CARTILHA PODA DE ÁRVORES
APRESENTAÇÃO Você sabia que o Plano Municipal de Arborização Urbana de Alvorada do Sul foi feito no ano de 2022? Todas as informações necessárias sobre como e porque realizar podas na arborização urbana estarão nessa cartilha de maneira fácil e educativa. Para isso é só acompanhar as páginas seguintes. Boa leitura!
As áreas verdes urbanas são um bem público e proporcionam benefícios ambientais, sociais e melhoram a qualidade de vida da população.
POR QUE PODAR?
A poda é um dos procedimentos de manejo necessários à manutenção da arborização urbana. Sua finalidade é conferir à árvore uma forma adequada durante o seu desenvolvimento, eliminar ramos mortos, danificados, doentes ou praguejados; remover partes que coloquem em risco a segurança das pessoas: E retirar partes que possam interferir ou causar danos permanentes às edificações ou aos equipamentos urbanos sem prejudicar a forma da copa, deixando-a mais próxima ao natural possível. Vale lembrar que o manejo adequado em plantas jovens é capaz de minimizar interferências mais drásticas no futuro!
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SOBRE O QUE VAMOS TRATAR
NESSA CARTILHA? Qual é a composição e estruturas de uma árvore; Quais são os tipos e técnicas de poda que existem; Quais são as consequências da poda errada; Como
garantir
uma
poda
bem
feita
e
adequada; Ferramentas e equipamentos necessários para a realizar a poda; Procedimentos essenciais para execução da poda.
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COMO GARANTIR UMA PODA BEM FEITA E ADEQUADA? Para obter uma poda adequada e bem sucedida é necessário considerar: Sempre consultar o Plano Municipal de Arborização Urbana; Os cuidados com segurança são essenciais e obrigatórios; O estágio de desenvolvimento no qual a árvore se encontra, ou seja, se o indivíduo é jovem ou maduro; As características naturais da árvore, como formação das raízes e da copa; O melhor período para a realização da poda levando em conta o estado fenológico (floração, frutificação, enfolhamento, repouso); Após a poda, a árvore precisa de um período de recuperação; A poda deve ser realizada por pessoa ou empresa capacitada; A poda de raízes é um procedimento não recomendável, a não ser que haja algum risco à população ou edificações. 3
ASPECTOS ANATÔMICOS E FISIOLÓGICOS
As estruturas de uma árvore são compostas pelas partes subterrâneas como as raízes e aéreas, como os troncos e copas. Mesmo sendo executada de forma correta, a poda provoca lesões e como todo ser vivo, a árvore tem mecanismos e processos de defesa para reduzir o risco de morte após uma ação traumática. Portanto, para que a poda não seja drástica, é necessário conhecer as características e a importância dessas estruturas. A escolha adequada das árvores é de suma importância à arborização urbana. Evita prejuízos aos patrimônios públicos e particulares, por exemplo, às calçadas destruídas ou as que os pedestres não conseguem caminhar sem ficar desviando das árvores.
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PARTES SUBTERRÂNEAS:
A RAIZ DA ÁRVORE E SEU DESENVOLVIMENTO
As raízes de uma árvore são essenciais na sustentação do tronco, absorção de água e reservatório de nutrientes. Além disso, seu crescimento depende das condições ambientais do solo. É imprescindível que o solo tenha boa velocidade de drenagem, capacidade de retenção de água e presença de cobertura vegetal ou folhagem seca. Inicialmente, o desenvolvimento da raiz é em profundidade, e depois começam a se espalhar de maneira horizontal, mais próximas à superfície do solo para absorção de nutrientes.
Vale lembrar que é extremamente incorreto, muretas ao redor da árvore ou impermeabilizar o solo com concreto, isso impede o desenvolvimento correto da árvore. 5
PARTE AÉREA: MORFOLOGIA DOS GALHOS Os elementos básicos da base do galho são: •Crista: Originada do acúmulo de casca na parte superior da base do galho, na inserção com o tronco. •Colar: É a parte inferior da base do galho, na inserção com o tronco. Quando é pouco perceptível, está em franca atividade assimilatória, caso contrário, o galho está em processo de rejeição e pode ocorrer sua quebra, muito embora ainda possa ter folhas verdes e brotações novas. •Fossa basal: É o colar inverso, ou seja, uma depressão no tronco abaixo da base do galho. Quando presente indica uma falta de fluxo de seiva elaborada do galho para o tronco, mesmo com folhas vivas em processo de fotossíntese. O galho já não contribui para o crescimento da árvore, estando prestes a secar.
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PARTE AÉREA: ARQUITETURA DA COPA A copa é a parte estrutural da árvore que contêm e dá sustentação às folhas. Há uma grande diversidade de forma e modelos arquitetônicos das árvores e de suas copas, variando de acordo com cada espécie, devido às suas exigências ecológicas distintas: SIMPODIAL- Quando o crescimento dos tecidos vegetais primários é limitado, há surgimento de brotações laterais, originando troncos com formas irregulares e variadas, crescendo tanto de forma vertical quanto de forma horizontal. Outra característica é a direção do crescimento, fundamental para a definição da copa (e do tronco) das árvores. Exemplo: Ipê-Roxo
Exemplo: Araucária
MONOPODIAL- Quando o crescimento dos tecidos vegetais primários é indefinido em altura, dará origem a um tronco vertical e reto, sendo característica de espécies de desenvolvimento monopodial (quando a parte terminal do tronco cresce indefinidamente, enquanto os ramos laterais são de desenvolvimento restrito), estando toda folhagem ligada a esse tronco, que é seu eixo de crescimento.
PLAGIOTRÓPICOS- Quando os tecidos vegetais primários crescem para o alto, verticalmente, a árvore tem crescimento denominado ortotrópico. Em outras espécies, crescem horizontalmente, ou obliquamente, tendo, portanto crescimento plagiotrópico.
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Exemplo: Flamboyant
E QUANTO ÀS PODAS
DAS ÁRVORES?
QUAL A MELHOR ÉPOCA PARA PODA? Os períodos ideais de podas e as espécies recomendadas para a arborização urbana estão no PMAU de Alvorada do Sul e também na Cartilha de Arborização. Esses períodos são baseados em parâmetros como:
•A deciduidade: Caracteriza o período em que a árvore possui folhas. •A floração: Caracteriza o período em que a árvore produz flores.
Nunca uma poda pode ser realizada quando a árvore está perdendo suas folhas ou flores, porque ela não terá a "força" adequada para se recuperar, correndo o risco de morrer.
Abaixo são apresentadas algumas das espécies recomendadas pelo PMAU para plantio e o respectivo período ideal para realização de poda: NOME POPULAR
ESPÉCIE
DECUIDADE
FLORAÇÃO PERÍODO PODA
Oiti
Licania tomentosa (Chrysobalanceae)
Perene
Jun-Ago
Jul-Ago
Canela - preta
Nectandra megapotamica (Lauraceae)
Perene
Jun-Set
Ago-Set
Manacá-da-serra Pleroma mutabile (Melastomataceae)
Perene
Nov-Fev
Jan-Fev
Ipê Branco
Tabebuia roseo-alba (Bignoniaceae)
Decídua
Ago-Out
Jul-Ago
Ipê Amarelo
Tabebuia chrysotricha (Bignoniaceae)
Decídua
Ago-Set
Jul-Ago
Pitangueira
Eugenia uniflora (Myrtaceae)
Perene
Ago-Nov
Out-Nov
Pata-de-vaca
Bauhinia variegata (Fabaceae)
Semidecídua
Jun-Set
Ago-Set
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TIPOS DE PODA A ação deve ser realizada por uma pessoa capacitada, pois, existem diversos tipos de poda, como podemos observar abaixo: Poda de Formação: Condiciona todo o desenvolvimento da árvore, deve ser feita no sistema de “haste única”, onde consiste na desbrota permanente num caule único e ereto, até esse galho único atingir a altura média de 2,0 metros; Poda de Condução: Necessária para inibir as brotações laterais para conferir o crescimento ereto da árvore e à copa, garantir altura adequada e permitir o livre trânsito de pedestres e veículos; Poda de Adequação: Soluciona ou ameniza conflitos entre os equipamentos urbanos e a arborização. É motivada pela escolha inadequada da espécie ou pela não realização da poda de formação. Antes de realizar essa poda, o correto é buscar alternativas de adequação dos equipamentos urbanos, para não ser necessário comprometer a saúde da árvore. Poda de Emergência: Usada em casos extremos, apenas quando é necessário remover partes da árvore que coloquem em risco a integridade física das pessoas ou do patrimônio público ou particular; Poda de Limpeza: Evita a queda de galhos e ramos mortos, secos ou velhos, que coloquem em risco a integridade física das pessoas, de patrimônios públicos e particulares. Também podem ser retirados galhos com presença excessiva de parasitas, além também da retirada de tocos e restantes de podas mal feitas.
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TÉCNICAS DE PODA A poda depende do estado anatômico e fisiológico do galho. Galhos com diâmetros pequenos devem ser cortados no limite entre o colar e o galho, sem lesionar a crista e o colar. Estes cortes normalmente são paralelos em relação à superfície do tronco. Por outro lado, os galhos pesados, com diâmetro acima de 5 cm, exigem o corte em três etapas: • 1º Corte – Inferior: para evitar danos ao colar, na quebra; • 2º Corte – Superior: mais afastado do tronco, para eliminação do galho; • 3º Corte – Acabamento: junto ao colar e à crista da casca;
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EXEMPLOS DE PODA DRÁSTICA O manejo das árvores deve ser realizado por profissionais com experiência, pois ações impróprias, como, podas drásticas e corte de raízes, podem comprometer a estabilidade das árvores, ocasionando sua própria queda ou queda de seus galhos.
Exemplo de Poda Drástica realizada.
É importante se atentar quanto às ações dos ventos sobre uma espécie arbórea. Estes fatores podem contribuir em seu crescimento desequilibrado ou em queda, o que consequentemente coloca à população em risco. 12
FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Para a realização adequada da poda são necessários equipamentos de boa qualidade e dentro das normas técnicas. As ferramentas devem estar afiadas e limpas para a realização de cortes de boa qualidade.
FERRAMENTAS DE PODA Tesoura simples e tesourão (alcançam galhos baixos e de diâmetro máximo de 2,5cm) Serra de arco e serras manuais curvas, com dentes travados, que minimizam o esforço aplicado (para galhos entre 2,5cm e 1,5cm)
Motosserra* (ramos maiores que 15 cm de diâmetro) *Motosserras devem ser utilizadas por operadores capacitados (NR 12 - Máquinas e Equipamentos), com a devida licença de porte e uso concedido pelo IBAMA (Instrução Normativa n°31, dezembro de 2009).
Podão e moto poda (para galhos a mais de 6 metros do chão)
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FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS Ferramentas de impacto como facão, machados e foice não devem ser utilizados na poda, apenas nos resíduos da poda, para diminuir o volume do material que já estiver no chão. Na realização da poda, é indispensável o uso de equipamentos de segurança para proteção do podador, de veículos e imóveis próximos e as pessoas que podem estar circulando próximas à realização da poda. SÃO ALGUNS DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC’S): Fitas de cores chamativas para isolamento da área
Apitos para comunicação entre a equipe, devido ao barulho das máquinas
Cordas para escoramento da queda de partes significativas da árvore
Cones e placas de sinalização para proteger os trabalhadores, e garantir a segurança de pedestres e veículos *devem ser colocados a pelo menos 6 metros do local onde está acontecendo a poda.
Faroletes para a iluminação e colete refletivos para sinalização do trabalhador *para trabalhos realizados à noite.
Utilização dos protetores auriculares
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E O QUE A NORMA FALA? •NR 06: Para todos os trabalhos de poda e corte de árvore e remoção de toco; •NR 10: "Instalações e Serviços em Eletricidade" Quando envolve fiação elétrica; •NR 12: "´Máquinas e Equipamentos" - Para trabalhos com motosserra; •NR 18 e NR 35: No caso de trabalho de poda em altura, que apresente risco de queda ao trabalhador, em níveis acima de dois metros do piso. PRINCIPAIS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI s) UTILIZADOS NO PROCESSO DE PODA E CORTE DE ÁRVORE SÃO:
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Capacete de segurança classe B
Luva isolante de borracha classe 2, com luva de cobertura e luva de vaqueta
Óculos de segurança com proteção lateral
Botina de segurança
Cinturão paraquedista
SOLICITANDO A
PODA OU CORTE SOLICITAÇÃO DE PODA: Morador verificou a possível necessidade de poda.
Entrar em contato com a SEMA para solicitar uma vistoria no local.
Vistoria no local realizada.
Caso seja necessária a poda:
Agendamento!
SOLICITAÇÃO DE CORTE: Morador verificou a possível necessidade de corte.
Entrar em contato com a SEMA para solicitar uma vistoria no local.
Vistoria no local realizada.
Caso seja necessário o corte:
Agendamento! 17
FICOU ALGUMA DÚVIDA? Conhecer as características das espécies de árvores que podem ser plantadas e entender como fazer um plantio e manutenção corretos, não só contribui com a implantação da arborização urbana, mas também melhora a qualidade de vida da população e do ambiente a que estão inseridos. Qualquer dúvida entre em contato com a Secretaria do Meio Ambiente. É dever dos profissionais atendê-los e verificar os motivos de seu contato. Juntos por uma Alvorada do Sul mais verde! Obrigado!
SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE (43) 3157-1003 sema@alvorada do sul.pr.gov.br
Horário de funcionamento: 08h00min. às 11h30min. 13h00min. às 17h00min.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE ALVORADA DO SUL - PR