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22ª Edição - Revista Médicos do Vale

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ÍNDICE

Rua Engenheiro Fernando de Mattos, 134 Centro - Taubaté/SP (12) 3632.3818 E-mail: taubate@apm.org.br Site: apmtaubate.com.br Facebook: APM-Taubaté_Oficial Instagram: @apmtaubate

DIRETORIA

Sede Regional Taubaté Foto: Interativa Mix

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PALAVRA DO PRESIDENTE Dr. Camillo Soubhia Junior

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OPINIÃO Dr. José Paulo Pereira

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REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO Dr. Nelson Guimarães Proença

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TECNOLOGIA

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ELEIÇÕES APM / AMB

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EMPREENDIMENTO

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MATÉRIA DE CAPA

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REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS Dr. David Alves de Souza Lima

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REGIONAL GUARATINGUETÁ Dr. Antonio Diniz Torres

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DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO

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ARTE

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CLUB APM

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LITERATURA

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HUMOR

Presidente: Dr. Camillo Soubhia Junior Vice-presidente: Dr. Auro Fábio Bornia Ortega 1º Secretário: Dr. Oscar Cesar Pires 2º Secretário: Dra. Luciana da Cruz Noia 1º Tesoureiro: Dr. Marcos Roberto Martins 2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham Diretor Científico e Cultural: Dr. Flavio Luiz Lima Salgado Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira Delegado: Dr. Izac Alessandro B. de Souza

CONSELHO FISCAL Titular: Dra. Maria Tereza Torres Frota Titular: Dr. Pedro José Chiavegato da Silva Titular: Dr. Jorge Miguel Kather Neto Suplente: Dr. Milton Gauch Suplente: Dr. Antônio Javier Salan Marcos Suplente: Dr. Ailton Augustinho Marchi

EXPEDIENTE Secretária: Denizi Morais Jornalista responsável: Ana Cláudia Bohler/ MTB: 57.484 Designer: Vanessa Almeida

Deixa-se registrado que as informações e opiniões emitidas nos artigos assinados são de exclusiva responsabilidade dos devidos colunistas. Da mesma forma, o conteúdo dos anúncios publicitários é de competência das respectivas empresas. Periodicidade: Trimestral Tiragem: 600 exemplares Circulação: Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte/SP Impressão: Resolução Gráfica - Taubaté/SP


Novos tempos na APM

Foto: Box Criativo

PALAVRA DO PRESIDENTE

por: Dr. Camillo Soubhia Junior Presidente – APM Regional Taubaté

Aproveitando o fato de não poder haver aglomerações e, consequentemente, não podermos fazer reuniões presenciais, iniciamos há alguns meses uma importante reforma na sede de nossa Regional, com o intuito não somente de dar maior conforto aos associados mas também oferecer maior segurança e melhor aproveitamento dos espaços, para acomodar um maior número de associados. Uma coisa que sempre me preocupou foi o fato de haver somente uma entrada/saída para o auditório da APM. Caso houvesse algum sinistro, talvez um incêndio na parte inferior, a saída dos presentes ficaria dificultada. Pensando nisso, planejamos e executamos uma saída lateral independente, que se traduz em mais uma opção de fuga, caso seja necessário, reduzindo o risco de vida e dando mais segurança aos presentes. Além disso e no mesmo foco, como todos sabem, o prédio é antigo. Possuía somente uma caixa com disjuntores elétricos, a fiação já corroída pelo tempo, e que não atendia mais os preceitos de segurança editados pelos órgãos controladores desse setor. Objetivando a adequação em termos satisfatórios, trocamos toda a fiação elétrica da casa, colocamos várias caixas de disjuntores para que possamos, sem riscos, instalar os novos aparelhos elétricos com configurações atualizadas e com internet incorporada. Construímos um poste de luz na entrada, tirando a fiação que ia direto da rua para as paredes do prédio.

Dr. Camillo Soubhia Junior e Eng. Fabiola Franca em vistoria pela obra

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Também fizemos uma modificação no auditório, invertendo a entrada das pessoas, pois como se lembram, depois de começada uma palestra, os convidados entravam pela frente, desviando a atenção dos presentes. Agora, a entrada é pelos fundos e discreta, não incomodando os presentes. Além disso, colocamos um novo e mais potente ar condicionado central, e não de parede, como era, mais adequado a um auditório. Janelas, pisos e poltronas foram trocados, dando um visual bem mais moderno e elegante. No piso inferior, fizemos um novo layout, aumentando os espaços internos, cabendo agora o dobro de mesas e cadeiras, com um novo bar mais atraente e melhor localizado. Atendendo as exigências da Vigilância Sanitária, construímos também banheiros masculino e feminino no local, bonitos e aconchegantes. Enfim, temos agora uma sede que guarda os sabores do tempo distante pelo seu visual externo, honrando nossos colegas diretores que a inauguraram, porém, com um ambiente interno bonito, agradável, que fará jus às pretensões dos nossos associados. Com as eleições para a nova diretoria se aproximando, faço votos que o novo presidente tenha um mandato com muitas realizações e unindo a classe médica na luta pelos objetivos comuns. Saúde, Camillo

Foto: Ana Cláudia Bohler

Colegas,


OPINIÃO

Foto: Reprodução

Um amigo POR: DR. JOSÉ PAULO PEREIRA DIRETOR SOCIAL - APM REGIONAL TAUBATÉ

Formei-me, vim morar em Taubaté e aqui estava começando minha vida profissional, trabalhando muito e vendo boas perspectivas de sucesso. Três anos depois, já tinha meu consultório e vivia uma fase muito proveitosa de minha vida. Um dia, a secretária me fala, no intervalo de uma consulta, que dois amigos queriam falar comigo. Abri a porta e lá estavam o Cresio e o Sergio Nacif. Saíram do Rio com destino a São José, onde pretendiam começar uma carreira. Pararam aqui porque o velho Fusquinha, no qual viajavam, estourou na entrada da cidade. Descobriram que estavam em Taubaté e se lembraram de um antigo colega, conhecido como “Paulinho Taubaté”, e saíram à minha procura. Naturalmente que os levei para um café na minha casa. No trajeto, eu via pelo espelho a cara de admiração do Cresio, por me ver com um Fusquinha novo, em pouco tempo de formado. Chegando à minha casa, estava na garagem um Corcel vermelho que eu acabara de comprar para a minha esposa. O Cresio olhou admirado e perguntou: “O que é isso?”. Com o seu jeito espalhafatoso e decidido, resolveu naquele instante que não

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iria a São José e que ficaria morando em Taubaté. Se eu, que em três anos antes, saí durango da Casa do Estudante e já estava com dois carros e uma casa, aqui era o mapa da mina! Ele disse: “Vou ficar nesta cidade!”. Mal sabia ele que aquilo tudo era financiado. Então, eu teria que arranjar trabalho para os dois amigos. Já trabalhando em três ou quatro plantões na semana, não sobrava tempo de ir ao Rio, onde ficou a namorada Ana. Ela comprou passagem e veio a Taubaté. Acabou gostando e trazendo suas malas. Montaram uma casa e aqui se fixaram.

Garantia que viveria até os 91 anos, e todos acreditavam nessa expectativa, porque era muito sadio e forte. Ficou doente, eu fui vê-lo e recomendar internação. Como era de se esperar, relutou muito, dizendo que era uma dorzinha e que amanhã estaria bom. Não era assim! Era grave! Foi internado e não houve jeito. Acordamos com a notícia de seu falecimento. Muito triste estão todos em minha casa! Vou pensar em qual caminho vamos seguir sem a presença do nosso amigo. Hoje estou só pensando em como me acostumar a viver com a ausência dele.

Duas filhas, a esposa, muita disposição para o trabalho e a vontade de sempre ser vencedor. E foi! Conseguiu tudo o que pretendeu! Sua casa, seu sítio, sua clínica eram encantos, com bom gosto e harmonia. Nada mais o alegrava do que receber amigos para um churrasco, ou no sítio para grandes festas. Nunca deixava de agradecer pelas suas conquistas, dizendo que nasceu na cidade do Carmo, com seu pai trabalhador de enxada e sua mãe sempre lhe dando lições de como vencer na vida. Quando nossas crianças eram pequenas, nos adotamos como irmãos. Essa convivência me deu muitas alegrias: almoços, jantares, conversas à toa, viagens. Em tudo o que fazíamos, a presença do Cresião era indispensável. Foi envelhecendo com alegria. Sua presença representava festa.

A faculdade de Medicina tornou-os colegas; a vida, irmãos

Foto: Arquivo | Dr. Paulo Pereira

Eu morava na Casa do Estudante e, por isso, passava grande parte do meu tempo no pátio da Faculdade. Com isso, conseguia conviver com pessoas de outras turmas. Uma dessas turmas tinha duas pessoas que se destacavam por já serem mais velhas, diferentes daquela garotada recém saída do cursinho. Eram Cresio e Isidoro. O Cresio foi ficando mais íntimo, porque passou a frequentar a Casa, estudando com seus colegas de turma que lá moravam.


Foto: Reprodução

APM REGIONAL CAMPOS DO JORDÃO

Inteligência artificial: Senhores ou escravos? por: Dr. Nelson Guimarães Proença Membro da Academia Paulista de Medicina, Ex-Presidente da APM e da AMB

O que não foi previsto é que considerável parcela da juventude se tornou dependente do computador, verdadeiramente viciada, tendendo a se tornar auto segregada em seu meio social. Estatísticas indicam que o percentual dos Internet-viciados já se aproxima dos 25%. Temos, então, um novo ismo: o AIsmo. O caso que vou narrar, a seguir, é um bom exemplo. Comparece à consulta um rapaz de 16 anos, acompanhado por sua mãe. — “Doutor, estou preocupado com minhas olheiras, não gosto nem de me olhar no espelho”. Queixa incomum, em pessoa tão jovem. Olho para ele, também para sua mãe, essa faz uma expressão facial para realçar a importância da queixa. É ela quem esclarece, a seguir. — “Insisto com meu filho para não ficar sempre acordado, à noite. É isso que provoca e piora suas olheiras. E as olheiras irão aumentar se não corrigir seus hábitos, seus horários”. Compreendo a explicação, entendo que foi esse o argumento que convenceu o filho a comparecer à consulta. Ele precisa agora de minha contribuição, uma orientação. Retorno ao interrogatório clínico.

— “A senhora quer me dizer que ele passa a noite acordado, estudando?” A mãe olha para o filho, fica indecisa e não responde, pede a ele que o faça. Eu o escuto. — “Parei de estudar há mais de um ano, agora pretendo recomeçar. Há quase uma semana venho me esforçando para voltar a dormir à noite.” Ele silencia, olho para sua mãe como que aguardando uma resposta mais clara. Ela compreende e me atende. — “Ele não consegue mais se separar do computador. Isso piorou após completar os 14 anos, foi quando trocou o dia pela noite. Joga videogame, procura adversários pelo mundo todo. Senta à frente do computador à meia noite, fica até as cinco da tarde. É isso mesmo, joga 15 horas seguidas. Tenho de colocar as refeições ao seu lado.” Como ela se interrompe, parecendo aguardar que eu interviesse, comentei que estava entendendo o motivo da consulta. Continuou, então. — “Como as olheiras estão aumentando, ele concordou em mudar seus horários, aceitou voltar a estudar, também aceitou vir hoje aqui para fazer esta consulta.” Não pretendo e não preciso me alongar sobre a consulta. Ela apenas motivou preocupações que permaneceram e que motivaram esta crônica.

por psicólogo e/ou por psiquiatra. Também parece necessário conseguir sua admissão em um curso de aperfeiçoamento em informática. Assim ele poderá desenvolver sua aptidão, utilizando a AI em benefício não só de si mesmo, mas também em benefício de todos nós. Estará retornando ao mundo em que realmente vivemos. E o que mais? Sinto que esse caso me envolveu; para mim ele não se encerrou com a consulta médica. Obrigou-me a refletir. O que a mãe procurava não foi o tratamento para as olheiras, ficou evidente que precisava de auxílio para que ele possa retornar ao mundo real. Ambos esperam contar comigo. Um desafio a enfrentar! E foi pensando nesse desafio que redigi essa crônica. Quantos milhões de jovens - neste mundo global - estão neste instante colocando para nós o mesmo desafio? Temos muito que pensar, buscando encontrar as respostas adequadas. Foto: Stock.adobe

Nesta crônica vou destacar um momento especial da evolução da Humanidade, saudado como o caminho aberto para um novo mundo novo, mais amplo e mais perfeito. Estou me referindo à AI, a Artificial Intelligence. Seu desenvolvimento marcou as duas primeiras décadas deste século XXI, sua aceitação pela juventude foi universal. Tornouse instrumento indispensável para o desempenho pessoal, no mundo de hoje.

O que fazer com jovens que se lançam em um mundo sem fim, que se desprendem do mundo real? Como proceder para auxiliar jovens que estão procurando encontrar o caminho de volta? Como os ajudar? Nesse caso, sem dúvida vai ser necessária a psicoterapia, dada

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TECNOLOGIA

Plataforma gratuita oferece serviço de Telemedicina para associados APM Em abril, a Associação Paulista de Medicina firmou uma importante parceria internacional. O contrato foi estabelecido com a Teladoc Health, uma das maiores empresas de Telemedicina do planeta. O propósito era desenvolver uma plataforma digital, altamente tecnológica e segura, que pudesse conectar médicos e pacientes durante o período de isolamento social.

A PLATAFORMA A ferramenta possui sérios critérios para a efetiva realização da teleconsulta. Oferece agenda, forma de atendimento, recomendações clínicas, prescrição de exame e medicação, além de controle e gerenciamento de ações. É gratuita, segura e tem fácil navegabilidade. Os médicos podem acessá-la pelo computador e os pacientes, por aplicativo de celular - disponível nas versões Android e IOS. O contato é feito através de áudio e vídeo, seguindo os requisitos da Lei Geral de Proteção de Dados.

A iniciativa surgiu em virtude da progressão da pandemia de covid-19. A APM enxergou a necessidade de respaldar seus afiliados e viabilizar o acesso aos serviços de saúde. Era essencial que se criasse de uma ferramenta que promovesse consultas à distância, nas quais os médicos poderiam fazer o acompanhamento remoto de seus pacientes, assistindo tratamentos de baixa complexidade e monitorando casos crônicos.

TELEMEDICINA E PANDEMIA A prática da Telemedicina no Brasil foi regulamentada pela Lei Nº 13.989 e pela Portaria Nº 467 do Ministério da Saúde, em caráter excepcional e temporário. Os órgãos reconhecem a possibilidade e eticidade da utilização da ferramenta para preservar a vida dos cidadãos brasileiros durante o enfrentamento ao coronavírus. Disponibilizar de uma plataforma de Teleconsulta, testada com sucesso em várias partes do mundo, é uma solução de alto valor da APM, entidade que se preocupa com o pleno exercício da Medicina e com a saúde e segurança da população.

CADASTRAMENTO A plataforma é exclusiva para médicos associados da APM.

Para que a ferramenta seja utilizada da melhor forma, a APM disponibiliza de um curso on-line de Capacitação Básica em Telemedicina. O treinamento tem duração de 10 horas, é certificado, e só pode ser feito por profissionais com CRM ativo. O conteúdo está disponível em: www.cursosonlineapm.org.br

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Foto: Free Pik

Os interessados devem preencher um formulário de cadastramento, que se encontra na página: www.associacaopaulistademedicina.org.br/teladoc


Segunda a Sexta: 06:30 às 19h Sábado: 06:30 às 12h


ELEIÇÕES APM / AMB

Processo eleitoral define nova gestão da APM e da AMB Médicos afiliados à Associação Paulista de Medicina (APM) e à Associação Médica Brasileira (AMB) têm um importante compromisso neste ano: participar do processo eleitoral que vai definir os novos gestores dessas entidades. Os membros eleitos por meio das chapas candidatas irão assumir o comando das respectivas associações no período de 2020 a 2023. Na APM, a eleição para os cargos de Diretoria, Conselho

Fiscal e 60 Delegados (Capital) ocorrerá em fase consecutiva e ininterrupta de 24 de agosto de 2020, com início às 9h, até o dia 31 de agosto de 2020, com término às 18h. Paralelamente, obedecendo ao mesmo período, a APM irá conduzir a eleição para os cargos de Diretoria e Delegados da ABM. Em ambos processos, o voto será pessoal, direto, secreto e inviolável, não sendo aceitos votos por procuração.

VOTAÇÃO No que tange à APM, a votação será realizada exclusivamente por meio eletrônico. O associado poderá participar de duas formas: 1. Voto eletrônico à distância: Através de computador, tablet ou aparelho celular, o médico precisará acessar o portal das Eleições, gerido pela APM Estadual: http:// www.apm.org.br/eleicoes/. Em seguida, deverá fornecer as informações de login e senha. Na sequência, seguirá as orientações do sistema eleitoral para computar o voto. 2. Voto eletrônico presencial: Nessa modalidade, o associado poderá se dirigir à sede da APM Estadual ou da Seção Regional mais próxima, onde encontrará um computador, à disposição, para efetuar o voto via internet. O site da APM Estadual deverá ser acessado para que o procedimento eleitoral seja realizado. Referente ao pleito da AMB, além das opções de “Voto eletrônico à distância” e “Voto eletrônico presencial”, semelhantes à votação da APM, o associado ainda terá uma terceira alternativa: a cédula de votação. 3. Voto por correspondência: O afiliado receberá no endereço de correspondência um “kit votação”, composto de: envelope porte pago identificado com o próprio nome; instruções de votação; cédula de votação em papel de segurança (sem identificação do associado); e envelope “carta resposta” com QR CODE. Na cédula de votação, deverá ser marcado com “x” apenas o quadrante referente à chapa de sua preferência, sendo que qualquer rasura, identificação ou escrita de texto implicará na anulação do voto. A cédula deverá ser colocada dentro do envelope “carta resposta” com QR CODE e enviada para a Associação

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Paulista de Medicina, por meio da Caixa Postal 65.037 – CEP 01502-970 – Agência AC Liberdade – Código 72303301 – Avenida Liberdade, 692/698, Liberdade – São Paulo/SP. Somente serão considerados válidos os votos por correspondência recepcionados pelos Correios - ECT impreterivelmente até às 17h do dia 31 de agosto de 2020.

APURAÇÃO A contagem dos votos será iniciada logo após o encerramento das eleições, devendo prosseguir até o término, ininterruptamente. Acontecerá na sede da APM Estadual, podendo ser acompanhada pelos fiscais de votação, membros das chapas concorrentes e pela Diretoria da entidade. Fonte: APM Estadual

Através do site da APM Estadual, o associado poderá votar para a Eleição da APM e para a Eleição da AMB. Basta acessar: www.apm.org.br/eleicoes


ELEIÇÕES APM / AMB

APM Taubaté renova diretoria em 2020 Assim como a APM Estadual e a AMB passarão por processo eleitoral, a APM Taubaté também realizará seu pleito. A votação acontecerá em data única, no dia 31 de agosto de 2020, no período das 9h às 17h, na sede da entidade. Para participar, o associado deve cumprir os mesmos requisitos das Eleições APM/AMB: ser um membro efetivo da APM, inscrito até 30 de março desse ano; ter quitado, até a data das eleições, os seis primeiros meses da contribuição associativa anual; e estar em pleno gozo de seus direitos estatutários. A entidade convoca os médicos a comparecerem à urna.

Segundo o atual presidente, Dr. Camillo Soubhia Junior, a participação no pleito é fundamental para decidir os rumos da defesa profissional: “É fundamental que os médicos sejam participativos nas decisões dos órgãos que os representam. Eleger os futuros representantes é escolher os rumos da categoria médica”. E reforça: “A APM é a ‘Casa do Médico’, lugar de acolhida e de decisões para a classe. Precisamos que os associados compareçam à Eleição para exercer o direito ao voto e para trazer vigor para a nossa Regional”. O pleito da APM Taubaté possui uma única chapa concorrente. Intitulada “Classe Médica Unida”, o grupo compreende os seguintes membros e cargos:

DIRETORIA

Presidente: Dra. Luciana da Cruz Noia

Vice-Presidente: Dr. Oscar Cesar Pires

1º Secretário: Dra. Maria Teresa Torres Frota

2º Secretário: Dr. Izac Alessandro Batista de Souza

1º Tesoureiro: Dr. Camillo Soubhia Junior

2º Tesoureiro: Dr. Ronaldo Abraham

Diretor Científico e Cultural: Dr. Flávio Luiz Lima Salgado

Diretor Social: Dr. José Paulo Pereira

Delegado: Dr. Auro Fábio Bórnia Ortega

CONSELHO FISCAL Suplentes:

Titulares:

Dr. Marcos Roberto Martins

Dr. Pedro Chiavegatto da Silva

Dr. Jorge Miguel Kather Netto

Dr. Milton Gauch

Dr. Antônio Javier Dr. Ailton Salan Marcos Augustinho Marchi

Todos os médicos envolvidos já possuem relação com a APM. A candidata à presidência, Dra. Luciana da Cruz Noia, é associada à entidade há 17 anos. Em 2014, tornou-se membro da diretoria taubateana e percebeu o desejo da entidade de se aproximar das novas gerações para fortalecer a união entre a classe. Esse será um dos objetivos da sua gestão. “Como presidente pretendo mostrar aos médicos a importância de ter uma entidade médica representativa e forte. Quero conhecer mais de perto onde estão trabalhando, especialmente os mais jovens, seus anseios e principais problemas. Assim, entendendo sua importância, creio que teremos maior participação”, contou.

ASSOCIADO, ATENTE-SE ÀS ORIENTAÇÕES: Você votará três vezes: 1. Sua escolha para a APM Estadual 2. Sua opção para a ABM 3. Sua participação no pleito da APM Taubaté TODO VOTO É IMPORTANTE. PARTICIPE!

ELEIÇÕES APM / AMB Acontecerão de 24 a 31 de agosto de 2020 Através do site da APM Estadual: www.apm.org.br/eleicoes ELEIÇÕES APM TAUBATÉ Acontecerão em data única: 31 de agosto de 2020 Através de votação presencial Na Sede Regional: Rua Engenheiro Fernando de Matos, 134, Centro, Taubaté – SP

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EMPREENDIMENTO

Em busca de modernidade e acessibilidade, APM Taubaté passa por reforma estrutural Em 2020, um projeto evoluiu dos sonhos para a realidade. Após anos de planejamento, deu-se início à tão esperada reforma da sede regional. O prédio em que a APM Taubaté está instalada possui cerca de 60 anos. É uma estrutura antiga, vigorosa, porém arcaica para os tempos modernos. Já passou por cuidados de manutenção em gestões anteriores, porém, precisava de uma transformação consistente; reparos que a tornassem mais moderna e funcional. O propósito da obra, segundo a Diretoria da entidade, vai além do embelezamento do espaço. Os principais objetivos são valorizar o patrimônio da Associação Paulista de Medicina e potencializar as atividades institucionais, de modo que os futuros eventos possam atrair e acolher melhor o público. Investindo reservas financeiras e contando com o apoio da APM Estadual, a sede entrou e reforma no mês de fevereiro. A equipe, formada por cerca de 30 colaboradores, está sob o comando dos engenheiros Fabiola V. S. Franca e Amintas Ferreira da Costa Junior, e do arquiteto Fernando Soarez. Reparos estão acontecendo do alicerce ao teto. Foram realizados serviços de aterramento, drenagem e troca de piso. As paredes vão receber nova pintura e proteção

contra vazamentos. E, no telhado, há ajustes na manta térmica para aumentar a resistência à umidade. Além da parte hidráulica, o sistema de esgoto e a rede elétrica também estão sendo reformulados. De acordo com o arquiteto Fernando Soarez, os circuitos elétricos sofreram desgaste pela ação do tempo e precisaram ser refeitos. “Fizemos uma solicitação junto à concessionária para substituir o padrão de energia. Agora, temos quadros de energia no piso térreo e no superior, que vão atender melhor a demanda do prédio”, esclareceu o profissional. O arquiteto também contou que os cômodos estão recebendo iluminação LED e estrutura para dimerização, na qual há a graduação da intensidade da luz. Dependendo da ocasião, o ambiente poderá ficar mais claro ou mais escuro. A readequação da sede contempla o moderno e a tradição. Enquanto os espaços internos adquirem novos traços, a fachada não será descaracterizada. As cores institucionais verde e branca serão mantidas, mas prometem deixar a entrada mais clean e convidativa. Desde a idealização da reforma, os envolvidos buscaram gerar comodidade às instalações, além de acessibilidade e segurança ao público.

“

Reformar a sede era um sonho antigo. Precisávamos de um espaço mais seguro e acessível para o público, e mais convidativo para os nossos eventos. Agora, temos uma nova Regional, mais sofisticada e acolhedora. Venham nos visitar! Estamos de portas abertas para todos os colegas!

”

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Dr. Camillo Soubhia Junior Presidente - APM Taubaté


EMPREENDIMENTO

“

Esta Pandemia fez com que nossa profissão voltasse a ser respeitada. É hora de mudarmos alguma coisa para aumentar e manter essa conquista. A APM Taubaté está se renovando com Sede reformada, novo ânimo e nova Diretoria. Vamos todos prestigiar nossa entidade. Dr. José Paulo Pereira Diretor Social - APM Taubaté

“

”

A APM Taubaté é a ‘Casa do Médico Paulista’ nessa cidade. Ser a voz do médico do Estado de São Paulo é o papel da APM que, para cumprir seu papel, fazse presente e bem representada nas nossas principais cidades. Dr. José Luiz Gomes do Amaral Presidente - APM Estadual

“

”

É uma nova era! A APM está migrando para uma nova fase. Quem conheceu o prédio antigo vai notar a diferença.

”

Fabiola Franca Engenheira responsável pela obra

O que está mudando: Espaço gourmet e Estar social Onde a festa acontece! Os ambientes conjugados foram reformulados e ganharam mais espaço. Nas confraternizações, mais mesas poderão ser disponibilizadas para acomodar melhor os convidados. Adega climatizada e pontos USB também estão sendo providenciados.

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EMPREENDIMENTO

Cozinha A cozinha foi realocada. Possuirá nova dinâmica e novos equipamentos.

Auditório Completamente reformulado, o auditório ficará mais sofisticado e tecnológico. O ambiente contará com 54 lugares para acomodação, os quais estarão voltados para um palco elevado, que comportará até quatro pessoas. O sistema de iluminação será ajustável para cada tipo de evento e o processo de refrigeração será garantido por um novo ar-condicionado central com tubulação embutida. Acompanhando a modernização do espaço, conectores USB serão disponibilizados para carregamento de aparelho celular.

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EMPREENDIMENTO

Foyer (Salão de espera) Inédito, o foyer foi idealizado nos cômodos traseiros da sede, onde se localizava o arquivo administrativo. Anteriormente, o espaço era inacessível aos visitantes. Mas, a partir da reforma, tornou-se um ambiente otimizado, de passagem do público, e assumirá a função de rota alternativa, caso haja a necessidade de evacuação emergencial do prédio.

Banheiros

Fotos: Ana Cláudia Bohler

Os banheiros estão recebendo detalhes para oferecer maior conforto e acessibilidade.

A APM Taubaté informa aos amigos e associados que, ao fim dos trabalhos, não será realizado um coquetel de inauguração da nova sede. É grande a vontade de celebrar essa conquista, mas o momento exige proteção. A recomendação de isolamento social será acatada em preservação às vidas envolvidas. Mas, quando os impactos da pandemia minimizarem, todos estarão reunidos com segurança e alegria. Esperamos revê-los em breve!

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MATÉRIA DE CAPA

Heróis da vida real Em tempo de pandemia, profissionais da Saúde merecem destaque por coragem e dedicação Em 2020, o mundo se deparou com uma tragédia que não foi prevista. Um vírus, surgido na China no final do ano passado, espalhou-se rapidamente pelos quatro cantos do planeta e mudou os rumos da humanidade. A economia foi desacelerada, o mercado de trabalho foi prejudicado, a saúde pública foi ameaçada e a sociedade foi isolada. O ser humano teve que se recolher para preservar a própria vida. Abrigar-se em casa, reorganizar-se com as tarefas e adaptar-se à nova rotina não era uma escolha, era uma necessidade. Enquanto uns se protegiam, outros tiveram que se arriscar. Segmentos essenciais como abastecimento, limpeza, segurança e saúde permaneceram em atividade, apesar do perigo iminente. Profissionais dessas áreas tiveram que ameaçar a própria vida para garantir a sobrevivência do próximo. A esses cidadãos, as nossas reverências!

Nesta edição, a Associação Paulista de Medicina presta uma homenagem especial aos funcionários da Saúde. Médicos, enfermeiros, terapeutas, técnicos, enfim, todos os profissionais que atuam em ambientes nocivos, que se colocam à frente da tragédia, que convivem com pacientes em suspeita ou acometidos pela covid-19, que superam adversidades para salvar vidas. A vocês, concedemos o título de HERÓIS! A coragem é admirável! O trabalho é louvável! A luta é incansável! Pelos desafios diários, pelas extenuantes jornadas, pelas renúncias pessoais, registramos nossos agradecimentos - como membros da sociedade - e nossas sinceras congratulações - como entidade médica - pelo vigoroso empenho. Desejamos a todos proteção, saúde e reconhecimento, ao qual têm direito!

Dr. Izac de Souza, médico intensivista no Hospital Regional do Vale do Paraíba

“A rotina é bem puxada! O Enfermeiro tem que estar muito atento, estar bem qualificado. No começo a gente sentia bastante medo. Nós somos bem treinados e acho que agora o medo deu uma acalmada”. Ana Paula Nogueira Mendes, enfermeira UTI no Hospital Regional do Vale do Paraíba

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Foto: Milena Rodrigues

Foto: Tatiane Miranda

“O momento é de obrigação e coragem, afeto e dedicação. O medo não é a maior coisa e nem nos domina. É algo que se dissipa diante do cuidado e da euforia em ver tantos voltando pra casa”.


MATÉRIA DE CAPA

“A experiência está sendo um aprendizado muito grande! Uma experiência que, provavelmente, a gente não vai ter outra oportunidade para aprender o que a gente está aprendendo agora. Eu me contaminei, mas hoje estou bem! Graças a Deus, eu tive um quadro leve, mas é preocupante”. (Dr. Rafael Boal)

Foto: Milena Rodrigues

“Aqui, a gente se paramenta, toma banho quando sai da UTI. Fora, é tentar evitar aglomeração, ficar evitando de encostar nas pessoas. Na família, é mais complicado. Minha filha tem 8 anos e ela beija, abraça, não tem jeito! Agora, os avós, é só de longe. Faz falta!”. (Dra. Lilian Xavier)

“Desde que a UTI Respiratória do Hospital Regional foi inaugurada e iniciamos o recebimento de pacientes com COVID, foi um grande desafio! Juntava-se desde expectativas e dificuldades dos casos graves dos pacientes à própria necessidade pessoal de proteção. Então, foi algo difícil no começo, mas que nos motivou diante da necessidade de cuidar do próximo. No começo, acho que o medo era real. Agora, com a medidas de proteção e os cuidados tomados, ele já está um pouco menor, mas nunca deixou de existir”.

Foto: Arquivo | Dr. José Roberto Megda Filho

Dr. Gilson Ruivo, médico intensivista no Hospital Regional do Vale do Paraíba e Coordenador da UTI no Hospital 10 de julho, em Pindamonhangaba

Foto: Tatiane Miranda

Dr. Rafael Boal e Dra. Lilian Xavier, médicos intensivistas no Hospital Regional do Vale do Paraíba

“Atendo uma média semanal de 25 pacientes com covid-19 em meu consultório e através de Telemedicina. A doença tem várias formas diferentes e pode apresentar a forma grave, mesmo em pacientes que não fazem parte do grupo de risco. A ausência de um remédio curativo é o problema central. Minha rotina tem sido muito cansativa! Esse é, sem dúvidas, o momento mais estressante da minha carreira como médico. O medo de perder um paciente ou parente, infectar-me com a doença, e a falta de momentos de lazer deixam esse período desgastante e pavoroso. A sensação é de angústia, medo e insegurança”. Dr. José Roberto Megda Filho, médico pneumologista em Taubaté

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“Trabalho em dois Postos de Saúde, onde continuamos atendendo as gestantes. Também sou professora de Medicina na Unitau, e tivemos que readequar os atendimentos no ambulatório com os residentes. Como plantonista na Maternidade do HMUT, cito que houve uma reforma na estrutura para que os casos suspeitos tivessem fluxo isolado das demais gestantes em atendimento e em trabalho de parto. Uso máscara e protetor facial para tudo! Seguimos o protocolo de higienização. Em todos os plantões, estamos atendendo casos suspeitos. Tem sido dias difíceis! Temos medo de trazer o vírus pra casa!”. Dra. Ana Paula de Carvalho Pereira, médica ginecologista e obstetra em Taubaté

Foto: Arquivo | Dra. Ana Paula Pereira

MATÉRIA DE CAPA

Patrícia Aparecida Gomes Veloso, auxiliar de Higiene e Limpeza no Hospital Regional do Vale do Paraíba

“O estresse é muito grande tendo em conta a gravidade dos pacientes que chegam até nós. A insegurança de poder levar para casa o vírus de alguma forma, isso eu acho que nunca ameniza para nós da equipe. O que ameniza, de fato, é saber que é a nossa função, que a gente está aqui para poder ajudar a cuidar de quem está precisando. Isso que nos dá força!”.

Foto: Arquivo | Dra. Marianne Fogaça

Dra. Alessandra Áurea Rodrigues Cuginotti, médica intensivista no Hospital Regional do Vale do Paraíba

“A disseminação do vírus e o nosso contato com casos suspeitos aumentaram muito nos últimos dias. As crianças estão sendo acometidas, na grande maioria dos casos, com a forma leve da doença. Observamos uma recuperação muito mais rápida e sintomas menos intensos que nos adultos. Mas a angústia de muitas vezes não poder ter um diagnóstico confirmado pelos testes, ou a insegurança de saber como será a evolução dessas crianças, acaba sendo inevitável. Lidar com pais aflitos e inseguros também é um desafio! Particularmente, tenho procurado me manter informada do ponto de vista científico, mas também me vejo refém de sentimentos como medo, ansiedade e insegurança. Vejo-me muito mais suscetível a contrair o vírus e na pior das hipóteses, transmiti-lo aos meus familiares e contatos próximos, como colegas de trabalho”. Dra. Marianne Fogaça, médica pediatra em Taubaté, Pindamonhangaba e Caçapava

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Foto: Tatiane Miranda

Foto: Tatiane Miranda

“O que muda são os cuidados de paramentação e desparamentação e a higienização, que é muito importante. Mas medo eu não tenho, porque quando eu vou entrar dentro da UTI COVID eu coloco Deus na minha frente, então eu vou, faço tudo que eu tenho que fazer”.


“Atendo apenas na minha clínica. Desde o início da pandemia, mantive o local aberto para casos urgentes, no intuito de evitar que os pacientes precisassem procurar os hospitais por problemas dermatológicos. A rotina mudou muito! Além dos EPIs, foram adotadas novas rotinas de higienização. Os horários de atendimento também ficaram mais espaçados para que menos pessoas estejam na clínica ao mesmo tempo, e também para que os pacientes possam falar sobre sua nova rotina no período da pandemia, já que vários estão realmente isolados e precisam desse tempo para conversar um pouco”.

“Realizo meus atendimentos na Clínica de Ortopedia Taubaté. Assim que soubemos da pandemia, nos organizamos em um sistema de atendimento com horários mais espaçados para evitar muitos pacientes na sala de espera. O espaço da clínica é grande e permite o distanciamento adequado entre as pessoas. A limpeza de todos os locais de contato acontece a todo momento. Dispenser com álcool gel estão espalhados por toda a clínica. O uso de máscara é obrigatório para todos os médicos, colaboradores e pacientes. Eu ainda faço uso de Faceshield e luvas para realizar procedimentos como pequenas cirurgias, bloqueios de nervos, infiltrações, troca de curativo, etc”. Dr. Bruno Vierno de Araujo, médico ortopedista e traumatologista em Taubaté

“Fazemos reunião diária com a diretoria, comitê médico, gerentes e coordenadores para discutir as contramedidas da covid-19 e o monitoramento diário de todos os colaboradores com equipe de junta médica. Com relação aos pacientes, o trabalho de prevenção começa na porta das unidades, onde ele é recepcionado por uma enfermeira paramentada que checa a temperatura, questiona sobre possíveis sintomas e promove a higienização das mãos com álcool em gel. Para adentrar na clínica, é obrigatório o uso de máscara de proteção. No interior, todo o fluxo foi redesenhado de modo a garantir o distanciamento social. A agenda de atendimentos e tratamentos foi reorganizada para garantir o espaçamento no horário de consultas e, em alguns casos, está sendo utilizada a Telemedicina”.

Foto: IOV

Foto: Arquivo | Dr. Bruno Vierno

Dra. Tarcila Taborda, médica dermatologista em São José dos Campos

Foto: Arquivo | Dra. Tarcila Taborda

MATÉRIA DE CAPA

Equipe de Enfermagem do Instituto de Oncologia do Vale - Unidade Taubaté

Registramos nosso agradecimento aos profissionais de Saúde que compuseram essa matéria, cedendo sua imagem para ilustrar o compromisso de salvar vidas. Também agradecemos aos profissionais de Comunicação Milena Rodrigues, Tatiane Miranda e Fabiano Gaspar pela generosa colaboração.

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Médicos devem ser sempre valorizados

Foto: Divulgação

APM REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

pOR: Dr. David Souza Lima PRESIDENTE - APM REGIONAL SÃO JOSÉ DOS CAMPOS e um cuidado especial para a saúde mental desses profissionais também.

O presidente da APM São José dos Campos, Dr. David Souza Lima, afirma que a pandemia do novo coronavírus reforçou ainda mais o papel dos médicos na sociedade. Segundo ele, os profissionais que atuam na linha de frente estão sobrecarregados e a saúde mental deles também merece um cuidado especial.

Que tipo de cuidados extras os médicos estão tomando durante este período? Como os médicos estão lidando com essa pressão? Equipamentos de proteção individual específicos estão sendo adotados, não é fácil a pressão psicológica e o medo de se contaminar, além de muitas horas extenuantes de trabalho com uma tensão maior do que a maioria estava acostumada.

A seguir, a entrevista completa com o com Dr. David.

Como a pandemia reforçou o papel dos médicos? Os médicos, assim como os outros profissionais considerados essenciais, reforçaram o seu protagonismo na sociedade. Os médicos que estão na linha de frente atendendo nos prontossocorros, enfermarias e UTIs têm ficado bastante sobrecarregados. A cobrança é muito grande e a tensão também, mas percebe-se que têm atuado com muita responsabilidade e sempre pensando no melhor para o paciente. O que mudou no dia a dia da atuação dos profissionais de saúde? O modo de trabalhar com medidas sanitárias mais rigorosas. O medo de se contaminar e contaminar outras pessoas tem gerado um stress grande nos profissionais da saúde. Muito importante um olhar

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A categoria médica poderá sair mais valorizada deste período de pandemia? A APM SJC acredita que os médicos devem ser sempre valorizados, e que a pandemia mostrou e reforçou a grande necessidade e importância dos profissionais de saúde para a sociedade. É possível acreditar na descoberta rápida e segura da vacina contra a covid-19? Ou ao menos um tratamento realmente eficaz? Sim, a APM SJC acredita na ciência e que a comunidade médica mundial estão se mobilizando para que a vacina ou um tratamento eficaz esteja o mais rápido possível ao alcance de todos. Recentemente saiu um trabalho muito importante mostrando a importância da dexametasona no tratamento da covid-19. Protocolos já estão sendo mudados e a medicação já está começando a ser usada de forma rotineira, dependendo do quadro clínico que se apresente.

É possível dizer que já se atingiu o pico da pandemia no Brasil? Até que ponto o distanciamento social pode ajudar? Os dados mostram que devemos nos preocupar sim com a curva, e que o distanciamento social é uma medida muito eficaz – talvez a mais importante entre todas, porém não podemos nos esquecer de todas as outras (lavar as mãos com frequência, uso do álcool em gel, tomar um banho e trocar de roupa toda vez que chegar da rua, não entrar com sapatos em casa, uso de máscaras).

Imagem: Getty Images/AFP/K

*Entrevista publicada originalmente no blog da APM SJC no jornal OVALE


Falando de Vinho... Barril

Foto: Reprodução

APM REGIONAL GUARATINGUETÁ

por: Dr. Antonio Diniz Torres MÉDICO CARDIOLOGISTA / MEMBRO DA APM

A tanoaria é a arte de fazer ou reparar os barris. Produto artesanal que se difundiu graças à vinicultura e ao comércio de vinhos; manufaturado, pode apresentar pequenas variações, mas de forma geral tem capacidade entre 200 e 240 litros. Encontramos barris de 400 / 500 litros, sendo utilizados para envelhecimentos mais longos. Em passeios por vinícolas, é comum vislumbrarmos grandes tonéis com capacidade para 10.000 litros ou mais, usados para fermentação. Por sua vez, em parte devido ao custo elevado para o fabrico e manutenção, estão sendo substituídos por recipientes de aço inoxidável, atitude que encontra estímulo no mercado consumidor que busca produtos de boa qualidade por custos “menores”. É a vinicultura se reinventando...! São muitas as madeiras que podem ser utilizadas para a produção dos barris. Mas para os barris de vinhos, as empregadas são o Carvalho Francês e o Carvalho Americano. O tamanho do barril é de grande importância para o enólogo, pois quanto menor o barril, maior é a proporção de vinho que entra em contato com a madeira; quanto

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maior é o barril, menor é contato. Isso vai transferir mais ou menos propriedades gustativas para o vinho, o que permite ao enólogo modular o resultado final. Sabemos que os barris usados para o envelhecimento de vinho são reutilizados para envelhecer alguns tipos de whiskys, acrescentando a esses características aromáticas e gustativas diferenciadas. Para isso, são aproveitados os barris anteriormente empregados pelos conhecidos vinhos Sauternes, Xérèz e Porto. O contrário também existe! Temos o uso de barris empregados no envelhecimento de Bourbon, nos Estados Unidos, sendo reutilizados para o amadurecimento de vinhos, conferindo a esses características organoléticas diferenciadas. É interessante ressaltar que desde a década de 80, no século passado, já eram utilizados barris de Bourbon por algumas vinícolas. O mundo do vinho aberto e em busca de novas experiências não para, e já existem vinhos que estão amadurecendo em tonéis que serviram para outras bebidas destiladas, como rum e tequila. Que venham...! A sugestão para degustação vai

para o argentino “Los Intocables”, da vinícola Finca Las Moras, com passagem por doze meses em barricas de Carvalho americano, utilizado previamente por Bourbon. IN VINO VERITAS, IN ACQUA SANITAS. Se beber, não dirija!

Foto: Stock.Adobe

O barril, pipa, barrica ou tonel, é o recipiente utilizado para conservar ou transportar o vinho (líquidos).


Resistir para Reexistir

Foto: Arquivo | DABM

DIRETÓRIO ACADÊMICO BENEDICTO MONTENEGRO - DABM

POR: GESTÃO DABM - 2019 / 2020 “Resiliência é o impulso para transformar” RESISTIR. Desde o começo da pandemia, esse é um dos verbos que a humanidade vem tentando conjugar e, ironicamente, não existe pronome próprio que o conjugue facilmente. Frente aos muitos desafios que se apresentam em todas as esferas de nossa sociedade, uma certa sensação de impotência e a necessidade de encontrar um caminho em direção a uma nova realidade imperam. Que caminho? Para onde nos conduzirá? Quais as consequências? Não existe guia, nem coordenadas ou escolha segura. Nos vemos órfãos de direção e sentido. E no orfanato da “Pátria Amada Brasil”, o tempo não espera e a realidade se impõe invariavelmente, dia após dia, construída por nós nas sólidas, porém desgastadas, vigas da resistência. Resistir, um verbo “indigesto” para o momento, mas que tem nos sustentado a alma. Imersos nesse contexto estamos também nós, acadêmicos de Medicina. E, enquanto membros de um Diretório Acadêmico, ousamos contribuir com o nosso relato de resistência, um pequeno recorte da nossa luta na construção coletiva da tal nova realidade, diante das limitações que a pandemia nos impôs. Do ponto de vista acadêmico, o Diretório Acadêmico “Benedicto Montenegro” (DABM), que reúne os discentes do curso de Medicina da Universidade de Taubaté (UNITAU), no interior de São Paulo, assumiu a postura do diálogo e da diplomacia

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como ferramenta para galgar novos caminhos. Mas tem sido frustrante tentar mensurar os custos acadêmicos que essa pandemia tem nos trazido como alunos e os que ela ainda nos sentencia em um futuro próximo: desde o ciclo básico até o internato, nos deparamos com déficits consideráveis em nossa formação, que precisam ser reparados. Afinal, como aprender Medicina sem a efetiva prática médica? Como resposta aos nossos questionamentos, nos foi oferecido o extremo da desorganização e do imediatismo. Mas, se a expressão do momento é “resistência”, persistimos planejando possíveis soluções, discutindo, debatendo, propondo, cooperando incansavelmente, de incontáveis formas, para a construção de um futuro acadêmico menos deficitário. No entanto, nem todas as nossas tratativas puderam se limitar aos diplomáticos contornos de reuniões cooperativas. Quando foi necessário discutir custos e os impactos financeiros desse momento para todos, aí sim a instituição se mostrou muito organizada e estável, em sua clássica zona de conforto. Quase inerte ao apresentar alternativas para pagamento das mensalidades ou dívidas acumuladas no período, enrijecendo as possibilidades de acordo e negociação de dívidas. Uma postura pouco coerente com o momento de crise econômica. Além de nada empática com as famílias que arcam com o pagamento da

mensalidade mais cara dos cursos disponibilizados e, no mínimo, desrespeitosa com o curso de maior prestígio e visibilidade para a instituição. Até aqui, o “grand finale” da epopeia foi a aprovação de um novo campus, fora da cidade sede, em plena pandemia. Pois, se reduzir temporariamente as mensalidades ou flexibilizar acordos e dívidas são propostas impensáveis, o que dizer de investir em um novo campus? Optamos por resistir, lutar: com campanhas midiáticas pelas redes sociais, democratizando a informação e engajando os alunos para lutarem unidos; entrevistas em telejornais locais; pedidos no PROCON e CEJUSC; representações ao Ministério Público e, por fim, uma Ação Judicial. Porque a curto prazo precisamos garantir as rematrículas, mesmo dos eventuais inadimplentes em decorrência dos efeitos econômicos da pandemia, a flexibilização de acordos, a redução de mensalidades, a reposição integral de aulas práticas. Mas, a longo prazo, queremos respeito! Se a gestão nos faz órfãos, precisamos contribuir na definição dos caminhos a serem trilhados utilizando dos meios disponíveis. Somos futuros profissionais, médicos. Conhecemos o sentido de nossa luta e resistimos para reexistirmos. Só assim podemos nos tornar agentes da transformação que queremos ver.


ARTE

Lampejo POR: Dr. Izac de Souza Médico INTENSIVISTA, MEMBRO DA APM

...a vida parece exigir uma consorciação, uma integração universal que a preserva e faz evoluir continuamente. A significação das mínimas partes, dos pequenos detalhes, logo desvenda algo maior e exibe uma importância para o todo. Essa conexão de frações parece ser o que nos irmana, nos torna uma trama intricada de relações e dependências repleta de alcances e motivações. Somos a mínima e frágil parte de um “completo” que cria contemplação, beleza e raridade. Somos, talvez, o Universo em seu primeiro ato de consciência, afeto e aptidão. Somos um primeiro “relampejo” de pensar e sabedoria. O que fazemos nos determina, nos soluciona e explica. O mistério e a incógnita do futuro nos justifica. Somos a desonra ou o mérito do que está por vir. O que for dizimado não retorna. Somos a única fagulha. Somos o projeto. O propósito.

OBRA: Título: 2Z-42310A78-3000-C13 Ano: 2020 Autor: Izac de Souza

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CLUB APM - O CANAL DE COMPRA DOS MÉDICOS

Proteja-se na quarentena! Faça suas compras pela internet, e ainda economize A Associação Paulista de Medicina disponibiliza de uma ferramenta que pode trazer praticidade e segurança para as necessidades de consumo dos médicos, em tempos de pandemia. Praticidade, pois a plataforma é online e apresenta fácil navegabilidade. Segurança, pois não é preciso sair às ruas para fazer compras. Trata-se do Club APM, um conglomerado de produtos e serviços, oriundos de grandes marcas, comercializados com valores abaixo do mercado.

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Global Summit Telemedicine & Digital Health

13 a 16 de outubro de 2020 Diante do cenário mundial, a nova edição do maior evento de Telemedicina da América Latina será 100% digital. Nosso propósito é entregar conteúdo relevante, inovador e criar um ambiente para discussão enriquecedora e networking para nossos clientes e patrocinadores, com qualidade e segurança. Participe desse grande evento e tenha uma experiência singular.

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ORGANIZAÇÃO E PROMOÇÃO


LITERATURA

O amor ao próximo é a essência do ser médico por: Dr. Alberto Arbex MÉDICO ENDOCRINOLOGISTA *Texto reproduzido da internet

Todos os dias me faço a mesma pergunta: o que é ser médico? É ajudar a quem está doente? Ou apenas isso não é suficiente? Seria então prevenir doenças e esclarecer a população? Bem, isso ainda não abrange tudo. Quando pensa em seu médico, quais ideias lhe vêm à mente? Você imagina o quanto ele estudou para seguir a profissão ou pondera sobre como ele deixa a própria família para priorizar o paciente? Ou, ainda, ocorre simplesmente que ele está bem de vida? Bem, digo que ser médico é SER IMPACIENTE. É não aceitar que a vida tem um limite. É não querer que a doença faça seu paciente sofrer. É priorizar a vida do outro e seus valores pessoais, acima dos próprios valores. É respeitar os amplos espectros da vida e admirá-los em sua diversidade. É admirar a força da vida. Ser médico é ficar até tarde no trabalho e ter a sensação do dever cumprido. É salvar vidas, todos os dias. É buscar tornar a vida do outro MELHOR. Para isso, não há horários, não há limites, não há fronteiras. O AMOR AO PRÓXIMO é a essência do SER MÉDICO. Quando se escolhe exercer a Medicina, essa escolha vem junto a um amor profundo pelo ser humano. Uma dedicação intensa ao aprendizado que visa salvar vidas. Uma opção por estudar e aprender todos os dias, pelo resto de nossas vidas,

focando em como tornar melhor o atendimento ao paciente que nos busca. Depois que toda a família já se deitou, seguimos estudando, lendo, nos atualizando. A Medicina é uma ciência em constante mudança, em atualização contínua. Os tratamentos são melhorados e modificados. Nos últimos 100 anos, conseguimos, através das melhores evidências científicas disponíveis, modificar todo o espectro do cuidado à saúde, reduzindo a mortalidade humana, elevando a qualidade de vida das pessoas, aumentando a expectativa de vida. Para a população, isso significa VIVER MAIS E MELHOR. Para o Médico, isso traz consigo uma necessidade de contínua atualização, de leituras científicas frequentes, de presença em congressos médicos e discussões sobre as melhores práticas clínicas com os colegas. A responsabilidade aumenta. A satisfação de estarmos fazendo o tratamento mais correto, através da ciência, também se eleva. Ser médico, então, torna-se ser três pessoas em uma: um cientista, um professor e um amigo. Quem sou eu, médico? Eu vivo para você. Sou o seu médico, todos os dias da minha vida - e não apenas hoje. LUTAR PELA VIDA É A MINHA ESSÊNCIA.

Charges: Cazo

HUMOR

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22ª Edição - Revista Médicos do Vale by APM Taubaté - Issuu