e as datas de exibição. Todos estão convidados!

Fotos: Ana Cláudia Bohler

Em decorrência do isolamento social imposto pela covid-19, as sessões foram suspensas em março de 2020. Mas, diante do cenário de controle da pandemia, os diretores consideram retomar a atividade no início de 2022, inaugurando a agenda de eventos para o próximo ano. “Reiniciaremos a Cinemateca em janeiro. Mantendo

Cinemateca: momento de reencontrar os amigos e conversar sobre a Sétima Arte

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HOMENAGEM

Taubaté se despede de três grandes nomes da Medicina Em novembro, a cidade de Taubaté se despediu de três grandes representantes da Medicina: Dr. José Arthur Lessa (Pediatra), Dr. Antônio de Oliveira Vargas (Ortopedista) e Dr. Guaracy Domingues Pereira (Ortopedista).

Como entidade representativa da classe, prestamos esta homenagem aos parceiros falecidos, para relembrar e enaltecer a excelência com que exerceram a profissão médica.

Profissionais que conquistaram o respeito dos colegas e a admiração dos pacientes, e que deixaram um legado de contribuição à Saúde e à vida de muitas pessoas.

Aos familiares e amigos, registramos a nossa solidariedade. Aos queridos Dr. Lessa, Dr. Vargas e Dr. Guaracy, desejamos a paz eterna.

JOSÉ ARTHUR LESSA

oferecendo-lhes a cura e melhor qualidade de vida.

Muitos adultos que hoje circulam pelas ruas de Taubaté, já passaram pelo consultório do Dr. José Arthur Lessa, enquanto eram crianças.

Em paralelo aos atendimentos, participou de importantes debates políticos e contribuiu com o fortalecimento do associativismo médico. Por dois mandatos seguidos, ocupou o cargo de presidente da APM Taubaté, durante os períodos de 1973 - 1975 e 1975 - 1977. Ajudou-nos a construir a nossa história e a obter conquistas na luta pela Defesa Profissional.

Graduado no início dos anos 60, no Rio de Janeiro, optou por dedicar a sua carreira ao cuidado dos pequenos. Durante toda a sua trajetória, que contabiliza mais de 50 anos, atendeu milhares de meninos e meninas,

Infelizmente, partiu no dia 10 de novembro.

Foto: Arquivo | APM Taubaté

“O Lessa era filho de militar, de quem herdou a postura sempre reta e o comportamento sempre correto. As pessoas achavam-no severo, mas entendiam que era o seu jeito de ser, pois jamais desrespeitou ninguém. No início de sua carreira, em Taubaté, fundou com um grupo de outros pediatras a ‘Clínica Infantil’, que, por muitos anos, foi referência da especialidade na cidade. Por muitos anos, atuou como Pediatra no antigo Hospital Santa Isabel, hoje Hospital Escola. Manteve um consultório particular muitíssimo conceituado, sendo admirado pelos seus pacientes pela competência, respeito aos ditames da profissão e seriedade. Para sempre será muito lembrado e servirá de exemplo para seus amigos, familiares e clientes.” À frente da APM Taubaté, Dr. Lessa ocupou a Presidência nos biênios 1973 - 1975 e 1975 - 1977.

Depoimento de Dr. José Paulo Pereira, amigo de Dr. Lessa e parceiro na diretoria da APM

ANTÔNIO DE OLIVEIRA VARGAS Desde a infância, vivida na cidade de Tremembé / SP, em meados dos anos de 1950, Antônio já demonstrava apreço pela ciência e pelo cuidado com a vida. No desfrutar da juventude, a vocação pela Medicina se manifestava com mais intensidade e anunciava, para aquele menino, que seu futuro seria tratar das pessoas. Acolhendo aquele dom e amadurecendo-o para um propósito de vida, decidiu que se tornaria médico. Dali em diante, viveu para estudar e se capacitar.

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Foi admitido no curso de Medicina da Universidade Federal Fluminense, em Niterói / RJ, e obteve a graduação em 1970. Escolheu a Ortopedia e Traumatologia como especialidade profissional. Em sua trajetória, no Rio de Janeiro, fez passagem pelo hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto. Ainda em terras cariocas, ocupou o cargo de Segundo-Tenente Médico da Marinha. De volta ao Vale, Dr. Vargas atuou no Hospital Regional do Vale do Paraíba, no Hospital Universitário de Taubaté e no antigo Hospital São Lucas.


HOMENAGEM Na década de 80, passou a lecionar na Universidade de Taubaté. Também realizou trabalhos filantrópicos, e era proprietário da clínica “Rocha Vargas”, localizada no bairro Jardim das Nações. Fora do consultório, gostava de pescar e viajar. Tinha

interesse por conhecer outros países e novas culturas. Lamentavelmente, faleceu em 2 de novembro. Deixou a esposa, dona Maria Odete, duas filhas, Adriana e Patrícia, quatro netos e um bisneto.

“Meu pai era humilde, tranquilo, focado, educado, caridoso e bondoso. Foto: Reprodução

Foi um pai presente, sempre preocupado com todos. Nosso eterno herói! Como médico, era um excepcional profissional e altruísta. Sempre priorizou a saúde dos pacientes, sem se preocupar com as suas condições financeiras.” Depoimento de Adriana Maria de Oliveira Vargas, filha de Dr. Vargas e fisioterapeuta Aos pacientes, Dr. Vargas oferecia dedicação e empatia. Aos familiares, bondade, humildade e tranquilidade

GUARACY DOMINGUES PEREIRA Em 26 de dezembro de 1954, na cidade de Santo Antônio do Pinhal / SP, nascia Dr. Guaracy. Mas foi em Taubaté que ele deu os seus primeiros passos rumo ao sonho de ser médico. Tornou-se acadêmico da Faculdade de Medicina de Taubaté e, em 1986, obteve a graduação. Na mesma instituição, ingressou para a residência em Ortopedia e Traumatologia, dedicando-se à formação da especialidade durante o período de 1988 a 1990. Ainda em solo taubateano, constituiu família e construiu a sua trajetória profissional. Atuou nos maiores centros médicos da cidade e fundou a “Clinfortt”, clínica de Ortopedia e Traumatologia, localizada no Centro.

a covid-19. O processo de tratamento, que ocorreu três meses na UTI e três meses na enfermaria, fez com que o médico, que naquele momento tinha se tornado paciente, lutasse pela vida, mesmo muito debilitado. Ao fim de angustiantes 169 dias, a conquista da “alta médica” trouxe alívio e alegria para todos aqueles que torciam pela sua recuperação: familiares, amigos, pacientes, colegas e equipe hospitalar. De volta ao aconchego do lar, Dr. Guaracy recebeu carinho e cuidados para fortalecer a saúde e retomar à rotina. Porém, os danos causados pela doença foram devastadores e enfraqueceram aquele gigante. Ele fez a partida em 15 de novembro e deixou a esposa, dona Maria Augusta, e três filhas, Nicole, Mayza e Laryssa.

Desde abril de 2020, Dr. Guaracy travava uma luta contra

Foto: Reprodução

“A bondade que ele tinha era sem igual! Tinha carinho pelos pacientes e tratava a todos igualmente. Com a notícia do falecimento, inúmeras foram as mensagens que recebemos do tanto que ele fez bem para as pessoas. Além de médico, tornava-se amigo.” Depoimento de Nicole Franch Pereira, filha de Dr. Guaracy e médica Em todos os lugares que trabalhou, Dr. Guaracy conquistou o respeito dos colegas e o carinho dos pacientes

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RETROSPECTIVA

Meu 2021 em uma foto O ano de 2021 foi intenso, cheio de desafios. Um período em que ficamos à mercê das limitações da pandemia e, consequentemente, sofremos impactos no trabalho, nas finanças, no convívio social e na qualidade de vida.

foi imunizada contra a covid-19 e as regras de segurança adquiriram flexibilidade, o acesso à “liberdade” tornouse uma reconquista. Fazer o que se gosta e estar perto de quem se ama ganharam um novo significado: o sentido de gratidão pela vida e o compromisso de viver o “agora”, de desfrutar de cada momento.

Diante da necessidade de sobrevivência, tivemos que nos adaptar à nova realidade. Em casa e na rua, temerosos, cumprimos com nossas funções e realizamos nossas tarefas, na medida do possível.

Com o desejo de contar histórias, buscamos ocasiões especiais vividas durante esta jornada. Entramos em contato com colegas médicos e pedimos para que eles compartilhassem episódios marcantes registrados em 2021.

Trata-se de uma temporada que irá gerar muitas lembranças. Dela teremos recordações de dificuldades, de lamentações, mas de superações também.

Conheça-os nos relatos a seguir.

“

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Na foto, Diogo Mussi, meu marido. Dra. Bruna Pevide Médica Oftalologista / Taubaté

”

A trabalho com a Seleção Brasileira de Handebol no Mundial do Egito 2021. Uma grande experiência no exercício da Medicina. Dr. Alexandre Paiva Médico Ortopedista (Especialista em Medicina do Esporte) / Taubaté

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Momento de grande alegria e emoção, quando divulgamos a todos amigos e familiares a espera do nosso bebê, Luca.

”

Foto: Arquivo | Dr. Alexandre Paiva

Foto: Arquivo | Dra. Bruna Pevide

Nesta fase atual, em que grande parcela da população já


RETROSPECTIVA

“

Comemorando depois de termos passado momentos difíceis na pandemia e estarmos fortes e saudáveis para recomeçar!

Foto: Arquivo | Dra. Ana Paula Pereira

”

Dra. Ana Paula Pereira Médica Ginecologista e Obstetra / Taubaté

Em 10 de fevereiro de 2021, no Centro Médico NG, fui surpreendido pela minha paciente, Luciana Siqueira Paulo, que conquistou o troféu de primeiro de lugar na UltraMaratona de Passo Quatro / MG, percorrendo uma distância de 72km.

Foto: Arquivo | Dr. Johnny Tah Ji Ng

“

A foto mostra meu retorno às competições de mountainbike, parada há quase 2 anos. Fechando a temporada com vitória na ‘Ultramaratona Ironbiker’, em Mariana / MG.

Um grande exemplo de ultra conquista, junto com a Acupuntura, para superação da dor e reabilitação de Lesão Esportiva, que limitava a alta performance desta paciente.

”

Foto: Arquivo | Dra. Ana Carolina da Matta Ain

Dr. Johnny Tah Ji Ng Médico Especialista em Acupuntura / Taubaté

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Em janeiro de 2021, no Hospital Municipal Universitário de Taubaté, tomar a vacina contra a covid foi como uma gota de esperança. Foi a certeza de que a vida iria melhorar, poderíamos voltar a reencontrar os familiares e amigos, as crianças voltariam para a escola, e tudo mais.

”

Dra. Ana Carolina da Matta Ain Médica Alergista e Imunologista / Taubaté

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RETROSPECTIVA

“

Tirei esta foto depois de uma meditação incrível. Foi no começo do ano e estava sozinha em casa. Na verdade, estava muito bem acompanhada de mim mesma! E esta foi uma descoberta incrível! Que para estar bem com os outros, primeiro precisamos estar em paz e feliz conosco mesmo.

Foto: Arquivo | Dra. Tarcila Taborda

”

Dra. Tarcila Taborda Médica Dermatologista / São José dos Campos

Foto: Arquivo | Dr. Pedro Marcitelli Neto

“

Pós-plantão com a família é muito bom! Por mais momentos assim em 2022!

Foi a primeira vez que saímos em família, desde que nos trancamos. Estávamos eu; meu esposo, Cristiano Jerônimo; minha mãe, Nicelma; meu pai, Dr. Paulo Pereira; e minha filha, Aurora. Fomos levados pela Aurora ao Museu da Imigração Italiana de Quiririm. Ela visitou-o pela escola, nos contou e nos levou para conhecer.

”

Dra. Andrea de Carvalho Pereira Médica Dermatologista / Taubaté

” Foto: Arquivo | Dra. Andrea de Carvalho Pereira

Dr. Pedro Marcitelli Neto Médico Pediatra / Taubaté

“

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Um café da manhã na fazenda com a minha esposa, Renata Marcitelli, e minha filha, Marina.


MATÉRIA DE CAPA

“ESTÁ FALTANDO OLHO NO OLHO!” Comunidade médica discute a importância de humanizar a relação médico-paciente Retomando as atividades sociais, a APM Taubaté promoveu, na noite de 11 de novembro, uma mesa redonda para discutir um tema bastante polêmico: a relação médico-paciente. O propósito do encontro era compartilhar experiências e expor opiniões sobre o atual cenário dos atendimentos na área da Saúde, que sofreu grandes mudanças nos últimos anos, e a importância da humanização nas consultas e internações. Conduzido pela Presidente da Regional, Dra. Luciana da Cruz Noia, o bate papo contou com a presença dos médicos José Paulo Pereira, Pedro Chiavegato, Ricardo Marcitelli, José Carlos Silva, Maria Elisa Moreira, e do estudante de Medicina, Rafael Augusto Pereira. No início do debate, cada participante relatou o desafio de estabelecer vínculos com os pacientes dentro de suas especialidades médicas. Dr. Ricardo Marcitelli, pediatra há 25 anos, com vivência em clínicas e hospitais, contou que os atendimentos acontecem com melhor fluidez dentro do consultório. “A relação médico-paciente é mais fácil de ser elaborada no consultório, porque o paciente se expõe mais e a Medicina se desenvolve com melhor qualidade”, explicou. Ainda de acordo com o médico, no segmento da Pediatria, existem duas vertentes de relacionamento:

com as crianças/os adolescentes e com os pais, condição que exige maior capacidade de diálogo entre as partes. Dr. Pedro Chiavegato, respeitado homeopata, com passagem em várias partes do Brasil, esclareceu que na especialidade é fundamental que o médico promova a “linguagem do olhar”, enxergando com técnica e sensibilidade a pessoa que está à sua frente. Segundo ele, é preciso dedicar tempo e atenção ao paciente, ouvindo o que ele tem a dizer, percebendo o seu comportamento e questionando a sua personalidade. “Se eu não escutar o paciente, eu não vou saber os sintomas da enfermidade, nem os do próprio paciente - se ele é ciumento, se fala dormindo, se acorda bem humorado, se é sensível ao sofrimento do outro. Isso é fundamental para a busca do tratamento adequado”, relatou.

“

Como saber se o paciente ficou satisfeito com o atendimento? É só observar a maneira com que ele saiu da consulta.

Reunidos, representantes da classe médica discutiram o atual cenário dos atendimentos na área da Saúde

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”

Dr. Pedro Chiavegato


MATÉRIA DE CAPA

Estiveram presentes no bate-papo Dra. Luciana da Cruz Noia, Dr. José Paulo Pereira, Dr. Pedro Chiavegato, Dr. Ricardo Marcitelli, Dr. José Carlos Silva, Dra. Maria Elisa Moreira, e o estudante de Medicina, Rafael Augusto Pereira

Dra. Maria Elisa Moreira, infectologista com 41 anos de graduação, possui vasta experiência no atendimento ao Programa de AIDS, e na formação acadêmica de estudantes de Medicina. Devido ao contexto em que atua, um ambulatório para tratamento de pessoas com o vírus HIV, a médica esclarece que as relações acabam sendo muito delicadas e particulares. “É preciso ter disponibilidade ao outro, empatia e compaixão”, enfatizou. Também presente na reunião, Dr. José Paulo Pereira, com cerca de 50 anos dedicados à Clínica Médica, contou que exerceu o papel de “Médico de Família” por muito tempo, chegando a consultar os doentes em suas próprias casas. De acordo com ele, durante a consulta, o médico quer estabelecer um acordo com o paciente, não um conflito. “Sempre usei um chavão em meus atendimentos: ‘O ser humano está apoiado num tripé - corpo, mente e social. A sua doença pode estar em qualquer um deles. Eu preciso conversar com você para saber onde está o seu problema’”, relatou. Dr. José Carlos Silva, radiologista experiente de Taubaté, frisou que a sua área não exige proximidade com o paciente. “Na Tomografia, Ressonância Magnética e Raio X, a gente não vê o paciente. Chega para nós o pedido médico e o motivo do exame. O método que possibilita fazer contato com o paciente é a Ultrassonografia”, esclareceu. Partilhando o seu ponto de vista, Dra. Luciana da Cruz Noia, oftalmologista com atuação no Vale e em São Paulo,

traçou um paralelo entre a rapidez dos atendimentos médicos e o desperdício de dinheiro no sistema de Saúde. “Há um contexto que obriga o médico a atender rápido, e acaba gerando uma quantidade enorme de pedidos de exames, o que acaba sendo dispendioso para o próprio sistema. Não valorizar o médico é contraproducente e dispendioso”, pontuou. Ainda analisando este cenário, segundo a Presidente da APM Taubaté, é percebida uma mudança no perfil dos novos médicos. “O que observo é que as gerações que estão se formando agora, por conta da tecnologia que facilita muito os atendimentos, não estão promovendo conversas, não olham no olho. Por isso, é importante valorizar o médico, senão, a relação se perde, o paciente sai insatisfeito, e ainda é mais caro”, constatou.

“

É preciso retomar o conceito do Médico de Família, com acolhida ao paciente, diagnóstico bem feito e aderência ao tratamento.

”

Dra. Luciana da Cruz Noia

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MATÉRIA DE CAPA

“

A mudança tem que começar na formação, valorizando a pessoa do paciente, a pessoa do profissional e o trabalho coletivo. Dra. Maria Elisa Moreira

”

Membro desta nova geração, Rafael Augusto Pereira, estudante da Faculdade de Ciências Médicas de São José dos Campos - Humanitas, também acredita que este comportamento seja uma questão geracional. “Minha faculdade tem processo de humanização. Nos ensinam formas estratégicas de abordagem para acolher o doente e ouvir a sua queixa. Mas há muita gente desinteressada em aprender isso”, lastimou. Analisando os colegas, o jovem avalia que há estudantes que defendem e praticam a humanização do atendimento, porém, ainda são poucos. “Minha geração é o problema, mas também a salvação. Ainda há quem se humaniza e queira salvar mundos”, disse.

Na sequência, os presentes avaliaram o relacionamento que se estabeleceu entre as equipes de Saúde, os pacientes com covid-19 e os familiares, durante o período da pandemia. Para eles, os recursos tecnológicos foram uma importante ferramenta para conectar pessoas e transmitir informações. “A covid-19 viabilizou a prática da Telemedicina. Impôs o confronto entre a tecnologia e o humano, fazendo com que os hospitais emitissem boletins para as famílias e promovessem videochamadas”, comentou Dra. Maria Elisa Moreira. Em termos de Telemedicina, chegou-se à conclusão que os atendimentos tendem a acontecer de forma híbrida, num conjunto de consultas online e exames físicos. “A Telemedicina jamais vai substituir a relação que ocorre presencialmente entre médico e paciente”, enfatizou Dr. José Paulo Pereira. Ainda sobre o tema, os médicos defenderam a necessidade de regulamentação do segmento. Caminhando para o fim do encontro, a Presidente da APM reconheceu a importância do debate para despertar de novas ideias, e comunicou que a entidade vai promover novos encontros durante 2022. A participação da comunidade médica é fundamental!

Fotos: Ana Cláudia Bohler

Dando continuidade ao debate, o grupo discutiu diversos fatores que podem contribuir para a atual precarização

do trabalho médico, dentre eles, o estabelecimento do formato PJ (Pessoa Jurídica) como vínculo trabalhista, a verticalização dos Planos de Saúde, a emergencialização da Medicina, e a superespecialização dos profissionais.

Durante o encontro, foram citados o “Juramento de Hipócrates” e frases célebres que traduzem o princípio da relação médico-paciente

“Curar ocasionalmente, aliviar frequentemente e consolar sempre.” Ambroise Parè

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REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Desafios e tendências em um cenário pós-pandemia Por: Comunicação - APM Regional SJC

Profissionais, autoridades e gestores ligados à saúde participaram do evento “Ideias e Debates - Saúde: Desafios e tendências em um cenário pós-pandemia”, realizado pela Jovem Pan FM São José dos Campos, no dia 4 de outubro. A programação incluiu nomes de peso, como o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn; José Luiz Gomes do Amaral, presidente da APM Estadual; Rosana Gravena, vice-prefeita e secretária de Saúde de Jacareí; Carlos Alberto Maganha, diretor técnico do Hospital Municipal de SJC; Danilo Stanzani, diretor técnico da Santa Casa de SJC; e David Alves de Souza Lima, médico psiquiatra e vice-presidente da APM SJC. David Souza Lima participou do Painel 4 com a palestra “Saúde Mental e sua Relação com a Pandemia”. A programação, com inscrições gratuitas e abertas, pôde ser acompanhada tanto pelo público presencial, no Parque Tecnológico da cidade, como à distância, pela Internet.

Uma das maiores investigações já feitas sobre a “covid longa”, cujos resultados foram publicados em abril pela revista científica Nature, revela que curar-se da doença é apenas o primeiro dos obstáculos a serem vencidos após o contágio pelo coronavírus. Segundo o estudo, as necessidades de atenção e tratamento multidisciplinar para pacientes com sequelas da covid-19 irão aumentar, e enfrentar este desafio exigirá o aproveitamento da infraestrutura ambulatorial existente, o desenvolvimento de modelos escaláveis de saúde e integração das especialidades para melhorar a saúde física e mental dos sobreviventes a longo prazo.

Fotos: Divulgação / APM SJC

“O evento foi muito interessante, pois mostrou um

panorama regional do cenário da saúde no momento atual, ainda de pandemia, mas que se encaminha para a busca de soluções e encaminhamentos para as questões que terão de ser resolvidas a partir de agora”, afirmou o vice-presidente da APM São José dos Campos. “Hoje sabemos que a covid-19 é uma doença sistêmica, que deixa muitas sequelas, inclusive quadros de depressão e ansiedade. De fato, notamos um aumento de casos de pacientes com estes sintomas pós-covid em nosso consultório.”

O vice-presidente da APM São José dos Campos, David Alves de Souza Lima, falou sobre saúde mental e sua relação com a pandemia

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Da esq. para a dir.: Danilo Stanzani, diretor técnico da Santa Casa de SJC; José Luiz Amaral, presidente da APM Estadual; Othon Mercadante Becker, presidente da APM SJC; e David Alves de Souza Lima, vicepresidente da APM SJC


Vamos falar de costumes, vamos falar de festa, vamos falar de vinho!

Foto: Divulgação

REGIONAL GUARATINGUETÁ

Por: Dr. Antonio Diniz Torres Cardiologista, Membro da APM

Várias são as regiões produtoras de vinho ao redor do mundo. E o que observamos é que as pessoas têm o costume de beber o vinho produzido em seu país, por vezes sem mesmo provar, por curiosidade ou quaisquer outros motivos, os vinhos de outros países. No Brasil, o vinho ainda está conquistando os apreciadores, tem “muito chão” para percorrer. Mas o importante é que já começou. Curiosamente, durante estadia na Austrália, sabendo que seria recepcionado por família amiga, resolvi levar uma garrafa de cachaça para presentear os meus anfitriões. Após uma semana de conversas e passeios, por termos trocado informações sobre os nossos antepassados (italianos da parte deles e portugueses de minha parte), decidi acrescentar uma garrafa do clássico vinho do Porto, naturalmente português. Não poupei esforços na busca, quer em lojas especializadas, quer em supermercados, mas não tive êxito. Em todas as lojas, foram-me oferecidos um vinho “Port Wine” australiano e todos mostraram desconhecer o vinho português. Não desejo que cheguemos a este ponto,

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mas espero que os vinhos brasileiros, os nossos nacionais, cada vez mais se façam presentes nas casas brasileiras. Os espumantes estão liderando esta conquista. Espumante é alegria, é comemoração, e alegre é a alma do povo brasileiro! O vinho espumante produzido na região de Champagne, na França, é denominado Champanhe. O vinho espumante produzido em outras regiões é denominado “Espumante”. Com a chegada do verão e com as festas de fim de ano, os espumantes saem disparados convidando para as confraternizações. Os espumantes brasileiros têm sido premiados e reconhecidos pela qualidade, em vários concursos internacionais. Os produtores estão sempre desenvolvendo pesquisas para aprimorar o prazer que a bebida pode promover. Os espumantes são tão sedutores que os estudos não param. Em busca de sensações melhores, especialistas modificaram a forma da taça de serviço do Champanhe, e esta, hoje, se encontra na sua quarta versão. Passou de uma forma bojuda, baixa e aberta para uma taça de linhas retas, assemelhada à taça do drink Dry Martini. Na sequência, mudou para uma taça comprida, alta e fina, conhecida como flûte (ou flauta). Agora, surge exuberante com uma forma que lembra a flor tulipa, e que batiza a taça. As inovações não param, e há uns dez anos o Champanhe, quebrando o clássico tabu que preconizava que não se toma vinho com gelo, lançou uma apresentação própria para ser

servida com uma pedra de gelo, é o Champanhe ice. Com uma nova proposta, o espumante ganha uma versão menos pomposa, menos alcoólica, versátil para acompanhar vários momentos, e que se reinventa para estar presente no cotidiano das pessoas. Assim é o vinho! Vivo, dinâmico e com saúde para estar presente em nossas mesas (vida) por muito tempo. Sendo esta a última edição de 2021, desejo “Boas festas” para todos e um ano próximo de saúde, sucesso, paz, e que o Criador nos permita superar esta fase que a pandemia de covid-19 provocou. Lembrando sempre que IN VINO VERITAS IN ACQUA SANITAS. Se beber não dirija!

Foto: Divulgação

Sabemos que desde o século XVI há plantação de uvas e produção de vinho no Brasil. Mas somente no século XIX, com a imigração italiana, é que a cultura do vinho ganhou força e hoje, mais de 100 anos após, podemos observar o aparecimento efetivo do hábito de consumir vinhos no país. O vinho ganha espaço na mesa das famílias brasileiras, nas comemorações e para complementar as refeições.


Foto: DABM

DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO

União e equilíbrio Por: Gestão DABM | 2020 - 2021 “A união conquista o que com equilíbrio se constrói”

Com o fim do ano se aproximando, a Gestão 2020 / 2021 do Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro (DABM) está em clima de encerramento de ciclo. A atual diretoria assumiu nos últimos meses de 2020, no auge da pandemia que mudou e balançou a vida de todos. Para os alunos da Faculdade de Medicina de Taubaté não foi diferente. O ano de 2021 iniciou com a busca pela vacinação dos alunos do Internato, que frequentavam diariamente as Unidades de Saúde e precisavam ser incluídos na imunização dos profissionais do município. Assim, com diversas reuniões, ofícios e cobranças aos responsáveis, o Diretório Acadêmico conseguiu que estes alunos fossem vacinados juntos com os profissionais da saúde. Posteriormente, mais para o fim do primeiro semestre, o DABM teve papel fundamental na luta para a vacinação dos alunos do Ciclo Clínico, que possuem uma expressiva carga horária em ambiente ambulatorial e hospitalar, e que não estavam tendo as devidas aulas nestes locais por conta da falta das vacinas e da superlotação do hospital. Devido a este cenário, foi necessário ter estas atividades práticas substituídas para o ambiente dentro da universidade, afetando o aprendizado no contato com o paciente. Além do prejuízo causado pela pandemia com as atividades práticas, os alunos dos ciclos Básico e Clínico tiveram aulas on-line mantidas durante todo o primeiro semestre de 2021. E mesmo com todas as dificuldades trazidas pela pandemia, o pagamento integral das mensalidades se manteve durante todo o período. Apenas no segundo semestre, após o DABM lutar pelo desejo da imensa maioria dos alunos para o retorno das aulas teóricas presenciais, foi liberado o retorno híbrido para esta modalidade de ensino. O DABM também continuou trabalhando com a parte social e a discussão política, que são alguns dos pilares do órgão. Foi realizada a Campanha de Doação de Sangue em parceria com o Hemocentro de Taubaté,

e organizada uma equipe de alunos para auxiliar na Campanha de Vacinação contra covid-19, na cidade. Ainda, no dia 15 de maio, foi realizado o “XVIII Fórum de Educação Médica Universitário de Taubaté” com o tema “O SUS e os desafios da saúde pública”, que teve a participação de sete palestrantes especialistas e quatro tradutores de libras visando aumentar o acesso da população taubateana. Ademais, em julho, o Diretório promoveu pela primeira vez o evento “Me formei, e agora?”, no qual foram discutidos assuntos como gestão financeira, seguro e carreira médica, para os alunos da FMT que estão próximos da formatura. Outro pilar social do Diretório Acadêmico é a “Farmácia Comunitária Benedicto Montenegro”, a “Farmacinha”, que lutou durante toda a pandemia para se manter aberta o máximo possível e atender a população taubateana que necessita de remédios gratuitos para tratamentos. Durante a pandemia, a “Farmacinha” precisou sofrer uma renovação em todos os seus serviços para se adequar aos protocolos de segurança. Por fim, a diretoria do DABM encerrou a sua gestão com a notícia sobre o segundo ano seguido do “reajuste zero”. O feito foi resultado de todas as ações realizadas e lutas enfrentadas pelo órgão durante o período de pandemia. Foram inúmeros ofícios, reuniões, análises da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual para realizar os devidos questionamentos sobre as contas da Universidade de Taubaté. Com isso, o lema da atual diretoria não poderia ter sido mais verdadeiro: “A união conquista o que com equilíbrio se constrói”. A união foi primordial para a atual gestão poder guiar e conquistar todas as demandas dos diversos eixos do DABM. Com equilíbrio, construímos a melhoria para o curso de Medicina e enfrentamos as mais diversas hostilidades deste ano tão difícil. A atual gestão encerra o ano de 2021 com a “cabeça erguida” sabendo que cumpriu o seu dever.

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CLUB APM - O CANAL DE COMPRA DOS MÉDICOS

Natal... Réveillon... Férias Comemore-os economizando! No período entre dezembro e fevereiro, os gastos se multiplicam. É o momento do ano em que acontecem muitas trocas de presentes, em que se organiza as comemorações de Natal e Réveillon, em que se planeja as férias de verão, entre tantas outras despesas. Consciente dos prejuízos orçamentários e solidária aos membros que nos apoiam, a Associação Paulista de Medicina gera estratégias que visam facilitar a vida do médico. Uma destas ferramentas é o CLUB APM, um canal de compras online que oferece variedade, praticidade e economia para o associado. Fazendo compras pelo CLUB APM, o afiliado se depara com: Facilidade de navegação pelo site; Segurança no controle de dados; Acesso a marcas renomadas no mercado; Diversidade de produtos e serviços; Descontos exclusivos e condições diferenciadas de pagamento. Basta acessar o site “clubapm.com.br” e conferir as ofertas das empresas parceiras. Acompanhe, na sequência, algumas das oportunidades disponíveis no portal.

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Foto: Divulgação

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Boas Festas! Perto de completarmos dois anos de combate à pandemia, aguardamos ansiosamente pela chegada de um novo ciclo. Um período em que a saúde se reestabeleça, a economia se fortaleça, e o crescimento pessoal aconteça. Para atrair a prosperidade, a diretoria da APM Taubaté compartilha votos auspiciosos com os amigos e parceiros da entidade. A todos, desejamos um Feliz Natal e um 2022 repleto de conquistas!

Foto: Reprodução

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O ano de 2021 foi cheio de lutas. Foi uma batalha em que tivemos derrotas, mas, principalmente, vitórias. Que 2022 seja um ano de muita esperança, união e fé, e que sinalize a tão esperada mudança que todos nós ansiamos.

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Dra. Luciana da Cruz Noia Presidente

Foto: Ana Cláudia Bohler

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Dr. José Paulo Pereira Diretor Social

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Foto: Ana Cláudia Bohler

A pandemia começa a amenizar. Já poderemos ter um Natal mais alegre um pouquinho, com nossas famílias e com nossos amigos. Que as lições que estes tempos passados nos ensinaram, nos permitam ver a vida com mais paz e fraternidade. Bom Natal a todos!

Desejo aos colegas médicos e médicas um aconchegante Natal junto com familiares e amigos, tendo Deus no coração de todos e orações voltadas ao restabelecimento de um convívio social, em que a saúde esteja em primeiro lugar.

Foto: Ana Cláudia Bohler

Dr. Camillo Soubhia Junior Diretor Tesoureiro

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Dizer que 2020/21 foram anos perdidos para a pandemia significa não compreender a dádiva de continuarmos vivos. Apesar de tudo, pudemos continuar trabalhando, mesmo nos expondo ao terrível vírus. Alguns de nós faleceram, outros, como eu, perderam entes queridos. No momento atual, há um vislumbre de esperança para 2022. Vamos partir, literalmente, para o abraço. Agradecer e ser feliz. Que venha o Ano Novo! Dr. Ronaldo Abraham Diretor Tesoureiro

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LITERATURA

Uma viagem chamada 2021 Por: Francci Lunguinho *Texto reproduzido da internet (cronicascariocas.com) *Conteúdo adaptado

Estou preparando a minha mudança. Ela será psicológica. Decidi que, ao me mudar, deixarei os momentos mais sombrios do outro lado, num lugar para onde jamais voltarei. Chegou a hora de arrumar as malas. Separar o que desejo levar e pôr na bagagem só o essencial: a parte que me faz bem. Numa lista pequena, apenas com os itens mais necessários, escreverei decisões, paixões e nomes de pessoas cujo futuro quero compartilhar. A viagem que já começou é um trem apressado, que não estaciona na porta para aguardar os acomodados. Medos, fraquezas e vaidades não serão convidados. Sim, eles darão um jeito de seguir meus passos, fazer a mesma viagem, mas serão subservientes, e me pedirão permissão cada vez que quiserem ocupar um espaço dentro de mim. Serei rígido com eles, esta é a minha promessa de ano novo. Preciso abrir mão do ego para me sentir livre. Apenas parar de me preocupar com coisas as quais não posso controlar.

É lógico que vou errar, mas tenho certeza que irei me divertir no percurso. Do lado de lá, quando o calendário tiver virado, viverei como se todas as datas fossem de momentos únicos num playground cheio de filhos com seus pais. O futuro é o meu entardecer. E nas longas noites de tristezas, não me sentirei só. Repousarei ao lado do meu amor para velar meu sono. Terei mais tempo para comemorar a vida na companhia dos meus melhores amigos. Falarei mais de paz e esperança. O melhor que tenho a fazer é não desistir. Preservar meus sentimentos mais honestos. Tudo agora irá depender do que colocarei dentro das malas para ter o merecimento nesta jornada que estou prestes a fazer.

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Imagem: Zé Dassilva

Imagem: Brum

HUMOR


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26ª Edição - Revista Médicos do Vale by APM Taubaté - Issuu