Histórias
2 2010.11
da
República
um notável
famalicense
João Tomás Bernardino
&
Machado
&Sousa
Fernandes
&Nuno Simões& Narciso Ferreira
da capa ilustração Carla Almeida + Ana Daniela Rodrigues Didáxis
Riba d’Ave
da
Histórias República 2
João Tomás Bernardino
&
Machado
&Sousa
Fernandes
&Nuno Simões& Narciso Ferreira
2
da
República
um notável
famalicense
João Tomás Bernardino
&
Machado
&Sousa
Fernandes lectiv o 201 0.11
2010.11
&Nuno Simões& Narciso Ferreira Ano
Histórias
nota do editor Esta edição multimédia d’um notável famalicense das “Histórias da República”, ebook concebido com base nos projectos de design gráfico para a web desenvolvidos nas aulas por estudantes do Curso Profissional Técnico de Multimédia da Didáxis de Riba d’Ave, está ilustrada com caricaturas de Bernardino Machado criadas com base em imagens que, depois de seleccionadas da Internet, resultaram nas composições gráficas que ilustram uma interpretação pessoal dos seus jovens autores das leituras de textos escritos pelos seus colegas de várias escolas do concelho de Vila Nova de Famalicão.
ficha técnica Internet | Pedro Dinis // professor Título | Histórias
da
República_2 // Bernardino Machado,
e-book | Didáxis – Cooperativa
um notável famalicense
de Ensino Riba d’Ave
do Curso Profissional Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos Alojamento online | Estudantes da turma 2TI 09/12
Editor | www.myebook.com
Web design | João Mota //
Bernardino Machado
Autores | Grupo de Trabalho
professor do Curso Profissional Técnico de Multimédia
EBI Arnoso Santa Maria Texto | Ana Catarina Sá + Ana Rita Cardoso + Soraia Novais + Susana Sá // colaboração da professora Maria José Morais
das Bibliotecas de Famalicão
Capa, caricaturas e grafismo multimédia | Adriana
Direcção | António Pires // coordenador interconcelhio RBE
Oliveira + Ana Daniela Rodrigues + Carla Almeida + Daniela Maia + Diva Oliveira + Liliana Castro + Rúben Cardoso + Rui Mirra // Estudantes da turma 1TM 10/13
Coordenação | Alice Costa // coordenadora da Biblioteca escolar da Didáxis de Riba d´Ave
O homem e o político Agrupamento de Escolas Júlio Brandão Texto | Estudantes da turma 6.1
Gentilezas EB23 Ribeirão Poema | Álvaro Oliveira + António Freitas + Helena Alves + Márcia Silva // Estudantes da turma 8.F Ilustração | Estudantes da turma 8.C
História de Portugal Escola Bernardino Machado Texto | João Pedro Fernandes + Mariana Oliveira + Sabrina Salazar + Tiago Costa + Vera Azevedo // Estudantes da turma 9.C Ilustração | Cláudio Carvalho Março 2011
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dedicatória alunos
aos nossos que sempre nos ensinam a ver e a agir com o coração, e a todos quantos acreditam que os pequenos gestos nos poderão guiar rumo à aventura
do
r e L Prazer , do
Saber.
e do
«
»
Os prazeres mais puros que tenho obtido estão ao alcance de todos: o calmo convívio por meio dos livros, ao canto do fogão, com seres inteligentes e a comunhão com os grandes já falecidos.
Cobden
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Ricardo
8
«
agradecimentos E porque acreditamos que este é um dos caminhos, torna-se indispensável agradecer àqueles que contribuíram para que este ebook seja uma realidade. Sem eles, a ideia não passaria de um grupo de vontades ilegíveis em suas páginas. A todos o nosso reconhecimento.
Alunos e professores das
Benjamim Salgado, Didáxis-
escolas/agrupamentos envolvidos:
Cooperativa de Ensino e Escola
Agrupamento de Escolas
Cooperativa do Vale S. Cosme;
Bernardino Machado, Calendário,
estudantes da turma 1tm 09/13 do
D. Maria II, Gondifelos, Júlio
Curso Profissional Técnico de
Brandão, Pedome, Ribeirão, Vale
Multimédia da Didáxis de Riba
do Este, Escola Secundária Camilo
d’Ave; Biblioteca Municipal de VNF;
Castelo Branco, D. Sancho I, Padre
e Didáxis, Cooperativa de Ensino.
“Histórias da República” não são apenas simples livros de histórias sobre famalicenses. É antes a história de um grupo de pessoas simples que encontrou amigos e vontades, decidiu cruzar ideias, uniu-as e tornou o projecto realidade.
Uma teia de histórias, sobre notáveis famalicenses, todas elas dedicadas ao prazer de ler. Uma tentativa de contribuir para a realidade que dá as mãos à leitura e nos conduz, inevitavelmente, a uma rede de partilhas em que o futuro de cada um se torna o futuro de todos nós.
» O privilégio de viver num mundo em que já tudo foi feito, não nos liberta de tudo fazer. E é urgente.
prefácio Entre escolas e agrupamentos de escola, todos inseridos no concelho de Vila Nova de Famalicão, cada um com a sua realidade, os alunos construíram histórias enriquecidas com caricaturas ilustradas pelos olhos de quem as leu: estudantes do curso Profissional Técnico de Multimédia.
Por tal, as histórias que aqui vamos encontrar foram tecidas no sentido de atenuar a fronteira entre o eu e o nós e abrir caminho para o sucesso e para um mundo sustentável também na leitura e na literacia. Boas... leituras!
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É mais um porto da viagem iniciada em 2009 pelas mãos do Grupo de Trabalho das Bibliotecas de Vila Nova de Famalicão.
Berna
Ma
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achado
Aceitei o desafio, porque o texto ficou ao meu critério, embora esteja um pouco insegura, visto que pouco sei acerca de tal figura tão importante (se souberes algo interessante sobre este Senhor do Norte, diz-me).
rno e v o G o 1926 d é e t f a e h a eC úblic 5 p 1 e 9 R 1 a te d a em n c i e l d b i s ú e p e o Pr t i e l e o ov V.N. de oi de n
Querida Beatriz, A propósito da celebração dos 100 anos da Republica (5 de Outubro), a professora de Língua Portuguesa desafiou-nos a participar no concurso “Histórias da República”. Seleccionei, logo, como alvo o nosso conterrâneo Bernardino Machado.
Inspirei-me no livro “Fotobiografia de Bernardino Machado” que encontrei na nossa biblioteca. Há lá muitas fotos à maneira antiga! Fotos e textos que desvendam o mundo deste famalicense, célebre a nível nacional. O que aí mais me chocou foi uma imagem em que Bernardino Machado estava no seu leito de morte.
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Famalicão, 3 de Dezembro de 2010
12 O que mais me despertou curiosidade foi vê-lo, aos 89 anos, na companhia da sua esposa (pareciam muito felizes! O amor não tem idade/s) Agora vou apresentarte uma lista das coisas que me saltaram mais à vista na minha pesquisa:
– Casou com Elisa Dantas Gonçalves Pereira da qual teve 18 filhos (Imagina! “Viveram felizes para sempre!” não achas?!);
Fico por aqui. Não te esqueças de me responder rapidamente e, se souberes algo sobre este presidente, diz…
– Não perdoava o mais pequeno erro de grafia ou pontuação (Pois! “Qualquer semelhança com a nossa realidade é mera coincidência!”);
Xau Beijinhos! Matilde ☺
P.S.: Já que estou a aceitar desafios e a ser curiosa… sabes que na imprensa corde-rosa aparecia a ligação de
– Nasceu no Brasil e estudou Matemática e Filosofia na Universidade de Coimbra; – Foi eleito presidente da Republica duas vezes; – Na escola, redigiu um jornal manuscrito “Balança da Justiça”;
– O carinho que Bernardino Machado tinha pelos mais desfavorecidos levou-o a interessar-se, de um modo mais especial, pelo ensino dos surdosmudos e dos cegos;
parentesco entre ele e a Andreia da Casa dos Segredos?!!
V.N. de Famalicão, 5 de Dezembro de 2010 Querida Matilde,
– Foi o primeiro embaixador de Portugal no Brasil. Bem! Era um Senhor!
Recebi a tua carta e fiquei, por um lado admirada como sabes tantas coisas sobre
Além disso, os alunos de 7º ano da Escola Arnoso Santa Maria têm nos seus blogues (que estão no PILP) o retrato físico e psicológico dele! Dá uma espreitadela! Sei que foi Cientista, Pedagogo, Político… Foi, de facto, uma figura marcante no seu tempo. Olha, Matilde, podíamos até combinar um lanche para falar sobre Bernardino Machado.
Tenho uma ideia! Escrevemos uma história cuja personagem principal seja ele. Que achas? Depois, quem sabe, fazemos um teatro. Tenho 4 amigas que têm muito jeito! Até acho que conheces, a Susana, a Soraia, a Rita e a Catarina do 8º B (elas vão adorar!). Se gostares da ideia diz. Para começar e aguçar o apetite, avanço com o início da história… Numa manhã serena de 28 de Março de185, nasceu um grande homem, Bernardino Machado, que viria a marcar a sociedade portuguesa, em particular, a nossa terra de V. N. de Famalicão…
Tenho muitas coisas interessantes para te contar, mas se estivesse aqui a dizer tudo o que sei demorava horas e horas a dizer-to, ou melhor, a escrever! Manda-me uma carta, ou se preferires sms, para combinar o nosso encontro. Não te preocupes que eu levo as minhas amigas. Xau beijinhos! Beatriz ☺
Textos | ANA CATARINA SÁ, ANA RITA CARDOSO, SORAIA
e SUSANA SÁ com a colaboração da professora de Língua Portuguesa MARIA JOSÉ
NOVAIS
MORAIS EBI de Arnoso
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Bernardino Machado (apesar de me dizeres o contrário!), por outro muito contente por me pedires a minha ajuda. Sei, de facto, algumas coisas que te podem ajudar, pois já tinha realizado um trabalho sobre este Senhor.
O homem
E O POLÍTICO
Uma biografia de Bernardino M numa entrevista a neta que
ilustr ação Daniela M aia + Rú ben Cardo Didáxis Riba so d’ Ave
Machado contada e vive no Brasil Depois de muito pesquisar, acabei por marcar uma entrevista com uma neta da D. Vitória, professora de Bernardino Machado. Vivia numa chácara acolhedora. Na parte central, rodeada de frondosa vegetação, ficava a casa. A Dona Ivete era uma senhora encantadora. Depois das apresentações, mandou servir um refresco de maracujá e iniciámos a nossa conversa.
– Bernardino nasceu a 28 de Março de 1851, no Rio de Janeiro. O seu pai era natural de Joane, V.N. de Famalicão, mas a mãe D. Praxedes, era brasileira. Bernardino gostava da natureza, de animais e apreciava especialmente satisfazer a sua curiosidade. Era um menino muito especial! Aos 9 anos de idade foi viver para a terra natal do pai. Depois de acabar o ensino primário, foi estudar para o Porto. Começou a escrever e a interessar-se pelo jornalismo. Fez os estudos superiores em Coimbra.
Em 1866 matriculou-se na faculdade de Matemática, e mais tarde, em Filosofia, tendo-se doutorado com apenas vinte e oito anos. Foi um aluno brilhante, depois professor e um político notável! – Como sabe tanto acerca dele, se acabou de me dizer que aos 9 anos foi viver para Portugal? – Durante algum tempo, Bernardino escrevia à minha avó e aos poucos fui-me interessando pela sua carreira. Continuei atenta ao seu percurso. – E a nível familiar? Sabe se casou e teve filhos?
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Quando soube que Bernardino Machado tinha nascido no Rio de Janeiro, aproveitei a minha estadia no Brasil para fazer a sua biografia.
16 – O Dr. Bernardino casou em 1882 com Elzira Dantas, filha do Conselheiro Miguel Dantas Gonçalves Pereira e teve 18 filhos! Era uma família numerosa e muito unida. Durante a sua vida política, o Dr. Bernardino viveu exilado em França e o apoio da família, em particular da sua esposa, foi fundamental. D. Ivete calou-se e ficou um pouco pensativa. Depois continuou: – O Dr. Bernardino foi um político de excelência, muito dedicado e preocupado com o seu país.
Primeiro no regime monárquico, como deputado e ministro e depois durante a República. – Então Bernardino Machado foi monárquico e republicano? Como é isso possível? – O Dr. Bernardino defendia a liberdade e o progresso. Quando a monarquia o desiludiu, aderiu ao Partido Republicano. – Ah! Compreendo. Na escola aprendi que o rei D. Carlos fez a vontade à Grã-Bretanha no caso do mapa cor-de-rosa e mandou deportar quem se revoltava.
O Partido Republicano que entretanto tinha sido formado, passou a ter cada vez mais adeptos. – Exactamente. Foi o caso do Dr. Bernardino. Aderiu ao Partido em 1903. Ah, se o rei lhe tivesse dado ouvidos! Se calhar hoj e estavas a estudar uma História diferente! – Quem sabe? Eu por acaso gosto muito de reis e de rainhas. Tenho pena que tenham assassinado o rei e o príncipe herdeiro! Coitado de D. Manuel, tão novo e perdeu logo o pai e o irmão e ainda teve de governar, sem experiência nenhuma, numa altura tão difícil.
– Pois foi e podes crer que o Dr. Bernardino era contra a violência. Por isso mesmo, nem sequer sabia que estavam a preparar o atentado à família real. D. Ivete fez, de novo, uma pausa e, depois de um longo suspiro, continuou: – Depois de implantada a República, o Dr. Bernardino fez parte do governo e foi eleito Presidente da República, em 1915.
Em 1919 regressou a Portugal. As eleições de Novembro de 1925 deram a vitória aos democratas e o Congresso elegeu Bernardino Machado para Presidente. – Mas então foi por pouco tempo, pois sei que em 28 de Maio de 1926, há uma nova revolta em que é instituída uma Ditadura Militar.
– É verdade e o Dr. Bernardino Machado voltou para o exílio, em França, onde lutou sempre contra a ditadura. – E nunca mais voltou? – Em 1940, Salazar autorizou-o a regressar, mas fixou-lhe residência. O Dr. Bernardino Machado faleceu em 1944, doando à Biblioteca de Famalicão grande parte da sua biblioteca pessoal. Foi um grande homem e um grande político! Texto | ALUNOS da turma 6.1 EBI de Gondifelos
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A professora explicou que se calhar também não queriam matar o rei, mas os acontecimentos precipitaram-se…
Mas, em Dezembro de 1917, Sidónio Pais, à frente de uma junta militar, tomou conta do poder e demitiu-o. O Dr. Bernardino foi para o exílio, em França.
ilustração Alunos Turma 8. EB23
S A Z E L I T N E G a m e o o d P a h c a M o in de Bernard
Ribeirão
É de lhe tirar o chapéu Pela bondade com a população Um dia não compreendeu um véu Que desculpa com educação:
.C
No Rio de Janeiro nasceu, Filho de pai português Em Portugal cresceu E parte da Republica fez Homem bonito e vaidoso Com figura aprumada, Era muito ambicioso Com uma barba bem aparada. Bernardino bem-disposto, Com seu chapéu na mão Sempre bem composto Traz alegria e admiração. Foi o 3ºpresidente da Republica Um homem muito cordial Conhecido na praça pública Pelo bem que fez a Portugal
Viu que Ana Plácido não cumprimentou O que fazer, a seu pai foi perguntar Este imediato lhe afirmou Tens que lá voltar e o chapéu retirar Desde esse dia em excesso cumprimentava O chapéu tirava a quem passasse Amizade por todos mostrava Para que nenhuma falta lhe apontasse Ilustre de Famalicão Homem de grande relevo É com agrado e admiração Que estas quadras escrevo
Poema | HELENA ALVES,ANTÓNIO FREITAS, ÁLVARO OLIVEIRA, MÁRCIA SILVA
da turma 8.F
Escola EB23 de Ribeirão
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Como o presidente voltava Com seu chapéu na mão A toda a gente que o saudava Nunca dizia que não.
HISTÓRIA DE
portugal
PENSAMENTOS E MEMÓRIAS QUE MUDARAM UM PAÍS
ilustração liveira + Diva O Rui Mirra a d’Ave Didáxis
Rib
– Que bem se está aqui em Paredes de Coura! Não achas Elzira? – Sim querido… Descansa… E Bernardino adormeceu, envolto nos seus pensamentos e memórias. Sonhou com a sua infância no Brasil. Que saudades dos meus banhos de cachoeira e das sonecas nas árvores… do sol e do calor… dos tempos de menino despreocupados e alegres. Como me custou a vinda para Portugal.
Joane é uma terra bonita terra dos meus pais, mas demasiado pequena para tantos sonhos e ilusões. Mas a semente do saberem querer saber mais estava dentro de mim e germinou… germinou e acabou por florir em Coimbra. Ai em Coimbra, é que foi bom. As discussões sobre política com os colegas. Ainda me lembro daquele dia em que discuti educação e a possibilidade de mudar os pais, com o Alfredo. Eu defendia que as mulheres deviam ir á escola e que todos
deviam ter oportunidade de se instruir independentemente da classe social. Todos se riam de mim! Queriam tanto mudar o meu pai. O que me valeu foi a minha Elzira, que acreditou sempre em mim e me apoiou, por isso é que casei com ela... Encontrei a Elzira, amor da minha vida, passeando nas margens do rio Mondego. Foi amor à primeira vista e acabamos por casar pouco tempo depois…já temos 18 filhos! É tão difícil conciliar a família com o meu trabalho de professor universitário, em
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Berbardino Machado
22 Coimbra. Que faria eu sem a minha querida Elzira?! Mais tarde o convite para ministro das obras públicas, durante o reinado de D. Carlos, despertou a minha faceta política, foram tempos conturbados para todo o país. Era urgente a mudança ! Quanto mais tempo passava mais desiludido ficava, ser político não era tarefa fácil. Desisti! Graças a Deus tudo mudou, em 1910 nasce a República e com ela uma nova esperança. Finalmente Portugal evoluiu e tínhamos Teófilo Braga como Presidente.
Apoiei a República com todas as minhas forças, acabei por ser presidente da 1ª Republica. Aí fiz grandes reformas, como por exemplo, no ensino criei museus e valorizei as artes. Um país instruído é um país livre! Os governos mudavam mas eu, mantive-me como presidente do Conselho de Ministros. Não me saí muito mal, pois em 1925 fui eleito novamente presidente da Republica. Aí continuei as reformas iniciadas. Cansei-me! Em 1926 abandonei o governo, renunciei à chefia do
estado e, no ano seguinte, exilei-me na Galiza e mais tarde em França, onde estive mais de 10 anos. Finalmente regressei à minha amada pátria. No entanto fui proibido de viver em Lisboa, por isso vim morar para Paredes de Coura. E aqui estou a viver feliz, consciente de que cumpri o meu dever como Homem e como um Político que consegui mudar o País. Texto | MARIANA OLIVEIRA, SABRINA SALAZAR, JOÃO PEDRO FERNANDES, VERA AZEVEDO
o TIAGO COSTA da
turma 9.C Ilustração da contracapa | CLÁUDIO CARVALHO
Escola Bernardino Machado
ilustr ação da co ntrac apa Cládio Carv alh Escola
o Bernardino Mac hado