Projeto etwinning “Exotic Species in our Countries” Impacto de Espécies Exóticas em Ecossistemas Locais
REPORTAGEM
Estudo do impacto da introdução do eucalipto
Marcos Chaves nº14 Rafael Ferreira nº17 Rafael Inácio nº18 Ricardo Jorge nº19 Ricardo Quinteiro nº20 11ºC
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Eucaliptal versus Pinhal – Quais as características destes dois Ecossistemas? Saída de Campo a Samorim No dia 13 de Maio, os alunos da turma C do 11º ano, juntamente com o professor de Biologia e Geologia, realizaram uma saída de campo com o objetivo comparar as características de um pinhal e de um eucaliptal.
A caminho do eucaliptal
Reuniram-se por volta das 14 horas e demoraram cerca de 40 minutos a chegarem a Samorim. Ao chegarem ao destino, os alunos dirigiram-se a um eucaliptal, organizaram-se pelos respetivos grupos e começaram a preparar o material para as atividades, pois cada um tinha uma tarefa diferente paraOfazer. eucaliptal No eucaliptal Estudo da Biodiversidade O primeiro grupo era composto pelos alunos: André, Andreia Duarte, Cindy e Daniel e tinham como tarefa estudar a biodiversidade vegetal.
Grupo do Estudo da Biodiversidade.
Para o estudo da biodiversidade, o grupo contou todas as plantas de um quadrado (3m x 3m), tomando nota daquelas que pertenciam à mesma espécie.
Preparação do quadrado para contagem de plantas.
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Estudo do Solo O segundo grupo era formado pelas alunas: Diana, Marta, Patrícia e Vitória. Mediram o pH e a luminosidade do solo, e as condições atmosféricas (humidade, pressão e temperatura). Uma outra tarefa que estas alunas tiveram foi a de recolher amostras de solos do local a estudar, com a ajuda de um trado holandês.
Colheita de uma amostra de solo com a ajuda de um trado.
Medição do pH e da luminosidade.
Elaboração o Herbário O terceiro grupo era constituído pelas alunas: Andreia Ferreira, Beatriz, Carina e Catarina. Tinham a tarefa de recolher plantas, identificá-las e embalá-las.
Recolha de uma planta com a ajuda de uma pá.
Identificação de uma planta com a ajuda de um guia de campo.
Algumas plantas colhidas para o herbário.
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Ao trabalhar no eucaliptal, os alunos encontraram fragmentos de um filão de quartzo, que recolheram juntamente com uma amostra de xisto argiloso que é característico daquela zona e rocha-mãe daqueles solos.
Amostra de xisto argiloso recolhida
Amostra de um filão de quartzo recolhida
No pinhal O segundo local a ser estudado foi um pinhal, a cerca de 500m do eucaliptal. Neste local, para além de pinheiros, havia carvalhos e castanheiros. Cada um dos grupos repetiu as atividades anteriormente realizadas: estudo dos solos, biodiversidade vegetal e recolha de plantas para o herbário.
O segundo local a ser estudado.
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O trabalho laboratorial Após a saída de campo, cada grupo de trabalho realizou diversas atividades experimentais utilizando os dados e as amostras de solos, rochas e plantas recolhidas.
Estudo da Biodiversidade Os estudantes que fizeram a contagem do número de indivíduos por espécie vegetal nos dois locais, determinaram a biodiversidade através do cálculo dos índices de Shannon e de Simpson, sendo que estes índices são dos mais utilizados na bibliografia.
Determinação da biodiversidade.
Estudo dos Solos O grupo que recolheu as amostras de solos calculou a fração gasosa, a fração líquida, a fração orgânica e a fração mineral, pondo em prática os protocolos apropriados.
Determinação da percentagem de ar.
Elaboração do Herbário Os alunos que recolheram as plantas, tiveram ao seu encargo a elaboração de um herbário com as espécies que apanharam durante a saída de campo, que inclui uma caracterização individual das mesmas.
Montagem das plantas para o herbário.
Montagem de Pteridium aquilinum.
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Após a realização das atividades práticas pelos grupos de trabalho, foram elaborados os respetivos relatórios científicos. E foi assim que, após uma saída de campo e do trabalho laboratorial, os alunos ficaram a conhecer algumas diferenças entre um eucaliptal (ecossistema dominado por uma espécie exótica) e um pinhal (ecossistema dominado por uma espécie nativa), e não só o facto de um ter eucaliptos e o outro pinheiros.
Reportagem Um quarto grupo de alunos teve como tarefa documentar as atividades levadas a cabo pelos colegas e elaborar uma reportagem, escrevendo um resumo das tarefas realizadas pelos restantes grupos, ilustrando o texto com as fotografias tiradas durante a saída de campo e no trabalho laboratorial.
Aluno a fotografar uma planta
A reportagem foi realizada pelo quarto grupo, constituído pelos alunos: Marcos, Rafael Ferreira, Rafael Inácio, Ricardo Ferreira e Ricardo Quinteiro
Alguns membros do grupo da reportagem
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Biologia e Geologia
Andreia Ferreira nº4 Beatriz Figueiredo nº6 Carina Cunha nº7 Catarina Lopes nº8 11ºC
Sátão, 4 de Junho de 2014
Introdução O eucalipto é uma árvore exótica que foi introduzida em Portugal no século XIX para a produção de Pasta de Celulose. Devido à sua capacidade de adaptação às condições ambientais existentes, o eucalipto ocupa agora uma parte substancial da floresta em Portugal. Os pinhais são o tipo de floresta mais comum em Portugal, sendo que, em fevereiro de 2008, o pinheiro ocupava aproxima 31,4% da área florestal em Portugal continental. O pinhal nacional mais emblemático é o pinhal de Leiria mandado plantar por D. Dinis no século XII. Como constatou o grupo responsável pela contagem das espécies, a biodiversidade existente num eucaliptal é reduzida comparativamente à encontrada num pinhal. Atribuímos esta constatação ao facto dos eucaliptos consumirem uma maior quantidade de água e outros recursos inorgânicos, limitando o acesso às espécies nativas a esses recursos e, desta forma, dificultar o seu aparecimento e desenvolvimento. O mesmo não acontece num pinhal/carvalhal pois a competição pelos recursos disponíveis não é dada em tão grande escala, sendo que é possível coexistirem uma maior variedade de espécies e em maior número. Uma forma de estudar e puder apresentar a flora existente em cada um dos ecossistemas é elaborando um herbário. Um herbário é uma coleção de plantas onde estas são montadas em folhas de cartolina, após serem devidamente secas e prensadas. Na montagem pode encontrar-se a totalidade da planta, quando esta é de pequenas dimensões, ou apenas uma parte como, por exemplo, ramos. Na cartolina encontra-se, ainda, uma etiqueta com a identificação e caracterização da planta apresentada. A secagem é o processo pelo qual se pretende desidratar lentamente as plantas, de forma a conservarem-se sem perderem as características originais, como a cor das folhas e das flores.
Objetivos
Aprender a manusear os guias de campo;
Reconhecer e identificar, utilizando chaves dicotómicas, as diferentes espécies de plantas existentes num eucaliptal e num pinhal;
Construir um herbário com plantas recolhidas numa zona de eucaliptal e de uma zona de pinhal.
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Material Parte 1: Saída de Campo
-Livro de campo; -Etiquetas; −Lápis; −Sacos de plástico; −Pá pequena; −Tesoura da poda.
Parte 2: Trabalho Laboratorial
Secagem: -Papel de jornal; -Prensa de secagem; -Lápis; -Tesoura da poda;
Montagem do herbário: −Folhas de cartolina (45x27,5 cm) brancas e castanhas; -Folhas de papel branco; -Cola branca de madeira (ou fita cola); -Prensa -Pincel; -Pinças; -Etiquetas; -Folhas e papel vegetal.
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Métodos Parte 1: Saída de Campo
1- Sempre que possível, colher a planta completa (raiz, caule, folhas, flores, frutos e sementes); 2- Colocar uma etiqueta à volta do caule, com o número da recolha escrito a lápis, uma vez que a tinta desbota com a humidade; 3- Colocar a planta etiquetada num saco de plástico, fechando-o bem; 4- Anotar os dados relativos à colheita e à planta: nº da colheita (nº da etiqueta); data da colheita; localidade; habitat e ecologia; descrição; nome da planta (se conhecido)
Parte 2: Trabalho Laboratorial
Secagem: 1- Colocar apenas uma planta em cada folha de jornal (quando temos plantas muito grandes elas devem ser cortadas e dobradas). 2- O número de colheita é escrito, a lápis, no canto inferior direito da folha. 3- Para prensar alternam-se algumas folhas de jornal com as plantas. No topo e na base devem colocar-se um maior número de folhas de jornal para evitar que a prensa danifique as plantas. 4- Fecha-se a prensa de maneira a que fique bem fixa. 5-Todos os dias se devem virar as plantas e trocar as folhas de jornal, por folhas novas e secas, até que o material de herbário esteja completamente seco.
Montagem do herbário: 1- Colocar, em primeiro lugar a etiqueta no canto inferior da folha, com uma margem de cerca de um centímetro. Para cada planta, escrever os dados referenciados na etiqueta. 2- Fixar as plantas nas folhas de cartolina de forma a visualizar todas as suas características. 3-Envolver as pranchas de cartolina com as plantas já montadas em folhas de papal vegetal. 4-Envolver o conjunto anterior com folhas de cartolina castanha dobradas.
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Resultados
Fig. 1: Pranchas com as plantas do herbรกrio.
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Discussão Neste trabalho conseguimos montar 35 espécies de plantas diferentes das seguintes famílias: Fabaceae (7), Poaceae (4), Fagaceae (2), Cistaceae (2), Plantaginaceae (2), Compositae (nd) (2), Myrtaceae,
Hypericaceae,
Pinaceae,
Ericaceae,
Lamiaceae,
Primulaceae,
Euphorbiaceae,
Geraniaceae, Cupressaceae, Papaveraceae, Amaranthaceae, Poaceae (nd), Asparagaceae, Rosaceae. Observando os resultados pretendidos e os obtidos, que eram as plantas secas, mantendo as características iniciais (cor, formato,…), podemos admitir que onde os resultados ficaram aquém do esperado foi na coloração das flores e das folhas, sendo que algumas plantas descoloraram, adquirindo uma tonalidade acastanhada nas folhas e/ou flores. Atribuímos este resultado ao facto de, durante os fins de semana, as folhas de jornal não terem sido mudadas. Neste caso foi-nos impossível reverter a situação, pelo curto espaço de tempo disponível, pois teríamos de secar outro exemplar da espécie, o que demoraria aproximadamente uma semana. Depois deste revés, deparamo-nos também com dificuldades na nomenclatura das espécies, pois em algumas plantas não conseguimos identificar a espécie ou género a que pertenciam. Perante esta situação, utilizamos os símbolos de não determinação botânica para estes casos. Não obstante, o resultado final foi positivo dado que estes pequenos contratempos foram numa minoria das espécies colecionadas.
Conclusão Com a realização deste trabalho adquirimos um maior traquejo na utilização de guias de campo assim como na identificação de espécies através de chaves dicotómicas, desta forma foi-nos permitido a elaboração das etiquetas com a descrição de cada uma das espécies constituintes do herbário. Com a construção do herbário, constatamos que as espécies vegetais encontradas, em cada um dos ecossistemas, eucaliptal e pinhal/carvalhal possuem características distintas, apesar da sua proximidade geográfica. Para além, do que nos fez trabalhar em conjunto com todos os elementos para um bom resultado do projeto.
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Bibliografia DisponĂvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Floresta_portuguesa. Acedido a 9 de junho de 2014. DisponĂvel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinhal_de_Leiria. Acedido a 9 de junho de 2014.
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Biologia e Geologia
Biodiversidade em dois Ecossistemas: Pinhal e Eucaliptal
André Oliveira Andreia Duarte Daniel Quental Cindy Santos 11ºC
Sátão, 4 de Junho de 2014
INTRODUÇÃO A biodiversidade é o conjunto formado por todos os seres vivos existentes, pelas suas comunidades, pelos seus ecossistemas e pela sua diversidade genética num determinado local. A diversidade de seres vivos na Terra varia conforme as diferentes regiões ecológicas. Existem inúmeros fatores que prejudicam a biodiversidade de um local e os danos causados prejudicam não somente as espécies que habitam aquele local, mas também a rede de relações entre as espécies e o meio onde vivem. Nesta saída de campo iremos analisar e comparar a biodiversidade de dois locais: um pinhal/carvalhal e um eucaliptal. Será de esperar que o primeiro apresente maior diversidade de espécies relativamente ao segundo devido à influência do eucalipto como espécie invasora neste último. O eucalipto foi introduzido em Portugal na primeira metade do século XIX devido ao desenvolvimento da indústria de Pasta de Celulose. Originário da Austrália, o eucalipto ocupa uma parte significativa da floresta Portuguesa pois é de crescimento rápido e capaz de se implantar facilmente num determinado habitat. Em contrapartida esta árvore absorve grandes quantidades de água revelando uma vantagem competitiva em relação às espécies nativas e impedindo que estas se desenvolvam, diminuindo assim a biodiversidade do local. A biodiversidade pode ser medida de várias formas. O Índice de Shannon e o Índice de Simpson são duas das medidas de biodiversidade mais usadas e ambos recorrem à contagem do número de seres de cada espécie num determinado local. Para o índice de Shannon (dado por: H’= -Σpi Log2 pi) quanto maior for o seu valor, maior será a biodiversidade e para o Índice de Simpson (dado por: Ds = 1 -[Σni(ni-1)/N(N-1)] ) quanto maior for o seu valor, também maior será a biodiversidade. O valor de Ds varia de 0 a 1 e indica a probabilidade de dois seres vivos escolhidos ao acaso pertencerem a espécies diferentes.
MATERIAL -4 paus; -Fio com 5m; -Guia de campo (identificação de plantas); -Folha de registo; -Lápis.
Objetivos -Analisar a biodiversidade, tanto animal como vegetal,
de um eucaliptal e de um
pinhal/carvalhal -Comparar a biodiversidade de um eucaliptal com a de um pinhal/carvalhal -Aprender novas técnicas que ajudem a caraterizar a biodiversidade de um local e conseguir explicar a diferença -Tirar conclusões acerca da biodiversidade relativa dos dois locais recorrendo aos índices de Shannon e Simpson e tentar explicar esta diferença.
MÉTODOS
1- Com o fio e os paus marcar um quadrado num local representativo do ecossistema 2- Identificar todas as espécies vegetais dentro do quadrado. 3- Contar o número de indivíduos por espécie e registar os dados. 4- Repetir os passos anteriores mais duas vezes, cada um em local diferente do ecossistema. 5- Identificar todas as espécies animais dentro do quadrado. 6- Repetir os passos 3 e 4 para as espécies animais. 7- Calcular o Índice de Shannon e o Índice de Simpson, utilizando as fórmulas respetivas, para as espécies vegetais e animais.
RESULTADOS Nome da Espécie Eucalyptos globulus Rubus fruticosus Ulex europaeus Erica sp. Scilla sp. Festuca sp. Castanea sativa Quercus sp. Pinus pinaster Pteridium aquilinum Briza maxima Papaver rhos Fumaria officinalis Digitalis purpurea Chamaespartium tridentatum Raphanus raphanistrum Plantago lanceolata Tuberia guttata Ornithopus compressus Cytisus scoparius
Eucaliptal 12 2 2 2 2 12 1 1 2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 N=36
Pinhal/ Carvalhal 0 7 4 4 40 40 8 5 5 40 5 3 4 3 4 5 3 6 6 5 N=197
Pi (Eucaliptal) 12/36 2/36 2/36 2/36 2/36 12/36 1/36 1/36 2/36 -
Pi (Pinhal/Carvalhal) 7/197 4/197 4/197 40/197 40/197 8/197 5/197 5/197 40/197 5/197 3/197 4/197 3/197 4/197 5/197 3/197 6/197 6/197 5/197 -
Tabela 1: Resultados da contagem das plantas efetuada no eucaliptal e no pinhal/carvalhal (contagens por 9 m2 ). pi = abundância relativa; ni= nº de indivíduos de cada espécie; N= nº total de indivíduos ∑
Índice de Shannon (Eucaliptal) = (
=
)
( (
(
∑
Ìndice de Shannon (Pinhal) = =
=
) )
)
(
) (
(
)
(
)
)
[∑
]
)
[(
(
)
[∑
Índice de Simpson (Pinhal) =
)
=
Índice de Simpson (Eucaliptal) =
)
(
)
]
] )
[( (
(
( (
) )
( (
) )
( ]
)
Nome da Espécie
Eucaliptal
Pinhal/Carvalhal
Pi (eucaliptal)
Pi (pinhal/carvalhal)
Insetos
1
4
1/7
4/40
Colembolos
5
11
5/7
11/40
Aranhas
1
13
1/7
13/40
Nematodos
0
12
-
12/40
N=7
N=40
Tabela 2: Resultados da contagem dos animais do solo efetuada no eucaliptal e no pinhal/carvalhal (contagens por 100 cm3). pi = abundância relativa; ni= nº de indivíduos de cada espécie; N= nº total de indivíduos
∑
Índice de Shannon (Eucaliptal) = (
=
)
(
∑
Ìndice de Shannon (Pinhal) = (
)
= )
(
)
(
)
[∑
Índice de Simpson (Eucaliptal) =
(
)]
[∑
Índice de Simpson (Pinhal) = [(
)
]
)
[(
(
] )
(
)
(
)
(
)]
DISCUSSÃO De acordo com os resultados obtidos a partir do Índice de Shannon e do Índice de Simpson em relação à biodiversidade vegetal, visto que o valor do Índice de Shannon é superior no pinhal e o valor do Índice de Simpson é também superior no pinhal, podemos afirmar que existe maior biodiversidade no pinhal (existe maior variedade de espécies e também um maior número de indivíduos de cada uma destas). Estes dados estão de acordo com o esperado, visto que o eucalipto, sendo uma espécie invasora que se reproduz rapidamente e que consome uma grande quantidade de água e de outros recursos inorgânicos, restringe a água e alimento disponíveis às espécies nativas do local, fazendo com que estas não se desenvolvam tanto podendo até levar à sua extinção no local, diminuindo assim a biodiversidade deste. Além disso, o eucalipto contém uma substância nas suas cascas, raízes e folhas, chamada eucaliptol, que, ao entrar em contacto com toda a matéria orgânica em decomposição no solo, a impede, afetando assim a nutrição de outros seres vivos. O facto de a biodiversidade no eucaliptal ser menor também pode ser explicado pela sombra projetada por estas árvores, a medida que crescem e ocupam o espaço aéreo e o solo, afetando assim os processos de obtenção de energia, por falta de luz solar, das espécies nativas. Assim, também pode ser explicada a menor biodiversidade animal, já que o facto de existirem menos espécies vegetais, que tanto diretamente, como indiretamente (fotossíntese), faz com que o alimento das espécies animais seja restringido, fazendo com que haja um menor número de espécies no eucaliptal. O facto de a biodiversidade no eucaliptal ser menor também pode ser explicado pela sombra projetada por estas árvores, a medida que crescem e ocupam o espaço aéreo e o solo, afetando assim os processos de obtenção de energia, por falta de luz solar, das espécies nativas.. Por contraste, no pinhal é possível a existência de um maior número de espécies diferentes, já que a competitividade pela nutrição entre as espécies nativas é menor, permitindo assim o seu crescimento e reprodução.
CONCLUSÃO Com o realizar desta atividade prática podemos comparar a biodiversidade de dois locais distintos, um eucaliptal e um pinhal/carvalhal, e comprovar que este último apresenta uma maior quantidade e diversidade de formas de vida pois o Índice de Shannon calculado para as plantas e para os animais do local é maior no eucaliptal, e o Índice de Simpson é também maior relativamente aos mesmos dados, no eucaliptal. Também conseguimos aprender mais sobre algumas espécies, tal como a sua distribuição e os seus nomes científicos. Foi também possível explicar a diferença na biodiversidade dos dois locais, tendo como maior fator a presença do eucalipto. É de realçar a influência que espécies invasoras podem ter num determinado habitat visto que estes dados de diversidade de fauna e flora se devem ao facto do eucalipto ser uma espécie introduzida que altera a rede de relações entre as espécies e o meio em questão.
Fauna do Solo Figueiredo, Buno (1); Lopes, Cátia (1); Henriques, Daniel (1); Morais, Davide (1); Ferreira, Fábio (1); Cunha, Jacinta (1); Machado, José (1); Correia, Miguel (1) (1)
Alunos 11ºA da Escola Secundária Frei Rosa Viterbo, 2013/14
Introdução: Recolheram-se duas amostras de solo de dois locais distintos: Eucaliptal e Pinhal. Posteriormente, em laboratório, procedeu-se à análise das amostras com o intuito de se encontrarem microrganismos (microfauna) e efetuou-se à sua identificação.
Análise da amostra do solo com recurso a lupa de mão.
Identificação dos microrganismos da amostra do solo do eucaliptal com recurso a lupa binocular.
Identificação dos microrganismos da amostra do solo do pinhal com recurso a lupa binocular.
Resultados:
Microrganismos encontrados na amostra de solo do eucaliptal:
Inseto
Colêmbolo
Aracnídeo
Microrganismos encontrados na amostra de solo do pinhal:
Ácaro
Inseto
Inseto
Nemátode
Fotografias: 11ºA – Junho 2014 ©
Conclusão: No final desta atividade laboratorial, conclui-se que na amostra de solo do pinhal há mais variedade de microrganismos relativamente à amostra do solo do eucaliptal. Isto pode prender-se com o facto de a matéria orgânica presente no solo do pinhal ser maior do que no solo do eucaliptal, tal como a toxicidade das folhas da vegetação das duas amostras (maior no eucaliptal) e a quantidade de água no solo que é superior no solo do pinhal.
INTRODUÇÃO O estudo dos diferentes parâmetros relativos ao solo, nomeadamente a textura, a humidade, a porosidade, a matéria orgânica e matéria mineral, têm um papel essencial na realização dos levantamentos das comunidades vegetais características de uma determinada área. O solo é um recurso natural renovável, e pode definir-se como a camada superficial da crosta terrestre, servindo de suporte não só às plantas mas também à vida, em geral, à superfície da Terra. A sua formação é lenta e dá-se através um conjunto de processos biológicos, físicos e químicos, mais ou menos complexos. Os solos podem também ser chamados de sistemas anisotrópicos, pelo facto de neles se distinguirem três frações distintas: a fração líquida, a gasosa e a sólida. A fração líquida está relacionada com a quantidade de água capilar presente no solo, que é a água que está sujeita a fenómenos de capilaridade que constitui películas contínuas em torno deste. O conteúdo de água é de extrema importância, uma vez que, as plantas retiram do solo a água que necessitam que, por sua vez, irá transportar os diferentes nutrientes para as suas folhas e ramos. Convém, porém, salientar que nem toda a água presente nos solos, está disponível para as plantas. No que diz respeito à fração gasosa, podemos afirmar que se trata da quantidade de ar existente no solo (ou os espaços vazios que nele existem). A variação do teor de água no solo determina uma variação inversa na quantidade de ar, isto é, quanto maior for a percentagem de água, menor será a percentagem de ar. Este por sua vez é essencial à respiração, não só das raízes das plantas, mas também à da fauna aí existente. Por último temos a fração sólida dos solos, e nesta distinguem-se duas componentes, a componente orgânica – que resulta da decomposição de restos de animais e plantas, por parte de seres decompositores como bactérias e fungos; o teor em matéria orgânica desempenha um papel fundamental pois favorece a fertilidade, a permeabilidade ao ar e à água e contribui para uma melhor estrutura do solo – e a componente mineral – que resulta dos processos corrosivos que provocam a desagregação das rochas em elementos de diferentes tamanhos, que vão influenciar, por sua vez, outro dos aspetos estudados, nomeadamente a textura. A textura é a proporção em que se encontram nos solos os diferentes tipos de partículas, sendo as substâncias minerais responsáveis por estas. A importância da textura no estudo destes deve-se ao facto de esta nos esclarecer sobre as principais propriedades do solo, tais como, a relação ar/água, a permeabilidade, a produtividade, etc. Relativamente a esta podemos dizer que um solo é de um determinado tipo devido à sua proporção relativa entre os
elementos que constituem a fração fina do solo, ou seja, as argilas, limos e areias. Para a sua determinação é utilizado um diagrama triangular. Tanto a fração gasosa como a liquida corresponde a cerca de 25% da composição dos solos. À parte sólida correspondem os restantes 50%, embora a percentagem de matéria orgânica possa variar de solo para solo. Objetivos - Caracterizar as componentes físicas (textura, componente mineral, orgânica, sólida e gasosa) de uma amostra de solo de pinhal e de eucaliptal; - Comparar as componentes físicas de um solo de pinhal/carvalhal com o do solo proveniente de um eucaliptal; - Caraterizar a geologia onde estão implantados o pinhal/carvalhal e o eucaliptal em estudo;
MATERIAL
2.1. Determinação da fração gasosa de um solo - 2 Provetas de 250mL - Espátulas - Varetas de vidro - 50mL de água para cada amostra de solo - 50cm3 de solo de pinhal e de eucaliptal
2.2. Determinação da fração líquida de um solo - 2 Cadinhos - Etiquetas - Estufa - Balança (+/- 0.1g) - Espátulas - 30g de solo de pinhal e de eucaliptal
2.3. Determinação da percentagem de matéria orgânica de um solo - Mufla - 2 Cadinhos - Balança (+/- 0.1g)
- Espátulas - Amostra de solo seco de pinhal e de eucaliptal
2.4. Determinação da textura de um solo - Shaker - Amostra de solo de pinhal e de eucaliptal - Espátulas
MÉTODOS
3.1. Determinação da fração gasosa de um solo - Colocar 50cm3 de uma amostra de solo numa proveta de 250mL. - Verter com suavidade 50mL de água para a proveta, evitando que as partículas entrem em suspensão. - Aguardar até que se libertem todas as bolhas de ar e com auxílio de uma vareta de vidro remexer o solo cuidadosamente. - Registar o volume final (Vf) do conjunto água e solo. - Determinar a percentagem de ar existente na amostra de solo do pinhal. - Repetir todos os procedimentos referidos anteriormente para outra amostra de solo.
3.2. Determinação da fração líquida de um solo - Pesar um cadinho devidamente etiquetado. - Colocar 30g de amostra do solo no cadinho. - Colocar o cadinho na estufa a 100ºC durante um período de tempo de 3 dias. - Efetuar a pesagem do solo seco e registar. - Determinar a percentagem de água existente na amostra de solo considerada. - Repetir todos os procedimentos anteriores para a outra amostra de solo.
3.3. Determinação da matéria orgânica de um solo - Pesar num cadinho 30g de solo do pinhal. - Colocar o solo na estufa e registar o peso do solo seco. - Colocar posteriormente o solo numa mufla a 600ºC durante 24horas. - Deixar arrefecer o cadinho e pesar.
- Determinar a percentagem de matéria orgânica existente na amostra de solo. - Seguir os mesmos procedimentos para a outra amostra de solo.
3.4. Determinação da textura de um solo - Depositar uma amostra de solo no Shaker. - Programar o aparelho para 12min. - Retirar os diferentes crivos e pesar as partículas consoante o seu tamanho. - Com a ajuda de um diagrama triangular determinar o tipo de solo, em questão. - Repetir o procedimento para a outra amostra de solo.
3.5. Determinação da matéria mineral de um solo - Para a determinação da matéria mineral das amostras de solo não foi necessário recorrer a nenhum tipo de experimentação uma vez que a percentagem de matéria mineral pode ser determinada através da percentagem de água e matéria orgânica.
4. RESULTADOS
Fig. 1. Solo
do Pinhal
Fig. 2. e Fig. 3. Solo do Eucaliptal
Fig. 4. e Fig.5 Filão de quartzo 4.1. Classificação textural do solo a 30cm Qua dro 1:
Granulometria
Solo Pinhal/Carvalhal Percentagem Peso (g) Argilas 62.9 92.14 Limos 16.9 24.77 Areias 11.3 29.58 Classificação do solo Argiloso 146.52
Origem do solo Componente Ar Água Matéria orgânica Matéria mineral Total Apresentação do
Pinhal/Carvalhal Percentagem
Peso (g)
64 14 7 80
Solo Eucaliptal Percentagem Peso (g) 51.9 81.10 16 25.02 14.2 22.19 Argiloso 156.12 Eucaliptal
Percentagem
82 4.15 16 1.87 7 23.98 62 26.26 peso e respetiva percentagem das componentes
Peso (g) 4.87 1.77 18.49 25.13 do solo de um
pinhal/carvalhal e de um eucaliptal.
4.2. Caraterização geológica de um pinhal/carvalhal e de um eucaliptal Quadro 2: Apresentação do peso e respetiva percentagem das componentes do solo de um pinhal/carvalhal e de um eucaliptal.
4.3. Identificação das rochas predominantes de um pinhal/carvalhal e de um eucaliptal Os solos têm origem num complexo xisto-grauváquico que data ao Câmbrico, tendo sido encontrados no eucaliptal alguns filões de quartzo.
Componentes do Solo Pinhal/Carvalhal
Matéria Mineral Água Matéria Orgânica
Componentes do Solo do Eucaliptal
Matéria Mineral Água Matéria Orgânica
5. DISCUÇÃO
Na experiência laboratorial realizada determinou-se a componente sólida, líquida, a matéria orgânica e a textura do solo de um pinhal e de um eucaliptal.
Na determinação da componente gasosa do solo do pinhal, concluiu-se que 64% da sua composição era ar ou espaços vazios; o valor teórico correspondente à percentagem de ar seria de 25%, o que não corresponde ao valor obtido nos resultados, isto deve-se ao facto de o solo ter sido muito remexido aquando da sua recolha. Para calcular a componente líquida desta amostra, o solo foi colocado na estufa a cerca de 100ºc para que toda a água existente evapora-se do solo. Desta forma, obteve-se o valor de 14% de água no solo o que também contraria o valor teórico previsto que, seria de aproximadamente 25%, tal acontece devido às condições em que o solo foi extraído, transportado e conservado. A componente sólida de um solo constitui o conjunto da matéria orgânica e mineral nele existente. Para determinar a sua percentagem de matéria orgânica houve a necessidade de secar o solo e posteriormente coloca-lo numa mufla. A utilização da mufla tem como objetivo eliminar qualquer tipo de matéria orgânica. Obteve-se então como resultado 7%. A percentagem de matéria mineral obtida foi 80%. A textura de um solo permite-nos avaliar a sua composição mineralógica ao nível das argilas, limos e areias. Foi utilizado o método gravitacional que possibilita a separação das partículas com diferentes dimensões através de crivos. E posteriormente com o auxílio de um diagrama triangular determinou-se o tipo de solo, que neste caso (do pinhal) é argiloso. A determinação do tipo de solo consiste em traças segmentos de retas paralelos dos lados do triângulo em função da percentagem de areias, limos e argilas, até às três se unirem num único ponto. O estudo do solo do eucaliptal implicou todos os procedimentos seguidos no estudo do solo do pinhal. A percentagem de ar obtido neste foi de 82%, e como tal uma grande parte da constituição do solo era ar, podendo-se induzir que este solo é pouco rico em água, visto que, a componente gasosa varia inversamente com a componente líquida. A anomalia no valor da percentagem de ar é clara, e como tal, não é surpreendente a percentagem de água no solo, que corresponde a 16%, um valor abaixo do teoricamente esperado. A matéria orgânica corresponde a 7% da constituição desta amostra de solo e a matéria inorgânica corresponde a 62%. E é um tipo de solo argiloso. Apesar dos vários fatores que possam ter de alguma forma, influenciado os resultados, é possível distinguir as diferentes propriedades físicas dos solos em análise. Estas propriedades estão também parcialmente relacionadas com as diferentes texturas dos diferentes solos, e os diferentes graus de produtividade.
6. CONCLUSÃO
Ao longo do projeto foram caracterizadas as componentes físicas de duas amostras de solo diferentes, uma pertencente a um pinhal/carvalhal e outra a um eucaliptal, nomeadamente, a percentagem de ar, água e de matéria orgânica e mineral, e a textura. E os processos que interferiram nos resultados das quantidades destas componentes do solo foram: a sua recolha ou extração e a sua conservação. A textura de um determinado solo fornece-nos informações muito importantes acerca das qualidades e características deste, como a sua permeabilidade e produtividade. E ficou-se a saber que ambos os solos analisados são argilosos, e foi até encontrado no eucaliptal alguns filões de quartzo. Emboras as amostras, pertencessem a dois tipos de solos diferentes e os seus valores divergissem do teoricamente esperado, as percentages das diferentes componentes do solo não foram muito diferentes; ambas as amostras continham 7% de matéria orgânica. A amostra do solo do pinhal/carvalhal tive a maior percentagem de matéria mineral, 80%. Enquanto a amostra de solo do eucaliptal teve a maior percentagem de água e ar, que correspondem respetivamente a 16% e 82%. Os solos são um dos ecossistemas mas poluídos do nosso planeta, sofrendo consequências severas, provenientes da existência da espécie humana; estes são também indispensáveis à maioria dos seres fotossintéticos que desempenham um papel fundamental, devendo por isso ser analisados e tratados de forma consciente.
7. BIBLIOGRAFIA
-http://www.cise.pt/pt/images/Projetos/EA/pdf%20casal%20do%20rei/4%20%20Estudo%20do%20Solo.pdf