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Amigo do Piamarta nº 27

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AMIGO DO PIAMARTA EDIÇÃO 27 SET/2020

...e a vida continua... em casa. A pandemia da Covid19 ensinou muito a todos que fazem a Escola. Os professores tiveram que se reinventar para garantir o ensino/aprendizagem dos seus alunos. Para tanto, enfrentaram múltiplas dimensões, que passam pela falta de conexão de internet, pela falta de alimentação e até de uma moradia que garantisse o conforto mínimo para o estudo. Mas não há nada que dedicação e solidariedade não resolvam. (pág. 3)

SOLIDARIEDADE

MEMÓRIA CA SA DA CRIA NÇA

Mais de 200 famílias são amparadas

Casa da Criança comemora 40 anos

O decreto de isolamento social foi o início da grande jornada do corpo de funcionários e dos Amigos do Piamarta para conseguir doações e ajudar as família de 228 alunos. Pais desempregados, todos os filhos se alimentando em casa, era preciso ajuda. De lá para cá, manteve-se a entrega mensal e, até agosto, na quinta, contabilizou-se um total de 1.237 cestas. A cada entrega, vai uma cesta básica, material de higiene e as atividades escolares. (pág. 5)

Este ano de 2020 a Casa da Criança Gov. Virgílio Távora completa 40 anos de serviços às crianças. O nosso Pacoti há 40 anos, acolhe crianças e com a resiliência e a fantasia de todas elas, se enche de cantos cheios de memórias e de histórias que fazem parte do imaginário e da magia desse lugar e, que ainda enche de emoção ao ser recordado pelos ex-alunos quando se reencontram. (pág. 6)


O MELHOR JEITO DE DIZER É FAZER

EDITORIAL Movimento Amigo do Piamarta Que saudade! Que todos e todas estejam bem. Devagar a vida vai tomando novas configurações. O mundo vai se organizando numa nova forma e o Movimento Amigo do Piamarta movendo-se com a força que vem de Deus. Os tempos estão diferentes, foi um agosto diferente, tempos de saudade, “Saudade da nossa casa”, como os amigos italianos Max Levrnagi, Maria e Arnaldo que relatam como sentiram a diferença desse tempo em suas vidas. Devagar a vida vai ressurgindo com mais amor após o caos. Graças ao empenho de muitos colaboradores e amigos nestes tempos de isolamento o Piamarta redobrou seus cuidados às famílias das crianças promovendo, para as mais vulneráveis, a distribuição de cestas básicas e material de higiene. Lindos depoimentos aparecem no texto “Ações solidárias ajudam famílias de alunos”. Neste tempo de novas configurações de vida, as ações Pedagógicas do Piamarta também foram se ajustando à realidade para que os alunos não perdessem a conexão com o prazer de aprender. Flávia Campos, Lúcia Silvestre e Rosangela Marques contam aqui como se deu o acompanhamento escolar neste tempo de isolamento social. Ainda que 2020, se apresente como um ano muito sofrido, o Piamarta permanece firme confiante na Divina Providência e celebra os 40 anos da Fundação da Casa da Criança Gov. Virgílio Távora. Lieta traz essa história em letras e em seu coração.

A frase do título está numa camiseta (escrita em italiano: Il miglior modo di dire è fare) que ganhei e, desde a primeira vez que a vi achei simplesmente fantástica. Todas as vezes que a visto, me leva a pensar quanto esta frase é verdadeira nesse mundo que parece submerso pelas palavras de quem tanto fala só para aparecer. Nós que respiramos o universo da escola nas múltiplas faces do seu serviço, nos perguntamos:- Aonde vai a verdadeira Educação? O que é hoje educar à Verdade, à Honestidade, à Responsabilidade, à Solidariedade, ao Amor e ao Respeito? Sentimos o peso da responsabilidade de oferecer uma educação do ser humano integral, sobretudo, aos mais vulneráveis e, por isso, não podemos parar em conceitos abstratos e palavras vazias. Num período tão inesperado como esse que estamos vivendo, nos perguntamos:- O que vamos FAZER? Como vamos ajudar às famílias mais vulneráveis? Como vamos ensinar sem estar juntos? Como vamos educar sem a presença? Como estar perto mantendo as distâncias? E as respostas surgiram: Vamos ajudar! Vamos aprender a ensinar de outra forma! A necessidade nos fez tomar decisões e rumos nunca imaginados antes. O nosso compromisso piamartino de FAZER BEM O BEM nos levou a agir para amenizar o isolamento e o sofrimento de muitos e a estarmos atentos às outras necessidades geradas, infelizmente, da grave violência em que a maior parte das famílias vive nas várias comunidades. O nosso FAZER BEM O BEM quer contrastar e dizer: Basta ao aliciamento de tantas crianças e adolescentes pelo tráfico, pelas facções, pelo fascínio das armas, do dinheiro fácil, do poder exercido com a violência e o medo, pela banalização da prostituição e do uso de drogas, pela falta de cuidados, de garantias e de segurança que leva a acreditar que quem cuida e dá jeito é o chefe do tráfico. O nosso dizer basta, passa pelo fazer o bem. O próprio Jesus ensinou: “Nem todo aquele que diz ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino do Céu, mas quem faz a vontade do Pai...” ( Mt 7:21 ). Então, vamos continuar juntos, mesmo mantendo o distanciamento, a sermos fazedores do bem. Um grande abraço, com muito, muito carinho e cheio de gratidão. - [Lieta Valotti]

E é 2020, que traz Iolanda Correia, professora de 16 anos em nossa escola para tomar conta das ações referentes ao “Movimento Amigo do Piamarta”. Aguardem os recadinhos de amor da Iolanda. Irmão João Lara nos apresenta os novos colaboradores desta ação de amor que é o Centro Educacional da Juventude Pe. João Piamarta. Há, no coração dos que dirigem o Piamarta, uma profunda gratidão, expressa em palavras e logomarcas. Por tudo que passamos nestes meses difíceis, por tudo que recebemos, SOMOS GRATOS, e não seríamos nada sem VOCÊ. [Galeára Matos - colaboradora voluntária do Movimento Amigo do Piamarta]

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EM CASA,

MAS SEMPRE JUNTOS

Dia 18 de março, nos despedimos de nossos alunos pois as notícias sobre a Pandemia do Novo Coronavírus (COVID 19) era uma realidade; a esperança era de retornarmos nos primeiros dias de abril, mas isso não aconteceu e as férias escolares foram antecipadas. Férias repentinas que não permitiram nenhum tipo de lazer, férias recheadas pelo medo da doença e, para muitas famílias, o medo da violência que se alastrou de uma forma velada e revelada em quase todos os bairros de Fortaleza. E, durante todo o mês de abril, a expectativa de retomada das aulas presenciais era comum a todos, mas com o avanço do contágio, a orientação foi de permanecer em casa por mais um tempo. Quando maio chegou, foi necessário dar continuidade aos estudos em casa de forma remota... E foi uma verdadeira revolução! Muitas novidades, muitas possibilidades e incontáveis dificuldades. A Escola se reinventou, se mobilizou para fazer o melhor: envio de roteiros de estudo e diversas atividades, como: tds, podcasts, videocasts, aulas por meio da plataforma Google Meet e da plataforma Iônica (FTD). Tudo feito com muito zelo e muita competência; porém, para muitos de nossos alunos e para muitos alunos do Brasil, de um modo geral, o acesso a estes recursos é ainda uma utopia. Muito mais da metade não tem acesso à internet (banda larga), alguns têm apenas um pequeno pacote de dados móveis o que dificulta a conexão e a navegação na rede. Sem contar que, em alguns lares, tem um aparelho celular e quatro, cinco ou mais crianças em idade escolar. Acompanhei pacientemente e com muita exigência o dia a dia escolar/domiciliar dos meninos e meninas do Sistema de Tempo Integral e, em contatos constantes com pais, mães, avós e os próprios alunos, através de seus relatos, desabafos e angústias, pude perceber o quanto colocam no estudo, a esperança por um futuro bem melhor. O que dizer de uma mãe que foi deixar o filho em uma cidade do interior para que ele pudesse participar das “aulas online”? E algumas que compraram um celular parcelado em muitas prestações com o benefício do Auxílio Emergencial por conta das aulas e atividades? E muitas me falam que ficam desesperadas porque o filho não está entendendo determinado conteúdo. E, no meio de todas as demandas, tem o Free Fire (jogo online) que, às vezes, consome os dados móveis que seriam para ouvir, pelo menos, as aulas gravadas. E tem também a saudade da rotina em sala de aula com aquelas perguntas que os professores precisam responder em quase todas as aulas: é para fazer de lápis ou caneta? É para copiar as perguntas? Esses questionamentos, precisei responder quase diariamente e mais outros do tipo: O que é livro didático? Como faz o portifólio? E, nessas questões, o que está latente é o afeto que se estabelece entre professor e aluno e que, conexão nenhuma, com todos os gigabytes possíveis jamais poderão substituir. Infelizmente, em algumas famílias, percebemos a reprodução de ciclos... Há um tanto de meninos e meninas que não estão integrados nesse novo processo e são justamente aqueles que mais precisam do contato, incentivo e acompanhamento diário que é a marca do Sistema de Tempo Integral. Tememos que alguns fiquem pelo caminho! Precisamos unir esforços para não os perder. - [Lúcia Silvestre – Coord. Sistema de Tempo Integral (STI)]

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11 de março de 2020 – a Organização Mundial de Saúde – OMS, informa que em todos os continentes a Covid19 está disseminada, que para o combate a essa pandemia são recomendadas quatro ações básicas, a saber: isolamento, tratamento dos casos identificados, testes massivos e distanciamento social. Em decorrência desse cenário, foram editados decretos para o enfretamento da pandemia, entre eles a suspensão das atividades escolares. A partir de então, os Conselhos de Educação emitiram resoluções e/ ou pareceres orientando a reorganização daquelas atividades escolares não presenciais. Após a comunicação oficial do governo do Estado do Ceará, da urgente necessidade do distanciamento social, nos preparamos para ficar em casa por, no máximo, quinze dias. Aguardava-nos pelo caminho tristezas nunca vistas, onde perdemos a leveza e deparamo-nos com a aprendizagem da morte. O ontem passou a ser antigamente e o nosso desejo era desmentir o que estávamos vivendo: uns diziam ser doença de idoso, outros diziam ser contagioso para aqueles que tinham doenças pré-existentes e algum a considerar uma gripe(zinha), fato é que todos estávamos com muito medo em ser os próximos a contrair o Coronavírus. Diante do inexorável luto, coube à Escola lembrar que é de esperanças que enfrentamos o desafio do porvir, fomos nos reinventando para cumprir as exigências do regime especial de aulas não presenciais, de tal modo que se adequassem às necessidades do ensino/aprendizagem de acordo com a realidade dos aprendentes e da Instituição, para isso, viabilizamos material de estudo de fácil acesso, divulgação e compreensão dos estudantes e familiares. Articulamos estratégias e recursos didáticos por intermédio do ambiente virtual, disponibilizando pelo WhatsApp (número do telefone institucional) um canal de comunicação entre os familiares e a Escola. Quanto aos educadores, foram disponibilizados links de acesso à plataforma Google Meet e links de WhatsApp para tira-dúvidas dos alunos, fomentando, dessa forma, o aprendizado. Assim, se passaram quatro meses. Chegamos ao mês de agosto e nos propomos a realizar a IX Caminhada e Corrida Cidadã Pe. Elvis Marcelino, virtualmente. Os fazeres relacionados à Caminhada e Corrida Cidadã foram elaborados para que os saberes confirmem o nosso desejo em edificar a convivência humana, colaborativa e saudável, ensejando uma cultura de paz. Sigamos aprendendo a conhecer, sentir e agir! - [Rosangela Marques – Diretora Educacional]

APRENDIZAGEM NÃO PODE PARAR! Era 17 de março de 2020, quando por medida de segurança por causa da pandemia do novo coronavírus, cancelamos as atividades escolares presenciais na Casa da Criança. Ao chegar à escola e saber que não iriam ter aulas nas próximas semanas, alguns alunos ficaram felizes, comemoraram. O que eles e, nem nós sabíamos, era que o período seria prorrogado. Não tendo como fazer o acompanhamento pedagógico presencial, tivemos que elaborar um plano de ação para permitir a continuidade do processo de aprendizagem das crianças. A equipe pedagógica se mobilizou, os professores se reinventaram. Foi preciso uma adaptação, pois agora, as atividades escolares seriam nos domicílios das crianças. No final de cada mês, preparamos atividades impressas para cada aluno e viabilizamos a entrega às famílias. A partir de junho, junto às atividades impressas, cadernos de atividades e livros do Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD), os alunos com acesso à internet, puderam participar de grupos de WhatsApp, para interagirem com seus professores. O ensino remoto não tem sido tarefa simples. Alunos, professores, gestores, pais de alunos, tiveram que conhecer algumas habilidades para lidar com a tecnologia e adquirir autonomia para acessar as aulas; tudo isso sem aviso prévio. As dificuldades são inúmeras! Famílias que não sabem como acompanhar, alunos cansados da rotina de estudo domiciliar, etc. Desde o primeiro momento em que os professores e coordenação tiveram que se envolver nesse processo, estão apresentando um excelente trabalho, apesar de todas as limitações que o período impõe. Em relação aos prejuízos na aprendizagem que, possivelmente, teremos que encarar no futuro, sinto-me preocupada, mas confiante de que a equipe de professores e coordenação pedagógica da Casa da Criança não medirá esforços para minimizar os danos. - [Flávia Campos - diretora pedagógica]

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Sandra Maria - professora Casa da Criança


Solidariedade AÇÕES SOLIDÁRIAS AJUDAM FAMÍLIAS DE ALUNOS

De lá para cá, conseguimos manter uma entrega mensal: em agosto, realizamos

As cestas básicas estão sendo tudo de bom! É o que está salvando em casa, pois estou sem trabalho todo esse tempo; essa ajuda está sendo uma providência. (Cloris - Mãe de Fco. Evandro e Maria Evelen) As cestas estão sendo muito importantes, pois não têm ninguém trabalhando em casa e têm sido uma ajuda imensa. (Israel Lourenço aluno do ensino médio e integrante da banda Luiza Távora)

Ninguém estava preparado ao que este ano de 2020 nos trouxe: pandemia. Já tinha ouvido falar de epidemia e já a achava perigosa..., mas por esta ninguém esperava. Por isso, todos fomos pegos de surpresa e muitos ainda nem acreditam. Logo nos primeiros dias, quando nos disseram que os alunos que vivem em nossas casas não poderiam voltar para a escola ficou aquela pergunta angustiante: “E agora, como podemos ajudar os nossos alunos? E o que vai acontecer com as suas famílias que já passam por enormes dificuldades e conflitos em tempos normais”? Logo depois de 19 de março tivemos que aprender rapidamente a nos reunir mesmo estando distante e a procurar soluções onde não parecia ter. Tivemos que encontrar recursos impensáveis para não deixar sozinhas as famílias que tinham nos procurado, bem antes da pandemia, por precisar de ajuda para cuidar e educar os próprios filhos. Foi assim que pensamos logo em fornecer cestas básicas, material de higiene e limpeza, assim como providenciar tarefas escolares. Desde o começo, tentamos envolver todos os Amigos do Piamarta, os benfeitores e até quem não conhecíamos. Lançamos vários apelos explicando o nosso projeto e a Providência se fez presente em várias formas. No dia 27 de março, iniciamos e conseguimos garantir a primeira entrega às famílias de 228 alunos.

RELATOS DOS AGRACIADOS

Uma ajuda muito boa; chega sempre na hora certa. Ai de nós se não fosse o Piamarta! (d. Charlene – mãe de Ray e Raíssa) As cestas básicas são muito importantes. Ajuda demais! agradeço a Deus que mandou esses anjos para ajudar a gente. (D. Nelinda – mãe de José Vilamar e Dayane)

a quinta entrega. A cada entrega, vai uma cesta básica, material de higiene e limpeza e as atividades escolares. A equipe técnica das nossas casas, formadas por diretoras, coordenadoras, assistentes sociais e psicólogas, se manteve à disposição das famílias oferecendo momentos de escuta tanto para os responsáveis como para os próprios alunos e alunas, mantendo sempre os protocolos de segurança. Foram feitos contatos com os órgãos da rede de proteção de crianças e adolescentes para se chegar até às famílias ou alunos que estavam sem contato ou em situações de extrema vulnerabilidade. Para cada um de nós, fica o aprendizado constante da necessidade do ser humano de ser solidário, generoso e humilde para saborear as verdadeiras e raras realidades importantes da vida. Vamos continuar juntos nessa caminhada de solidariedade. [Angelo Faustini - diretor da Casa da Criança]

É de grande importância, pois esse tempo ficou todo mundo dentro de casa... O consumo de alimentação aumentou muito. Damos graças a Deus por essa ajuda. (Marlon Jerold – irmão de Nara Nayane e Mayra Beatriz) Está sendo extremamente importante porque não estou trabalhando, meu esposo está com o salário reduzido; então, está sendo muito útil, não tenho nem palavras para agradecer. (Priscila Freire – mãe de Michel Lucca) Estas cestas básicas que o Piamarta está dando todos os meses foram mandadas por Deus, pois tenho 7 filhos pequenos. Todos estão dentro de casa o dia todo, não sei como estaria sendo se não fosse essa ajuda, levanto minhas mãos pro céu, agradeço e peço para abençoar todos que estão ajudando. (Cristiane – mãe do Gabriel Ribeiro) É tudo!!! É uma ajuda muito grande. (Maria de Fátima – mãe de Ytalo Keven) É bom demais! Com os meninos dentro de casa o dia todo, gasta muito... fico muito grata. É de uma ajuda que nem sei dizer o quanto. (D. Evelma – mãe de Ranna Sofia e Rômulo Iarley) Foi de grande ajuda, ficamos sem trabalhar... Ficamos esperando o dia de buscar essa cesta. (Maria Alexandra – Mãe de Jenifer Gomes) As cestas estão sendo uma bênção, pois ajuda demais. Agradeço todos os dias por ter encontrado esse colégio, que só ensina coisa boa e, nessa fase difícil, não esqueceu da gente. (Deuzenir – resp. de Arthur Elionay) Estas cestas estão sendo um complemento da alimentação do mês lá em casa. Eu trabalho com eventos e ainda não foi liberado para voltar, então estaria desesperado se não fosse essa ajuda. (Luan Henrique – pai do Izaac Nascimento) É uma grande ajuda! Alimentação é o mais caro e mais importante e, agora que estou voltando a trabalhar. (Francisco David – pai de José Dáfison)

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CA SA DA CRIA NÇA CASA DA CRIANÇA GOVERNADOR VIRGÍLIO TÁVORA FAZ 40 ANOS Este ano de 2020 devia ser cheio de comemorações na Casa da Criança Gov. Virgílio Távora por conta dos 40 anos de serviços em prol de milhares de crianças... Mas tivemos que mudar tudo e as festas ficarão para outra data. Não podemos deixar de lembrar o início dessa Casa do Centro Educacional da Juventude Pe. Joao Piamarta, que tanto honra o nome e o carisma do seu fundador. Eis os relatos de algumas pioneiras que juntas acompanharam o início de todas as atividades dessa fantástica obra e que, graças a isso, se tornaram amigas para toda uma vida. Fica a promessa, de quando tudo isso passar, marcarmos uma superfesta para comemorarmos este aniversário como realmente merece. Nos primeiros dias de janeiro de 1980, chegamos ao Pacoti, num ônibus dirigido pelo mítico motorista Sr. Juarez, na companhia do irmão Angiolino Soiaroli, religioso piamartino e de um grupo de garotos e jovens. Padre Luíz chegou logo em seguida. O nosso Pacoti, situado no então município de Pacatuba, não é encravado numa serra, mas começou num abandonado canteiro de obras, aos pés de uma barragem, no alto de um morro para que, de longe, cada

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criança e cada adulto que chegasse, pudes- nos quando se reencontram: o labirinto, se vislumbrar nos arcos da escola o abraço a pedra da saudade, o sítio, a casa mal assombrada, a loura do banheiro, a burra do de boas-vindas. padre, as tangerinas do pomar, as 7 voltas Tínhamos a árdua tarefa de limpar os ao redor da Capela nas noites de lua cheia primeiros espaços para morar nas casas e para poder depois ver assombrações, as utilizar os galpões que viriam a se tornar competições para ganhar uma rapadura, o salas de aula... Começava ali a história da sangradouro, o pular do trampolim , o bater Casa da Criança Gov. Virgílio Távora que, pedras na água.... para nós, sempre foi e é, carinhosamente, O nosso Pacoti tem nomes e rostos de chamado de Pacoti. funcionários que iniciaram esta história: a O nosso Pacoti começou com a oferta de cozinheira dona Marta e o cozinheiro Sr. um canteiro abandonado feito por um go- João; as primeiras professoras que eram vernador reservado e previdente, Virgílio também educadoras: Sineida, Nena, FáTávora, a um sonhador e destemido, Padre tima e Socorro; o mítico jardineiro Osmar Luiz Rebuffini, que viu nisso a possibilidade mais conhecido como Caroço (e que trabade criar uma casa acolhedora e uma escola lha ainda aqui) assim como a esposa Mosiinovadora para as crianças que, como ele, nha e muitos outros. não tiveram e não têm uma infância fácil. Foi construído aos poucos, com muitos sa- O nosso Pacoti fez e continua a fazer hiscrifícios e a ajuda de muitas pessoas que tória e a diferença na vida de centenas de crianças graças a equipes de educadores, acreditaram e acreditam nesse projeto. professores e colaboradores muito comproO nosso Pacoti há 40 anos, acolhe crianças e metidos e dedicados ao carisma Piamartino. com a resiliência e a fantasia de todas elas, se enche de cantos cheios de memórias e A quem doou, a quem teve a inspiração, a de histórias que fazem parte do imaginário quem ajudou e continua a ajudar, a quem e da magia desse lugar e, que ainda enche trabalhou e a quem trabalha: NOSSA ETERde emoção ao ser recordado pelos ex-alu- NA GRATIDÃO. - [Lieta Valotti]

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O AMOR VAI ALÉM

GRATIDÃO PELO CAMINHO PERCORRIDO

Até onde vai o amor? Foi em busca dele que aos 19 anos de idade, no ano de 1980, chegava ao Riachão Pacoti para lecionar nessa entidade de crianças carente; onde iria aprender que amar é cuidar de muitos detalhes, armar quebra-cabeças e matar castelos de sonhos.

Como professora piamartina, tenho um imenso orgulho de ter contribuído para o crescimento da Instituição. Principalmente por ter sido uma das primeiras professoras da Casa da Criança situada no Pacoti.

Adentrando ao lugar, logo percebi que ancoraria ali até que descobrisse e aprendesse deste “amor”. Com a minha companheira de casa, Lieta Valotti, eu só confirmei essa certeza. Sua grandiosidade de coração, desprendimento, renúncia, entrega e amor ao próximo me fez pensar: ficarei nesse lugar onde a calmaria, o verde, o cantar dos pássaros, o cheiro da terra, a grande barragem, e até mesmo o coaxar dos sapos me fascinaram.

Ainda recordo com muita clareza a data 5 de abril de 1980, dia em que pisei pela primeira vez naquele lugar tão querido por mim e por muitos ex-alunos. Naquele dia, saímos do Piamarta de Fortaleza num ônibus com algumas crianças e, ao chegar àquela localidade distante de tudo, fomos recepcionados com um bonito e caloroso abraço da Lieta e um “bom dia’’ bem especial e a mim, particularmente, um “seja bem-vinda” embora meio embaraçado, se assim posso dizer; pois, o português, a Lieta falava pouquíssimo. Logo fiquei animada porque encontrei na Lieta uma pessoa muito otimista, entusiasmada e cheia de sonhos. Amava o que fazia e motivava a cada um que ali se encontrava a realizar as atividades com muita alegria e dedicação para o bem-estar daquelas crianças, pois a educação das crianças sempre foi a maior prioridade.

Muitos foram os desafios para mediar conhecimento onde o material era escasso e as crianças totalmente dispersas. Elas só pensavam no horário de lanche, almoço e jantar. Sua principal prioridade era saciar a fome. Tudo isso acontecia na era do mimeógrafo, nosso precioso ajudante na execução de tarefas que as motivassem. Eu e minhas colegas, Fátima e Sineida, não medimos esforços para tornar o processo de aprendizagem de forma dinâmica e prazerosa, na qual o aluno era o protagonista desse processo. Buscávamos ferramentas para construção do saber, explorando material que o próprio lugar nos oferecia. Dessa forma, íamos conseguindo progresso com as crianças. Nessa troca de conhecimentos, laços se fortaleciam e percebíamos que já havia modificações através de habilidades, valores e atitudes por parte delas. Aí pude observar que o amor vai além... Que o essencial é invisível aos olhos (Saint Exupéry). O tempo foi passando, as coisas se alinhando e o aprendizado ganhando nova roupagem com a chegada da nossa querida orientadora pedagógica Galeára Matos. Contar com seu apoio e orientação, nos ajudou a quebrar paradigmas e alçar novos voos. Trabalhamos as necessidades de forma resolutiva. Muitas vezes, fomos um pouco mãe, amiga, enfermeira, psicóloga, faxineira, além de professora. Certamente, fomos interdisciplinares e polivalentes. Hoje somos gratidão a Deus pela visão e o sim do padre Luiz Rebuffinni na fundação da Casa da Criança Governador Virgílio Távora, que tanto vem transformando vidas e contribuindo efetivamente com a sociedade. Parabéns, Pacoti, por seus 40 anos de lutas e vitórias. Parabéns, Lieta e Ângelo, que também embarcaram nessa aventura, acreditando que o saber transforma, educa e nos faz grandes pensadores. - [Nena Tavares Façanha, professora desde 1980]

Enfrentei uma turma de 36 alunos: eram crianças e pré-adolescentes entre 7 a 14 anos e como se diz hoje: era tudo “junto e misturado”. A nossa escola era muito simples, de madeira e tinha apenas duas salas de aula. As professoras moravam juntamente com as crianças nas mesmas casas. Nós éramos professoras e babás ao mesmo tempo. Viver e conviver ali era muito bom. Bom até demais! Com aquelas crianças aprendemos muito; não tínhamos muitas coisas, mas com um pouco que tínhamos éramos muito felizes. Contudo, valeu à pena, pois é muito gratificante termos contribuído com a formação de tantos ex-alunos e vê-los atualmente empresários, doutores, médicos, professores, entre outras profissões. E, finalizo esse texto com a palavra “GRATIDÃO”. Gratidão a Deus por ter me conduzido para aquele lugar lindo e maravilhoso, e, sempre que há oportunidade, aproveito para visitar e matar a saudade. Gratidão à Lieta por ter tido tanta paciência comigo, por ter me ensinado tantas coisas e também por ter me dado a oportunidade de ir pra Itália para beatificação do Padre João Piamarta. Gratidão aos ex-alunos, que através das redes sociais, sempre me enviam mensagens positivas. Ultimamente tenho recebido mensagens de alunos daquela primeira turma de 1980. Então, como não dizer que é gratificante? Sou muito grata. - [Sineida Silveira, professora desde 1980]

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PANDEMIA!!! PANDEMIA!!! PANDEMIA!! CHEGA! Vamos falar de coisas boas, saudáveis: Luz, força, fé, perseverança e o amor ao próximo. Nos momentos mais difíceis, por muitas vezes perdemos a noção de onde, quando e como seguir em frente para conseguir ultrapassar obstáculos que parecem intransponíveis, ficando tudo meio turvo, quase que escuro. Aí vem o medo, muitas vezes até o desespero e, com ele, a depressão.

FORZA CHE VIENE DA DIO

Quando a desventura iniciou na China, achávamos que era coisa deles, quando foi se aproximando, achávamos que não chegaria até nós (só uma gripezinha no máximo). Mas quando o “bicho” chegou, veio o medo do que seria o amanhã; se sobreviveríamos em alguns aspectos ou se tombaríamos em muitos outros. Eis que, nessas horas, aparecem pessoas iluminadas repletas de força, fé, perseverança e muito amor ao próximo. Driblando os seus percalços, vão caminhando e dando alento aos mais incrédulos e necessitados. Foi assim com o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta que, diante das incertezas e das suas próprias dificuldades, devido à baixa na entrada de recursos financeiros, não perdeu a valentia e colocou sob o seu manto de proteção a seus assistidos, colaboradores e outros menos protegidos. Tirando forças não se sabe de onde. Fez malabarismos e acrobacias para ajudar e guiar a todos, como se levando pela mão, a ultrapassar esses obstáculos levando-os a um porto mais seguro. Sabemos que não chegamos, ainda, ao outro lado mais tranquilo, mas as ações promovidas pela gestão do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta deixam claro que, mesmo no pior cenário, pode-se se fazer o melhor. Problemas variados são agravados com a dificuldade financeira devido à gratuidade de vários programas sociais levados aos menos protegidos. Obstáculos a serem superados são uma constante no funcionamento do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta. Essas atitudes tomadas no enfrentamento à pandemia transmitem uma enorme esperança, oxigenam o cérebro e nos animam para que essa chama de fraternidade nunca se apague e, sobretudo, que a causa abraçada por São João Piamarta se eternize, perpetuando-se além do tempo, das pessoas e de possíveis adversidades. - [Henrique Sampaio – Ex-aluno interno e atual Assessor Jurídico] * Trad. Força que vem de Deus.

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SAUDADE DA NOSSA CASA NO BRASIL

PACOTI, UM AGOSTO DIFERENTE

Nem acredito!!! Faz quase 20 anos que nesse período de fim de julho e agosto passamos as nossas férias na Casa da Criança. Pra nós, mais carinhosamente chamado de Pacoti. E, no entanto, esse ano me encontro sentada para escrever na minha casa, na Itália!!! Sem poder viajar!!! Olho ao meu redor e não encontro nenhum garoto pra perguntar sorrindo: “Olá tudo bem?” ou “Você não deveria estar na sala de aula? “E depois, trocar um abraço...” Nos fazem falta todos os voluntários italianos e piamartinos que vivem ali e que sempre nos recebem com um sorriso que abre o coração. E o quê dizer de todos os nossos amigos brasileiros, que nos abraçam com força todas as vezes que voltamos e que, na ida, nos saúdam com: “até o próximo ano, se Deus quiser”. Sem esquecer todos os jovens (e até menos jovens) amigos do grupo que nos acompanharam nessa longa aventura e nos fizeram sentir sempre como uma grande família. Seria isso saudade?

A Operazione Lieta organiza, desde 1993, no mês de agosto, uma viagem ao Brasil, precisamente ao Pacoti, na Casa da Criança e no Lar Nazaré, para passar três semanas juntos com Angelo, Lieta, os meninos, as meninas e todos os colaboradores, e assim, conhecer a escola piamartina e o precioso trabalho que realiza há mais de quarenta anos. Quando o grupo chega ao Pacoti é sempre uma festa. Desde o primeiro dia de retorno das férias, as crianças, assim que descem do ônibus, vêm ao nosso encontro e nos abraçam. Nos esperam sempre com grandes expectativas porque, talvez entre todos estes italianos, esteja o padrinho ou a madrinha deles e, finalmente, poderem conhecê-los pessoalmente; ou alguém que tenha um presente ou uma carta para entregar. Na verdade, as perguntas não demoram a surgir: “Você conhece a minha madrinha Daniela?”, “Você conhece Paolo? Ele é o meu padrinho”, “Tem um presente pra mim?”.

É verdade, sentimos falta da nossa segunda casa, onde moramos só um mês no ano, mas onde encontramos o amor que pensávamos existir só nos contos de fada. Aonde tivemos a oportunidade de aprender a abrir o nosso coração para escutar o outro, para se alegrar com um sorriso ou um abraço de uma criança mesmo sem trocar uma só palavra. Tudo isso aconteceu não pela lógica de palavras, mas pelo exemplo que estava à nossa frente. Tudo isso foi graças a alguém que nos fez entender, na prática, as palavras de madre Teresa: “Nós não acreditamos que a pobreza seja só quando se tem fome, quando não se tem roupa nem casa. A pobreza maior é não ser desejado, não ser amado e não ser cuidado. Temos que começar nas nossas casas e dentro de nós a remediar a esse tipo de pobreza”. Obrigada Lieta, Angelo, Lino e toda a comunidade de amigos brasileiros. Nós estamos em Felino (Parma- Itália), mas o nosso coração e a nossa alma caminham com vocês, mesmo nesse tempo de pandemia. - [Maria e Arnaldo (Um casal de italianos, fiéis amigos de todos nós)]

Descrever em palavras a experiência que o grupo vive no Pacoti é difícil, pois as emoções e os pensamentos são muitos. Então, tento explicar com esta mensagem que eu escrevi no WhatsApp, para o Grupo Pacoti 2019, alguns dias após o nosso retorno à Itália. “Também este ano, o grupo Pacoti foi realmente fantástico. Entre os abraços, os beijos e os gritos das crianças, os turnos no refeitório, o lanche nas casas com pão e nutella, a organização dos jogos com a premiação final, a missa na capela às sextas-feiras à tarde, com todos os meninos e as meninas, a “pizza” e doces de chocolates para todos, os passeios para a praia; à noite, para dançar e brincar na quadra, a corrida e caminhada cidadã pela paz em lembrança ao Pe. Elvis, a visita à barraca dos sucos do Mercado Central, a feirinha da beira-mar, a janta na churrascaria, a oração às 7 horas da manhã na igreja. À noite, nos sofás do Meeting House, surgem conversas sobre curiosidades e “pedaços” das nossas vidas entre, uma canção e outra, jogos de cartas e muitas gargalhadas... Nossos dias no Pacoti foram com amizade e harmonia, compartilhando alegria e tranquilidade. Obrigado a todos vocês. Um abraço.” E em agosto de 2020? Nada vai acontecer! Sem o grupo de italianos, sem experiência no Pacoti, sem brincadeiras e danças na quadra, sem turnos no refeitório, sem crianças com seus abraços, beijos e muitas risadas, nenhuma oração às 7 horas na igreja... Nada mesmo, tudo parou! Pacoti será cercado por um silêncio surreal e, enquanto escrevo, sentado em frente ao meu computador, ainda não parece verdadeiro para mim. Sentimos saudades de todos vocês e isso, por causa de um maldito vírus! Mas não desistimos. Estaremos de volta no próximo ano. Espere por nós! - [Max Levrangi (Makis) (Há 20 anos vem passar o mês de agosto na Casa da Criança)]

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CARTA AOS ITALIANOS

Fortaleza, 28 de agosto de 2020. Olá a todos os italianos que não vieram nesse ano! Eu aposto que vocês, padrinhos e madrinhas, estão com saudades de nós e saibam que nós estamos com saudade de vocês. Eu e todos os alunos da Casa da Criança desejamos que vocês tenham saúde e que possamos nos ver no próximo ano. Até lá, se cuida! Beijos para todos. - [Andrey Ângelo Fernandes – aluno do 5° ano]

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| CENTRO EDUC ACIONAL DA JUVENTUDE PADRE JOÃO PIAMARTA


PARA ALÉM DA SIMPLES “ESCUTA” Começo essa reflexão com a seguinte expressão: “Falar é fácil. Difícil é saber escutar.”. O que torna a escuta algo tão difícil? Talvez, escutar seja mesmo uma arte. Pois, escutar significa processar o que está ouvido, dando um significado, sendo possível assim, compreender e, até mesmo, se sentir no lugar do outro, a partir daquilo que está sendo compartilhado.

Nesta perspectiva, compreendemos que o cuidado começa na escuta; ou seja, é no espaço oferecido aquele usuário que está sendo ouvido, em que é possível ele falar livremente e expor suas necessidades, para que a partir da escuta, possamos produzir atos, ações, encaminhamentos e outros cuidados com os quais esse usuário possa refletir. A escuta realizada às famílias, principalmente nesse período de Pandemia, vem sendo de suma importância. Pois, ao escutarmos abrimos uma porta até o interior da outra pessoa, que precisa ser ouvida, possibilitando nos aproximar do desconhecido, que gera no usuário toda a angústia, medo, raiva, incertezas e demais sentimentos.

Diante deste momento turbulento em que vivenciamos, somos convidados a acolher e escutar as famílias dos nossos alunos (as) que trazem suas angústias, frente ao estado de luto que vivenciam atualmente. As perdas são uma marca deste período. O luto pode ser ocasionado pela perda de um emprego, do convívio social, a morte de um familiar, ou até mesmo, pela despedida de uma vida que não será como antes. Essa escuta se fundamenta como um importante papel, principalmente por sermos uma referência positiva para essas famílias e alunos. Podemos caracterizar essa escuta como um elo com o abraço que não pode ser dado nesse momento, o acolhimento e a segurança que tanto buscam, diante de tantas incertezas.

A escuta dessas famílias possibilita também se colocar no lugar do outro, sendo este um elemento fundamental para entender as demandas das famílias e compreender a sua necessidade. Essa compreensão só é possível, quando o profissional que realiza a escuta, reconhece esse usuário como sujeito que fala, julga e deseja onde estar “frente a frente”, olhar nos olhos e possibilitar aquele espaço para o usuário falar, contribui para a construção de um vínculo importante. Podemos concluir com esse espaço de escuta para as famílias que para alcançar alguns avanços desejados, a relação de “fala e escuta” são pontos de partida para o sucesso que devem estar caminhando lado a lado. - [Viviane Eleutério Simões - Psicóloga]

COMUNIDADE RELIGIOSA AGUANAMBI ACOLHE NOVOS IRMÃOS Em nossa vida ocorrem mudanças e acontecimentos que, muitas vezes, fogem à nossa própria vontade ou, simplesmente, são situações que nos acometem. Assim também é a vida das comunidades religiosas piamartinas, mudanças são necessárias para que se continue ajudando a quem precisa segundo a herança de nosso fundador São João Batista Piamarta. No início de fevereiro deste ano, chegou à nossa comunidade um jovem recém-professo do noviciado na Itália, onde passou um ano a fim de aprender um pouco mais sobre a nossa instituição e os compromissos da vida consagrada. Seu nome é João Ferreira de Lara, tem 33 anos e vem de Curitiba-Pr. Ele veio realizar a etapa do tirocínio, tendo como formador nosso já conhecido Diácono Francisco Aparecido, que tanto nos anima espiritualmente com sua ajuda singela e sempre presente no Piamarta Aguanambi.

Ficamos felizes com a chegada do Ir. João, mas devemos saudar nosso querido Pe. Francisco Ferreira Linhares, que passou a assumir uma missão na nossa casa de Ponta Grossa, sendo responsável pelo abrigo do Instituto João XXIII no final de março. Logo em seguida, nos alegramos com a presença de Pe. Gilson Nunes, que retorna a nossa comunidade depois de alguns anos, vindo de Macapá. Pe. Gilson assume as responsabilidades sobre a nossa capela “Nossa Senhora da Assunção” e, também como sacerdote, para atender à demanda das crianças do Piamarta Pacoti.

com seu serviço humilde e sempre disponível a colaborar com nossa casa. Agradecemos a Deus por esses irmãos e pedimos que Nossa Senhora da Assunção e São João Batista Piamarta intercedam por cada um deles, a fim de que sejam fiéis à sua vocação e sirvam com amor a todos que o Senhor lhes confiou. - [Irmão João Lara]

Por fim, recentemente, chega à nossa comunidade Pe. Gerisvan Pinheiro, que passa um tempo conosco colaborando com nosso Instituto e sendo mais um membro da nossa comunidade religiosa. Não podemos esquecer ainda de nosso querido e já vovô Irmão Lino, presente no Piamarta Pacoti I N F O R M AT I V O A M I G O D O P I A M A R TA - E D I Ç ÃO 2 7 - S E T E M B R O D E 2 0 2 0 |

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MÃOS QUE FAZEM A DIFERENÇA”

A Escola Pe. Lino Gottardi – Piamarta Apodi traz um dos carismas piamartinos, que é de FAZER BEM O BEM. Com isso, desenvolve o projeto “Mãos Que Fazem A Diferença”, na comunidade Cabeça Preta na Chapada do Apodi, Limoeiro do Norte-Ceará, com mulheres que fazem artesanato com material reciclado. Elas ficaram conhecidas pelo trabalho primoroso e o resgate de bonecas de pano, além de confeccionarem fantoches, jogos e lembrancinhas para os professores do Município de Limoeiro do Norte. Infelizmente, com a pandemia, esse trabalho ficou parado e elas deixaram de contar com essa ajuda para suas famílias. Como o trabalho do Piamarta é conhecido na cidade, contamos com a ajuda de parceiros como: a Empresa Agrovale, com a doação de kits de alimentação. Esperamos que, essa boa ação, desperte em outros parceiros a mesma boa vontade. À Empresa Agrovale, a nossa Gratidão. - [Helena Monte]

DOAR É APOIAR NOSSAS AÇÕES O Governo do Estado do Ceará lançou, no começo de julho deste ano, o Programa “Sua Nota Tem Valor”, que substitui o antigo “Sua nota vale dinheiro”. É uma forma de estimular as pessoas a pedirem a nota ou o cupom fiscal. Fica claro que, se todo mundo pagar impostos e não houver sonegação, o governo terá mais recursos para investir no bem-estar da população. Mais importante ainda é que, a população possa fiscalizar como e onde estes recursos serão aplicados. Através desse Programa, realmente, você pode ajudar o Piamarta. Em julho, recebemos o apoio de bastante gente, mas precisamos muito mais. Precisamos realmente! CADASTRE o seu CPF no programa através do site ou do aplicativo “Sua Nota Tem Valor” e depois, escolha o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta como Entidade, a qual deseja dar o seu apoio. Quando for fazer uma compra, peça para colocar seu CPF no cupom ou na Nota Fiscal. Pronto! Você acumula pontos e o Piamarta também. Você pode ser sorteado e, se ganhar, o Piamarta também ganha o mesmo valor. Além disso, a entidade participará de um rateio de recursos com base nos pontos acumulados. Faça o seu cadastro logo! É fácil e rápido. Divulgue entre amigos e parentes. Contamos com você para apoiar as nossas Ações Sociais. - [Angelo Faustini]

D O A ÇÕ E S

DADOS BANCÁRIOS BANCO DO BRASIL S.A. Agência - 2937-8 | Conta - 131928-0 BRADESCO Agência - 3456-8 | Conta - 43.300-4 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL Agência -1956 | Conta - 2492-4 | OP 003

MOVIMENTO AMIGO DO PIAMARTA @movimentoamigodopiamarta amigo@piamartaaguanambi.org.br @MovimentoAmigoDoPiamarta PIAMARTA AGUANAMBI www.piamartaaguanambi.org.br piamartaaguanambioficial @piamartaaguanambioficial +55 85 3022.5475

NOTA DE GRATIDÃO A Gratidão é a maior virtude da nossa Instituição. São João Batista Piamata. Conte Sponville em seu livro “Pequeno tratado das grandes virtudes”, diz que tudo o que a gratidão dá é o prazer de ter recebido. Ser grato é devolver com alegria todo o bem, é dar de volta o dom. Toda a comunidade Piamartina se sente grata por todo o Amor transformado em cestas básicas e material de higiene distribuídos em situação de emergência, nesse período de pandemia, às famílias das crianças que assistimos em nossas Instituições. Agradecemos também aos que nos ajudaram na logística da distribuição deste gesto solidário. Ser Grato é ter memória no coração. Em nossas orações e nas orações das nossas crianças, VOCÊS estarão sempre presentes.

EXPEDIENTE - Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta | CNPJ - 07.355.100/0001-80 | Diretora Presidente Lieta Valotti | Movimento Amigo do Piamarta | Jornalista responsável - Adriana Santiago, JP1010CE | Projeto Gráfico e Diagramação - Alx Santos | Imagens do acervo, gentilmente cedidas ou com licença para livre utilização não comercial.


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Amigo do Piamarta nº 27 by Movimento Amigo do Piamarta - Issuu