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25ª Edição - Revista Médicos do Vale

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O P ÇÕ E S Ú N I CAS D E I N V E ST I M E N TO


ÍNDICE

Rua Engenheiro Fernando de Mattos, 134 Centro - Taubaté/SP (12) 3632.3818 E-mail: taubate@apm.org.br Site: apmtaubate.com.br Facebook: APM-Taubaté_Oficial Instagram: @apmtaubate Fachada da sede Regional Taubaté Foto: Ana Cláudia Bohler

DIRETORIA

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PALAVRA DA PRESIDENTE Dra. Luciana da Cruz Noia

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OPINIÃO Dr. José Paulo Pereira

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APM REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO Dr. Nelson Guimarães Proença

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CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Presidente: Dra. Luciana da Cruz Noia Vice-presidente: Dr. Oscar Cesar Pires 1º Secretário: Dra. Maria Teresa Torres Frota 2º Secretário: Dr. Izac Alessandro Batista de Souza 1º Tesoureiro: Dr. Camillo Soubhia Junior 2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham Diretor Científico e Cultural: Dr. Flavio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Auro Fábio Bórnia Ortega

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HOMENAGEM

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MATÉRIA DE CAPA

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APM REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Dr. Othon Mercadante Becker

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APM REGIONAL GUARATINGUETÁ Dr. Antonio Diniz Torres

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DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO - DABM

EXPEDIENTE

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SAÚDE E BEM-ESTAR

Secretária: Denizi Morais Jornalista responsável: Ana Cláudia Bohler/ MTB: 57.484 Designer: Vanessa Almeida

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CLUB APM

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ARTE

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LITERATURA

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HUMOR

CONSELHO FISCAL Titulares: Dr. Marcos Roberto Martins Dr. Pedro José Chiavegatto da Silva Dr. Jorge Miguel Kather Netto Suplentes: Dr. Milton Gauch Dr. Antônio Javier Salan Marcos

Esclarece-se que as colunas assinadas nesta publicação não condizem, necessariamente, com a opinião da diretoria da APM. Desta forma, fica registrado que as opiniões emitidas nos referidos textos são de exclusiva responsabilidade dos autores. Periodicidade: Trimestral Tiragem: 600 exemplares Circulação: Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte/SP Impressão: Resolução Gráfica - Taubaté/SP


Uma oportunidade para a solidariedade

Foto: Reprodução

PALAVRA DA PRESIDENTE

Por: Dra. Luciana da Cruz Noia Presidente - APM Regional Taubaté

Desde o primeiro caso detectado no Brasil, em março de 2020, já se passou quase um ano e meio. Neste tempo, fomos pouco a pouco aprendendo a conviver com esse novo inimigo. Inicialmente tomados por pânico, não sabíamos como nos proteger, qual a real ameaça da pandemia. Muitas perguntas e ninguém sabia satisfatoriamente a resposta... Aos poucos, fomos aprendendo sobre as diversas manifestações do vírus, sobre o que funciona e o que não funciona para evitá-lo. O que é viável e o que é quase impossível se manter. Uma das surpresas positivas nesta epidemia foi a rapidez do desenvolvimento das vacinas. Não contávamos que poderíamos ter uma vacina comercialmente disponível no curto intervalo de tempo que tivemos. A combinação do desenvolvimento tecnológico nesta área, a existência de linhas de pesquisa muito avançadas para vacina de coronavírus - devido à epidemia de SARS em 2003, o esforço conjunto de inúmeros grupos com centenas de linhas de pesquisa para a vacina, os recursos financeiros nunca antes concentrados num mesmo esforço, e as muitas pessoas dispostas a participar como voluntários na fase 3 da pesquisa clínica, fizeram com que a vacina estivesse disponível em tempo recorde.

voltou a assolar duramente a população mais carente. Cientes de nossa Responsabilidade Social, a APM Taubaté lançou uma campanha de arrecadação de alimentos e cestas básicas, com o fim de sensibilizar não só seus associados, mas todas as pessoas que nos relacionamos, a respeito deste tão grave problema. Os alimentos doados foram encaminhados ao Fundo Social de Solidariedade de Taubaté (FUSSTA), que tem visto crescer de maneira importante a procura por cestas básicas. Embora a atual campanha tenha terminado, envio um pedido especial a quem puder colaborar, para contribuir com o Fundo Social neste momento tão crítico. O momento é de aprendizado, e a solidariedade, sem dúvidas, é um destes aprendizados. O momento também é de pesar pela morte do Dr. Joaquim Mendes de Castilho Netto, Presidente regional da APM Taubaté entre 1983 - 1985. Nossos sinceros sentimentos a sua família.

Estamos neste momento com quase metade da população brasileira tendo recebido a primeira dose da vacina, e cerca de 20% totalmente imunizadas. O ritmo de vacinação finalmente acelerou consideravelmente, e temos a perspectiva de antes do fim do ano ter vacinado toda a população elegível.

No entanto, temos muitos problemas ainda por resolver. A pandemia trouxe consigo uma piora ainda maior da situação econômica do país, que ainda sofria com a última crise econômica. Castigou ainda mais duramente os setores de serviços, em especial os trabalhadores informais, que se concentram nas classes sociais menos favorecidas. Com isso, a nossa histórica desigualdade social se mostrou de forma mais acentuada, e a fome

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Foto: Ana Cláudia Bohler

Esperamos que as novas variantes não comprometam o controle da pandemia, mas fato é que atualmente temos uma perspectiva mais esperançosa do que prevíamos incialmente.

No dia 15 de julho, Dra. Luciana da Cruz Noia e Dr. Camillo Soubhia Junior, Tesoureiro da APM Taubaté, promoveram a entrega dos alimentos arrecadados durante a campanha. As doações foram destinadas ao FUSSTA, representado pela coordenadora Livia de Lima Kako Dominoni


OPINIÃO

Foto: Reprodução

Reunião da turma Por: Dr. José Paulo Pereira Diretor Social - APM Regional Taubaté

Vamos passar dois anos sem nos reunir.

como irmãos.

Já passamos muito mais do que isso, mas a diferença é que não fazia tanto tempo de nossa formatura e nem era por uma pandemia que não nos reuníamos, mas por falta de tempo.

Naquela mocidade, tudo se fixava em nossos sentimentos de maneira indelével. Vivíamos juntos e as glórias de uns eram, também, de todos. Isso cria um elo inquebrantável e, pelo resto de nossas vidas, tudo o que fazemos tem alguma coisa a ver com o que fizemos, naquele tempo.

Mais alguns anos e temos os cuidados com os filhos, despesas grandes, tudo para dificultar nossos encontros. Agora, com tantos anos de formados, já teríamos mais condições, e vem esta maldita pandemia a nos atrapalhar. Passo momentos longos meditando sobre a escola, os anos na faculdade, os colegas, os amigos, os professores, os funcionários. Cada momento e cada amigo representam uma saudade grande. Histórias engraçadas, outras tristes, dificuldades e vitórias, bons e maus momentos. Somando tudo, dá uma vida cheia de virtudes e alegrias. Faço um esforço danado para não mencionar os amigos que “partiram antes do combinado”. Cada vez que um deles vem à memória, dá uma mágoa e ameaça rolar uma lágrima. É que os companheiros com os quais convivemos por seis anos, conquistando a credencial para as nossas vidas, ficam gravados em nossos corações

O dia da formatura. Dr. José Paulo Pereira e os colegas compartilharam a vida acadêmica de 1963 a 1968, na Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil. Hoje, Faculdade de Medicina da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro)

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Mas, na vida tudo se arranja. Surgiu o computador, a internet, o WhatsApp e, através dessas coisas, conversamos todos os dias. Acabamos sabendo mais das pessoas do que se estivéssemos juntos. Sempre tem alguém para se lembrar de um aniversário, de um acontecimento, de um fato ocorrido com um colega e, em instantes, todos tomam conhecimento daquilo. Inevitável dizer que, também, das tristezas. A conclusão é que temos dentro de nós alguma coisa muito boa que se chama saudade. Ela traz de volta tudo o que foi bom, e, por isso, ficou gravado. Com jeito, estas coisas vão mexendo com nossas emoções e, como que em um delírio, revivemos tudo. E que coisa boa é reviver tudo o que vivemos! Como dá orgulho ver um antigo colega sendo professor renomado ou um empresário bem sucedido! Como é bom saber daqueles que voltaram para suas terras, em todos os recantos deste país e hoje mostram, com orgulho, seus filhos já formados, vitoriosos! Como é bom ver os netos dos amigos e imaginar que eles devem ser tão felizes como todos os avós existentes! Como é bom viver estas recordações e sentir que tudo valeu a pena!

Em comemoração aos 50 anos de formados, a turma recebeu uma homenagem do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, em novembro de 2018

Fotos: Arquivo | Dr. José Paulo Pereira

Por muitos anos, depois de formados, trabalhamos muito. Ou temos compromissos que nos impedem de encontrar os amigos. Somos professores, dirigentes de entidades médicas, funcionários públicos, empresários da Saúde, compromissados com o dia a dia e tanta coisa... Alguns colegas moram no exterior, outros em recantos distantes, sempre trazendo dificuldades.


Foto: Reprodução

APM REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO

As flores também nos advertem Por: Dr. Nelson Guimarães Proença Ex-Presidente da APM (Associação Paulista de Medicina) e da AMB (Associação Médica Brasileira)

Nasci na cidade de São Paulo, há quase 90 anos. Ali cresci e estudei, formei em Medicina, fiz prática médica e carreira docente. Sou grato à cidade em que vivi. No dia a dia da vida, na Capital, as preocupações com o clima se limitavam a saber se iria chover, fazer frio ou calor, se havia ou não necessidade de agasalho. Em São Paulo, isto era o bastante. Somente quando já estava chegando aos 30 anos, conheci Campos do Jordão. Sua beleza logo me conquistou. Serra da Mantiqueira, 1.600m de altitude, foi um amor à primeira vista, não tardei a comprar minha própria casa, para melhor vivenciar as belezas da Serra! A beleza da paisagem e os benefícios do ar puro, a tranquilidade que nos cercava, foram fatores que nos tornaram jordanenses, por adesão. Fecho os olhos por alguns minutos e busco recordar com maior nitidez, aqueles anos. Estando os olhos fechados voltam as imagens do passado, relembro como eram características as várias estações climáticas, em Campos do Jordão. E como elas me encantavam! Mês de maio? Céu inteiramente azul, tempo seco, próprio para longas caminhadas. Eram tantos e tantos os caminhos a percorrer, tantas as belezas que precisavam ser vistas e apreciadas. Encantadoras! Mês de julho? Temperaturas abaixo de zero eram habituais, ao amanhecer as geadas estavam cobrindo os campos, estes passavam do verde ao branco.

Setembro? Era preciso ter paciência para esperar o início da primavera, quando floresciam todos os arbustos, todas as árvores, que haviam descansado durante o inverno. E foram tantas as árvores vindas de fora, de lugares longínquos, que se adaptaram ao clima de Campos do Jordão e enriqueceram sua paisagem, contribuindo todos os anos para a magnitude de sua primavera. Muitas destas árvores e plantas já existiam em minha propriedade, outras foram por mim plantadas e floresceram. Azaleias e hortênsias, agapantos e manacás, antúrios e caliandras, tantas e tantas outras. Depois, o Verão. Nunca muito quente, ao contrário, sempre agradável e com temperaturas que mal chegavam aos 30 graus. Por fim, o Outono, logo a chegada de um novo mês de maio! Tudo se repetindo, ano após ano, para nos manter encantados e fieis à paixão por nossa Campos do Jordão! Vejo agora as mudanças ambientais que alteraram profundamente as estações climáticas. Tomo como exemplo o inverno do ano que passou, em 2020. Foram raros os dias com temperaturas baixas, justificando acender as lareiras. A lenha ficou guardada, para este ano. Agora, o que ainda mais nos alarma, notícias vindas de outras partes do mundo. A questão do clima é muito preocupante, sabemos todos.

rigorosamente as estações do ano, descansando durante o inverno, deixando para exibir seus botões de flores na primavera. E quando esta chegava e os botões de flores abriam, os canteiros inteiramente floridos representavam um espetáculo deslumbrante, que persistia até o verão. Nestes dois últimos anos, olhando para eles, vejo como estão com seus ciclos vitais desorganizados. Agora não há mais estações do ano bem marcadas, que indiquem às plantas quando é chegada a hora de florir, quando é hora de descansar! Os vegetais exibem nos canteiros modestos buquês de flores raquíticas, inexpressivas. Estou saudoso dos tempos em que a própria Natureza se encarregava de conduzir as árvores e os canteiros, tornando-os preparados para suas exuberantes floradas, nas ocasiões apropriadas. As flores estão nos advertindo, pedindo para cuidar melhor deste Planeta Terra, antes que seja tarde demais. Estou entre os que colocam a preservação da Natureza e do Clima como os objetivos principais a serem alcançados, no mundo de hoje. Mas estou chegando aos 90 anos, será que ainda poderei contribuir para evitar a catástrofe? Não sei responder a esta indagação. Talvez esta crônica despretensiosa possa ser entendida como modestíssima contribuição.

Meus canteiros de flores obedeciam

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CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL

Hospital Regional do Vale do Paraíba é finalista em concurso do Ministério da Saúde Em abril, o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), lançou o “1º Prêmio de Prevenção e Controle do Câncer”, concurso voltado para as secretarias estaduais e municipais de todo o país, cujo objetivo era reconhecer as ações de melhoria do acesso à população e organização do cuidado à saúde da mulher. Através desta iniciativa, experiências de destaque no âmbito de prevenção e controle do câncer ganhariam visibilidade, de modo a reforçar a importância da integralidade e da coordenação do cuidado. A participação consistia na apresentação de um vídeo elaborado pelas equipes de saúde que compunham a Rede de Atenção Oncológica de cada instituição. O material deveria abranger prevenção; rastreamento e/ ou a detecção precoce do câncer de mama; linha de cuidado e humanização; cuidados paliativos; acesso e regulação; qualificação do SUS; e organização da Rede durante a pandemia de covid-19.

Nossa região esteve representada através do Hospital Regional do Vale do Paraíba. Por meio do vídeo “Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacon) - Taubaté (SP)”, a instituição recebeu o título de finalista, junto de outras seis concorrentes. Tratou-se da única componente do Estado de São Paulo, nesta fase da competição. No dia 7 de julho, em uma cerimônia transmitida ao vivo pelos canais do Ministério da Saúde, cinco instituições foram homenageadas e receberam um troféu pela vitória. A Associação Paulista de Medicina saúda a todos os participantes do concurso por desempenharem um louvável e fundamental serviço ao segmento oncológico do país. Em especial, parabenizamos o nosso grande parceiro, Hospital Regional do Vale do Paraíba, que embora não tenha recebido o prêmio, tem reconhecido o excelente tratamento e a calorosa acolhida que oferece à população.

Fotos: Divulgação

Para chegar à etapa final, as mais de 30 instituições inscritas seriam avaliadas e classificadas pela criatividade

e inovação; capacidade para produzir melhorias de acesso; alinhamento com as Políticas de Atenção à Saúde; e capacidade de resposta às crises.

Hospital Regional é finalista do “1º Prêmio de Prevenção e Controle do Câncer”, dentre 30 instituições concorrentes

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A instituição Valeparaibana alcançou a etapa final do concurso através do vídeo “Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacon) Taubaté (SP)”


HOMENAGEM

O adeus a Dr. Joaquim Mendes Castilho Netto Nascido em Quiririm, Joaquim Mendes Castilho Netto era filho de fazendeiros. Durante a juventude, dedicou-se aos estudos em Taubaté. Mas, quando as responsabilidades da vida adulta surgiram em seu caminho, optou por se mudar para o Rio de Janeiro, onde cursaria a Faculdade Nacional de Medicina da Praia Vermelha, no fim da década de 50. Descoberta a sua vocação na área médica, decidiu se especializar em Cirurgia do Aparelho Digestivo. O apego à terra natal e o presságio de que grandes oportunidades estariam por vir, fizeram-no voltar a Taubaté.

seu falecimento. Sua esposa, Dona Maria Cecilia Rachou Castilho, faleceu dias antes, em 10 de julho. É com profundo pesar que a APM se despede do amigo e ex-presidente, Dr. Castilho. Agradecemos sua dedicação à entidade, saudamos os momentos em que pudemos compartilhar da sua presença, e reverenciamos a sua exímia dedicação à Medicina e ao povo taubateano. Da mesma forma, deixamos registradas nossas condolências aos filhos, também médicos, familiares e amigos.

Durante a sua carreira, atuou nas maiores referências locais de Saúde, onde conquistou muitos amigos. Trabalhou no antigo Hospital Santa Isabel, que se tornou o Hospital Escola e, na sequência, fez passagem pelo Hospital Santa Isabel de Clínicas (Hosic), hoje, Hospital Regional do Vale do Paraíba. Também realizou atendimentos no Hospital São Lucas.

Foto: Arquivo | APM Taubaté

Possuía o título de cofundador da Unimed de Taubaté, através do qual participou de diretorias diversas em cargo de Conselheiro. Entre muitas atribuições de seu currículo, era médico concursado pelo INSS e médico da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Em ambas instituições, prestou serviço durante muitos anos. No ramo da política, participou ativamente dos debates e das decisões de Saúde do município, chegando a ocupar a presidência da Associação Paulista de Medicina no período de 1983 a 1985. No dia 13 de julho, foi comunicada a triste notícia de

Dr. Castilho deixa um grande legado profissional e de amizade, tendo sido muito querido por seus pacientes e pelos colegas médicos. Dr. José Paulo Pereira | Diretor Social - APM Taubaté

“

“

Dr. Joaquim Mendes Castilho Netto ocupou o cargo de presidência da APM Taubaté no biênio 1983 - 1985

“

Dr. Camillo Soubhia Junior | Ex-presidente - APM Taubaté

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“

A lembrança que o Dr. Castilho nos deixa é a de um profissional sério, comprometido com a ética e a boa prática da Medicina. Como presidente de nossa APM, deixou um legado que até hoje nos incentiva a continuar a fazer parte desta Associação, e a lutar pela defesa dos direitos dos médicos frente a desmandos dos tomadores de serviço, posto que ele era um incansável lutador e não admitia atitudes não coerentes com o bem-estar da classe. Sua ausência deixa-nos saudosos, porém, cremos que de algum lugar ele estará nos apoiando e nos incentivando a continuar o nosso trabalho.


MATÉRIA DE CAPA

UNIDOS NA SAÚDE E NA SOLIDARIEDADE Com apoio de parceiros, APM arrecada alimentos para população carente de Taubaté Como cidadãos, somos espectadores das transformações que o mundo sofre por conta da pandemia. Nos noticiários, nas redes sociais, nas rodas de conversa, diariamente nos deparamos com informações sobre o avanço da pandemia no que diz respeito ao número de mortos, à expectativa pela vacinação total da humanidade, e aos prejuízos financeiros causados pela desaceleração dos negócios. Como profissionais da Saúde, somos testemunhas oculares da letalidade do SARS-CoV-2, e dos esforços sub-humanos necessários para salvar vidas e impedir que a covid-19 se alastrasse ainda mais.

a entidade estivesse instalada. Em Taubaté, após diversas discussões sobre o tema, a Diretoria optou por angariar alimentos não-perecíveis e cestas básicas. A campanha “Unidos na Saúde e na Solidariedade” foi oficialmente lançada em 18 de abril, e contou com o suporte de cartazes, e-mails, vídeos e postagens na internet para disseminar a ideia e arrebanhar possíveis colaboradores.

Atenta aos desastres ocorridos em nosso país, a Associação Paulista de Medicina idealizou uma campanha institucional e convocou suas Regionais para promoverem iniciativas de solidariedade. Em todo o Estado de São Paulo, a APM promoveria a arrecadação de itens indispensáveis à sobrevivência, os quais seriam destinados à população carente dos municípios em que

O compromisso de Responsabilidade Social faz parte dos pilares estatutários da APM. Segundo a presidente, Dra. Luciana da Cruz Noia, a entidade tem sua história indissociável da assistência à população taubateana. “A APM Taubaté tem uma participação histórica, tanto como instituição, como na figura de seus associados, na formação e aperfeiçoamento do sistema de saúde pública, e sempre zelou pela qualidade da assistência médica na região. Vários de seus membros foram figuras importantes na implantação do SUS na região, na estruturação do hospital Escola, Hospital Regional, e no sistema de atendimento médico como um todo, no ensino de Medicina, sendo professores e diretores da faculdade”, ressaltou.

Com o apoio de doadores, a APM arrecadou 152 quilos de alimento e 25 cestas básicas, em dois meses de campanha

Os alimentos foram destinados ao Fundo Social e serão distribuídos a municipes carentes, cadastrados pela Prefeitura

Fotos: Ana Cláudia Bohler

As perdas são globais. O planeta todo sofre. O prejuízo é coletivo.

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MATÉRIA DE CAPA

Arrecadação e entrega Em 14 de julho, a campanha foi encerrada. No dia seguinte, a presidente da APM, Dra. Luciana da Cruz Noia; o Tesoureiro, Dr. Camillo Soubhia Junior; e a secretária da entidade, Denizi Rodrigues, promoveram a entrega dos mantimentos no “Centro de Convivência do Idoso”, localizado na Vila Marli. A unidade pertencente à Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão Social do município. Ao todo, foram coletados 152 quilos de alimentos e 25

cestas básicas, os quais seriam geridos pelo Fundo Social de Solidariedade de Taubaté (FUSSTA) e destinados a munícipes carentes, assistidos pela Prefeitura. A psicóloga e responsável pela coordenação do órgão, Livia de Lima Kako Dominoni, agradeceu à APM pela iniciativa. “Auxilia-nos, e muito, podermos atingir um número maior de famílias e pessoas em situação de vulnerabilidade. A Prefeitura é imensamente grata à APM pelas doações”, frisou.

Fundo Social de Solidariedade O FUSSTA faz parte do Poder Executivo municipal e tem como princípio gerar ações assistenciais que possam acolher, amparar e orientar os cidadãos, de acordo com suas necessidades e particularidades.

Segundo a funcionária, o órgão atende, além da comunidade, a instituições cadastradas no Conselho Municipal e a casas de recuperação. Doações - desde alimentos, roupas, até móveis - são recebidas durante todo o ano e podem ser acordadas pelo telefone 36217567.

Foto: Ana Cláudia Bohler

De acordo com a coordenadora Livia Dominoni, a maior carência do município é a alimentar. “Estamos atentos em prover, pelo menos o básico, para os munícipes. O FUSSTA não tem um número fixo de famílias assistidas; varia de acordo com o número de doações que

recebemos. Contamos com o auxílio dos equipamentos de Assistência Social da Prefeitura para mapear as famílias de maior vulnerabilidade”, explicou.

Denizi Rodrigues, Dr. Camillo Soubhia Junior e Dra. Luciana da Cruz Noia (à dir.), representantes da APM, fizeram a entrega das doações no dia 15 de julho, à coordenadora do FUSSTA, Livia de Lima Kako Dominoni

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MATÉRIA DE CAPA

Parcerias

Além da própria sede institucional, outros postos de coleta foram instalados pela cidade para viabilizar o fluxo de doações.

Tratou-se de um suporte fundamental, já que grande parte do saldo de alimentos arrecadados era oriundo dos funcionários que trabalham nestas unidades.

Foto: Ana Cláudia Bohler

Estes pontos de arrecadação foram implantados no

Hospital Regional do Vale do Paraíba (HRVP), no Hospital Municipal Universitário de Taubaté (H-MUT), na +Nove (Clínica de Medicina Diagnóstica), e no Laboratório Oswaldo Cruz.

Foto: Tamires Navas (H-MUT / RH - UGP)

A APM Taubaté contou com a ajuda de grandes parceiros para disseminar a campanha.

Posto de coleta: Hospital Municipal Universitário de Taubaté

Posto de coleta: clínica +Nove Medicina Diagnóstica

Foto: Magda Felix Pereira

Foto: Ana Cláudia Bohler

Posto de coleta: Hospital Regional do Vale do Paraíba

Posto de coleta: Laboratório Oswaldo Cruz Unidade Centro Taubaté

Agradecimento A APM Taubaté registra sincera gratidão a todos os doadores, conhecidos ou desconhecidos, que se compadeceram com o propósito da campanha e praticaram a solidariedade através da partilha do alimento. Aos Diretores e amigos da entidade, aos médicos e funcionários do HRVP, do H-MUT, da Clínica +Nove e do Laboratório Oswaldo Cruz, e ao FUSSTA, reiteramos

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nossa admiração pelo princípio da generosidade, e fortalecemos os nossos agradecimentos pelo precioso apoio que somaram a nossa campanha. Todos ganhamos! Quem promove, quem doa, quem recebe. Que a bonança faça parte do lar e da vida de todos vocês!


Covid-19: Quem cuida da saúde dos médicos?

Foto: Divulgação

APM REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Por: Dr. Othon Mercadante Becker Presidente - APM Regional São José dos Campos

Atualmente, uma nova lógica de mercado invadiu o sistema de saúde, com administradores totalmente alheios à nossa profissão, trazendo palavras de ordem a nós, médicos, com as quais não estávamos acostumados, como “racionalização de mão de obra, produtividade, economia de escala, lucratividade, capital de risco, fusões, incorporações etc”. Isso tem levado a um convívio diário ainda mais intenso com a ansiedade, tensão permanente, a pressão para se tomar decisões muito rápidas, que podem significar a vida ou a morte dos pacientes, o que tem deixado os profissionais de saúde exaustos. Não se pode jamais esquecer que somos seres humanos cuidando de outros seres humanos. Cuidamos de nossos pacientes e suas famílias, com a missão de levarmos conforto a eles, mas não podemos deixar de nos permitir os cuidados com o nosso equilíbrio interior. Acredito que uma boa parte de nós, médicos, enquanto é possível, disfarçamos os sintomas, medos e angústias de nosso cotidiano. Esta ansiedade, traduzida pelo medo do contágio, de nos contaminarmos, ou contaminarmos os familiares. Além disso, e o mais importante, o sentimento de impotência diante do

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risco permanente de morte, nos leva a protelar por muitas vezes ajuda médica, só procurando-a quando a situação já é crítica. Não é incomum que alguns de nós negligenciem a própria saúde e, por vezes, conhecendo o seu diagnóstico, entrem em negação de sua doença, com medo do que vão ouvir de outro colega. De acordo com levantamentos feitos, de março de 2020 até fevereiro deste ano, morreram 25,9% mais profissionais de saúde do que durante todo o ano de 2019, com causas de morte diretamente relacionadas com a pandemia.

Portanto, vamos nos cuidar e não ter vergonha de pedir o auxílio de um colega médico, algo que talvez não seja confortável, mas neste momento de pandemia se faz muito necessário. A APM de São José dos Campos estará sempre ao lado dos médicos e também não vê a hora que essa pandemia passe para que possamos voltar a nos encontrar presencialmente. Enquanto isso, CUIDEM-SE!!!

A maior parte ocorreu por complicações da covid-19 ou por doenças relacionadas ao estresse, como AVCs, IAMs, depressões, suicídio etc. Muitas vezes, como já comentei, rotinas de trabalho exaustivas e a falta de acesso a EPIs contribuem com esta triste estatística que temos observado. Esta crise extraordinária que vivemos só pode ser ultrapassada com a solidariedade e união de todos, sem exceção. Desdenhar da importância de se usar máscaras, debochar do isolamento social, ridicularizar as vacinas são atitudes que se apresentam como gestos de desrespeito com quem está arriscando a sua vida para salvar a dos outros. Todos nós, médicos, e principalmente aqueles colegas que trabalham no “front da guerra” contra a covid-19, não escapamos dos altos e baixos, dos dias de angústia, dor e (des)esperança, e o receio de carregarem o vírus consigo e o transmitirem para sua família, para seus entes mais queridos.

Foto: Stock Adobe

Essa pergunta pode até parecer incoerente, uma vez que a figura médica, com certa frequência, é vista como impedida de apresentar sinais que indiquem uma possível fragilidade em sua saúde. Mas não podemos nos esquecer que a pandemia da covid-19 e outras doenças não escolhem suas vítimas. Todos nós podemos ser atingidos nos mais variados graus de acometimento da doença.


Falando de vinho... Coquetéis com vinho

Foto: Divulgação

APM REGIONAL GUARATINGUETÁ

Por: Dr. Antonio Diniz Torres Cardiologista, Membro da APM

Falando de vinhos, também se fala dos deliciosos e encantadores coquetéis preparados com a bebida, geralmente refrescantes e muito apreciados. No verão, tem a Sangria, uma de suas versões mais populares. Também surgem no inverno sob a forma de Vinho quente, para aquecer os apreciadores deste coquetel nas noites frias da estação. O vinho é utilizado no preparo de muitas bebidas saborosas e alegres que são servidas nas mais variadas ocasiões. Vou destacar um coquetel elegante e charmoso, além de extremamente saboroso que é o Kir Royal; um drinque preparado com vinho espumante, no qual se adiciona, em uma taça flûte, o espumante bem gelado sobre uma dose de 10ml de creme de cassis, decora-se com uma cereja e ... pronto!

Já o Vinho quente é muito consumido nas nossas festas juninas, mas também está presente em reuniões de amigos nas noites frias de inverno, por várias partes do país. Como mencionado, o Vinho quente também sofre alteração no seu preparo, dependendo da região em que isso acontece. Existem locais onde ele é fortificado com a nossa brasileiríssima cachaça. Basicamente, o vinho quente é feito misturando-se ao vinho tinto, água, açúcar, canela em pau, gengibre, - suco de frutas, cachaça. Tudo aquecido em um bule diretamente no fogo e ... pronto! Sirva-se! O fato é que é extremamente reconfortante e, por que não dizer, reconstituinte, beber uma boa caneca de vinho tinto com os amigos nas noites frias de inverno! Relembrando... se beber não dirija, pois se IN VINO VERITAS IN ACQUA SANITAS.

Foto: Stock Adobe

Embora os coquetéis sejam bebidas que se destacam pelo visual e possuam um requinte muito bem explorado pelos filmes e séries de Hollywood, a Sangria e o Vinho quente são, na realidade, bebidas que fazem parte dos costumes populares nas mais diversas regiões do planeta. Ambas as bebidas têm origem europeia e em cada região onde são apreciadas recebem adições que acrescentam personalidade típica ao coquetel.

A conhecida Sangria espanhola é o resultado da mistura de vinho tinto podendo ser branco ou espumante -, suco de frutas, pedaços de frutas, açúcar e gelo, compondo um coquetel refrescante para tornar mais agradáveis os dias de verão.

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Foto: DABM

DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO - DABM

Reinventando o modo de ajudar Por: Gestão DABM | 2020 - 2021 “A união conquista o que com equilíbrio se constrói”

A Farmácia Comunitária Benedicto Montenegro, carinhosamente apelidada de “Farmacinha”, já soma mais de 50 anos de existência e contribuição com a comunidade taubateana, oferecendo medicamentos gratuitos a toda população.

esta fase, nós, do DABM, sempre estivemos arquitetando maneiras de atender a população de Taubaté sem expor as pessoas ao risco de contaminação, e também planejando formas de conseguirmos um maior número de doações através de campanhas midiáticas.

A iniciativa de sua criação surgiu da vontade dos alunos do Diretório Acadêmico Benedicto Montenegro (DABM) da Faculdade de Medicina de Taubaté em auxiliarem a população mais carente, a qual, muitas vezes, não conseguia cumprir com o seu tratamento médico por não possuir condições de arcar com os altos custos de suas medicações.

Assim, surgiu a ideia de funcionarmos por meio de agendamentos, e, felizmente, este método tem sido muito eficaz.

Desde a sua criação, a Farmácia é totalmente administrada pelos alunos da Medicina pertencentes ao Diretório, além de contar com uma farmacêutica voluntária, a Thaís, que é indispensável ao nosso trabalho. Desta maneira, o objetivo da “Farmacinha” é promover auxílio à saúde e por isso, recentemente, foi registrada como uma instituição filantrópica, transformando-se em uma Organização Não Governamental (ONG), aumentando seu potencial para ajudar a população de Taubaté. Por sermos uma instituição sem fins lucrativos, funcionamos por meio de doações de medicamentos, as quais advém de médicos da região, alunos e ex-alunos da Faculdade, familiares de alunos, e também da própria população. Assim que estas doações chegam até nós, elas são separadas e organizadas para serem ofertadas para aqueles que mais necessitam. É importante ressaltar que não trabalhamos com medicamentos que necessitam de retenção de receita médica.

Sendo assim, a mídia foi nossa grande aliada na retomada de nossas atividades durante a pandemia. Realizamos diversas entrevistas com várias emissoras de televisão, revistas e jornais locais, os quais foram essenciais para obtenção de doações e também para que mais pessoas soubessem da nossa existência. Ficamos muito felizes com a repercussão que obtivemos, pois conseguimos atingir um público maior, podendo, assim, ajudar a um maior número de pessoas e arrecadar mais medicamentos. A Farmácia Comunitária Benedicto Montenegro está localizada no Campus do Bom Conselho, na Avenida Tiradentes, 500. Para efetuar uma doação, para informações ou agendamentos, ligue ou envie uma mensagem no WhatsApp para o número: (12) 99247-1088. Nossos atendimentos acontecem às terças e quartas das 18h30 às 19h30, respeitando as normas de segurança contra a covid-19, sendo indispensável o uso de máscara, distanciamento no local e uso do álcool em gel disponibilizado em nosso balcão. Além disso, também é necessário apresentar a receita médica para a retirada do medicamento.

Devido à pandemia de covid-19, a “Farmacinha” precisou fechar suas portas por um longo período, o que acarretou em grande perda de medicamentos. Entretanto, durante

Foto: DABM

As doações devem seguir alguns critérios: o remédio deve estar dentro do prazo de validade, ou, quando em cartelas avulsas, elas devem estar completas. Doações em dinheiro também são aceitas, para que possamos comprar os medicamentos que são mais requisitados e que estão em falta em nossas prateleiras. Durante a pandemia, os atendimentos da “Farmacinha” têm acontecido por agendamento para evitar o risco de contaminação entre os munícipes

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SAÚDE E BEM-ESTAR

Intensivista dedica-se à Arte como estratégia de escape aos desafios da pandemia A pandemia gerou impacto sobre a vida todos os seres humanos do planeta. Ricos, pobres, influentes, assalariados; todos foram desafiados de alguma forma. Para alguns, as consequências surgiram de forma mais amena. Para outros, trouxeram combates e desgastes diários. Os profissionais da Saúde foram uma das categorias mais afetadas. Lidando com a covid-19 frente a frente, tiveram seus horários de trabalho estendidos, suas vidas expostas e suas vulnerabilidades testadas. O cansaço físico crescia proporcionalmente ao avanço da doença. A escassez de leitos, a falta de vacina, o poder destruidor do coronavírus e o assustador número de mortos, depreciavam, dia após dia, o equilíbrio emocional destes cidadãos. Na dura realidade da pandemia, quem cuidava precisava de cuidados! Em nome de seu bem-estar, o intensivista Izac Alessandro de Souza, de Taubaté, buscou na Arte uma “válvula de escape” para a exaustão do trabalho. Colaborador da UTI do Hospital Regional do Vale do Paraíba, o médico compunha a equipe que atendia diretamente os pacientes internados pela covid. Em entrevista à APM Taubaté, Dr. Izac relatou como a pintura tem o ajudado em um processo de relaxamento, espiritualização e autocuidado. Autoria: Izac de Souza

APM Taubaté: Em que momento da sua vida surgiu o contato com as telas? Dr. Izac: Eu sempre gostei de arte abstrata, instalações, performances. Há anos é um dos meus assuntos prediletos. Tomei um contato mais próximo nos últimos anos, quando minha amiga e artista plástica, Cláudia Liz, me fez enxergar que eu poderia me expressar na pintura. Foi ela quem me encorajou e me “arrastou” para comprar a minha primeira tela.

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APM Taubaté: De que forma a pintura tem lhe auxiliado, de forma terapêutica, a aliviar a tensão no trabalho, inerente de uma UTI? Dr. Izac: Neste momento de reclusão e excesso de trabalho impostos pela pandemia, a pintura veio como uma forma de mudar o foco, um outro assunto.


SAÚDE E BEM-ESTAR

Autoria: Izac de Souza

Autoria: Izac de Souza

APM Taubaté: Qual é o estilo artístico de suas obras e qual é a sua grande referência? Dr. Izac: São obras não abstratas, não figurativas, chamadas de “color fields”. Faço grandes formatos, em telas de aproximadamente 2,40 x 3,60m. A referência maior neste tipo de trabalho é Mark Rothko, um pintor norte-americano de origem letã e judaica.

APM Taubaté: O que lhe inspira a criar? Dr. Izac: Na verdade, meu processo é uma tentativa de reproduzir algumas imagens mentais. São cores e formas que me aparecem, geralmente algo carregado de sensações, como um lugar abstrato que eu queria estar. A ideia de estar envolto pela substância ou estar na borda dela. Por isso, as telas são tão grandes.

APM Taubaté: Qual mensagem o senhor quer transmitir através de suas criações? Dr. Izac: Ficarei satisfeiro se alguém encontrar nelas um lugar de conforto, empatia, curiosidade e afeto. Um segundo de abstração já me parece suficiente neste momento tão caótico. Autoria: Izac de Souza

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ARTE

Cartunista viraliza na internet com ilustrações sobre a pandemia O artista iraniano Al Irezapakdel, que atua como cartunista e caricaturista, tem ganhado visibilidade nas redes sociais, nos últimos meses, devido à sensibilidade de suas obras. Os desenhos homenageiam os profissionais que têm atuado na linha de frente no combate à covid-19, demonstrando seus esforços no compromisso de salvar vidas. A seguir, reproduziremos algumas delas. Muitas outras podem ser admiradas no perfil do ilustrador, no Instagram: @alirezapakdel_artist

*Imagens reproduzidas da internet Autoria: Al Irezapakdel

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LITERATURA

Médico vira super-herói de menino de Curitiba Por: Amanda Milléo / Gazeta do povo *Texto reproduzido da internet: Tribuna (tribunapr.uol.com.br)

Nada de Batman, Homem-aranha ou Capitão América. O verdadeiro herói, na visão de Augusto Galle Vallim, de sete anos, é o seu médico otorrinolaringologista Paulo Mendes Junior. Quando chegou em casa com a tarefa de escrever uma redação em formato de carta para um herói, o menino não sabia ao certo o que fazer, e a mãe, Maria Galle Vallim, deu a dica: “Não precisa ser um super-herói dos desenhos, pode ser alguém da vida real”.

Os poucos erros de português não foram corrigidos pela mãe, que preferiu manter a integridade da carta do filho.

Foto: Reprodução

Acometido com uma infecção de garganta e com dificuldades para engolir, o menino viu na atenção de seu médico uma forma de heroísmo e reproduziu o sentimento em uma carta, a qual foi compartilhada pelo profissional em seu perfil do Instagram. Carta redigida por Augusto, 7 anos, ao seu médico, Dr. Paulo Mendes Junior

Eu, herói? Para o otorrino Paulo Mendes Junior, a emoção em se ver como herói pelos olhos de uma criança foi grande. “Ele poderia ter escolhido um super-herói de cinema, dos filmes, mas ele escolheu um médico. Isso foi muito legal. Esta sinceridade do que a gente representa para eles. Eu lembro que quando eu era pequeno também adorava os médicos que me consultavam, e eu me baseei neles para me tornar médico também. Quem sabe o Augusto siga o mesmo caminho, não é mesmo? Tomara que seja uma inspiração para ele”, disse o médico.

Charges: Ivan Cabral

HUMOR

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25ª Edição - Revista Médicos do Vale by APM Taubaté - Issuu