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Amigo do Piamarta n°19

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AMIGO DO PIAMARTA Informativo

Novembro - 2016

nº

Editorial Vamos em frente! Apesar das dificuldades, apesar das dívidas ......Vamos em frente e 2017 será o 45º ano de atividades do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta, mais conhecido como Piamarta da Aguanambi. Como todo final de ano estamos em apuros,mas ........ Obrigado, Senhor, por nos ter acompanhado durante todos estes anos com a tua Providência divina ... Você é grande! Obrigado pelas milhares de pessoas que acreditaram em nosso amor e cuja doação, pequena ou grande, nos permitiu concluir com êxito esses 44 anos de nossa história. Se vamos em frente é porque temos a certeza dessa colaboração que permite a esta instituição de continuar a fazer o bem que está fazendo. Nunca, como nos últimos anos, constatamos que a união faz a força, que um balde de amor é feito de milhares de gotas de Solidariedade. Obrigado pelas dezenas de pessoas, brasileiras e italianas, que compartilhando o nosso ideal, colocaram-se ao nosso lado e com o entusiasmo e profissionalismo delas, fizeram com que o Centro Educacional mantivesse vivo o próprio carisma e ideal. Obrigado, Senhor, não porque não nos falta arroz e feijão, mas porque nunca nos deixe sozinhos. És Amigo carinhoso quando o coração está triste. És Esperança quando se faz escuridão dentro e fora de nós. És Alegria quando só temos um abraço pra dar para secar as lágrimas de uma criança. És uma agradavel Surpresa quando nos repete que tudo o que fazemos para um destes pequeninos o fazemos para você. És a Palavra inspirada quando nos tornamos defensores dessas vidas fracas na frente das várias instituições. És Vida quando, mesmo nessa seca dramática (são 5 anos que não temos uma estação chuvosa digna desse nome) fazes florescer uma flor que confirma que você está trabalhando com a gente. És Descanso quando

à noite, mortos de cansaço pelos milhares de problemas diários,nos recebe na cama com os teus abraços. És Sorriso quando começamos um novo dia na nossa capela e Você aceita as orações destes teus pequenos filhos e abençõa os corações deles. És o Reino que nos fazes sentir,pela Graça,teus trabalhadores,com a certeza que receberemos o cêntuplo nesta vida e Você, como um prêmio, para a eternidade. Obrigado, Senhor, por nos ter dado a coragem de dizer novamente SIM ao teu projeto para ser presença no meio destas Crianças e destes jovens. Nós somos as tuas mãos, os teus pés, os teus braços, os teus olhos, o teu coração para fazer sentir fisicamente e humanamente esta tua Presença. Padre Giancarlo Caprini Padre Giancarlo Caprini é o atual Superior Geral da Congregação Sagrada Familia de Nazaré fundada pelo São João Batista Piamarta. De fevereiro de 2010 até julho de 2015 (quando foi eleito Superior) passou a morar no Piamarta Aguanambi onde fazia parte da direção.

Movimento Amigo do Piamarta O Amor em movimento continua. Quando um jovem padre aos vinte e poucos anos, deixa sua pátria para em terras estrangeiras doar sua vida aos meninos e meninas, para amá-los e educá-los,este homem merece todo nosso respeito. Ao Pe. Luiz Rebuffini ( in memória ) a homenagem de José Rosa Abreu e Maria Célia Molinari. Quando um grupo de pessoas “adotam” uma capela ,cuidando da sua estrutura física tornando cada dia mais bela esta casa de louvor e oração,esse grupo recebe dos que fazem a direção do Pimarta todo afeto e gratidão. Quando nossos professores em todas as unidades confraternizam em festa, sentindo-se uma grande família, nas salas de aula nossos alunos também experimentam o amor. Porque ser professor Piamartino é principalmente uma vocação. Em todas as unidades nossos professores foram amorosamente reconhecidos no seu dia. Um reconhecimento especial vai para a Profª Helena, cidadã limoeirense. E por tudo o que fizemos em prol das crianças e jovens que educamos com a sua ajuda, Batista Molinari,vem nos dizer : Porque vale a pena ser AMIGO DO PIAMARTA. O amor e o MOVIMENTO AMIGO DO PIAMARTA,continuam,e cada vez mais conta com VOCÊ. Neste NATAL,ame mais! No ANO NOVO,nos visite mais. Em 2017, conte sempre com a gratidão e a oração dos meninos e meninas do Centro Educacional da Juventude Pe. João Piamarta. Boas festas!

Lar Nazaré, a casa da meninas, onde elas estudam e se educam para serem futuras mulheres de bem

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Por, Galeara matos de França Silva.


Padre Luiz Rebuffini: Página Feliz da Nossa História... Noite da gratidão Poderia ter sido a noite da saudade. Mas a Galeara que conhece o peso da palavra preferiu chamá-la Noite da Gratidão. A gratidão convive bem com a pessoa lembrada. É o que o Piamarta tem feito uma vez por ano, ao homenagear pessoas que lhe são caras. Este ano será relembrado o padre Luigi. Ele faleceu recentemente, e sua morte avivou na consciência de muitos, profunda gratidão pelo bem que fez a uns e a outros durante sua permanência no Ceará. Encontrei-o, a primeira vez, em abril de 1987, em companhia do doutor Waldo Pessoa, presidente do Instituto dos Cegos. Acabara de chegar de Brasília, à véspera da posse do governador Tasso Jereissati, para apoiar, como secretário, os serviços sociais no estado. Nesse trabalho se incluía a atenção às condições da crianças, adolescente e seus familiares no contexto da realidade local e dos estudos que então se faziam no País para montar o Estatuto da Criança e do Adolescente-ECA. O doutor Waldo Pessoa sugeriu: vamos encontrar um homem de visão. E lá fomos nós visitar o padre Luigi numa noite de abril de 1987. O encontro se deu à mesa. Sobre ela havia pão, queijo e vinho. O ambiente me reportou a outra mesa. Em outra noite, no mosteiro de Subiaco (Itália), encravado na rocha à beira de profundo boqueirão por onde corre o rio Amene. Padre Luiz me avivou a ideia de que seu trabalho em prol da juventude tinha algo da pedagogia de São Bento, fundada no ora et labora, oração e trabalho. Perceber na criança o cidadão de amanhã significava nela incutir todo um mundo de valores humanos desenvolvidos nas dimensões espirituais, intelectuais e emotivas, além de competências e habilidades técnicas, na linha de Dom Bosco e de outros educadores italianos. Saí do encontro convencido de que valeria dar robustez à parceria existente entre o Colégio Piamarta e a recém-criada Secretaria da Ação Social, superando alguns preconceitos existentes de lado a lado. Guardei do padre Luigi, a imagem de um homem, marcado por algumas contradições e excepcional vitalidade. As contradições ficam por conta de seus futuros biógrafos. Atenho-me àquela vitalidade sua que contagiava os seus colaboradores criteriosamente escolhidos. Vale lembrar o irmão Vezzoli: seu porte desengonçado, a facilidade com que lidava com empresários da terra, na convicção de que para todo problema havia uma solução, desde que se estivesse disposto a quebrar muito a cabeça. Ele mesmo quebrava a sua e as dos meninos empolgados com os trabalhos nas oficinas. Um ou outro domingo, aparecia lá em casa, trazendo de carona, em sua pick-up, a Carolina, dois ou três meninos e o convite: andiamo a Pacoti-Riachão pranzare da Lieta ed Angelo. Impressionava ver como tratava os meninos: suaviter ac firmiter, com suavidade e firmeza, na linha de São Bento, Dom Bosco, e do padre Piamarta. Um dia, adoeceu gravemente. Fui vê-lo com alguma frequência no hospital. Mandado de volta à Itália, telefonou-me duas vezes. Depois, recebi uma carta, ou melhor, um rascunho, metade italiano, metade brasileiro. Um texto nervoso, desconexo, confuso. (Seriam os estertores da morte?). Logo chegou a notícia de seu falecimento. Lembrar o Nelson. Pau para toda obra, continua entendendo de tudo um pouco. Um pouco de peso a mais, fios brancos na cabeça e muita disposição. Sempre um mundo de coisas a fazer: assegurar o funcionamento e a qualidade da oficina, cuidar disso e daquilo, sem nunca esquecer os afazeres da própria família. Lembrar a Lieta e, com ela, os educadores que cuidam, com competência, da educação formal dos jovens. Lieta, a esperança em ação. Veio da Itália, aos 18 anos, para um estágio de alguns meses. Aqui está, há mais de 40 anos, dando vida a inúmeros projetos. Com a anuência do marido, Ângelo, deu o próprio nome, feito de alegria, a uma iniciativa (Operazione Lieta) que tem canalizado recursos de famílias italianas em favor das crianças cearenses. Sua carga de serviços prestados é surpreendente. Os meninos todos a conhecem e a chamam pelo nome. Ela, com seu nome bonito, reconhece e valoriza os nomes de todos os meninos e meninas. Mas vamos ao ponto. Se em casa, somos amigos do Piamarta é porque sabemos que uma andorinha só não faz verão. A instituição, que tem contado com o apoio de famílias italianas, necessita hoje do suporte de voluntários cearenses para ter condição de realizar o seu trabalho em favor de expressiva parcela da população: crianças, adolescentes, e famílias econômica e culturalmente vitimadas em Fortaleza e no Ceará. Um grupo de voluntários, denominados Amigos do Piamarta, animados pela professora Galeara, trabalha nesta perspectiva. São pessoas atentas ao fato de que a instituição tem mais de 40 anos de presença no Ceará. Que seu empenho tem ajudado a integrar elevado número de jovens à produção industrial, agrícola e cultural. O olhar desses amigos não se limita unicamente a uma visão de fome, miséria e exclusão. É, ao contrário, um olhar construtivo que considera esses jovens e seus familiares como seres capazes de integrar-se normalmente à sociedade, nela injetando todo um conjunto de talentos de que o Ceará precisa. Mas os amigos, por generosos que sejam, não deixam de perceber que a tarefa é árdua. Os dirigentes da instituição se deparam com questões jurídicas que dependem de acurada interpretação do ECA com o apoio do Ministério Público e do Poder Judiciário. Há problemas imobiliários de não fácil deslinde. Há a necessidade de uma gestão modernizada capaz de dar sustentação a um projeto que hoje se ressente da renovação da infraestrutura, de atualização dos equipamentos técnicos e das práticas técnico-pedagógicas. Torna-se, pois, indispensável integrar, com rigor e vigor, a evolução da entidade, a sua visão/missão de política social, construída no entendimento cultural e motivacional entre dirigentes, dirigentes governamentais, amigos da instituição e seus recursos humanos. É urgente desenvolver o Piamarta, mas para isso, como diria o irmão Vezzoli, é preciso quebrar muito a cabeça. Imagino o padre Luigi repetindo a todos, lá do céu, ser necessário que assim aconteça. José Rosa Abreu Vale Amigo do Piamarta

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Padre Luiz Rebuffini: Página Feliz da Nossa História... Padre Luiz Rebuffini Relembrar o Padre Luiz, o tempo em que o conheci e em que ele foi o meu diretor, é o mesmo que lembrar a minha juventude, nos idos de 1960. Eu tinha então 19 anos. A grande novidade do bairro Montese era a escola que seria construída pelos padres italianos e eu, recém-diplomada no curso Pedagógico, então chamado Curso Normal, vi ali uma possibilidade de trabalho. Lembro com detalhes quando o procurei e me candidatei para ensinar na escola que começaria a funcionar no início do ano letivo de 1961. Ele me respondeu com um sotaque forte: “Menina, tu não pode, eu só aceito professora diplomada! ” Eu falei que havia recém terminado o Curso Normal, mas ele só acreditou quando fui em casa pegar o certificado do Instituto de Educação. Comecei a trabalhar na Sacristia da Igreja. O Piamarta Montese ainda nem tinha os alicerces, mas na mente dele com certeza já era uma realidade. Homem jovem, enérgico, de caráter forte, otimista, incansável trabalhador, com grandes ideias em mente. Começou a ser conhecido na cidade não somente pelas pessoas comuns, como pelas autoridades locais, entre elas o Senador Paulo Sarasate, o Governador Virgílio Távora e sua esposa Dona Luíza Távora. Aqueles políticos eram entusiasmados pela sua capacidade de trabalho e o ajudaram bastante na aprovação de verbas públicas para a construção do colégio e outros trabalhos. Tanto que seus nomes são lembrados na Banda do Colégio, que seria depois conhecida no Brasil e no exterior, no restaurante Dona Luiza Távora, escola para garçons que eram escolhidos entre os alunos maiores tendo vários deles, inclusive, viajado para fazer especialização na Itália. Algum tempo depois, já professora contratada pelo Estado e casada com um ex-aluno Piamartino (vindo da Itália para instalar as oficinas de radio e eletrotécnica do novo colégio já em funcionamento), precisei de uma licença de dois anos para acompanhar meu marido à Itália. Não queria perder minha vaga de professora na Escola e nisso ele muito me ajudou pois, segundo soubemos, a licença já estava aprovada faltando somente a assinatura do Governador para ser publicada no Diário Oficial. Com a aproximação da viagem e a demora no despacho do documento, ele acompanhou a mim e ao meu marido à própria residência do Governador que colocou à nossa disposição a pilha de documentos para que encontrássemos aquele que nos interessava (tanta era a confiança depositada no Pe. Luiz), enquanto os dois conversavam na sala ao lado. A sua coragem, a disposição para o trabalho, as ideias que tinha, os conhecimentos, encantavam o Governador, que via nele uma pessoa que podia elevar a educação em Fortaleza e mesmo no Ceará. Para o Governador, ele era um amigo. Veio a segunda escola, o Piamarta Aguanambi, como é conhecido o Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta. Por essas duas escolas passaram no correr dos anos milhares de jovens que hoje são profissionais das mais diversas áreas, muitos deles conhecidos na cidade por sua capacidade e honradez. Em 1979, o Estado do Ceará, cujo governador era na época Virgílio Távora, doou ao Centro Educacional da Juventude Pe. João Piamarta o Canteiro de Obras do Açude Riachão Pacoti, localizado no município de Pacatuba, agora Itaitinga. O objetivo dessa doação era que o Pe. Luiz pudesse expandir a sua ação filantrópica também às crianças, pelo fato de o Centro Educacional atender somente adolescentes e jovens. Foram inicialmente adaptadas as estruturas existentes (o canteiro de obras), até que em 1984 foi inaugurada a primeira construção própria para os fins que se pretendiam. Em seguida foram surgindo outras estruturas: um refeitório, onze casas onde as crianças residem com suas educadoras sociais, uma capela. A Casa da Criança Gov. Virgílio Távora hospedou inicialmente, 250 crianças e continuou sua expansão para fazer frente às centenas de pedidos, chegando a hospedar até quase 500. Atualmente, hospeda 285 crianças com idade entre os 6 e os 13 anos, que estudam internamente na Escola de Ensino Fundamental. Depois deste período, se as famílias ainda precisarem do apoio da instituição, os adolescentes podem continuar seu percurso

escolar no Piamarta da Aguanambi, escolhendo entre o Sistema de Residência ou Tempo Integral e podendo iniciar também sua formação profissional num dos muitos cursos lá oferecidos. CURIOSIDADE: por que esta unidade é chamada Pacoti? Realmente este nome tem origem no começo da obra, pois se tratava do canteiro de obras do açude sobre o rio Pacoti. Somente o nome Pacoti ficou e desde então, para todos os que aqui estão e que por lá passaram, esta casa se chama assim! Como para os meninos, há ainda uma outra casa que abriga meninas proporcionando-lhes estudo, alimentação, assistência. Tudo isto pensado e iniciado pelo Padre Luiz. Claro que pessoas de grande boa vontade e comprometidas com esse trabalho, o ajudaram no decorrer do tempo. Com o passar dos anos sua saúde foi se debilitando, precisou passar por um transplante de fígado. Seu organismo rejeitou o órgão e em poucos dias ele passou por um segundo transplante, resistindo ainda por vários anos. Houve também o comprometimento da visão e ao final ele era praticamente cego. A nossa condição humana é de uma fragilidade impressionante! O homem cheio de forças, de energia, que, como se diz aqui no Ceará “não levava desaforo pra casa”, era agora um velhinho que pouco saia da sua sala. Mesmo assim, quando em dezembro de 2014 meu marido e eu fomos convidálo para a Missa que seria celebrada por ocasião das nossas Bodas de Ouro, vimos uma centelha de alegria no seu rosto e ele não somente compareceu como se manifestou durante a Missa falando sobre a família, o matrimônio e de certa forma lembrando também o passado que havíamos compartilhado. Se ele tinha defeitos? Claro. Era humano. Pedimos ao Pai das Misericórdias que o receba no seu Reino, que tenha piedade dos erros que tenha cometido e olhe com olhos de amor as coisas boas que fez. E, se como diz o Papa Francisco “O nome de Deus é Misericórdia”, certamente ele já foi recebido, emocionou-me muito vê-lo no caixão, na missa de corpo presente, a capela, a linda “capela do Piamarta” lotada de amigos e de tantos senhores grisalhos, alguns barrigudos, ali prestando sua última homenagem àquele que tantas vezes por causa dos gritos e correrias nos recreios os chamava de índios. Com certeza, ressoou nos seus ouvidos o grito: “Índios”! E com certeza, algumas lágrimas rolaram de seus olhos. Maria Celia Mesquita Molinari Amigo do Piamarta

Por ele, toda criança teria direito à escola, família, cultura, esporte, lazer e todo amor que houver nesta vida.

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Pimarta Aguanambi O QUE É SER UM PROFESSOR PIAMARTINO? Ao refletir sobre esta pergunta, voltei no tempo e me transportei para o ano de 1988, mais precisamente ao Bloco B do Centro Educacional da Juventude Pe. João Piamarta, onde hoje funciona a Escola Padre Amorim. Lá, lecionei pela primeira vez, numa sala de aula de verdade, porque até então eu só havia estagiado. A sensação era de ansiedade e reponsabilidade ao me ver diante de alunos do Ensino Médio, de diversas faixas etárias alguns, inclusive, mais velhos do que eu e com muita vontade de aprender, de crescer profissionalmente em seus empregos, de melhorar de vida. Passado o primeiro impacto e dado o compromisso com a profissão escolhida, as ansiedades foram diminuindo e as aulas fluindo como deveriam ser: mais elaboradas e com maior participação dos alunos. Como diz Caetano Veloso... “O tempo não para e no entanto, ele nunca envelhece...” É verdade; voa rapidamente ... Eis que me deparo trabalhando também em outra escola, e por mais que se tente é inevitável não fazer comparações: situação socioeconômica , visão de mundo, perspectiva de vida, etc. Retratos contrastantes de uma mesma cidade com prioridades tão diferentes. Convivi bem diante dessas realidade. Sempre procurando tirar lições que serviram e servem até hoje para o amadurecimento do meu ser pessoa. Nesse contexto, o Piamarta representa o algo mais a partir do momento em que ao me colocar no lugar do outro, incorporo e exercito valores significativos como: gratidão, respeito, misericórdia, perdão, coerência, disciplina e firmeza nas atitudes. Alguns, aparentemente, simples, porém muitas vezes tão esquecidos, que chegam a fazer falta no nosso cotidiano quando somos ultrajados até mesmo numa fila de banco. São valores que perpassam a etimologia da palavra e encontram ressonância em atitudes permeadas de amor, carinho, reconhecimento, solidariedade, altruísmo e nos deixam cada vez mais otimistas e esperançosos no sentido de que crianças, adolescentes e adultos enxerguem o mundo com um olhar mais igualitário, mais humano, mais justo SEM muros físicos ou fictícios.

Entrevista com Dona Iracema Dona Iracema é uma senhora muito alegre, carismática e elegante que distribui abraços apertados em todos que aparecem em sua frente; é uma avó carinhosa, exigente, que se preocupa muito com os netos e o seu empenho em cuidar e acompanhar cada um deles é contagiante. Conversei com dona Iracema no dia 08 de agosto de 2016 e vou tentar transcrever sua fala carregada de emoção, gratidão e entusiasmo, que por vários momentos, me fizeram sorrir e até algumas lágrimas não se seguraram em meus olhos. Lúcia - D. Iracema por que a senhora procurou o Piamarta para colocar seus netos? D. Iracema – O local onde moramos é muito precário, os adultos não têm trabalho, não têm projetos para acolher as crianças, muitos pequenos já se envolvem no mundo das drogas e até dos crimes. Eu ficava vendo todos eles passando necessidades até de alimentação. Todos brincando na rua e aí meu coração ficava apertadinho e eu buscava uma forma de ajudar. Um dia, conversando com uma senhora, ela me falou do Piamarta e me ensinou onde ficava. Então, eu fui lá dias depois. A assistente social me explicou tudo e eu ia me alegrando, parecia que um mundo novo se abria para nossa família. Lúcia – Como a senhora enxerga a Educação Piamartina? D. Iracema – Tudo no Piamarta é importante, bom e bonito: as aulas, os cursos, o alimento, a fé, o cuidado e principalmente as orientações que eles recebem. As crianças melhoram o comportamento, aos poucos se tornam mais calmos, aprendem a dividir tudo. Noto mais tranquilidade, ficam muito mais carinhosas e responsáveis. E nos estudos também; os professores ensinam bem, se preocupam em saber se eles estão aprendendo. É uma coisa maravilhosa! Lúcia – A senhora teria alguma crítica ou sugestão para melhorarmos nosso trabalho? D. Iracema – Eu peço a Deus todos os dias que dê muita saúde, disposição, paciência a cada uma das pessoas que trabalham aqui: os padres, a Lieta, os professores enfim, a todos. Vejo que as pessoas que trabalham aqui são bastante amorosas e comprometidas. E isso é o que precisa para educar: AMOR, COMPROMISSO E RESPEITO. Lúcia – Que mensagem a senhora gostaria de deixar para as famílias que também têm seus filhos na Instituição? D. Iracema – Quero dizer que confiem no Piamarta, pois essa é uma casa onde o AMOR está presente a cada momento. Aqui seus filhos vão aprender a ser homens e mulheres de responsabilidade; vão crescer e ser alguém na vida; ser um cidadão, com um trabalho digno para construir uma família bem organizada e feliz. E assim aconteceu nossa conversa, que se dependesse de nós duas continuaria por muito mais tempo. Lúcia Silvestre

Jandsmara Sá de Oliveira (MARA)

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Pimarta Aguanambi Primeiras professoras: Ninguém esquece Tive até hoje muitos professores e cada um a seu modo teve sua importância e contribuiu para minha formação como profissional e como pessoa...Se bem que uma coisa não exclui a outra;mas sempre que me perguntam qual o professor que teve mais destaque em minha vida... Não tenho dúvidas e nem dificuldades em lembrar e quero hoje falar um pouco sobre minha primeira professora que foi e é até hoje a melhor profissional que conheci :Dona Mércia é o seu nome! A Escola ficava em sua casa no Sítio Olho Dágua ,um lugar lindo ,muito verde,bem em frente tinha um Engenho de Cana de açúcar ,que na época da moagem era nossa alegria, pois fazíamos a festa na hora do recreio e ali bebíamos a garapa deliciosa e comíamos o puxa puxa enroladi nho em um pedaço de cana...Eita tempo bom!!! Dona Mércia ensinava com determinação, segurança e alegria,todos nós a achávamos belíssima; e era mesmo, muito elegante e cheirosa. Sua letra era linda,ela copiava tudo em nossos cadernos,ouvia a leitura de cada um todos os dias mas acho que o mais importante era o que acontecia enquanto estávamos lá...Pelo menos para mim era uma emoção quando ela pedia para alguém ir até sua casa buscar algo...Eu terminava meus deveres bem rápido para estar sempre a postos pois sua casa era muito bonita...Então eu ia com o coração disparado naquele corredor,passava por um portãozinho de treliça e ali eu vi pela primeira vez uma lâmpada elétrica acesa(sim minha casa não tinha luz),um aparelho sanitário,um chão bo nito enfim plagiando a Clarice Lispector era uma felicidade clandestina..Hoje compreendo que isso alimentava nossos desejos e sonhos de viver melhor!

E Dona Mércia rezava conosco todos os dias. Em nossa sala tinha um São José sempre olhando para nós. Lembro bem o dia em que uma enorme chuva nos pegou no caminho. Chegamos à Escola completamente encharcados e ela providenciou imediatamente para que nos secássemos e emprestou roupas de seus filhos para que não adoecêssemos.. E um dia ela pediu que quem pudesse levar uma fruta pois iríamos todos fazer a merenda...Eu levei um mamão...Naquele dia, pela primeira vez, muitos de nós conhecemos o liquidificador...E eu chegava em casa contando tudo isso.. O tempo parece que era mágico pois em um único expediente vivíamos e fazíamos tantas coisas...Aulas maravilhosas,os bois comiam em seus cochos que ficavam pertinho da janela ...E ela falava para que tivéssemos cuidado com os piolhos, e ensinava remédios para nossas gripes,e mandava recados para nossos pais sobre vários assuntos necessários... Quase todos nós, meninos e meninas daquela Zona Rural onde morávamos tivemos o privilégio de conviver com essa mestra e tenho certeza de que ela faz parte da memória afetiva de todos. Falando por mim...meu sentimento é de gratidão!!! Não sei se ela faz parte das redes sociais,pois queria que visse esse texto que nem vou reler pois foi feito sob intensa emoção....Uma chuva de lembranças!!! Feliz dia do Professor!!! Muito obrigada!!! Com a Senhora aprendi demais...e tem uma passagem bíblica que diz”:Quem ensina aos outros alegria ,brilhará como Estrelas no céu”!!! Então seu brilho deve ser imenso!!!

Educação fora da Sala de Aula: VII Sarau Piamartino Hoje foi dia de apreciar nossos alunos...e mais uma vez eles brilharam e nos emocionaram com música,dança, poesia,desenhos,criatividadee principalmente, alegria estampada em seus rostos . Viva cada menino e cada menina que subiu ao palco em nosso VII Sarau. Viva cada professor e cada professora que tão amorosamente apoiou esse momento mágico! Era tanta beleza que ficou difícil escolher as fotos... A menina elegante lê o seu texto

Concurso de desenhos

Lúcia Silvestre

De amor e Gratidão vivemos nós!

Dois Mundos...

Depois da Gratidão com Deus ,eis a gratidão com as pessoas... Depois vem a gratidão com os benfeitores... Enfim vem a educação à gratidão dos jovens... Porque para São João Batista Piamarta, “A gratidão deve ser a máxima virtude”

Festa da Gratidão Venha, queremos te Agradecer e te desejar um FELIZ NATAL

Dia : 03 de dezembro às 18h Local:Piamarta Aguanambi

Após a missa em Ação de Graças por VOCÊ ser nosso amigo, haverá uma confraternização ao som da banda de música D. Luíza Távora. Aceite nosso convite! Nós queremos também te agradecer.

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Tinha um Drummond... E meninas recitando poesia de forma graciosa

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Casa da Criança Gov. Virgílio Távora e Lar Nazaré

Ser professor na Casa da criança e lar Nazaré é... Ser professor é excelente, ser professor de meninas é algo fascinante, é vivenciar momentos de alegria, emoção e amor. A cada dia é uma lição, temos momentos com as alunas em que eu que sou o aluno, pois o crescimento profissional é enorme. As educandas do Lar Nazaré tem uma vontade de aprender e isso eu vejo algo positivo, pois elas têm o desejo de melhorar o mundo. Dessa forma eu só tenho que agradecer em ser professor dessas meninas, pois além de tentar aprender, tem como destaque a humanização, fazer a diferença na vida dessas garotas é o meu objetivo, transformar tanto intelectual quanto o social para viver na sociedade. Mario Gelison S. dos Santos

Professor do 40 C

Ser professora de menina é um encanto, Eu tenho uma turma com meninas encantadoras cada uma com o seu potencial. Certa vez em uma aula de produção textual, todas muitas envolvidas, coloquei uma boneca Barbie para que as observações fossem feitas e as mesmas produzissem o texto informativo. Quando a boneca foi exposta na sala, a pergunta foi: É de quem é tia a boneca? – É da sala, mas ao final da aula terá uma vencedora do bingo que a levará. Em meio a produção estavam todas empolgadas querendo escrever com detalhes e tinham até palavras fora do cotidiano que as ajudou na escrita. Sofia, uma aluna que está em processo de leitura e escrita não consegue fazer um texto convencional mas ela escreve do seu jeitinho, cheia de ideias. Ao final, foi feito o bingo e aluna Sofia ganhou a boneca dos sonhos de cada menina. Uma aula que poderia ser entediante foi muito proveitosa. Então ser professora de menina é fazer da sala de aula um encanto como todos têm, tornar o lugar prazeroso para que o retorno seja sempre um momento esperado. Segundo Elaine Sekimira, “ incentivar a leitura e a escrita é a forma mais eficaz de disseminar cultura e valores, incitar a imaginação e despertar criatividade”. Diante da citação, sinto-me realizada ao fazer parte do crescimento de cada menina no seu crescimento social, moral e afetivo. Roberta dos Santos da Silva

Professora do 20C

“É ter em mãos a grande missão de contribuir para o desenvolvimento da aprendizagem e para a formação moral e pessoal de cada criança.” Andelia Vieira “É desafiador! Mas também recheado de conquistas e encantos que nos levam a um contínuo desabrochar de saberes.” Adriana Lima “É crescer a cada desafio e a cada conquista.” Edivania Ferreira

Brincar é direito de toda criança... O promotor DE JUSTIÇA de Itaitinga Dr. Luiz Bezerra Lima em nome dos promotores de justiça do estado do Ceará, em uma campanha voluntária, doaram às crianças da Casa da Criança Gov. Virgílio Távora material para atividade esportivas e recreativas. As crianças em Festa agradecem.

Quando eles (elas) retornam à escola 11 de setembro de 2016, nosso 13º encontro dos ex alunos piamartinos. Assim como os outros 12, ficará pra sempre em nossa memória, um grande dia esperado por muitos. Foi um dia maravilhoso com muita emoção e alegria a todos amigos que há muito tempo não se encontrava, nos emocionamos e divertimo-nos muito no torneio de futebol, no passeio pelo colégio, no encontro “com nossos pais” Ângelo e Lieta, que nos receberam até hoje de braços abertos, que em nossa infância nos deram, lazer, moradia, alimentação, educação, enfim, nos ensinaram a ser bons cidadões com boas obras... Grato sempre serei a

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essa instituição. Sempre falo aos amigos que encontro: enquanto Deus me der saúde e vida aqui na terra, estarei sempre ajudando ao Piamarta e estas crianças. Muito obrigado a todos que estiveram nesse encontro, nos veremos no próximo.

“Uma vez piamartinos, para sempre seremos piamartinos.” Ex-aluno com orgulho: Jerciel Souza

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O Coral Infantil do Piamarta e sua Trajetória de Aprendizagem Artística e Humana. O Coral Infantil do Piamarta (CIP) iniciou suas atividades em fevereiro de 2013, sendo a mesma, um complemento na tabela extracurricular da escola. O coro é composto por 30 cantores (17 meninas do Lar Nazaré e 13 meninos da Casa da Criança) com idades que variam entre 8 e 13 anos. Os únicos requisitos para participar da atividade são: vontade de cantar e assiduidade. Tendo isso em mente, o trabalho segue funcionando a pleno vapor e já se encontra na sua terceira turma de Pequenos Cantores no ano de 2016. O canto coral desenvolve o indivíduo como um todo, tanto no âmbito artístico como pessoal. No CIP as crianças aprendem música coletivamente e ao

mesmo tempo, trabalham sua individualidade e formação de opinião. Cooperação é a palavra mais usada dentro de sala de aula. Todos aprendem que cada cantor tem sua relevância dentro do coro, e o respeito às características de cada um é trabalhada todos os dias. Nos ensaios do coral, a frequência e o bom comportamento são essenciais para que as aulas sejam proveitosas. Uma vez que entramos em sintonia musical, podemos nos divertir e conseguir construir grandes coisas juntos, essa é uma lição para a vida que os cantores levam consigo para sala de aula e suas casas. Esse é o objetivo do processo de construção artística do CIP, complementar a formação humana de forma rica. Jéssica Poliana Regente do Coral

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Escola Agrícola Pe. Lino Gattardi Saudações à Profª Helena Sei que existe uma Profª Helena que leciona na Escola Mundial, importada do México num tal de Carrossel, com carinha de

princesa que só distribui canduras. Não, não vim aqui falar dessa Profª Helena. Quero falar da Profª Helena lá da Escola Agrícola Pe. Lino Gottardi (Unidade do Piamarta) que fica em Limoeiro do Norte, a 199 km de Fortaleza. Essa Profª Helena é de verdade, tem a pele queimada do sol do sertão. Tem os pés rachados de tanto caminhar na terra quente de um lado pra outro organizando juntamente com a equipe de professores as aulas práticas do curso de agropecuária. E ali na região ela sai de empresa em empresa, batendo em suas portas contando a um e a outro, sobre os projetos, os sonhos, e as necessidades da sua escola. Profª Helena está a frente da Escola há 15 anos, foi para atender a um pedido do Pe. Luiz Rebuffini (in memória) que a convidou para ser semente da Escola Agrícola Pe. Lino Gottardi quando tudo começou. Hoje Helena é árvore e dá a sombra confortável que seus alunos precisam para aprender a cuidar e respeitar a terra e os animais. E mesmo quando não chove está ela,

com os olhos fixos no céu esperando que a chuva caia. Sem perder a esperança jamais. Esta Profª Helena existe, eu conheço, ela é de carne, osso e sonhos. Nestes 15 anos dedicados ao trabalho de Educação dos jovens agricultores de Limoeiro, Profª Helena vem em casa ver seus familiares em Fortaleza só em datas festivas como natal, páscoa, outras vezes para algumas emergências médicas. Agrônoma de formação, a Profº Helena é uma referência na vida dos pequenos-futuros agricultores da região. Por isso e muito mais a Profª Helena recebeu no dia 30 de agosto pelas mãos do Sr. Prefeito de Limoeiro o titulo de “Cidadã Limoeirense”. Um reconhecimento justo e merecido. E, sempre que em algum lugar, uma professora é homenageada, esta homenagem, se estende a todas as outras professoras do mundo. Tão largo e profundo é a dimensão deste ofício. Palavras da Profª Helena: “O título de cidadã Limoeirense será entregue a mim, mas eu o dedico a equipe de professores / professoras que junto comigo despertam nestes jovens o amor à terra e o respeito à natureza” E nestes tempos de desencanto que paira sobre o Brasil eu me encanto com a Profª Helena, e sigo em frente. Saudações Profª Helena, o titulo é seu e o orgulho é nosso.

Informativo do Centro Educacional da Juventude Padre João Piamarta | Fortaleza - CE

Por, Galeara matos de França Silva.

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Porque sou Amigo do Piamarta

Por que ser amigo do Piamarta O Padre Luiz juntamente com Lieta e Angelo deu início na Itália, mais precisamente na Província de Brescia, região de onde era originário o Padre Luiz e o próprio S. João Piamarta, a um programa que foi denominado “Operação Lieta” com a finalidade de coordenar a arrecadação de donativos para as obras educacionais dirigidas pelos Piamartinos em andamento aqui no Brasil. Creio que muita gente pensa que as organizações Piamarta recebem muito dinheiro vindo da Itália, mas não é exatamente assim. Aquele país também tem passado por crises políticas e financeiras e nos últimos tempos tem recebido um

enorme contingente de pessoas vindas de diversos países da África e até de outros continentes, fugindo de guerras, da fome Pessoas em busca de um lugar onde possam ter uma vida melhor e as quais, uma vez chegadas, precisam ser acolhidas, alimentadas, colocadas em moradias, enfim, também precisam de ajuda. Alguma ajuda pode ainda chegar aqui, assim como também há alguma ajuda de órgãos públicos, mas anda longe de prover às necessidades, de fazer frente às despesas que essas escolas enfrentam. A Casa da Criança Governador Virgílio Távora é um local que merece ser visitado, pois mesmo passando por sérias dificuldades, nota-se o cuidado e o carinho que as crianças recebem. Vivemos um momento em que a violência tem alcançado índices alarmantes em nosso Estado, para nos mantermos somente aqui sem falarmos no restante do país. Sabemos que a educação é condição essencial para que as crianças cresçam com noção de respeito ao próximo, consciência cristã, dedicação ao trabalho. Ter pessoas que se doam, se prontificam a cuidar de dezenas de crianças, alimentá-las e educá-las sem ter com isso nenhum lucro pessoal, é admirável num mundo onde reina o egoísmo, o desejo de ter ao invés de ser.

É verdade que também o nosso país está num momento de crise, que nada é fácil para ninguém, mas acreditamos que, por exemplo, alunos que já foram beneficiados pelo Piamarta e que se encontram em um trabalho seguro e uma condição de vida bem melhor do que quando eram crianças, têm a obrigação moral de serem “amigos do Piamarta”, ou seja, ajudarem de forma concreta essa instituição educacional. A contribuição mensal dos ex-alunos e simpatizantes mesmo que pequena, formará um valor considerável e valioso para que essas crianças continuem a ter um lugar onde receber educação moral e religiosa e no futuro venham a tornar-se cidadãos que honrem e possam ajudar a fazer da nossa cidade e do nosso Estado um lugar melhor. No informativo (www.piamartaaguanambi.org.br) você encontrará a forma de colaborar que lhe seja mais conveniente. Venha, seja você também um AMIGO DO PIAMARTA. Vale a pena! Battista Molinari Amigo do Piamarta

QUERIDO AMIGO DO PIAMARTA: Este espaço é seu. Escreva: Eu sou amigo do Piamarta, por que.. Envie seu artigo para: aguanambi@piamartaaguanambi.org.br

O Piamarta precisa de você Procuramos 10.000 amigos que nos ofereçam contribuição mensal para dar uma nova esperança a mais jovens e crianças. EU DESEJO SER “AMIGO DO PIAMARTA!” Nome: _______________________________

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