Ano X - nº 03 jan/fev/mar 2019
V Congresso Nacional de Educação da ANEC Inovação | Sustentabilidade | Humanismo Solidário
REDES EM REDE
EDUCAÇÃO BÁSICA
Um projeto global para o fortalecimento da educação católica no Brasil.
Quais os principais desafios para a implantação da BNCC no cenário atual das Escolas? jan/fev/mar 2019 | nº 03 | Revista EDUCANEC
Importantes mudanças nas legislações e nos instrumentos de avaliação que norteiam todas as IES
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A Associação Nacional de Educação Católica do Brasil tem como finalidade atuar em favor de uma educação de excelência, assim como, promover uma educação cristã evangélicolibertadora, entendida como aquela que visa à formação integral da pessoa humana, sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja. CONSELHO SUPERIOR Ir. Irani Rupolo (Presidente) Pe. Mario Sundermann (Vice-Presidente) Ir. Claudia Chesini (Secretária) CONSELHEIROS Frei Gilberto Gonçalves Garcia Ir. Iranilson Correia de Lima Ir. Ivanise Soares da Silva Pe. João Batista Gomes de Lima Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães Pe. Josafá Carlos de Siqueira Pe. Maurício da Silva Ferreira Ir. Márcia Edvirges Pereira dos Santos DIRETORIA NACIONAL Ir. Paulo Fossatti (Diretor Presidente) Ir. Adair Aparecida Sberga (Diretora 1ª Vice-Presidente) Ir. Natalino Guilherme de Sousa (2º Vice-Presidente) Ir. Marli Araújo da Silva (Diretora 1ª Secretária) Prof. Francisco Angel Morales Cano (Diretor 2º Secretário) Pe. Roberto Duarte Rosalino (Diretor 1º Tesoureiro) Frei Claudino Gilz (Diretor 2º Tesoureiro) SECRETARIA EXECUTIVA James Pinheiro dos Santos
CÂMARA DE EDUCAÇÃO BÁSICA Roberta Valéria Guedes de Lima CÂMARA DE ENSINO SUPERIOR Fabiana Deflon dos Santos Gonçalves CÂMARA DE MANTENEDORAS Guinartt Diniz Rodrigues Antunes SETOR PASTORAL/RELACIONAMENTO INSTITUCIONAL Ir. Claudia Chesini SETOR ADMINISTRATIVO/FINANCEIRO Idelma Alves Alvarenga COORDENAÇÃO DE EVENTOS Marcia Marques do Nascimento SECRETÁRIA GERAL Graciele de Oliveira França DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO Agência Bear. PRODUÇÃO EDITORIAL ANEC/Agência Bear. REVISÃO TEXTUAL Agência Bear. PROJETO GRÁFICO Agência Bear. DESENHISTA Jô Carvalho
A Revista EDUCANEC é uma publicação da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (ANEC)
SEPN Quadra 516, Conjunto D, Lote 09 Edifício Via Universitas - 4º andar CEP: 70770-524 Telefone: (61) 3533-5070
Impressão: FTD Parque gráfico da Editora FTD (11) 3545-8600 Tiragem: 8.000 mil exemplares
E-mail: comunicacao@anec.org.br Site: www.anec.org.br
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Sumário
Notícias - Educação Básica
9 Serviço
de Orientação Educacional e professoras do Colégio Maria Imaculada do Distrito Federal promovem atividades para estimular inclusão escolar.
Notícias - Dias ANEC
Notícias - Ensino Superior
Notícias - Mantenedoras
12 Pará, Goiânia, Natal e Espirito Santo.
14 Brainstorming sobre a legislação e
16 Compliance no Terceiro Setor, a boa
Notícias - Pastoral
Artigo
Capa
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20 Implantação da Base Nacional Comum
24 Congregar para avançar
ENTREVISTA sobre a Campanha da Fraternidade 2019.
instrumentos de avaliação no âmbito da Educação Superior.
Curricular.
novidade!
Boas Práticas
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UBEC é 1º lugar em visão de futuro na educação do Brasil
36 Resiliência
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Centro de recondicionamento de computadores do Recife
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Marista Centro-Norte lança Intercâmbio Esportivo
Reflexão
Redes em Rede
Agenda
40 Ações que qualificam e enriquecem as
44 Redes em Rede: juntos pela Educação
46 Save the date
Estante
Quiz
48 Dicas de leitura.
51 Você conhece tudo sobre a ANEC?
relações e o ambiente de trabalho.
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Clarentiano recebe sete notas máximas do Ministério da Educação em 2018.
Católica.
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A Educação
CATÓLICA, como formação,
em todos os aspectos da vida Há muito tempo é comum nos depararmos, no cenário da educação brasileira, com algumas inovações, dentro da sala de aula, no que diz respeito às metodologias de ensino, alicerçadas em tecnologias educacionais. No entanto, a força-motriz responsável por levarmos adiante a cultura católica de aprendizagem nunca deve ser deixada de lado, isto é, o docente. Torna-se cada vez mais urgente que o educador se reinvente todos os dias, investindo tempo para aprimorar-se naquilo que sabe e, mais ainda, no que não sabe. Pensando assim, será possível alimentar o interesse do “aprender a aprender” no educando, porque o grande diferencial, apesar de todas as tecnologias presentes no mundo moderno, ainda é e continuará sendo o professor. Por isso que a ANEC propõe para o “V Congresso Nacional de Educação”, temas atuais necessários para uma educação de qualidade, escrita hoje, mas com foco no futuro: Inovação, Sustentabilidade e Humanismo Solidário. • Inovar no que diz respeito a conhecer e, sobretudo, compreender as mudanças da educação, atuando, de forma inteligente, nas instituições de ensino; • Criar o ambiente necessário para fomentar nas pessoas o interesse pela cidadania e protagonismo, destacando as ações que são cultivadas hoje para a criação de um amanhã mais igualitário e sustentável; • Praticar o Humanismo Solidário nas suas mais variadas formas de empatia, solidariedade e cristianismo. É nessa linha que cultivamos, junto às nossas associadas, a maestria do dom de educar. Uma educação católica que vai além da sala de aula, que forma o indivíduo para ser um agente transformador do bem, em todos os aspectos de uma sociedade multifacetada. Convido você para seguir com a leitura desta Revista, cujos conteúdos foram previamente selecionados, para refletirmos sobre os desafios da educação do século XXI, apresentando editoriais muito discutidos, como: a BNCC da Educação Básica; a divulgação do projeto “Redes em rede: juntos pela educação católica”; notícias relevantes ao Ensino Superior, Educação Básica e as Mantenedoras; entrevista exclusiva, na sessão de Pastoral, com um representante da CNBB, que dialoga acerca da Campanha da Fraternidade 2019; e outras diversas partilhas de boas práticas e sugestões de consultas de livros.
Boa Leitura!
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Ir. Paulo Fossatti - Diretor Presidente da ANEC
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A Revista EDUCANEC está de cara nova! Um novo nome, um novo projeto gráfico. Tudo feito com o intuito de melhorar ainda mais a relação com você, leitor. E, para aprofundar, ainda mais, essa relação, gostaríamos de convidá-lo a participar conosco na construção desse material.
Tem interesse em sugerir novos assuntos através de notas, reportagens ou indicações de fatos interessantes? Então compartilhe conosco. Basta enviar um e-mail para: comunicacao@anec.org.br jan/fev/mar 2019 | nº 03 | Revista EDUCANEC
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Notícias - Educação Básica
Serviço de Orientação Educacional e professoras do Colégio Maria Imaculada do Distrito Federal promovem atividades para estimular inclusão escolar por Nívia Martins e Fernanda de Lima
Iniciar as discussões acerca do tema bullying é sempre algo questionador nas séries iniciais, visto que imagina-se que crianças, nas fases iniciais do Ensino Fundamental, ainda não são capazes de tratar o seu semelhante com diferença ou até mesmo preconceito. No entanto, situações de exclusão, brincadeiras inadequadas ou até mesmo exposição da figura de colegas, já começam a surgir nessa fase e cabe a nós, enquanto educadores e norteadores do processo de aprendizagem, conduzir os alunos a uma reflexão desse contexto, em que uma minoria é exposta ao grupo de forma negativa e por vezes depreciativa. O Colégio Maria Imaculada do Distrito Federal é conhecido por ser um ambiente acolhedor, que atende com muito carinho e atenção alunos e familiares. Um dos destaques da Instituição é trabalhar com os educandos a inclusão social, em cada uma das turmas. Com essa intenção, a orientadora educacional, Nívia Martins, e as Professoras do 3º ano do Ensino Fundamental I, Camila Porto e Ana Luzia Guadelupe, trabalharam a convivência e o bullying em sala de aula, transformando a ideia em projetos que foram exemplos para toda a Escola. Localizado no Lago Sul, o Colégio faz parte da Rede Concepcionista de Ensino, Congregação religiosa presente em 17 países. Desde 1972, o Colégio oferece educação de qualidade e ensinamentos dos valores humanos para os alunos. Baseado nas ideias da fundadora, Santa Carmen Sallés, os educadores promovem ações e atividades aos alunos com o objetivo de formar pessoas para um mundo
novo, através da caridade, generosidade e amor ao próximo. Utilizando como base os valores da Instituição, as atividades direcionadas aos alunos tiveram como intuito sensibilizar as crianças para os valores essenciais ao convívio em sociedade, bem como a importância de entendermos melhor nossos sentimentos e falarmos abertamente sobre o que estamos sentindo. No 3º ano “B”, o estudo sobre o tema bullying partiu da Professora Ana Luzia, que, juntamente com os alunos, buscou saber seus conhecimentos prévios sobre o tema a ser trabalhado. Vale ressaltar, ainda, que ambas as turmas passaram por situações significativas, que geraram a necessidade de uma abordagem mais direta sobre o tema em questão. Percebe-se que nessa fase escolar, os alunos já apresentam preferência por grupos específicos de colegas, uma necessidade de serem aceitos no grupo, bem como de chamarem a atenção de todos, mesmo que seja por meio de brincadeiras. Nesse movimento, que é natural da vida escolar e do desenvolvimento das crianças, surgem pequenos conflitos, disputa por interesses, formação de grupos por afinidades e, assim, as crianças que se diferenciam pela velocidade de realização de tarefas, nível de compreensão dos conteúdos ministrados, traços de personalidade, entre outros, se tornam alvo de um grupo de alunos que ainda não compreende que as diferenças são inatas da natureza humana e que cada indivíduo possui seu próprio mecanismo de aprendizagem, sua personalidade, que o torna único, suas habilidades e inabilidades, seus defeitos e sua forma de interagir com a realidade.
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Notícias - Educação Básica
O bullying, propriamente dito, não se concretizou nas turmas mencionadas, mas um trabalho preventivo foi realizado durante o segundo semestre de 2018, para que, situações como as citadas anteriormente, não gerassem um movimento de banalização dessas questões. Nosso objetivo, enquanto Escola, é que o cenário de sala de aula seja harmônico e propiciador de bons momentos, de boas relações interpessoais e de aceitação das diferenças individuais, estimulando a prática da inclusão social. Na turma do 3º ano “A”, o trabalho foi iniciado por meio de histórias, visto que essas têm a capacidade de tratar temas importantes de forma lúdica e divertida. A primeira coleção escolhida foi a do autor Todd Parr. Foram trabalhados livros que abordavam temas como paz, gratidão, medo e os sentimentos, de forma geral. Os outros livros escolhidos fazem parte de uma linda coleção de quatro livros, do autor James Misse, que aborda sentimentos pouco explorados e verbalizados na infância, são eles: raiva, felicidade, medo e tristeza. A cada apresentação de uma história, percebia-se o interesse das crianças pelos temas tratados e, nas discussões realizadas, relatos de vivências familiares e escolares foram feitos. Atrelar os assuntos abordados
com as questões da vida cotidiana, especialmente as referentes ao ambiente de sala de aula, foram primordiais nessas atividades. Dar credibilidade aos relatos das crianças diante do grupo e valorizar suas produções foram essenciais para o elo de confiança que se formou entre os alunos e a Orientação Educacional.
Foto: Colégio Maria Imaculada do Distrito Federal
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Ao longo do desenvolvimento das atividades, foi perceptível a mudança de comportamento das crianças, que passaram a ser mais tolerantes e a ter relações mais colaborativas em sala de aula. Em meados de agosto desse ano, os alunos da Educação Infantil e Fundamental I, foram ao Teatro assistir à peça infantil “A casa de brinquedos”. Na oportunidade, conheceram uma linda e divertida história sobre aceitação das diferenças e a importância da inclusão. Reflexões foram feitas sobre o teatro assistido e, ao final do ano, a orientadora, juntamente com as crianças e a professora regente, decidiu fazer um teatro de bonecos, para encenar uma história semelhante àquela apresentada no teatro. Os personagens foram escolhidos pelas crianças, que capricharam em suas produções. Posteriormente, foi feito o enredo da história, que teria a princesa Merida como personagem principal. Tudo foi feito pelos alunos e a história surpreendeu a todos. Não foi apenas uma brincadeira qualquer, foi um conhecimento construído e vivenciado por eles. Isso fez com que o tema se tornasse significativo o suficiente. As crianças se divertiram, mas acima de tudo, aprenderam que bullying não é uma forma de amor.
Na turma do 3º ano “B”, a orientadora aproveitou um cartaz produzido pelas crianças, para dar início às discutido sobre bullying. O assunto foi discutido com seriedade e exemplificado com situações cotidianas pelos próprios alunos. A partir desse momento, algumas das histórias, citadas anteriormente, foram trabalhadas e a turma seguiu tranquilamente com as atividades em sala. Além disso, os alunos produziram um minidocumentário para as redes sociais da Escola, no qual cada um falou sobre o tema para alertar os colegas e também as famílias. No entanto, alguns conflitos começaram a surgir em sala, e no intuito de continuar realizando um trabalho preventivo com o grupo de
Foto: Colégio Maria Imaculada do Distrito Federal
crianças, uma roda de conversa foi proposta, para que juntos, professora, orientadora e alunos, buscassem uma alternativa para resolução das questões significativas. A aluna Agda Rodrigues surpreendeu a todos quando sugeriu que fosse realizada uma festa denominada “Festa da Empatia”. Foi incrível a reação das crianças diante de tal ideia. O conceito de empatia, bem trabalhado na turma, promoveu o encadeamento para tornar esse momento especial e inesquecível. Tudo foi combinado e na penúltima semana de aula, a festa foi realizada. Pode-se dizer que foi um sucesso! As crianças passaram a tarde na Cozinha Experimental produzindo cupcakes, limonada e sanduíches. Além disso, enfeitaram seus próprios bolinhos, que foram, posteriormente, destinados a outro colega, por meio de um amigo secreto realizado em sala de aula. O projeto nos mostra que quando há um envolvimento contínuo dos alunos nas atividades propostas, o conhecimento dele derivado se torna significativo e propulsor de mudanças
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Foto: Colégio Maria Imaculada do Distrito Federal
relevantes no contexto de sala de aula. Ao longo do ano, todos os segmentos do Colégio também trabalharam a generosidade e o acolhimento, envolvendo o tema do ano da agenda escolar: A Arte do Conviver. O assunto fez referência ao tema da Campanha da Fraternidade (superação da violência). Dessa forma, atividades de inclusão, respeito e amor ao próximo foram desenvolvidas, através de pesquisas, visita à casa de recuperação e doações para instituições assistenciais.
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Notícias - Dias ANEC
Pará, Goiânia, Natal e Espírito Santo
Foto: Divulgação
Durante os meses de janeiro a fevereiro de 2019, a Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), organizou em parceria com outras entidades do Pará, Goiânia, Natal e Espírito Santo, o que chamamos de preparação para o ano letivo das escolas, denominado como “Dia ANEC”. Esse evento, que já faz parte do calendário católico de muitas instituições de Educação Básica do Brasil, é um grande encontro de educadores, cujo objetivo principal é promover a formação de todos os envolvidos nas Instituições por meio de reflexões e trocas de experiências, permeadas pelo sentimento de comunhão entre as escolas. Cada Dia ANEC possui uma temática diferente, sempre construída à diversas mãos, para que o docente se desenvolva, de forma pessoal e profissional, por meio do conteúdo compartilhado nesse evento. Além disso, o carisma católico é continuamente lembrado nas celebrações iniciais e nos momentos de acolhimento.
Para saber sobre o Dia ANEC do seu Estado, acompanhe as informações em nosso site: http://anec.org.br/diaanec/
Educar para o Humanismo Solidário
Pará
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Ao longo dos anos, o Dia ANEC vem em uma crescente, tanto em número de participantes, quanto em escolas que acolhem esse projeto. Tudo isso por um único motivo: a ANEC acredita que, apenas, por meio da formação continuada, oferecida aos docentes, será possível valorizar, ainda mais, a marca da educação católica na sociedade, porque esse conhecimento qualificado é transferido ao aluno e ele, por sua vez, ganha autonomia e protagonismo para criar um futuro que prioriza a ética e a cidadania global.
Sediado pelo Colégio Santa Catarina de Sena, o Dia ANEC do Pará, aconteceu no dia 9 de janeiro, das 8h30 às 11h30, com o tema “Educar para o Humanismo Solidário”. A reflexão proposta pelo Prof. Me. Mário Tito relacionou o compromisso da escola católica com a evangelização. Um dos pontos marcantes do evento foi o foco atribuído ao propósito de cada educador, pensando que todos devem caminhar rumo a um único objetivo: o de anunciar Jesus Cristo. Usando uma palavra africana, “UBUNTU”, que quer dizer “juntos, solidários, em unidade”, o assessor Tito deixou claro que é importante resistir às adversidades e continuar contribuindo para uma sociedade justa e fraterna. Houve a presença de 9 colégios no evento, gerando um total de 250 participantes (Santa Catarina de Sena, Nazaré, Gentil, Carmo Belém, Carmo Ananindeua, Santo Antônio, Madre Zarife, São Paulo e Centro Social Auxilium).
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o Foto: Divulgaçã
Ética e educação no cuidado com a vida do professor Assim como os alunos são peças fundamentais para as escolas, o professor também é. Foi pensando nisso que o Dia ANEC de Goiânia apresentou o tema “Ética e educação no cuidado com a vida do professor”, discutido pelo palestrante Prof. Gabriel Perissé. A abordagem levou em consideração a importância do docente para a escola, primando por seu bem-estar para que seja possível atuar dentro da sala de aula de forma positiva em todos os aspectos. O momento aconteceu no Teatro Madre Esperança Garrido, no Colégio Santo Agostinho, no dia 12 de janeiro, das 8h às 11h15.
Goiânia
Foto: 100% Evento
Gestão Humanizada
o Foto: Divulgaçã
Realizado no dia 29 de janeiro, das 8h às 12h, no Centro de Estudos Católicos de Vitória, o Dia ANEC reuniu 246 educadores das escolas católicas do Estado, e contou com a participação de autoridades como: representantes do Poder Legislativo, do Governo Estado do Espírito Santo, da Prefeitura Municipal de Vitória, do Sinepe - ES, do Movimento ES em Ação, além, da ilustre presença do Arcebispo da Arquidiocese de Vitória, Dom Dario Campos. O reitor Prof. Cledson Martas Rodrigues, da Católica de Vitória - Centro Universitário, e representante da ANEC-ES, fez a abertura do evento, dando boas-vindas aos participantes e comentou que: “em uma época na qual somos levados ao consumo, ao individualismo, nossas instituições precisam, ainda mais, cuidar dos jovens, de uma formação de valores. Somos convictos de que o caminho é a educação! O Dia ANEC é a abertura do ano letivo nas escolas católicas. Para nós, é uma ocasião de muita alegria e esperança. Celebramos este dia com nossos educadores e gestores, mas também com o público externo, em especial, hoje, às autoridades aqui presentes” afirmou. Convidados a refletir sobre o mundo atual e a necessidade, cada vez maior, de adaptação, aprendizado e desenvolvimento pessoal, o palestrante Prof. Amaro França, Diretor-Geral da Rede Sagrado e escritor, deu continuidade ao evento para os participantes que a todo o momento esboçavam interesse sobre o tema “Gestão Humanizada”.
Espiríto Santo
A BNCC na prática das escolas católicas No dia 26 de janeiro, das 8h às 11h, o Colégio das Neves sediou o Dia ANEC de Natal, e foi colocado em pauta um dos temas da Educação Básica que ainda é protagonista de muita reflexão e discussão: a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O tema, palestrado pela Profª. Ma. Roberta Guedes, Gerente da Câmara de Educação Básica da ANEC, gerou muita movimentação e trouxe à tona as sensibilidades que o cenário educacional está enfrentando, nos últimos anos, no que diz respeito à qualidade oferecida aos educandos, partindo da necessidade prévia de uma capacitação mais adequada aos docentes.
Natal
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Notícias - Ensino Superior
Brainstorming sobre a legislação e instrumentos de avaliação no âmbito da Educação Superior por Profª. Fabiana Deflon
A Educação Superior passou por diversas mudanças nos últimos tempos, no âmbito da legislação e no tocante às normas que regem a espécie; observando o período de 2017 até o presente momento não foi diferente. Nesse cenário de mudanças e atualizações é importante que todos os envolvidos estejam atentos às alterações, em especial: gestores, coordenadores de curso, procuradores institucionais, membros das comissões próprias de avaliação e todos os pertencentes ao processos acadêmicos. Essa atenção é necessária, visto a necessidade de adequação dos procedimentos internos das Instituições, inclusive, de alguns documentos institucionais, dentre eles, um dos documentos mais importantes, o Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), e os documentos dos Cursos Superiores, destacando os Projetos Pedagógicos de Curso (PPC’s), e demais documentos. Todas as alterações foram muito significativas, mas vale ressaltar a publicação dos novos instrumentos de avaliação in loco, lançada em outubro de 2017; nela aparecem palavras que são recorrentes, ao longo dos textos, e fundamentais para a excelência das Instituições que ofertam Educação Superior de qualidade, tais como: inovação, novas práticas, planejamento, tecnologia. Outro fato que merece destaque foram as revogações da Portaria do MEC nº 40/2007 e do Decreto nº 5.773/2006. O Decreto nº 9.057, de 25 de maio de 2017, que regulamenta o art. 80 da Lei nº 9.394/1996 (LDB), conhecido como Marco Regulatório da Educação a Distância. Ainda no ano de 2017, foi publicado o Decreto nº 9.057 e a Portaria Normativa nº 11, posteriormente as portarias nºs 20, 21, 22 e 23 de dezembro de 2017. A portaria nº 20/2017, elencou os procedimentos e o padrão decisório dos processos regulatórios no âmbito do Ministério da Educação; em agosto de 2018, a portaria nº 741/2018 alterou o texto da mesma, e em setembro a Portaria nº 20 foi republicada.
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Dentre os diversos pontos importantes elencados no decorrer da normativa, podemos destacar, os critérios na dispensa de avaliação externa in loco para autorização de alguns cursos superiores na modalidade presencial, desde que sejam observados os seguintes fatores, conforme elenca o artigo 11 da referida portaria: conceito institucional (CI) maior ou igual a três; ausência de protocolo de compromisso no processo de recredenciamento presencial; endereço de oferta constante do Cadastro e-MEC; resultado satisfatório na fase de Despacho Saneador, no processo de autorização do curso; existência de curso reconhecido no mesmo eixo tecnológico ou área do conhecimento do curso solicitado, observado o Anexo I da portaria, e em caso de CI inexistente ou satisfatório obtido há mais de cinco anos, será utilizado subsidiariamente o indicador de qualidade institucional disponibilizado pelo INEP, que deverá ser igual ou maior que 3 (três). (Incluído pela Portaria Normativa nº 741, de 2018). Observa-se que a quantidade de cursos a serem dispensados por ano obedecerá a tabela seguinte, após consulta ao CI ou indicador de qualidade institucional disponibilizado pelo INEP, que será utilizado conforme estabelecido a seguir: (redação dada pela Portaria Normativa nº 741, de 2018). Indicador institucional utilizado
Quantidade de cursos dispensados de avaliação externa in loco
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Até três cursos por ano
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Até cinco cursos por ano
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Até dez cursos por ano
Vale destacar que os cursos de Direito, Medicina, Psicologia, Odontologia e Enfermagem não serão dispensados da avaliação externa in loco, bem como, os cursos não contemplados no anexo I da Portaria. Observa-se ainda,
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que os cursos em caráter experimental e com denominações ou matrizes curriculares inovadoras, e ainda, cursos com matrizes curriculares que apresentem disciplinas análogas a projetos “integradores”, “interdisciplinares” ou similares, com carga horária desproporcional em relação à carga horária do curso também terão que passar necessariamente por visita in loco, nesse último caso, a excepcionalidade será dos cursos solicitados por IES com CI igual a cinco. Oportuno destacar que a normativa não contempla os cursos superiores na modalidade a distância. A Portaria nº 21/2017, trouxe as disposições acerca do sistema e-MEC, sistema eletrônico de fluxo de trabalho e gerenciamento de informações relativas aos processos de regulação, avaliação e supervisão do Ensino Superior no sistema federal de educação, e o Cadastro Nacional de Cursos e Instituições de Educação Superior (Cadastro e-MEC). Uma curiosidade é que a portaria trouxe uma nova nomenclatura para o cargo de Procurador Institucional; o artigo 12 passa a designá-lo como Procurador Educacional Institucional, observa-se, no entanto, que esse nome ainda não é utilizado com frequência no âmbito das IES. A Portaria nº 22/2017, elencou os procedimentos de supervisão e monitoramento de instituições de educação superior e de cursos superiores de graduação e de pósgraduação lato sensu, nas modalidades presencial e a distância, integrantes do sistema federal de ensino. No texto da Portaria nº 23/2017, discorreu-se sobre o fluxo dos processos de credenciamento e recredenciamento de instituições de educação superior e de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos superiores, e o seus respectivos aditamentos. Importante ressaltar que as Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos Superiores de Direito e Educação Física, foram contempladas com novas diretrizes. Estas novas resoluções trazem impactos e podem gerar alterações, inclusive nas matrizes curriculares, nos regulamentos de estágios e, principalmente, nos respectivos Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC’s). Aguardamos, em breve, as diretrizes que versam sobre a formação de docentes para a Educação Básica, diante das reformas educacionais que ocorreram. É importante registrar ainda, algumas normas que foram publicadas no final do ano de 2018, tais como: a portaria nº 1.498/2018, que trata sobre a oferta de disciplinas na modalidade a distância em cursos de graduação presencial, e traz a possibilidade da IES ofertar até 40% das disciplinas na modalidade a distância, desde que sejam observados os requisitos elencados na citada portaria; e a portaria nº 1095/2018 que versa sobre a expedição e o registro de diplomas de cursos superiores, de graduação, no âmbito do sistema federal de ensino. Oportuno ressaltar, que a norma anterior vigente
sobre o tema “registro de diplomas, datada de 07 de agosto de 1978, certamente, precisava ser atualizada frente as mudanças e atualizações para acompanhá-las, mas é imperioso destacar a necessidade de normativas mais claras e, principalmente, que as IES tenham prazo hábil para reorganizar procedimentos internos e executá-los. Faz-se necessário que haja cautela, para que a burocratização dos processos e procedimentos não ocupem demasiadamente o tempo das Instituições, oportunizando, assim, tempo para pensar, planejar e executar ações em prol de aprimoramento dos processos de ensinoaprendizagem, de melhorias no âmbito da gestão acadêmica, e por fim, transformando a vida do acadêmico que procurou a instituição de Ensino Superior e confiou à IES uma das missões mais importantes de sua vida: a de uma formação profissional de qualidade.
Professora Fabiana Deflon Professora e Mestranda em Educação pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Direito do Trabalho pela Faculdade Fortium. Graduada em Direito pela Universidade Católica de Brasília. Atua na Educação Superior há 9 anos exercendo cargos de docência e gestão. Atualmente é Gerente da Câmara de Ensino Superior da Associação Nacional de Educação Católica (ANEC), assessorando as Instituições associadas.
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Notícias - Mantenedoras
Compliance no Terceiro Setor, a boa novidade!
É um programa de grande utilidade e apoio na gestão da Entidade. por José Geraldo Pelegrini Melo
Como parte de uma noção mais ampla de ‘accountability’, o programa de Compliance é um poderoso instrumento que pode ser adotado pelas instituições de educação do Terceiro Setor, trazendo grandes benefícios para a sua gestão. Por necessitar de apoio irrestrito da Administração, sua compreensão e aderência, no que tange, a todo o corpo funcional, torna praticável o seu desenvolvimento e implantação. O programa de Compliance (de integridade, ou de conformidade), pode ser definido: “no âmbito de uma pessoa jurídica, no conjunto de mecanismos e procedimentos internos de integridade, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades e na aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, políticas e diretrizes com o objetivo de detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e atos ilícitos praticados contra a administração pública, nacional ou estrangeira”, de acordo com o Decreto nº 8.420/2015, que regulamentou a Lei nº 12.846/2013, conhecida como a Lei Anticorrupção. Por ser assunto relativamente novo, talvez ainda não tenha merecido o devido destaque por muitas instituições, especialmente, as que consideram que seu (pequeno) porte não justifica o esforço necessário para a sua implantação, mas isso pode ser um engano. No que se refere às instituições de educação do Terceiro Setor, um programa de integridade
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adquire um grande vulto e muita importância, principalmente, nos momentos da elaboração de suas prestações de contas. Um ambiente de conformidade indica o comprometimento da organização (e não apenas dos seus donos ou dirigentes) em torno da adoção de práticas salutares de gestão, do estabelecimento de uma relação digna com seu público interno e externo, de atendimento à legislação que lhe é aplicável no desempenho de suas atividades, da atenção aos aspectos gerais de sustentabilidade, tudo isso em tempo integral e de forma plena. Traduzindo, a ética nos negócios, seja ela realizada pelo governo, pelo mundo corporativo ou pelo Terceiro Setor, precisa prevalecer sobre quaisquer outras motivações.
O QUE DEVE CONTER EM UM PROGRAMA DE COMPLIANCE Como benefícios da implantação de um programa de Compliance, as entidades podem computar o fortalecimento institucional, a sua credibilidade perante os públicos interno e externo, a otimização da eficiência e a qualidade das ações ofertadas, maior alcance de sua governança corporativa, corpo funcional adotando práticas de avaliação e prevenção de riscos, entre outros.
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Isso considerando a abrangência do programa, que contará com, pelo menos: I. comprometimento pleno de sua Administração; II. avaliação sistematizada de riscos, a partir de um prévio e profundo conhecimento da organização; III. desenvolvimento de um código de ética e de conduta; IV. adoção de políticas institucionais e de controles internos compatíveis com os riscos avaliados; V. divulgação do programa de Compliance, tanto para o público interno quanto externo; VI. treinamento inicial e periódico da equipe e de novos funcionários; VII. verificação de suas partes relacionadas (fornecedores e outros), quanto a adoção de programas semelhantes; VIII. adoção de medidas disciplinares a partir de investigações internas, procedidas para a apuração e garantindo a ampla defesa; IX. criação de canal de denúncias visando prevenir inconformidades; X. sistema de monitoramento contínuo. Em nossa próxima abordagem, pretendemos melhor descrever cada um desses tópicos, com suas principais características e as formas mais recomendadas para o desenvolvimento e a implantação do
programa de Compliance, a partir do ato inicial, que vem a ser a decisão da criação do programa e da comissão ou equipe que estará encarregada de sua condução. Para finalizar, uma curiosidade: o Distrito Federal e o Rio de Janeiro instituíram legislação que obriga as entidades do Terceiro Setor, que se relacionam e recebem recursos do Estado, a terem seus programas de conformidade validados. E talvez isso seja uma tendência a ser replicada pelos demais Estados.
José Geraldo Pelegrini Melo Contador, Auditor Independente, Perito, Consultor, Professor e Palestrante, sócio da Pelegrini & Rodrigues Auditores Independentes e da P&R Training & Consulting. Especialização em EaD, Docência Superior, Educação Corporativa.
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Notícias - Pastoral
ENTREVISTA sobre a Campanha da Fraternidade 2019 Pe. Paulo Renato (Representante da CNBB)
1. Levando em consideração o tema e lema da Campanha da Fraternidade desse ano: “Fraternidade e Políticas Públicas: serás libertado pelo direito e pela justiça (IS 1,27)”, qual sua relação com a vivência cristã? R.: Na verdade não é uma relação, unicamente, ligada ao tema desse ano, mas à própria Campanha da Fraternidade. Ela está atrelada à experiência de conversão. A Campanha da Fraternidade é sempre realizada no período da Quaresma, que é o itinerário fecundo que prepara toda a Igreja para a celebração dos mistérios pascais. Na prática deve preparar para celebrar a vida que vence a morte. Para que isso aconteça nós buscamos, através dos exercícios quaresmais, eliminar os sinais de morte em nossa vida, dando lugar aos sinais de vida plena. A Campanha da Fraternidade acrescenta nessa dinâmica de conversão pessoal a dimensão social. Ilumina com a Palavra de Deus, a cada ano, um aspecto da vida em sociedade buscando nessa realidade a “conversão social”. Neste ano de 2019 os aspectos são voltados para as Políticas Públicas. 2. Quais áreas a Campanha da Fraternidade abrange? R.: A Campanha da Fraternidade é em si uma campanha de evangelização, ou seja, é o Evangelho, a vivência cristã e os princípios cristãos que vão iluminar a sociedade sob um aspecto
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específico, que neste ano é a “Fraternidade e as Políticas Públicas”. Evangelização é o grande conceito a ser destacado. Nós somos anunciadores da boa notícia do Evangelho, não somos ONG’s, e é dessa maneira que nos confrontamos com situações reais da sociedade. Quando o Evangelho se “choca” com a vida, ele produz algo novo. A fé, a vida, a sociedade, não tem separação. Na verdade, Quaresma e Campanha da Fraternidade abrangem o ser humano e a sociedade como um todo (em um âmbito geral). 3. O que são “Políticas Públicas” e quem são os, principais, agentes transformadores que exercem função direta nesse contexto? R.: Existem os direitos prescritos na Constituição, leis que regulamentam essas conquistadas, por exemplo: o direito à educação, o direito à segurança, etc. As Políticas Públicas são as formas como esses direitos se tornam realidade. Não basta só que esteja escrito, as pessoas tem que ter a consciência de que todos temos os mesmos direitos. É preciso que este direito se torne realidade, e para que isso aconteça é necessário um instrumento prático que são as Políticas Públicas. Os atuantes neste processo são agentes de governo, da sociedade civil, de ONGs, ou seja, todas as pessoas devem contribuir para que as Políticas Públicas aconteçam da melhor forma possível e respondam aos anseios da sociedade. Engana-se quem pensa que as Políticas Públicas são um dever, apenas, do Estado e que os envolvidos são, unicamente, os agentes de Estado. O Estado tem uma função importante, mas a sociedade tem um papel maior ainda, ou seja, não é só o Estado que realiza o ciclo das Políticas Públicas.
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4. As “Políticas Públicas” influenciam a vida social de todos os brasileiros ou existe um nicho específico delimitado pela escolaridade, raça, religião ou nível social?
8. O Padre acredita que a geração de jovens, de hoje, é mais protagonista do que os jovens das gerações anteriores? Acredita que exista uma comparação?
R.: As Políticas Públicas são para todos, mas, de maneira especial, quem mais precisa delas são as pessoas menos favorecidas da sociedade, os “pobres”. Se eu digo que todo mundo tem direito à educação e à saúde, as pessoas que tem menos acesso a estes precisam ter condições de recebê-los, e de fazer valer esse seu direito prescrito na Constituição.
R.: É muito difícil comparar gerações. Nós tivemos uma juventude muito atuante que na época da Ditadura no Brasil foi protagonista de muitas conquistas democráticas que desfrutamos hoje. Nós tivemos uma geração na década de 90 que também saiu às ruas pedindo o impeachment de um Presidente da República. Eu acredito que essa participação histórica chama a juventude de hoje à responsabilidade nesse momento em que nós estamos vivendo. Mas, não diria que a geração atual é mais ou é menos protagonista do que as anteriores. São épocas diferentes com protagonistas diferentes.
5. Qual a relação da temática “Políticas Públicas” com a doutrina da Igreja Católica? R.: A relação entre as Políticas Públicas e a Doutrina Social da Igreja acontece na medida em que os cristãos atuam nessa realidade. Se eles não atuarem, quem vai elaborar tais políticas são as pessoas que não possuem as mesmas primícias da doutrina social da Igreja. É por isso que os cristãos devem participar! 6. Quais os principais desafios em formar, na perspectiva da ética e do compromisso social, o jovem do século XXI? R.: Na minha opinião existe um pensamento de que a fé não deve interferir diretamente na sociedade, e isso não é verdade. A fé repercute na vida, portanto é importante superar esse dualismo “Fé e Vida” na juventude atual, fazendo com que os jovens tornem-se importantes agentes de participação social com os critérios pautados na fé. Talvez, esse seja o grande desafio que temos em 2019.
9. Deixe uma mensagem para as Instituições de Educação Católica do Brasil. R.: Se existe um desafio inquestionável é o de formar para a participação, isso deve estar na base e nas pautas das instituições católicas de educação, formando: o aluno, o estudante, o jovem, o adolescente, para que eles se sintam participantes desse processo de construção da sociedade, através das Políticas Públicas. Por isso que um jovem cristão católico vai ser muito importante nesse processo. O que eu deixaria para as escolas e instituições católicas é que elas focassem na formação do jovem, para que ele se sinta e participe da sociedade, e não fique alienado dentro de um processo dominado e escrito por outros. Um grande compositor brasileiro canta: “meu amigo, meu compadre, meu irmão, escreva sua história com as suas próprias mãos”.
7. Durante as eleições de 2018, ouvimos muito o termo “o Brasil acordou”, que enfatiza a aproximação da população com o que acontece na política. Contudo, um dos grandes problemas enfrentados é a “memória curta dos brasileiros”. Como o jovem pode se diferenciar desse círculo vicioso negativo e tornar-se protagonista de um futuro mais igualitário a todos? R.: O Brasil acordou para quê? Acordou de quê? Eu não partiria dessa premissa de que o Brasil acordou. A população demonstrou que estava insatisfeita com um tipo de política que se distancia dos anseios da população. Mas, agora, precisa entender se a opção e as opções que foram feitas nas eleições, em relação a todos os cargos, a todas as funções e a todos os que foram eleitos, representam esse novo jeito de “fazer política” e, consequentemente, de fazer e de elaborar Políticas Publicas.
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por CNBB
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Artigo
Implantação da BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR
A partir de 2019 - nas escolas ribeirinhas, local em que, muitas vezes, para exercer seu direito a educação, crianças percorrem horas de barco; nas comunidades quilombolas, indígenas e ciganas; nas grandes capitais de norte a sul; nas escolas da periferia e rurais-professores, gestores e os diversos cursos de formação na área da educação precisarão de aprofundamento a respeito das orientações apresentadas pela “Base Nacional Comum Curricular (BNCC)” para repensar os rumos do ensino na Educação Básica. Para que possamos descrever os processos para a implantação da BNCC faz-se necessário retomar seu conceito e significado no âmbito da educação brasileira. Destacamos, primeiramente, que a Base não é currículo. Formulada para diminuir as desigualdades no ensino, a BNCC é um documento de caráter normativo, que pode ser definido como um conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais, que todos os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Aplica-se à educação escolar, tal como, a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996), indicando conhecimentos e competências que se esperam ser desenvolvidos ao longo da escolaridade. Nesse sentido, precisamos de políticas educacionais de nação. Com a BNCC temos a oportunidade de proclamar os direitos e objetivos de aprendizagem em cada etapa da Educação Básica. O Brasil é um país com desigualdades em diversos campos e a educação, ao longo da história, foi uma das esferas mais marcadas pela exclusão e pela falta de oportunidades para as minorias. Necessitamos que a educação seja de qualidade social, que os direitos garantam a equidade no ensino, com igualdade de condições para todas as infâncias, adolescências e juventudes. Além disso, a partir do momento da divulgação dos direitos de aprendizagem, é indicada também uma série de deveres com: o Estado, os governos, as famílias, e a sociedade, como um todo, em
busca de uma educação que inclui, empodera e garante acesso a oportunidades no exercício da cidadania. A Base estabelece as referências para nortear o projeto pedagógico das escolas e orientar o trabalho dos educadores em todo o país. Cabe à equipe pedagógica das instituições de ensino construir os processos e, também, fazer escolhas de como concretizar essas orientações, levando em consideração o contexto em que a escola está inserida, e os sujeitos envolvidos no processo de ensino-aprendizagem: estudantes, professores, equipes gestoras e familiares. Ressaltamos que a BNCC substitui os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). A Base é mais detalhada que os PCNs e a principal mudança é seu caráter normativo. Portanto, a Base atualiza esse conjunto de diretrizes, e transforma os direitos de aprendizagem e as competências em norma para todo o país. Elas passam a ser, obrigatoriamente, observadas na elaboração dos currículos, do material didático, dos sistemas de avaliação e, também, na formação de professores. Quanto às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), elas continuam válidas e são muito importantes, mas são documentos normativos mais genéricos. Retomaremos agora alguns conceitos importantes e apresentaremos as questões que são pertinentes à implantação da BNCC. As escolas públicas e particulares tem até o final de 2020 para adequar seus planejamentos pedagógicos à Base. Ela só se tornará efetiva se toda a sociedade unir-se, colaborativamente, para colocá-la em prática. Para que isso aconteça, é necessário um planejamento que contemple: a participação de toda a comunidade educativa, o empenho nas tarefas planejadas e o cumprimento do cronograma que for estipulado pelas redes de ensino. Os gestores educacionais, tanto em nível estadual, municipal e das redes de ensino particulares, terão papel preponderante para organizar e startar o processo de implantação da BNCC. Caberá a eles envolver a comunidade escolar no debate
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por Professora Roberta Guedes
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Foto: MEC Fonte: Acompanhamento realizado pela equipe ProBNCC do MEC com as Coordenções Estaduais. Informações atualizadas até o dia 02/01/2019 sobre o material para que ocorram as mudanças necessárias no currículo da escola. Entre as tarefas que eles devem assumir estão: criar as condições necessárias para o estudo aprofundado da Base; organizar momentos para planejamentos e formação dos professores; dar visibilidade ao trabalho de análise das matrizes curriculares garantindo que o corpo pedagógico, os estudantes e as famílias saibam sobre o processo de adequação do Currículo à BNCC; e criar espaços de debates e partilha de boas práticas que foram realizadas a partir da Base. Até 02 de janeiro de 2019 tínhamos: 18 Estados e o Distrito Federal que aprovaram seus Currículos Estaduais, 8 Estados que entregaram a versão final de seus Currículos para análise dos Conselhos Estaduais de Educação e apenas um Estado que apresentou o documento preliminar. O programa de trabalho dos Conselhos Estaduais para aprovação dos Referenciais Curriculares será reiniciado em março (a imagem acima retrata os números apresentados). Na quarta-feira, 30/01/2019, o Conselho de Educação de Alagoas (CEE/AL) aprovou também o Referencial Curricular de Alagoas tornando o 19º Estado a aprovar seu Referencial Curricular. A Associação Nacional de Educação Católica (ANEC) tem apoiado suas associadas na organização do Referencial Curricular a partir de diversas iniciativas da Câmara de Educação Básica: • Dias ANEC – os Conselhos locais estão mobilizando esforços para que, entre as temáticas da “Campanha da Fraternidade”, “Identidade do Educador das escolas católicas”, “Gestão Humanizada”, entre outras, a BNCC seja tratada nos Dias ANEC, fortalecendo assim, ações em prol da formação docente. • Formação presencial nas escolas associadas – a Câmara de Educação Básica tem estado presente em diversas escolas associadas, em todos os Estados, para realizar palestras e oficinas apoiando as redes na implantação da BNCC e na construção de seus referenciais curriculares. • Ciclos de Formação Virtual da Educação Básica –
mensalmente são realizados “webnários” sobre temas da BNCC. As inscrições são gratuitas, os participantes recebem certificado e o link de gravação do conteúdo apresentado, para que possam retomar seus estudos nos momentos de planejamentos das escolas. • V Congresso de Educação da ANEC – o evento acontecerá nos dias 25, 26 e 27 de março, em Cuiabá, e contará com palestras, TEDS e oficinas com foco na formação continuada, e nos aspectos metodológicos apresentados pela BNCC. • Fórum Nacional de Educação Básica – acontecerá em abril deste ano e apresentará discussões a respeito das políticas públicas, do Humanismo Solidário e da BNCC na prática das instituições de ensino católicas. Diante do contexto apresentado, o que desejamos é que escolas públicas e privadas, gestores, professores e famílias estejam unidos, e que tenhamos uma educação de qualidade social, mais justa, democrática, que garanta equidade; e que nós, escolas católicas, continuemos contribuindo com a política educacional brasileira de forma profética e evangelizadora.
Professora Roberta Guedes Doutoranda em Ciências Sociais pela Unisinos. Mestre em Educação pela Universidade Católica de Brasília. Especialista em Gestão de Instituições de Ensino pela PUC PR. Especialista em Tecnologias Educacionais pela PUC RS. MBA em Gestão Corporativa e Especialista em Formação de Grupos Colaborativos pela Universidade Católica de Brasília. Atua na Educação Básica há 24 anos exercendo cargos de docência e gestão. Atua no Ensino Superior há 10 anos em cargos de docência e gestão. Atualmente é Gerente da Câmara de Educação Básica, da Associação Nacional de Educação Católica ANEC, assessorando 1100 escolas católicas do Brasil. Membro do Fórum Nacional de Educação pela ANEC. Coordena o curso de Pedagogia do UniProjeção. Assessora programas de formação continuada de instituições de ensino.
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CONGREGAR PARA AVANÇAR por Professor Francisco Morales Cano
Membro da Diretoria Nacional da ANEC e coordenador da Comissão Organizadora do V Congresso Nacional de Educação da ANEC
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Em Cuiabá, nos dias 25 a 27 de março, no Centro de Eventos Pantanal, a ANEC (Associação Nacional de Educação Católica) realizará o seu V Congresso Nacional de Educação Católica, sob o lema: “Inovação, Sustentabilidade e Humanismo Solidário”, abordando assuntos, mais do que pertinentes, para o momento da sociedade, da educação e da Igreja, não só no Brasil, mas no mundo. A periodicidade desses eventos e o grande número de participantes mostra a sua importância para o fortalecimento e o bom rumo da educação católica no nosso país. Permitam-me lembrar algumas palavras do Papa Francisco sobre educação: “Nós estamos aqui porque amamos a escola. E digo “nós” porque eu amo a escola, eu amei a escola como aluno, como estudante e como professor. E depois como bispo” (Discurso aos estudantes e professores das escolas italianas, 10/05/14). O termo português “congresso” deriva do latino “congregare”: reunir, juntar, congregar. O desafio para nós é, pois, congregar a força educacional católica para refletir sobre uma temática desafiadora e comum, vista desde diversos ângulos, nas suas realidades díspares e desafios múltiplos, mas, ao mesmo tempo, unificados em sonhos e utopias comuns. Urge, portanto, comungar quando reunidos, partilhar, criar laços, para poder tematizar e planejar uma ação educadora potente, realmente transformadora e evangelizadora das pessoas e da realidade. Congregar para partilhar, partilhar para avançar. Belo projeto, tarefa inadiável! O tema e os subtemas, cuidadosamente escolhidos pela comissão organizadora do V Congresso, obedecem a um roteiro de interesse comum e a desafios que se colocam hoje, de maneira imperativa, à educação e às nossas vidas. A escolha de palestrantes, debatedores e profissionais do nosso meio educacional, obedeceu a uma lógica coerente com a proposta do Congresso e da riqueza da reflexão católica sobre os assuntos em pauta. Por que Cuiabá? Esta bela cidade e seus povos comemoram, no próximo mês de abril, 300 anos da sua fundação, motivo mais do que suficiente para albergar o Congresso da ANEC. Somos gratos à cidade, sua gente e mandatários desde já. Ao mesmo tempo, a ANEC considerou sadio o deslocamento reflexivo dos eixos tradicionais de encontros e congressos no país. Pensar desde as periferias sempre tem sua riqueza e desafios, além de ser tradição dentro do pensar teológico e educacional católico. O tema da Inovação é, hoje em dia, ineludível. Segundo Guy Kawasaki, “inovação é criar significado para atrair pessoas que queiram mudar o mundo”. Trabalhando com jovens “nativos digitais”, com mentes estruturadas pela velocidade exponencial e novos paradigmas, liderados por profissionais nem sempre tão antenados em instituições, muitas vezes, excessivamente lentas e pesadas, as perguntas que surgem são inúmeras: Qual será a importância de incorporarmos novas tecnologias na educação? Como a inovação pode ajudar-nos? A enxergamos como aliada ou como inimiga? Qual o novo papel do professor nesse novo contexto? E o manejo das novas ferramentas de ensino? E o aluno e suas famílias, e suas relações com a escola, como serão afetados? Estamos preparados ou nos preparando para isso? Estamos criando novos significados e atraindo pessoas para essa nova tarefa? Palavra encarnada e atualizada.
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O Papa Francisco, na sua Encíclica Laudato Si, nos propõe magistralmente o tema da sustentabilidade, a responsabilidade e o papel do ser humano na promoção e respeito pela vida e todas as formas de vida, o cuidado da “Casa Comum”. Para ele não há duas crises separadas, mas uma única e complexa crise socioambiental que é, no fundo, uma crise moral. A cultura ecológica deveria ser um olhar diferente que oponha resistência ao avanço do paradigma tecnocrático. Escrevo estas linhas desde a dor e o sofrimento produzidos pelo crime humano e ambiental ocorrido poucos dias atrás em Brumadinho, MG. Fruto da ganância sem freio? Até quando? A urgência que perpassa em toda a encíclica é a de que vale a pena lidar com o problema moral, pois o problema ecológico é consequência. E ele afeta, de maneira profunda, a nossa vida diária, desde o que comemos, vestimos, os nossos hábitos e rotinas, nossas relações com as pessoas e com a natureza, enfim, a nossa forma de viver, consumir e entender a nossa presença individual no planeta comum. Tenho certeza de que uma palavra dita desde a teologia da criação e do magistério, sobre o cuidado e a responsabilidade do ser humano com a mesma, é de fundamental importância para todos neste momento histórico. Palavra teológica e profética. E que falar do Humanismo Solidário? O tema já entrou em pauta de forma veemente na educação católica em 2017, por ocasião da celebração dos 50 anos da Populorum Progressio, do Papa Paulo VI. A missão específica da educação para o Humanismo Solidário é globalizar a esperança, pois mediante a educação cuidamos da humanidade do futuro, a posteridade, para com a qual é preciso sermos solidários, fazendo hoje escolhas responsáveis. Trata-se de uma educação sólida e aberta, que derruba os muros da exclusividade, promovendo a riqueza e a diversidade dos talentos individuais, incluindo a todos e expandindo o perímetro da sala de aula para o âmbito da responsabilidade social. Humanizar a educação significa, ainda, perceber que é preciso renovar o pacto educativo entre as gerações. A vocação à solidariedade convida as pessoas do século XXI a confrontarem-se com os desafios da convivência multicultural. Uma educação humanizada, portanto, não se limita a fornecer um serviço de formação, mas cuida dos seus resultados no quadro geral das capacidades pessoais, morais e sociais dos participantes no processo educativo. Uma educação para o Humanismo Solidário desenvolve redes de cooperação nos diferentes âmbitos do exercício da atividade educativa, superando a armadilha dos processos individualistas e de massificação cultural, os quais produzem efeitos nocivos de nivelamento e de manipulação consumista. (Apud Documento “Educar ao Humanismo Solidário”, da Congregação para a Educação Católica, 2017). Essa é também a aposta da ANEC através do projeto “Redes em Rede”, de recente lançamento. Palavra humana e solidária. Muitos desafios, sim, que exigem resposta corajosa. Essa coragem a educação católica sempre teve e não há de nos faltar agora. O apelo, pelo contrário, é para a lucidez, a união, o trabalho em rede, a boa nova vivenciada e anunciada, a competência. Os membros da equipe da ANEC, organizadora deste magno evento, tem trabalhado duro para montar um Congresso que ofereça a todos nós, dias de reflexão e debate pertinente, convívio enriquecedor e novas perspectivas para a Educação Católica no futuro próximo, que se mostra desafiador e fecundo. A eles o nosso muito obrigado. A cidade de Cuiabá e sua gente estão prontos para nos receber de braços e coração abertos para essa magnífica jornada que se aproxima. Encontramo-nos lá!
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Quer saber mais sobre o V Congresso Nacional de Educação? O Congresso tem como intuito: • Promover o debate e a reflexão sobre o papel do educador e suas respectivas finalidades e contribuições para a sociedade brasileira no contexto atual; • Aprofundar discussões sobre os processos de inovação educacional; • Compreender as ações e os desdobramentos da sustentabilidade para a sociedade; • Ampliar a reflexão sobre o Humanismo Solidário para impulsionar a cultura do encontro.
O evento acontecerá entre os dias 25 a 27 de março no Centro de Convenções Pantanal (Cuiabá/MT)
Investimento: R$ 500,00 (Associados ANEC) R$ 1.000,00 (não associadas) A cada 10 inscrições com o mesmo CNPJ, a 11ª é gratuita!
Acesse já o nosso site e realize a sua inscrição:
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Cuiabá (MT)
www.anec.org.br/congresso/
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Boas Práticas
UBEC é 1º lugar em visão de futuro na educação do Brasil
por Comunicação UBEC
Foto: Comunicação UBEC
Foto: Comunicação UBEC
A UBEC (União Brasileira de Educação Católica) encerrou 2018 entre os cinco melhores grupos educacionais do Brasil. O resultado foi divulgado no Anuário 360 da Revista Época Negócios, publicação que reúne as melhores empresas e práticas de mercado do país. O grupo é primeiro lugar em visão de futuro, assumindo a liderança entre os maiores players do setor, e também foi qualificado como o segundo melhor em inovação e no modelo de governança. As empresas participantes foram avaliadas em seis dimensões: desempenho financeiro, governança corporativa, inovação, pessoas, sustentabilidade e visão de futuro. O Diretor Executivo Estratégico da UBEC, Prof. Márcio Pereira Dias,
UBEC é o 5° melhor grupo educacional do Brasil e líder em visão de futuro.
destaca a missão institucional como motivação para alcançar resultados de sucesso. “Nossa missão é transformar a sociedade por meio da educação e o resultado divulgado no Anuário da Época Negócios só amplia a nossa responsabilidade”, declara. Enquanto muitas instituições de educação se retraíram diante da crise, a UBEC manteve investimentos, inovando e se adequando ao que há de mais moderno no mercado educacional. Novos campi e novas unidades foram inauguradas, houve expansão e consolidação de novos modelos, resultados positivos nas avaliações externas e diversas ações institucionais que reforçam a identidade católica em valores como pertença e envolvimento. O novo Presidente da UBEC, Pe. José Romualdo Degasperi, tomou posse em 1º de janeiro deste ano e conta que dará continuidade ao projeto de expansão do grupo, mantendo o foco na qualidade da educação, do ensino, da pesquisa e da extensão. “A ressignificação do escritório central é nova e ainda está em fase de evolução. Vamos dar continuidade e abrir novas perspectivas, olhando com carinho para cada área e cada unidade de missão, buscando aprofundamento e apropriação”, afirma o Presidente.
Pe. José Romualdo Degasperi, novo Presidente da UBEC.
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Segundo melhor em Governança Corporativa
Educação Católica para todos
A Governança Corporativa surgiu na UBEC em 2008, quando um grupo de trabalho de gestores e religiosos assumiram o desafio de organizar os processos da rede, além de profissionalizar e sistematizar a gestão. Surgia assim o CSC (Centro de Serviços Compartilhado), dedicado a definir a direção dos negócios, monitorar desempenho e riscos, e alinhar a administração aos princípios fundantes do grupo. A nova estrutura exigiu adaptações, como a reconfiguração da Diretoria Executiva, que desdobrou-se em duas, estratégica e de operações, para um trabalho eficiente e focado. À Diretoria Executiva de Operações está atribuída a Prestação de Serviços e Controles, que integra o CSC, e à Diretoria Executiva Estratégica, a visão de mercado. No escopo da inovação e tecnologia, em 2018, a UBEC firmou parceria com o Google for Education, cuja proposta é aproximar a educação da realidade do novo aluno, que reconhece e faz uso de diversas ferramentas Google no dia a dia. A mantenedora também construiu seu próprio data center, permitindo às instituições do grupo e toda a comunidade escolar a otimização no consumo de energia e disponibilidade dos serviços.
Com 46 anos de tradição em educação cristã, o grupo UBEC chancela qualidade e inovação em suas unidades de missão. São oito instituições de ensino, de Educação Básica e Ensino Superior, localizadas no Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e Tocantins. Incluindo a modalidade EAD, que rompe fronteiras e já está presente em diversas regiões do Brasil e também do exterior. O projeto de expansão contemplou novos câmpus da UCB, chegando a Ceilândia, Sobradinho e Asa Norte. Também foi assinado o termo de compromisso para a construção do campus sul da UCB em Luziânia, que ofertará o curso de Medicina. Consolidando a presença do grupo no Nordeste, a nova Católica de Recife (FICR) foi o piloto do projeto Google na UBEC, seguindo um conceito de construção moderna, com ambiente disruptivo e propostas inovadoras. Em Natal, a Católica do Rio Grande do Norte, que teve lançamento da pedra fundamental em outubro/2018, já nascera nesse formato totalmente inovador, com metodologias ativas e o projeto Google para educação.
Foto: Comunicação UBEC
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Boas Práticas
Claretiano recebe sete notas máximas do Ministério da Educação em 2018 por Fanny Victória da Silva
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O Claretiano – Rede de Educação torna pública a excelência da educação que oferece nas suas Unidades e polos em todo o Brasil. Em 2018, a Instituição foi avaliada por diferentes Comissões do Ministério da Educação (MEC) para credenciamento e recredenciamento institucional, para autorização de novos cursos e, para reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos já em andamento. Tendo como base os indicadores de qualidade estabelecidos pelo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES), as Comissões avaliaram as dimensões do ensino, da pesquisa, da extensão, da responsabilidade social, da gestão institucional, do corpo docente e da infraestrutura, em uma escala de notas de 1 a 5. O processo rigoramente estruturado a partir da análise de documentos e de reuniões com dirigentes, gestores, coordenadores de cursos, professores, tutores, alunos, egressos e funcionários, supervisionado pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (CONAES), conferiu 7 notas máximas a Unidades e cursos do Claretiano - Rede de Educação.
Credenciamento e Recredenciamento Institucional
O Claretiano – Centro Universitário de Batatais foi recredenciado com nota máxima. O resultado comprova a qualidade da formação oferecida pela Instituição, que continua autorizada a oferecer cursos de graduação e pós-graduação, nas modalidades presencial e a distância, em Unidades e polos do Brasil e do exterior. Já o Claretiano – Faculdade de Rio Claro recebeu o credenciamento como Centro Universitário. Ao alcançar a nota máxima, a Instituição conquistou autonomia para oferta de cursos
de graduação e pós-graduação nas modalidades presencial e a distância, conforme preconiza a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Outra ótima notícia foi o credenciamento do Claretiano – Faculdade de Boa Vista, em Roraima. Presente na cidade há 10 anos como Colégio de Educação Básica e como polo de educação a distância, a Instituição recebeu nota máxima em seu credenciamento como Faculdade e, assim, conquistou o direito de oferta para os cursos de graduação na modalidade presencial. Com a crescente demanda de ensino superior no país, os resultados comprovados pelo Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES) chancelam o Claretiano – Rede de Educação como uma Instituição que oferece educação de excelência, tendo em vista a formação humana e de profissionais éticos e responsáveis, para atuação na sociedade e no mundo do trabalho.
Autorização e Renovação de Reconhecimento de Cursos Além das avaliações para credenciamento e recredenciamento de suas três Unidades, o Claretiano recebeu ainda outras Comissões do Ministério da Educação (MEC), para avaliar a autorização da abertura de novos cursos, bem como o reconhecimento de cursos em andamento. Nesse contexto, com a confirmação da excelência de sua infraestrutura pedagógica e gestacional, de seu corpo docente e de sua infraestrutura de laboratórios, biblioteca e demais espaços de aprendizagem, a Instituição obteve nota máxima no curso de Direito, em Batatais (SP), e de Gestão de Recursos Humanos e Administração, em Boa Vista (RR).
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Paralelamente, em Batatais (SP), o curso de Terapia Ocupacional passou por uma renovação de reconhecimento, tendo também alcançado nota máxima perante o Ministério da Educação. Ressalta-se ainda que, na escala de 5 níveis estabelecida pelo MEC, o Claretiano atingiu 4 – o que configura uma ótima nota – nas avaliações de autorização e reconhecimento dos cursos de Filosofia e Enfermagem, em Batatais (SP), e Biomedicina e Enfermagem, em Boa Vista (RR).
Alunos do Claretiano: maiores notas no ENADE Além das Comissões in loco para credenciamento e recredenciamento institucionais, e de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos, o Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (SINAES) conta ainda com uma avaliação realizada por alunos matriculados nos cursos de graduação: o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE). Contando atualmente com mais de 60 cursos de graduação e 90 cursos de pós-graduação, nas modalidades presencial, semipresencial e a distância, o Claretiano sustenta há sete anos consecutivos, de acordo com os resultados constatados pelo ENADE, o posto de melhor Faculdade de Educação a Distância do Brasil. As conquistas do Claretiano – Rede de Educação, ao longo de 49 anos de oferta da educação em nível superior, são fruto de sua Missão e Projeto Educativo, de sua Carta de Princípios, e da ação de cada membro de sua comunidade educativa no compromisso de educar com seriedade e eficácia, capacitando “[...] a Pessoa Humana para o exercício profissional e o compromisso com a vida”.
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Boas Práticas
CENTRO DE RECONDICIONAMENTO DE COMPUTADORES DO RECIFE Inovação e Tecnologias de Impacto Social para mudar o mundo por Domingos Sávio de França No Centro de Recondicionamento de Computadores do Recife (a nossa história é muito simples) recolhemos os eletroeletrônicos das pessoas, empresas e governo, e fazemos remanufatura reversa com esses materiais. Para cada 5 (cinco) computadores restaurados, doamos 1(um) em condições plenas de uso para algum projeto de impacto social, além de um pacote de formação presencial e a distância. Em 10 anos de atividades foram 16 mil pessoas qualificadas, 3.500 no mercado formal de trabalho, 300 entidades beneficiadas com kits de computadores remanufaturados, com um alcance de mais 300 mil pessoas e, mais de 1,5 mil toneladas de lixo eletrônico recebidos, tratados com a metareciclagem. A sociedade vigente a qual pertencemos, tem sido denominada “Sociedade do Conhecimento”, isso se dá, principalmente, devido ao número de informações que produzimos e consumimos. Essas informações perpassam caminhos de conexões que se constituem desde a produção de equipamentos aos dados hospedados nas nuvens. E, esse fator impacta diretamente no meio ambiente. Segundo pesquisa realizada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) a indústria eletrônica está entre as que mais crescem no mundo, gerando por ano cerca de 41 milhões de toneladas de lixo eletrônico provenientes de computadores e celulares. A questão da geração de resíduos sólidos e do lixo eletrônico não é novidade nos debates das políticas ambientais no Brasil. Desde meados dos anos 90, quando começam a surgir os primeiros programas de coletas de baterias e pilhas, que o assunto é pautado. Em 2010 foi sancionada a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei nº 12.305/2010, regulamentada pelo decreto nº 7404/2010, eles são considerados os principais instrumentos para regulamentar o que se entende por gestão integrada e gerenciamento dos resíduos sólidos no país. Ela é fruto de um intenso processo de consultas públicas e de negociações parlamentares e executivas, que envolveu diversas instâncias do Estado e sociedade brasileira. A realidade encontrada no Brasil quanto ao crescimento da geração do lixo eletrônico é semelhante ao resto do mundo. Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Brasil já está gerando mais de 1,5 milhão de toneladas anuais de lixo. Chegando em 2020 com 1,9 milhão de toneladas. Fazendo um recorte nessa análise, apenas na cidade do Recife (PE) o peso dos REEE descartados é de cerca de 4 mil toneladas por ano, com previsão de alcançar 11 mil toneladas até 2020, segundo relatório final do Projeto para a Melhoria da Logística Reversa de Resíduos Elétricos e Eletrônicos na República Federativa do Brasil, da Agência de Desenvolvimento do Japão (JICA/MMA). O documento ainda divulga que o percentual de REEE coletados e reciclados adequadamente chega apenas a 2% de origem residencial e 10% de origem empresarial.
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Diante de tamanha problemática, há uma década se iniciava no extremo Norte do Recife, entre os bairros de Apipucos e Dois Irmãos, uma revolução silenciosa. Falamos do Centro de Recondicionamento de Computadores do Recife, carinhosamente chamado de CRC Recife. Nasceu em 2009 com o propósito de ser um espaço de convergência de agendas e interesses, como: inclusão sociodigital, qualificação profissional, empreendedorismo digital, robótica e meio ambiente, com o foco no reuso, restauração e reciclagem de eletroeletrônicos. Essas temáticas sempre foram ferramentas de inclusão e promoção social para adolescentes, jovens e adultos, inicialmente em Recife, mas, muito rapidamente, alcançou interessados em outras regiões, bem como: Região Metropolitana do Recife, Mata Norte e Mata Sul de Pernambuco. No momento da sua concepção notou-se nitidamente, que além do desafio de oferecer para a sociedade uma alternativa para o descarte de eletroeletrônicos, a ausência das políticas públicas de inclusão social (hoje chamadas de impacto social), assim como a inclusão digital no Recife e no ecossistema do Porto Digital. Começando a questionar esse ecossistema político e empresarial, percebemos a oportunidade para milhares de jovens que estavam à espera apenas de uma oportunidade, com seus sonhos interditados, numa zona periférica, de um dos maiores parques tecnológicos do mundo.
Próximos geograficamente, mas, em uma distância inalcançável, quando considerada à dificuldade de romper o ciclo da pobreza, do acesso às tecnologias digitais, dos espaços de inovação e do empreendedorismo. Não são os jovens nem-nem, são os jovens sem-sem, sem oportunidades de estudar e/ou trabalhar. O CRC Recife é aberto ao diálogo, do reciclador de materiais recicláveis (catador) ao doutor da universidade, passando pelas empresas, cada um com suas demandas, desafios e práticas e que vislumbram na estrutura instalada no espaço, a prestação de serviços socioambientais, um caminho fomentador de crescimento pessoal, descoberta de práticas laborais e do surgimento de novas formas no campo da inovação. Os frutos dessa caminhada, para além dos bits e bytes, começam a alçar voos no Recife, o primeiro Espaço de Negócios de Economia Circular para o segmento de reciclagem de eletroeletrônicos do Brasil. Que se propõe a ser um hub de negócios com foco no impacto social para o reaproveitamento de equipamento de tecnologia e seu adequado reuso, remanufatura e reciclagem pós-consumo, com a sinergia de empresas, outros negócios de impacto social, organizações não governamentais e entidades parcerias que trabalham com a cadeia da reciclagem. Muito além dos bits e bytes, Recife inaugura um movimento que exercita o ato de sonhar com uma sociedade sustentável e promotora da garantia dos direitos, onde princípios como a responsabilidade ambiental e a solidariedade sejam assumidos por todos, onde a sociedade civil, empresas e o governo construam uma cultura participativa de parceria para a melhoria das condições de vida das pessoas, especialmente suas juventudes.
“
O seu eletroeletrônico parado pode movimentar o futuro de um jovem.”
Domingos Sávio de França Mestre em Tecnologia Ambiental, Fundador do Instituto de Inovação e Economia Circular, Especialista em Gestão e Controle Ambiental, Administrador de Empresas, CEO da REEECicle – Inovação e Inteligência em Reciclagem, Consultor Internacional em Meio Ambiente.
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Boas Práticas
RESILIÊNCIA evento aborda a capacidade de superação dos desafios e adversidades
A palavra “resiliência” vem ganhando cada vez mais evidência no mundo contemporâneo. No entanto, estamos realmente preparados para os desafios e adversidades que a vida nos traz? De que maneira podemos tirar proveito de situações negativas, como: conflitos, desemprego, doenças, perdas, solidão, depressão, estresse ou grandes mudanças, superando-as e adaptando-nos a novos cenários? Algumas respostas vieram com a psicóloga e teóloga, Irª. Susana Rocca, orientadora do curso “Relações humanizadoras sob o olhar da resiliência”, em que ensina como os obstáculos pessoais, familiares e sociais podem abrir novas portas em cada uma das realidades, trazendo diversas possibilidades de desenvolvimento nos âmbitos particular e coletivo. No decorrer dos três dias de imersão, de 22 a 24 de fevereiro, no Centro de Espiritualidade Cristo Rei – CECREI, em São Leopoldo, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer diversos fatores de proteção que favorecem a capacidade de superação em cada pessoa. Para isso a Irª. Susana Rocca apresentou maneiras de convergir as experiências de vida de cada um dos integrantes do grupo, visando desenvolver suas potencialidades em prol do crescimento e da prosperidade não apenas dos mesmos, mas também deles para com seus semelhantes. “O paradigma da resiliência propõe uma mudança de ótica, centrando a observação nas capacidades, dos indivíduos e grupos, de resistir e refazer-se após experiências de grandes sofrimentos. Em lugar de focar a observação nas fraquezas, sintomas, doenças, carências, tenta-se descobrir quais são os chamados fatores de proteção e os pilares de resiliência, isto é, as forças positivas do ambiente circundante, e as capacidades pessoais para reagir e superar às adversidades da vida, a fim de fomentar e promover suas virtudes”, explica. De acordo com a orientadora do curso, inúmeros
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são os fatores de proteção de importância significativa para as pessoas que estão passando por momentos de desafios e adversidades em suas vidas, e as crenças religiosas estão entre eles. “As religiões sempre tentaram dar uma resposta, uma interpretação e uma ajuda para a transignificação dos limites, um sentido para poder lidar e superar as situações adversas: escassez, catástrofes, carências, as forças ambientais, as ações violentas, negativas, ou de sofrimento que atingem desde fora, assim como sofrimentos interiores. Diante do sentimento de desvalimento, de desproteção, e
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Imersão de três dias para ajudar a desenvolver a capacidade de resiliência nos relacionamentos interpessoais
por Assessoria de Comunicação ASAV e Instituto Humanitas Unisinos - IHU
de necessidade de ajuda que o ser humano tem diante do sofrimento, a crença num ser superior, ou em vários, constitui uma força de sustento, recuperação e de proteção, atinge a solidão interior de quem padece a dor, motivando um vínculo com um outro transcendente com quem se pode contar e se sentir seguro. É por isso que tantas vezes até pessoas que não se consideram religiosas, em momentos de crise, doença, ou problemas graves, procuram e encontram, na fé e na religião, consolo, conforto, apoio, e até força e sentido para seguir adiante.” Segundo a Irª. Susana, juntamente com as crenças religiosas, a companhia de amigos e entes queridos
representa outro elemento de superação importante para transcender esses momentos de dificuldade. “Este fator de proteção é válido para todas as idades e culturas. Ter pessoas de confiança, com as quais nós podemos contar, ter um entorno favorável, assim como uma rede de apoio à qual recorrer, são fatores que propiciam proteção”, ressalta. Como forma de embasamento para o curso, a psicóloga e teóloga utilizou pesquisas bibliográficas e de campo para apresentar metodologias que facilitem aos participantes trabalhar as dificuldades nos mais variados aspectos, buscando crescimento por meio de gestos e atitudes humanizadoras. “Num mundo onde se prima pela correria, os sentimentos de vulnerabilidade têm pouco espaço para serem partilhados. Creio que é importante detectar as necessidades e ver, com criatividade, quais iniciativas podemos assumir para contribuir no crescimento e cuidado integral das pessoas, promovendo a resiliência tanto pessoal quanto comunitária”, diz Irª. Susana.
Irª. Susana Rocca Graduada em Psicologia pela Universidad Catolica del Uruguay (1983), Especialização em Aconselhamento e Psicologia Pastoral e Doutorado em Teologia Prática pelas Faculdades EST (2011). Desde 2003, é colaboradora do Instituto Humanitas Unisinos - IHU (www.ihu.unisinos.br). Pesquisadora do tema da resiliência, desde 2005, assessora instituições e grupos, com experiência de trabalho no Uruguai, Argentina, França e Brasil. Autora do livro Resiliência, Espiritualidade e Juventude (2013) e organizadora do livro Sofrimento, Resiliência e Fé: implicações para as relações de cuidado (2007). Foto: Assessoria de Comunicação ASAV e Instituto Humanitas Unisinos - IHU
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Boas Práticas
Marista Centro-Norte lança Intercâmbio Esportivo por Assessoria de Imprensa da PBMCN
Estudantes podem escolher entre as modalidades: vôlei, basquete, futebol, dança ou teatro para temporadas em Orlando ou Nova Iorque durante o mês de julho. Após anos de experiência desenvolvendo e promovendo o “Intercâmbio Cultural Marista”, com ótimos resultados, a Província Marista Brasil Centro-Norte (PMBCN), por meio da Coordenação de Negócios, da Superintendência de Missão, lança em 2019 o “Intercâmbio Esportivo Marista”. O projeto tem como principal objetivo promover a experiência da internacionalidade e da interculturalidade a partir da prática esportiva. Além das modalidades de basquetebol, voleibol e futebol, há opções, também, para quem se interessar pelas áreas artísticas – dança e teatro. O Intercâmbio Esportivo é voltado para os estudantes maristas, de 12 a 17 anos, que poderão escolher as cidades norte-americanas de Orlando ou Nova Iorque, para realizar as práticas esportivas ou culturais, em julho. Em Orlando, os alunos interessados poderão escolher entre basquete, futebol ou vôlei, e, em todas as opções, haverá treinamentos de 12 horas semanais, visitas e palestras na rede esportiva de televisão ESPN Wide World of Sports, ingressos para assistir a jogos amistosos, além de visitas aos tradicionais parques de diversão, como: o Magic Kingdom, Epcot Center, Hollywood Studios e Animal Kingdom.
Foto: Colégio Marista Centro-Norte
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Foto: Colégio Marista Centro-Norte
Em Nova Iorque, os estudantes que optarem por dança ou teatro terão direito a participar de workshops nas modalidades desejadas - organizados e preparados pela Escola Oficial da Broadway. No caso da opção ser o teatro haverá aulas na The Acting Studio; ingressos para assistir a três musicais na Broadway,; city-tour pela cidade, com parada no Museu de Ciências Naturais; e backstage no Teatro Amsterdã. Tanto nos roteiros de Orlando, como nos de Nova Iorque, estão inclusas passagens aéreas, hospedagem, traslados e o seguro saúde. Para o coordenador de Negócios, Guilherme Lamounier, o lançamento do Intercâmbio Esportivo é uma resposta à inovação nas práticas da vivência internacional, tão preconizada pela Província:
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O intercâmbio, por si só, já é um programa intercultural com resultados práticos e mensuráveis. Quando aliado a práticas educacionais esportivas e culturais, com certeza os resultados superarão as expectativas de toda a comunidade educativa.”
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Inglês como meio, mudar o mundo como objetivo.
Aprendizagem baseada em projetos
Excelência no inglês
Perspectiva e cidadania global
O programa bilíngue para escolas que vai muito além do inglês. Transforme sua escola: (21)2528-1151
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Reflexão
Ações que qualificam e enriquecem as relações e o ambiente de trabalho. 40
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O programa “Integrando e Aprendendo nas Relações Humanas e Profissionais” completa quatro anos, com temáticas diversificadas e integração das equipes. No primeiro semestre de 2018, o Colégio Sagrado Coração de Maria de Vitória promoveu, mensalmente, encontros entre os colaboradores do setor administrativo com temáticas focadas na gestão de pessoas, saúde e qualidade de vida. Os trabalhos fazem parte do programa “Integrando e Aprendendo nas Relações Humanas e Profissionais”, que completa quatro anos. As ações são desenvolvidas pelos Setores de Recursos Humanos e Comunicação, sob a orientação da Coordenação do Serviço de Orientação Religiosa (SOR). Em nossos encontros procuramos trabalhar sobre a importância do desenvolvimento pessoal e profissional. A encarregada do Departamento Pessoal, Zélia Zordan, destaca o valor de nos esforçamos para a construção de bons relacionamentos e de um clima de trabalho amistoso. “É o grande desafio que se apresenta a cada um de nós quando saímos de nossas casas para mais um dia de trabalho. Porém, é possível, e pode ser satisfatório e agradável quando todos colaboram, cooperam e se esforçam para esse fim, melhorando o desempenho individual e coletivo, o que, por consequência, reflete no resultado das atividades diárias”. Além disso, Zélia também explica o cuidado que devemos ter com a saúde de cada funcionário: “Procuramos proporcionar encontros com nutricionista para orientar sobre a alimentação, com psicólogas que tratam da parte emocional e com fisioterapeutas para trabalhar a postura durante o trabalho, para que os colaboradores tenham mais conforto durante todo o dia”, enfatiza. O segundo semestre iniciou-se com uma reunião que abordou as relações. As equipes foram divididas em grupos para uma dinâmica que enfatizou o trabalho em equipe. Em seguida, os colaboradores foram instigados com questões sobre seus valores e metas. Após as reflexões, foram convidados a participar da campanha “Eu cuido de você e você cuida de mim”, em que cada equipe teve a missão de zelar pela outra até o final do ano. “O cuidado com o próximo pode ser realizado nas atitudes mais simples, seja com um abraço apertado, uma palavra de afeto, uma ajuda para realizar um determinado trabalho ou algo que poderá fazer a diferença no dia daquela pessoa ou grupo. Sabemos da importância de termos relações harmoniosas no ambiente de trabalho e, quando conseguimos estender o nosso olhar para o outro, nos tornamos equipes mais unidas e integradas”, ressalta a assessora de Comunicação do Colégio, Thalita Ramos. Para a coordenadora do SOR, Andrea Almeida Martins, inspirados pelas palavras de nosso fundador, Pe. Gailhac: “Que a sua presença transforma a comunidade”, é que nos sentimos motivados a criar, a cada dia, ações que qualificam e enriquecem as relações, e o ambiente de trabalho. Segundo ela, no dia a dia tão corrido, às vezes esquecemo-nos de parar e refletir sobre as nossas escolhas, desafios e o tipo de humano e profissional que queremos ser.
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Reflexão
“Passamos mais tempo no trabalho do que com a nossa família, o que nos impele a fazer com que em nosso espaço profissional possamos criar vínculos de amizade, cooperação, partilha e comunhão. Assim, ao desenvolvermos essa ação de cuidado, queremos estreitar os laços entre os setores, valorizando o bem querer e solidificando o nosso jeito SAGRADO de ser”, completa a coordenadora.
“Nós da TI gostamos muito da abordagem desse encontro, foi muito proveitosa e enriquecedora, principalmente, pela proposta apresentada que é a interação e cuidado entre os setores. Esse tema veio em boa hora, o trabalho em equipe, a ajuda entre as diferentes pessoas do grupo, certamente irá proporcionar momentos de descontração, melhorar a integração dos colaboradores e contribuir para a harmonia de nosso ambiente de trabalho. Fazemos votos de que outros projetos desse tipo sempre floresçam. Cada vez mais somos exigidos em nossas tarefas e um programa como esse, dá ânimo e motivação para continuarmos, afinal essa deve ser sempre nossa missão, a ajuda e o cuidado ao próximo.”
Equipe de TI
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“Aproveito para cumprimentar o TRIO GESTOR, Recursos Humanos e Comunicação pela iniciativa, organização e desenvolvimento das atividades de nosso encontro. Participar de dinâmicas, nos faz refletir sobre nossos valores, princípios, sentimentos e metas é sempre um incentivo para nos conhecermos melhor e contribui com as relações interpessoais. Que essa Campanha fortaleça a união, o respeito e a parceria nessa grande família Sagrado. Aos demais colaboradores que cuidaram de tantos detalhes para que tivéssemos um encontro harmônico e muito proveitoso, meu muito obrigado. Estão todos de parabéns!”
Equipe de Secretaria
“Em meio a tanta correria do dia a dia, fomos convidados a compartilhar, a fazer parte, a nos entregar, e nos doarmos ao outro por meio desta Campanha. Uma Campanha que nos une, nos acolhe e nos torna mais equipe! Momento mais que especial, onde ao cuidar do outro eu também cuido de mim. Que possamos cultivar sempre esta Campanha em nossos corações. Parabéns a todos os envolvidos!”
Equipe de Serviços Gerais
“O que podemos dizer é que estamos muito felizes. Felizes de verdade em poder compartilhar nosso amor e carinho com a equipe do Sagrado. Sabemos que o amor tem o poder de se expandir no universo onde ele está sendo doado. Quem cuida do outro cuida de si mesmo, é a lei do retorno. É com grande satisfação que a equipe da Biblioteca se faz disponível para cuidar, abraçar e se doar quantas vezes se fizer necessário. É só chamar. Parabéns pelo projeto!”
Equipe da Biblioteca
“O sentimento é de carinho e cuidado com o próximo. É importante trazer este sentimento para o nosso dia a dia.”
Equipe do Almoxarifado
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Redes em Rede
Redes em Rede:
juntos pela Educação Católica por Comunicação ANEC A ANEC, em comunhão com a CNBB e a CRB, criou o projeto “Redes em Rede: juntos pela Educação Católica”, que tem como finalidade principal o fortalecimento da educação católica e suas diversas redes de ensino no Brasil. Tecer a educação católica em Rede vem de encontro aos múltiplos desafios enfrentados nesse momento da história, sobretudo, à proliferação de diversas metodologias de aprendizado, e a entrada de grandes players de grupos educacionais, trazendo consigo novidades na forma de ensinar, e despertando o interesse da sociedade numa cultura que não prima à formação, humana e social, do indivíduo. É necessário resgatar a cultura católica no cenário educacional, social, eclesial e cultural, porque apenas com ela (e por meio dela), será possível construir uma sociedade justa e igualitária, preocupada com o ser humano e o planeta. E como fazemos isso? Juntos! O projeto “Redes em Rede: juntos pela Educação Católica” foi apresentado na Assembleia da ANEC, em 22/09/2018, por meio de uma reflexão do Prof. Francisco Angel Morales sobre os cenários da educação atual. Depois de aprovada a continuidade pela Diretoria Nacional, Conselho Superior e Assembleia Geral, a Irª. Maria Inês (Presidente da CRB) e Dom Leonardo Ulrich Steiner (Secretário Geral da CNBB) apoiaram prontamente o projeto. Em paralelo, houve outros encaminhamentos, tais como: • Sistematização do Projeto, descrevendo seus respectivos objetivos e ações; • Desenvolvimento de um vídeo para divulgação do Projeto, com as falas da ANEC, CRB e CNBB; • Elaboração de um calendário de atividades para 2019, Redes em Rede cujo foco será a divulgação e a sensibilização para com o Projeto; • Concepção de várias ações nos campos da gestão pedagógica, institucional e pastoral. Estamos vivendo momentos singulares na sociedade brasileira, observando claramente a complexidade de temas que precisam ser tratados com clareza, cuidado e alicerçados nos preceitos da fé. A educação católica é muito mais do que livros paradidáticos, é um modo de viver, ver a vida, e estar em comunhão com o outro e com o mundo ao seu redor, por isso temos um propósito comum e trabalhamos para o mesmo fim, podendo fazer muito mais se fizermos juntos. Segundo o Papa Francisco, em audiência no Vaticano sobre a educação católica: “... formar rede significa unir saberes, ciências e disciplinas para enfrentar os desafios complexos. Formar rede significa criar lugares de encontro e diálogo dentro das instituições educacionais e promovê-los com os cidadãos provenientes de outras culturas, tradições, religiões diferentes, afim de que o humanismo cristão contemple a condição universal da humanidade hoje”. O momento para unirmos força e tecermos uma única rede é este. Sabemos que sozinhos vamos mais rápido, mas juntos conseguiremos ir mais longe.
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“Estamos em um momento singular da história, que exige grande responsabilidade de todos nós, principalmente, quando tratamos do trabalho em rede. Em um movimento, unindo a ANEC, CNBB e CRB, estamos lançando para todo o Brasil, para a educação católica, nossas obras sociais, o grande projeto de “Redes em Rede”, ou seja, nós precisamos nos unir para sermos Igreja em educação e continuar nos fortalecendo para fazermos o nosso melhor ao povo brasileiro, principalmente na educação, na assistência social e na saúde. Agradecemos muito o apoio da CNBB e CRB, e agora estamos chegando com os nossos provinciais, ecônomos e todas as nossas Congregações, no convite para que possamos dar um passo importante, não só nos discursos, mas em ações efetivas para o trabalho em Rede, garantindo a nossa missão de educar e evangelizar conforme a identidade da educação católica brasileira. Temos uma única certeza: só vamos conseguir dar o nosso melhor se de fato trabalharmos em Rede. Convidamos a todos para essa grande discussão e para tomarmos ações efetivas nesse amplo projeto”.
Ir. Paulo Fossatii Diretor Presidente da ANEC
“Inicio essa mensagem com uma frase que gostava tanto a nossa fundadora: “a união será a nossa força”. Nós vivemos um momento de unir forças, de trabalharmos em rede. Quero reforçar que este projeto é um grande desejo da nossa Igreja, em especial, à ANEC. Um projeto maravilhoso de “Redes em Rede”, para que possamos fortalecer as nossas instituições de educação, nossas instituições sociais e as nossas instituições de saúde. Não podemos mais trabalhar isoladamente (os novos tempos exigem), porque, caso contrário, podemos ser engolidos por situações que, ao invés de nos ajudar a crescer, nos dividem e nos enfraquecem. Eu quero dar todo o meu apoio à iniciativa para que possamos realizar um trabalho realmente em Rede e salvar nossas Instituições que apoiam nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis. Vamos entrar nessa luta, nessa empresa bonita e sermos cristãos, consagrados e consagradas, a serviço da vida. Vamos em frente!”
Irª. Maria Inês Presidente da CRB
Objetivo Geral:
Formar “Redes em Rede” para o fortalecimento das instituições católicas brasileiras nos cenários educacional, social, eclesial, cultural, e em comunhão com a CNBB e CRB. “A missão da Escola Católica é evangelizar, significa anunciar aquelas verdades que Jesus nos trouxe: o bem, a verdade, a fraternidade, a convivência, a solidariedade e o amor. As nossas escolas hoje, para realizar plenamente essa missão, não podem mais atuar de maneira isolada. Há necessidade hoje de trabalhar em Rede, com apoio mútuo, seja na administração ou na elaboração de material didático, modos para sermos, verdadeiramente, essa presença evangelizadora na sociedade brasileira. Vamos trabalhar em Rede, vamos nos dispor a darmos as mãos para trabalharmos juntos e sermos essa presença do bem, da vida, do amor, da solidariedade”.
Dom Leonardo Ulrich Steiner Secretário Geral da CNBB
Objetivos Específicos:
1. Vitalizar a identidade católica nas instituições educacionais, fortalecendo as redes já existentes e as pequenas instituições. 2. Fortalecer a ANEC como legítima instituição representativa da educação católica no Brasil. 3. Desenvolver sinergia entre as instituições católicas para atuar conjuntamente nas diferentes situações do cenário educacional na atualidade. 4. Atuar coletivamente, buscando incidir nas políticas públicas de Estado. 5. Elaborar projetos e ações conjuntamente com a CNBB e a CRB.
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Agenda
1. Fóruns Virtuais: - Educação Básica Ciclo de Formação Virtual da ANEC Tema: Think Tank sobre metodologias ativas - Aprendizagem baseada em projetos, sala de aula invertida, gamificação e cultura maker. Data: 11/03/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Neuroeducação - Novo conceito de aprendizagem. Data: 11/04/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Educação 4.0 - Princípios e práticas de inovação na docência. Data: 10/05/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Fórum Nacional de Educação Básica e de Pastoral Data: 24/04/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). - Gestão Contábil Tema: Seminário Nacional de Gestão Contábil da ANEC (Módulo III) Data: 26/04/2019 Horário: 16h às 17h. Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Seminário nacional de Gestão Contábil da ANEC (Módulo IV) Data: 07/06/2019 Horário: 16h às 17h. Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC).
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- Pastoral: Seminário Nacional da Campanha da Fraternidade 2019 Tema: Políticas Públicas X Fundamentos da Nossa Fé. Data: 12/03/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Políticas Públicas X Constituição. Data: 18/03/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Políticas Públicas X Assistência Social. Data: 01/04/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Políticas Públicas X Educação. Data: 15/04/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Políticas Públicas X Saneamento - Água, esgoto, resíduos, drenagem. Data: 06/05/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: Políticas Públicas X Dívida Pública e Previdência Social. Data: 14/05/2019 Local do evento: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Seminário de Pastoral das Instituições Católicas do Nordeste. Data: 30/08 e 31/08/2019 Local do evento: Recife. Encontro Estadual da Campanha da Fraternidade 2020. Datas: 11/09/2019 Local do evento: Santa Catarina. Roda de Conversa Data e Local: 06/04/2019 (PA) 12/04/2019 (AM) 26/04/2019 (RS)
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Save the Date Maio/2019 (BA) 26/06/2019 (SP) 27/06/2019 (RJ) 05/07/2019 (PR) 20/08/2019 (ES) 31/08/2019 (SC) Agosto/2019 (MT) 12/09/2019 (DF) 20/09/2019 (MG)
Data: 22/08/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30. Tema: GT de PI e CPA. Data: 19/09/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30.
- Gestão Pedagógica: Tema: Seminário Nacional de Gestão Pedagógica. Data: 30/08/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). - Ensino Superior Tema: GT de PI e CPA. Data: 18/04/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30. Tema: Seminário Nacional de PI e CPA. Data: 23/05/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Tema: GT de PI e CPA. Data: 13/06/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30.
Tema: GT de PI e CPA. Data: 17/10/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30. Tema: GT de PI e CPA. Data: 14/11/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30. Tema: GT de PI e CPA. Data: 05/12/2019 Local: Evento virtual (Plataforma virtual da ANEC). Horário: 15h às 16h30.
2. Fórum de Mantenedoras Tema: Fórum Nacional de Mantenedoras. Data: 30/09/2019 Local: Brasília/DF – Royal Tulip.
Tema: GT de PI e CPA.
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Estante Editora: Loyola Título: Sabedoria das idades Autor: Papa Francisco Sinopse: Um dia, enquanto rezava, Papa Francisco foi inspirado a esclarecer o papel vital dos avós e de outros idosos e a sabedoria transformadora que eles têm a compartilhar. “Sabedoria das idades” é o resultado dessa inspiração. Idosos de mais de 30 países compartilham sua sabedoria adquirida ao longo de anos de experiência. Todas as histórias são testemunhos do poder da fé, perseverança, resiliência humana e do amor. O livro se organiza em torno de 5 eixos temáticos, sobre os quais os idosos tecem seus comentários baseados em suas próprias experiências de vida: trabalho, luta, amor, morte e esperança. Acesse: www.sabedoriadasidades.com.br
Editora: Loyola Título: O Coordenador Pedagógico e seus percursos formativos Orgs. Laurinda Ramalho de Almeida e Vera Maria Nigro de Souza Placco Sinopse: Ao propor como temática “O Coordenador Pedagógico e seus percursos formativos”, são apresentados textos que, embora diversos em suas propostas, confirmam o entendimento da urgência de que os diferentes sistemas de ensino estejam atentos às demandas formativas dos CPs, que realmente lhes possibilitem ser profissionais compromissados com uma escola para todos e que sejam articuladores, formadores e transformadores de processos pedagógicos inovadores que garantam o acesso, a permanência e a aprendizagem dos alunos.
Editoras: Santuário, e Ideias & Letras Título: Salvar a escola na Era Digital Autor: Giovanni Reale Sinopse: Abordam-se, neste livro, as novas tecnologias e a metamorfose das gerações desencadeada pela revolução digital, a qual tem causado descompassos na escola e no relacionamento professor-aluno. Como deve ser a adaptação da escola aos novos instrumentos digitais, como resguardar a essência do relacionamento humano e como fazer a preservação da cultura da leitura e da escrita são alguns questionamentos que a obra busca responder.
Editoras: Santuário, e Ideias & Letras Título: Turma da Mônica visita o Papa Autor: Ferdinando Mancilio, C.Ss.R. Sinopse: A Turma da Mônica diverte, há mais de 50 anos, diversas gerações de brasileiros. Desta vez, a Mônica e sua turma viajarão até Roma, na Itália. Lá, todos, acompanhando pelo guia Vitinho, conhecerão as belezas da capital italiana e o Vaticano. Por último, irão se encontrar com o Papa Francisco.
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Editora: Vozes Título: Nietzsche hoje – Sobre os desafios da vida contemporânea Autor: Viviane Mosé Sinopse: A estreita relação entre o conhecimento e a vida, razão e emoção, a possibilidade de aproximar opostos, aliás, por que opostos? Não se pode ser uma coisa e outra, em vez de escolher entre uma opção ou outra? Baseada nestes princípios e questionamentos, levantados séculos atrás por Nietzsche, a autora Viviane Mosé apresenta “Nietzsche hoje - Sobre os desafios da vida contemporânea”.
Editora: Canção Nova Título: Uma maneira de salvar seu lar Autor: Márcio Mendes Sinopse: Neste livro, Márcio Mendes apresenta o que é necessário, segundo a Palavra de Deus, para manter sua família a salvo da discórdia, dos ressentimentos e dos grandes perigos. Basta colocar em prática, para ver o que Deus é capaz de fazer, quando encontra uma pessoa determinada a salvar o próprio lar!
Editora: Canção Nova Título: Frases que nos levam a Deus Autor: Padre Bruno Costa Sinopse: Neste livro, Padre Bruno Costa convida você a refletir sobre sua vida, a partir de 12 frases, que oferecem uma experiência de conversão e de maior intimidade com Deus. O resultado final será o desejo de superação para ser uma pessoa melhor para si, para os outros e para Deus.
Editora: Edebê Título: Coleção Girolhar (Educação Infantil) Autor: Aline Pinto Sinopse: A Coleção Girolhar conta com conteúdos e recursos adicionais que farão da experiência de aprendizagem um momento envolvente, inclusive para a família. É um material didático original e diferenciado, que foi construído de forma colaborativa ouvindo as escolas, professores e especialistas em Educação Infantil. Conta ainda com o Cubetto, um simpático robozinho que promove o desenvolvimento de conceitos amplos de lógica, noção de espaço, distância, lateralidade, cores, formas e sequência.
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Estante Editora: FTD Coleção: Sistema de Educação Integra para o Ensino Médio Com o propósito de apoiar as escolas confessionais, tanto em sua proposta educacional quanto em sua missão evangelizadora, o Sistema de Educação Integra foi desenvolvido para oferecer materiais didáticos de excelência para o Ensino Médio sem se distanciar dos princípios confessionais. Fortalecendo os valores cristãos de modo amplo e integrado, contribuímos com a formação completa dos nossos alunos. Além disso, o Sistema de Educação Integra conta com um pacote completo de Soluções Educacionais – o Integra Confessionais – que trabalha o seu projeto pastoral em conjunto com as matrizes curriculares e ajuda a consolidar sua identidade missionária, entre outros diversos recursos e serviços.
Editora: Ave Maria Título: Educar – Escolher a vida e testemunhar a verdade Autor: Papa Francisco e Jorge M. Bergoglio Sinopse: Após abordar diversos temas como a fé, a Igreja e o povo, o Papa Francisco fala sobre o grande desafio de ser um educador. Nesta obra, o Santo Padre mostra a importância dos professores e educadores em nossa sociedade. Suas homilias e orientações são voltadas para as pessoas que assumem esse compromisso, fazendo com que vençam os obstáculos na missão de formar boas pessoas, tendo Jesus como exemplo absoluto.
Editora: Bom Jesus Título: Mo e Dinha – Meu primeiro livro de economia Autor: Montse Junyent Sinopse: Os dois ratinhos, Mo e Dinha, que querem comprar um presente de aniversário para a mãe, têm sua história retratada nessa obra interativa em um enredo capaz de encantar crianças e adultos. O livro explica de forma lúdica o que é dinheiro e sobre o esforço necessário para conquistá-lo, contribuindo para o desenvolvimento das primeiras noções de como a economia funciona na vida cotidiana. Ao final, há um cofrinho para montar, tornando o aprendizado ainda mais divertido!
Editora: Bom Jesus Título: Caco e Tula – Sentimentos Autor: Patricia Geis e Sergio Folch Sinopse: Felicidade, medo, tristeza, amor... Há momentos em que nos sentimos melhor que em outros e às vezes temos dificuldades de expressar e lidar com essas sensações. Esta obra aborda diversas situações do dia a dia que despertam diferentes sentimentos, proporcionando às crianças, de forma lúdica e interativa, formas para identificar e expressar o que sentem, por meio do medidor de sentimentos.
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A ANEC faz parte da vida das instituições de ensino há muitos anos, mas será que todos possuem conhecimento sobre a Associação? 1. O que significa a sigla ANEC? A. Associação Nacional de Escolas Católicas B. Associação Nacional de Educação Católica C. Associação Nacional de Educação Cristã 2. Por quais setores da educação a ANEC é responsável? A. Mantenedoras e Mantidas B. Educação Básica, Ensino Superior e Pastoral C. Educação Básica, Ensino Superior, Pastoral e Mantenedoras 3. Um dos principais objetivos da Associação é compartilhar conhecimento por meio de publicações. Quais as Revistas criadas pela ANEC em 2018? A. Educanec, Pastoral e Educação B. Pastoral e Educanec C. Apenas Educanec 4. O Congresso Nacional de Educação da ANEC é um dos maiores eventos promovidos pela Associação. Nesse sentido, estamos falando que esse ano (2019) o evento completa sua: A. 7º edição B. 2º edição C. 5º edição 5. Quais redes sociais a ANEC possui para se relacionar com suas associadas? A. Facebook e Instagram B. Facebook, Instagram, Linkedin e Youtube C. Facebook, Instagram e Youtube jan/fev/mar 2019 | nº 03 | Revista EDUCANEC edição. Confira as respostas na próxima
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